Alberto da Veiga Guignard - modernidade e tradição

Auto-retrato,  Alberto da Veiga Guignard (1952)
[Acervo do Museu da Pampulha de Belo Horizonte]
A Guignard
Bom e grande Guignard. Pintor
do vento e do imperceptível. Nosso
São Cristóvão. Conversas com a água
branca do Rio e em seus ombros de aço.

Nos transporta através do fogo ou
do mar. Anjo da guarda da alegria
com os pés na terra. Vives no paraíso.
Não ousas a voz do mal.

No campo brincas com os passarinhos.
E colhes silêncios da luz sutil
Nos presenteias obras de mestre.
Enxergas o que outros não veem.

A poesia é tua namorada fiel.
Amor de belas jovens infiéis, sofrerás?
Menino anjo e santo agradeço-te
também em nome dos inocentes.
- Portinari (Rio, 1/10/1960). Original do texto de Portinari Arquivo EM _ O Cruzeiro 18.5.1956


Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo RJ, 25 de fevereiro de 1896 - Belo Horizonte MG, 26 de junho 1962). Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador. Muda-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, freqüenta a Königliche Akademie der Bildenden Künste [Real Academia de Belas Artes] de Munique, onde estuda com Hermann Groeber (1865 - 1935)  e Adolf Hengeler (1863 - 1927).
Auto-retrato, Alberto da Veiga Guignard (1931)
[Coleção Museu de Arte Contemporânea
da Universidade de São Paulo]
Aperfeiçoa-se em Florença e em Paris, onde participa do Salão de Outono. Retorna para o Rio de Janeiro em 1929 e integra-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery (1900 - 1934). No ano seguinte, instala ateliê no Jardim Botânico, que retrata em várias obras. Participa do Salão Revolucionário de 1931, e é destacado por Mário de Andrade (1893 - 1945) como uma das revelações da mostra. De 1931 a 1943, dedica-se ao ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Entre 1940 e 1942, vive num hotel em Itatiaia, pinta a paisagem local e decora peças e cômodos do hotel. Em 1941, integra a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer (1907 - 2012) e Aníbal Machado (1894 - 1964). Em 1943, passa a orientar alunos em seu ateliê e cria o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), transfere-se para Belo Horizonte e começa a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passam Amilcar de Castro (1920 - 2002), Farnese de Andrade (1926 - 1996) e Lygia Clark (1920 - 1988), entre outros. Permanece à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passa a chamar-se Escola Guignard. Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa.

Comentário crítico
Guignard inicia estudos artísticos na Königliche Akademie der Bildenden Künste [Real Academia de Belas Artes] de Munique, que freqüenta em dois períodos: entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923. Estuda desenho e pintura com Herman Groeber (1865 - 1935), membro da Sezession alemã, e com Adolf Hengeler (1863 - 1927), artista gráfico e ilustrador. Em sua estada na Alemanha dedica-se assiduamente a estudos da arte flamenga na Pinacoteca de Munique. Entre 1925 e 1928, prossegue os estudos em Florença, onde se identifica com a obra de Alessandro Botticelli (1444/1445-1510) e de Raoul Dufy (1877 - 1953), e se liberta da rigidez acadêmica, marcando sua passagem para o modernismo.

Auto-retrato, Guignard (1940)
[Coleção Museu Nacional de Belas Artes RJ]
Com o aprendizado técnico concluído, volta definitivamente ao Brasil, em 1929, e vai residir no Rio de Janeiro. Pinta a cidade em cores claras e pinceladas miúdas. Realiza uma série de trabalhos sobre o Jardim Botânico, onde instala ateliê, como a obra Bambu (1937), que recebe o 2º prêmio no Salão Oficial de Buenos Aires. De acordo com o crítico Frederico Morais, "o invólucro da luz na estrutura gótica dessa obra belíssima já remete, de certa forma, ainda que de maneira radiosa, ao orientalismo presente na grande série de 'paisagens imaginantes' dos anos finais da vida do artista em Minas Gerais".(1)

Por dedicar-se a praticamente todos os gêneros da pintura - retrato, auto-retrato, paisagem, natureza-morta, flor, pintura de gênero e pintura religiosa - costuma, em muitas obras, tratar de dois ou mais gêneros na mesma tela, como em suas naturezas-mortas, de número reduzido e quase sempre de caráter fantástico, que trazem uma paisagem ao fundo.

Os retratos, considerados por alguns críticos como a vertente mais fértil de sua obra, constituem a maior parte de sua produção e trazem pessoas de sua família, amigos ou filhos de amigos, intelectuais, artistas e auto-retratos. Nesses não deixa de fazer menção ao seu defeito congênito, o lábio leporino, também presente em representações de Cristo e outras figuras religiosas. Na produção de retratos destaca-se a obra As Gêmeas (1940), com a qual recebeu o prêmio de viagem ao país, na divisão moderna do Salão Nacional de Belas Artes. A tela retrata as irmãs Léa e Maura sentadas num sofá, tendo ao fundo a paisagem de Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro.

O crítico de arte Teixeira Leite(2) vê na obra de Guignard traços da nova objetividade - movimento alemão que transpõe os limites do real, buscando impregná-lo de poesia -, aproximando-a, pelo tema tratado, à obra do pintor francês Henri Rousseau (1844 - 1910), especialmente na fase denominada lirismo nacionalista, representada por Casamento na Roça (1960), Família do Fuzileiro Naval (ca.1937) e Família na Praça.

Auto-Retrato, Guignard (1955)
[Coleção Particular]
Para o historiador da arte Rodrigo Naves, (3) a pintura de Guignard tem um caráter decorativo acentuado, como a obra Os Noivos (1937), repleta de arabescos e outros motivos. Em sua pintura o decorativo está presente nos retratos, nos arranjos florais, nas estampas das roupas e em toda ornamentação em torno de seus modelos femininos, além de tetos, painéis, móveis e objetos que pintou. Guignard também inovou em sua atividade docente. A partir de 1931, ensina desenho e pintura para órfãos de militares, na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Em 1936, leciona desenho no Instituto de Artes do Distrito Federal. Em 1943, funda com outros artistas, no diretório acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, o Grupo Guignard, no qual orienta, entre outros, Iberê Camargo (1914 - 1994) e Waldemar Cordeiro (1925 - 1973). Em 1944, a convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), dá aulas num curso livre de pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, também conhecida por Escola do Parque e atual Escola Guignard. Seus alunos o consideram um professor democrático, de temperamento informal, que os estimula intuitivamente. Entre outros, frequentam a Escola Guignard: Amilcar de Castro (1920 - 2002), Mary Vieira (1927 - 2001) e Farnese de Andrade (1926 - 1996).

Na década de 1960, Guignard pinta as "paisagens imaginantes". Nelas, sua palheta volta-se para um cinza esbranquiçado e, como aponta Rodrigo Naves, (4) tudo parece estar em suspensão, sem solo ou pontos de apoio firmes. Não há caminhos, acidentes geográficos nem distâncias. Há apenas um mundo nublado e tristonho.
_______
Notas
1 MORAIS, Frederico. In: FROTA, Lélia Coelho. Guignard: arte, vida. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1997. p. 55.
2 LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. p. 240.
3 NAVES, Rodrigo. O Brasil no Ar. In: ______. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996.
4 Idem. Ibidem.

Cartão para Amalita, Guignard (1934 ) -  [Acervo Museu Casa Guignard]

Foi um grande pintor, excelente desenhista e ótimo professor.
E alegre.
E brincalhão. E grande amigo. (...)
Ensinou a desenhar a lápis 7, 8, 9H.
Esse método pelo desenho trouxe o gosto pelo bem feito.
Sem sombras.
Pelo que é sensível sem exageros sentimentais.

Pela comunicação direta, sem adjetivos ou preciosismos.
Foi o que nos deu o conhecimento da linha.
Ela mesma.
O caminho.
O ritmo.
O que separa e valoriza os espaços.
O que é força e suavidade ao mesmo tempo que sem intermediários.
Música necessária.
Solo de tempo contido na precisão do espaço.
E trama e tece teia de poesia linha e luz
Sobre Ouro Preto que amanhece agora.
Foi o que fez com absoluto talento e sabedoria. Grande Mestre.

Auto-retrato, Alberto da Veiga Guignard (1961)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM Rio de Janeiro]
Guignard – Pintor
Revela pleno, plana, palma
O mundo em silêncio franco.
Que bonito é viver.
Olhar e ver a dança das cores
Ritmo do mundo.
Cor é emoção e pensamento
descoberta e procura
certeza e espanto
fundamento e caminho.
E caminhar com cores
É testemunhar com o silêncio da luz.
Cor
Não existe uma.
E muitas
Quando uma sustenta a outra
Todas
Solidárias tramam
Intrigam
Comprometem o tempo e o espaço
No lugar
Onde a beleza acabou de nascer verdade.
E assim esse pintor fundou Ouro Preto em cor. Grande mestre.
- Amílcar de Castro, em “Catálogo” Museu Lasar Segall, 1992. 


