Conceição Lima - a poeta são-tomense

Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
Conceição Lima nasceu em Santana, na Ilha de São Tomé e Príncipe (África), em 1961. O pai compunha canções para alegrar a mãe ou desculpar-se por cometer deslizes, e essa forma de pedir perdão desenvolveu em Conceição um interesse pela criação de textos poéticos. Sai de Santana ainda jovem para viver na cidade e estuda no Liceu Nacional de São Tomé. Mais tarde, já em Portugal, forma-se em Jornalismo. Regressa a São Tomé para trabalhar na imprensa, rádio e televisão, onde exerceu cargos de chefia e direção. Em 1993, funda o Semanário independente ‘O País Hoje’.
Conceição é licenciada em Estudos Afro-Portugueses e Brasileiros pelo londrino King’s College e também na capital britânica trabalhou como jornalista e produtora dos serviços de língua portuguesa da BBC. Apesar de uma longa carreira como jornalista, a escrita poética sempre fez parte da sua vida. Aos 19 anos viajou para Angola e participou na VI Conferência dos Escritores Afro-Asiáticos, onde recitou alguns dos seus poemas. Foi provavelmente a mais jovem a fazê-lo. Desde então já publicou dezenas de poemas em jornais, revistas, e antologias em vários países. Em 2004, publicou ‘O útero da casa’ e em 2006 lançou ‘A dolorosa raiz do micondó’. ‘O país de akendenguê’ é o último título publicado.
A escritora santomense mais traduzida da literatura na atualidade, tem poemas traduzidos para o alemão, espanhol, inglês, francês, italiano, servo-croata, turco e árabe. Sendo um dos nomes mais importantes da poesia africana contemporânea.
:: Fonte: Ensina/rtp. (acessado em 7.8.2016).



OBRA POÉTICA DE CONCEIÇÃO LIMA
Portugal
Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
:: O útero da casa. [apresentação Inocência Mata]. Lisboa: Editorial Caminho, 2004.
:: A dolorosa raiz do micondó. Lisboa: Editorial Caminho, 2006; São Paulo: Geração Editorial, 2012.
:: O país de Akendenguê. Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

São Tomé e Príncipe
:: O útero da casa. São Tomé e Príncipe: Lexonics, 2012.
:: A dolorosa raiz do micondó. [apresentação Maria Fernanda Pontífice]. São Tomé e Príncipe: Lexonics, 2012.
:: O país de Akendenguê. [prefácio Helder Macedo]. São Tomé e Príncipe: Lexonics, 2012.

Brasil
:: A dolorosa raiz do micondó. São Paulo: Geração Editorial, 2012.

Antologia (participação)
:: Vozes poéticas da lusofonia. [seleção Luís Carlos Patraquim; organização Instituto Camões; Coordenação Alice Brás e Armandina Maia]. Sintra: Edição Câmara Municipal de Sintra, 1999.
:: Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa. Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau. [coordenação Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco]. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999. 


O guardião
Sobre todas as coisas, o guardião
venera o eco da própria voz.
No anel de bondade em redor do trono
decretou a obediência do vento
e a vassalagem dos frutos.
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.



Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
POEMAS ESCOLHIDOS CONCEIÇÃO LIMA


A casa
Aqui projectei a minha casa:
alta, perpétua, de pedra e claridade.
O bsalto negro, poros
viria da Mesquita.
Do Riboque o barro vermelho
da cor dos ibiscos
para o telhado.

Enorme era a janela e de vidro
que a sala exigia um certo ar de praça.
O quintal era plano, redondo
sem tranca nos caminhos.

