Conceição Evaristo - vivências e memórias poéticas

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"Do tempo/espaço aprendi desde criança a colher palavras. A nossa casa vazia de móveis, de coisas e de muitas vezes de alimento e de agasalhos, era habitada por palavras. Mamãe contava, minha tia contava, meu tio velhinho contava, os vizinhos amigos contavam. Eu, menina, repetia, intentava. Cresci possuída pela oralidade, pela palavra. As bonecas de pano e de capim que minha mãe criava para as filhas que nasciam com nome história. Tudo era narrado, tudo era motivo de prosa-poesia."
- Conceição Evaristo, em  "Gênero e etnia: uma escrevivência de dupla face".  In: Mulheres no mundo, etnia, marginalidade e diáspora. João Pessoa: Ideia, 2005, p. 201.

2016 - 70 ANOS DA ESCRITORA CONCEIÇÃO EVARISTO

Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, em 29 de novembro de 1946. De origem humilde, migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970. Graduada em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino da capital fluminense. É Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, com a dissertação Literatura Negra: uma poética de nossa  afro-brasilidade (1996), e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, com a tese Poemas malungos, cânticos irmãos (2011), na qual estuda as obras poéticas dos afro-brasileiros Nei Lopes e Edimilson de Almeida Pereira em confronto com a do angolano Agostinho Neto.
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Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra em nosso país, estreou na literatura em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros. Escritora versátil, cultiva a poesia, a ficção e o ensaio. 
Desde então, seus textos vêm angariando cada vez mais leitores. A escritora participa de publicações na Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Seus contos vêm sendo estudados em universidades brasileiras e do exterior. Em 2003, publicou o romance Ponciá Vicêncio, pela Editora Mazza, de Belo Horizonte.
Com uma narrativa não-linear marcada por seguidos cortes  temporais, em que passado e presente se imbricam, Ponciá Vicêncio teve boa acolhida de crítica e de público. O livro foi incluído nas listas de diversos vestibulares de universidades brasileiras e vem sendo objeto de artigos e dissertações acadêmicas. Em 2006, Conceição Evaristo traz à luz seu segundo romance, Becos da memória, em que trata, com o mesmo realismo poético presente no livro anterior, do drama de uma comunidade favelada em processo de remoção. E, mais uma vez, o protagonismo da ação cabe à figura feminina símbolo de resistência à pobreza e à discriminação. Em 2007, sai nos Estados Unidos a tradução de Ponciá Vicêncio para o inglês, pela Host Publications. Vários lançamentos são realizados, seguidos de palestras da escritora em diversas universidades norte-americanas. Já sua poesia, até então restrita a antologias e à série Cadernos Negros, ganha maior visibilidade a partir da publicação, em 2008, do volume Poemas de recordação e outros movimentos, em que mantém sua linha de denúncia da condição social dos afro-descendentes, porém inscrita num tom de sensibilidade e ternura próprios de seu lirismo, que revela um minucioso trabalho com a linguagem poética.
Em 2011, Conceição Evaristo lançou o volume de contos  Insubmissas lágrimas de mulheres, em que, mais uma vez, trabalha o universo das relações de gênero num contexto social marcado pelo racismo e pelo sexismo. 
:: Fonte: Literafro/ufmg


"A vida não podia gastar-se em miséria. ― Viver do viver‖. A vida não podia gastar-se em miséria e na miséria. Pensou, buscou lá dentro de si o que poderia fazer. Seu coração arfava mais e mais, comprimindo lá dentro do peito. O pensamento veio tão rápido e claro como um raio. Um dia ela iria tudo escrever."
 - Conceição Evaristo, em "Becos da Memória. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006, p.147.



Conceição Evaristo - foto: (...)
Do fogo que em mim arde
Sim, eu trago o fogo,
o outro,
não aquele que te apraz.
Ele queima sim,
é chama voraz
que derrete o bivo de teu pincel
incendiando até ás cinzas
O desejo-desenho que fazes de mim.

