T. S. Eliot - o mago metafísico

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"A poesia não é um modo de libertar a emoção, mas uma fuga da emoção; não é uma expressão da própria personalidade, mas uma fuga da personalidade."
- T. S. Eliot, no ensaio "Tradição e talento individual".


Thomas Stearns Eliot (T. S. Eliot) nasceu em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, a 26 de setembro de 1888, e faleceu em Londres, com 76 anos de idade, a 4 de janeiro de 1965. Descendentes de emigrantes ingleses que, em meados do século XVIII, se estabeleceram em Massachusetts, Nova Inglaterra, os Eliot estiveram desde sempre fundamente vinculados às tradições da Igreja Unitária, destacando-se ainda por sua intensa atividade cultural. O mais notável dentre tais antepassados foi o Rvdo. Andrew Eliot ( 1718-78), ministro da Igreja Congregacionalista e quase reitor da Universidade de Harvard, cargo que não assumiu por deliberação voluntária. Cerca de dois séculos transcorreram até que o primeiro dos Eliot se transferisse para o Missouri. Foi ele o Rvdo. William Greenleaf Eliot (1811-87), avô do poeta e fundador da Igreja Unitária de St. Louis, bem como da Universidade de Washington, de que se tornou depois presidente. William Greenleaf distinguiu-se ainda por seu papel na Guerra de Secessão, quando pugnou pelos ideais federativos dos Estados do Norte, e pelos diversos opúsculos didático-morais que publicou.
Henry Ware Eliot e Charlotte Chauncey Stearns, pais do poeta, casaram-se em 1868. Henry Ware diplomou-se pela Universidade de Washington, mas acabou por dedicar quase toda a sua vida aos interesses industriais da família, tendo chegado inclusive à presidência da Hydraulic Press Brick Company of St. Louis. A mãe, de rica família pertencente à aristocracia mercantil de Boston, era mulher intelectualmente dotada, possuidora de boa cultura humanística e de algum pendor literário. De sua autoria, aliás, são um estudo biográfico do sogro e um longo poema, também de caráter biográfico, sobre Savonarola. Thomas Stearns Eliot é o sétimo e último filho desse matrimônio.
Serpente de lama e fúrias ancestrais, o Rio Mississippi corre veloz rente à face leste de St. Louis, a principal cidade do Estado de Missouri e um dos maiores centros industriais do Middle East norte-americano. Aí viveu Eliot sua infância e grande parte da juventude, aprendendo os segredos e mistérios do grande rio. Ainda em St. Louis, realizou seus primeiros estudos na Academia Smith, concluindo-os em Massachusetts, na Academia Milton. Em 1906, aos 18 anos de idade, seguiu para Boston a fim de iniciar sua formação universitária em Harvard. Nesse tradicional estabelecimento de ensino superior - o mais antigo e influente dos Estados Unidos -, Eliot consagrou-se aos estudos literários e, sobretudo, filosóficos, sob a orientação de alguns ilustres mestres, entre os quais Irving Babbitt e George Santayana. Já por esse tempo era grande a sua atividade no setor das letras não só como poeta, mas também na qualidade de um dos editores da revista universitária The Harvard Advocate, onde publicou alguns trabaIhos e em cuja redação conheceu Conrad Aiken, desde então seu amigo e admirador, além de responsável pela apresentação do autor de The Waste Land ao poeta e crítico Ezra Pound, quando de uma visita que ambos fizeram a Londres em 1914. Esse encontro com Pound teria decisiva influência na vida e na carreira literária de Eliot, para quem o poeta de The Cantos era, além de il miglior fabbro, "um crítico maravilhoso, porque não transformava a obra alheia numa imitação dele mesmo." O acesso, ainda que breve e superficial, à correspondência de Pound permite-nos concluir, aliás, o quanto foi vertical e benéfica sua intervenção em alguns dos manuscritos de Eliot, sobretudo no de The Waste Land, que constitui uma verdadeira aula de poética. Ainda que em pólo totalmente distinto, é também curioso observar - como atestam depoimentos de alguns de seus contemporâneos em Harvard, entre os quais Stuart Chase e Walter Lippmann -, que, já nessa época, Eliot se distinguia pelo fato de comportar-se como "um inglês em tudo e por tudo, a não ser pelo sotaque e pela nacionalidade". Era como se o poeta já trouxesse dentro de si as matrizes espirituais e culturais de sua futura cidadania britânica e de seu visceral anglicismo.
T. S. Eliot - foto: Lee Miller
 Após diplomar-se em letras clássicas por Harvard, em 1909, Eliot rumou a Paris, estagiando por um ano (1910-11) na Sorbonne, onde realizou os cursos de língua e literatura francesas (então sob a direção de Alain-Fournier) e de filosofia contemporânea. De volta a Harvard, retomou seus estudos filosóficos e lingüístico-filológicos, com ênfase particular em questões de literatura sânscrita e de filologia indiana, o que o ocupou de 1911 a 1913. Pouco depois, obtinha o título de doutor em filosofia, com teses sobre o pensamento do idealista inglês Francis Herbert Bradley e de A. von Meinong. Nunca, porém, chegaria a colar grau, e são dele as palavras de que suas teses apenas lograram aceitação "porque eram ilegíveis". De 1913 a 1914, ainda em Harvard, Eliot serviu como assistente do curso de filosofia e, durante o verão de 1914, esteve de visita à Alemanha. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, partiu para Londres e, depois, para Oxford, onde passou todo o inverno dedicado às pesquisas filosóficas como lector do Merton College.
O ano de 1915 marca o aparecimento do primeiro poema importante de Eliot, "The Love Song of John Alfred Prufrock", publicado na revista Poetry, de Chicago, e posteriormente incluído por Ezra Pound em sua Catholic Anthology. É também durante esse ano que o poeta se casa com Vivienne Haigh-Wood, da sociedade londrina. A seguir, exerce as funções de professor no Highgate College, pequena escola para crianças situada nos arredores de Londres, onde, segundo seu próprio depoimento, lecionou "latim, francês, matemáticas elementares, desenho, natação, geografia, história e beisebol". Abandonou o magistério para empregar-se no Lloyds Bank Ltd., de Londres, e, de 1917 a 1919, foi editor-assistente do Egoist, além de assíduo colaborador de outras publicações literárias, entre as quais The Athenaeum, então dirigido por J. Middleton Murry, e até mesmo de periódicos especializados em política e economia bancárias, como a Lloyds Bank Economic Review. Ainda em 1917 publicaria o seu primeiro volume de versos: Prufrock and other Observations. Um ano depois, devido à falta de condições físicas, Eliot viu-se desobrigado do serviço militar que teria de cumprir na Marinha dos Estados Unidos. Com isso, rompia-se mais um elo da cadeia que o mantinha ligado às exigências da vida pública norte-americana. A partir daí, estreitam-se seus vínculos com a Inglaterra, e o poeta resolve fixar residência em Londres, onde já estabelecera sólidas relações nos meios literários e editoriais.
Em 1920, um ano após a publicação de um pequeno estudo sobre Ezra Pound, his Metric and Poetry, aparece The Sacred Wood, coletânea que reúne alguns de seus melhores textos críticos da juventude, e, transcorridos dois anos do lançamento desta última, The Waste Land, obra de decisiva importância para a formação da mentalidade poética contemporânea e que o consagra como um dos expoentes da literatura de língua inglesa deste século. Outro fato de grande significação em 1922 - o mesmo ano, aliás, da publicação do Ulysses, de James Joyce - foi o aparecimento de The Criterion, revista trimestral de literatura e filosofia criada pelo poeta e que, por cerca de 17 anos, desempenhou relevante papel nos círculos artísticos e culturais europeus, somente deixando de ser editada às vésperas da Segunda Guerra Mundial, por decisão exclusiva de seu fundador. The Criterion abre a Eliot as portas dos negócios editoriais, e já em 1923 ei-lo guindado à diretoria da Faber & Faber, à frente da qual se manteve até a morte. Como editor, terá sido ele menos um homem de empresa do que um patrono das vanguardas literárias de língua inglesa, que lhe deverão para sempre o reconhecimento e o incentivo às suas pesquisas estético-formais.
T. S. Eliot - foto: (...)
Em 1927, Eliot adota finalmente a cidadania inglesa, proclamando-se no ano seguinte, através de sua famosa declaração, "an Anglo-Catholic in religion, a classicist in literature, and a royalist in politics". Após 18 anos de ausência, retorna aos Estados Unidos, a convite da Universidade de Harvard, para ministrar o ciclo de conferências "Charles Eliot Norton" (1932-33). Posteriormente, voltaria por diversas vezes a seu país de origem, ora em simples visita, ora por motivos de caráter estritamente cultural. Em 1957, dez anos depois de haver perdido a esposa, Eliot contrai novas núpcias com Valerie Fletcher, sua..jovem secretária na Faber & Faber, em companhia da qual viverá os últimos anos de vida, cada vez mais recolhido à intimidade de sua pequena residência no bairro londrino de Kensington.
Entre os títulos honoríficos, diplomas, condecorações e comendas outorgados ao autor dos Four Quartets, contam-se, além dos já citados: Doutor em Filosofia pela Universidade de Cambridge, Doutor Honoris Causa pelas universidades de Princeton e de Yale, Ordem do Mérito do Império Britânico e Prêmio Nobel de Literatura, ambos em 1948, Medalha de Ouro de Dante, Cruz de Comendador das Artes e Letras, Prêmio Goethe (1954) e Medalha da Amizade dos Estados Unidos da América (1964).
A obra poética de Eliot compreende uma produção que se estende de 1909 até pouco antes de sua morte, período em que apenas ocasionalmente cultivou ele o verso e que se caracteriza por uma escassa e já esporádica atividade, da qual resultaram três coletâneas que pouco acrescentam à sua obra anterior: os Occasional Verses, incluídos nos Collected Poems 1909-1962; The Cultivation of the Christmas Trees (1954); e, fìnalmente, os Poems Written in Early Youth, cuja publicaçâo já é póstuma. Dentre os mais importantes poemas ou coletâneas poéticas do autor, figuram: "The Love Song of J. Alfred Prufrock", "Portrait of a Lady", "Preludes" e "Conversation Galante", de Prufrock and other Observations ( 1917) ; "Gerontion", "Sweeney Erect" e "Sweeney among the Nightingales", de Poems (1920); The Waste Land (1922); The Hollow Men (1925); Ash-Wednesday (1930); Ariel Poems e Unfinished Poems, ambos incluídos nos Collected Poems 1909-1935 (1936); The Rock (1934); e, finalmente, os Four Quartets (1943). Cumpre citar ainda as fantasias humorísticas que, em 1939, publicou Eliot sob o título de Old Possum's Book oj Practical Cats, que não integram este volume. A produção poética de T. S. Eliot foi por quatro vezes reunida: Selected Poems 1909-1925 (1925), Collected Poems 1909-1935 (1936), Collected Poems 1909-1953 (1954) e Collected Poems 1909-1962 (1963).
::Fonte: ELIOT, T. S..  Poesia. [tradução, introdução e notas Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 8ª ed., 1981. (traduzido do original Collected Poems 1909-1962).