CRONOLOGIA
1896 - Nasce no dia 25 de fevereiro, em Nova Friburgo, Estado do Rio, filho de Alberto José Guignard e Leonor Augusta da Silva Veiga Guignard, com fissura palatina congênita, abertura total entre a boca, o nariz e o palato;
ca.1896/1906 - Petrópolis RJ - Reside na cidade até o falecimento do pai;
1906 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade;
1906 - Seu pai morre em acidente com arma de fogo;
Alberto da Veiga Guignard
1908 - Vevey (Suíça) - Muda-se com a família após o segundo casamento da mãe;
1909/ca.1914 - Momères, Bangnères-de-Bigorne, Tarbes e Nice (França) - Vive nessas cidades;
ca.1915/ca.1918 - Munique (Alemanha) - Trabalha com comércio e jardinagem, é internado numa fazenda-escola em Freising;
1918/1919 - Grasse (França) - Vive numa casa de campo com a mãe;
ca.1920/1924 - Munique (Alemanha) - Vive nessa cidade ;
1923 - Munique (Alemanha) - Casa-se com Anna Doring, estudante de música, filha da dona da pensão onde reside. A esposa o abandona no mesmo ano;
1925/ca.1928 - Florença (Itália) - Vive nessa cidade;
ca.1926 - Morre sua mãe e sua única irmã. A partir de então, não tem contato com nenhum parente;
1928 - Paris (França) - Conhece Pablo Picasso (1881 - 1973), Utrillo e Henri Matisse (1869 - 1954);
1929/ca.1940 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade;
1931/1943 - Rio de Janeiro RJ - É professor de desenho e pintura na Fundação Osório, em Rio Comprido;
1932/1938 - Rio de Janeiro RJ - É nomeado diretor artístico de festas carnavalescas e organizador de exposições para a Sociedade Pró- Arte;
ca.1935 - Rio de Janeiro RJ - É professor de desenho, com Candido Portinari (1903 - 1962), no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal;
ca.1940/ca.1942 - Itatiaia RJ - Permanece no Hotel Repouso, por causa do alcoolismo. Pinta o interior da sua cabana (preservada como Cabana Guignard) e o próprio hotel;
1941 - Rio de Janeiro RJ - Integra a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer (1907) e Aníbal Machado (1894 - 1964);
1942/1960 - Brasil - Realiza ilustração para livros de autores nacionais;
ca.1942/ca.1943 - Rio de Janeiro RJ - Reside na casa de Barros Carvalho, onde realiza pintura no teto - hoje sede da RioArte;
ca.1942/ca.1943 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade;
1943/1944 - Rio de Janeiro RJ - Orienta alunos do Grupo Guignard, em ateliê na Rua Marquês de Abrantes, nomeado A Nova Flor do Abacate pelo poeta Manuel Bandeira (1886 - 1968);
1944/ca.1961 - Belo Horizonte MG - Mantém ateliê em Sabará e, posteriormente, em Ouro Preto
1944/1962 - Belo Horizonte MG - A convite do prefeito Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), transfere-se para a capital mineira onde leciona e dirige o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes. A partir de 1946, a escola funciona em instalações precárias. Guignard permanece no seu comando até sua morte, em 1962. Depois, em sua homenagem, ela passa a chamar-se Escola Guignard, também conhecida como Escola do Parque;
1952 - Belo Horizonte MG - Organiza o 7º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, na Prefeitura de Belo Horizonte;
Alberto da Veiga Guignard (1945)
1961/1962 - Minas Gerais - Criada a Fundação Guignard, destinada a resguardar o bem-estar físico e moral, e zelar pelo patrimônio artístico do pintor. A fundação dissolve-se após sua morte;
1962 - Ouro Preto MG - Vive nessa cidade;
1962 - Belo Horizonte MG - Conforme seu desejo, é sepultado no cemitério da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto;
1963 - Belo Horizonte MG - A Escola de Belas Artes de Belo Horizonte recebe oficialmente o nome de Escola Guignard;
1979 - Rio de Janeiro RJ - O crítico de arte Frederico Morais publica o livro Alberto da Veiga Guignard;
ca.1979 - Ouro Preto MG - A Fundação de Arte de Ouro Preto recria o Museu Guignard, que abriga documentos, alguns desenhos de aula, retratos de Guignard desenhados por Carlos Scliar, ilustrações e um caderno de dedicatórias;
1997 - Rio de Janeiro RJ - A pesquisadora Lélia Coelho Frota publica o livro Guignard: arte, vida.

Formação
1915/1918 e 1921/1923 - Munique (Alemanha) - Na Königliche Akademie der Bildenden Künste [Real Academia de Belas Artes] cursa desenho e pintura com os professores Hermann Groeber (1865 - 1935), membro da Sezession alemã, e Adolf Hengeler (1863 - 1927), artista gráfico e ilustrador. A ênfase é dada ao desenho com modelo vivo, apenas com lápis e sombreado;
ca.1918 - Paris (França) - Cursa desenho;
ca.1921 - Munique (Alemanha) - Frequenta assiduamente a Pinacoteca de Munique, interessando-se pela coleção de arte flamenga.

 
Alberto da Veiga Guignard 

Improviso para Guignard
Árvores de nuvem
e flores do mar
- levai-me a esse mundo
do Rei Guignard! (...)

As rochas, de espuma.
As conchas, de luar.
O sonho pousado
em ramagens de ar...

Levai-me a esse reino
do Rei Guignard. 
- Cecília Meireles, Álbum-arquivo de Guignard, 1947.

Floresta Tropical [Entardecer], Alberto da Veiga Guignard (1938). 
[obra destruída em incêndio, agosto de 2012, pertencia ao marchand e colecionador Jean Boghici].

EXPOSIÇÕES
Exposições Individuais
1930 - Buenos Aires (Argentina) - Individual;
1931 - Rio de Janeiro RJ - Individual;
1934 - Buenos Aires (Argentina) - Individual;
1934 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Pró-Arte;
1935 - Pittsburg (Estados Unidos) - Individual, no Carnegie Institute;
1936 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Palace Hotel;
1937 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Nova Galeria de Arte;
Paisagem de Sabará, Alberto da Veiga Guignard (1950)
[Coleção Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand]
1938 - Berlim (Alemanha) - Individual - patrocínio da Associação de Artistas Brasileiros, Sociedade Pró-Arte e Instituto Teuto-Brasileiro;
1938 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Palace Hotel;
1942 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Enba;
1953 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Alberto da Veiga Guignard, no MAM/RJ;
1956 - São Paulo SP - Guignard: retrospectiva, no IAB/SP;
1959 - Belo Horizonte MG - Guignard: retrospectiva, no Automóvel Clube;
1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Jorge Montmartre;
1960 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie - Prêmio ABCA;
1961 - Belo Horizonte MG - Guignard: retrospectiva, no MAP;
1962 - São Paulo SP - Individual, na Petite Galerie.


