Alda Espírito Santo - poeta do meio do mundo

Alda do Espírito Santo
Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista, também conhecida por Alda Graça, nasceu em 30 de abril de 1926, na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. Alda Neves da Graça do Espírito Santo, filha de uma professora primária e de um funcionário dos Correios, ainda nova faz seus primeiros estudos em São Tomé. Em meados de 1940, muda-se com a família para o norte de Portugal, anos depois a família muda-se para Lisboa onde Alda inicia seus estudos universitários. Morando em Lisboa com a família, Alda Espírito Santo faz contato com alguns dos importantes escritores e intelectuais que viriam a ser os futuros dirigentes dos movimentos de independência das colônias portuguesas de África, como Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, Francisco José Tenreiro, entre outros. A casa de sua família, no número 37 da Rua Actor Vale, funciona como local de encontros do CEA (Centro de Estudos Africanos). Os encontros regulares na casa de Alda promoviam palestras sobre temas diversos como Linguística, História e também sobre a consciência cultural e política acerca do colonialismo, do assimilacionismo e da defesa do colonizado. Na mesma época, Alda Espírito Santo frequenta a CEI (Casa dos Estudantes do Império). Algum tempo depois, abandona o curso universitário por razões políticas e também financeiras. Em janeiro de 1953, regressa a São Tomé e Príncipe, onde atua como professora e jornalista. Nesse mesmo ano, escreve o poema “Trindade” que denuncia o massacre ocorrido em 5 de fevereiro em Trindade (São Tomé e Príncipe). Após a independência de São Tomé e Príncipe, ocorrida em 12 de junho de 1975, Alda Espírito Santo ocupa vários cargos sucessivos no governo da jovem nação, entre os quais os de Ministra da Educação e Cultura, Ministra da Informação e Cultura, Presidente da Assembleia Nacional e Secretária Geral da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe. Nesse ano, em novembro, compõe a letra do Hino Nacional de São Tomé e Príncipe, intitulado “Independência Total”. No ano de 1976, publica seu primeiro livro de poemas intitulado "O jogral das Ilhas". Em 1978, publica o livro  de poemas "É nosso o solo sagrado da terra-poesia de protesto e luta", que reúne uma coletânea dos poemas produzidos por Alda entre os anos de 1950- 1970. Em 9 de março de 2010, falece a poeta Alda Espírito Santo, em Luanda (Angola) por complicações na saúde. 
:: Fonte: Vidas Lusófonas (acessado em 12.7.2015).



OBRA DE ALDA ESPÍRITO SANTO
Alda Neves da Graça do Espírito Santo
:: O jogral das ilhas. São Tomé: Edição da Autora, 1976
:: É nosso o solo sagrado da terra: poesia de protesto e lutaColecção Vozes das Ilhas nº 1. Lisboa: Ulmeiro, 1978.
:: Mataram o rio da minha cidade: estórias. São Tomé e Príncipe: Instituto Camões, Centro Cultural Português, 2002, 78p.; São Tomé: UNEAS, 2003.
:: Mensagens do solo sagradoSão ToméUNEAS, 2006, 62p.
:: Cantos do solo sagradoSão ToméUNEAS, 2006, 64p.
:: O coral das ilhasSão ToméUNEAS, 2006, 78p.
:: Mensagens do canto do OssobóSão ToméUNEAS, 2006, 62p.
:: Tempo universalSão ToméUNEAS, 2008, 62p.

Antologia
:: Alda Espírito Santo - escritos. [organização Carlos Espírito Santo]. Edições Colibri, 2012, 352p.

Antologias (participação)
:: Poesia negra de expressão portuguesa. [organização  Mário Coelho Pinto de Andrade e Francisco José Tenreiro]. Lisboa, 1958.
:: Poetas de São Tomé e Príncipe[prefácio Alfredo Margarido]. Lisboa: Casa dos Estudantes do Império, 1963.
:: No reino de Caliban II: antologia panorâmica da poesia africana de expressão portuguesa: Angola, São Tomé e Príncipe. vol. 2., [organização Manuel Ferreira]. Lisboa: Seara Nova, 1976, 489p.; 2ª ed., Lisboa: Plátano Editora, 1988. 
:: Sonha mamana África[organização Cremilda Medina de Araújo]. São Paulo: Epopéia, 1987.
:: O coro dos poetas e prosadores de São Tomé e Príncipe[A Viegas da Graça, et al]. Pontevedra; Braga: Cadernos do povo Revista internacional da lusofonia, 1992, 62p.

