Nicolina Vaz de Assis - a escultora da belle époque tropical

Retrato de Nicolina Vaz de Assis, Eliseu Visconti, (1905)
Acervo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (Campinas SP 1874 - Rio de Janeiro RJ, 19 de outubro de 1941). Escultora. Inicia-se na escultura em sua cidade natal, sendo conhecida por ter realizado o busto de Campos Salles. Recebe bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo , em 1897, para custear seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, onde é aluna de Rodolfo Bernardelli. Executa bustos de presidentes de estados, de políticos e personagens ilustres para o Museu da República. Além disso, também constrói esculturas funerárias, como, por exemplo, O Selvagem, de 1898, para o túmulo de José Vieira Couto de Magalhães (1837 - 1898), último presidente da província de São Paulo localizada no Cemitério da Consolação, considerada o primeiro exemplar de escultura art nouveau da cidade. Em 1904, novamente com bolsa do Pensionato, Nicolina vai para Paris, estuda na Académie Julian com os escultores Jean Alexandre Joseph Falguière (1831 - 1900) e Denys Puech (1854 - 1942), ganhadores do Prix de Rome, do Institut de France, e lá permanece até 1907. Casa-se, em 1911, com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 - 1945). Realiza obras públicas em jardins, parques e praças, como O Canto das Sereias, s.d., na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e Fonte Monumental, 1913 a 1923, em São Paulo, encomendada pela prefeitura. Postumamente, suas obras são expostas no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, em 1950.
Comentário Crítico
O universo artístico do início do século XX no Brasil, no qual existem poucas chances de inserção da mulher, Nicolina Vaz de Assis está entre as poucas que obtêm reconhecimento profissional e não simplesmente como amadora das artes. Desconhece-se seu percurso de formação anterior ao recebimento das duas pensões concedidas pelo Estado de São Paulo, em 1897 e 1904, porém, consolida sua reputação no período em que estuda no Rio de Janeiro. Seu retrato feito por Eliseu Visconti (1866 - 1944), em 1905, e a recepção da tela, elogiada pelo crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911), demonstram o reconhecimento atingido, bem como a menção de seus diversos trabalhos em revistas como Fon-Fon! e Kosmos.
Nicolina Vaz de Assis (1913) Acervo iconográfico
- Biblioteca Nacional  - Rio de Janeiro
Seguindo os passos de seus professores, Nicolina é capaz de articular importantes encomendas de obras públicas e privadas, executadas nos programas escultóricos assimilados da tradição europeia, mas também reveladores das demandas exigidas da arte na virada do século XIX. Prova dessa capacidade é a Fonte Monumental, encomendada em 1913, dentro do projeto de urbanização da cidade de São Paulo, o chamado "Centro Cívico", iniciado por Antônio Prado, prefeito entre 1899 e 1911. A fonte, implantada em 1923 na praça Vitória, hoje praça Júlio de Mesquita, conjunção da avenida São João, rua Barão de Limeira e rua Vitória, marca a ligação entre o centro e o bairro dos Campos Elíseos, residência da elite paulistana. A obra consiste de duas bacias circulares sobrepostas, coroadas por um conjunto escultórico representando um jovem pescador que lança sua rede em meio à sedução das sereias, que tentam desviá-lo de sua tarefa. A composição de formas espiraladas define a hierarquia do conjunto, chamando a atenção para a cena principal. Buscando a difícil integração da função de receptáculo da água e sustentáculo do conjunto de esculturas, as bacias são adornadas por relevos de flores e conchas de mármore, além de máscaras de figuras clássicas e lagostas de bronze. A temática é a tentadora simbiose entre cultura e natureza, cara ao art nouveau, estilo preferido pelas elites locais para demonstrar seu compasso com as novidades europeias e a vontade de modernização.


