Miriam Alves - poeta e prosadora

Miriam Alves - foto: TVSP
Miriam Alves poeta, dramaturga e prosadora, nascida em São Paulo, em 1952. Publicou os livros de poemas 'Momentos de busca' (1983), 'Estrelas nos dedos' (1985), a peça 'Terramara' (1988), em coautoria com Arnaldo Xavier e Cuti, o livro de ensaios 'Brasilafro autorrevelado' (2010), a coletânea de contos 'Mulher Mat(r)iz' (2011) e o romance 'Bará na trilha do vento' (2015). Integrou o movimento Quilombhoje Literatura de 1980 a 1989, e foi escritora visitante na Universidade do Novo México, na Escola de Português de Middelbury College em 2010, nos Estados Unidos, e participou de debates sobre a literatura afrobrasileira e feminina nas Universidades do Texas, na Universidade do Tennessee e na Universidade de Illinois. Publica poemas nos Cadernos Negros desde 1982 e foi traduzida em antologias como Black Notebooks: Contemporary Afro-Brazilian Literary Movement (Estados Unidos), Moving beyond boundaries: International dimension of Black women’s writing (Inglaterra) e Schwarze poesie: Poesia Negra (Alemanha).
:: Blog Miriam Alves (acessado em 16.6.2016). 


"O engajamento e a luta dos produtores de literatura negra, de forma geral, não são inseridos teoricamente nas historias de lutas negras contra a discriminação racial."
- Miriam Alves, no livro "Brasilafro Autorrevelado". São Paulo: Editora Nandyala, 2011, p.51. 


OBRA DE MIRIAM ALVES
Poesia
Miriam Alves - foto: TV Assim
:: Momentos de busca. São Paulo: Quilombhoje| Edição do autor, 1982.
:: Estrelas no dedo. São Paulo: Quilombhoje| Edição do autor, 1985.

Conto
:: Mulher mat(r)izSão Paulo: Edição do autor, 2011.

Romance
:: Bará na trilha do vento. São Paulo: Editora Ogum's Toques Negros, 2015.

Teatro
:: Terramara (peça teatral).. [Miriam Alves, Arnaldo Xavier, e Cuti (Luiz Silva)]. São Paulo: Edições dos Autores, 1988.

Ensaio
:: Brasilafro Autorrevelado. Literatura brasileira contemporâneaBelo Horizonte: Editora Nandyala, 2011.

Antologia (organização)
:: Finally us | Enfim nós: contemporary Black Brazilian woman writers[organização Miriam Alves; tradução Carolyn R. Durham]. Edição bilíngue português-inglês. Colorado: Continent Press, 1995.
:: Women righting: Afro-Brazilian women's short fiction | Mulheres escre-vendo. [organização Miriam Alves e Maria Helena Lima]. Edição bilingüe inglês-português. Londres: Mango Publishing, 2005.

Entrevista, ensaios e artigos em jornais e revistas
ALVES, Miriam. 'Entrevista'. Callaloo. Baton Rouge, v.23. n.4, p. 1315-1316, 2000. (edição bilingüe inglês português).
________ . Axé Ogum. In: Quilombhoje (Org.) Reflexões sobre a literatura afrobrasileira. São Paulo: Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, 1985.
________ . Cem palavras. In: SEMOG, Éle. Corpo de negro rabo de brasileiro - Textos do II Encontro de Poetas e Ficcionistas Negros Brasileiros. Rio de Janeiro, 1986. p.26- 31.
________ . Discurso temerário. Miriam Alves, Luiz Silva (Cuti), Arnaldo Xavier (Orgs.). Criação crioula, nu elefante branco. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1987. p.83-86.
________ . Lésbica virtual – configurações de uma cibercultura. In: Bernadette Lyra, Bernadette e Wilton Garcia (Orgs.). Corpo e cultura: ensaios. São Paulo: Xamã: 2001. p.65-72.
________ . Cadernos negros 1 – o postulado de uma trajetória. In: DUARTE, Constância Lima, DUARTE, Eduardo de Assis, BEZERRA, Kátia da Costa (Org.). Gênero e representação: teoria, história e crítica. Belo Horizonte: Pós-graduação em Letras, Estudos Literários, UFMG, 2002. p.67-73.
________ . Empunhando bandeira: diálogo de poeta. In: SANTOS, Rick, GARCIA, Wilton (orgs.). A escrita de Adé – perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbicos no Brasil. São Paulo: Nassau Comunity College; ABEH, Xamã, 2002. p.153-161.
________ . Cadernos negros (número 1): estado de alerta no fogo cruzado. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo, FONSECA, Maria Nazareth Soares (Orgs.). Poéticas afrobrasileiras. Belo Horizonte: Mazza Edições; Editora PUC Minas, 2002. p.221-240.
________ . Negra e lésbica: a leitura do corpo. In: LYRA, Bernadette, GARCIA, Wilton (orgs.). Corpo & Imagem. São Paulo: Ed. Arte & Ciência, 2002.
Abajur (Nightlamp). In: ALVES, Miriam e LIMA, Maria Helena (orgs.).
________ . Women righting – Afro-Brazilian women’s short fiction − mulheres escrevendoMiriam Alves e Maria Helena Lima (orgs.). Edição bilíngue. Londres: Mango Publishing, 2005.

