Djanira da Motta e Silva - singular e plural

Auto-retrato, Djanira (1944)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]
"como pintora, habito as ricas vertentes populares do Brasil, passando pelos sítios nacionalistas de mestres como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral. Tenho raízes plantadas na terra, não traio minhas origens, nem me envergonho de ser uma nativa. Confio no desenvolvimento de uma arte autenticamente nossa."
- Djanira da Motta e Silva


Djanira da Motta e Silva (Avaré SP, 20 de junho de 1914 - Rio de Janeiro RJ, 31 de maio de 1979). Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Descendente de austríacos e de índios guarani, ainda criança de tenra idade mudou-se com seus pais para Porto União, em Santa Catarina, onde cresceu levando uma vida humilde. Voltou para Avaré (1928), onde viveu e trabalhou duramente entre os cafezais da região. Ficou tuberculose e curou-se no Sanatório Dória, em Campos do Jordão (1935), período em que realizou o seu primeiro desenho. No final da década de 1930, passa a morar no Rio de Janeiro, onde tem suas primeiras instruções de arte em curso noturno de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier (1916 - 1990), hóspede da pensão que Djanira instala no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar (1920 - 2001), Milton Dacosta (1915 - 1988), Arpad Szenes (1897 - 1985), Vieira da Silva (1908 - 1992) e Jean-Pierre Chabloz (1910 - 1984), frequentadores de sua pensão, proporcionam um ambiente estimulador que a leva a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realiza sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viaja para Nova York, onde conhece a obra de Pieter Bruegel (ca.1525 - 1569) e entra em contato com Fernand Léger (1881 - 1955), Joán Miró (1893 - 1983) e Marc Chagall (1887 - 1985). 
Djanira  em seu Atelier  no Rio de Janeiro (1958)
De volta ao Brasil, realiza o mural Candomblé para a residência do escritor Jorge Amado (1912 - 2001), em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viaja a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, torna-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realiza em 1963, o painel de azulejos Santa Bárbara, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publica um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realiza uma grande retrospectiva de sua obra.  Foi a primeira artista latino-americana a ter obras no Museu do Vaticano, ao qual ofereceu a tela Santana de Pé.
Comentário Crítico
Djanira nasce no interior de São Paulo, numa família de poucos recursos. Casa-se com um maquinista da Marinha Mercante, e cedo fica viúva. Aos 23 anos, é internada com tuberculose no Sanatório Dória, em São José dos Campos, onde faz seu primeiro desenho: um Cristo no Gólgota. Com a melhora, continua o tratamento no Rio de Janeiro, e reside em Santa Teresa, por causa de seu ar puro. Em 1930, aluga uma pequena casa no bairro e instala uma pensão familiar. Um de seus hóspedes, o pintor Emeric Marcier (1916 - 1990), a incentiva e lhe dá aulas de pintura. 
Djanira da Motta e Silva
Djanira também frequenta, à noite, o curso de desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Nesse período, trava contato com o casal Arpad Szenes (1897 - 1985) e Vieira da Silva (1908 - 1992), com Milton Dacosta (1915 - 1988), Carlos Scliar (1920 - 2001), e outros que vivem em Santa Teresa e frequentam o meio artístico.
Em 1945, realiza uma viagem aos Estados Unidos, que foi decisiva em sua formação: conhece pessoalmente Marc Chagall (1887 - 1985), Joan Miró (1893 - 1983) e Fernand Léger (1881 - 1955) e é acolhida pela embaixatriz brasileira, a escultora Maria Martins (1900 - 1973). Em suas frequentes visitas a museus, Djanira interessa-se especialmente pela obra do pintor flamengo Pieter Bruegel (ca.1525 - 1569). Em 1947, retorna ao Brasil. Sua produção volta-se para temas populares, como em Parque de Diversões (1948), ou para a representação de trabalhadores como os colhedores de café nas fazendas paulistas, batedores de arroz, vaqueiros, pescadores, tecelões, oleiros e operários. A artista pinta também, a óleo ou têmpera, retratos, auto-retratos, obras de temática religiosa e paisagens.
A sua pintura dos anos 1940 é geralmente sombria, utiliza tons rebaixados, como cinza, marrom e negro, mas já apresenta o gosto pela disciplina geométrica das formas. Na década seguinte, sua palheta se diversifica, com uso de cores vibrantes, e em algumas obras trabalha com gradações tonais que vão do branco ao cinza-claro. Apresenta em seus tipos humanos uma expressão de solene dignidade.
Djanira da Motta e Silva
A artista sempre busca aproximar-se dos temas de suas obras: no fim da década de 1950, após convivência de seis meses, pinta os índios canela, do Maranhão. Na década de 1970, desce às minas de carvão de Santa Catarina para sentir de perto a vida dos mineiros e viaja para Itabira para conhecer o serviço de extração de ferro.
Djanira trabalha ainda com a xilogravura, gravura em metal, e faz desenhos para tapeçaria e azulejaria. Em sua produção, destaca-se o painel monumental de azulejos para a capela do túnel de Santa Bárbara (1958), no Rio de Janeiro. Inicialmente nomeada como "primitiva", gradualmente sua obra alcança maior reconhecimento da crítica. Como aponta o crítico de arte Mário Pedrosa (1900 - 1981), Djanira é uma artista que não improvisa, não se deixa arrebatar, e, embora possuam uma aparência ingênua e instintiva, seus trabalhos são consequência de cuidadosa elaboração para chegar à solução final.


