Johann Wolfgang von Goethe - o metafísico da língua

Johann Wolfgang von Goethe,  por Joseph Karl Stieler (1828)
"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras sensatas."
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister".


Johann Wolfgang von Goethe nasceu de uma família nobre em Frankfurt am Main, em 28 de Agosto de 1749, e morreu em Weimar, em 22 de Março de 1832. Tendo recebido uma educação multifacetada nos primeiros anos da sua vida, estudou Direito em Leipzig a partir de 1765.
São dessa época as suas primeiras obras poéticas (canções e odes) e também o auto pastoril Caprichos do Apaixonado, que reflete o seu amor por Käthchen Schönkopf, filha de um estalajadeiro.
Doença grave obriga-o a regressar a Frankfurt em 1768, mas pouco depois retoma em Estrasburgo os seus estudos universitários, que completa em 1771.Influenciado pelo escritor e filósofo alemão Johann G. Herder (1744-1803), Goethe volta-se para o irracionalismo do movimento literário e artístico designado por Sturm und Drang, evidenciando especial interesse pela poesia popular, pelos poetas da Antiguidade (Homero, Píndaro, Ossian) e pela obra poética do dramaturgo inglês William Shakespeare (1554-1616), assim como pelo estudo da arte gótica.São dessa época os ensaios Shakespeare (1771) e Da Arte Alemã (1773).
Os seus amores pela filha do pároco de Sessenhein (Alsácia) foram a origem das poesias líricas Canção de Maio, Boas-Vindas e Despedida.
Também a ligação amorosa de Goethe com Charlotte Buff, noiva do secretário da embaixada, inspira poesias líricas, como Prometeu, Ganimedes e Cântico de Maomet; são também dessa época os poemas dramáticos Goetz von Berlichingen, Deuses, Heróis e Wieland, o poema épico O Judeu Errante, o poema dramático Clavigo (1774) e o romance epistolar e sentimental Os Sofrimentos do Jovem Werther, que é um espelho dos amores de Goethe com Charlotte Buff e que, em breve, alcança renome internacional.
A viagem à Suíça com os condes de Stolberg ocasiona o seu encontro com Carlos Augusto, o duque de Weimar, que convida Goethe para a sua corte, onde, a partir de 1776, passa a desempenhar as funções de conselheiro, e mais tarde, as de ministro de Estado.
Johann Wolfgang von Goethe, por
Louise Caroline Sophie Seidler (1811)
Das relações de amizade que então trava com Charlotte von Stein, sete anos mais velha do que ele, e da influência poderosa que dela recebe no sentido do seu amadurecimento espiritual são prova as suas próximas obras, que incluem dramas para o teatro de amadores e os poemas líricos Ilmenau, Viagem de Inverno ao Harz, Cântico dos Espíritos sobre as Águas, A minha Deusa, O Cantor, À Lua, a versão em prosa de Ifigénia (1779) e o começo do romance Wilhelm Meister.
Nos anos de 1779 e 1780 acompanha o duque Carlos Augusto na segunda viagem à Suíça, de que nasceram as Cartas da Suíça.
No outono de 1786 inicia a sua viagem à Itália, com estadia longa em Roma e uma deslocação à Sicília. Durante dois anos trava contacto aturado com a arte antiga e a arte italiana, o que provoca a sua atenção especial e o seu interesse definitivo pelo Classicismo, onde ressaltavam as ideias da humanidade e o esforço pela harmonia. O período fecundo que sucedeu à sua viagem à Itália foi marcado pelo aparecimento das seguintes obras: versão em verso da tragédia Ifigénia (1787); Egmont (1788), uma das suas melhores obras dramáticas; o drama psicológico Tasso, que tanto tem de autobiográfico, e o Fausto - Um Fragmento (1890).
Goethe estabelece-se então em Weimar, dispensado já do exercício de funções públicas, com exceção da direção de instituições artísticas e científicas.
Goethe mantém uma ligação amorosa com Cristiane Vulpius ao longo de vários anos, durante os quais publica, com reflexos dessa ligação, Idílios Romanos (1795) e Epigramas Venezianos.
Em 1794 anuncia em público, em Jena, a sua amizade com Fiedrich Schiller (1759-1805) e a colaboração estreita entre os dois poetas, de modo especial quanto à criação de um teatro nacional e a assuntos de grande interesse para a literatura. Publica, em 1796, o romance didático Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, a que se seguem a epopeia idílica, em verso, Hermann e Dorothea (1797) e a tragédia Filha Natural (1803). Entretanto, permanentemente estimulado por Schiller, dá seguimento aos trabalhos relativos à continuação do Fausto. Em 1806 casa com Cristiane Vulpius e, em 1809, publica Afinidades Eletivas, em que descreve, na personagem Ofélia, a sua bem-amada Minna Herzlieb, à qual se refere também nos Sonetos publicados, mais tarde, em 1815.
Começa então a preocupação de Goethe pela sua própria evolução biográfica e espiritual, e publica A Minha Vida, Ficção e Verdade e Viagem à Itália em 1814.
Como resultado da sua viagem ao Reno e ao Meno, aparece em 1814-15 a coletânea lírica O Divã Ocidental e Oriental.
Goethe, por Kolbe Heinrich Christoph (1826)
Em 1821 publica a primeira parte de Anos de Peregrinação de Wilhelm Meister, que, com os elementos líricos, novelísticos e aforísticos que enriquecem esta obra, representa o trabalho que o homem, nas suas próprias limitações, realiza para a comunidade, e constitui o tema principal da segunda parte da grande obra da idade avançada do poeta, o Segundo Fausto, que viria a ser publicado em 1832, ano da sua morte.
A última inclinação amorosa de Goethe, já no 74.° ano da sua vida, pela jovem de 19 anos Ulrike von Levetzow não foi correspondida, circunstância a que se alude na Trilogia da Paixão, publicada em 1827.
Goethe passa os últimos anos da sua vida a reexaminar e ordenar as suas obras.
Escritor de admirável elegância de estilo e de grande poder imaginativo, além de ser um pensador profundo, Goethe abraçou um vasto conjunto de conhecimentos e de interesses humanos.
Para a Alemanha, que nos séculos XVI e XVII não tinha ainda beneficiado do movimento da Renascença, Goethe constituiu, sozinho, uma Renascença completa. Para o resto do mundo foi um dos gênios mais ricos e poderosos da Humanidade.
Morreu em Weimar, com 83 anos, aureolado pela admiração universal.
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"A vida humana não passa de um sonho. Mais de uma pessoa já pensou nisso. Pois essa impressão também me acompanha por toda a parte. Quando vejo os estreitos limites onde se acham encerradas as faculdades ativas e investigadoras do homem, e como todo o nosso trabalho visa apenas a satisfazer nossas necessidades, as quais, por sua vez, não têm outro objetivo senão prolongar nossa mesquinha existência; quando verifico que o nosso espírito só pode encontrar tranquilidade, quanto a certos pontos das nossas pesquisas, por meio de uma resignação povoada de sonhos, como um presidiário que adornasse de figuras multicoloridas e luminosas perspectivas as paredes da sua cela… tudo isso, Wilhelm, me faz emudecer. Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo! Mas, também aí, é um mundo de pressentimentos e desejos obscuros e não de imagens nítidas e forças vivas. Tudo flutua vagamente nos meus sentidos, e assim, sorrindo e sonhando, prossigo na minha viagem através do mundo." 
- Johann Wolfgang von Goethe, em trecho "Os sofrimentos do Jovem Werther".


Johann Wolfgang von Goethe,
por Gerhard von Kügelgen (1808-9)
OBRA DE GOETHE
Teatro
:: Die Laune des Verliebten. 1768.
:: Die Mitschuldigen. 1768-1769.
:: Götz von Berlichingen. 1ª versão, 1771; versão definitiva 1773.
:: Clavigo. 1774.
:: Urfaust (Fausto Zero). 1775.
:: Stella (Estela). 1775.
:: Egmont. 1775-1788.
:: Iphigenie auf Tauris (Ifigênia em Táuride). 1779-1786.
:: Torquato Tasso. 1780.
:: Der Gross-Cophta. 1791.
:: Der Bürgergeneral. 1793.
:: Die Aufgeregten [fragmento]. 1793.
:: Das Mädchen von Oberkirch [fragmento].  1795-1796.
:: Die natürliche Tochter. 1801-1803.
:: Faust (Fausto I). 1806.
:: Faust (Fausto II) . 1832. Publicação póstuma.

Romances e novelas
:: Die Leiden des jungen Werthers  (Os sofrimentos do jovem Werther). 1774.
:: Wilhelm Meisters theatralische Sendung. 1777-1785.
:: Reise der Söhne Megaprazons [fragmento]. 1792.
:: Unterhaltungen Deutscher Ausgewanderten. 1795.
:: Wilhelm Meisters Lehrjahre (Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister). 1796-1797.
:: Die Wahlverwandschaften (As afinidades eletivas). 1809.
:: Wilhelm Meisters Wanderjahre. 1ª versão, 1821; 1ª versão, 1829.
:: Novela. 1826-1827.

Épicas
Goethe - auto-retrato (1777)
:: Reineke-Fuchs (Raineke-raposo ). 1793.
:: Hermann und Dorothea (Hermann e Dorotéia). 1796-1797.

Poesia
:: Prometheus (Prometeu). 1774.
:: Der Zauberlehrling (O aprendiz de feiticeiro). 1797.
:: West-östlicher Divan.  1ª ed., 1819; ed., ampliada, 1827.

Escritos científicos
:: Farbenlehre (Teoria das cores). 1810.

Prosa autobiográfica
:: Aus meinem Leben. Dichtung und Wahrheit. 1811-1833.
:: Italienische Reise (Viagem à Itália). 1813-1817.
:: Kampagne in Frankreich 1792. 1819-1822.
  

Poeta
Para isso terás de me trazer
Os anos do meu próprio devir,
Quando uma fonte de canções a nascer
Brotava em mim sem se extinguir,
Quando névoas me escondiam o mundo
E inda o botão milagres prometia,
Quando eu as mil flores colhia
Que enchiam o vale até ao fundo.
Não tendo nada, bastante tinha então:
A sede de verdade e o gosto da ilusão.
Dá-me de novo as paixões sem temor,
A funda e dolorosa felicidade,
Do ódio a força, o poder do amor:
Traz-me de volta a minha mocidade! 
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Fausto". [tradução João Barrento]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999, p. 35.


