Augusto de Campos - antropofagia e intraduções poéticas

Augusto de Campos - foto: Fernando Laszlo
Augusto de Campos nascido em São Paulo, em 14 de fevereiro de 1931, poeta, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música. Em 1951, publicou o seu primeiro livro de poemas, O rei menos o reino. Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou a revista literária "Noigandres", origem do Grupo Noigandres que iniciou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. O segundo número da revista (1955) continha sua série de poemas em cores Poetamenos, escritos em 1953, considerados os primeiros exemplos consistentes de poesia concreta no Brasil. O verso e a sintaxe convencional eram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais, algumas vezes impressas em até seis cores diferentes, sob inspiração da Klangbarbenmelodie (melodia de timbres) de Webern. Em 1956 participou da organização da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta (Artes Plásticas e Poesia), no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sua obra veio a ser incluída, posteriormente, em muitas mostras, bem como em antologias internacionais como as históricas publicações Concrete Poetry: an International Anthology, organizada por Stephen Bann (London, 1967), Concrete Poetry: a World View, por Mary Ellen Solt (University of Bloomington, Indiana, 1968), Anthology of Concrete Poetry, por Emmet Williams (NY, 1968). A maioria dos seus poemas acha-se reunida em Viva Vaia, 1979, Despoesia (1994) e Não (com um cdr de seus Clip-Poemas), (2003). Outras obras importantes são Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975), coleções de poemas-objetos em colaboração com o artista plástico e designer Julio Plaza.
Como tradutor de poesia, Augusto especializou-­se em recriar a obra de autores de vanguarda como Pound (Mauberley, The Cantos), Joyce (Finnegans Wake), Gertrude Stein e Cummings, ou os russos Maiakóvski e Khliébnikov, Traduziu também alguns dos grandes "inventores" do passado: Arnaut Daniel e os trovadores provençais, Donne e os "poetas metafíscos", Mallarmé e os Simbolistas franceses. Uma primeira antologia de sua obra tradutória, expandida depois em diversas monografias, é Verso reverso controverso (1978). Algumas de suas últimas publicações nesse campo são: Rimbaud livre (1992), Hopkins: a beleza difícil (1997), Coisas e anjos de Rilke (2001). Emily Dickinson - não sou ninguém (2008), August Stramm: poemas-estalactites (2008), Byron e Keats: entreversos (2009).
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Como ensaísta é co­autor de Teoria da poesia concreta, com Haroldo de Campos e Decio Pignatari, 1965, and autor de outros livros tratando de poesia de vanguarda e de invenção, como Poesia antipoesia antropofagia, 1978, O anticrítico, 1986, Linguaviagem, 1987, Àmargem da margem, 1989. Com Haroldo e Pignatari lutou pela revalorização da obra de Oswald de Andrade, e também redescobriu a obra olvidada do poeta maranhense Sousândrade (1832-1902), um precursor da poesia moderna com seu "Inferno de Wall Street" (1877) em Re­visão de Sousandrade, (1964). Balanço da bossa (e outras bossas), 1968-1974, reuniu seus estudos pioneiros sobre o Tropicalismo e a MPB assim como as suas intervenções no campo da música contemporânea tratando de Charles Ives, Webern, Schoenberg e os compositores brasileiros do grupo "Musica Nova". Ensaios posteriores enfocando a música e a poesia de Cage e as obra radicais de Varèse, Antheil, Cowell, Nancarrow, Scelsi, Nono, Ustvólskaia, entre outros, foram recolhidos no livro Música de invenção (1998).
A partir de 1980, intensificou os experimentos com as novas mídias, apresentando seus poemas em luminosos, videotextos, neon, hologramas e laser, animações computadorizadas e eventos multimídia, abrangendo som e música, como a leitura plurivocal de Cidadecitycité (com Cid Campos), 1987/ 1991. Seus poemas holográficos (em cooperação com Moyses Baumstein) foram incluídos nas exposições Triluz (1986) e Idehologia (1987). Um videoclip do poema Pulsar, com música de Caetano Veloso, foi produzido por ele em 1984, numa estação Intergraph, com a colaboração do grupo Olhar Eletrônico. Poema bomba e Sos, com música de seu filho, Cid Campos, foram animados numa estação computadorizada Silicon Graphics da Universidade de São Paulo, 1992-3. Sua cooperação com Cid, iniciada em 1987, ficou registrada em Poesia é risco (CD editado em 1995 pela PolyGram) e se desenvolveu no espetáculo de mesmo nome, uma performance "verbivocovisual" de poesia/música/imagem com edição de vídeo de Walter Silveira, apresentada em diversas cidades do Brasil e no exterior. Suas animações digitais - os Clip­Poemas - foram exibidas em 1997 numa instalação que fez parte da exposição Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, em São Paulo.
:: Fonte: Site oficial do autor (acessado em 18.2.2016).

