Georgina de Albuquerque - o impressionismo e suas derivações

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Retrato de Georgina de Albuquerque, por Lucílio de Albuquerque
(1907) - [Acervo da Pinacoteca do Estado, São Paulo]
(...) Sinto que nasci pintora e que para essa minha paixão estética muito concorreram as impressões da paisagem brasileira. Lidima brasileira, nascida no interior da antiga província de São Paulo, tive minha infância rodeada pelas cenas pitorescas do viver brasileiro de então. Ainda encontrei quase virgem a feracidade da terra paulista, em meu município. Nem as estradas de ferro nem as rodovias que a cortam hoje existiam. Esses elementos, componentes da paisagem, não impressionaram a minha primeira infância. Em compensação, o sol era o mesmo, a alegria da terra moça e florida, era a mesma, o viver simples e campesino do povo talvez fosse, seguramente era, mais sincero, mais exato, mais nosso. Mesmo em casa, sem sair da minha Taubaté, menina bem pequena, eu já ensaiava os meus riscos. Gizava, debuxava desenhos intonsos, fazia figuras. Minha mãe, que era um espírito muito inteligente e muito lúcido, cedo compreendeu o meu pendor pela pintura e, na proporção que as circunstâncias permitiam, tudo facilitava para seu desenvolvimento e perfeição. Era ainda uma crença quando surgiu por ali, procurando no seio carinhoso da terra moça refúgio a acharques que lhe combaliam a saúde, um pintor italiano, Rosalino Santoro. Guardo impressão amável desse primeiro desbravador da minha tendência pictórica. (...) Minha mãe começou a solicitar-lhe as lições que me desejava proporcionar. Santoro resistia. Mas, em virtude da própria moléstia, Santoro necessitava de um ambiente de família e foi em nossa casa que passou horas melhores, recebendo o trato, respeitoso e carinhoso, que é tradicional na família brasileira. (...) Santoro, quando percebeu, estava meu mestre, o primeiro que tive em pintura. Mais tarde, assisti à uma exposição de Parreiras, em São Paulo. Senti um deslumbramento e não me foi mais possível deixar de vir ao Rio, onde a Escola de Belas Artes me fascinava. Vim. Fiz o primeiro ano. Fui aluna de Henrique Bernardelli. Conheci Lucilio (...) Casamo-nos. Partimos pobremente, apenas com a bagagem de dois estudantes, para a Europa, onde vivi cinco anos. Em Paris os meus principais mestres foram Gervais, na École des Beaux-Arts, e Royer, no Curso Julien. Depois trabalhei por conta própria. Frequentei museus e procurei pintar, pintar muito, a todas as horas, a todos os instantes do dia. Nem mesmo quando os meus dois filhos, Dante e Flamingo, eram pequenos, deixei um só dia de trabalhar. É o que faço sempre, constantemente, a todos os momentos."
- Georgina de Albuquerque, in: COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro : Pimenta de Mello & Cia. , 1927, p. 90-91.
  
Retrato de Georgina de Albuquerque, 
por Lcílio de Albuquerque, (1920)
[Acervo Museu do Ingá, MHAERJ, Niterói].
BIOGRAFIA
Georgina de Moura Andrade Albuquerque, nasceu em Taubaté, aos 4 de fevereiro do ano de 1885 e faleceu no dia 29 de agosto no de 1962, no Rio de Janeiro. Foi uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Pintora e professora, aos 15 anos, inicia sua formação na cidade de Taubaté (1900) com o pintor italiano Rosalbino Santoro que morava em sua casa. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes- Enba -, do Rio de Janeiro – RJ, onde é aluna de Henrique Bernardelli (1858-1936). Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877-1939) que acabara de receber o prêmio de viagem ao exterior, e viaja para a França, onde completa sua formação na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) tendo como professores Paul Gervaix, Guetin, Miller e Decheneau. No mesmo período estuda na Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer Em 1927, leciona desenho na Enba, ocupando mais tarde o cargo de diretora. Em 1935, assume a chefia do curso de arte decorativa da Universidade do Distrito Federal. Em suas pinturas, a artista tem como parâmetro o impressionismo e suas derivações. Elas apresentam uma paleta de cores luminosas, empregada com sensibilidade. Os temas mais constantes de Albuquerque são o
nu, o retrato e a paisagem. Em Raio de Sol (s.d.) ou Dia de Verão (ca. 1920), com amplas pinceladas, ela explora as incidências luminosas e a vibração cromática. A partir de 1920, passa a trabalhar com uma paleta mais sóbria e a realizar pinturas com temas da vida popular, como Duas Roceiras (s.d.) ou No Cafezal (ca.1930), entre outras. Em 1943, Georgina de Albuquerque funda, no Rio de Janeiro, o Museu Lucílio de Albuquerque, onde, anos depois, institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças.