Exposições Coletivas
1923 - Munique (Alemanha) - Coletiva, no Palácio de Vidro;
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes - Divisão Geral, na Enba - menção honrosa;
1927 - Paris (França) - 20º Salão de Outono, no Grand Palais;1928 - Paris (França) - Salão de Outono, no Grand Palais;
1928 - Veneza (Itália) - 16ª Bienal de Veneza;
Sem título, Guignard 1(952). [Coleção Roberto Marinho]
1929 - Paris (França) - 40º Salon des Indépendants, na Société des Artistes Indépendants;
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes - Divisão Geral, na Enba - medalha de bronze;
1929 - Rosário (Argentina) - 11º Salão de Arte do Rosário, na Comisión Municipal de Belas Artes de Rosário;
1930 - Nova York (Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no Nicholas Roerich Museum;
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1931 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Pró-Arte, na Enba;
1931 - Rio de Janeiro RJ - Salão Revolucionário, na Enba;
1932 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão da Pró-Arte, na Enba;
1933 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão da Pró-Arte, na Enba;
1933 - Rio de Janeiro RJ - Mostra de Arte Social, no Clube Municipal;
1933 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas;
1933 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas;
1934 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão da Pró-Arte;
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto;
1935 - Pittsburgh (Estados Unidos) - The 1935 International Exhibition of Painting, no Carnegie Institute;
1935 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Arte Social, no Clube de Cultura Moderna do Rio de Janeiro;
1935 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Auto-Retratos, na Associação dos Artistas Brasileiros;
1936 - Rio de Janeiro RJ - 42º Salão Nacional de Belas Artes, no Instituto de Previdência;
1936 - Toledo (Estados Unidos) - The 1935 International Exhibition of Painting, no Toledo Museum of Art;
1936 - Cleveland (Estados Unidos) - The 1935 International Exhibition of Painting;
1937 - Buenos Aires (Argentina) - Salão Oficial de Buenos Aires - 2º prêmio;
1937 - São Paulo SP - 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo;
Paisagem de Sabara, Guignard (1939). [Coleção Particular]
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes;
1938 - Rio de Janeiro RJ - 44º Salão Nacional de Belas Artes, na MNBA;
1938 - Rio de Janeiro RJ - Mostra da Sociedade Pró-Arte;
1938 - São Paulo SP - 2º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo;
1939 - Rio de Janeiro RJ - 45º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1940 - Rio de Janeiro RJ - 46º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no MNBA - prêmio de viagem ao país e medalha de prata;
1941 - Rio de Janeiro RJ - 47º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1942 - Rio de Janeiro RJ - 48º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no MNBA - medalha de ouro;
1943 - Rio de Janeiro RJ - 49º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1943 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Anti-Eixo, no Museu Histórico e Diplomático. Palácio Itamaraty;
1943 - Rio de Janeiro RJ - Grupo Guignard, na Enba;
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana;
1944 - Londres (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts;
1944 - Norwich (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum;
1945 - Baht (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery;
1945 - Bristol (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery;
1945 - Buenos Aires (Argentina) - 20 Artistas Brasileños, nas Salas Nacionales de Exposición;
1945 - Edimburgo (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery;
1945 - Glasgow (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery;
1945 - La Plata (Argentina) - 20 Artistas Brasileños, no Museo Provincial de Bellas Artes;
1945 - Manchester (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery;
Ponte Seca, Guignard (1949). [Coleção Particular]
1945 - Montevidéu (Uruguai) - 20 Artistas Brasileños, na Comisión Municipal de Cultura;
1945 - Rio de Janeiro RJ - 51º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1945 - Rio de Janeiro RJ - Os Artistas Plásticos do Partido Comunista, na Casa do Estudante;
1945 - Santiago (Chile) - 20 Artistas Brasileños, na Universidad de Santiago do Chile;
1946 - Rio de Janeiro RJ - Guignard e seus Alunos, na ABI;
1947 - Rio de Janeiro RJ - 53º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1948 - Rio de Janeiro RJ - 54º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no MNBA - medalha de ouro;
1949 - Rio de Janeiro RJ - 55º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1950 - Bahia - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, organizada pelo MNBA;
1950 - Belo Horizonte MG - Guignard e seus Alunos, no Edifício Financial;
1950 - Paraíba - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, organizada pelo MNBA;
1950 - Pernambuco - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, organizada pelo MNBA;
1950 - Rio de Janeiro RJ - 56º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA;
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no MNBA - medalha de honra;
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon;
1952 - Belo Horizonte MG - Exposição Internacional de Arte, no Edifício Dantés;
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna;
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ;
Paisagem, Alberto da Veiga Guignard (1947)
1952 - Veneza (Itália) - 26ª Bienal de Veneza;
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA;
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP;
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Moderno;
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte de Lima;
1957 - Rosario (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino;
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo;
1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ;
1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma;
1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas;
1962 - Córdoba (Argentina) - 1ª Bienal Americana de Arte;
1962 - Rabat (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros;
1962 - Casablanca (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros;
1962 - Tanger (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros.


Exposições Póstumas
1962 - Belo Horizonte MG - Individual, no MAP;
1962 - Rio de Janeiro RJ - O Retrato como Tema, na Galeria do Ibeu;
1963 - Belo Horizonte MG - Exposição na Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais, na UFMG. Reitoria;
Itatiaia, Alberto da Veiga Guignard(1941-1942)
[Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - doação Múcio Leão]
1963 - Campinas SP - Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes;
1963 - Rio de Janeiro RJ - 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil;
1963 - Rio de Janeiro RJ - A Paisagem como Tema, na Galeria Ibeu Copacabana;
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana;
1966 - São Paulo SP - Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP;
1970 - Belo Horizonte MG - Exposição na Galeria de Arte do ICBEU;
1970 - Belo Horizonte MG - O Processo Evolutivo da Arte em Minas: 1900 a 1970, na Fundação Palácio das Artes;
1972 - Belo Horizonte MG - Guignard 1896-1962, no MAP;
1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecedentes e consequências, no Masp;
1974 - Niterói RJ - 3ª Mostra de Artes Visuais de Niterói;
1974 - Rio de Janeiro RJ - Guignard: retrospectiva, no MAM/RJ;
1974 - São Paulo SP - Individual, no Centro de Artes Novo Mundo;
1975 - São Paulo SP - O Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall;
1975 - São Paulo SP - SPAM e CAM, no Museu Lasar Segall;
1976 - São Paulo SP - Arte Brasileira do Século XX: caminhos e tendências, na Galeria de Arte Global;
1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall;
1977 - Belo Horizonte MG - A Paisagem Mineira, no Paço das Artes;
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici;
1980 - Santiago (Chile) - 20 Pintores Brasileños, na Academia Chilena de Bellas Artes;
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes;
1980 - São Paulo SP - Mestres Contemporâneos, na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano;
1981 - Belo Horizonte MG - 8º Salão Global de Inverno, na Fundação Palácio das Artes;
1981 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Global de Inverno, no MAM/RJ;
1981 - Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
1981 - Rio de Janeiro RJ - Guignard Desenhista, na Galeria Gravura Brasileira;
1981 - São Paulo SP - 8º Salão Global de Inverno, no Masp;
Visão de um Parque, Guignard (1947 c.i.d.)
[Coleção Frazem de Lima]
1982 - Belo Horizonte MG - Guignard: exposição documental comemorativa do 20º aniversário de morte, no Palácio das Artes;
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
1982 - Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
1982 - Londres (Inglaterra) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery;
1982 - Rio de Janeiro RJ - Alberto da Veiga Guignard 1896-1962: pinturas e desenhos, na Galeria de Arte Banerj;
1982 - Rio de Janeiro RJ - Pintores Fluminenses, no MAM/RJ;
1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto;
1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP;
1983 - Caracas (Venezuela) - Pintura en Brasil del 600 al Modernismo, no Museo de Bellas Artes;
1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/Olinda;
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ;
1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna no Salão Nacional: 1940-1982, na Funarte. Centro de Artes;
Jockey Club ao anoitecer, Guignard (1951)
[Coleção Particular]
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj;
1983 - São Paulo SP - Alberto da Veiga Guignard: 1896-1962, no Espaço Plano;
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas;
1984 - Rio de Janeiro RJ - Salão de 31, na Funarte;
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP;
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal;
1985 - Porto Alegre RS - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs;
1985 - Rio de Janeiro RJ - Retrato do Colecionador na sua Coleção, na Galeria de Arte Banerj;
1985 - Rio de Janeiro RJ - Rio: vertente surrealista, na Galeria de Arte Banerj;
1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: na Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial;
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp;
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal;
1986 - Belo Horizonte MG - O Modernismo em Minas: o Salão de 1936, no Espaço Cultural Casa do Baile;
1986 - Brasília DF - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro;
1986 - Porto Alegre RS - Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs;
1986 - Rio de Janeiro RJ - A Nova Flor do Abacate, Grupo Guignard-1943 e Os Dissidentes-1942, na Galeria de Arte Banerj;
1986 - Rio de Janeiro RJ - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ;
Lagoa Santa, Alberto da Veiga Guignard (1950)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM do Rio de Janeiro]
1986 - São Paulo SP - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp;
1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris;
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
1987 - Rio de Janeiro RJ - Guignard/Marcier, na Galeria Jean Boghici;
1987 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Janeiro, Fevereiro, Março: do modernismo à geração 80, na Galeria de Arte Banerj;
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal;
1987 - São Paulo SP - O Brasil Pintado por Mestres Nacionais e Estrangeiros: séculos XVIII - XX, no Masp;
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc;
1988 - Rio de Janeiro RJ - Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand;
1988 - São Paulo SP - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP;
1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP;
1989 - Fortaleza CE - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural da Unifor;
1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
1989 - São Paulo SP - Pintura Brasil Século XIX e XX: obras do acervo do Banco Itaú, na Itaugaleria;
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte;
1992 - Belo Horizonte MG - Guignard: paixão cotidiana, na Itaugaleria;
Praia de Jurujuba, Alberto da Veiga Guignard (1940)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM do Rio de Janeiro]
1992 - Belo Horizonte MG - Retratos de Guignard, no MAP;
1992 - Paris (França) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou;
1992 - Poços de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa da Cultura;
1992 - Rio de Janeiro RJ - Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB;
1992 - São Paulo SP - Guignard: uma seleção da obra do artista, no Museu Lasar Segall;
1992 - Sevilha (Espanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas;
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, na Kunsthaus Zürich;
1993 - Colônia (Alemanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne;
1993 - Nova York (Estados Unidos) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA;
1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA;
1993 - São Paulo SP - 100 Obras-Primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura, no IEB/USP;
1993 - São Paulo SP - A Arte Brasileira no Mundo, Uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria;
Vista do Caminho para Mariana, Alberto da Veiga Guignard (1962)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM do Rio de Janeiro]
1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi;
1993 - São Paulo SP - O Modernismo no Museu de Arte Brasileira: pintura, no MAB/Faap;
1994 - Poços de Caldas MG - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco, na Casa da Cultura;
1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
1994 - São Paulo SP - Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp;
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal;
1995 - Brasília DF - Coleções de Brasília, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty;
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, no MAM/RJ;
1996 - Belo Horizonte MG - 100 Anos de Guignard, no MAP;
1996 - Belo Horizonte MG - A Cidade e o Artista: dois centenários, no BDMG Cultural;
1996 - Belo Horizonte MG - Imagens da Modernidade, no MAP;
1996 - Belo Horizonte MG - Improviso para Guignard, no Espaço Cultural Bamerindus Seguros;
1996 - Rio de Janeiro RJ - Guignard: a escolha do artista, no Paço Imperial;
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MNBA;
1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ;
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP;
1996 - São Paulo SP - Guignard/Volpi: centenário de nascimento, no IEB/USP;
1996 - São Paulo SP - Guignard: exposição em homenagem ao centenário de nascimento, na Galeria de Arte do Brasil;
1997 - Barra Mansa RJ - O Museu Visita a Galeria, no Centro Universitário de Barra Mansa;
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba;
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal;
Serra de Itatiaia, Alberto da Veiga Guignard (1940)
[Coleção Particular]
1997 - Rio de Janeiro RJ - Ar : exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial;
1997 - Rio de Janeiro RJ - Petite Galerie 1954-1988 : uma visão da arte brasileira, no Paço Imperial;
1997 - São Paulo SP - Apropriações Antropofágicas, no Itaú Cultural;
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1997 - São Paulo SP - O Toque Revelador : retratos e auto-retratos, no MAC/USP;
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB;1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
1998 - Rio de Janeiro RJ - Imagens Negociadas: retratos da elite brasileira, no CCBB;
1998 - São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal;
1998 - São Paulo SP - Destaques da Coleção Unibanco, no Instituto Moreira Salles;
1998 - São Paulo SP - O Colecionador, no MAM/SP;
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp;
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Coleção Mônica e George Kornis, no Espaço Cultural dos Correios;
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal;
1999 - São Paulo SP - Arte Brasileira, Século XX: diálogos com Dufy, no MAM/SP;
Parque Municipal de Belo Horizonte,  Guignard (1942)
[Coleção Gilberto Chateaubriand]
1999 - São Paulo SP - Obras sobre Papel : do modernismo à abstração, na Dan Galeria;
2000 - Caxias do Sul RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs;
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma;
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20 : arte do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão;
2000 - Passo Fundo RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs;
2000 - Pelotas RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs;
2000 - Porto Alegre RS - Biblioteca Nacional: obras raras, no Margs;
2000 - Rio de Janeiro RJ - O Humanismo Lírico de Guignard, no MNBA;
2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial;
2000 - Santa Maria RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs;
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal;
2000 - São Paulo SP - Brasil Sobre Papel: matizes e vivências, no Espaço de Artes Unicid;
2000 - São Paulo SP - O Humanismo Lírico de Guignard, no Masp;
2000 - São Paulo SP - Os Anjos Estão de Volta, na Pinacoteca do Estado;
2000 - São Paulo SP - Um Certo Ponto de Vista: Pietro Maria Bardi 100 anos, na Pinacoteca do Estado;
2000 - Valência (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles;
Sabará Chuvoso, Guignard (1956)
[Coleção Particular]
2001 - Belo Horizonte MG - Modernismo em Minas: ícones referenciais, no Itaú Cultural;
2001 - Brasília DF - Coleções do Brasil, no CCBB;
2001 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil: body and soul, no Solomon R. Guggenheim Museum;
2001 - Penápolis SP - Modernismo em Minas: ícones referenciais, na Galeria Itaú Cultural;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Coleções do Moderno: Hecilda e Sergio Fadel na Chácara do Céu, nos Museus Castro Maya. Museu da Chácara do Céu;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Surrealismo, no CCBB;
2001 - São Paulo SP - 30 Mestres da Pintura no Brasil, no Masp;
2001 - São Paulo SP - Coleção Aldo Franco, na Pinacoteca do Estado;
2001 - São Paulo SP - Figuras e Faces, na A Galeria;
2001 - São Paulo SP - Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB/Faap;
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural;
2002 - Brasília DF - JK - Uma Aventura Estética, no Conjunto Cultural da Caixa;
2002 - Mariana MG - Viajando com Guignard, no Centro de Cultura do Sesi;
2002 - Niterói RJ - Arte Brasileira sobre Papel: séculos XIX e XX, no Solar do Jambeiro;
2002 - Porto Alegre RS - Apropriações e Coleções, no Santander Cultural;
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
2002 - Rio de Janeiro RJ - Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ;
2002 - São Paulo SP - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, no MAM/SP;
2002 - São Paulo SP - Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, no MAM/SP;
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos;
Paisagem Ouro Preto, Alberto da Veiga Guignard (1959)
2003 - Belém PA - 22º Salão Arte Pará, no Museu do Estado do Pará;
2003 - Brasília DF - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Autonomia do Desenho, no MAM/RJ;
2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa;
2003 - São Paulo SP - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no Instituto Tomie Ohtake;
2004 - Belo Horizonte MG - Pampulha, Obra Colecionada: 1943-2003, no MAP;
2004 - Rio de Janeiro RJ - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no MNBA;
2004 - São Paulo SP - O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone, no Itaú Cultural;
2005 - Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira, na Léo Bahia Arte Contemporânea.
2010 - Porto Alegre/RS - Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas. [Curadoria Paulo Herkenhoff; pesquisa e concepção Priscila Freire]. Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS);
2010 – São Paulo SP - Mostra Guignard e o Oriente. [Curadoria Paulo Herkenhoff; pesquisa e concepção Priscila Freire]. Instituto Tomie Ohtake.
____
Fonte: Enciclopédia Artes Visuais - Itaú Cultural (com acréscimos dessa pesquisa)


