Nina Rizzi - cantares poéticos

Nina Rizzi - foto: arquivo da autora
kabuki
com a força de um hímem
os pés apertados de gueixa

me recolho
lanço

bênçãos e espadas.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.


Nina Rizzi (Campinas SP, 1983), historiadora, tradutora e poeta, vive atualmente em Fortaleza CE (Brasil). Tem poemas, textos e traduções publicados em diversas revistas, jornais, suplementos e antologias. Autora de tambores pra n’zinga (poesia, Orpheu/ Ed. Multifoco, 2012), caderno-goiabada (prosa ensaística, Edições Ellenismos, 2013), Susana Thénon: Habitante do Nada (tradução, Edições Ellenismos, 2013), A Duração do Deserto (poesia, Ed. Patuá, 2014),  Romério Rômulo: ¡Ah, si yo fuera Maradona! (versão em espanhol), geografia dos ossos (poesia, Douda Correria, Portugal). Edita a Revista Ellenismos – Diálogos com a Arte, e escreve seus textos literários no  quandos


cantata pra tanto banzo
ainada em sol, vou tocar gaita co’as nuvens
que espargiram da tua vaga.

que é pra ver se seguro esse descansilho
às agudas horas que não me lembra.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.


Nina Rizzi - foto: arquivo da autora
obra de nina rizzi
poesia
:: Tortografia. [edição Mariza Lourenço e Silvana Guimarães]. Books onLine. Germina - Revista de Literatura e Arte, 2011.
:: Tambores pra n'zinga. [prefácio e posfácio Hercília Maria Fernandes]. selo Orpheu. São Paulo: Editora Multifoco, 2012. 
:: A duração do deserto. São Paulo: Patuá, 2014.

prosa ensaística
:: Caderno-goiabada. Edições Ellenismos, 2013.

edição estrangeira
:: Geografia dos ossos. (poesia).. [capa e ilustrações de Hélder Ventura]. Portugal: Editora Douda Correria, 2016.

catalogo
:: Femininas. de Clewton Nascimento & Nina Rizzi. revista Ellenismos, 2014.

traduções
:: Susana Thénon: habitante do nada. Edições Ellenismos, 2014. 
:: ¡Ah, si yo fuera Maradona! - Romério Rômulo . [versão em espanhol e glossário Nina Rizzi]. Edição bilíngue. Sabará MG: Edições Dubolsinho, 2015.

antologia (participação)
:: A arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua - antologia poética. [coordenação Amosse Mucavele]. Maputo: Revista Literatas, Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona | Ciedima, Sarl. 2013. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
[...]


Nina Rizzi - foto (...)
poemas selecionados de nina rizzi


    inéditos

pequena canção de inocência
é preciso agradecer sempre - todas as manhãs
o humor |   o sabor amargo do bolo, das rosas

é preciso não esquecer nunca - todas as manhãs
o amor |        ainda sob um céu de bouganvilles

[sempre e nunca é muito tempo & ainda]
o rumor |                               tudo é ruína
- nina rizzi (blog da autora 'quandos').

§

toré na cidade cheia de olhos
umas horas y listo
quedas para o alto
um rio pra narciso

uns lugares sem olhos y
me exorbita todo sangre
- - até a pura água negra

fios brancos encarnados esparramados
pela casaoca – y  canta a casaoca óóca
o coyote ri! é um selvagem y uiva y ri
- nina rizzi (blog da autora 'quandos').

§

aurora sobre o rio angicos
há em meus olhos a beleza mais colorida.

tão inesquecível quanto o crepúsculo
da memória ganhada, me ergo, arregalada.

e já não há nada dorido em meus olhos
se pareço chorar fácil, é verdade
diante do que de fato importa

o sol, amarelo e vagaroso
rasgando mil nuvens de paz
sangrando o rio e meu peito
estio, alvoroço.
- nina rizzi (blog caderno-revista 7faces).


§

de "a duração do deserto"



I take care, I fit, come to me, come ye, jot
tenho o útero partido
metade polvo, agarro as presas, desejo

a mais cuidadosa das mães
definho, para que viva, amor

um outro tanto, descuido
a capacidade de hiena
riso, esfaimento, abandono

encontro em sua arte, a parte
que me une a mim e ao todo, dialógica

matéria repleta de tentáculos
mordo teus lábios no banheiro

imaginário, onde nada é estrangeiro
como tudo; e guardo teu silêncio
minha língua, angústia e fim

[eu te cuido, eu te caibo,...]
- nina rizzi, no livro "a duração do deserto". são paulo: patuá, 2014.

