Sylvio Back - o cineasta com alma de poeta

Sylvio Back - foto: Guilherme Gonçalves
Sylvio Back, cineasta, poeta, roteirista e escritor. Filho de imigrantes húngaro e alemã, nascido em Blumenau (SC). Ex-jornalista e crítico de cinema, autodidata, inicia-se na direção cinematográfica em 1962, tendo escrito, realizado e produzido até hoje trinta e oito filmes – curtas, médias e doze longas-metragens: 
"Lance Maior" (1968), "A Guerra dos Pelados" (1971), "Aleluia, Gretchen" (1976), "Revolução de 30" (1980), "República Guarani" (1982), "Guerra do Brasil" (1987), "Rádio Auriverde" (1991), "Yndio do Brasil" (1995), "Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro" (1999), "Lost Zweig" (2003), "O Contestado – Restos Mortais" (2010), e "O Universo Graciliano" (2013). 
Publicou vinte e quatro livros (poesia, contos, ensaios) e os argumento/roteiro dos filmes: 
"Lance Maior" (Fundação Cultural de Curitiba (PR), 1975; Imago, Rio de Janeiro, 2008), "Aleluia, Gretchen" (Fundação Cultural de Curitiba, 1976; Movimento, Porto Alegre (RS), 1978; Imago, RJ, 2005), "República Guarani" (Paz e Terra, Rio de Janeiro/São Paulo, 1982), "Sete Quedas" (Casa Romário Martins, Curitiba (PR), 1980), "Vida e Sangue de Polaco" e "O Auto-Retrato de Bakun" (Umuarama, Curitiba (PR), 1982/1985), "Rádio Auriverde" (Secretaria de Cultura do Paraná, 1991), "Zweig: A Morte em Cena" (Instituto Goethe do Rio de Janeiro, 1995), "Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro" (tetralíngue; 7Letras, Rio de Janeiro, 2000), "Lost Zweig" (bilíngue; Imago, RJ, 2007) e "A Guerra dos Pelados" (Annablume, São Paulo, 2008).
Poesia: "O Caderno Erótico de Sylvio Back" (Tipografia do Fundo de Ouro Preto, MG, 1986), "Moedas de Luz" (Max Limonad, SP, 1988), "A Vinha do Desejo" (Geração Editorial, SP, 1994), "Yndio do Brasil" (Poemas de Filme) (Nonada, MG, 1995), "boudoir" (7Letras, RJ, 1999), "Eurus" (7Letras, RJ, 2004), "Traduzir é poetar às avessas" (Langston Hughes traduzido) (Memorial da América Latina, SP, 2005), "Eurus" bilíngue (português-inglês) (Ibis Libris, RJ, 2006), "Kinopoems" (@-book) (Cronópios Pocket Books, SP, 2006). "As mulheres gozam pelo ouvido" (Demônio Negro, SP, 2007), “Quermesse” – obra erótica reunida (Topbooks, RJ, 2013), e “Kinopoems” (Editora Universidade Federal de Santa Catarina, 2014).   
Contos: “7 de Amor e Violência” (obra coletiva; edição dos autores, Curitiba (PR), 1965)/Reedição (Edições Criar, Curitiba (PR), 1986), e “Guerra do Brasil” (Topbooks, Rio de Janeiro (RJ), 2010.
Ensaios: “Um cinema polêmico” (edição Cinema Riviera, Curitiba (PR), 1967). “Cinema paranaense?” (obra coletiva; edição dos autores, Curitiba (PR), 1968), “Por um cinema desideologizado” (Fundação Cultural de Curitiba (PR), 1987), “No cinema inoculado” (Umuarama, Curitiba (PR), 1988/1990), “Pensar es insalubre” (Imago, Rio de Janeiro (RJ), 1989), “Sylvio Back – Filmes noutra margem” (Secretaria de Cultura do Paraná, 1992), “Guerra do Brasil” por Sylvio Back” (Cadernos Cineamericanidad/Fundação Cultural de Curitiba (PR), 1992), "It’s All Brasil" (Fundação Memorial da América Latina, São Paulo (SP), 1995/2004), “Docontaminado” (Secretaria de Cultura do Paraná, 2001), e “letras e/& artes” (edição fac-similar dos cinquenta anos do suplemento homônimo, 1959/1961), Secretaria de Cultura do Paraná, 2011.
Com 76 láureas nacionais e internacionais, Sylvio Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil. 
2007: Medalha do Mérito Cultural Cruz e Sousa pelo Governo de Santa Catarina; 
2011: Insígnia de Oficial da Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores pelo conjunto da obra cinematográfica e de roteirista; 
2012: Eleito para o PEN Clube, tornando-se o primeiro cineasta brasileiro a integrar o prestigioso organismo internacional; 
2013: Comenda de Cavaleiro da Ordem do Mérito Palmares do Governo de Alagoas pelos "relevantes serviços prestados à sociedade brasileira no campo cultural". 
2015: Eleito presidente da DBCA – Diretores Brasileiros de Cinema e do Audiovisual, sociedade de gestão coletiva pela defesa dos direitos autorais do diretor.
:: Fonte: Sylvio Back

Sylvio Back - foto: acervo Revista do Cinema Brasileiro
"Acho que a poesia empurece qualquer palavra – desde que ela seja tratada por um poeta! E isso você faz, ó Sylvio Back."
- Manoel de Barros. in: Quermesse, de Sylvio Back. Rio de Janeiro: Topbooks, 2013.


OBRA LITERÁRIA DE SYLVIO BACK
Capas de livros da obra poética de Sylvio Back
Poesia
:: O caderno erótico de Sylvio Back. Belo Horizonte (MG): Tipografia do Fundo do Ouro Preto, 1986, 60p. 
:: Moedas de luz. São Paulo: Editora Max Limonad, 1988, 178p.
:: A vinha do desejo. [ilustrações Glauco da Cruz Brandão]. São Paulo: Geração Editorial, 1994.
:: Yndio do Brasil - poemas de filme. Ouro Preto (MG): Editora Nonada, 1995, 28p. 
:: boudoirRio de Janeiro: Editora 7Letras,1999, 58p. 
:: EurusRio de Janeiro: 7Letras, 2004, 88p.bilíngue português/inglês. Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2006, 44p.
:: As mulheres gozam pelo ouvido. São Paulo: Demônio Negro, 2007.
:: KinopoemsSão Paulo: @-book, Cronópios Pocket Books, 2006. Disponível online. (acessado em 20.6.2015).
:: Kinopoems - O cinema vai ao poema. [projeto gráfico Fernando Pimenta; apresentação Péricles Prade]. Florianópolis (SC): EdUFSC, 2015.

Antologia poética reunida
:: Quermesse - poesia erótica reunida (reúne as obras: O caderno erótico de Sylvio Back; A vinha do desejo; boudoir, As mulheres gozam pelo ouvido; acrescido de 55 poemas inéditos).. [prefácio Felipe Fortuna; desenhos Géza Heller]. Rio de Janeiro: Topbooks, 2013, 280p.

Contos
:: Guerra do Brasil: contos da Guerra do Paraguai. [Capa de Miriam Lerner; ilustrações Cárcamo]. Rio de Janeiro: Topbooks, 2010, 155p.
Co-autoria
:: 7 de Amor e Violência (coletânea de contos - contestação do golpe militar de 1964).. {Autores: Elias Farah, Valêncio Xavier, Oscar Milton Volpini, Jodat Kury, Nelson Padrella, Sylvio Back e Walmor Marcelino}.. [apresentação Hélio Pólvora]. Curitiba (PR): Edição dos autores, 1966. * 2ª ed., confiscada na gráfica. Reedição. Curitiba (PR): editora Criar, 1986, 98p.

Ensaios
Sylvio Back - foto: Paula Giolito/Folhapress
:: Um cinema polêmico(ensaio sobre o cinema tcheco). Curitiba (PR): Editora Cinema de Arte Riviera, 1967, 47p.
:: Cinema Paranaense?Curitiba (PR): Edição do Autor, 1968.
:: Revolução de 30: era preciso fazê-la antes que o povo a fizesse. Curitiba (PR)Fundação Cultural de Curitiba/Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, 1980. 
:: Por um cinema desideologizado. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba/Casa Romário Martins, 1987. 
:: Pensar es insalubre. Rio de Janeiro: Imago, 1989. 
:: No cinema inoculado. Curitiba (PR): Umuarama/Bamerindus, 1989.
:: Cinemateca Sylvio Back. São Paulo: Gráfica da Fundação Padre Anchieta, 1989?
:: Filmes noutra margem. Curitiba (PR): Secretaria de Estado da Cultura, 1992, 155p. 
:: A guerra do Brasil. (Cadernos Cineamericanidad, n.º 5). Palestra de Sylvio Back em
14/03/1992. Curitiba (PR)Fundação Cultural de Curitiba, 1992.   
:: A morte em cena Zweig. Rio de Janeiro: Goethe-instituto, 1995, 48p.
:: It’s All Brasil - O suicídio como protesto. Coleção Memo. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1995; reedição com novo texto acrescentado ao original. São Paulo: Memorial da América Latina, 2004.
:: Docontaminado: ensaios sobre o documentário brasileiro. Curitiba (PR): Museu da Imagem e do Som, 2001.
:: Letras & artes [edição fac-similar dos cinquenta anos do suplemento homônimo, 1959/1961]. Curitiba (PR): Secretaria de Cultura do Paraná, 2011.

Sylvio Back - foto: Marco Santiago
Roteiros (cinema)
:: Lance maior (roteiro). Curitiba (PR): Fundação Cultural, 1975; Rio de Janeiro: Imago, 2008,  184p.
:: Aleluia, Gretchen (roteiro). Curitiba (PR): Fundação Cultural, 1976;  2ª ed., (inclui coletânea de textos críticos). Porto Alegre: Movimento, 1978; 
:: Sete Quedas (roteiro). Curitiba (PR): Casa Romário Martins, 1980.
:: República Guarani (roteiro). Vol. 14, Coleção Cinema. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 1982, 116p.
:: Vida e sangue de Polaco (roteiro). Curitiba (PR): Umuarama, 1982.
::  O auto retrato de Bakun (roteiro). Curitiba (PR): Umuarama, 1985. 
:: Rádio Auriverde: A FEB na Itália. Curitiba (PR): Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, 199?.
:: Cruz e Sousa, o poeta do desterro (roteiro)..  [em colaboração com Rodrigo de Haro]. Tetralíngue português, inglês, espanhol e francês. Rio De Janeiro: 7Letras, 2000, 274p.
:: Lost Zweig, Os últimos dias de Stefan Zweig no Brasil. [Sylvio Back e Nicholas O’Neill]. Bilíngue português/inglês. Rio de Janeiro: Imago, 2006, 362p.
:: Aleluia, Gretchen (roteiro)Rio de Janeiro: Imago,  2006, 157p.
:: A guerra dos Pelados (roteiro).  São Paulo: Annablume, 2008, 180p.