Alda da Graça do Espírito Santo
POEMAS DE ALDA ESPÍRITO SANTO
Às mulheres da minha terra
Irmãs, do meu torrão pequeno
Que passais pela estrada do meu país de África
É para vós, irmãs, a minha alma toda inteira
— Há em mim uma lacuna amarga —
Eu queria falar convosco no nosso crioulo cantante
Queria levar até vós, a mensagem das nossas vidas
Na língua maternal, bebida com o leite dos nossos primeiros dias
Mas irmãs, vou buscar um idioma emprestado
Para mostrar-vos a nossa terra
O nosso grande continente,
Duma ponta a outra.
Queria descer convosco às nossas praias
Onde arrastais as gibas da beira-mar
Sentar-me, na esteira das nossas casas,
Contar convosco os dez mil réis
Do caroço vendido
Na loja mais próxima,
Do vinho de palma
Regateado pelos caminhos,
Do andim vendido à pinha,
Às primeiras horas do dia.
Queria também
Conversar com as lavadeiras dos nossos rios
Sobre a roupa de cada dia
Sobre a saúde dos nossos filhos
Roídos pela febre
Calcurreando léguas a caminho da escola.

Irmã, a nossa conversa é longa.
É longa a nossa conversa.
Através destes séculos
De servidão e miséria...
É longa a estrada do nosso penar.
Nossos pés descalços
Estão cansados de tanta labuta...
O dinheiro não chega
Para vencer a nossa fome
Dos nossos filhos
Sem trabalho
Engolindo a banana sem peixe
De muitos dias de penúria.

Não vamos mais fazer “nozados” longos
Nem lançar ao mar
Nas festas de Santos sem nome
A saúde das nossas belas crianças,
A esperança da nossa terra.

Uma conversa longa, irmãs.
Vamos juntar as nossas mãos
Calosas de partir caroço
Sujas de banana
“Fermentada” no “macucu”
Na nossa cozinha
De “vá plegá”...

A nossa terra é linda, amigas
E nós queremos
Que ela seja grande...
Ao longo dos tempos!...
Mas é preciso, Irmãs
Conquistar as Ilhas inteiras
De lés a lés.

Amigas, as nossas mãos juntas,
    As nossas mãos negras
Prendendo os nossos sonhos estéreis
Varrendo com fúria
Com a fúria das nossas “palayês”
    Das nossas feiras,
As coisas más da nossa vida.
    
    Mas é preciso conversar
Ao longo dos caminhos.
    Tu e eu minha irmã.
É preciso entender o nosso falar
    Juntas de mãos dadas,
Vamos fazer a nossa festa...!
    
    A festa descerá
Ao longo de todas as vilas
Agitará as palmeiras mais gigantes
    E terá uma força grande
Pois estaremos juntas irmãs
    Juntas na vida
    Da nossa terra
Mas é preciso conhecer
A razão das nossas secretas angústias.
    Procurar vencer Irmãs
A fúria do rio
    Em dias de tornado
    Saber a razão
Encontrar a razão de tudo...
“Os nossos filhos
O nosso filho morreu
Roído pela febre”...
Muitos pequeninos
     Morrem todos os dias
     Vencidos pela febre
     Vencidos pela vida...
......................................................
Não gritaremos mais
     os nossos cânticos dolorosos
Prenhes de eterna resignação...
Outro canto se elevará Irmãs,
     Por cima das nossas cabeças.
Vamos procurar a razão.
A hora das nossas razões vencidas
     Se avizinha.
A hora da nossa conversa
     Vai ser longa.
     De roda do caroço
     De roda das cartas
     escritas por outrém,
Porque a fome é grande
E nós não sabemos ler.
Não sabemos ler, irmãs
Mas vamos vencer o medo.
Vamos vencer nosso medo
De sermos sós na terra imensa.
Jamais estaremos solitárias...
Porque a nossa força há-de crescer.
E então conquistaremos
      para nós
para os filhos gerados no nosso ventre,
Nas nossas horas de Angústia
      — Para nós —
A nossa bela terra
No dia que se avizinha
Saindo das nossas bocas,
Uma palavra bela
Bela e silenciosa
A palavra mais bela
Ciciada no nosso crioulo,
A palavra sem nome
      Entoada no silêncio
      Num coro gigante
Correndo ao longo das nossas cascatas,
Das cachoeiras mais distantes,
O canto do silêncio, Irmãs
Há-de soar
Quando chegar a Gravana.
E por hoje, Irmãs
Aguardemos a gravana
Ao longo das nossas conversas
No serão das nossas casas
               sem nome.
- Alda Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978, p.81-85.



