Gilka Machado - as múltiplas faces: o desejo, o amor, a angústia e a dor

Gilka Machado [desenho em lápis de cera],
 de Amaury Menezes (neto da escritora)
“Sonhei em ser útil à humanidade. Não consegui, mas fiz versos. Estou convicta de que a poesia é tão indispensável à existência como a água, o ar, a luz, a crença, o pão e o amor."
– Gilka Machado


“O mundo necessita de poesia. Cantemos, poetas, para a humanidade; que nossa voz suba aos aranhas-céus, e desça aos subterrâneos.”
- Gilka Machado


Gilka Machado (Rio de Janeiro RJ, 12 de março de 1893 - idem, 11 de dezembro de 1980). tinha sangue de artista nas veias: a mãe, Thereza Christina Moniz da Costa, era atriz de teatro e de rádio-teatro; e a filha, Heros, seria bailarina consagrada e pesquisadora das danças nativas brasileiras. Além disso, sua família incluía poetas e músicos famosos. E a moça se casa com um artista: o poeta, jornalista e crítico de arte Rodolfo Machado, em 1910, que morreria dali a 13 anos, deixando a esposa com dois filhos, Heros e Hélios.
Desde criança Gilka faz versos. E com 13 anos ganha concurso pelo jornal A imprensa, quando arrebata os 3 primeiros prêmios, com poemas assinados com seu próprio nome e com pseudônimos. Mas só em 1915, aos 22 anos, publica seu primeiro livro, Cristais Partidos. Seguem-se outros, ao longo da década de 1920, como Estados d’Alma (1917), Mulher Nua (1922), Meu Glorioso Pecado (1928), Amores que mentiram, que passaram (1928).
No início dos anos de 1930 sua popularidade aumenta, ao ter poemas traduzidos para o espanhol, tanto em antologia quanto em volume com poemas só seus.
E no ano seguinte sua popularidade é testada: ganha, com grande margem de votos, um concurso promovido pela revista O malho, quando então é aclamada como a maior poetisa brasileira, selecionada entre 200 intelectuais. Em seguida viaja para a Argentina, onde é recebida com carinho pelo público leitor. Faz outras viagens ao longo da década de 1940, para os Estados Unidos e para a Europa, além das que faz pelo interior do Brasil.
Seus poemas foram também republicados em outros volumes: os dois primeiros livros, em Poesias, de 1918; e alguns, escolhidos, em Carne e Alma, de 1931, em Meu rosto, de 1947, e em Velha Poesia, de 1965, antes que as Poesias Completas ganhassem duas edições: em 1978 e em 1991.
Poderia ter sido a primeira mulher a fazer parte da Academia Brasileira de Letras quando, após mudança do estatuto que proibia o ingresso de mulheres, lhe teria sido possível candidatar-se, atendendo a convite que lhe foi dirigido por Jorge Amado e apoiado por outros acadêmicos. Mas recusou o convite. Recebeu, contudo, da Academia Brasileira de Letras, em 1979, o prêmio Machado de Assis, pela publicação do volume de suas Poesias Completas. Encerra sua carreira com o poema “Meu menino”, escrito por ocasião da morte do filho Hélios, ocorrida em 1976.
Gilka Machado
Como se pode perceber a partir dos títulos de seus livros, sua poesia se detém nas experiências de uma intimidade sensível, que manifesta, explicitamente, suas sensações, emoções e desejos eróticos. Aliás, lembre-se que em 1916 faz conferência sobre “A revelação dos perfumes”... Para expressar tais sensações, usa nos poemas um vocabulário inusitado: emprega, por exemplo, a palavra “cio”. E mostra a mulher esvaída em sensualidade, numa poesia que se constrói tanto segundo a rigidez formal de tradição parnasiana quanto dando vazão às ondas de languidez que atravessam o seu verso à moda simbolista. Daí uma reação dupla por parte do público, pois causa tanto a admiração, por parte de uns, em que se incluem as mulheres que encontram aí uma porta-voz na representação de experiências da intimidade, até então proibida, quanto a rejeição severa por parte de uma crítica moralista conservadora. Para os que a defenderam, como Henrique Pongetti, Humberto de Campos, Agrippino Grieco, foi preciso separar a Gilka dos domínios da arte (a poeta) da Gilka dos domínios da vida (mãe virtuosa), com o intuito de inocentá-la de uma sensualidade pecadora.
Mas foi justamente por essa força reivindicadora patente na mistura bem dosada de rigor formal e sensualidade ousada, que sua poesia ganhou força e até hoje permanece, enquanto marco na história de resistência à situação de alienação da mulher. Firmou-se, assim, como precursora na luta pelos direitos de acesso à representação do prazer erótico na poesia feminina brasileira.