Traduções
:: Traduzir é poetar às avessas (Langston Hughes traduzido)Coleção Memo. São Paulo: Memorial da América Latina, 2005, 40p.

Antologias [participação]
:: Razão do Brasil em uma sociopsicanálise da literatura capixaba. Rio de Janeiro: José Olympio Editora; Vitória (ES): Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1991. 
:: 101 Poetas Paranaenses 1844-1959), Vol. I,  [organização de Ademir Demarchi]. Curitiba/PR:Biblioteca Pública do Paraná, 2014, 400p.
:: Antologia da poesia erótica brasileira [organização Eliane Robert Moraes; ilustrações Arthur Luiz Piza]. São Paulo: Ateliê Editorial, 2015, 504p.

Alguns artigos e entrevistas em revistas e jornais
BACK, Sylvio. Que Lance Maior? O Estado do Paraná, Curitiba, 26 maio 1992.
_____. Nas Ondas da Rádio Auriverde. O Estado do Paraná, Curitiba, 29 jun. 1994.
_____. Sylvio Back responde a Ely Azeredo. in: ...rastros de carmattos. Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).
_____. Quermesse: toda poesia erótica de Sylvio Back. Cronópios. 9 de maio de 2014. Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).
_____. O cinema é uma invenção sem futuro. Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras, nº 76, setembro de 2013, p. 213-220. Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).
Sylvio Back em 1959 - foto: arquivo pessoal
_____. Réplica: Crítica ignora que para o poeta não há nenhuma palavra impura. Folha ilustrada, Folha São Paulo, 28.6.2014. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Uma doce luz brasileira. in: Caderno de Cinema. Disponível no link - tela brasilis, link. (acessado em 5.7.2015). 
_____. O cineasta Graciliano Ramos. in: Caderno de Cinema, 2014. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Mergulho no Brasil profundo. in: Caderno de Cinema, 2014. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Uma invenção sem futuro. in: Caderno de Cinema, 2014. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Kierkegaard dos trópicos. in: Caderno de Cinema, 2013. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Universo Graciliano. in: Caderno de Cinema, 2013. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Ada, assim. in: Caderno de Cinema, 7 março, 2013. Disponível no link. (acessado em 6.7.2015).
_____. O Contestado, a guerra esquecida. in: Caderno de Cinema, 7 março, 2013. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Sylvio Back - Cineasta catarinense que redescobre o Brasil há 30 anos. [entrevista]. Editor de GE Apolinário Ternes. Grande entrevistas. A notícia. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Os meus sonhos, eu os agarro com os dentesA notícia. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Sylvio Back à queima-roupa. (entrevista). in: Sambaquis. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
_____. Entrevista com Sylvio Back. in: Rede do Saber - SP/Gov. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
:: Outras referências: KAMINSKI, Rosane. Poética da angústia: história e ficção no cinema de Sylvio Back (1960-70).. (Tese Doutorado em História). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2008. Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).
_____. Sylvio Back: em duas entrevistas. Acesse AQUI!
"(...) que um dos melhores cineastas brasileiros/descobrisse a poesia/numa curva dos anos 80/não era provável/mas era possível que essa poesia fosse/de um raro erótico explícito/mas não era provável que essa poesia fosse boa/era provavelmente possível/embora seja provável/que todo o impossível se possa (...)."
- Paulo Leminski, em 'abertura' do livro "O caderno erótico de Sylvio Back". Ouro Preto (MG): Tipografia do Fundo do Ouro Preto, 1986.

Sylvio Back em Diamantina - foto: Foca Lisboa
POEMAS ESCOLHIDOS DE SYLVIO BACK
"O teu "Caderno Erótico" realmente faz o leitor perder os cadernos: é, pela combinação de erotismo, humor, imaginação e senso estético na composição, uma obra surpreendente e que mostra teu talento multifacético."
- Moacyr Scliar. em "Quermesse, de Sylvio Back". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


ablução do grelo
tantos vorazes ofícios
bocas e salivas assaz

tanta porra que jorre
sacia vícios e ardores

tantos orifícios há pra
aplacar dedos e dildos

tanta ablução do grelo
o caralho é prisioneiro
- Sylvio Back, em "O caderno erótico de Sylvio Back”. Belo Horizonte (MG): Tipografia do Fundo do Ouro Preto, 1986.



Capa do livro 'Quermesse', de Sylvio Back
- desenho Géza Heller
artes 
tenho ciúme
desses dedos

         tan ledos

sinto calafrios
dessas unha

         tan cunhas

tenho sede
dessa greta

         tan peta

que doutros
lábios soluças
gritos

         tan traídos

que doutras
línguas inoculas
saliva
         tan doída

que doutras
bucetas colecionas
vagidos
        
         tan esvaídos

tuas atas Onã
quero ser imã
- Sylvio Back, em "A vinha do desejo". São Paulo: Geração Editorial, 1994.


batiscafo
a duração do desejo
toda carne é erva

a duração do desejo
toda carne é excesso

a duração do desejo
toda carne é tirana

a duração do desejo
toda carne é escarcéu

a duração do desejo
toda carne é cantárida

a duração do desejo
toda carne é líquida
- Sylvio Back, em "Moedas de luz". São Paulo: Max Limonad, 1988.



Sylvio Back - foto: Frederico Mendes
crípticos
feito um frio suicida
deixe sempre tudo atado

feito um pensamento fugidio
deixe sempre tudo a tento

feito um rio a montante
deixe sempre tudo de início

feito um mau pressentimento
deixe sempre tudo no ponto

feito uma saudade à-toa
deixe sempre tudo à vontade

feito uma treslouca aposta
deixe tudo sem resposta
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


de olho no firmamento

dragamos
saliva
horas a fio

afundamos

no cio
- Sylvio Back, em "Moedas de luz". São Paulo: Max Limonad, 1988.


haikku
fio-terra
grelo
aríete

fio-terra
dátilos
bacantes

fio-terra
súcubo
suculento 
- Sylvio Back, em "As mulheres gozam pelo ouvido". São Paulo: Demônio Negro, 2007.


halos
carne ei-la arqui liquescente
gesto ígneo a contrapelo

tudo só superfície do corpo
o insuficiente o infindável

à espreita silhueta derruída
demos gozosos imersão

símile de entreatos amaros
algo imemorial deve ficar

até o desejo azado é adiado
pouco ou nada tende a vir

por onde escorrer silêncio
trevas ardosas se m aviam

o que já foi inteiro vez a vez
não estilhaça assim de vez
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.



Sylvio Back -  foto: Paula Giolito/Folhapress
ícone ínfimo
só dorso de luz
nada que atordoe
o fio do fundo
nada que turve
a aura mínima

só pura abulia
nada que perturbe
o eco do fugaz
nada que urgente
o átimo imerso

só vôo mortiço
nada que perfure
a nódoa cerúlea
nada que arruíne
o ícone ínfimo
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


o segredo

lambida no cofrinho
espuma ao buço

cosquinha no cofrinho

arrepio do púbis

peidar no cofrinho

haustos do cafofo

cuspir no cofrinho

calafrio na espinha

ferrão no cofrinho

chapeleta sabão

porra no cofrinho

lamúria do tarugo

culhão no cofrinho

compota de bolas

putanhar no cofrinho

a tara insopitável
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


os eugênios da paisagem
são cinquenta
séculos (ternos)
são você a vida
exposta a resposta
de bosta e meias-
verdades cáusticas
são os eugênios in-
gênuos a ver navios
e derramar guaraná
com soda na memória
é o rabo da tainha
na bicicleta alemã
zunindo adeuses e
beijos escandidos
da corada mãe-íma
moldura carunchada
espectral gigante
de pira olímpica

uma porção se vingou
a outra virou poção
de estupor dormente

                        para minha mãe Else
- Sylvio Back, em "Eurus". Rio de Janeiro: 7Letras, 2004.


Pickpoet
o poeta que sequestrou
Sylvio Back - foto: Otávio Magalhães
três poemas se entrega

no boletim de ocorrências
denúncia vazia da sílfide

algemado o poeta confessa
que pretendia devolvê-los

tão logo afogado de beijos
viu-se cercado de versos e

meganhas mas não impediu
que uma chamada alcaguete

tornasse a saudade armadilha
fatal para que sua inocência

seja reconhecida no tribunal
com valor de face pois o amor

é tão maior que o rigor da lei
quanto ao tempo que resta

para avançar naqueles lábios
sempre azados de riso maroto

quando o tesão sobe no rosto

e absolve o vate que põe-se

a chorar feito criança perdida
a poesia se aninha toda nela
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.



Sommelier
surpreendente degustar
o (seu) esguicho ácido

 que à boca exala aroma
intenso macio (taninos

 encorpados e redondos) 
de final longo (afinidade

com carnes vermelhas
 róseas e roxas) a gosto
- Sylvio Back, em "As mulheres gozam pelo ouvido". São Paulo: Demônio Negro, 2007.


todavia
uma sombra assenta
liquefaz o que estava
imperceptivelmente
borra o que perdura
agora sim o homem
é o seu perfeito sósia
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


velhera
tempo lavradio
à-toa

totêmico tempo
a toda

cavalarico do soçobro
à coda
entes da simetria perfeita
- Sylvio Back, em "Quermesse - poesia erótica reunida". Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.


Leitura dos poemas eróticos
'As mulheres gozam pelo ouvido', de Sylvio Back
Pelo Teatro Para Alguém
Autor: Sylvio Back
Elenco: Gilda Nomacce, Regina França e Fernando Alves Pinto
Direção: Renata Jesion
Fotografia: Nelson Kao
Fonte: Aplauso Brasil
As mulheres gozam pelo ouvido - de Sylvio Back
Leitura dos poemas eróticos pelo Teatro Para Alguém


Vídeo: Quermesse, de Sylvio Back
Narração: Paulo Branco
Duração: 8'47
:: Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).


"Sua poesia erótica é uma coisa singular dentro da poesia brasileira. (...) Você tem o controle total da linguagem para suas libidinagens verbais. (...) Você é um Aretino brasileiro, de nosso tempo."
- Affonso Romano de Sant'Anna. in: Quermesse, de Sylvio Back. Rio de Janeiro: Topbooks, 2014.