Dichter
So gib mir auch die Zeiten wieder,
Da ich noch selbst im Werden war,
Da sich ein Quell gedrängter Lieder
Ununterbrochen neu gebar,
Da Nebel mir die Welt verhüllten,
Die Knospe Wunder noch versprach,
Da ich die tausend Blumen brach,
Die alle Täler reichlich füllten.
Ich hatte nichts und doch genug:
Den Drang nach Wahrheit und die Lust am Trug.
Gib ungebändigt jene Triebe,
Das tiefe, schmerzenvolle Glück,
Des Hasses Kraft, die Macht der Liebe,
Gib meine Jugend mir zurück!
- Johann Wolfgang von Goethe



GOETHE PUBLICADO NO BRASIL
:: Hermann e Dorothea (Hermann und Dorothea). Johann Wolfgang von Goethe.  [Vertido em prosa portuguesa por Carolina von Koseritz].. (Coleção Teresa Cristina). Porto Alegre: Typ. de Gundlach, 1884, 75p.
:: Fausto [tradução Gustavo Barroso]. "collecção classica". Livraria Garnier, 1920.
Johann Wolfgang von Goethe,
por 
Ferdinand Jagemann (1818)
:: A serpente verde (Das Märchen). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução Naro Demosthenes]. São Paulo: Ed. ePubl.  Brasil, 1933, 162p.
:: Fausto [tradução Gustavo Barroso]. reedição, "collecção dos autores celebres da litteratura extrangeira". F. Briguiet, 1937.
:: Werther, seguido do estudo de Sainte - Beuve. Goethe. [tradução Elias Davidovich]. Collecção Benjamim Costallat. Rio de Janeiro Editora Guanabara, 1946.
:: Memórias. Johann Wolfgang von Goethe.  2 vol's. .. [vol. 1, tradução Lúcio Cardoso e o vol. 2, Osório Borba {de acordo com a versão francesa da Baronesa A. de Carlowitz}.]. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1948.
:: Fausto I: A primeira parte e o quinto ato da segunda parte. (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; prefácio Sérgio Buarque de Holanda; e introdução à segunda parte de Ernesto Feder]. São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949.
:: Clavigo: tragédia (Clavigo). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Carlos Alberto Nunes; coordenação Instituto. Hans Staden]. . (coleção goetheana. vol. III).  São Paulo: Melhoramentos, 1949, 46p.
:: Estela (Stella). Johann Wolfgang von Goethe. . [tradução Carlos Alberto Nunes; coordenação Instituto. Hans Staden]. .  (coleção goetheana vol. IV). São Paulo: Editora Melhoramentos, 1949, 45p.
:: Egmont - tragédia em cinco atos (Egmont). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução  Hamílcar Turelli].. (coleção goetheana vol. V). São Paulo: Editora Melhoramentos, 1949, 84p.
:: Goethe, de Albert Schweitzer. [tradução Pedro de Almeida Moura].. (coleção goetheana vol. I). São Paulo: Editora melhoramentos, 1949, 35p.
:: Perfil de Goethe (contém vários poemas e excertos).. [tradução Pedro de Almeida Moura]. coleção goetheana. São Paulo: Editora melhoramentos, 1949, 120p.
:: Ifigênia em Táuride (Iphigenie auf Tauris). Johann Wolfgang von Goethe . [tradução Carlos Alberto Nunes]. Edição bilingue. São Paulo: Instituto Hans Staden, 1964, 157p.
:: Fausto (Faust). – {1ª parte} - Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Antenor Nascentes e José Júlio F. de Souza]. Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1964, 185p.
:: Afinidades eletivas (Die Wahlverwandschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Conceição G. Sotto Maior {do alemão, da ed. do Prof. Karl Heinmann}; introdução Augusto Meyer - II. de Cleoo]. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1966, 333p.,il..
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e prefácio de Silvio Meira]. Rio de Janeiro: Agir, 1968, 264p.
:: Fausto (Faust). – {integrais} - Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall e prefácio de Antônio Houaiss].. (Coleção Teatro clássico, 7-8). 2 vol’s., São Paulo: Editora Martins, 1970, Il..
:: Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução Galeão Coutinho]. . (Coleção os imortais da literatura universal).  São Paulo: Editora Abril Cultural, 1971, 168p.
:: Fausto (Faust). – {1ª parte} - Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e prefácio Sílvio Augusto de Bastos Meira].. (Coleção Biblioteca Universal. Alemanha). São Paulo: Editora Três, 1974, 231p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Sílvio Augusto de Bastos Meira] .. (Coleção Teatro Vivo). São Paulo: Editora Abril Cultural, 1976, 280p.; Il..
:: Memórias - poesia e verdade. Johann Wolfgang von Goethe.  2 vol’s. [tradução Leonel Vallandro]. . (Coleção biblioteca dos séculos). Porto Alegre: Editora Globo, 1971.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall e prefácios de Erwin Theodor e Antonio Houaiss].. (Coleção Grandes obras da cultura universal nº 3). Belo Horizonte: Itatiaia, 1981; 2ª ed., 1987; 4ª ed., 1997; 5ª ed., 2002, - X, 457p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [traduções e notas Antonio Feliciano de Castilho e introdução Otto Maria Carpeaux]. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s.d., 365p.
O Jovem Goethe, por Angelica Kauffmann (1787)
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução David Jardim Júnior {a partir da versão francesa de Gérard de Nerval}; introdução de Otto Maria Carpeaux; e ilustrações Eugène Delacroix]. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, c.1984, 214p.; Il..
:: Afinidades eletivas (Die Wahlverwandschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Conceicao G. Sotto Maior].. (Coleção Universidade de bolso). Rio de Janeiro: Ediouro, 1992, 260p.; Il.
:: Doutrina das cores (Farbenlehre). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Giannotti]. São Paulo: Nova Alexandria, 1993, 175p.
:: As afinidades eletivas (Die Wahlverwandtschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Erlon José Paschoal]. São Paulo: Nova Fronteira, 2ª ed., 1993, 283p.
:: As afinidades eletivas (Die Wahlverwandtschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Kathrin Holzermayr Rosenfield]. São Paulo: Nova Alexandria, 2ª ed., 1993, 283p.
:: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (Wilhelm Meisters Lehrjahre ). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Nicolino Simone Neto]. São Paulo: Ensaio, 1994, 618p.
:: Fausto (Faust); Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Sílvio Meira e Galeão Coutinho]. São Paulo: Circulo do Livro, 1995.
:: Os sofrimentos de Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Ary de Mesquita].. (Clássicos de bolso). Rio de Janeiro: Ediouro, 6ª ed., 1996, 139p.; Il..
:: Metamorfose das plantas: 1790 (Die Metamorphose der Pflanzen). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Friedhelm Zimpel e Lavínia Viott]. São Paulo: Antroposófica, 2ª ed., limitada - 1996, 39p.; Il..
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marion Fleischer].. (Coleção Clássicos: Literatura). São Paulo: Martins Fontes, 2ª ed., 1998, - XLVI, 166p.
:: Raineke-raposa (Reineke-Fuchs). Johann Wolfgang von Goethe. [organização e tradução Tatiana Belinky e ilustrações Odilon Moraes]. São Paulo: Editora Companhia das Letrinhas, 1998, 72p.
:: Viagem à Itália: 1786-1788 (Italienische Reise). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, 32p.
:: Fausto (Faust). - primeira e segunda partes -. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução, adaptação e notas Otavio de Oliveira Paes]. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999, 307p.
:: Trilogia da paixão (Trilogie der Leidenschaft). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e ensaio Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, 126p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Erlon José Paschoal]. São Paulo: Estação Liberdade, 1999, 174p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Leonardo César Lack]. São Paulo: Nova Alexandria, 1999, 144p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marcelo Backes]. Edição comentada.,  Porto Alegre: L&PM, 2001, 206p.
:: Fausto zero: escrito entre 1773 e 1775 (Urfaust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Christine Röhrig]. São Paulo: Cosac & Naify, 2001, 205p.; Il..
Johann Wolfgang von Goethe, por  Kolbe Heinrich
Christoph (1822)
:: Máximas e reflexões: filosofia (Maximen und Reflexionen ). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Antônio Casanova]. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 2003, 198p.
:: Fausto (Faust). – texto integral - Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Agostinho D'Ornellas]. São Paulo: Martin Claret, 2002, 493p.
:: O conto da serpente verde e da linda Lilie (Das Märchen von der grünen Schlange und der schönen Lilie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Roberto Cattani]. São Paulo: Landy, 2003, 121p.; Il..
:: Escritos sobre arte. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Aurélio Werle; e prefácio Ferreira Gullar]. São Paulo: Editora Humanitas; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2005, 280p.; 2ª ed., 2008.
:: A tabuada da bruxa (Das Hexen-Einmal-Eins). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall]. São Paulo: Cosac Naify, 2006, 32p.
:: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (Wilhelm Meisters Lehrjahre). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Nicolino Simone Neto ; apresentação Marcus Vinicius Mazzari; e posfácio Georg Lukács]. São Paulo: Editora 34, 2006, 608p.
:: O aprendiz de feiticeiro. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução de Mônica Rodrigues da Costa; ilustração de Nelson Cruz].. (Coleção Dedinho de Prosa, IV vol.). Edição bilíngue. São Paulo: Editora Cosac e Naify, 2006, 32p.
:: Fausto I: uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; ilustrações Eugène Delacroix; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari]. Edição bilíngue. São Paulo: Editora 34, 3ª ed., 2007, 552p.
:: Fausto I: uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari]. Edição de bolso com texto integral. São Paulo: Editora 34, 1ª ed., 2011; 2ª ed., 2014, 552p.
:: Fausto II: Uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; ilustrações Max Beckmann; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari. Edição bilíngue. São Paulo: Editora 34, 3ª ed., 2011.
:: Fausto II: Uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari. Edição de bolso com texto integral.. São Paulo: Editora 34, 1ª ed., 2011.
:: Correspondência entre Goethe e Schiller. [organização e tradução Claudia Cavalcanti]. São Paulo: Editora Hedra, 2010, 248p.
:: Fausto: cenas de uma tragédia. [adaptação Cláudia Cavalcanti].. (Coleção Reencontro). São Paulo: Editora Scipione, 2011, 64p.
:: Doutrina das cores. Johann Wolfgang von Goethe. [apresentação, seleção e tradução Marco Giannotti]. São Paulo: Editora Nova Alexandria, 1993; 1996; 2011, 184p.
:: O conto da serpente verde e da linda Lilie (Das Märchen von der grünen Schlange und der schönen Lilie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e posfácio Roberto Ahmad Cattani; e interpretação e comentários Oswald Wirth]. São Paulo: Editora Aquariana, 2012.
:: As afinidades eletivas(Die Wahlverwandtschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Tercio Redondo]. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2014, 328p.
Veja ainda sobre traduções:
:: não gosto de plágio - goethe traduzido no brasil I: primórdios e os faustos
:: não gosto de plágio - goethe traduzido no brasil II: werther
(acessado em 19.1.2016)



GOETHE PUBLICADO EM PORTUGAL
Estudo do retrato de Johann Wolfgang von Goethe,
 por Joseph Karl Stieler (1828)
:: Prometeu: Fragmento Dramático da Juventude (Prometheus) . Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e prefácio Paulo Quintela]. Coimbra, 1955, 47p.
:: Poemas. (antologia).. [tradução, notas e comentários de Paulo Quintela]. Edição bilíngue. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1949; 1958; Coimbra: Centelha - ed., rev. 1979;
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Agostinho d' Ornellas; edição Paulo Quintela]. Coimbra: Atlântida, 1958, 613p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Luiza Neto Jorge {a partir da versão francesa de Gérard de Nerval}. Lisboa: Estampa, 1984, 223p.
:: Fausto (Faust). - primeira e segunda partes -. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Agostinho d' Ornellas; prefácio de Paulo Quintela]. Lisboa: Relógio d'água, 1987, 502p.
::  Obras Escolhidas de Goethe. Poesia. [selecção, tradução, prefácio e notas João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.
:: Fausto: uma tragédia (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução, introdução e glossário de João Barrento].  Lisboa: Círculo de Leitores, Dezembro de 1999, 590p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução, introdução e glossário de João Barrento; e ilustração Ilda David]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999, 590p.; il..
:: Torquato Tasso: um drama. Johann Wolfgang Goethe. [tradução João Barrento; e prefácio Maria Filomena Molder].  Editora Relógio D Água, 1999, 160p.


Schiller, Wieland, Goethe, Herder und weitere Weimarer Prominenz als
Publikum im Tempel des Tiefurter Parks Lauschen


GOETHE - ALGUNS POEMAS, EXCERTOS E FRAGMENTOS  

Anelo
Só aos sábios o reveles,
Pois o vulgo zomba logo:
Quero louvar o vivente
Que aspira à morte no fogo.