“A maturidade não se força. Tudo o que fiz foi em lenta preparação. Graças a Deus não sou habilidosa.” 
- Djanira da Motta e Silva

Djanira da Motta e Silva

Cantiga para Djanira
O vento é o aprendiz das horas lentas,
Traz suas invisíveis ferramentas,
Suas lixas, seus pentes-finos,
Cinzela seus castelos pequeninos,
Onde não cabem gigantes contrafeitos,
E, sem emendar jamais os seus defeitos,
Já rosna descontente e guaia
De aflição e dispara à outra praia,
Onde talvez possa assentar
Seu monumento de areia – e descansar.
- Paulo Mendes Campos, São Paulo: Civilização Brasileira, 1984.


CRONOLOGIA
Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa, gravadora
1914 - Nasce em 20 de junho, na cidade de Avaré; SP;
ca.1932 - Reside em São Paulo;
1937 - É internada com tuberculose em um sanatório em São José dos Campos;
Djanira da Motta e Silva
1939 - Regressa ao Rio de Janeiro onde instala, no bairro de Santa Tereza, a Pensão Mauá;
1942 - Participa de uma exposição pela primeira vez na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes;
1944 - Recebe Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes;
1945/1946 - Mudando para Nova York, visita Museus, conhece a obra de Pieter Bruegel (ca.1525-1569) e entra em contato com os artistas Fernand Léger (1881-1955), Joán Miró (1893-1983) e Marc Chagall (1887-1985), entre outros;
1947 - Retorna ao Brasil;
1949 - Recebe Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes. Realiza sua primeira exposição em São Paulo com a organização de Pietro Maria Bardi;
1950 - Realiza o mural Candomblé para a residência de Jorge Amado (1912-2001) em Salvador BA;
1951 - Realiza painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Recebe Medalha de Ouro no Salão Paulista de Arte Moderna;
1953/1954 - Viaja a estudos para a União Soviética;
1954 - É uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Membro do júri de seleção e premiação do 3º Salão Nacional de Arte Moderna;
1954 - Participa da 1ª Conferência Latino-Americana da Mulher;
1958 - Realiza o grande painel de azulejos Santa Bárbara, com 160m², no túnel Catumbi – Laranjeiras;
1959 - Desenha o cartão da tapeçaria Trabalhadores de Cacau, executado por Jean Lurçat, em Paris;
1962 - Executa uma série de grandes painéis para os navios recém-adquiridos da Companhia Costeira de Navegação, no Rio de Janeiro;
Auto retrato, Djanira
1964 - Ilustra para 100 bibliófilos a novela Campo Geral, de Guimarães Rosa;
1967 - Grava depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ);
1970 - Com a colaboração de Júlio Pacela edita, em tiragem com 100 exemplares, O Oratório - dez gravuras com texto de Odílio Costa;
1972 - Recebe a medalha e diploma da Cruz Pro Ecclesia et Pontifice conferida pelo Papa Paulo VI - Primeira artista latino-americana representada com obras no Museu do Vaticano;
1973 - Grande Medalha de Honra da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais;
1976 - Nelson Penteado, Paulo Rovai e Paulo Gil, cineastas, realizam filmes documentários sobre Djanira;
1979 – Falece em 31 de maio, na cidade do Rio de Janeiro vítima de um infarto;
2000 - Inaugurado pela Prefeitura de Avará o Centro Cultural Djanira da Motta e Silva.