Sobre os escombros da cidade morta
projectei a minha casa
recortada contra o mar.
Aqui.
Sonho ainda o pilar –
uma rectidão de torre, de altar.
Ouço murmúrios de barcos
na varanda azul.
E reinvento em cada rosto fio
a fio

as linhas inacabadas do projecto
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

A herança
Sei que buscas ainda
o secreto fulgor dos dias
anunciados.
Nada do que te recusam
devora em ti
a memória dos passos calcinados.
É tua casa este exílio
este assombro esta ira.
Tuas as horas dissipadas
o hostil presságio
a herança saqueada.
Quase nada.
Mas quando direito e lúgubre
marchas ao longo da Baía
um clamor antigo
um rumor de promessa
atormenta a Cidade.
A mesma praia te aguarda
com seu ventre de fruta e de carícia
seu silêncio de espanto e de carência.
Começarás de novo, insone
com mãos de húmus e basalto
como quem reescreve uma longa profecia 
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

A mão
Toma o ventre da terra
e planta no pedaço que te cabe
esta raiz enxertada de epitáfios.

Não seja tua lágrima a maldição 
que seqüestra o ímpeto do grão 
levanta do pó a nudez dos ossos, 
a estilhaçada mão 
e semeia

girassóis ou sinos, não importa 
se agora uma gota anuncia 
o latente odor dos tomateiros 

a viva hora dos teus dedos.
- Conceição Lima, no livro "A dolorosa raiz do micondó". São Paulo: Geração Editorial, 2012.

§

Afroinsularidade
Deixaram nas ilhas um legado
de híbridas palavras e tétricas plantações

engenhos enferrujados proas sem alento
nomes sonoros aristocráticos
e a lenda de um naufrágio nas Sete Pedras

Aqui aportaram vindos do Norte
por mandato ou acaso ao serviço do seu rei:
navegadores e piratas
negreiros ladrões contrabandistas
simples homens
rebeldes proscritos também
e infantes judeus
tão tenros que feneceram
como espigas queimadas

Nas naus trouxeram
bússolas quinquilharias sementes
plantas experimentais amarguras atrozes
um padrão de pedra pálido como o trigo
e outras cargas sem sonhos nem raízes
porque toda a ilha era um porto e uma estrada sem regresso
todas as mãos eram negras forquilhas e enxadas

E nas roças ficaram pegadas vivas
como cicatrizes — cada cafeeiro respira agora um
escravo morto.

E nas ilhas ficaram
incisivas arrogantes estátuas nas esquinas
cento e tal igrejas e capelas
para mil quilómetros quadrados
e o insurrecto sincretismo dos paços natalícios.
E ficou a cadência palaciana da ússua
o aroma do alho e do zêtê d'óchi
no tempi e na ubaga téla
e no calulu o louro misturado ao óleo de palma
e o perfume do alecrim
e do mlajincon nos quintais dos luchans

E aos relógios insulares se fundiram
os espectros — ferramentas do império
numa estrutura de ambíguas claridades
e seculares condimentos
santos padroeiros e fortalezas derrubadas
vinhos baratos e auroras partilhadas

Às vezes penso em suas lívidas ossadas
seus cabelos podres na orla do mar
Aqui, neste fragmento de África
onde, virado para o Sul,
um verbo amanhece alto
como uma dolorosa bandeira.
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

"Antes do poema"

I
Quando o luar caiu
e tingiu de magia os verdes da ilha
cheguei, mas tu já não eras.
Cheguei quando as sombras revelavam
os murmúrios do teu corpo
e não eras.
Cheguei para despojar de limites
o teu nome.
Não eras.
As nuvens estão densas de ti
sustentam a tua ausência
recusam o ocaso do teu corpo
mas não és.
Pedra a pedra encho a noite
do teu rosto sem medida
para te construir convoco os dias
pedra a pedra
no tem que te consome
As pedras crescem como vagas
no silêncio do teu corpo
Jorram e rolam
como flores violentas
no silêncio do teu corpo
E sangram. Como pássaros exaustos.
A noite e o vento se entrelaçam
no vazio que te espera.

II
Súbito chegaste
quando falsos deuses subornavam
o tempo
chegaste para despedir
a insónia e o frio
chegaste sem aviso
quando a estrada se abria
como um rio
chegaste para resgatar
sem demora o princípio.

Grave o silêncio rodeia o teu corpo
hostil o silêncio agarra teu corpo.
Mas já tomaste horas e abismos
já a espessura do obô
resplandece em tua testa.
E não bastam pombas em demência
no teu rosto
não bastam consciências soluçantes
em teu rasto
não basta o delírio das lágrimas libertas.