Sim, eu trago o fogo,
o outro,
aquele que me faz,
e que molda a dura pena
de minha escrita.
é este o fogo,
o meu, o que me arde
e cunha a minha face
na letra desenho
do auto-retrato meu.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


"Gosto de escrever, na maioria  das vezes dói, mas depois do texto escrito é possível apaziguar um pouco a dor, eu digo um pouco ... Escrever pode ser uma espécie de vingança, às vezes fico pensando sobre isso. Não sei se vingança, talvez desafio, um modo de ferir o silêncio imposto, ou ainda, executar um gesto de teimosia esperança. Gosto de dizer ainda que a escrita é para mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executou, é a senha pela qual eu acesso o mundo." 
- Conceição Evaristo, em "Gênero e Etnia: uma escre (vivência) de dupla face". In: BARROS, Nadilza Martins de; SCHNEIDER, Liane (Orgs.). Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora. João Pessoa: Idéia, 2005, p. 202.

Conceição Evaristo - foto: (...)

"Eu quero viver a grandeza da minha velhice e estou conseguindo sem mentiras, sem falsos remédios. Não quero me iludir com a cruel promessa da devolução de um tempo que já passou." 
- Conceição Evaristo, em "Insubmissas lágrimas de mulheres". Belo Horizonte: Nandyala, 2011, p. 37.


OBRA DE CONCEIÇÃO EVARISTO
Romance
:: Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza.Edições, 2003.
:: Becos da memória. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006, 168p.

Poesia
Conceição Evaristo - foto: Mariana Evaristo
:: Poemas da recordação e outros movimentos. (antologia poética). Belo Horizonte: Nandyala, 2008.

Conto
:: Insubmissas lágrimas de mulheres. Belo Horizonte: Nandyala, 2011.
:: Olhos d'água. Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2015, 116p. Prêmio Jabuti na categoria Contos em 2015.
:: Histórias de leves enganos e parecenças. Conceição Evaristo. [ilustrações Ainá Evaristo]. Rio de Janeiro: Editora Malê, 2016.

Antologias (participação)
Brasil
:: Cadernos negros 13 (poemas). São Paulo: Edição dos autores, 1990.
:: Cadernos negros: os melhores contos. [organização Esmeralda Ribeiro; Márcio Barbosa e Sônia Fátima]. São Paulo: Quilombhoje, 1998.
:: Quilombo de palavras: a literatura dos afro-descendentes[com: Meu rosário; A noite não adormece nos olhos das mulheres; Bendito o sangue de nosso ventre; Todas as manhãs]. Salvador: CEAO/UFBA, 2000.
:: O livro da saúde das mulheres negras. [com o poema: A noite não adormece nos olhos das mulheres]. Rio de Janeiro: Pallas/Criola, 2002.
:: Antologia da poesia negra brasileira: o negro em versos. [com os poemas: Do velho e do jovem; e Vozes-mulheres]. São Paulo: Editora Moderna, 2005.
:: Textos poéticos africanos de língua portuguesa e afro-brasileiros. [com o poema: Vozes-mulheres]. João Pessoa: Ideia, 2007.
:: Cadernos Negros - três décadas. São Paulo: Seppir/Quilombhoje, 2008.
:: Questão de pele. [apresentação Conceição Evaristo]. Rio de Janeiro: , 2009. 
:: Contos afros. [com o conto: Ayoluwa, a Alegria do Nosso Povo]. São Paulo: Quilombhoje, 2009.
:: Contos do mar sem fim. [com o conto: Olhos d'água]. Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2010.
:: Questão de pele[com o conto: Ana Davenga]Rio de Janeiro: Língua Geral, 2010.
:: Antologia de poesia afro-brasileira. [com os poemas: Todas as manhãs; Do velho ao jovem; Vozes-mulheres; e Meu rosário, a noite não adormece nos olhos das mulheres]. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011.
:: Clarice Lispector, personagens reescritos. [com o conto: Macabéa, flor de mulungu]. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2012.

Exterior
Conceição Evaristo - foto:  (...)
:: Schwarze prosa[com os contos: Maria; e Di Lixão]. Berlim/São Paulo: Edition diá, 1993.
:: Finally Us: contemporary black brazilian women writers/Enfim...Nós![com os poemas: Eu-mulher; Os sonhos; e Fluída lembrança]. Colorado: Three Continent Press, 1995.
:: Fourteen female voices from Brazil: interviews and work[com o conto: Ana Davenga]. Austin: Host Publications, Inc, 2002.
:: Women righting - Afro-brazilian women's short fiction. [como o conto: Duzu-Qurença]. Londres: Mango Publishing, 2005.
:: Black Notebooks - contemporary afro-brazilian literature (Cadernos Negros). Asmara: Africa World Press, Inc, 2008.

