Burle Marx - entrevista: a devastação é total

Burle Marx - foto: ...
"Em todo o Brasil, derrubam-se as matas, queima-se a madeira, destrói-se a terra."

Por Oswaldo Amorim

Tão rapidamente se derrubam as florestas no Brasil que um mesmo observador, durante um período de tempo relativamente curto, pôde testemunhar as transformações ocorridas em territórios extensos, sem a necessidade de recorrer aos apontamentos de naturalistas de gerações passadas. Regiões novas, como o leste de Minas, o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia, como suas principais cidades desenvolvidas nos últimos cinquenta anos, dão a ideia de terras cansadas, esgotadas depois de uma exploração secular. E muitos habitantes desses lugares hoje desolados contam sobre os tempos recentes, quando se encontrava caça graúda pelas matas virgens. Durante todo o mês de julho, o paisagista Roberto Burle Marx, 64 anos, percorreu essa região, que ele já conhecia de várias visitas anteriores. Mais que nunca, mostrou-se decepcionado e irritado. Seu desabafo é o principal idem dessa entrevista, que se estende a outros Estados brasileiros, onde fauna e flora são destruídas.
A autoridade de Burle Marx, ao apresentar suas denúncias e propor suas soluções, tem o sólido apoio de quem passou 45 anos a estudar os recursos naturais do Brasil. Ele pode dizer, por exemplo: "Em 1950, estive no Amazonas. Nas florestas inundadas, onde a água, às vezes, atinge 14 metros acima do leito, é como se estivéssemos num mar arborizado". E sua obra, por toda parte, reforça o que ele diz. A respeitável lista de seus projetos paisagísticos inclui: o parque do Flamengo, no Rio, os jardins da Pampulha, em Belo Horizonte, o parque do Ibirapuera e o Jardim Botânico, em São Paulo, os jardins do Eixo Monumental, do Palácio do Itamaraty e do parque Zoobotânico, em Brasília, o para de las Américas, em Santiago do Chile, o parque central de Caracas, o Jardim das Nações, em Viena.
Suas declarações, com grande frequência, saem ricas de poesia "Para mim, as flores e as folhas são quase música em sua harmonia. Outras vezes, vejo-as como esculturas, como volumes que se destacam no espaço. Ou, ainda, sinto-as como pinturas, com seu colorido e formas caprichosas. Observo-as sob o sol e sob a chuva, e certos cambiantes de luz fazem-nas parecer como pedras preciosas". Mas Burle Marx também é obrigado a ver esse mundo em processo de extinção, como nesta viagem de 4.000 quilômetros por Minas, Bahia e Espírito Santo. Então, o que ele diz nada tem de poético.


Oswaldo Amorim - Nos países desenvolvidos, de um modo geral, existe uma preocupação clara e bastante antiga com a preservação da natureza. Alguns deles dificultam ao máximo o funcionamento de indústrias excessivamente poluidoras, além de defender, como a um tesouro, seus bosques e florestas. E no Brasil, dono de uma das maiores reservas florestais do mundo, qual é a situação?
Burle Marx - Infelizmente, é desoladora. Acabo de fazer uma viagem, de carro, através de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, num giro de mais de 4.000 quilômetros, e a fim de recolher material botânico para parques e jardins. Fiquei acabrunhado com o que vi: uma destruição tenaz e impiedosa, liquidando reservas florestais de valor inestimável. Algo profundamente lamentável.

Oswaldo Amorim - Essa destruição...
Burle Marx - ... é muito maior do que se possa imaginar, sobretudo no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, onde as florestas são totalmente destruídas pelo fogo, após a retirada das árvores de valor comercial. Com isso, a vegetação de sub-bosque, as árvores e a vegetação epífita - que vive fixada em outra, sem ser parasita - são devastadas por completo. Em consequência, a fauna também vai sendo exterminada. A sensação que experimentei, e que muito me deprimiu, é que nos encaminhamos a passos largos para o completo extermínio de nossa cobertura vegetal, com nefastos resultados para o país.

Oswaldo Amorim - Quais seriam as consequências mais graves desse desmatamento?
Burle Marx - Uma severa modificação climática, com uma enorme diminuição de nossos mananciais. Nascentes vão secar, rios vão virar riachos, simples regatos. E muitos deixarão de ser perenes, como já acontece no seco e sofrido sertão nordestino. Uma vez que perdida a capa protetora da cobertura vegetal, a terra fica inteiramente à mercê da erosão. Nas áreas equatoriais, a incidência dos raios solares sobre o solo também costuma ser devastadora, por calcinar sua camada fértil. A superfície úmida vai cedendo lugar a um solo gretado e estorricado, num fenômeno conhecido como laterização.

