Nísia Floresta Brasileira Augusta - uma mulher à frente de seu tempo

Nísia Floresta Brasileira Augusta
Dionísia Gonçalves Pinto (Nísia Floresta).. [Papary {hoje Nísia Floresta} RN, 12.10.1810 - Rouen, França, 24.4.1885]. Com o pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta, foi educadora, “viajante ilustrada”, “nacionalista”, “pré-feminista”, escritora, abolicionista, ativista dos direitos humanos, indianista e republicana. Mostrou uma preocupação filosófica com o cotidiano brasileiro da época em que viveu e se dedicou a propor uma reforma na educação das meninas no Brasil. Preocupou-se, principalmente, com a educação e o papel das mulheres em nossa sociedade, acreditando que o progresso de uma sociedade dependia da educação que era oferecida às meninas. Para Nisia Floresta, as meninas deveriam estudar porque a mulher exerce uma influência real sobre o destino de seu marido e sobre os destinos das nações e as meninas deveriam ser educadas para terem o reconhecimento da sociedade.
Floresta escreveu sobre os direitos das mulheres e viabilizou o acesso à educação de algumas meninas, lutando para que elas valorizassem os estudos. Foi uma educadora que encarou a educação das meninas como uma missão, além de ter discutido a questão indígena de forma singular, valorizando o papel das mulheres, e de ter provocado as autoridades da época ao questionar sobre o poder e a supremacia dos homens brancos. Suas críticas atingiam também mulheres que deixavam os  seus filhos e filhas nos braços das amas de leite.  Ensinava os valores necessários a uma educadora e afirmava que as mulheres poderiam ocupar os cargos públicos. Defendia a ideia de uma nação civilizada que só chegaria a esse patamar se as mulheres fossem educadas e participassem do contexto social.
Floresta desafiou uma cultura onde as mulheres não eram valorizadas. Superou diversos opositores, fundou colégios para meninas - como o Colégio Augusto -  cobrando, assim, o acesso das mulheres ao campo do saber. Foi cuidadosa e metódica, conseguindo levar a sua mensagem à sociedade da época em jornais lidos pela elite e pelas autoridades. Seu colégio teve existência curta e gerou polêmicas que a impediram de tornar possível muito daquilo que escrevia.  O que encontramos em suas obras é um material riquíssimo para os estudos de gênero, pois denunciam o preconceito dos homens em relação às mulheres tal como ocorria no século XIX.
Floresta, apesar das condições desfavoráveis à mulher, escreveu cerca de quinze títulos ao longo dos seus 74 anos, dentre poemas, romances, novelas e ensaios, sendo alguns reeditados mais de uma vez. Suas obras foram publicadas em diferentes idiomas e  muitas dessas foram publicados pela imprensa.
Nos lugares por onde andou  (Recife, Olinda, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Lisboa, Coimbra, Londres, Roma, Florença, Nápoles, Paris, Cannes, Alemanha, Bélgica, Suíça, Sicília, Inglaterra, Grécia, Rouen, entre outros), Floresta escreveu sobre a condição e a vida das mulheres, sobre a educação para meninas e sobre o que via nesses países, denunciando uma sociedade que legitima as desigualdades, lutando por essa causa em uma época em que as mulheres não eram reconhecidas.
Floresta desejou que todas as mulheres fossem cidadãs. Para isso, elas deveriam estudar e a sociedade teria que ser trabalhada para respeitá-la e inseri-la em todos os setores sociais, sem deixar de lado o seu papel de filha, irmã e mãe.
