Maria Firmina dos Reis - fragmentos de uma vida

Maria Firmina dos Reis - escritora e professora | fonte: Revista Cult

© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske


Nota: Página em atualização e edição. 5.8.2021. 

Maria Firmina dos Reis
 (escritora e professora) nasceu na ilha de São Luís do Maranhão, em 11 de outubro de 1825. Filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Em 1830, mudou-se para a Vila de São José de Guimarães, município de Viamão. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna. Esse acolhimento teria sido crucial para a sua formação. Como parte dessa formação, foi incentivada pelo escritor e gramático Sotero dos Reis, seu primo por parte de mãe, a dedicar-se na busca pelo conhecimento.

Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão, sendo aprovada. Nessa região, exerceu a – profissão como professora de primeiras letras, de 1847 a 1881.

Maria Firmina dos Reis, por Jonilson Bruzaca (2015)
em comemoração 190 anos do seu nascimento
Em 1859, publicou o que é considerada sua principal obra e um dos primeiros romances abolicionistas da literatura brasileira – Úrsula. Em que narra a condição da população negra no Brasil. Obra classificada como um dos primeiros escritos de uma mulher negra brasileira e com forte imersão em elementos da tradição africana.

Maria Firmina viveu em um contexto de extrema segregação social e racial. Tendo em vista esse cenário, podemos considerar o romance Úrsula um ato de coragem. No entanto, como era comum numa época em que as mulheres viviam submetidas a inúmeras limitações e preconceitos, principalmente as mulheres negras, a educadora e escritora omite seu nome como autora, utilizando apenas a designação “Uma Maranhense”. As questões da população negra e sua condição na sociedade inquietava e mobilizava a educadora. Então, em 1887, escreveu um conto sobre o mesmo tema, “A escrava”, e, em 1871, publicou a obra de poesias Cantos à beira-mar.

Maria Firmina não tinha posses, mas não vivia na pobreza. Ocupava um lugar intermediário, porém mais próximo da pobreza do que da riqueza. Foi professora de primeiras letras e colaboradora de jornais literários, publicando poesias, ficção e crônicas. Ao se aposentar, no início da década de 1880, funda a primeira escola mista gratuita do estado do Maranhão. Essa iniciativa causou escândalo no povoado de Maçaricó, e a escola foi fechada.

Faleceu em 11 de novembro de 1917, em Guimarães, município do estado do Maranhão. Teve uma vida dedicada a ler e escrever, descortinando, assim, novos horizontes para as mulheres negras brasileiras. 
:: Fonte: Antigo - A cor da cultura 


Maria Firmina dos Reis, ilustração de João Gabriel dos Santos Araújo (Flup/2018)

OBRA DE MARIA FIRMINA DOS SANTOS


ROMANCE
:: Úrsula. Romance original brasileiro, por uma maranhense (Maria Firmina dos Reis). San'Luis: Typographia do Progresso, 1859.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [organização José Nascimento Morais Filho; prólogo Horácio de Almeida].  Edição fac-similar. 2ª ed., Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora; São Luís: Governo do Maranhão, 1975. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021)
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis[organização, atualização e notas Luiza Lobo; introdução Charles Martin]. 3ª ed., Rio de Janeiro: Presença; Brasília: INL, 1988. 
:: Úrsula; e o conto A escravaMaria Firmina dos Reis[atualização do texto e posfácio Eduardo de Assis Duarte]. Florianópolis: Editora Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2004. 
:: Úrsula: Romance Afrodescendente. Maria Firmina dos Reis. Editora O Dia, 2008.
Capa do livro "Ursula", 3ª ed., 1988
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis.  [organização, atualização do texto e posfácio Eduardo de Assis Duarte]. Edição comemorativa dos 150 anos do romance. 5ª ed., Florianópolis: Editora Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2009.
:: Úrsula; e o conto "A escrava". Maria Firmina dos Reis. 6ª ed., Florianópolis: Editora Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2017.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. São Luiz: Academia Maranhense de Letras. 2017.
:: Úrsula; e o conto "A escrava". Maria Firmina dos Reis. 7ª ed.,  revista e ampliada. Florianópolis: Editora Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [estabelecimento de texto e introdução Maria Helena Pereira Toledo Machado; cronologia Flávio Gomes]. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
:: Úrsula e outras obras. Maria Firmina dos Reis. [editor Wellington Brandão; ilustrações Rafael Benjamim; capa Diego Moscardini]. Série Prazer de Ler, nº 11. Brasília: Edições Câmara, 2018. {incluí: 'Gupeva'; 'A escrava' e 'Cantos à beira-mar'}. Obs.: Edição em e-book disponível online, só pesquisar e baixar direto.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos ReisPorto Alegre: Editora Figura de Linguagem, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [com textos de: Rafael Balseiro Zin; Rita Terezinha Schmidt e Eliane Marques]. Porto Alegre: Editora Zouk, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [prefácio Rafael Balseiro Zin; posfácio Ana Flávia Magalhães Pinto; ilustrações Gabriela Pires]. Porto Alegre: Editora Taverna, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos ReisPorto Alegre: Editora Pradense, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [edição comentada por Roberta Flores Pedroso]. Coleção Clássicos Comentados. Porto Alegre: Editora Leitura XXI, 2018.
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [prólogo Kimani (Cinthya da Silva Santos; introdução Agostinho da Silva]. 1ª ed., Editora Fora do Ar, 2020. 

- romance: edições digitais / e-books - 
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. Github, 2017. {Texto integral na grafia original}. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: Úrsula. Maria Firmina dos Reis. [projeto editorial integral de Eduardo Rodrigues Vianna]. Coleção Acervo Brasileiro, vol. 2 Jundiaí: Cadernos do Mundo Inteiro, 2017;  2ª ed., 2018. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. [transcrição e projeto gráfico Iba Mendes]. Livro digital nº 962 / 1ª ed., São Paulo: Iba Mendes Editor Digital, 2018. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: ÚrsulaMaria Firmina dos Reis. In: Edições Biblioteca Virtual Brasileira/ Literatura UFSC, s/data. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).