Eu cantarei em pranto
teu regresso sem idade
teu retorno do exílio na saudade
cantarei sobre a terra
teu destino rebelde.

Para te saudar no mar e no palmar
na manhã do canto sem represas
cantarei a praia lisa e o pomar

Direi teu nome e tu serás.
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

Descoberta
Após o ardor da reconquista 
não caíram manás sobre os nossos campos. 
E na dura travessia do deserto 
Aprendemos que a terra prometida 
era aqui. 
Ainda aqui e sempre aqui. 
Duas ilhas indómitas a desbravar. 
O padrão a ser erguido 
pela nudez insepulta dos nossos punhos. 
- Conceição Lima, em "Vozes poéticas da lusofonia". [seleção Luís Carlos Patraquim]. Sintra: Edição Câmara Municipal de Sintra, 1999. 

§

Escritura
Chove na capital que morto libertaste
Chove em Bissau, derradeiro planalto
e a chuva põe no vento uma rajada e pranto.

Há frescos corpos tombados nas águas
Corpos alheios à vaidades das trincheiras
Inocentes, completos corpos
Somados aos soluços da trombeta.

Que halo circunda esta queda?

Quem gravará seus nomes na epiderme da pedra?

Seus sudários de demora e quezília
Seu pecúlio de desdita e rebento...

Também a desolação é uma escritura.
Também o atraiçoado sobrevive
ao saque do rosto, amassa esquecimentos
dispara um cometa.

A nudez é um caminho, esta procura te inventa.  
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

§

Estátuas
Neste país as estátuas desdenham alturas.
Traficam na praça, devassam estradas
Têm mãos pensativas e barro na planta dos pés.
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

§

Haste
Num certo campo de um ermo lugar
um caule dobra agora o dorso – verga
se lhe roça o eco da intempérie.

Em qualquer campo aquém do luar
num estreito canto de um país vulgar
o caule cede o dorso
se lhe bate a mão da ventania –
duplica na coluna o peso do próprio corpo.

Soergue depois a inclinação da linha
e retoma o vertical instinto de sua raiz –
permanece
- Conceição Lima, no livro "A dolorosa raiz do micondó". Lisboa: Editorial Caminho, 2006.

§

Kwame
Deixei longe o clarim.

Vim ouvir a alegria das rosas
Ébrias gaivotas
Esta frescura tingindo de princípio o teu canto.

Além dos retalhos do mapa
Vim tocar as tábuas da profecia.

Acostumo-me ao perpétuo fogo
Na fronte de Acra.

Que diriam as palavras
O que diriam
Sobre o árduo fulgor da tua mortalha?
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

§

Mátria
Quero-me desperta
se ao útero da casa retorno
para tactear a diurna penumbra
das paredes
na pele dos dedos rever a maciez
dos dias subterrâneos
os momentos idos

Creio nesta amplidão
de praia talvez ou de deserto
creio na insônia que verga
este teatro de sombras

E se me interrogo
é para te explicar
riacho de dor cascata de fúria
pois a chuva demora e o obô entristece
ao meio-dia

Não lastimo a morte dos imbondeiros
a Praça viúva de chilreios e risonhos dedos

Um degrau de basalto emerge do mar
e nas danças das trepadeiras reabito
o teu corpo
templo mátrio
meu castelo melancólico

de tábuas rijas e de prumos
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

Metamorfose
Hoje as palavras nada dizem de naufrágios.
Pétalas apenas
Pétalas não visíveis
Infinitas pétalas
E na ponta dos nossos dedos
O fantasma de uma doce, habitável Cidade
Suas vestes de púrpura e de lenda
Seu corpo, fruto tenaz e justa partilha.
De uma exacta metamorfose somos testemunhas. 
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

§

O anel das folhas
Viviam plantas, viviam troncos, viviam sapos
vivia a escada, vivia a mesa, a voz dos pratos
um untueiro em tamanho maior que tudo
fruteiras em permanente parto de gordos frutos
palpáveis, acessíveis, incansáveis limoeiros
makêkês, beringelas, pega-latos
verdes kimis, ali dormiam longos swá-swás
e ido-ido era a montanha cheia de espinhos
onde os morcegos iam cair no kapwelé.