Sylvio Back - foto: TV Cronopio
FORTUNA CRÍTICA DE SYLVIO BACK
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros, entrevistas e artigos jornalísticos]
ASSEF, Marco Antonio. Histórias nada oficiais. O Estado do Paraná, Curitiba, 12 abr. 1991.
AVELLAR, José Carlos. Aleluia, Gretchen: um diário sem páginas amarelas. Jornal do Brasil. Serviço, Rio de Janeiro, p. 1, 26-27 mar. 1977.
AVELLAR, José Carlos. Aleluia Gretchen: o rosto sempre igual da violência. Jornal do Brasil. Caderno B, Rio de Janeiro, p. 2, 29 jan. 1977. 
AVELLAR, José Carlos. Corpo vivo. Jornal do Brasil. Caderno B, Rio de Janeiro, p. 2, 4 abr. 1977.
BALLERINI, Franthiesco. Cinema brasileiro no século 21: Reflexões de cineastas, produtores, distribuidores, exibidores, artistas, críticos e legisladores sobre os rumos da cinematografia nacional. São Paulo: Summus Editorial, 2012.
BERNARDET, Jean-Claude. Aleluia, Gretchen: a metáfora e a história. Movimento, São Paulo, n.103, p. 19-20, jun. 1977.  
BERNARDET, Jean-Claude. Aleluia, Gretchen: a metáfora e a história. Anuário das Artes, São Paulo, p. 179-184, 1978.
BERNARDET, Jean-Claude. Cinema e história do Brasil. São Paulo: Contexto, 1994
Sylvio Back - foto: acervo Cinemateca de Curitiba (PR)
BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
BILHARINHO, Guido. Cem anos de cinema brasileiro. Uberaba: Instituto Triangulino de Cultura, 1997.
BILHARINHO, Guido. Rádio Auriverde: discurso e imagem. O cinema brasileiro dos anos 90. Uberaba: Instituto Triangulino de Cultura, 2000.
BORGES, Luis Ribeiro. O cinema à margem. Campinas: Papirus, 1983.
BRASIL, Ubiratan. Os 40 anos de Lance Maior. in: O Estadão de São Paulo, 4 fevereiro de 2009. Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).
CABRERA, Julio. Recordando sem ira. [no prelo]. In: BACK, Sylvio. A Guerra dos Pelados. São Paulo: Annablume, 2008.
CAETANO, Daniel. Lost Zweig, Sylvio Back, Brasil, 2003. Crítica, Contracampo - revista de cinema. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
CAMPOS, Rui Ribeiro de.. Cinema, geografia e sala de aula. in: Educadores - dia-a-dia, Gov./PR, agosto 2011. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
CAPELATO, Maria Helena, MORETTIN, Eduardo, NAPOLITANOMarcos, SALIBA, Elias Thomé (orgs.). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda Editorial, 2007, 392p.; 2ª ed., 2011.
CARVALHO, Regina. Os Olhos de Sylvio Back. Diário Catarinense, Florianópolis,SC, p. 4 - 4, 29 out. 2007.
CASAROTTO, Abele Marcos. O contestado e os estilhaços da bala: literatura, história e cinema. (Tese Doutorado em Literatura). Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Florianópolis, 2003. Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).
CONTEMPORARTES. Cineasta Sylvio Back nos trilhos dos contos. revista contemporartes, 07 de dezembro de 2010. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
COTA, Ricardo. A força de Graciliano Ramos em documentário de Sylvio Back. O Dia, 07.05.2015. Disponível no link. (acessado em 5.7.2015).
DEPIZZOLATTI, Norberto (et.alii). O cinema em Santa Catarina. Florianópolis: Ed.UFSC, 1987.
DEL VECCHIO, Annalice. Paraguai fascinante. Gazeta do Povo, de Curitiba, em 17 de janeiro de 2011. Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).
EMBRAFILME. Guia de Filmes. Rio de Janeiro: Embrafilme, 1985- v. 1-1911120 e 1987- v.2-1921/25. 
FARIA, Tiago. Sylvio Back, diretor de Aleluia Gretchen, revela sua veia literária. Correio Braziliense em 27.11.2010. Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).
FASSONI, Orlando. O cinema de Silvio Back. São Paulo: Secretaria da Cultura do Estado /Museu da Imagem e do Som, 1979.
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Sylvio Back, foto: FNAC
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Sylvio Back, foto: Mauro Vieira/ZH

FILMOGRAFIA DE SYLVIO BACK

CURTA-METRAGEM
'As moradas',  filmagens 1962 - foto: Francisco Bettega Netto
Filme: As moradas
Sinopse: Famílias morando atrás de prédios, em favelas, e cemitérios de indigentes de Curitiba, em contraste com residências luxuosas e gigantescos mausoléus, dão o mote do filme: de como os pobres vivem e são mal enterrados, e de como os ricos vivem e moram bem até depois de mortos.
Ficha técnica
Ano: 1964
Duração: 9 min.
Gênero: Documentário
Formato: 16 mm, PB
Direção, montagem e texto: Sylvio Back
Argumento e roteiro:  Sylvio Back, Oscar Milton Volpini e Francisco Bettega Netto
Fotografia: Jesus Santoro
Produção: coletiva


Filme: Os imigrantes
Sinopse: A partir da capital, Curitiba, espraiando-se para todo o Estado, e calcado numa vasta pesquisa iconográfica (imagem & música), o média-metragem conta a saga da imigração estrangeira do Paraná, para tanto, revelando homens e paisagens até então nunca vistas.
Ficha técnica
Ano: 1965
Duração: 30 min.
Gênero: Documentário
Formato: 16 mm, PB
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back


Filme: Curitiba, amanhã
Sinopse: Acompanhando as pioneiras mudanças urbanísticas e  do transporte coletivo de Curitiba (PR) em meados dos anos 1960, o curta-metragem dialoga com o passado da cidade através de imagens de arquivo e aponta para um novo futuro a seus habitantes.
Ficha técnica
Ano: 1965
Duração: 10 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, PB
Pesquisa, roteiro e direção: Sylvio Back


Filme: A grande feira
Sinopse: Estado de vocação agrícola, o curta-metragem aborda famosa exposição anual que, mesclando espetáculos musicais com leilões de animais, venda de equipamentos e vestuário regional, atrai milhares de visitantes.
Ficha técnica
Ano: 1966
Duração: 10 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, cor
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back


Filme: Festival
Sinopse: Narrativa do Festival de Etnias do Paraná que, reunindo imigrantes que colonizaram o Estado (poloneses, alemães, italianos, árabes, paraguaios, etc), apresentam-se, vestidos a caráter, com suas danças, cantos e manifestações folclóricas.
Ficha técnica
Ano: 1966
Sylvio Back - foto: Cadi Buasatto
Duração: 10 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, cor
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back


Filme: Vamos nos vacinar
Sinopse: Relato pessoal em tom sociológico de inédita campanha de multi vacinação abrangendo a população da periferia e das escolas primárias e secundárias de Curitiba (PR).
Ficha técnica
Ano: 1966
Duração: 8 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, PB
Direção e roteiro: Sylvio Back
Produtora: Apolo Filmes PR
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: O livro de Cristovão Colombo
Sinopse: Curta-metragem integrante do corpo narrativo da peça “O Livro de Cristóvão Colombo”, de Paul Claudel (1868-1955), encenação de época com o elenco do Teatro Guaíra de Curitiba (PR). Direção de Ivan de Albuquerque. 
Ficha técnica
Ano: 1967-1969
Duração: 5 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, PB
Direção e roteiro: Sylvio Back
Produção: Teatro Gauíra
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Schweik na II Guerra Mundial
Sinopse: Curta-metragem integrante do corpo narrativo da peça “Schweik na II Guerra Mundial”, de Karel Capek (1890-1938), clássico da literatura tcheca, encenada por Cláudio Correia e Castro (1928-2005) no Teatro Guaíra de Curitiba (PR).
Ficha técnica
Ano: 1967-1969
Duração: 4 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, PB
Direção e roteiro: Sylvio Back
Produção: Teatro Guaíra


Filme: O semeador
Sinopse: Filmado em uma única tomada, o curta-metragem revela a estátua-símbolo da imigração polonesa no Paraná, exposta na praça Eufrásio Correia, no centro de Curitiba (PR), cujo título é “O semeador”, de autoria do escultor Zacco Paraná (1884-1961).  
Ficha técnica
Ano: 1974
Duração: 2 min.
Gênero: Documentário
Formato: Super 8
Direção, produção e roteiro: Sylvio Back


Filme: Curitiba: uma experiência em planejamento urbano
Sylvio Back - foto: Vilma Slomp
Sinopse: No início da década de 1970, Curitiba sofre uma profunda transformação urbanística que sacode sua vocação provinciana. Primórdios de uma política de cultura, lazer, transporte coletivo e áreas verdes, voltada para a qualidade de vida da população. 
Ficha técnica
Ano: 1974
Duração: 10 min.
Formato: 35mm., cor
Direção e produção: Sylvio Back
Roteiro e texto: Gilberto Ricardo dos Santos e Fábio Perez
Direção de fotografia e câmara: Antonio B. Thomé
Narração: Fábio Perez
Montagem e edição: Inácio Araújo
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).



Filme: Teatro Guaíra
Sinopse: Através de flagrantes de ensaios, encenação de peças, balé, espetáculos infantis, teatro de bonecos e, de imagens de arquivo sobre incêndio que quase o destruiu, o documentário revela a arquitetura e a carpintaria técnica do monumental Teatro Guaíra, de Curitiba (PR). Na abertura, vê-se retrospecto iconográfico do teatro no Paraná, e ao longo do texto, a sua história desde o início do século passado aos dias atuais.
Ficha técnica
Ano: 1976, Brasil
Duração: 11 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, color
Direção, produção, pesquisa, roteiro e texto: Sylvio Back
Direção de fotografia: Lúcio Kodato
Som-direto: Sidney Paiva Lopes
Narração: Fábio Perez
Montagem: Mauro Alice
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Um Brasil diferente? 
Sinopse: Acompanhando o caminho do sol sobre o Paraná, o filme começa no litoral das praias e ilhas, atravessa a Serra do Mar, detém-se na capital, Curitiba, viaja às origens da Humanidade em Vila Velha, e acaba festejando as explosões da natureza em Sete Quedas e Foz do Iguaçu. Pequeno hino de amor telúrico a um território praticamente desconhecido pelo e no cinema brasileiro.
Ficha técnica
Ano: 1978, Brasil
Duração: 17 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, cor
Direção, roteiro e produção: Sylvio Back
Direção de fotografia e câmara: Lúcio Kodato
Direção de produção: Plínio Garcia Sánchez
Autoria do texto de locução: Luiz Geraldo Mazza
Assistente de câmara: José Tadeu Ribeiro
Narração: Neville George
Montagem: Mauro Alice
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Sete quedas
Cartaz filme "Sete quedas", de Sylvio Back
Sinopse: O tema do filme são as famosas corredeiras do rio Paraná, conhecidas sob a denominação de “Sete Quedas”, e cujo desaparecimento em fins de 1992, ocorreu quando teve represadas as suas águas, formando o lago Itaipu de 200km quadrados. Numa das últimas filmagens de Sete Quedas, o tom do documentário é de pavana e de libelo ecológico.
Ficha técnica
Ano: 1980
Duração: 10 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor
Direção, roteiro e produção: Sylvio Back
Direção de fotografia: Adrian Cooper
Produção executiva: Maraidith Flores
Produtora: Sylvio Back Produções
Prêmios
:: Melhor roteiro no Concurso de Filmes sobre Turismo - Embratur/Embrafilme.. 
:: Prêmio Filme Brasileiro de Curta-metragem pelo Concine, 1985.
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: A araucária: memória da extinção
Sinopse: Nos últimos 50 anos a imagem do pinheiro - principal essência florestal dos estados sulino - acabou se transformando num triste epitáfio da espécie. O filme aborda a história do pinheiro, sua atual situação e os principais elementos que pressagiam o próximo fim da 'araucária angustifolia': incêndios das reservas, predação violenta, desmatamento irracional e a falta de uma consciência ecológica que assegure sua sobrevivência, através do replantio.
Ficha técnica
Ano: 1981, Brasil
Duração: 29 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor e PB
Direção, argumento, roteiro e texto: Sylvio Back
Direção de fotografia: Adrian Cooper
Produção executiva: Maraidith Flores
Prêmios
:: Prêmio Embrafilme na Mostra do Filme Científico,14, 1983, RJ. 
:: Prêmio Osiris da FAO no Concurso Internacional do Filme Agrícola, 13, 1984, Berlim/Alemenha. 
:: Prêmio Filme Brasileiro de Curta-metragem pelo Concine, 1984
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: A extinção da Araucária
Sinopse: Primeiro testemunho cinematográfico moderno, veiculado no programa “Globo Rural”, atualizando a história e antecedentes predatórios que prenunciam o iminente fim da “Araucária Angustifólia”, o chamado pinheiro do Paraná, símbolo heráldico do Estado. 
Ficha técnica
Ano: 1981
Duração: 20 min.
Gênero: Documentário
Formato:16 mm, pb e cor
Direção e produção: Sylvio Back
Programa: Globo Rural