Selo comemorativo da Academia Maranhense de Letras, aos 190 anos
 do nascimento de Maria Firmina dos Reis
CONTOS
Contos (primeiras publicações em jornais e revistas)  
:: Gupeva - romance brasiliense - I. Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses, São Luís, ano 1, nº 25, 13 out. 1861. p.1-2. / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: Gupeva - romance brasiliense - II. Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses, São Luís, ano 1, nº 27, 25 nov. 1861, p. 1-2  / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: Gupeva - romance brasiliense - III. Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses, São Luís, ano 1, nº 29, 13 jan. 1862, p.1-4 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021). 
* Republicado no jornal 'Porto Livre', em 1863; e novamente em 'Echo da Juventude', em 1865.
:: A escravaMaria Firmina dos ReisIn: Revista Maranhense, Ano 1, n. 3, novembro de 1887.

Contos (livros)
:: A escrava e outros textos. Maria Firmina dos Reis. Editora Outra Margem, 2021.

- contos: edições digitais / e-books - 
:: GupevaMaria Firmina dos Reis. In: Edições Biblioteca Virtual Brasileira/ Literatura UFSC, s/data. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: A escravaMaria Firmina dos Reis. In: Edições Biblioteca Virtual Brasileira/ Literatura UFSC, s/data. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: A escravaMaria Firmina dos ReisIn: Literafro, 7.7.2021. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: A escravaMaria Firmina dos Reis. 1ª ed., Editora Itapuca, 2020. E-book/Amazon.

POESIA
::
 Cantos à beira-mar
Maria Firmina dos ReisSan’Luis: Typografia do País, 1871.
:: Cantos à beira-marMaria Firmina dos Reis. [organização José Nascimento Morais Filho]. Edição fac-similar. Rio de Janeiro: Granada, 1976.
:: Poemas avulsos. Maria Firmina dos Reis. [edição Daiane de Ascenção Cardoso]. 1ª ed., Amare Books, 2015. E-book/ Amazon.
:: Cantos à beira-marMaria Firmina dos Reis. São Luís: Academia Ludovicense de Letras - ALL, 2017. {Incluí no apêndice, o conto 'Gupeva'}.
:: Cantos à beira-marMaria Firmina dos ReisE-book., Lebooks Editora, 2019. 
:: Cantos à beira-marMaria Firmina dos Reis. In: Edições Biblioteca Virtual Brasileira/ Literatura UFSC, s/data. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).

- poesia (primeiras publicações avulsas em jornais e revistas) 
:: Ao amanhecer e o pôr do sol (poesia)Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses. São Luís, ano 1, nº 23, 20 set. 1861, p. 90 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: Logogrifo (poesia)Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses, ano I, n. 23, 20.9.1861, p. 4 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: A vida (poesia)Maria Firmina dos ReisIn: O Jardim das Maranhenses. São Luís, ano 1, nº 24, 30 set. 1861, p.95 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: Charadas (poesia)Maria Firmina dos ReisIn: O Jardim das Maranhenses. São Luís, ano 1, nº 24, 30 Set. 1861, p. 96  / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: Não me acreditas! (poesia)Maria Firmina dos ReisIn: O Jardim das Maranhenses. São Luís, ano 1, nº 25, 13 out. 1861, p. 100  / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 27.7.2021).
:: Maria (poesia)Maria Firmina dos Reis. In: O Jardim das Maranhenses, São Luís, ano 1, nº 23, 20 set. 1861, p. 1. 
:: Hossana. (poesia). Maria Firmina dos Reis. In: Echo da Juventude, n. 6, ano 1865, p. 48 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
::  A lua brasileira. (poesia). Maria Firmina dos Reis. In: Semanário Maranhense, edição nº 27, ano 1868, p. 7-8 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: O menino sem ossos {aos distintos artistas, Eduardo Vieira, Virgílio Oliveira, Virgílio}.. (poema). Maria Firmina dos Reis. In: O Paiz (MA), edição nº 226, 23.10.1880, p. 2. / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
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*Maria Firmina dos Reis publicou poemas em vários jornais literários da época: (I. A Imprensa; II. Publicador Maranhense; III. A Verdadeira Marmota; IV. Almanaque de Lembranças Brasileiras; V. Eco da Juventude; VI. Semanário Maranhense; VII. O Jardim dos Maranhenses; VIII. Porto Livre; IX. O Domingo; X. O País; XI. A Revista Maranhense; XII. Diário do Maranhão; XIII. Pacotilha; XIV. Federalista).
** Arte: Maria Firmina dos Reis, por Edições Câmara. 2021.

CRÔNICA
:: Meditação (crônica). Maria Firmina dos ReisIn: O Jardim das Maranhenses, ano 1, n. 27, 25.11.1861, p. 1-2 Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).

TEATRO
:: Auto de bumba-meu-boiMaria Firmina dos Reis. s.d.

MEMÓRIAS
:: Álbum de recordaçõesMaria Firmina dos Reis. 1975.

ARTIGOS 
:: Um artigo da minhas impressões de viagem. Página Íntima (vid. o nº 20). Maria Firmina dos Reis. In: O Domingo: Semanário Crítico e Litterario (MA), edição nº 30, ano 1872, p. 121-122 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: Um artigo da minhas impressões de viagem. Página Íntima (vid. o nº 30). Maria Firmina dos Reis.. In: O Domingo: Semanário Crítico e Litterario (MA), edição nº 31, ano 1872, p. 126-127 / Memória BNdigital. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).

COMPOSIÇÕES MUSICAIS DE MARIA FIRMINA DOS REIS
:: Auto de bumba-meu-boi. (letra e música)  
:: Valsa. (letra de Gonçalves Dias e música de Maria Firmina dos Reis)  
:: Hino à mocidade. (letra e música). s/data.
:: Hino à liberdade dos escravos. (letra e música). 1888. 
:: Rosinha: valsa. (letra e música)s/data.  
:: Pastor estrela do oriente. (letra e música)s/data.  
:: Canto de recordação: a Praia de Cumã. (letra e música). s/data. 