§

pastoral de yansã e a mulher que não se sabe
eu gostava de me perder e lambuzar
no acidente entre suas pernas, adorava

inspirava o ar que lhe saía das narinas
como o enfim deixar de respirar sofrido

depois, quando minha carne tremia, disse

- quando eu te amo, venta

e nunca mais parou a ventania.
- nina rizzi, no livro "a duração do deserto". são paulo: patuá, 2014.

§

Nina Rizzi - foto (...)
de "tambores pra n'zinga"

                            quandos


roteiro
a ave voa de dentro do poema, gargalhando, pra o meu ninho
malemolente.

lentos, dentes. dilacera.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

chaos
de onde vim - belezas
destroços, suam intensamente
tudo existe, dorme. até
que doa o útero em desio
gozam a doer profundamente, verdade

no rasgar das manhãs
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

caso apolínea, mesmo ellenía
sonharíamos coisas lindas.
e quando acordava o gosto era bem doce.

eu te cantaria mais lindo que dorival caymmi morto em pessoa.
mais poético que os calcanhares da adriana no porto.

contava carneirinhos e te mostrava o fogo.
círculos ininterruptos. rodas. giram milhares de arrebóis.

eu até te bordava coisas assim. pra que nosso sono fosse
acordado.

grudado. e nada mais o fado.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

demmens
você me pegava as mãos quando eu menos esperava. e eu
nunca via mais que um dostoiévski em teus
lábios. teus e não seus.

o que diziam nossas veredas bifurcadas? uma senda
entre teus nimbos-nimbos e meus cirros. branco, breu.
caminhávamos, ladoalado caminhávamos e ria
que eu poda cair. e eu ria que podia
me segurar. e ríamos de quem
nos chorava o medo.

eu podia te ver chegar. você dizia
uma saudade e seus braços cruzados
outra coisa, que eu não podia
entender. seus lábios, seus e não
teus, são cerrados pra o que não
é contradição.

eu chorava. eu acordava com a media
luz e chorava a sua sinceridade, não querer
e querer é sempre a mesma coisa. eu chorava
o seu gozo em minha língua, os desenhos das tuas mãos
que tanto falavam de mim, um brinco

perdido, meus cabelos emaranhados no edredom.

aí você queria me ver nas esquinas dos mais largos
bulevares, que seria um perigo eu me perder
em teu buraco negro.
e tomamos caldo. você verde
eu de cebola. torradas. e eu não podia
me embriagar do chileno e seco
vinho que você fazia questão de me pagar. eu não
me embriagava e te via partir no metrô, ônibus,
vontade. nossos lábios lábios se tocavam quase
-sem-querer. nossas mãos não queriam se
desgrudar, mas não eram nossos os nossos
corpos que não se queriam e eu te via
partir e você não me via icar.

e quando eu parti você me mandou
girassóis mortos pr’eu me contentar e eu
mijei sobre eles, pensando em tua namoradinha
inglesa. e eu sou mediterrâneo-africana.
depois, faminta da tua ausência e miséria, comi, tua

lembrança, intratável.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

lastro
a poesia dizia que a gente não ia mais parar
de se olhar. nunca mais, nunca mais.
e eu não li mais nada. quiçá viouvi. amiúde

deixei de me derramar também. hoje,

eu dou umas risadinhas como as suas. umas
risadinhas assim, meio de leve, de olhar buendía. de você
peguei isso, assim, sem querer. você

me dá vontade de chorar
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

goiabada pra um livro de marianina
os homens tocam, esquartejam.
tocam

por que é um dia bom

elas, em ânsia de dizer,
calam.

como o silêncio que tange o sino,

panelas, ovários.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

a um poeta
eu vou te lendo e pouco a pouco
meus olhos verdes, beijo lento, alcançam
o azul das melancolias de picasso;

meu corpo renascentista, fremente, vai

braillando, incendiando como um poema.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

ceciliana
escorre o óleo do mundo - lima
de rícino, reino

mínima grama ou toda
canteiro, fecundo

a poesia é de quem
precisa, disse o carteiro

lhe ria, além a lama
ternas de exílio e poda

te revisito, o mundo - olha

entre as pernas.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

um gato pra apollinaire
caminha por entre os livros, agarrada aos gatos,
a mulher cheia de razão.

quando acorda não me faz café:
esgueira até o banheiro seus dedos de arranhar azulejos;
se ama, se beija, se cospe
antes e depois de mim

não está disposta a nos desperdiçar.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

artaudniana
pra amor camarada

vou colar rascunhos dadaístas, antropófagos,
pra compor ritmos com o corpo.

me embriagar da palavra, morder o poema a seco,
a cru, em longas talagadas de afogamento,
morte instantânea, bela e breve.

urrar pelos cantos dentro um gozo literário
e fazer um museu de tudo.

que é só poesia que posso

te ter inteiro.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

manoelana
transbordam em mim reminiscências:
águas que me secam, redundâncias de me sentir.