"(...) Gilka Machado foi a maior figura feminina de nosso Simbolismo, em cuja ortodoxia se encaixa com seus dois livros capitais, Cristais Partidos e Estados de Alma. Nem sua ousadia tinha impureza, mas punha à mostra a riqueza de seus sentidos, especialmente de um pouco explorado em poesia, o tato. Sua sensibilidade é requintada, algo excêntrica, mas profundamente feminina.”
- Péricles Eugênio da Silva Ramos [1965]. Gilka Machado. In: ___. Poesia simbolista: antologia. p.209.



Gilka Machado
“Estreei nas letras, vencendo um concurso literário num jornal, A Imprensa, dirigido por José do Patrocínio Filho. Logo depois, um crítico famoso escrevia que aqueles poemas deveriam ter sido laborados por uma matrona imoral. Quase criança, comunicativa, indiscreta e falaz, saindo de mim mesma, contando meus prazeres e tristezas, expondo os meus defeitos e qualidades, eu pensava apenas em dar novas expressões à poesia. Aquela primeira crítica (por que negar) surpreendeu-me, machucou-me e manchou o meu destino. Em compensação, imunizou-me contra a malícia dos adjetivos. Havia no meu ser uma torrente que era impossível represar: os versos fluíam, as estrofes cascateavam... e continuei, ritmando minha verdade, então com mais veemência.“
- Gilka Machado, em "Poesias Completas". Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1978, p. X.


OBRAS DE GILKA MACHADO
Cascos e Carícias. [livreto], Rio de Janeiro: Jornal da Manhã, 1915. (onde ela descreve a vida dos jornalistas mais “emancipados”, escandalizando os moralistas do seu tempo com crônicas escatológicas da sociedade cultural carioca).
Crystais Partidos: poesias. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915.
A Revelação dos Perfumes. [Conferência Literária], Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1916, 38 p.
Capa da 1ª edição do livro "O grande
Amor", de Gilka Machado
Estados de Alma. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917, 118 p.
Poesias, 1915-1917. Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos, 1918.
Mulher Nua. Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos, 1922, 175 p.
O Grande Amor. (V I: "Amores que mentiram, que passaram").  Rio de Janeiro: Livraria Azevedo, Erbas de Almeida, 1928.
Meu Glorioso Pecado"Amores que mentiram, que passaram".  Rio de Janeiro: Almeida Torres A. C. Editores, 1928.
Carne e Alma. [poemas escolhidos] - (Coleção Benjamin Constallat). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1931.
Sonetos y Poemas de Gilka Machado, [prefácio Antonio Capdeville]. Cochabamba/Bolívia, 1932.
Sublimação . Rio de Janeiro: Typ. Baptista de Souza, 1938, 140 p.
Meu Rosto. Rio de Janeiro: Irmãos Pogentti, 1947, 263 p.
Velha Poesia. [seleção de poemas], Rio de Janeiro: Editora Baptista de Souza, 1968.
Poesias Completas. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1978; e Rio de Janeiro: Léo Christiano: FUNARJ, 1991.


"A forma ousada dos seus versos, de um ritmo livre e bastante pessoal, harmoniza-se com a liberdade de inspiração, onde predomina um forte sensualismo, tão forte que Humberto de Campos notava-lhe nos poemas verdadeiras 'tempestades de carne'... Seus livros provocavam, simultaneamente, admiração e escândalo, já que a poetisa confessava sentir pelos no vento', desejava penetrar o amado 'pelo olfato, assim como as espiras/invisíveis do aroma...' e declarava, sem rebuços: 'Eu sinto que nasci para o pecado'."
- Fernando Góes [1960]. Gilka da Costa Melo Machado. In: Panorama da poesia brasileira: o pré-modernismo. p.165.


Gilka Machado (...)
PRÊMIOS
Venceu o concurso do jornal A Imprensa. Ganhou o 1°, 2°, 3° lugares: um com seu nome e os outros sob pseudônimos, aos 13 anos.
Eleita "a maior poetisa do Brasil", por concurso da revista "O Malho", do Rio de Janeiro, 1932.
Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letra, pela publicação do volume de suas Poesias Completas, 1979.



“Desafiando os preconceitos, Gilka Machado ousa expressar, em poesia, a paixão dos sentidos, a volúpia do amor carnal e o dramático choque entre o corpo e a alma. Choque provocado pelo Cristianismo, ao lançar o anátema ao prazer sexual, a fruição da carne [...] Gilka Machado obviamente chocou a sociedade do tempo com seu ousado desvendar de paixões ou sensações proibidas à mulher.”
- Nelly Novaes Coelho, em “Dicionário crítico de escritoras brasileiras (1711-2001)”. São Paulo: Escrituras, 2002, p. 228.


Obra de Leonid Afremov

POEMAS ESCOLHIDOS DE GILKA MACHADO

Ser Mulher ...
Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida; a liberdade e o amor;
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor;
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um senhor...

Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...

Ser mulher, e, oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!
- Gilka Machado, in “Cristais Partidos” 1915.