O micondó era a força parada e recuada
escutava segredos, era soturno, era a fronteira
e tinha frutos que baloiçavam, baloiçavam
nunca paravam de baloiçar. 

Não havia horas, ninguém tinha pressa
senão minha mãe
E eu amava na doce vénia dos canaviais
o restolhar de verdes folhas e ondas mansas.

As viuvinhas e pirikitos e keblankanás
— que eu rastejava para agarrar —
erguiam então um alarido de asas e chilreios.
E o mundo voava, o mundo era alto, o mundo era alado.

As borboletas que nada faziam, que só passeavam
tinham guache nas asas, tinham asas, eram lassas
e nada faziam, nada faziam, só passeavam.

Quando eu fugia com as borboletas
Quando eu voava com as viuvinhas
e me perdia nos canaviais
minha mãe, a voz, descia as escadas
aberta como uma rede.
- Conceição Lima, no livro "A dolorosa raiz do micondó". São Paulo: Geração Editorial, 2012.

§

O país de Akendenguê
Os homens regressam
Carregados de cidades e distância.

Adormecem os grilos.
Uma criança escuta a concavidade de um búzio.

Talvez seja o momento de outra viagem
Na proa, decerto, a decisão da viragem.

Aqui se engendram alquimias
Lentos hinos bordados em lacerações
Sossegaram os mortos
Há grutas e pássaros de fogo
Rebentos de incômodos recados.

O difícil ofício de lavrar a paciência.
Acontece a arte da viagem
Tanta aprendizagem de leme e remendo...

É quando o olho imita o exemplo da ilha
E todos os mares explodem na varanda.
- Conceição Lima, no livro "O país de Akendenguê". Alfragide: Editorial Caminho, 2011.

§

Os heróis
Na raiz da praça
sob o mastro
ossos visíveis, severos, palpitam.
Pássaros em pânico derrubam trombetas
recuam em silêncio as estátuas
para paisagens longínquas.
Os mortos que morreram sem perguntas
regressam devagar de olhos abertos
indagando por suas asas crucificadas
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§

Quando o luar caiu
Quando o luar caiu e 
tingiu de escuro os verdes da ilha 
cheguei, mas tu já não eras. 

Cheguei quando as sombras revelavam 
os murmúrios do teu corpo 
e não eras. 
Cheguei para despojar de limites o teu nome. 
Não eras. 

As nuvens estão densas de ti 
sustentam a tua ausência 
recusam o ocaso do teu corpo 
mas não és. 

Pedra a pedra encho a noite 
do teu rosto sem medida 
para te construir convoco os dias 
pedra a pedra 
no teu tempo consumido. 

As pedras crescem como ondas 
no silêncio do teu corpo. 
Jorram e rolam 
como flores violentas. 
E sangram como pássaros exaustos 
no silêncio do teu corpo 
onde a noite e o vento se entrelaçam 
no vazio que te espera. 

Súbito e transparente chegaste 
quando falsos deuses subornavam o tempo, 
chegaste sem aviso 
para despedir o defeso e o frio, 
chegaste quando a estrada se abria 
como um rio, 
chegaste para resgatar sem demora o principio. 

Grave o silêncio agarra-se ao teu corpo, 
hostil o silêncio agarra-se ao teu corpo 
mas já tomaste horas e caminhos 
já venceste matos e abismos 
já a espessura do obô resplandece em tua testa. 

E não me bastam pombas dementes no teu rosto 
não bastam consciências soluçante em teu rasto 
não basta o delírio das lágrimas libertas. 

Cantarei em pranto teu regresso sem idade 
teu retorno do exílio na saudade 
cantarei sobre esta terra teu destino de rebelde. 

