"A arte é o espelho da pátria.
O país que não preserva os seus valores culturais j
amais verá a imagem de sua própria alma."
- Chopin

sábado, 1 de junho de 2013

Georgina de Albuquerque - o impressionismo e suas derivações

"
Retrato de Georgina de Albuquerque, por Lucílio de Albuquerque
(1907) - [Acervo da Pinacoteca do Estado, São Paulo]
(...) Sinto que nasci pintora e que para essa minha paixão estética muito concorreram as impressões da paisagem brasileira. Lidima brasileira, nascida no interior da antiga província de São Paulo, tive minha infância rodeada pelas cenas pitorescas do viver brasileiro de então. Ainda encontrei quase virgem a feracidade da terra paulista, em meu município. Nem as estradas de ferro nem as rodovias que a cortam hoje existiam. Esses elementos, componentes da paisagem, não impressionaram a minha primeira infância. Em compensação, o sol era o mesmo, a alegria da terra moça e florida, era a mesma, o viver simples e campesino do povo talvez fosse, seguramente era, mais sincero, mais exato, mais nosso. Mesmo em casa, sem sair da minha Taubaté, menina bem pequena, eu já ensaiava os meus riscos. Gizava, debuxava desenhos intonsos, fazia figuras. Minha mãe, que era um espírito muito inteligente e muito lúcido, cedo compreendeu o meu pendor pela pintura e, na proporção que as circunstâncias permitiam, tudo facilitava para seu desenvolvimento e perfeição. Era ainda uma crença quando surgiu por ali, procurando no seio carinhoso da terra moça refúgio a acharques que lhe combaliam a saúde, um pintor italiano, Rosalino Santoro. Guardo impressão amável desse primeiro desbravador da minha tendência pictórica. (...) Minha mãe começou a solicitar-lhe as lições que me desejava proporcionar. Santoro resistia. Mas, em virtude da própria moléstia, Santoro necessitava de um ambiente de família e foi em nossa casa que passou horas melhores, recebendo o trato, respeitoso e carinhoso, que é tradicional na família brasileira. (...) Santoro, quando percebeu, estava meu mestre, o primeiro que tive em pintura. Mais tarde, assisti à uma exposição de Parreiras, em São Paulo. Senti um deslumbramento e não me foi mais possível deixar de vir ao Rio, onde a Escola de Belas Artes me fascinava. Vim. Fiz o primeiro ano. Fui aluna de Henrique Bernardelli. Conheci Lucilio (...) Casamo-nos. Partimos pobremente, apenas com a bagagem de dois estudantes, para a Europa, onde vivi cinco anos. Em Paris os meus principais mestres foram Gervais, na École des Beaux-Arts, e Royer, no Curso Julien. Depois trabalhei por conta própria. Frequentei museus e procurei pintar, pintar muito, a todas as horas, a todos os instantes do dia. Nem mesmo quando os meus dois filhos, Dante e Flamingo, eram pequenos, deixei um só dia de trabalhar. É o que faço sempre, constantemente, a todos os momentos."
- Georgina de Albuquerque, in: COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro : Pimenta de Mello & Cia. , 1927, p. 90-91.
  
Retrato de Georgina de Albuquerque, 
por Lcílio de Albuquerque, (1920)
[Acervo Museu do Ingá, MHAERJ, Niterói].
BIOGRAFIA
Georgina de Moura Andrade Albuquerque, nasceu em Taubaté, aos 4 de fevereiro do ano de 1885 e faleceu no dia 29 de agosto no de 1962, no Rio de Janeiro. Foi uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Pintora e professora, aos 15 anos, inicia sua formação na cidade de Taubaté (1900) com o pintor italiano Rosalbino Santoro que morava em sua casa. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes- Enba -, do Rio de Janeiro – RJ, onde é aluna de Henrique Bernardelli (1858-1936). Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877-1939) que acabara de receber o prêmio de viagem ao exterior, e viaja para a França, onde completa sua formação na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) tendo como professores Paul Gervaix, Guetin, Miller e Decheneau. No mesmo período estuda na Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer Em 1927, leciona desenho na Enba, ocupando mais tarde o cargo de diretora. Em 1935, assume a chefia do curso de arte decorativa da Universidade do Distrito Federal. Em suas pinturas, a artista tem como parâmetro o impressionismo e suas derivações. Elas apresentam uma paleta de cores luminosas, empregada com sensibilidade. Os temas mais constantes de Albuquerque são o
nu, o retrato e a paisagem. Em Raio de Sol (s.d.) ou Dia de Verão (ca. 1920), com amplas pinceladas, ela explora as incidências luminosas e a vibração cromática. A partir de 1920, passa a trabalhar com uma paleta mais sóbria e a realizar pinturas com temas da vida popular, como Duas Roceiras (s.d.) ou No Cafezal (ca.1930), entre outras. Em 1943, Georgina de Albuquerque funda, no Rio de Janeiro, o Museu Lucílio de Albuquerque, onde, anos depois, institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças.

CRONOLOGIA
Georgina de Albuquerque (...)
Nascimento/Morte
1885 - Taubaté SP - 4 de fevereiro
1962 - Rio de Janeiro RJ - 29 de agosto

Vida Familiar
1906 - Casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939)

Pintora, professora
1900 - É aluna do pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.), que mora em sua casa
1904 - Muda-se para o Rio de Janeiro e matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, é aluna de Henrique Bernardelli (1858 - 1936)
1906/1911 - Viaja para Paris. Estuda na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes], é aluna de Paul Gervaix, Guetin, Miller e Decheneau e na Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer
1927/1948 - Professora de desenho da Enba
1935 - Professora e chefe de seção do curso de artesdecorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro
1940 - Funda o Museu Lucílio de Albuquerque, no Rio de Janeiro
1952/1954 - É diretora da Enba
  
"(...) D. Georgina é uma pintora de cores claras, segurança de desenho e boa técnica de feitura. Comparada com o marido, Lucílio se nos apresenta como um pintor de maior inspiração, mas menos feliz na técnica. (...) Em compensação falta a esta muito de inspiração interior e, na pesquisa de efeitos de sol, tem dado à carnação de alguns dos seus nus femininos uma coloração evidentemente falsa, de leite, rosa e gelatina. Alguns quadros desse gênero dão a impressão de que uma luz colocada atrás da figura principal encheria de reflexos o primeiro plano da tela. Perdoe-nos, D. Georgina. Mas desejaríamos vê-la preocupar-se menos com os efeitos de luz sobre as formas femininas e empregar o seu magnífico talento em composições de mais responsabilidade, que não constituam variações do eterno tema da moça deitada, casta e ingênua, ao sol. Há de confessar que o seu talento pode produzir muito mais. Tais pequenos senões em nada diminuem os merecimentos da artista, que é uma organização exuberante de talento, capaz de muito fazer pelas artes brasileiras. Tem sensibilidade, calor e vocação, e atira-se a resolver as dificuldades de sua arte com o entusiasmo de crença. Quem assim confia em suas forças muito poderá fazer pelas artes".
- Angyone Costa, in: A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello & Cia. , 1927, p. 18.

Georgina de Albuquerque
EXPOSIÇÕES
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1914 - São Paulo SP – Individual;
1914 - Rio de Janeiro RJ – Individual.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1903 - Rio de Janeiro RJ - 10ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1905 - Rio de Janeiro RJ - 12ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1906 - Rio de Janeiro RJ - 13ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1907 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1909 - Rio de Janeiro RJ - 16ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção de 1º grau;
1911 - São Paulo SP - Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios;
Georgina de Albuquerque (c.1917) - fonte: Revista do
Brasil, São Paulo, ano II, nº 22, out.1917, p. 177.
1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata;
1912 - São Paulo SP - Segunda Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios;
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata;
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de ouro;
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de ouro;
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1924 - Nova York (Estados Unidos) - National Association of Women Painters and Sculptures;
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1925 - Los Angeles (Estados Unidos) - First Pan-American Exhibition of Oil Painting;
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1926 - Austin (Estados Unidos) - Art Department State Fair of Texas;
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1928 - São Paulo SP - Grupo Almeida Júnior, no Palácio das Arcadas;
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1930 - Nova York (Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no International Art Center, Nicholas Roerich Museum;
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba;
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes;
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes;
1940 - São Paulo SP - Exposição Retrospectiva: obras dos grandes mestres da pintura e seus discípulos;
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo;
1941 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de prata e 1º Prêmio Fernando Costa;
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1944 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Auto-Retratos, no MNBA;
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA;
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1947 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - medalha de ouro e 1º Prêmio Governador do Estado;
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850 - 1950, no MNBA;
1951 - São Paulo SP - 16º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1953 - São Paulo SP - 18º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia;
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais;
1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário;
1957 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte, no MNBA;
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança;
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP.


EXPOSIÇÕES PÓSTUMAS
1977 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Lucílio e Georgina de Albuquerque (em comemoração ao centenário de nascimento de Lucílio de Albuquerque), no MNBA;
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes;
Georgina de Albuquerque no seu Atelie
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte;
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal;
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ;
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp;
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado;
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado;
1989 - Fortaleza CE - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural da Unifor;
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal;
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira;
2000 - Porto Alegre RS - De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes-RJ, no MARGS;
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - O Café, no Banco Real;
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light;
2002 - Brasília DF - Barão do Rio Branco: sua obra e seu tempo, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty;
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos;
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pinacoteca do Estado;
2004 - São Paulo SP - O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone, no Itaú Cultural.

Georgina de Albuquerque e Lucílio de Albuquerque
“Georgina foi capaz de combinar trunfos diversos como os de uma sólida formação artística; uma determinação incomum que se evidencia na persistência com que expunha nos salões; 40 a imagem de mulher competente nos moldes republicanos, o que incluía uma formação intelectual e mesmo profissional que não obliterasse as atividades de mãe e esposa, às quais se dedicou infatigavelmente e, finalmente, o apoio do marido, também pintor, Lucílio de Albuquerque, cujo companheirismo proporcionou-lhe o conforto interno necessário para que ousasse ultrapassar as barreiras erguidas para as mulheres de sua geração. Sua auto-afirmação como pintora de temática histórica se deu no ano em que o sistema acadêmico sofreu as mais demolidoras críticas. É curioso notar que, pouco antes de Anita Malfatti e de Tarsila do Amaral se consagrarem como artistas exemplares do modernismo, justamente o estilo que se insurgia contra o academismo, era uma outra mulher que, navegando por outras correntes estéticas, afirmava-se, publicamente, como artista e profissional.’’
- Ana Paula Cavalcanti Simione, in: Entre convenções e discretas ousadias: Georgina de Albuquerque e a pintura histórica feminina no Brasil, RBCS Vol. 17, nº 50, 2002.