OBRA REUNIDA E SELETA
:: Maria Firmina – Fragmentos de uma vida. [organização José Nascimento Morais Filho]. São Luís: Imprensa do Governo do Maranhão, 1975.
:: Memorial de Maria Firmina dos Reis. Livro 1 - Prosa completa & Poesia.  [organização Lucciani M.]. Livro 1. Edição "Comemorativa do Centenário de Falecimento da Escritora (1917-2017)". São Paulo: Editora Uirapuru, 2017. {Inclui as obras: 'Úrsula', 'Gupeva', 'A escrava' e 'Elvira'}.
:: Memorial de Maria Firmina dos Reis. Livro 2 - Prosa completa & Poesia. [organização Lucciani M.]. Edição "Comemorativa do Centenário de Falecimento da Escritora (1917-2017)". São Paulo: Editora Uirapuru, 2019. {Inclui as obras: 'Crônicas', 'Álbum íntimo', Cantos à beira-mar', 'Dispersos', 'Charadas', 'Composições' e 'Fortuna crítica'}.

OBRA TRADUZIDA
:: La esclava (A escrava)Maria Firmina dos Reis. [tradução Julieta Kabalin Campos]. In: Literafro, 7.7.2021. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
:: Ursula. Brazilian abolitionist novels. Maria Firmina dos Reis. [tradução Cristina Ferreira Pinto-Bailey; edição Peggy Sharpe]. EUA: Tagus Press (Universidade de Massachusetts), 2021. {Lançamento 26.11.2021, pré-venda na amazon}.

EM "ANTOLOGIAS"
::
Parnaso maranhense: Coleção de poesias. [seleção Gentil Homem de Almeida Braga, Antônio Marques Rodrigues, Raymundo de Brito Gomes de Sousa, Luiz Antônio Vieira da Silva, Joaquim Serra e Joaquim da Costa Barradas]. São Luís: Tipografia do Progresso, 1861. 
Disponível no link. (acessado em 1.8.2021)..{autores presentes: Raimundo Filgueiras, Manuel Benício Fontenelle, Odorico Mendes, Galvão de Carvalho, Luiz Quadros, Dias Carneiro, Maria Firmina dos Reis, Sotero dos Reis, Severiano Antônio de Azevedo, Caetano Cândido Cantanhede, Antônio Joaquim Franco de Sá, Antônio César de Berredo, Nuno Álvares, Sousândrade, Frederico José Corrêa, Augusto Frederico Colin, José Mariano da Costa Nunes, José Pereira da Silva, Luiz Vieira Ferreira, Felipe Franco de Sá, João Antônio Coqueiro, João Duarte Lisboa Serra, Antônio da Cunha Rabelo, Augusto César dos Reis Raiol, Gomes de Castro, Alfredo Vale de Carvalho, Antônio M. de Carvalho Oliveira, Aires da Serra Souto- Maior, Caetano de Brito Sousa Gayoso, Celestino Franco de Sá, Coriolano César Ferreira Rosa, Eduardo de Freitas, Fernando Vieira de Sousa, Fábio Gomes Faria de Matos, Francisco Sotero dos Reis Júnior, José Ricardo Jauffret, José Bernardes Belfort Serra, João Emiliano Vale de Carvalho, J. J. da Silva Maçarona, Jesuína Augusta Serra, Pedro Wenescop Cantanhede, Raimundo Pereira e Sousa, Ricardo Henriques Leal, R. Valentiniano de M. Rego, T. F. de Gouveia Pimentel Beleza, R. Alexandre Vale de Carvalho}.. {{consta: Maria Firmina dos Reis, os poemas 'Por ver-te' e 'Minha vida', p. 222-223}}.
:: Contos do mar sem fim. 'antologia contos e crônicas'. [organização e apresentação Laura Cavalcanti Padilha]. 1ª ed., São Paulo: Pallas Editora, 2010. {autores presentes: Andrea Fernandes, Conceição Evaristo, Cuti, Dario de Melo, Esmeralda Ribeiro, Fragata de Morais, João Melo, Jorge Arrimar, Lima Barreto, Luandino Vieira, Machado de Assis, Maria Firmina dos Reis, Olonkó, Oswaldo de Camargo, Tambá Mbotoh e Uri Sissé}.
:: Poemas brasileiros sobre trabalhadores: uma antologia de domínio público. [organização Antônio Augusto Moreira de Faria e Rosalvo Gonçalves Pinto]. Belo Horizonte: Fale/UFMG, 2011. {consta: Maria Firmina dos Reis, "Hino à liberdade dos escravos", p. 53}.
:: Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. vol. 1 - Precursores [organização Eduardo de Assis Duarte]. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
:: Poesia gay brasileira: antologia. [organização Amanda Machado e Marina Moura]. Belo Horizonte: Editora Machado, 2017. {autores presentes: Alessandra Safra, Amador Ribeiro Neto, Angélica Freitas, Antonio Cicero, Aymmar Rodriguéz, Beatriz Regina Guimarães Barboza, Caio Fernando Abreu, Carlos Drummond de Andrade, Cassandra Rios, Diedra Roiz, Elierson Moura, Francisco Bittencourt, Glauco Mattoso, Glória Horta, Hanna Korich, Herena Reis Barcelos, Hilda Hilst, Horácio Costa, Ítalo Moriconi, Junqueira Freire, Laurindo Rabelo, Lisa Alves, Lúcio Cardoso, Luís França, Luiz Carlos Lacerda, Maria Firmina dos Reis, Marina Moura, Mário de Andrade, Mário Faustino, Neil de Castro, Nívea Sabino, Paula Taitelbaum, Paulo Augusto, Paulo Azevedo Chaves, Renata Pallottini, Roberto Piva, Rodrigo Quimera, Rosane Castro, Rui Mascarenhas, Sérgio Godoy, Simone Teodoro, Vange Leonel, Waldo Motta, Walmir Ayala}.
:: 69 poemas: e alguns ensaios. 'antologia erótica' [organização Raquel Menezes; ilustrações Clara Zúñiga]. Oficina Raquel, 2020. {autoras presentes: Adelaide do Julinho, Adelaide Ivánova, Ana Beatriz Domingues, Ana Kiffer, Ana Rüsche, Ara Nogueira, Ayla Andrade, Bruna Escaleira, Bruna Kalil Othero, Carolina Luisa Costa, Cecília Floresta, Cristiane Sobral, Dani Balbi, Érica Zíngano, Estela Rosa, Eveline Sin, Gabriela Farrabrás, Geruza Zelnys, Helena Zelic, Jorgeana Braga, Julia Raiz, Lila Maia, Lilian Sais, Lindevania Martins, Lizandra Magon de Almeida, Lúcia Santos, Maíra Ferreira, Maria Firmina dos Reis, Maria Isabel Iorio, Maria Lúcia Dal Farra, Mariana Paim, Mariana Queiroz, Marília Flôor Kosby, Micheliny Verunschk, Mikaelly Andrade, Natalia Borges Polesso, Natasha Félix, Nina Rizzi, Pâmela Filipini, Pilar Bu, Ravena Monte, Rita Isadora Pessoa, Roberta Ferraz, Sandra Regina, Sara Síntique, Simone Brantes, Sofia Mathias, Taís Bravo, Tatiana Pequeno, Thalita Coelho e Yasmin Nigri}.
:: O sino e o relógio: uma antologia do conto romântico brasileiro. [seleção Hélio de Seixas Guimarães e Vagner Camilo; designer Laura Lotufo]. São Paulo: Editora Carambaia, 2020. {autores presentes:  Machado de Assis, Bernardo Guimarães, Fagundes Varela, Maria Firmina dos Reis, Visconde de Taunay, Nísia Floresta, Joaquim Norberto de Sousa e Silva, Apolinário Porto Alegre, Corina Coaracy, Escolástica P. de L., João Manuel Pereira da Silva, Martins Pena, Justiniano José da Rocha, Gentil Braga, Flávio d'Aguiar, Josino do Nascimento Silva, Francisco de Paula Brito, Casimiro de Abreu, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Luís Guimarães Júnior, Franklin Távora e J. F. de Meneses}
:: Mulheres brasileiras: contos clássicos. Editora Raio/ Ebook - Amazon, 2020. {autoras presentes: Maria Firmina dos Reis, Carmen Dolores, Júlia Lopes de Almeida, Emília Freitas, Delminda Silveira de Sousa e Maria Benedita Câmara Bormann}.
:: As mulheres poetas: na literatura brasileira. [organização, capa e projeto gráfico Rubens Jardim]. São Paulo: Arribaçã Editora, 2021. {a antologia reúne 328 poetas de todo o Brasil, de épocas, estilos e estados diferentes, confira no link as poetas presentes na coletânea}.