se o ocaso está repleto de ciscos, reticências,
serei eu mais que o completo vazio?

guardo meus olhos na sarjeta mais distante e suja.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

crepúsculo sobre o rio acaraú
há em meus olhos uma beleza tão triste:
tamanho o estio, até os carnaubais estão
assim, feito meu peito

árido, ardido.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§
                           tudos

tambores pra n’zinga
um projétil me alcança as retinas

sob o véu da lombra à razão
sob os dedos da turba à cúpula

- bucólica. melancólica.
- erótica. pornográica.

uma lança me rasga o ventre

muito embora se me abram
oráculos, pegadas, pedras, trilhos

sou a minha senhora e soberana,
deusa, cataclismo, umbigada
do mediterrâneo à áfrica central, o novo mundo

me entrego, sim: às suas lanças me rasgo
às contrárias e o patriarcado, com seus dedos
arranco dos meus ovários teus rosários

contas pra meus afoxés, tambores.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

flauta pra n’zinga
pr’essa nêga matamba paranoica não basta dizer:

- está tudo bem.
- eu não ligo.
- vamos seguir juntos.
- há um princípio político [...]

ai, amor, são necessárias rosas de um rosa gritante,
poemas cavalares, históricos,
mais quadrinhas que redondilhos.

pra me amar e ter inteira, riso largo,
a face serena sem expressões franzidas ou teatrais,
é preciso drama, camarada:

os olhos a me caminhar, venerar, buscar;
fazer exigências, oferecer um lenço azul, um título ktke;

há que me torcer o esternoclidomastóideo;

morrer de amor, porre, guerrilha e poesia.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

rhapsodie pour cécilien
shakespeare company, musèe d’orsay;
o sena, os rasos e bulevares.
a torre seguindo a cortar os horizontes, verticais e o arco.

como não icar triste?
no quartier latin há uma menina parecida comigo.
um aceno, au revoir.

da minha varanda os lugares são mais longes quando belos.

quando minha voz cheira outonos, venta.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

cantiga quase-impossível
pra menino cansado e cinzento ser eterno
assopro nos olhos, esquerdos, pra não doer

ternura pras tuas leituras e sentires os mais simples
um canto de uirapuru, dormir

pra menino louco e verão descansar, me ver
basta me olhar umas noites, inteira
até meu cheiro de aurora selvagem indar crepúsculo
minha voz de outono ser ruínas
- há em mim um chamariz de antiguidades

ruí-nas
e meu corpo ser só

duna
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

pastoral em manhã chuvosa
é primavera e as frutas adormecem sobre meu corpo
porisso eu te escrevo com os pés e pinto com a boca:

minhas mãos buscam a justiça de tocar outonos

te respirar sem dar as mãos.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§


ária pra contralto em mi bemol
o fogo que me escorre do lábio, senhor?

a tua mão.
a que me tira o boldo e o gengibre.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

samba de mesa pra folclorista
sobre a ponte metálica, de madeira, dos ingleses,
eu chorei teu nome, mentira.
não era a espada, corajosa, mas os beijos, larva desgraçada.

eu ardi.

sua igura que me atravessou a noite lenta
carvão sobre minha faculdade mais nobre.

triste é ter tempo gasto no vago, pra tanto mais, suas misérias,
que a luta de classes.

ninguém chega a ser dois nessas andanças.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

primeira cantata pra depois do nunca mais
tenho acordado em lágrimas, a pele desiando
como se tivesse perdido alguém que nunca tive.

venho a me transbordar porquê nada existe.

porisso há tanto

- ser triste.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

adágio, larghetto
se em noite de lua cheia chegasse a ser uma
não me chamava lobo, escorria o sangue como queria
- mais espesso e vermelho, verdadeiro.

quisera menos que os dois pés, mais que o nome
quimera e sol, uma palavra que não decifrasse

o engasgo dissoluto, inexistir enfim, em absoluto.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§
                           quases

auto-tempestade nº 1
tenho duas mãos, e o ininito escorrendo delas.
se de um lado peço abrigo, d’outro arranho invectivas
me deixo, lanço, largo.

em cada um dos olhos, claridade e escuridão. o óbvio.
e o que ninguém pode ver.

abissal névoa, navalha
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

desnotícias
então era assim a grande guerra.
a blitzkrieg não declarada me persistia
por todos os fados de esperânsia;
as colaboracionistas perdiam os cabelos
outras poucas, malenas, bustos, muros.

em rastros de bombas se viam quadrinhos
cinemas, propagandas, ideologias tantas.

que haviam de me meter mais medo ou vingar
se levaram meu velho do exílio?