Georgina de Albuquerque

FORTUNA CRÍTICA
ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. [315] p., il. color. 2v.
ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 1008 p., il. color. 2v.
CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p., il. p&b. color.
CAMPOS, Beatriz Pinheiro de. A crítica de arte de Quirino Campofiorito: entre a decadência da disciplina neoclássica e o abstracionismo formal. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho 2011. Disponível no link. (acessado em 01.06.2013).
CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir (Org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. (Dicionários especializados, 5). Brasília: MEC/INL, 1973-1980.
COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello & Cia., 1927.
COÊLHO, Pollyanna Jericó Pinto. Tear identitário: A Prática Docente em Arte como conhecimento compartilhado. (Tese Doutorado em Educação). Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, UFRN, 2008. Disponível no link. (acessado em 01.06.2013).
FARIA, Karla Cristina de Araújo. A semântica discursiva na crítica de arte dos salões nacionais. Linguagem em (Re)vista, Ano 02, N° 02. Niterói, jan./jun.2005. Disponível no link. (acessado 01.06.2013).
GULLAR, Ferreira e outros. 150 anos de pintura brasileira 1820/1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. 555 p., il. p&b., color.
LUCÍLIO e Georgina de Albuquerque. Rio de Janeiro: MNBA, 1977.
MONTEIRO, Claudia Eugênia de Mello e Alvim Jacy. A construção discursiva na arte e na crítica de arte: o caso Georgina de Albuquerque. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal Fluminense, UFF, 2004.
Georgina de Albuquerque, por Alvarus
PEDRÃO, Maria Augusta Ribeiro. Georgina de Albuquerque e Anita Malfatti: mulheres e artistas. Disponível no link. (acessado em 01.06.2013).
PEDRÃO, Maria Augusta Ribeiro; MOLINA, na Heloisa. Georgina de Albuquerque e Anita Malfatti: representações sobre a mulher na primeira republica. In: II Encontro Nacional de Estudos da Imagem, 2009, Londrina. Anais II Encontro Nacional de Estudos da Imagem. Londrina: Eduel, 2009. p. 712-722.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. [Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Aracy Amaral, Walter Zanini, Ferreira Gullar]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color.
SENNA, Nádia da Cruz. Corporalidade e sensualidade feminina pelas artistas plásticas do século XX. Sociologia e Política - I Seminário Nacional de Sociologia e Política, UFPR, 2009. Disponível no link. (acessado em 01.06.2013).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Entre Convenções e Discretas Ousadias: Georgina de Albuquerque e a pintura histórica feminina no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais (Impresso), São Paulo, v. 17, nº 50, p. 143-159, out/2002. Disponível no link.(acessado em 01.06.2013).
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: pintoras e escultoras brasileiras entre 1884 e 1922. (Tese Doutorado em Sociologia). Universidade de São Paulo, USP, 2994.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Brasileiras, 1884-1922. 1. ed. São Paulo: EDUSP/ FAPESP, 2008. v. 1. 336p.
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque. Nossa História, São Paulo, v. 5, p. 22-25, 2004.
SOUZA, Adelaide Cerqueira Lima de. O Luz, Conflito e Harmonização na pintura de Georgina de Albuquerque: obras de 1926 / 1954. (Dissertação Mestrado em Artes Visuais). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2011.
TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2002. 391 p., il. color.

Governador Edmundo de Macedo Soares|na solenidade de reabertura
do Museu Antônio Parreiras, Oswaldo Teixeira assinando e
Georgina de Albuquerque rindo. v.,  em 31.03.1950
[foto: Manoel da Paixão Coutinho da Fonseca]



Georgina de Albuquerque (Documentário Mulheres Luminosas)
DOCUMENTÁRIO
Título: Mulheres Luminosas
Documentário. Através da vida e da obra de quatro precursoras artistas brasileiras do sexo feminino, reflete sobre a posição da mulher artista na virada do século XIX para o XX e sobre as transformações ocorridas até os dias de hoje. A maestrina Chiquinha Gonzaga, a escultora Nicolina Vaz Assis, a pintora Georgina de Albuquerque e a poetisa Gilka Machado, são exemplos de mulheres que encararam a sociedade preconceituosa da época em que viveram, em busca de um espaço profissional nas artes. Criaram, produziram, se tornaram reconhecidas e abriram os caminhos para as seguintes gerações de mulheres artistas e para a posição da mulher na sociedade em geral.
Duração: 33 min.
Direção e Roteiro - Pedro Pontes
Consultoria Artística - Helio Eichbauer
Produção - Mana Pontez
Assitente de Direção - Pedro Farina
Fotografia - Guilherme Francisco, Pedro Farina, Zhai Sichen
Edição e Finalização - Antonio Porto
Som Direto, Edição de Som e Mixagem - Bernardo Adeodato
Figurino - Célia de Oliveira
Documentário 'Mulheres Luminosas'.
Elenco:
Antonio Guerra
Dedé Veloso
Helio Eichbauer
Mariana de Moraes
Maria Amélia da Fonseca
Stella Miranda
Depoimentos:
Ana Paula Simioni
Bete Floris
Clara Sverner
Edinha Diniz
João Lúcio de Albuquerque
Luis Carlos de Albuquerque
Maria Beatriz de Albuquerque
Maria Lucia de Albuquerque
Maria de Lourdes Eleutério
Ruth Sprung
Realização: MAB - Multi Arte Brasil
Site Oficial: MAB 
Documentário disponível no link.

"(...) Sua arte é uma renovação constante de maneiras, motivos e coloridos (...) Quanto aos assuntos, não se pode dizer que haja uma preferência marcante. A paisagem, a figura, a natureza-morta, a marinha, o retrato e as composições são por ela abordadas com entusiasmo, transparecendo em todas as mais variadas facetas de seu talento".
- Regina Liberalli Laemmert, in: Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.


OBRA SELECIONADA
Canto do Rio, de Georgina de Albuquerque (1926)
[Acervo Museu Antônio Parreiras]

No Cafezal, de Georgina de Albuquerque (1951)
[ Pinacoteca de São Paulo]

Sessão do Conselho de Estado que Decidiu a Independência, 
de Georgina de Albuquerque (1922)
[Museu Histórico Nacional - Rio de Janeiro]

A Charrete, de Georgina de Albuquerque (1962)
 [Museu Nacional de Belas Artes - MNBA/RJ]

Crianças, de Georgina de Albuquerque
[Coleção José Oswaldo - São Paulo]

Nu feminino, de Georgina de Albuquerque

Moças, de Georgina de Albuquerque

Guaratinguetá , de Georgina de Albuquerque (s/data)

Roceira, de Georgina de Albuquerque (1930)
 [Museu Nacional de Belas Artes - MNBA/RJ]

Procissão Marítima em São João da Barra ,
de Georgina de Albuquerque(s/data)

Paisagem, de Georgina de Albuquerque

Paisagem, de Georgina de Albuquerque
[Coleção José Oswaldo - São Paulo]

Paisagem do Rio de Janeiro, de Georgina de Albuquerque

Paisagem, Georgina de Albuquerque
[Pinacoteca do Estado de São Paulo].

Flores, Georgina de Albuquerque

Paisagem, Georgina de Albuquerque

Flores, de Georgina de Albuquerque

Árvore de Natal, de Georgina de Albuquerque

Meninas, de Georgina de Albuquerque


Maternidade, de Georgina de Albuquerque (c.1930)
[Acervo Museu D. João VI EBA/UFRJ, Rio de Janeiro]

Feira da Glória , Georgina de Albuquerque (1950)

Brincadeira de Criança, de Georgina de Albuquerque (c. 1950)

Arara, de Georgina de Albuquerque 
[Acervo Museu Antônio Parreiras]

Cena Familiar, de Georgina de Albuquerque (déc. 30)

Colhedor de frutas, de Georgina de Albuquerque

Figura feminina, de Georgina de Albuquerque

Manacá, de Georgina de Albuquerque  (c. 1922).


 Dia de Verão, de Georgina de Albuquerque
(
ca. 1920)  - [MNBA/RJ]

Lição de Piano, de Georgina de Albuquerque (1928)
[Pinacoteca do Estado de São Paulo].

Flores, de Georgina de Albuquerque

(...), de Georgina de Albuquerque

Pensativa, de Georgina de Albuquerque (s/data).

Dama, de Georgina de Albuquerque (1906)
[Pinacoteca do Estado de São Paulo]

Manhã de Sol, de Georgina de Albuquerque (c.1920)

Paisagem, Georgina de Albuquerque

FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
Enciclopédia Artes Visuais/Itaú Cultural

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske
____
Caso, você tenha algum trabalho não citado e queira que ele seja incluído - exemplo: livro, tese, dissertação, ensaio, artigo - envie os dados através do nosso "contato", para que possamos incluir as referências do seu trabalho nesta pagina.
Obrigada!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Raduan Nassar - tradição e vanguarda

Raduan Nassar  em 06 de maio de 2005
(foto: Flavio Florido/Folhapres)
“... rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando aberto para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é.”
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.


"Toda ordem traz uma semente de desordem, a clareza, uma semente de obscuridade, não é por outro motivo que falo como falo."
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.

Raduan Nassar nasceu em Pindorama, cidade do interior do Estado de São Paulo, filho de João Nassar e Chafika Cassis. Seus pais haviam se casado em 1919 na aldeia de Ibel-Saki, no sul do Líbano e em 1920 imigraram para o Brasil. Seu pai junta-se a parentes que já estavam aqui e se inicia no ramo do comércio, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Em 1921 mudam-se para a cidade de Itajobi, no Estado de São Paulo.

Mudam-se, em 1923, para Pindorama, cidade vizinha de Itajobi, e lá seu pai abre uma venda, que posteriormente seria transformada em uma loja de tecidos, a Casa Nassar.

Pelas mãos da parteira Rosa Conca, na casa da família em Pindorama (esquina da Rua 15 de Novembro com 1º. de Maio), nasce Raduan, sétimo filho de João e Chafika (antes, haviam nascido Violeta, Rosa, Norma, Uydad, Raja e Rames; depois viriam Rauf, Leila e Diva — todos ainda vivos.

Em 1943 o autor inicia seus estudos no Grupo Escolar de Pindorama. Expansivo e de ótima memória, Raduan é freqüentemente chamado para recitar poesias nas datas comemorativas, mesmo com sua dificuldade em pronunciar corretamente o "r" fraco. Segundo ele, neste ano tem "uma das melhores alegrias da infância" de que se lembra, ao ganhar um casal de galinhas-de-angola do pai.

Torna-se coroinha em 1946, após dois anos do início de sua fase de fervor religioso que o levava a ir à missa todos os dias para comungar. Neste ano, sentado na varanda de sua casa, livra-se definitivamente do "trauma" do "r" fraco, ao tentar decorar o Hino à Bandeira (cantando inúmeras vezes o verso "Salve lindo pendão da esperança").

No ano seguinte inicia o curso ginasial na vizinha cidade de Catanduva e começa a trabalhar com o pai.  Para facilitar a ida dos filhos à escola, João Nassar muda-se com a família para Catanduva em 1949. Nesta época Raduan tem uma coleção de pombas — que foram citadas em seu romance Lavoura Arcaica — que acabará deixando em Pindorama quando da mudança.

Em 1950, durante uma aula na quarta série do ginásio, Raduan sofre a primeira das sete convulsões que sofreria nos dois dias seguintes. O diagnóstico alarmista e incorreto de um médico — que chegou a mandar isolar sua casa — seus pais decidem levá-lo para São Paulo em um avião-ambulância. Lá é tratado por um neurologista, tendo retornado da crise com amnésia parcial e passa a ter um comportamento introvertido. Debilitado, não consegue concluir o ano letivo.

Raduan Nassar, (Foto: Antonio Milena)
No ano seguinte reinicia seus estudos, tendo como professora de português sua irmã Rosa. Orientado por ela, começa a ler clássicos brasileiros como parte do currículo escolar. Com sua assistência também, faz consideráveis progressos no aprendizado da língua, em âmbito familiar.

Em 1952 inicia o curso científico em Catanduva, ao mesmo tempo em que começa a criar peixes em um tanque que ele mesmo constrói no quintal de casa.

Buscando sempre facilitar a vida escolar dos filhos, João Nassar resolve transferir-se para São Paulo, em 1953. A família se instala no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, na Rua Teodoro Sampaio, 2.173. No mesmo local, João Nassar abre um armarinho, o Bazar 13, que anos depois viria a se tornar uma empresa comercial de expressão naquela cidade. Raduan trabalha ao lado do pai durante o dia e conclui o segundo ano do científico no curso noturno do Instituto de Educação Fernão Dias Pais, situado também em Pinheiros.

No ano seguinte troca o científico pelo curso clássico, mais voltado para a área de Ciências Humanas, e conclui o colegial na mesma escola.

Em 1955 ingressa ao mesmo tempo na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e no curso de Letras Clássicas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). No segundo semestre abandona o curso de Letras. No curso noturno de Direito, conhece Hamilton Trevisan, procedente de Sorocaba (SP), e com aspirações literárias.

No segundo ano, Trevisan apresenta o escritor a Modesto Carone, outro sorocabano, que acabara de ingressar na Faculdade de Direito. Modesto também tinha projetos definidos no terreno da literatura. Como Raduan já começasse a manifestar suas primeiras preocupações nesta área, as conversas entre os três passam a ser dominadas por temas literários.

