Rubens Jardim - cantares poéticos

Rubens Jardim - foto: acervo do autor
Rubens Eduardo Ferreira Jardim (jornalista e poeta) nasceu em São Paulo, em 25 de maio de 1946. Publicou poemas em diversas antologias, entre as quais: 4 Novos poetas na poesia nova (1965, SP), Antologia da catequese poética (1968, SP), Poesia del Brasile Doggi (1969, Itália), Vício da palavra (1977, SP), Fui Eu (1998, SP), Poesia para todos (2000, RJ), Antologia poética da geração 60 (2000, SP), Letras de Babel (2001, Uruguai), Paixão por São Paulo (2004, SP), Rayo de Esperanza (2004, Espanha), Congresso brasileiro de poesia (2008, RS). 
É autor de três livros de poemas: 'Ultimatum', 'Espelho riscado' e 'Cantares da paixão'. Publicou o livro 'Jorge, 80 Anos' e promoveu e organizou o Ano Jorge de Lima em 1973, em comemoração aos 80 anos do nascimento do poeta alagoano), evento que contou com o apoio de Carlos Drummond de Andrade, Menotti del Pichia, Cassiano Ricardo, Raduan Nassar e outras figuras importantes da Literatura Brasileira. Integrou o movimento Catequese Poética, iniciado por Lindolf Bell, em 1964, cujo lema era: o lugar do poeta é onde possa inquietar. O lugar do poema são todos os lugares.
Participou da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília (2008), com poemas visuais no Museu Nacional e na Biblioteca Nacional. Fez também leituras no Café Balaio, Rayuela Bistrô e Barca Brasília e participou da Mini Feira do Livro, com o lançamento de Carta ao Homem do Sertão, livro-homenagem ao centenário de Guimarães Rosa. Em abril de 2009, foi convidado a participar das comemorações dos 70 Anos da Guerra Civil Espanhola, evento realizado no Instituto Cervantes de São Paulo. Na ocasião, Rubens Jardim leu um poema feito especialmente para a ocasião: Carta em homenagem aos Combatentes da Guerra Civil Espanhola. Participaram dessa comemoração outros poetas e escritores como Alan Mills (Guatemala), Nurit Kasztelán (Argentina), Yaxkin Melchy (México), Hector Hernandez (Chile), Marília Gabriela, Alice Ruiz e Marcelino Freire (Brasil). 
Rubens Jardim - foto: (...)
No final de 2012, uma seleta de seus poemas, 'Fora da estante', foi publicada na Coleção poesia viva, do Centro Cultural São Paulo. Participou, em 2013, das homenagens realizadas na Câmara Municipal de São Paulo ao 25 de Abril português. Na ocasião, leu poema escrito especialmente para a celebração dos 39 anos da Revolução dos Cravos. Em maio de 2014, organizou e participou das comemorações dos 50 Anos da Catequese Poética, evento especial do Chama Poética, realizado na Casa das Rosas, que contou com a leitura de poemas de Lindolf Bell feita por diversos poetas amigos e companheiros de geração. Entre eles, Péricles Prade, Eunice Arruda, Eulália Maria Radtke, Celso de Alencar, Helen Francine, Raquel Naveira, Fernanda de Almeida Prado e outros. Em julho deste ano, esteve em Belo Horizonte participando do programa do Museu Nacional de Poesia, de Regina Mello, Poesia no Parque. Ainda em Belo Horizonte, participou do Banquete de Poesia, programa realizado pelo poeta Rodrigo Starling. Em ambas as ocasiões, lançou Lindolf Bell 50 Anos de Catequese Poética, antologia que organizou e reúne poemas de vários integrantes do movimento, como Luiz Carlos Mattos, Érico Max Muller, Iosito Aguiar, Iracy Gentile, Nilza Amaral, Carlos Vogt, Jaa Torrano.
:: Fonte: site do autor/escritas (acessado em 3.2.2016).


Autorretrato
Até que enfim
Não dei em nada
Dei em mim

- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". 

Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.


2016 - 70 anos do poeta Rubens Jardim!

Rubens Jardim lê poema na Casa das Rosas/São Paulo - foto: acervo do autor

OBRA DE RUBENS JARDIM
Poesia
:: Refazeres - poemas. São Paulo:,. 

:: ULTIMATUM. São Paulo: Editora Texto, 1966.
:: Espelho riscado. São Paulo: Editora Cadernos de Poesia, 1978.

:: Cantares da paixão. São Paulo: Arte Paubrasil, 2008, 164p.

Organização
Rubens Jardim, por Tuca Vieira
:: Jorge de Lima 80 anos. [organização Rubens Jardim]. São Paulo: Edições do autor, 1973.
:: Lindolf Bell - 50 anos de Catequese Poética. [organização Rubens Jardim]. São Paulo: Editora Patuá, 2014. 
:: As mulheres poetas na literatura. Coletânea. [organização Rubens Jardim]. São Paulo:,.

Seleta 
:: Fora da estante - Rubens Jardim. Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012. Disponível no link. e link. (acessado em 3.2.2016).  

Em e-books*
:: A coragem de criar. (ensaio). Edições do autor, 1995; reedição 2011.
:: Palavras essenciais 1. (Seleta de frases e versos de escritores). Edições do autor, 2004.
:: Jorge de Lima, 80 anos. Edições do autor, 2006.
:: Carta ao poeta Lindolf Bell. Edições do autor, 2006.
:: Carta ao homem do sertão. Edições do autor, 2007. 
:: Carta para mamãe. Edições do autor, 2008.
:: Carta ao poeta Fernando Pessoa. Edições do autor, 2008.
:: A poesia é mesmo a mais terrível inocência (palestra). Edições do autor, 2010.
:: Bell & a catequese poética (palestra). Edições do autor, 2010.
:: Lembranças de Lindolf Bell (palestra). Edições do autor, 2010.
:: Anotações de viagem (viagem). Edições do autor, 2012.
(*) Edições disponíveis no site do autor/link. (acessado em 3.2.2016).


Antologias (participação)
:: 4 novos poetas na poesia nova. (autores Ana Cristina, Luiz Carlos Mattos, Lilian Lupatteli, Rubens Jardim). São Paulo: 1965. 
Rubens Jardim, por BRRamos
:: Catequese poética - antologia. (reúne poemas de Rubens Jardim, Lindolf Bell, Luiz Carlos Mattos, Érico Max Muller, Edson Santana, Iosito Aguiar, Reni Cardoso).. [organização Lindolf Bell]. São Paulo: Editora ILA Palma, 1968, 128p.
:: Poesia del Brasile D'Oggi. Ed. ILA Palma; Palermo/Itália, 1969. 
:: Vício da palavra. [edição e organização Valdir Zwetsch; capa Luiz Gê; e ilustrações Maria Lídia dos Santos Magliani]. São Paulo: Edições Cooperativas Garnizé, 1977.
:: Fui eu. (41 autores debruçaram-se sobre a pintura FUI EU, de Valdir Rocha).. [organização Eunice Arruda]. São Paulo: Escrituras, 1998, 54p.
:: Antologia poética da geração 60. [organização Álvaro Alves de Faria]. São Paulo: Nanquim Editorial, 2000, 260p. 
:: Poesia para todos. Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2000.
:: Letras de Babel: antología multilingüe. [poetas: Rubens Jardim; Ana María Mayol, et al.]. Colección Señales de vida. (espanhol). Montevidéo/Uruguai: Bianchi editores; Brasília: Edições Pilar, 2001. 
:: Paixão por São Paulo. (reúne 47 poetas em homenagem a cidade de São Paulo).. [organização Luiz Roberto Guedes]. São Paulo: Terceiro Nome, 2004, 184p.
:: Rayo de Esperanza: Antología de Poesía. [Manuel López Rodríguez editor].. Madrid, España: Editorial Centro de Estudios Poéticos, 2004.
:: Congresso Brasileiro de Poesia - Porto Alegre. Antologia. (O livro reúne 58 autores = poemas e contos).. Porto Alegre: Editora Alcance, 2008, 130p.
:: OBRANOME III: Antologia de poesia visual / Poesia Portuguesa. [organização editorial, projeto e curadoria Wagner Barja]. Brasília: Edição AVE Promoção e Produção Cultural, 2013, 160p.
:: É que os hussardos chegam hoje. (Antologia Poética).. [organização Ana Rüsche, Eduardo Lacerda, Elisa Andrade Buzzo, Lilian Aquino e Stefanni Marion]. São Paulo: Editora Patuá, 2014.

