Machado de Assis - o bruxo do Cosme Velho

Machado de Assis, retratado por
 fotógrafo anônimo (c. 1893)
"(...) gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - capítulo CLI".


"É meu velho costume levantar-me cedo e ir ver as belas rosas, frescas murtas, e as borboletas que de todas as partes correm a amar no meu jardim. Tenho particular amor às borboletas. Acho nelas algo das minhas idéias, que vão com igual presteza, senão com a mesma graça." 
- Machado de Assis. Gazeta de Notícias, 19 fev. 1893.


Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A.", no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.
O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 69, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos. O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O Cruzeiro, A Estação, Revista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.
Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.
Retrato de Machado de Assis, por
Henrique Bernardelli (1905)
A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.
A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956); Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1956). Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira.

"E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida."
- Machado de Assis, em "'Quincas Borba' - capítulo XLV" (1891).




Machado de Assis fotografado por Joaquim Insley Pacheco, em 1884, 
no Rio de Janeiro. Cópia fotográfica de Marc Ferrez.
Fonte: IMS/Brasiliana FBN

“Não me culpeis pelo que lhe achardes romanesco. Dos que então fiz, este me era particularmente prezado. Agora mesmo, que há tanto me fui a outras e diferentes páginas, ouço um eco remoto ao reler estas, eco de mocidade e fé ingênua. E claro que, em nenhum caso, lhes tiraria a feição passada; cada obra pertence ao seu tempo.”
- Machado de Assis, em "Apresentação" a reedição "Helena".


CRONOLOGIA MACHADO DE ASSIS
1805 – Casam-se, no Rio de Janeiro, Francisco José de Assis e Inácia Maria Rosa, avós paternos de Machado de Assis.
1806 – Nasce, no Rio de Janeiro, o pai de Machado de Assis, Francisco José de Assis. É batizado na igreja de N. S. do Rosário e São Benedito, então sé da cidade.
1809 – Casamento, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel dos Açores, de José e Ana Rosa, avós maternos do escritor.
1812 – Nascimento, em Ponta Delgada, de Maria Machado da Câmara, mãe do escritor.
1815 – Os avós maternos de Machado de Assis, José e Ana Rosa, embarcam para o Brasil, com a filha e um irmão, no movimento de imigração açoriana muito incentivado por D. João VI.
1821 – Nascimento de Maria Inês da Silva, que viria a ser madrasta do escritor.
1838 – Casam-se, no Rio de Janeiro, os pais de Machado de Assis, ele pintor e dourador, ela agregada da chácara da rica portuguesa D. Maria José de Mendonça Barroso, na capela da mesma, no Morro do Livramento.
Machado de Assis, por Cavalcante
1839 - Nasce a 21 de junho, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis, filho legítimo de Francisco José de Assis e Maria Leopoldina Machado de Assis _ o nome Leopoldina fora por ela adotado no Brasil, provavelmente em homenagem à mãe de D. Pedro II. Nascimento de Casimiro de Abreu e Floriano Peixoto.
1840 – Maioridade de D. Pedro II.
1841 – Nasce a irmã do escritor, Maria.
1845 – Morrem, durante uma epidemia de varíola, a irmã do escritor, de quatro anos de idade, e D. Maria José de Mendonça Barroso, sua madrinha. Aprovação, na Inglaterra, do Bill Aberdeen, declarando piratas os navios negreiros brasileiros.
1847 – Nascimento de Castro Alves.
1849 – Morre, tuberculosa, Maria Leopoldina, mãe do escritor. Nascimento de Rui Barbosa.
1850 – Lei Eusébio de Queirós, proibindo o tráfico de escravos para o Brasil.
1854Francisco José, pai de Machado de Assis, casa-se com Maria Inês da Silva. Neste ano, ao que tudo indica, o jovem Machado passa a trabalhar na tipografia de Paula Brito, na atual Praça Tiradentes. Em 3 de outubro de 1854, publicou, no Periódico dos Pobres ― ao menos do que chegou até nós ― o seu primeiro poema, o soneto “À Ilmª. Srª D.P.J.A”. Início da Guerra da Criméia.
1855 – Colabora regularmente com poemas na Marmota Fluminense, de Paula Brito. Nascimento de Artur Azevedo.
1856 – Admitido como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional, exercendo o ofício até 1858. Baudelaire publica Les fleurs du Mal.
1858 - Segue como revisor de provas de Paula Brito. De 11 de abril desse ano até 26 de junho do seguinte, escreve em O Paraíba, de Petrópolis. Colabora igualmente no Correio Mercantil, do qual fora revisor de provas. Chega ao Rio de Janeiro o poeta português Faustino Xavier de Novais, irmão de Carolina, sua futura esposa..
1859 – Passa a escrever regularmente na revista O Espelho, fazendo crítica teatral, mas também em outros gêneros. Traduz, com outros colaboradores, O Brasil Pitoresco, de Charles Ribeyrolles. Casimiro de Abreu publica As primaveras.
1860 – Entra como redator para o Diário do Rio de Janeiro, onde permanece até 1867. Desse ano até 1875, escreve para A Semana Ilustrada, do alemão Henrique Fleuiss. Morte de Casimiro de Abreu.
1861 - Publica a comédia Desencantos e a tradução da sátira Queda que as mulheres têm para os tolos. Morte de Manuel Antônio de Almeida. Nascimento de Cruz e Sousa.
1862 – Colabora na revista O Futuro, de Faustino Xavier de Novais, e no Jornal das Famílias. Em 31 de dezembro assume o cargo de censor teatral no Conservatório Dramático Brasileiro.
1863 - Publica o Teatro de Machado de Assis, volume que se compõe de duas comédias, O Protocolo e O Caminho da Porta. Nascimento de Raul Pompéia.
1864 – Morre Francisco José, pai do escritor. Viaja até Barra do Piraí. Publica seu primeiro livro de versos, Crisálidas. Inicia-se a Guerra do Paraguai. Morte de Gonçalves Dias.
1866 – Com a morte, no Porto, da mãe de Faustino Xavier de Novais, sua irmã Carolina embarca para o Brasil. Publica a comédia Os deuses de casaca. Publica no Diário do Rio de Janeiro a sua tradução do romance Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, que sai em três volumes no mesmo ano. Em visita a Faustino Xavier de Novais, que apresentava distúrbios mentais, conhece Carolina. Nascimento de Euclides da Cunha.
1867 - Agraciado por D. Pedro II com a Ordem da Rosa, no grau de cavaleiro. Nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial, cargo que exercerá até 1874. Morte de Baudelaire.
1868 - Em fevereiro, em resposta a uma carta aberta de José de Alencar, apresenta ao público o jovem poeta baiano Antônio de Castro Alves.
1869Faustino Xavier de Novais morre a 16 de agosto. A 12 de novembro, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, na capela particular da casa do Conde de São Mamede, no Cosme Velho.
1870 - Começa, a 23 de abril, a publicar no Jornal da Tarde uma tradução, logo interrompida, do romance Olivier Twist, de Dickens. Publica seu segundo volume de versos, Falenas, e Contos fluminenses. Castro Alves publica Espumas flutuantes. Termina a Guerra do Paraguai.
1871 – Lei do Ventre Livre, em 28 de setembro. Morte de Castro Alves.
1872 - Publica seu primeiro romance, Ressurreição. Faz parte da comissão do Dicionário Marítimo Brasileiro.
1873 - Publica o livro de contos Histórias da meia-noite e a tradução de Higiene para uso dos mestres-escolas, do Dr. Gallard. Nomeado, a 31 de dezembro, 1º oficial da 2ª seção da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas.
1874 - De 26 de setembro a 3 de novembro, publica, em O Globo, o romance A mão e a luva, editado em livro no mesmo ano.
1875 – Fundação da Gazeta de Notícias, onde Machado de Assis muito colaborará. Publica seu terceiro volume de versos, Americanas.
1876 - De julho desse ano a abril de 1878, escreve em todos os números da revista Ilustração Brasileira. De 6 de agosto a 11 de setembro, publica em O Globo o romance Helena, editado no mesmo ano. É promovido, em 7 de dezembro, a chefe de seção da Secretaria de Agricultura.
1877 – Morre seu grande amigo José de Alencar.
Machado de Assis, por Toni
1878 - De 1º de janeiro a 2 de março publica, em O Cruzeiro, o romance Iaiá Garcia, editado no mesmo ano. Sua colaboração nesse jornal continua até 1º de setembro. Entra, a 27 de dezembro, em licença, e segue, doente dos olhos e dos intestinos, para Friburgo, onde fica até março de 1879. Nessa época concebe e começa a escrever Memórias póstumas de Brás Cubas.
1879 – Em junho começa a colaborar na Revista Brasileira. De 15 de julho desse ano até, pelo menos, 31 de março de 1898, escreve na revista A Estação, onde publica, entre outros trabalhos, o romance Quincas Borba (15 de junho de 1886 a 15 de Setembro de 1891).
1880 - Entra, a 6 de fevereiro, em licença de um mês, por estar sofrendo dos olhos. Designado, a 28 de março, oficial-de-gabinete do Ministro da Agricultura, Manuel Buarque de Macedo. Permanece exercendo as mesmas funções com o sucessor deste, Pedro Luís Pereira de Sousa. É representada, no teatro de D. Pedro II, a comédia Tu só, tu, puro amor..., por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões. Publica, na Revista Brasileira, o romance Memórias póstumas de Brás Cubas (15 de março a 15 de dezembro de 1880).
1881 - Publica em volume as Memórias póstumas de Brás Cubas e Tu só, tu, puro amor... De 18 de dezembro desse ano até 28 de fevereiro de 1897, escreve com assiduidade na Gazeta de Notícias; esporádica, a sua colaboração vai até o número de 2 de junho de 1904. Entre outras seções, redige as famosas crônicas intituladas “A Semana”. Morte de Dostoiévski.
1882 - Publica o livro de contos Papéis avulsos. Entra, a 5 de janeiro, em licença de três meses, para tratar-se fora do Rio, viajando para Nova Friburgo.
1884 - Publica Histórias sem data. Muda-se, com Carolina, para a Rua Cosme Velho, 18, onde viverão até a morte de ambos. Antes haviam morado nas ruas dos Andradas, Santa Luzia, da Lapa, das Laranjeiras e na do Catete. O chalé em que viveram, um dos cinco de propriedade da Condessa de São Mamede, viria a ser demolido na década de 1930.
1885 – Morte de Victor Hugo.
1886 - Sai o volume Terras, compilação para estudo, por ele redigido.
1888 - É elevado, por decreto da Princesa Isabel, Regente do Império, a oficial da Ordem da Rosa. Lei do 13 de Maio. Desfila, a 20 do mesmo mês, no préstito organizado para celebrar a Abolição. Raul Pompéia publica O Ateneu.
1889 - É promovido, em 30 de março, a diretor da Diretoria de Comércio da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Proclamação da República e exílio da família imperial.
1890 – Viagem a Minas Gerais, em companhia de Carolina e da família do barão de Vasconcelos, a convite dos diretores da Companhia Pastoril Mineira, visitando as cidades de Juiz de Fora, Barbacena e Sítio, atual Antônio Carlos. Aluísio Azevedo publica O cortiço.
1891 – Publicação em volume do romance Quincas Borba. Falecimento de Maria Inês, madrasta de Machado de Assis. O escritor comparece ao enterro acompanhado por Coelho Neto. Morte de D. Pedro II, em Paris. Morte de Rimbaud.
1893 – Com a reforma administrativa deste ano, quando a Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas se transforma em Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas, passa a exercer o cargo de diretor-geral da Viação.
1895 - De dezembro desse ano a outubro de 1898, escreve na Revista Brasileira (fase Veríssimo). Suicídio de Raul Pompéia. Morte de Pasteur. É realizada, em Paris, a primeira sessão de cinema.
1896 - Publica Várias histórias. Aclamado, em 15 de dezembro, para dirigir a primeira sessão preparatória da fundação da Academia Brasileira de Letras, tem parte preponderante na criação desse instituto que preside até morrer. Morte de Floriano Peixoto.
Machado de Assis, por Kácio
1897 – Guerra de Canudos.
1898 - É posto em disponibilidade, no dia 1 de janeiro, em virtude da reforma no Ministério da Viação. Volta ao Ministério, como secretário do Ministro Severino Vieira. Exerce depois as mesmas funções com Epitácio Pessoa e Alfredo Maia. Sílvio Romero publica o seu livro arrasador sobre Machado de Assis.
1899 - Publica Dom Casmurro e Páginas recolhidas.
1901 - Publica Poesias completas, onde aparece o seu novo e maior livro de poemas, Ocidentais. Santos Dumont circunavega a Tour Eiffel.
1902 – Nomeado, em 18 de dezembro, diretor-geral de Contabilidade do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas. Publicação de Os sertões.
1904 - Publica o romance Esaú e Jacó. Segue em janeiro para Friburgo, com a esposa enferma. A 20 de outubro morre Carolina, dias antes de completarem 35 anos de casados. Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro.
1906 - Publica Relíquias de casa velha, que abre com o célebre soneto “A Carolina”. Santos Dumont faz o primeiro vôo com o 14 Bis. Morte de Pedro Américo.
1908 - Publica seu último romance, o Memorial de Aires. Entra, a 1º de junho, em licença para tratamento de saúde. Na madrugada de 29 de setembro, às 3h20m, morre em sua casa, à Rua Cosme Velho, 18; é enterrado, segundo determinação sua, na sepultura de Carolina, jazigo perpétuo 1359, no cemitério de São João Batista. Nascimento de João Guimarães Rosa.

"Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-los contigo para os discursos de sobremesa, de felicitação ou de agradecimento."
- Machado de Assis, em "Teoria do medalhão" (1881).


"— A vida é uma ópera e uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestração é excelente..."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo IX: A Ópera".




OBRA DE MACHADO DE ASSIS
Obras publicadas - primeiras edições

Machado de Assis, por Fraga
Romance
:: Ressurreição. Rio de Janeiro: Editora Garnier, 1872.
:: A mão e a luva. 1874.
:: Helena
:: Iaiá Garcia. 1878.
:: Memórias póstumas de Brás Cubas. 1881.
:: Quincas Borba. Rio de Janeiro: Editora Garnier, 1891.
:: Dom Casmurro. 1899.
:: Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Editora Garnier, 1904.
:: Memorial de Aires. Rio de Janeiro: Editora Garnier,1908.