Em 1957 Raduan ingressa no curso de Filosofia da USP. Era o sexto entre os irmãos a freqüentar a mesma faculdade. Na Faculdade de Direito conhece José Carlos Abbate, um paulistano que acabaria se tornando um de seus melhores interlocutores. Inseparável, o grupo de quatro amigos começa a se encontrar com regularidade na Biblioteca Mário de Andrade e na biblioteca da Faculdade de Direito, onde discute autores e obras e faz boa parte de suas leituras. Também se tornam comuns as noitadas em salões de snooker e bares do centro velho da cidade.

No ano de 1958 interrompe praticamente o curso de Filosofia ao restringir sua freqüência a uma disciplina (Sociologia). No ano seguinte, decidido a dedicar-se integralmente à literatura, abandona o curso de Direito (estava no último ano) e atende só com trabalhos ao curso de Estética na Faculdade de Filosofia.

Falece João Nassar, em 1960, após oito anos de enfermidade. No ano seguinte o escritor desliga-se dos negócios da família. Escreve o conto "Menina a caminho". Viaja para Matane, no Canadá francês, onde viviam duas tias, irmãs de seu pai. De lá segue como imigrante para os Estados Unidos, onde permanece por apenas dois meses.

De volta ao Brasil, em 1962, retoma o curso de Filosofia. Reaproxima-se dos irmãos, com quem passa a ter ótimo diálogo, muito embora lhes fale de seus projetos literários.

Concluído o curso de Filosofia, em 1963, no ano seguinte viaja para Lüneburg, interior da Alemanha Ocidental, a fim de estudar alemão.  Através de cartas de amigos e de familiares, toma conhecimento do golpe militar de 31 de março. Comunica ao Departamento de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP sua decisão de não assumir a assistência da cadeira de Psicologia Educacional no campus de São José do Rio Preto daquela instituição. Ao mesmo tempo, abandona o curso de alemão e decide voltar para o Brasil. Antes disso vai ao Líbano e conhece a aldeia de seus pais.

Começa, em 1965, na Chácara Tapiti, em Cotia, São Paulo, a se dedicar à criação de coelhos. Ernst Weber, que mais tarde se dedicaria, como ele, ao jornalismo, era seu sócio. No ano seguinte Raduan passa a presidir a Associação Brasileira de Criadores de Coelho, ocasião em que promove uma concorrida exposição de coelhos e pássaros no Parque da Água Branca. Continua, no entanto, a se encontrar com o grupo de amigos da Faculdade de Direito, na casa de Hamilton Trevisan, onde discutem política e literatura.

Em mutação constante, encerra a criação de coelhos e funda, com os irmãos, em 1967, o Jornal do Bairro, contando com a participação ativa de José Carlos Abbate, que era o redator-chefe da publicação, e de Ernst Weber, então iniciando sua carreira no jornalismo. Apesar de regional, o jornal dedicava parte de seu espaço a textos referentes à política nacional e internacional.

O escritor faz, em 1968, as primeiras anotações para o futuro romance Lavoura arcaica. Dois anos depois escreve a primeira versão da novela Um copo de cólera e os contos O ventre seco e Hoje de madrugada.

Em 1971 morre sua mãe, Chafika, segundo ele "criadora de mão cheia" de galinhas e perus.  Dela lhe veio o gosto por criação de animais.  Apesar de não ter fé religiosa, participa em 1972 da leitura comentada que a família faz do Novo Testamento. As reuniões semanais para este fim se entendem ao longo de quase todo o ano. Ao mesmo tempo, ele retoma as leituras do Velho Testamento e do Alcorão (esta iniciada em 1968). A preocupação com temas religiosos irá mais tarde se refletir de modo acentuado em Lavoura arcaica. Escreve Aí pelas três da tarde, que sai como matéria no Jornal de Bairro e anos depois aparecerá republicado como conto em outros veículos.

Em 1973 conhece a professora Heidrun Brückner, do Departamento de Línguas Germânicas da USP, que viria a se tornar sua companheira.

No ano seguinte, por discordar da mudança editorial no Jornal de Bairro, deixa em abril a direção do semanário, que tirava 160 mil exemplares por edição. Sem alternativa imediata, começa a escrever Lavoura arcaica, trabalhando dez horas por dia, até concluí-lo, em outubro. Seu irmão Raja, formado em direito e licenciado em filosofia, é o primeiro leitor dos originais. À revelia de Raduan, Raja tira duas cópias do romance e decide passá-las para amigos. Uma dessas cópias acaba chegando às mãos de Dante Moreira Leite, ex-professor de Raduan na Faculdade de Filosofia, que encaminha os originais à Livraria José Olympio Editora, do Rio de Janeiro.
Raduan Nassar (...)

Em 1975, com a ajuda financeira do autor, a José Olympio publica Lavoura arcaica.

O livro ganha, em 1976, o prêmio Coelho Neto para romance, da Academia Brasileira de Letras, cuja comissão julgadora tinha como relator o crítico e ensaísta Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde).  Recebe, ainda, o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (na categoria de Revelação de Autor) e Menção Honrosa e também Revelação de Autor  da Associação Paulista de Críticos de Arte — APCA.

Em 1978 a Livraria Cultura Editoria, de São Paulo, publica Um copo de cólera. A novela recebe o prêmio Ficção da APCA.

Em 1982 sai a edição espanhola de Lavoura arcaica, pela editora Alfaguara, de Madri. Segunda edição do mesmo livro pela Nova Fronteira, do Rio de Janeiro.

A Editora Gallimard, da França, lança Lavoura arcaica e Um copo de cólera num só volume, em 1984. A segunda edição de Um copo de cólera é publicada em São Paulo pela Editora Brasiliense (a 3a. edição sairia em 1985 e a 4a. em 1987). Raduan compra a Fazenda Lagoa do Sino, em Buri, sudeste do Estado de São Paulo e passa a se dedicar integralmente à produção rural. Morre o amigo Hamilton Trevisan, cujo livro de contos, O bonde da filosofia, seria publicado em março de 1985 pela Global Editora, de São Paulo. Numa entrevista ao "Folhetim", suplemento do jornal Folha de São Paulo, Raduan deixa claro que abandonou a literatura: no mesmo número, o jornal publica o conto O ventre seco.

Em 1987 a editora Suhrkamp lança o livro Lateinamerikaner über Europa, uma coletânea de ensaios e depoimentos de escritores latino-americanos sobre a Europa, organizada por Curt Meyer-Clason, que inclui A corrente do esforço humano, de Raduan Nassar.

A revista espanhola El Paseante publica, em 1988, os contos Aí pelas três da tarde e O ventre seco (o primeiro seria publicado ainda na Folha de São Paulo em1989 e o segundo, também neste ano no Jornal do Brasil).

Sai a terceira edição de Lavoura arcaica, em 1989, pela Companhia das Letras, de São Paulo, hoje em sua quarta reimpressão.

Em 1991 é publicada pela Suhrkamp, de Frankfurt, a edição alemã de Um copo de cólera. A segunda edição sai neste mesmo ano.

1992 marca a quinta edição de Um copo de cólera, pela Companhia das Letras, de São Paulo, hoje em sua segunda reimpressão.

Comemorando os 500 títulos da Companhia das Letras, é feita uma edição não-comercial de Menina a caminho.

"— Misturo coisas quando falo, não desconheço esses desvios, são as palavras que me empurram, mas estou lúcido, pai, sei onde me contradigo, piso quem sabe em falso, pode até parecer que exorbito, e se há farelo nisso tudo, posso assegurar, pai, que tem também aí muito grão inteiro. Mesmo confundindo, nunca me perco, distingo pro meu uso os fios do que estou dizendo."
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.

Raduan Nassar, (Foto: Antonio Milena)
“O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; se medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza; não tem começo, não tem fim; [...]”
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 p. 45.


CRONOLOGIA
1935 - Nasce em Pindorama, São Paulo, em 27 de novembro. Filho dos imigrantes libaneses João Nassar e Chafika Cassis;
1947 - Começa a trabalhar com o pai;
1949 - Muda-se com a família para Catanduva, São Paulo;
1953 - A família transfere-se para São Paulo. Seu pai abre um armarinho, onde Raduan trabalha;
1955 - Ingressa, ao mesmo tempo, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e no curso de letras clássicas da Universidade de São Paulo - USP, este, abandonado no segundo semestre;
1957 - Ingressa no curso de filosofia da USP;
1959 - Deixa, no último ano, o curso de direito e resolve dedicar-se em tempo integral à literatura;
1961 - Desliga-se dos negócios da família. Viaja ao Canadá, onde tem familiares, e, aos Estados Unidos;
Raduan Nassar, por Osvalter
1962 - Volta ao Brasil e retoma o curso de filosofia, concluído no ano seguinte;
1964 - Viaja a Lünenburg, então Alemanha Ocidental, com o intuito de aprender a língua alemã. Informado do golpe militar de 31 de março, resolve retornar ao Brasil, mas antes viaja ao Líbano para conhecer a aldeia onde seus pais viviam;
1965 - Inicia uma criação de coelhos em sua chácara em Cotia, São Paulo;
1966 - Preside a Associação Brasileira de Criadores de Coelho - ABCC;
1967 - Desiste da criação de coelhos e funda, com os irmãos, o Jornal do Bairro;
1968 - Inicia a leitura do Alcorão e esboça o romance Lavoura Arcaica;
1970 - Escreve a primeira versão de Um Copo de Cólera e os contos O Ventre Seco e Hoje de Madrugada;
1973 - Deixa a direção do Jornal do Bairro;
1974 - Escreve Lavoura Arcaica. Raja, seu irmão, e primeiro leitor dos originais, tira duas cópias do romance e entrega a amigos. Uma delas chega a Dante Moreira Leite, ex-professor do escritor na Faculdade de Filosofia, que a encaminha à Livraria Editora José Olympio, no Rio de Janeiro, que publica a obra no ano seguinte;
1976 - Lavoura Arcaica recebe os prêmios Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras - ABL e Jabuti de autor revelação, além de menção honrosa e também autor revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA;
1978 - Lança Um Copo de Cólera, que recebe o prêmio de melhor ficção da APCA;
1979 - Adquire uma fazenda em Buri, São Paulo, e passa a dedicar-se à produção de milho, arroz e feijão;
1984 - Em entrevista ao suplemento literário Folhetim, da Folha de S.Paulo, declara que está abandonando a literatura;
1998 – Recebe o Prêmio Jabuti, categoria Contos e Crônicas, para o livro: Menina a caminho e Outros textos;
2011 - Raduan Nassar doa sua Fazenda Lagoa do Sino para a UFSCar;
2012 - Recluso e afastado há anos da literatura, Raduan Nassar vai à Balada Literária. Nassar surpreendeu leitores na Livraria da Vila na tarde da quinta(29/11) ao aparecer acompanhando o cineasta Luiz Fernando Carvalho. O escritor foi o homenageado da edição.

"O mundo das paixões é o mundo do desequilíbrio, é contra ele que devemos esticar o arame de nossas cercas, e com as farpas de tantas fiadas tecer um crivo estreito, e sobre este crivo emaranhar uma sebe viva, cerrada e pujante, que divida e proteja a luz calma e clara da nossa casa, que cubra e esconda dos nossos olhos as trevas que ardem do outro lado e nenhum entre nós há de transgredir esta divisa [...]"
- Raduan Nassar, in: Lavoura Arcaica. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Record/ Altaya, 1989, p. 56.


Raduan Nassar (...)
PRÊMIOS
1976 - Prêmio Coelho Neto para romance, da Academia Brasileira de Letras, para o livro: Lavoura Arcaica.
1976 - Prêmio Jabuti, Categoria Revelação de Autor, da Câmara Brasileira do Livro, para o livro: Lavoura Arcaica.
1976 - Menção Honrosa - Categoria Revelação de Autor, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), para o livro: Lavoura Arcaica.
1978 - Prêmio APCA, melhor ficção para o livro: Um copo de cólera.
1998 - Prêmio Jabuti, categoria Contos e Crônicas, para o livro: Menina a caminho e Outros textos.

 “[...] toda palavra, sim, é uma semente; entre as coisas humanas que podemos nos assombrar, vem a força do verbo em primeiro lugar; precedido o uso das mãos, está no fundamento de toda prática, vinga e se expande, e perpetua, desde que seja justo.”
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1989, p. 160.


