José Luandino Vieira - fios de memória e estórias

José Luandino Vieira - foto: JC Venancio

"Pode mesmo a gente saber, com a certeza, como é um caso começou, aonde começou, por quê, pra quê, quem? Saber mesmo o que estava se passar no coração da pessoa que faz, que procura, desfaz ou estraga as conversas, as macas? Ou tudo que passa na vida não pode-se-lhe agarrar no princípio, quando chega nesse princípio vê afinal esse mesmo princípio era também fim doutro princípio e então, se a gente segue assim, para trás ou para frente, vê que não pode partir o fio da vida, mesmo que está podre nalgum lado, ele sempre se emenda noutro sítio, cresce, desvia, foge, avança, curva, para, esconde, aparece... e digo isto, tenho minha razão. As pessoas falam, as gentes que estão nas conversas, que sofrem os casos e as macas contam, e logo ali, ali mesmo, nessa hora em que passa qualquer confusão, cada qual fala a sua verdade e se continuam falar e discutir, a verdade começa dar fruta, no fim é mesmo uma quinda de mentiras, que a mentira é uma hora da verdade ou o contrário mesmo. [...] O fio da vida que mostra o quê, o como das conversas, mesmo que está podre não parte. Puxando-lhe, emendando-lhe, sempre a gente encontra um princípio num sítio qualquer, mesmo que esse princípio é o fim doutro princípio. Os pensamentos, na cabeça das pessoas, têm ainda de começar em qualquer parte, qualquer dia, qualquer caso. Só o que precisa é procurar saber." 
- Xica Futa, em “Estória do ladrão e do papagaio”. in: "Luuanda" de José Luandino Vieira. São Paulo: Ática, 1982, p.52.




José Luandino Vieira -  50 anos de Luuanda
José Luandino Vieira pseudônimo literário de José Vieira Mateus da Graça (poeta, contista, tradutor), nascido na Lagoa do Furadouro (Portugal) em 4 de Maio de 1935mas emigrou com os pais para Angola em 1938. É cidadão angolano pela sua participação no movimento de libertação nacional e contribuição no nascimento da República Popular de Angola. 
Passou a sua infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino primário e secundário. Foi preso pela PIDE em 1959, no âmbito do Processo dos 50, e de novo preso em 1961. Condenado a 14 anos de prisão e medidas de
segurança, em 1964, foi transferido para o campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, onde passou 8 anos. No âmbito da abertura marcelista, foi libertado em 1972, mantido em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, na grande maioria escrita nas diversas prisões por onde passou. 
A sua estreia literária foi feita na revista Mensagem, da Casa dos Estudantes do Império de Lisboa, em 1950, tendo colaborado nesta revista em anos posteriores (1961-1963) e ainda em O Estudante (Luanda, 1952), Cultura (Luanda, 1957), Boletim Cultural do Huambo (Nova Lisboa, 1958), Jornal de Angola (Luanda, 1961-1963), Jornal do Congo (Carmona, 1962), Vértice (Coimbra, 1973) e Jornal de Luanda (1973 -?), entre outros. 
Em 1975 regressou a Angola. Organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola (1975-1978), ocupou ainda os cargos de diretor do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA (1975-1979) e do Instituto Angolano de Cinema (1979-1984), foi co-fundador da União dos Escritores Angolanos, sendo seu secretário-geral (1975-1980 e 1985-1992) e secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos (1979-1984). Na sequência das eleições de 1992, e do reinício da guerra civil angolana, regressou a Portugal. Radicou-se no Minho Vila Nova de Cerveira.
Recebeu vários prémios literários: no ano de 1961 recebe o prémio da Sociedade Cultural de Angola e da Casa dos Estudantes do Império de Lisboa; em 1963 recebe o prémio da Associação dos Naturais de Angola e o Prémio Mota Veiga; em 1965 foi-lhe atribuído o «Grande Prémio de Novelística» da Sociedade Portuguesa de Autores, para a sua obra "Luuanda". Na sequência desta atribuição, a Sociedade Portuguesa de Escritores foi encerrada pela PIDE, e o júri perseguido. Em 2006, foi-lhe atribuído o Prémio Camões, que, ‘por razões íntimas e pessoais’, recusou receber. E em 2008, foi-lhe atribuído o Prémio Cultura do Ministério da Cultura do Governo de Angola. 
A sua obra é composta de:
Capa do livro "Vidas novas", de José Luandino Vieira
[Ilustração de José Rodrigues]
Contos e estórias curtas: A cidade e a infância (1957); Duas histórias de pequenos burgueses (1961); Luuanda (1963); Vidas novas (1968); Velhas histórias (1974); Duas histórias (1974); No antigamente, na vida (1974); Macandumba (1978); Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & eu (1981);  História da baciazinha de Quitaba (1986); À espera do luar (1998); Kapapa: pássaros e peixes (1998); e A fronteira de asfalto (2012).
Novelas: A vida verdadeira de Domingos Xavier (1961); e João Vêncio. Os seus amores (1979).
Romances: Nós, os do Makulusu (1974); Nosso Musseque (2003); e O livro dos rios, 1º vol. da trilogia De rios velhos e guerrilheiros (2006).
Infanto-juvenis: A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. Guerra para crianças (2006); - Fábulas angolanas: Kaxinjengele e o poder (2007); Kiombokiadimuka e a liberdade (2008); Puku Kambundu e a sabedoria (2009); Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi (2010); Ngola Mukongo e a Justiça (2011); Xingandele, o corvo de colarinho branco (2012); Dimandondo, o morcego dos três nomes (2013); e Katubia Ufolo, o pássaro serpente (2015).
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:: Fontes: Editorial Caminho/ Letras e Coisas/ CES - Centro de Estudos Sociais - Laboratório Associado a Universidade de Coimbra/e Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999.