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OBRA DE AUGUSTO DE CAMPOS
Poesia
:: O rei menos o reino. São Paulo: edição do autor, 1951.
:: Poetamenos (1953). 1ª ed., na revista-­livro “Noigandres 2”, São Paulo: Edição dos autores, 1955; 2ª ed., São Paulo: Edições Invenção, 1973.
:: Linguaviagem (cubepoem). versão original. São Paulo: Edição do autor, 1970.
:: Equivocábulos. São Paulo: Edições Invenção, 1970.
:: Colidouescapo. São Paulo: Edições Invenção, 1971. 
:: Poemóbiles (1968­-1974). poemas­objetos. [Augusto de Campos em colaboração com Julio Plaza]. São Paulo: edição dos autores, 1974; 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1985.
:: Caixa preta. poemas e objetos­poemas. [Augusto de Campos em colaboração com Julio Plaza]. São Paulo: Edição dos autores, 1975. 
Mosaico de obras do poeta Augusto de Campos
:: Viva vaia: poesia 1949­-1979. São Paulo: Duas Cidades, 1979; 3ª ed., revista e ampliada. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. 
:: Expoemas (1980-­1985).. [serigrafias de Omar Guedes]. São Paulo: Entretempo, 1985.
:: Não. poema­xerox. São Paulo: edição do autor, 1990.
:: Despoesia (1979-1993). São Paulo: Perspectiva, 1994.
:: Poesia é risco (CD-livro). antologia poético­musical, de O Rei Menos o Reino a Despoemas. [Augusto de Campos em colaboração com Cid Campos]. Rio de Janeiro: Polygram, 1995.
:: Clip-poemas. 16 poemas-animados digitais - exposição "Arte Suporte Computador", São Paulo, Casa das Rosas, 1997. 
:: Não. com CD-Rom Clip-poemas. [prefácio Arnaldo Antunes]. São Paulo: Perspectiva, 2003. 
:: Profilogramas. São Paulo: Perspectiva, 2011.
:: Outro. São Paulo: Perspectiva, 2015. 

Ensaios
:: ReVisão de Sousândrade: textos críticos, antologia, glossário, biobibliografia. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. São Paulo: Edições Invenção,1964; 2ª ed., ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982; 3ª ed., ampliada, São Paulo: Perspectiva, 2002.
:: Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos 1950-1960. [Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos]. São Paulo: Edições Invenção, 1965; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1975; 3ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1987;
5ª ed., Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2006, 296p.
:: Sousândrade - poesia. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Agir, 1966; 3ª ed., revista e ampliada, 1995.
Augusto de Campos, por Netto
:: Balanço da bossa. [Augusto de Campos, Brasil Rocha Brito, Julio Medaglia e Gilberto Mendes]. São Paulo: Perspectiva, 1968; 2ª ed., ampliada: Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Perspectiva, 1974. 
:: Guimarães Rosa em três dimensões. [Haroldo de Campos, Pedro Xisto e Augusto de Campos]. 1970.
:: Re/visão de Kilkerry. São Paulo: Fundo Estadual de Cultura, Secretaria da Cultura, 1971; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
:: Revistas re/vistas: os antropófagos. [introdução à reedição fac-similar da "Revista da Antropofagia"]. São Paulo: Abril/Metal Leve S.A., 1975.
:: Reduchamp. [com iconogramas de Julio Plaza]. São Paulo: Edições S.T.R.I.P., 1976; 2ª ed., Selo Demônio Negro;  São Paulo: Annablume, 2008.
:: Poesia antipoesia antropofagia. São Paulo: Cortez e Moraes, 1978.
:: Pagu: vida-obra. São Paulo: Brasiliense, 1982; Edição revista e ampliada. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
:: À margem da margem. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
:: Os Sertões dos Campos: duas vezes Euclides. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1997. 
:: Música de invenção. São Paulo: Perspectiva, 1998. 

Revista Noigandres
:: Noigandres 1. ["Augustum per Angusta" -e- "O sol por natural", de Augusto de Campos; "Rumo a nausicaa", de Décio Pignatari; "A cidade" -e- "Thalassa Thalassa", de Haroldo de Campos]. São Paulo: Edição dos Autores, (novembro de)1952,
72p. 
:: Noigandres 2. São Paulo: Edição dos Autores, (fevereiro de) 1955. 
:: Noigandres 3. São Paulo: Edição dos Autores, (dezembro de) 1956. 
:: Noigandres 4. [Plano-Piloto para Poesia Concreta - Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Ronaldo Azered; capa Hemelindo Fiaminghi]. São Paulo: Edição dos Autores, (março de) 1958.
Antologia
:: Antologia Noigandres*: do verso à poesia concreta. [Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Ronaldo Azeredo e José Lino Grünewald; capa Alfredo Volpi].  São Paulo: Massao Ohno Editora, 1962, 204p. 
(*) Noigandres. Acesse AQUI!