Olhos pérfidos
Olhos da triste côr dos ambientes mortuarios,
onde paira uma luz de cirio a tremular;
eu um dia suppuz que fosseis dous alvearios,
porque havia um sabor de mel no vosso olhar.

Como no espelho arcoal de pútridos aquários
á noute se reflecte o fulgor estellar,
a vossa podridão, olhos fataes e vários,
vem, ás vezes, um lume estranho illuminar.

Vejo, si em vosso todo acaso o olhar afundo,
que, em vós, como no horror de um lodaçal immundo,
geram-se occultamente os micróbios de um mal.

£ eu, que buscava abrigo á alma desilludida,
toda me untei de lodo, infeccionando a vida,
ao contagio da vossa emanação lethal!
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)



Noturno I
Apraz-me sempre ouvir, ás horas vespertinas,
os prelúdios da Noute, os iriantes rumores
que, mal rolam da sombra as primeiras cortinas,
fazem soar pelo espaço os Arrebóes, as Cores.

Ha na violacea cor violinos em surdinas,
vibram no ouro clarins ruidosos e aggressores,
gemem flautas no verde, em notas tiples, finas,
rufam dentro do rubro invisíveis tambores.

Soam na rosea côr accordes flebeis de harpas,
través o alaranjado ha guitarras chilrando,
e os sons rolando vão nas ethereas escarpas...

Ha uma breve fermata e, após, exul, tristonho,
soluça um orgam do alto, em som pauzado, brando,
dentro do azul do céo, como um sonoro sonho.
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)



Odor dos Manacás
(A J. M. Goulart de Andrade)

De onde vem esta voz, este fundo lamento
com vagas vibrações de violino em surdina?
De onde vem,esta voz que, nas azas, o Vento
me traz, na hora violacea em que o dia declina?

Esta voz vegetal, que o meu olfacto attento
ouve, certo é a expansão de uma magua ferina,
é o odor que os manacás soltam, num desalento,
sempre que a brisa os plange e as frondes lhes inclina.

Creio, aspirando-o, ouvir, numa metempsychose,
a alma errante e infeliz de uma extincta creatura
chamar anciosamente outra alma que a despose...

Uma alma que viveu sosinha e incomprehendida,
mas que, mesmo gosando uma vida mais pura,
inda chora a illusão frustrada noutra vida.
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)




Helios e Heros
Filhos meus — duas forças bem pequenas
que amo, e das quaes sustar quizera o adejo;
pequenas sempre fora meu desejo
tel-as, aconchegadas e serenas.

Filhos meus — delles vem, delles, apenas,
a humilhação servil em que me vejo;
mas, si o penar a um filho é bemfazejo,
para uma alma de mãe que valem penas ?

Eu, que feliz, toda enthusiasmo, d'antes,
via os seres tornarem-se possantes,
vejo-os crescerem com pezar, com zelos.

Vejo-os crescerem, ensaiarem threnos,
e, no emtanto, quizera-os tão pequenos
que pudesse nas mãos sempre trazel-os.
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)



Particularidades...
I
Muitas vezes, a sós, eu me analiso e estudo,
os meus gostos crimino e busco, em vão, torcê-los;
é incrível a paixão que me absorve por tudo
quanto é sedoso, suave ao tato: a coma... os pêlos...

Amo as noites de luar porque são de veludo,
delicio-me quando, acaso, sinto, pelos
meus frágeis membros, sobre o meu corpo desnudo
em carícias sutis, rolarem-me os cabelos.

Pela fria estação, que aos mais seres eriça,
andam-me pelo corpo espasmos repetidos,
às luvas de camurça, aos boás, à pelica...

O meu tato se estende a todos os sentidos;
sou toda languidez, sonolência, preguiça,
se me quedo a fitar tapetes estendidos.
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917.



Sempre-viva
Sempre-viva, teu nome exprime quanto vales,
e, embora te não desse aroma a Natureza,
quem, como eu, padecer o maior dentre os males,
por força ha de exalçar-te a original belleza.

Quer abroches num horto ou na campa assignales

uma grata lembrança, eternamente accesa,
vive essa chamma de ouro inserida em teu calix,
como um sol que a surgir illumine a deveza.

Exposta ao sopro rijo e inclemente do Vento,

aos queimores que o Sol impiedoso te lança,
não te rouba a tortura o fulgor opulento.

És como esta paixão (minha paixão estulta!),

que o túmulo a enfeitar de uma extincta Esperança,
aos rigores da Sorte esplende, viça, avulta!
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)


Saudades
De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?

De quem é esta saudade,
de quem?

Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...

E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...

De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo
- Gilka Machado, in "Velha poesia", 1965.



No torculo da fôrma o alvo crystal do Sonho
No torculo da fôrma o alvo crystal do Sonho,
Musa, vamos polir, num labor singular:
os versos que compões, os versos que componho,
virão estrophes de ouro após emmoldurar.