CRONOLOGIA
Georgina de Albuquerque (...)
Nascimento/Morte
1885 - Taubaté SP - 4 de fevereiro
1962 - Rio de Janeiro RJ - 29 de agosto

Vida Familiar
1906 - Casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939)

Pintora, professora
1900 - É aluna do pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.), que mora em sua casa
1904 - Muda-se para o Rio de Janeiro e matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, é aluna de Henrique Bernardelli (1858 - 1936)
1906/1911 - Viaja para Paris. Estuda na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes], é aluna de Paul Gervaix, Guetin, Miller e Decheneau e na Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer
1927/1948 - Professora de desenho da Enba
1935 - Professora e chefe de seção do curso de artesdecorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro
1940 - Funda o Museu Lucílio de Albuquerque, no Rio de Janeiro
1952/1954 - É diretora da Enba
  
"(...) D. Georgina é uma pintora de cores claras, segurança de desenho e boa técnica de feitura. Comparada com o marido, Lucílio se nos apresenta como um pintor de maior inspiração, mas menos feliz na técnica. (...) Em compensação falta a esta muito de inspiração interior e, na pesquisa de efeitos de sol, tem dado à carnação de alguns dos seus nus femininos uma coloração evidentemente falsa, de leite, rosa e gelatina. Alguns quadros desse gênero dão a impressão de que uma luz colocada atrás da figura principal encheria de reflexos o primeiro plano da tela. Perdoe-nos, D. Georgina. Mas desejaríamos vê-la preocupar-se menos com os efeitos de luz sobre as formas femininas e empregar o seu magnífico talento em composições de mais responsabilidade, que não constituam variações do eterno tema da moça deitada, casta e ingênua, ao sol. Há de confessar que o seu talento pode produzir muito mais. Tais pequenos senões em nada diminuem os merecimentos da artista, que é uma organização exuberante de talento, capaz de muito fazer pelas artes brasileiras. Tem sensibilidade, calor e vocação, e atira-se a resolver as dificuldades de sua arte com o entusiasmo de crença. Quem assim confia em suas forças muito poderá fazer pelas artes".
- Angyone Costa, in: A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello & Cia. , 1927, p. 18.

Georgina de Albuquerque
EXPOSIÇÕES
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1914 - São Paulo SP – Individual;
1914 - Rio de Janeiro RJ – Individual.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1903 - Rio de Janeiro RJ - 10ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1905 - Rio de Janeiro RJ - 12ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1906 - Rio de Janeiro RJ - 13ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1907 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1909 - Rio de Janeiro RJ - 16ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção de 1º grau;
1911 - São Paulo SP - Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios;
Georgina de Albuquerque (c.1917) - fonte: Revista do
Brasil, São Paulo, ano II, nº 22, out.1917, p. 177.
1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata;
1912 - São Paulo SP - Segunda Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios;
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata;
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de ouro;
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de ouro;
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1924 - Nova York (Estados Unidos) - National Association of Women Painters and Sculptures;
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1925 - Los Angeles (Estados Unidos) - First Pan-American Exhibition of Oil Painting;
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1926 - Austin (Estados Unidos) - Art Department State Fair of Texas;
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1928 - São Paulo SP - Grupo Almeida Júnior, no Palácio das Arcadas;
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1930 - Nova York (Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no International Art Center, Nicholas Roerich Museum;
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes;
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes;
1940 - São Paulo SP - Exposição Retrospectiva: obras dos grandes mestres da pintura e seus discípulos;
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo;
1941 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de prata e 1º Prêmio Fernando Costa;
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1944 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Auto-Retratos, no MNBA;
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1947 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - medalha de ouro e 1º Prêmio Governador do Estado;
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850 - 1950, no MNBA;
1951 - São Paulo SP - 16º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1953 - São Paulo SP - 18º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais;
1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário;
1957 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte, no MNBA;
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança;
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP.