“Minha estória. Se é bonita, se é feia, vocês é que sabem. Eu só juro não falei mentira e estes casos passaram nesta nossa terra de Luanda.”
- José Luandino Vieira, em "Luuanda". São Paulo: Ática, 1982, p. 123.


PRÊMIOS
José Luandino Vieira - foto: (...)
:: Prémio Sociedade Cultural de Angola, 1961;
:: Prémio João Dias, pela obra "Vidas novas", 1962;
:: Associação de Naturais de Angola. 1963;
:: Prêmio literário angolano D. Maria José Abrantes Mota Veiga, pela obra "Luuanda" em 1964;
:: Prémio Camilo Castelo BrancoGrande Prémio de novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores, pela obra "Luuanda" 1965;
:: Prémio Camões. 2006*.
:: Prémio Cultura do Ministério da Cultura do Governo de Angola, 2008.
Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais». Entrevistas posteriores, sobretudo ao Jornal de Letras, esclareceram que o autor não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, entendia que o mesmo deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir. Neste mesmo ano publica dois novos livros e nos anos seguintes pública várias obras voltadas ao público infanto-juvenil.


"É muito difícil nesta altura dizer qualquer coisa; mas podes afirmar aos amigos e companheiros que procurarei sempre ser digno da confiança que têm em mim; que, nas minhas possibilidades e dentro do meu particular campo de acção – o estético –... tudo farei para que a felicidade, a paz e o progresso sejam usufruídos por todos." 
- José Luandino Vieira, "trecho de entrevista concedida a Michel Laban em 1977". in: LABAN, Michel (Org.). Luandino: José Luandino Vieira e sua obra: estudos, testemunhos, entrevistas. Lisboa: Edições 70, 1977, p. 91. 


BIBLIOGRAFIA

OBRA DE LUANDINO VIEIRA PUBLICADA EM PORTUGAL
Contos e estórias curtas
Capa do livro "Luuanda",  de Luandino Vieira
- 3ª edição portuguesa, 1974
:: A cidade e a infânciaLisboa: Casa dos Estudantes do Império.1957; 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1978, 163p.
:: Duas histórias de pequenos burgueses. (Colecção Imbondeiro, 23). Luanda: Sá da Bandiera, 1961.
:: LuuandaLisboa: Edições 70, 1963; (Coleção Outras Margens. 36). Lisboa: Editorial Caminho, 2004.
:: Vidas novas. Porto: Afrontamento, 1975. Lisboa: Editorial Caminho, 2007Edição especial [ilustrações José Rodrigues]. Lisboa: Edições 70, 2007, 191p.
:: Velhas estórias. Lisboa: Plátano, 1974;  2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1976.
:: Duas estórias. [Cadernos capricórnio. 24]. Lobito, 1974, 19p. 
:: No antigamente, na vida. Porto: Edições 70, 1974; Lisboa: Editorial Caminho, 2005
:: Macandumba. Lisboa: Edições 70, 1978.
:: Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & euLisboa: Edições 70, 1981.
:: História da baciazinha de Quitaba. 1986.
:: À espera do luar. [ilustrações José Rodrigues]. Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo, 1998.
:: Kapapa: pássaros e peixes. Lisboa: Editora Expo'98, 1998, 50p.
:: A fronteira de asfalto [ilustrações Alberto Péssimo]. Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2012.