OBRA
Capa da 1ª edição do livro Lavoura
arcaica, de Raduan Nassar
Obra publicada - primeiras edições
Romance
Lavoura Arcaica. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.
Um Copo de Cólera. São Paulo: Círculo do Livro, 1978.

Conto
Menina a Caminho. 1994.
Menina a Caminho e Outros Textos (inclui Menina a Caminho, O Ventre Seco, Hoje de Madrugada, Aí pelas Três da Tarde e Mãozinhas de Seda). 1997


Outros
Desespero e esperança. In: ABRAMOVICH, Fanny (Org.). Ritos de passagem de nossa infância e adolescência: antologia. São Paulo: Summus Editorial, 1985. p. 141-145.


"O tempo, o tempo é versátil, o tempo faz diabruras, o tempo brincava comigo, o tempo se espreguiçava provocadoramente, era um tempo só de esperas, me guardando na casa velha por dias inteiros; era um tempo também de sobressaltos, me embaralhando ruídos, confundindo minhas antenas, me levando a ouvir claramente acenos imaginários, me despertando com a gravidade de um julgamento mais áspero, eu estou louco!"
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.


Raduan Nassar (...)
Entrevistas e depoimentos
Raduan Nassar. [Entrevista concedida a Edla Van Steen]. In: VAN STEEN, Edla. Viver & escrever, v. 2. Porto Alegre: L&PM, 1983.
A paixão pela literatura. [Entrevista concedida a Augusto Massi e Mario Sabino Filho]. Folha de São Paulo, São Paulo, 16 dez. 1984.
Raduan Nassar. Libéracion: Speciel Salon du Livre. Paris, mar. 1985.
Ao vencedor o arroz e as cebolas/Uma pedra de onde não sai leite. O Globo, Rio de Janeiro, 25 jul. 1985.
Nassar relança ‘Um copo de cólera’. [Entrevista concedida a Marilene Felinto]. Folha de São Paulo. São Paulo, caderno ilustrada, p. 9, 19/04/1992.
Do culto das letras ao cultivo da lavoura. [Entrevista concedida a Liliane Heynemann]. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 ago. 1992.
Le Brésil en toutes lettres. [Entrevista concedida a Line Karoubi]. Le Matin, Paris, 30 mar. 1987.
Raduan vive a literatura como questão pessoal. [Entrevista concedida a Elvis Cesar Bonassa]. Folha de São Paulo, São Paulo, 30 maio 1995.
A conversa. [Entrevista concedida a Antonio Fernando De Franceschi]. In: Cadernos de literatura brasileira: Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1996. P. 23-39.
Sou o jararaca. [Entrevista concedida a Mario Sabino]. Veja, São Paulo, 30 jul. 1997. P. 9; 12; 13. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013). 
  
"O tempo, o tempo, o tempo e suas águas inflamáveis, esse rio largo que não cansa de correr, lento e sinuoso, ele próprio conhecendo seus caminhos, recolhendo e filtrando de várias direções o caldo turvo dos afluentes e o sangue ruivo de outros canais para com eles construir a razão mística da história."
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.182.


Traduções e edições estrangeiras 
Alemão
Ein Glas Wut [Um Copo de Cólera]. Tradução Ray-Güde Mertin. Frankfurt: Suhrkamp, 1991.
Das Brot des Patriarche [Lavoura Arcaica]. Tradução Berthold Zilly. Frankfurt: Suhrkamp, 2004.

Espanhol
Labor arcaica [Lavoura Arcaica]. Tradução Mario Melino. Madrid: Alfaguara, 1982.

Francês
Un Verre de Colère Suivi de la Maison de la Mémoire [Um Copo de Cólera/Lavoura Arcaica]. Tradução Alice Railard. Paris: Gallimard, 1985.
Chemins [Menina a Caminho]. Tradução Henri Raillard. Paris: Gallimard, 2005.

Italiano
Un Bicchiere di Rabbia [Um copo de cólera]. Tradução Amina Di Munno. Torino: Einaudi, 2002.

Português
Menina a Caminho. Lisboa: Cotovia. s/d.
Um Copo de Cólera. Lisboa: Relógio d'Água, s/d.
Lavoura Arcaica. Lisboa: Relógio d'Água, s/d.


"A originalidade de Raduan Nassar, com relação a outros escritores de sua geração, consiste justamente nessa opção por um engajamento político mais amplo do que o recurso direto aos temas de um momento histórico preciso. Um engajamento no combate aos abusos do poder, em defesa da liberdade individual, numa forma de linguagem em que a arte não faz concessões à ‘mensagem’. Um engajamento radicalmente literário, e por isso mais eficaz e perene."
- Leyla Perrone-Moisés, in Cadernos de Literatura Brasileira. Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2001, p. 69. 



“[...] a leitura que mais eu procurava fazer era a do livrão que todos temos diante dos olhos, quero dizer, a vida acontecendo fora dos livros. Dessa leitura da vida não senti exatamente orgulho, embora achasse a leitura mais importante a fazer, como escritor.”
- Raduan Nassar, in: Entrevista: A conversa. Cadernos de Literatura Brasileira: Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, p. 23-39, 2001., p. 27.



Raduan Nassar (...)

"Até mesmo um trabalho contratado e corriqueiro, dentro de limites, é um antídoto contra o marasmo do tempo, o que gratifica e, portanto, enfraquece o seu caráter de castigo e expiação. No caso em que se é sujeito e o trabalho é uma escolha, o bom trato com o tempo seria revertido em recompensas, tematizadas, por sinal, naquele sermão."
- Raduan Nassar. Entrevista: A conversa. In: INSTUTO Moreira Salles. Cadernos de Literatura Brasileira: Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, p. 23-39, 2001., p. 30.