Conto
:: Contos fluminensesRio de Janeiro: Editora Garnier, 1870.
:: Histórias da meia-noiteRio de Janeiro: Editora Garnier, 1873.
:: Papéis avulsosRio de Janeiro: Editora Garnier, 1882.
:: Histórias sem dataRio de Janeiro: Editora Garnier, 1884.
:: Várias histórias. Rio de Janeiro: Laemmert & C. Editores, 1896.
:: Páginas recolhidasRio de Janeiro: Editora Garnier, 1899.
:: Relíquias da casa velhaRio de Janeiro: Editora Garnier,1906.
:: Casa velha. [publicação póstuma]. 1944.


Crônica e diversos
:: Outras relíquias, contos, crítica, teatro. [publicação póstuma].  1910.
:: Crítica. [publicação póstuma].  1910.
:: A Semana. [publicação póstuma].  1914.
:: Novas relíquias. [publicação póstuma].  1932.
:: Crônicas. 4 vol.'s. [publicação póstuma]. 1937.
:: Crítica literária. [publicação póstuma]. 1937.


Poesia
:: Crisálidas. Rio de Janeiro: B.-L. Garnier, 1864.
:: Falenas. Rio de Janeiro: B.-L. Garnier, 1870.
:: Americanas. Rio de Janeiro: B.-L. Garnier, 1875.
Machado de Assis,
 por André Brown
:: Ocidentais. Publicado em 'Poesias Completas', Rio de Janeiro: Garnier, 1901
:: O almadaPublicado em "Outras Relíquias", Rio de Janeiro, Garnier, 1910. 
:: Poesias completas . (com poemas inéditos). 1901.
:: Poesias dispersas (1855-1939).


Teatro
:: Queda que as mulheres têm para os tolos. 1861.
:: Desencantos. 1861.
:: Hoje avental, amanhã luva. 1861.
:: O Caminho da porta. 1862.
:: O protocolo. 1862.
:: Quase ministro. 1863.
:: Os deuses de casaca. 1865.
:: Tu, só tu, puro amor.  1881.


Correspondência
:: Correspondência. [publicação póstuma]. 1932.
:: Correspondência. [Coligida e anotada por Fernando Nery]. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1937.
:: Cartas de Machado de Assis e de Euclydes da Cunha. [Coligidas por Remato Travassos]. Rio de Janeiro: Waissman, Reis e Cia. Ldta., 1931.
* fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. III, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).


Obra reunida 
:: Obra Completa - Machado de Assis. (organização Afrânio Coutinho). 3 vol's. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.
:: Contos: uma antologia. Machado de Assis. (organização John Gledson). São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
:: Toda poesia de Machado de Assis. (organização Cláudio Murilo Leal). Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.


"É grande, é imenso, o Machado. É o pico solitário das nossas letras. Os demais nem lhe dão pela cintura."
- Monteiro Lobato, em "Obras Completas". Editora Brasiliense, 1964, p.33.



TRADUÇÕES E EDIÇÕES ESTRANGEIRAS
Alemão
Machado de Assis, por Cãibra
:: Geschichten aus Rio de Janeiro [Contos Fluminenses].. (tradução Willibald Schönfelder). Heidelberg: J. Groos, 1924.
:: Dom Casmurro. (tradução E. G. Meyenburg). Zurich: Manesse Verlag, 1951.
:: Dom Casmurro. (tradução Harry Kaufmann). Berlin: Rütten & Loening, 1980.
:: Dom Casmurro. (tradução Harry Kaufmann). Frankfurt: Surhkamp, 1980.
:: Dom Casmurro. (tradução Harry Kaufmann). Augsburg: Weltbild, 2005.
:: Der Irrenarzt [O Alienista].. (tradução Erwin Meyenburg). Bern: Scherz 1953.
:: Der Irrenarzt [O Alienista].. (tradução Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp ,1978.
:: Meistererzählungen [Melhores Contos].. (tradução Curt Meyer-Clason). Hamburg: Wegner, 1964.
:: Meistererzählungen [Melhores Contos]. (tradução Curt Meyer-Clason). Zürich: Diogenes, 1987.
:: Postume Erinnerungen des Bras Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Erhard Engler). Berlim: Rutten & loening, 1967.
:: Postume Erinnerungen des Bras Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Erhard Engler). Frankfurt: Suhrkamp, 1979.
:: Die Nachtraglichen Memoiren des Bras Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas]. . (tradução Wolfang Kayser). Zurich: Manesse Verlag, 2003.
:: Der Geheime Grund [A Causa Secreta e Outros Contos].. (tradução Curt Meyer-Clason). München: Deutscher Taschenbuch-Verl, 1970.
:: Der Geheime Grund [A Causa Secreta e Outros Contos]. Frankfurt: Eichborn, 1996.
:: Quincas Borba. (tradução Georg Rudolf Lind). Frankfurt: Suhrkamp 1982.

Árabe
:: Quincas Borba. (tradução Sami El Droubi). Damasco: Ministério de Educação e Orientação Popular, 1963.

Dinamarquês
:: En Vraten Herres Betragtninger [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Erik Bach-Pedersen). Copenhagen: E. Wangels, 1956.

Espanhol
:: Esaú e Jacó. Buenos Aires: La Nacion, 1905.
:: Memórias Póstumas de Brás Cubas. (tradução Francisco José Bolla). Buenos Aires: Club del Libro, 1940.
:: Memórias Póstumas de Brás Cubas. (tradução José Ángel Cilleruelo). Madrid: Alianza Editorial, 2003.
:: Quincas Borba. (tradução Bernardino Rodrigues Casal). Buenos Aires: Emecê, 1947.
:: Quincas Borba. (tradução Juan Fresan). Espanha, 1979.
:: Quincas Borba. (tradução Juan Garcia Gayo). Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1979.
:: Dom Casmurro. (tradução Luís M. Baudizzone y Newton Freitas). Buenos Aires: Editorial Nova, 1943.
:: Dom Casmurro. (tradução J.Natalicio Gonzalez). Buenos Aires: W.M.Jackson, 1954.
:: Dom Casmurro. (tradução Ramón de Garciasol). Buenos Aires: Espasa-Calpe, 1955.
:: El Senyor Casmurro [Dom Casmurro]. Barcelona: Quaderns Crema, 1998.
:: El Alienista [O Alienista]. Madrid: Tusquets, 1974.
:: El Alienista [O Alienista]. (tradução José Luís Sanchez). Barcelona: Ediciones Obelisco, 2000.
:: La Cartomántica y Otros Cuentos [A Cartomante e Outros Contos].. (tradução José Luís Sanchez). Barcelona: Ediciones Obelisco, 2000.
:: Cuentos [Contos]. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1978.

Esperanto
:: Lo Alienisto [O Alienista]. (tradução Paulo Sergio Viana; revisão Sten Johansson e Leopoldo Knoedt).  Chapecó, SC: Editora Fonto, 1997.

Estoniano
:: Dom Casmurro. (tradução Aita Kurfeldt). Tallin: Eesti Raamat, 1973.

Francês
Machado de Assis, por Baptistão
:: Quelques Contes [Alguns Contos].. (tradução de Adrien Delpech). Paris: Garnier frères, 1910.
:: Mémoires Posthumes de Braz Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Adrien Delpec). Paris: Garnier, 1911.
:: Mémoires d'Outre-tombe de Braz Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução. R. Chadebec de Lavalade). Paris: Rd. Émile-Paul frères, 1948.
:: Mémoires d'Outre-tombe de Braz Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução. R. Chadebec de Lavalade). Paris: Métailié, 2005.
:: Dom Casmurro. (tradução Francis de Miomandre). Paris: Institut International de Cooperation Intelectuelle, 1936.
:: Dom Casmurro. (tradução Francis de Miomandre). Paris: Albin Michel, 1956.
:: Dom Casmurro et les Yeux de Ressac. (tradução Anne Marie Quint). Paris: Métailié, 2002.
:: Quincas Borba. (tradução Alain de Acevedo). Paris: Nagal, 1955.
:: Le Philosophe et le Chien, Quincas Borba. (tradução Jean Paul Bruyas). Paris: Métailié,  1997
:: La Montre en Or [O Relógio de Ouro].. (tradução Maryvonne Lapouge). Paris: Métailié, 1998.
:: L'Alieniste [O Alienista].. (tradução Maryvonne Lapouge). Paris: Gallimard.Paris, 1992.
:: L'Alieniste [O Alienista]. Paris: Métailié, 2005.
:: La Théorie du Médaillon et Autres Contes [Teoria do Medalhão e Outros Contos].. (tradução Florent Kohler). Paris: Métailié, 2002.
:: Esaü et Jacob [Esaú e Jacó].. (tradução Françoise Duprat). Paris: Métailié, 2005.
:: Ce que les Hommes Appellent Amour [Memorial de Aires].. (tradução Jean-Paul Bruyas). Paris: Métailié, 2007.

Hebraico
:: O Alienista. (tradução Miriam Tivon). Jerusalém: Ketert Publishing House, 1987.

Holandês
:: Laat Commentaar van Bras Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução A. Mastenbroek jr Bussum). G.J. A, s/d

Inglês
:: Epitaph of a Small Winner [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução William L. Grossman). New York: Noonday, s/d.
:: Epitaph of a Small Winner [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução William L. Grossman). London: W.H. Allen, 1953.
:: Dom Casmurro. (tradução Helen Caldwell). London: W.H.Allen, 1953.
:: Dom Casmurro. (tradução Helen Caldwell). New York: The Nooday Press, 1953.
:: The Heritage of Quincas Borba [Quincas Borba].. (tradução Clotilde Wilson). London: W.H.Allen, 1954.
:: Philosopher or Dog? [Quincas Borba].. (tradução Clotilde Wilson). New York: Noonday Press, 1954.
:: The Psychiatrist and Other Stories [O Alienista e Outros Contos].. (tradução de William L. :: Grossman e Helen Caldwell). London: Peter Owen, 1963.
:: The Psychiatrist and Other Stories [O Alienista e Outros Contos].. (tradução de William L. Grossman e Helen Caldwell). Berkeley: University of California press, 1963.
:: What went on the Baroness [Contos].. (tradução de Helen Calwell). California: The Magpie Press, 1963.
:: Esau and Jacob. Los Angeles: University of California, 1965.
:: Esau and Jacob. (tradução. Helen Caldwell). London: Peter Owen, 1966.
:: Iaia Garcia. (tradução R.L.-Buccleuch). Berkeley: University of California, 1966.
:: Iaia Garcia. (tradução R.L.-Buccleuch). London: P. Owen, 1976.
:: The Hand and the Glove [A Mão e a Luva]. The University Press of Kentucky, 1970.
:: You Love, and Love Alone. Macau: Imp. Nacional, 1972.
:: Epitaph of a Small Winner [Memórias Postumas de Brás Cubas]. London: Trafalgar Square, 1997.
:: Esau and Jacob. (tradução  Elizabeth Lowe). Oxford: Oxford University Press, USA, 2000.
:: The Posthumous Memoirs of Bras Cubas [Memórias Postumas de Brás Cubas].. (tradução Gregory Rabassa). Oxford: Oxford University Press, USA, 2002.
:: Quincas Borba. (tradução  David T. Haberly). Oxford: Oxford University Press, USA, 2003.
:: The Wager: Aires' Journal [Memorial de Aires].. (tradução R. L. Scott-Buccleuch). London: Peter Owen, 2006.

Italiano
Machado de Assis,
por Constança Lucas
:: Memoire Postume di Braz Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Giuseppe Alpi). Lanciano, 1919.
:: Memoire dall'Aldilá [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Laura Marchiori). Milano: Rizzoli, 1953.
:: Gioachin Borba, l'Uomo o il Cane? [Quincas Borba].. (tradução Giuseppe Alpi). Milano: Alberto Corticelli, 1930.
:: Quincas Borba. Milano: Rizzoli, 1967.
:: Dom Casmurro. (tradução Giuseppe Alpi). Roma: Instituto Cristoforo Colonbo, 1930.
:: Dom Casmurro. (tradução Gianluca Manzi e Léa Nachbin). Roma: Fazi, s/d
:: Dom Casmurro. (tradução Liliana Borla). Milanoi: Fratelli Bocca, 1954.
:: Dom Casmurro. (tradução de Laura Marchiori). Milano: Rizzoli, 1958.
:: Racconti di Rio de Janeiro [Contos Fluminenses].. (tradução Lorenza Aghito). Milano: Ceschina, 1962.
:: L´ Alienista di Machado di Assis [O Alinista]. Milano: Franco Maria Ricci, 1976.
:: L'Alienista [O Alinista]. [tradução Giuliana Segre Giorgi]. Torino: Lindau, 2002.
:: La Cartomante e Altri Racconti [A Cartomante e Outros Contos].. (tradução Amina Di Munno). Torino: Einaudi, 1990.
:: Galleria Postuma e Altri Racconti [Galeria Póstuma e Outros Contos].. (seleção Segre Giorgi). Torino: Lindau, s/d.

Polonês
:: Dom Casmurro. (tradução Janina Wrzoskowa). Varsóvia: Panstwowy Wydawnicz, 1959.

Português
:: Helena. Mem Martins: Europa-América, s/d.
:: Contos / Machado de Assis. (seleção de José Osório de Oliveira). Lisboa: Livros do Brasil, 1948.
:: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Lisboa: Bertrand, 1957.
:: Memorial de Aires. Lisboa: Verbo, 196?.
:: Os Melhores Contos. (compilação de Joäo Alves das Neves). Lisboa: Arcádia, 1963.
:: Helena. Lisboa: Europa-América, 1974.
:: Helena. Lisboa: Círculo de Leitores, 1979.
:: Helena. Lisboa: Discolivro, 1983. 
:: Dom Casmurro. Lisboa: Inquérito, 1984.D
:: Dom Casmurro. Porto: Lello & Irmão, 1984.
:: Quincas Borba. Porto: Lello & Irmão, 1984.
:: Contos. Porto: Lello & Irmão, 1985.
:: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Porto: Lello & Irmão, 1985.
:: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Lisboa: Dinalivro, 1987.
:: O Alienista. (introdução Abel Barros Baptista). Lisboa: Hiena, 1992.