Novelas
:: A vida verdadeira de Domingos Xavier. 1961; Porto: Edições 70, 1987; Lisboa: Editorial Caminho, 2003, 115p.
:: João Vêncio. Os seus amoresPorto: Edições 70, 1979; 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1987; (Coleção Outras Margens 29). Lisboa: Editorial Caminho, 2004

Romances
:: Nós, os do Makulusu. Lisboa: Sá da Costa, 1974; (Coleção Outras Margens. 26). Lisboa: Editorial Caminho, 2004.
:: Nosso Musseque(Coleção Outras Margens. 13). Lisboa: Editorial Caminho,  2003.
:: O livro dos rios. 1º vol. da trilogia De rios velhos e guerrilheiros [com ilustrações de sua autoria].. (Coleção Outras Margens. 58). Lisboa: Editorial Caminho, 2006, 139p.

Luandino Vieira, por Fabiana Miraz de Freitas Grecco
Infanto-juvenil
:: A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. [Guerra para crianças]. Lisboa: Editorial Caminho, 2006.
:: Kaxinjengele e o poder: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria]. Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2007.
:: Kiombokiadimuka e a liberdade: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria]. Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2008.
:: Puku Kambundu e a sabedoria: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria]Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2009.
:: Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria]Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2010.
:: Ngola Mukongo e a Justiça: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria]. Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2011.
:: Xingandele, o corvo de colarinho branco: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria] Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2012.
:: Dimandondo, o morcego dos três nomes: uma fábula angolana [com ilustrações da sua autoria] Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2013
:: Katubia Ufolo, o pássaro serpente: uma fábula angolana* [ilustrações Roberto Chichorro]. Leça da Palmeira: Letras & Coisas, 2015
*nota do autor, que diz: «Esta fábula não foi me contada. Eu mesmo assisti. Também continuo à espera de ver chegar noivo para Kadipanda Nzoji. O pássaro Katubia Ufolo, que tem todas as cores e pode virar serpente, é o pássaro da liberdade, o que sempre só se vê e não pode se caçar.» (Fonte: Rede Angola).

Poesia publicada em Antologias [participação]
:: Poesia angolana de revolta: antologia. [organização Giuseppe Mea]. Porto: Paisagem, 1975.
:: No reino de Caliban: antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II: Angola, São Tomé e Príncipe[organização Manuel Ferreira]. Lisboa: Seara Nova, 1976.
:: Antologia temática de poesia africana, 1: na noite gravida dos punhais. [organização Mario de Andrade]. Porto: Paisagem, 1975; Lisboa: Editora Sa da Costa, 1977. 

Apontamentos biográficos e correspondência
:: José Luandino Vieira, Papéis da Prisão: apontamentos, diário, correspondência (1962-1971).. [organização Margarida Carlafate Ribeiro, Mónica V. Silva e Roberto Vecchi]. Lisboa: Editorial Caminho, 2015.

Ensaio/artigo
:: Literatura angolana: estoriando a partir do que não se vê. In:
PADILHA, Laura Cavalcante e RIBEIRO, Margarida Calafate (Org.). Lendo Angola. Porto: Afrontamento, 2008. p. 31-37.


TRADUÇÃO
:: BURGESS, Anthony. Laranja Mecânica [A Clockwork Orange].. (tradução José Luandino Vieira). Lisboa: Edições 70, 1973.


"A mudança é devagar, se descobre só quando acabou já"
- José Luandino Vieira, em "Velhas Estórias". Lisboa: Caminho, 2006.