 
T.S. Eliot [National Portrait Gallery]
OBRA
Works in English
:: Prufrock and Other Observations. London: Egoist, 1917.
:: Ezra Pound: His Metric and Poetry. New York: Knopf, 1918.
:: Poems. Richmond, Surrey: The Hogarth Press, 1919.
:: Ara vos prec. London: Ovid Press, 1920. – Revised as Poems. New York: Knopf, 1920.
:: The sacred wood: essays on poetry and criticism. London: Methuen, 1920.
:: The waste land. New York: Boni & Liveright, 1922.
:: Homage to John Dryden: three essays on poetry of the seventeenth century.  London: The Hogarth Press, 1924
:: Poems 1909–1925. London: Faber & Gwyer, 1925.
:: Journey of the Magi. London: Faber & Gwyer, 1927.
:: Shakespeare and the stoicism of Seneca. London: Oxford University Press, 1927.
:: A Song for Simeon.  London: Faber & Gwyer, 1928.
:: For Lancelot Andrewes: essays on style and order. London: Faber & Gwyer, 1928.
:: Dante. London: Faber, 1929.
:: Animula. London: Faber, 1929.
:: Ash-Wednesday.  New York: Fountain Press, 1930; London: Faber, 1930.
T. S. Eliot, by Powys Evans, late 1927.
[From Valerie Eliot's collection]
:: Marina. London: Faber, 1930.
:: Thoughts after Lambeth.  London: Faber, 1931.
:: Triumphal march. London: Faber, 1931.
:: Charles Whibley: a memoir.  London: Oxford University Press, 1931.
:: Selected Essays 1917–1932. London: Faber, 1932; New York: Harcourt, Brace, 1932;
:: John Dryden: the poet, the dramatist, the critic. New York: Terence & Elsa Holliday, 1932.
:: Sweeney agonistes: fragments of an Aristophanic melodrama.  London: Faber, 1932.
:: The use of poetry and the use of criticism: studies in the relation of criticism to poetry in england.  London: Faber, 1933; Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1933.
:: After strange gods: a primer of modern heresy.  London: Faber, 1934; New York: Harcourt, Brace, 1934.
:: The rock: a pageant play. London: Faber, 1934; New York: Harcourt, Brace, 1934.
:: Elizabethan essays. London: Faber, 1934. – Revised as Essays on Elizabethan Drama. – New York: Harcourt, Brace, 1956; – republished as Elizabethan Dramatists. – London: Faber, 1963.
:: Words for music. Bryn Mawr, Pa.: Privately printed, 1934.
:: Murder in the Cathedral. London: Faber, 1935; New York: Harcourt, Brace, 1935.
:: Essays ancient & modern. London: Faber, 1936; New York: Harcourt, Brace, 1936.
:: Collected poems 1909–1935. London: Faber, 1936; New York: Harcourt, Brace, 1936.
:: The family reunion. London: Faber, 1939; New York: Harcourt, Brace, 1939.
:: Old possum's book of practical cats. London: Faber, 1939; New York: Harcourt, Brace, 1939.
:: The idea of a christian society. London: Faber, 1939; New York: Harcourt, Brace, 1940.
:: East Coker.  London: Faber, 1940.
:: Burnt Norton. London: Faber, 1941.
:: Points of view. [edited by John Hayward]. London: Faber, 1941.
:: The dry salvages. London: Faber, 1941.
:: The classics and the man of letters. London, New York & Toronto: Oxford University Press, 1942.
:: The music of poetry. Glasgow: Jackson, Son, Publishers to the University, 1942.
:: Little gidding. London: Faber, 1942
:: Four quartets. New York: Harcourt, Brace, 1943; London: Faber, 1944.
:: Reunion by destruction. London: Pax House, 1943.
:: What Is a classic?. London: Faber, 1945.
:: A practical possum. Cambridge, Mass.: Harvard Printing Office & Department of Graphic Arts, 1947.
:: On poetry. Concord, Mass.: Concord Academy, 1947.
:: Milton. London: Geoffrey Cumberlege, 1947.
:: A sermon. Cambridge: Cambridge University Press, 1948.
:: Selected poems. – Harmondsworth, U.K.: Penguin/Faber, 1948; New York: Harcourt, Brace & World, 1967.
:: Notes towards the definition of culture. London: Faber, 1948; New York: Harcourt, Brace, 1949.
:: From Poe to Valéry. New York: Harcourt, Brace, 1948.
:: The undergraduate poems of T. S. Eliot.  Cambridge, Mass., 1949.
:: The aims of poetic drama. London: Poets' Theatre Guild, 1949.
:: The cocktail party. London: Faber, 1950; New York: Harcourt, Brace, 1950.
:: Poems written in early youth.  Stockholm: Privately printed, 1950; London: Faber, 1967; New York: Farrar, Straus & Giroux, 1967.
:: Poetry and drama. Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1951; London: Faber, 1951.
:: The Film of Murder in the Cathedral / T.S. Eliot and George Hoellering. London: Faber, 1952; New York: Harcourt, Brace, 1952.
:: The Value and use of cathedrals in England Today. Chichester: Friends of Chichester Cathedral, 1952.
:: An Address to members of the London Library. – London: London Library, 1952; Providence, R.I.: Providence Athenaeum, 1953.
:: The complete poems and plays.  New York: Harcourt, Brace, 1952.
:: American Literature and the american language. St. Louis: Department of English, Washington University, 1953.
T S Eliot, drawn by William Rothenstein in 1928
:: The three voices of poetry. Cambridge: Cambridge University Press, 1953; New York: Cambridge University Press, 1954.
:: The confidential clerk. London: Faber, 1954; New York: Harcourt, Brace, 1954.
:: Religious drama: mediaeval and modern.  New York: House of Books, 1954.
:: The cultivation of christmas trees. London: Faber, 1954; New York: Farrar, Straus & Cudahy, 1956.
:: The literature of politics. London: Conservative Political Centre, 1955.
:: The frontiers of criticism. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1956.
:: On poetry and poets.  London: Faber, 1957; New York: Farrar, Straus & Cudahy, 1957.
:: The Elder Statesman.  London: Faber, 1959; New York: Farrar, Straus & Cudahy, 1959.
:: Geoffrey Faber 1889–1961. London: Faber, 1961.
:: Collected plays. – London: Faber, 1962.
:: George Herbert. London: Longmans, 1962.
:: Collected poems 1909–1962. London: Faber, 1963; New York: Harcourt, Brace & World, 1963.
:: Knowledge and experience in the philosophy of F. H. Bradley.  London: Faber, 1964; New York: Farrar, Straus, 1964
:: To criticize the critic and other writings. London: Faber, 1965; New York: Farrar, Straus & Giroux, 1965
:: The Waste Land: A Facsimile and Transcript of the Original Drafts Including the Annotations of Ezra Pound. [edited by Valerie Eliot]. London: Faber, 1971; New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1971.
:: Selected Prose of T.S. Eliot. [edited by Frank Kermode]. London: Faber, 1975; New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1975
:: The Varieties of Metaphysical Poetry: The Clark Lectures at Trinity College, Cambridge, 1926, and the Turnbull Lectures at the Johns Hopkins University, 1933. [edited by Ronald Schuchard]. – London: Faber, 1993; New York: Harcourt Brace, 1994.
:: Inventions of the March Hare: poems, 1909–1917. [edited by Christopher Ricks]. London: Faber, 1996; New York: Harcourt Brace, 1996.
:: The Waste Land: authoritative text, contexts, criticism. – Norton Critical Edition. [edited by Michael North]. New York: Norton, 2001.
:: The Annotated Waste Land, with T.S. Eliot's contemporary prose. [edited by Lawrence Rainey]. New Haven: Yale University Press, 2005.
:: The letters of T.S. Eliot. Vol. 1, 1898-1922. [edited by Valerie Eliot]. London: Faber.  1988.
:: The letters of T.S. Eliot. Vol. 2, 1923-1925. [edited by Valerie Eliot and Hugh Haughton].  London: Faber, 2009.
:: The Letters of T. S. Eliot. Vol. 3, 1926-1927. [edited by Valerie Eliot and Hugh Haughton]. London: Faber,2012.
:: The Letters of T. S. Eliot. Vol. 4, 1928-1929. [edited by Valerie Eliot and Hugh Haughton]. London: Faber, 2012.