Para sempre abandona esse teu ar bisonho,
esse teu taciturno, esse teu simples ar;
pois toda a perfeição que dispões e disponho,
nesta artística empreza, é mister empregar.

Seja espelho o crystal e, em seu todo, reflicta
a trágica feição que o horror comsigo traz,
e o infinito esplendor da belleza infinita.

E, quando a rima soar, enlevada ouvirás
percutir no teu ser, que pela Arte palpita,
o sonoro rumor do choque dos crystaes.
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)



Silencio
(A Antônio Corrêa d'OMveira)

Mysteriosa expressão da alma das cousas mudas,
Silencio – pallio immenso aos enigmas aberto,
espelho onde a tristeza universal se estampa.
Silencio – gestação das dôres crueis, agudas,
solenne imperador da Treva e do Deserto,
estagnação dos sons, berço, refugio e campa.

Silencio – tenebroso e insondavel oceano,
tudo quanto nos teus abysmos vive immerso,
tem a secreta voz dos rochedos, das lousas.
És a concentração do sêr pensante, humano,
a vida espiritual e occulta do universo,
a communicação invisivel das cousas.

Um intimo pezar toda tua alma invade,
ó meu velho eremita! ó monge amargurado!
Dentro da cathedral da verde natureza,
ouço-te celebrar a missa da Saudade
e invocar a remota effigie do Passado,
dando-me a communhão sublime da tristeza.

Seja engano, talvez, do meu cerebro enfermo,
mas eu comprehendo os teus sentimentos profundos,
eu te sinto cantar olentes melopéas...
Foste o inicio de tudo e de tudo és o termo.
Silencio – concepção primitiva dos mundos,
cosmopéa etheral de todas as idéas.

Silencio – solidão de symptomas medonhos,
pantano onde do mal desenvolvem-se os vermes,
fonte da inspiração, rio do esquecimento,
lagôa em cujo fundo os sapos dos meus sonhos,
postos alheiamente, inanimes, inermes,
fitam de estranho ideal o fulgor opulento.

Ó Silencio! Ó visão subjectiva da Morte!
- refúgio passional que eu sempre busco e anceio,
gôso de recordar... torturas e confortas,
pois fazes com que ao teu influxo eu me transporte
ao seio da Saudade, a esse funereo seio
- esquife onde revejo as illusões já mortas.

Da scisma na minha alma o triste cunho imprimes,
és o somno, o desmaio, o natural mysterio,
trazes-me a sensação dos gélidos tormentos;
e si nesse teu ventre hão germinado os crimes,
no teu cérebro enorme, universal, ethereo,
têm-se desenvolvido os grandes pensamentos.
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)



Rosas
I
Cabe a supremacia á rosa, entre o complexo
das flôres, pelo viço e pela pompa sua,
e o arôma que ella traz sempre á corolla annexo
o coração humano excita, enleva, estua.

Quando essa flôr se ostenta á luz tibia da Lua,
o luar busca enlaçal-a, amoroso, perplexo,
e ella sonha, estremece, oscilla, ri, fluctua
e desmaia, ao sentir esse etheral amplexo.

Si é rosea lembra carne ardente, palpitante...
nívea – lembra pureza e nada ha que a supplante,
rubra – de certa bocca os labios nella vejo.

Seja qualquer a côr, por sobre o hastil de cada
rosa, vive a Mulher, nos jardins flôr tornada:
- symbolo da Volupia a excitar o Desejo.

II
Rosas cujo perfume, em noutes enluaradas,
é um sortilegio ethereo a transpôr as rechans;
rosas que á noute sois risonhas, floreas fadas,
de cutis de velludo e tenras carnes sans.

Sejaes da côr do luar ou côr das alvoradas,
rosas, sois no perfume e na alegria irmans,
e todas pareceis, á luz desabotoadas,
a concretisação dos risos das Manhans!

Ó rosas de carmim! Ó rosas roseas e alvas!
ha nesse vosso odôr toda a maciez das malvas,
a púbere maciez do pêcego em sazão.

Dae que eu possa gosar, ao vosso collo rente,
esse perfume, a um tempo excitante e emolliente,
numa dubia, sensual e suave sensação!
- Gilka Machado, in "Crystaes Partidos: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1915. (ortografia original)



Volúpia
The Circle of Lovers, de Auguste Rodin
Tenho-te, do meu sangue alongada nos veios;
á tua sensação me alheio a todo o ambiente;
os meus versos estão completamente cheios
do teu veneno forte, invencível e fluente.

Por te trazer em mim, adquiri-os, tomei-os,
o teu modo subtil, o teu gesto indolente.
Por te trazer em mim moldei-me aos teus colleios,
minha intima, nervosa e rubida serpente.

Teu veneno lethal torna-me os olhos baços,
e a alma pura que trago e que te repudia,
inutilmente anceia esquivar-me aos teus laços.