Em Revistas  (participação)
:: Callaloo. Vol. 18, nº 4. Baltimore/EUA: The Johns Hopkins University Press, 1995
:: The Dirty Goat. A section from Ponciá Vicêncio. Austin -Texas/EUA: Host Publications, 2005.
:: Chimurenga. [com o conto: Maria]. Pretória/África do Sul: Chimurenga, 2007.
:: Callaloo.  Vol. 30, nº 3. Baltimore/EUA: The Johns Hopkins University Press, 2007.

Organização
:: Literatura, história, etnicidade e educação:estudos nos contextos afro-brasileiro, africano e da diáspora africana. [Organização Denise Almeida Silva e Conceição Evaristo]. 1ª ed., Frederico Westphalen: URI, 2011.

Obra publicada no exterior
:: Ponciá Vicêncio (romance).. [tradução Paloma Martinez-Cruz]. Austin - Texas: Host Publications, 2007.

Trabalhos acadêmicos
Tese e dissertação
Conceição Evaristo na Ilha de Gorée - Senegal,
 ao lado da estatua que simboliza o fim da
 escravatura - foto: Elaine Hazin
:: Poemas malungos: cânticos irmãos. (Tese Doutorado em Literatura Comparada). Universidade Federal Fluminense, UFF, 2011. Disponível no link. (acessado em 31.5.2015).
:: Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio, 1996.

Capitulo de livros
EVARISTO, Conceição. Gênero e etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: Nadilza Martins de Barros Moreira; Eliane Schneider. (Org.). Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora. 1ª ed., João Pessoa: Idéia/Editora Universitária, 2005, v. 1, p. 201-212.
_______. Da afasia ao discurso insano em "Nós matamos o cão tinhoso", de Luis Bernardo Honwana. In: Maria do Carmo Sepúlveda; Maria Teresa .Salgado. (Org.). África&Brasil:letras em laços. 2ª ed., São Caetano do Sul: Yendis Editora, 2006, v. 1, p. 231-243.
_______. Vozes Quilombolas: literatura afro-brasileira. In: Januário Garcia. (Org.). 25 anos do Movimento Negro. 1ª ed., Brasilia: Fundação Palmares, 2006, v. 1, p. 110-111.
_______. Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita. In: Marcos Antonio Alexandre. (Org.). Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. 1ª ed., Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007, v. 1, p. 16-21.
_______. [et al.].. Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade. In: Maria Nazareth Soares Fonseca; Terezinha Taborda Moreira. (Org.). Literatura Scripta - Vol. 13 - no. 25. 1ª ed., Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2009, v. 1, p. 17-31.
_______. Dos sorrisos, dos silêncios e das falas. In: Liane Schneider; Charliton Mchado. (Org.). Mulheres no Brasil: resistência, lutas e conquistas. 1ª ed., João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2009, v. 1, p. 139-152. 
_______. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. In: Constância Lima Duarte. (Org.). Escritoras mineiras - poesia, ficção e memória. 1ª ed., Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2010, v. 1, p. 11-17.
_______. Literatura negra: uma voz quilombola na literatura brasileira. In: Edimilson de Almeida Pereira. (Org.). Um tigre na floresta de signos: estudos sobre poesia e demandas sociais no Brasil. 1ª ed., Belo Horizonte: Mazza Edições, 2010, v. 1, p. 132-142.
_______. 1ª Cap. - Mãe Beata de Yemonjá; 2ª Cap.- Maria Helena Vargas; 3ª Cap. - Nei Lopes. In: Eduardo de.Assis Duarte. (Org.). Literatura e.Afrodescendência no Brasil: antologia crítica. 1ed.Belo Horizonte: UFMG, 2011, v. 2, p. 31-41.
_______.; SILVA, Denise Almeida. Literatura e educação segundo uma perspectiva afro-brasileira. In: Denise Almeida Silva; Conceição Evaristo. (Org.). Literatura, história, etnicidade e educação:estudos nos contextos afro-brasileiro, africano e da diáspora africana. 1ª ed., Frederico Westphalen: URI, 2011, v. 1, p. 45-54.