Para te saudar no mar e no palma 
na manhã dos cantos sem represas 
saudarei a praia lisa e o pomar. 
Direi teu nome e tu serás. 
- Conceição Lima, em "Vozes poéticas da lusofonia". [seleção Luís Carlos Patraquim]. Sintra: Edição Câmara Municipal de Sintra, 1999. 

§

Residência
Regressarás pela ladeira velha
sem aviso.
Será como ontem, ao entardecer:
remoto, repentino, o assobio.
E no caminho, um soluço de festa
derramado.

A luz será húmida
a chuva íntima
sobre a marca dos teus pés.
Dedo a dedo, folha a folha
tocarás os cheiros
os sortilégios do quintal –
o limoeiro anão da avó
o decrépito izaquenteiro
o ocá assombradíssimo
o kimi torto
e à entrada, no barro gravado,
o fantasma do bode branco.
O degrau há-de ranger ao primeiro passo.
Subirás devagar, concreto
sem pisar a tábua solta no soalho.
A porta estará aberta, a tocha acesa.
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.

§
Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
FORTUNA CRÍTICA DE CONCEIÇÃO LIMA
BAYER, Adriana Elisabete. Poesia são-tomense: geografias em dispersão. (Tese Doutorado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, 2012. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
BAYER, Adriana Elisabete. Conceição Lima: a poética cartografia que contesta a resignação e o silêncio. Reflexos : revue pluridisciplinaire du monde lusophone, v. 2, p. 1, 2014. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
BORDINI, Maria da Glória. Ilhas e continentes: uma poesia de limiares.  Mulemba - n. 7 - UFRJ - Rio de Janeiro - Brasil, dezembro/2012. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
CASTAÑO, Joana; LIMA, Conceição. Bibliografia sobre Literatura São-Tomense em Português. in: Cátedra de Português - Língua Segunda e Estrangeira - Instituo Camões | Universidade Eduardo Mondlane Moçambique. Disponível no link. (acessado em 8.8.2016).
COSTA, Dione Ribeiro; BEZERRA, Rosilda Alves. Infância e nostalgia: evocação da memória afetiva em "A dolorosa raiz do micondó" de Conceição Lima. Cadernos Imbondeiro. João Pessoa, v. 3, n. 2, 2014.
COSTA, Maria Gabriela. Ecos da memória na poesia de Conceição Lima. Revista Milba (ufrpe), n. 1, v.1, out.2015/mar.2016.
GAUDÊNCIO, Bruno. Conceição Lima e a linguagem-morada. in:  jornal Contraponto e na Revista Literatos, de Moçambique/ reproduzido 'A tercceira margem do livro', 8.12.2012. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
GONÇALVES, Guilherme de Sousa Bezerra.. Conceição Lima, para além do fim do mundo. Mulemba, v. 4, p. 1, 2011. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
HAMILTON, Russel G.. Literatura africana, literatura necessária II – Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Lisboa: Edições 70, 1983.
HAMILTON, Russel G.. Conceição Lima, Poet of São Tome e Príncipe. Research in African Literatures, 2007.
JORGE, Silvio Renato.. "Lentos hinos bordados em lacerações": um modo de ler Conceição Lima, Marcelo da Veiga e Francisco José Tenreiro. In: Margarida Calafate Ribeiro; Silvio Renato Jorge. (Org.). Literaturas Insulares: leituras e escritas de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. 1ª ed., Porto, Portugal: Edições Afrontamento, 2011, v. 1, p. 207-219.
LIMA, Elizabeth Gonzaga. Paisagem e memória em A dolorosa raíz do micondó de Conceição Lima. Cadernos CESPUC, Belo Horizonte, nº 19, 2010. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
MATA, Inocência. Diálogo com as ilhas: sobre cultura e literatura de São Tomé e Príncipe. Lisboa: Colibri, 1998. 
MATA, Inocência. A poesia de Conceição Lima: o sentido da historia das ruminações afetivas. Veredas: revista da associação internacional de lusitanistas. Porto Alegre, v. 7, p. 235-251, 2006. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