“A sua maneira delicada de esculpir, em que há certa feminilidade e, por isso, elegância e rapidez, fez-se recomendável no busto de Gravina, na Meditação e Oração, três gestos que participaram da sua alma de artista para a sua intensidade expressivista”
- Gonzaga Duque (1929)


CRONOLOGIA
1874 – Nasce em Campinas SP;
Nicolina Vaz de Assis (30 anos de idade) - foto:
do livro Precursoras Brasileiras, de Barros Vidal
s.d. - Inicia-se em escultura em sua cidade natal, é conhecida por seu busto de Campos Salles
s.d - Realiza diversos bustos de presidentes para o Museu da República, no Rio de Janeiro
1897 - Recebe bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, para custear seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, onde estuda com Rodolfo Bernardelli
1898 - Produz a escultura funerária O Selvagem, para o túmulo de José Vieira Couto de Magalhães, último Presidente da Província de São Paulo, localizada no Cemitério da Consolação, em São Paulo, considerada o primeiro exemplar de escultura art nouveau da cidade;
1904 - Recebe novamente bolsa de Pensionato Artístico e viaja para Paris, onde permanece até 1907. Estuda na Académie Julian, com os escultores Jean Alexandre Joseph Falguière e Denys Puech, dois ganhadores do Prix de Rome, do Institut de France, além de Mäder e Suève ;
1907 - Retorna ao Brasil e fixa residência na cidade do Rio de Janeiro;
1911 - Após a morte de seu primeiro marido, casa-se com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto;
1923 - Inauguração de sua obra Fonte Monumental, 1913/1923, na praça Vitória, hoje praça Júlio de Mesquita, conjunção da avenida São João, rua Barão de Limeira e rua Vitória, marca a ligação entre o centro e o bairro dos Campos Elíseos, local de residência da elite paulistana;
1941 – Morre no Rio de Janeiro RJ, em 19 outubro;
1950 - Suas obras são apresentadas em mostra póstuma realizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, no Rio de Janeiro.

“A arte da escultora Nicolina Pinto do Couto caracteriza-se pelo dom suave de plasmar a graça e a candura das crianças”
- Saul de Navarro – Revista da Semana, 20 de Julho de 1941.


ACERVOS
:: Museu Nacional de Belas Artes  (MNBA) - Rio de Janeiro RJ;
:: Museu da República - Rio de Janeiro RJ;
:: Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) - Juiz de Fora MG;
:: Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo SP;


EXPOSIÇÕES
Exposições Coletivas
Nicolina Vaz de Assis e seu marido, Rodolfo Pinto do
Couto, com o busto-retrato do Barão do Rio Branco
s.d. - São Paulo SP - Nicolina Vaz de Assis e Rodolfo Pinto Couto, no Esplanada Hotel;
1899 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1900 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1901 - Rio de Janeiro RJ - 8ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa;
1902 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes - menção honrosa;
1904 - Paris (França) - Salão de Paris;
1905 - Paris (França) - Salão de Paris;
1906 - Paris (França) - Salão de Paris;
1906 - Rio de Janeiro RJ - 13ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1907 - Paris (França) - Salão de Paris;
1907 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata;
1908 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes - medalha de ouro;
1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1935 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas ArteS;
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes.


Exposições Póstumas
1950 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de escultura, no MNBA;
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Imagens Negociadas: retratos da elite brasileira, no CCBB;
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal;
2005/2006 – Vitória ES - Exposição Escultura Brasileira: do bronze à dimensão planar, no Museu de Arte do Espírito Santo MAES;
2009 - São Paulo SP - Exposição "De Valentim a Valentim, a Escultura Brasileira – século XVIII ao XX", no Museu Afro Brasil;
2012 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Mulheres Luminosas, no Museu da República;