"Esse sentido histórico, que é o sentido tanto do atemporal quanto do temporal e do atemporal e do temporal reunidos, é que torna um escritor tradicional. E é isso que, ao mesmo tempo, faz com que um escritor se torne mais agudamente consciente do seu lugar no tempo, de sua própria contemporaneidade."
- T. S. Eliot, no ensaio "Tradição e talento individual". do livro: ELIOT, T.S. Ensaios. [tradução de Ivan Junqueira]. São Paulo: Art, 1989, p. 39.


OBRA DE T. S. ELIOT PUBLICADA NO BRASIL
:: A essência da poesia: estudos e ensaios.T. S. Eliot. [introdução Affonso Romano de Sant’Anna; tradução Maria Luiza Nogueira]. Rio de Janeiro: Arte Nova, 1972.
:: Crime na catedral (murder in the cathedral) e Quatro quartetos (Four quartets). T. S. Eliot. [tradução de Maria da Saudade Cortesão e Oswaldino Marques; estudo introdutivo de Francis Scarfe; ilustrações de carzou]. (coleção dos prêmios nobel de literatura). Rio de Janeiro: Delta, 1966, 204p. il.
T. S. Eliot - foto: (...)
:: De poesia e poetas. T. S. Eliot. [tradução e prólogo Ivan Junqueira]. São Paulo: Brasiliense, 1991.
:: Ensaios. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas Ivan Junqueira]. São Paulo: Art Editora, 1989. (Menção honrosa do Prêmio Jabuti, 1990).
:: Notas para uma definição de cultura. T. S. Eliot. [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1988.
:: Notas para uma definição de cultura. T. S. Eliot. [tradução Fernando de Castro Ferro]. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1965, 125p.
:: Notas para a definição de cultural. T. S. Eliot. [tradução Eduardo Wolf]. Coleção: Abertura Cultural. São Paulo: Editora É Realizações, 2012, 144p.
:: O livro dos gatos. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas de Ivo Barroso]. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. (Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 1992).
:: Os gatos. T. S. Eliot. [tradução Ivo Barroso; ilustrações Axel Scheffler]. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010, 112p.
:: Poemas - 1910-1930. T. S. Eliot. [tradução Idelma Ribeiro de Lima]. São Paulo: Hucitec, 1980.
:: Poesia completa. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas Ivan Junqueira]. Edição bilíngüe. São Paulo: Arx, 2004. (Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 2005).
:: Poesia. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 8ª ed., 1981.
:: Quatro quartetos. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.
:: Teatro completo. T. S. Eliot. [tradução, introdução e notas de Ivo Barroso]. São Paulo: Arx, 2004. (Prêmio de tradução, da Academia Brasileira de Letras, 2005).
:: A Terra Devastada e os Homens Ocos.  T.S. Eliot. [tradução Thiago de Mello]. Edição bilingue. Santiago do Chile: fora de comércio, 1964.