Filme: A escala do homem
Sinopse: ... sobre as transformações urbanísticas sofridas por Curitiba, a partir da segunda metade da década de 70. Sua narrativa, em tom jornalístico, começa por recapitular a provinciana face da cidade após vinte anos (filme de arquivo feito por um dos pioneiros do cinema paranaense João Baptista Groff), até a sua invejável qualidade de vida atual.
Ficha técnica
Ano: 1982
Duração: 13 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor
Direção, roteiro e produção: Sylvio Back
Direção de fotografia e câmara: Adrian Cooper
Textos: Paulo Vítola e Gilberto Ricardo dos Santos
Assistente: José Roberto Eliezer
Trilha musical original: Paulo Vítola e Marinho Gallera
Narração: Neville George
Montagem e edição: Laércio Silva
Produção executiva: Maraidith Flores
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: A babel da luz
Filme 'A Babel da luz' (1992), de Sylvio Back
 Helena Kolody e Sylvio Back - foto: Sérgio Sade
Sinopse: Auto-retrato protagonizado pela poeta Helena Kolody, 80 anos, enquanto espelho de suas próprias angústias, enquanto aventura linguística única, enquanto repositório de uma biografia interminável - 'que o poema, afinal, continua a vida'.
Ficha técnica
Ano: 1992
Duração: 10 min.
Gênero: experimental/biografia
Formato: 35mm, cor
Direção e roteiro: Sylvio Back
Direção de fotografia: Walter Carvalho
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira
Som-direto: Adair Comarú
Produção executiva: Sylvio Back e Margit Richter
Produção: Usina de Kyno
Prêmios
:: Prêmio de melhor curta-metragem e melhor montagem no XXV aniversário - Festival de Brasília, 1992.
:: Margarida de Prata da­ CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
:: Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira / Curtagora (acessado em 20.6.2015).


MÉDIA-METRAGEM
Filme: A gaiola de ouro
Sinopse: Filmado no Amapá, no Maranhão e em Minas Gerais, este “Globo Shell” revela a dramática, heroica e, também, poética, crônica da extração operária de três riquezas do país jamais mostradas na televisão: o subsolo do manganês, as jazidas de ferro e as minas de ouro.
Ficha técnica
Ano: 1973
Duração: 50 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm., cor.
Direção e roteiro: Sylvio Back
Prêmios
:: Prêmio no Festival Nacional de Curta-metragem da Aliança Francesa, 1. 
:: Prêmio Helena Silveira para Melhor Filme do Ano. 
:: Troféu Amiga para Melhor Filme do Ano.
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Mulheres guerreiras 
Sinopse: Primeira incursão ao universo das feministas dos anos 1970 na televisão brasileira, este “Globo Repórter” articula sua narrativa com a biografia de três figuras emblemáticas da nossa história: Joana Angélica, Maria Quitéria e Bertha Luz (1894-1976), em sua última entrevista.   
Ficha técnica
Ano: 1977
Duração: 45 min.
Formato: 16mm, color
Direção, roteiro e texto: Sylvio Back
Programa: Globo-Repórter
Produção: Blimp Film SP
Paulo Emílio e Sylvio Back, em Curitiba (1961)


Filme: Crônica sulina
Sinopse: Resgate afetivo, antropológico e sociológico da história, cultura, economia, música, folclore e vida cotidiana dos habitantes da cidade e do campo dos estados do Extremo Sul do Brasil, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
Ficha técnica
Ano: 1978
Duração: 25 min.
Formato: 35mm, color
Direção e roteiro: Sylvio Back
Produção: Blimp Film SP


Filme: República Guarani
Sinopse: Primeira versão do futuro longa-metragem com título homônimo, finalizado em 1982, cuja tema gira em torno da missões jesuíticas, existentes entre 1610 e 1767, numa vasta área dominada por índios Guarani e drenada pelos rios Uruguai, Paraná e Paraguai. Ali vingou um até hoje polêmico projeto religioso, social, econômico, político e arquitetônico, sem equivalência na história das relações conquistador-índio das Américas.
Ficha técnica
Ano: 1979
Duração: 60 min.
Formato: 16mm, color
Direção e roteiro: Sylvio Back
Pesquisa e roteiro:  Deonísio da Silva e Sylvio Back
Produção: Embrafilme (RJ)


Filme: 1930, a Revolução que mudou o Brasil 
Sinopse: Inteiramente montado a partir de inéditas cenas de arquivo dos anos 1920, este “Globo Repórter”, remontagem do longa-metragem, “Revolução de 30”, contextualiza fala dos historiadores Boris Fausto, Paulo Sérgio Pinheiro e Edgard Carone, que discutem se o movimento insurrecional foi ou não golpe de Estado.
Ficha técnica
Ano: 1980
Duração: 45 min.
Formato: 16mm, pb
Direção, roteiro e texto: Sylvio Back
Programa: Globo-Repórter


Filme: Jânio 20 anos depois
Sinopse:  Filmado na residência do ex-presidente Jânio Quadros em Guarujá (SP), o “Globo Repórter” traz a primeira entrevista dele sobre a polêmica renúncia, coadjuvada pelo depoimento de contemporâneos ao evento, após o seu retorno do exílio em 1980.
Ficha técnica
Ano: 1981
Duração: 45 min.
Formato: 16mm, Cor e PB
Direção, roteiro e texto: Sylvio Back
Programa: Globo-Repórter


Filme: Vida e sangue de polaco 
Polacas com Santa - foto: João Urban - filme "Vida e sangue de Polaco", 
de Sylvio Back (1982)
Sinopse: O Brasil, aqui, fomos nós que fizemos'. Essa expressão, dita por um imigrante polaco de 91 anos, sintetiza a face oculta da crônica civilizatória desempenhada pela etnia no Sul do país. O documentário, através do memorial e do testemunho moderno, refaz a trajetória da imigração polonesa, desde seus primórdios à situação atual dos descendentes.
Ficha técnica
Ano: 1982
Duração: 56 min.
Gênero: Documentário
Formato: 16mm, color
Direção, pesquisa, roteiro e produção: Sylvio Back
Direção de fotografia e Câmara: Adrian Cooper
Músicas: Henrique de Curitiba/Folclore da Polônia
Filme de arquivo: Cinemateca do Museu Guido Viaro (PR)
Som-direto: Romeu Quinto
Montagem e edição: Mário Queiroz Jr.
Assistente do diretor: Maraidith Flores
Produção executiva: Maraidith Rne Flores
Produção: Secretaria da Cultura e do Esporte do Paraná
Prêmios
:: Melhor Fotografia ,para Adrian Cooper no Festival de Gramado, 11, 1983, RS. 
:: Melhor Fotografia, para Adrian Cooper; Melhor som, para Romeu Quinto, no XVI Festival de Brasília, 1983, Brasília - DF.
Crítica
“Vida e Sangue de Polaco é um belíssimo documentário a respeito da imigração polonesa no Sul do país: belo a cada plano, o filme transpira uma ternura e uma poesia difíceis de encontrar."
– Inácio Araújo (“Folha de S. Paulo”/1997).

"A simplicidade de estilo transforma-se em pura poesia nas varandas das moradas polacas, onde Back colocou as famílias para posar como se fosse ele um retratista dos velhos tempos. (...) surte no filme um efeito delicioso, provocando uma tensão e um humor não encontráveis nos documentários acadêmicos."
– Carlos Alberto Mattos (“Tribuna de Imprensa” – RJ/1983).

"... a par da bela fotografia, “Vida e Sangue de Polaco” (Life and blood of a polak) estimula a reflexão, e virtualmente desencadeia um forte envolvimento emocional do espectador com o tema."
– Nelson Hoineff (“Variety” – EUA/1983).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: O auto-retrato de Bakun
Cartaz do filme "O auto-retrato de Bakun",
 de Sylvio Back
Sinopse: Revelação biográfica de Miguel Bakun, considerado o maior pintor paranaense. A recuperação da vida-obra-e-morte de Bakun, que se suicidou em Curitiba, aos 54 anos, em 1963, é realizada através de sessões espíritas e de lembranças de amigos e parentes. Com essa vertente, o filme libera todo o imaginário oculto em torno do artista. 
Ficha técnica
Ano: 1984
Duração: 43 min.
Gênero: Documentário
Formato: 16mm, color
Direção e argumento: Sylvio Back
Pesquisa e roteiro: Sylvio Back e Nelson Padrella
Direção de fotografia e câmara: Adrian Cooper
Elenco: Nelson Padrella como Miguel Bakun; Walkíria Kaminski (médium)
Som-direto: Romeu Quinto
Músicas: Henrique de Curitiba
Intérprete: Milton Nascimento
Montagem e edição: Laércio Silva
Assistente do diretor: Maraidith Flores
Produção Usina de Kyno
Prêmios
:: Prêmio Glauber Rocha - Jornada Brasileira de Curta Metragem, 1984 - Cachoeira - BA. . 
:: Melhor Fotografia (Adrian Cooper) - Festival Nacional de Cinema de Caxambú, 1984 - MG.
Crítica
Miguel Bakun - foto: iconografia familiar
"Como o “Van Gogh”, de Alain Resnais ou “Di”, de Glauber Rocha, o “Bakun”, de Sylvio Back opera com desenvoltura no interior do indissolúvel eixo vida-obra do pintor. Sua trágica figura, sua conflitante relação com a província e com a cultura oficial, nos é transmitida de forma ao mesmo tempo terna e contundente." 
– Eudoro Augusto (“Istoé”/1995).