Na noite – em que te geraram,
Na noite que geraste – sentiste,
Se calma a luz que alumiava,
Um desconforto bem triste.

Não sofres ficar nas trevas
Onde a sombra se condensa.
E te fascina o desejo
De comunhão mais intensa.

Não te detêm as distâncias,
Ó mariposa! e nas tardes,
Ávida de luz e chama,
Voas para a luz em que ardes.

"Morre e transmuda-te": enquanto
Não cumpres esse destino,
És sobre a terra sombria
Qual sombrio peregrino.
- Johann Wolfgang von Goethe [tradução Manuel Bandeira]. in. BANDEIRA, Manuel. Poemas traduzidos. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1966, p. 25.


Selige Sehnsucht 
Sagt es niemand, nur den Weisen,
Weil die Menge gleich verhöhnet:
Das Lebend'ge will ich preisen,
Das nach Flammentod sich sehnet.

In der Liebesnächte Kühlung
Die dich zeugte, wo du zeugtest,
Überfällt dich fremde Fühlung,
Wenn die stille Kerze leuchtet.

Nicht mehr bleibest du umfangen
In der Finsternis Beschattung,
Und dich reißet neu Verlangen
Auf zu höherer Begattung.

Keine Ferne macht dich schwierig,
Kommst geflogen und gebannt,
Und zuletzt, des Lichts begierig,
Bist du, Schmetterling verbrannt.

Und solang du das nicht hast,
Dieses: Stirb und werde!
Bist du nur ein trüber Gast
Auf der dunklen Erde
- Johann Wolfgang von Goethe, in: West-Östlicher Diwan, 1814-1819.


A taça
Uma taça cheia, bem lavrada,
Segurava e apertava nas mãos ambas,
Ávido sorvia do seu bordo doce vinho
Para, a um tempo, afogar mágoa e cuidado.

Entrou o Amor e achou-me sentado,
E sorriu discreto e sábio,
O Jovem Johann Wolfgang von Goethe
Como que lamentando o insensato:

«Amigo, eu conheço um vaso inda mais belo,
Digno de nele mergulhar a alma toda;
Que prometes, se eu to conceder
E to encher de outro néctar?»

E com que amizade ele cumpriu a palavra!
Pois ele, Lida, com suave vénia
Te concedeu a mim, há tanto desejoso.

Quando estreito o teu amado corpo
E provo dos teus lábios fidelíssimos
O bálsamo de amor longo tempo guardado,
Feliz digo eu então ao meu espírito:

Não, um vaso tal, a não ser o Amor,
Nenhum deus o formou ou possuiu!
Formas assim não as forja Vulcano
Cos martelos finos e sensíveis!
Pode Lieu em frondosos outeiros
P'los seus faunos mais velhos e sagazes
Fazer pisar as uvas escolhidas
E ele mesmo presidir ao fermentar secreto:
Bebida assim não há desvelo que lha dê!
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Canções". in: "Poemas" Goethe (Antologia).. [tradução de Paulo Quintela]. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1958.


Der Becher
     Einen wohlgeschnitzten vollen Becher
Hielt ich drückend in den beyden Händen,
Sog begierig süßen Wein vom Rande,
Gram und Sorg’ auf Einmal zu vertrinken.

     Amor trat herein und fand mich sitzen,
Und er lächelte bescheidenweise,
Als den Unverständigen bedauernd.

     „Freund, ich kenn’ ein schöneres Gefäße,
Werth die ganze Seele drein zu senken;
Was gelobst du, wenn ich dir es gönne,
Es mit anderm Nektar dir erfülle?“

     O wie freundlich hat er Wort gehalten,
Da er, Lida, dich mit sanfter Neigung
Mir, dem lange sehnenden, geeignet!

     Wenn ich deinen lieben Leib umfasse,
Und von deinen einzig treuen Lippen
Langbewahrter Liebe Balsam koste,
Selig sprech’ ich dann zu meinem Geiste:

     Nein, ein solch Gefäß hat außer Amorn
Nie ein Gott gebildet noch besessen!
Solche Formen treibet nicht Vulcanus
Mit den sinnbegabten, feinen Hämmern!
Auf belaubten Hügeln mag Lyäus
Durch die ältste, klügste seiner Faunen
Ausgesuchte Trauben keltern lassen,
Selbst geheimnißvoller Gährung vorstehn:
Solchen Trank verschafft ihm keine Sorgfalt!
- Johann Wolfgang von Goethe, in "Goethes Schriften". Achter Band, G. J. Göschen. 1789. 



Canção do rei de Thule
Houve um rei de Thule, que era
mais fiel do que nenhum rei.
A amante, ao morrer, lhe dera
um copo de oiro de lei.

Era o bem que mais prezava
e mais gostava de usar:
e quanto mais o esvaziava
mais enchia de água o olhar.

Quando sentiu que morria,
o seu reino inventariou,
e tudo quanto possuía,
menos o copo, doou.

Depois, sentando-se à mesa,
fez os vassalos chamar
à sala de mais nobreza
do castelo, sobre o mar.

E ele ergue-se acabrunhado,
bebe o último gole então
e atira o copo sagrado
às ondas que em baixo estão.

Viu-o flutuar e afundar-se,
que o mar o encheu de seus ais.
Sentiu a vista enevoar-se:
E não bebeu nunca mais!
- Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Guilherme de Almeida]



Der König in Thule
Es war ein König in Thule,
Gar treu bis an das Grab,
Dem sterbend seine Buhle
einen goldnen Becher gab.

Es ging ihm nichts darüber,
Er leert’ ihn jeden Schmaus;
Die Augen gingen ihm über,
So oft er trank daraus.

Und als er kam zu sterben,
Zählt’ er seine Städt’ im Reich,
Gönnt’ alles seinen Erben,
Den Becher nicht zugleich.

Er saß beim Königsmahle,
Die Ritter um ihn her,
Auf hohem Vätersaale,
Dort auf dem Schloß am Meer.

Dort stand der alte Zecher,
Trank letzte Lebensglut,
Und warf den heiligen Becher
Hinunter in die Flut.

Er sah ihn stürzen, trinken
Und sinken tief ins Meer,
die Augen täten ihm sinken,

Trank nie einen Tropfen mehr
- Johann Wolfgang von Goethe (1774)


Canto dos espíritos sobre as águas
A alma do homem
É como a água:
Do céu vem,
Ao céu sobe,
Leyendo el Werther, de Wilhelm Amberg, 1870.
E de novo tem
Que descer à terra,
Em mudança eterna.

Corre do alto
Rochedo a pino
O veio puro,
Então em belo
Pó de ondas de névoa
Desce à rocha liza,
E acolhido de manso
Vai, tudo velando,
Em baixo murmúrio,
Lá para as profundas.

Erguem-se penhascos
De encontro à queda,
— Vai, 'spúmando em raiva,
Degrau em degrau
Para o abismo.

No leito baixo
Desliza ao longo do vale relvado,
E no lago manso
Pascem seu rosto
Os astros todos.

Vento é da vaga
O belo amante;
Vento mistura do fundo ao cimo
Ondas 'spumantes.

Alma do Homem,
És bem como a água!
Destino do homem,
És bem como o vento!
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Poemas". [tradução de Paulo Quintela].


Gesang der Geister über den Wassern
Des Menschen Seele
Gleicht dem Wasser:
Vom Himmel kommt es,
Zum Himmel steigt es,
Und wieder nieder
Zur Erde muß es,
Ewig wechselnd.

Strömt von der hohen,
Steilen Felswand
Der reine Strahl,
Dann stäubt er lieblich
In Wolkenwellen
Zum glatten Fels,
Und leicht empfangen
Wallt er verschleiernd,
Leisrauschend
Zur Tiefe nieder.

Ragen Klippen
Dem Sturz entgegen,
Schäumt er unmutig
Stufenweise
Zum Abgrund.

Im flachen Bette
Schleicht er das Wiesental hin,
Und in dem glatten See
Weiden ihr Antlitz
Alle Gestirne.

Wind ist der Welle
Lieblicher Buhler;
Wind mischt vom Grund aus
Schäumende Wogen.

Seele des Menschen,
Wie gleichst du dem Wasser!
Schicksal des Menschen,
Wie gleichst du dem Wind!
- Johann Wolfgang von Goethe (1779).


O divino
Nobre Seja o homem,
Solicito e bom!
Pois isso apenas
O distingue
De todos os seres
Que conhecemos.

Louvemos os seres
Supremos, ignotos,
Que pressentimos!
A eles deve igualar-se o homem!
Que o seu exemplo nos ensine
A crer naqueles.

Pois insensível
É a Natureza:
O Sol alumia
Os maus e os bons,
E o criminoso
Vê como os melhores
Brilhar Lua e estrelas.

O vento e as torrentes
Trovão e granizo,
Desabam com estrondo
E atingem
No seu ímpeto
Um após outro.

Também a sorte anda
Às cegas entre a multidão
E escolhe, ora os cabelos
Inocentes do menino,
Ora a cabeça calva
Do culpado.

Grandes leis
Eternas, de bronze,
Regem os ciclos
Que todos temos de percorrer
Na nossa existência.
Divino
Mas só o homem
Consegue o impossível:
Pois sabe distinguir,
Escolher e julgar;
Por ele o instante
Ganha duração.

Só ele pode
Premiar os bons,
Castigar os maus,
Curar e salvar,
Unir com sentido
O que erra e se perde.

E nós veneramos
Os imortais
Como se homens fossem,
E em grande fizessem
O que em pequeno os melhores
Fazem ou desejam.

Que o homem nobre
Seja solícito e bom!
incansável, crie
O útil, o justo,
E nos seja exemplo
Daqueles seres que pressentimos! 
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.


Das Göttliche   
Edel sei der Mensch,
Hilfreich und gut!
Denn das allein
Unterscheidet ihn
Von allen Wesen,
Die wir kennen.

Heil den unbekannten
Höhern Wesen,
Die wir ahnen!
Ihnen gleiche der Mensch!  
Sein Beispiel lehr uns
Jene glauben.

Denn unfühlend
Ist die Natur:
Es leuchtet die Sonne
Über Bös und Gute,
Und dem Verbrecher
Glänzen wie dem Besten
Der Mond und die Sterne.

Wind und Ströme,
Donner und Hagel
Rauschen ihren Weg
Und ergreifen
Vorüber eilend
Einen um den andern.

Auch so das Glück
Tappt unter die Menge,
Faßt bald des Knaben
Lockige Unschuld,
Bald auch den kahlen
Schuldigen Scheitel.

Nach ewigen, ehrnen,
Großen Gesetzen
Müssen wir alle
Unseres Daseins
Kreise vollenden.

Nur allein der Mensch
Vermag das Unmögliche:
Er unterscheidet,
Wählet und richtet;
Er kann dem Augenblick
Dauer verleihen.

Er allein darf
Den Guten lohnen,
Den Bösen strafen,
Heilen und retten,
Alles Irrende, Schweifende
Nützlich verbinden.

Und wir verehren
Die Unsterblichen,
Als wären sie Menschen,
Täten im Großen,
Was der Beste im kleinen
Tut oder möchte.