“Quando se aplica o termo “cultura” à manipulação de organismos inferiores – à obra do bacteriologista, ou do agriculturalista – o significado é bastante claro, pois é possível alcançar unanimidade com respeito aos objetivos a atingir, e podemos concordar quando os atingimos ou não. Quando é aplicado à melhoria da mente e do espírito humanos – estamos menos aptos a concordar com o que é a cultura.”
- T. S. Eliot, em "Notas para uma definição de Cultura". [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1988.


T. S. ELIOT PUBLICADO EM PORTUGAL
T. S. Eliot - foto: (...)
:: A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock. T. S. Eliot. [tradução de João de Almeida Flor]. Edição bilingue. Lisboa: Assírio & Alvim, 1985.
:: A terra devastada (The waste land). T. S. Eliot. [prefácio e tradução Gualter Cunha]. Edição bilíngue. Lisboa: Relógio D´Água, 1999.
:: A terra sem vida. T. S. Eliot. [tradução Maria Amélia Neto]. Lisboa: Edições Ática, 2ªed., 1984, 72p.
:: Assassínio na Catedral. T. S. Eliot. [tradução José Blanc Portugal]. Lisboa: Delfos, 1959, 132p.
:: Coros - de 'A Rocha'. T. S. Eliot. [tradução ...?; comentários Piero Bigongiari e Davide Rondoni]. Coimbra: Tenacitas, 2014, 172p.
:: Ensaios escolhidos. T. S. Eliot. [tradução Maria Adelaide Ramos]. Lisboa: Edições Cotovia, 1992, 288p.
:: O livro dos gatos (Old Possum's Book of Practical Cats) . T. S. Eliot. [tradução João Almeida Flor; ilustração Axel Scheffler]. Lisboa: Edição Nova Vega, 2003, 72p.
:: O livro dos gatos (Old Possum's Book of Practical Cats). T. S. Eliot. [tradução de João Almeida Flor; ilustrações Nicolas Bentley]. Lisboa: Editora Caravela, 1992.
:: Quatro quartetos (Four quartets). T. S. Eliot. [tradução de Maria Amélia Neto]. Edição bilíngue. Lisboa: Edições Ática, 1970; 3ª ed., 1983, 83p.


"O objetivo do poeta não é descobrir novas emoções, mas utilizar as corriqueiras e, trabalhando-as no elevado nível poético, exprimir sentimentos que não se encontram em absoluto nas emoções como tais"
- T. S. Eliot, em "Tradição e talento individual". In.: ELIOT, T. S.. Ensaios. [tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira]. São Paulo: Art Editora, 1989, p. 47.


T.S. Eliot (right) receiving the Nobel Prize for Literature, December 1948.

"(...)
Deixem-me dizer: GATO NÃO É CÃO
Por via de regra, o Cão de bom tom
sempre se dispõe a ser um palhaço,
não sabe fingir um ar afetado
e chega a perder toda a compostura,
deixa-se enganar com facilidade,
basta que lhe façam festas no pescoço
(...)
Que fique bem claro, volto a dizer:
Um Cão é um Cão - UM GATO É UM GATO!"
- T. S. Eliot, em "O livro dos gatos". [tradução de João Almeida Flor]. Lisboa: Editora Caravela, 1992.

 
T.S.Eliot - [Hulton-Deutsch Collection-CORB]


POEMAS ESCOLHIDOS
[as traduções aqui publicadas são do português do Brasil e de Portugal]

A cançâo de amor de J. Alfred Prufrock
S'io credesse che mia risposta fosse
A persona che mai tornasse al mondo,
Questa fiamma staria senza piu scosse.
Ma perciocche giammai di questo fondo
Non torno vivo alcun, s'i'odo il vero,
Senza tema d'infamia ti rispondo.
- Dante Alighieri. Ladivina Commédia
Inferno, XXVII, 61-66 (N. do T.)

Thomas Stearns Eliot, em 1950
Sigamos então, tu e eu,
Enquanto o poente no céu se estende
Como um paciente anestesiado sobre a mesa;
Sigamos por certas ruas quase ermas,
Através dos sussurrantes refúgios
De noites indormidas em hotéis baratos,
Ao lado de botequins onde a serragem
Às conchas das ostras se entrelaça:
Ruas que se alongam como um tedioso argumento
Cujo insidioso intento
É atrair-te a uma angustiante questão . . .
Oh, não perguntes: "Qual?"
Sigamos a cumprir nossa visita.

No saguão as mulheres vêm e vão
A falar de Miguel Ângelo.

A fulva neblina que roça na vidraça suas espáduas,
A fumaça amarela que na vidraça seu focinho esfrega
E cuja língua resvala nas esquinas do crepúsculo,
Pousou sobre as poças aninhadas na sarjeta,
Deixou cair sobre seu dorso a fuligem das chaminés,
Deslizou furtiva no terraço, um repentino salto alçou,
E ao perceber que era uma tenra noite de outubro,
Enrodilhou-se ao redor da casa e adormeceu.

E na verdade tempo haver á
Para que ao longo das ruas flua a parda fumaça,
Roçando suas espáduas na vidraça;
Tempo haverá, tempo haverá
Para moldar um rosto com que enfrentar
Os rostos que encontrares;
Tempo para matar e criar,
E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos
Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;
Tempo para ti e tempo para mim,
E tempo ainda para uma centena de indecisões,
E uma centena de visões e revisões,
Antes do chá com torradas.

No saguão as mulheres vêm e vão
A falar de Miguel Ângelo.
E na verdade tempo haverá
Para dar rédeas à imaginação. "Ousarei" E . . "Ousarei?"
Tempo para voltar e descer os degraus,
Com uma calva entreaberta em meus cabelos
(Dirão eles: "Como andam ralos seus cabelos!")
- Meu fraque, meu colarinho a empinar-me com firmeza o
queixo,
Minha soberba e modesta gravata, mas que um singelo alfinete
apruma
(Dirão eles: "Mas como estão finos seus braços e pernas! ")
- Ousarei
Perturbar o universo?
Em um minuto apenas há tempo
Para decisões e revisões que um minuto revoga.

Pois já conheci a todos, a todos conheci
- Sei dos crepúsculos, das manhãs, das tardes,
Medi minha vida em colherinhas de café;
Percebo vozes que fenecem com uma agonia de outono
Sob a música de um quarto longínquo.
Como então me atreveria?

E já conheci os olhos, a todos conheci
- Os olhos que te fixam na fórmula de uma frase;
Mas se a fórmulas me confino, gingando sobre um alfinete,
Ou se alfinetado me sinto a colear rente à parede,
Como então começaria eu a cuspir
Todo o bagaço de meus dias e caminhos?
E como iria atrever-me?

