Carlos Drummond de Andrade - um poeta de alma e ofício

Drummond, em sua residência na rua Conselheiro Lafayette, Rio de Janeiro 1972.

 “Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser ‘gauche’ na vida.”
- Carlos Drummond de Andrade, do poema "Sete Faces"/in: Alguma Poesia, 1930.


Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
Drummond, por Baptistão
Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.
Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo(1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. 
Drummond, por Chico Caruso.
A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.
Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.
Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).
Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.
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:: Fonte: Releituras
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“A beleza ainda me emociona muito. Não só a beleza física, mas a beleza natural. Hoje, com quase oitenta e cinco anos, tenho uma visão da natureza muito mais rica do que eu tinha quando era jovem. Eu reparava mais em certas formas de beleza. Mas, hoje, a natureza, para mim, é um repertório surpreendente de coisas magníficas e coisas belas. Contemplar o vôo do pássaro, contemplar uma pomba ou uma rolinha que pousa na minha janela... Fico estático vendo a maravilha que é aquele bichinho que voou para cima de mim, à procura de comida ou de nem sei o quê. A inter-relação dos seres vivos e a integração dos seres vivos no meio natural, para mim, é uma coisa que considero sublime.”
- Carlos Drummond de Andrade, trecho da última entrevista. in: "O suplemento Idéias", do Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987.

Carlos Drummond de Andrade - foto: (...)
CRONOLOGIA
1902 - Nasce em Itabira do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais; nono filho de Carlos de Paula Andrade, fazendeiro, e D. Julieta Augusta Drummond de Andrade.
1910 - Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito, em Itabira (MG).
1916 - Aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte. Conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco. Por problemas de saúde, interrompe seus estudos no segundo ano.
1917 - Toma aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em Itabira.
1918 - Aluno interno no Colégio Anchieta, da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo; é laureado em "certames literários". Seu irmão Altivo publica, no único exemplar do jornalzinho Maio, seu poema em prosa "ONDA".

Carlos Drummond de Andrade - foto:  (...)
1919 - Expulso do Colégio Anchieta mesmo depois de ter sido obrigado a retratar-se. Justificativa da expulsão: "insubordinação mental".
1920 - Muda-se com a família para Belo Horizonte.
1921 - Publica seus primeiros trabalhos na seção "Sociais" do Diário de Minas. Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, todos freqüentadores do Café Estrela e da Livraria Alves.
1922 - Ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto "Joaquim do Telhado" no concurso Novela Mineira. Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.
1923 - Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.

1924 - Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte de Mário.
1925 - Casa-se com a senhorita Dolores Dutra de Morais, a primeira ou segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos), em Belo Horizonte. Funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista, órgão modernista do qual saem 3 números. Conclui o curso de Farmácia mas não exerce a profissão, alegando querer "preservar a saúde dos outros".
1926 - Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator-chefe do Diário de Minas. Heitor Villa Lobos, sem conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema "Cantiga de Viúvo".
1927 - Nasce, no dia 22 de março, mas vive apenas meia hora, seu filho Carlos Flávio.
1928 - Nasce, no dia 4 de março, sua filha Maria Julieta, quem se tornará sua grande companheira ao longo da vida. Publica na Revista de Antropofagia de São Paulo, o poema "No meio do caminho", que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. 39 anos depois publicará "Uma pedra no meio do caminho - Biografia de um poema", coletânea de críticas e matérias resultantes do poema ao longo dos anos. Torna-se auxiliar de redação da Revista do Ensino da Secretaria de Educação.
1929 - Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco depois, redator, sob a direção de Abílio Machado.
1930 - Publica seu primeiro livro, "Alguma Poesia", em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário "Edições Pindorama", criado por Eduardo Frieiro. Auxiliar de Gabinete do Secretário de Interior Cristiano Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui Cristiano Machado.
1931 - Falece seu pai, Carlos de Paula Andrade, aos 70 anos.
1933 - Redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema quando este é nomeado Interventor Federal em Minas Gerais.
1934 - Volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente. Publica "Brejo das Almas" em edição de 200 exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro. Muda-se, com D. Dolores e Maria Julieta, para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, novo Ministro de Educação e Saúde Pública.

1935 - Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.
1937 - Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.
1940 - Publica "Sentimento do Mundo" em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
1941 - Assina, sob o pseudônimo "O Observador Literário", a seção "Conversa Literária" da revista Euclides. Colabora no suplemento literário de A Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.
1942 - A Livraria José Olympio Editora publica "Poesias". O Editor José Olympio é o primeiro a se interessar pela obra do poeta.
1943 - Traduz e publica a obra Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac, sob o título de "Uma gota de veneno".
1944 - Publica "Confissões de Minas", por iniciativa de Álvaro Lins.
1945 - Publica "A Rosa do Povo" pela José Olympio e a novela "O Gerente". Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este e, a convite de Luís Carlos Prestes, figura como editor do diário comunista, então fundado, Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal por discordar da orientação do mesmo. É chamado por Rodrigo M.F. de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.
1946 - Recebe o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d'Oliveira. Sua filha Maria Julieta publica a novela "A Busca", pela José Olympio.
1947 - É publicada sua tradução de "Les liaisons dangereuses", de Choderlos De Laclos, sob o título de "As relações perigosas".
1948 - Publica "Poesia até agora". Colabora em Política e Letras, de Odylo Costa Filho. Falece Julieta Augusta Drummond de Andrade, sua mãe. Comparece ao enterro em Itabira que acontece ao mesmo tempo em que é executada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a obra "Poema de Itabira" de Heitor Villa-Lobos, composta sobre seu poema "Viagem na Família".
1949 - Volta a escrever no jornal Minas Gerais. Sua filha Maria Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.
1950 - Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.
1951 - Publica "Claro Enigma", "Contos de Aprendiz" e "A mesa". É publicado em Madrid o livro "Poemas".

1952 - Publica "Passeios na Ilha" e "Viola de Bolso".
1953 - Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN. Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu neto Luis Mauricio, a quem dedica o poema "A Luis Mauricio infante". É publicado em Buenos Aires o livro "Dos Poemas", com tradução de Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.
1954 - Publica "Fazendeiro do Ar & Poesia até agora". Aparece sua tradução para "Les paysans", de Balzac. Realiza na Rádio Ministério de Educação, em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras "Quase memórias". Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas "Imagens", mantida até 1969.
1955 - Publica "Viola de Bolso novamente encordoada".
1956 - Publica "50 Poemas escolhidos pelo autor". Aparece sua tradução para "Albertine disparue", de Marcel Proust.
1957 - Publica "Fala, amendoeira" e "Ciclo".
1958 - Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção "Poetas del siglo veinte". É encenada e publicada a sua tradução de "Doña Rosita la soltera" de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.

Drummond.
1960 - Nasce seu terceiro neto, Pedro Augusto, em Buenos Aires. A Biblioteca Nacional publica a sua tradução de "Oiseaux-Mouches orthorynques du Brèsil" de Descourtilz. Colabora em Mundo Ilustrado.
1961 - Colabora no programa Quadrante da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda. Falece seu irmão Altivo.