MATA, Inocência. Emergência e existência de uma literatura: o caso santomense. Linda-a-Velha: ALAC, 1993.
PADILHA, Laura Cavalcante. A memória e seu teatro de sombras na poesia de Conceição Lima. ContraCorrente: Revista de Estudos Literários, v. 3, p. 43-56, 2012.
PADILHA, Laura Cavalcante; PETROV, Petar; OLIVEIRA, Marcelo G.. A Memória e seu Teatro de Sombras na Poesia de Conceição Lima. In: Petar Petrov; Marcelo G. Oliveira. (Org.). A Primazia do Texto. Campo Grande: Esfera do Caos, 2011, v. , p. 117-128.
Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
PALMEIRA, Naduska Mário. Que floram salambás: São Tomé e Príncipe em Conceição Lima.. Estudios Portugueses, v. 16, p. 10-16, 2015.
PALMEIRA, Naduska Mário. As ilhas sob a pele da linguagem: a poética de Conceição Lima. In: Colóquio Internacional São Tomé e Príncipe numa perspectiva interdisciplinar diacrónica e sincrónica, 2012, Lisboa. Colóquio Internacional São Tomé e Príncipe numa perspectiva interdisciplinar diacrónica e sincrónica. Lisboa: ISCTE, 2012. v. 1. p. 383-391.
PALMEIRA, Naduska Mário. Ilha e memória: uma leitura da obra O útero da casa, de Conceição Lima. Revista de Estudios Portugueses y Brasileños, 2016.
PEREIRA, Érica Antunes. De missangas e catanas: a construção social do sujeito feminino em poemas angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e são-tomenses. (Tese Doutorado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 2010.
PEREIRA, Érica Antunes. De missangas e catanas: a construção social do sujeito feminino em poemas angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e são-tomenses. 1ª ed., São Paulo: Annablume; FAPESP, 2013. v. 1. 316p.
PEREIRA, Érica Antunes. Uma voz de imbondeiro no silêncio da gravana: a representação da mulher na poesia de Alda Espírito Santo e Conceição Lima. Revista Crioula (USP), v. 4, p. online-online, 2008. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
PEREIRA, Érica Antunes. Conceição Lima: na metamorfose do cotidiano, as metáforas da História. In: Carmen Lúcia Tindó Secco; Maria Teresa Salgado; Maria do Carmo Sepúlveda. (org.). África & Brasil: letras em laços. 1ed.São Caetano do Sul: Yendis, 2010, v. 2, p. 49-62.
PEREIRA, Érica Antunes. Os (des)abrigos do 'eu' e as metáforas da casa na poesia de Alda Lara, Conceição Lima e Glória de Sant'Anna. Revista Crioula (USP), v. 2, p. online, 2007.
PEREIRA, Prisca Rita Agustoni de Almeida. O Atlântico em movimento: travessia, trânsito e transferência de signos entre África e Brasil na poesia contemporânea de língua portuguesa. (Tese Doutorado em Letras e Linguística). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC Minas, 2007.
PEREIRA, Érica Antunes. Cotidiano e história na poesia da são-tomense Conceição Lima. In: LEITE, Leni Ribeiro; CASER, Maria Mirtis; SODRÉ, Paulo Roberto; COSER, Stelamaris. (org.). Leitor, leitora: literatura, recepção, gênero. Vitória: Ed. PPGL; EDUFES, 2011, v. , p. 290-296.
PEREIRA, Prisca Rita Agustoni de Almeida; RIBEIRO, Patrícia. A dolorosa raiz do Micondó de Conceição Lima (resenha). Ipotesi (UFJF. Impresso), v. 14, p. 243-244, 2010. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
PONTES, Roberto. Poesia insubmissa afrobrasilusa. Fortaleza; Rio de Janeiro: UFC; Oficina do Autor, 1999. 
PONTES, Roberto. Conceição Lima e a poesia na pós-independência em São Tomé. Contexto (UFES), v. 25, p. 1-16, 2014.
QUEIROZ, Amarino Oliveira de.. A permanência da palavra poética africana: vozes transnacionais em Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe. In: Anais do XXII Congresso da ABRAPLIP, Salvador - BA, 2009. p. 100-109.