EXPOSIÇÕES PÓSTUMAS
1977 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Lucílio e Georgina de Albuquerque (em comemoração ao centenário de nascimento de Lucílio de Albuquerque), no MNBA;
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes;
Georgina de Albuquerque no seu Atelie
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte;
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal;
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ;
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp;
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado;
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado;
1989 - Fortaleza CE - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural da Unifor;
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal;
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira;
2000 - Porto Alegre RS - De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes-RJ, no MARGS;
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - O Café, no Banco Real;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light;
2002 - Brasília DF - Barão do Rio Branco: sua obra e seu tempo, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty;
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos;
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pinacoteca do Estado;
2004 - São Paulo SP - O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone, no Itaú Cultural.

Georgina de Albuquerque e Lucílio de Albuquerque
“Georgina foi capaz de combinar trunfos diversos como os de uma sólida formação artística; uma determinação incomum que se evidencia na persistência com que expunha nos salões; 40 a imagem de mulher competente nos moldes republicanos, o que incluía uma formação intelectual e mesmo profissional que não obliterasse as atividades de mãe e esposa, às quais se dedicou infatigavelmente e, finalmente, o apoio do marido, também pintor, Lucílio de Albuquerque, cujo companheirismo proporcionou-lhe o conforto interno necessário para que ousasse ultrapassar as barreiras erguidas para as mulheres de sua geração. Sua auto-afirmação como pintora de temática histórica se deu no ano em que o sistema acadêmico sofreu as mais demolidoras críticas. É curioso notar que, pouco antes de Anita Malfatti e de Tarsila do Amaral se consagrarem como artistas exemplares do modernismo, justamente o estilo que se insurgia contra o academismo, era uma outra mulher que, navegando por outras correntes estéticas, afirmava-se, publicamente, como artista e profissional.’’
- Ana Paula Cavalcanti Simione, in: Entre convenções e discretas ousadias: Georgina de Albuquerque e a pintura histórica feminina no Brasil, RBCS Vol. 17, nº 50, 2002.

Georgina de Albuquerque

FORTUNA CRÍTICA DE GEORGINA DE ALBUQUERQUE
ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. [315] p., il. color. 2v.
ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 1008 p., il. color. 2v.
CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p., il. p&b. color.
CAMPOS, Beatriz Pinheiro de. A crítica de arte de Quirino Campofiorito: entre a decadência da disciplina neoclássica e o abstracionismo formal. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho 2011. Disponível no link. (acessado em 1.6.2013).
CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir (Org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. (Dicionários especializados, 5). Brasília: MEC/INL, 1973-1980.
COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello & Cia., 1927.
COÊLHO, Pollyanna Jericó Pinto. Tear identitário: A Prática Docente em Arte como conhecimento compartilhado. (Tese Doutorado em Educação). Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, UFRN, 2008. Disponível no link. (acessado em 1.6.2013).
FARIA, Karla Cristina de Araújo. A semântica discursiva na crítica de arte dos salões nacionais. Linguagem em (Re)vista, Ano 2, N° 2. Niterói, jan./jun.2005. Disponível no link. (acessado 1.6.2013).
GULLAR, Ferreira e outros. 150 anos de pintura brasileira 1820/1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. 555 p., il. p&b., color.
LUCÍLIO e Georgina de Albuquerque. Rio de Janeiro: MNBA, 1977.
MONTEIRO, Claudia Eugênia de Mello e Alvim Jacy. A construção discursiva na arte e na crítica de arte: o caso Georgina de Albuquerque. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal Fluminense, UFF, 2004.
Georgina de Albuquerque, por Alvarus
PEDRÃO, Maria Augusta Ribeiro. Georgina de Albuquerque e Anita Malfatti: mulheres e artistas. Disponível no link. (acessado em 1.6.2013).
PEDRÃO, Maria Augusta Ribeiro; MOLINA, na Heloisa. Georgina de Albuquerque e Anita Malfatti: representações sobre a mulher na primeira republica. In: II Encontro Nacional de Estudos da Imagem, 2009, Londrina. Anais II Encontro Nacional de Estudos da Imagem. Londrina: Eduel, 2009. p. 712-722.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. [Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Aracy Amaral, Walter Zanini, Ferreira Gullar]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color.
SENNA, Nádia da Cruz. Corporalidade e sensualidade feminina pelas artistas plásticas do século XX. Sociologia e Política - I Seminário Nacional de Sociologia e Política, UFPR, 2009. Disponível no link. (acessado em 1.6.2013).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Entre Convenções e Discretas Ousadias: Georgina de Albuquerque e a pintura histórica feminina no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais (Impresso), São Paulo, v. 17, nº 50, p. 143-159, out/2002. Disponível no link.(acessado em 1.6.2013).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: pintoras e escultoras brasileiras entre 1884 e 1922. (Tese Doutorado em Sociologia). Universidade de São Paulo, USP, 2994.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Brasileiras, 1884-1922. 1ª ed. São Paulo: EDUSP/ FAPESP, 2008. v. 1. 336p.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque. Nossa História, São Paulo, v. 5, p. 22-25, 2004.
SOUZA, Adelaide Cerqueira Lima de. O Luz, Conflito e Harmonização na pintura de Georgina de Albuquerque: obras de 1926 / 1954. (Dissertação Mestrado em Artes Visuais). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2011.
TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2002. 391 p., il. color.