Oswaldo Amorim - A erosão, nesse caso, surgiria como um fato secundário de empobrecimento da terra?
Burle Marx - A erosão é um problema muito mais sério do que se pensa. Basta lembrar que são necessários quatrocentos anos para se criar uma polegada e meia de terra arável. Enquanto isso, a erosão destrói 15 centímetros dessa terra em pouquíssimo tempo. E, como se não bastasse isso, a destruição provoca outra: a da fauna aquática, pela obstrução do leito dos rios, ribeirões e córregos. É a marcha para a desertificação total.

Oswaldo Amorim - Os órgãos encarregados da defesa de nossas reservas naturais tomam alguma providência para impedir essa destruição? Existem fiscais em número suficiente?
Burle Marx - Por onde andei, não vi nada nem ao menos parecido com fiscalização. Nada contém a fúria dos destruidores de florestas. Infelizmente, o brasileiro ainda não aprendeu a amar as árvores. E esse deplorável desamor pelas florestas é atávico. Na época da colonização, as florestas infundiam medo. Nela se escondiam os índios, com suas flechas envenenadas. Elas eram o covil da serpente, da aranha, dos mosquitos sem conta - entre eles, os transmissores de malária -, das formigas. Tudo isso contribuiu para que a agressão à floresta fosse um processo continuado. E hoje a agressão é muito maior, porque há mais gente derrubando matas e mais recursos para isso. Não falta nem mesmo o estímulo oficial. Quando o presidente vai inaugurar um trecho da rodovia na Amazônia, joga-se ao chão um gigante da floresta, para se colocar uma placa no tronco decepado. Por que não colocar a placa num tronco de árvores viva, conservando-a perenemente como um imponente monumento vegetal?

Oswaldo Amorim - Em sua luta contra a selva, o brasileiro já obteve que tipo de vitórias?
Burle Marx - O que vi nessa viagem de Belo Horizonte a Cachoeira, no Espírito Santo, passando por Governador Valadares (MG) e Feira de Santana (BA) e, depois de Cachoeira, descendo pela BR-101, a Translitorânea, foi deprimente. A destruição é de tal maneira violeta que a gente tem a impressão de que se está querendo criar uma paisagem lunar naqueles lugares. Tiram a madeira de lei e depois põem fogo na floresta, transformando o resto em carvão. Na região de Morro do Chapéu, na Bahia, onde me encantei com o belo espetáculo da cachoeira do Ferro Doido e onde se descobriu uma espécie de beija-flor que se supunha extinta há mais de um século, a flora riquíssima está sendo destruída, para facilidade a criação de gado. Ali, surpreendi um vaqueiro ateando fogo a um grupo de saxícola (vegetação que cresce entre pedras). Quando lhe perguntei qual a razão da queimada, respondeu-me que estava limpando o terreno. Na verdade, estava destruindo um jardim natural que, em outros países já teria sido transformado em reserva biológica ou parque nacional.

Oswaldo Amorim - A região mineira, por onde o senhor passou, sofre o mesmo tipo de ataque do homem?
Burle Marx - Entre Três Marias e Pirapora, na região guimaraniana dos sertões gerais, o viajante assiste a uma sucessão de grandes queimadas, que alcançam até 5 quilômetros de frente, como presenciou recentemente o urbanista Radamés Teixeira da Silva, de Belo Horizonte. E, ao longo de toda a estrada Belo Horizonte-Brasília, o triste espetáculo da destruição dos cerrados é uma constante. Numa simples viagem, fiquei horrorizado com a sequência de queimadas. Tive a sensação de estar atravessando um mar de fogo. Ora era asfixiado pelo torvelinho de fumaça, ora o calor era tão grande que tinha medo de não chegar ao outro lado. Essas terras, que já não são boas, ficarão rapidamente muito piores, pelo sistemático e impiedoso desmatamento, incentivado por uma grande siderúrgica, que tem uma fome crescente de carvão vegetal. Quem viaja por ali, nessa época do ano, vê a cada instante a fumaça dos fornos de carvão extinguindo o que ainda resta de cerrado. Ainda em Minas, uma das mais notáveis florestas da região leste foi destruída, atacada ao mesmo tempo pela fúria dos extratores de madeira de lei e pela cobiça das siderúrgicas. O vale do Rio Doce, antes cheio de grandes matas, foi dizimado. E, em consequência do gradativo empobrecimento do solo, até mesmo o capim-colonião, base de seu desenvolvimento pecuário, por ser nativo daquela zona, está deixando de nascer. A situação é triste. Hoje, Minas tem apenas 7% de áreas cobertas de matas.