E já conheci também os braços, a todos conheci
- Alvos e desnudos braços ou de braceletes anelados
(Mas à luz de uma lâmpada, lânguidos se quedam
Com sua leve penugem castanha!)
Será o perfume de um vestido
Que me faz divagar tanto?
Braços que sobre a mesa repousam, ou num xale se enredam.
E ainda assim me atreveria?
E como o iniciaria?

.......

Diria eu que muito caminhei sob a penumbra das vielas
E vi a fumaça a desprender-se dos cachimbos
De homens solitários em mangas de camisa, à janela
debruçados?

Eu teria sido um par de espedaçadas garras
A esgueirar-me pelo fundo de silentes mares.

.......

E a tarde e o crepúsculo tão .docemente adormecem!
Por longos dedos acariciados,
Entorpecidos . . . exangues . . . ou a fingir-se de enfermos,
Lá no fundo estirados, aqui, ao nosso lado.
Após o chá, os biscoitos, os sorvetes,
Teria eu forças para enervar o instante e induzi-lo à sua crise?
Embora já tenha chorado e jejuado, chorado e rezado,
Embora já tenha visto minha cabeça (a calva mais cavada)
servida numa travessa,
Não sou profeta - mas isso pouco importa;
Percebi quando titubeou minha grandeza,
E vi o eterno Lacaio a reprimir o riso, tendo nas mãos meu
sobretudo.
Enfim, tive medo.

E valeria a pena, afinal,
Após as chávenas, a geléia, o chá,
Entre porcelanas e algumas palavras que disseste,
Teria valido a pena
Cortar o assunto com um sorriso,
Comprimir todo o universo numa bola
E arremessá-la ao vértice de uma suprema indagação,
Dizer: "Sou Lázaro, venho de entre os mortos,
Retorno para tudo vos contar, tudo vos contarei."
- Se alguém, ao colocar sob a cabeça um travesseiro,
Dissesse: "Não é absolutamente isso o que quis dizer
Não é nada disso, em absoluto."

E valeria a pena, afinal,
Teria valido a pena,
Após os poentes, as ruas e os quintais polvilhados de rocio,
Após as novelas, as chávenas de chá, após
O arrastar das saias no assoalho
- Tudo isso, e tanto mais ainda? -
Impossível exprimir exatamente o que penso!
Mas se uma lanterna mágica projetasse
Na tela os nervos em retalhos . . .
Teria valido a pena,
Se alguém, ao colocar um travesseiro ou ao tirar seu xale às
pressas,
E ao voltar em direção à janela, dissesse:
"Não é absolutamente isso,
Não é isso o que quis dizer, em absoluto."

Não! Não sou o Príncipe Hamlet, nem pretendi sê-lo.
Sou um lorde assistente, o que tudo fará
Por ver surgir algum progresso, iniciar uma ou duas cenas,
Aconselhar o príncipe; enfim, um instrumento de fácil
manuseio,
Respeitoso, contente de ser útil,
Político, prudente e meticuloso;
Cheio de máximas e aforismos, mas algo obtuso;
As vezes, de fato, quase ridículo
Quase o Idiota, às vezes.

Envelheci . . . envelheci . . .
Andarei com os fundilhos das calças amarrotados.

Repartirei ao meio meus cabelos? Ousarei comer um
pêssego?
Vestirei brancas calças de flanela, e pelas praias andarei.
Ouvi cantar as sereias, umas para as outras.

Não creio que um dia elas cantem para mim.

Vi-as cavalgando rumo ao largo,
A pentear as brancas crinas das ondas que refluem
Quando o vento um claro-escuro abre nas águas.

Tardamos nas câmaras do mar
Junto às ondinas com sua grinalda de algas rubras e castanhas
Até sermos acordados por vozes humanas. E nos afogarmos.
- T. S. Eliot, em "Poesia". [tradução Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1981.



Gerontion's
Thou hast nor youth nor age, But, as it were,
an after dinner's sleep, Dreaming on both.
(William Shakespeare, Measure for Measure,
"Não és jovem nem velho, / mas como, se após o jantar
adormecesses,/ Sonhando que ambos fosses.")


Eis-me aqui, um velho em tempo de seca,
Um jovem lê para mim, enquanto espero a chuva.
Jamais estive entre as ígneas colunas
Nem combati sob as centelhas de chuva
Nem de cutelo em punho, no salgado imerso até os joelhos,
Ferroado de moscardos, combati.
Minha casa é uma casa derruída,
E no peitoril da janela acocora-se o judeu, o dono,
Desovado em algum barzinho de Antuérpia, coberto
De pústulas em Bruxelas, remendado e descascado em Londres.
O bode tosse à noite nas altas pradarias;
Rochas, líquen, pão-dos-pássaros, ferro, bosta.
A mulher cuida da cozinha, faz chá,
Espirra ao cair da noite, cutucando as calhas rabugentas.
                                                 E eu, um velho,
Uma cabeça oca entre os vazios do espaço.

Tomaram-se os signos por prodígios: "Queremos um signo!"
A Palavra dentro da palavra, incapaz de dizer uma palavra,
Envolta nas gazes da escuridão. Na adolescência do ano
Veio Cristo, o tigre.
Em maio cqrrupto, cornisolo e castanha, noz das
    faias-da-judéia,
A serem comidas, bebidas, partilhadas
Entre sussurros; pelo Senhor Silvero
Com suas mãos obsequiosas e que, em Limoges,
No quarto ao lado caminhou a noite inteira;
Por Hakagawa, a vergar-se reverente entre os Ticianos;
Por Madame de Tornquist, a remover os castiçais
No quarto escuro, por Fraülein von Kulp,
A mão sobre a porta, que no vestíbulo se voltou.
    Navetas ociosas
Tecem o vento. Não tenho fantasmas,
Um velho numa casa onde sibila a ventania
Ao pé desse cômoro esculpido pelas brisas.

Após tanto saber, que perdão? Suponha agora
Que a história engendra muitos e ardilosos labirintos,
    estratégicos
Corredores e saídas, que ela seduz com sussurrantes ambições,
Aliciando-nos com vaidades. Suponha agora
Que ela somente algo nos dá enquanto estamos distraídos
E, ao fazê-lo, com tal balbúrdia e controvérsia o oferta
Que a oferenda esfaima o esfomeado. E dá tarde demais
Aquilo em que já não confias, se é que nisto ainda confiavas,
Uma recordação apenas, uma paixão revisitada. E dá cedo
    demais
A frágeis mãos. O que pensado foi pode ser dispensado
Até que a rejeição faça medrar o medo. Suponha
Que nem medo nem audácia aqui nos salvem. Nosso heroísmo
Apadrinha vícios postiços. Nossos cínicos delitos
Impõem-nos altas virtudes. Estas lágrimas germinam
De uma árvore em que a ira frutifica.

O tigre salta no ano novo. E nos devora. Enfim suponha
Que a nenhuma conclusão chegamos, pois que deixei
Enrijecer meu corpo numa casa de aluguel. Enfim suponha
Que não dei à toa esse espetáculo
E nem o fiz por nenhuma instigação
De demônios ancestrais. Quanto a isto,
É com franqueza o que te vou dizer.
Eu, que perto de teu coração estive, daí fui apartado,
Perdendo a beleza no terror, o terror na inquisição.
Perdi minha paixão: por que deveria preservá-la
Se tudo o que se guarda acaba adulterado?
Perdi visão, olfato, gosto, tato e audição:
Como agora utilizá-los para de ti me aproximar?