Antologias e seletas (participação)
Miriam Alves - no Pelourinho Salvador BA
:: Cadernos Negros. [números 5, 7, 8, 9, 10, 12, 11, 13, 17, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26, 29, 30, 31, 32, 33]. São Paulo: Quilombhoje, 1982-2010.
:: Cadernos Negros: os melhores poemasSão Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 103-106.
:: Cadernos Negros: os melhores contosSão Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 129-133.
:: Axé antologia contemporânea da poesia negra brasileira. [organização Paulo Colina]. São Paulo: Editora Global, 1982.
:: A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. [seleção e organização Oswaldo de Camargo]. São Paulo SP: GRD, 1986.
:: Mulheres entre linhas - II concurso de poesia e conto (revelação de novos valores femininos no Estado de São Paulo). São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, Conselho da Condição Feminina, 1986.
:: O negro escrito: breve antologia temática. [organização Oswaldo de Camargo]. São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura / IMESP, 1987.
:: Poesia negra brasileira: antologia. [organização Zilá Bernd; prefácio Domício Proença Filho]. Porto Alegre: AGE | IEL | IGEL, 1992.
:: Contra lamúria. o livro. [organização Abílio Ferreira]. São Paulo: Casa Pindaíba, 1994.
:: Presença negra na poesia brasileira moderna. [organização Sebastião Uchoa Leite]. in: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. São Paulo, n.25, p.142-43, 1997.
:: Pau de sebo: coletânea de poesia negra. [organização Júlia Duboc]. Brodowski SP: Projeto memória da cidade, 1998.
:: O negro em versos. Antologia da poesia negra brasileira. [organização e apresentação Luiz Carlos dos Santos; Maria Galas e Ulises Tavares]. São Paulo: Salamandra, 2005.
:: Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. 2 vol's. Consolidação. [organização Eduardo de Assis Duarte]. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

Antologias estrangeiras (participação)
Alemão
:: Schwarze poesie (Poesia negra).. [organização Moema Parente Augel].. Edição bilíngue alemão-português. St.Gallen|Koln/São Paulo: Edition diá, 1988. 
:: Schwarze prosa – Afrobrasilianische Erzahlungen der Gegenwart (Prosa negra).. [organização Moema Parente Augel]. Edição bilíngue alemão-português. St. Gallen|Koln/São Paulo: Edition diá, 1988. 
:: Zauber gegen die kälte. (Antologia contos). Deutsche Welthungerhilfe. DW Shop, 1994.
:: Nueva poesía América Latina | Neue Latinamerikaniche poesie. Gemany (Alemanha): Rowohlt LiteraturMagazin, n.38, 1996.

inglês
:: MaComére. (uma introdução e uma entrevista com Miriam Alves).. [organização Carole Boyce Davies]. London: The Association of Caribbean Women Writers and Scholars, vol. 1, 1998.
:: Fourteen female voices from Brazil. [organização e tradução Elzbieta Szoka; introduction Jean Franco]. Austin, Texas: Host Publications, INC., 2003.
:: Cadernos Negros | Black Notebooks. Contemporary Afro-Brazilian Literary movement[translated Niyi Afolabi; edited Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro]. Trenton-NJ /Asmara-Eritrea: África World Press, 2007.
:: Cadernos Negros | Black Notebooks: Contemporary Afro-Brazilian Literature/Literatura Afro-Brasileira Contemporânea. [translated Niyi Afolabi; edited Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro]. Trenton-NJ /Asmara-Eritrea: África World Press, 2007.


Miriam Alves - foto:  (lançamento do romance Borá...)
POEMAS SELECIONADOS DA POETA E PROSADORA MIRIAM ALVES


Calafrio
O sorriso gela
a porta do paraíso prometido

A tarde cobre-se de frio

grita
esconde-se atrás dos
casacos
faz esculpir aquela saudade
do lugar
jamais percorrido.

Escorrem feito sorvete

as esperanças derretidas
no ardor do querer.
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 7, São Paulo: Quilombhoje, 1984.