Romeno
Machado de Assis, por Abel Costa
:: Dom Casmurro. (radução Paul Teodorescu). Bucuresti: Univers, 1965.
:: Memoriile Postume ale lui Brás Cubas [Memórias Póstumas de Brás Cubas]. Bucuresti: Minerva, Bucuresti, 1986.

Servo-croata
:: Posmrtni Zapisi Brasa Cubasa [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Josip Tabak). Saravejo: Narodna Prosvjeta, 1957.
:: Dom Casmurro. (tradução Ante Gettineo). Zagreb: Zora, 1965.

Sueco
:: Dom Casmurro. (tradução Göran Heden). Estocolmo: Sven-Erik berghs Bokförlag, 1954.

Tcheco
:: Don Morous [Dom Casmurro].. (tradução Eugen Spálený). Praha: SNKLHU, 1960.
:: Posmrtné Paměti Bráse Cubase [Memórias Póstumas de Brás Cubas].. (tradução Sárka Grauová). Praha: Torst, 1996.


"O teatro é para o povo o que o Coro era para o antigo teatro grego; uma iniciativa de moral e civilização. Ora, não se pode moralizar fatos de pura abstração em proveito das sociedades; a arte não deve desvairar-se no doido infinito das concepções ideais, mas identificar-se com o fundo das massas; copiar, acompanhar o povo em seus diversos movimentos, nos vários modos e transformações da sua atividade." 
- Machado de Assis, em "Idéias sobre o Teatro"O Espelho, 25 set./1859. in: Crítica Teatral, Machado de Assis. Rio de Janeiro: Edições W.M. Jackson, 1938.


"Das qualidades necessárias ao jogo de xadrez, duas essenciais: vista pronta e paciência beneditina, qualidades preciosas na vida que também é um xadrez, com seus problemas e partidas, umas ganhas, outras perdidas, outras nulas."
- Machado de Assis, em "'Iaiá Garcia' - capítulo XI".



MACHADO DE ASSIS NA IMPRENSA
Marmota Fluminense (Rio de Janeiro)
Machado de Assis, por Felipe Parucci
Neste periódico, apareceu, pela primeira vez, um trabalho literário de Machado de Assis, a poesia Ela (12/1/1855). Aí colaborou até maio de 1861, usando como assinatura, Assis ou apenas As. A partir de 03/7/1857 passou a denominar-se A Marmota.

Poesia
Ela (12/1/1855) / A palmeira (16/1/1855) / A saudade (20/3/55) / Saudades (1/5/1855) / Júlia (18//5/1855) / Lembrança de amor (1/6/1855) / Teu canto (15//7/1855) / A lua (17/7/1855) / Meu anjo (24/7/1855) / Um sorriso (10/8/1855) / Como te amo (12/8/1855) / Paródia (14/8/1855) / A saudade (5/10/1855) / No álbum do sr. F.G.Braga (9/10/1855) / A uma menina (21/10/1885) / O gênio adormecido (28/10/1855) / O profeta (2/11/1855) / O Pão d´açúcar (23/11/1855) / Soneto - A S.M. O imperadorO Senhor D. Pedro II (2/12/1855) / Dormir no campo (21/2/1856) / Minha musa (4/3/1856) / Consummatum Est! (22/3/1856) / Um anjo (1/4/1856) / Cognac! (2/4/1856) / Minha mãe (2/9/1856) / Não? (15/9/1857) / Resignação (2/10/1857) / Amanhã (23/10/1857) / A*** (22/12/1857) / Deus em ti (25/12/1857) / O sofá (8/1/1858) / Álvares de Azevedo (12/1/1858) / Vai-te (26/1/1858) / Esta noite (16/2/1858) / Reflexo (23/3/1858) / A morte no calvário (2/4/1858).

Vária
Idéias vagas - a poesia (10/6/1856) / Idéias vagas - a comédia moderna (31/7/1856) / Idéias vagas - os contemporâneos (4/9/1856) / Coisas que são maçantes (4/10/1859) / O conservatório dramático (13/3/1860) / Anedota (11/5/1860) / O termômetro parlamentar (29/5/1860) / Queda que as mulheres têm para os tolos (19/4/1861).

Tradução (Prosa)
A Literatura durante a Restauração - de Lamartine (15/9/1857) / Bagatela - conto (10/5/1859).

Contos
Três tesouros perdidos (5/1/1858)
Polêmica
Os cegos (5/3/1858)

Crítica
O passado, o presente e o futuro da literatura (9/4/1858)

Romance
Madalena - romance original assinado por M. de A. (4/10/1859; 7/10/1859; 14/10/1859; 18/10/1859; 21/10/1859; 25/10/1859; 1/11/1859)

Teatro
Hoje avental, amanhã luva - Comédia em 1 ato (20/3/1860; 23/3/1860; 27/3/1860) / Odisséia dos vinte anos - Fantasia em 1 ato (30/3/1860).


O Paraíba (Petrópolis, RJ)
Poesia
Vem! (11/4/1858) / A um poeta (17/2/1859) / S. Helena (22/5/1859) / Nunca mais (12/6/1859).

Tradução (Verso)
A uma donzela Árabe - de Lamartine (20/1/1859)

Vária
A odisséia econômica do Sr. Ministro da Fazenda (26/6/1859).


Correio Mercantil (Rio de Janeiro)
Poesia
Esperança (25/10/1858) / O progresso (30/11/1858) / À Itália (10/2/1859) / A partida (14/2/1859) / Condão (2/3/1859) / A redenção (4/5/1859) / A Ch. Filho de um Proscrito (21/7/1859) / Ofélia (21/10/1859) / Ícaro (9/1/1860) / Versos a Corina (21/3/1864; 26/3/1864; 2/4/1864).

Vária
O jornal e o livro (10 e 12/1/1859) / Confissões de uma viúva moça (25/5/1865)

Crítica
A S. Ex. o Sr. Conselheiro José de Alencar (1/3/1868).


O Espelho (Rio de Janeiro)
Poesia
Machado de Assis, por Vianno Rheim
A estrêla da tarde (4/9/1859) / A um proscrito (18/9/1859) / Sonhos (23/10/1859) / Um nome (27/11/1859) / Travessa (18/12/1859) / A D. Gabriela da Cunha (25/12/1859).

Crítica
Revista de teatros: n.2, 11/9/1859 / n.3, 18/9/1859 / n.4, 25/9/1859 n.5, 2/10/1859 / n.6, 9/10/1859 / n.7, 16/10/1859 / n.8, 23/10/1859 /n.9, 30/10/1859 / n.10, 6/11/1859 / n.11, 3/11/1859 / n.12, 20/11/1859 / n.13, 27/11/1859 / n.14, 4/12/1859 / n.15, 11/12/1859 / n.16, 18/12/1859 / n.17, 25/12/1859 / n.18, 1/1/1860.

Vária
Aquarelas I - os fanqueiros literários (11/9/1859) / Aquarelas II - o parasita (18/9/1859) / Os imortais (Lendas) - I - o caçador de Harz (18/9/1859) / Os imortais (Lendas) - II - o marinheiro batavo (25/9/1859) / Idéias sobre o teatro (25/9/1859; 2/10/1859; 25/12/1859) / Aquarelas III - O empregado público aposentado (16/10/1859) / A reforma pelo jornal (23/10/1859) / Aquarelas IV - o folhetinista (30/10/1859).


Diário do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Nesse periódico Machado de Assis redigiu diversas seções que se chamaram: Revista Dramática, Comentários da Semana, Conversas Hebdomadárias, Ao Acaso, Semana Literária e Cartas Fluminenses. Para subscrever suas peças, usou, além da assinatura e das iniciais, os pseudônimos Gil, Job e Platão. 
Encontram-se neste periódico os seguintes trabalhos de Machado de Assis:

Crítica
Revista dramática (29/3/1860; 13/4/1860; 24/7/1861) / Comentários da semana (22/2/1862; 2/3/1862) / Flores e frutos - poesias por Bruno Seabra (30/6/1862) / Parte literária - As revelações - poesias de A. E. Zaluar (30/3/1863) / Conversas Hebdomadárias (24/8/1863 e 1/09/1863) / Notícia Bibliográfica - Peregrinação pela Província de São Paulo - por A. E. Zaluar (16/11/1863) / Uma estréia literária - cenas do interior - romance por Luís José Pereira da Silva (24/06/1865) / Os primeiros amores de Bocage - Carta ao Sr. Conselheiro J. F. de Castilho (15/8/1865) / Um livro de versos - poesias do Dr. Bernardo J. da Silva Guimarães (31/8/1865) / Suplício de uma Mulher - drama de Dumas Filho (3/10/1865) / Semana Literária, de janeiro a julho de 1866.

Tradução (verso)
Maria Duplessis (A Dama das Camélias - imitação de Alexandre Dumas Filho) 15/4/1860 / Versos a Ema (A Dama das Pérolas) 6/4/1865.

Poesia
Sobre a morte de Ludovina Moutinho, 17/6/1861 / Versos a Corina, 16/4/1864 e 21/4/1864 / A Cólera do Império, 17/5/1865.

Crônica
Comentários da semana, 1861: 12,18 e 26 de outubro; 1,10,21 e 25 de novembro; 1,11,16,24 e 29 de dezembro; 862: 7,14 e 2 de janeiro; 24 de março; 1 de abril e 5 de maio / Ao acaso (Crônica da semana), 1864: 5,12,20,25 e 26 de junho; 3,10,17 e 25 de julho; 1,7,14,22 e 28 de agosto; 5,11,19 e 27 de setembro; 03,10 e 17 de outubro; Ao acaso (Revista da Semana), 1864: 24 de outubro; 1,8,14,22 e 29 de novembro; 1865: 3,10,24 e 31 de janeiro; 7, 21 e 28 de fevereiro; 7,15,21 e 28 de março; 4,11 e 25 de abril; 2 e 16 de maio.

Vária
Ao redator dos ecos marítimos - Carta I, 8/2/1862; Correio da Corte, 17/2/1866; Os polacos exilados, 22/2/1866; Victor Hugo, 15/3/1866; Poesia (algumas palavras de introdução a uma poesia de J. Dias de Oliveira), 17/10/1866; Semana literária, 20/2/1866, 12/6/1866 e 3/7/1866; Cartas fluminenses I - À opinião pública, 5/3/1867; Cartas fluminenses II - À Hetaira, 12/3/1867; Adelaide Ristori, 15/7/1869.

Tradução (Prosa)
O trabalhadores do mar, de Victor Hugo, 1866: 15,16,17,18,20,21,23,24,25,27,28,29 e 30 de março; 1,41,6,8,11,13,15,20,24,25,27,28, e 29 de abril; 3,9,11,12,13,18,24 e 26 de maio; 1,1,15,16,1,22,23,24,2,29 30 de junho; 1,6,7,10,11,12,13,15,20,24,25,26 e 29 de julho.


Semana Ilustrada (Rio de Janeiro)
Machado de Assis, por Hugo Enio Braz
Machado de Assis colaborou nesse periódico desde o primeiro número em 16 de dezembro de 1860 até fins de 1875. Sua colaboração assinada é pouca e espaçada. Usou o pseudônimo Dr. Semana.

Poesia
Perdição, 16/12/1860; Hino patriótico, 18/1/1863; No espaço, 3/3/1866; Menina e moça, 24/1/1869; A F. X. de Novais, 29/8/1869; Fragmento, 4/12/1870.

Vária
O dia dois de dezembro de 1862, 7/12/1862; Macbeth e Rossi, 25/6/1871; O taborda, 25/6/1871; O Sr. Dr. Pedro Américo e a batalha e Campo Grande, 1/10/1871; O Visconde de Castilho, 4/7/1875.

Tradução (Verso)
O casamento do Diabo (imitação do alemão), 29/3/1863; Cegonhas e radovalhos (Bouillet), 24/1/1869; O primeiro beijo (G. Blest Gana), 19/9/1869.

Crítica
Um poeta fluminense - Corimbos, poesias de Luís C. P. Guimarães Júnior, 2/1/1870; Um poeta entre o céu e a terra, por Flávio Reimar, 30/1/1870; S. Luís, 11/6/1871; S. Luís - Pecadora e Mãe, drama em cinco atos de Ernesto Biester, 2/7/1871; Dois livros, 14/4/1872; Filigranas, 20/10/1872; Nebulosas, 29/12/1872; Vôos ícaros, 26/1/1873; Joaquim Serra, 2/2/1873; Um novo livro, 4/10/1874; Rei morto, rei posto, 10/1/1875.


O Futuro (Rio de Janeiro)
Periódico literário. Foram publicados 20 números entre 15/9/1862 e 1/7/1863.

Crônica
Crônica: 1862: 15/9; 1/12 e 15/12. 1863: 1/1 e 15/1; 1/2 e 15/2; 1/3 e 15/3; 1/4 e 15/4; 1/5 e 15/5; 1/6 e 15/6.

Poesia
Aspiração (A F.X. de Novais), 1/10/1862; A estrêla do poeta, 1/12/1862; Fascinação, 1/1/1863; O acordar da Polônia, 15/3/1863; As ventoinhas, 1/4/1863; Sinhá, 15/4/1863.

Conto
O País das Quimeras (Conto Fantásico), 1/11/1862.



Jornal das Famílias (Rio de Janeiro)
Machado de Assis, por Pacheco
A colaboração de Machado de Assis estende-se de julho de 1863 a dezembro de 1878, com exclusão dos anos de 1867 e 1868. Grande parte de sua contribuição literária para esse periódico foi assinada com os pseudônimos J., J.J., Job, Victor de Paula e Lara.

Tradução (Verso)
Alpujarra - do poema Conrad Wallenrod de Mickiewicz, julho de 1863.

Poesia
Tristeza, agosto de 1866; Amor passageiro, junho de 1869; Hino do Cristão, julho de 1869; Em Sonhos, outubro de 1869.