Artigos e ensaios* em revistas e jornais
JARDIM, Rubens. Poemas do quintal. (sobre o poeta Paulo Marcos del Greco). in: Cronópios. Disponível no link. (acessado em 3.2.2016). 
_______ . Nei Duclós, um poeta que segue firme na poesia. in: Overmundo, 23.4.2013. Disponível no link. (acessado em 31.1.2016).
_______ . A poesia vai ao encontro do leitor. in: Protexto, 5.3.2013. Disponível no link. (acessado em 3.2.2016).
(*) outros ensaios e artigos você pode ler no site do autor.  Acessando AQUI!
Rubens Jardim - foto: acervo do autor
POEMAS ESCOLHIDOS DE RUBENS JARDIM

A desejada
Onde está a desejada da minha alma,
a mulher que criou janelas, portas e abismos
e se escondeu de todos os meus caminhos?
Antes que o tempo destrua minha calma

Eu quero me debruçar sobre sua presença.
Ou sobre sua lembrança. Preciso de um prisma
Para celebrar as suas cóleras, as suas cismas.
A desejada da minha alma é uma sentença

Que ficou no avesso controverso do fichário,
é o verso rabiscado em um momento raro,
é a urgência escrita desta brasa imaginária.

Sou o construtor desta mulher lendária
que me habita como botequim ignaro
e me faz louvar até as mágoas mais ordinárias.

- Rubens Jardim, em "em "site do autor". 19/5/2006.

§

Rubens Jardim - foto: acervo do autor
Amor é albergue
Amor é
albergue
de
andorinha
:
coisa
arisca.

Quem se arrisca? 
- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.

§

Expropriação
1
Quando eu era pequeno
e andava de mãos dadas com minha mãe
o mundo inteiro era minha casa.
Hoje, nem minha casa
é minha casa.
 


2
Os anjos desapareceram
do espelho.
Da rua.
Da vila.
Eles não habitam mais
nem as igrejas.
 


3
Antes o mundo era dádiva
acolhimento
oferenda.
Hoje estou fora de todas as coisas.
Sempre fora.
Sempre em face das coisas
em face do mundo
em face dos homens.

Sozinho diante de Deus.
- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012. 

§

Exercícios de viagem
1
entre a via veneto
e a peixoto gomide
existe um fosso

e nenhum castelo

existe um poço
e nenhuma água

existe eu posso?
2
entre Roma
e São Paulo
eu fico com Cotia
sem caos aéreo
e sem palavras importantes
como Campidoglio
Coliseu, Piazza Navona
ou Fontana di Trevi.
Eu quero as palavras sem gala
as palavras simples
que nomeiam a maria-sem-vergonha
e um pássaro que passa
sem nome
– mas voa!

- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012. 

§

Flagrante
O morto na avenida
está livre da sepultura.
Não sei se é desaforo
ficar assim estendido
no chão. Mas a morte
é a quebra de protocolo,
a entrega de uma carta
endereçada ao nada.

- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012. 

§

Fontana di trevi
Ouve o murmúrio dessas águas.
Aperta o círculo impassível das moedas.
[E em diálogo secreto
reinventa a cena
apalpa os seios]

e celebra

      quadro
     a
    quadro

   a forma

       o fiume

e as águas que retornam
cinematograficamente
na memória

- Rubens Jardim, em "em "site do autor". 26/11/2006.