Alda do Espírito Santo, por António Domingues (1952)
Avó Mariana
Avó Mariana, lavadeira
dos brancos lá da Fazenda
chegou um dia de terras distantes
com seu pedaço de pano na cintura 
e ficou.
Ficou a Avó Mariana
lavando, lavando, lá na roça
pitando seu jessu
à porta da sanzala
lembrando a viagem dos seus campos de sisal.

Num dia sinistro
p'ra ilha distante
onde a faina de trabalho
apagou a lembrança
dos bois, nos óbitos
lá no Cubal distante.

Avó Mariana chegou
e sentou-se à porta da sanzala
e pitou seu jessu1
lavando, lavando
numa barreira de silêncio.

Os anos escoaram
lá na terra calcinante.

- "Avó Mariana, Avó Mariana
é a hora de partir.
Vai rever teus campos extensos
de plantações sem fim".

- "Onde é terra di gente?
Velha vem, não volta mais...
Cheguei de muito longe,
anos e mais anos aqui no terreiro...
Velha tonta, já não tem terra
Vou ficar aqui, minino tonto".

Avó Mariana, pitando seu jessu
na soleira do seu beco escuro,
conta Avó Velhinha
teu fado inglório.
Viver, vegetar
à sombra dum terreiro
tu mesmo Avó minha
não contarás a tua história.

Avó Mariana, velhinha minha,
pitando seu jessu
na soleira da senzala
nada dirás do teu destino...
Porque cruzaste mares, avó velhinha,
e te quedaste sozinha

pitando teu jessu?
- Alda Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978, p. 51-52.


Construir
Construir sobre a fachada do luar das nossas terras
Um mundo novo onde o amor campeia, unindo os homens
de todas as terras
Por sobre os recalques, os ódios e as incompreensões,
as torturas de todas as eras.
É um longo caminho a percorrer no mundo dos homens.
É difícil sim, percorrer este longo caminho
De longe de toda a África martirizada.
Crucificada todos os dias na alma dos seus filhos.
É difícil sim, recordar o pai esbofeteado
pelo despotismo dum tirano qualquer,
a irmã violada pelo mais forte, os irmãos morrendo nas minas
Enquanto os argentários amontoam o oiro.
É difícil sim percorrer esse longo caminho
Contemplando o cemitério dos mortos lançados ao mar
Na demência dum louco do poder, caminhando impune
para a frente, sem temer a justiça dos homens
É difícil sim, perdoar os carrascos
Esquecer as terras donde nos escorraçaram
As galeras transportando nossas avós para outros continentes
Lançando no mar as cargas humanas
Se os navios negreiros têm lastro em demasia, é difícil sim,
Esquecer todos esses anos de torturas e inundar o mundo
De luz, de paz e de amor, na hora fatal do ajuste de contas.
É difícil sim, mas um erro não justifica outro erro igual.
Na construção de um mundo novo à sombra das nossas
Terras maravilhosas, juramos não sofrer uma afronta igual
Mas receber conscientes o amor onde há fraternidade
Espalhando assim o grito potente da nossa apregoada selvajaria
Mas essa hora tarde e os gritos do deserto espreitam
Por sobre as nossas cabeças encanecidas da longa espera
Mas os nossos sonhos hão-de abrir clareiras nos eternos luares
Dos nossos desertos assombrados. 
- Alda do Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978.



Alda da Graça do Espírito Santo, S.Tomé 2008, foto: Marta Lança
Em torno da minha baía
Em torno da minha baía
Aqui, na areia,
Sentada à beira do cais da minha baía
do cais simbólico, dos fardos,
das malas e da chuva
caindo em torrentes
obre o cais desmantelado,
caindo em ruínas
eu queria ver à volta de mim,
nesta hora morna do entardecer
no mormaço tropical
desta terra de África
à beira do cais a desfazer-se em ruínas,
abrigados por um toldo movediço
uma legião de cabecinhas pequenas,
à roda de mim,
num vôo magistral em torno do mundo
desenhando na areia 
a senda de todos os destinos
pintando na grande tela da vida
uma história bela
para os homens de todas as terras
ciciando em coro, canções melodiosas
numa toada universal
num cortejo gigante de humana poesia
na mais bela de todas as lições:

HUMANIDADE
- Alda do Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978.