Conto
Frei Simão, junho de 1864; Virginus - narrativa de um advogado, julho e agosto de 1864; Casada e viúva, novembro de 1864; Questão de vaidade, dez. de 1864, jan., fev. e mar. de 1865; Confissões de uma viúva moça, abril, maio e junho de 1865; Cinco mulheres, ago. e set. de 1865; Linha reta e linha curva,out., nov. e dez. de 1865; jan. de 1866; A pianista, set. e out. de 1866; Astúcias de marido, out. e nov. de 1866; Não é o mel para a boca do asno, jan. de 1868; O carro n.13, março de 1868; A mulher de preto, abril e maio de 1868; O segredo de Augusta, julho e agosto de 1868; Luís Soares, janeiro de 1869; O anjo Rafael, out., nov. e dez de 1869; O Capitão Mendonça, maio de 1870; O rei dos caiporas, set. de 1870; Mariana, jan. de 1871; Aires e Vergueiro, jan. de 1871; Almas agradecidas, março e out. de 1871; O caminho de Damasco, nov. e dez. de 1871; Quem não quer ser Lobo, abril e maio de 1872; Uma loureira, maio e junho de 1872; A parasita Azul, junho, julho, agosto e set. de 1872; Qual dos dois?, set., out.,nov. e dez. de 1872, jan. de 1873; Uma águia sem asas, set. e out. de 1872; Quem conta um conto..., fev. e mar. De 1873; Ernesto de tal, março e abril de 1873; Tempo de crise, abril de 1873; O relógio de ouro, abril e maio de 1873; As bodas do Dr. Duarte, junho e julho de 1873; Nem uma nem outra, agosto, set., e out. de 1873; Um momem superior, agosto e set. de 1873; Quem desdenha,out. e nov. de 1873; Os óculos de Pedro Antão, março, abril e maio de 1874; Miloca, nov.e dez. de 1874, jan. e fev. de 1875; Valério, dez. de 1874, jan., fev. e março de 1875; Brincar com fogo, julho e agosto de 1875; A mágoa do infeliz Cosme, agosto e set. de 1875; A última receita, set. de 1875; Um esqueleto, out. e nov. de 1875; Onze anos depois, out. e nov. de 1875; Casa não casa, dez. de 1875, jan. de 1876; História de uma fita Azul, dez. de 1875, jan. e fev. de 1876; To be or not to be, fev. e mar. de 1876; Longe dos olhos, março, abril e maio de 1876; Encher tempo, abril, maio, junho e julho de 1876; O passado, passado, junho, julho e agosto de 1876; D. Mônica, agosto, set. e out. de 1876; Uma visita de Alcibíades, out. de 1876; O astrólogo, nov. e dez de 1876, jan. de 1877; Sem olhos, dez. de 1876, jan. e fev. de 1877; Um almoço, março, abril e maio de 1877; Silvestre, junho, julho e agosto de 1877; A melhor das noivas, set. e out. de 1877; Um ambicioso, nov. e dez. de 1877, jan. e fev. de 1878; O Machete, fev. e março de 1878; A herança, abril e maio de 1878; Conversão de um Avaro, junho, julho e agosto de 1878; Fôlha rôta,out. de 1878; Dívida extinta, nov. e dez. de 1878.


Machado de Assis, por Fernando Campos
O Globo (Rio de Janeiro)
A participação de Machado de Assis no periódico abrange o período de 7/8/1874 a 31/3/1883.

Romance
A mão e a luva, 1874: set. 26,28, 29 e 30; out. 1, 6, 7, 8, 9, 15, 16, 19, 21, 23, 24, 27, 28, 29, 30, 31; nov. 3. Helena, de 6 de agosto a 11 de setembro de 1876.

Tradução (verso)
Dante - O Canto XXV do Inferno - em 25/12/1874.

Vária
Onze de junho - em 11/6/1882.


Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)
A colaboração de Machado de Assis, neste periódico, começa em 1881; estende-se ininterruptamente até fevereiro de 1897, voltando duas vezes em 1899, quatro em 1900, uma em 1902 e em 1904. Não obstante, seu nome aparece desde 1877, subscrevendo poesias, em homenagem a José de Alencar e a Camões. Figura na relação de colaboradores efetivos até 1904.

Poesia
Naquele eterno azul, onde Coema, 23/12/1877, entre outras homenagens, de diversos autores, a José de Alencar; Quando transporta a lúgubre morada, 10/6/1880, no número especial dedicado ao centenário de CamõesHão de os anos volver - não como as neves, 12/12/1880, entre outras homenagens, de diversos autores, a José de AlencarA volta do Poeta, 8/7/1883, entre outras homenagens, de diversos autores, a Gonçalves Crespo; 1802-1885, 23/5/1885, entre outras homenagens, de diversos autores, a Victor Hugo; 26 de Outubro, 27/10/1886, entre outras homenagens, a José Bonifácio.

Conto
Uma visita de Alcibíades, 1/01/1882; Um capítulo inédito de Fernão Mendes Pinto, 30/4/1882; O Anel de Polícrates, 2/7/1882; O empréstimo, 30/7/1882; A sereníssima República, 20/8/1882; O espelho, 8/9/1882; Verba testamentária, 8/10/1882; A igreja do Diabo,17/2/1883; Papéis velhos, 14/3/1883; A idéia do Ezequiel Maia, 30/3/1883; O lapso, 17/4/1883; Conto Alexandrino, 13/5/1883; Singular ocorrência, 30/5/1883; Último capítulo, 20/6/1883; Galeria póstuma, 2/8/1883; Anedota pecuniária, 6/10/1883; Primas de Sapucaia!, 24/10/1883; Uma senhora, 27/11/1883; Fulano, 4/1/1884; Noite de Almirante,10/02/1884; Manuscrito de um Sacristão,17/2/1884; Ex-cátedra, 8/4/1884; A Senhora do Galvão, 14/5/1884; As Academias de Sião, 6/6/1884; Evolução, 24/6/1884; Coisas íntimas, 13/7/1884; Conto de escola, 8/9/1884; D. Paula, 12/10/1884; O diplomático, 29/10/1884; A cartomante, 28/11/1884; Só!, 6/1/1885; Apólogos: I - A Agulha e a Linha, II - Adão e Eva, III - Os dicionários, 1/3/1885; A causa secreta, 1/8/1885; Habilidoso, 6/9/1885; Viagem à roda de mim mesmo, 4/10/1885; Uns braços, 05/11/1885; Entre Santos, 1/1/1886; Trio em Lá Menor, 20/1/1886; Terpsícore,25/3/1886; Pobre Cardeal, 6/7/1886; A desejada das gentes, 15/7/1886; Identidade, 14/3/1887; Sales, 30/5/1887; Eterno!, 9/9/1887; Um homem célebre, 29/6/1888; D. Jucunda, 1/1/1889; O caso da vara, 1/2/1891; Mariana, 18/10/1891; Que é o mundo, 15/11/1895.

Crônica
Balas de Estalo
1883: julho, 2, 4, 10, 15, 22; agosto, 1, 5, 11, 15, 30; set., 2, 12, 15; out. 10, 16, 23; nov., 7, 24; dez., 9, 16.
1884: jan., 8, 10; março, 13; abril , 26; maio, 15; julho, 15, 20, 25, 30; agosto, 4, 10, 15, 19, 23, 27; set., 1, 5, 9, 14, 18, 22, 26; out., 1, 5, 10, 14, 19, 29; nov. 3, 10, 14, 18, 21, 25; dez., 1, 6, 12, 17, 21, 24, 27.
1885: jan., 5, 9, 13, 17, 21, 26, 30; fev., 1, 3, 7, 11, 17, 21, 26; março, 3, 8, 14, 1, 24, 29; abril, 3, 9, 14, 20, 25, 30; maio, 5, 10, 16, 21, 28; junho, 3, 8, 14, 20, 26; julho, 1, 8, 12, 19, 26; agosto, 1, 10, 17, 23, 31; set., 8, 14, 24; uot., 5, 11, 19, 26; nov. 6, 15, 23, 30; dez., 17.
1886: jan., 4, 11; fev. 9; março, 3, 22.
A + B,
1886: set., 12, 16, 22, 28; out., 4, 14, 24.

Gazeta de Holanda
1886: nov., 1, 5, 12, 17, 21, 28; dez., 6, 21, 24.
Machado de Assis
1887: jan., 10, 20; fev., 5, 24; março, 7, 20, 27; abril, 6; maio, 13; junho, 12, 18; julho,4; agosto, 1, 20, 23, 30; set., 6, 13, 20, 27, 28; out., 4, 11, 18, 29; nov., 2, 8, 15, 22, 29; dez., 6, 14, 20, 28.
1888: jan., 3, 18; fev., 4, 10, 16, 24.

Bons Dias!
1888: abril, 5, 12, 1, 27; maio, 4, 11, 19, 27; junho, 1, 11, 16, 26; julho, 6, 15, 19, 29; agosto, 7, 26; set., 6, 16; out., 6, 21, 28; nov., 10, 18, 25; dez., 17, 27.
1889: jan., 13, 21, 26, 31; fev., 6, 13, 23, 27; março., 7, 19, 22, 30; abril, 20; junho, 7, 14, 29; agosto, 3, 13, 22, 29.

A Semana
1892: abril 24; maio, 1, 8, 15, 22, 29; junho, 5, 12, 19, 26; julho, 3, 10, 17, 24, 31; agosto, 7, 14, 21, 28; set., 4, 11, 18, 25; out., 2, 9, 16, 26, 30; nov. 6, 13, 20, 27; dez., 4, 11, 18, 25.
1893: jan., 1, 8, 15, 22, 29; fev., 5, 12, 19, 26; março, 5, 12, 19, 26; abril, 2, 9, 16, 23, 30; maio, 7, 14, 21, 28; junho, 4, 11, 18, 25; julho, 2, 9, 16, 23, 30; agosto, 6, 13, 20, 27; set., 3, 10, 17, 24; out., 1, 8, 15, 29; nov., 5, 12, 19, 26.
1894: jan. 1,7,14, 21,28; fev.4, 11, 18,25; março 4, 11, 18,25; abril 1, 8, 15, 22; maio 6, 13, 20, 27; junho 3, 10, 17, 24; julho 1, 8, 15, 22, 29; agosto 5, 12, 19, 26; set. 2, 9, 16, 23, 30; out. 7, 14, 21, 28; nov. 4, 11, 18, 25; dez. 2, 9, 16, 23, 30.
1895: jan. 6, 13, 20, 27; fev. 3, 10, 17, 24; março 3, 10, 17, 24, 31; abril 7, 14, 21, 28; maio 5, 12, 19, 26; junho 2, 9, 16, 23, 30; julho 7, 14, 21, 28; agosto 4, 11, 18, 25; set. 1, 8, 15, 22, 29; out. 6, 13, 20, 27; nov. 3, 10, 17, 24; dez. 1, 8, 15, 22, 29.
1896: jan. 5, 12, 19, 26; fev. 2, 9, 16, 23; março 1, 8, 15, 22, 29; abril 5, 12, 19, 26; maio 3, 10, 17, 24, 31; junho 7, 14, 21, 28; julho 5, 12, 19, 26; agosto 2, 9, 16, 23, 30; set. 6, 13, 20, 27; out. 4, 11, 18, 25; nov. 1, 8, 15, 22, 29; dez. 6, 13, 20, 27.
1897: jan. 3, 10, 17, 24, 31; fev. 7, 14, 21, 28.

Vária
Homenagem à Província do Ceará, 25/3/1884; Pedro Luís, 17/7/1884; O futuro dos Argentinos, 9/7/1888; Joaquim Serra, 5/11/1888; [Artigo escrito a propósito da morte de Francisco Otaviano], 29/05/1889; Secretaria da Agricultura,12/9/1890; [Artigo escrito a propósito do centenário de Garrett], 4/2/1899; [Carta a Henrique Chaves], 24/8/1900.

Tradução (Verso)
O corvo, de Edgar Allan Poe - 16/8/1888 e 7/2/1892.

Crítica
Um livro - cenas da vida Amazônica, por José Veríssimo, 11/6/1899; Horas sagradas e versos, 7/12/1902; Secretário Del-Rei, 2/6/1904.


O Cruzeiro (Rio de Janeiro)
Romance
Iaiá Garcia, 1878: jan. 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 11, 12, 14, 15, 16, 19, 21, 22, 23, 25, 26, 28, 30; fev. 4, 5, 6, 9, 11, 12, 13, 15, 16, 19, 20, 22, 25, 26, 27; março 1, 2.

Fantasias
O Bote de Rapé - comédia, 19/3/1878; A sonâmbula - ópera cômica, 26/3/1878; Um cão de lata ao rabo, 2/4/1878; Filosofia de um par de botas, 23/4/1878; Elogio da vaidade, 28/5/1878.

Conto
O Califa de Platina (conto árabe), 9/4/1878; Na arca - três capítulos (inéditos) do Gênesis, 14/5/1878.

Crítica
Literatura realista - O Primo Basílio, romance de Eça de Queirós, 16/4/1878.

Diálogo (Verso)
Antes da Missa - Conversa de duas damas, 7/5/1878.

Vária
O Caso Ferrari, 21/5/1878.

Crônica
Notas Semanais, 1878: junho 2,9,16,23,30; julho 7,14,21,28; agosto 4,11,18,25; set. 1.


Machado de Assis, ilustração CVM
Revista Brasileira (Rio de Janeiro)
N. Midosi Editor. Artigos publicados no período de junho de 1879 a dezembro de 1881.

Poesia
Círculo vicioso, junho de 1879; A assuada, 15/10/1879; Cantos ocidentais, 15/1/1880, compreendendo as seguintes peças: Uma criatura; A mosca azul; O Desfecho; Spinoza; Suave, mari magno...; No alto.

Crítica
Antônio José e Molière, 15/7/1879; A nova geração, 1/12/1879.

Romance
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1880: março 15; abril 1, 15; maio 1, 15; junho 1; julho 1, 15; agosto 1, 15; set. 1,15; out. 1, 15; nov. 1; dez. 1, 15.

Teatro
Tu só, tu, puro amor..., 1/7/1880.


A Estação (Rio de Janeiro)
Jornal ilustrado para a família. Editores Proprietários Livraria Lombaerts & Comp. É a continuação do jornal La Saison, a partir de 15 de janeiro de 1879.

Poesia
Versos, 15/7/1879; Num álbum, 29/2/1880; Uma criatura, 15/1/1884; Versos, 15/1/1885; Relíquia íntima, 15/1/1885; Trecho de um poema inédito, 15/8/1885.