§

Fragmentos
I
Minha alma é pequena
e minha memória menor ainda.
Não fosse isso estaria mais perto
daquilo que me corrói:
o leite derramado.
 


II
Não vou me encontrar
se não encontrar em outra parte
A parte de mim que não responde:
Grito soterrado.
 


III
Já tentei acertar contas
com Deus e o Diabo
E as terras do sol.
Mas minha dívida
é comigo mesmo.
 


IV
Julgador e julgado
Réu e juiz
Não há farsa
nessa trama
Mas haverá proclamas?

- Rubens Jardim, em "em "página do autor". 2014.

§

Impotência
Palavrarquitetada: impotência

Este poema não diz nada
Da mesma forma
Que a história não diz tudo.
Língua cortada
Este poema não fala:
-falha.
E insiste:
-dedo em riste.

- Rubens Jardim "DicionáriArquitetado". in: Estudos Lusófonos, 26 de novembro de 2015.

§

Rubens Jardim - foto: acervo do autor
Janelas
Nesta janela aberta
meu olho devassado
meu espírito movediço

meu gesto imperfeito.
Nesta janela aberta
minhas celebrações

minha província

minha referencialidade.

Através disso
consagro a travessia:

o dever de ir

e o devir
 

- Rubens Jardim, em "Cantares da paixão". São Paulo: Arte Paubrasil, 2008.

§

Mallarmagem
Um lance de dados
jamais abolirá o acaso

E se é por acaso,
lance os dados!

- Rubens Jardim, em "Cantares da paixão". São Paulo: Arte Paubrasil, 2008.

§


Metamorfose
Morto e reciclado
O poema está no lixo

Em cestos coloridos
Conquistou um lugar

Tornou-se energia
E junto dos ratos
Na réstia de sol

Resiste
Em silêncio

- Rubens Jardim, em "É que os Hussardos Chegam Hoje. (Antologia Poética)".. [organização Ana Rüsche, Eduardo Lacerda, Elisa Andrade Buzzo, Lilian Aquino e Stefanni Marion]. São Paulo: Editora Patuá, 2014.


§


O invisível poema
Aqui se cruzam os caminhos
de épocas remotas e atuais.
Neste espaço finco os beirais
desta casa onírica. Meu ninho

é esta escrita em pergaminho.
São as fantasmagorias banais,
os sons obsessivos das vogais
e as libações efêmeras do vinho.

Não falo de casas em burburinho,
nem de monumentos e catedrais.
Registro, apenas, nesta escrivaninha

o invisível poema em redemoinho,
capturando o lido e o olvido e os ais
escutados na partição dos caminhos

- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.

§

Pietá
Tão longe do meu olhar
fechada em si
e a si mesma devotada
a pedra, na Pietá
adentra o gesto
adensa a face
no apedrar-se da luz
no apiedar-se da pedra

- Rubens Jardim (Roma/outono 2006), em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.

§

Rubens Jardim - foto: acervo do autor
Poema do avesso
O que há em mim
é a lenta preparação
do que há em ti
sombra segada
sangrada
e sagrada
até nos olhos dos meninos
que nasceram sem olhos

vidência única
(vide o verso)

visão múltipla
(vede o anverso)

e tudo que está
do outro lado

do espelho.
- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.

§

Replanta teu nome
Com a palavra

Reinventa o gesto
Com a partida

E já sem forças de guardar

Celebra o amor
Que em amor se guarda
 

- Rubens Jardim, em "Cantares da paixão". São Paulo: Arte Paubrasil, 2008.

§

Toda mulher é miragem
Toda mulher é uma viagem
ao desconhecido. Igual poesia
avessa ao verso e à trucagem,
mulher é iniciação do dia,

promessa, surpresa, miragem.
De nada adiantam mapas, guias,
cenas ensaiadas ou pilhagens.
Controverso ser, mulher é via

de mão única, abismo, moagem.
É também risco máximo, magia,
caminho íngreme na paisagem.