Der edle Mensch
Sei hilfreich und gut!
Unermüdet schaff er
Das Nützliche, Rechte,
Sei uns ein Vorbild
Jener geahneten Wesen!
- Johann Wolfgang von Goethe (1783)


Johann Wolfgang von Goethe (1829) 
Livro do amor
O mais singular livro dos livros
É o livro do Amor;
Li-o com toda a atenção:
Poucas folhas de alegrias,
De dores cadernos inteiros.
Apartamento faz uma secção.
Reencontro! um breve capítulo,
Fragmentário. Volumes de mágoas
Alongados de comentários,
Infinitos, sem medida.
Ó Nisami! — mas no fim
Achaste o justo caminho;
O insolúvel, quem o resolve?
Os amantes que tornam a encontrar-se.
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Divã Ocidental-Oriental". [tradução de Paulo Quintela].


Lesebuch
Wunderlichstes Buch der Bücher
Ist das Buch der Liebe;
Aufmerksam hab ich’s gelesen:
Wenig Blätter Freuden,
Ganze Hefte Leiden;
Einen Abschnitt macht die Trennung.
Wiedersehn! ein klein Kapitel,
Fragmentarisch. Bände Kummers
Mit Erklärungen verlängert,
Endlos, ohne Maß.
O Nisami! – doch am Ende
Hast den rechten Weg gefunden;
Unauflösliches, wer löst es?
Liebende, sich wieder findend.


Mar calmo
Tranqüilo, o mar não canta nem ondeia.
O nauta, imerso noutro mar de mágoas,
Os olhos tristes e úmidos passeia
Pela tranqüila quietação das águas.

A onda, que dorme quieta, não espuma;
O astro, que sonha plácido, não canta,
E em todo o vasto mar, em parte alguma
A mais pequena vaga se levanta.
- Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Francisca Júlia]. In: GOETHE - Poesias Escolhidas. (Organização e seleção Samuel Pfromm Netto). Série Raízes Clássicas. 1ª ed., Campinas/SP: Editora Átomo, 2002.


Meeres stille 
Tiefe Stille herrscht im Wasser, 
Ohne Regung ruht das Meer, 
Und bekümmert sieht der Schiffer 
Glatte Fläche ringsumher.

Keine Luft von keiner Seite! 
Todesstille fürchterlich! 
In der ungeheuern Weite 
Reget keine Welle sich.
- Johann Wolfgang von Goethe



Mignon
Conheces o país onde os limões florescem
E laranjas de ouro acendem a folhagem?
Sopra do céu azul uma doce viragem
Junto ao loureiro altivo os mirtos adormecem. 
Conheces o país? 

É onde, para onde 
Eu quisera ir contigo, amado! Longe, longe! 

Conheces o solar? O teto que descansa 
Nas colunas, a sala, os quartos luminosos, 
E as estátuas a olhar-me, os mármores zelosos:
Que fizeram a ti, minha pobre criança?
Conheces o solar?

É onde, para onde 
Eu quisera ir contigo, amigo! Longe, longe! 

Conheces a montanha e a vereda de bruma, 
A alimária que busca a enevoada senda?
Nas grutas ainda vive o dragão da legenda,
A rocha cai em ponta e à roda a onda espuma,
Conheces a montanha?

É onde, para onde 
Nosso caminho, pai, nos chama. Vamos. Longe.
- Johann Wolfgang von Goethe. "Da Atualidade de Goethe". [tradução Haroldo de Campos]. In:_____. O arco-íris branco. Rio de. Janeiro: Imago 1997.


Mignon
Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn,
Im dunkeln Laub die Goldorangen glühn,
Ein sanfter Wind vom blauen Himmel weht,
Die Myrte still und hoch der Lorbeer steht?
Kennst du es wohl? Dahin!
Dahin möcht’ ich mit dir,
O mein Geliebter, ziehn.

Kennst du das Haus? Auf Säulen ruht sein Dach,
Es glänzt der Saal, es schimmert das Gemach,
Und Marmorbilder stehn und sehn mich an:
Was hat man dir, du armes Kind, getan?
Kennst du es wohl? Dahin!
Dahin möcht’ ich mit dir,
O mein Beschützer, ziehn.

Kennst du den Berg und seinen Wolkensteg?
Das Maultier such im Nebel seinen Weg,
In Höhlen wohnt der Drachen alte Brut;
Es stürzt der Fels und über ihn die Flut.
Kennst du ihn wohl? Dahin!
Dahin geht unser Weg!
O Vater, laß uns ziehn!
- Johann Wolfgang von Goethe



O pescador
A água espumava, a água subia,
Junto dela, o pescador
Tranquilo a sua linha seguia,
De coração sem temor.
E assim sentado, assim a olhar,
Vê a onda crescer e abrir;
E sai da agitação do mar
Uma donzela a escorrer.

E ela cantou, e ela falou:
«Porque atrais a minha prole
Com a tua astúcia e o engenho teu,
Para o calor mortal do Sol?
Se fosses peixe saberias
Como no fundo se está bem,
E assim como estas mergulharias,
Johann Wolfgang von Goethe
E salvavas-te enfim.

Não se deleita o Sol no mar,
E a Lua? É vê-los
Voltarem depois. ao respirar
As ondas, bem mais belos!
Não sentes a atração do céu,
Do húmido azul transfigurado?
E não te atrai o rosto teu
Para aqui, eterno e orvalhado?»

A água espumava, a água subia,
Já os pés lhe molhava,
Já o coração ansiava.
E ela falou, e ela cantou,
Ele não resistiu:
Atrai-o ela, ele se afundou,

E ninguém mais o viu.
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.


Der Fischer
Das Wasser rauscht', das Wasser schwoll,
ein Fischer saß daran,
sah nach dem Angel ruhevoll,
kühl bis ans Herz hinan.
Und wie er sitzt und wie er lauscht,
teilt sich die Flut empor;
aus dem bewegten Wasser rauscht
ein feuchtes Weib hervor.
Sie sang zu ihm, sie sprach zu ihm:
Was lockst du meine Brut
mit Menschenwitz und Menschenlist
hinauf in Todesglut?
Ach wüßtest du, wie's Fischlein ist
so wohlig auf dem Grund,
du stiegst herunter, wie du bist,
und würdest erst gesund.

Labt sich die liebe Sonne nicht,
der Mond sich nicht im Meer?
Kehrt wellenatmend ihr Gesicht
nicht doppelt schöner her?
Lockt dich der tiefe Himmel nicht,
das feuchtverklärte Blau?
Lockt dich dein eigen Angesicht
nicht her in ew'gen Tau?

Das Wasser rauscht', das Wasser schwoll,
netzt' ihm den nackten Fuß
sein Herz wuchs ihm so sehnsuchtsvoll,
wie bei der Liebsten Gruß.
Sie sprach zu ihm, sie sang zu ihm;
da war's um ihn geschehn:
Halb zog sie ihn, halb sank er hin
und ward nicht mehr gesehn.
- Johann Wolfgang von Goethe (1778)


Nemesis
Quando entre o povo grassa a peste atroz,
Devemos isolar-nos por prudência.
Também eu, por hesitação e ausência,
Me livrei de muita praga feroz.

Bafejou-me Amor mais do que uma vez,
E apesar disso deixei-o para trás.
E o mesmo fiz com aquelas Lacrimas
Cheias de rimas, a quatro e a três.

Mas não ficou impune o desdenhoso,
Como se de Fúrias o rasto viperino
Pelos montes o seguisse, terra e mar.

Ouço bem os Génios e seu riso;
Mas separam-me de todo o raciocínio

A fúria do soneto e loucura de amor.
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.


XI - Nemesis
Wenn durch das Volk die grimme Seuche wütet,
Soll man vorsichtig die Gesellschaft lassen.
Auch hab' ich oft mit Zaudern und Verpassen
Vor manchen Influenzen mich gehütet.

Und ob gleich Amor öfters mich begütet,
Mocht' ich zuletzt mich nicht mit ihm befassen.
So ging mir's auch mit jenen Lacrimassen,
Als vier - und dreifach reimend sie gebrütet.

Nun aber folgt die Strafe dem Verächter,
Als wenn die Schlangenfackel der Erinnen
Von Berg zu Tal, von Land zu Meer ihn triebe.

Ich höre wohl der Genien Gelächter;
Doch trennet mich von jeglichem Besinnen
Sonettenwut und Raserei der Liebe.
- Johann Wolfgang von Goethe


Pensamentos noturnos
Lastimo-vos, ó estrelas infelizes,
Que sois belas e brilhais tão radiosas,
Guiando de bom grado o marinheiro aflito,
Sem recompensa dos deuses ou dos homens:
Pois não amais, nunca conhecestes o amor!
Continuamente horas eternas levam
As vossas rondas pelo vasto céu.
Que viagem levastes já a cabo!,
Enquanto eu, entre os braços da amada,
De vós me esqueço e da meia-noite.
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Canções". [tradução Paulo Quintela]. in: "Poemas" Goethe (Antologia).. [tradução de Paulo Quintela]. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1958.


Nachtgedanken
Euch bedaur’ ich, unglücksel’ge Sterne,
Die ihr schön seyd und so herrlich scheinet,
Dem bedrängten Schiffer gerne leuchtet,
Unbelohnt von Göttern und von Menschen.
Denn ihr liebt nicht, kanntet nie die Liebe!
Unaufhaltsam führen ew’ge Stunden
Eure Reihen durch den weiten Himmel.
Welche Reise habt ihr schon vollendet,
Seit ich weilend in dem Arm der Liebsten
Euer und der Mitternacht vergessen!
- Johann Wolfgang von Goethe, in: Goethes Schriften. Achter Band, G. J. Göschen. 1789.


Poemas são como vitrais pintados
Poemas são como vitrais pintados!
Se olharmos da praça para a igreja,
Tudo é escuro e sombrio;
E é assim que o Senhor Burguês os vê.
Ficará agastado? — Que lhe preste!...
E agastado fique toda a vida!

Mas — vamos! — vinde vós cá para dentro,
Saudai a sagrada capela!
De repente tudo é claro de cores:
Súbito brilham histórias e ornatos;
Sente-se um presságio neste esplendor nobre;
Isto, sim, que é pra vós, filhos de Deus!
Edificai-vos, regalai os olhos!
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Poemas". [tradução de Paulo Quintela].



Gedichte sind gemalte Fensterscheiben
Gedichte sind gemalte Fensterscheiben!
Sieht man vom Markt in die Kirche hinein,
Da ist alles dunkel und düster;
Und so siehts auch der Herr Philister.
Der mag denn wohl verdrießlich sein
Und lebenslang verdrießlich bleiben.

Kommt aber nur einmal herein!
Begrüßt die heilige Kapelle;
Da ists auf einmal farbig helle,
Geschicht und Zierat glänzt in Schnelle,
Bedeutend wirkt ein edler Schein,
Dies wird euch Kindern Gottes taugen,
Erbaut euch und ergetzt die Augen!
- Johann Wolfgang von Goethe 



Prometeu
Encobre o teu céu, ó Zeus,
Com vapores de nuvens,
E, qual menino que decepa
A flor dos cardos,
Exercita-te em robles e cristas de montes;
Mas a minha Terra
Hás-de-ma deixar,
E a minha cabana, que não construíste,
E o meu lar,
Cujo braseiro
Me invejas.

Nada mais pobre conheço
Sob o sol do que vós, ó Deuses!
Mesquinhamente nutris
De tributos de sacrifícios
Johann Wolfgang von Goethe (1823)
E hálitos de preces
A vossa majestade;
E morreríeis de fome, se não fossem
Crianças e mendigos
Loucos cheios de esperança.

Quando era menino e não sabia
Pra onde havia de virar-me,
Voltava os olhos desgarrados
Para o sol, como se lá houvesse
Ouvido pra o meu queixume,
Coração como o meu
Que se compadecesse da minha angústia.