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Oswaldo Amorim - O senhor viaja regularmente, há muitos anos, por esses Estados. E, pelo que observou, as aliterações da paisagem são recentes ou antigas?
Burle Marx - Em território baiano, até oito anos atrás, as matas orlavam as estradas. Hoje, estão a muitos quilômetros e se distanciam cada vez mais, porque a destruição não para. E, onde existiu uma flora exuberante, crescem apenas as espécies invasoras, que inibem o desenvolvimento das demais. No Espírito Santo, vi uma região que me deslumbrou há trinta anos, pela sua beleza, inteiramente transformada. O vale do Pancas, perto de Colatina, foi um dos mais belos monumentos da natureza que vi em minha vida. Ha sessenta anos, tinha tribos de índios. Além das matas, crescia nas encostas  e nas grandes montanhas de pedra uma flora sui generis, de uma riqueza extraordinária. Há vinte anos, quando estive lá pela segunda vez, a região ainda era bela. Da última vez, recentemente, fiquei assombrando com a modificação, não só climática, como pelo desaparecimento de um grande número de espécies que faziam o encantamento de todos os botânicos. O que resta continua sendo destruído pelo machado e pelo fogo, esses velhos inimigos das florestas. A erosão, também, se processa de modo violentíssimo. Ainda se pode salvar uma pequena parte desse autêntico tesouro vegetal. Mas é preciso andar depressa. Do contrário, nada restará.

Oswaldo Amorim - Em suas andanças pelo Brasil, o senhor presenciou destruições desse tipo em outros Estados?
Burle Marx - Infelizmente, por todos os lugares, por todas as partes. Ainda agora, vi a incrível devastação que uma companhia mineradora está fazendo na bela serra do Curral, em Belo Horizonte, um local de flora variadíssima, empobrecendo a paisagem de uma das maiores cidades do país. A destruição ao longo da Belém-Brasília é assustadora, com uma faixa devastada de 2 a 3 quilômetros, para os lados da estrada, se alargando em alguns trechos até 40 quilômetros. E isso em todo o percurso. No Maranhão, vi uma estrada estadual, aberta para ligar São Luís à Belém-Brasília, na altura de Açailândia, com 1 quilômetro de desmatamento de cada lado, quando deveria ter apenas 40 metros. Passei por lá em 1969 e vi os troncos fumegantes na margem da estrada. Voltei agora ao Pará e encontrei uma série de grandes indústrias madeireiras se espalhando pelo Estado. No Paraná e em Santa Catarina, a "Araucária brasiliana", as florestas de pinheiros, está desaparecendo. Em seu lugar, planta-se "Pinus elliotti", que cresce rapidamente nos dois primeiros anos, mas que está condenado ao fracasso por seu comportamento ecológico.

Oswaldo Amorim - As grandes cidades, com exceção de Belo Horizonte, que o senhor já citou, estariam a salvo desse processo?
Burle Marx - De fato, não precisamos ir longe para dar exemplos de destruição. Basta ver o que se faz aqui mesmo no Rio, em Jacarepaguá, onde existe uma flora de riqueza enorme, com milhares de plantas adaptadas às condições climáticas do lugar - cajueiros, quaresmeiras, pitangueiras e tantas outras. Pois bem, toda essa flora está sendo destruída para se plantar casuarinas e eucaliptos. Não se leva absolutamente em conta a necessidade de conservar as variedades existentes e, com isso, preservar o caráter local, de grande interesse botânico. Na pedra de Itaúna, no início da Rio-Santos, a vegetação foi em parte arrasada, apesar de o local ser tombado. Dentro do Rio mesmo houve a deplorável mutilação do Jardim Botânico, que teve uma grande parte cedida ao Jóquei Clube. Na primeira área, existia uma raríssima coleção de plantas do baixo Amazonas, trazidas pelos botânicos Barbosa Rodrigues e Ducke Kulman. Essa coleção servia para estudos intimamente ligados à cultura brasileira. E a destruição não ocorre apenas na flora da Guanabara. Na baía de Sepetiba, a pesca predatória, sobretudo com rede de balão, que vai remexendo o fundo e destruindo os nutrientes vitais aos peixes, está acabando com a fauna. Além de mal feita, a pesca também é contínua, sem respeito às época de desova e procriação. A própria baía de Guanabara, com um poluição violentíssima, não é mais sombra do que foi, quando à piscosidade.

Oswaldo Amorim - Um outro extremo: apesar de sua imensa extensão, a floresta amazônica corre perigo?
Burle Marx - Aos que me perguntam isso, eu costumo lembrar que o Brasil tinha mais de 300 quilômetros de florestas virgens da costa para o interior, ao longo de grande parte de seu litoral. Hoje, essas florestas praticamente desapareceram.