Conto
Um para o outro, 1879: julho,30; agosto, 15 e 30; set., 15 e 30; out.,15. A chave, 1879: dez., 1 e 30; 1880: jan., 15 e 30; fev., 15. O caso da viúva, 1881: jan., 15 e 31; fev., 15 e 28; março, 15. A mulher pálida, 1881: agosto 15 e 31; set., 15 e 30. O alienista, 1881: out. 15 e 31; nov., 15 e 30; dez., 15 e 31; 1882: jan., 15 e 31; fev., 15 e 28; março, 15. D. Benedita, 1882: abril, 15 e 30; maio, 15 e 31; junho, 15. O imortal, 1882: julho, 15 e 31; agosto, 15 e 31; set., 15. Letra vencida, 1882: out., 31; nov., 15 e 30. O programa, 1882: dez., 31; 1883: jan., 15 e 31; fev., 15 e 28; março, 15. História comum, 1883: abril, 15. O destinado, 1883: abril, 30. Cantiga de esponsais, 1883: maio, 15. Troca de datas, 1883: maio, 31; junho, 15 e 30. Questões de maridos, 1883: julho, 15. Três consequências, 1883: julho, 31. Capítulo dos Chapéus, 1883: agosto, 15 e 31; set. 15. Médico é remédio, 1883: out., 31; nov., 15. Cantiga velha, 1883: nov., 30; dez., 15 e 31. Trina e una, 1884: jan., 15 e 31; fev., 15. O contrato, 1884: fev., 29. A carteira, 1884: março, 15. A viúva sobral, 1884: abril, 15 e 30; maio, 15. Entre duas datas, 1884: maio, 31; junho, 15 e 30. Vinte anos! vinte anos!, 1884: julho, 15. O Caso do Romualdo, 1884: set., 15 e 30; out., 15 e 31; nov., 15 e 30. Uma carta, 1884: dez., 15. Curta história, 1886: maio, 31. Pobre finoca, 1891: dez., 31; 1892: jan., 15 e 31. O caso Barreto, 1892: março, 15 e 31; abril, 15. Um Sonho e outro sonho, 1892: maio, 31; junho, 15; julho, 31; agosto, 15. Uma partida, 1892: out., 31; nov. 15; dez., 15 e 31. Um quarto de século, 1893: agosto, 15 e 31, set. 15 e 31. João Fernandes, 1894: jan., 15. A inglesinha Barcelos, 1894: maio 31; Junho, 15 e 30. Um Erradio, 1894: set., 15 e 30; out., 15 e 31; nov., 15 e 30. Uma por outra, 1897: set., 15 e 30; out., 15 e 31; nov., 15 e 30, dez. 15. Relógio parado, 1898: jan., 15 e 31; fev., 15; março, 15 e 31.
Machado de Assis, por (...)

Vária
Cherchez la Femme, 15/8/1881; O Quadro do Sr. Firmino Monteiro, 30/4/1882; Artur de Oliveira, 31/8/1882; Henrique Lombaerts, 15/7/1897.

Crítica
Bibliografia, 15/6/1882; Bibliografia - Subsídios literários, 31/3/1883; Bibliografia, 31/3/1886.

Tradução (Verso)
O Corvo (Edgard A. Poe), 28/2/1883.

Diálogo
O Melhor Remédio: 31/3/1884.

Novela
Casa Velha,1885: jan., 15 e 31; julho, 15 e 31; agosto, 15 e 31; set., 15 e 30; out., 15 e 31; nov., 15 e 31; dez., 15 e 31; 1886: jan, 15 e 31; fev., 15 e 28.

Romance
:: Quincas Borba, 1886: junho, 1 e 30; julho, 15 e 31; agosto, 15 e 31; set., 15 e 30; out. 15 e 31; nov., 15 e 30; dez., 15 e 31; 1887: jan., 31; fev., 15 e 28; março, 15 e 31; abril, 15 e 30; maio, 15; Junho, 15 e 30; julho, 15 e 31; agosto, 15 e 31; set.,15 e 30; out., 15; nov., 15 e 30; dez., 15 e 31; 1888: jan., 15 e 31; fev.,15 e 29; março, 31; abril, 15; maio, 31; out., 31; nov.,15 e 30; dez., 15 e 31;1889, jan.,31; fev., 28; março, 15 e 31; abril, 30; junho, 15 e 30; julho,31; nov., 30; dez., 15 e 31; 1890: jan., 15 e 31; fev., 15 e 28; março, 15 e 31; abril, 15; maio 15 e 31; junho 30; julho, 15 e 31; agosto, 15 e 31; set., 30; out., 15; nov., 15 e 30; dez., 15; 1891: jan., 15 31; fev., 28; março, 15 e 31; abril, 15 e 30; junho 15 e 30; agosto, 31; set., 15.


Jornal do Commercio (Rio de Janeiro)
:: Potira (fragmento de uma elegia americana) [poesia], 29/6/1870 e 28/8/1870;
:: Guilherme Malta - Carta ao Sr. Conselheiro Lopes Neto [crítica], 1/7/1872;
:: A inauguração da estátua de José Bonifácio [poesia], 7/9/1872;
:: A paixão de Jesus, 1/4/1904.


Ilustração publicada na revista 'Fon-Fon', edição de 3 de outubro de 1908
em homenagem a Machado de Assis


CITAÇÕES DE MACHADO DE ASSIS 
"Viva imaginação, delicadeza e força de sentimentos, graças de estilo, dotes de observação e análise, ausência às vezes de reflexão e pausa, língua nem sempre pura, nem sempre copiosa, muita cor local."
- Machado de Assis, "Notícia da atual literatura brasileira: instinto de nacionalidade" - in: Machado de Assis: crítica, notícia da atual literatura brasileira. São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.



"Meu amigo, a imaginação e o espírito têm limites; a não ser a famosa botelha dos saltimbancos e a credulidade dos homens, nada conheço inesgotável debaixo do sol."
- Machado de Assis, em "O anel de Polícrates".


"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."
- Machado de Assis, em "'Iaiá Garcia' - capítulo III".

"Não é desprezo pelo que é nosso, não é desdém pelo meu país. O país real, esse é bom, revela os melhores instintos; mas o país oficial, esse é caricato e burlesco. A sátira de Swift nas suas engenhosas viagens cabe-nos perfeitamente. No que respeita à política nada temos a invejar ao reino de Lilipute."
- Machado de Assis, em "Diário Carioca' (29.12.1861).



"Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo II".



"A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo LVI".


"...os que amam a natureza como ela quer ser amada, sem repúdio parcial nem exclusões injustas, não acham nela nada inferior."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXI".


"As pessoas valem o que vale a afeição da gente, e é daí que mestre Povo tirou aquele adágio que quem o feio ama bonito lhe parece."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXXXI".


Machado Assis, óculos e caneta
"Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura, dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis; ao contrário, a ideia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXVIII".


"O destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Eles chegam a seu tempo, até que o pano cai, apagam-se as luzes, e os espectadores vão dormir."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Já agora não esquecerei mais que dei dois ou três meses de felicidade a um pobre diabo, fazendo-lhe esquecer o mal e o resto. É alguma coisa na liquidação da minha vida. Se há no outro mundo tal ou qual prêmio para as virtudes sem intenção, esta pagará um ou dois dos meus muitos pecados."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Nem tudo é claro na vida ou nos livros."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Por que razão os sonhos hão de ser assim tão tênues que se esgarçam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, e não continuam mais?"
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Há alguma exageração nisto; mas o discurso humano é assim mesmo, um composto de partes excessivas e partes diminutas, que se compensam, ajustando-se."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Era assaz sincera para dizer o mal que sentia de alguém, e não sentia bem de pessoa alguma."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo."
- Machado de Assis, em "Dom casmurro".


"A vaidade é um princípio de corrupção."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".



"Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo XIV".


"Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles.- Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos: nós roemos.Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez esse discreto silêncio sobre os textos roídos, fosse ainda um modo de roer o roído."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro", 26ª ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 117.


"Ó ruas antigas! ó casas antigas! ó pernas antigas! Todos nós éramos antigos, e não é preciso dizer que no mau sentido, no sentido de velho e acabado."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro". 



“Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham…”
- Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997.


"Seguiu-se um daqueles silêncios, a que, sem mentir, se pode chamar de um século, tal é a extensão do tempo nas grandes crises."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Era melhor que a fizéssemos por meias palavras ou em silêncio; cada um iria com a sua ferida."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".


"Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelada e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, - nada menos que a quimera da felicidade, - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão."
- Machado de Assis, em "'Memórias póstumas de Brás Cubas' - Capítulo VII".


"Meu olhar, enfarado e distraído, viu enfim chegar o século presente, e atrás deles os futuros. Aquele vinha ágil, destro, vibrante! cheio de si, um pouco difuso, audaz, sabedor, mas ao cabo tão miserável como os primeiros, e assim passou e assim passaram os outros com a mesma rapidez e igual monotonia."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo VII".


"Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo XXIV".


"Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo XXXVI".


"Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo CXXXVII".


"Tudo era loucura. Os cultores de enigmas, os fabricantes de charadas, de anagramas, os maldizentes, os curiosos da vida alheia, os que põem todo o seu cuidado na tafularia, um ou outro almotacé enfunado, ninguém escapava aos emissários do alienista. Ele respeitava as namoradas e não poupava as namoradeiras, dizendo que as primeiras cediam a um impulso natural e as segundas a um vício. Se um homem era avaro ou pródigo, ia do mesmo modo para a Casa Verde; daí a alegação de que não havia regra para a completa sanidade mental." 
- Machado de Assis, em "O Alienista".


"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito."
- Machado de Assis, em "Verba testamentária". (1881).


“A dor dele era uma espécie de tosse moral, que aplacava e reaparecia, intensa às vezes, as vezes mais fraca, mas sempre infalível.”
— Machado de Assis, no livro ”A mão e a luva”. São Paulo: Ática, 1998


"Porque o adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário."
- Machado de Assis, em "Teoria do Medalhão".


"Papel, amigo papel, não recolhas tudo o que escrever esta pena vadia (...). Não, papel. Quando sentires que insisto nessa nota, esquiva-te da minha mesa e foge. A janela aberta te mostrará um pouco de telhado, entre a rua e o céu, e ali ou acolá acharás descanso. Comigo, o mais que podes achar é esquecimento, que é muito, mas não é tudo..." 
- Machado de Assis, em "Memorial de Aires".


"Eu, quando era pequenino, achei ainda uma usança da noite de S. João. Era expor um copo cheio d'água ao sereno, e despejar dentro um ovo de galinha. De manhã ia-se ver a forma do ovo; se era navio, a pessoa tinha de embarcar; se era uma casa, viria a ser proprietária, etc. Consultei uma vez o bom do santo; vi claramente visto - vi um navio; tinha de embarcar. Ainda não embarquei, mas, enquanto houver navios no mar, não perco a esperança."
- Machado de Assis. Gazeta de Notícias, 16 dez. 1894.



"Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! que desabafo! que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lentejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos, não há platéia."
- Machado de Assis, no livro “Memórias póstumas de Brás Cubas”. São Paulo: Ática, 1999.


"Matamos o tempo; o tempo nos enterra."
- Machado de Assis, no livro “Memórias póstumas de Brás Cubas”. São Paulo: Ática, 1999.


"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo XVII".


"A língua humana é cabal para dizer o que se passa no espírito, mas incapaz de dizer o que vem do coração. Com os lábios fala a cabeça, com os olhos o coração."
- Machado de Assis, em "Histórias da meia-noite". 


"Quando a suspeita germina na alma, o menor incidente assume um aspecto decisivo."
- Machado de Assis, em "Helena".


"A posteridade é a vingança dos que sofrem os desdéns do seu tempo."
- Machado de Assis, em "Histórias da meia-noite".


"Há frases felizes. Nascem modestamente, como a gente pobre; quando menos pensam, estão governando o mundo, à semelhança das ideias. As próprias ideias nem sempre conservam o nome do pai; muitas aparecem órfãs, nascidas de nada e de ninguém. Cada um pega delas, verte-as como pode, e vai levá-las à feira, onde todos as têm por suas."
- Machado de Assis, em "Esaú e Jacó". 


"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras."
- Machado de Assis, em "Contos escolhidos".



"Toda a alma feliz é panteísta; parece-lhe que Deus lhe sorri de dentro da flor que desabrocha, do fundo da água que serpeia murmurando, e até de envolta com o cipó humilde e rústico, ou no seixo bronco e desprezado do chão."
- Machado de Assis, em "A mão e a luva".


"A experiência da vida devia ter-me convencido de que o melhor de todos os sentimentos é um egoísmo quieto e calado."
- Machado de Assis, em "A mão e a luva".


"Como é que se matam saudades não é coisa que se explique de um modo claro. Há quem creia que, ainda mortas, são doces, mais que doces."
- Machado de Assis, em "Esaú e Jacó". 


"Amei-o; não importa saber se muito ou pouco, mas amei-o. O senhor foi a primeira pessoa que me fez bater o coração de um modo diferente do que ele batia; foi a primeira pessoa que me disse palavras novas que me fizeram bem."
- Machado de Assis, em "Iaiá Garcia". 


" - Penso que o amor verdadeiro, ou ao menos o melhor é o que não vê nada em volta de si, e caminha direito, resoluto e feliz aonde o leva o coração.
- Não basta que o coração lhe diga: ame a este; é preciso que os olhos aprovem a escolha do coração. Eleja um marido digno, um espírito que a entenda, que a admire, um homem que a possa honrar; não se deixe levar dos primeiros olhos que pareçam responder aos seus."
- Machado de Assis, em "Iaiá Garcia".


"Há dias em que me levanto alegre e viva, como uma criança; papai diz que são os meus dias azuis. Há outros em que tenho vontade de quebrar tudo, e não digo mais de duas palavras em cada hora; são os meus dias negros."
- Machado de Assis, em "Iaiá Garcia". 


"Decidam lá os doutores da escritura qual destes dois amores é melhor, se o que vem de golpe, se o que invade a passo lento o coração. Eu por mim não sei decidir, ambos são amores, ambos têm suas energias."
- Machado de Assis, em "Ressurreição".