Guignard pintando em seu Ateliê

ACERVO GUIGNARD
BRASIL
Minas Gerais
Museu de Arte da Pampulha - MAP - Belo Horizonte; 
Museu Casa Guignard– MCG (Superintendência de Museus/Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais) - Ouro Preto;  

As Gêmeas, Alberto da Veiga Guignard (ca. 1940)
[Palácio Gustavo Capanema - Rio de Janeiro, RJ]
Rio de Janeiro
Museu de Arte Moderna – MAM - Rio de Janeiro; 
Museu Castro Maya – IPHAN - Rio de Janeiro.  

São Paulo

Paraná
Museu Metropolitano de Arte de Curitiba – Curitiba.

EXTERIOR
Estados Unidos

Uruguai
Museu Municipal de Belas Artes Juan Manuel Blanes – Montevideo.
Coleções Particulares

Guignard e Antônio Bento na Exposição no Palace Hotel - RJ  (1936)

"A grande realização do seu caminhar, do seu fazer, estará nas paisagens ditas imaginárias, que prefiro chamar de imaginantes, que coincidem com os seis, sete anos finais da sua vida. Imaginantes porque são a síntese, a fusão em permanente devir da sua vivência das cidades históricas de minas, onde montanhas, igrejas, grupos de pessoas em festa são transformados por ele em signos que pontuam a representação do seu olhar metafísico sobre o mundo. Somam-se a esses signos os balões das festas juninas do seu pai, que na sua meninice certamente lhe passou, no convívio da família, uma forte e positiva experiência da afetividade.
As paisagens 'leonardescas', como as chamou ele nos escritos para Lúcia Machado de Almeida, agora não são mais desertos lunares despovoados, como as próprias paisagens surrealistas/expressionistas de Guignard dos anos 30. Trazem agora a presença do homem, permanentemente.
O artista soube manter a coragem diante das inúmeras desvantagens que a vida lhe colocou - o lábio leporino, a perda trágica do pai, a perseguição do padrasto, a pobreza, a frustração do seu mais almejado sonho, o casamento - e construiu, ao longo de sucessivas frustrações, uma criação contínua de extraordinários trabalhos de desenho e pintura, sempre em progresso, cujo conjunto o coloca entre os mestres importantes da contemporaneidade. Além disso, seu trabalho reúne, como se vê neste livro, legados das culturas ocidental e oriental."
- Lélia Coelho Frota, em "Uma visão solitária". In: ______. Guignard: arte, vida. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1997. p. 227-230.

Paisagem de Ouro Preto, Alberto da Veiga Guignard (1950)
[Coleção Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand]