 "Djanira trabalha como respira. Horas e horas, com ou sem saúde, nesse fazer arte, em que muitas vezes se gasta a própria existência para semear com seu sopro mágico uma outra vida. A do criador e a da criação. E com isso a possibilidade de sentir-se realizada ao realizar a sua obra, ao tornar real a sua fantasia. (...). A força incontida de Djanira é vital e fecunda. É uma gênese, uma gestação, é o nascimento de um mundo, mundo brasileiro por excelência e na essência. Todos sabem que sempre que posso corro a ver pinturas de Djanira. A base de seu universo é também do mundo brasileiro: Rio Negro e o Maranhão, Belém do Pará e o São Francisco. O Beberibe de João Cabral e o extremo sul: São Paulo e os cafezais, Ouro Preto, o Rio Paraíba, a Bahia e Parati. Djanira penetrou profundamente nos ambientes rurais, em contato com os homens e as mulheres do povo, com sua gente que é o verdadeiro país. Ela os percebe e fixa com o dom do amor e a faculdade da criação artística que possui em tão alto grau. Diferentemente doutro poeta do mundo exterior - o russo israelita Marc Chagall -, não é sonhadora. É realista, efetivamente realista. Sua obra emana de uma visão aplicada às coisas, com lirismo."
- Mário Barata, em "DJANIRA: acervo do Museu Nacional de Belas Artes". Rio de Janeiro: Colorama, 1985.


Djanira em 1967
ACERVOS
:: Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo SP;
:: Acervo Caixa Econômica Federal. - Brasília/DF;
:: Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil;
:: Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - RJ;
:: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ - Rio de Janeiro RJ;
:: Coleção BanerjMuseu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro/MHAERJ - Rio de Janeiro RJ;
:: Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro RJ;
:: Museu Arte Moderna do Vaticano - Roma/Itália.

* Coleções particulares


"(...) Essa artista vive em permanente estado de graça contemplativa. O povo está nos temas e nas cores. E ainda em grande parte na fatura plástica. São cores irremediavelmente quentes, às vezes sem nenhuma passagem fria para as equilibrar - ameaçam explodir. Uma fatura lisa de arte cem por cento decorativa, cartaz, tapete, painel ou ilustração de livro. Ela pertence à fase em que a arte se alimenta de sangue folclórico, fontes primitivas, arte rudemente lírica e popular. Sua pintura passou pelas neves de Nova York e voltou como era em espírito. Mesmo as cenas da Babilônia gelada assumem não sei que misteriosa atmosfera camponesa e plebéia. Brenghel visita o subúrbio. Arte decorativa, pedindo cafés e circos e barracas para ornamentar. Muros de diversões de jardins da infância. Pintura que não está muito à vontade no destino de uma arte de cavalete para salão de luxo. (...) Essa pintura tem a verve do que está próximo à tradição do folclore e à infância. (...) Mas há também, nessa arte, um certo lado individual meditativo e sonhador, e nesse terreno a viagem à América permitiu conferir os próprios sonhos com os de um mestre fraternal: Marc Chagall."
- Rubem Navarra, em "DJANIRA: acervo do Museu Nacional de Belas Artes". Rio de Janeiro: Colorama, 1985.