Teu veneno lethal torna-me o corpo langue,
numa circulação longa, lenta, macia,
a subir e a descer, no curso do meu sangue.
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)



Symbolos
Eu e tu, ante a noute e o amplo desdobramento
do mar fero, a, estourar de encontro á rocha nua.
Um symbolo descubro aqui, neste momento;
esta rocha e este mar... a minha vide e a tua...

O mar vem... o mar vae.... nelle ha o gesto violento
de quem maltrata e, após, se arrepende e recúa...
Como eu comprehendo bem da rocha o sentimento!
são bem eguaes, por certo, a minha magua, e a sua!

Symbolisa este quadro a nossa propria vida:
tu és esse mar bravio, inconstante e inclemente,
com carinhos de amante e furias de demente;

eu sou a dôr parada, a dôr empedernida,
eu sou aquella rocha encravada na areia,
alheia ao mar que a punge, ao mar que a afaga alheia...
 - Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)



Possa eu, da phrase nos absonos sons
Possa eu, da phrase nos absonos sons,
em versos minuciosos ou succintos,
expressar-me, dizer dos meus instinctos,
sejam elles, embora, máos ou bons.

Quero me vêr no verso, intimamente,
em sensações de gôso ou de pezar,
pois, occultar aqui’lo que se sente,
é o proprio sentimento condemnar.

Que do meu sonho o bronco véo se esgarce
e mostre núa, totalmente núa,
na plena graça da simpleza sua,
minha Emoção, sem peias, sem disfarce.

Quero a arte livre em sua contextura,
que na arte, embora peccadora, a Idéa,
deve julgada ser como Phrinéa:
- na pureza triumphal da formosura.

Gelar minha alma de paixões accêsa
porque? si desta forma ao Mundo vim;
si adoro filialmente a Natureza
e a Natureza é que me fez assim.

Meu ser interno, tumultuoso, vario,
- máo grado o parvo olhar profanador –
no livro exponho como num mostruario:
sempre a verdade é digna de louvor.

Fiquem no verso, pois, eternamente,
as minhas sensações gravadas, vivas,
nas longas crises, nas alternativas
desta minha alma doente.

Relatando o pezar, relatando o prazer,
través a agitação, través a calma,
a estrophe deve tão somente ser
o diagnostico da alma.
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)


Poema de Amor
(Versos Antigos)
VII
Na plena solidão de um amplo descampado
penso em ti e que tu pensas em mim suponho;
tenho toda a feição de um arbusto isolado,
abstrato o olhar, entregue à delícia de um sonho.

O vento, sob o céu de brumas carregado,
passa, ora langoroso, ora forte, medonho!
e tanto penso em ti, ó meu ausente amado,
que te sinto no vento e a ele, feliz, me exponho!

Com carícias brutas e com carícias mansas,
cuido que tu me vens, julgo-me apenas tua,
— sou árvore a oscilar, meus cabelos são franças.

E não podes saber do meu gozo violento
quando me fico, assim, neste ermo, toda nua,
completamente exposta à volúpia do vento!
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917.



Incenso
(A Olavo Bilac)

Quando, dentro de um templo, a corola de prata
do turíbulo oscila e todo o ambiente incensa,
fica pairando no ar, intangível e densa,
uma escada espiral que aos poucos se desata.

Enquanto bamboleia essa escada e suspensa
paira, uma ânsia de céus o meu ser arrebata,
e por ela a subir numa fuga insensata,
vai minha alma ganhando o rumo azul da crença.

O turíbulo é uma ave a esvoaçar, quando em quando
arde o incenso ... Um rumor ondula, no ar se espalma,
sinto no meu olfato asas brancas roçando.

E, sempre que de um templo o largo umbral transponho,
logo o incenso me enleva e transporta minha alma
à presença de Deus na atmosfera do sonho.
- Gilka Machado, do livro Cristais partidos (1915). In: MACHADO, Gilka. Poesias completas. Apres. Eros Volúsia Machado. Rio de Janeiro: L. Christiano: FUNARJ, 1991, p.32.



Esboço
Capa do livro "Meu Glorioso Pecado", de Gilka Machado
Teus lábios inquietos
pelo meu corpo
acendiam astros...
e no corpo da mata
os pirilampos
de quando em quando,
insinuavam
fosforescentes carícias...
e o corpo do silêncio estremecia,
chocalhava,
com os guizos
do cri-cri osculante
dos grilos que imitavam
a música de tua boca...
e no corpo da noite
as estrelas cantavam
com a voz trêmula e rútila
de teus beijos...
- Gilka Machado, in "Sublimação", 1928.



Reflexão
Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.

Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detêm-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.

Elas, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...

Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!...
- Gilka Machado, in "Sublimação", 1928.



Lépida e leve
Lépida e leve
em teu labor que, de expressões à míngua,
O verso não descreve...
Lépida e leve,
guardas, ó língua, em seu labor,
gostos de afagos de sabor.