RIBEIRO, Margarida Calafate. Pensar a partir da literatura - da importância dos estudos ibero-americanos. Alea: Estudos Neolatinos, vol. 11 no. 1 Rio de Janeiro Jan./June 2009. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
RIBEIRO, Patrícia. O vulto da memória no diálogo entre Conceição Lima e Adélia Prado. RevLet: Revista Virtual de Letras, v. 1, p. 159-173, 2009. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
RISO, Ricardo. Conceição Lima – O Útero da Casa. Revista África e Africanidades - Ano I - n. 3 - Nov. 2008. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
RISO, Ricardo. Conceição Lima - Canto obscuro da memória (A Nação). in: Ricardo Riso blog, 30.6.2013. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
SARAIVA, Eneile Santos. Memória e espaço: sentimentos insulares pintados e cantados por Luísa Queirós e Conceição Lima. Revista África e Africanidades, v. 11, p. 22, 2010.
SCHMIDT, Simone Pereira. A poética de Conceição Lima e sua viagem entre mundos. ContraCorrente: Revista de Estudos Literários, v. 7, p. 150-157, 2015.
SECCO, Carmen Lucia Tindo Ribeiro.. Dona Alda e Conceição Lima: uma Geografia de Paixões, Afetos e Memórias. Semioses (Rio de Janeiro), v. 4, p. 1-22, 2008. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
SILVA, Milene Matos. Conceição Lima, poeta e jornalista de São Tomé (Grandes Africanos). Entrevista concedida à Rádio e Televisão de Portugal. RTP, Lisboa, 2014. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
SOUSA E SILVA, Assunção de Maria. Nações entrecruzadas: tessitura de resistência na poesia de Conceição Evaristo, Paula Tavares e Conceição Lima. (Tese Doutorado em Literaturas de Língua Portuguesa). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC Minas, 2016.
SOUSA E SILVA, Assunção de Maria. Entrançados dizeres poéticos femininos: Breve leitura de poemas de Conceição Lima (São Tomé) e Miriam Alves (Brasil). Revista África e Africanidades, v. Ano 2, p. 6, 2009.
SOUSA E SILVA, Assunção de Maria. Nos mastros do poema, a nação são-tomense. Revista Estudos de Sociologia/ppgs Ufpe. [online]. vol. 2, n. 20, 2014. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).
SOUZA, Ricardo Silva Ramos de.. Conceição Lima - O útero da casa. Revista África e Africanidades, v. Ano I, p. 1-5, 2008.
TUTIKIAN, Jane; BRASIL, ‎Luiz Antonio de Assis (org). Mar horizonte: literaturas insulares lusófonas. Coleção Memória das Letras, 22. Porto Alegre: EdiPucrs, 2007.
TUTIKIAN, Jane. O poema 'porta aberta tocha acesa' de Conceição Lima. ABRIL – Revista do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da UFF, vol. 5, n° 9, Novembro de 2012, p. 79-92. Disponível no link. (acessado em 6.8.2016).


Alda do Espirito SantoConceição Lima


Sophia de Mello Breyner e Conceição Lima, em São Tomé e Príncipe

Inegável
Por dote recebi-te à nascença
e conheço em minha voz a tua fala.
No teu âmago, como a semente na fruta
o verso no poema, existo.

Casa marinha, fonte não eleita
a ti pertenço e chamo-te minha
como à mãe que não escolhi
e contudo amo.
- Conceição Lima, no livro "O útero da casa". Lisboa: Editorial Caminho, 2004.



Conceição Lima - escritora e jornalista são-tomense
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:: Poesia net.
:: Poesia bilíngue (português-espanhol). Gentemergente
:: Conceição Lima - Biography. Institut of Modern Languages Research - University of London.

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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Conceição Lima - a poeta são-tomense. Templo Cultural Delfos, agosto/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 7.8.2016.




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