Ilha nua
Coqueiros e palmares da Terra Natal 
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos 
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos. 
Verdura, oceano, calor tropical 
Gritando a sede imensa do salgado mar 
No deserto paradoxal das praias humanas 
Sedentas de espaço e devida 
Nos cantos amargos do ossobô 
Anunciando o cair das chuvas 
Varrendo de rijo a terra calcinada 
Saturada do calor ardente 
Mas faminta da irradiação humana 
Ilhas paradoxais do Sul do Sará 
Os desertos humanos clamam 
Na floresta virgem 

Dos teus destinos sem planuras... 
- Alda do Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978, p. 121


Lá no água grande
Lá no "Água Grande" a caminho da roça  
negritas batem que batem co'a roupa na pedra.   
Batem e cantam modinhas da terra.

Cantam e riem em riso de mofa  
histórias contadas, arrastadas pelo vento.

Riem alto de rijo, com a roupa na pedra  
e põem de branco a roupa lavada.

As crianças brincam e a água canta.  
Brincam na água felizes... 
Velam no capim um negrito pequenino.

E os gemidos cantados das negritas lá do rio  
ficam mudos lá na hora do regresso...  

Jazem quedos no regresso para a roça.
- Alda Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978, p. 35.


No mesmo lado da canoa
As palavras do nosso dia
são palavras simples
claras como a água do regato,
jorrando das encostas ferruginosas
na manhã clara do dia-a-dia.

É assim que eu te falo,
meu irmão contratado numa roça de café
meu irmão que deixas teu sangue numa ponte
ou navegas no mar, num pedaço de ti mesmo em luta
[com o gandu
Minha irmã, lavando, lavando
p'lo pão dos seus filhos,
minha irmã vendendo caroço
na loja mais próxima
p'lo luto dos seus mortos,
minha irmã conformada
vendendo-se por uma vida mais serena,
aumentando afinal as suas penas...
É para vós, irmãos, companheiros da estrada
o meu grito de esperança
convosco eu me sinto dançando
nas noites de tuna
em qualquer fundão, onde a gente se junta,
convosco, irmãos, na safra do cacau,
convosco ainda na feira,
onde o izaquente e a galinha vão render dinheiro.
Convosco, impelindo a canoa p'la praia
juntando-me convosco
em redor do voador panhá
juntando-me na gamela
vadô tlebessá
a dez tostões.

Mas as nossas mãos milenárias
separam-se na areia imensa
desta praia de S. João
porque eu sei, irmão meu, tisnado como eu p'la vida,
tu pensas irmão da canoa
que nós os dois, carne da mesma carne
batidos p'los vendavais do tornado
não estamos do mesmo lado da canoa.

Escureceu de repente.
Lá longe no outro lado da Praia
na ponta de S. Marçal
há luzes, muitas luzes
nos quixipás sombrios...
O pito dóxi arrepiante, em sinais misteriosos
convida à unção desta noite feiticeira...
Aqui só os iniciados
no ritmo frenético dum batuque de encomendação
aqui os irmão do Santu
requebrando loucamente suas cadeiras
soltando gritos desgarrados,
palavras, gestos,
na loucura dum rito secular.

Neste lado da canoa, eu também estou irmão,
na tua voz agonizante, encomendando preces, juras,
[Maldições.

Estou aqui, sim, irmão
nos nozados sem tréguas
onde a gente joga
a vida dos nossos filhos.
Estou aqui, sim, meu irmão
no mesmo lado da canoa.

Mas nós queremos ainda uma coisa mais bela.
Queremos unir as nossas mãos milenárias,
das docas dos guindastes
das roças, das praias
numa liga grande, comprida
dum pólo a outro da terra
p'los sonhos dos nossos filhos
para nos situarmos todos do mesmo lado da canoa.

E a tarde desce...
A canoa desliza serena,
rumo à Praia Maravilhosa
onde se juntam os nossos braços
e nos sentamos todos, lado a lado,
na canoa das nossas praias.
- Alda Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978.