"Raras vezes o cinema documental brasileiro prestou uma homenagem tão humana e sincera a um artista como neste maravilhoso autorretrato, que discute o próprio gênero a partir de seu título de paradoxal ironia."
– Luiz César Cozzatti (em “Zero Hora”, RS/1984).

"Sylvio Back fez um filme atrevido. No conjunto, pelos resultados líricos, uma pequena obra-prima."
– Almir Feijó em "Descríticas", 2004.

"Ao colocar em cheque o câncer perverso da autofagia curitibana, herdeira da jequice imigrante de boa parte das ditas famílias "tradicionais" da cidade, Back, no belo documentário, também discute, para além do vício curitiboca que nem Freud explica, a sanha mesma dos condenados à morte pelas próprias mãos."
– Wilson Bueno, escritor, 1996.
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).



Filme: Zweig: A morte em cena
Cartaz do filme "Zweig: A morte
em cena", de Sylvio Back
Sinopse: Com testemunhas contemporâneas e um olhar cinematográfico dos anos quarenta, o documentário discute a “vida brasileira” do escritor austríaco, Stefan Zweig, autor do emblemático livro, “Brasil, País do Futuro”. Ele, 60 anos, e sua esposa, Lotte, 33, suicidam-se em Petrópolis na semana seguinte ao Carnaval carioca de 1942.
Ficha técnica
Ano: 1995
Duração: 43 min.
Formato: 16mm, pb e cor
Diretor de fotografia: Walter Carvalho.
Direção, pesquisa, roteiro e produção: Sylvio Back
Trilha original: Henry Jolles 
Produção: Margit Richter
Som-direto: Juarez Dagoberto
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira
Produção: Usina de Kyno
Crítica
"Em 1995, Sylvio Back realizou o extraordinário documentário em média-metragem, “Zweig: A Morte em Cena”, sobre a vida e morte do escritor austríaco no Brasil. Embasado em depoimentos, trechos de filmes e fotografias da época, o doc exibido e premiado em vários países, traça um retrato terno e verista do escritor."
– Valêncio Xavier (“Gazeta do Povo” – PR/1999).

"'Zweig: A Morte em Cena' é um filme-verdade, pois nos mostra o escritor austríaco sem maquiagens nem subterfúgios através dos depoimentos da época."
– Dejean Magno Pellegrin (Tribuna de Imprensa – RJ, 1997).
:: Disponível no link. (acessado em 25.6.2015).
:: Fonte e ficha técnica completa: Porta Curta/IMDb (acessado em 5.7.2015).


DOCUMENTÁRIOS (LONGA-METRAGEM)
Filme: Revolução de 30
Cartaz do filme "Revolução de 30", de Sylvio Back
autor: Fernando Pimenta
Sinopse: Filme-colagem de uma trintena de documentários e filmes de ficção dos anos 20, culminando com cenas inéditas da Revolução de 1930. Todo em preto-e-branco, o principal tônus é a excelência restauração fotográfica de suas imagens, emoldurada por uma trilha sonora autêntica, de rara beleza e qualidade de emissão. Duas horas de estupefação, gargalhadas, esgares inesperados, achados anedóticos e ironias sorrateiras.
Ficha técnica
Ano: 1980
Duração: 122 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, PB
Direção, argumento, roteiro e produção: Sylvio Back
Pesquisa iconográfica e seleção de filmes: Sylvio Back
Consultores de imagens: Carlos Roberto de Souza, Cosme Alves Netto, José Carvalho Motta, Jurandir Noronha, Valêncio Xavier, Antonio Jesus Pfeil, Michel do Espírito Santo, Oldemar Blasi e Anita Murakami
Comentários (em off): Boris Fausto, Edgard Carone, Paulo Sérgio Pinheiro
Pesquisa musical e arquivo fonográfico: Jairo Severiano
Arquivos: Cinemateca Brasileira (SP), Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Cinemateca do Museu Guido Viaro (PR), Arquivo “Edgard Leuenroth” - Unicamp (SP), Fundação José Augusto (RN) e Fundação Getúlio Vargas (RJ).
Assistência de direção: Maraidith Flores
Som direto: Miguel Sagatio
Montagem e edição: Laércio Silva
Som-direto: Miguel Sagatio
Arranjos musicais: Régis Duprat e Rogério Duprat
Música: Jairo Severiano
Produtora: Sylvio Back Produções Cinematográficas
Apoio: Secretaria de Cultura e do Esporte do Paraná; Fundação Cultural de Curitiba
Distribuição: Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A.
Crítica
"Sylvio Back não é de entrar na história pela porta dos fundos. Ao abordar um tema, tem sempre, pelo menos, a virtude da polêmica. (...) “Revolução de 30” é um espetáculo instigante sobre esse fato, talvez o mais complexo da história republicana no Brasil."
– Inácio Araújo (“Folha de São Paulo”/2001)

"Inventivo, habilidoso e sério, é um filme que deve ser visto obrigatoriamente."
– José Carlos Monteiro (”O Globo”/1980)

"'Revolução de 30' ... Uma composição cinematográfica entre imagens de arquivo da história moderna, com toda a musicalidade da época, em uma edição primorosa e criativa, marcada pelo contraponto da ficção, entre a narração do pensamento de historiadores da esquerda brasileira, e sua visão poética, de artista sensível, com a história do cinema e de toda nossa memória. Que imagens extraordinárias!"
– José Sette, cineasta, 2005.
:: O filme "Revolução de 30", de Sylvio Back, disponível online (acessado em 5.7.2015).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: República Guarani
Cartaz do filme "República Guarani",
 de Sylvio Back

Autor:  Marcos Bento
Sinopse: Entre 1610 e 1767, ano da expulsão dos jesuítas das Américas, numa vasta área dominada por índios Guarani e parcialidades linguísticas afins, e drenada pelos rios Uruguai, Paraná e Paraguai, vingou um discutido projeto religioso, social, econômico, político e arquitetônico, sem equivalência na história das relações conquistador-índio. Trezentos e cinqüenta anos depois é possível identificar uma nostalgia daqueles tempos. Ante as similitudes com o passado, este filme é a retomada do debate.
Ficha técnica
Ano: 1982
Duração: 100 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor e PB
Direção e argumento: Sylvio Back
Pesquisa e roteiro: Sylvio Back e Deonísio da Silva 
Direção de fotografia e câmara: José Medeiros
Direção de produção: Plinio Garcia Sanchez
Entrevistas: Bartolomeu Meliá, Rafael Eládio Velásquez, Juan Carlos Caravaglia, Juan Villegas, Clovis Lugon, Moysés Vellinho, Guilhermino Cesar, Maxime Haubert, Ramon Gutierrez, Antonio Gonzáles Dorado, Ernesto Maeder
Prêmios
:: Melhor trilha sonora para Sylvio Back e Melhor roteiro para Sylvio Back e Deonísio da Silva no Festival de Brasília, 15, 1982, Brasília - DF. 
:: Prêmio São Saruê, 1982, Federação de Cine-clubes do Rio de Janeiro. 
:: Melhor Documentário pela Associação de Críticos Cinematográficos, 1984, MG. 
:: Menção Honrosa no Festival Latino-americano de Cinema dos Povos Indígenas, 1987, RJ.
Crítica
"... precisamente por levantar essa questão do "genocídio cultural" – implícita em qualquer tentativa, presente ou passada, de integrar o índio à chamada "civilização"- que "República Guarani" se torna o mais importante filme sobre índios até hoje realizado no Brasil..."
– Pola Vartuck ("O Estado de S.Paulo"/1982) 

"Feito com a costumeira seriedade de Sylvio Back, é importante para o melhor conhecimento do singular e dramático episódio da história do Brasil."
– Luciano Ramos (Vídeo/1993)

"... o filme vale por colocar o espectador diante de uma fascinante discussão que termina por desmistificar a idéia paradisíaca das Missões. E o mais importante, é que o filme não adota uma atitude totalitária, como se o autor fosse o dono da verdade."
– Hélio Nascimento (“Jornal do Comércio”, RS/1982)
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira e BCC (acessado em 20.6.2015).



Filme: Guerra do Brasil
Cartaz do filme "Guerra do Brasil", de Sylvio Back
Autores: João Câmara e Dulce Lobo
Sinopse: Entre 1864 e 1870, a América do Sul é palco do maior e mais sangrento conflito armado do século, conhecido como a “Guerra do Paraguai”, ou “Guerra Grande”, para os paraguaios. Misturando realidade e ficção, o doc debate este “ensaio” da I Guerra Mundial, que envolveu Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, vitimando em torno de um milhão de pessoas. No filme entrelaçam-se a história oficial, o imaginário popular e a crítica de militares, cronistas e historiadores, articulado a um complexo painel iconográfico e musical, e a um resgate visual do teatro de operações no Paraguai.
Ficha técnica
Ano: 1987
Duração: 83 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, PB e cor
Direção, roteiro e produção: Sylvio Back
Direção de fotografia e câmara: José Medeiros
Pesquisa histórica, cinematográfica
e musical e texto: Sylvio Back
Pesquisa iconográfica: Ana Maria Belluzzo (coordenação) e Mariana Ochs (Brasil), Mary Monte López Moreira (Paraguai), León Pomer (Argentina) e Sylvio Back (Uruguai).
Cromatismo e colagens: Solda
Elenco: Patrícia Abente
Direção de animação: Marcello G. Tassara
Som-direto: Miguel Sagatio e Juarez Dagoberto
Piano: Guilherme Vergueiro
Montagem: Laércio Silva
Produção: Sylvio Back e Embrafime
Co-produção: Embrafilme
Prêmios
:: Prêmio Especial do Júri, no III Rio-Cine Festival/1987.
:: Melhor Roteiro, do I Festival de Cinema de Natal/1987.
:: Melhor Cartaz, de João Câmara e Dulce Lobo, do IX Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de Habana (Cuba)/1987.
Crítica
"Ele, Back, é um artista obcecado pela perfeição e a persegue de filme para filme, sonha com um ato de estética puro e inovador, concreto como a verdade."
– Tabajara Ruas (“Diário do Sul”, Rio Grande do Sul, 1987)

"Sylvio Back está para o Brasil como Michael Moore para os Estados Unidos. Seus documentários expõem teses pessoais, desenvolvidas quase sempre como ensaios. Pode-se partilhar ou não das idéias, mas não da obstinação com que o cineasta as desenvolve. “Guerra do Brasil” traz o polemismo inscrito já no título."
– Inácio Araújo (“Folha de S.Paulo”, São Paulo, 2004)

"A guerra secreta de um diretor. (...) O filme levanta o véu de incompreensões e mitos que cercam este tema tabu. “Guerra do Brasil” vai em busca da verdade dos fatos, ouvindo e fazendo prevalecer a versão tanto do vencedor como do vencido." 
– Lena Bastos, (“Diário catarinense”, Santa Catarina, 1987)