1962 - Publica "Lição de coisas", "Antologia Poética" e "A bolsa & a vida". É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco 81, onde viveu 36 anos. Passa a morar em apartamento. São publicadas suas traduções de "L'Oiseau bleu" de Maurice Maeterlink e de "Les fouberies de Scapin", de Molière, esta última é encenada no Teatro Tablado do Rio de Janeiro. Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura. Se aposenta como Chefe de Seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do Ministro da Educação, Oliveira Brito.
1963 - É lançada sua tradução de "Sult" (Fome) de Knut Hamsun. Recebe os Prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro "Lição de coisas". Colabora no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquete Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação. Viaja, com D. Dolores, a Buenos Aires durante as férias.
1964 - Publica a primeira edição da "Obra Completa", pela Aguilar.
1965 - São lançados os livros "Antologia Poética", em Portugal; "In the middle of the road", nos Estados Unidos; "Poesie", na Alemanha. Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, "Rio de Janeiro em prosa & verso". Colabora em Pulso.
1966 - Publica "Cadeira de balanço", e na Suécia é lançado "Naten och rosen".
1967 - Publica "Versiprosa", "Mundo vasto mundo", com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires e publicação de "Fyzika strachu" em Praga.
1968 - Publica "Boitempo & A falta que ama". Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.
1969 - Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil. Publica "Reunião (10 livros de poesia)".
1970 - Publica "Caminhos de João Brandão".
1971 - Publica "Seleta em prosa e verso". Edição de "Poemas" em Cuba.
1972 - Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta. Publica "O poder ultrajovem". Jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta.
1973 - Publica "As impurezas do branco", "Menino Antigo - Boitempo II", "La bolsa y la vida", em Buenos Aires, e "Réunion", em Paris.
1974 - Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, Estados Unidos.
1975 - Publica "Amor, Amores". Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.
1977 - Publica "A visita", "Discurso de primavera e algumas sombras" e "Os dias lindos". Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram. Edição búlgara de "UYBETBO BA CHETA" (Sentimento do Mundo).
1978 - Publica "70 historinhas" e "O marginal Clorindo Gato". Edições argentinas de "Amar-amargo" e "El poder ultrajoven".
1979 - Publica "Poesia e Prosa", 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta. Publica "Esquecer para lembrar - Boitempo III".
1980 - Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de "A paixão medida". Noite de autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição comercial de "A paixão medida" e "Um buquê de Alcachofras", de Maria Julieta Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na Casa José Olympio. Edição de "En rost at folket", Suécia. Edição de "The minus sign", Estados Unidos. Edição de "Gedichten" Poemas, Holanda.
1981 - Publica "Contos Plausíveis" e "O pipoqueiro da esquina". Edição inglesa de "The minus sign".

Drummond - foto: Carlos Freire
1982 - Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Edição mexicana de "Poemas". A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica "A lição do amigo - Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade", com notas do destinatário. Publicação de "Carmina drummondiana", poemas de Drummond traduzidos ao latim por Silva Bélkior.
1983 - Declina do troféu Juca Pato. Publica "Nova Reunião (19 livros de poesia)", último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.
1984 - Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica "Ciao". Publica, pela Editora Record, "Boca de Luar" e "Corpo".

1985 - Publica "Amar se aprende amando", "O observador no escritório" (memórias), "História de dois amores" (livro infantil) e "Amor, sinal estranho". Edição de "Frän oxen tid", Suécia.
1986 - Publica "Tempo, vida, poesia". Edição de "Travelling in the family", em New York, pela Random House. Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título "Bandeira, a vida inteira". Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.
1987 - No 31 de janeiro escreve seu último poema, "Elegia a um tucano morto" que passa a integrar "Farewell", último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba enredo "No reino das palavras", que vence o Carnaval 87.
No dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. "E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade" - comenta o poeta. Seu estado de saúde piora.
12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro.
O poeta deixa obras inéditas: "O avesso das coisas" (aforismos), "Moça deitada na grama", "O amor natural" (poemas eróticos), "Viola de bolso III" (Poesia errante), hoje publicados pela Record; "Arte em exposição" (versos sobre obras de arte), "Farewell", além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título. Edições de "Moça deitada na grama", "O avesso das coisas" e reedição de "De notícias e não notícias faz-se a crônica" pela Editora Record. Edição de "Crônicas - 1930-1934". Edição de "Un chiaro enigma" e "Sentimento del mondo", Itália. Publicação de "Mundo Grande y otros poemas", na série Los grandes poetas, em Buenos Aires.
1988 - Publicação de "Poesia Errante", livro de poemas inéditos, pela Record.
1989 - Publicação de "Auto-retrato e outras crônicas", edição organizada por Fernando Py. Publicação de "Drummond: frente e verso", edição iconográfica, pela Alumbramento, e de "Álbum para Maria Julieta", edição limitada e fac-similar de caderno com originais manuscritos de vários autores e artistas, compilados pelo poeta para sua filha. A Casa da Moeda homenageia o poeta emitindo uma nota de 50 cruzeiros com seu retrato, versos e uma auto-caricatura.

1990 - O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de "Alguma Poesia". Palestras de Manuel Graña Etcheverry, "El erotismo en la poesía de Drummond" no CCBB e de Affonso Romano de Sant'Anna, "Drummond, um gauche no mundo". Encenação teatral de "Mundo, vasto mundo", com Tônia Carrero, o coral Garganta e Paulo Autran, sob a direção deste no Teatro II do CCBB. Encenação de "Crônica Viva", com adaptação de João Brandão e Pedro Drummond, no CCBB. Edição da antologia "Itabira", em Madrid, pela editora Visor. Edição limitada de "Arte em exposição", pela Salamandra. Edição de "Poésie", pela editora Gallimard, França.
1991 - Publicação de "Obra Poética", pela editora Europa-América, em Portugal.
1992 - Edição de "O amor natural", de poemas eróticos, organizada pelo autor, com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre Dacosta e Pedro Drummond. Publicação de "Tankar om ordet menneske", Noruega. Edição de "Die liefde natuurlijk" (O amor natural) na Holanda.
1993 - Publicação de "O amor natural", em Portugal, pela editora Europa-América. Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, "O amor natural".
1994 - Publicação pela Editora Record de novas edições de "Discurso de primavera" e "Contos plausíveis". No dia 2 de julho falece D. Dolores Morais Drummond de Andrade, viúva do poeta, aos 94 anos.
1995 - Encenação teatral de "No meio do caminho...", crônicas e poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond. Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta. Drummond na era digital, publicação de uma pequena antologia em 5 idiomas sob o título de "Alguma Poesia", no World Wide Web , Internet, na data de seu 93º aniversário. Projeto do CD-ROM "CDA-ROM", que visa a publicar, em ambiente interativo e com os recursos da multimídia, os 40 poemas recitados pelo autor, uma iconografia baseada na coleção de fotografias do poeta, entrevistas em vídeo e um curta-metragem.
1996 - Lançamento do livro Farwell, último organizado pelo poeta, no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com a apresentação de Joana Fomm e José Mayer. Esse livro é ganhador do Prêmio Jabuti.