Essas e milhares de outras ponderações
Distendem-lhe os lucros do enregelado delírio,
Excitam-lhe a franja das mucosas, quando os sentidos esfriam;
Com picantes temperos, multiplicam-lhe espetáculos
Numa profusão de espelhos. Que irá fazer a aranha?
Interromper o seu bordado? O gorgulho
Tardará? De Bailhache, Fresca, Madame Cammel, arrastados
Para além da órbita da trêmula Ursa
Num vórtice de espedaçados átomos. A gaivota contra o vento
Nos tempestuosos estreitos da Belle Isle,
Ou em círculos vagando sobre o Horn,
Brancas plumas sobre a neve, o Golfo clama,
E um velho arremessado por alísios
A um canto sonolento.
                                                         Inquilinos da morada,
Pensamentos de um cérebro seco numa estação dessecada.
- T. S. Eliot, em "Poesia". [tradução Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1981.



T. S. Eliot - foto: (...)
Os homens ocos
"A penny for the Old Guy"
(Um pêni para o Velho Guy)

I
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

  II
Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

  III
Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

  IV
Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.

  V
Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
                        Porque Teu é o Reino

Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
                       A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
                        Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.
- T. S. Eliot, em "Poesia". [tradução Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1981.


T. S. Eliot - foto: (...)
I - Burnt Norton
Embora a razão seja comum a todos, cada
um procede como se tivesse um pensamento próprio.
O caminho que sobe e o caminho que desce
são um único e mesmo.
                 Heráclito
I
O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.
O que podia ter sido é uma abstracção
Permanecendo possibilidade perpétua
Apenas num mundo de especulação.
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direcção à porta que nuca abrimos
Para o roseiral. As minhas palavras ecoam
Assim, no teu espírito.
Mas para quê
Perturbar a poeira numa taça de folhas de rosa
Não sei.
Outros ecos
Habitam o jardim. Vamos segui-los?
Depressa, disse a ave, procura-os, procura-os,
Na volta do caminho. Através do primeiro portão,
No nosso primeiro mundo, seguiremos
O chamariz do tordo? No nosso primeiro mundo.
Ali estavam eles, dignos, invisíveis,
Movendo-se sem pressão, sobre as folhas mortas,
No calor do outono, através do ar vibrante,
E a ave chamou, em resposta à
Música não ouvida dissimulada nos arbustos,
E o olhar oculto cruzou o espaço, pois as rosas
Tinham o ar de flores que são olhadas.
Ali estavam como nossos convidados, recebidos e recebendo.
Assim nos movemos com eles, em cerimonioso cortejo,
Ao longo da alameda deserta, no círculo de buxo,
Para espreitar o lago vazio.
Lago seco, cimento seco, contornos castanhos,
E o lago encheu-se com água feita de luz do sol,
E os lótus elevaram-se, devagar, devagar,
A superfície cintilava no coração da luz,
E eles estavam atrás de nós, reflectidos no lago.
Depois uma nuvem passou, e o lago ficou vazio.
Vai, disse a ave, pois as folhas estavam cheias de crianças,
Escondendo-se excitadamente, contendo o riso.
Vai, vai, vai, disse a ave: o género humano
Não pode suportar muita realidade.
O tempo passado e o tempo futuro
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
- T. S. Eliot, em “Quatro quartetos”. [tradução Maria Amélia Neto]. Lisboa: Edições Ática, 1983.


III - Burnt Norton
Este é um lugar de desafeição
O tempo antes e o tempo depois
Numa luz sombria: nem luz do dia
Investindo a forma de lúcida quietude
Transformando a sombra em efémera beleza
Com vagarosa rotação sugerindo permanência
Nem escuridão para purificar a alma
Esvaziando o sensual pela privação
Purificando a afeição do temporal.
Nem plenitude nem vazio. Apenas um tremeluzir
Sobre os rostos tensos devastados pelo tempo
Distraídos da distracção pela distracção
Cheios de fantasias e vazios de sentido
Túmida apatia sem concentração
Homens e pedaços de papel remoinhando no vento frio
Que sopra antes e depois do tempo,
Vento que entra e sai de pulmões viciados
Tempo antes e tempo depois.
Eructação de almas doentias
No ar desbotada, os miasmas
Levados no vento que varre os sombrios montes de Londres,
Hampstead e Clerkenwell, Campden e Putney,
Highgate, Primrose e Ludgate. Não aqui
Não aqui a escuridão, neste mundo de agitadas vozes.

Desce mais, desce apenas
Ao mundo da solidão perpétua,
Mundo não mundo, mas aquilo que não é mundo,
Escuridão interna, privação
E destituição de toda a propriedade,
Dissecação do mundo do sentido,
Evacuação do mundo da fantasia,
Inoperância do mundo do espírito;
Este é um dos caminhos, e o outro
É o mesmo, não em movimento
Mas abstenção de movimento; enquanto o mundo se move
Em apetência, nos seus caminhos metalizados
Do tempo passado e do tempo futuro.
- T. S. Eliot, em “Quatro quartetos”. [tradução Maria Amélia Neto]. Lisboa: Edições Ática, 1983.


V - Burnt Norton
As palavras movem-se, a música move-se
Apenas no tempo; mas o que apenas vive
Apenas pode morrer. As palavras, depois de ditas,
Alcançam o silêncio. Apenas pela forma, pelo molde,
Podem as palavras ou a música alcançar
O repouso, tal como uma jarra chinesa ainda
Se move perpetuamente no seu repouso.
Não o repouso do violino, enquanto a nota dura,
Não isso apenas, mas a coexistência,
Ou digamos que o fim precede o princípio,
E que o fim e o princípio estiveram sempre ali
Antes do princípio e depois do fim.
E tudo é sempre agora, As palavras deformam-se,
Estalam e quebram-se por vezes, sob o fardo,
Sob a tensão, escorregam, deslizam, perecem,
Definham com imprecisão, não se mantêm,
Não ficam em repouso. Vozes estridentes
Ralhando, troçando, ou apenas tagarelando,
Assaltam-nas sempre. O Verbo no deserto
É muito atacado por vozes de tentação,
A sombra que chora na dança funérea,
O clamoroso lamento da quimera desconsolada.

O detalhe do molde é movimento,
Como na figura dos dez degraus.
O próprio desejo é movimento
Não desejável em si;
O próprio amor é inamovível,
Apenas a causa e o fim do movimento,
Intemporal, e sem desejo
Excepto no aspecto do tempo
Capturado sob a forma de limitação
Entre o não ser e o ser.
De repente num raio de sol
Mesmo enquanto se move a poeira
Eleva-se o riso escondido
De crianças na folhagem
Depressa, aqui, agora, sempre -
Ridículo o triste tempo inútil
Que se estende antes e depois.
- T. S. Eliot, em “Quatro quartetos”. [tradução Maria Amélia Neto]. Lisboa: Edições Ática, 1983.


Rapsódia sobre uma noite de vento
T. S. Eliot - foto: (...)
Meia-noite.
Uma síntese lunar captura
Todas as fases da rua,
Sussurrantes sortilégios lunares
Dissolvem os planos da memória
E todas as suas límpidas tramas,
Divisões e precisos mecanismos.
Cada lampião que ultrapasso
Pulsa como um tambor fatídico,
E através das lacunas do escuro
A meia-noite golpeia a memória
Como um louco brande um gerânio morto.