FORTUNA CRÍTICA
Guignard e grupo de alunos no Largo de Marília
em Ouro Preto 02. 1962. Foto: Luiz Alfredo
ALMADA, Marcia (Org.); NASCIMENTO, Silvania Sousa do(Org.). Cartões de Guignard para Amalita. Belo Horizonte: SUM- Superintendência de Museus de Minas Gerais, 2007, 117p.
ALMADA, Marcia; NASCIMENTO, Silvania Sousa do. Gui ama - Gui loves. In: Marcia Almada; Silvania Sousa do Nascimento. (Org.). Cartões de Guignard para Amalita. Belo Horizonte: SUM- Superintendência de Museus de Minas Gerais, 2007, v., p. 1-117.
AMARAL, Aracy. Quatro cartas de Guignard para Pettorutti. São Paulo, S.data, 8p. (mimeo)
ANDRADE, Alessandra Amaral. A história oral na Pesquisa Guignard. In: MORESI, Claudina Maria Dutra; NEVES, Anamaria Ruegger Almeida. (Org.). Pesquisa Guignard. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes da UFMG, 2012, v., p. 57-81.
ANDRADE, Alessandra Amaral. A presença feminina na "Escolinha do Parque": trajetórias de vida de ex-alunas de Guignard. (Dissertação Mestrado em Educação).Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2008.
ANDRADE, Alessandra Amaral. A presença feminina na "Escolinha do Parque": trajetórias de vida de ex-alunas de Guignard. In: FONSECA, Thais Nivia de Lima e; VEIGA, Cynthia Greive. (Org.). História da educação: temas e problemas. Belo Horizonte: Mazza, 2011, v., p. 13-32.
ANDRADE, Mário de. O Movimento modernista. In: Mestres do Modernismo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2005.
ANDRADE, Mário de. Artigo. [Arquivo IEB-USP]. Diário de Notícias, São Paulo, 29.10.1944.
ANDRADE, Rodrigo Mello Franco de. Guignard. Rio de Janeiro: Ediarte, 1967.
ANDRÉS, Maria Helena. Os caminhos da arte. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1977.
ANDRÉS, Maria Helena. Guignard, o mestre. Estudos Avançados, vol.10 no.28 São Paulo Set./Dez. 1996.. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
ANDRÉS, Maria Helena. Pesquisa Guignard. Entrevista. Belo Horizonte, 2007.
ARANHA, Carmen Sylvia Guimaraes. Alberto da Veiga Guignard. In: Teixeira Coelho. (Org.). Museu de Bolso. MAC arte contemporânea. São Paulo: Lemos Editorial, 2000, v. , p. -.
Guignard pintando uma cabeça de Cristo
ARANHA, Carmen Sylvia Guimaraes. Guignard. In: Teixeira Coelho. (Org.). Coleção MAC Collection. Sào Paulo: Comunique, 2003, v., p. 142-143.
ARTE no Brasil. Prefácio Pietro Maria Bardi; introdução Pedro Manuel. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 2 v.
AULICINO, Marcos Rodrigues. O “Nacionalismo Lírico” de Guignard. ANPAP - 17° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas Panorama da Pesquisa em Artes Visuais, Florianópolis/SC, 19 a 23 de agosto de 2008. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
BANDEIRA, Manuel. Guignard. São Paulo: Folha de São Paulo, 25 out. 1960.
BANDEIRA, Manuel. Guignard. RIo de Janeiro: Tribuna da Imprensa, 21 julho de 1962.
BANDEIRA, Manuel. Um anjo mutilado. Belo Horizonte: Suplemento Literário de Minas Gerais, ano VIII, nº 362, 4 de agosto de 1972.
BAPTISTA, Paulo. Documentação Fotográfica. In: Claudina Maria Dutra moresi; Anamaria Ruegger Almeida Neves. (Org.). Pesquisa Guignard. 1ª ed., Belo Horizonte: Escola de Belas Artes / UFMG, 2012, v. 1, p. 147-156.
BATISTA, Ana Luiza Dias. Alberto da Veiga Guignard - Cronologia. In: José Augusto Ribeiro. (Org.). Um mundo a perder de vista: Guignard. Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2008, v. 1, p. 52-64.
BOGHICI, Jean (Org. ). O humanismo lírico de Guignard. [Apresentação Frederico Morais; coordenação Noemia Buarque de Hollanda]. Rio de Janeiro: MNBA, 2000.
BRAGA, Rubem. Liberdade para o pintor Guignard. Rio de Janeiro: Manchete, 11 dezembro de 1962.
BREST, J. R.. La pintura brasileña contemporânea. Buenos Aires: Editorial Poseidon, 1945.
EDIÇÃO COMEMORATIVA de 10 anos de morte de Guignard. [Artigos: Frederico Morais; Priscila Freira; Mário de Andrade; Manuel Bandeira; Geraldo Ferraz; Lúcia Machado de Almeida]. Belo Horizonte: Suplemento Literário de Minas Gerais, ano VIII, nº 362, 4 de agosto de 1972.
EULÁLIO, Alexandre. Guignard. O Manso, Jornal de Letras, s.l., Out. 1962.
FROTA, Lélia Coelho. Guignard: arte, vida. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1997.
GULLAR, Ferreira. Considerações sobre Guignard. Rio de Janeiro: Jornal do Brail, 27 de junho de 1962.
Guignard preparando tinta em seu Ateliê
HERMETO, Aníbal. O lirismo de Guignard. Cícero, Belo Horizonte, nº 6, p. 13-21, abril/maio/junho 2000.
JULIÃO, Letícia; MIRANDA, Kátia Rita Caram. Cronologia de Alberto da Veiga Guignard. [Catálogo de Exposição]. Belo Horizonte: Superintendência de Museus/Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, 1987.
KLINTOWITZ, Jacob. A cor na arte brasileira: 27 artistas representativos. São Paulo: Volkswagen do Brasil, 1982.
LEHMKUHL, Luciene. As cidades e os modernos: imagens de Martinho e Guignard.. In: 3º Simpósio Nacional de História Cultural - Mundos da Imagem: do texto ao visual, 2006, Florianópolis. 3º Simpósio Nacional de História Cultural - Mundos da Imagem: do texto ao visual. Florianópolis: Imprensa Universitária, 2006. p. 153-154.
LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. s.l.: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM Multimídia.
LIMA, Clarissa Costa e. Preservação Digital: A Experiência da Pesquisa Guignard. (Dissertação Mestrado em Artes). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2007.
LIMA, Clarissa Costa e; ARAÚJO, Arnaldo de Albuquerque; RIBEIRO, Maria Cecília; MORESI, Claudina Dutra. Difusão de acervo digital da obra de Alberto da Veiga Guignard. In: III Simpósio de Técnicas Avançadas em Conservação de Bens Culturais, 2007, Olinda. Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação. Olinda: ABRACOR, 2007. v. 1. p. 169-172. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
MIGOTTO, Rosa Maria Esteves; CAMARGO, P.. Brincando com Arte: Guignard. São Paulo: Noovha América, 2003.
MIGOTTO, Rosa Maria Esteves; CAMARGO, P.. Contando a arte de Guignard. São Paulo: Noovha América, 2004.
MONTE-MOR, R. L. M.; LINO, Sulamita Fonseca. As festas de São João de Guignard: uma síntese da urbanidade mineira.. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo (PUCMG), v. 15, p. 46-59, 2008.
MORAIS, Frederico. A Olinda de Guignard na casa de Barros Carvalho. Apresentação Gerardo Mello Mourão. Rio de Janeiro: RIOARTE/Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.
MORAIS, Frederico. Alberto da Veiga Guignard. Rio de Janeiro: Monteiro Soares, 1979.
MORESI, Claudina Maria Dutra. Guignard é o mestre da pintura moderna. Estado de Minas; Caderno Pensar, Belo Horizonte, p. 2 - 2, 21 set. 2002.
Guignard e grupo de alunos no Largo de Marília
 em Ouro Preto (1962)  Foto: Luiz Alfredo
MORESI, Claudina Maria Dutra; LIMA, Clarissa Costa e; ARAÚJO, Arnaldo de Albuquerque. Formação de um Sistema de Informação Multimídia para a Pesquisa Guignard. In: IV Workshop em Tratamento de Imagens, 2003, Belo Horizonte. Anáis do IV Workshop em Tratamento de Imagens. Belo Horizonte: NPDI/DCC/ICEx/UFMG, 2003. p. 71-76.
MORESI, Claudina Maria Dutra; NEVES, Anamaria Ruegger Almeida; VELOSO, Bethania Reis; BAPTISTA, Paulo; ARAÚJO, Arnaldo de Albuquerque; LIMA, Clarissa Costa e; ANDRADE, A. A.; OLIVEIRA, Rodrigo Silva; VIEIRA, Ivone Luzia; MIRANDA, Viviane Soares Prates. Pesquisa Guignard. 1ª ed.,  Belo Horizonte: Escola de Belas Artes da UFMG, 2012. v. 1. 200p.
MORESI, Claudina; NEVES, Anamaria; VELOSO, Bethânia Reis; BAPTISTA, Paulo; ARAÚJO, Arnaldo de Albuquerque; BARBOSA, Maria Cecília Ribeiro; TEIXEIRA, Inês A C; ANDRADE, Alessandra. Caracterização da obra do pintor modernista Alberto da Veiga Guignard (1986 1962) por métodos físicos e químicos de análise. In: 1º Simpósio Latino Americano sobre Métodos Físicos e Químicos em Arqueologia, Arte e Conservação de Patrimônio Cultural, 2007, São Paulo. Anais do LASMAC. São Paulo: MASP, 2007. p. 101-107.
Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
MORESI,Claudina Maria Dutra; NEVES, Anamaria Ruegger Almeida; VELOSO, Bethânia Reis; ARAUJO, Arnaldo de Albuquerque; VALLE JR., Eduardo A. do; TRINDADE, Silvana Maria Cançado; JULIÃO, Leticia; TEIXEIRA, Inês Assunção de Castro; VINHOSA, Francisco Luiz Teixeira; HADAD, Renato Moreiro. Estudo e digitalização da obra de Guignard, pintor modernista.Disponível no link.  acessado em 4.3.2014).
MOSCHEN, Marieta Pimentel. Alberto da Veiga Guignard Interpretações dos Elementos Compositivos da Expressividade nas Pinturas Paisagísticas de Guignard no Período de 1940 a 1960. (Dissertação Mestrado em Ciências da Arte). Universidade Federal Fluminense, UFF, 2001.
MOURA, Antônio Paiva. A projeção da escola Guignard. Belo Horizonte: Fundação Escola Guignard, 1979.
NASCIMENTO, Silvania Sousa; LOPES, Gilmara Célia Rodoarte; MACIEL, Greciene Lopes dos Santos. Arte e Ciências nas obras de Alberto da Veiga Guignard e João Guimarães Rosa. In: Ciência e Arte 2007, 2007, São João del Rei. Caderno de resumos: Ciência e Arte 2007. São João del Rei: UFSJ/FIOCRUZ, 2007.
NAVES, Rodrigo. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996.
NAVES. Rodrigo. A Maldade de Guignard. In: Museu Lasar Segall. Guignard: Uma seleção da obra do artista. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura do Município de São Paulo, 1992. p. 11 - 14.
Guignard entre Amilcar de Castror, Geraldo Pacheco
 Jordão e António Joaquim de Almeida
NEVES, José Alberto Pinho. Improviso para Guignard. [Catálogo de Exposição]. Juiz de Fora: Gráfica Oficina de Impressão, 1996.
PALHARES, Taisa Helena Pascale. Guignard - "Fantasia sobre Minas Gerais". Blog do IMS, 18 mar. 2011.
PALHARES, Taisa Helena Pascale. Modernidade, tradição e caráter nacional na obra de Alberto da Veiga Guignard. (Tese Doutorado em Filosofia). Universidade de São Paulo, USP, 2011. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
PALHARES, Taisa Helena Pascale.; et alli.. Guignard's Paradoxical Landscapes. In: Latin America: The Last Avant-Garde, 2008, Nova York. Latin America: The Last Avant-Garde, 2008.
PERLINGEIRO, Max (Org.). Alberto da Veiga Guignard - 1896-1962. Rio de Janeiro: Pinakotheke Cultural, 2005.
PERKTOLD, Carlos. Guignard: o sonhador de Ouro Preto. Revista de cultura, nº 46, Fortaleza, São Paulo, junho 2005. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Prefácio Gilberto Chateaubriand; apresentação M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987.
RIBEIRO, José Augusto Pereira. Guignard e o ambiente artístico no Brasil nas décadas de 1930 e 1940. (Dissertação Mestrado em Artes Visuais). Universidade de São Paulo, USP, 2009.
ROSA, Nereide Schilaro Santa. Alberto da Veiga Guignard. [Coleção Mestres das Artes no Brasil. Editora Moderna, 2000.
ROSTAGNO, Nona. Alberto da Veiga Guignard. (Monografia Aperfeiçoamento/Especialização em História da Pintura no Brasil, Sec. XX). Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, 1999.
SALZSTEIN, Sonia. A questão moderna: impasses e perspectivas na arte brasileira. (Tese Doutorado). Universidade São Paulo, USP, 2000.
SALZSTEIN, Sonia. Guignard. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1992.
SALZSTEIN, Sonia (Curadoria). Uma seleção da obra do artista - Guignard. [apresentação Marilena Chauí]. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1992.
SANTOS, G. L.; NASCIMENTO, Silvania Sousa do. O diálogo do Museu Casa Guignard com a cidade de Ouro Preto. In: VII Semana Dos Museus da USP, 2009, São Paulo. Programa e Resumos. São Paulo: CPC-USP, 2009. p. 67-68.
Guignard na escola do Parque Municipal,
tendo à direita Amilcar de Castro e,
 à esquerda, Franz Weissmann.
SEBASTIÃO, Walter. Força do original: obra de Guignard ganha investigação científica que deve afastar risco de falsificações e deterioração. Belo Horizonte: Estado de Minas, Espetáculo p. 2, 2 nov. 2000.
TUTTOILMONDO, Joana Vieira. País paisagem. Uma análise da produção pictórica paisagística de Tarsila do Amaral e Alberto da Veiga Guignard. (Dissertação Mestrado em Ciência Social - Antropologia Social). Universidade de São Paulo, USP, 2003.
VELOSO, Bethania Reis. Preservação Digital da Obra de Guignard, Importante Pintor Modernista Brasileiro. In: I Fórum Brasileiro do Patrimônio Cultural, 2004, Belo Horizonte-MG. I Fórum Brasileiro do Patrimônio Cultural. Belo Horizonte: Escola de Arquitetura/Escola de Belas Artes, 2004. v. 1. p. 102-103.
VIEIRA, Ivone Luzia. A Escola Guignard na cultura modernista de Minas: 1944-1962. Pedro Leopoldo: CESA, 1988.
WÄCHTER, Adriane Schrage; SILVA, Úrsula Rosa da. A Vida e a Obra de Guignard. In: XIX Congresso Nacional de Iniciação Científica, 2010, Pelotas. XIX Congresso de Iniciação Científica, 2010. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).
ZANINI, Walter (org). História geral da arte no Brasil. Apresentação Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983. 2 v.
ZILIO, Carlos Augusto da Silva (Org.). A Modernidade em Guignard. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 1982.
ZILIO, Carlos Augusto da Silva. Com a cabeça nas nuvens. In: vários. (Org.). Catálogo da Exposição A Modernidade em Guignard - PUC/RJ. : , 1982, v. , p. -.