Drummond - foto: Agência AE
1997 - Primeira edição interativa do livro "O Avesso das Coisas".
1998 - Inauguração do Museu de Território Caminhos Dummondianos em Itabira. No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de Itabira. Prêmio in memorian Medalha do Sesquicentenário da Cidade de Itabira.
1999 - I Fórum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado na cidade de Itabira. Lançamento do CD "Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran", pelo selo Luz da Cidade.
2000 - Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio Arnaldo de Belo Horizonte. Lançamento do CD "Contos de aprendiz por Leonardo Vieira", pelo selo Luz da Cidade. Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo "Jovem Drummond", estrelado por Vinícius de Oliveira, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e Itabira (Secretaria de Cultura do Município). Lançamento do CD "História de dois amores - contadas por Odete Lara", pela gravadora Luz da Cidade. Encenação pela Comédie Française da peça de Molière Les Fourberies de Scapin, com tradução do biografado, nos teatros Municipal do Rio de Janeiro e Municipal de São Paulo. Lançamento do projeto "O Fazendeiro do Ar", com o "balão Drummond", na Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro. II Fórum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado em outubro na cidade de Itabira. Homenagem in memoriam Medalha comemorativa dos 70 anos do MEC. Homenagem dos Ex-Alunos da Universidade Federal de Minas Gerais.


“Pelo menos na minha experiência pessoal, há uma emoção grande e uma alegria no momento de escrever o poema. Uma vez feito, é como o ato amoroso. Você sente o orgasmo, sai a poluição e depois aquilo acabou. Fica a lembrança agradável, mas você não pode dizer que aquele orgasmo foi melhor do que o outro! O mecanismo não é o mesmo, a reação não é a mesma.”
- Carlos Drummond de Andrade, trecho da última entrevista. in: "O suplemento Idéias", do Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987.

Drummond, lendo - foto: (...)
OBRA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
:: Alguma poesia. Belo Horizonte: Edições Pindorama, 1930.
:: Brejo das almas. Belo Horizonte: Os Amigos do Livro, 1934.
:: Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Pongetti, 1940; 10a ed., RJ: Record, 2000.
:: Poesias. [Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José]. RJ: J.Olympio, 1942.
:: A rosa do povo. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1945.
:: Poesia até agora. [Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1948
:: A máquina do mundo. [incluído em Claro enigma]. Edição de um único exemplar. Rio de Janeiro: Luís Martins, 1949.
Drummond, por 
Jorge Siqueira
:: Claro enigma. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.
:: A mesa. [incluído em Claro enigma]. Edição 70 exemplares. Niterói: Hipocampo, 1951.
:: Viola de bolso. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1952.
:: Fazendeiro do ar e Poesia até agora. [Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1954.
:: Viola de bolso. [incluindo Viola de bolso novamente encordoada]. 2ª. ed. [aumentada, Os Cadernos de Cultura], Rio de Janeiro: J. Olympio, 1955.
:: Soneto da buquinagem. [incluído em Viola de bolso novamente encordoada], edição de 100 exemplares. Rio de Janeiro: Philobiblion, 1955.
Ciclo. [incluído em A vida passada a limpo e em Poemas]. Edição 96 exemplares. Recife: O Gráfico Amador, 1957.
:: Poemas. [Alguma poesia, Brejo das Almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1959.
:: Lição de coisas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1964.
:: Obra completa. [Estudo crítico de Emanuel de Moraes, fortuna crítica, cronologia e bibliografia]. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964 (publicada pela mesma editora sob o título Poesia completa e prosa (1973), e sob o título de Poesia e prosa (1979).
:: Versiprosa. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.
:: José e Outros. [José, Novos poemas, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo, 4 Poemas, Viola de bolso II]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.
:: Boitempo e A falta que ama. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.
:: Reunião. [Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Clara enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo, Lição de coisas, 4 Poemas]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1969.
:: D. Quixote. [Glosas a 21 desenhos de Cândido Portinari]. Rio de Janeiro: Diagraphis, 1972.
:: As impurezas do branco. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1973.
:: Menino antigo. (Boitempo II). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1973.
:: Minas e Drummond. (ilustrações de Yara Tupinambá, Wilde Lacerda, Haroldo Mattos, Júlio Espíndola, Jarbas Juarez, Álvaro Apocalypse e Beatriz Coelho). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,1973 (500 exemplares).
:: Amor, amores. (desenhos de Carlos Leão). Edição 423 exemplares. Rio de Janeiro: Alumbramento, 1975.
:: A visita. [incluído em A paixão medida]. (fotos de Maureen Bisilliat). Edição 125 exemplares. São Paulo: edição particular, 1977.
:: Discurso de primavera e algumas sombras. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
Drummond, por William.
:: O marginal Clorindo Gato. [incluído em A paixão medida]. Rio de Janeiro: Avenir, 1978.
:: Nudez. [incluído em Poemas]. Edição 50 exemplares. Recife: Escola de artes, 1979.
:: Esquecer para lembrar. [Boitempo III]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.
:: A paixão medida. (desenhos de Emeria Marcier). Rio de Janeiro: Alumbramento, 1980. (643 exemplares).
:: Nova Reunião. [19 livros de poesias]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1983.
:: O elefante. (Ilustrações de Regina Vater) – (infantil). Rio de Janeiro: Record. Coleção Abre-te Sésamo, 1983.
:: Caso do vestido. Rio de Janeiro: Rioarte, 1983. (adaptado para o teatro por Aderbal Júnior).
:: Corpo. (Ilustrações de Carlos Leão). Rio de Janeiro: Record, 1984.
:: Mata Atlântica. (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). Rio de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&M, 1984.
:: Amor, sinal estranho. [litografias originais de Bianco]. Rio de Janeiro: Lithos Edições de Arte, 1985 (100 exemplares).
:: Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985. :: Pantanal. (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). Rio de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&M, 1985.
:: Boitempo I e II. [Reunião de poemas publicados anteriormente nos livros Boitempo, Menino antigo e Esquecer para lembrar]. Rio de Janeiro: Record, 1986.
:: O prazer das imagens. [fotografias de Hugo Rodrigo Octavio - legendas inéditas de Carlos Drummond de Andrade]. Edição de 500 exemplares. São Paulo: Metal Leve/Hamburg, 1987.
:: Poesia Errante: derrames líricos, e outros nem tanto ou nada. Rio de Janeiro: Record, 1988.
:: Arte em Exposição. Rio de Janeiro: Salamandra/Record, 1990.
:: O Amor Natural. (Ilustrações Milton Dacosta). Rio de Janeiro: Record, 1992.
:: A Vida Passada a Limpo. Rio de Janeiro: Record, 1994.
:: Rio de Janeiro. (fotos de Michael Sonnenberg). Liechtenstein: Verlag Kunt und Kultur, 1994.
:: Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996.
:: A Senha do Mundo. Rio de Janeiro: Record, 1996. [reeditado,com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso], Record,1998. :: 
:: A Cor de Cada um. Rio de Janeiro: Record, 1996. [reeditado,com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso], Record,1998.
:: José e Outros. [reunião dos livros José, Novos Poemas e Fazendeiro do ar]. Rio de Janeiro: Record, 2003.

"A fé e a incredulidade trocam de lugar a todo momento no homem curioso."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


Drummond, por Drummond.
CRÔNICAS
:: Fala, amendoeira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957.

:: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. :: Cadeira de balanço. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1966.
:: Caminhos de João Brandão. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1970.
:: O poder ultrajovem. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1972.
:: De notícias e não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974.
:: Os dias lindos. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
:: Crônica das favelas cariocas. Rio de Janeiro: edição particular, 1981.
:: Boca de luar. Rio de Janeiro: Record, 1984.
:: Crônicas de 1930/1934. (Crônicas assinadas com os pseudônimos: Antônio Crispim e Barba Azul). Belo Horizonte: Revista do Arquivo Público Mineiro, 1984. [Reeditado em 1987 pela Secretaria da Cultura de Minas Gerais - ilustrações de Ana Raquel].
:: Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987.
:: Auto-Retrato e Outras Crônicas. Seleção Fernando Py. Rio de Janeiro: Record, 1989.
:: O Sorvete e Outras Histórias. São Paulo: Ática, 1993.
:: Vó Caiu na Piscina. Rio de Janeiro: Record, 1996.
:: Quando é dia de futebol. Rio de Janeiro: Record, 2002.


"O arquivo supre a falta de memória, lembrando o que desejávamos esquecer."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


CONTOS
O gerente. [incluído em Contos de aprendiz]. Rio de Janeiro: Horizonte, 1945.
Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.
70 historinhas. [Seleção de textos dos livros de crônicas: Fala amendoeira, A bolsa e a vida, Cadeira de balanço, Caminhos de João Brandão, O poder ultrajovem, De notícias e não notícias faz-se a crônica e Os dias lindos].Rio de Janeiro: J. Olympio, 1978.
Contos plausíveis. (ilustrações de Irene Peixoto e Márcia Cabral). Rio de Janeiro: J. Olympio/Editora JB, 1981.
O pipoqueiro da esquina. (Desenhos de Ziraldo). Rio de Janeiro: Codecri, 1981.
História de dois amores. (Desenhos de Ziraldo) – . Rio de Janeiro: Record, 1985.
Criança dagora é fogo. Rio de Janeiro: Record, 1996.


"A natureza tem uma voz de milhões de registros manifestados ao mesmo tempo, o que nos impede de apreendê-los."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

Drummond, por Toni.

ENSAIO

:: Confissões de Minas. Rio de Janeiro: Americ-Edit., 1944.
:: Passeios na ilha. Rio de Janeiro: Simões,1952.
:: Minas Gerais.[Antologia]. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967. Coleção Brasil, Terra & Alma.
:: A Lição do amigo. [cartas de Mário de Andrade - introdução e notas de CDA]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1982.
:: Em certa casa da rua Barão de Jaguaribe. [ata comemorativa dos 20 anos do Sabadoyle]. Rio de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1984.
:: O observador no escritório. [Memória]. Rio de Janeiro: Record, 1985.
:: Tempo, vida, poesia. (entrevistas à Rádio MEC). Rio de Janeiro: Record, 1986.
:: Saudação a Plínio Doyle. Rio de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1986.

AFORISMOS
:: O avesso das coisas. [Aforismos]. (ilustrações de Jimmy Scott). Rio de Janeiro: Record, 1987.

"O poeta lança a palavra que ninguém usará, e orgulha-se disto."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

ANTOLOGIA
:: Neste caderno... In: 10 Histórias de bichos (em colaboração com Godofredo Rangel, Graciliano Ramos, João Alphonsus, Guimarães Rosa, J. Simões Lopes Neto, Luís Jardim, Maria Julieta,Marques Rebelo, Orígenes Lessa, Tristão da Cunha). Rio de Janeiro: Condé, 1947 (220 exemplares).
:: 50 poemas escolhidos pelo autor. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1956.
:: Antologia poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
:: Quadrante. (em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
Drummond, por Diogo Dauriol.
:: Quadrante II. [em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga]. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963.
Antologia poética. (seleção e prefácio de Massaud Moisés). Lisboa: Portugália, 1965. Coleção Poetas de Hoje.
:: Vozes da cidade. (em colaboração com Cecília Meireles, Genolino Amado, Henrique Pongetti, Maluh de Ouro Preto, Manuel Bandeira e Raquel de Queirós). Rio de Janeiro: Record, 1965.
:: Rio de Janeiro em prosa e verso. (antologia em colaboração com Manuel Bandeira). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1965. Coleção Rio 4 Séculos.
:: Uma pedra no meio do caminho. (biografia de um poema). Apresentação de Arnaldo Saraiva). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967.
:: Seleta em prosa e verso. (estudo e notas de Gilberto Mendonça Teles). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1971.
:: Elenco de cronistas modernos. (em colaboração com Clarice Lispector, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queirós e Rubem Braga). Rio de Janeiro: Sabiá, 1971.
:: Atas poemas. Natal na Biblioteca de Plínio Doyle (em colaboração com Alphonsus de Guimaraens Filho, Enrique de Resende, Gilberto Mendonça Teles, Homero Homem, Mário da Silva Brito, Murilo Araújo, Raul Bopp, Waldemar Lopes). Rio de Janeiro, Sabadoyle, 1974.
:: Para gostar de ler. (em colaboração com Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). São Paulo: Ática, 1977-80.
:: Para Ana Cecília. (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Mauro Mota, Odilo Costa Filho, Ledo lvo, Marcus Accioly e Gilberto Freire). Recife: Edição Particular, 1978.
:: O melhor da poesia brasileira. (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira e Vinícius de Moraes). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.
:: Carlos Drummond de Andrade. Seleção de textos, notas, estudo biográfico, histórico-crítico e exercícios de Rita de Cássia Barbosa. São Paulo: Abril, 1980.
:: Literatura comentada. São Paulo: Abril, 1981.
:: Antologia poética. São Paulo: Abril Cultural, 1982.Quatro vozes. (em colaboração com Rachel de Queiroz, Cecília Meirelles e Manuel Bandeira). Rio de Janeiro: Record, 1984.
:: 60 anos de poesia. (organização e apresentação de Arnaldo Saraiva). Lisboa: O Jornal, 1985. :: Quarenta historinhas e cinco poemas. (leitura e exercícios para estudantes de Português nos EUA). Flórida: University of Florida, 1985.
Drummond, por William
:: Álbum para Maria Julieta. [Coletânea de dedicatórias reunidas por Carlos Drummond de Andrade para sua filha, acompanhado de texto extraído da obra do autor]. Rio de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1989.
:: Obra poética. Portugal: Publicações Europa-América, 1989. Rua da Bahia (em colaboração com Pedro Nava). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1990.
:: Setecontos, setencantos. (em colaboração com Caio Porfírio Carneiro, Herberto Sales, Ideu Brandão, Miguel Jorge, Moacyr Scliar e Sergio Faraco - organizado por Elias José). São Paulo: FTD.
:: Carlos Drummond de Andrade. (org. de Fernando Py e Pedro Lyra). Rio de Janeiro: Agir,1994.
:: As palavras que ninguém diz. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record, 1997, (Mineiramente Drummond).
:: Histórias para o Rei. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record, 1997 (Mineiramente Drummond).
:: A palavra mágica. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record, 1997 (Mineiramente Drummond).
:: Os amáveis assaltantes. Rio de Janeiro: Agora Comunicação Integrada, 1998.