Quem me ajudou
Contra a insolência dos Titãs?
Quem me livrou da morte,
Da escravidão?
Pois não foste tu que tudo acabaste,
Meu coração em fogo sagrado?
E jovem e bom — enganado —
Ardias ao Deus que lá no céu dormia
Tuas graças de salvação?!

Eu venerar-te? E por quê?
Suavizaste tu jamais as dores
Do oprimido?
Enxugaste jamais as lágrimas
Do angustiado?
Pois não me forjaram Homem
O Tempo todo-poderoso
E o Destino eterno,
Meus senhores e teus?

Pensavas tu talvez
Que eu havia de odiar a Vida
E fugir para os desertos,
Lá porque nem todos
Os sonhos em flor frutificaram?

Pois aqui estou! Formo Homens
À minha imagem,
Uma estirpe que a mim se assemelhe:
Para sofrer, para chorar,
Para gozar e se alegrar,
E pra não te respeitar,
Como eu!”
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Poemas". Antologia. [tradução, notas e comentários de Paulo Quintela]. Coimbra: Centelha, 1979..


Prometheus
Bedecke deinen Himmel, Zeus,
Mit Wolkendunst,
Und übe, dem Knaben gleich,
Der Disteln köpft,
An Eichen dich und Bergeshöhn;
Mußt mir meine Erde
Doch lassen stehn
Und meine Hütte, die du nicht gebaut,
Und meinen Herd,
Um dessen Glut
Du mich beneidest.

Ich kenne nichts Ärmeres
Unter der Sonn als euch, Götter!
Ihr nähret kümmerlich
Von Opfersteuern
Und Gebetshauch
Eure Majestät
Und darbtet, wären
Nicht Kinder und Bettler
Hoffnungsvolle Toren.

Da ich ein Kind war,
Nicht wußte, wo aus noch ein,
Kehrt ich mein verirrtes Auge
Zur Sonne, als wenn drüber wär
Ein Ohr, zu hören meine Klage,
Ein Herz wie meins,
Sich des Bedrängten zu erbarmen.

Wer half mir
Wider der Titanen Übermut?
Wer rettete vom Tode mich,
Von Sklaverei?
Hast du nicht alles selbst vollendet,
Heilig glühend Herz?
Und glühtest jung und gut,
Betrogen, Rettungsdank
Dem Schlafenden da droben?

Ich dich ehren? Wofür?
Hast du die Schmerzen gelindert
Je des Beladenen?
Hast du die Tränen gestillet
Je des Geängsteten?
Hat nicht mich zum Manne geschmiedet
Die allmächtige Zeit
Und das ewige Schicksal,
Meine Herrn und deine?

Wähntest du etwa, 
Ich sollte das Leben hassen, 
In Wüsten fliehen, 
Weil nicht
alle Blütenträume reiften?

Hier sitz ich, forme Menschen
Nach meinem Bilde,
Ein Geschlecht, das mir gleich sei,
Zu leiden, zu weinen,
Zu genießen und zu freuen sich,
Und dein nicht zu achten,
Wie ich!
- Johann Wolfgang von Goethe

***

FAUSTO
FAUST:  DER TRAGÖDIE ERSTER TEIL NACHT.

Dedicatória
Johann Wolfgang von Goethe (1785)
Surgis de novo, figuras fugidias
Que ao turvo olhar vos mostrastes outrora.
Cabem em meu coração tais fantasias?
Serei capaz de vós reter agora?
Quereis entrar! Seja, reinai sem peias,
Vós, que subis das brumas da memória;
A minha alma renasce, emocionada
Pelo sopro mágico da vossa cavalgada.

Trazeis imagens de outra felicidade,
E ressurge muita sombra querida;
Voltam primeiro amores, velha amizade,
Como uma antiga lenda, meio perdida;
Renasce a dor, a mágoa insiste e invade
A errância labiríntica da vida,
E nomeia os amigos que a má sorte
Privou de gozos e entregou cedo à morte.

Não ouvem os meus cantos de agora
As almas para quem primeiro cantei;
Disperso o grupo da primeira hora,
Mudos os ecos que então despertei.
A turba ignota o meu canto devora,
E nem com seu aplauso me alegrei;
E os que os meus versos amaram a fundo,
Se ainda vivem erram por esse mundo.

E apossa-se de mim uma olvidada
Saudade desse reino calmo e grave
Dos Espíritos, e a minha ciciada
Canção, eólia harpa, é voo de ave;
Estremeço, ao pranto a lagrima ajuntada
O peito austero torna leve e suave:
O que possuo dilui-se na distância,
E o que fugira ganha forma e substância.
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Fausto". [tradução João Barrento]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999. 



Zueignung
Ihr naht euch wieder, schwankende Gestalten,
Die früh sich einst dem trüben Blick gezeigt.
Versuch ich wohl, euch diesmal festzuhalten?
Fühl ich mein Herz noch jenem Wahn geneigt?
Ihr drängt euch zu! nun gut, so mögt ihr walten,
Wie ihr aus Dunst und Nebel um mich steigt;
Mein Busen fühlt sich jugendlich erschüttert
Vom Zauberhauch, der euren Zug umwittert.

Ihr bringt mit euch die Bilder froher Tage,
Und manche liebe Schatten steigen auf;
Gleich einer alten, halbverklungnen Sage
Kommt erste Lieb und Freundschaft mit herauf;
Der Schmerz wird neu, es wiederholt die Klage
Des Lebens labyrinthisch irren Lauf,
Und nennt die Guten, die, um schöne Stunden
Vom Glück getäuscht, vor mir hinweggeschwunden.

Sie hören nicht die folgenden Gesänge,
Die Seelen, denen ich die ersten sang;
Zerstoben ist das freundliche Gedränge,
Verklungen, ach! der erste Widerklang.
Mein Lied ertönt der unbekannten Menge,
Ihr Beifall selbst macht meinem Herzen bang,
Und was sich sonst an meinem Lied erfreuet,
Wenn es noch lebt, irrt in der Welt zerstreuet.

Und mich ergreift ein längst entwöhntes Sehnen
Nach jenem stillen, ernsten Geisterreich,
Es schwebet nun in unbestimmten Tönen
Mein lispelnd Lied, der Äolsharfe gleich,
Ein Schauer faßt mich, Träne folgt den Tränen,
Das strenge Herz, es fühlt sich mild und weich;
Was ich besitze, seh ich wie im Weiten,

Und was verschwand, wird mir zu Wirklichkeiten.
- Johann Wolfgang von Goethe. Faust: der tragödie erster teil nacht. 

Fausto:
Aqui estou eu: Filosofia,
Medicina e Jurisprudência,
E para meu mal até Teologia
Estudei a fundo, com paciência.
E reconheço, pobre diabo,
Que sei o mesmo, ao fim e ao cabo!
Chamam-me Mestre, Doutor, sei lá quê,
E há dez anos que o mundo me vê
Levando atrás de mim a eito
Fiéis discípulos a torto e a direito –
E afinal vejo: nosso saber é nada!
E de ficar com a alma amargurada.
Sei mais, é claro, que todos os patetas,
Mestres, doutores, escribas e padrecas;
Nem escrúpulos nem dúvidas eu temo,
E não receio nem Inferno nem demo –
Mas não me resta réstia de alegria,
Nem me iludo com vã sabedoria,
Nem creio que tenha nada a ensinar
À humanidade, que a possa salvar.
Também não tenho bens nem capitais,
Nem glórias ou honras mundanais.
Até um cão desta vida fugia!
Por isso me entreguei à magia,
Para ver se por força da mente
Tanto mistério se abre à minha frente;
Para que não tenha, com o fel que suei,
 De dizer mais aquilo que não sei;
Para conhecer os segredos que o mundo
Sustentam no seu âmago mais fundo,
Para intuir forças vivas, sementes,
E largar as palavras indigentes.
Ah, viesses tu, doce luar,
Envolver minha última dor!
Tu, que por noites adentro
Esperei a esta banca, atento:
Sobre a livralhada babilônica
Vinhas, amiga melancólica!
Ah, pudesse eu por esses cumes
Andar sob teus brandos lumes,
Pairar em grutas com seres alados,
Ao teu crepúsculo errar pelos prados,
E, livre das névoas do saber,
Em teu orvalho renascer! 
[...]
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Fausto". [tradução João Barrento]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999, p. 49-51.


Faust:
Habe nun, ach! Philosophie,
Juristerei und Medizin,
Und leider auch Theologie
Durchaus studiert, mit heißem Bemühn.
Da steh ich nun, ich armer Tor!
Und bin so klug als wie zuvor;
Heiße Magister, heiße Doktor gar
Und ziehe schon an die zehen Jahr
Herauf, herab und quer und krumm
Meine Schüler an der Nase herum –
Und sehe, daß wir nichts wissen können!
Das will mir schier das Herz verbrennen.
Zwar bin ich gescheiter als all die Laffen,
Doktoren, Magister, Schreiber und Pfaffen;
Mich plagen keine Skrupel noch Zweifel,
Fürchte mich weder vor Hölle noch Teufel –
Dafür ist mir auch alle Freud entrissen,
Bilde mir nicht ein, was Rechts zu wissen,
Bilde mir nicht ein, ich könnte was lehren,
Die Menschen zu bessern und zu bekehren.
Auch hab ich weder Gut noch Geld,
Noch Ehr und Herrlichkeit der Welt;
Es möchte kein Hund so länger leben!
Drum hab ich mich der Magie ergeben,
Ob mir durch Geistes Kraft und Mund
Nicht manch Geheimnis würde kund;
Daß ich nicht mehr mit saurem Schweiß
Zu sagen brauche, was ich nicht weiß;
Daß ich erkenne, was die Welt
Im Innersten zusammenhält,
Schau alle Wirkenskraft und Samen,
Und tu nicht mehr in Worten kramen.

O sähst du, voller Mondenschein,
Zum letzenmal auf meine Pein,
Den ich so manche Mitternacht
An diesem Pult herangewacht:
Dann über Büchern und Papier,
Trübsel'ger Freund, erschienst du mir!
Ach! könnt ich doch auf Bergeshöhn
In deinem lieben Lichte gehn,
Um Bergeshöhle mit Geistern schweben,
Auf Wiesen in deinem Dämmer weben,
Von allem Wissensqualm entladen,

In deinem Tau gesund mich baden!
[...]
- Johann Wolfgang von Goethe

Fausto:
Em nenhum hábito deixarei de sentir
A dor da vida estreita que levar
Sou muito velho para só querer brincar,
E muito novo para sem ânsia existir.
Que tem o mundo hoje para me oferecer?
A renúncia! Deves renunciar:
É essa a eterna ladainha
Que a todos nos ouvidos ecoa
E que, uma vida inteirinha,
Uma voz rouca sem fim apregoa.
Acordo de manhã numa agonia,
E lágrimas amargas só me traz
O tempo que decorre, e em cada dia
Nem um desejo só me satisfaz;
Até do prazer o antegozo
Me estraga com espírito invejoso,
E do sopro criador da alma activa
Com mil esgares hostis também me priva.
E depois, quando a noite nos envolve
E eu no leito caio, angustiado,
Também então a inquietação revolve
Os sonhos que me deixam aterrado.
A divindade que em meu peito mora
Pode agitar-me a alma até ao fundo;
Em minhas forças manda, mas lá fora
Não tem poder sobre as rodas do mundo.
E assim a existência me é um peso.
A morte ansiada, a vida um ódio imenso. 
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Fausto". [tradução João Barrento]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999, p. 98-99.
  