Simplificando: mulher é linguagem,
palavra nova, imagem que anistia
o ser, o vir-a-ser e outras bobagens.

- Rubens Jardim, em "Fora da estante - Rubens Jardim". Coleção Poesia Viva. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 2012.

§

Vestígios
Não, não adianta libertar
a memória de teus vestígios
nem apagar a lousa nem abandonar
a sombra cansada numa cadeira
e o sinal definitivo na torre
do sarcasmo. Inútil inquirir o tempo
o espelho riscado
os amantes à meia-noite.
Não há ponte entre o que foi
e o que não era. Por isso somos
lentos ao abraçar o ambíguo:
este símbolo que corrói o sim
de todas as bocas e faz do mistério
nosso único mister.

- Rubens Jardim, em "Cantares da paixão". São Paulo: Arte Paubrasil, 2008.

Rubens Jardim - foto: acervo do autor
FORTUNA CRÍTICA DE RUBENS JARDIM
DUCLÓS, Nei. Poesia, a linguagem de resistência. in: Jornal Opção, edição 1966 de 10 a 16 de março de 2013. Disponível no link. (acessado em 3.2.2016).
DUCLÓS, Nei. Rubens Jardim, a palavra plena. in: Outubro, 24 de novembro de 2008. Disponível no link. (acessado em 4.2.2016). 
FARIA, Álvaro Alves de.. Livro novo do poeta Rubens Jardim. in: Overmundo, 30.10.2016. Disponível no link. (acessado em 4.2.2016).
LUNKES, Juliete. Livro que celebra os 50 anos da Catequese Poética de Lindolf Bell será lançado em Timbó. in: NDonline, 12.11.2014. Disponível no link. (acessado em 4.2.2016).
OBRANOME 2: Catálogo da exposição de poesia visual [organização e curadoria Wagner Barja]. Brasília: Museu Nacional de Brasília, 2008.
POETAS brasileiros - Rubens Jardim. in: Revista Biografia. Disponível no link. (acessado em 3.2.2016).
RUBENS Jardim. Poemas. in: ZUNÁI - Revista de poesia & debates. Disponível no link. (acessado em 5.2.2016).
TIMBÓ. Exposição Girassóis para Lindolf e livro 50 anos de catequese poética são lançados na casa do poeta. in: notícias, portal da Prefeitura de Timbó SC, 5.11.2014. Disponível no link. (acessado em 4.2.2016).
VERMELHO. A palavra revolucionária de Rubens Jardim. in: Vermelho Portal - Prosa, Poesia & Arte , 12 de junho 2015. Disponível no link. (acessado em 3.2.2016).

Rubens Jardim - foto: acervo do autor

OPINIÕES E CRÍTICA SOBRE A OBRA DE RUBENS JARDIM

4 NOVOS POETAS NA POESIA NOVA
“Rubens Jardim, que parece ser o mais maduro do grupo --mais maduro e, no fundo, mais amargurado -- diz, significativamente, que sua infância foi exata como um relógio sem ponteiros.”.
- Rolmes Barbosa, em "Suplemento Literario do Estado de São Paulo", maio de 1965.

ULTIMATUM
“Poeta de talento o jovem Rubens Jardim do Ultimatum, que diz com o desassombro de seus 20 anos poesia em praça pública (como naquele Comício Poético, em outubro de 65, na Praça da Sé, em São Paulo)... E eu planto aqui no cerne de cada coração, o ultimatum da minha última esperança..."
- Stella Leonardos, em 'Jornal de Letras', 1966.

JORGE, 80 ANOS
“Rubens Jardim, você celebrou os 80 anos de Jorge com o mais belo monumento... Não sei de ensaio mais penetrante desse milagre da Poesia que foi Jorge de Lima... Um abraço Jardim, herói dessa façanha.”
- Menotti del Picchia, em 'carta' ao poeta Rubens Jardim (1973).