"Viver em sociedade requer instinto de formiga, presas de leão e habilidade camaleônica."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


Drummond, por Leite
TRADUÇÕES REALIZADAS POR CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
:: Uma gota de veneno. (Thérèse Desqueyroux), de François Mauriac. Rio de Janeiro: Pongetti, 1943.
:: As relações perigosas. (Les Liaisons dangereux), de Choderlos de Laclos. Porto Alegre: Globo,1947.
:: Os camponeses. (Les Paysans), de Honoré de Balzac. In: A comédia humana. Porto Alegre: Globo, 1954.
:: A fugitiva. (Albertine disparue), de Marcel Proust. Porto Alegre: Globo, 1956.
:: Dona Rosita, a solteira ou a linguagem das flores(Dona Rosita la soltera o el lenguaje de lãs flores), de Federico García Lorca. Rio de Janeiro: Agir, 1959.
:: Beija-Flores do Brasil. (Oiseaux-mouches Orthorynques du Brésil), de Th. Descourtilz. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1960.
:: O pássaro azul. (L'Oiseau bleu), de Maurice Maeterlinck. Rio de Janeiro: Delta, 1962.:: Artimanhas de Scapino. (Les Fourberies de Scapin), de Molière. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1962.:: Fome. (Sult), de Knut Hamsun. Rio de Janeiro: Delta,1963.
:: Poesia.(reúne as versões das obras de García Lorca, Paul Eluard, Bertolt Brecht, dentre outros, feitas por Carlos Drummond de Andrade). São 64 poemas, que foram publicados em jornais e revistas brasileiros e traduzidos a partir do francês, espanhol e inglês. A edição bilíngue, pela editora Cosac Naify, é resultado da cuidadosa pesquisa e organização de Augusto Massi e Júlio Castañon Guimarães. [Fonte: Revista Cult, São Paulo, n. 161, p. 46-49, set. 2011; O Globo, Rio de Janeiro, 4 set. 2011. Segundo Caderno, p. 10; Estado de Minas, Belo Horizonte, 17 set. 2011. Caderno Pensar, p. 1].


"O tempo consumido em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir as interessantes."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


OBRAS DE DRUMMOND NO EXTERIOR
Alemão
:: Poesie. (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1965.
:: Gedichte. (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1982.

Búlgaro

Carlos Drummond de Andrade - 
foto: Acervo do autor/IMS
:: Lybctbo ba cbeta. [Sentimento do Mundo].(tradução de Alexandre Muratov e Atanas Daltchev). Sófia: Narodna Cultura, 1977.

Chinês

:: Antologia da poesia brasileira. (seleção de Antônio Carlos Secchin e tradução de Zhao Deming). Pequim: Embaixada do Brasil, 1994.

Dinamarquês
:: Verdensfornemmelse og Andre Digte. (Tradução de Peter Poulsen). Copenhague: Borgens Forlag, 2000.

Espanhol
:: Poemas. (seleção, versão e introdução de Rafael Santos Torroella). Madri: Ediciones Rialp, 1951. Colección Adonai.
:: Dos poemas. (traduzidos por Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Ediciones Botella al Mar, 1953.
:: Poetas del siglo veinte. Carlos Drummond de Andrade (seleção e versão de Ramiro de Casasbellas). Buenos Aires: Ediciones Poesia, 1957.:: Poesía de Carlos Drurnmond de Andrade. (tradução de Armando Uribe Arce, Thiago de Mello e Fernando de Alencar). Santiago do Chile: Cadernos Brasileiros: Série Poesia, 1963.
:: Seis Poetas Contemporáneos del Brasil. (tradução Manuel Grana Etcheverry). La Paz: Embajada del Brasil, 1966 (Cuadernos Brasilenos).
:: Mundo, vasto mundo. (Tradução de Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Editorial Losada, 1967. Colección Poetas de Ayer y de Hoy.
:: Poemas. (introdução, seleção e notas de Munoz-Unsain). Havana: Casa de las Americas, 1970.
:: La bolsa y la vida. (tradução de Maria Rosa Oliver). Buenos Aires: Ediciones de la Flor, 1973.
:: Poemas. (tradução de Leonidas Cevallos). Lima: Centro de Estudios Brasilenos, 1976. Drummond de Andrade (tradução Gabriel Rodriguez). Caracas: Dirección General de Cultura de la Gobernación del Distrito Fedreal, 1976.
:: Amar-amargo y otros poemas. (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Calicanto, 1978.
:: El poder ultrajovem. (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Editorial Sudamericana,1978.
:: Dos cuentos y dos poemas binacionales. (em colaboração com Sergio Faraco e Jorge Medoza Enriguez). Santiago do Chile: Instituto Chileno-Brasileño de Cultura de Concepción, 1981.
:: Poemas. (tradução, seleção e introdução de Francisco Cervantes). México: Premià, 1982.
:: Don Quijote. (tradução de Edmund Font - gravuras de Portinari). México: Secretaría de Educación Pública, 1985 (3.000 exemplares).
:: Antología Poética. (tradução, introdução, cronologia e bibliografia de Cláudio Murilo). Madri: Instituto de Cooperación Ibero-americana/Ediciones Cultura Hispánica, 1986.
:: Poemas. (tradução Renato Sandoval). Lima: Embajada del Brasil, 1989 (Tierra Brasilena).
:: Itabira. [Antologia]. (tradução Pablo del Barco). Madri: Visor,1990.
:: Historia de dos poemas. (tradução Gloria Elena Bernal). México: SEP, 1992.
:: Carlos Drummond de Andrade. México: Fondo Nacional para Actividades Sociales, s. d. (Poesia Moderna).

Francês
:: Réunion. (Tradução de Jean-Michel Massa). Paris: Aubier-Montaigne, 1973.
:: Fleur, téléphone et jeune fille... (antologia organizada por Mário Carelli). Paris: L'Alphée, 1980.
:: Drummond: une esquisse. Rio de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1981.:: Conversation extraordinaire avec une dame de ma connaissance et autres nouvelles. (Tradução de Mario Carelli e outros). Paris: A. M. Métailié, 1985.:: Mon éléphant. (Tradução de Vivete Desbans. Ilustrações de Hélène Vicent). Paris: Éditions ILM, 1987. Collection bilingue.:: Poésie.(tradução Didier Lamaison). Paris: Gallimard, 1990.

Holandês
:: Gedichten. (tradução de August Willensem). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers,1980.
:: 20 gedichten van Carlos Drummond de Andrade. (tradução de August Willensen - Fotos de Sérgio Zalis). Amsterdam: Riksakademie van beeldende Kunsten, 1983.
:: De liefde, natuurlijk: gedichten. (tradução August Willemsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers,1992.
Farewell. (tradução August Wil)emsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers, 1996.

Inglês
:: In the middle of the road. (tradução de John Nist). Tucson: University of Arizona Press, 1965.
:: Souvenir of the ancient world. (tradução de Mark Strand). New York: Antaeu, 1976.
:: Poems. (tradução de Virgínia de Araújo). Palo Alto: WPA, 1977.The minus sign. (tradução de Virgínia de Araújo). Redding Ridge: Black Scvan Books, 1980.
:: The minus sign. (tradução de Virgínia de Araújo). Manchester: Carcanet New Press, 1981.
:: Travelling in the family. (selected poems) (tradução de Elizabeth Bishop e Gregory Rabassa). Nova York: Random House; Toronto: Random House of Canada, 1986.