ADAPTAÇÕES CINEMA - TELEVISÃO
Machado de Assis no Cinema 
LONGAS
Filme: Vendaval maravilhoso
Sinopse: A vida agitada e trágica de Castro Alves, de seu nascimento, em 1847, à luta contra a escravatura como estudante de direito e como poeta, mostrando, também, como seu relacionamento com a atriz Eugênia Câmara, grande amor de sua vida, acaba o levando à ruína. Primeira co-produção Brasil-Portugal, este é o único filme em que a figura de Machado de Assis aparece como personagem real, coadjuvante dos eventos da época.
Baseado no livro biográfico ABC de Castro Alves, de Jorge Amado
Ano: 1949
Duração: 146 min. 
País: Brasil/Portugal
Formato: 35 mm, pb. 
Direção: Leitão de Barros
Direção de fotografia: Francisco Izarrelli; Aquilino Mendes; João Macedo; João Silva
George Fanto; Afrodisio de Castro; e Henry Harris
Câmera: Salomão Scliar
Produção: David Serrador
Direção de produção: Eduardo Costa
Som direto: Henrique Domingues
Cenografia: José Climaco e Raul Campos
Música: João Nobre; Eugênia Câmara; Raul Ferrão
Elenco: Paulo Maurício;Amália Rodrigues; Barreto Poeira; Edmundo Lopes; Maria Albertina;Jaime Santos
Companhias produtoras: Minerva Filmes; Atlântida Empresa Cinematográfica do Brasil S.A.


Filme: Capitu
Machado de Assis - foto: (...)
Sinopse: A amizade entre Capitu, sua esposa, e Escobar, seu amigo, faz crescer em Bento a dúvida sobre a fidelidade de ambos. Dia a dia, o ciúme o corroe, transformando sua personalidade e a percepção do mundo à sua volta.
Baseado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis
Ano: 1968
Duração: 90 min.
Direção e produção: Paulo César Saraceni
Roteirista: Lygia Fagundes Telles; Paulo Emilio Salles Gomes; e Paulo César Saraceni
Direção de produção: J. P. de Carvalho
Produção executiva: Sérgio Saraceni
Produtor associado: Luiz Carlos Barreto; Carlos Diegues; J. P. de Carvalho
Direção de fotografia: Mário Carneiro
Efeitos especiais de som: Cezar Goulart
Montagem: Nello Melly
Cenografia: Anísio Medeiros
Músicas: Ernesto Nazareth; Padre José Maurício;Elias Moraes Lobo; Joaquim Manoel;Lourenço Fernandes; Índios Tamoios; Heitor Villa-Lobos; Verdi;Carlos Gomes
Elenco: Almir Saint Clair; Altair Vilar; Anecy Rocha; Helena Solberg; Isabella Cerqueira; Campos …. (Capitu); Lídia Podorolska; Maria Morais (Glória); Marilia Carneiro (Sancha);Nelson Dantas (Pádua); Othon Bastos (Bentinho); Patrícia Templer; Raul Cortez (Escobar); Rodolfo Arena (José Dias); Rosa Maria Penna; Wagner Lancetta (Ezequiel);Zbigniew Ziembinski
Produtora: Produções Cinematográficas Imago Ltda.
Prêmios:
:: Prêmios de melhor ator coadjuvante para Raul Cortez no Festival de Brasília de 1968.
:: Melhor roteiro no Festival de Brasília de 1968.
:: Melhor cenografia no Festival de Brasília de 1968.
* Fonte: Cinemateca Brasileira - e - e Site História do Cinema Brasileiro


Filme: Viagem ao fim do mundo
Sinopse: Enquanto aguarda a chamada para o embarque em seu avião, um rapaz procura na banca de jornais uma leitura para a viagem. Descobre uma edição de bolso das "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. Embarca e junta-se a um time de futebol, duas freiras, uma modelo de publicidade que se senta a seu lado, e um homem de meia-idade visivelmente nervoso. O rapaz lê até o capítulo "O Delírio", onde visualiza Pandora desnuda como a verdade, a mostrar-lhe como tem sido e será a vida na terra. Episódios cômicos e dramáticos se fundem num grande painel até o fim da viagem.
Baseado a partir de dois capítulos (O Delírio e O Sermão do Livro) do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Ano: 1968
Duração: 96 min.
Direção, roteiro e produção: Fernando Cony Campos
Produção: Talula Campos e Massao Ohno
Fotografia: José Medeiros, Osvaldo de Oliveira, Afonso Beato e Cliton Vilela
Montagem: Renato Neumann
Música: Caetano Veloso
Produtora: Fernando Campos Produções Cinematográficas
Elenco: Fábio Porchat; Jofre Soares; Vera Viana; Annik Malvill; Talula Abramo Campos; Karin Rodrigues; Walter Forster; José Marinho; Esmeralda Barros; Fernando Campos; Joel Barcellos.
* Disponível no link. (acessado em 24.7.2014).


Filme: Azyllo muito louco
Sinopse: Em uma província à beira-mar, no século XIX, um padre chega e constrói um asilo para abrigar os loucos. Os poderosos do local voltam-se contra o padre em virtude da enorme quantidade de paroquianos internados como loucos. O padre reconsidera a situação e propõe que fiquem no asilo apenas os sãos. 
Baseado livremente no conto "O Alienista", do livro Papéis avulsos, de Machado de Assis
Ano: 1970
Duração: 100 min.
Formato: 35mm
Gênero: Comédia
Direção e roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Direção de fotografia: Dib Lutfi
Câmera: Dib Lutfi e Rogério Noel
Técnico de som: Arduino Colasanti e Nelson Pereira dos Santos Filho
Montagem: Rafael Justo Valverde
Cenografia: Luis Carlos Ripper
Música: Guilherme Magalhães Vaz
Produção: Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto e Roberto Farias
Elenco: Nildo Parente, Isabel Ribeiro, Arduíno Colasanti, Irene Stefânia,
Manfredo Colasanti, Nelson Dantas, José Kleber, Ana Maria Magalhães, Gabriel Arcanjo e Leila Diniz.
Direção de produção: Irênio Marques Filho
Companhia produtora: Produções Cinematográficas Roberto Farias, Nelson Pereira dos Santos Produções Cinematográficas, Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas e Difilm.
 

Filme: Um Homem célebre
Sinopse: Adaptação do conto homônimo sobre o amor que surge entre sinhazinha Mota e o pianista Pestana. "No início do século, o músico Pestana conhece a fama nos salões do Rio de Janeiro, com suas composições populares. Mas seu maior desejo é a consagração como compositor erudito, o que lhe causa conflitos interiores, agravado com a descoberta de que é traído por Marcela, a mullher amada, com um embaixador, com quem afinal vem a se casar. Decepcionado, Pestana busca conforto na bebida e na companhia de outras mulheres. Conhece Maria e com ela se casa, podendo enfim dedicar-se a suas composições eruditas. Maria, entretanto, adoece e morre. Levado ao desespero, ele é internado num hospício por dois anos. Quando se recupera, dedica-se à música popular para sobreviver, mas é acometido de enfermidade que em pouco se torna fatal."
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 1974
Duração: 90 min.
Formato: 35mm
Direção e roteiro: Miguel Faria Jr.
Direção de fotografia e câmera: João Carlos Horta
Técnico de som: Vitor Raposeiro
Montagem: Ana Borges
Cenografia: Rodrigo Argolo
Produção: Ney Sroulevich
Direção de produção: Abigail P. Nunes
Elenco: Walmor Chagas; Darlene Glória; Bibi Vogel;Ednei Giovenazzi; Fábio Sabag
Participação especial: Nara Leão
Produtora: Zoom Cinematográfica


Filme: A Cartomante
Sinopse: 1871. Rita é casada com Vilela, mas mantém um romance secreto com Camilo, amigo de seu marido. Ela consulta uma cartomante que prevê final feliz para os amantes. Vilela, desconfiado, flagra os adúlteros, matando-os a tiros. 1971. Rita é casada com Vilela e mantém um romance secreto com Camilo, amigo de seu marido. Uma amiga lê sua sorte nas cartas, que, desta vez, prevê uma tragédia.
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis
Ano: 1974
Duração: 84 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção, produção e roteiro: Marcos Farias
Direção de fotografia: Jefferson Silva
Som direto: José Tavares
Montagem: Raimundo Higino 
Cenografia: Geraldo Andrade
Música: João Bosco
Elenco: Maurício do Vale; Ítala Nandi; Ivan Cândido; Célia Maracajá; Lúcia Lage; Paulo César Pereio.
Produtora: Septembrus


Filme: Confissões de uma Viúva Moça
Sinopse: Após dois anos de isolamento, desde a morte do marido, Eugênia resolve escrever uma carta à sua amiga Lia, esclarecendo os motivos de sua reclusão e sua vontade de se reintegrar à vida. Relata, então, seu casamento feliz com Roberto, até o momento em que passa a ser cortejada por Emílio, antigo amigo de seu marido.
Baseado no conto homônimo, do livro Contos fluminenses, de Machado de Assis.
Ano: 1975
Duração: 88 min.
Formato: 35mm
Direção e roteiro: Adnor Pitanga
Produção: Victor Di Mello
Produção executiva: Artur Adacto Di Mello
Direção de fotografia: José de Almeida
Som direto: Aloisio Viana e José Tavares
Montagem: Manoel Oliveira
Música: Beto Strada e Chico Feitosa
Elenco: José Wilker; Sandra Barsotti; Celso Faria; Myriam Persia
Companhias produtoras: Di Mello Produções Cinematográficas Ltda; e Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A.


Filme: Que estranha forma de amar
Sinopse: Um jovem militar retorna da Guerra do Paraguai e encontra sua prometida casada e também sua paixão secreta igualmente casada com um viúvo que tem uma filha. As coisas se complicam quando ele começa a se apaixonar pela moça, enteada de seu antigo amor, Iaiá Garcia.
Estória: Baseada no romance "Iaiá Garcia" de Machado de Assis
Ano: 1978
Duração: 94 min.
Formato original: 35mm, Cor, 2.579m, 24q, Eastmancolor
Gênero: Drama/romance
Direção e roteiro: Geraldo Vietri
Direção de fotografia: Antônio B. Thomé
Direção de Arte: Vida Sanchez
Direção de som: Julio Perez Cabalar
Música de: Carlos Gomes
Trilha musical: Salatiel Coelho
Produção: Cassiano Esteves
Direção de produção: Duarte Gil Gouveia
Elenco: Solange Machado, Wilson Fragoso, Márcia Maria
Companhia produtora: E. C. Distribuidora e Importadora Cinematográfica Ltda.
* Fonte e ficha técnica completa: Cinemateca Brasileira/Filmografia


Filme: Brás Cubas
Sinopse: Uma transcrição do romance clássico para o experimentalismo do cinema. Do além-túmulo, Brás Cubas faz uma reflexão sobre sua vida de homem rico, ficando evidente o quanto a sua existência foi medíocre. Essas memórias são um desfile de personagens que compõem um mosaico da sociedade brasileira arcaica e retrógrada.
Baseado no livro Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Ano: 1985
Duração: 90 min.
Formato: 35mm, cor/pb
Direção e produção: Júlio Bressane
Roteiro: Júlio Bressane e Antonio Medina
Direção de produção: Sônia Dias; Rômulo Marinho; João Viegas
Direção de fotografia: José Tadeu
Som direto: Dudi Guper e Guaracy Rodrigues
Montagem: Dominique Paris
Direção de arte: Luciano Figueiredo
Elenco: Luiz Fernando Guimarães; Bia Nunes; Ankito;Regina Casé; Telma Reston.
Produtora: Júlio Bressane Produções Cinematográficas.


Filme: Quincas Borba
Machado de Assis, por (...)
Sinopse: Com a morte do filósofo Quincas Borba, Rubião, seu discípulo interiorano, herda toda a sua fortuna. Rubião alimenta uma grande paixão por Sofia e para permanecer próximo de sua amada, se torna sócio do marido dela, Cristiano Palha.
Baseado no romance homônimo de Machado de Assis.
Ano: 1987
Duração: 116 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção, roteiro e produção executiva: Roberto Santos
Direção de produção: Roberto Bianchi e Andréa Quiroga
Direção de fotografia: Roberto Santos Filho
Câmera: Roberto Santos Filho
Técnico de som: José Tavares
Montagem: Carlos Álvaro Vera
Edição: Carlos Álvaro Vera
Direção de arte: Cyro Del Nero
Música: Arno Roberto von Buttner
Elenco: Helber Rangel; Fulvio Stefanini; Brigitte Broder; Luiz Serra e Antonio Rovis
Participação especial: Paulo Villaça; Laura Cardoso; Marlene França; Walter Forster
Produtora: Roberto Santos Produções Cinematográficas.
* Disponível no link. (acessado 22.7.2014).


Filme: A Causa secreta
Sinopse: Para montar uma peça, um grupo de teatro pesquisa a miséria do país. Eles vão às filas do INSS, visitam doentes, hospitais e acabam constatando que todas as pessoas estão cada vez mais indiferentes à miséria, insensíveis à dor e à constante humilhação de quem está sempre em situação de inferioridade. Todas as situações vividas pelo grupo acabam detonando um processo de luta pelo espaço e pelo poder, onde a frieza e a falta de respeito falam mais alto.
Livremente adaptado do conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 1994
Duração: 100 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção: Sérgio Bianchi
Roteiro: Sérgio Bianchi; Kate Lyra; Isa Kopelman
Produção: Paulo Sacramento
Direção de produção: Marcos Madalena
Produção executiva: Jan Koudela; Zeca Zimmerman; Sérgio Bianchi; Evelize Cerveny
Direção de fotografia: Eduardo Poiano
Som direto: Bruno Fernandes
Montagem: Valéria Mauro
Direção de arte: Carlito Contini
Locução: Gil Gomes
Elenco:Renato Borghi; Rodrigo Santiago; Ester Goes; Lígia Cortez; Cláudia Mello.
Produtora: Agravo Produções Cinematográficas Ltda.