Guignard e grupo de alunos no Largo de
Marília em Ouro Preto (detalhe).
1962 - Foto: Luiz Alfredo
GUIGNARD NAS ESCOLAS - SUPLEMENTO DIDÁTICO
ROSA, Nereide Schilaro Santa. Alberto Da Veiga Guignard - suplemento didático, para turmas de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. [Elaboração Rosa Iavelberg e Luciana Arslan]. Mestre das Artes no Brasil, Editora Moderna. Disponível no link. (acessado em 2.3.2014).


Entrevista Alberto da Veiga Guignard. [Concedida a Sára Ávila de Oliveira e Mário Slésio de Araújo Milton]. Centro de Educação Permanente, em Belo Horizonte, em  1982. Disponível no link. (acessado em 4.3.2014).




Documentário: Guignard a educação do olhar
Sinopse: [...]
Direção: Paulo Vilara
Ano: 1996 - cor e P&B
Duração: 30 min.
Suporte: Betacam
Produção: Luiz Carlos Pires Fernandes
Música: Toninho Horta
Realização: BDMG Cultural


Alberto da Veiga Guignard e um grupo de alunos no Largo de Coimbra em
Ouro Preto/MG. (1962) Foto: Luiz Alfredo

"Nada mais justificável do que falar numa vocação mozartiana de Guignard: clareza, finura, precisão, suavidade, argúcia são constantes da sua obra. Monstro de delicadeza, cultivava uns poucos mitos escolhidos; mesmo no mais sério era, como se diz por aí, lúdico. (Pode ser mesmo que seja esse o aspecto fundamental da sua invenção, fio invisível ligando o modo de ser primeiro da personalidade dele. ) Daí um pudor instintivo levá-lo a transformar tudo aquilo na sua obra seria pungente, e por isso talvez incômodo, em atmosferas encantatórias e em secreto humorismo sem rótulo nenhum. Quem sabe por esse motivo escondia-se num fantasiar cidades e mais terras, e gente, santo, planta, como que disfarçando: às vezes ficava só o nome escuro, Beco da Sombra; ou era o balão incendiando-se na tarde luminosa, enquanto fogos, margaridas altíssimas, queimavam-se em torno de minúsculas igrejas mineiras numa baixada de sonho, terra e céu confundidos.
Alberto da Veiga Guignard 
Incisivo muitas vezes, nunca foi veemente, nem mesmo nos quadros que coruscavam. O leite forte do Expressionismo, que bebeu na fonte germânica, passou nele pelas mais diversas metamorfoses. Espírito aberto ao contato direito com as coisas, fora preservado por aquilo que Bernanos gostava de chamar de o gênio da infância.
Interiormente disponível era, contudo, de rara coerência íntima. (...)
A excelente formação, de velha escola européia tradicional (Munique, Florença), garantia-lhe esse cultivo seguro e cândido da sua horta; dela saíam girassóis, parques municipais, naturezas-mortas; nela conseguiu fazer crescer o milagroso verde-sabará, infalível para a melancolia. Em fase que foi redescoberta do Brasil, e mais tarde esforço de renovação voltando a si mesmo, fez-se de lambe-lambe de praça, a "fotografar" famílias modestas, fuzileiros e operários. Esse folclore domingueiro desabrochou nas iluminadas Noites de São João, que afinal simbolizam o seu trabalho, todo ele ascensão numa noite clareada pelas janelas e pelos balões acesos. Daí avançará para um paisagismo mineiro, cuja atmosfera tanto interior como exterior soube interpretar melhor do que ninguém."
- Alexandre Eulalio, em "Guignard, o manso". Jornal das Letras, Rio de Janeiro, out. 1962, p. 3.




ACERVO GUIGNARD EM MINAS
Minas Gerais guarda duas coleções de documentos com preciosas informações sobre o pintor. Elas estão na Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em BH, e no acervo do Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, pertencente à Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado da Cultura. Uma traz, basicamente, anotações de aula, enquanto a outra reúne documentos e objetos pessoais. Ambas com catalogação parcial e acesso exclusivo para pesquisadores.