És tão mansa e macia,
que teu nome a ti mesmo acaricia,
que teu nome por ti roça, flexuosamente,
como rítmica serpente,
e se faz menos rudo,
o vocábulo, ao teu contacto de veludo.

Ilustração do livro "Estados da Alma, de Gilka Machado
Dominadora do desejo humano,
estatuária da palavra,
ódio, paixão, mentira, desengano,
por ti que incêndio no Universo lavra!...
És o réptil que voa,
o divino pecado
que as asas musicais, às vezes, solta, à toa,
e que a Terra povoa e despovoa,
quando é de seu agrado.

Sol dos ouvidos, sabiá do tato,
ó língua-idéia, ó língua-sensação,
em que olvido insensato,
em que tolo recato,
te hão deixado o louvor, a exaltação!

— Tu que irradiar pudeste os mais formosos poemas!
— Tu que orquestrar soubeste as carícias supremas!
Dás corpo ao beijo, dás antera à boca, és um tateio de
alucinação,
és o elástico da alma... Ó minha louca
língua, do meu Amor penetra a boca,
passa-lhe em todo senso tua mão,
enche-o de mim, deixa-me oca...
— Tenho certeza, minha louca,
de lhe dar a morder em ti meu coração!...

Língua do meu Amor velosa e doce,
que me convences de que sou frase,
que me contornas, que me veste quase,
como se o corpo meu de ti vindo me fosse.
Língua que me cativas, que me enleias
os surtos de ave estranha,
em linhas longas de invisíveis teias,
de que és, há tanto, habilidosa aranha...

Língua-lâmina, língua-labareda,
língua-linfa, coleando, em deslizes de seda...
Força inféria e divina
faz com que o bem e o mal resumas,
língua-cáustica, língua-cocaína,
língua de mel, língua de plumas?...

Amo-te as sugestões gloriosas e funestas,
amo-te como todas as mulheres
te amam, ó língua-lama, ó língua-resplendor,
pela carne de som que à idéia emprestas
e pelas frases mudas que proferes
nos silêncios de Amor!...
- Gilka Machado, em "Poesias Completas", Léo Christiano Editorial Ltda. - Rio de Janeiro, 1991, foi selecionada por Ítalo Moriconi e faz parte do livro "Os cem melhores poemas brasileiros do século", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 75.


Chuva de cinzas
na estática mudez da Terra triste e viúva;
e, da tarde ao cair, sinto, minha alma, agora,
embuça-se na cisma e no torpor se enluva.

Hora crepuscular, hora de névoas, hora
em que de bem ignoto o humano ser enviúva;
e, enquanto em cinza todo o espaço se colora,
o tédio, em nós, é como uma cinérea chuva.

Hora crepuscular - concepção e agonia,
hora em que tudo sente uma incerteza imensa,
sem saber se desponta ou se fenece o dia;

hora em que a alma, a pensar na inconstância da sorte,
fica dentro de nós oscilando, suspensa
entre o ser e o não ser, entre a existência e a morte.
- Gilka Machado, in "Velha Poesia", Rio de Janeiro: Editora Baptista de Souza, 1968, pag.15.




Analogia
“Sempre que o frio chega o meu pesar sorri,
pois te adoro no Inverno e adoro o Inverno em ti...”

Amo o Inverno assim triste, assim sombrio,
lembrando alguém que já não sabe amar;
e sempre, quando o sinto e quando o espio,
julgo-te eterizado, esparso no ar.

Afoita, a alma do Inverno desafio,
para inda te querer e te pensar…
para gozá-lo e gozar-te, que arrepio!…
que semelhança em ambos singular!…

Loucura pertinaz do meu anelo:
— emprestar-te, emprestar-lhe uma emoção,
— pelo mal de perder-te querer tê-lo…

Amor! Inverno! Minha aspiração!
quem me dera resfriar-me no teu gelo!
quem me dera aquecer-te em meu Verão!…
- Gilka Machado, in "Mulher Nua", 1922.



Conjecturando
(A Osório Duque Estrada)

Luctar. . . mas para que?
para, em fim, cedo ou tarde, sêr vencida?
Luctar. . . mas para que?
si a vida
é o que se vê
e se sabe: uma lucta indefinida,
onde qualquer sêr
que lucte ha de perder.

Exhausta, na existência eu as armas deponho,
e, ao envez de luctar,
distraio-me a sonhar,
faço do próprio mal um motivo de sonho.

E' bem melhor soffrer a dôr definitiva,
dôr que ora se amortece, ora se aviva,
e é sempre a mesma dôr,
do que luctando, num constante abalo,
e alimentando da Esperança o anhelo,
caminhar para o Ideal, consegui-lo, alcançal-o,
e, logo após, perdel-o.

Convenci-me,
agora, de que o goso é um crime,
pelo qual nos cabe tetrica expiação.
Feliz de mim que ignoro do prazer, 
tristes dos que muito venturosos são, 
pois não sabem inda o que a soffrer
virão.