Filme: Memórias póstumas 
Sinopse: Após sua morte, em 1869, Brás Cubas decide narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida. Começa então a relembrar amigos como Quincas Borba, sua displicente formação acadêmica em Portugal, seus amores e o privilégio de nunca ter precisado trabalhar.
Baseado no romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Ano: 2001
Duração: 102 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção e produção: André Klotzel
Roteiro: André Klotzel e José Roberto Torero
Direção de produção: Tereza Gonzalez
Produção executiva: Monica Schmiedt
Coordenação de produção: Pimenta Jr.
Direção de fotografia: Pedro Farkas
Câmera: Pedro Ionescu
Montagem: André Klotzel
Direção de arte: Adrian Cooper
Cenografia: Roberto Manieri
Figurinos: Marjorie Gueller
Música: Wolfgang Amadeus Mozart; Pedro I; Johann Sebastian Bach; Carlos Gomes; Pedro Caldeira Cabral; Gottschalk; Franz Joseph Haydn; J. J. Emerico Lobo de Mesquita; José Maurício Nunes Garcia; Georges Enesco; Louis Spohr; Enrico Toseli; Louis François Dauprat;A Strohmayer; J Lanner.
Elenco: Reginaldo Farias; Petrônio Gontijo; Viétia Rocha; Otávio Müller; Marcos Caruso; Stepan Nercessian; Sônia Braga.
Produtora: Superfilmes


Filme: Dom
Sinopse: O engenheiro Bento, Dom, vive uma rotina confortável em São Paulo – trabalho, casa, uma noiva que o adora. Mas sua vida vira ao avesso quando reencontra Miguel, um velho amigo, e Ana, seu amor de infância. Ele acaba o noivado e reconquista Ana, apontando para uma vida de felicidade completa. Mas, dominado pelo ciúme e por um machismo anacrônico, não consegue conduzir o novo relacionamento após o nascimento de seu filho.
Inspirado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Ano: 2003
Duração: 91 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção e roteiro: Moacyr Góes
Produção: Diler Trindade
Direção de produção: Luiz Henrique Fonseca
Produção executiva: Telmo Maia
Coordenação de produção: Patrícia Zerbinato
Direção de fotografia: Toca Seabra
Câmera: Kika Cunha; Fernanda Trindade
Som direto: Alaerson Nonô Coelho
Edição: João Paulo de Carvalho; Aruanã Cavalleiro
Direção de arte: Paulo Flaksman
Cenografia: Ana Schlee
Música: Ary Sperling; Gilson Peranzzetta; Dinho Ouro Preto e Alvin L.
Elenco: Marcos Palmeira; Maria Fernanda Cândido; Bruno Garcia; Luciana Braga; Malu Galli
Companhias produtoras: Warner Bros. Pictures; Unipar; e Diler & Associados Ltda.


Filme: A Cartomante
Sinopse: Após uma noite de muitas drogas, Camilo vai parar no hospital, onde reencontra Vilela, seu amigo de infância. Vilela cuida de Camilo e eles acabam retomando a amizade. Camilo se apaixona por Rita, noiva de Vilela, e articula uma série de acasos para encontrar-se com ela. Rita vai a uma cartomante que pressagia que eles serão amantes e se deixa cair na armadilha desta previsão.
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 2004
Duração: 90 min.Formato: 35mm, cor
Direção: Wagner Assis e Pablo Uranga
Roteiro: Wagner de Assis
Produção: Carlos Guimarães; Guilherme França; Fabio Zuanon
Produção executiva: Carlos Guimarães de Matos Jr. e Wagner de Assis
Direção de fotografia: Rodrigo Monte
Som direto: George Saldanha
Edição: Pablo Uranga
Músicas: Eric Levisalles e Guy Protheroe; Olivia; André Namur e Paulo Preto; Leoni
Bruno Fortunato e George Israel; Gabriela Alqueres e Francesco Piro; Pablo Uranga
Verônica Sabino; Celso Fonseca; Humberto Barros; Johann Sebastian Bach; Frederic Chopin.
Elenco: Deborah Secco, Luigi Baricelli, Sívia Pfeifer, Christiane Alves, Giovanna Antonelli, Mel Lisboa, Sílvio Guindane.
Produtora: Cinética Filmes


Filme: Quanto vale ou é por quilo?.
Sinopse: Livre adaptação do conto Pai Contra Mãe, de Machado de Assis. O filme traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas. Apontando a câmera para a falência das instituições no país, o filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social: a solidariedade de fachada.
Ano: 2005
Duração: 110 min.
Gênero: Drama
Direção: Sergio Bianchi
Roteiro: Eduardo Benaim, Sergio Bianchi
lenco: Ana Carbatti, Claudia Mello, Herson Capri, Ana Lucia Torre, Caco Ciocler, Silvio Guindane, Lena Roque, Myriam Pires, Leona Cavalli, Umberto Magnani, Joana Fomm, Marcelia Cartaxo, Odelair Rodrigues, Lázaro Ramos, Ariclê Perez e Zezé Motta.
Produção: Luís Alberto Pereira, Patrick Leblanc
Fotografia: Marcelo Corpanni
Cor: Colorido
Classificação: 14 anos
Distribuição: Rio Filme


Filme: O demoninho dos olhos pretos
Sinopse: Quatro personagens de diferentes épocas lêem histórias bem-humoradas assinadas por Machado de Assis e publicadas em 1870 no livro Contos FluminensesEm 1902, uma menina é incentivada pelo avô a conhecer Luís Soares, a história de um bon vivant que, falido, tenta recuperar seu antigo padrão de vida a todo custo. 
Dívida Extinta, em que dois primos tentam conquistar a mesma mulher, é a única companhia de Rui, personagem de 1945 que aguarda nervosamente a chegada da noiva. 
Após uma briga com a namorada, um hippie do ano de 1977 pensa em se suicidar, mas acaba lendo To Be or Not to Be, em que um homem falido desiste de acabar com a própria vida ao avistar os belos pés de uma moça. Nos dias de hoje, uma prostituta convocada a trabalhar numa mansão em Angra dos Reis lê Aires e Vergueiro, sobre dois sócios que tramam dar um golpe na praça e então fugir para fora do país.
Ano: 2008
Duração: 100 min.
Formato: digital, cor.
Gênero: Comédia
Direção, roteiro e produção: Haroldo Marinho Barbosa
Produtor Executivo: Gilberto Loureiro
Direção de Produção: Marco Lopes
Direção de Fotografia: Antonio Penido
Figurino: Masta Ariane
Montagem: Gilberto Santeiro
Direção de Arte: Kika Lopes
Cenografia: Bel Noronha
Som Direto: Alaerson Nonô Coelho
Narração: Otávio Augusto
Trilha Sonora: Zeca Assumpção
Edição: Gilberto Santeiro
Elenco: Nelson Freitas, Camilla Amado, Otávio Terceiro, Lafayete Galvão, Paula Guimarães, Tracy Segal, Lucy Sobral e Júlia Cunha.
Produtora: Valentim Produções Artísticas
Distribuição: Moviemobz
Classificação indicativa: 14 anos


CURTAS
Filme: A agulha e a linha
Filmada em 1937, pelo Instituto Nacional do Cinema Educativo.
Constou de 2 partes:
a) Cortes tomados no Morro do Livramento (texto de Lúcia Miguel Pereira, dito pelo diretor daquele Instituto, Sr. Roquette Pinto)
b) Dramatização da peça


Filme: Um apólogo - Machado de Assis
Sinopse: Dados da vida e da obra de Machado de Assis com diferentes ângulos de uma imagem fixa do Morro do Livramento. As fachadas das casas, transeuntes passam pelas ruas, crianças correm e brincam. O edifício da Academia Brasileira de Letras. A estátua de Machado de Assis e seu gabinete na Academia. Cada romance é ilustrado por um desenho. Lúcia Miguel Pereira inicia a leitura de "Um apólogo". Costureira conversa com a patroa os detalhes do modelo do vestido a ser confeccionado. Enquanto isso, dentro da caixa de costura, a agulha e a linha iniciam uma discussão sobre a importância de cada uma. A costureira retorna para continuar o trabalho. Coloca a linha na agulha e termina o vestido. Feliz com a roupa, a baronesa dança. Triste na caixa de costura, a agulha lamenta, enquanto o alfinete a ironiza. Lucia Miguel-Pereira retorna e lê as últimas frases do conto.
Ano: 1939
Formato original: 35mm, Cor, 15min, 440m, 24q
Direção: Humberto Mauro
Co-direção e narração: Edgar Roquette-Pinto
Autoria do texto de locução: Lúcia Miguel Pereira
Direção de fotografia: Manoel P. Ribeiro
Elenco: Gracie Moema, Júlia Dias, Déa Selva, Nelma Costa, Darcy Cazarré.
Fotografia: Manuel Ribeiro
*Fonte e ficha técnica completa: Cinemateca Brasileira/Filmografia


Um Apólogo - Humberto Mauro, 1939
(restaurado e digitalizado)

Episódio 4: Noite de Almirante
do Filme: Esse Rio que eu amo
Baseado no conto "Noite de Almirante", em Histórias sem Data, de Machado de Assis.
Ano: 1961
Direção: Carlos Hugo Christensen
Diálogos: Millôr Fernandes
Adaptação: Carlos Hugo Christensen e Millôr Fernandes
Produção executiva: Orlando Guy
Direção de fotografia: Anibal Gonzalez Paz

Arranjos musicais: Lírio Panicalli
Elenco do episódio: Tônia Carrero; Agildo Ribeiro; Monah Delacy; Daniel Filho; Ivy Fernandes; Maurício Loyola; Julieta Santos; José Damasceno; Mara Silva; Hugo Carvana; Magalhães Graça; Milton Rodrigues; Albertinho Fortuna; Jamelão; Luely Figueiró; Maysa Matarazzo; Nelly Martins; Risadinha; Ted Moredo
* Fonte e ficha técnica completa: Cinemateca Brasileira/Filmografia


Filme: O Rio de Machado de Assis 
Sinopse: O Rio de Janeiro evocado a partir da obra do escritor Machado de Assis. 
Ano: 1966 
Duração: 12 min.     
Formato: 35mm 
País: Brasil     
Cor: P&B 
Direção e roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Fotografia: Hélio Silva, Robert Mirilli 
Narração: Hélio Silva, Paulo Mendes Campos, Robert Mirilli 
Produção: Difilme 
* Fonte: Portal Curtas


Filme: A causa secreta
Sinopse: Abordagem de um tema oculto da alma de todo ser humano: a crueldade.
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 1971
Duração: 10 min.
Formato: 35mm, cor
Direção e adaptação: José Américo Ribeiro
Produção: Tarcísio Vidigal e José Américo Ribeiro
Direção de fotografia: Eduardo Ribeiro Lacerda
Montagem: José Tavares de Barros
Cenografia: Tânia Gontijo
Elenco: Milton Gontijo; Ricardo T. Salles; Walkiria Lacerda; Walter Schimidt; Marco Aurélio; Ramos de Silva; Tarcísio Vidigal.


Filme: Missa do Galo
Sinopse: Uma estranha conversação entre D. Conceição e seu jovem hóspede, Nogueira, à espera da Missa do Galo. 
Ano: 1973
Duração: 10 min.
Formato: 35mm 
País: Brasil
Cor: Colorido 
Gênero: Ficção
Ficha técnica
Direção: Roman B. Stulbach 
Produção: Jodaf Produções Cinematográficas, Nelson Aguillar 
Fotografia: Mário Carneiro 
Roteiro: Gilda Mello e Souza, Roman B. Stulbach 
Cenografia: Anísio Medeiros 
Direção de produção: Walter Martins 
Produção Executiva: Nelson Aguillar 
Montagem: João Daniel Tikhomiroff 
Música: Rogerio Rossini 
Elenco: Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Rodrigo Santiago, Susy Arruda, Zezé Mota 
* Fonte: Portal Curtas


Filme: Missa do Galo
Sinopse: Passado numa noite de Natal no Rio de Janeiro, no final do século XIX, o surgimento de uma platônica e não-consumada relação entre uma tia e seu sobrinho
Baseado no conto homônimo, do livro Páginas Recolhidas, de Machado de Assis.
Ano: 1982
Duração: 35 min.
Formato: 16mm, cor.
Gênero: ficção
Direção e roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Direção de fotografia: Hélio Silva e Walter Carvalho
Montagem: Carlos Alberto Comuyrano

Música: Glauco Velasquez
Elenco: Isabel Ribeiro, Nildo Parente, Olney São Paulo, Elza Gomes; Sérgio Otero
Produtora: Regina Filmes


Filme: A Cartomante
Sinopse: Uma cartomante prevê que um jovem cliente seu terá um caso amoroso com a mulher de seu melhor amigo. Após formado um triângulo amoroso indesejável, será a vez de se prever seu desfecho trágico.
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 1989
Duração: 15 min.
Formato: 16mm, cor.
Direção: Alexander Vancellote
Roteiro: Lécio Augusto Ramos
Produção: Hernani Heffner; Lécio Augusto Ramos; Lúcia Bravo
Direção de fotografia: Ricardo Favilla e Juliano Serra
Montagem: Plínio Bariviera e Alexander Vancelotte
Direção de arte: Hernani Heffner
Elenco: Ricardo Sabença; Roberta Guariento; Juliano Serra; Yeda de Alvim Hamelim
Produtora: UFF – Universidade Federal Fluminense



Filme: Ideias de canário
Maria Machado de Assis,
por Camila Martins Saraiva
Sinopse: A amizade entre um garoto e seu canário, como pano de fundo para a procura da liberdade.
Baseado no conto homônimo, do livro Páginas recolhidas, de Machado de Assis
Ano: 1996
Duração: 9 min.
Formato: 16mm, cor.
Direção: Marcelo Vicentin
Direção de produção: Patrícia Bispo
Produção executiva: Márcio Parisi
Roteiro: Alexandre Veloso; José Marcelo Virches; Márcio Porisi e Patrícia Bispo
Direção de fotografia: João C. Solimeu
Montagem: Fernando Lopes
Montagem de som: Pedro Nóbile
Direção de arte: José Marcelo Virches
Elenco: Fábio J. de Moraes; Yugi Takata; Carla Monteiro
Produtora: FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado


Filme: O enfermeiro
Sinopse: Atendendo à procura de um enfermeiro que cuidasse de um coronel velho e doente no interior, Procópio deixa o Rio de Janeiro.
Baseado no conto homônimo, do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 1998
Duração: 43 min.
País: Brasil
Gênero: Ficção 
Formato: 35mm
Cor: Colorido 
Direção: Mauro Farias
Roteiro: Melanie Dimantas 
Fotografia: José Guerra 
Som Direto: Juarez Dagoberto 
Direção de Arte: Paulo Flacksman 
Câmera: Marcelo Brasil 
Direção de produção: Juliana Carvalho 
Produção Executiva: Silvia Fraiha, Tiza Lobo 
Montagem: Amauri Alves, Tuco, Vicente Kubrusly 
Música: Claude Debussy, Ernest Chausson Basier, Johann Sebastian Bach, Moussorgskiy, Ravel 
Montagem de Som: Amauri Alves, Drum Studio, Joca Fragoso, Mariana Barsted, Mário Jorge, ZB Studio 
Elenco: Antônio Gonzalez, Giuseppe Oristâneo, Matheus Nachtergaele, Paulo Autran, Raphael Molina. 
Produção: Frahia Produções Ltda, Mauro Farias, Silvia Fraiha, Telecine, Tiza Lobo 
* Fonte: Portal Curtas