"[...] precisávamos do tempo seco para enxugar a preocupação da mulher que enfeitava a madrugada com lençóis arrumados um a um nos varais, na corda bamba da vida. Foi aí, talvez, que eu descobri a função, a urgência, a dor, a necessidade e a esperança da escrita. É preciso comprometer a vida com a escrita, ou é o inverso? Comprometer a escrita com a vida? "
- Conceição Evaristo, em "Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita”. in: Marcos Antônio Alexandre (org.). Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Belo Horizonte: Mazza, 2007, p. 17.


Conceição Evaristo - foto: (...)
"Gosto de ouvir, mas não sei se sou a hábil conselheira. Ouço muito. Da voz outra, faço a minha, as histórias também. E, no quase gozo da escuta, seco os olhos. Não os meus, mas de quem conta. […] Desafio alguém a relatar fielmente algo que aconteceu. Entre o acontecimento e a narração do fato, alguma coisa se perde e por isso se acrescenta. O real vivido fica comprometido. E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência."
- Conceição Evaristo, em "Insubmissas lágrimas de mulheres". Belo Horizonte: Nandyala, 2011, p. 09.


POEMAS ESCOLHIDOS DE CONCEIÇÃO EVARISTO
"O olho do sol batia sobre as roupas do varal e mamãe sorria feliz. Gotículas de água aspergindo a minha vida-menina balançavam ao vento. Pequenas lágrimas dos lençóis. Pedrinhas azuis, pedaços de anil, fiapos de nuvens solitárias caídas do céu eram encontradas ao redor das bacias e tinas das lavagens de roupa. Tudo me causava uma comoção maior. A poesia me visitava e eu nem sabia…"
- Conceição Evaristo, no 'epígrafe' de abertura do livro "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


De mãe
O cuidado de minha poesia
aprendi foi de mãe,
mulher de pôr reparo nas coisas,
Conceição Evaristo - foto: (...)
e de assuntar a vida.

A brandura de minha fala
na violência de meus ditos
ganhei de mãe,
mulher prenhe de dizeres,
fecundados na boca do mundo.

Foi de mãe todo o meu tesouro
veio dela todo o meu ganho
mulher sapiência, yabá,
do fogo tirava água
do pranto criava consolo.

Foi de mãe esse meio riso
dado para esconder
alegria inteira
e essa fé desconfiada,
pois, quando se anda descalço
cada dedo olha a estrada.

Foi mãe que me descegou
para os cantos milagreiros da vida
apontando-me o fogo disfarçado
em cinzas e a agulha do
tempo movendo no palheiro.

Foi mãe que me fez sentir
as flores amassadas
debaixo das pedras
os corpos vazios
rente às calçadas
e me ensinou,
insisto, foi ela
a fazer da palavra
artifício
arte e ofício
do meu canto
da minha fala.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Da menina, a pipa  
Da menina a pipa
e a bola da vez
e quando a sua íntima
pele, macia seda, brincava
no céu descoberto da rua
um barbante áspero,
másculo cerol, cruel
rompeu a tênue linha
da pipa-borboleta da menina.

E quando o papel 
seda esgarçada 
da menina
estilhaçou-se entre
as pedras da calçada
a menina rolou
entre a dor 
e o abandono.

E depois, sempre dilacerada,
a menina expulsou de si
uma boneca ensangüentada
que afundou num banheiro
público qualquer.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.

Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Eu-Mulher
Uma gota de leite
me escorre entre os seios.
Uma mancha de sangue
me enfeita entre as pernas.
Meia palavra mordida
me foge da boca.
Vagos desejos insinuam esperanças.
Eu-mulher em rios vermelhos
inauguro a vida.
Em baixa voz
violento os tímpanos do mundo.
Antevejo.
Antecipo.
Antes-vivo
Antes – agora – o que há de vir.
Eu fêmea-matriz.
Eu força-motriz.
Eu-mulher
abrigo da semente
moto-contínuo
do mundo.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Fêmea-Fênix      
  (Para Léa Garcia)

Navego-me eu–mulher e não temo,
sei da  falsa maciez das águas
e quando o receio 
me busca, não temo o medo,
sei que posso me deslizar 
nas pedras e me sair ilesa,
com o corpo marcado pelo olor
da lama.