- antologias: 'ensaísticas', cordel e outros -
:: Extraordinárias mulheres que revolucionaram o Brasil. de Duda Porto e Aryane Cararo.[ilustrações Adriana Komura, Barbara Malagoli, Bruna Assis Brasil, Joana Lira, Helena Cintra, Laura Athayde, Lole, Veridiana Scarpelli e Yara Kono]. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. {autoras presentes: Madalena Caramuru, Dandara, Bárbara de Alencar, Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, Maria Quitéria, Maria Felipa de Oliveira, Nísia Floresta, Ana Néri, Anita Garibaldi, Maria Firmina dos Reis, Princesa Isabel, Chiquinha Gonzaga, Georgina de Albuquerque, Nair de Teffé, Anita Malfatti, Bertha Lutz, Antonieta de Barros, Carmen Portinho, Laudelina de Campos Melo, Nise da Silveira, Pagu, Ada Rogato, Graziela Maciel Barroso, Carolina Maria de Jesus, Maria Lenk, Dorina Nowill, Cacilda Becker, Dona Ivone Lara, Zuzu Angel, Josefa Paulino da Silva, Niède Guidon, Zilda Arns, Margarida Maria Alves, Leila Diniz, Dinalva Oliveira Teixeira, Marinalva Dantas, Indianara Siqueira, Sônia Guajajara, Djamila Ribeiro, Marta Vieira; e abrasileiradas: Felipa de Souza, Olga Benario Prestes, Carmen Miranda, Lina Bo Bardi e Dorothy Stang}.
:: ABCDelas. de Janaina Tokitaka. [autora e ilustrações Janaina Tokitaka]. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019. {A cada letra, o leitor vai conhecer histórias raras e valiosas de mulheres que revolucionaram seus campos de atuação}.
:: Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis. de Jarid Arraes. [ilustrações Gabriela Pires]. São Paulo: Editora Pólen, 2017; São Paulo: Companhia das Letras, 2020. {coleção de cordéis dedicado a história de: Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luísa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba}.
:: As mensageiras - primeiras escritoras do Brasil. Série "Histórias não contadas". Brasília: Câmara dos Deputados - Secretaria de Comunicação Social, 2018. Disponível no link. (acessado em 3.8.2021).
:: Escrituras Negras II_ As Marcas [organização Jeovânia P.; prefácio Elisabete Nascimento; ilustração Tamara Natalie Madden]. Editora ?, 2021. {*volume II traz na capa o quadro de Vânia de Farias Castro, e homenageia Maria Firmina dos Reis}.
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*Arte {desenho e caricatura}: (1) Maria Firmina dos Reis, em xilogravura de Gabriela Pires/2017; (2Maria Firmina dos Reis, por Icea Labamba Si (Flup/2018).


Maria Firmina dos Reis - romancista e poeta | fonte: Câmara dos Deputados (2018)

POEMAS ESCOLHIDOS DE MARIA FIRMINA DOS REIS



Ah! não posso
Se uma frase se pudesse 
Do meu peito destacar; 
Uma frase misteriosa 
Como o gemido do mar, 
Em noite erma, e saudosa, 
De meigo, e doce luar.
Ah! se pudesse!... mas muda 
Sou, por lei, que me impõe Deus! 
Essa frase maga encerra, 
Resume os afetos meus; 
Exprime o gozo dos anjos, 
Extremos puros dos céus.

Entretanto, ela é meu sonho, 
Meu ideal inda é ela; 
Menos a vida eu amara 
Embora fosse ela bela. 
Como rubro diamante, 
Sob finíssima tela.

Se dizê-la é meu empenho, 
Reprimi-la é meu dever: 
Se se escapar dos meus lábios, 
Oh! Deus, - fazei-me morrer! 
Que eu pronunciando-a não posso 

Mais sobre a terra viver.
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 45-46.