ESPELHO RISCADO
“Poeta Rubens Jardim: deixo de responder à sua carta-desencanto porque a melhor resposta lhe foi dada por você mesmo, em Espelho Riscado, cadernos de poesia-2.A poesia é exatamente o projeto de solução que encontramos para os desencontros e absurdos do mundo. E você dá bravamente o recado, em seus versos. Portanto, é seguir em frente, com as armas da lucidez e da esperança.”
- Carlos Drummond de Andrade, em 'carta' ao poeta Rubens Jardim (1979).

CANTARES DA PAIXÃO
“Rubens Jardim solucionou, ao seu modo, e de maneira criativa uma série de impasses vividos pela poesia nas últimas décadas...
Neste livro ele se dá uma liberdade rara transitando entre as mais variadas formas. Pode-se dizer que ele faz uma síntese do que seria o poema-cartaz, o hai-kai, o poema-piada, o caligrama, a publicidade e o poema convencional. Pode tanto produzir um poema com o mínimo de palavras ou letras, como um magnífico soneto. Pode compor um poema voltado para problemas sociais ou para a repressão política, ou pode dedicar-se à sua infância e a temas subjetivamente familiares. E tudo com a desenvoltura de quem sabe o que está fazendo..."

- Affonso Romano de Sant’Anna, em 'texto de orelha' do livro "Cantares da paixão" de Rubens Jardim. São Paulo: Arte Paubrasil, 2008. 
  



Rubens Jardim, em "Cantares da paixão".  São
  Paulo: Arte Paubrasil, 2008

AMIZADES LITERÁRIAS

Poetas da Catequese Poética - acervo Rubens Jardim


Ana e Rubens Jardim, ao fundo o poeta Mário Chamie, anos 90 auditório da SECultura  do
Estado de São  Paulo - foto: acervo Rubens Jardim

Eulália M. Radtke, Carmen Silvia Presotto, Antonio Lázaro de Almeida Prado,  Cristina M. 
Radtke, Rubens Jardim, Nilza Barude e Fernanda De Almeida Prado - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim, Zuleika Reis, Eunice Arruda, Massao Ohno e
Álvaro Alves de Faria, em 2008 - foto: acervo Rubens Jardim.

Rubens Jardim e Ernesto Hernandez - poeta e fotógrafo Venezuelano, (Brasília 2008).
foto: acervo Rubens Jardim

Nelly Novaes e Rubens Jardim - foto: acervo Rubens Jardim
lançamento de livro na Casa das Rosas, 2015.

Rubens Jardim e Marina Colasanti - foto: acervo Rubens Jardim

Antonio Miranda, Rubens Jardim e Zelia Bora - foto: acervo Rubens Jardim
1ª Bienal Internacional de Poesia de Brasília, 2008 

Thiago de Mello e Rubens Jardim - foto: acervo Rubens Jardim
1ª Bienal Internacional de Poesia de Brasília, 2008

Reynaldo Jardim e Rubens Jardim - foto: acervo Rubens Jardim
1ª Bienal Internacional de Poesia de Brasília, 2008.

Labirinto
Palavrarquitetada: labirinto

Anarda era uma viagem
Dentro do tinteiro. Cor e acorde
Anarda era uma âncora
Dentro do tinteiro. Antes marco
E agora traço, Anarda é signo,
Insígnia, dentro do tinteiro.
Não diante do papel ou adiante
Da vida, mas antes e depois
(dentro)
Pois apesar das penas e seus galos
Mortos, Anarda é ave, vôo
Dentro do tinteiro.

- Rubens Jardim "DicionáriArquitetado". in: Estudos Lusófonos, 26 de novembro de 2015.