Uma e meia,
O lampião cuspia,
O lampião resmungava,
O lampião dizia: “Olha aquela mulher
Ao teu encontro hesitante à luz da porta
Que a recorta como um riso escarninho.
Repara-lhe a barra do vestido
Rasgada e suja de areia,
E o canto de seu olho que se arqueia
Como um grampo retorcido.”

A memória expele e disseca
Um turbilhão de coisas tortas;
Um ramo tortuoso sobre a praia
Polidamente carcomido e cinzelado
Como se o mundo erguesse à superfície
O segredo de seu esqueleto,
Rígido e alvadio.
A mola espatifada no pátio de uma fábrica,
A ferrugem que se aferra à forma
Que a força deixou tensa e enrodilhada
E pronta a abocanhar com uma dentada.

Duas e meia,
O lampião dizia:
“Observa o gato que na calha se adelgaça,
Espicha a sua língua e saboreia
Um naco rançoso de manteiga.”
Tal a mão do menino, automática,
Surripiou e embolsou um brinquedo
Que ao longo do cais deslizava.
Eu nada podia ver atrás dos olhos do menino.
Tenho visto pela rua olhos que tentam
Emergir por entre iluminadas persianas,
E certa tarde um caranguejo vi na lama,
Um velho caranguejo em sua carcaça calcária
A agarrar-se à ponta do graveto que eu sustinha.

Três e meia,
O lampião cuspia,
O lampião no escuro resmungava,
O lampião zumbia:
“Olha a lua,
La lune ne garde aucune rancune.
Pisca um olho tímido,
Sorri pelas esquinas.
Alisa os cabelos de gramínea.
A lua perdeu a memória.
Bexigas descoradas ulceram-lhe a face.
Suas mãos retorcem uma rosa de papel
Que recende a pó e água-de-colônia.
Ela está só, em companhia
De todos os antigos eflúvios noturnos
Que lhe cruzam e entrecruzam o cérebro.”
Aflora a reminiscência
De secos gerânios pálidos
E de poeira nas frinchas,
Aroma de castanhas pela rua,
E odor de fêmea nas alcovas clandestinas,
E de cigarros pelos corredores
E de coquetéis nos bares.

O lampião disse:
“Quatro horas,
Eis o número sobre a porta.
Memória!
Tens a chave,
A luminária alastra um círculo na escada.
Sobe.
A cama é franca; a escova de dentes na parede pende,
Põe teus sapatos junto à porta, dorme, para a vida te talha.

O último talho da navalha.
- T. S. Eliot, em "Poesia". [tradução Ivan Junqueira]. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1981.



V. O que disse o trovão
Após o rubor do archote no suor dos rostos
Após o silêncio gelado nos jardins
Após a agonia em terras pedregosas
Os brados e os gritos
Da prisão e do palácio e da ressonância
Do trovão primaveril em montanhas distantes
Ele que era vivo agora está morto
Nós que éramos vivos agora vamos morrendo
Com alguma paciência

Não há água aqui mas apenas pedras
Só pedras sem água e a estrada arenosa
Serpeante no alto por entre as montanhas
Que são montanhas de pedras e sem água
Se houvesse água íamos parar e beber
Não se pode entre as pedras parar ou pensar
O suor seco e os pés na areia
Se ao menos houvesse água entre as pedras
Boca cariada de montanha morta incapaz de cuspir
Ninguém se pode aqui erguer nem sentar nem deitar
Nem sequer há silêncio nas montanhas
Só o trovão seco e estéril e sem chuva
Nem sequer há solidão nas montanhas
Mas rostos vermelhos e ruins zombam e rosnam
Às portas de casas de lama ressequida
                           Se houvesse água

E nenhumas pedras
Se houvesse pedras
E água também
E água
Uma nascente
Uma poça entre as pedras
Se ao menos houvesse o som da água
Não o canto da cigarra
E da erva seca
Mas o som da água numa pedra
Onde o tordo-eremita canta nos pinheiros
Drip drop drip drop drop drop drop
Mas não há água

Valerie Eliot and T.S. Eliot
Quem é o terceiro que sempre caminha a teu lado?
Quando conto, só estamos tu e eu
Mas quando olho pela estrada branca acima
Há sempre alguém a caminhar junto de ti
Envolto em manto castanho, e embuçado
Não sei se será homem ou mulher
- Mas quem é esse do outro lado de ti?
Que som é esse a elevar-se no ar
MU!múrio de lamento maternal

Quem são essas hordas embuçadas a alastrar
Em plainos infindos, a tropeçar na terra ressequida
Apenas circundada pelo horizonte raso
Que cidade é essa por cima das montanhas
Que estala e se refaz c estoira no ar violeta
Torres cadentes
Jerusalém Atenas Alexandria
Viena Londres
Irreais

Uma mulher esticou os seus cabelos negros
E tocou música de suspiros nessas cordas
E morcegos com rostos de criança à luz violeta
Assobiaram c bateram as asa

E de cabeça para baixo rastejaram num muro enegrecido
E voltadas ao contrário no ar havia torres
A soar reminiscentes sinos, que davam as horas
E vozes a cantar de dentro de cisternas vazias e poços esgotados.

Neste arruinado buraco entre as montanhas
À ténue luz da lua, a erva canta
Sobre os túmulos derrubados, em volta da capela
Há a capela vazia, onde só mora o vento.
Não tem janelas, c a porta vai e vem,
Ossos secos são inofensivos.
Só um galo se elevava na viga mestra
Cô cô ricô cô cô ricô
Num clarão de relâmpago. Logo uma rajada húmida
A trazer chuva

O Ganga ia baixo, e as folhas frouxas
Esperavam a chuva, enquanto as nuvens negras
Se acumulavam longe, sobre o Himavant.
A selva encolhia-se, curvada em silêncio.
Então falou o trovão
DA
Datta: que foi que nós demos?
Meu amigo, sangue a agitar-me o coração
A tremenda ousadia de um instante de entrega
Que tempos de prudência jamais revogarão
Foi por isto, c só por isto, que existimos
O que não aparecerá nos nossos necrológios
Ou cm memórias vestidas pela caridosa aranha
Ou sob lacres quebrados pelo seco procurador
Nos nossos quartos vazios
DA
Dayadhvam: Eu ouvi a chave
Por uma vez na porta c por uma só vez
Nós pensamos na chave, cada um na sua prisão
A pensar na chave, cada um confirma uma prisão
Só ao cair da noite, rumores etéreos
Revivem por um instante um destroçado Coriolano
DA
Damyata: O barco respondeu
Ágil, à mão experiente na vela e no remo
O mar estava calmo, o teu coração teria respondido
Ágil, se convidado, batendo obediente
A mãos conhecedoras

                      Sentei-me na margem
A pescar, com o plaino árido atrás de mim
Hei-de eu ao menos pôr ordem nas minhas terras?
London Bridge está a cair está a cair está a cair
Poi s 'ascose nel foco che gli affina
Quando fiam uti chelidon - Ó andorinha andorinha
Le Prince d'Aquitaine à la tour abolie
Com estes fragmentos escorei as minhas ruínas
Pois então estais arranjados comigo. O Hieronymo ensandeceu
de novo.
Datta. Dayadhvam. Damyata.
Shantih shantih shantih
- T. S. Eliot em "A terra devastada". [tradução Gualter Cunha]. Lisboa: Relógio D´Água, 1999.