Filme: Rádio Auriverde - a FEB na Itália
Sinopse: Com imagens e sons inéditos de Carmen Miranda e do Brasil na II Guerra Mundial, o filme penetra no desconhecido universo da guerra psicológica que conturbou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália.
Cartaz do filme "Rádio Auriverde", de Sylvio Back
Através das musicalmente alegres e debochadas transmissões de uma rádio clandestina, tema-tabu entre os pracinhas, são reveladas as tragicômicas relações entre os Estados Unidos e o Brasil durante o conflito.
Ficha técnica
Ano: 1990/1991
Duração: 70 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor e PB
Direção, argumento e produção: Silvio Back
Pesquisa histórica e iconográfica, roteiro e textos: Sylvio Back
Consultores de imagem: Francisco Sérgio Moreira, Bob Summers (EUA) e Cosme Alves Netto
Arquivos: Casa da FEB (RJ), Casa do Expedicionário (PR),
Cinemateca Brasileira (SP), Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ), Cinemateca do Museu Guido Viaro (PR), Collector’s (RJ), Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage FUNALFA (MG), National Archives (EUA), Radiobrás (RJ) e Serviço Brasileiro da BBC (Inglaterra).
Produção executiva: Margit Richter
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira
Assessoria jurídica: Flávio Ahmed
Produtora: Sylvio Back Produções Cinematográficas
Co-Produção: Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A.; Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Cinemateca Brasileira; Fundação do Cinema Brasileiro; Fundação Cultural de Curitiba
Prêmios
:: Menção Honrosa pelo trabalho de pesquisa no Festival de Natal, 5, 1991.
Crítica
"Mais que um filme sobre a FEB, “Rádio Auriverde” é um filme sobre a imagem do Brasil num episódio de alta exposição. Cruel, panfletário, incômodo corolário de um cinema que não nasceu para agradar ou cortejar."
– Carlos Alberto de Mattos (em “Sylvio Back – Filmes Noutra Margem”, PR/1992).

"... corajoso, desassombrado, inimaginável."
– Guido Brilharinho (em “O Cinema Brasileiro nos Anos 90”, Uberaba – MG/2000).

"... a noção que talvez mova toda a cinematografia de Back, o desejo de quebrar a ingenuidade e festividade na visão de momentos históricos. Intento esse que lhe custou um dos mais sacudidos debates do recente cinema nacional, na empreitada de "Rádio Auriverde", uma criticada visão da participação dos pracinhas na II Guerra."
– Orlando Margarido ("Gazeta Mercantil", SP/2001)

"Sylvio Back, talvez o cineasta que de forma mais consistente vem se ocupando de nosso passado, histórico ou artístico, em filmes como "Rádio Auriverde" e, especialmente, 'Yndio do Brasil'."
– João Luiz Vieira (saite Contracampo), Rio/2001.

"Talvez o mais polêmico dos documentários do diretor, em que ele ousa discutir um assunto até então sagrado, a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial através da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Ele realizou um trabalho de pesquisa incrível, inclusive nos Estados Unidos... (...) Com certeza é muito raro se ver um documentário como este.."
– Rubens Ewald Filho (portal UOL Cinema, s/d).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).



Filme: Yndio do Brasil
Cartaz do filme "Yndio do Brasil", de Sylvio Back
Autor: Fernando Pimenta
Sinopse: Colagem de dezenas de filmes nacionais e estrangeiros – de ficção, cinejornais e documentários – revelando como o cinema vê e ouve o índio brasileiro desde quando foi filmado pela primeira vez em  1912. São imagens surpreendentes, emolduradas por músicas temáticas e poemas, que transportam o espectador a um universo idílico e preconceituoso, religioso e militarizado, cruel e mágico do nosso índio.
Ficha técnica
Ano: 1995
Duração: 70 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35 mm, PB e cor
Direção: Sylvio Back
Pesquisa histórica, prospecção de imagem e som, roteiro e poemas: Sylvio Back
Consultores de imagem: Mario Cereghino, Francisco Sérgio Moreira, Cosme Alves Netto, Carlos Roberto de Souza
Pesquisa musical e arquivo fonográfico: Jairo Severiano
Arquivos: Cinemateca Brasileira, Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), Museu do Índio e Arquivo Nacional
Dramatização dos poemas: José Mayer
Produção executiva: Margit Richter
Música: Jairo Severiano
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira
Assessoria jurídica: Flávio Ahmed
Produtora: Usina de Kyno
Prêmios
:: Melhor Documentário de Longa-metragem na 22º Jornada Internacional de Cinema da Bahia/95.
:: Melhor Documentário em Língua Portuguesa e Espanhola no 26º Festival de Figueira da Foz (Portugal/96).
:: Prêmio Especial do Júri no 1º Fest Cine (Florianópolis-SC)/97. 
Crítica
"O mais bem-sucedido filme de Sylvio Back."
– Hugo Sukman ("Jornal do Brasil”/1995).
Filme "Yndio do Brasil", de Sylvio Back

"Back gosta de retirar o verniz ideológico das verdades estabelecidas, expondo o que se movimenta por trás das fachadas oficiais. (...) Na montagem, Back consegue mostrar que a partir de Rondon, toda a aproximação com os índios brasileiros foi feita por meio de um projeto pedagógico militarizante."
– Luiz Carlos Merten ("O Estado de S.Paulo"/1997)

"Em 'Yndio do Brasil', mais uma vez Back foge da ótica óbvia, do discurso oficial ao fazer uma colagem de imagens que revelam como o cinema vê e ouve (ou ignora?) as nações indígenas brasileiras."
– Eros Ramos de Almeida ("O Globo"/1996)

"Surge então um filme extremamente rico: significante (visual) e significado (áudio/roteiro) bem distanciados, dando ao espectador o sentido mais variado. De quebra, na tela, visões inacreditáveis: desde filmes mais esclarecidos (“Como Era Gostoso o Meu Francês”) aos mais inacreditáveis (de ficções científicas a telejornais da ditadura). E o melhor: Sylvio Back se revelou um poeta de mão cheia: almas limpas/almas-penacho/almas-límpias/almas-apache/almas é nosso biz/nosso império nosso impropério/nosso círculo de giz/Ad majorem Dei gloriam/..." 
– ("Contracampo"/2005).
:: Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).


Filme: Cruz e Sousa - o poeta do desterro
Cartaz do filme "Cruz e Sousa - o poeta
 de desterro", de Sylvio Back
Sinopse: Biografia do poeta brasileiro, filho de escravos, João da Cruz e Sousa (1861-1898), fundador do Simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta negro da língua portuguesa. Através de 34 "estrofes visuais", o filme rastreia desde as arrebatadoras paixões do poeta em Florianópolis (SC) ao seu emparedamento social, racial e intelectual e trágico fim no Rio de Janeiro. 
Ficha técnica
Ano: 1999
Duração: 86 min.
Gênero: Documentário
Formato: 35mm, cor, Dolby SR
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back
Direção de fotografia e câmara: Antonio Luiz Mendes
Direção de arte: Rodrigo de Haro
Elenco: Kadu Carneiro, Maria Ceiça, Léa Garcia, Danielle Ornelas, Jaqueline Valdívia, Guilherme Weber, Luigi Cutolo, Carol Xavier, Marcelo Perna, Ricardo Bussy, Jacques Bassetti, Marco Aurélio Borges, Cora Araújo Oestroem, Julie Philippe dos Santos, João Pinheiro. 
Cenografia: Idésio Leal
Figurinos: Lou Hamad
Som direto: Silvio Da-Rin
Direção musical: Silvia Beraldo
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira
Direção de produção: César Cavalcanti
Produtores executivos: Sylvio Back/Margit Richter
Produção: Usina de Kyno
Prêmios
:: Melhor figurino para Lou Hamad no Festival de Natal, 11, 2000, Natal - RN.
:: Prêmio "Glauber Rocha" de "Melhor filme dos três continentes – (Ásia, África e América Latina)" e Menção honrosa, pela "pesquisa de linguagem" da crítica internacional – 29º Festival Internacional de Cinema de Figueira da Foz (Portugal, 2000).
:: Nominação para a categoria de “Melhor Fotografia”, para Antonio Luiz Mendes, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – 2000.
Crítica
"É, realmente, seu melhor filme, um dos mais belos do cinema brasileiro recente."
– Luiz Carlos Merten ("O Estado de S.Paulo"). 

"Suas falas, simultaneamente teatrais, poéticas e cinematográficas, arrebatam os espectadores. Back usa o cinema como pretexto para demonstrar a habilidade em metaformosear-se em vários suportes distintos. É um cinema que agride pelo lirismo, dá porrada pela poesia."
– Alécio Cunha ("Hoje em Dia", Belo Horizonte/MG).

"Acho um filme admirável."
– Alexei Bueno ("Jornal do Brasil").
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: O contestado - restos mortais
Cartaz do filme "O contestado - restos 
mortais", de Sylvio Back
Sinopse: Com o testemunho de trinta médiuns em transe, articulado ao memorial sobrevivente e à polêmica com especialistas, “O Contestado – Restos Mortais”, é o resgate mítico da chamada Guerra do Contestado (1912-1916). Envolvendo milhares de civis e militares, o sangrento episódio conflagrou Paraná e Santa Catarina por questões de fronteira e disputa de terras, mesclado à eclosão de um surto messiânico de grandes proporções.
Ficha técnica
Ano: 2010, Brasil
Duração: 118 min.
Gênero: Documentário
Formato: Digital, Cor/PB
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back
Direção de fotografia: Antonio Luiz Mendes
Câmera: Antonio Luiz Mendes e Haroldo Borges
Diretor assistente: Zeca Pires
Musica: Humberto Franceschi e Leon Barg
Som-direto: Juarez Dagoberto
Montagem/edição: Sylvio Back/PH Souza
Abertura/efeitos visuais: Fernando Pimenta
Edição de Som: Leonardo Gomes
Produção: Paulo Henrique Souza (PH Souza)
Produção executiva: Margit Richter
Assessoria jurídica: Flávio Ahmed
Produção: Usina de Kyno/Anjo Azul Filmes
Crítica
"Doravante, ninguém mais dirá que o Contestado era desconhecido porque não teve um Euclides da Cunha. Com os filmes "A Guerra dos Pelados" e "O Contestado – Restos Mortais", a Guerra do Contestado agora já tem seu Euclides da Cunha: é Sylvio Back."
– Godofredo de Oliveira Neto, escritor, autor do romance, “O Bruxo do Contestado” (10.2012) 

"O documentário “O Contestado – Restos Mortais”, de Sylvio Back, obra-prima do cinema brasileiro que estréia em São Paulo, mostra que a história não é distorcida apenas pelos vitoriosos, mas também pelos perdedores."
– José Neumanne Pinto (Rádio PAN, São Paulo/23.11.12).