FORTUNA CRÍTICA
Modelagem final do busto-retrato Almirante Alexandrino de 
Alencar,Nicolina Vaz de Assis - Acervo Museu Nacional de
Belas Artes (MNBA)
ARAÚJO, Emanoel; LAUDANNA, Mayra. De Valentim à Valentim - A Escultura Brasileira Sec XVIII ao XX. (Catálogo). São Paulo: Imprensa Oficial do Estado. 2009.
ARENA, Angela Maria. Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto, uma escultora na Belle Èpoque. Dezenove E Vinte, 19 set. 2008. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
AYALA, Walmir (org.); CAVALCANTI, Carlos (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos - A - C. [Apresentação Maria Alice Barroso]. Brasília: MEC: INL, 1973. v. 1, pt. 1, il. p&b. (Dicionários especializados, 5). p.146.
BITTENCOURT, Adalzira. A Mulher Paulista na História. RJ: Livros de Portugal, 1954.
DUQUE, Gonzaga. Contemporâneos: pintores e escultores. Rio de Janeiro: Benedicto de Souza, 1929. 255p.
GARCIA, Glaucia. Nicolina Vaz, sua obra e seu tempo. (biografias). SPA, São Paulo Antiga, 10/4/2009. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
GORDINHO, Margarida Cintra (org). Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo: Missão Excelência. São Paulo: Marca D’água, 2000.
MARTINS, José de Souza. "A Fonte Monumental de Nicolina de Assis". O Estado de S. Paulo [Caderno Metrópole, p. C7], Sábado, 16 de julho de 2005., São Paulo,SP, p. C7 - C7, 16 jul. 2005.
MELO, Hugo Freitas de. Mulheres artistas profissionais: a reconfiguração do cânon artístico brasileiro. (resenha). R. Pós Ci. Soc. v.9, n.17, jan/jun. 2012. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
MORALES DE LOS RIOS FILHO, Adolfo. Subsídios para a história da escultura, gravura e desenho do Rio de Janeiro: 1889-1930. Rio de Janeiro: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, s.d.
PINACOTECA DO ESTADO (SÃO PAULO, SP) (org.). Dezenovevinte: uma virada no século. [Apresentação Jorge da Cunha Lima; texto Maria Cecília França Lourenço, Ruth Sprung Tarasantchi, Carlos Alberto Cerqueira Lemos, Maria Inez Turazzi, Anna Carboncini, Maria Cristina Castilho Costa]. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1986. 126 p., il. p&b. color. Quadro Cronológico. p. 120.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. [Apresentação Antonio Houaiss; texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Aracy Amaral, Walter Zanini, Ferreira Gullar]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color. p. 42.
PORTELLA, Isabel Maria Carneiro de Sanson. Nicolina Vaz de Assis: A força feminina na escultura brasileira - Acervo Museu da República. In: Ver para Crer: visão, técnica e interpretação na Academia, 2013, Rio de Janeiro. Ver para Crer: visão, técnica e interpretação na Academia. Rio de Janeiro: Escola de Belas Artes UFRJ, 2012. p. 219-226.
PRESSLER, Neusa Gonzaga de Santana. Nicolina Vaz de Assis - Pesquisa Biblioteca Nacional de Lisboa. In: Reila Gracie. (Org.). Julieta e Nicolina duas escultoras Brasileiras. 1ª., ed., Rio de Janeiro: Prestígio Editorial, 2010, v. Vol I, p. 41-123.
RIBEIRO, Noemi Silva. Julieta e Nicolina, duas escultoras brasileiras. A escultura feminina na passagem do século XIX ao XX. Rio de Janeiro: Prestígio editorial, 2009. v. 1. 131p.
RODRIGUES, Wladimir Wagner. As mulheres de Klaxon: o universo feminino a partir dos modernistas. (Dissertação Mestrado em Artes Visuais).  Universidade Estadual Paulista, Julio de Mesquita Filho, UNESP, 2011. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Nacional, 1941. 388 p., il. p&b.
Fonte Monumental, de Nicolina Vaz de Assis (1923)
Praça Júlio Mesquita - SP - foto: (...)
SERAPHIM, Miriam Nogueira. A reprodução da obra de arte e seu caráter essencial. IV Encontro de história da arte - IFCH/Unicamp, 2008. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: pintoras e escultoras brasileiras entre 1884 e 1922. (Tese Doutorado em Sociologia). Universidade de São Paulo, USP, 2004.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Brasileiras, 1884-1922. 1ª ed.,  São Paulo: EDUSP/ FAPESP, 2008. v. 1. 336p.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão artista: mulheres, atividades artísticas e condicionantes sociais no Brasil de finais do Oitocentos. XXIV colóquio, CBHA. Disponível no link. (acessado em 21.5.2014).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Os gêneros da arte: mulheres escultoras na belle époque brasileira. In: Maria Lucia Bueno. (Org.). Sociologia das Artes Visuais no Brasil. 1ª ed., São Paulo: SENAC, 2012, v. 1, p. 185-210.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Genre, Art et Académie: les femmes sculpteurs au Brésil (1892-1920). Opus Sociologie de l´Art, v. 11, p. 23-49, 2014.
SUGIMOTO, Luiz. Mulheres Invisíveis. Jornal da Unicamp. Universidade Estadual de Campinas - 6 a 12 de dezembro de 2004, p.12. Disponível no link. (acessado em 22.5.2014).
VALLADARES, Clarival do Prado. Arte e Sociedade nos Cemitérios Brasileiros: um estudo da arte cemiterial ocorrida no Brasil desde as sepulturas de igrejas e as catacumbas de ordens e confrarias até as necrópoles secularizadas. [2 volumes].  Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura – Departamento de Imprensa Nacional. 1972, 502p., il.
VALLADARES, Clarival do Prado. Rio Barroco e Rio Neoclássico - analise iconográfica.  [2 volumes]. Rio de Janeiro: Bloch Edições, 1978.
VIDAL, Barros. A primeira escultora. In: ______. Precursoras brasileiras. Rio de Janeiro: A Noite Ed. , s.d. p. 201-205.