Sofreu influência do positivismo: o pensamento de que educar a mulher é contribuir para a dignidade da família e do mundo traz impregnado o ideário positivista. Impregnada das contradições de seu tempo, educar a mulher significava contribuir para a dignificação da família, da nação e do mundo. A mulher, para Floresta, servia como “o modelo da família” e deveria conservar a dignidade, através da “educação religiosamente cristã” que ela defendeu. A educação “religiosamente moral” iria ajudar as meninas a não se “desviarem”. Fazia apelos aos pais, buscando uma melhor educação para as mulheres.
Escreveu também sobre o Colégio Augusto, sobre o entendimento que tinha a respeito do que deveria ser a mulher e sobre o que o governo estava fazendo em favor do ensino primário das meninas (capítulo XXXVI do Opúsculo Humanitário). Analisou, ainda, o quadro demonstrativo do Estado da Instrução Primária e Secundária das Províncias do Império e Município da Corte, no ano de 1852. Baseando-se nele, afirmou que o número de alunos que frequentavam as aulas era reduzido para a população da época e apontou o seu olhar para o número de meninas: “a estatística dos alunos que frequentaram todas as aulas públicas monta a 55.5000, número tão limitado para a nossa população, e que neste número apenas 8.443 alunas se compreendem” (Floresta, 1989, p. 81). 
Nísia Floresta Brasileira Augusta
Denunciou o atraso que se encontrava a instrução feminina e nem mesmo as falas presidenciais escaparam ao seu senso crítico. Para ela, as causas que atrapalhavam os progressos na educação eram a falta de interesse e a negligência, por parte do governo da época, o descaso das autoridades que não pensavam nos métodos, não elaboravam as leis e tampouco criavam mais escolas para meninas, ou seja, não se preocupavam com a educação delas. Além disso, “os encarregados do ensino” eram inaptos e os pais, em muitos casos, não falavam sobre tais problemas. Floresta pesquisou sobre a educação da mulher brasileira. Desejava que a educação da mulher fosse preocupação das autoridades (governo) e do povo brasileiro. Denunciou as casas de instruções que eram dirigidas por pessoas que chegavam de outros países com interesses comerciais, transformando-as em negócio, com raras exceções. Além disso, fez a crítica ao comércio de escolas, feita por estrangeiros. Criticou os impressos de propagandas da época, que mostravam novidades e ostentação nos colégios que “faziam pretensiosas promessas, contando com a credulidade do público, que era solícito em acolher sem verificar antes” (Floresta, 1989, p. 78). Muitos desses eram comerciantes e artesãos e, para ela, não deveriam ser preceptores da mocidade brasileira. Mesmo apreciando os talentos dos estrangeiros, no que diz respeito à educação, percebia que eram poucos aqueles que poderiam instruir o povo brasileiro e utilizar o próprio conhecimento, ou seja, oferecer instrução e trabalho.
"Mais notável mulher de lettras que o Brasil tem produzido, quer pela amplitude da visão, quer pela suavidade do estylo" Oliveira Lima
:: Fonte: ROSA, Graziela Rinaldi da.. Dionísia Gonçalves Pinto (Nísia Floresta) - 1810 - 1885/e Jornal de Poesia (acessado em 7.7.2015).
FLORESTA, Nísia. "Opúsculo humanitário". [introdução e Notas de Peggy-Sharpe]. São Paulo: Cortez, 1989.