Alda da Graça do Espírito Santo - jovem
Para lá da praia
Baía morena da nossa terra  
vem beijar os pézinhos agrestes  
das nossas praias sedentas,  
e canta, baía minha  
os ventres inchados  
da minha infância,  
sonhos meus, ardentes  
da minha gente pequena  
lançada na areia  
da Praia Gamboa morena  
gemendo na areia  
 da Praia Gamboa. 

Canta, criança minha 
teu sonho gritante  
na areia distante  
da praia morena.

Teu teto de andala  
à berma da praia. 
Teu ninho deserto  
em dias de feira. 
Mamã tua, menino  
na luta da vida  
gamã pixi à cabeça  
na faina do dia  
maninho pequeno, no dorso ambulante  
e tu, sonho meu, na areia morena  
camisa rasgada,  
no lote da vida, 
na longa espera, duma perna inchada  
Mamã caminhando p'ra venda do peixe  
e tu, na canoa das águas marinhas ... 

 — Ai peixe à tardinha 
na minha baía... 
Mamã minha serena 
na venda do peixe.
- Alda Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978, p. 47-48.


Alda da Graça do Espírito Santo - foto: Alfredo
FORTUNA CRÍTICA DE ALDA ESPÍRITO SANTO
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, monografia, ensaios e artigos]
AMORIM, Claudia Maria de Souza. Alda Espírito Santo. In: Rector, Monica; Vernon, Richard. (Org.). Dictionary of Literary Biography - African Lusophone Writers. 1ª ed., New York: A Bruccoli Clark Layman Book - GALE, 2012, v. 367, p. 83-85.
BAYER, Adriana Elisabete. Poesia São-Tomense: geografias em dispersão. (Tese Doutorado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUC RS, 2012. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
CINATRA, Ruy. Lembranças para S. Tomé e Príncipe-1972. Universidade de Évora, 1979.
COSTA, José Francisco. Poesia africana de língua portuguesa. Cronópios, ensaios, 05.04.2006. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
DIAS JORGE, Elainne Cristina. A poesia de militância intelectual e identitária exposta em Alda E spírito Santo de São Tomé e Príncipe. In: II Seminario de Estudos de História e Cultura Afro-Brasileiras, 2008, Campina Grande. 120 Anos de Abolição: Desafios e perspectivas na construção da cidadania. Campina Grande: neab-í, 2008. v. 1.
FONSECA, Maria Nazareth Soares; MOREIRA, Terezinha Taborda. Panorama das literaturas africanas de língua portuguesa. Publicações artigos, PUC Minas. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
FREITAS, Jacqueline Ventapane. Verbete Alda Espírito Santo. In: Edna Maria dos Santos. (Org.). Série Escritores- Escritores Africanos de Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino da UERJ, 2006, v. 2, p. -.
LABAN, Michel. São Tomé e Príncipe – encontro com escritores. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 2002.
LARANJEIRA, Pires. A negritude africana de língua portuguesa. Porto: Edições Afrontamento, 1995, p. 111-114.
LARANJEIRA, Pires. Literaturas africanas de expressão portuguesa. Lisbon: Universidade Aberta, 1995, p. 343-349.
LARANJEIRA, Pires. De letra em riste. Porto. Editora Afrontamento, 1992, p. 19-32.
LEITE, Ana Mafalda. Oralidades e escritas nas literaturas africanas. Lisbon: Colibri, 1998, p. 103.
MACEDO, Tania. Da voz quase silenciada à consciência da subalternidade: a literatura de autoria feminina em países africanos de língua oficial portuguesa. Mulemba - revista científica, nº 2, UFRJ - Rio de Janeiro -junho 2010. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
MATA, Inocência; PADILHA, Laura Cavalcante (org.). A poesia e a vida: homenagem a Alda Espírito Santo. Lisboa: Colibri, 2006. 
Alda da Graça do Espírito Santo
NASCIMENTO, Daniela Galdino. A luta com a escrita: o processo criador em Alda Lara, Alda Espírito Santo e Noémia de Sousa. In: Daniela Galdino. (Org.). Tessitura Azeviche: Diálogos entre as Literaturasa Africanas e a Literatura Afro-brasileira. 1ª ed., Ilhéus - BA: Editus - Editora da UESC, 2008, v. 1, p. 13-34.