FORTUNA CRÍTICA
ABATI, Hugo Marcelo Fuzeti. Da “Lavoura arcaica”: fortuna crítica, análise e interpretação da obra de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, 1999, 247 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
ABATI, Hugo Marcelo Fuzeti. Da lavoura Arcaica: Fortuna crítica, análise e interpretação da obra de Raduan Nassar. Curitiba: UFPR, 1999.
Capa da 2ª edição de Lavoura arcaica
e Um copo de cólera, de Raduan Nassar
ABBATE, José Carlos. Lucidez e delírio nesta bela parábola. Jornal da semana, São Paulo, 04 jan. 1976.
ABBATE, José Carlos. Verdades demais. Jornal da Tarde, São Paulo, 23 set. 1994.
ALMEIDA, Fabiana Abi Rached de. À sombra do pai. (Dissertação Mestrado em Teoria e História Literária). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, 2009, 217 f.
ALMEIDA, Fabiana Abi Rached de; SPERBER, S. F.. Da literatura ao cinema: a representação do imigrante árabe em Lavoura Arcaica, romance e filme. Revista de Estudos Orientais, v. 7, p. 143-157, 2010.
ALMEIDA, Miguel de. Raduan Nassar, linguagem e paixão. Folha de São Paulo, São Paulo, 31 ago. 1981.
ALVES, Claudemir Francisco. O sagrado relacional: a percepção contemporânea do sagrado em uma leitura de “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, e “Centúria”, de Giorgio Manganelli. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2001, 147 f.
ALVES, Roberta Maria Ferreira. Verbo em cinema: as leituras cinematográficas de “Lavoura arcaica” e “Um copo de cólera”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC/MG, Belo Horizonte, 2003, 99 f.
ALVES, Roberta Maria Ferreira. Verbo Revisitado:Vieira e Raduan Nassar. In: Lélia Parreira Duarte & Maria Theresa Abelha Alves. (Org.). Padre Antônio Vieira. 1ªed., Belo Horizonte: PUCMinas, 2009, v. , p. 07-275.
ANDRADE, Émile Cardoso. A representação do trágico na literatura latino-americana pós - 45. (Dissertação Mestrado em Literatura). Universidade de Brasília, UnB, Brasília, 2006, 92 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013)
ANDRADE, Fábio de Souza. “Lavoura” faz 30 anos entre risos e evasivas. Folha de São Paulo, São Paulo, 08 dez. 2005.
ANDRADE, Fábio de Souza. Raduan Nassar: as vísceras da lavoura. Folha de São Paulo, São Paulo, 29 abr. 2006.
ANDRADE, Sara Freire Simões de. (Des) orientes no Brasil: visto de permanência dos libaneses na ficção brasileira. (Dissertação Mestrado em Literatura). Universidade de Brasília, UnB, Brasília, 2007, 101 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
ARRABAL, José. Um “milagre brasileiro” também na literatura? Jornal de debates, Rio de Janeiro, 26 abril a 02 maio 1976.
ATHAYDE, Tristão de. Romances. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05 ago. 1976.
AZEVEDO, Mail Marques. Os conceitos agostinianos de tempo, memória e narrativa em Lavoura Arcaica. Eletras, vol. 18, n.18, jul.2009. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
AZEVEDO, Vera Lúcia Ramos de. Tradição e ruptura em autores brasileiros contemporâneos. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê: Literatura, língua e identidade, nº 34, p. 265-284, 2008. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
BARROS, Maria Veronica Aragao. Raduan Nassar: entrelinhas textuais. In: Francisco Venceslau dos Santos. (Org.). Prismas. Rio de Janeiro: Caetés, 2000, v., p. 29-38.
BECHERUCCI, Bruna. Poesia-prova. Veja, São Paulo, 04 fev. 1976.
BECKER, Nilza de Campos. Raduan Nassar: da linguagem poética ao silêncio do escritor. Kalíope (PUCSP), v. 14, p. 52-62, 2011.
Raduan Nassar  em 06 de maio de 2005
(foto: Flavio Florido/Folhapres)
BERTÉ, Mauro Marcelo. O taciturno e o epistolar: Estudo do Silêncio no Conto de Raduan Nassar. Mafuá - Revista de Literatura em Meio Digital, ano 5 n.7 2007. Disponível no link.  (acessado em 25.05.2013).
BRITO, Dislene Cardoso de. Transgressão e (Des)ordem em Lavoura arcaica e Um copo de cólera: a construção identitária da mulher nas narrativas de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Literatura e Cultura). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2010. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
BRITO, Dislene Cardoso de.  Um Copo de Cólera, de raduan nassar e a fragilidade dos relacionamentos humanos: do texto para a tela. V ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, Salvador/BA, 27 a 29 de maio de 2009. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
CADERNOS de Literatura Brasileira n. 2: Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1996.
CAETANO, Paulo Roberto Barreto. Filicídio e incesto como atos monstruosos, em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. In: XII Congresso Internacional Abralic. Centro, centros: ética, estética, 2011, Curitiba. Anais do XII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada. Curitiba, 2011. p. 01-07.
CAETANO, Paulo Roberto Barreto. Filicídio:a tábua solene que se incendeia, em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Anais do SETA (UNICAMP), v. IV, p. 926-940, 2010.
CAETANO, Paulo Roberto Barreto. Para além da construção dos personagens: o conceito de monstruosidade em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Teoria e História Literária). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2011.
CAETANO, Paulo Roberto Barreto. Tempo de lavrar: o tratamento dado à instância temporal em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. In: III CLAC - Congresso de Letras, Artes e Cultura da UFSJ, 2010, São João Del Rei. Representações culturais e suas linguagens, 2010. p. 1109-1117.
CARIELLO, Rafael. Depois da lavoura. revista Piaui., edição nº 70, questões-pós-literárias, julho/2012. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
CAMPOS, Haroldo de. Ruptura dos gêneros na literatura Latino-americana. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977.
CARMONA, Gustavo Fujarra. A literatura nassariana e a filosofia das vontades. Diálogo e Interação, Vol. 5 - 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
CARMONA, Gustavo Fujarra. Afirmação e negação da vida em Raduan Nassar. Boitatá, v. 8, p. 76-88, 2011.
CARONE, Modesto. Lembrete para a leitura de Estranha Lavoura de Raduan Nassar. Jornal da Tarde, São Paulo, 01 jul. 1976.
CARVALHO, Mário Cesar; BONVICINO, Régis. Raduan Nassar de volta. Folha da Tarde, São Paulo, 18 mar. 1989.
CASTELLO, José. Raduan Nassar Fascina e faz sonhar. O Estado de São Paulo, São Paulo, 30 ago. 1994.
CASTELLO, José. Raduan Nassar: atrás da mascara. In: _____. Inventário das sombras. Rio de Janeiro: Record, 2006. P. 173-188.
CASTRO, Alexandre José Amaro e. A reinvenção do sujeito em Um copo de Cólera de Raduan Nassar. Cadernos UnilesteMG, v. 1, p. 9-33, 2002.
CHALHUB, Samira. Semiótica dos afetos: roteiro de leitura para Um copo de cólera, de Raduan Nassar. São Paulo: Hacker Editores; CESPUC, 1997.
CHAUÍ, Marilena de Souza. O banho das idéias em Um copo de cólera. Movimento, São Paulo, 11 a 17 dez. 1978.
CICCACIO, Ana Maria. Dúvida, a matéria-prima de Raduan Nassar. O Estado de São Paulo, São Paulo, 27 fev. 1981.
CLÁUDIO, José. O bom nordeste. Folha de São Paulo, São Paulo, 26 jun. 1977.
COELHO, Lúcia Aparecida Martins Campos. A dança nas lavouras de Nassar e Carvalho. (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2009. 85 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COELHO, Lúcia Aparecida Martins Campos; COELHO, Cristina Martins; OLIVEIRA, Maria de Lourdes Abreu de. Interface: as danças de Ana em Lavoura arcaica. Red de Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal. Sistema de Información Científica. Movimento, Porto Alegre, v. 17, n. 03, p. 253-267, jul/set de 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COELHO, Marina de Queiroz. “Lavoura arcaica”: um diálogo intersemiótico entre literatura e cinema. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2005, 115 f.
COELHO, Victor de Oliveira Pinto. A lavoura arcaica e a semente do mal. Uma análise da obra de Raduan Nassar. Literatura e Autoritarismo (UFSM), v. n16, p. 28-55, 2010. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COIMBRA, Rosicley Andrade.  Entre o literário e o fílmico: a questão do narrador em Lavoura Arcaica. Raído (UFGD), v. 3, p. 113-126, 2009.
COIMBRA, Rosicley Andrade. Do arcaico ao moderno: tradição e (des)continuidade em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal da Grande Dourados, UFGD, 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COIMBRA, Rosicley Andrade. Entre a lavoura e o rio: tradição e (des)continuidade familiar em Lavoura Arcaica e "A terceira margem do rio". REEL. Revista Eletrônica de Estudos Literários, v. Ano 7, p. 1-12, 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COIMBRA, Rosicley Andrade. Espreitando Lavoura Arcaica pelas frestas da linguagem. Revista Arandu (Dourados), v. 52, p. 58-69, 2010.
COIMBRA, Rosicley Andrade. Lavoura Arcaica e a exposição da intimidade da família: do privado para o público. Travessias (UNIOESTE. Online), v. 5, p. 402-426, 2011.
COIMBRA, Rosicley Andrade. Lavoura arcaica e a literatura brasileira dos anos 1970: uma nova perspectiva. Literatura e Autoritarismo (UFSM), v. 17, p. 30-49, 2011.
COLI, Jorge; SAEL, Antoien. Incantations brèsilienes. Le Monde, Paris, 02 ago. 1985.
COLOMBO, Sylvia. ‘Lavoura’ faz 30 anos entre risos e evasivas. Folha de São Paulo. São Paulo, 08/12/2005, caderno ilustrada , p. 9.
CORTES-KOLLERT, Ana Maria. Ameisen nach der Liebesnahcht. Frankfurter Allgemeine Zeitung, Frankfurt, 20 dez. 1991.
COSTA, Flávio Moreira da. Saída da criação. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 out. 1978.
COSTA, Mirian Paglia. Fel na boca. Veja, São Paulo, 10 out. 1984.
COUTINHO, Maria Angélica Marques. A imagem e o verbo: a adaptação cinematográfica dos livros de Raduan Nassar. In: Nitrini, Sandra et al.. (Org.). Tessituras, interações e convergências - XI Congresso Internacional da ABRALIC. São Paulo: ABRALIC, 2008, v., p. -. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
COUTO, José Geraldo.  Mergulho em Raduan Nassar conduz a pequena obra-prima.  Folha de São Paulo, São Paulo, 14 ago. 2005.
COUTO, José Geraldo. Um pouco de cólera. Folha de São Paulo, São Paulo, 29 maio 1999. P.4:01.
CRUL, Antonio. Do fio de Ariadne à corda de Nietzsche: a transfiguração e a transvaloração de André em “Lavoura Arcaica”. (Dissertação Mestrado em Literatura). Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, 2008, 136 f.
CUNHA, Renato. As Formigas e o fel: literatura e cinema em Um Copo de Cólera. São Paulo: Annablume, 2006.
DANTAS, Maria Flávia Drummond. Raduan Nassar e o silêncio da escrita. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2000, 88 f.
DANTAS, Maria Flávia Drummond. Raduan Nassar e o silêncio da escrita. In: Em Tese. Belo Horizonte, Pos-Lit – Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários – FALE/UFMG, ano V, nº 5, dez. 2002. p. 273-282.
DELMASCHIO, Andréia Penha. A reversibilidade dos opostos em um copo de cólera, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, 2000. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
DELMASCHIO, Andréia Penha. As relações entre poder e prazer na obra de Raduan Nassar. Mediações. : ,  2002, v. , p. -. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013). e no link. (acessado em 26.05.2013).
DELMASCHIO, Andréia Penha. Entre o palco e o porão: uma leitura de Um copo de cólera de Raduan Nassar. São Paulo: Annablume, 2004, 160p.
DELMASCHIO, Andréia Penha. O phármakon e a reversibilidade dos opostos em Um copo de cólera, de Raduan Nassar. In: Evando Nascimento e Paula Glenadel. (Org.). Em torno de Jacques Derrida. 1ed., Rio de Janeiro: 7Letras, 2000, v. 1, p. 97-105.
DELMASCHIO, Andréia Penha. Um copo de phármakon: a potência ambígua em Um copo de cólera, de Raduan Nassar. In: Alexandre Moraes. (Org.). Modernidades e Pós-Modernidades. 1ed., Vitória: UFES, 2000, v. 1, p. 36-49.
DREWS, Jörg. Zur Sirecke gebracht. Frankfurter Rundschau, Frankfurt, 07 mar. 1992.
DUCLÓS, Ney. As ruínas do discurso. Senhor, São Paulo, 17 out. 1984.
FARIA, Octávio de. Raduan Nassar escritor. Última hora, Rio de Janeiro, 10 mar. 1976.
FARIA, Viviane Fleury de. Os escombros e as formas: uma leitura de “Crônica da casa assassinada”, de Lúcio Cardoso, e de “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Goiás, UFG, Goiânia, 2000, 134 f.
FEITOSA, Fabiana Curto. A (des)ordem das heranças: tradição e ruptura no romance “Lavoura arcaica” de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, Vitória, 2005, 115 f.
FELINTO, Marilene. Cadernos tira Nassar do exílio. Folha de São Paulo, São Paulo, 10 set. 1996, p.4:01-03
FELINTO, Marilene. Livro de Nassar vai ao cinema. Folha de São Paulo, São Paulo, 10 maio 1997, p.4:01-05.
FELINTO, Marilene. Noveleta busca a imobilidade de um quadro. Folha de São Paulo, São Paulo, 19 abr. 1992.
FERNANDES, Cirlene da S. Literatura e cinema na era pós-moderna. Estação Literária 62
Vagão-volume. 4, 2009. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
Raduan Nassar (...)
FERNANDES, Evelyn Amado. “Lavoura Arcaica”: entre o dionisíaco e o apolíneo. (Dissertação Mestrado em Letras).  Centro Universitário Ritter dos Reis, Porto Alegre, 2009, 85 f.
FERNANDES, Evelyn Amado. O dionisíaco e o apolíneo em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Cadernos FAPA, v. 1, p. 54-59, 2008.
FERNANDEZ, Glauco Ortega. "Menina a caminho", de Raduan Nassar: um olhar semiótico. (Dissertação Mestrado em Lingüística). Universidade de São Paulo, USP, 2012.
FERNANDEZ, Luciana Bracarense Costa. As mulheres em “Lavoura arcaica”: do amor à cólera. (Tese Doutorado em Língua Portuguesa). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, São Paulo, 2009, 94 f. Disponível no link. (acessado 26.05.2013).
FERRARI, Florencia. Um olhar oblíquo - contribuições para o imaginário ocidental sobre o cigano. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 2002.
Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
FERRAZ, Geraldo. De uma Lavoura arcaica. A Tribuna, Santos, 21 mar. 1976.
FERRAZ, Geraldo. Prêmio da ABL para Lavoura arcaica. A Tribuna, Santos, 03 jul. 1976.
FERREIRA, Ana Débora Alves. Rasuras e Fendas em Um Copo de Cólera, de Raduan Nassar. In: tereza Leal Gonçalves pereira, Rosauta Maria Galvão Fagundes Poggio, Angêla Emilia Poggio. (Org.). Literatura Ensaios. 1ed., Salvador: Vento Leste, 2007, v. 1, p. 19-46.
FERREIRA, Ana Débora Alves. Um Copo que Irriga Uma Lavoura Árida: A crise da representação na obra alegórica de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras e Lingüística). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2007.
FERREIRA, Marcio Porciuncula. À flor da pele: escrileitura do sensual.  (Dissertação Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, 2008, 105 f.
FERREIRA, Raphael Bessa. Mito, Carnavalização e ressacralização no romance Lavoura Arcaica de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, CESJF, 2010. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
FERREIRA, Raphael Bessa. O Processo de Carnavalização de Bakhtin no romance Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Fio de Ariadne, v. 1, p. 175-198, 2008.
FERREIRA, Raphael Bessa. O trágico, o ditirambo e a embriaguez dionisíaca em Lavoura Arcaica de Raduan Nassar. CES Revista (CES/JF. Impresso), v. 23, p. 164-174, 2010.
FERREIRA, Raphael Bessa. Tradição, Tabu e Ruptura do Sagrado em Lavoura Arcaica de Raduan Nassar. Revelli: Revista de Educação, Linguagem e Literatura da UEG-Inhumas, v. 4, p. 159-175, 2012. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
FISCHER, Luís Augusto. “Lavoura Arcaica” traz história retorcida, minuciosa e imperdível. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 mar. 2002.
FLORENTINO, Cristiano. Um escuro poço: a memória enferma em “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2000, 124 f.
FLORENTINO, Cristiano. Um escuro poço: a memória enferma em Lavoura Arcaica de Raduan Nassar. Em Tese (Belo Horizonte), UFMG, v. 5, p. 215-222, 2002.
FLORENTINO, Cristiano. Uma voz em convulsão: Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. In: Eliana Amarante Mendes; Paulo Motta Oliveira; Verônika Benn-Ibler. (Org.). O novo milênio: interfaces lingüísticas e literárias. Belo Horizonte: UFMG, 2001, v. , p. 291-299.
FOLHA ON LINE. Debate marca 30 anos de "Lavoura Arcaica". Folha, 05 dez. 2005. Disponível no link.(acessado em 26.05.2013).
FRANCA.; RIBEIRO, Rosselini Diniz Barbosa. O paratexto árabe em Um copo de cólera, de Raduan Nassar. In: Flávio Pereira Camargo; João Batista Cardoso.. (Org.). Percursos da narrativa brasileira contemporânea. Coletânea de ensaios. 1ed., Campina Grande: EDUFPB, 2009, v. 1, p. 181-197.
FRANCESCHI, Antônio Fernandes de. Sobre um copo de cólera (poema). Leia Livros, São Paulo, maio 1985.
FRANCISCO, Severino. Na lâmina afiadíssima de um estilo. Jornal de Brasília, Brasília, 26 mar. 1989.
FRANCO, Adércio Simões. O resgate da dignidade humana em Lavoura arcaica. Suplemento literário do Minas Gerais, Belo Horizonte, 12 jul. 1986.
FRANCONI, Rodolfo A. Erotismo e poder na ficção brasileira contemporânea. São Paulo: Annablume, 1997.
FREITAS, Luana Ferreira de. Ecos Bíblicos em Lavoura Arcaica. Revista Eutomia Ano I – Nº 01, p. 357-366. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
FRIAS FILHO, Otavio. O silêncio de Raduan. Folha de São Paulo, São Paulo, 10 out. 1996.
FROSCH, Friedrich. Sturm im Wasserglas. Falter, Viena, 17 a 23 maio 1992.
GAMAL, Haron Jacob. A literatura como representação do não-lugar: Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. Ao peda-letra, v. 1, p. 158-171, 2007.
GAMAL, Haron Jacob. Escritores brasileiros “estrangeiros”: a representação do anfíbio cultural em nossa prosa de ficção. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 2009, 169 f. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
GAMAL, Haron Jacob. O concerto desconcertante de Raduan Nassar Leitura de Lavoura arcaica. Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea 1. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
GEORDANE, Maria Helena Rangel. A arte de arar a pedra. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC/RJ, Rio de Janeiro, 1994, 113 f.
GIMENES, Thais Regina Pinheiro. O trágico em Édipo rei e Lavoura arcaica: leitura contrastiva. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual de Maringá, UEM, Maringá, 2009, 126 f. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
GIMENES, Thais Regina Pinheiro. Um copo de cólera: um estudo das relações de gênero sob o viés foucaultiano. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, Volume VII, Número XXVI, Jul- Set 2008. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
GOMES, Eustáquio. Notas à margem de Um copo de cólera. In: _____. Ensaios mínimos: uma leitura de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Raduan Nassar e outros autores contemporâneos. Campinas: Pontes, 1988. P. 39-45.
GONDIM FILHO, Raimundo Leontino Leite. “Lavoura arcaica”: o narrador solto no meio do mundo. (Tese Doutorado em Estudos Literários). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, São José do Rio Preto, 2005, 202 f.
GUIMARÃES, Jonatas Aparecido. Profusões barrocas: uma leitura do romance Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC Minas, 2013.
GUIMARÃES, Torrieri. Bilhete a Raduan Nassar. Folha da Tarde, São Paulo, 26 jan. 1976.
HENNING, Peter. Raduan Nassar. Ein Glas Wut. Foglio, Seiten der Sinne. Colônia, nov. 1984.
HENNING, Peter. Wortgeschosse Raduan Nassar, Ein Glas Wut. Die Weltwoche, Zurique, 30 abril 1992.
HERNANDO MARSAL, Meritxell . Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. Nostromo. Revista Crítica Latinoamericana, v. 1, p. 166-169, 2007.
HOHLFELDT, Antônio. Descida aos infernos. Istoé, São Paulo, 10 abr. 1985.
IANNI, Octávio. "Lavoura Arcaira". In:______.  Ensaios de Sociologia da Cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p 99-94.
IANNI, Octávio. Ensaios de sociologia da cultura. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991.
IANNI, Octávio. Prece, sermão e diálogo. Movimento, São Paulo, 16 fev. 1976.
IEGELSKI, Francine. Tempo e memória, literatura e história: alguns apontamentos sobre “Lavoura Arcaica", de Raduan Nassar e "Relato de um Certo Oriente", de Milton Hatoum. (Dissertação Mestrado em Literatura e Cultura árabe). Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, 2007, 149 f.
IEGELSKI, Francine. Raduan e Hatoum em contraponto. Biblioteca EntreLivros, São Paulo, p. 82-85, 01 mar. 2006.
JARDIM, Alex Fabiano Correia. Uma travessia pelo pensamento de Gilles Deleuze e a literatura de Raduan Nassar. In: Alex Fabiano Correia Jardim. (Org.). Literatura e outros discursos. Curitiba, PR:, 2012, v. , p. 79-89.
JARDIM, Cristiane Fernandes da Silva. A 'visão com' André: narrador e foco narrativo em Lavoura arcaica. Via Litterae, v. 3, p. 401-414, 2012.
JARDIM, Cristiane Fernandes da Silva. O hibridismo cultural em Lavoura arcaica e Dois irmãos: representações do imigrante libanês no Brasil. (Dissertação Mestrado em Letras e Linguística). Universidade Federal de Goiás, UFG, 2012.
JESUS, Ana Carolina Belchior de. Literatura e Filosofia: Alteridade e dialogismo poético nas obras Lavoura Arcaica e Um copo de cólera de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 2011.
JESUS, Ana Carolina Belchior de. Uma desordem além do ser: o homem e seu outro. Revista Crioula – nº 7 – maio de 2010. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
JOSEF, Bella. Incansável lavoura em busca de redenção. O Globo, Rio de Janeiro, 21 nov. 1992.
KLASSEN, Katia Cilene Corrêa. À moda da casa: um estudo dos espaços da casa em dois romances brasileiros. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2008.
KLASSEN, Katia Cilene Corrêa. O estudo do espaço em “Lavoura arcaica”. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, 2002, 180 f.
LASCH, Markus Volker. De pater a pátria: sobre a violência nas obras de Carlos Sussekind, Raduan Nassar e Milton Hatoum. In: Seligmann-Silva, Márcio; Ginzburg, Jaime; Hardman, Francisco Foot. (Org.). Escritas da violência. Representações da violência na história e na cultura contemporâneas da América Latina. 1ed., Rio de Janeiro: 7Letras, 2012, v. 2, p. 96-108.
LAZARETTI, Mariella. Trivial e inesquecível. Jornal da Tarde, São Paulo, 23 maio 1992.
LEMOS, Maria José Cardoso. Desdobras deleuzianas: O ventre seco de Raduan Nassar. Synergies Brésil, v. 2º, p. 93-100, 2010.
LEMOS, Maria José Cardoso. Estamos indo sempre para casa: Raduan Nassar, Novalis e o devir no Bildungsroman. Revista Ecos (Cáceres), v. 9, p. 91-105, 2010.
LEMOS, Maria José Cardoso. Lavoura trágica nassariana. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
LEMOS, Maria José Cardoso. Les Contextes dans l'oeuvre de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em DEA - Études littéraires brésiliennes). Université de la Sorbonne Nouvelle - Paris 3, 1999.
LEMOS, Maria José Cardoso. Raduan Nassar: apresentação de um escritor entre tradição e [pós] modernidade. Estudos Sociedade e Agricultura (UFRJ), Rio de Janeiro, v. 1, n.20, p. 81-112, 2003. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013). e no link. (acessado em 26.05.2013).