"Quanto mais ignorante é um povo tanto mais fácil é a um governo absoluto exercer sobre ele o seu poder. É partindo desses princípios, tão contrário à marcha progressista da civilização, que a maior parte dos homens se opõe a que se facilite à mulher os meios de cultivar o seu espírito." 
- Nísia Floresta, em"Opúsculo humanitário". (1853).. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989. p. 60.


Colaboração em jornais
- Passeio ao Aqueduto da CariocaJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1855, páginas 68, 69 e 70.
- Páginas de uma Vida ObscuraJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 14 de março, 31 de janeiro, 15 de abril, 30 de abril, 15 de maio, 31 de maio, 15 de junho e 30 de junho, de 1855.
- Um Improviso. na Manhã de 1º do Corrente, ao Distinto Literato e Grande Poeta António Feliciano de Castilho.
-  Jornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 30 de abril 1855, página 157.
- O Pranto FilialJornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 31 de março de 1856, páginas 141 e 142.


“A esperança de que, nas gerações futuras do Brasil, ela [a mulher] assumirá a posição que lhe compete nos pode somente consolar de sua sorte presente.”
- Nísia Floresta, em “Opúsculo humanitário”. 1853.


OBRA DE NÍSIA FLORESTA
Nísia Floresta escreveu 15 livros, publicados no Brasil e em países da Europa. As obras originais vem assinado com diferentes pseudônimos: Nísia Floresta, Uma brasileira, Telesilla, F. Augusta Brasileira, N. F. Augusta, ou simplesmente B.A eram alguns dos pseudônimos de Dionísia Gonçalves Pinto.
Primeiras edições no Brasil
Nísia Floresta, por AZ Colorir
:: Direitos das mulheres e injustiça dos homens. [tradução e adaptação do livro 'A vidication of the rigghts of women', de Mary Wollstonecreft '1792']. Recife: Typographia Fidedigma, 1832, 56p.; 2ª ed., Porto Alegre: Typographia de V. F. de Andrade, 1833; 3ª ed., Rio de Janeiro:., 1839.
:: Conselhos à minha filha. 1ª ed., Rio de Janeiro: Typographia de J. E. S. Cabral, 1842, 32p.; 2ª ed., (com 40 pensamentos em versos). Rio de Janeiro: Typographia de F. de Paula Brito, 1845.
:: Fany ou o Modelo das donzelas. Rio de Janeiro: Colégio Augusto, 1847.
:: Daciz ou a jovem completa. Historieta oferecida a suas educandas. Rio de Janeiro: Typographia de F. de Paula Brito, 1847, 15p.
:: Discurso que às suas Educandas Dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta. Rio de Janeiro: Typographia Imparcial de F. de Paula Brito, 1847.
:: A lágrima de um Caeté. Rio de Janeiro: Typographia de L. A. F. Menezes, 39 p., 1849.
:: Opúsculo humanitário. Rio de Janeiro: Typographia de M. A. da Silva Lima, 1853, 178p.
:: Dedicação de uma amiga (Romance Histórico). 2 vol's. Niterói: Typographia Fluminense de Lopes & Cia, 1850, 160p.
:: Páginas de uma vida obscura; Um passeio ao aqueduto da Carioca; O pranto filial. Rio de Janeiro. Typographia de N. Lobo Vianna, 1854.

Primeiras edições na França, Itália e Inglaterra da obra de Nísia Floresta
Nísia Floresta Brasileira Augusta
Selo Correios (1954)
:: Itineraire d’un Voyage en Allemagne (Itinerário de uma viagem à Alemanha). Paris: Firmin Diderot Frères et Cie, 1857.
:: Consigli a Mia Figlia (Conselhos à minha filha).. [tradução versada para o italiano por Bispo de Mondovi]. 1ª ed., Firenze: Stamperia Sulle Logge del Grano, 1858; 2ª ed., Mandovi, 1859.
:: Scintille d’un’Anima Brasiliana (Cintilações de uma alma brasileira). Firenze: Tipografia Barbera, Bianchi & C. 1859.
:: Conseils a ma fille (Conselhos à minha filha).. [traduit de l’Italien par B. D. B.]. Firenze: Le Monnier, 1859.
:: Le lagrime d’un Caeté (A lágrima de um Caeté).. [tradotto da Ettore Marcucci]. Firenze: Le Monnier, 1860.
:: Trois ans en Italie, Suivis d’un Voyage en Grèce (Três anos na Itália, seguidos de uma Viagem à Grécia). 1º vol., Paris: Libraire E. Dentu, 1864.
:: Woman (A mulher).. [translated from the Italian, by Livia A. de Faria]. London: Printed by G.Parker, Little St. Andrew Street, Upper. St. Martin's Lane, 1865.
:: Parsis. Paris., 1867.
:: Le Brésil (O Brasil). Paris: Libraire André Sagnier, 1871.
:: Trois ans en Italie, Suivis d’un Voyage en Grèce (Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia). 2º vol., Paris: E. Dentu Libraire-Éditeur et Jeffes, Libraire A. Londres, 1872.
:: Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques (Fragmentos de uma obra inédita: notas biográficas). Paris: A.Chérié Editeur, 1878.
:: Fonte: Projeto Memória Art. (acessado em 7.7.2015).