então era assim, eu não morria,

minguava.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

a saliva, o suspiro
houve tempo em que só havia por destilado os caninos.
mascava os beiços até o nariz de francis bacon, o pintor não o
ilósofo, e a orelha de van gogh.

radiação, loucura, a verdade mais pungente, impossível.

de repente, nos pertos do dia, o mundo se me ofereceu pela
cúpula da ópera de paris
- verdi, bizet, stravinski e aqueles todos, a companheira morta de
chagall.

eu sempre preferi os destilados.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

tese xv
enio um a um dos dedos nos dez
mil anos de história, gracejo.

não guardo a perícia no trato com moscas e murisókas
carapanã-pinima, sou um espanto.

como quem prepara o melhor vinho calabrês
pisoteio, levanto a saia, giro espelhos, vos vomito.

que não sou eu, mas a indiferença

o peso morto da história.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§

constatação
de constelações e pantomimas pálidas encardi minha palavra.

e silêncio.
- nina rizzi, no livro "tambores pra n'zinga". são paulo: editora multifoco, 2012.

§
Nina Rizzi - foto: Talis Andrade
fortuna crítica e traduções de nina rizzi
ALMEIDA, Matheus de Souza. Acerca da obra de Nina Rizzi. in: Quanto ganha por ano em dólares Pedro Velásquez, em Havana 'poesia: tradução e crítica', 7 de março de 2015. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
AUGUSTO, Ronald; FREITAS, Denise. Sons e pausas em tambores pra n'zinga. in: poesia-pau e sísifo sem perdas, 20 de setembro de 2012. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016). 
CARVALHO, Cefas. Nina Rizzi: “Muitos textos feitos por mulheres não poderiam ser escritos por um homem” (entrevista). in: Noticiando, 20 de junho de 2012. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
FERNANDES, Hercília. Ma-gritte, Nina Ri-se. in Novidades & Velharias, 16 de agosto de 2009. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
Nina Rizzi - foto: arquivo da autora
FERNANDES, Pedro. A duração do deserto de Nina Rizzi. in: Letras in.verso e re.verso, 20 novembro de 2014. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016). 
HAHN, Óscar. A morte aos pés da poesia|La muerte a los pies de la poesía. [tradução Nina Rizzi. (n.t.) Revista Literária em Tradução, n. 9, v. 2, set. 2014, p. 91-115.
LIMA, Carlos Augusto. Preencher o deserto, um excesso (nina rizzi). in: revista pessoa, 10 de abril de 2014. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
NINA rizzi (poemas). in: revista dEsEnrEdoS, ano IV - número 13 - teresina - piauí - abril maio junho de 2012. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
NINA Rizzi, a resistência e o cotidiano. in: Portal Vermelho, 17 de abril de 2015. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
PATRIOTA, Nelson. Um tufão chamado Nina Rizzi. in: Jornal Tribuna do Norte RN - Quadrantes, 14 de março de 2010. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
PIZARNIK, Alejandra. Outros poemas|Otros poemas. [tradução Nina Rizzi]. (n.t.) Revista Literária em Tradução, n. 6, v. 1, mar. 2013, p. 9-23.
ROLIM, Cândido. Nina Rizzi, uma leitura. in: Suplemento Literário Minas Gerais, edição nº 1.355, julho-agosto, 2014. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
SILVA, Yuno. Corpos poéticos (nina rizzi). in: Jornal Tribuna do Norte RN, Destaques - Notícias, 4.4.2014. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).
SILVA, Yuno. Poesia audiovisual de Nina Rizzi. in: Jornal Tribuna do Norte RN - Caderno Viver, 13 de março de 2012. Disponível no link. (acessado em 10.8.2016).

m. disse, 1
disse que não me conhece 
disse que o coração é uma ave sem plumas
disse que o poema é uma coisa tão nua
- a se confundir a vida coisa uma e coisa outra
disse que já não podia me ver
disse que tenho uns olhos de louca
- olhos de quem nunca existiu
disse uma palavra exata duas
está morta
- nina rizzi (blog da autora 'quandos').


outros cantos: poemas e traduções de nina rizzi
:: Blog do caderno-revista 7faces: Três poemas de Nina Rizzi
:: escritoras suicidas - nina rizzi
:: escamandro | 2 poemas inéditos de Nina Rizzi
:: germina literatura - nina rizzi
:: modo de usar & co.: poema inédito de nina rizzi
:: portal vermelho - nina rizzi
:: revista ellenismos
:: revista acrobata - [ensaio/tradução, alejandra pizarnik]
:: quandos - traduções (nina rizzi)
:: ZUNÁI- Revista de Poesia & Debates - Nina Rizzi


Nina Rizzi - foto (...)
nina rizzi - quandos
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Nina Rizzi - cantares poéticos. Templo Cultural Delfos, agosto/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
** Página atualizada em 11.8.2016.




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