OBRA DE LUANDINO VIEIRA PUBLICADA EM ANGOLA
Luuanda, de Luandino Vieira (1ª edição 1963)
:: Duas histórias de pequenos burgueses. (Colecção Imbondeiro, 23). Luanda: Sá da Bandiera, 1961.
:: Vidas novas [contos]Luanda: Pavilhão Prisional da PIDE, 1962; 1968
:: Luaanda[contos]. 1963; Luanda: Oficinas Gráficas ABC, 1964, 103p. [Distinguido com o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores, atribuição que determinou o encerramento forçado da Sociedade e a proibição do livro em Portugal.
:: A vida verdadeira de Domingos Xavier. 1977, 156p.
:: No antigamente, na vida3ª ed., Luanda: União dos Escritores Angolanos, 1979, 208p.
:: Macandumba. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 1978.
:: João Vêncio: os seus amores. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 1979, 128p.
:: Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto e eu. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 1981.
:: A cidade e a Infância. Luanda: União dos escritores Angolanos, 1985.
:: Estória da baciazinha de Quitaba. [Cadernos lavra & oficina. 60]. Luanda: UEA, 1986.
:: Nosso MussequeLuanda: Nzila, 2003.
::O livro dos rios. 1º vol. da trilogia De rios velhos e guerrilheiros. [romance]. Luanda: Nzila, 2006.
:: Oyita Ya Edike Amvula Ni Manyanga Amatuta {A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens}.[infanto-juvenil].. (tradução para 'kimbundu', por Domingos Joaquim Kimbamba). Luanda: Instituto Nacional das Indústrias Culturais de Angola, INIC, 2012.
:: Ngola Mukongo e a justiça: uma fábula angolana [infanto-juvenil].. (colecção Piô… Piô…). Luanda: INIC, 2011.


"Fimbei no fundo com a pancada da canoa, sua sombra sem leme girava por cima, rodopiava no buraco do mar a jamanta é que fizera com seu fugir do fundo"
- José Luandino Vieira, em "Kapapa, Pássaros e Peixes". 1998.


OBRA DE LUANDINO VIEIRA PUBLICADA NO BRASIL
Companhia das Letras
:: Luuanda [estórias].. (capa Mariana Newlands). São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 144p. 
:: A cidade e a infância [contos].. (capa Mariana Newlands). São Paulo: Companhia das Letras, 2007, 136p.

Editora Ática
:: A vida verdadeira de Domingos Xavier [novela]. São Paulo: Ática, 1975; 1979.
:: Luuanda [estórias]. São Paulo: Ática, 1982.
:Nós, os do Makulusu [romance]. São Paulo: Ática, 1991.

Outras editoras
:Luaanda [estórias]. Belo Horizonte: Eros, 1965, 165p.
:: Kaxinjengele e o poder: uma fábula angolana [infanto-juvenil]. Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2012.
:: Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi: uma fábula angolana [infanto-juvenil].. (ilustrações Marilia Pirillo). Rio de Janeiro: Editora Melhoramentos, 2013.


"Muadiê: eu gramo de Luanda - casas, ruas, paus, mar, céu e nuvias, Ilhinha pescadórica. Beleza toda eu não escoiço. Eu digo: Luanda - e meu coração ri, meus olhos fecham, sôdade. Porque eu só estou cá, quando estou longe. De longe é que se ama."
- José Luandino Vieira, em "João Véncio: os seus amores". Lisboa: Edições 70, 1981, p. 23.


“E és tu, leal companheira para sempre adiada, és tu quem vai ficar toda a vida com os olhos secos e eu ainda não sei, tu não sabes, o Maninho não sabe...”
- José Luandino Vieira, em "Nós, os do Makulusu". 4ª ed., Porto: Edições 70, 1985, p. 72.


"A sua obra, importantíssima, foi precursora da literatura angolana e tem raízes na terra e na cultura do país" 
- José Saramago


Ilustração de Luandino Vieira


"[...] amizade era assim, obrigatória alegria nas diferenças, no que a pessoa tem, a pessoa não é? Truque de a gente ficarmos mais inteiros, junto com o outro, nossas diferenças é igualdades leais?"
 - José Luandino Vieira, em "Macandumba". Lisboa: Edições 70, 1978.


"Muadié sente: eu estou outra vez lá no canto, o meu coração pula. A vida não é assim: o que foi torna a ser? Cada pessoa com sua miondona..." 
- José Luandino Vieira, em "João Vêncio: os seus amores. 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1987, p. 23.