Edições póstumas da obra de Nísia Floresta
:: Sete Cartas Inéditas de Auguste Comte a Nísia FlorestaRio de Janeiro: Centro do Apostolado do Brasil, 1888.
:: Cartas de Auguste Comte a Nísia Floresta. (texto original e tradução). Jornal “A República”, Natal, em 8, 19, 24 e 28 de janeiro e 4 e 6 de fevereiro de 1903.
Esfinge em bronze Nísia Floresta Brasileira Augusta
:: Aqui sob esta abóbada. In: WANDERLEY, Ezequiel Lins. Poetas do Rio Grande do Norte. Recife: Imprensa Industrial, 1922. p. 05.
:: Auguste Comte et Mme. Nísia Brasileira: CorrespondanceParis: Libraire Albert Blanchard, 1929.
:: Fanny ou o modelo das bdonzelasLivro “Mulheres Farroupilhas”, de Fernando Osório. Porto Alegre: Editora Globo, 1935.
:: A lágrima de um Caeté. [apresentação de Modesto de Abreu]. Rio de Janeiro: Revista das Academias de Letras, Janeiro/1938.
:: Itinerário de uma viagem à Alemanha. [tradução de Francisco das Chagas Pereira]. Natal: Editora Universitária da UFRN, 1982.
:: Opúsculo humanitário. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989.
:: Direitos das mulheres e injustiça dos homens. [apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., São Paulo: Cortez Editora, 1989.
:: A lágrima de um Caeté. [estudo e notas de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., Natal: Fundação José Augusto, 1997.
:: Cintilações de uma alma brasileira. [tradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notas biográficas de Constância Lima Duarte].  edição bilíngüe. Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 1997.
:: Itinerário de uma viagem à Alemanha. [tradução de Francisco das Chagas Pereira e estudo; notas biográficas de Constância Lima Duarte]. 2ª ed., Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 1998.
:: Três anos na Itália, seguidos de Uma viagem à Grécia. 1º vol., [tradução de Francisco das Chagas Pereira; apresentação de Constância Lima Duarte]. Natal: Editora da UFRN, 1999.
:: Fragmentos de uma obra inédita: notas biográficas. [tradução de Nathalie Bernardo da Câmara; apresentação de Constância Lima Duarte]. Brasília: Editora UnB, 2001.
:: Cartas de Nísia Floresta & Auguste Comte. [tradução de Miguel Lemos e Paula Berison; organização e notas de Constância Lima Duarte]. Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 2002.
:: Inéditos e dispersos de Nísia Floresta. [organização Constância Lima Duarte]. Natal: EDUFRN, 2009, 124p.


"Por que [os homens] se interessam em nos separar das ciências a que temos tanto direito como eles, senão pelo temor de que partilhemos com eles, ou mesmo os excedamos na administração dos cargos públicos, que quase sempre tão vergonhosamente desempenham?"
- Nísia Floresta, em "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". 1832.


Nísia Floresta  - Arquivo Fundação Joaquim Nabuco
EXCERTOS DA OBRA DE NÍSIA FLORESTA BRASILEIRA AUGUSTA

"Os homens não podendo negar que nós somos criaturas racionais, querem provar-nos a sua opinião absurda, e os tratamentos injustos que recebemos, eu espero, entretanto, que as mulheres de bom senso se empenharão em fazer conhecer que elas merecem um melhor tratamento e não se submeterão servilmente a um orgulho tão mal fundado."
- Nísia Floresta, em  "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". (1832).. [apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 41.


"Para tornar este raciocínio mais convincente não é preciso mais que examinar a estrutura da cabeça, a sede das ciências e a parte onde a alma se faz melhor perceber. Todas as indagações da anatomia não têm ainda podido descobrir a menor diferença nesta parte entre homens e mulheres: nosso cérebro é perfeitamente semelhante ao deles; formamos e conservamos as ideias pela imaginação e memória, da mesma maneira que eles; temos os mesmos órgãos e os aplicamos aos mesmos usos que eles; ouvimos pelos ouvidos, vemos pelos olhos e gostamos do prazer também como eles."
- Nísia Floresta, em "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". (1832).. [apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 49.