EXPOSIÇÕES
Exposições Individuais
Auto retrato no Atelier, Djanira (Nova York, 1945)
1943 - Rio de Janeiro RJ - Primeira individual, na ABI;
1945 - Boston (Estados Unidos) - Individual, na Galeria da União Pan-Americana;
1945 - Washington D. C. (Estados Unidos) - Individual, na Galeria da União Pan-Americana ;
1945 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no IAB/RJ;
1945 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na New School for Social Research;
1948 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MEC;
1949 - Petrópolis RJ - Individual, no Museu Imperial de Petrópolis - primeira exposição de um artista neste museu;
1958 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no MAM/RJ;
1958 - Munique (Alemanha) - Retrospectiva, no Haus der Kunst;
1958 - São Paulo SP - Retrospectiva, na Galeria de Arte da Folha;
1960 - Rio de Janeiro RJ - Individual de inauguração da Galeria Bonino;
1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MNBA;
1976 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no MNBA;
1978 - Viena (Áustria) - Individual.


“Djanira tem muita importância para as pessoas que querem uma Arte Brasileira. Ela não pesquisou técnicas, mas sim a alma humana.”
- Wolfgang Pfeiffer(*), em "Djanira". Jornal da tarde, São Paulo, 01 de jun. de 1979. [* professor, na época diretor do Museu de Arte Contemporânea - MAC/USP]


Exposições Coletivas
Djanira da Motta e Silva
1942 - Rio de Janeiro RJ - 48º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1943 - Rio de Janeiro RJ - 49º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - menção honrosa;
1944 - Argentina - 20 Artistas Brasileiros;
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana;
1944 - Chile - 20 Artistas Brasileiros;
1944 - Londres (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Royal Academy of Arts;
1944 - Norwich (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum;
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de bronze;
1944 - Uruguai - 20 Artistas Brasileiros;
1945 - Bath (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victiry Art Gallery;
1945 - Bristol (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery;
1945 - Buenos Aires (Argentina) - 20 Artistas Brasileños, nas Salas Nacionales de Exposición;
1945 - Edimburgo (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery;
1945 - Glasgow (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery;
1945 - La Plata (Argentina) - 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes;
1945 - Manchester (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery;
1945 - Montevidéu (Uruguai) - 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura;
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de prata;
1950 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Municipal de Belas Artes;
1950 - Rio de Janeiro RJ - Salão do Distrito Federal - medalha de prata;
1951 - Rio de Janeiro - Salão de Naturezas-Mortas - prêmio Ipase;
1951 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna;
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon;
1951 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Moderna - pequena medalha de ouro;
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ;
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao país;
1953 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Municipal de Belas Artes, no MNBA - medalha de bronze;
Caboclinhos, Djanira (1962)
[Museu Nacional de Belas Artes  - Rio de Janeiro, RJ]
1953 - São Paulo SP - Congresso Extraordinário da Associação Internacional de Críticos de Arte, no Masp;
1953 - São Paulo SP -2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados;
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais;
1954 - Hungria - Coletiva de Artistas Brasileiros;
1954 - Polônia - Coletiva de Artistas Brasileiros;
1954 - Tchecoslováquia - Coletiva de Artistas Brasileiros;
1955 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Cristo Negro - primeiro prêmio de pintura;
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição;
1956 - Neuchâtel (Suíça) - Arts Primitifs Modernes Brésiliens, no Musée d´Ethnografie de Neuchâtel;
1957 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio do Diário de Notícias;
1958 - Nova York (Estados Unidos) - Guggenheim International Award - Prêmio Guggenheim;
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão do Mar;
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna;
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus;
1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma;
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa (1959: Viena, Áustria) - Local> informação não encontrada;
1960 - Cidade do México (México) - 2ª Bienal Interamericana do México - artista convidada;
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1960 - Paris (França) - Arte Moderna Brasileira, no Museu de Arte Moderna;
Ciranda, Djanira (1952) [Coleção Banerj - Museu de História
 e Artes do Estado do Rio de Janeiro - MHAERJ]
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas;
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa;
1961 - Rio de Janeiro RJ - 1º Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana;
1963 - Rio de Janeiro RJ - 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil - medalha de prata;
1963 - Rio de Janeiro RJ - A Paisagem como Tema, Galeria Ibeu Copacabana;
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana;
1967 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva Mostra Atelier, no MAM/RJ;
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio;
1974 - Rio de Janeiro RJ - O Mar, na Galeria Ibeu Copacabana.