Ai dos felizes!
Ai dos felizes!
Bemdito sejas, meu pezar interno,
embora sempre me martyrises !
Bemdita a dôr que no meu ser actúa,
porque, apezar de tudo, a Dôr é bôa
para quem a ella se habitua.
A dôr antiga
é uma dôr amiga,
dóe pouco a pouco, não magoa
quasi.

Ai dos que fruem da ventura a phase,
loucos, á espera de um prazer superno!
Ai dos que vivem nos enganadores
gosos desta existência!
— A dôr inesperada é a maior dentre: as dores,
vem com toda a violência
das vinganças. . .

Alma de onde somente o riso escapa,
alma que da alegria não te canças,
olha que a Dôr prepara o seu -bote, a socapa ! . ..
si attingiste do goso a plenitude
é que ella bem te illude,
e se prepara e apura
— traiçoeira — te engendrando uma horrível tortura!

Viver. . . mas para que ? Ai dos que amam a vida
por lhe haverem provado até então do prazer!
torturas soffrerão quando a virem perdida,
por amarem a vida
hão de cedo morrer!

Ai do ser que accumula
o ouro das illusões \
— um thezouro prepara
para
satisfazer a Morte avara.. .
quantas riquezas vão para os caixões!

Ai daquelle que tem o corpo forte,
pois conservar a carne pura e san
é o mesmo que engordar a ovelha para o corte!
ai daquelle que, amanhan,
saboreado será pela gula
da Morte!

Ai dos que se suppõem vencedores
desta lucta e, embriagados de ventura,
passam alheios á Desgraça ! ...

Ai dos que gosam faustos e esplendores!
que tortura sem par,
por uma cova regelada e escura
um palácio trocar!

Veloz a vida dos felizes passa ..

Ai dos ricos, que vivem sempre cheios
de vaidade e de bens roubados, bens alheios !
de que valem fazerem tanto mal,
si tudo hão de deixar pela Morte, afinal ?!

Felizes dos que vivem na miséria,
de corpo sêcco, de alma exgottada,
pois nada levam para a funeria
orgia dessa velha deletéria.

Felizes desses que não têm morada,
que não têm conforto,
não tiveram passado e não terão porvir,
que, quando a Morte, emfim, lhes fôr chegada
(ha sempre abrigo para um corpo morto!)
pouso conseguirão, em calma, hão de dormir.

Fará os felizes tem a Morte horrores,
é o inferno"com todas as torturas,
mas tem mysterios promissores
para as creaturas
que só souberam do travôr das dores.

Cada dia que passa me persuade
que bem melhor que a felicidade
é a insensibilidade;
as delicias
da vida são fictícias,
e a morte é o meio singular
de não soffrer, de não gosar.

Feliz de quem se fez soffredora submissa
e desistiu da liça,
vencedora será quando a Morte chegar
porque lhe ha de burlar
a insaciável cobiça.

Feliz de mim que, de illusões vasia,
vou me acabando, dia a dia,
Feliz de mim que não terei mais nada
para a Morte levar.. .
Feliz de mim que, a esfallecer, diviso
um goso doce, delicioso, manso,
pois si a morte não me for o paraiso,
ha de ao menos me sêr da tortura o descanço.
do declive da vida na jornada. 
- Gilka Machado, in "Estados da alma: poesias". Rio de Janeiro: Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)



Gilka Machado (fonte: Mulheres Luminosas)

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VÍTOR, Nestor. Prosa e poesia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1963, p.67-69. 

Ilustração do livro "Meu Glorioso Pecado", de Gilka Machado

“Gilka Machado ficou, e ficará, como exemplo, isolado em seu tempo, de corajosa transgressão das expectativas sociais com respeito à mulher. Feminista avant la lettre, rebelde, “selvagem”, seu grito de liberdade exibe todas as características do pionerismo, tanto mais digno de nota quanto mais se ergueu, e permaneceu longamente sonoro, num período em que rígidos preconceitos dominavam o convívio social.”
- Massaud Moisés, em “História da literatura brasileira: simbolismo”. São Paulo: Cultrix,
2001. 2.v., p. 255.