Alberto da Veiga Guignard  pintando em Ouro Preto

O que é que Ouro Preto Tem?
Tem montanhas e luar;
Tem burrinhos, pombos brancos
Nuvens vermelhas pelo ar;
Tem procissões nas ladeiras
Com dois sinos a tocar;
Opas de todas as cores
Guignard contemplando Ouro Preto
Anjinhos a caminhar...
Tem Rosário, São Francisco
Santa Efigênia, Pilar...
Tem altares e oratórios
Cadeirinhas de arruar.
Tem casas de doze janelas,
Estudantes a cantar...
Tem saudades e fantasmas
Ouro por todo lugar.
Tem santos de pedra- sabão
Calçadas de escorregar,
E ali, na Rua das Flores,
Na varandinha do bar,
Tem a figura risonha
Do grande pintor Guignard
Que Deus botou neste mundo
Para Ouro Preto pintar.
- Cecília Meireles



OBRAS SELECIONADAS 

Mulata, Guignard (1927)
[Acervo Museu Casa Guignard]

Nu Feminino, Guignard (1950)
[Acervo Museu Casa Guignard]


A Lagoa dos Cinquenta, Guignard (1955)
[Acervo Museu Casa Guignard]

Ouro Preto, Guignard (1955)
[Acervo Museu Casa Guignard]


Auto-retrato Vestido de Marinheiro,
Guignard (1930). [Coleção Particular]

Glória do Artista, Guignard (1933)
[Coleção Sérgio Fadel]

Fantasia de Minas [Paisagem imaginante],
Alberto da Veiga Guignard (1955)
[Coleção Luís Antonio Almeida Braga e Sra.]

Cristo,  Guignard (1950)
[Coleção Mário Silésio]

Noite de São João, Alberto da Veiga Guignard (1961)
[Coleção do Museu de Arte da Pampulha - Belo Horizonte, MG]

Menino [Retrato],  Guignard (ca. 1935)
[Coleção Maria Amália Coutinho Cerqueira Leite]


Família do Fuzileiro Naval, Guignard (ca. 1935)
[Coleção de Artes Visuais do Instituto de
 Estudos Brasileiros - USP]

Flores,  Guignard (1932).  [Coleção Particular]

Festa em Família, Guignard (ca. 1951)
[Coleção Museu de Arte Contemporânea da USP]

Natividade, Guignard (1959)
Museu de Arte Brasileira - São Paulo, SP]

São Sebastião, Guignard (1960)
[Coleção de Arte Banerj] ?
Chica da Silva, Guignard (Década de  1950)
[Acervo Museu Casa Guignard]

Tarde de São João, Guignard, (Dez. 1850)
(Acervo do  Instituto Tomie Ohtake)

Orquídeas, Alberto da Veiga Guignard  (1937)
 [Coleção particular]


Os Noivos, Alberto da Veiga (1937)
[Museus Castro Maya - IPHAN - Rio de Janeiro]

Paisagem imaginante [Colonial Mineiro], Guignard (1943)

Santa Cecília, Guignard (1933)
[Coleção Museu de Arte Contemporânea da USP]

Retrato de Pedrinho, Guignard (1943)
[Coleção Instituto Moreira Salles]

Retrato de Lili Araújo, Guignard (1930)
[Coleção Lili Corrêa de Araújo]

Retrato de Felicitas Barreto, Guignard (1931)
[Coleção Particular]

Amalita [cartão], Guignard (1935 )
[Acervo Museu Casa Guignard]

Vista Serra do Mar, Resende, Guignard (1942)
[Coleção Roberto Marinho]

Paisagem de Ouro Preto, Guignard (1955)
[Acervo Museu Casa Guignard]

Três mulheres, nanquim preto e vermelho, Guignard (1930).
[Coleção Mário de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros]

Sem título, Alberto da Veiga Guignard (1940)
[Coleção Roberto Marinho]

Execução de Tiradentes, Guignard (1961)
[Coleção Particular]

Natureza-Morta,  Guignard (1933)
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM]
ESCOLA GUIGNARD
 [Escola de Belas Artes - Escola de Belas Artes de Belo Horizonte - Escola do Parque]
Histórico
Escola Guignard (Fachada) - projeto Gustavo Penna
"Nunca acreditei ser professor", afirma Guignard (1896 - 1962), "nasceu sem querer, e vai indo bem, de dia a dia." O tom modesto das palavras do pintor não dá a medida exata de sua importância como professor, responsável por uma das mais bem-sucedidas experiências na área da educação artística no Brasil: a Escola Guignard, criada em Belo Horizonte, Minas Gerais, na década de 1940. A escola forma gerações de artistas plásticos de renome, como Amilcar de Castro (1920 - 2002), Farnese de Andrade (1926 - 1996), Franz Weissmann (1911 - 2005), Mary Vieira (1927 - 2001), Maria Helena Andrés (1922), Mário Silésio (1913 - 1990), entre muitos outros. Sua marca característica é a falta de ortodoxia, tanto no plano institucional quanto no educacional. Trata-se de um espaço que se mantém livre das amarras burocrático-administrativas que caracterizam as instituições escolares de modo geral - mostrando-se, portanto, avessa a currículos fixos e diplomas, funcionando com base em cursos livres e no trabalho partilhado entre professor e aluno. O método de ensino consiste em levar os estudantes para áreas livres de modo que exercitem a observação da natureza, combinando-a à imaginação criadora, considerada um valor maior da aprendizagem. Aos exercícios de adestramento da mão e de observação da paisagem soma-se a busca da expressão subjetiva e de uma dicção própria.

Aula com o professor Guignard na Escolinha do Parque
A origem da Escola Guignard remete ao convite feito pelo prefeito Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), em 1943, para o artista dirigir a Escola de Belas Artes. Aceita a tarefa, Guignard muda-se para a capital mineira, Belo Horizonte. Um ano depois, a escola seria fundida à Escola de Arquitetura no então batizado Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte. A resistência de Guignard à integração da escola ao Sistema Nacional de Educação é um dos fatores responsáveis pelo malogro do instituto, que, em 1947, se transforma em Curso de Belas Artes, com três professores contratados: José Martins Kascher, Alberto Guignard e Edith Behring (1916 - 1996). Em 1948, o prefeito Otacílio Negrão de Lima investe contra a escola, revogando os atos anteriores que asseguram seu funcionamento. Guignard e sua equipe passam a trabalhar num espaço cedido pelo Instituto de Educação, por curto período, transferindo-se, em seguida, para o edifício Goitacazes, com uma subvenção temporária. Em 1950, o fim da subvenção obriga que os cursos sejam dados no prédio inacabado do Palácio das Artes. A despeito das dificuldades financeiras e da falta de uma sede adequada, a escola mantém-se em atividade, com ateliês, aulas e exposições coletivas. Nesse ano, um regulamento designa o perfil jurídico da instituição, agora Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, de ensino especializado em pintura, desenho, escultura, artes decorativas e aplicadas. Guignard é o responsável pela elaboração do estatuto da escola, e esboça a idéia de um curso superior de belas-artes que funcione de modo livre e autônomo em relação ao Sistema Nacional de Educação e às demais escolas de arte. A partir de 1951, as funções administrativas da escola são delegadas ao seu Diretório Acadêmico, que se torna uma espécie de fundação mantenedora. O falecimento de Guignard, em 1962, encerra uma etapa importante da instituição, cuja história orienta-se então para a formalização do ensino, a despeito de tentativas feitas para manter o caráter livre da escola. No ano de 1973 é criada a Fundação Escola Guignard, que coroa o processo de institucionalização da escola, com o fim dos cursos livres, a desativação do Diretório Acadêmico e a subordinação do corpo docente à burocracia universitária. Em 1979, Maria Nazareth e Amilcar de Castro empreendem mais um esforço para manter o espírito original da escola com a criação de um Núcleo Experimental, ligado ao Museu de Arte Moderna, mas que tem vida curta.

Guignard e Portinari com alunos na Escola do Parque (1945)
A história disponível sobre a Escola Guignard focaliza os anos compreendidos entre 1943 e 1962 como o período áureo da instituição, momento em que Guignard está à frente da escola, conseguindo mantê-la relativamente longe dos constrangimentos político-administrativos. A fase coincide com um momento de modernização de Belo Horizonte e com a renovação do panorama artístico local. A criação do conjunto da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer (1907), entre 1942 e 1944, e os projetos de Eduardo Mendes Gusmão e Sylvio Vasconcellos, além das revistas Edifício e Arquitetura e Engenharia, dinamizam os debates sobre urbanismo, arte e arquitetura. A renovação do teatro com João Ceschiatti, João Etienne Filho e Pontes de Paula Lima, a criação do Centro de Estudos Cinematográficos e da Revista de Cinema são outras iniciativas que permitem aferir a temperatura artística na cidade nas décadas de 1940 e 1950. No que diz respeito às artes plásticas, a 1ª Exposição de Arte Moderna, em 1944, com a participação de artistas de diferentes regiões do país, confere visibilidade à produção local e à própria Escola Guignard. Em artigo para o Diário de Notícias, de 29 de outubro de 1944, Mário de Andrade (1893 - 1945) aclama o empreendimento, dando uma medida da repercussão do trabalho realizado, no calor da hora: "Tudo induz a crer que em Belo Horizonte vai se formar dentro de dois ou três anos mais um núcleo forte de artes plásticas no Brasil".
___
Fontes de Pesquisa
FROTA, Lélia Coelho. Guignard. Arte, vida. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1997, 329 pp. il. p&b. color.
GUIGNARD, Alberto da V. Guignard. Exposição em homenagem ao centenário de seu nascimento. São Paulo: Arte do Brasil, outubro/ novembro de 1996. 30 pp.il. p&b. color.
MORAES, Frederico. Guignard. São Paulo: Edições Centro de Artes Novo Mundo, 1974, 96 pp. il. p&b. color.
MOURA, Antonio de Paiva. Memória Histórica da Escola Guignard. Belo Horizonte: Usina de Livros, 1993, 80 pp. il. p& b.