ICONOGRAFIA 
Livrinho - Refazeres - poemas



1º livro, 1966. U L T I M A T U M

2º livro, 1978. Espelho riscado

3º livro, 2008. Cantares da paixão

80 anos de Jorge de Lima, 1973


Lindolf Bell - 50 anos de Catequese Poética (org.) Rubens Jardim

Dedicatória do poeta Lindolf Bell ao poeta Rubens Jardim

Catequese poética - antologia

4 novos poeta na poesia nova

MEMÓRIAS E FAMÍLIA

Rubens Jardim e a irmã Maria Eliza,  no morro do elefante
em Campos do Jordão SP - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim menino - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim menino - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim jovem - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim com os filhos  Luiz Gustavo Leitão Vieira, Guilherme
Leitão e Christiano Jardim. - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim, Ana Maria Leitão e Christiano Jardim - foto: acervo Rubens Jardim

Rubens Jardim - foto: acervo do autor

Rubens Jardim no Café Tortoni, em Buenos Aires, 2010 - foto: acervo do autor

Paixão
Palavrarquitetada: limiar

No limiar é promessa
No limite é ruptura
Tudo dentro do escuro.
 
- Rubens Jardim "DicionáriArquitetado". in: Estudos Lusófonos, 26 de novembro de 2015.



A CATEQUESE POÉTICA
Lindolf Bell foi o responsável pelo Movimento de divulgação da poesia junto aos mais diversos públicos, utilizando-se dos meios de comunicação menos tradicionais. A Catequese Poética foi iniciada em 1964, projetando o poeta nacionalmente. Este movimento mobilizou outros artistas, desenvolvendo uma nova linguagem poética e ampliando a intervenção social de jovens escritores. A Catequese Poética é considerada um marco tanto na cultura popular brasileira como na literatura. A partir de Lindolf Bell a poesia assumiu sua função transformadora do tempo, do homem e da sociedade.

A Catequese poética - iniciada pelo poeta Lindolf Bell
A Catequese obteve respaldo popular que ressoou nos sentimentos e nas aspirações do homem, adquirindo uma característica temporal e de reciclagem a cada nova geração. Esta chama acesa na década de sessenta, incorporou novos personagens e assumiu expressões particulares em cada canto que se manifestou. No início o palco era a praça, pois dali extraía-se o pedestre de seu rumo anônimo e indeterminado, reavivando sua condição de homem, cidadão. Como prova desta identidade humana, anos depois Milton Nascimento passou a cantar o artista tem que ir aonde o povo está.
(...)

A Catequese Poética, possibilitou a agregação de poetas das mais variadas tendências a participaram do Movimento: Rubens Jardim, Luiz Carlos Mattos, Iracy Gentilli, Reni Cardoso, Érico Max Muller, Marli Medalha, Milton Eric Nepomuceno e outros, num convívio sem conflitos estéticos. (...)
:: Fonte/leia mais em: Casa do poeta Lindolf Bell (acessado em 4.2.2016).


Rubens Jardim - foto: acervo do autor

QUINTA POÉTICA - GRUPO EDITORIAL ESCRITURAS
A Quinta Poética é um sarau poético mensal organizado pela Escrituras Editora, que acontece desde novembro de 2006 na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, na Avenida Paulista, em São Paulo, Brasil, que conta com a colaboração de diversos curadores, que se revezam nas edições.

A Quinta Poética é um grande encontro dos amantes da boa poesia e conta com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho por meio de intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, que envolvem a leitura dos poemas. (...)
:: Fonte: escrituras. (acessado em 4.2.2016)


Rubens Jardim - foto: acervo do autor
SITE DO POETA RUBENS JARDIM
:: Acesse AQUI!


OUTRAS REFERÊNCIAS E FONTES DE PESQUISA
:: Amigos do Livro - o portal do livro
:: Cronópios
:: Escritas
:: Protexto
:: Recanto das Letras 
:: Revista Lusofonia  
:: Antonio Miranda (poesia visual de Rubens Jardim)
:: Vidráguas 
:: Editora Beco dos Poetas 


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© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske

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Trabalhos sobre o autor:
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Rubens Jardim - cantares poéticos. Templo Cultural Delfos, fevereiro/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
** Página atualizada em 5.2.2016.



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Um comentário:

  1. Este poema não fala:
    -falha.
    E insiste:
    -dedo em riste.
    Adorável poeta das coisas belas, amei!

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