"A vida é muito incompleta. Eu, se pudesse, era minha cruzada: cada dia, cada via; cada vida, cada lida. Gostava era inda ser outro novo cada vez."
- José Luandino Vieira, em "João Vêncio: os seus amores. 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1987, p. 40.


“Mas agora ainda não, ainda o buraco não foi feito e o sangue correu...”
- José Luandino Vieira, "Nós, os do Makulusu". 4ª ed., Porto: Edições 70, 1985, p. 30. 

José Luandino Vieira - foto: (...)
POEMAS DE JOSÉ LUANDINO VIEIRA

Buganvília
Branca a buganvília explode
no odiado muro em frente

à volta a vida berra crente
e o negro sangue estanca

vermelha a buganvília

rompe o muro da frente
- José Luandino Vieira (1962), em "No reino de Caliban: antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II: Angola, São Tomé e Príncipe". Lisboa: Seara Nova, 1976, p. 241.


Canção para Luanda
José Luandino Vieira - foto: Graciosa Reis
A pergunta no ar
no mar
na boca de todos nós:
– Luanda onde está?
Silêncio nas ruas
Silêncio nas bocas
Silêncio nos olhos

– Xê
mana Rosa peixeira

– Mano
Não pode responder
tem de vender
correr a cidade
se quer comer!

“Ola almoço, ola amoçoéé
matona calapau
ji ferrera ji ferrerééé”
 – E você
mana Maria quitandeira
vendendo maboque
os seios-maboque
gritando
saltando
os pés percorrendo
caminhos vermelhos
de todos os dias?
 “maboque m’boquinha boa
dóce dócinha”

– Mano
não pode responder
o tempo é pequeno
para vender!

Zefa mulata
o corpo vendido
batom nos lábios
os brincos de lata
sorri
abrindo seu corpo

– seu corpo-cubata!
Seu corpo vendido
viajado
de noite e de dia.
    – Luanda onde está?

Mana Zefa mulata
o corpo cubata
os brincos de lata
vai-se deitar
com quem lhe pagar
– precisa comer!

– Mano dos jornais
Luanda onde está?
As casas antigas
o barro vermelho
as nossas cantigas
trator derrubou?

Meninos nas ruas
caçambulas
quigosas
brincadeiras minhas e tuas
asfalto matou?
– Manos
Rosa peixeira

quitandeira Maria
você também
Zefa mulata
dos brincos de lata
                       – Luanda onde está?

Sorrindo
as quindas no chão
laranjas e peixe
maboque docinho
a esperança nos olhos
a certeza nas mãos
mana Rosa peixeira

quitandeira Maria
Zefa mulata
– os panos pintados
garridos
caídos
mostraram o coração.
                         – Luanda está aqui!
- José Luandino Vieira (1957), em "Poesia angolana de revolta: antologia". [organização Giuseppe Mea]. Porto: Paisagem, 1975, p. 143-146.


José Luandino Vieira - foto: Cia das Letras

Estrada
Luanda Dondo vão,
cento e tal quilômetros
mangas e cajus
marcos brancos
meninos nus

Branco algodão
crescendo
corpos negros
na cacimba

O Lucala corre
confiante
indiferente à ponte que ignora

Verdes matas
Sangram vermelhas acácias
imbondeiros festejam
o minuto da flor anual

Na estrada
o rebanho alinha
pelo verde
verde capim

Adivinhados
caqui lacraus
de capacete giz

Meninos
se embalam
em mães velhas
de varizes:

Rios azuis
da longa estrada

E é fevereiro
sardões ao sol
Cassoalala

Eia Mucoso
tão vazio outrora
tão cheio agora
Adivinhados
permanecem
lacraus caqui
capacetes giz

Não param as colheitas 

Que razão seriam
fevereiro
acácias sangrando vermelho
verdes sisais
cantando o parto
da única flor?

Não param as colheitas!
- José Luandino Vieira (1963), em "No reino de Caliban: antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II: Angola, São Tomé e Príncipe". Lisboa: Seara Nova, 1976, p. 243-244.


Girassóis
Tem girassóis amarelos
o meu quadrado de sol

a vida espancada passa
mas no quadrado de sol
aberto sobre o jardim
os girassóis amarelos
velhos
mostram o fim
- José Luandino Vieira (1962), em "No reino de Caliban: antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II: Angola, São Tomé e Príncipe". Lisboa: Seara Nova, 1976, p. 241.