Abraso-me eu-mulher e não temo,
sei do inebriante calor da queima
e quando o temor 
me visita, não temo o receio,
sei que posso me lançar ao fogo
e da fogueira me sair inunda,
com o corpo ameigado pelo odor
da chama.

Deserto-me eu-mulher e não temo, 
sei do cativante vazio da miragem,
e quando o pavor 
em mim aloja, não temo o medo,
sei que posso me fundir ao só, 
e em solo ressurgir inteira
com o corpo banhado pelo suor 
da faina.

Vivifico-me eu-mulher e teimo,
na vital carícia de meu cio, 
na  cálida coragem de meu corpo, 
no infindo laço da vida,
que jaz em mim 
e renasce flor fecunda.
Vivifico-me  eu-mulher.
Fêmea. Fênix. Eu fecundo.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Filhos na rua
O banzo renasce em mim.
Do negror de meus oceanos
a dor submerge revisitada
esfolando-me a pele
que se alevanta em sóis
e luas marcantes de um
tempo que aqui está.
O banzo renasce em mim
e a mulher da aldeia
pede e clama na chama negra
que lhe queima entre as pernas
o desejo de retomar
de recolher para
o seu útero-terra
as sementes
que o vento espalhou
pelas ruas...
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.



Conceição Evaristo - foto: (...)
Frutífera                     
   - Da solidão do fruto -
De meu corpo ofereço
as minhas frutescências,
casca, polpa, semente.
E vazada de mim mesma
com  desmesurada gula
apalpo-me em oferta
a fruta que sou. 

Mastigo-me
e encontro o  coração 
de meu próprio fruto,
caroço aliciado,
a entupir os vazios 
de meus entrededos.

- Da partilha do fruto -
De meu corpo ofereço
as minhas  frutescências,
e ao leve desejo-roçar
de  quem  me acolhe,
entrego-me  aos suados,
suaves e úmidos gestos
de indistintas mãos e 
de indistintos punhos,
pois na  maturação da fruta,
em sua casca quase-quase
rompida, 
boca  proibida não há.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Meia lágrima
Não,
a água não me escorre
entre os dedos,
tenho as mãos em concha
e no côncavo de minhas palmas
meia gota me basta.

Das lágrimas em meus olhos secos,
basta o meio tom do soluço
para dizer o pranto inteiro. Sei ainda ver com um só olho,
enquanto o outro,
o cisco cerceia
e da visão que me resta
vazo o invisível
e vejo as inesquecíveis sombras
dos que já se foram.