Governador Edmundo de Macedo Soares|na solenidade de reabertura
do Museu Antônio Parreiras, Oswaldo Teixeira assinando e
Georgina de Albuquerque rindo. v.,  em 31.03.1950
[foto: Manoel da Paixão Coutinho da Fonseca]



Georgina de Albuquerque (Documentário Mulheres Luminosas)

DOCUMENTÁRIO
Título: Mulheres Luminosas
Documentário. Através da vida e da obra de quatro precursoras artistas brasileiras do sexo feminino, reflete sobre a posição da mulher artista na virada do século XIX para o XX e sobre as transformações ocorridas até os dias de hoje. A maestrina Chiquinha Gonzaga, a escultora Nicolina Vaz de Assis, a pintora Georgina de Albuquerque e a poetisa Gilka Machado, são exemplos de mulheres que encararam a sociedade preconceituosa da época em que viveram, em busca de um espaço profissional nas artes. Criaram, produziram, se tornaram reconhecidas e abriram os caminhos para as seguintes gerações de mulheres artistas e para a posição da mulher na sociedade em geral.Ano: 2013
Duração: 33 min.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro - Pedro Pontes
Consultoria Artística - Helio Eichbauer
Produção - Mana Pontez
AssiStente de Direção - Pedro Farina
Fotografia - Guilherme Francisco, Pedro Farina, Zhai Sichen
Edição e Finalização - Antonio Porto
Som Direto, Edição de Som e Mixagem - Bernardo Adeodato
Figurino - Célia de Oliveira
Elenco
:: Antonio Guerra
:: Dedé Veloso
:: Helio Eichbauer
:: Mariana de Moraes
:: Maria Amélia da Fonseca
:: Stella Miranda
Depoimentos
:: Ana Paula Simioni
:: Bete Floris
:: Clara Sverner
:: Edinha Diniz
:: João Lúcio de Albuquerque
:: Luis Carlos de Albuquerque
:: Maria Beatriz de Albuquerque
:: Maria Lucia de Albuquerque
:: Maria de Lourdes Eleutério
:: Ruth Sprung
Realização: MAB - Multi Arte Brasil
Site Oficial: MAB 
** Documentário disponível no link. (acessado em 22.5.2014)


"(...) Sua arte é uma renovação constante de maneiras, motivos e coloridos (...) Quanto aos assuntos, não se pode dizer que haja uma preferência marcante. A paisagem, a figura, a natureza-morta, a marinha, o retrato e as composições são por ela abordadas com entusiasmo, transparecendo em todas as mais variadas facetas de seu talento".
- Regina Liberalli Laemmert, in: Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.