Italiano
:: Sentimento del Mondo. (Tradução Antonio Tabucchi). Torino: Giulio Einaudi, 1987 (Poesia).
:: Un Chiaro Enigma. (tradução Fernanda Toriello). Bari: Stampa Puglia, 1990.
:: La Visita. (tradução Luciana Stegagno Picchio). Milão: Libri Scheiwiller, 1996.
:: Racconti Plausibili. (tradução Alessandra Ravatti). Roma: Fahrenheit, 1996.
:: L’ Armore Naturale. (tradução Fernanda Toriello). Bari: Adriatica, 1997.

Latim
:: Carmina drummondiana. (Tradução de Silva Bélkior). Rio de Janeiro: Salamandra, 1982.

Norueguês
:: Tankar om Ordet Menneske. (Tradução Alf Saltveit). Oslo: Solum, 1992.

Sueco
Drummond - foto: (...)
:: Natten och rosen. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: Norstedt & Söners, 1966.
:: En ros at folket. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt & Söners, 1980.
:: Fran oxens tid. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt & Söners, 1985.
:: Tvarsnitt. (Tradução Arne Lundgren). Estocolmo: Nordan, 1987.
:: Ljuset Spranger Natten. (Tradução Arne Lundgren). Lysekil: F. Forlag, 1990.

Portuguesa
:: Antologia poética.(seleção e prefácio de Massaud Moisés) Lisboa: Portugália Editora, 1965.
:: 60 Anos de Poesia. (Organização e apresentação de Arnaldo Saraiva). Lisboa: O Jornal, 1985; 2ª ed. 1989.
:: Obra Poética.(Apresentação de Arnaldo Saraiva). 8 vol. Portugal: Europa-América, 1989.
:: O amor natural - Poesia erótica. (ilustrações de Clementina Cabral). Portugal: Europa-América 1993.
:: Farraewel.(Prefácio de Humberto Werneck e posfácio de Siviano Santiago). Porto: Campo das Letras, 1997.
:: Antologia Poética. (organizada pelo autor). Lisboa: Dom Quixote, 2001.

Tcheco
:: Fyzika strachu. (Tradução de Vladimir Mikes). Praga: Odeon, 1967.




"Mantemos reserva para com o desconhecido, esquecendo que não nos conhecemos a nós mesmos."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.



LIVROS EM BRAILE
Boca de luar. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1985.Corpo. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1990.Sentimento do mundo. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2000.



"...Sou apenas o sorriso na face de um homem calado.”
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


ENTREVISTA DE CARLOS DRUMMOND À FILHA JULIETA"
Desenho da família, de Drummond
O CD, lançado pela gravadora Luz da Cidade, por iniciativa de Pedro Augusto - neto do poeta -, traz a entrevista que Drummond concedeu à sua filha, em janeiro de 1984, originalmente publicada no jornal O Globo. [Fonte: O Estado de São Paulo, São Paulo, 18 jun. 2008. Caderno 2, p. 12]


"Esperança é a planta que germina, mesmo não semeada."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


NO TEATRO
Peça: O monólogo Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade
Sinopse: Afeto, cumplicidade e emoção, que marcaram a correspondência trocada durante mais de cinco décadas entre pai e filha, são o fio condutor do espetáculo. 
Direção e atuação: Sura Berditchevsky
Local: Sala Multiuso do Espaço Sesc, em Copacabana/ Rio de Janeiro
Período: entre os dias 22 de setembro e 16 de outubro 2011.
:: Fonte: O Globo - segundo caderno, 20 set. 2011, p. 1.


"A escola ideal seria aquela em que a criança entrasse num túnel e saísse com o diploma de nível superior."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


DRUMMOND - DOCUMENTÁRIOS, ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA E TELEVISÃO
FilmeO padre e a moça
O filme O padre e a moça é uma adaptação livre do poema "O padre, a moça", (in Lição de coisas), com os atores Paulo José, Helena Ignez e Mário Lago.
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Produzido: 1965



FilmeO amor natural
Documentário que traz poemas eróticos escritos por Carlos Drummond de Andrade, publicados após a morte do escritor.
Ficha técnica
Ano/país: 1996, Holanda
Duração: 76 min.
Direção e roteiro: Heddy Honigmann
Elenco: Joana Fomm, Sérgio Viotti




Filme: O episódio “No caminho de Drummond“
Drummond, por Mascando Clichê
Sinopse: é um ensaio documental sobre o escritor mineiro. O episódio evita as explicações didáticas e, através dos sons dos poemas e dos depoimentos, deixa espaço para o próprio Drummond guiar o telespectador por uma narrativa que mistura aspectos da vida e da obra do autor com falas de especialistas e admiradores. O documentário é um convite aos professores e alunos para se debruçarem nos escritos de Drummond, para descobrir o prazer de se ler poesia e para tentar trazer a literatura para a vida do dia a dia.
Equipe TAL
Roteiro e Direção: Wagner Morales
Produção Executiva: Malu Viana Batista
Coordenação de Produção: Clara Ramos
Direção de Fotografia: Ivanildo Machado
Edição: Lessandro Sócrates
Design Gráfico: Deborah Guerra
Equipe: TV Escola - Ministério da Educação
Departamento de Produção e Capacitação em Programas de Educação a Distância
Coordenação-Geral de Produção de Programas em Radiodifusão
Produção: TV Escola
Alexandre Fischgold
Érico Monnerat
Disponível em: neste link


FilmePoeta de sete faces 
Documentário baseado na vida de Carlos Drummond de Andrade.
Sinopse: Documentário poético que retrata a vida e a obra do poeta mineiro. O vídeo traz um apanhado geral, completo e com materiais muito interessantes para quem deseja conhecer mais sobre Drummond. Mistura depoimentos, canções adaptadas de poemas do autor e cenas dramatizadas. Possui a participação de figuras como o poeta Mario Chamie, cantoras como Maria Lucia Godoy, além de Affonso Romano de Sant´Anna, Ferreira Gullar, Leandro Konder, Samuel Rosa, Tonia Carrero, e o filósofo Benedito Nunes.
Ficha técnica
Ano/país: 2002, Brasil
Duração: 94 min.
Gênero: documentário
Direção e roteiro: Paulo Thiago
Produção: Gláucia Camargos
Fotografia: Guy Gonçalves
Atores: Carlos Gregório, Pedro Lito, Othon Bastos, Leonardo Vieira.
Edição: Carlos Braisblat
Estúdio: Vitória Produções Cinematográficas Ltda.
Distribuidora: Riofilme.



Filme: O vestido 
Drummond, por Ramon Faria
Adaptação do poema "Caso do Vestido" de Carlos Drummond de Andrade
Sinopse: Por acaso duas meninas descobrem, no porão de sua casa, um velho e lindo vestido de festa. Curiosas, elas querem saber corno o vestido foi parar ali, principalmente após verem sua mãe chorando com o mesmo entre as mãos. Elas iniciam então uma investigação, que pode responder ainda outra pergunta: por que sempre à mesa, nas refeições, havia um prato reservado ao pai, que as havia abandonado há muitos anos?
Ficha técnica
Ano/país: 2004, Brasil
Duração: 121 min
Gênero: Drama
Direção: Paulo Thiago
Atores: Gabriela Duarte, Ana Beatriz Nogueira, Leonardo Vieira, Daniel Dantas.
Distribuidora: Columbia Pictures
Premiações
- Prêmio de melhor atriz para Gabriela Duarte, no Festival de Cine Iberoamericano de Huelva, 2003.