Oswaldo Amorim - E o que fazer para evitar a destruição da Amazônia?
Burle Marx - Racionalizar e disciplinar o mais possível todo projeto na área, seja de ocupação ou referente à abertura de uma estrada. Cada projeto deve ser sempre acompanhado por uma equipe de técnicos em silvicultura e botânicos. É preciso defender com unhas e dentes a ecologia da região. Partir para o desmatamento indiscriminado é abrir caminho para a desertificação. É preciso lembrar que as florestas são grandes detentores das águas das chuvas. Sua destruição implicará uma vazão mais rápida dessas águas, agravando o problema das enchentes. Nas regiões desmatadas, os rios afinam na estiagem, para engrossar subitamente por causa das chuvas fortes em suas cabeceiras e curso médio. Por isso, a destruição da cobertura vegetal, na Amazônia , ao mesmo tempo, que reduziria o volume normal dos rios, aumentaria a violência das cheias, para o desespero das populações ribeirinhas.

Oswaldo Amorim - O senhor tem criticado o reflorestamento no Brasil. Por quê?
Burle Marx - Não sou contrário ao plantio de árvores para fins comerciais. Mas derrubar florestas naturais e, no lugar, plantar florestas homogêneas é um absurdo. E o pior é que esse absurdo tem amparo legal. A lei 4.771, de 15 de setembro de 1965*, diz em seu artigo 19: "Visando ao maior rendimento econômico, é permitido aos proprietários de florestas heterogêneas transformá-las em homogêneas, executando o trabalho de derrubada a um só tempo ou sucessivamente, desde que assinem, antes do  início dos trabalhos, perante a autoridade competente, termo de obrigação de reposição e trato culturais". O reflorestamento geralmente é feito com o "Pinus elliotti" e o eucalipto. Que isso seja feito em terras já devastadas, compreende-se. Mas botar abaixo uma floresta natural para plantar essas espécies não tem sentido. Nas matas de eucalipto não há alimentos para pássaros nem para os bichos. São matas silenciosas, onde só se ouve o ruído dos ventos agitando a copa das árvores. Quer dizer: estão trocando matas cheia de vidas por florestas sepulcrais. É preciso melhorar as leis e criar, imediatamente, uma fiscalização eficiente e severa, para defender nossas reservar florestais e a natureza em geral. O governo precisa agir com rapidez e energia, para salvar o que resta de nossas fabulosas reservas naturais.

* Nota: A Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965 foi revogada pela Lei 12.651, de 25 de maio de 2012.


Oswaldo Amorim - Além das leis e da fiscalização, haveria outras medidas a tomar?
Burle Marx - Incentivar e orientar a multiplicação de parques estaduais por todo o país seria uma medida de largo alcance. Com isso, as cidades, além de preservar a flora típica da região, criariam um lugar de recreação.

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Oswaldo Amorim - E especificamente quanto ao reflorestamento?
Burle Marx - Acho que é obrigação do governo fomentar o plantio de madeiras nobres. Por que se plantarem apenas árvores estrangeiras, como o eucalipto e o "Pinus elliotti"? Quais são os hortos que estão preocupados em fazer reflorestamento com madeiras brasileiras? Enquanto isso, continua a impiedosa derrubada de essências nobres como o cedro, jacarandá, pau-ferro, sucupira, massaranduba, pau-de-vinho, pau-rosa, pau-marfim, pau-brasil, jequitibá, jatobá, ipê-reto, imbuia, mogno, aroeira e muitas outras. E essas árvores não são replantadas. Será que ninguém pensa no futuro? O mal do Brasil é que agimos visando resultados imediatos; ninguém está plantando para o futuro. A meu ver, a política do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal deveria fazer uma ampla abertura nesse sentido. A propósito, por que não fazer a arborização das cidades preferencialmente com árvores brasileiras, apropriadas para isso, em vez de se usaram sistema
tipicamente plantas exóticas, como acontece hoje no país inteiro? Outra coisa: se existe uma técnica que permitiu extraordinário desenvolvimento das culturas de verduras e frutas entre nós, por que não desenvolvemos também uma técnica voltada para a silvicultura, a fim de aperfeiçoarmos e acelerarmos nossos processos de florestamento e reflorestamento?

Oswaldo Amorim - E quanto ao povo, que tão pouco sabe a respeito dos prejuízos que ele próprio acarreta, com as queimadas, o que poderia ser feito?
Burle Marx - Creio que é tempo de o Brasil aprender a amar a natureza - as florestas, os rios, os lagos, os bichos, os pássaros. Creio que é preciso reformular nosso conceito de patriotismo. Patriotismo, para mim, é proteger o nosso patrimônio. Artístico, cultural, e a terra, que nos dá tudo isso.

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:: Entrevista publicada originalmente na revista Veja, 19 de setembro de 1973 - Edição 263


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Página atualizada em 6.7.2016.


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