“O canal primário de transmissão de cultura é a família: nenhum homem escapa do tipo, ou ultrapassa totalmente o grau de cultura que adquiriu de seu ambiente primitivo.”
- T. S. Eliot, em "Notas para uma definição de Cultura". [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1988.


FORTUNA CRÍTICA
[bibliografia; estudos acadêmicos: teses, dissertações, monografias, artigos e ensaios]
ACCORSI, Ana Maria Bueno. Tradição e composição individual: T. S. Eliot & João Cabral de Melo Neto. Revista Língua e Literatura, Frederico Westphalen, v. 4 e 5, n.8 e 9, p. 57-76, 2004.
T. S. Eliot, London by Irving Penn (1950)
ACKROYD, Peter. T.S. Eliot. London: Hamilton, 1984.
AISSA, José Carlos. Fernando Pessoa and T.S. Eliot: A Contrastive Analysis of their Theory of Impersonality. (Dissertação Mestrado em Comparative Literature). Penn State University, 1986.
ALVES, Soraya Ferreira. A Poética e o Tempo de T. S. Eliot. Tuiutí (Curitiba), Curitiba, v. 11, p. 153-160, 1999.
ANDRADE, Fábio Rigatto de Souza. T.S.Eliot: a revolução de um espírito clássico. Cadernos Entrelivros: Panorama da Literatura Inglesa, São Paulo, p. 76 - 80, 5 abr. 2007.
ANTELO, Raul. Borges, Vignale, a eternidade e Eliot. Leitura, São Paulo, p. 44 - 48, 1 jul. 1999.
BERGONZI, Bernard. T. S. Eliot. Nova York: Collier Books, 1972.
BERGSTEN, Staffan. Time and Eternity: a Study in the Structure and Symbolism of T.S. Eliot's Four Quartets. Stockholm: Svenska bokförlaget, 1960.
BERTUSSI, Lisana Teresinha. T.S Eliot e a função social da poesia: dar prazer e aprimorar a sensibilidade. In: Luiz Carlos bombassaro, Claúdio Almir Dalbosco, Evaldo Kuiava. (Org.). Pensar sensível: homenagem a Jayme Paviani. Caxias do Sul: EDUCS, 2011, v. , p. 543-552.
BLAMIRES, Harry. Word Unheard: a Guide Through Eliot's Four Quartets. London: Methuen, 1969.
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“É improvável, em toda a massa de texto impresso, que as obras mais originais e mais profundas alcancem os olhos ou chamem a atenção de um grande público, ou mesmo de um bom número de leitores que são capazes de apreciá-las. As idéias que exaltam uma tendência atual ou uma atitude emocional chegam mais longe; e outras serão destorcidas a fim de se adaptarem ao que já é aceito”
- T. S. Eliot, em "Notas para uma definição de Cultura". [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Editora Perspectiva, 1988.

T.S. Eliot. by Patrick Heron, 1949

OBRA T. S. ELIOT DISPONÍVEL ONLINE (PDF)
:: A terra devastada (The waste land). T.S. Eliot. [prefácio e tradução Gualter Cunha]. Lisboa: Relógio D´Água, 1999. Disponível no link. (acessado em 7.7.2014).
:: Notas para uma definição de cultura. T.S. Eliot. [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1988. Disponível no link. (acessado em 7.7.2014).
:: La tierra baldía y otros poemas. T. S. Eliot. [prólogo, tradución y notas de Harold Alvarado Tenorio]. Colombia: Arquitrave Editores, 2005 . Disponível no link. (acessado em 7.7.2014).



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- T. S. Eliot, em "Notas para uma definição de Cultura". [tradução de Geraldo Gerson de Souza; revisão de Plínio Martins Filho]. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1988.

Igor Stravinsky e T.S. Eliot - foto: (...)


T.S. Eliot and Virginia Woolf, by Victoria Brookland

The Faber Poets ((Frederick) Louis MacNeice; Ted Hughes; T.S. Eliot;
W.H. Auden; Sir Stephen Harold Spender). by Mark Gerson

T.S. Eliot and Valerie Eliot - foto: (...)


Ralph Hodgson and T.S. Eliot,  in 1932
[Bryn Mawr College Special Collections]


V - East Coker
E assim aqui estou, no meio caminho, tendo passado vinte anos —
Vinte anos muito mal gastos, os anos de l'entre deux guerres —
A tentar aprender a usar as palavras, e cada tentativa
É um inteiro recomeço e um diferente tipo de fracasso
Pois apenas se aprendeu a tirar o melhor das palavras
Para aquilo que já não tem de se dizer, ou para a maneira pela qual
Já não se está na disposição de o dizer. E assim cada investida
É um novo começo, uma incursão no inarticulado
Com equipamento gasto sempre pronto a deteriorar-se
Na desordem geral de sentimentos imprecisos,
De indisciplinados pelotões de emoção. E o que há para conquistar,
Por força e obediência, já antes foi descoberto
Uma vez ou duas, ou várias vezes, por homens que não podemos ter esperança
De emular — mas não se trata de competição —
Trata-se apenas da luta para recuperar o que se perdeu
E achou e perdeu outra e outra vez: e agora, sob condições
Que parecem desfavoráveis. Mas talvez nem ganho nem perda.
Para nós, há apenas a tentativa. O resto não é connosco.

A casa é de onde se começa. À medida que envelhecemos
O mundo fica mais estranho, o padrão mais complicado
De mortos e de vivos. Não o momento intenso
Isolado, sem antes nem depois,
Mas uma vida inteira a arder em cada momento
E não a vida inteira de apenas um homem
Mas de velhas pedras que não podem ser decifradas.
Há um tempo para o anoitecer sob a luz das estrelas,
Um tempo para o anoitecer sob a luz do candeeiro
(A noite com o álbum das fotografias).
O amor é mais aproximadamente ele próprio
Quando o aqui e o agora deixam de importar.
Os homens quando velhos deviam ser exploradores
Aqui ou acolá não importa
Temos de estar quietos e quietos mover-nos
Para uma outra intensidade
Para uma ulterior união, um comungar mais fundo
Através do frio escuro e da desolação vazia,
O grito da onda, o grito do vento, as vastas águas
Da procelária e do golfinho. No meu fim está o meu começo.
- T. S. Eliot, em "Quatro quartetos". [tradução Gualter Cunha]. Lisboa: Editora Relógio D`Água, 2004.


FANPAGE DEDICADO A LITERATURA INGLESA E AMERICANA
:: Literatura Inglesa e Americana / English and American literature


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
Em inglês
T.S. Eliot  - foto: Granger
:: T. S.Eliot: The Poetry Foundation 
:: Eliot, Henry Ware, 1879-1947, collector. T. S. Eliot collection,1881-1994:Guide. Houghton Library, Harvard College Library 


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). T. S. Eliot - o mago metafísico. Templo Cultural Delfos, julho/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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2 comentários:

  1. Adorei demais !!!! Estava justamente querendo ler mais sobre Eliot!!!

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