§§

Amor
Ah! sim eu quero rever-te a medo
Terno segredo ─ que em minh’alma habita;
Mas, vês? Eu tremo… teu sorriso anima:
Vê, se o que digo, o teu dizer imita...
Um ai poderá traduzir ─ n’um ai
Tudo o que pedes que eu te diga agora;
Mas tu não queres!… teu querer respeito.
Eia… coragem! dir-te-ei n’uma hora.
Oh! não te esqueças meu rubor, meu pejo,
Vê que eu vacilo… que eu perdi a cor;
Embora… escuta. Tu me amas? ─ dize
Eu te confesso que te voto amor...
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à Beira-Mar". Academia Ludovicense de Letras, 2017.

§§

Confissão
Embalde, te juro, quisera fugir-te, 
Negar-te os extremos de ardente paixão: 
Embalde, quisera dizer-te: - não sinto 
Prender-me à existência profunda afeição.
Embalde! é loucura. Se penso um momento, 
Se juro ofendida meus ferros quebrar: 
Rebelde meu peito, mais ama querer-te, 
Meu peito mais ama de amor delirar.

E as longas vigílias, - e os negros fantasmas, 
Que os sonhos povoam, se intento dormir, 
Se ameigam aos encantos, que tu me despertas, 
Se posso a teu lado venturas fruir.

E as dores no peito dormentes se acalmam. 
E eu julgo teu riso credor de um favor: 
E eu sinto minh'alma de novo exaltar-se, 
Rendida aos sublimes mistérios do amor.

Não digas, é crime - que amar-te não sei, 
Que fria te nego meus doces extremos... 
Eu amo adorar-te melhor do que a vida, 
melhor que a existência que tanto queremos.

Deixara eu de amar-te, quisera um momento, 
Que a vida eu deixara também de gozar! 
Delírio, ou loucura - sou cega em querer-te, 

Sou louca... perdida, só sei te adorar.
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 79-80.

§§

Meditação
(À minha querida irmã - Amália Augusta dos Reis)
    
Vejamos pois esta deserta praia, 
Que a meiga lua a pratear começa, 
Com seu silêncio se harmoniza esta alma, 
Que verga ao peso de uma sorte avessa.
Oh! meditemos na soidão da terra, 
Nas vastas ribas deste imenso mar; 
Ao som do vento, que sussurra triste, 
Por entre os leques do gentil palmar.

O sol nas trevas se envolveu, - mistérios 
Encerra a noite, - ela compr'ende a dor; 
Talvez o manto, que estendeu no bosque, 
Encubra um peito que gemeu de amor.

E o mar na praia como liso ondeia, 
gemendo triste, sem furor - com mágoas... 
Também meditas, oh! salgado pego - 
Também partilhas desta vida as frágoas?...

E a branca lua a divagar no céu, 
Como uma virgem nas soidões da terra; 
Que doce encanto tem seu meigo aspecto, 
E tanto enlevo sua tristeza encerra!

Sim, meditemos... quem gemeu no bosque, 
Onde a florzinha a perfumar cativa? 
Seria o vento? Ele passando ergueu 
Do tronco a copa sobranceira, altiva.

Passou. E agora sufocando a custo 
Meu peito o doce palpitar do amor, 
Delícias bebe desterrando o susto, 
Que a noite incute a semear pavor.

E um deleite inda melhor que a vida, 
langor, quebranto, ou sofrimento ou dor; 
Um quê de afetos meditando eu sinto, 
Na erma noite, a me exaltar de amor.

Então a mente a divagar começa, 
Criando afouta seu sonhado amor; 
Zombando altiva de uma sorte avessa, 
Que oprime a vida com fatal rigor.

E nessa hora a gotejar meu pranto, 
Nas ermas ribas de saudoso mar, 
Vagando a mente nesse doce encanto, 
Dá vida ao ente, que criei p'ra amar.

E a doce imagem vaporosa, e bela, 
Que a mente erguera, engrinaldou de amor, 
Ergue-se vaga, melindrosa, e grata 
Como fragrância de mimosa flor.

E o peito a envolve de extremoso afeto, 
E dá-lhe a vida, que lhe dera Deus; 
Ergue-lhe altares - lhe engrinalda a fronte, 
Rende-lhe cultos, que só dera aos céus.

Colhe p'ra ela das roseiras belas, 
Que aí cultiva - a mais singela flor: 
E num suspiro vai depor-lhe as plantas, 
Como oferenda - seu mimoso amor.

Mas, ah! somente a duração dum ai 
Tem esse breve devanear da mente. 
Volve-se a vida, que é só pranto, e dor, 

E cessa o encanto do amoroso ente.
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 173-175.

§§

Escultura de Maria Firmina dos Reis,
do escultor Flory Gama
O meu desejo

 A um jovem poeta guimaraense

Na hora em que vibrou a mais sensível 
Corda de tu'alma - a da saudade, 
Deus mandou-te, poeta, um alaúde, 
E disse: Canta amor na soledade. 
Escuta a voz do céu, - eia, cantor, 
Desfere um canto de infinito amor.

Canta os extremos duma mãe querida, 
Que te idolatra, que te adora tanto! 
Canta das meigas, das gentis irmãs, 
O ledo riso de celeste encanto; 
E ao velho pai, que tanto amor te deu, 
Grato oferece-lhe o alaúde teu.

E a liberdade, - oh! poeta, - canta, 
Que fora o mundo a continuar nas trevas? 
Sem ela as letras não teriam vida, 
menos seriam que no chão as relvas: 
Toma por timbre liberdade, e glória, 
Teu nome um dia viverá na história.

Canta, poeta, no alaúde teu, 
Ternos suspiros da chorosa amante; 
Canta teu berço de saudade infinda, 
Funda lembrança de quem está distante: 
Afina as cordas de gentis primores, 
Dá-nos teus cantos trescalando odores.

Canta do exílio com melífluo acento, 
Como Davi a recordar saudade; 
Embora ao riso se misture o pranto; 
Embora gemas em cruel soidade... 
Canta, poeta, - teu cantar assim, 
Há de ser belo enlevador enfim.

Nos teus harpejos juvenil poeta, 
Canta as grandezas que se encerram em Deus, 
Do sol o disco, - a merencória lua, 
Mimosos astros a fulgir nos céus; 
Canta o Cordeiro, que gemeu na Cruz, 
Raio infinito de esplendente luz.