Sons
A guitarra
é som antepassado.

Partiram-se as cordas
esticadas pela vida.

Chorei fado.

Que importa hoje
se o recuso:

o ngoma é o som adivinhado!
José Luandino Vieira, em "No reino de Caliban: antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II: Angola, São Tomé e Príncipe". Lisboa: Seara Nova, 1976, p. 238.


Luandino Vieira - foto:  JC Venancio (Festival Poesia Angolana - Foz Coa).

"Amigos e inimigos, tudo junto, esquecidos, só vêem o guardador de rebanhos da beleza."
- José Luandino Vieira, em "A cidade e a infância". Lisboa: Edições 70, 1997.


"Beleza toda eu não escoico. Eu digo: Luanda – e meu coração ri, meus olhos fecham, sôdade. Porque eu só estou cá, quando estou longe. De longe é que se ama." 
- José Luandino Vieira, em "João Vêncio: os seus amores. 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1987, p. 81.


"Dou o fio, o camarada companheiro dá a missanga – adiantamos fazer nosso colar de cores amigadas. Eu acho beleza é libelo, as alíneas em fila, com número e letra, nada de confusões macas, falar de gentio à toa."
- José Luandino Vieira, em "João Vêncio: os seus amores. 2ª ed., Lisboa: Edições 70, 1987, p. 107.


"Isto são, talvez, conversas à margem, mas podem dar a idéia de quão profundo foi o nosso envolvimento da nossa infância. Ao ponto de que há quem esteja contra a infância ou a favor da infância, contra esse sentimento que alguns já chamaram o “saudosismo da infância”, mas de que me não envergonho nada porque foi essa vivência que ditou valores como solidariedade, valores como amizade, o muito respeito pela vida e o medo nenhum que tenho pela morte, tudo isso aprendi na infância. Não posso calar isto, por causa da crítica de que os escritores estão sempre a lembrarse do paraíso... Não é paraíso nenhum, porque nós sabemos que aquela sociedade estava cheia de contradições e que a luta principal é entre oprimidos e opressores, explorados e exploradores. Creio que ninguém deixa de ter consciência disso, não estamos a pensar a infância como nostalgia, regresso a esse passado, mas como fonte donde tirar valores, e até uma certa energia, para confiarmos que somos capazes de criar, noutros termos, uma ambiência para as crianças que lhes dê depois também uma entrada na vida com uma carga de valores, de sentimentos, que as crianças não cheguem traumatizadas...!" 
- José Luandino Vieira, "trecho da entrevista concedida a Michel Laban em 1977". in: LABAN, Michel (Org.). Luandino: José Luandino Vieira e sua obra: estudos, testemunhos, entrevistas. Lisboa: Edições 70, 1977, p. 18, 19.  


José Luandino Vieira - foto: (...)