LEMOS, Maria José Cardoso. Raduan Nassar: Une poetique de l'ïntertextualite. (Tese Doutorado em Literatura brasileira). Université de la Sorbonne Nouvelle Paris 3, 2004.
LEMOS, Maria José Cardoso. Une poétique de l'intertextualité: Raduan Nassar ou la littérature comme écriture infinie. LES CAHIERS DU CREPAL, v. 13, p. 271-275, 2006.
LEMOS, Tércia Montenegro. O discurso teatralizante de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Ceará, UFC, Fortaleza, 2002, 124 f.
LEMOS, Tércia Montenegro. O discurso teatralizante de Raduan Nassar. In: Mônica Magalhães Cavalcante; Mariza Angélica Paiva Brito; Thatiane Paiva de Miranda. (Org.). Teses e dissertações: Grupo Protexto - v.II. 1ed., Fortaleza: Edições UFC, 2006, v. 2, p. -.
LEOPOLDO, Maria Aparecida Antunes de Macedo. A crítica à razão na pós-modernidade e sua presença no trabalho intertextual em “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, São José do Rio Preto, 2006, 264 f.
LEVISKI, Charlott Eloize. O desnudamento dos dramas familiares em Lavoura arcaica e Álbum de família. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2010.
LIMA, Felipe Crespo de. O diálogo entre o literário e o cinematográfico: uma análise do romance Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, e de sua adaptação fílmica, de Luiz Fernando Carvalho. Palimpsesto, Nº 12, Ano 10, 2011, Dossiê (5). Disponível no link.(acessado em 25.05.2013).
LIMA, Leila da Rosa; OLIVEIRA, Silvana. Os arquétipos da mitologia clássica na obra Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. Letras Escreve – Revista de Estudos Linguísticos e Literários do Curso de Letras-UNIFAP, Vol. 1 - Nº 1 - Janeiro a Junho de 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
LIMA, Thayse Leal. O mundo desencantado: um estudo da obra de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2006, 132 f.
LOTITO, Denise Padilha. Expressividade e sentido: um estudo estilístico das metáforas de “Lavoura arcaica”. (Dissertação Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa). Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, 2008, 126 f.
MACEDO, Maria Aparecida Antunes de. A crítica da razão na pós-modernidade e sua presença no trabalho intertextual em Lavoura Arcaica, de Radun Nassar. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2006.
Raduan Nassar  em nov. 2012 (...)
MACHADO, Uirá. Encontro em SP analisa a poética de “Lavoura Arcaica”. Folha de São Paulo, São Paulo, 06 dez. 2005.
MANFRINI, Bianca Ribeiro. Tragédia familiar: a formação do indivíduo burguês em obras literárias brasileiras do século XX. (Tese Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada). Universidade de São Paulo, USP, 2012.
MANSUR, Gilberto. O futuro próximo. Vogue, São Paulo, abr. 1975.
MANSUR, Gilberto. O que vamos ler em 1976. Status, São Paulo, dez. 1975.
MARRA, Heloísa. O dilúvio num só gole. O Globo, Rio de Janeiro, 24 maio 1995.
MARTINS, Alexandre de Oliveira. A pontuação como marcador expressivo da disritmia poética em “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio De Mesquita Filho, UNESP, São José do Rio Preto, 2004, 125 f.
MARTINS, Analice de Oliveira. Um lugar à mesa: uma análise de “Lavoura arcaica” de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Literatura Comparada). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 1994.
MATAMORO, Blas. Triunfo y fracasso del héroe. El Pais, Madrid, 28 nov. 1982.
MEDINA, Cremilda. Nassar: parca mas definitiva criação. O Estado de São Paulo, São Paulo, 18 dez. 1984.
MENEZES, Leonardo Gonçalves de. Exegese dos contrários: uma leitura de Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Literatura). Universidade de Brasília, UNB, 2009. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
MERTEN, Luiz Carlos. O retrato apaixonado de uma briga de casal. O Estado de São Paulo, São Paulo, 26 abr. 1999, p. D.1.
MIGLIORANÇA, Maidi. Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa e Raduan Nassar: um olhar através do século XX. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
MINART, Celia. Nassar, brèsilien inconnu. La croix, Paris, 24 ago. 1985.
MORELLI, Edner. “Lavoura arcaica”: uma leitura do percurso moraldiscursivo-literário das personagens. (Dissertação Mestrado em Literatura e Crítica Literária). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, São Paulo, 2009, 128 f. Disponível no link.  (acessado em 25.05.2013).
MORICONI JR, Ítalo. Livros. Jornal Verve, Rio de Janeiro, maio 1989.
MOTA, Bruno Curcino. Heterogeneidades discursivas e emergência do sujeito em “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Linguística).  Universidade Federal de Uberlândia, UFU, Uberlândia, 2002, 126 f.
MOTA, Bruno Curcino. Raduan Nassar e a Lavoura dos Dizeres: entre provérbios e cantares. (Tese Doutorado em Estudos Literários). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2010. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
MOTTA, Leda Tenório da. O belo corpo de mestre. Folha de São Paulo, 27 dez. 1975.
MOURA, Alexssandro Ribeiro. “Lavoura Arcaica”: tradução intersemiótica. (Dissertação Mestrado em Letras e Linguística). Universidade Federal de Goiás, UFG, Goiânia, 2007, 110 f.
MÜLLER, Fernanda. A literatura em exílio uma leitura de Lavoura Arcaica, Relato de um certo Oriente e Dois Irmãos. (Tese Doutorado em Literatura). Disponível o link. (acessado 25.05.2013).
MÜLLER, Fernanda. Tradição e Vanguarda em lavoura arcaica. Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder. Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008. Disponível no link.(acessado em 25.05.2013).
NÁDER, Wladyr. A família desfeita. Folha de São Paulo, São Paulo, 27 dez, 1975.
NASCIMENTO, Edna Maria, F.S.; ABRIATA, Vera Lúcia R. Um Copo de Cólera: A Afirmação de Si e a Destruição do Outro. São Paulo: LAEL/PUC-SP, Revista Intercâmbio, volume XVII: 142- 153, 2008. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
NASCIMENTO, Manoel. Um copo de cólera. Istoé, São Paulo, 01 out. 1978.
NEIVA, Alan. A tradição da revolta – a corrupção da palavra em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Letrônica v. 2, n. 1, p. 270-279, julho 2009. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
NUNES, Flávio Adriano Nantes. A lavoura bíblica de Raduan Nassar. In: Anais do lll Simpósio sobre Religiosidades, Diálogos Culturais e Hibridações, Campo Grande, 2009. p. 01-07.
NUNES, Flávio Adriano Nantes. A lavoura híbrida de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Estudos de Linguagens). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Campo Grande, 2007, 146 f.
OLIVEIRA, Alexandre de Amorim. Inventores de asas, arquitetos de labirintos: Raduan Nassar, Guimarães Rosa e a estética da recepção. (Tese Doutorado em Letras). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Rio de Janeiro, 2009, 147 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
OLIVEIRA, Ane Costa de. Guardião zeloso das coisas da família (a narração entre parênteses). (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, 2009, 83 f. Disponível no link. (acessado 25.05.2013).
OLIVEIRA, Kívia; CALEIRO, Maurício. Direção Fotográfica no Cinema – Análise de Lavoura Arcaica. XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – São Paulo - SP – 12 a 14 de maio de 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
OLIVEIRA, Maria Aparecida Pimentel M. A circularidade em “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Comunicação e Letras). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2000, 121 f.
OLIVEIRA, Paulo Cesar Silva de. Entre o milênio e o minuto: prosa literária e discurso filosófico em “Lavoura arcaica” de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 1993, 125 f.
ORSINI, Elizabeth. Raduan Nassar: escritor misterioso fica constrangido em palestra para seus leitores no Rio. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 23 jun. 1989.
PASSOS, Vinícius Lopes. O eloqüente laconismo de Raduan Nassar. Zero Hora, Porto Alegre, 27 maio 1995.
PASSOS, Vinícius Lopes. Sujeitos da viagem Nassar, Novalis e Rilke: uma leitura comparativa da formação. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC/MG, Belo Horizonte, 2004, 188 f.
PAULA, Marcela Magalhães de. O corpo e o verbo interferências nas relações de afeto, em “Lavoura arcaica” de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Ceará, UFC, Fortaleza, 2008, 100 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
PEIXOTO, Ana Paula Mello. Nas tramas da trapaça: uma análise de Um Copo de Cólera sob a perspectiva dos estudos de gênero. (Dissertação Mestrado em Letras - Estudos Literários). Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
PELEGRINI, Tania. A imagem e a letra: a prosa brasileira contemporânea. (Tese Doutorado em Teoria Literária). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, 1993, 230 f.
PELLEGRINI, Tania. A imagem e a letra: aspectos da ficção brasileira contemporânea. Campinas: Mercado de letras, 1999.
PEREIRA, Cilene Margarete. As palavras (teatrais) da paixão em Um Copo de Cólera, de Raduan Nassar. Revista Litteris – ISSN: 19837429 n. 9 - março 2012. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
PEREIRA, Germana da Cruz; LIMA, Beatriz Furtado Alencar. Um copo de cólera: sujeito e ideologia na construção Discursiva. 1º CIELLI - Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários e 4º CELLI - Colóquio de Estudos Linguísticos e Literários. Universidade Estadual de Maringá – UEM, Maringá-PR, 9, 10 e 11 de junho de 2010. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
PINATI, Flávia Giúlia Andriolo. Da literatura ao cinema: um estudo sobre o tempo no romance e no filme Lavoura arcaica. II Colóquio da Pós-Graduação em Letras, UNESP – Campus de Assis. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
PITTHAN, Iran Nascimento. O performativo na palavra e no silêncio em "Um copo de cólera", de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras Literat Brasileira e Teorias da Literatura). Universidade Federal Fluminense, UFF, 2000.
Raduan Nassar (...)
PÓLVORA, Hélio. Fatalismo de sabor dostoievskiano. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 07 mar. 1976.
QUINTELLA, Arry. O tempo e suas águas inflamáveis. Jornal do Brasil, Rio de janeiro, 24 jan. 1976.
RAIMUNDO, Pablo. Lavra de Autor: os dispositivos literários e suas profanações. (Dissertação Mestrado em Psicologia). Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, 2010.
RAMOS, Mariana do Nascimento. A palavra poética em The sound and the fury e Lavoura Arcaica: ser, primeiro o significante. Revista de Lenguas Modernas, N° 11, 2009, p.121-127. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
RAMOS, Ricardo. Teias de crispações. Leia Livros, São Paulo, Nov. 1984.
RAMOS, Rosane Carneiro. A palavra germinada: o grito do romance lírico em Lavoura arcaica. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 2006, 124. f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
RASSIER, Luciana Wrege.  De la solidité précaire de l ordre selon Raduan Nassar. In: Rita Godet. (Org.). La littérature brésilienne contemporaine de 1970 à nos jours. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2007, v. , p. 77-92.
RASSIER, Luciana Wrege. As armadilhas do discurso: sofística e retórica em Um copo de cólera, de Raduan Nassar .. Literatte, v. 1, p. 315-338, 2011. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
RASSIER, Luciana Wrege. O labirinto hermético: uma leitura da obra de Raduan Nassar. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, 2002, 403 f.
RASSIER, Luciana Wrege. Trois enfants prodigues: une étude de l intertextualité dans Lavoura Arcaica. In: Marie Dumas; Francis Utéza. (Org.). Mélanges offerts à Claude Maffre. Montpellier: ETILAL - Université Paul-Valéry, 2003, v. , p. 271-287.
RASSIER, Luciana Wrege; UTÉZA, Francis. Raduan Nassar: tempo cronológico, memória coletiva e tradição hermética. Quadrant (Montpellier), v. 18, p. 245-265, 2001.
REICHMANN, Brunilda T. (Org.). Relendo Lavoura arcaica. Curitiba: EdUFPR, 2007.
REYES, Josmar de Oliveira. à la droite de Raduan Nassar. Infos Brésil, Paris- França, v. 01, p. 10-11, 2003.
RIBEIRO, Ana Paula da Silva. O Brasil de Guimarães Rosa e de Raduan Nassar: olhos infantis. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, 2013.
RIBEIRO, Leon Gilson. O homem diante dos abismos da paixão e da razão. Jornal da Tarde, São Paulo, 28 out. 1978.
RIBEIRO, Pedro Mandagará. Em 1975: três romances brasileiros. (Dissertação Mestrado em Lingüística e Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, 2008. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
RIMON, Rodrigo. O pão que o diabo amassou. Deutsche Welle, 02 jul. 2004. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
ROCHÓLI, Elisângela Aparecida Batarra. O universo passional do ator André em cenas de “Lavoura arcaica”. (Dissertação Mestrado em Linguística). Universidade de Franca, Franca, 2008, 86 f.
RODRIGUES, André Luis. A casca e a gema: reunião. O anseio pelo absoluto em Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. Literatura e Sociedade (USP), São Paulo, v. 1, p. 140-157, 2003.
RODRIGUES, André Luis. Ritos da paixão em Lavoura arcaica. São Paulo: EdUSP, 2006, 184 p.
RODRIGUES, André Luis. União, cisão, reunião em "Lavoura Arcaica", de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, 2000, 207 f. 
RYFF, Luiz Antônio. Chico e Raduan não dialogam com a platéia. Folha de São Paulo, São Paulo, 23 mar. 1998.
Capa de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar
SALLES, Fernando Moreira. Um jogo de tirar o fôlego. Playboy, São Paulo, jun. 1985.
SALLES, Lilian Silva. Laços míticos de família: paródia, rito e lirismo em “Lavoura arcaica”. (Dissertação Mestrado em Literatura e Crítica Literária). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, São Paulo, 2009, 145 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
SANTOS, Cassia dos. Uma pequena obra-prima: Menina a caminho de Raduan Nassar. Letras & Letras (UFU. Impresso), Uberlândia - MG, v. 16, n.1, p. 15-27, 2000.
SANTOS, Flávia Vieira. A rebelião pelo jogo: o percurso de alegoria em “Lavoura arcaica” de Rduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras).  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC/RJ, Rio de Janeiro, 2003, 99 f.
SARMENTO, Rosemari . O contexto cultural e a trágica trama familiar em Lavoura arcaica: arte literária e fílmica. Darandina Revisteletrônica, v. 1, p. 1-17, 2010. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
SARMENTO, Rosemari. À esquerda do pai: a narrativa de “Lavoura arcaica” na literatura e no cinema. (Dissertação Mestrado em Letras e Cultura Regional). Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2008, 173 f. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
SARMENTO, Rosemari. À esquerda do pai: contexto cultural, embate e tragédia em Lavoura arcaica. Revista Litteris, v. 6, p. 151-163, 2010.
SCHNAIDERMAN, Boris. Estranha lavoura. Versus, São Paulo, n.3, 1976.
SCHNAIDERMAN, Boris. Profundezas de um copo de cólera. Polemica, n. 1, São Paulo, nov. 1979.
SCHOLLHAMMER, Karl Erik. O Amor Colérico Segundo Raduan Nassar. Pre-Publication, Aarhus, Dinamarca, n.152, p. 3-19, 1996.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. (org.). A produção literária de Raduan Nassar. Belo Horizonte:  Fale; EdUFMG, 2008.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. A ficção mediterrânea de Raduan Nassar. In: Marcílio França Castro (Coord.). (Org.). Ficções do Brasil: conferências sobre literatura e identidade nacional. Belo Horizonte: Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, 2006, v. , p. 231-257.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. Ao lado esquerdo do pai. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1997, 140p. Disponível no link.(acessado em 25.05.2013).
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. Ao lado esquerdo do pai: os lugares do sujeito em “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 1995, 122 f.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. Lavoura Arcaica: para além das imagens-tempo. In: Sabrina Sedlmayer Pinto; Maria Ester Maciel de Oliveira Borges. (Org.). Textos à flor da tela: relações entre literatura e cinema. 1ed., Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2006, v. 1, p. 110-119.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. Lavoura arcaica: um palimpsesto. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1999, 120p.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina; MACIEL, Maria Esther (Org.). Textos à flor da tela: relações entre literatura e cinema. Belo Horizonte: EdUFMG, 2004.
SENA, Ana Glaucia de Freitas. A terra, a semente e o cordeiro: a busca do eu em "Lavoura Arcaica". (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 2002, 92 f.
SILVA, Aguinaldo.  Boa colheita. Escrita, São Paulo, fev.1976.
SILVA, Aguinaldo. O filho pródigo retorna. Mas a casa já não é a mesma. O Globo, Rio de Janeiro, 29 fev. 1976.
SILVA, Anderson Pires da; PAIVA, Maria Aparecida. O Incesto em Lavoura arcaica, de Raduan Nassar. CES Revista (CES/JF. Impresso), v. 25, p. 231-241, 2011.
SILVA, Cristiane Fernandes da. A “visão com” André: narrador e foco narrativo em Lavoura arcaica. Via Litterae - Revista de Linguística e Teoria Literária, Anápolis, v. 3, n. 2, p. 401-414, jul./dez. 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
SILVA, Gilberto Xavier da. A arte de brigar a dois: uma leitura de "Um copo de cólera", de Raduan Nassar. Cadernos de Literatura Comentada - Vestibular 2002/UFMG. 1ed., Belo Horizonte: Edições Horta Grande, 2001, v. , p. -.
SILVA, Renato de Azevedo; FRANCO, Adenize Aparecida. Um estudo do narrador na transposição cinematográfica lavourarcaica. 1º CIELLI - Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários e 4º CELLI - Colóquio de Estudos Linguísticos e Literários. Universidade Estadual de Maringá – UEM, Maringá-PR, 9, 10 e 11 de junho de 2010. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
SILVA, Regina Celi Alves da. A ciranda do tempo na Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. SOLETRAS (UERJ), v. ANO 11, p. 19-26, 2011. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
SILVA, Regina Celi Alves da. A tra(d)ição dos nomes na Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Revista Philologus, v. 25, p. 38-44, 2003.
SILVA, Regina Celi Alves da. Raduan Nassar: o cultivo do novo na tradição textual. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 1992, 120 f.
SILVA, Sandro Adriano da. Lavoura Arcaica - Uma leitura sobre os arquétipos no romance de Raduan Nassar. Línguas & Letras (UNIOESTE), v. 3, p. 45-49, 2004.
SIRINO, Salete Paulina Machado uma leitura literária e fílmica de Lavoura arcaica. R.cient./FAP, Curitiba, v.3, p. 163-182, jan./dez. 2008. Disponível no link. (acessado em 26.05.2013).
SISTER, Sergio. Caos ordenado. Veja, São Paulo, 22 nov. 1978.
SOUTTO MAYOR, Ana Lucia de Almeida. Ritos da paixão: a poética do trágico em "Um copo de cólera", de Raduan Nassar. In: Ângela Maria Dias; Paula Glenadel. (Org.). Estéticas da crueldade. 1ed., Rio de Janeiro: Atlântica Editora, 2004, v. , p. 249-261.
SOUZA, Flávia Alves Figueirêdo. Bom apetite, André. O amor segundo a fome em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. In: Alex Fabiano Correia Jardim. (Org.). Literatura e Outros Discursos. Curitiba: CRV, 2012, v. I, p. 53-59.
SOUZA, Jacqueline Ribeiro de. Discurso e subjetividade em Lavoura arcaica. (Dissertação Mestrado em Letras: Estudos Literários). Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES, 2012. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
SOUZA, Maria Salete Daros. Desamores: a destruição do idílio familiar na ficção contemporânea. Florianópolis: EdUFSC, 2005. P. 93-159.
STRELOW, Aline. A representação do jornalista como personagem na literatura brasileira da década de 70. Conexão – Comunicação e Cultura, UCS, Caxias do Sul, v. 8, n. 16, jul./dez. 2009. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
STRÜSSMANN, Marion Andrea. "Lavoura Arcaica" concorre a prêmio na Alemanha. Deutsche Welle, 27 jun. 2002.
SÜSSEKIND, Flora. Literatura e vida literária: polêmicas, diários & retratos. Belo Horizonte: EdUFMG, 2004.
TARDIVO, Renato Cury. Literatura e Psicanálise: a poética de Raduan Nassar. Percurso (São Paulo), v. 47, p. 85-100, 2011.
TARDIVO, Renato Cury. O filho traz o pai para dentro de seus olhos: a transfiguração do olhar em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Tempo & Memória, v. jan/ju, p. 1-22, 2011.
TARDIVO, Renato Cury. Porvir que vem antes de tudo. Uma leitura de “Lavoura arcaica”: literatura, cinema e a unidade dos sentidos. (Dissertação Mestrado em Psicologia Social). Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, 2009, 133 f.
TARDIVO, Renato Cury. Raduan Nassar e Luiz Fernando Carvalho: a concepção da palavra em imagem. Visualidades (UFG), v. 9, p. 149-164, 2011.
TARDIVO, Renato Cury; GUIMARÃES, Danilo Silva. Articulações entre o sensível e a linguagem em Lavoura arcaica. Paidéia, maio-ago. 2010, Vol. 20, No. 46, 239-248. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
Raduan Nassar (...)
TAVARES, Carlos. Lavoura arcaica: uma viagem para dentro da memória. Correio brasiliense, Brasília, 09 abr. 1976.
TEIXEIRA, Ivan Prado. A madura jovialidade de Nassar. Folha de São Paulo, São Paulo, 28 jan. 1978.
TEIXEIRA, Renata Pimentel. Hilda, Raduan e o Rosa: dialetos poéticos em prosa. In: I SINIEL, 2010, Recife. I SINIEL Anais Eletrônicos, 2010. p. 623-631.
TEIXEIRA, Renata Pimentel. Uma lavoura de insuspeitos frutos. São Paulo: Annablume, 2002, 111 p.
TEIXEIRA, Renata Pimentel. Uma lavoura de insuspeitos frutos: leitura de “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, Recife, 2001, 300 f.
VELOSO, Rodrigo Felipe. Os ritos seguem passagem. Uma leitura da ideia de caos em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. In: Alex Fabiano Correia Jardim. (Org.). Literatura e outros discursos. 1ed., Curitiba: CRV, 2012, v. , p. 1-157.
VIEIRA, Alessandro Daros. Tradição, crise e modernidade na “Lavoura arcaica” de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, Vitória, 2005, 126 f.
VIEIRA, Márcia Cavalcanti Ribas. O obrar na narrativa em Lavoura arcaica. (Dissertação Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, 1991.
VIEIRA, Miguel Heitor Braga. As obrigações da ordem e os chamados do desejo: a transgressão na obra de Raduan Nassar. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual de Londrina, UEL, Londrina, 2007, 110 f. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
VIEIRA, Miguel Heitor Braga. O percurso inicial da revolta em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. Terra Roxa e Outras Terras, v. 11, p. 103-112, 2007. Disponível no link. (acessado em 25.05.2013).
VILAS-BOAS, Gonçalo; OUTERINHO, M. F. ; MARTINS, Marta Lúcia Pereira. Entre-lugares: nuances orientais nas escrituras brasileiras de Raduan Nassar e Milton Hatoum. Cadernos de Literatura Comparada. Instituto margarida Losa da faculdade de letras da Universidade do Porto, v. 18, p. 15-25, 2008.
ZENI, Bruno. André, os caminhos da liberdade. Entre livros, São Paulo, ano 2, n. 20, p. 68, dez. 2006.