§

Colar
Colecionava amizades
Pendura corrente de sorrisos estáticos
                   No pescoço
Ostentava tantos e tantos
             Sorrisos-dentaduras
Polia-os à noite com gotas de lágrimas
                  Retidas
Um dia o colar mordeu-lhe a jugular 
Jorrou-lhe rios de ausências
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 106.

§


Enigma
Tento decifrar-me
mergulho-me
calo
acalento calores
dilacerados

Mergulho em você
avolumo prazeres solitários
broto emoções explícitas
em lugares bem guardados
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Fumaça
Estou a toque de máquina
corro, louca, voo, suo
a fumaça sou eu

Estou a toque de nada
vivo, ando
como a comida envenenada
e o comido sou eu

estou a toque de selva
os ferros torcidos, sacudidos
dentro de uma marmita
e a marmita sou eu

Nego, mas vivo dizendo
Sim
a tudo que me dói na cabeça
e o doido sou eu

Paro, mas estou sempre correndo
doem as pernas, os pés
e este corpo é o meu

Amanhã me encontra acordada
como a noite deixou
e o insone sou eu

Indago, mas não estou escutando
a pergunta anda solta
e ninguém explicou
que a resposta sou eu
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 5,  São Paulo: Quilombhoje, 1982.

§

Insone ouço vozes
Calor afogueia
os pensamentos de espera. Quando
embalo na cama da noite
insônia de séculos.

Ouço ruídos de tambores
sobressaltos alimentam
meus pés

Nos pensamentos de esperança
embalo na cama da noite
as dores de meu tempo

Ouço vozes
emanadas dos exércitos humanos
contidos.

Na cama da noite
movimento minhas mãos
embalo medos, espanto-me
diante do conhecido

Nos pensamentos de espera
solto minha rouca voz:
bala de chumbo

Nos pensamentos de esperanças
espreito de olhos baços
arregalados na insônia de aguardar
a hora de entrar em ação. 
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Guardiãs
Esconderei meu sofrimento
nas entranhas do vento
guardarei as lágrimas
no pote das nuvens
reavaliarei as intenções
   da natureza
Farei das montanhas
guardiãs de meus segredos

Escreverei com um corisco
o fogo das emoções
as verdades de hoje
para não serem

segredos de amanhã.
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Mahin manhã
Ouve-se nos cantos a conspiração
vozes baixas sussurram frases precisas
escorre nos becos a lâmina das adagas
Multidão tropeça nas pedras
                  Revolta
há revoada de pássaros
      sussurro, sussurro:
 “é amanhã, é amanhã.
     Mahin falou, é amanha”
A cidade toda se prepara
        Malês
            Bantus
                geges
                   nagôs
vestes coloridas resguardam esperanças
             aguardam a luta
Arma-se a grande derrubada branca
a luta é tramada na língua dos Orixás
 é aminhã, aminhã”
sussuram
         Malês
            Bantus
                geges
                   nagôs
      “é aminhã, Luiza Mahin falô”  
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 104.

§

Mnu
Eu sei:
“havia uma faca
         atravessando os olhos gordos
                em esperanças
havia um ferro em brasa
         tostando as costas
         retendo as lutas
havia mordaças pesadas
         esparadrapando as ordens
               das palavras”
Eu sei:
    Surgiu um grito na multidão
        Um estalo seco de revolta 
      Surgiu outro
           outro
                e
              outros
         aos poucos, amotinamos exigências
querendo o resgate
sobre nossa forçada
      miséria secular. 
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 105.

§

O verso orou
calei o verbo dor e o verso amor
metáforas profundas não vieram
emoldurei-me no silêncio
Na cara da lua mais tarde
explodiu
gozo
debochado
plenitude temporária
O poema inscreveu-se
Entrelinhas negritou metáfora
Orou
Desenhou palavras fortes nos espaços em branco 
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros, n. 31. São Paulo: Quilombhoje, 2008.

§

Parto
Uma batida surda
dói ouvir
Viver viver
presa na gaiola
pássara
Já vi o infinito
fui constelação
Agora asteroide vagando
estrela cadente
dividi-me em duas
Dividida para não ser subtraída
fiquei inteira amolgada em cada pedaço
chorei porque eu nascia
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 25, São Paulo: Quilombhoje, 2002.