"Nicolina tem, no seu cartaz, uma grande glória: fez o busto de oito presidentes da República. É elevado o número de obras que realizou. O Busto do Barão do Rio Branco, que executou e é tido como a sua obra-prima, foi adquirido pelo Ministério da Guerra. Outro trabalho seu de grandes proporções é o Busto de Rockefeller, que esteve exposto, durante três anos, na Universidade de São Paulo. A sua contribuição para o embelezamento dos jardins e parques cariocas é bem preciosa. Aquela espetacular serpente que se vê na Quinta da Boa Vista é da sua autoria, assim como aquele majestoso velho - primorosa arquitetura - que se admira no Passeio Público. Seu nome passou as nossas fronteiras e projetou-se no estrangeiro. Não somente em Paris mas também em toda a América do Sul."
- Barros Vidal, em "Vidal, Barros. A primeira escultora". In: ---. Precursoras brasileiras. p. 201-205.


OBRAS ESCOLHIDAS
O Segredo, de Nicolina Vaz de Assis 
Acervo Museu Mariano Procópio (Mapro)
- foto: acervo digital Unesp

Tia Bastiana (bronze), de Nicolina Vaz de Assis(s.d.)
Acervo Museu Nacional de Belas Artes  (MNBA) RJ

Meditação (bronze), de Nicolina Vaz de Assis (1929)
Acervo Museu Nacional Belas Artes (MNBA)
- foto: Marcelo Jorge

(...) de Nicolina Vaz de Assis (1940) 

Senhor Morto, de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

Canto das Sereias, de Nicolina Vaz de Assis
Quinta da Boa Vista, São Cristóvão - Rio de Janeiro RJ


Fonte Monumental (mármore), de Nicolina Vaz de Assis (1923)
Praça Júlio Mesquita - SP  - foto: Arquivo Histórico de São Paulo

Fonte de Tritão,  de Nicolina Vaz de Assis
Passeio Público na Cinelândia - Rio de Janeiro RJ
(
roubada em 1993,  no ano de 2004 foi executado uma réplica da obra)

A Serpente, de Nicolina Vaz de Assis (1910)
Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro RJ

Mausoléu General Couto Magalhães, de Nicolina Vaz de Assis, c.1905
Cemitério da Consolação - São Paulo/SP