Augusto de Campos - fotos (...)
Obra de Augusto de Campos publicada no exterior
Alemão
:: Noigandres: konkrete texte (Poesia concreta).. [edição de Max Bense e Elisabeth Walther; prefácio de Helmut Heissenbuettel e posfácio de Haroldo de Campos]. Série Rot, n. 7, Stuttgart, 1962.

Espanhol
 
:: Noigandres I: Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos. [prólogo y selección de Hilda Scarabótolo de Codima; traducción de Antonio Cisneros]. Lima: Centro de Estudos Brasileiros, 1983. 
:: Galaxia concreta. {Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari}.. [edição de Gonzalo Aguilar]. Colección Poesía y poética. Ciudad do México: Universidad Iberoamericana: Artes de México, 1999. 
:: Poemas. antologia bilingüe, [selección y traducción  Gonzalo M. Aguilar]. Buenos Aires: Instituto de Literatura Hispanoamericana, 1994; 2ª ed., ampliada. Buenos Aires: Gog y Magog Ediciones, 2012; 2014.
:: Poetamenos. com CD-Rom Clip-poemas. Buenos Aires: Gog y Magog, 2014.
Francês
:: Anthologie – Despoesia. [préface et tradiction de Jacques Donguy]. Romaville, France: Al Dante, 2002.
:: Poètemoins. – anthologie. [préface et traductions par Jacques Donguy]. Dijon, France: Les Presses du Réel, 2011.

Inglês
:: Linguaviagem (cubepoem). limited edition of 100 copies, designed by Philip Steadman, Brighton, England, 1967.

Japonês
:: Plano-Piloto para Poesia Concreta. [Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos].. [tradução de Kitasono Katsue]. na revista VOU, em Tóquio.  

Haroldo de Campos e Augusto de Campos
Tradução: transcriações – intraduções e estudos críticos de Augusto de Campos
:: Dez poemas, de e.e. cummings.
[tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação-MEC, 1960.
:: Cantares de Ezra Pound. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos; prefácio Haroldo de Campos]. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação - MEC, 1960.
:: Panorama do Finnegans Wake, de James Joyce. [tradução Augusto de Campos e Haroldo de Campos]. São Paulo: Comissão Estadual de Literatura|Secretaria da Cultura, 1962; 3ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Maiakovski: poemas.
[tradução Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman]. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1967; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 1982; 5ª ed., 1992; 7º ed., 2006.
:: Poesia russa moderna. [tradução Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman]. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968; 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1985; 3ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Antologia poética de Ezra Pound. [organização, apresentação, introdução e tradução  Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino]. Lisboa: Ulisséia, 1968.
:: Traduzir e trovar. [tradução Augusto de Campos e Haroldo de Campos]. São Paulo: Papyrus, 1968. 
:: ABC da literatura, de Ezra Pound. [Augusto de Campos e José Paulo Paes]. São Paulo: Cultrix, 1970. 
:: Mallarmargem. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Noa­-Noa, 1971.  
:: Mallarmé. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos]. Edição bilíngue. São Paulo: Perspectiva, 1974; 2ª ed., 1980; 3ª ed., ampliada. 2006.
:: O tygre, de William Blake. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: edição do autor, 1977. 
:: Verso reverso controverso. [tradução Augusto de Campos]. Coleção signos 6. São Paulo: Perspectiva, 1979; 2ª edição revista, 2009.
:: 20 poem(a)s - e.e. cummings. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­Noa, 1979.
:: Mais provençais: Raimbaut e Arnaut. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­Noa, 1982; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
:: Ezra Pound - Poesia. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino; organização, introdução e notas de Augusto de Campos; ensaio crítico de Haroldo de Campos]. Edição bilíngue. São Paulo: Hucitec; Brasília: Editora UnB, 1983.
:: Paul Valéry: a serpente e o pensar. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1984.
:: John Keats: ode a um rouxinol e ode sobre uma urna grega. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­-Noa, 1984.
:: John Cage: de segunda a um ano. [introdução e revisão da tradução de Rogério Duprat]. São Paulo: Hucitec, 1985; Rio de Janeiro: Cobogó, 2014.
Augusto de Campos - foto (...)
:: 40 Poem(a)s - e.e. cummings. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1986; Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1999; Edição revista e ampliada. São Paulo: Editora da Unicamp, 2011.
:: O anticrítico. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo, Companhia das Letras, 1986.
:: Linguaviagem. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
:: Porta-retratos: Gertrude Stein. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1990.
:: Hopkins: cristal terrível. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1991.
:: Pré-lua e pós-lua. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Arte Pau Brasil, 1991
:: Rimbaud livre. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 1992.
:: Irmãos Germanos. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1993.
:: Rilke: poesia-coisa [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Imago, 1994.
:: Hopkins: a beleza difícil. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 1997.
:: Mallarmargem 2. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Noa-­Noa, 1998.
:: e.e. cummings - poem(a)s. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1999; edição revista e ampliada. São Paulo: Editora da Unicamp, 2011.
:: Coisas e anjos de Rilke. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Invenção: de Arnaut e Raimbaut a Dante e Cavalcanti. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Arx, 2003.
:: Poesia da recusa. [introdução e tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2006.
:: Quase-Borges + 10 Transpoemas. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Memorial da América Latina (Coleção Memo), 2006.
:: Emily Dickinson - não sou ninguém. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Editora da Unicamp, 2008.
:: August Stramm: poemas-estalactites. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2008.
:: Byron e Keats: entreversos. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Editora da Unicamp, 2009.
:: Poética de os sertões. São Paulo: Casa Guilherme de Almeida, 2010.
:: Quase-Borges + 20 Transpoemas e uma entrevista [tradução Augusto de Campos]. Selo Musa Rara. São Paulo: Terracota, 2013.
:: Jaguadarte - tradução do poema “Jabberwocky”, de Lewis Carroll. (inclui CD)..  [tradução Augusto de Campos; ilustrações de Rita Vidal]. São Paulo: Editora Nhambiquara, 2014.