***


TRILOGIA DA PAIXÃO
TRILOGIE DER LEIDENSCHAFT

A Werther
Uma vez mais, fantasma tão chorado,
À luz do dia te atreves a aflorar,
Entre as flores novas te encontro, no prado,
E não te faz tremer o meu olhar.
É como se vivesses na manhã,
Quando, num campo, o orvalho nos alivia,
Depois do dia e seu ingrato afã
O último raio de sol nos delicia;
Eleito eu para ficar, tu para partir,
Adiante foste — sem muito perder.

Parece a vida humana uma bela surpresa:
O dia, que prazer! E a noite, que grandeza!
E nós, plantados num paraíso tal.
Mal desfrutamos do magnífico sol,
Em ambições e lutas confundidos
Ou connosco ou com o mundo envolvidos;
Ninguém completa o outro em sã partilha,
Lá fora há sombras quando noss’ alma brilha
Um brilho externo cega o meu turvo olhar,
Está perto a sorte — e deixamo-la passar.

Julgamos conhecê-la! E à força então
Vence a mulher e a sua sedução:
O jovem, feliz como na infância o era
Transforma-se na própria Primavera,
Pergunta, estupefacto : que aconteceu ?
Olha em redor, e o mundo é todo seu.
Pressa incontida arrasta-o para o longe,
Nem muralha nem palácio o constrange;
Como bando de pássaros rasando
As copas, ele a amada vai rondando
Busca, do éter que deixar pretende,
O olhar fiel, e é este que o prende.

Mas prematuro, ou tardio, e o aviso,
Algo lhe tolhe o voo, sente-se preso,
Alegre o encontro, penosa a despedida,
O reencontro alegra-o mais ainda,
E num momento anos recupera,
Mas o pérfido adeus já os espera.

Sorris, amigo, como convém, sensível,
Deu-te fama a partida terrível
Celebrámos teu destino fatal,
Cá nos deixaste, para o bem e para o mal:
Depois voltámos ao trilho indistinto
Das paixões perdidas no labirinto;
Enredámo-nos de novo na má sorte,
Na partida por fim — partida é morte!
Canta o poeta, e como nos apraz,
Fugindo à morte que a partida traz!
Mergulhado em tal dor — culpa nem tanto —.
Que um deus lhe dê dizer seu sofrimento.
- Johann Wolfgang von Goethe, do livro "Trilogia da Paixão". In: "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.



An Werther
Noch einmal wagst du, vielbeweinter Schatten,
Hervor dich an das Tageslicht,
Begegnest mir auf neu beblümten Matten
Und meinen Anblick scheust du nicht.
Es ist als ob du lebtest in der Frühe,
Wo uns der Tau auf Einem Feld erquickt,
Und nach des Tages unwillkommner Mühe
Der Scheidesonne letzter Strahl entzückt;
Zum Bleiben ich, zum Scheiden du, erkoren,
Gingst du voran - und hast nicht viel verloren.

Des Menschen Leben scheint ein herrlich Los:
Der Tag, wie lieblich, so die Nacht, wie groß!
Und wir gepflanzt in Paradieses Wonne,
Genießen kaum der hocherlauchten Sonne,
Da kämpft sogleich verworrene Bestrebung
Bald mit uns selbst und bald mit der Umgebung;
Keins wird vom andern wünschenswert ergänzt,
Von außen düstert's, wenn es innen glänzt,
Ein glänzend Äußres deckt mein trüber Blick,
Da steht es nah - und man verkennt das Glück.

Nun glauben wir's zu kennen! Mit Gewalt
Ergreift uns Liebreiz weiblicher Gestalt:
Der Jüngling, froh wie in der Kindheit Flor
Im Frühling tritt als Frühling selbst hervor,
Entzückt, erstaunt, wer dies ihm angetan?
Er schaut umher, die Welt gehört ihm an.
In's Weite zieht ihn unbefangene Hast,
Nichts engt ihn ein, nicht Mauer, nicht Palast;
Wie Vögelschar an Wäldergipfeln streift,
So schwebt auch er, der um die Liebste schweift,
Er sucht vom Äther, den er gern verläßt,
Den treuen Blick und dieser hält ihn fest.

Doch erst zu früh und dann zu spat gewarnt,
Fühlt er den Flug gehemmt, fühlt sich umgarnt,
Das Wiedersehn ist froh, das Scheiden schwer,
Das Wieder-Wiedersehn beglückt noch mehr
Und Jahre sind im Augenblick ersetzt;
Doch tückisch harrt das Lebewohl zuletzt.

Du lächelst, Freund, gefühlvoll wie sich ziemt:
Ein gräßlich Scheiden machte dich berühmt;
Wir feierten dein kläglich Mißgeschick,
Du ließest uns zu Wohl und Weh zurück;
Dann zog uns wieder ungewisse Bahn
Der Leidenschaften labyrinthisch an;
Und wir verschlungen wiederholter Not,
Dem Scheiden endlich - Scheiden ist der Tod!
Wie klingt es rührend wenn der Dichter singt,
Den Tod zu meiden, den das Scheiden bringt!
Verstrickt in solche Qualen halbverschuldet

Geb' ihm ein Gott zu sagen was er duldet.
- Johann Wolfgang von Goethe


Elegia
E quando o homem emudece de dor
Um deus me deu dizer tudo o que sofro.

Que hei-de eu então do reencontro esperar,
Do botão deste dia inda fechado?
Paraíso e inferno, de par em par
Johann Wolfgang von Goethe (1800)
Se abrem ao meu espírito desvairado
Não tenho dúvidas! Ao céu vai subir,
P’ra nos braços a ti te receber.

E assim no paraíso já te vejo,
No eterno e belo reino, sem merecê-lo;
Não te restou esperança, ânsia, desejo,
Era esta a meta do mais íntimo anelo,
E ante uma tal beleza nasce o espanto,
Secou a fonte de nostálgico pranto.

Que célere o bater de asas do dia!
Um a um os minutos a ceder!
À noite, o beijo - o selo que nos unia:
E assim será com o Sol que há-de nascer.
Correm as horas, iguais e indolentes,
Todas irmãs, e todas tão diferentes.

O beijo, o derradeiro, doce cruel,
Rasga a trama sublime deste amor.
O pé apressa-se, pára, foge do umbral,
Expulso pelo anjo de espada a flamejar;
Fixa o olhar o caminho, enfadado,
Volta-se, triste — o portão está fechado.

Fechado em si agora o coração.
Como se nunca aberto se tivesse
Nem, com os astros em competição,
Com ela horas de sonho desfrutasse;
E arrependimentos, cuidados, desprazer,
Como ar de chumbo sobre ele a pesar.

Mas não nos resta o mundo? -  Estes rochedos.
De sombras sacras não estão coroados?
Não sazona a colheita? E os campos verdes
Não se estendem por rios, bosques e prados?
E não se arqueia a cósmica grandeza,
Ou rica em formas, ou nua de beleza?

Grácil e leve, em claro tecido, aéreo,
Paira, seráfica, entre brumas estelares,
Como que a ela igual, no azul etéreo,
Forma esbelta, de diáfanos vapores:
Assim a viste dançando, esplendorosa,
Das formas graciosas a mais graciosa.

Mas só por uns instantes ousaras
Um fantasma reter em seu lugar;
Volta ao coração! Aí a encontrarás,
Em mil formas se oferecendo ao teu olhar;
E uma verás em muitas convertida,
Em milhares delas, cada vez mais querida.

Ficava às portas, como para receber-me,
Passo a passo me levando ao desvairo;
Depois do último beijo inda alcançar-me
Para nos lábios me pôr o derradeiro:
E fica-me essa imagem clara e viva
No coração fiel a fogo escrita.

Muralha alcandorada, o coração,
Que a guarda em si e se guarda para ela,
Que por ela se alegra com a própria duração,
Só de si sabe quando ela se revela,
Se sente livre nessa amada prisão,
E por ela bate, todo gratidão.

Se morta e apagada estava em mim
A vontade de amar, de ser amado,
Logo o desejo de nova ação senti,
De decisões, projetos esperançados!
E se é verdade que o amor inspira o amante,
Eu próprio disso sou prova eloquente;

E a ela o devo! Que angústia interior,
No corpo e n’ alma odiada opressão:
Assediado por imagens de terror,
No deserto vazio do coração:
Mas nasce a esperança no conhecido umbral,
E ela mesma aparece, um claro Sol.

À paz de Deus que neste mundo a vós
a razão consola — é o que lemos —
Comparo do amor a serena paz
Na presença do ser que mais amamos’
Repousa o coração, e nada abala
Este forte sentir de ser só dela.

Na nossa alma pura há uma saudade
De só nos darmos, em gesto livre e grato,
A uma pura, ignota, alta entidade,
Desvelando em nós o eterno Inominado;
Devoção lhe chamamos, e eu sinto
Esse êxtase quando ante ela me encontro.

O seu olhar, como a força do Sol,
O seu hálito, como a brisa de Maio,
Faz degelar, como em cripta invernal,
O egoísmo que o tempo inteiriçou;
Não há interesse, vontade, que resistam,
Quando ela chega logo eles se dissipam.

É como se dissesse: «De hora a hora
Amavelmente a vida nos é dada,
O que ontem foi, mal o temos agora.
A ciência do futuro é-nos vedada:
E sempre que à noitinha tive medo,
O pôr do Sol me encontrou vivo e ledo.

«Por isso, faz como eu e olha, sensato,
O instante de frente, sem adiar!
Enfrenta-o logo, benévolo, animado,
Quer para o prazer da ação, quer para amar:
Onde estiveres, sê tudo, infantilmente,
E serás tudo, insuperável sempre.»

Tu falas bem, pensei, e a ti te deu
Um deus por companhia o dom do instante,
E cada um num instante se sente a teu
Lado ao dom dos Fados pretendente;
Assusta-me o sinal que a num de ti
Me afasta — tanto saber para quê?

Estou longe agora! Ao minuto que passa
Que coisa convém mais? Não sei dizer;
Algo de bom me oferece, com a beleza,
Johann Wolfgang von Goethe, por Josef Raabe (1814)
Mas só me pesa, tenho de o repelir;
Move-me a ânsia indócil que há em mim
E o que me resta são lágrimas sem fim.

Brotai então, e correi sem parar,
Mas o fogo interior não esfriareis!
Um furor louco meu peito quer rasgar,
Vida e morte entram em luta feroz.
Para a dor do corpo mezinha iria achar,
Mas falta ao espírito a decisão, o querer,

E o entendimento: como passar sem ela?
E mil vezes convoca a sua imagem,
Que ora lhe é roubada, ora vacila,
Nítida agora, depois uma miragem;
Virá alguma vez consolação
Do vaivém das marés do coração?

Deixai-me aqui, meus fiéis companheiros,
Entre pântano e musgo, numa fraga;
O mundo abre-se a vós. Ide, ligeiros!
Sublime e grande é o Céu, a Terra larga;
Estudai, juntai os factos, e na procura
Balbuciai os segredos da Natura.

Perdi o Todo, de mim já me perdera,
Eu, ainda há pouco o eleito dos deuses.
À prova me puseram, veio Pandora
Cheia de bens, e inda mais de reveses:
A uma pródiga boca me prenderam,

E com a separação morte me deram.
- Johann Wolfgang von Goethe, do livro "Trilogia da Paixão". In: "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.


Marienbader Elegie
Elegie
 Und wenn der Mensch in seiner Qual verstummt,
 Gab mir ein Gott zu sagen was ich leide.