§

Saber da chama
Beber nesta chama
que esgueira silenciosa
tensa e dúbia
afogueando a garganta
aquecendo o berro
         o grito
Beber esta chama
sorvê-la
num só trago
senti-la derretendo
barreiras

Saber da chama
do caudal
da lava
da lama
vazando ardente
numa gota de palavra
pendurada num canto da boca
prometendo o encontro
na encruzilhada do amanhã.
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

FORTUNA CRÍTICA DE MIRIAM ALVES
Miriam Alves - foto: (...)
ARREAZA, Dionisio David Marquez. Miriam Alves y Nancy Morejón: Dos caminos poéticos hacia la conciencia negra. Revista Garrafa (PPGL/UFRJ), v. 31, p. S/N, 2013.
AUGEL, Moema Parente. Eu sou a fala do meu lugar. Miriam Alves um dos expoentes da literatura feminina afro-brasileira. Lusorama, v. 79-80, p. 110-125, 2009.
BEZERRA, Kátia da Costa. Miriam Alves: embalando uma poética 'pra não ninar'. In: V Congresso Internacional da BRASA, 2000, Recife, Pernambuco. BRASA V, 2000. p. 11-11.
CAMARGO, Oswaldo de.. O negro escrito: apontamentos sobre a presença do negro na literatura brasileira. [prefácio Paulo Colina]. São Paulo: Edições do Autor, 1987.
GONÇALVES, Máxima de Oliveira. O erotismo na poesia de Miriam Alves. Anais do XIV Seminário Nacional Mulher e Literatura | V Seminário Internacional Mulher e Literatura, 2012. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
GUSMÃO, Neusa Mendes. Terra de pretos, terra de mulheres - terra, mulher e raça num bairro rural negro. Brasília: Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, 1991.
MACHADO, Serafina Ferreira. A poesia como movimento humanizador. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual de Londrina, UEL, 2006.
MACHADO, Serafina Ferreira. Reivindicação identitária na poesia de Miriam Alves. in: Estação Literária, Vagão-volume 3, 2009. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
PEREIRA, Maria do Rosário Alves. O caminho das palavras: o negro e a mulher na literatura de Míriam Alves. in: Literafro. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
SALES, Cristian Souza de.. Composições e recomposições: o corpo feminino negro na poesia de Miriam Alves. (Dissertação Mestrado em Estudo de Linguagens). Universidade do Estado da Bahia, UNEB, 2011. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
SALES, Cristian Souza de.. Expressões do erotismo e sexualidade na poesia feminina afrobrasileira contemporânea. Revista Ártemis, v. 14, p. 22-36, 2012.
SALES, Cristian Souza de.. Pensamentos da mulher negra na diáspora: escrita do corpo, poesia e história. Sankofa (São Paulo), v. 9, p. 91-110, 2012.
SALES, Cristian Souza de.. Poesia feminina afro-brasileira: outras formas de escrita do corpo negro. in: IV Seminário Nacional de Literatura e Cultura, 2012, São Cristovão-Sergipe. Senalic-Seminário Nacional de Literatura e Cultura. São Cristovão-Sergipe: GELIC, 2012. v. IV. p. 1-15.
Miriam Alves - foto: SBischain
SALES, Cristian Souza de.. Literatura afrobrasileira: escrita e reescrita do corpo feminino negro. In: IV SIALA-Seminário Internacional Acolhendo Línguas Africanas, 2012, Salvador. IV SIALA-Seminário Internacional Acolhendo Línguas Africanas. Salvador: EDUNEB, 2012. v. 1. p. 23-33.
SELIGMANN-SILVA, M.. (org.) História, memória, literatura: o testemunho na era das catástrofes. Campinas, SP: Unicamp, 2003.
SILVA, Ana Rita Santiago da.. Literatura de autoria feminina negra: (des)silenciamentos e ressignificações. Vertentes & Interfaces I: Estudos Literários e Comparados. Fólio - Revista de Letras, Vitória da Conquista, v. 2. n.1, p. 20-37, jan./jun. 2010.
SOARES, Angélica. A paixão emancipatória: vozes femininas da liberação do erotismo na poesia brasileira. Rio de Janeiro: DIFEL, 1999.
SOUZA, Florentina da S.. Identidades afro-brasileiras: contas e rosários. Caderno CRH, Salvador, n. 33, p. 75-102, jul./dez. 2000. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
WALTER, Roland Gerhard Mike.. Memória, história e identidade cultural na ficção da diáspora negra: Toni Morrison, Dionne Brand, Maryse Condé e Miriam Alves. In: X Congresso Internacional ABRALIC 2006, 2006, Rio de Janeiro. Lugares dos Discursos 2006 ABRALIC. Rio de Janeiro: CD-ROM, 2006.


Miriam Alves - foto: (...)
A ESCRITORA NA REDE
:: Blog Miriam Alves 
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OUTRAS FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Revista Modo de Usar


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Miriam Alves - poeta e prosadora. Templo Cultural Delfos, junho/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 15.6.2016.




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