Augusto de Campos - foto: Omar Khouri (2011)
Ensaios  e artigos em revistas e jornais
CAMPOS, Augusto de.. Cage: Chance: Change. Revista Através. n. 1 . São Paulo: Duas Cidades, p. 6-29, s.d..
_______ . Patrícia Galvão. Revista Através. n. 2. São Paulo: Duas Cidades, p. 2-62, 1978. 
_______ . Gertrude é uma Gertrude. Revista Através. n. 3. São Paulo: Duas Cidades, p. 101-114, 1978. 
_______ . Re-www.visão: gil-engendra em gil-rouxinol. in: revista Errática, 2011. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Re-flasches para Décio Pignatari 85. in: Musa rara, 21.8.2012. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Micróbios na minha cruz. in: Musa rara, 15.12.2014. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Teus passos. in: Musarara, 14.5.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Boulezpermanece. in: Musa rara, 7.1.2016. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).

Entrevistas
CAVALCANTI, Jardel Dias. Entrevista com augusto de Campos. digestivocultural, são paulo, p. 1 - 5, 24 mar. 2003.
CALIXTO, Fabiano Antonio; DICK, André Henrique.. Não - Entrevista com Augusto de Campos. Correio das Artes, João Pessoa - PB, p. 4 - 6, 2 abr. 2004.
FREITA, Guilherme. Augusto de Campos fala sobre o revolucionário legado de Pagu, ‘musa-mártir do Modernismo’. (entrevista). in: O Globo, 18.10.2014. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
DANIEL, Claudio. No fundo de toda utopia não há somente um sonho, há também um protesto. (entrevista com Augusto de Campos). Revista Cult, edição 187, fevereiro 2014. Disponível no link. (acessado em 16.2.2016).
BENEVIDES, Daniel. Oversoverbivocovisual. (entrevista). Revista Brasileiros, 9.5.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
DANIEL, Claudio. Democracia: “Não me sentiria bem se me calasse”, diz Augusto de Campos. (entrevista). in: Vermelho, 27.11.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
 VIANA, Rodolfo. Antes e depois - uma entrevista com Augusto de Campos. (entrevista). in: Folha de S. Paulo, ilustríssima, 13.12.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016). 

Antologias (participação)
:: Concrete Poetry: an international anthology. [organização e introdução Stephen Bann]. London: London Magazine Editions, 1967.
:: An Anthology of Concrete Poetry. [organização Emmett Williams]. New York: Something Else Press, 1967.
:: Concrete Poetry: a World View. [organização e introdução Mary Ellen Solt]. Bloomington: Indiana University Press, 1968.


"Na  produção  poética  de  Augusto,  identificamos  cinco  olhares  formativos:  o  olhar crítico,  que  leva  o  questionamento  da  linguagem  a  uma  crítica  sociopolítica  da realidade  nacional.  O  olhar  sonoro,  nas  sequências  de  paronomásias  entre  grafia  e som,  chega  a  constituir  uma  espécie  de  DNA  da  leitura,  entre  morfema  e  voz.  No olhar  semiótico,  pratica-se  uma  camuflagem  de  formas  de  significado,  tal  como lançada  no  famoso  poema-sequência LIFE,  de  Décio  Pignatari. O  quarto  olhar,  o musical, interpreta a “Klangfarbenmelodie”, responsável pela mudança de cores  e dos  timbres  na  dinâmica  vocal  de  uma  partitura  poética  impressa.  E  no  olhar  zen, comunica-se  a  percepção  pura  e  instantânea  da  coexistência  e  da  sobreposição  de matérias,  valores  e  conceitos,  resultando  na  realização  de  uma  hiperconsciência  da função criativa."
- Flora Süssekind e Júlio Castañon Guimarães (orgs.). Sobre Augusto de Campos. Rio de Janeiro: 7Letras|Fundação Casa de Rui Barbosa, 2004, p. 13.