FORTUNA CRÍTICA DE JOSÉ LUANDINO VIEIRA
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros]
ANDRADE, Joelma Gomes dos Santos Cheng de. O Lugar de José Luandino Vieira na Tradição do Conto Angolano. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2014. Disponível no link. (acessado em 6.5.2015).
ANDRADE, Joelma Gomes dos Santos Cheng de. O Narratário: um estudo de seu papel na construção de João Vêncio: os seus amores, de José Luandino Vieira. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2009.
ANDRADE, Joelma Gomes dos Santos Cheng de. Narratário: um estudo de seu papel na construção de João Vêncio os seus amores, de José Luandino Vieira. 1ª ed., Luanda: União dos Escritores Agolanos, 2009. v. 1000. 121p.
ANDRADE, Joelma Gomes dos Santos Cheng de. A Literatura se alimenta de literatura. ninguém pode chegar a escritor se não foi um grande leitor. [Entrevista de José Luandino Vieira]. Investigações (UFPE. Impresso), v. 21, p. 279-290, 2008.
ANDRADE, Joelma Gomes dos Santos Cheng de. A Mímesis em Marcha: perspectivas para a literatura angolana no século XXI. In: Sônia Lúcia Ramalho de Farias; Kleyton Ricardo Wanderley Pereira. (Org.). Mímesis e Ficção. 1ª ed., Recife: Pipa Comunicação, 2013, v. , p. 287-313.
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José Luandino Vieira - foto: (...)
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José Luandino Vieira - foto: (...)
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VIEIRA, Maria José Blaskovski. A expressão lingüística em Luuanda de Luandino Vieira. In: II SEPesq - Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação, 2006, Porto Alegre. II SEPesq - Semana e Extensão, Pesquisa e Pós-Gradução. Porto Alegre: Editora UniRitter, 2006. v. 1.
XAVIER, Carmen Luiza Rabelo. Apropriação do Código Linguístico do outro: A Escrita Literária de Luandino Vieira. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC Minas, 1997.
ZORTEA, Claudia Eliane. Estudos sobre o registro literário de Luandino Vieira em "Nosso Musseque". (Monografia Graduação em Letras). Universidade do Estado de Mato Grosso, UNEMAT, 2009.
ZORTEA, Claudia Eliane. O estilo tardio na obra Nós, os do Makulusu de Luandino Vieira. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade do Estado de Mato Grosso, UNEMAT, 2014.
ZORTEA, Claudia Eliane. O estilo tardio na obra 'Nós, os do Makulusu', de Luandino Vieira. Revista Crioula (USP), v. 14, p. 1-9, 2014. Disponível no link. (acessado em 5.5.2015).
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"Talvez agora com as coisas que os anos e a vida mostraram, vindas de muitas pessoas diferentes, eu possa pôr bem a história do Xoxombo. Se não conseguir, a culpa não é dele nem da confusão que lhe pôs a alcunha. É minha, que meti literatura aí onde tinha vida e substituí calor humano por anedota. Mas vou contar na mesma." 
- José Luandino Vieira, em "Nosso musseque". Lisboa: Editorial Caminho, 2003, p. 17.


José Luandino Vieira - foto: (...)
FILMOGRAFIA
Filme: Monangambé 
Curta-metragem baseado no conto “O fato completo de Lucas Matesso”, de Luandino Vieira (1962).
Ficha técnica
Ano/país: 1971 - Angola
Duração: 17 min.
Formato: 35 mm., pb. 
Direção: Sarah Maldoror
Adaptação/roteiro: Sarah Maldoror, Mário Pinto de Andrade e Serge Michel


Filme: Sambizanga
Baseado no romance A Vida Verdadeira de Domingos Xavier, de Luandino Vieira.
Sinopse: O filme se passa em Angola em 1961. Domingos Xavier, um militante revolucionário angolano, foi preso pela polícia secreta portuguesa. Xavier foi levado para a cadeia no Sambizanga onde foi submetido a interrogatório e tortura para extrair os nomes de seu contato independência. O filme a partir do ponto de vista de Maria, a esposa de Xavier, que vai em busca de seu marido da prisão para prisão sem entender exatamente o que está acontecendo, enquanto Xavier foi torturado e espancado até a morte.
Ficha técnica
Ano/país: 1972 - Angola, República do Congo e França
Duração: 102 min.
Formato: 35 mm.
Direção: Sarah Maldoror
Roteiro: Sarah Maldoror; Claude Agostini, Maurice Pons; e Mário Pinto de Andrade
Direção de fotografia: Claude Agostini
Editor: Georges Klotz
Estúdio de produção: Isabelle Filmes
Distribuição: New Yorker Films, Animatógrafo
Classificação indicativa: 16 anos.