"Julgo, pois, ter provado de uma maneira evidente, que não há ciência, empregos e dignidades, a que as mulheres não tenham tanto direito de pretender como os homens; pois que eles não podem alegar outra superioridade que a força do corpo, para justificar o cuidado que têm de arrogar a si toda a autoridade prerrogativas e que não provam outra incapacidade nas mulheres, que possa privá-las de seu direito, senão a que resulta da opressão dos homens, que é fácil refutarem."
- Nísia Floresta, em  "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". (1832).. [apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 86.


"Sempre que brilha um novo dia e que nos bate a porta o jornal, apoderamo-nos com solicitude dessa folha, e avidamente percorremos a sessão das Câmaras do dia antecedente, em procura do assunto que temos escrito no coração e no espírito – a educação da mulher brasileira – e dobramos a folha desconsolados e aguardamos o dia seguinte, que se escoa na mesma expectativa, no mesmo desengano."
- Nísia Floresta, em  "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". (1832).. [apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte]. 4ª ed., São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 81.


"Nada, porém, ou quase nada temos visto fazer-se para remover os obstáculos que retardam os progressos da educação das nossas mulheres, a fim de que elas possam vencer as trevas que lhes obscurecem a inteligência, e conhecer as doçuras infinitas da vida intelectual, a que têm direito as mulheres de uma nação livre e civilizada."
- Nísia Floresta, em "Opúsculo humanitário". (1853).. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 44.


"Saber habilmente manejar os brilhos com que faziam grosseiras rendas, girar o fuso para reduzir o algodão a grosso fio, pegar na agulha sem o conhecimento dos delicados trabalhos que dela se podem obter, conhecer o ponto da calda para as diferentes compotas e doces secos, laborar a lançadeira do tear, bambolear a pequena urupema e a fina peneira para preparar depois as massas, colorir as escamas dos peixes ou adaptar as variadas penas dos lindos pássaros tropicais à simetria das flores que fabricavam com umas e outras etc.- tais eram geralmente as ocupações que revelam o talento da jovem brasileira." 
- Nísia Floresta, em"Opúsculo humanitário". (1853).. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 55.


"O desleixo, em que continuava assim o ensino público, estava, porém, de acordo com os princípios da metrópole que regia então o Brasil. Era natural que suas mulheres participassem de sua sorte e com ele aguardassem um melhor futuro, confiados umas e outras nos inexauríveis recursos que lhes prodigalizara a natureza e no amor de seus filhos, desenvolvido sob a influência da brilhante aurora de progresso que se levantou para o presente século. Passemos a considerar se a sua expectativa tem sido ou não iludida."
- Nísia Floresta, em"Opúsculo humanitário". (1853).. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989, p. 73. 


"Mães brasileiras, afastai dos olhos de vossos filhos o espetáculo de uma opressão cruel que lhes enerva a compaixão e agrava mais a triste sorte desses míseros a quem deveis, como cristãs, caridosamente dirigir. Ensinai-lhes cedo a olhá-los como nossos semelhantes e, por conseguinte, dignos de nossa comiseração no estado a que os reduziram nossos maiores."
- Nísia Floresta, em "Opúsculo humanitário". (1853).. [introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares; posfácio de Constância Lima Duarte]. São Paulo: Cortez Editora, 1989, p.116.


"Pensem que, quanto mais sua educação for descurada e seu mérito mal reconhecido, tanto mais seus esforços para alcançar o devido lugar e a glória de tê-lo adquirido com o uso constante de suas virtudes naturais as destacarão no grande e maravilhoso quadro da ressurreição moral dos povos."
- Nísia Floresta, em "Cintilações de uma alma brasileira". (1859).. [tradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notas biográficas de Constância Lima Duarte].  edição bilíngüe. Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 1997, p. 133.


"Filha, esposa, mãe! Esta sublime tríade sois vós, ó mulheres, que a representais sobre a terra. Santificai-a com o honrar cada um destes belos títulos, mediante o exercício daquela excelsa virtude que nos faz sempre volver em prol dos outros o bem que fazemos."
- Nísia Floresta, em "Cintilações de uma alma brasileira". (1859).. [tradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notas biográficas de Constância Lima Duarte].  edição bilíngüe. Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 1997, p. 133.