Augusto de Campos  - foto: Luis Carlos Murauskas/Folhapress

POEMAS ESCOLHIDOS DE AUGUSTO DE CAMPOS

poetamenos
ou aspirando à esperança de uma

                    K L A N G F A R B E N M E L O D I E
                                 (melodiadetimbres)
                                                                                      com palavras
como em Webern:
        uma melodia contínua deslocada de um instrumento para outro,
   mudando constantemente sua cor:
       instrumentos:
 frase / palavra / sílaba / letra (s), cujos timbres se
definam p/ um tema gráfico-fonético ou ‘ideogrâmico’.
      a necessidade de representação gráfica em cores (q ainda 
assim apenas aproximadamente representam, podendo diminuir em 
funcionalidade em ctos casos complexos de superposição e interpe-
netração temática), excluída a representação monocolor q está para 
o poema como uma fotografia para a realidade cromática.
      mas luminosos, ou filmletras, quem os tiveras!
reverberação:
  leitura oral – vozes reais agindo em (apro-
ximadamente) timbre para o poema como os instrumentos 
na klangfarbenmelodie de Webern.   
- Augusto de Campos, em "Teoria da Poesia Concreta 1950-1960." [Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 21. (publicado originalmente como introdução à série "poeamenos" (janeiro/julho|1953), em revista Noigandres, nº 2, São Paulo: fevereiro, 1955.

§

SONETERAPIA
        “desta vez acabo
                    a obra”
(Gregório de Matos)


drummond perdeu a pedra: é drummundano
joão cabral entrou pra academia
custou mas descobriram que caetano
era o poeta (como eu dizia)

o concretismo é frio e desumano
dizem todos (tirando uma fatia)
e enquanto nós entramos pelo cano
os humanos entregam a poesia          

na geleia geral da nossa história
sousândrade kilkerry oswald vaiados
estão comendo as pedras da vitória

quem não se comunica dá a dica:
tó pra vocês chupins desmemoriados
só o incomunicável comunica 
- Augusto de Campos, publicado em "Navilouca". 1975. 


§

POESIA CONCRETA E VISUAL
"[...] os poemas concretos caracterizar-se-iam por uma estrutura ótico-sonora irreversível e funcional, e, por assim dizer, geradora de idéia, criando uma entidade todo-dinâmica, “verbivocovisual” – é o termo de Joyce – de palavras dúcteis, moldáveis, amalgamáveis, à disposição do poema."
- Augusto de Campos, em "Teoria da Poesia Concreta 1950-1960." [Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 40.

Lixo, Augusto de Campos


Mudo, Augusto de Campos


Augusto de Campos - Inovações. Poemas '2 palavras', in Outro. 2015

Augusto de Campos - viv (1992), “viver é defender uma forma” 
(hoelderlin via Webern)

“amortemor”, Augusto de Campos


 "o pulsar", Augusto de Campos (1975)

“Código” de Augusto de Campos (1973)

"Olho por olho", de Augusto de Campos (1964)

Pentahexagrama para John Cage, Augusto de Campos (1977)

SOS, Augusto de Campos (1983)

Viagem centrípeda ao buraco negro do desconhecido.
Da ego-trip à SOS-trip do enigma da pós-vida.
 
- Augusto de Campos, em "Clip poemas". (CDrom). São Paulo: Perspectiva, 2003.


Augusto de Campos - foto (...)

ALGUNS POEMAS TRADUZIDOS POR AUGUSTO DE CAMPOS

         [CADÁVER-CONSOLO]
Não, cadáver-consolo, não vou me repastar contigo, Desesper-
o, nem desligar – por lassos – os últimos laços de homem em mim,
Nem, por mais desvalido, gritar não posso mais. Eu posso, sim,
Posso algo, esperança, ânsia de aurora, não escolher não ser.
Mas ah! mas, tu, terrível, por que rude em mim crescer
Teu destro pé de pedra pune-universo? leão-látego assim
Varar com olhos trevorantes meus pisados ossos e até o fim
Trovão-troar-me a mim, empilhado aqui, no frenesi de fugir de ti e te esquecer?