"(sobre a presença dos médiuns) ... se é mentira, se é fato,  ou liberdade poética total do cinema, não importa. Importa que Sylvio Back realizou um longa-metragem com uma tensão digna de um thriller de Hollywood."
– Rodrigo Fonseca (“O Globo”, novembro/2012).

"... uma obra instigante e interessantíssima. De minha parte considero genial."
Sylvio Back - filmagem de Contestado - restos mortais
 foto: Antonio Luiz Mendes

– Clóvis Molinari, curador do Festival Internacional de Cinema de Arquivo – RECINE/Outubro, 2010.

"O documentário é tão vivo que recebe depoimentos dos mortos. Pra quem acha que tudo já foi inventado em termos de linguagem cinematográfica, você – o guerreiro Back – mostra que é ainda é cedo para o relatório final, e que ainda existem muitas possibilidades narrativas. O cineasta de ‘Bakun’, ‘Gretchen’, ‘Zweig’, ‘Babel’, ‘Yndio’ e tantas obras densas da cinematografia brasileira, agora nos brinda com um filme provocativo, que mergulha fundo num conflito ocorrido no sul do Brasil, revelando que o paraíso também é cheio de som e fúria."
– Altenir Silva, roteirista e cineasta

"É uma obstinação que Sylvio Back cumpre com empenho e talento em seus filmes: exumar capítulos nebulosos do passado do Brasil, aqueles ignorados pelos registros oficiais, relegados a notas de rodapé nos livros de história ou contados de forma enviesada."
– Marcelo Perrone (“Zero Hora”), RS/2012.


Filme: O universo Graciliano
Cartaz "O universo Graciliano", de Sylvio Back
Autor: Fernando Pimenta sobre quadro de Pierre Chalita
Sinopse: Um panorama da vida e da obra do autor Graciliano Ramos, falecido em 1953, e responsável por grandes livros da literatura brasileira, como "São Bernardo", "Vidas Secas", "Angústia", "Infância" e "Memórias do Cárcere". O filme combina diversos materiais de arquivo com entrevistas de pessoas próximas ao escritor.
Ficha técnica
Ano/país: 2013, Brasil
Duração: 84 min.
Gênero: Documentário
Formato: Digital, cor/PB
Direção, pesquisa e roteiro: Sylvio Back
Direção de fotografia: Antonio Luiz Mendes
Elenco/depoimentos: Oscar Niemeier, Lêdo Ivo, Luiza Amado, Paulo Mercadante
Produtora executiva: Margit Richter
Som-direto: Juarez Dagoberto
Montagem: Sylvio Back/PH Souza
Música: Heitor Cardoso, Misael Domingues, Tavares de Figueiredo e Ivo Cruz
Piano: Joel Bello Soares
Letreiros: Fernando Pimenta
Direção de produção: PH Souza
Assessoria jurídica: Flávio Ahmed
Produção: Usina de Kyno e Anjo Azul Filmes
Distribuidora: Providence Distribuidora de Filmes Ltda.
Crítica
"Sylvio Back devassa angústia de Graciliano Ramos em 'O Universo Graciliano'."
– Luiz Carlos Merten (crítico de cinema, "O Estado de S.Paulo").

"Graciliano Ramos ganha retrato à altura de sua controvertida personalidade (...)"
– Carlos Alberto Mattos (crítico de cinema, Rio de Janeiro).

“O Universo Graciliano” desconstrói o escritor alagoano e propõe uma viagem documental a um coração ambíguo."
– Daniel Zanella, jornalista, Gazeta do Povo (Curitiba, PR).

"Graciliânas para sempre: um é cortante pelo estilo seco e depurado de sua prosa. O outro, pela ironia e atilamento e pelos giros vigorosos (...). Sylvio Back partilha sua declaração de amor e destemor em 'O Universo Graciliano'."
– Mário Hélio (escritor e curador da Litercultura, Curitiba, PR).

"Se, ao contrário da ficção, o documentário brasileiro tinha uma dívida para com o velho Graça, "O Universo Graciliano" cuida de resgatá-la."
– Amir Labaki (crítico de cinema, "Valor", São Paulo). 


FICÇÃO (LONGA-METRAGEM)
Filme: Lance maior
Cartaz do filme "Lance maior", de Sylvio Back
Autor: Manoel Coelho
Sinopse: Mário, estudante universitário e bancário, através de uma ligação amorosa com Cristina, jovem rica, orgulhosa e emancipada, tenta ascender social¬mente. Entre os dois coloca-se a sensual comerciária Neusa, inexperiente e revoltada com a condição humilde de sua família. Cada um buscando um lugar ao sol da vida, enredam-se num diabólico jogo de sexo e amor.
Ficha técnica
Ano: 1968
Duração: 100 min.
Gênero: Ficção
Formato: 35mm
Argumento e roteiro: Sylvio Back e Oscar Milton Volpini
Diálogos: Nelson Padrella
Direção: Sylvio Back
Elenco: Reginaldo Farias, Regina Duarte, Lota Moncada, Irene Stefânia, Isabel Ribeiro, Fernando Zeni, Joel de Oliveira, Maurício Távora, Edson D’Avila, Odelair Rodrigues, Sergio Bianchi. 
Fotografia e câmara: Hélio Silva
Música: Carlos Castilho
Montagem e edição: Maria Guadalupe
Direção de produção: Ivan de Souza
Produção: Sylvio Back, A.P. Galante e Alfredo Palácios
Prêmios
:: Melhor Atriz, para Irene Stefânia e Melhor cartaz, para Manoel Coelho, do II Festival de Brasília/1968.
Crítica
"'Lance Maior' seguramente a mais legítima, consciente e sincera fita engajada de toda a conturbada trajetória do moderno cinema nacional.
– Ruben Biáfora  ("O Estado de S.Paulo"/1969).

"Você conseguiu fazer a melhor análise da classe média já apresentada no cinema nacional."
– Paulo Emílio Salles Gomes (Brasília/1969).

"... 'Lance Maior' consegue captar e exprimir aspectos da nossa condição social, através de imagens de melancolia, visualidade e comovente realismo. 
– Valério Andrade  ("Jornal do Brasil"/1968)


Filme: A guerra dos pelados
Cartaz do filme 'A guerra dos pelados',
de Sylvio Back - 
Autor: Manoel Coelho sobre
 foto de Jairo Ferreira
Sinopse: Outono de 1913, interior de Santa Catarina, Campanha do Contestado. A concessão de terras a uma companhia da estrada de ferro estrangeira e a ameaça de redutos messiânicos de posseiros expropriados geram um sangrento conflito. Por exigência dos "coronéis", forças militares regionais e o Exército nacional intervêm. Mas, os "pelados" (assim chamados por rasparem a cabeça) se revoltam, protagonizando uma resistência à semelhança de Canudos.
Adaptação: do romance "Geração do Deserto", de Guido Wilmar Sassi
Ficha técnica
Ano: 1971, Brasil
Duração: 98 min.
Gênero: Drama
Formato: 35mm
Direção:  Sylvio Back
Roteiro e diálogos: Sylvio Back
Adaptação e pesquisas: Oscar Milton Volpini e Sylvio Back
Elenco: Átila Iório, Jofre Soares, Stênio Garcia, Dorothée-Marie Bouvier, Emanuel Cavalcanti, Maurício Távora, Otávio Augusto, Zózimo Bulbul, Lala Schneider, Jorge Karam, Edson D’Ávila, Sale Wolokita, Walter Cunha, Jairo Ferreira e o povo da cidade de Caçador (SC).
Fotografia e câmara: Oswaldo de Oliveira
Figurinos e cenografia: Isabel Pancada
Música: Sérgio Ricardo e Théo de Barros
Montagem e edição: Maria Guadalupe
Produção executiva: Enzo Barone
Direção de produção: Sérgio Ricci
Produção: Sylvio Back, A.P. Galante e Alfredo Palácios
Co-produção: Servicine (SP)
Prêmios
:: Prêmio Governador do Estado, 1971, SP, de Melhor Filme.. 
:: Melhor Ator Secundário para Zózimo Bulbul e Prêmio Revelação de atriz para Dorothée-Marie Bouvier no Festival do Guarujá, 2, 1971, SP. 
:: Prêmio Adicional de Qualidade, 1971 do Instituto Nacional de Cinema/INC
:: Melhor filme exibido em São Paulo da Folha de S. Paulo, 1971, SP. 
:: Menção especial na Semana Internacional do Filme de Autor, 2, 1971, Málaga  (Espanha). 
:: Menção especial no Festival de Benalmadema, 1971 - ES.
Crítica
"Uma das raras e bem-sucedidas tentativas brasileiras no cinema épico."
– “Vídeo 93”, São Paulo, 1993.

"Sylvio Back conseguiu fazer um filme ágil, dinâmico na sua linguagem, na sua estilística."
The Raising of the..., cena do filme "A guerra dos pelados", de Sylvio Back
– Celso Marconi (Recife, 1972)

"Mesmo sem forçar comparações bombásticas, pode-se reconhecer em "A Guerra dos Pelados" um equivalente sulino do glauberiano "Deus e o Diabo na Terra do Sol". Recriando livremente episódios da Guerra do Contestado (Santa Catarina, anos 10), o filme engendra um cruzamento semelhante de motivações políticas e impulsos irracionais, apontando para uma antropologia da luta popular."
– Carlos Alberto de Mattos em "Sylvio Back - Filmes Noutra Margem",PR/1992).