Exposições Póstumas
1980 - Buenos Aires (Argentina) - Ochenta Años de Arte Brasileño, no Banco Itaú;
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici;
1981 - Maceió AL - Artistas Brasileiros da Primeira Metade do Século XX, no Instituto Histórico e Geográfico;
Djanira da Motta e Silva
1982 - Bauru SP - 80 Anos de Arte Brasileira;
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
1982 - Londres (Reino Unido) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery;
1982 - Marília SP - 80 Anos de Arte Brasileira;
1982 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Futebol, no MAM/RJ;
1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto;
1982 - São Paulo SP - 80 Anos de Arte Brasileira, no MAB/Faap;
1983 - Belo Horizonte MG - 80 Anos de Arte Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes;
1983 - Campinas SP - 80 Anos de Arte Brasileira, no MACC;
1983 - Curitiba PR - 80 Anos de Arte Brasileira, no MAC/PR;
1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE;
1983 - Ribeirão Preto SP - 80 Anos de Arte Brasileira;
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ ;
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj;
1983 - Santo André SP - 80 Anos de Arte Brasileira, na Prefeitura Municipal de Santo André;
1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no MNBA;
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP;
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal;
1985 - Porto Alegre RS - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs;
1985 - Rio de Janeiro RJ - Retrato do Colecionador na sua Coleção, na Galeria de Arte Banerj;
Casa de farinha, Djanira da Mota e Silva, 1956.
[Coleção Roberto Marinho - Rio de Janeiro, RJ]
1985 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no MNBA;
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ;
1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial;
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp;
1986 - Brasília DF - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro;
1986 - Rio de Janeiro RJ - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ;
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte Banerj;
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte Banerj;
1986 - São Paulo SP - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp;
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc;
1988 - Nova York (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no The Bronx Museum of the Arts;
1988 - Rio de Janeiro RJ - Djanira - de 1939 a 1977, na Galeria de Arte Ipanema;
1989 - El Paso (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no El Paso Museum of Art;
1989 - Fortaleza CE - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural da Unifor;
1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
1989 - San Juan (Puerto Rico) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Instituto de Cultura Puertorriqueña;
1989 - San Diego (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no San Diego Museum of Art;
1990 - Miami (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date;
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte;
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial;
1992 - Rio de Janeiro RJ - Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB;
Costureira, Djanira (1951)
 [Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]
1992 - Rio de Janeiro RJ - Vivendo Djanira, na Oficina de Arte Maria Teresa Vieira;
1992 - São Paulo SP - O Olhar de Sérgio sobre a Arte Brasileira: desenhos e pinturas, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade;
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich;
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba;
1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi;
1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ;
1994 - São Paulo SP - Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp;
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo;
1995 - Brasília DF - Coleções de Brasília, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty;
1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ;
1996 - São Paulo SP - Mulheres Artistas no Acervo do MAC, no MAC/USP;
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no  Museu da Caixa Econômica Federal;
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Imagens Negociadas: retratos da elite brasileira, no CCBB;
1998 - São Paulo SP - Coleção MAM Bahia: pinturas, no MAM/SP;
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp;
1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi;
1999 - Niterói RJ - Mostra Rio Gravura. Acervo Banerj, no Museu do Ingá;
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal;
1999 - São Paulo SP - Obras Sobre Papel: do modernismo à abstração, na Dan Galeria;
1999 - São Paulo SP - Sobre Papel, Grafite e Nanquim, no Banco Cidade;
2000 - Rio de Janeiro RJ - Djanira, no Centro Cultural Light;
2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial;
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light;
2001 - São Paulo SP - O Feminino na Arte, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade;
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
Embarque bananas, Djanira (1957) [Acervo do Museu Histórico e
 Pedagógico Anita Ferreira de Maria, Avaré SP]
2002 - Rio de Janeiro RJ - Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
2002 - São Paulo SP - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos;
2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP;
2003 - Brasília DF - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira: da Revolução de 30 ao pós-guerra, no MAM/RJ;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Autonomia do Desenho, no MAM/RJ;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
2004 - São Paulo SP - Gabinete de Papel, no CCSP;
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pinacoteca do Estado;
2005 - São Paulo SP - O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no MAM/SP;
2013 - Porto União SC. Exposição Djanira da Motta e Silva, no Castelinho.
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Fonte: Enciclopédia de Artes Visuais/Itaú Cultural