Filme: A cidade e o poeta
Sinopse: O cotidiano em volta da estátua de Carlos Drummond de Andrade, no calçadão de Copacabana. A cidade reinventa o Poeta e faz uma crônica de si.
Ficha técnica
Ano/país: 2007, Brasil
Duração: 14 min, 
Formato: 35mm, cor
Gênero: documentário
Direção: Luelane Correa
Elenco: João Baptista Costa, Jorge Teixeira, José de Alencar, Rafael Queiroga
Prêmios
- Vencedor do prêmio Aquisição Canal Brasil, da 11ª Mostra de Cinema Tiradentes, em janeiro de 2008,
- Melhor curta-metragem (documentário) do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, entregue no Rio de Janeiro em abril de 2008.




Drummond.
Filme: O gerente 
Baseado no conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, uma das obras primas do poeta, “O Gerente
Sinopse: Com uma história que prima pela simplicidade, o filme narra os casos de um gerente de banco (Ney Latorraca), que escandaliza a sociedade dos anos 1950 pela mania de morder o dedo mínimo de mulheres.
Ficha técnica
Ano/país: 2010, Brasil
Duração: 81 min.
Formato: longa-metragem, ficção, cor, betacam.
Direção: Paulo Cezar Saraceni
Produtora: Mapa Filmes do Brasil
Elenco: tem como protagonistas Ney Latorraca, Ana Maria Nascimento Silva e Joana Fomm. Traz também no elenco nomes como Othon Bastos, Nildo Parente, Paulo Cesar Pereio, Letícia Spiller, Simone Spoladore, Maria Lúcia Dahl, Djin Sganzerla, Nelson Xavier, Adriana Bom-Bom e uma participação especial de Pedro Drummond, neto do poeta Carlos Drummond de Andrade.



Filme: Consideração do poema
Produzido pelo IMS para a comemoração do Dia D, o filme apresenta um panorama da obra poética de Drummond a partir de leituras de expoentes da cultura brasileira. Chico Buarque, Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto se juntam a Fernanda Torres e Marília Pêra. Milton Hatoum, Antonio Cícero e Davi Arrigucci Jr. se unem a Drauzio Varella, Cacá Diegues e Laerte. O filme é o cartão de visitas do Dia D e traduz a grandeza da obra de Drummond, capaz de aproximar os mais expressivos segmentos da produção artística brasileira.


"O caminho é mais importante do que a caminhada."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

DOCUMENTÁRIO
O Fazendeiro do Ar, de Fernando Sabino

"Esperança é a planta que germina, mesmo não semeada."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

Dolores Dutra de Moraes(esposa), Maria Julieta(filha)
 e Carlos Drummond de Andrade.

"O mar tem a magnificência, a crueldade e a indiferença dos imperadores da Antiguidade."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

Estátua de Drummond, na praia de Copacabana - Rio de Janeiro

ALGUNS POEMAS SELECIONADOS DE DRUMMOND


Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
- Carlos Drummond de Andrade, em "O corpo". 


Ruas
Charge (...), de Americo Conte.
Por que ruas tão largas?
Por que ruas tão retas?
Meu passo torto
foi regulado pelos becos tortos
de onde venho.
Não sei andar na vastidão simétrica
implacável.
Cidade grande é isso?
Cidades são passagens sinuosas
de esconde- esconde
em que as casas aparecem-desaparecem
quando bem entendem
e todo mundo acha normal.
Aqui tudo é exposto
evidente
cintilante. Aqui
obrigam-me a nascer de novo, desarmado.
- Carlos Drummond de Andrade, em "Boitempo", 1968.


II - Sagração
Rocinante
pasta a erva do sossego.

A Mancha inteira é calma.
A chama oculta arde
nesta fremente Espanha interior.
Dom Quixote, Portinari (1960

De giolhos e olhos visionários
me sagro cavaleiro
andante, amante
de amor cortês a minha dama,
cristal de perfeição entre perfeitas.

Daqui por diante
é girar, girovagar, a combater
o erro, o falso, o mal de mil semblantes
e recolher, no peito em sangue,
a palma esquiva e rara
que há de cingir-me a fronte
por mão de Amor-amante.

A fama, no capim
que Rocinante pasta,
se guarda para mim, em tudo a sinto,

sede que bebo, vento que me arrasta.
- Carlos Drummond de Andrade, em "As impurezas do branco". São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 67.


DRUMMOND E AMIGOS
Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade e o compositor Antonio Carlos Jobim, 1973
foto: Acervo Jobim Music

Drummond Gustavo Capanema; entre os dois, Rodrigo Mello Franco de Andrade,
Secretário do Patrimônio Histórico Nacional, Rio de Janeiro, 1942.

Carlos Drummond de Andrade e Afonso Arinos
“A melhor poesia é sempre uma súmula cultural. A poesia de Drummond articula um protótipo do mundo moderno — o gauche. Aí está o sentimento de uma região, de um país e o sentimento do mundo. Aí o problema central é o tempo: o crescimento e o desgaste do personagem, e a obra que resta ao final. A obra como resíduo vital que permanece, uma construção entre ruínas.”
- Affonso Romano de Sant’Anna, em "Um protótipo do homem moderno".


Sérgio Buarque de Holanda, José Olympio, Jorge Amado, José Lins do Rego,
Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade.
por Baptistão Caricaturas

“Carlos Drummond de Andrade já é, como poeta, ficcionista. As suas composições em verso nunca se afastam por completo do desenho que as coisas apresentam aos olhos dos que as contemplam sem outra idéia que não seja vê-las no seu próprio desenho. Um poeta no mundo, um poeta no tempo, um poeta no espaço, um poeta na realidade — eis o poeta que o poeta de Alguma Poesia em verdade é.”
- João Gaspar Simões, O Contista.



Carlos Drummond de Andrade e Lygia Fagundes Telles.

MANUSCRITOS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE






"A religião ocupa espaço infinito dentro do homem, sem que este perca as limitações humanas."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

Casa onde nasceu o poeta Carlos Drummond de Andrade - Itabira/MG

"A culinária é a arte de fazer obras-primas que logo se desfazem."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


Arquivo N "Carlos Drummond de Andrade", Globo News.



"Entre o amor e outro, é aconselhável um pouco de respiração."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, PENSOU EM DESTRUIR OS POEMAS QUE O REVELARIAM PARA O PAÍS
Em carta a Mário de Andrade em 1926, escreveu: "Não me sinto capaz de grandes coisas, por isso também não sinto dificuldade em renunciar a executá-las. E não me queira mal, se um dia eu te escrever que rasguei o meu caderno de versos."
Com a ternura habitual, o amigo passou-lhe um pito. "Isso você não tem direito de fazer e seria covardia. Você pode ficar pratiquíssimo na vida se quiser, porém não tem direito de rasgar o que já não é mais só seu, que você mostrou pros amigos e eles gostaram. (...) Eu quero uma cópia de todos os seus versos pra mim. Quero e exijo, é claro.", disse Mário.
Quatro anos depois, em maio de 1930, saiu "Alguma Poesia", o primeiro livro de Drummond, aberto com o "Poema de Sete Faces" ("Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida").
Trazia ainda "No Meio do Caminho", "Quadrilha" ("João amava Teresa que amava Raimundo") e outros 51 poemas.
A correspondência entre Drummond e Mário de Andrade começou em 1924, quando o primeiro era um jovem de 21 anos com pretensões literárias e o outro, o escritor já conhecido devido Semana de 22.
Ao longo da vida dos dois poetas, foram trocadas setenta cartas, um rico e encantador tesouro deixado por ambos que é um presente raro e curioso, afinal, cartas são intimas e pessoais, mas não é possível evitar a leitura dessas verdadeiras obras literárias.
:: Fonte: Folha de São Paulo. 22/05/2010, por Fabio Victor.