     Was soll ich nun vom Wiedersehen hoffen,
Von dieses Tages noch geschloss’ner Blüthe?
Das Paradies, die Hölle steht dir offen;
Wie wankelsinnig regt sich’s im Gemüthe! –
Kein Zweifeln mehr! Sie tritt an’s Himmelsthor,
Zu Ihren Armen hebt sie dich empor.

     So warst du denn im Paradies empfangen
Als wärst du werth des ewig schönen Lebens;
Dir blieb kein Wunsch, kein Hoffen, kein Verlangen,
Hier war das Ziel des innigsten Bestrebens,
Und in dem Anschaun dieses einzig Schönen
Versiegte gleich der Quell sehnsüchtiger Thränen.

     Wie regte nicht der Tag die raschen Flügel,
Schien die Minuten vor sich her zu treiben!
Der Abendkuß, ein treu verbindlich Siegel:
So wird es auch der nächsten Sonne bleiben.
Die Stunden glichen sich in zartem Wandern
Wie Schwestern zwar, doch keine ganz den andern.

     Der Kuß der letzte, grausam süß, zerschneidend
Ein herrliches Geflecht verschlungner Minnen.
Nun eilt, nun stockt der Fuß die Schwelle meidend,
Als trieb ein Cherub flammend ihn von hinnen;
Das Auge starrt auf düstrem Pfad verdrossen,
Es blickt zurück, die Pforte steht verschlossen.

     Und nun verschlossen in sich selbst, als hätte
Dieß Herz sich nie geöffnet, selige Stunden
Mit jedem Stern des Himmels um die Wette
An ihrer Seite leuchtend nicht empfunden;
Und Mißmuth, Reue, Vorwurf, Sorgenschwere
Belasten’s nun in schwüler Atmosphäre.

     Ist denn die Welt nicht übrig? Felsenwände
Sind sie nicht mehr gekrönt von heiligen Schatten?
Die Erndte reift sie nicht? Ein grün Gelände
Zieht sich’s nicht hin am Fluß durch Busch und Matten?
Und wölbt sich nicht das überweltlich Große
Gestaltenreiche, bald gestaltenlose?

     Wie leicht und zierlich, klar und zart gewoben,
Schwebt, Seraph gleich, aus ernster Wolken Chor,
Als glich es ihr, am blauen Aether droben,
Ein schlank Gebild aus lichtem Duft empor;
So sahst du sie in frohem Tanze walten
Die Lieblichste der lieblichsten Gestalten.

     Doch nur Momente darfst dich unterwinden
Ein Luftgebild statt ihrer fest zu halten;
In’s Herz zurück, dort wirst du’s besser finden,
Dort regt sie sich in wechselnden Gestalten;
Zu Vielen bildet Eine sich hinüber,
So tausendfach, und immer immer lieber.

     Wie zum Empfang sie an den Pforten weilte
Und mich von dannauf stufenweis beglückte;
Selbst nach dem letzten Kuß mich noch ereilte,
Den letztesten mir auf die Lippen drückte:
So klar beweglich bleibt das Bild der Lieben,
Mit Flammenschrift in’s treue Herz geschrieben.

     In’s Herz, das fest wie zinnenhohe Mauer
Sich ihr bewahrt und sie in sich bewahret,
Für sie sich freut an seiner eignen Dauer,
Nur weiß von sich, wenn sie sich offenbaret,
Sich freier fühlt in so geliebten Schranken
Und nur noch schlägt, für alles ihr zu danken.

     War Fähigkeit zu lieben, war Bedürfen
Von Gegenliebe weggelöscht, verschwunden;
Ist Hoffnungslust zu freudigen Entwürfen,
Entschlüssen, rascher That sogleich gefunden!
Wenn Liebe je den Liebenden begeistet,
Ward es an mir auf’s lieblichste geleistet;

     Und zwar durch sie! – Wie lag ein innres Bangen
Auf Geist und Körper, unwillkommner Schwere:
Von Schauerbildern rings der Blick umfangen
Im wüsten Raum beklommner Herzensleere;
Nun dämmert Hoffnung von bekannter Schwelle,
Sie selbst erscheint in milder Sonnenhelle.

     Dem Frieden Gottes, welcher euch hienieden
Mehr als Vernunft beseliget – wir lesen’s –
Vergleich’ ich wohl der Liebe heitern Frieden
In Gegenwart des allgeliebten Wesens;
Da ruht das Herz und nichts vermag zu stören
Den tiefsten Sinn, den Sinn ihr zu gehören.

     In unsers Busens Reine wogt ein Streben,
Sich einem höhern, reinern, unbekannten,
Aus Dankbarkeit freiwillig hinzugeben,
Enträthselnd sich den ewig Ungenannten;
Wir heißen’s: fromm seyn! – Solcher seligen Höhe
Fühl’ ich mich theilhaft, wenn ich vor ihr stehe.

     Vor ihrem Blick, wie vor der Sonne Walten,
Vor ihrem Athem, wie vor Frühlingslüften,
Zerschmilzt, so längst sich eisig starr gehalten,
Der Selbstsinn tief in winterlichen Grüften;
Kein Eigennutz, kein Eigenwille dauert,
Vor ihrem Kommen sind sie weggeschauert.

     Es ist als wenn sie sagte: „Stund um Stunde
Wird uns das Leben freundlich dargeboten,
Das Gestrige ließ uns geringe Kunde,
Das Morgende, zu wissen ist’s verboten;
Und wenn ich je mich vor dem Abend scheute,
Die Sonne sank und sah noch was mich freute.

     Drum thu’ wie ich und schaue, froh verständig,
Dem Augenblick in’s Auge! Kein Verschieben!
Begegn’ ihm schnell, wohlwollend wie lebendig,
Im Handeln sey’s, zur Freude, sey’s dem Lieben;
Nur wo du bist sey alles, immer kindlich,
So bist du alles, bist unüberwindlich.“

     Du hast gut reden, dacht’ ich, zum Geleite
Gab dir ein Gott die Gunst des Augenblickes,
Und jeder fühlt an deiner holden Seite
Sich Augenblicks den Günstling des Geschickes;
Mich schreckt der Wink von dir mich zu entfernen,
Was hilft es mir so hohe Weisheit lernen!

     Nun bin ich fern! Der jetzigen Minute
Was ziemt denn der? Ich wüßt’ es nicht zu sagen;
Sie bietet mir zum Schönen manches Gute,
Das lastet nur, ich muss mich ihm entschlagen;
Mich treibt umher ein unbezwinglich Sehnen,
Da bleibt kein Rath als grenzenlose Thränen.

     So quellt denn fort! und fließet unaufhaltsam;
Doch nie geläng’s, die innre Gluth zu dämpfen!
Schon ras’t’s und reißt in meiner Brust gewaltsam,
Wo Tod und Leben grausend sich bekämpfen.
Wohl Kräuter gäb’s, des Körpers Qual zu stillen;
Allein dem Geist fehlt’s am Entschluß und Willen,

     Fehlt’s am Begriff: wie sollt’ er sie vermissen?
Er wiederholt ihr Bild zu tausendmalen.
Das zaudert bald, bald wird es weggerissen,
Undeutlich jetzt und jetzt im reinsten Strahlen;
Wie könnte dieß geringstem Troste frommen,
Die Ebb’ und Fluth, das Gehen wie das Kommen?
________

     Verlaßt mich hier, getreue Weggenossen!
Laßt mich allein am Fels, in Moor und Moos;
Nur immer zu! euch ist die Welt erschlossen,
Die Erde weit, der Himmel hehr und groß;
Betrachtet, forscht, die Einzelheiten sammelt,
Naturgeheimniß werde nachgestammelt.

     Mir ist das All, ich bin mir selbst verloren,
Der ich noch erst den Göttern Liebling war;
Sie prüften mich, verliehen mir Pandoren,
So reich an Gütern, reicher an Gefahr;
Sie drängten mich zum gabeseligen Munde,
Sie trennen mich, und richten mich zu Grunde.
- Johann Wolfgang von Goethe


Reconciliação
Goethe, por Kraus Georg Melchior (1775/1776)
Paixão traz sofrimento! — Quem alivia
De tanta perda o coração ferido?
Esvaem-se as mais belas horas do dia.
Para a beleza em vão foste escolhido!
Opaco o espírito, os desígnios confundidos;
A grandeza do mundo escapa-se aos sentidos!

Mas eis que em asas de anjo vem pairando
A música, que mil sons com sons casa,
A natureza humana penetrando,
Em rica dádiva de eterna beleza:
Os olhos húmidos sentem o supremo dom
Do divino valor da lágrima e do som.

E o coração aliviado sabe então
Que vive e bate e quer continuar,
Dando-se todo, em pura gratidão
Pelas graças que ela lhe quis dar.
Sentiu-se aí — ah, se assim sempre for...

A dupla felicidade dos sons e do amor.
- Johann Wolfgang von Goethe, do livro "Trilogia da Paixão". In: "Obras Escolhidas de Goethe - Poesia". [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.



Aussöhnung
Die Leidenschaft bringt Leiden! - Wer beschwichtigt
Beklommnes Herz das allzuviel verloren?
Wo sind die Stunden, überschnell verflüchtigt?
Vergebens war das Schönste dir erkoren!
Trüb' ist der Geist, verworren das Beginnen;
Die hehre Welt wie schwindet sie den Sinnen!

Da schwebt hervor Musik mit Engelschwingen,
Verflicht zu Millionen Tön' um Töne,
Des Menschen Wesen durch und durch zu dringen,
Zu überfüllen ihn mit ew'ger Schöne:
Das Auge netzt sich, fühlt im höhern Sehnen
Den Götter-Wert der Töne wie der Tränen.

Und so das Herz erleichtert merkt behende
Daß es noch lebt und schlägt und möchte schlagen,
Zum reinsten Dank der überreichen Spende
Sich selbst erwiedernd willig darzutragen.
Da fühlte sich - o daß es ewig bliebe! -
Das Doppel-Glück der Töne wie der Liebe.
- Johann Wolfgang von Goethe (1823)