Canta, poeta, teu cantar singelo, 
meigo, sereno com um riso d'anjos; 
Canta a natura, a primavera, as flores, 
Canta a mulher a semelhar arcanjos. 
Que Deus envia à desolada terra, 
Bálsamo santo, que em seu seio encerra.

Canta, poeta, a liberdade, - canta. 
Que fora o mundo sem fanal tão grato... 
Anjo baixado da celeste altura, 
Que espanca as trevas deste mundo ingrato. 
Oh! sim, poeta, liberdade, e glória 
Toma por timbre, e viverás na história.
----------------
Eu não te ordeno, te peço, 
Não é querer, é desejo; 
São estes meus votos - sim. 
Nem outra cousa eu almejo. 
E que mais posso eu querer? 
Ver-te Camões, Dante ou Milton, 
Ver-te poeta - e morrer.
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 33-35.

§§

Nas praias do Cuman / Solidão
Aqui na solidão minh'alma dorme; 
Que letargo profundo!... Se no leito, 
A horas mortas me revolvo em dores, 
Nem ela acorda, nem me alenta o peito.
No matutino albor a nívea garça 
Lá vai tão branca doudejando errante; 
E o vento geme merencório - além 
Como chorosa, abandonada amante.

E lá se arqueia em ondulação fagueira 
O brando leque do gentil palmar; 
E lá nas ribas pedregosas, ermas, 
De noite - a onda vem de dor chorar.

Mas, eu não choro, lhe escutando o choro; 
Nem sinto a brisa, que na praia corre: 
Neste marasmo, neste lento sono, 
Não tenho pena; - mas, meu peito morre.

Que displicência! não desperta um'hora! 
Já não tem sonhos, nem já sofre dor... 
Quem poderia despertá-lo agora? 

Somente um ai que revelasse - amor.
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 177-178.

§§

Seu nome 
Seu nome! em repeti-lo a planta, a erva, 
A fonte, a solidão, o mar, a brisa 
Meu peito se extasia! 
Seu nome é meu alento, é-me deleite; 
Seu nome, se o repito, é dúlia nota 
De infinda melodia.
Seu nome! vejo-o escrito em letras d'ouro 
No azul sideral à noite quando 
Medito à beira-mar: 
E sobre as mansas águas debruçada, 
Melancólica, e bela eu vejo a lua, 
Na praia a se mirar.

Seu nome! é minha glória, é meu porvir, 
Minha esperança, e ambição é ele, 
Meu sonho, meu amor! 
Seu nome afina as cordas de minh'harpa, 
Exalta a minha mente, e a embriaga 
De poético odor.

Seu nome! embora vague esta minha alma 
Em páramos desertos, - ou medite 
Em bronca solidão: 
Seu nome é minha idéia - em vão tentara 
Roubar-mo alguém do peito - em vão - repito, 
Seu nome é meu condão.

Quando baixar benéfico a meu leito, 
Esse anjo de deus, pálido, e triste 
Amigo derradeiro. 
No seu último arcar, no extremo alento, 
Há de seu nome pronunciar meus lábios, 
Seu nome todo inteiro!...
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 71-72.

§§

Uma tarde no cuman
 Aqui minh'alma expande-se, e de amor 
Eu sinto transportado o peito meu; 
Aqui murmura o vento apaixonado, 
Ali sobre uma rocha o mar gemeu.
E sobre a branca areia - mansamente 
A onda enfraquecida exausta morre; 
Além, na linha azul dos horizontes, 
Ligeirinho baixel nas águas corre.

Quanta doce poesia, que me inspira 
O mago encanto destas praias nuas! 
Esta brisa, que afaga os meus cabelos, 
Semelha o acento dessas frases tuas.

Aqui se ameigam de meu peito as dores, 
Menos ardente me goteja o pranto; 
Aqui, na lira maviosa e doce 
Minha alma trina melodioso canto.

A mente vaga em solidões longínquas, 
Pulsa meu peito, e de paixão se exalta; 
Delírio vago, sedutor quebranto, 
Qual belo íris, meu desejo esmalta.

Vem comigo gozar destas delícias, 
Deste amor, que me inspira poesia; 
Vem provar-me a ternura de tu'alma, 
Ao som desta poética harmonia.

Sentirás ao ruído destas águas, 
Ao doce suspirar da viração, 
Quanto é grato o amor aqui jurado, 
Nas ribas deste mar, - na solidão.

Vem comigo gozar um só momento, 
Tanta beleza a me inspirar poesia! 
Ah! vem provar-me teu singelo amor 
Ao som das vagas, no cair do dia.
.
NB - Cuman - praias de Guimarães
- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 25-26.

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Maria Firmina dos Reis, 194º anos - doodle do google, desenho do ilustrador Nik Neves, de São Paulo (2019)

FORTUNA CRÍTICA DE MARIA FIRMINA DOS REIS

[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros]