A Escola
Escola Guignard é uma escola de artes em Belo Horizonte que formou artistas importantes no circuito mineiro, nacional e internacional. A partir da promulgação da Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989, passou a ser uma unidade acadêmica da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

O Prédio
Escola Guignard (Entrada) - projeto Gustavo Penna
Em 1994 foi inaugurado o prédio que abriga a Escola desde então. Construído junto a Serra do Curral, esta obra do arquiteto Gustavo Penna é repleta de simbolismo, reafirmando a tradição cultural de Minas Gerais numa linguagem contemporânea. Classificada pela revista Projeto como uma das 30 obras arquitetônicas de maior relevância no Brasil. 
>> Informações sobre a obra de Gustavo Penna   e site oficial de Gustavo Penna

"O ambiente é percebido na dimensão sensível do espaço habitado, região que eu habito, e as escolhas são feitas e comparadas nesta dimensão."
- Gustavo Penna

Serviço
Endereço: Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras - Belo Horizonte - MG - CEP: 30315-030
Telefone:(31) 3194 9300
Fax:(31) 3194-9303
Redes sociais: Fanpage Escola Guignard 


Guignard trabalhando observado por crianças em Ouro Preto (1962)
Foto Luiz Alfredo

CASA MUSEU GUIGNARD
O Museu Casa Guignard foi inaugurado em no dia 7 de março de 1987. Sua criação decorre de um longo processo iniciado em 1960, ano em que, com o artista ainda vivo, foi instituída a Fundação Guignard, com o objetivo de divulgar e preservar a obra do artista e assegurar-lhe apoio moral e material para a continuidade do seu trabalho. Embora o Governo do Estado de Minas Gerais tenha apresentado o projeto de lei de criação do Museu em 1963, a ideia foi retomada somente na década de 1980, em reconhecimento ao legado do artista e à sua relevante contribuição para a consolidação do modernismo na arte mineira e nacional.

Museu Casa Guignard (Fachada), Ouro Preto MG
O Museu Casa Guignard está instalado na Rua Conde de Bobadela (antiga Rua Direita) nº 110, ponto privilegiado do centro histórico de Ouro Preto. A edificação, datada de inícios do século XIX, integra o conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

A casa manteve sua ocupação original de residência particular até o início dos anos 1980, quando foi adquirida pelo Governo do Estado de Minas Gerais e restaurada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA/MG, para atender ao uso como museu dedicado a Guignard, embora o artista nunca tenha residido no local.

No pátio interno, destaca-se chafariz em pedra-sabão, também tombado pelo IPHAN, cuja autoria é atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 

O ACERVO
O Museu Casa Guignard possui acervo diversificado, compreendendo pinturas, desenhos, objetos de uso pessoal e de trabalho, fotografias e documentos textuais. Neste conjunto, a capacidade criativa do Guignard pintor se revela em pinturas e desenhos aplicados sobre variados suportes – papel, madeira, tecido – que transitam do convencional ao inusitado com extrema liberdade.

Documentos, cartas e bilhetes de Guignard
São cerca de 370 itens: fotos, mobiliário, diplomas, inventários, cartas, entrevistas – 40% deles expostos na Casa Guignard. O restante fica no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, reserva técnica das instituições estaduais.

Parte significativa do acervo foi recolhida em 1960, por iniciativa da Fundação Guignard. Depois, este acervo ficou sob a guarda da Fundação de Arte de Ouro Preto – FAOP até a sua transferência definitiva para o Museu, em 1986. Desta fase inicial registram-se o álbum de desenhos e as ilustrações para contos de Lúcia Machado de Almeida, entre outras aquisições.

Datam dos anos 1980 incorporações importantes como a cama e o violão com trabalhos pictóricos e o Álbum de Guignard para Amalita (1987), reunindo mais de cem cartões escritos e ilustrados pelo artista. O conjunto de Cartões de Guignard para Amalita, realizados entre os anos de 1932 e 1937, traduz em 111 cartões uma sensibilidade peculiar do pintor Alberto da Veiga Guignard.
* Observação: Documentos, cartas e bilhetes de Guignard sob a guarda do Museu Casa Guignard, só podem ser consultados por pesquisadores.
Serviços
Telefone: (31) 3551 5155
E-mail: museu guignard 
Horário de visitação: de terça a domingo, de 12 às 18 horas.
**


Alberto da Veiga Guignard, em Lagoa Santa MG

A Guignard
Caro pintor Guignard, que está enfermo:
daqui desta cidade, onde perdura
o eco fantasista de teus passos
pelos caminhos claros da pintura:

do Rio, onde teus quadros mais festivos,
evadindo-se às lindes da matéria,
à prisão dos museus, ao pobre tempo,
voam livres no céu, em luz etérea;

onde Stendhal, turista mais sensível,
correria os cafés, sem que jamais
sua procura atenta e minuciosa
neles recuperasse teus murais,

pois o São Sebastião, as caravelas,
em Barata Ribeiro, e os verdes ramos
ofertados aos pobres, já sumiram,
Auto-retrato, Guignard (1930)
só florescendo em nós, que os recordamos;

e da grande madona que confiaste,
a um sorveteiro humilde, nada resta,
em porta material se convertendo,
o que é porta do céu para a alma em festa;

daqui, porém, onde outros testemunhos
falam de ti às gentes distraídas,
como no hotel essa parede súbita
que multiplica, ao sol, as nossas vidas,

cantando em passarinhos e folhagens,
em cores mais sutis que a própria cor,
de vez, Guignard, que pintas o teu sonho,
e na raiz do sonho vela o amor;

daqui, onde retratos de meninas
continuam meninas, murmurando
um segredo infantil de seiva e bruma,
desvendado por ti, anjo pintando:

desse Rio amoroso e cristalino,
onde algum banco de azulejo
e casas de ilusão abrem cenários
para as moças que pintas, e que eu vejo,

sem registro civil, incorporadas
ao puro mito poético da Jovem,
que a todo mal resiste, e resplandece
quando, em torno de nós, os males chovem;

daqui te mando, amigo, esta mensagem
à casa de saúde onde repousas
do teu muito pensar em nuvens e anjos,
que entre todos os bens, são tuas cousas.

Aníbal e Rodrigo – dois apenas
citarei, mas não muitos, e o flamante
fuzileiro naval e sua noiva,
comigo fraternizam neste instante.

Amigos e modelos, em conjunto
afetuoso, por sobre a Mantiqueira,
fazem-te esta visita sem palavras,
fruto de simpatia verdadeira.

Volta, Guignard, de corpo restaurado,
Jardim botânico, Guignard (1937)
ao mundo material, de onde extraías
o delicado mundo guignardiano,
entre balões, nas altas serranias.
voam livres no céu, em luz etérea;

onde Stendhal, turista mais sensível,
correria os cafés, sem que jamais
sua procura atenta e minuciosa
neles recuperasse teus murais,

pois o São Sebastião, as caravelas,
em Barata Ribeiro, e os verdes ramos
ofertados aos pobres, já sumiram,
só florescendo em nós, que os recordamos;
e da grande madona que confiaste,
a um sorveteiro humilde, nada resta,
em porta material se convertendo,
o que é porta do céu para a alma em festa;

daqui, porém, onde outros testemunhos
falam de ti às gentes distraídas,
como no hotel essa parede súbita
que multiplica, ao sol, as nossas vidas,

cantando em passarinhos e folhagens.
- Carlos Drummond de Andrade, em Correio de Minas, Belo Horizonte, 26 de junho de 1962. p. 3. Caderno 2. “Viola de Bolso”.


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
Alberto da Veiga Guignard

* Fotos utilizadas: Alberto da Veiga Guignard - Fontes: Projeto Guignard e Museu Guignard


© Direitos reservados ao autor/e ou ao seus herdeiros

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


=== === ===
Trabalhos sobre o autor:
Caso, você tenha algum trabalho não citado e queira que ele seja incluído - exemplo: livro, tese, dissertação, ensaio, artigo - envie os dados para o nosso "e-mail de contato", para que possamos incluir as referências do seu trabalho nesta pagina. 

Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Alberto da Veiga Guignard - Modernidade e tradição. Templo Cultural Delfos, março/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
Página atualizada em 7.3.2014.



Licença de uso: O conteúdo deste site, vedado ao seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuando os casos especificados em contrário. 
Direitos Reservados © 2016 Templo Cultural Delfos

Um comentário:

Agradecemos a visita. Deixe seu comentário!