NASCIMENTO, Daniela Galdino. A luta pela (com a) escrita: o processo criador em Alda Lara, Alda Espírito Santo e Noémia de Sousa. In: I CONGRESSO BAIANO DE PESQUISADORES NEGROS - CBPN, 2007, Salvador. Caderno de Resumos. Salvador, 2007. v. 1. p. 1-283.
NEVES, Alda. Marcas de nacionalismo na poesia de Alda Espírito Santo. In: Comunidades imaginadas - Nação e nacionalismo em África. (coordenação Luís Reis Torgal; Fernando Tavares Pimenta; Julião Soares Sousa). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2008. Disponível no link. (acessado em 11.7.2015).
OLIVEIRA, Jurema José de.. Alda Lara, Noémia de Sousa, Ana Paula Tavares, Vera Duarte, Paulina Chiziane, Alda Espírito Santo e Odete Semedo. Anais do Congresso Africanidades e Brasilidades, UFES, v. 1, p. 1-8, 2014. Disponível no link. (acessado em 11.7.2015).
PADILHA, Laura Cavalcante. Dois olhares e uma guerra. Revista Crítica de Ciências Sociais, 68, Abril 2004: 117-128. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
PEREIRA, Érica Antunes. De missangas e catanas: a construção social do sujeito feminino em poemas angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e são-tomenses (análise de obras de Alda Espírito Santo, Alda Lara, Conceição Lima, Noémia de Sousa, Paula Tavares e Vera Duarte).. (Tese Doutorado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 2010.
PEREIRA, Érica Antunes. Uma voz de imbondeiro no silêncio da gravana: a representação da mulher na poesia de Alda Espírito Santo e Conceição Lima. Revista Crioula, nº 4, novembro de 2008. Disponível no link. (acessado em 9.7.2015).
PEREIRA, Érica Antunes. As (in)diferenças sociais nas vozes poéticas de Alda Espírito Santo e Noémia de Sousa. Revista Crioula (USP), v. 1, p. maio/2007, 2007.
PEREIRA, Érica Antunes. As (in)diferenças sociais nas vozes poéticas de Alda Espírito Santo e Noémia de Sousa. In: Moizeis Sobreira de Sousa; Sinei Sales; Tatiana de Fátima Alves Moysés. (Org.). Descentramentos críticos na literaturas de língua portuguesa. 1ª ed., Rio de Janeiro: Letra Capital, 2014, v. 1, p. 13-21.
PEREIRA, Érica Antunes. As (in)diferenças sociais nas vozes poéticas de Alda Espírito Santo e Noémia de Sousa. Literatas - Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona, Maputo, p. 13 - 15, 20 jul. 2012.
PORTUGAL, Francisco Salinas. Entre Próspero e Caliban. Literaturas africanas de língua portuguesa. Santiago de Compostela. Edicións Laiovento, 1999, p. 102-103.
QUEIROZ, Amarino Oliveira de.. Cantares de São Tomé e Príncipe - A militante poesia de Maria Manuela Margarido e Alda Espírito Santo. In: SILVA, Antônio de Pádua Dias da.. (Org.). Identidades de gênero e práticas discursivas. Campina Grande - PB: Editora Universitária - EDUEP, 2008, v. 1, p. 195-202. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).
RIBEIRO, Claudeci da Silva. A crioulização na poesia de Alda Espírito Santo. Cadernos Imbondeiro. João Pessoa, v.3, n. 2, 2014.
SECCO, Carmen Lúcia Tindó Ribeiro. Antologia do mar na poesia africana do século XX. Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras – UFRJ, 1999.
SECCO, Carmen Lúcia Tindó Ribeiro. Dona Alda e Conceição Lima: uma geografia de paixões, afetos e memórias. Revista Científica Semioses. UNISUAM. N.º 4, 7ª ed., Rio de Janeiro.
TUTIKIAN, Jane; BRASIL, Luiz Antonio de Assis (org's). Mar horizonte: literaturas insulares lusófonas. Coleção Memória das Letras, 22. Porto Alegre: Edições PUC RS, 2007, 184p.
VENÂNCIO, José Carlos. Literatura e poder na África lusófona. Diálogo - série convergência. Lisboa: Ministério da Educação; Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1992, 128p. Disponível no link. (acessado em 12.7.2015).

Alda da Graça Espírito Santo e Conceição Lima

Manuscrito "carta" de Alda do Espírito Santo

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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Alda Espírito Santo - poeta do meio do mundo. Templo Cultural Delfos, julho/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
** Página atualizada em 7.8.2016.




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