Busto-retrato de Nilo Peçanha, de Nicolina Vaz de Assis
Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato de Francisco Pereira Passos, de Nicolina Vaz de Assis
- 1915, Rio de Janeiro RJ


Presidentes
Busto-retrato do Presidente Affonso Penna,
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente Francisco de Paula
Rodrigues Alves,  
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente Manuel Ferraz de
Campos Sales,  
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente Marechal Floriano
Peixoto,  
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente Marechal Manuel
Deodoro da Fonseca,  
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente  Delfim Moreira,
 
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


Busto-retrato do Presidente Prudente de Moraes,
 
de Nicolina Vaz de Assis
Acervo Museu da República - Rio de Janeiro RJ


DOCUMENTÁRIO
Título: Mulheres Luminosas
Capa DVD documentário Mulheres Luminosas
Documentário. Através da vida e da obra de quatro precursoras artistas brasileiras do sexo feminino, reflete sobre a posição da mulher artista na virada do século XIX para o XX e sobre as transformações ocorridas até os dias de hoje. A maestrina Chiquinha Gonzaga, a escultora Nicolina Vaz de Assis, a pintora Georgina de Albuquerque e a poetisa Gilka Machado, são exemplos de mulheres que encararam a sociedade preconceituosa da época em que viveram, em busca de um espaço profissional nas artes. Criaram, produziram, se tornaram reconhecidas e abriram os caminhos para as seguintes gerações de mulheres artistas e para a posição da mulher na sociedade em geral.
Ano: 2013
Duração: 33 min.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro - Pedro Pontes
Consultoria Artística - Helio Eichbauer
Produção - Mana Pontez
AssiStente de Direção - Pedro Farina
Fotografia - Guilherme Francisco, Pedro Farina, Zhai Sichen
Edição e Finalização - Antonio Porto
Som Direto, Edição de Som e Mixagem - Bernardo Adeodato
Figurino - Célia de Oliveira
Elenco
:: Antonio Guerra
:: Dedé Veloso
Nicolina Vaz de Assis - ilustração Mulheres Luminosas
:: Helio Eichbauer
:: Mariana de Moraes
:: Maria Amélia da Fonseca
:: Stella Miranda
Depoimentos
:: Ana Paula Simioni
:: Bete Floris
:: Clara Sverner
:: Edinha Diniz
:: João Lúcio de Albuquerque
:: Luis Carlos de Albuquerque
:: Maria Beatriz de Albuquerque
:: Maria Lucia de Albuquerque
:: Maria de Lourdes Eleutério
:: Ruth Sprung
Realização: MAB - Multi Arte Brasil
:: Site Oficial: MAB 
:: Fan page Mulheres Luminosas
** Documentário disponível no link. (acessado em 22.5.2014)



Título: A Serpente
Realização: Lais Rodrigues e Miguel Przewodowski. Rio, abril de 2010.
Sinopse: A Serpente é um trabalho feito a partir da escultura homônima de Nicolina Vaz de Assis (1874-1941) uma das primeiras e maiores escultoras brasileiras.
Disponível no link.
A Serpente, realização: Lais Rodrigues e Miguel Przewodowski


REFERÊNCIA E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: Site Zélia Salgado (Nicolina Vaz de Assis)
:: Mulheres Luminosas (fotos e imagens)
:: DezenoveVinte


© A obra de Nicolina Vaz de Assis, é de domínio público

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Trabalhos sobre o autor:
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Nicolina Vaz de Assis - a escultora da belle èpoque tropical. Templo Cultural Delfos, maio/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 26.3.2016.



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3 comentários:

  1. o busto em que aparece ao lado de si é do ALMIRANTE ALEXANDRINO DE ALENCAR, NUNCA DO BARÃO DO RIO BRANCO!

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    1. Bom dia, Francisco! grata pela correção, já efetuada na página. abraços, Elfi

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    2. Bom dia, Francisco! grata pela correção, já efetuada na página. abraços, Elfi

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