"O ensinamento da igualdade que deve reinar entre homem e mulher, começa neles em relação ás próprias irmãs em seus jogos infantis, e em todos aqueles milhares de costumes domésticos, nos quais transparece orgulho excessivo e aquela pretensão do rapazola que tanto vos diverte, que nada mais é, ó mulheres, senão o germe deste presunçoso egoísmo que vos oprime por toda a vida[...]"

- Nísia Floresta, em "Cintilações de uma alma brasileira". (1859).. [tradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notas biográficas de Constância Lima Duarte].  edição bilíngüe. Florianópolis: Editora Mulheres/Edunisc, 1997,  p. 149.

Monumento a Benjamin Constant, na Praça da República/Rio de Janeiro, erguido pelos positivistas:
no detalhe, os abolicionistas Troussaint-Louverture, José Bonifácio, Castro Alves,
ao fundo, Nísia Floresta e (...). (foto: Acervo Constância Lima Duarte)

FORTUNA CRÍTICA DE NÍSIA FLORESTA
[Estudos acadêmicos - livros, teses, dissertações, monografia, ensaios e artigos]
ACCORSI, Simone. Nisia Floresta, trasgresion y rebeldia enelsiglo XIX. (Ensayo critico). In: Revista Poligramas, July, 2010, Issue 33. Disponível no link. (acessado em 7.7.2015).
ALMEIDA, Adjovanes Thadeu Silva de.. Nísia Floresta: mulher e educadora no Brasil imperial. Encontros: Revista do Departamento de História do Colégio Pedro II, nº3, março, 2004, p. 57-66. 
ALMEIDA, Cleide Rita Silvério de; DIAS, Elaine Teresinha Dal Mas. Nísia Floresta: o conhecimento como fonte de emancipação e a formação da cidadania feminina. Revista de Historia de la Educacion Latinoamericana, v. 13, p. 11-27, 2009.
ALMEIDA, Cleide Rita Silvério de; DIAS, Elaine Teresinha Dal Mas. Nísia Floresta: Uma Consciência Antecipadora. In: Cleide Almeida; Izabel Petraglia. (Org.). Estudos de Complexidade. 1ª ed., São Paulo: Xamã, 2006, v. 1, p. 77-87.
ALMEIDA, Cleide Rita Silvério de; DIAS, Elaine Terezinha Dal Mas. O conhecimento como fonte de emancipação e formação da cidadania feminina: as idéias de Nísia Floresta. In: Midterm Conference Europe 2003 - Critical Education e Utopia, 2003, Lisboa. Conference Europe 2003 - Critical Education e Utopia Emergent Perpectives for the 21st Century. Lisboa: Midterm Conference Europe 2003, 2003. v. 1. p. 1-15.
ALMEIDA, Cleide Rita Silvério de. Nísia Floresta: uma proposta de reforma do pensamento no século XIX. In: Encontro Brasileiro de Estudos da Complexidade, 2005, Curitiba. I Encontro Brasileiro de Estudos da Complexidade - I EBEC. Curitiba: IEBEC, 2005. v. 1. p. 1-3.
ALMEIDA, Cleide Rita Silvério de; DIAS, Elaine Teresinha Dal Mas; PETRAGLIA, Izabel Cristina. Nisia Floresta: valores pessoais e profissionais para uma sociedade mais justa e humana. In: VII - La universidad por un mundo mejor, 2004, Havana, Cuba. Anais del VII - La universidad por un mundo mejor, 2004. v. 1. p. 1-15. 
ANZALDÚA, Glória. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 8, n. 1, 2000, p. 229-235.
ARAÚJO, Martins Borges Carvalho. Mary Wollstonecraft e Nísia Floresta: diálogos feministas. In. Seminário Internacional Fazendo Gênero 9. Diásporas, Diversidades, Deslocamentos. 23 a 26 de agosto de 2010.
BARBOSA, Paulo Corrêa. Nísia Floresta: uma mulher à frente do seu tempo: almanaque histórico. Brasília: Mercado Cultural, 2006.
BERNADES, Maria Thereza Caiuby Crescenti. Mulheres de Ontem? Rio de Janeiro - Século XIX. São Paulo: T.A Queiroz, Editor, 1988.
BRITO, Fernanda. Nísia Floresta. In: MULHERES do Brasil.: pensamento e ação. Fortaleza: Ed. Henriqueta Galeno, 1971. v.1, p.102-114 .