"Viajar é um prazer que nem sempre se saboreia em viagem."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.


VÍDEO-POEMAS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
José, de Drummond, recitado por Paulo Autran


Resíduo, de Carlos Drummond de Andrade, recitado por Paulo Autran.

O Mito, de Carlos Drummond de Andrade recitado por ele.

Quadrilha, de Drummond, recitado por Paulo Autran

No meio do caminho tinha uma pedra, de Drummond
recitado por Paulo Autran

Boitempo, de Carlos Drummond de Andrade recitado por ele.

Sentimento do Mundo, de Drummond, recitado por ele.

Confidência do Itabirano, de Drummond, recitado por ele.



Amar, de Carlos Drummond de Andrade, recitado por Paulo Autran.

Quero, de Carlos Drummond de Andrade, recitado por Paulo Autran.



Infância, de Carlos Drummond de Andrade recitado por ele.



Memória, de Carlos Drummond de Andrade recitado por ele.

Campo de Flores, de Carlos Drummond de Andrade,
 recitado Paulo Autran.


A filha Maria Julieta, a esposa Dolores e Carlos Drummond de Andrade


MOEDA COMEMORATIVA DO CENTENÁRIO DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
O escritor Carlos Drummond de Andrade ocupa lugar de destaque na literatura nacional, à qual legou uma obra de valor inestimável, marcada pela relevância intelectual e riqueza humana. 
Nascido em Itabira, Minas Gerais, Drummond se consagrou por meio de uma vitoriosa carreira literária, somente interrompida em 1987, com seu falecimento aos 84 anos. A obra de Drummond constitui parte importante do acervo cultural brasileiro, e segue ocupando papel significativo na vida cultural do país.
 Em face do seu alcance universal, a poesia de Drummond é também veículo de difusão da cultura nacional no exterior, já que o escritor tem livros publicados em diversas línguas.
Descrição: O anverso apresenta a autocaricatura de Drummond e a legenda "Carlos DRUMMOND de Andrade 1902 - 2002". 
MCcdaouro
E o reverso da moeda de ouro traz a efígie do poeta, ladeada por ilustração de caneta bico-de-pena, onde se lê o valor facial (20 reais) e pela legenda "BRASIL".
Ano: 2002
Criação e modelagem: Luciano Dias de Araújo e Katia Dias
Fabricação: Casa da Moeda do Brasil
"... a solidão em si é muito relativa. Uma pessoa que tem hábitos intelectuais ou artísticos, uma pessoa que gosta de música, uma pessoa que gosta de ler nunca está sozinha. Ela terá sempre uma companhia: a companhia imensa de todos os artistas, todos os escritores que ela ama, ao longo dos séculos.”
- Carlos Drummond de Andrade, trecho da última entrevista. in: "O suplemento Idéias", do Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987.


MEMORIAL CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Inaugurado em 31 de outubro de 1998 e localizado em um dos pontos mais altos de Itabira, de onde se tem uma visão privilegiada de toda cidade, o Memorial conta a história do poeta.
Memorial Carlos Drummond de Andrade
Com o projeto desenvolvido por Oscar Niemeyer, grande amigo do poeta, o Memorial, por si só, já é uma obra de arte que merece ser visitada. Abriga um grande acervo sobre a vida de Drummond, doados pela Fundação Cultural do Banco do Brasil, pela biblioteca da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, familiares e amigos. Fazem parte do acervo a primeira máquina de datilografia do poeta-cronista; uma coleção de cartas, recebidas de grandes autores e familiares; prêmios literários e obras de artes feitas em sua homenagem.
A estrutura do Memorial ocupa uma área de dois mil metros quadrados. No local encontra-se sala de projeção, galeria de exposição, sala de pesquisa e estudo, banheiros e cantina.
Contato
Telefone: (31) 3835-2156
Horário de funcionamento: De terça a sexta-feira, das 9h às 18h. 
Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 16h30h.
Informações: Viva Itabira


DIA “D” - DIA DE DRUMMOND
Espalhe-se a idéia, tão simples quanto ambiciosa: transformar o dia 31 de outubro, data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, num dia de grande comemoração.
Nas escolas, universidades, livrarias, bares, museus, TVs, rádios, centros culturais e mesmo em solidão, não importa onde e como, que todos se lembrem de festejar Drummond e a sua poesia.
Um outro dia D, para apagar a guerra e saudar a liberdade, a imaginação, a aliança entre os homens de boa palavra.
Dia de festa, para a qual outros poetas devem ser convidados, claro. D é dia de todos, dia dado de bom grado por aquele que nos deu A rosa do povo, Claro enigma, A vida passada a limpo e tantas outras maravilhas.
Site IMS/Drummond: Dia D 31.12


ACERVO CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
O Acervo Carlos Drummond de Andrade encontra-se no Instituto Moreira Salles desde de fevereiro de 2011.
Compõe-se de livros, periódicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre a obra do titular, fotos, correspondência, documentação pessoal, contratos de edição, prestação de contas de editoras, recortes de jornal, catálogos de exposições, postais, fichas bibliográficas e relatórios.
Local: Instituto Moreira Salles - IMS
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Tel.: (21) 3284-7400 / 3206-2500. Site Oficial: IMS


"Pedimos conselho para nos certificarmos de que devemos agir em sentido contrário."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.




Drummond, por Rice
REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA

Fotos e imagens
:: Acervo de família
:: Acervo Fundação Casa Rui Barbosa
:: Arquivo Lelia Coelho Frota
:: Internet
:: Livros diversos do e sobre o autor
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Esta pagina contou com colaboração especial da minha filha Gabriela Fenske Feldkircher.


"Vida, aprendizado sem conclusão de curso."
 Carlos Drummond de Andrade, em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.

© Direitos reservados ao autor/e ou ao seus herdeiros

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Carlos Drummond de Andrade - um poeta de alma e ofício. Templo Cultural Delfos, novembro/2011. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 26.5.2015.


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5 comentários:

  1. MARAVILHOSO POETA, ME SINTO PRÓXIMO A UMA ARQUITETURA SUPER LAPIDADA!

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    1. Obrigada Valter, fico contente que tenhas gostado.
      Volte sempre!
      Abraços

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  2. Acabo de perder...ou melhor...certamente ganhar...mais de uma hora de divertimento extasiado, frente a coisas inéditas que contrariam minha convicção de já ter visto tudo de Drummond...parabéns pela reunião bem organizada e forma extremamente prazeirosa de tocar nesta alma especial...obrigado...

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