***


Goethe in the Roman Campagna (1786) by Johann Heinrich Wilhelm Tischbein

FORTUNA CRÍTICA
[Bibliografia – estudos acadêmicos: livros, teses, dissertações monografias, artigos e ensaios]
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ARAUJO, Roberta Rosa de. O legado de Fausto na obra de Eça de Queirós. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 2008.
ARAUJO, Suzane da Silva. Romantismo e subjetividade: influência de Rousseau e Kant sobre Goethe e Schiller.. Anais I Colóquio Kant e o Kantismo, v. 1, p. 1-7, 2009.
AUGUSTIN, Günther Herwig. Goethe - mito, memória e história. In: BENN-IBLER, Veronika. (Org.). Interfaces Culturais. Brasil - Alemanha. Belo Horizonte: Faculdade de Letras - UFMG, 2006, v. , p. 189-201.
AUGUSTIN, Günther Herwig. Was wäre Goethe ohne Shakespeare?. In: Else Ribeiro Pires Vieira; Veronika Benn-Ibler. (Org.). Culturas e signos em deslocamento. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 1995, v. , p. 118-125.
ÁVILA, Myriam. A pedra flexível do discurso: imagens do Brasil na Alemanha de Goethe. Abralic. Salvador, v. 5, p. 65-75, 2000.
Johann Wolfgang von Goethe (1824)
Desenho de K. C. Vogel von Vogelstein
BACH JUNIOR, Jonas. A fenomenologia da natureza de Goethe: conexões à educação ambiental. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 30, p. 140-158, 2013.
BACH JUNIOR, Jonas. A percepção ambiental na Pedagogia Waldorf: a fenomenologia de Goethe e a Teoria dos Sentidos de Steiner aplicados à educação ecológica. OLAM (Rio Claro), v. 7, p. 427-443, 2007.
BACH JUNIOR, Jonas. Educação Ecológica e a fenomenologia de Goethe e Steiner na Pedagogia Waldorf: a experiência estética no desenvolvimento da percepção ecológica. Revista Inter Ação, v. 33, p. 103-116, 2008.
BAGLI, Alcione Maria dos Santos. Ecos da estética de Schiller no Wilhelm Meister de Goethe. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2003.
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BARROS, Lilian Ried Miller. A cor na Bauhaus: teorias e metodologias didáticas e a influência da doutrina de Goethe. (Dissertação Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). Universidade de São Paulo, USP, 2011.
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. [tradução Hortência dos Santos]. 4ª ed. , Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1984.
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SCHUBACK, Marcia Sa Cavalcante. A doutrina dos sons de Goethe a caminho da música nova de Webern. [Seleção, tradução e comentários Marcia Sá Cavalcante Schuback]. Com o ensaio “Composição e natureza”, de Rodolfo Caesar. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1999.
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"Minha alma inunda-se de uma serenidade maravilhosa, harmonizando-se com a das doces manhãs primaveris que procuro fruir com todas as minhas forças. Estou só e abandono-me à alegria de viver nesta região criada para as almas iguais à minha. Sou tão feliz, meu amigo, e de tal modo mergulhado no tranqüilo sentimento da minha própria existência, que esqueci a minha arte. Neste momento, ser-me-ia impossível desenhar a coisa mais simples; e, no entanto, nunca fui tão grande pintor. Quando em torno de mim os vapores se elevam do meu vale querido, e o sol a pino procura devassar a impenetrável penumbra da minha floresta, mas apenas alguns dos seus raios conseguem insinuar-se no fundo deste santuário; quando, à beira da cascata, ocultas sob os arbustos, descubro rente ao chão mil diferentes espécies de plantazinhas; quando sinto mais perto do meu coração o formigar de um pequeno universo escondido embaixo das ervinhas, e são os insetos, moscardos de formas inumeráveis cuja variedade desafia o observador, e sinto a presença do Todo-Poderoso que nos criou à sua imagem, o sopro do Todo-Amante que nos sustenta e faz flutuar num mundo de ternas delícias...; então, meu amigo, é quando o meu olhar amortece, e o mundo em redor, e o céu infinito adormecem inteiramente na minha alma como a imagem da bem-amada; muitas vezes, então, um desejo ardente me arrebata e digo a mim mesmo: "Oh! Se tu pudesses exprimir tudo isso! Se tu pudesses exalar, sequer, e fixar no papel tudo quanto palpita dentro de ti com tanto calor e plenitude, de modo que essa obra se tornasse o espelho de tua alma, como tua alma é o espelho de Deus!..." meu amigo!... este arroubamento me faz desfalecer; sucumbo sob a força dessas visões magníficas. (...)"
- Johann Wolfgang von Goethe, em trecho "Os sofrimentos do Jovem Werther".
  
 
Wilhelm Freiherr von Humboldt, Alexander Freiherr von Humboldt,
Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Schiller, em Jena, 1796.

MUSICAS INSPIRADAS NA OBRA DE GOETHE
BEETHOVEN, Ludwig van, 1770-1827. Ouverture zu Goethe's Trauerspiel Egmont. .. Leipzig, E. Eulenburg, s.d. Partit. (47 p.).

BERLIOZ, Héctor, 1803-1868. La Dannazione di Faust; leggenda dramatica... canto e painoforte. Paris, Costallat, s.d. Part. (275).

BRAHMS, Johannes, 1833-1897. Rinaldo von Goethe; Kantate für Tenor-solo, Männerchor un Orchester. In: ___ Sämtliche Werke. Ausgabe der Gesellschaft der Musikfreunde in Wien. Wiesbaden, Breitkopf & Härtel, s.d. Part. (v. 18, p. 93-234).

GOUNOD, Charles François, 1818-193. Faust: Opéra em 5 actes de J. Barbier et M. Carré. 3 éd., Paris, Choudens, s.d. Part. (244p.).

Johann Wolfgang Goethe,  por Luise Seidles (Weimar/1811)
LISZT, Franz, 1811-1886. Eine Faust-Symphonie in drei Charakterbildern (nach Goethe). .. Für grosses Orchester und Männerchor... Neue Aufl. Leipzig, J. Schuberth & Co., s.d. Partit. (328 p.).

MENDELSSOHN-BARTHOLDY, Felix, 1809-1847. Die erste Walpurgisnacht; Ballade von Goethe für Chor un Orchester. In: ___ Werke, Leipzig, Breitkopf Y Härtel, 1874-77. Famborough, Gregg Intern. Publ., 1967. Part. (p.1-154).

MOZART, Johann Chrysostom Wolfgan Amadeus, 1756-1791. Das Veilche; Lied für eine Singstimme mi Klavierbegleitung. Text von Johann Wolfgang von Goethe. In: ___ Lieder, mehrstimmige Gesänge, Kanons. Kassel, Bärenreiter, 1963. Parti. (p.26-7).. (Wolfgang Amadeus Mozart. Neue Ausgabe sämtlicher Werke. Serie III, Werkgruppe 8: Lieder).

MUSORGSKI, Modest Petrovich, 1839-1881. Lied des Harfenspielers aus "Wilhelm Meister" von Goethe. In: — Complété works, ed. by Paul Lamm. New York, E. F. Kalmus, s.d. Partit. (v. 8, p. 55-7).

REGER, Max, 1873-1916. Abendlied - Evening-song (Goethe). In: — Sämtliche Werke. Wiesbaden, Breitkopf & Härtel, s.d. Partit. (v. 30, p. 24-5).

SCHUBERT, Franz Peter, 1797-1828. Schubert's Songs to Texts by Goethe. Ed. by Eusebius Mandiczewski from the Breitkopf & Härtel Complete Works edition with new literal prose translations of the texts by Stanley Appelbaum. New York, Dover, 1979. Partit. (234 p.).

SCHUMANN, Robert Alxander, 1810-1856. Ouverture zu Goethe's Hermann und Dorothea. Overture zu Scenen von Goethe's Faust. In: ___ Werke hrsg. von Clara Schumann. 2. impression. Leipzig, Breitkopf Y Härtel. 1881-93. Famborough, Gregg Intern. Publi., 1967. Parti. (Serie 11, 7-8).

WAGNER, Richard, 1813-1883. Eine Faust-Ouverture  { for full orchestra}.. London, E. Eulenburg, s.d. Partit, de bolso. (58 p.). (Edition n? 671).


Beethoven Egmont Overture Bernstein Vienna Philharmonic

FILMOGRAFIA
Filme: Faust
Sinopse: Baseado na famosa peça de Goethe, temos Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistofeles, e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. 
Ano: 1926
Gênero: Drama/fantástico
Direção: F.W. Murnau


Filme: Fausto - um conto alemão (1926) Legendado


Filme: Fausto (Faust)
Sinopse: O doutor Johannes Georg Faust (Johannes Zeiler) é um cientista brilhante mas desiludido, que aceita fazer um pacto com um comerciante diabólico (Anton Adasinskyi) em troca de prestígio e do amor de sua adorada Gretchen (Isolda Dychauk).
Adaptação do famoso poema "Fausto", de Goethe
Ficha técnica
Gênero: Drama
País/ano: Rússia - 2011
Duração: 135 min.
Direção: Aleksandr Sokurov


Filme: Fausto - Goethe - 2011 - Legendado PT



LITOGRAFIAS E AQUARELAS DE GOETHE
Wartburg mit Mönch und Nonne (Wartburg con un monje y una monja)
pintado por Goethe. Obra datada el 14 de diciembre de 1807.


O Borschen em Bilin. Goethe 1810


Litografia do jovem escritor Goethe-1768



Inquietação:
Aquele em quem eu me afundo,
De nada lhe serve o mundo;
Vive em treva permanente,
Sem aurora nem poente,
Por fora normal parece,
Dentro dele tudo escurece,
Os maiores tesouros que há,
Frio, ele os desprezará.
Cisma em sorte ou desventura,
Morre à míngua na fartura;
Coisa má ou alegria
Fica sempre p’ra outro dia;
Só no futuro a pensar,
Nunca nada há-de acabar. 
- Johann Wolfgang von Goethe, em "Fausto". [tradução João Barrento]. Lisboa: Relógio d'Água, 1999, p. 538.



copy of original of Goethe's poem with Ginkgo-leaves pasted on it by Goethe himselfin Goethe Museum, Düsseldorf (Germany)

Ginkgo Biloba
Esta folha, que o Oriente
Ao meu jardim confiou,
Dá a provar o secreto
Saber que o sábio formou.

É um ser vivo que em si
Mesmo em dois se dividiu?
Ou são dois que se elegeram
E o mundo neles um viu?

Dessas perguntas que fazes
O sentido certo te dou:
Não sentes nos cantos meus
Como eu uno e duplo sou?
- Johann Wolfgang von Goethe, de “Divã ocidental-oriental (1819)”/ em: Obras escolhidas de Goethe, vol. VIII - Poesia. [tradução João Barrento]. Lisboa: Círculo de Leitores, 1992.


Ginkgo Biloba
Dieses Baums Blatt, der von Osten
Meinem Garten anvertraut,
Gibt geheimen Sinn zu kosten,
Wie's den Wissenden erbaut.

Ist es ein lebendig Wesen,
Das sich in sich selbst getrennt?
Sind es zwei, die sich erlesen,
Daß man sie als eines kennt?

Solche Fragen zu erwidern
Fand ich wohl den rechten Sinn:
Fühlst Du nicht an meinen Liedern,
Daß ich eins und doppelt bin?
- Johann Wolfgang von Goethe




Johann Wolfgang von Goethe. por Joseph Karl Stieler 1828
GOETHE ONLINE
:: Fausto, de Goethe. [tradução António Felciano de Castilho]. eBooksBrasil. Disponível no link.  (acessado em 1.7.2014).
:: Escritos sobre arte. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Aurélio Werle; e prefácio Ferreira Gullar]. São Paulo: Editora Humanitas; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2005. Disponível no link. (acessado em 2.7.2014).


“- En todos los seres de la naturaleza notamos, en primer lugar, 
que están en cierta relación consigo mismos.
Ciertamente, resulta extraño decir algo que se entiende por sí solo,
Pero sólo justo después de haberse puesto plenamente de acuerdo sobre
lo conocido se puede avanzar de forma conjunta hacia lo desconocido.”
- Johann Wolfgang von Goethe, en "Las afinidades electivas".


FANPAGE DEDICADO A LITERATURA ALEMÃ
:: Literatura alemã/ Deutsche literatur


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: Projeto Gutenberg – Obras de Johann Wolfgang Goethe  em diversos idiomas 
:: Biblioteca Virtual Miguel Cervantes - Goethe
:: Gedichte - Johann Wolfgang von Goethe
:: não gosto de plagio

Johann Wolfgang von Goethe em 1819
 - foto Louis Held-Weimar
© A obra de Johann Wolfgang von Goethe é de domínio público

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Johann Wolfgang von Goethe - um metafísico da língua. Templo Cultural Delfos, julho/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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:: Página atualizada em 19.1.2016.



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2 comentários:

  1. Muito interessante! Goethe é uma figura emblemática da literatura mundial.
    Adorei a página!

    :)

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  2. Parabéns pela página!!! Muito útil!

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