BURKE, Maria Lucia Garcia Pallares. Nisia Floresta, O Carapuceiro e Outros Ensaios de Traducao Cultural. São Paulo: Hucitec, 1996, 208p.
CAVALCANTI, Ildney; LIMA, Ana Cecília Acioli; SCHNEIDER, Liane (org's). Da mulher às mulheres: dialogando sobre literatura, gênero e identidades. Maceió AL: EdUfal, 2006, 299p.
CÂMARA, Adauto da.. História de Nísia Floresta. Rio de Janeiro: Irmãos Potengi, 1941.
CAMPOI, Isabela Candeloro. O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX. In: História, São Paulo, v.30, n.2, 2011, p. 196-213. Disponível no link. (acessado em 7.7.2015).
CAMPOI, Isabela Candeloro. Educação de meninas no século XIX através dos exemplos da brasileira Nísia Floresta e da alemã Mathilde Anneke. Revista NUPEM (Impresso), v. 3, p. 93-104, 2011.
CARNEIRO, Alessandra da Silva. Do tatu fúnebre ao Lar-titú - implicações do Indianismo no canto segundo do poema O guesa, de Sousândrade. (Dissertação Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade de São Paulo, USP, 2011.
CASTRO, Amanda Motta Angelo; ALBERTON, Mirele; EGGERT, Edla. Nísia Floresta a mulher que ousou desafiar sua época: educação e feminismo. In: UNISUL, Tubarão, v. 3, n. 5, p. 46 – 55 Jan./Jun. 2010. 
CASTRO, Amanda Motta Angelo; ALBERTON, Mirele; EGGERT, Edla. Nísia Floresta a mulher que ousou desafiar sua época: educação e feminismo. In: UNISUL, Tubarão, v. 3, n. 5, p. 46 – 55 Jan./Jun. 2010. Disponível no link. (acessado em 7.7.2015).
CASTRO, Luciana Martins. A contribuição de Nísia Floresta para a Educação Feminina: pioneirismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Outros Tempos- Dossiê História e Educação. Vol. 7, num. 2010. Disponível no link. (acessado em 7.7.2015).
CAVIGNAC, Julie Antoinette. Retóricas do olhar e tramas da narrativa. Historicidade e mitografia em Nísia Floresta (RN). In: José de Souza Martins; Cornelia Eckert; Sylvia Caiuby Novaes. (Org.). O imaginário e o poético na Ciências Sociais. Bauru: Edusc - Editora da Universidade do Sagrado Coração, 2005, v. , p. 225-254.
CAVIGNAC, Julie Antoinette. A pedra danada: historicidade e mitografia em Nísia Floresta(RN). In: Primer Congreso Latinoamericano de Antropología, 2005, Rosário. Cd Room do Primer Congreso Latinoamericano de Antropología, 2005. 
CHACON, Alyanne de Freitas. O discurso autobiográfico na obra de Nísia Floresta: Itinéraire d'un voyage en Allemagne e Trois ans en Italie suivis d'un voyage en Grèce. (Dissertação Mestrado em Estudos da Linguagem). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, 2011.
CHACON, Alyanne de Freitas. A responsabilidade enunciativa e os tipos de PDV nos relatos de viagem de Nísia Floresta. In: Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste, 2012, Natal. GELNE, 2012.
CHACON, Alyanne de Freitas. O gênero epistolar em Nísia Floresta. In: XIII seminário Nacional e IV seminário internacional Mulher e Literatura, 2009, Natal. Seminário mulher e literatura, 2009.
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Dionísia Gonçalves Pinto (Nísia Floresta)
NA REDE
:: Vozes femininas na literatura


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: Memória Viva
:: Nísia Floresta por Luis Carlos Freire (Blog)
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Nísia Floresta Brasileira Augusta - uma mulher á frente de seu tempo. Templo Cultural Delfos, julho/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 7.7.2015.




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