Estória do ladrão e do papagaio
"[...] É assim como um cajueiro, um pau velho e bom, quando dá sombra e cajus inchados de sumo e os troncos grossos, tortos, recurvados, misturam-se, crescem uns para cima dos outros, nascem-lhes filhotes mais novos, estes fabricam uma teia de aranha em cima dos mais grossos e aí é que as folhas, largas e verdes, ficam depois colocadas, parece são moscas mexendo-se, presas, o vento é que faz. E os frutos vermelhos e amarelos são bocados de sol pendurados. As pessoas passam lá, não lhe ligam, vêem lhe ali anos e anos, bebem fresco da sombra, comem o maduro das frutas, os monandengues roubam as folhas a nascer para ferrar suas linhas de pescar e ninguém pensa: como começou este pau? Olhem-lhe bem, tirem as folhas todas: o pau vive. 
Quem sabe diz o sol dá-lhe comida por ali, mas o pau vive sem folhas. Subam nele, partam-lhe os paus novos, aqueles em vê, bons para paus-de-fisga, cortem-lhe mesmo todos: a árvore vive sempre com os outros grossos filhos dos troncos mais velhos
agarrados ao pai gordo e espetado na terra. Fiquem malucos, chamem o trator ou arranjem as catanas, cortem, serrem, partam, tirem todos os filhos grossos do tronco pai e depois saiam embora, satisfeitos: o pau de cajus acabou, descobriram o princípio dele. Mas chove a chuva, vem o calor, e um dia de manhã, quando vocês passam no caminho do cajueiro, uns verdes pequenos e envergonhados estão espreitar em todos os lados, em cima do bocado grosso, do tronco-pai. E nessa hora com a vossa raiva toda de não lhe encontrarem o princípio, vocês vêm e cortam, rasgam, derrubam, arrancam-lhe pela raiz, tiram todas as raízes, sacodem-lhes, destroem, secam, queimam-lhes mesmo e vêem tudo fugir para o ar feito muitos fumos, preto, cinzento escuro, cinzento-rola, cinzento-sujo, branco, cor de marfim, não adiantem ficar vaidosos com a mania que partiram o fio da vida, descobriram o princípio do cajueiro...
Sentem perto do fogo da fogueira ou na mesa de tábua de caixote, em frente do candeeiro; deixem cair a cabeça no balcão da quitanda, cheia de peso do vinho ou enchem o peito de sal do mar que vem no vento; pensem só uma vez, um momento, um pequeno bocado, no cajueiro. Então, em vez de continuar descer no caminho da raiz, na vossa cabeça vai aparecer a castanha antiga, mãe escondida desse pau de cajus que derrubaram mas filha enterrada doutro pau. Nessa hora o trabalho tem de ser o mesmo: derrubar outro cajueiro e outro e outro... É assim o fio da vida. Mas as pessoas que lhe vivem não podem ainda fugir sempre para trás, derrubando os cajueiros todos; nem correr sempre muito já na frente, fazendo nascer mais paus de cajus. É preciso dizer um princípio que se escolhe: costuma se começar, para ser mais fácil, na raiz dos paus, na raiz das coisas, na raiz dos casos, das conversas."
- Xica Futa, em “Estória do ladrão e do papagaio”. in: "Luuanda" de José Luandino Vieira. São Paulo: Ática, 1982, p.53-54.



"E é isso que nenhuma fotografia pode me dar, nem assim nesta hora, batida no sol, esquecida do Maninho morto lá dentro, essa maneira o pai que tem de explicar as coisas e eu quero lembrar hoje, aqui, ouvir, dar encontro, porque esses sons só, essa sabedoria ao contrário explicam o homem que era e que, pouco-pouco, vou construindo e agora custa menos porque o sorriso dele já não existe no seu último sorrir: os lábios de Maninho." 
- José Luandino Vieira, em "Nós, os do Makulusu". São Paulo: Ática, 1991, p. 59.

Ilustração de José Rodrigues, no livro "À Espera do Luar", de Luandino Vieira

"Era o tempo dos catetes no capim e das fogueiras no cacimbo. Das celestes
viúvas em gaiolas de bordão à porta de casas de pau-a-pique. As
buganvílias floriam e havia no céu um azul tão arrogante que não se podia
olhar.
Era o tempo da paz e do silêncio entre cubatas à sombra de mulembas."
- José Luandino Vieira, em "A cidade e a infância".Lisboa: Edições 70, 1997, p. 63.


José Luandino Vieira - foto: (...)

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:: Fundação Mário Soares  
:: Literatura Colonial Portuguesa 
:: Memorias d'África e d'Oriente 
:: Rede Angola
:: Tertúlia Bibliófila 
:: União dos Escritores Angolanos - UEA


"...ser só não chega; é preciso que queiras, que estejas sendo diariamente, que não
nos deixemos ser. Ser é passado logo na hora que és." 
- José Luandino Vieira.



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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). José Luandino Vieira - fios de memória e estórias. Templo Cultural Delfos, maio/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Um comentário:

  1. O maior escritor angolano . . . . autêntico . . . contador das lendas e realidades da terra e do povo . . .

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