Por que? para que a minha palha voe; o meu grão, claro e puro, jaza,
Pois que em meio à tortura e à tortura eu (parece) beijei o açoite,
Ou mão, então, meu coração em cor-vigor, riso-roubado, a festejar se compraza.
Festejar quem, porém? o herói que me céuaçoitou, o pé que se abateu s-
obre mim? ou eu que luto? ou qual? ou ambos? Naquele ano, aquela noite,
Brasa no escuro em que eu, mísero, medi-me com (meu Deus!) meu Deus.

(1885)



       [CARRION-COMFORT]
Not, I’ll not, carrion comfort, Despair, not feast on thee;   
Not untwist—slack they may be—these last strands of man   
In me ór, most weary, cry I can no more. I can;   
Can something, hope, wish day come, not choose not to be.   
But ah, but O thou terrible, why wouldst thou rude on me          
Thy wring-world right foot rock? lay a lionlimb against me? scan   
With darksome devouring eyes my bruisèd bones? and fan,   
O in turns of tempest, me heaped there; me frantic to avoid thee and flee?   

Why? That my chaff might fly; my grain lie, sheer and clear.   
Nay in all that toil, that coil, since (seems) I kissed the rod,           
Hand rather, my heart lo! lapped strength, stole joy, would laugh, chéer.   
Cheer whom though? the hero whose heaven-handling flung me, fóot tród   
Me? or me that fought him? O which one? is it each one? That night, that year   
Of now done darkness I wretch lay wrestling with (my God!) my God.   

(1885)

- Gerard Manley Hopkins, em "Hopkins: a beleza difícil". [introdução e traduções de Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 1997.

§

Ravena
Tudo o que é instante, tudo o que é traço
Sepultaste nos séculos, Ravena.
Como uma criança, no regaço
Da eternidade estas, serena.

Sob os portais romanos os escravos
Já não trazem mosaicos pelas vias.
O ouro dos muros arde
Nas basílicas lívidas e frias.

Os arcos dos sarcófagos desfazem,
Sob o beijo do orvalho, as cicatrizes.
Nos mausoléus azinhavrados jazem
Os santos monjes e as imperatrizes.

Todo o sepulcro gela e cala,
Os muros mudos, desde o umbral,
Para não acordar o olhar de Gala,
Negro, a queimar por entre a cal.

Das pegadas de sangue e dor e insídia
O rastro já se apaga e se descora,
Para que a voz gelada de Placídia
Não se recorde das paixões de outrora.

O longo mar retrocedeu, longínquo,
As rodas circundaram as ameias,
Para que os restos de Teodorico
Não sonhem com a vida em suas veias.

Onde eram vinhedos – ruínas.
Gente e casas – tudo é tumba.
Sobre o bronze as letras latinas
Troam nas lajes como trompa.

Apenas, no tranqüilo e atento olhar
Das moças de Ravena, mudamente,
Às vezes uma sombra de pesar
Pelo irrecuperável mar ausente.

À noite, inclinado nas colinas,
Só, pondo os séculos à prova,
Dante – perfil aquilino –
Canta para mim da Vida Nova.

(Maio-junho de 1909)


Равенна
Всё, что минутно, всё, что бренно,
Похоронила ты в веках.
Ты, как младенец, спишь, Равенна,
У сонной вечности в руках.

Рабы сквозь римские ворота
Уже не ввозят мозаИк.
И догорает позолота
В стенах прохладных базилик.

От медленных лобзаний влаги
Нежнее грубый свод гробниц,
Где зеленеют саркофаги
Святых монахов и цариц.

Безмолвны гробовые залы,
Тенист и хладен их порог,
Чтоб чёрный взор блаженной Галлы,
Проснувшись, камня не прожёг.

Военной брани и обиды
Забыт и стёрт кровавый след,
Чтобы воскресший глас Плакиды
Не пел страстей протекших лет.

Далёко отступило море,
И розы оцепили вал,
Чтоб спящий в гробе Теодорих
О буре жизни не мечтал.

А виноградные пустыни,
Дома и люди - всё гроба.
Лишь медь торжественной латыни
Поёт на плитах, как труба.

Лишь в пристальном и тихом взоре
Равеннских девушек, порой,
Печаль о невозвратном море
Проходит робкой чередой.

Лишь по ночам, склонясь к долинам,
Ведя векам грядущим счёт,
Тень Данта с профилем орлиным
О Новой Жизни мне поёт.

(Май - июнь 1909)
- Aleksandr Blok (Алекса́ндр Блок), em "Poesia da recusa". [introdução e tradução Augusto de Campos]. São Paulo, Perspectiva, 2006.


§

Lílitcha!
Em lugar de uma carta

Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto —
um capítulo do inferno de Krutchónikh*.
Recorda —
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atónito.
Hoje te sentas,
no coração — aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trémulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor, meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
— duro fardo por certo —
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos — rodopiante carnaval —
dispersarão as folhas dos meus livros...
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?

Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.