OBRA SELECIONADA
Canto do Rio, de Georgina de Albuquerque (1926)
[Acervo Museu Antônio Parreiras]

No Cafezal, de Georgina de Albuquerque (1951)
[ Pinacoteca de São Paulo]

Sessão do Conselho de Estado que Decidiu a Independência, 
de Georgina de Albuquerque (1922)
[Museu Histórico Nacional - Rio de Janeiro]

A Charrete, de Georgina de Albuquerque (1962)
 [Museu Nacional de Belas Artes - MNBA/RJ]

Crianças, de Georgina de Albuquerque
[Coleção José Oswaldo - São Paulo]

Moças, de Georgina de Albuquerque

Guaratinguetá , de Georgina de Albuquerque (s/data)

Roceira, de Georgina de Albuquerque (1930)
 [Museu Nacional de Belas Artes - MNBA/RJ]

Procissão Marítima em São João da Barra ,
de Georgina de Albuquerque(s/data)

Paisagem, de Georgina de Albuquerque

Paisagem, de Georgina de Albuquerque
[Coleção José Oswaldo - São Paulo]

Paisagem do Rio de Janeiro, de Georgina de Albuquerque

Paisagem, Georgina de Albuquerque
[Pinacoteca do Estado de São Paulo].

Flores, Georgina de Albuquerque

Paisagem, Georgina de Albuquerque

Flores, de Georgina de Albuquerque

Árvore de Natal, de Georgina de Albuquerque

Meninas, de Georgina de Albuquerque


Maternidade, de Georgina de Albuquerque (c.1930)
[Acervo Museu D. João VI EBA/UFRJ, Rio de Janeiro]

Feira da Glória , Georgina de Albuquerque (1950)

Brincadeira de Criança, de Georgina de Albuquerque (c. 1950)

Arara, de Georgina de Albuquerque 
[Acervo Museu Antônio Parreiras]

Cena Familiar, de Georgina de Albuquerque (déc. 30)

Colhedor de frutas, de Georgina de Albuquerque

Figura feminina, de Georgina de Albuquerque

Manacá, de Georgina de Albuquerque  (c. 1922).


 Dia de Verão, de Georgina de Albuquerque
(
ca. 1920)  - [MNBA/RJ]

Lição de Piano, de Georgina de Albuquerque (1928)
[Pinacoteca do Estado de São Paulo].

Flores, de Georgina de Albuquerque

(...), de Georgina de Albuquerque

Pensativa, de Georgina de Albuquerque (s/data).

Dama, de Georgina de Albuquerque (1906)
[Pinacoteca do Estado de São Paulo]

Manhã de Sol, de Georgina de Albuquerque (c.1920)

Paisagem, Georgina de Albuquerque

FONTES E OUTRAS REFERÊNCIAS DE PESQUISA
Enciclopédia Artes Visuais/Itaú Cultural


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Georgina de Albuquerque - o impressionismo e suas derivações. Templo Cultural Delfos, junho/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 24.6.2013.



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2 comentários:

  1. Conheci Georgina de Albuquerque, ainda criança, no Curso de Pintura Infantil que mantinha, gratuitamente, no Museu Lucílio de Albuquerque, localizado no antigo e belo casarão na rua Ribeiro de Almeida em Laranjeiras. Admirável figura humana, artista,hoje reconhecida em toda a sua grandeza,buscou manter o Museu onde preservava a obra de outro grande artista, seu falecido esposo, Lucílio de Albuquerque. Não viu a concretização de seu grande sonho. O Brasil, ao qual tanto queria, não respeita a Arte e a Memória. A especulação imobiliária falou mais alto aos governantes. E os moradores de um edifício luxuoso e anônimo, nas Laranjeiras, ignoram que sob seus pés repousa um sonho, um grande sonho.

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    1. Olá Luis,
      obrigada pela visita e pelo relato.
      É muito triste ver sonhos, por vezes, esquecidos e ignorados.
      Um dia, quem sabe, as pessoas vão aprender a valorizar o belo, a cultura, o sentimento, a história... adoraria ter a oportunidade de vivenciar esse momento, pois seria encantador, no entanto, acho que estamos distantes desse momento.
      Abraços e volte sempre!

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