"Não resta a menor dúvida de que "A Guerra dos Pelados" é um filme elaborado com cuidados excepcionais de produção e de inventividade fílmica."
– José Tavares de Barros (João Pessoa-PB/1977).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Aleluia, Gretchen
Sinopse: Saga de uma família de imigrantes alemães que, fugindo do Nazismo, vem se radicar numa cidade do Sul do Brasil, por volta de 1937. Às vésperas e durante a II Guerra Mundial, membros da família se envolvem com a Quinta Coluna e o Integralismo. Nos anos 50, os Kranz são visitados por ex-oficiais da SS em trânsito para o Cone Sul.
Ficha técnica
Bastidores do filme "Aleluia Gretchen", de Sylvio Back
 - foto: Sérgio Sade
Ano: 1976, Brasil
Duração: 118 min.
Gênero: Ficção
Formato: 35mm
Direção: Sylvio Back
Roteiro: Sylvio Back, Oscar Volpini, Manoel Carlos Karan, a partir de um argumento de Sylvio Back 
Diálogos: Sylvio Back
Elenco: Kate Hansen, Selma Egrei, Sérgio Hingst, Mirian Pires, Carlos Vereza, José Maria Santos, Lilian Lemmertz, Elizabeth Destefanis, Lourival Gipiella, Narciso Assumpção, Lauro Hanke, Lala Schneider, Maurício Távora, Sale Wolokita, Edson D’Ávila, Abílio Mota, Rafael Pacheco, Joel de Oliveira, Lúcio Weber, Irineu Adami. 
Fotografia (Eastmancolor): José Medeiros
Cenografia: Ronaldo Leão Rego, Marcos Carrilho
Montagem: Inácio Araújo
Figurinos: Afonso Burigo
Música: A cavalgada das valquírias, de Wagner, interpretada por O Terço; fragmentos de Avante, hino integralista de Plínio Salgado 
Direção musical: Carlos Castilho
Assistente de direção: Manoel Carlos Karan
Diretor de produção: Plínio Garcia Sanchez
Produção: Sylvio Back Produções Cinematográficas Ltda., e Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S/A 
Prêmios
:: Prêmio Air France de Cinema, 11, 1977, RJ, de Melhor diretor; de Melhor atriz para Miriam Pires. 
:: Prêmio Governador do Estado, 1977, SP, de Melhor argumento para Sylvio Back; de Melhor fotografia para José  Medeiros; de Melhor cenografia para Ronaldo Rego Leão e  Marcos Carrilho.
:: Prêmio APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte, 1977, de Melhor roteiro para Sylvio Back, Manuel Carlos Karam, Oscar Milton VolpiniMelhor cenografia para Ronaldo Rego Leão e Marcos Carrilho; de Melhor ator para Sergio Hingst
:: Prêmio Coruja de Ouro, 1977, do Instituto Nacional de Cinema/INC de Melhor atriz para Miriam PiresMelhor figurino para Luis Afonso Burigo; de Melhor fotografia para José Medeiros
:: Melhor fotografia para José Medeiros; de Melhor ator coadjuvante para José Maria Santos no Festival de Gramado, 5, 1977, RS.. 
:: Prêmio de Qualidade da Embrafilme. 
:: Prêmio Molière para Melhor diretor para Sylvio Back Melhor atriz para Miriam Pires
:: Golfinho de Ouro de Melhor diretor para Sylvio Back do Museu da Imagem e do Som, RJ.
Crítica
"Um dos maiores filmes brasileiros de todos os tempos."
– Salvyano Cavalcanti de Paiva ("História Ilustrada dos Filmes Brasileiros/1989). 

"... incrível, antológico e moderno."
– Luiz César Cozzatti ("Zero Hora”, RS"/1984).

"Um filme elaborado e muito bem-feito. Não admira que tenha ganho tantos prêmios, na época. Nem que ostente a fama – merecida – de clássico."
– Luiz Carlos Merten (“O Estado de S.Paulo”/2010).

“'Aleluia, Gretchen', provavelmente um dos dez melhores filmes brasileiros em qualquer classificação."
– Deonísio da Silva, escritor (“Jornal do Brasil”/2005).
:: Fonte e ficha técnica completa: Filmografia/Cinemateca Brasileira (acessado em 20.6.2015).


Filme: Lost Zweig
Cartaz do filme "Lost Zweig", de Sylvio Back
Sinopse: A última semana de vida do escritor judeu-austríaco Stefan Zweig (Rüdiger Vogler), autor do famoso livro "Brasil, País do Futuro", e de sua jovem esposa Lotte (Ruth Rieser). O casal, num pacto cercado de mistério, se suicida em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, logo após o carnaval de 1942.
Baseado em fatos reais, a partir do livro "Morte no Paraíso", de Alberto Dines
Ficha técnica
Ano: 2003
Duração: 114 min.
Gênero: ficção
Formato: 35mm, cor
Falado em inglês (no Brasil será exibido com subtítulos em português)
Direção, produção e argumento: Sylvio Back
Roteiro: Sylvio Back e Nicholas O'Neill 
Produtor associado: Andrew Hood
Produção executiva: Margit Richter                              
Direção de produção: Tininho Fonseca
Argumento: Sylvio Back
Elenco: Rüdiger Vogler, Ruth Rie¬ser, Renato Borghi, Daniel Dantas, Ney Pia¬centini, Claudia Netto, Juan Alba, Ana Carbatti, Odilon Wagner, Kiko Mascarenhas, Katia Brons¬tein, Denise Weinberg, Michael Berkovich, Felipe Wagner, Carina Co¬oper, Silvia Chamecki, Thelmo Fernandes (como Orson Welles), Isaac Bernat, Alexandre Ackerman, Garcia Júnior, Jorge Eduardo, Marcela Moura e Waldir Onofre.                        
Casting Internacional:  Andrew Hood e Tree Petts (Europa)
Casting Nacional: Ruy Brito e Cibele Santa Cruz
Direção de fotografia Antonio Luiz Mendes
Direção de arte: Bárbara Quadros
Figurinos: Ticiana Passos
Cenografia: Rostand Albuquerque                      
Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira                    
Trilha musical: Guilherme Vergueiro e Raul de Souza
Assessoria jurídica: Flávio Ahmed
Produção: Usina de Kyno
Co-produção: Calla Productions (EUA), Estúdios Mega/Tibet,  Labo Cine Do Brasil, Quanta, Riofilme, TV Cultura de São Paulo.
Prêmios
:: "Melhor Atriz", para Ruth Rieser; "Melhor Roteiro", para Sylvio Back e Nicholas O´Neill; "Melhor Direção de Arte", para Bárbara Quadros, no 36º Festival de Brasília/2003.
- "Melhor Fotografia", no 11º Festival de Cinema de Cuiabá/2004;
:: Prêmios “Melhor Filme” e “Melhor Diretor”, para Sylvio Back; e “Melhor Fotografia”, para Antonio Luiz Mendes; "Melhor Trilha Sonora”, para Raul de Souza e Guilherme Vergueiro, no 14º Cine-Ceará/2004.
Crítica
"Notável pela qualidade da encenação em seus vários aspectos – como fotografia, trilha musical, interpretação, cenários e figurinos – a recriação dirigida por Sylvio Back concentra-se nos últimos dias de Zweig."
– Sérgio Rizzo (História Viva/2004) 

"O resultado é um filme sóbrio, melancólico e politizado, que se distingue do gênero biopic porque lhe interessa menos a reconstituição histórica estrita e mais a percepção de um país e de uma época sob os olhos de um estrangeiro."
– Cássio Starling Carlos (“Folha de S.Paulo”, 02.2008)   

"A História, para Sylvio Back, não é uma mocinha recatada a quem se deva respeito. É antes uma puta sempre aberta à livre dramatização e às licenças da metáfora. Seu partido é o da dúvida, do questionamento das certezas. Assim foi com as missões jesuíticas ("República Guarani"), a guerra do Paraguai ("Guerra do Brasil"), a participação do Brasil na II Guerra Mundial ("Rádio Auriverde"). Assim é com a “vida brasileira” de Stefan Zweig, que ele retrata no ritmo compassado e solene de um réquiem." 
– Carlos Alberto de Mattos (“O Globo”, 04.2007).

"Back equilibra de modo notável o íntimo e o épico, a atenção ao personagem e a sua circunstância: o humanista desterrado e o fascismo cordial brasileiro, onde a festa e a barbárie convivem de forma inextricável." 
– José Geraldo Couto, crítico de cinema e escritor.
:: Fonte: Calina projetos e cronópios


Sylvio Back - foto: Guilherme Gonçalves
PROGRAMA SALA DE CINEMA - SESC TV
Sylvio Back é jornalista, poeta e cineasta. Com uma toada que mistura ficção à história do Brasil, seus filmes são verdadeiros vitrais de fatos e acontecimentos que marcaram nosso país. Entre seus filmes estão "Contestado, Restos Mortais", "Guerra dos Pelados" e "Aleluia Gretchen".
Entrevistado: Sylvio Back
Convidados Sonoras: Alberto Dines, jornalista - Antônio Luiz Mendes, diretor de fotografia
Direção artística e apresentação: Miguel de Almeida
Direção e roteiro: Luiz R. Cabral
Assistentes de Direção: Igor Delion e Renata Côrrea
Pesquisa: Francisco Guarnieri e Marcelo Caetano
Produção executiva: Beto Tibiriçá
Produção: Júlia Maury e Luanda Baldijão
Direção de fotografia: Aldo Alexandre Ribeiro
Edição e vinheta: Flavio Brant
Trilha sonora e tratamento de áudio
Trilha original estúdio
Cenário: Mila Goudet e Rita Anderaos
Administrativo: Ana Cristina Rabelo de Oliveira
:: Disponível no link e link. (acessado em 20.6.2015).


PROVOCAÇÕES DE ANTONIO ABUJAMRA COM SYLVIO BACK
Sylvio Back - foto: TV Cultura de São Paulo
TV Cultura de São Paulo
Provocações 354 com Sylvio Back parte I - parte II - parte III.


3 A 1 - TV BRASIL
O programa (nov de 2012) entrevista Sylvio Back, um dos mais premiados diretores de cinema do Brasil. Quarenta anos após o lançamento de "Guerra dos Pelados", ficção produzida em 1971 sobre a Guerra do Contestado, o diretor lança um novo filme sobre o mesmo tema.
"O Contestado -- Restos Mortais" conta com uma extensa pesquisa histórica e iconográfica e, de forma inusitada, com o depoimento de 30 médiuns, que entram em transe durante as filmagens para dar vida a um dos maiores levantes pela posse de terra no Brasil.
Participam também do programa Marcello Scarrone, historiador e pesquisador da Revista de História da Biblioteca Nacional e o jornalista Milton Coelho da Graça.
:: Disponível no link. (acessado em 20.6.2015).
:: Fonte: TV Brasil

Sylvio Back e Walter Carvalho, no lançamento do livro de Samico
foto: (...)


Margit Richter, Sylvio Back e José Mário Pereira - foto: Paulo Jabur
movie junkie
sou um reles 
traficante de 
fotogramas

antes fazendo fita
do que viver sem
Viveca Lindfors

movies não
há mais timing
livre-se deles

do cowboy que fui 
restam furtivas
ínfância e infâmia

a bala na lua 
Méliès de olho
a dor irisada

queimei o filme 
queimei o poema
queimei se amei
- Sylvio Back, em "Eurus". Rio de Janeiro: 7Letras, 2004.


EDITORAS
:: Editora UFSC 
:: Editora 7Letras
:: Cronópios - pocketbooks
:: Topbooks



Sylvio Back - foto: Cadi Busatto
REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: Artes na web

:: AN - Grandes Entrevistas
:: Caderno de Cinema
:: Filmografia - Cinemateca Brasileira
:: História do Cinema Brasileiro
:: Casa Stefan Zweig
:: Sylvio Back (site)


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Sylvio Back - o cineasta com alma de poeta. Templo Cultural Delfos, junho/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
** Página atualizada em 8.8.2016.




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4 comentários:

  1. Muito bom amigo. Belíssimo trabalho

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  2. Nossa, parabéns Silvio... isso não é um blog... é uma nova Bíblia da Nacionalidade... pena que o povo brasileiro seja tão analfabeto audiovisual... No dia em que nos conhecermos bem e as nossas inteligências se entrelaçarem não haverá surpresas políticas que nos precipitem no obscurantismo, na miséria, na imbecilidade triunfante... abraços

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