DOCUMENTÁRIO
Título: Mulheres Luminosas
Documentário. Através da vida e da obra de quatro precursoras artistas brasileiras do sexo feminino, reflete sobre a posição da mulher artista na virada do século XIX para o XX e sobre as transformações ocorridas até os dias de hoje. A maestrina Chiquinha Gonzaga, a escultora Nicolina Vaz de Assis, a pintora Georgina de Albuquerque e a poetisa Gilka Machado, são exemplos de mulheres que encararam a sociedade preconceituosa da época em que viveram, em busca de um espaço profissional nas artes. Criaram, produziram, se tornaram reconhecidas e abriram os caminhos para as seguintes gerações de mulheres artistas e para a posição da mulher na sociedade em geral.Ano: 2013
Duração: 33 min.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro - Pedro Pontes
Consultoria Artística - Helio Eichbauer
Produção - Mana Pontez
AssiStente de Direção - Pedro Farina
Fotografia - Guilherme Francisco, Pedro Farina, Zhai Sichen
Edição e Finalização - Antonio Porto
Som Direto, Edição de Som e Mixagem - Bernardo Adeodato
Figurino - Célia de Oliveira
Elenco
:: Antonio Guerra
:: Dedé Veloso
:: Helio Eichbauer
:: Mariana de Moraes
:: Maria Amélia da Fonseca
:: Stella Miranda
Depoimentos
:: Ana Paula Simioni
:: Bete Floris
:: Clara Sverner
:: Edinha Diniz
:: João Lúcio de Albuquerque
:: Luis Carlos de Albuquerque
:: Maria Beatriz de Albuquerque
:: Maria Lucia de Albuquerque
:: Maria de Lourdes Eleutério
:: Ruth Sprung
Realização: MAB - Multi Arte Brasil
Site Oficial: MAB 
** Documentário disponível no link. (acessado em 22.5.2014)



ADAPTAÇÕES
Espetáculo: "Meu Glorioso Pecado", de Gilka Machado
(Adaptação para o teatro)
Texto: No espetáculo, poesia, música, dança e linguagem teatral dialogam para dar vida à arte desbravadora e libertária da maior figura feminina representante do Simbolismo no Brasil. Neste roteiro poético, pode-se conhecer a belíssima obra de Gilka Machado, a qual abrange, com sensibilidade, questões atinentes ao indivíduo e sociedade, prazer e angústia, erotismo e repressão sexual...
Ano: 2010
Ficha Técnica
Direção, roteiro e pesquisa: Helio Zolini
Atriz: Soraya de Borba
Dançarinos: José Alves, Edmarcio Júnior, Cláudia Maria e Branca Peixoto
Músicos: Pauinho Faria e Jean Miranda
Cenotécnica: Felício Alves.
Coreógrafa e preparadora corporal: Tina Peixoto
Figurinos: Luís Otávio Brandão e Lúcio Ventania.
Preparação vocal: Mariana Nunes.
Assistência de produção: Rubi Oby.
Programação visual: Lucas dos Anjos.
Fotografia: Eliane Torino
Pintura do Painel: Eri Gomes e Homero Moraes
Local: Teatro Maçonaria, Belo Horizonte/MG 


"Se é intensiva a experiência de Gilka Machado, como poetisa e mulher reivindicadora, há outras barreiras a vencer entre a militância poética e a militância doméstica. Havia uma distância, na sua época, entre o campo da sacralidade da arte e certos aspectos da vida rotineira, que o simbolismo intensifica, o modernismo desenvolve e autoras mais contemporâneas, como Adélia Prado, consumam."
- Nádia Battella Gotlib [1982]. Com dona Gilka Machado, Eros pede a palavra: poesia erótica feminina brasileira nos inícios do século XX. Polímica: Revista de Crítica e Criação. p.46-47.

 
Gilka Machado
OBRAS DISPONÍVEIS EM FORMATO DIGITAL NA BRASILIANA USP
Gilka Machado (1893 - 1980)
Crystaes partidos (1915)
Estados de alma (1917)
Poesias: 1915-1917 (1918)
Meu glorioso pecado (1928)
:: Ou no link.


Gilka Machado
FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Artigos, ensaios, dissertações e teses
:: Obras da autora

© A obra de Gilka Machado, é de domínio público

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Trabalhos sobre o autor:
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Gilka Machado - as múltiplas faces: o desejo, o amor, a angústia e a dor. Templo Cultural Delfos, maio/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 4.2.2016.



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7 comentários:

  1. Elfie, querida, mais uma vez parabéns pelo belíssimo trabalho. Adorei o post, com o texto da Nádia + as inserções iconográficas, leves, bonitas. E por garimpar uma bibliografia muito boa, sobre uma artista que merece ser mais lembrada, sem dúvida. Além da poesia, naturalmente. Obrigado, bjos! andRé

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    1. Olá André,
      Obrigada pelo carinho, fico feliz em saber que gostaste.
      Volte sempre!

      Ps. Sei que é direcionado a minha mãe, contudo tomei a liberdade de responder. :)

      Abraços

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  2. Gostei muito, Gabriela. Ah sim, na verdade pensei na Elfie, mas é direcionado, na verdade, ao blogue (tu e tu mãe). Muito bonito e feito com muito carinho, um trabalho artesanal e delicado este blogue. Bjos às duas!

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    1. Obrigada André!
      Ficamos muito felizes em ler isso!
      Abs

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  3. tudo o que eu preciso ksks

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  4. Que texto maravilhoso e completo! Fiquei muito feliz em ser citada e em ver um trabalho de pesquisa tão consistente e aprofundado. Parabéns!

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