(Petrogado, 26 de maio de 1916)


Лиличка!
(Вместо письма)
             
Дым табачный воздух выел.
Комната -
глава в крученыховском аде.
Вспомни -
за этим окном
впервые
руки твои, исступленный, гладил.
Сегодня сидишь вот,
сердце в железе.
День еще -
выгонишь,
можешь быть, изругав.
В мутной передней долго не влезет
сломанная дрожью рука в рукав.
Выбегу,
тело в улицу брошу я.
Дикий,
обезумлюсь,
отчаяньем иссечась.
Не надо этого,
дорогая,
хорошая,
дай простимся сейчас.
Все равно
любовь моя -
тяжкая гиря ведь -
висит на тебе,
куда ни бежала б.
Дай в последнем крике выреветь
горечь обиженных жалоб.
Если быка трудом уморят -
он уйдет,
разляжется в холодных водах.
Кроме любви твоей,
мне
нету моря,
а у любви твоей и плачем не вымолишь отдых.
Захочет покоя уставший слон -
царственный ляжет в опожаренном песке.
Кроме любви твоей,
мне
нету солнца,
а я и не знаю, где ты и с кем.
Если б так поэта измучила,
он
любимую на деньги б и славу выменял,
а мне
ни один не радостен звон,
кроме звона твоего любимого имени.
И в пролет не брошусь,
и не выпью яда,
и курок не смогу над виском нажать.
Надо мною,
кроме твоего взгляда,
не властно лезвие ни одного ножа.
Завтра забудешь,
что тебя короновал,
что душу цветущую любовью выжег,
и суетных дней взметенный карнавал
растреплет страницы моих книжек...
Слов моих сухие листья ли
заставят остановиться,
жадно дыша?

Дай хоть
последней нежностью выстелить
твой уходящий шаг.

(26 мая 1916, Петроград)
- Vladimir Maiakovski (Владимир Маяковский) “Em lugar de uma carta“. (tradução Augusto de Campos). in: Maiakovski: poemas. [organização e tradução Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Boris Schnaiderman]. São Paulo: Perspectiva, 1992.

(*) Alusão ao poema “Um jogo no inferno” de A. Krutchônikh e V. Khliébnikov.


§

Pafos – um nome só…
Pafos – um nome só do fundo da memória,
Meus livros já fechados, longe, me fascina
Das espumas querer salvar uma ruína
Sob os jacintos de seus vãos dias de glória.

Que corra o frio com a sua foice muda.
Nenhuma nênia inócua urlará minha boca
Se vórtice tão branco ao rés do chão não muda
Todo lugar no honor de uma paisagem oca.

Minha fome que aqui fruto nenhum exalta
Encontra igual sabor em sua douta falta:
Que um só rebento em carne humana e odorante!

Pé sobre a serpe de onde o nosso amor sazona,
Um outro sobreleva o meu pensar constante:
O seio a que abrasou uma antiga amazona.

(1887)


Mes bouquins refermés...
Mes bouquins refermés sur le nom de Paphos,
Il m'amuse d'élire avec le seul génie
Une ruine, par mille écumes bénie
Sous l'hyacinthe, au loin, de ses jours triomphaux.

Coure le froid avec ses silences de faux,
Je n'y hululerai pas de vide nénie
Si ce très blanc ébat au ras du sol dénie
A tout site l'honneur du paysage faux.

Ma faim qui d'aucuns fruits ici ne se régale
Trouve en leur docte manque une saveur égale:
Qu'un éclate de chair humain et parfumant!

Le pied sur quelque guivre où notre amour tisonne,
Je pense plus longtemps peut-être éperdument
A l'autre, au sein brûlé d'une antique amazone.

(1887)
- Stéphane Mallarmé, em "Poesia da recusa". [introdução e tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2006.


§

E assim em Nínive 
“Sim, sou um poeta e sobre a minha tumba
Donzelas hão de espalhar pétalas de rosas
E os homens, mirto, antes que a noite
Degole o dia com a espada escura.

“Vê! Não cabe a mim
Nem a ti objetar,
Pois o costume é antigo
E aqui em Nínive já observei
Mais de um cantor passar e ir habitar
O horto sombrio onde ninguém perturba
Seu sono ou canto.
E mais de um cantou suas canções
Com mais arte e mais alma do que eu;
E mais de um agora sobrepassa
Com seu laurel de flores
Minha beleza combalida pelas ondas,
Mas eu sou um poeta e sobre a minha tumba
Todos os homens hão de espalhar pétalas de rosas
Antes que a noite mate a luz
Com sua espada azul.

“Não é, Raana, que eu soe mais alto
Ou mais doce que os outros. É que eu
Sou um Poeta, e bebo vida
Como os homens menores bebem vinho.”


And thus in Nineveh
"Aye! I am a poet and upon my tomb
Shall maidens scatter rose leaves
And men myrtles, ere the night
Slays day with her dark sword.