Da língua cortada,
digo tudo,
amasso o silencio
e no farfalhar do meio som
solto o grito do grito do grito
e encontro a fala anterior,
aquela que emudecida,
conservou a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Meu rosário
Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.
Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo
padres-nossos e ave-marias.
Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques
do meu povo
e encontro na memória mal adormecida
as rezas dos meses de maio de minha infância.
As coroações da Senhora, em que as meninas negras,
apesar do desejo de coroar a Rainha,
tinham de se contentar em ficar ao pé do altar
lançando flores.
As contas do meu rosário fizeram calos
em minhas mãos,
pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas, 
nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.
As contas do meu rosário são contas vivas.
(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,
eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).
Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos
sonhos de esperanças.
Nas contas de meu rosário eu vejo rostos escondidos
por visíveis e invisíveis grades
e embalo a dor da luta perdida nas contas
de meu rosário.
Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.
Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome
no estômago, no coração e nas cabeças vazias.
Quando debulho as contas do meu rosário,
eu falo de mim mesma um outro nome.
E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,
vidas que pouco a pouco descubro reais.
Vou e volto por entre as contas de meu rosário,
que são pedras marcando-me o corpo caminho.
E neste andar de contas-pedras,
o meu rosário se transmuta em tinta,
me guia o dedo,
me insinua a poesia.
E depois de macerar conta por conto do meu rosário,
me acho aqui eu mesma
e descubro que ainda me chamo Maria. 
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Pedra, pau, espinho e grade
“No meio do caminho tinha uma pedra”,
Mas a ousada esperança
de quem marcha cordilheiras
triturando todas as pedras
da primeira à derradeira
de quem banha a vida toda
no unguento da coragem
e da luta cotidiana
faz do sumo beberragem
topa a pedra pesadelo
é ali que faz parada
para o salto e não o recuo
não estanca os seus sonhos
lá no fundo da memória,
pedra, pau, espinho e grade
são da vida desafio.
E se cai, nunca se perdem
os seus sonhos esparramados
adubam a vida, multiplicam
são motivos de viagem.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Recordar é preciso
O mar vagueia onduloso sob os meus pensamentos.
A memória bravia lança o leme:
Recordar é preciso.
O movimento de vaivém nas águas-lembranças
dos meus marejados olhos transborda-me a vida,
salgando-me o rosto e o gosto. Sou eternamente náufraga.
Mas os fundos oceanos não me amedrontam nem me imobilizam.
Uma paixão profunda é a boia que me emerge.
Sei que o mistério subsiste além das águas.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Todas as manhãs
Conceição Evaristo - foto: (...)
Todas as manhãs acoito sonhos
e acalento entre a unha e a carne
uma agudíssima dor.
Todas as manhãs tenho os punhos
sangrando e dormentes
tal é a minha lida
cavando, cavando torrões de terra,
até lá, onde os homens enterram
a esperança roubada de outros homens.
Todas as manhãs junto ao nascente dia
ouço a minha voz-banzo,
âncora dos navios de nossa memória.
E acredito, acredito sim
que os nossos sonhos protegidos
pelos lençóis da noite
ao se abrirem um a um
no varal de um novo tempo
escorrem as nossas lágrimas
fertilizando toda a terra
onde negras sementes resistem
reamanhecendo esperanças em nós. 
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Vozes-mulheres
A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
                          e
                           fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida-liberdade.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Conceição Evaristo - foto: Mariana Evaristo

FORTUNA CRÍTICA DE CONCEIÇÃO EVARISTO
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros]
ALEXANDRE, Marcos Antônio. Memória, silêncio e escrevivência na obra da escritora mineira, Conceição Evaristo. In: Anais do XIV Seminário Nacional Mulher e Literatura / V Seminário Internacional Mulher e Literatura -. Brasilia: Universidade de Brasília, 2011. v. 1. p. 1-10.
ANDRADE, Marcos Ferreira de; SILVA, J.C.. Moderados, Exaltados e Caramurus no prelo carioca: os embates e as representações de Evaristo Ferreira da Veiga (1831-1835). Almanack, v. 4, p. 130-148, 2012.
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Conceição Evaristo - foto: (...)
TOLEDO, Rilza Rodrigues. A Voz Silenciada de Ponciá Vicêncio de Conceição Evaristo: paradigmas de representação da mulher negra na literatura.. In: Anais do I Seminário Nacional LEPCON: Minorias e suas representações.. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2012. v. 1. p. 264-275.
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CONFERÊNCIA DE CONCEIÇÃO EVARISTO
Conferência da poeta e escritora mineira Conceição Evaristo na BEA (Brazilian Endowment for the Arts) Biblioteca Brasileira de Nova York, durante a I Conferência de Escritoras Brasileiras em Nova York em 16 de Outubro de 2009.


Conceição Evaristo Momentos em Nova York

"Na face do velho
as rugas são letras,
palavras escritas na carne,
abecedário do viver.
Na face do jovem
o frescor da pele
e o brilho dos olhos
são dúvidas.
Nas mãos entrelaçadas
de ambos,
o velho tempo
funde-se ao novo,
e as falas silenciadas
explodem.
O que os livros escondem,
as palavras ditas libertam.
[...]"
- Conceição Evaristo, do poema "Do velho ao jovem", em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


Menina
Menina, eu queria te compor
Em verso,
Cantar os desconcertantes
Mistérios
Que brincam em ti,
Mas teus contornos me 
Escapolem.
Menina, meu poema primeiro,

Conceição Evaristo, por (...)
Cuida de mim.
- Conceição Evaristo, em "Poemas da recordação e outros movimentos". Belo Horizonte: Nandyala, 2008.


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Conceição Evaristo - vivências e memórias poéticas. Templo Cultural Delfos, maio/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 11.7.2016.



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