"E eu, sentado onde estava sobre uma raiz exposta, num canto do bosque mais sombrio, eu deixei que o vento que corria entre as árvores me entrasse pela camisa e me inflasse o peito, e na minha fronte eu sentia a carícia livre dos meus cabelos, e nessa postura aparentemente descontraída fiquei imaginando de longe a pele fresca do seu rosto cheirando a alfazema, a boca um doce gomo, cheia de meiguice, mistério e veneno nos olhos de tâmara, e os meus olhares não se continham, eu desamarrei os sapatos, tirei as meias e com os pés brancos e limpos fui afastando as folhas secas e alcançando abaixo delas a camada de espesso húmus, e a minha vontade incontida era de cavar o chão com as próprias unhas e nessa cova me deitar à superfície e me cobrir inteiro de terra úmida"
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.

“Raduan abandonou a ordem do verbo, que está sempre contaminada pelo vazio e pelo espanto, para retornar à ordem natural dos animais, que é mais silenciosa, mas também é mais previsível. [...] Seja como for, Raduan conseguiu transformar a literatura num enigma, decisão que,  contrariando os que vêem nisso um jogo de aproveitador, só o torna ainda mais apaixonante."
- José Castello, in: “Raduan Nassar - Atrás da Máscara”. In: Inventário das Sombras. Rio de Janeiro: Record, 1999, p.175.