“Djanira traz o Brasil em suas mãos, sua ciência é a do povo, seu saber é esse do coração aberto à paisagem, à cor, ao perfume, P'as alegrias, dores e esperanças dos brasileiros. Sendo um dos grandes pintores de nossa terra, ela é mais do que isso, é a própria terra, o chão onde crescem as plantações, o terreiro da macumba, as máquinas de fiação, o homem resistindo à miséria. Cada uma de suas telas é um pouco do Brasil.”
- Jorge Amado


FORTUNA CRÍTICA
Djanira da Motta e Silva
ARTE no Brasil. [Apresentação de Pietro Maria Bardi e Pedro Manuel]. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
BARROS, Luana Lopes de. As reminiscências africanas e a representação do afro-descendente na expressividade de Djanira. (Monografia de Graduação em Artes Visuais). Universidade Metropolitana de Santos, 2009.
DJANIRA - últimas pinturas e gravuras - Paulo Mendes Campos - poemas [Apresentação Paulo de Aquino]. Rio de Janeiro: Editora Fontana, 1980.
DJANIRA. [arte] Veja, 06 de junho de 1979, edição nº 561, páginas 113 e 114.
DJANIRA. [arte] Veja, 20 de outubro de 1976, edição nº 424, página 152.
DJANIRA. Djanira. [Apresentação Maria Elisa Carrazzoni; comentário Flávio de Aquino, Clarival do Prado Valladares]. Rio de Janeiro: MNBA, 1976. 50 p., il. p.b. color.
DJANIRA. Djanira. [Versão em inglês James Anderson]. Rio de Janeiro: Centro Cultural Light, 2000. 71 p., il. p&b, color.
DJANIRA. Djanira. Viena: Banco do Brasil, 1978. il. color., foto p&b.
DJANIRA: acervo do Museu Nacional de Belas Artes. [Comentário Mário Barata]. Rio de Janeiro: Colorama, 1985.
EXPOENTES da pintura brasileira. Rio de janeiro: Nórdica. 12 pranchas, 10 il.
FREITAS, Rosana de. Os Azuis dos Azulejos de Djanira. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, p. E1 - E1, 2 mar. 1997.
GESIEL JÚNIOR. História de Djanira, brasileira de Avaré. São Paulo: Arcádia, 2000. 143 p. il. p&b.
LEITE, José Roberto Teixeira.  Djanira. Revista da Semana, Rio de Janeiro, 1957.
Djanira da Motta e Silva
LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace; design Alessandra Gerin; trilha sonora Roberto Araújo].. (S.l.): Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. [Edição Raul Mendes Silva]. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. 555 p., il. p&b., color.
PEDROSA, Mário. Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III. [Organização Otília Beatriz Fiori Arantes]. São Paulo: Edusp, 1998. 429 p., il. p&b.
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. [Prefácio Gilberto Chateaubriand; apresentação M. F. do Nascimento Brito]. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 585 p., il. color.
RAMPAZZO, Loris Graldi. A Arte de Djanira. In: X Simpósio Multidisciplinar, 2004, São Paulo. Anais do X Simpósio Multidisciplinar. São Paulo: Universidade São Judas Tadeu- Núcleo de Comunicação USJT, 2004. v. 1. p. 207-208.
RAMPAZZO, Loris Graldi. Djanira na Arte Brasileira. (Tese Doutorado em Artes). Universidade de São Paulo, USP, 1993.
RAMPAZZO, Loris Graldi. Djanira Pintora de sua Gente. (Dissertação Mestrado em Artes). Universidade de São Paulo, USP, 1988.
RAMPAZZO, Loris Graldi. Djanira: pintora de sua gente. In: Arte em Pesquisa: especificidades, 2004, Brasília -DF.  Arte em pesquisa: especificidades. Brasília: DF: Pós-graduação em Arte da Universidade de Brasília/ANPAP, 2004. v. 1. p. 155-159.
RAMPAZZO, Loris Graldi. O Projeto de Djanira da Motta e Silva. Doxa (Coronel Fabriciano), Minas Gerais, v. 6, n.1, p. 73-82, 2004.
REIS, Ronaldo Rosas. Um outro olhar sobre Djanira. [catálogo apresentando exposição retrospectiva de Djanira]. Paraty - RJ: Secretaria Municipal de Cultura de Paraty, 1997.
Djanira da Motta e Silva
TEIXEIRA, Sinara Dias. Arte Naif Brasileira: Djanira, Clóvis Júnior e Poteiro. (Monografia de Graduação em Arte-Educação). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, 2007.
TEMPOS de guerra: Hotel Internacional / Pensão Mauá. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1986. [136] p., il. p&b. color. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
XEXÉO, Pedro; ABREU, Laura; RODRIGUES, Marisa Pires. A Arte Sob o Olhar de DJANIRA Coleção Museu Nacional de Belas Artes. [Catálogo de exposição do Museu Nacional de Belas Artes]. Rio de Janeiro, RJ: Ouro Sobre Azul Design e Editora Ltda, 2005.
ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. [Apresentação de Walther Moreira Salles]. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.