"Lo! this thing is not mine
Nor thine to hinder,
For the custom is full old,
And here in Nineveh have I beheld
Many a singer pass and take his place
In those dim halls where no man troubleth
His sleep or song.
And many a one hath sung his songs
More craftily, more subtle-souled than I;
And many a one now doth surpass
My wave-worn beauty with his wind of flowers,
Yet am I poet, and upon my tomb
Shall all men scatter rose leaves
Ere the night slay light
With her blue sword.

"It is not, Raana, that my song rings highest
Or more sweet in tone than any, but that I
Am here a Poet, that doth drink of life
As lesser men drink wine."
- Ezra Pound (tradução Augusto de Campos), em "Antologia poética de Ezra Pound". [organização, apresentação, introdução e tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino]. Lisboa: Ulisséia, 1968.


§

Envoi
Vai, livro natimudo,
E diz a ela
Que um dia me cantou essa canção de Lawes:
Houvesse em nós
Mais canção, menos temas,
Então se acabariam minhas penas,
Meus defeitos sanados em poemas
Para fazê-la eterna em minha voz

Diz a ela que espalha
Tais tesouros no ar,
Sem querer nada mais além de dar
Vida ao momento,
Que eu lhes ordenaria: vivam,
Quais rosas, no âmbar mágico, a compor,
Rubribordadas de ouro, só
Uma substância e cor
Desafiando o tempo.

Diz a ela que vai
Com a canção nos lábios
Mas não canta a canção e ignora
Quem a fez, que talvez uma outra boca
Tão bela quanto a dela
Em novas eras há de ter aos pés
Os que a adoram agora,
Quando os nossos dois pós
Com o de Waller se deponham, mudos,
No olvido que refina a todos nós,
Até que a mutação apague tudo
Salvo a Beleza, a sós.

(1919)


Envoi

Go, dumb-born book,
Tell her that sang me once that song of Lawes:
Hadst thou but song
As thou hast subjects known,
Then were there cause in thee that should condone
Even my faults that heavy upon me lie
And build her glories their longevity.

Tell her that sheds
Such treasure in the air,
Recking naught else but that her graces give
Life to the moment,
I would bid them live
As roses might, in magic amber laid,
Red overwrought with orange and all made
One substance and one colour
Braving time.

Tell her that goes
With song upon her lips
But sings not out the song, nor knows
The maker of it, some other mouth,
May be as fair as hers,
Might, in new ages, gain her worshippers,
When our two dusts with Waller’s shall be laid,
Siftings on siftings in oblivion,
Till change hath broken down
All things save Beauty alone.

(1919)
- Ezra Pound (tradução Augusto de Campos), em "Ezra Pound - Poesia". [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino; organização, introdução e notas de Augusto de Campos; ensaio crítico de Haroldo de Campos]. Edição bilíngue. São Paulo: Hucitec, 1983.

Augusto de Campos - foto: José Patrício/AGE
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AMIZADES LITERÁRIAS

Haroldo de Campos, Décio Pignatari e Augusto de Campo
  foto: Ivan Cardoso  (1971)


Décio Pignatari, Ronaldo Azeredo  e Augusto de Campos

Caetano Veloso e Augusto de Campos - foto: Alfredo Nagib Filho - CEDOC FPA (1983)


HOMENAGENS: PRÊMIO E CONDECORAÇÃO
2015 - Prêmio Ibero-Americano de Poesia Pablo Neruda, outorgado pelo Conselho Nacional de Cultura e Artes do Chile, concedida pelo conjunto da obra.
CAMPOS, Augusto de.. Discurso proferido por Augusto de Campos ao receber o Prêmio Ibero-Americano de Poesia Pablo Neruda, no Chile. in: Musa rara, 20.10.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016). 
2015Ordem do Mérito Cultural, outorgada pelo Ministério da Cultura do Brasil (MinC), condecorado na classe Grã-Cruz.
CAMPOS, Augusto de.. Discurso proferido por Augusto de Campos ao receber a Ordem do Mérito Cultural. in: Musa rara, 19.11. 2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016). 
"O poeta concreto vê a palavra em si mesma - campo magnético de possibilidades - como um objeto dinâmico, uma célula viva, um organismo completo, com propriedades psicofisicoquímicas, tacto, antenas, circulação, coração: viva"
- Augusto de Campos, em "Discurso da Ordem do Mérito Cultural 2015".


Augusto de Campos e a Presidente do Chile, Michelle Bachelet - foto: Agência Efe

Augusto de Campos e a Presidente Dilma Rousseff

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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Augusto de Campos - antropofagia e intraduções poéticas. Templo Cultural Delfos, fevereiro/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...). 
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** Página atualizada em 19.2.2016.



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