Lourenço Mutarelli, Luís Fernando Carvalho e Raduan Nassar
Nov/2012 - (Foto Felipe Rousselet -SPressoSP)
“Primeiro eu li o Lavoura... visualizei o filme pronto, quando cheguei no final eu já sabia o filme – eu tinha visto um filme, não tinha lido um livro. Porque aquela poética é de uma riqueza visual impressionante, então eu entendi a escolha daquelas palavras que, para além de seus significados, me propiciavam um resgate, respondiam à minha necessidade de elevar a palavra a novas possibilidades, alçando novos significados, novas imagens. Tentei criar um diálogo entre as imagens das palavras com as imagens do filme. Palavras enquanto imagens.”
- Luiz Fernando Carvalho, in: Sobre o filme Lavoura arcaica. São Paulo: Ateliê Editorial., 2002, p. 35.


"E eu vi de repente seus olhos molharem, e foi então que ele me abraçou, e eu senti nos seus braços o peso dos braços encharcados da família inteira."
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica, 1975.


ADAPTAÇÕES
Cinema
Filme: Um Copo de Cólera
Capa do DVD do filme "Um copo de Cólera",
de Aluízio Abranches
Sinopse: Nos arredores de São Paulo, um ex-ativista constrói em uma chácara um mundo à parte. Após uma noite de amor intenso com uma jornalista politizada, todo o clima desaparece quando ele tem um ataque de cólera quando nota que as saúvas fizeram um rombo na sua cerca viva. Este fato, que normalmente não teria maiores conseqüências, gera inúmeras acusações por ambas as partes.
Ficha Técnica
Título original: Um Copo de Cólera
Gênero: Drama
Duração: 70 min.
Lançamento (Brasil): 1999
Distribuição: Riofilme
Direção: Aluízio Abranches
Roteiro: Aluízio Abranches e Flávio R. Tambellini, baseado em livro de Raduan Nassar
Produção: Flávio R. Tambellini
Música: André Abujamra
Fotografia: Pedro Farkas
Desenho de produção: Bernar Hamburger
Direção de arte: Emília Duncan
Figurino: Patrícia Veiga
Edição: Ide Lancreta
Elenco
Alexandre Borges
Julia Lemmertz
Ruth de Souza
Linneu Dias
Marieta Severo


“[...] a paciência é a virtude das virtudes, não é sábio quem se desespera, é insensato quem não se submete.”
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 p. 53.

Filme: LavourArcaica
Capa do DVD do filme LavouAcaica, de
Luiz Fernando Carvalho
Sinopse: “LavourArcaica” é uma versão ao avesso da parábola do filho pródigo. André  (Selton Mello)é o filho desgarrado. Pedro (Leonardo Medeiros), seu irmão mais velho, recebeu da Mãe (Juliana Carneiro da Cunha) a missão de trazê-lo de volta ao lar. Entregue a uma enorme solidão, no pequeno quarto de uma pensão interiorana, Pedro encontra o irmão. Através das lembranças de André, conhecemos os motivos de sua fuga. Cedendo aos apelos da mãe, André retorna à casa, onde a família já preparava a festa da sua chegada. “Lavoura Arcaica”, drama lírico e trágico da eterna luta entre a tradição e a liberdade.
Ficha técnica
Direção: Luiz Fernando Carvalho
Roteiro: Luiz Fernando Carvalho e Raduan Nassar
Produtor: Luiz Fernando Carvalho
Ano: 2001
Gênero: Drama
Duração: 163’
Elenco
Selton Mello (André)
Raul Cortez (Pai)
Juliana Carneiro da Cunha (Mãe)
Simone Spoladore (Ana)
Leonardo Medeiros (Pedro)
Caio Blat (Lula)
Prêmios


“[...] o tempo, o tempo, esse algoz às vezes suave, às vezes mais terrível, demônio absoluto conferindo qualidade a todas as coisas, é ele ainda hoje e sempre quem decide e por isso a quem me curvo cheio de medo e erguido em suspense me perguntando qual o momento preciso da transposição? Que instante, que instante terrível é esse que marca o salto? Que massa de vento, que fundo de espaço concorrem para levar ao limite?”
- Raduan Nassar, in: Lavoura arcaica. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 p. 85-86.


Raduan Nassar (...)
“[…] já foi o tempo em que via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo em que reconhecia a existência escandalosa de imaginados valores, coluna vertebral de toda ‘ordem’; mas não tive sequer o sopro necessário, e, negado o respiro, me foi imposto o sufoco; é esta consciência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agora minhas preocupações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio — definitivamente fora de foco — cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você que vive paparicando as ciências humanas, nem suspeita que paparica uma piada: impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi conscientemente que escolhi o exílio, me bastando hoje o cinismo dos grandes indiferentes […].”
- Raduan Nassar, in: Um copo de cólera. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.


FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
Editora Companhia das Letras – Raduan Nassar 

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske
____
Caso, você tenha algum trabalho não citado e queira que ele seja incluído - exemplo: livro, tese, dissertação, ensaio, artigo - envie os dados através do nosso "contato", para que possamos incluir as referências do seu trabalho nesta pagina.
Obrigada!

Pagina em construção!