ABREU, José António Carvalho Dias de.. Os abolicionismos na prosa brasileira: de Maria Firmina dos Reis a Machado de Assis. (Tese Doutorado em Letras). Universidade de Coimbra, Coimbra, 2013. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
ADLER, Dilercy Aragão. A mulher Maria Firmina dos Reis: uma maranhense. Rio de Janeiro: Malê Editora, 2018.
ADLER, Dilercy Aragão. Maria Firmina dos Reis: uma missão de amor. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2017.
ADLER, Dilercy Aragão; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio (orgs.). Sobre Maria Firmina dos Reis. São Luís: Academia Ludovicense de Letras - ALL, 2015.
ADLER, Dilercy Aragão; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio (orgs.). Cento e noventa poemas para Firmina. São Luís: Academia Ludovicense de Letras - ALL, 2015.
ADLER, Dilercy Aragão. Elogio à patrona Maria Firmina dos Reis: ontem, uma maranhense, hoje, uma missão de amor. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2014.
ALCÂNTARA, Vanessa Figueiredo de Souza de.. Entre a letra e a lei: Narrativas e Identidades Femininas. (Dissertação Mestrado em Humanidades, Culturas e Artes). Universidade Do Grande Rio – Prof. Jose de Souza Herdy, Duque de Caxias, 2014. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
ALÓS, Anselmo Peres. A letra, o corpo e o desejo: masculinidades subversivas no romance latinoamericano. Florianópolis: Editora Mulheres, 2013. 
ALMA PRETA. Confira a história de seis mulheres negras protagonistas da abolição da escravidão. In: Alma Preta, Yahoo, 13.5.2021. Disponível no link. (acessado em 27.5.2021).
ANAIS. A primeira romancista no Brasil. In: Anais do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes / 1973. Rio de Janeiro, GB, 1974, p. 72-74.
ANDRETA, Bárbara Loureiro. Visões da escravatura na América Latina: "Sab" e "Úrsula". (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Artes e Letras. Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, 2016. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021). 
ANDREATA
, Bárbara Loureiro; ALÓS, Anselmo Peres. A literatura abolicionista de Maria Firmina dos Reis: o conto ‘A escrava’. In: Confluenze - Revista di Studi Iberoamericani, v. 8, nº 1, p. 184-197, 2016. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
ANDRETA, Bárbara Loureiro; ALÓS, Anselmo Peres. A Voz e a Memória dos Escravos: Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. Identidade! São Leopoldo, v.18, nº 2 - p. 194-200,  jul./dez. 2013. Disponível no link. (acessado em 25.6.2015).
ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis. [ilustrações Gabriela Pires]. São Paulo: Editora Pólen, 2017; São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
ASSIS, Maria do Socorro Pereira de.. O subterrâneo intimismo de Úrsula: uma análise do romance de Maria Firmina dos Reis. Letrônica, v. 2, p. 361-381, 2009.
ASSIS, Maria do Socorro Pereira de.; LISBOA, Ana Maria; FAEDRICH, Anna Martins. O subterrâneo intimismo de Úrsula:uma análise do romance de Maria Firmina dos Reis. Letrônica, Porto Alegre, p. 10-562, 30 jul. 2009.
ATLAS das representações literárias de regiões brasileira . vol. 4 - Costa brasileira. Rio de Janeiro: Editora IBGE, 2021. Disponível no link. (acessado em 3.8.2021).
BASTOS, Alcmeno. Introdução ao romance histórico. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2007.
BATIGUIANI, Rosangeli de Fatima. Caminhos entrecruzados: história, escravidão e literatura em Úrsula (1859) e as vítimas algozes: Quadros da escravidão (1869).. (Dissertação Mestrando em História). Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes, 2016.
BATISTA, Conceição de Maria Moreira. A tríade escrava na obra. (Monografia Graduação em Letras). Universidade Federal do Maranhão). UFMA, 2002.
BERND, Zilá. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, 1988.
BERNARDES, Cristiane. Pioneirismo da consciência negra e feminista de Maria Firmina dos Reis. In: Maria Cogobó, 23 de nov. 2020. Disponível no link. (acessado em 2.8.2021).
BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Maria Firmina dos Reis. In: BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. 
7 v., Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1883. vol. 6, p. 232.
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CARVALHO, Jéssica Catharine Barbosa de.. Literatura e atitudes políticas: olhares sobre o feminino e antiescravismo na obra de Maria Firmina dos Reis.(Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Piauí, UFPI, Teresina, 2018. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021)
CARVALHO, Jéssica Catharine Barbosa de. O belo sexo nas letras maranhenses: Maria Firmina dos Reis e a crítica política no romance Úrsula. (Trabalho de conclusão de curso de Graduação em Letras). Universidade Federal do Piauí. UFPI, Teresina, 2015.
CARVALHO, Jéssica Catharine Barbosa de.. Cantos à beira-mar e Gupeva: das possibilidades de sempre (re)descobrir Maria Firmina dos Reis. In: Literafro, 7 de julho de 2021. Disponível no link. (acessado em 2.7.2021).
CARVALHO, Jéssica Catharine Barbosa de; ALVES, A. C. . Representações da mulher negra nos romances Úrsula e Eu, Tituba, feiticeira... negra de Salem. Verbo de Minas, v. 15, p. 16-30, 2014.
CARVALHO, Jéssica Catharine Barbosa de; ALVES, A. C. . Um Tributo de Saudade: a consciência do escravizado sobre sua condição através da personagem Susana, no romance Úrsula. In: II Encontro Nacional de Ficção, Discurso e Memória: cultura, linguagens e ensino, 2016, Teresina. Anais do II Encontro Nacional de Ficção, Discurso e Memória. Teresina: EDUFPI, 2015. p. 586-596.
CARVALHO, Virginia Silva de.. A efígie escrava: a construção de identidades negras no romance Úrsula, de Maria Firmina Dos Reis. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual do Piauí, UEPI, 2013. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021). 
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COELHO, Nelly Novais. Dicionário crítico de escritoras brasileiras. São Paulo: Escrituras Editora, 2002.
CORRÊA, Dinacy Mendonça. Maria Firmina dos Reis. Cantos à Beira Mar - Encarte Cultural e Literário do UEMA Notícias, São Luís, p. 1 - 2, 3 mar. 2010.
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DAIBERT, Barbara Inês Ribeiro Simões. O negro samaritano e a santa virgem de Maria Firmina dos Reis: soluções para um problema existencial. In: Edimilson de Almeida Pereira; Robert Daibert Jr. (Org.). No berço da noite: religião e arte em encenações de subjetividades afrodescendentes. 1ª ed., Juiz de Fora: Selo MAMM, 2012, v. 1, p. 223-244.
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DUARTE, Eduardo de Assis. Maria Firmina dos Reis e os primórdios da ficção afro-brasileira. In: Eduardo de Assis Duarte. (org.). Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. 4ª ed., Florianópolis / Belo Horizonte: Mulheres / PUC Minas, 2004, v. , p. 266-281.
ENTREVISTA. A mulher negra no centro do cordel. [entrevista c/ Jarid Arraes, por Igor Gomes]. In: Suplemento Pernambucano - Jornal Literário da Companhia Editora de Pernambuco, 18.11.2016. Disponível no link. (acessado em 2.5.2018)
FARIAS, Juliana Barreto; GOMES, Flavio; XAVIER, Giovana (orgs). Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação. São Paulo: Selo Negro, 2012.
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FERNANDES, Maria Angélica Rocha. Maria Firmina dos Reis - a autora dos seus dias!. Fuxico, Feira de santana, p. 3 - 5, 3 abr. 2011.
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FRANCISCO, Carla Cristine. Le portrait en contraste: l'imaginaire dans les représentations iconographiques et littéraires de la femme noire au Brésil (XIXe).. (Dissertação Mestrado em Aire culturelle romaine). Université de Provence Aix Marseille I, Aix-Marceille I, França, 2012.
FRANCISCO, Carla Cristine. Mãe Susana, Mãe Africa - a 'invenção' da diáspora negra em Ursula (1859) de Maria Firmina dos Reis. (Dissertação Mestrado em Aire culturelle romaine). Université de Provence Aix Marseille I, Aix-Marceille I, França, 2010.
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FREITAS, Mauriene Silva de.; MENDONÇA, Wilma Martins. Abolicionismo e Pioneirismo literário: uma leitura de Maria Firmina dos Reis. In: Abralin em cena Piauí, 2008, Teresina. Abralin em cena Piauí. João Pessoa: Idéia, 2008. v. 1. p. 535-540.
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JORGE, Sebastião Barros. Os primeiros passos da imprensa no Maranhão. São Luís: EDUFMA, 1987.
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LEAL, Antônio Henriques. Pantheon maranhense: ensaios biográficos dos ilustres maranhenses já falecidos. Lisboa: Imprensa Nacional, 1873; 2ª. edição. vol. I, 1987. {1ª edição disponível no link. acessado em 2.8.2021}.
LIMA, Anderlane Fernandes de; SCHNEIDER, Liane. Úrsula, de Maria Firmina dos Reis: relações de gênero e raça no final do século XIX. In: II Colóquio Nacional Representaçãoes de gênero e de sexualidades, 2006, Campina Grande. CD - II colóquio Nacional/Anais. Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba, 2006. v. 1. p. 120-127.
LIMA, Patrícia Fernanda Massetti de; NASCIMENTO, Camila Maria Silva. A Mente de uma Maranhense Transgressora, Esta Ninguém Pode Escravizar: Vida e Obra de Maria Firmina dos Reis como Retrato da Condição Feminina no Século XIX. In: Revista Interdisciplinar em Cultura e Sociedade, v. 6, nº 1, jan./jun. 2020. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021). 
LOBO, Luiza Leite Bruno. Maria Firmina dos Reis (1825-1917). In: ______. Guia de escritoras da literatura brasileira. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2006. p. 193-196.
LOBO, Luiza Leite Bruno. Auto-retrato de uma pioneira abolicionista. In: Crítica sem juízo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993, p. 222-238; 2ª ed. revista. Rio de Janeiro: Garamond; Brasília: CNPq, 2007. 
LOBO, Luiza Leite Bruno. A pioneira maranhense Maria Firmina dos Reis. In: Estudos Afro-Asiáticos (UCAM. Impresso), v. março, n.16, p. 91-102, 1989.
LOBO, Luiza Leite Bruno. Um auto-retrato de mulher: a pioneira maranhense Maria Firmina dos Reis. Liames (UNICAMP), v.  ano 7, n.2 9, 30, 31, p. 71-86, 1986.
LOBO, Luiza Leite Bruno. Maria Firmina dos Reis. In: Eduardo de Assis Duarte. (org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica.. 2ª ed., Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2014, v. 1, p. 111-126.
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ZIN, Rafael Balseiro. Maria Firmina dos Reis e seu conto ‘A escrava’: consolidando uma literatura abolicionista. In: Revista XIX, Artes e Técnicas em Transformação - Dossiê 'Insubmissas no século XIX', V. 1, nº 4, 2017. Disponível no link. (acessado em 1.8.2021).
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*Arte {caricaturas e desenhos}: (1) Maria Firmina dos Reis, ilustração de Joana Lira, para o livro 'Extraordinárias mulheres que revolucionaram o Brasil', de Duda Porto e Aryane Cararo / Cia das Letras, 2018; (2Maria Firmina dos Reis, por Tony Romerson Alves/2012; (3) Maria Firmina dos Reis, por Waniel Jorge; (4Maria Firmina dos Reis. por @Visual SHITS.