Vídeo
:: Djanira da Motta e Silva (vídeo aula). Disponível no link. (acessado 13.4.2014)
:: Memória de Djanira. Disponível no link. (acessado 15.4.2014)


O MOVIMENTO "SALÃO PRETO E BRANCO
 "O Salão Preto e Branco significa nossa luta pela sobrevivência. No tocante a seus resultados, precisamos acreditar em alguma coisa, ainda que seja no absurdo. A vitória é essencial para a classe. Temos a maior bienal do mundo, o maior estádio do mundo. A realidade, como ninguém diz, é esta, e apenas esta: temos a maior miséria do mundo. Como pode ser grande um povo cujos artistas não têm sequer material para trabalhar?"
- Iberê Camargo (pintor), em "depoimento dado ao Correio da Manhã", em 16 de maio de 1954.
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Veja aqui informações sobre o movimento "Salão Preto e Branco".





Os Orixás, Djanira [Palácio do Planalto - Brasília/DF] -  foto: NosnoMundo



PAINEL DE SANTA BÁRBARA (RIO DE JANEIRO)
Painel  de Santa Bárbara, Djanira (1958) 
[Acervo do Museu Nacional de Belas Artes MNBA – RJ]
Uma de suas obras mais grandiosas, o Painel Santa Bárbara (1964) que se encontra instalado no Museu Nacional das Belas Artes-MNBA no Rio de Janeiro, originalmente formado por 5300 azulejos ocupando uma área de 130 metros quadrados, construído em homenagem aos 18 operários que faleceram num desabamento durante os trabalhos de abertura do Túnel Santa Bárbara, que liga o bairro do Catumbi ao das Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.



Painel  de Santa Bárbara {detalhe}, Djanira (1958)
[Acervo do Museu Nacional de Belas Artes MNBA – RJ]



SANTUÁRIO SANTA RITA DE CÁSSIA (CATAGUASES/MG)
Arquitetura e Paineis
Fachada  "Painel em azulejos intitulado 'A vida de Santa Rita'", Djanira
Santuário Santa Rita de Cássia, Cataguases (MG)
O projeto do atual templo, assinado pelo arquiteto Edgar Guimarães do Vale, é contemporâneo à II Guerra Mundial. Seguindo o estilo moderno, o arquiteto deu ao templo a forma de um avião que, bombardeado, tivesse perdido uma asa. A nave assemelha-se ao bojo de um avião, envolvida por uma abóbada que se afunila da fachada em direção ao presbitério, no qual se encontra o altar-mor de mármore sob um baldaquino revestido de granito. O templo apresenta uma única torre, a qual possui 30 metros de altura, construída em formato ogival, à semelhança de um torpedo. A fachada é decorada com um painel em azulejos intitulado "A vida de Santa Rita", da pintora Djanira. Em 1995, a pintora Nanzita os passos da Via Crucis no interior do templo, em uma obra de estilo expressionista. Mais informações: Santuário Santa Rita de Cássia
Painel em azulejos intitulado "A vida de Santa Rita", {detalhe} Djanira
Santuário Santa Rita de Cássia, Cataguases (MG)