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VÍDEO MARIA FIRMINA DOS REIS | MULHER DE FIBRA

Em um vídeo, a atriz e escritora Maitê Proença faz uma breve homenagem a Maria Firmina. Nele, Maitê relembra a infância com anseio de aprendizado, a ousadia de se tornar a primeira professora negra para ensino primário que ainda se recusou a desfilar em um palanquim carregado por escravos e todas as suas importantes obras. A atriz decidiu gravar esse vídeo em seu canal oficial com o intuito de manter viva a história e obras dessa grande escritora e ativista dos direitos das mulheres e negros. Confere só o vídeo na íntegra:
 


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REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA

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Arte (desenho): Maria Firmina dos Reis, por Wal Paixão

© A obra de Maria Firmina dos Reis é de domínio público

© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske


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Trabalhos sobre o autor:
Caso, você tenha algum trabalho não citado e queira que ele seja incluído - exemplo: livro, tese, dissertação, ensaio, artigo - envie os dados para o nosso "e-mail de contato", para que possamos incluir as referências do seu trabalho nesta pagina. 

Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). Maria Firmina dos Reis - fragmentos de uma vida. Templo Cultural Delfos, agosto/2021. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 1.8.2021.
** Postagem original de junho/2015.




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4 comentários:

  1. Excelente artigo. Parabéns!
    Lu Cunha

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  2. Excelente artigo. Parabéns!
    Lu Cunha

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  3. Sobre o romance Úrsula. Leiam, é muito bom! Linguagem da época, mas carrega tdo um simbolismo histórico!
    Convido-os para apreciarem nossa coletânea poética do Projeto Fale Escritor Maranhense, voltado para novos escritores.
    O arquivo já está disponível para download no formato EPUB (livro digital) no Blog do projeto: www.faleescritorma.blogspot.com.br.

    Link direto para download:
    EPUB - https://goo.gl/poEYLd
    PDF - https://goo.gl/ncwjTD

    Um abraço.

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  4. olá, visitei o blog e baixei a coletânea poética. gostaria de saber se vcs tem informaões sobre PDF de ÚRSULA?

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