OBRAS ESCOLHIDAS

Sem título, Djanira da Mota e Silva (1959) [
Coleção Roberto Marinho - Rio de Janeiro, RJ]

Igreja de Antonio Dias [Estudo de Ouro Preto], Djanira (1955)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]


Barcos, Djanira (Déc. 1950)

Festa do Divino em Parati,  Djanira (1962)
[Acervo do Palácio dos Bandeirantes - SP]
Inconfidência, Djanira (1975)
[Acervo Caixa Econômica Federal]

Mina de Ferro, Djanira (1976)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]

Futebol Fla-flu, Djanira (1975)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]

Petrobras, Djanira (1962)

Indústria Automobilística, Djanira (1962)

O Circo, Djanira (1944)  - [Acervo Funarte Rio de Janeiro]

Igreja no Litoral - Cabo Frio, Djanira (1970)

Serradores, Djanira (1959 )
[Coleção Roberto Marinho - Rio de Janeiro, RJ]

Meninos com Pipa [estudo de painel], Djanira (1966)


A fazenda, Djanira (1966)


Festa de Iemanja, Djanira (1962)

Sem título, Djanira

Peixes, Djanira (1962)

Igreja de Santa Rita (Parati, RJ), Djanira (s.d.)
 [Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]


Três Orixás, Djanira (1966)
[Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo - SP]

Cena de mercado, Djanira (1960)


Mina de Ferro, Djanira 


Olaria Itaipava, Djanira (s.d.)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]

Oficina de trabalho, Djanira (1962)


Morro da Guia, Djanira (1970)


Mina de Ferro, Djanira (1976)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]

Tocador de Pífano, Djanira

Cafezal, Djanira (1952)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]

Fazenda de Chá no Itacolomi, Djanira (1958)
[Museu de Arte Moderna - Rio de Janeiro, RJ]

Mina de Ferro - Itabira, Djanira (1976)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]


Djanira


s/ título, Djanira


Vista de Cabo Frio, Djanira (1970)
 [Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]

Trabalhador de Cal, Djanira (1974)
 [Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]



Estudo para o cartaz da peça teatral 'Orfeu da
 Conceição', Djanira (1956)


Charuteira, Djanira (1954)


Colheita, Djanira (1961)


Anjo, Djanira 


Djanira 


Meninas e flores, Djanira


Menino Vendedor, Djanira (1946)
 [Coleção Guy Veloso. Belém-PA]


Ilustração para livro Antologia poética,
de Paulo Mendes Campos, por Djanira


Anjo com Acordeão, Djanira (1962)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]


Figuras com Galo, Djanira (s.d.)
[Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo, SP]


Flores, Djanira (1949)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]


Folia do Divino, Djanira (1959)
[Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo, SP]


Retrato [Jovem], Djanira (1942)
 [Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]



Retrato, Djanira (1954)
 [Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]


São José de Botas, Djanira (1973)

Senhora Sant'Ana de Pé, Djanira
[Acervo Museu de Arte Moderna do Vaticano - Roma/Itália]

Orfeu da Conceição, Djanira (s.d.)
[Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ]


Dança folclórica, Djanira da Motta e Silva
Ilustração para livro Antologia poética, 
de Paulo Mendes Campos, por Djanira


Retrato de Aída Monteiro Furtado, Djanira (1944)




Djanira com Jorge Amado e o filho João Jorge (Dez 1970)



CENTRO CULTURAL DJANIRA DA MOTTA E SILVA
Centro Cultural e Memorial Djanira da Motta e Silva - Avaré SP
Fundado em 31 de maio de 2000, o Centro Cultural Djanira da Motta, em Avaré, sua cidade natal, instalado em meio a um bosque na área urbana.  O espaço abriga a Biblioteca Municipal “Professor Francisco Rodrigues dos Santos” e o Memorial dedicado a pintora.

Memorial Djanira da Motta e Silva
Em 02 de abril de 2008 é criado o Memorial Djanira da Motta e Silva, com mostra permanente da pintora, composto: objetos pessoais, obras e material de referência.



REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
Auto retrato, Djanira


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© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Djanira da Motta e Silva - singular e plural. Templo Cultural Delfos, abril/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 16.4.2014.



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