Filme: A Cartomante
Sinopse: Livre adaptação do conto homônimo de Machado de Assis, de 1869. Ambientada nos dias atuais, narra o triângulo amoroso entre Camilo, Rita e Vilela, e seu desenlace a partir da interferência de uma cartomante. 
Ano: 2001
Duração: 17 min.
Gênero: Ficção 
Formato: 16mm, cor.
País: Brasil
Cor: Colorido 
Direção e roteiro: Cláudio Costa Val 
Produção: Cláudio Costa Val 
Fotografia: Armando Mendzz, Lucas Gontijo, Sergio Gomes 
Edição: Marta Luz 
Som Direto: Marcos Rogozinsky 
Direção de Arte: Murilo Mello 
Trilha original: Andersen Viana 
Elenco: Nivaldo Pedrosa, Roberto Polido, Thaís Garayp, Geovane Sassá, , Rose Brant, Margareth Serra, Chico Neto.
Produtora: Parpadeo Cinevídeo
* Fonte: Portal Curtas


Filme: Coda
Sinopse: Romão é um aclamado maestro, que deseja compor uma música. Mas o dom da criação é dado para poucos.
Baseado no conto "Cantiga dos Esponsais", do livro O alienista e outros contos, de Machado de Assis.
Ano: 2000
Duração: 13 min.
Formato: 35mm, cor.
Direção: Flávio Barone
Produção: Pedro Araújo
Roteiro: Roseane Santiago e Flávio Barone
Direção de fotografia: Joel Lopes
Montagem: Eduardo Band
Direção de arte: Flávio Inserra
Trilha original: André Memahri com a presença da Orquestra Sinfônica de Tatuí
Elenco: André Abujamra; Antônio Abujamra; Antônio Fagundes; Elisabeth Reis; Fernando Peixoto.


Filme: Uma cartada de morte
Sinopse: Há mais injustiças e impunidades entre o céu e a terra do que um simples mortal possa imaginar.
Baseado no conto "A cartomante", do livro Várias histórias, de Machado de Assis.
Ano: 2001
Duração: 20 min.
Formato: 16 mm, cor.
Direção e roteiro: Afonso Bernarde
Produção: Antonio Ferrari e William Hinestrosa
Direção de fotografia: Arlindo Almeida Jr.
Montagem: Afonso Bernarde; William Hinestrosa
Montagem de som: William Hinestrosa
Elenco: Ricardo Reis;Dora Bueno; Marcos Giangiacomo; Ive Martins; Altamir Varani
Produtora: Vidioás Produções


Filme: Uma mensagem
Sinopse: Livre adaptação do conto Um Bilhete, de Machado de Assis.  
Ano:2004
Duração: ?
Formato: Vídeo 
País: Brasil      
Cor: Colorido 
Gênero: Experimental
Direção e roteiro: Ila Girotto
Fotografia e som direto: Fernanda Schenferd 
Direção de Arte: Fernanda Schenferd, Ila Girotto 
Montagem: André Teixeira, Fernanda Schenferd, Ila Girotto 
Música: Fernanda Schenferd, Ila Girotto, Lia Fajer 
Elenco: Filipe Mello, Gustavo Arditti, Janaina Afonso, Joana Hart, Tininha Mello
Produção: Rabo de Gato Produções 
* Fonte: Portal Curtas


Filme: Hoje tem felicidade
Sinopse: Um cotidiano. Uma rotina. Uma história onde uma mudança não é uma mudança. Esta é a vida de Rui, um homem que busca uma alternativa para ser feliz.
Ano: 2005
Duração: 14 min    
Formato: 35mm, cor. 
País: Brasil     
Local de Produção: RS 
Cor: Colorido 
Gênero: Ficção 
Subgênero: Drama, Adaptação Literária 
Direção: Lisiane Cohen 
Fotografia: Maurício Borges de Medeiros 
Roteiro: Caroline Drehmer, Lisiane Cohen 
Som Direto: Pedro Figueiredo 
Direção de Arte: Rodrigo Valente 
Figurinos: Carmem Fernandes
Edição de som: Pedro Figueiredo 
Produção Executiva: Camila Gonzatto; Frederico Pinto; Regina Martins 
Montagem: Lisiane Cohen; Maurício Borges de Medeiros; Rodrigo Valente 
Música: Pedro Figueiredo; Rogério Hoch
Elenco: Rui Rezende; Ader Hoch; André Thielem; Antônio Czamanski; Antonio Nunes
Participação especial: Thelma Reston 
Produtora: Margem Cinema Brasil; Martins Produções 
* Fonte: Portal Curtas



Filme: Três tesouros perdidos
Sinopse: O Sr. F vai à casa do Sr. X, suposto amante se sua esposa, para expulsá-lo da cidade afim de resgatar sua honra. Adaptação do primeiro texto publicado de Machado de Assis. 
Gênero: Ficção 
Duração: 5 min.
Ano: 2005 
Formato: Vídeo 
País: Brasil
Cor: P&B 
Direção e produção: Luís Eduardo Carmo 
Fotografia: Renato Laclette 
Roteiro: Luís Eduardo Carmo 
Som Direto: Luís Eduardo Carmo 
Edição de som: Luís Eduardo Carmo 
Montagem: Luís Eduardo Carmo 
Música: Samla Mammas Manna 
Elenco: Alex Pinheiro, Júlia Limaverde, Sergio Peçanha, Sóter França Jr. 
Escola Produtora: UFF 
* Fonte: Portal Curtas


Filme: Atrás dos olhos de ressaca
Machado de Assis, por Ramon Muniz
Sinopse: O amor do Velho do Restelo, personagem dos Lusíadas, de Camões, por Capitu, personagem de Don Casmurro, de Machado de Assis, faz os dois fugirem de seus livros. Na internet, Machado encontra nossos heróis - a Duda, o Nando, o Zeca - que ajudam os autores, um professor a desvendar este mistério. 
Ano: 2006
Duração: 14 min.
País: Brasil
Gênero: Ficção
Formato: Vídeo 
Cor: Colorido 
Direção: Walmor Pamplona
Fotografia: Dueto Filmes 
Roteiro: Julianos Diaz 
Co-produção: Dueto Filmes
* Fonte: Portal Curtas


Filme: Enfermeiro
Sinopse: Senhor idoso à beira da morte narra para seu enfermeiro o maior segredo de sua vida, lembrando-se da época em que ele mesmo cuidara de um coronel amargurado, violento. Adaptação do conto homônimo de Machado de Assis.
Ano: 2006
Duração: 15 min.
Gênero: Ficção 
Formato: Mini-DV
Cor: Colorido
País: Brasil
Direção e roteiro: Luiz Fernando Reis 
Elenco: Fernando Silva, Pietro Mario, Rafael Gugliotti, Theo Brustolin 
Co-produção: Curso de Cinema Universidade Estácio de Sá 
Fotografia: Curso de Cinema Universidade Estácio de Sá 


Filme: Os olhos de Capitu 
Sinopse: Carlos, um escritor frustrado, descobre um dia que o seu autor preferido, Machado de Assis, simplesmente nunca existiu. Inconformado com a revelação, tenta buscar a verdade: teria Machado sido esquecido por todos - ou será que ele e sua obra eram somente fruto da imaginação de Carlos? 
Ano: 2007
Duração: 15 min.
País: Brasil
Gênero: Ficção 
Formato: Mini-DV
Direção e roteiro: Pedro Guindani 
Assistência de Direção: Gabriela Amadori 
Direção de Produção: Beto Picasso 
Assistência de Produção: Julia Wagner e Patrícia Barbieri 
Direção de Fotografia: Glauco Firpo 
Assistente de Fotografia: Felipe Rosa 
Fotógrafo de cena: Nestor Grün 
Operador de Câmera: Felipe Rosa 
Continuista: Lucas Thompson 
Direção de Arte: William Valduga 
Assistência de direção: Gabriela Amadori 
Maquiagem: Michelle Nunes 
Figurino: Carolina Sudati 
Técnico de som: Cristiano Scherer 
Trilha sonora original: Augusto Stern, Fernando Efron, Henrique Manfroi 
Edição e desenho de som: Cristiano Scherer 
Ruído de sala: Ana Freitas 
Produção de objetos: Letícia Bueno 
Produção de set: Guilherme Menegotto 
Microfonista: Guilherme Algarve 
Foto Still: Nestor Grün 
Contra-regra: Émerson Baby 
Eletricista: Maurício Leite Zuccolotto 
Maquinista: Éverton Juba Machado 
Making-of: Bruno Carboni e Davi Pretto 
Elenco: Leonardo Machado (Carlos), Cristina Kessler (Laura), Nilsson Asp (executivo), Nadya Mendes (mãe), Felipe de Paula (atendente 1), Pedro Furtado (atendente 2) e Jeremias Lopes (assistente). 
Figurantes: Alexandre Vieira, Alvides Puerari, Antonio Carlos Preussler, Bárbara Martins, Ceneli Meirelles, Clarissa Willrich, Cláudia Ramos, Denise Thompson, Eder Almeida, Eliana Firpo, Eloá Costa, Eugenia Ferreira, Eva Almeida, Eva Macedo, Graça Guindani, Israel Sardão, Joana Borba, João Almeida, José Martins e Silva, Leny Borges, Leonardo Wittmann, Lorena Paim, Luisa Martins, Margarete Maltez, Maria do Carmo Silva, Maria Teresa Barbosa, Neuza Malabarba, Nilsa Toldo, Odeti Pacheco, Orly Speck, Rafael Selistre e Roberto Schelp, Rossana da Silveira, Sérgio Guindani e Susana Guindanip 
Transporte: Artur Silva, Leandro Mercanti, Marçal Oliveira e Rogério Seidleir 
Cenas adicionais: André Maciel, Fernando Mantelli e Luciana Baseggio 
Produtora: Regra Três Filmes 
Montagem: Kadu Mirapalhete 
Produção Executiva: Diego Sardão 
Realização: RBS TV de Porto Alegre.
* Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).


Filme: Missa do Galo
Sinopse: Nogueira, um jovem estudante vindo do interior, aluga um quarto na casa de uma pequena família. Convive, todos os dias, com Conceição, uma moça simples que é constantemente traída pelo marido. Na noite de Natal, Nogueira espera ansioso pela Missa do Galo. Conceição surge e se inicia um interessante jogo de sedução. Baseada no conto homônimo de Machado de Assis, a adaptação é ambientada no Rio de Janeiro, na década de 1950.
Ano: 2008 
Duração: 10 min.
Gênero: Ficção
Formato: Mini-DV 
Direção e roteiro: Leonardo Gouvea
Produção executiva: Marcelo Taranto
Direção de fotografia: Armando Costa
Direção de produção: Davi Martins
Direção de Arte: Alexandre Murucci
Produção de elenco: Duda Gorter
Som direto: Joel Hilário
Trilha sonora: Bruno Azevedo e José Milson Fabiano
Montagem: Leonardo Gouvea e Sylvio Costa Filho
Videografismo: Caio Caldas
Mixagem: Bruno Azevedo
Narração: Dudu Sandroni
Elenco: Arlindo Lopes e Rita Elmôr
Participação especial: Betina Viany
* Disponível no link. (acessado em 22.7.2014).


Filme: A Cartomante
Sinopse: Adaptado do conto homônimo de Machado de Assis, A Cartomante, conta a história de Camilo, que se apaixona por Rita, esposa de seu grande amigo Vilela e acaba entrando em um romance proibido e perigoso. Quando começa a receber e-mails ameaçadores, Camilo se afasta de Rita, que procura uma cartomante, na intenção de saber se ele ainda a ama. Tranquilizada pela cartomante, Rita vai até Camilo e o convence a continuar o seu relacionamento com ela, mas ao desconfiar que Vilela descobriu tudo, Camilo procura a cartomante, para saber se corre perigo. Um filme cheio de suspense e nuances. Uma narrativa não linear, em um único plano sequência. 
Ano: 2013
Duração: 25 min.
Gênero: ficção
Direção e roteiro: Adriano Soares (Big)
Assistente de direção: Matheus Cunha
Produção executiva: Cintia Souza
Direção de produção: Jamile Coelho
Produção de locação: Adriano Soares
Preparação de elenco: Adriano Soares
Direção de fotografia e câmera: Cristian Carvalho
Direção de arte: Camila Ribeiro
Contrarregra: João Rafael Neto e Gerson Garibaldi
Maquiagem: Roberta Nascimento
Som direto, mixagem e desenho de som: Napoleão Cunha
Making-of e still: Matheus Cunha
Programação visual: Jamile Coelho
Webdesigner: Cintia Souza
Assessoria de imprensa: Cintia Souza e Jamile Coelho
* Blog do filme 'A cartomante'


DOCUMENTÁRIOS
Filme: Alma curiosa de perfeição - Machado de Assis
Sinopse: Vida e obra de Machado de Assis, da infância pobre até a morte, aos 69 anos. 
Ano: 2000 
Duração: 60 min.
Gênero: Documentário 
País: Brasil
Formato: Vídeo 
Cor: Colorido 
Direção e roteiro: Maria Maia 
Produção: José Maria Ules, Marcos Brochado, Raquel Madeira, TV Senado 
Fotografia: Carlos Alberto, Carlos Moura, Elder Miranda, Fábio Varela, Julio Paes, Lúcio Alves  
Som Direto: Arnaldo Silva, Itamar Silva 
Narração: Lauro Barbosa, Myriam Violeta 
Montagem: Carlos Marconi, Marcílio Soares 
Música: Anacleto de Medeiros, Carlos Gomes, Chico Buarque de Holanda, Dora Galesso, Heitor Villa-Lobos 
Elenco: Alexandre Balliari, Bel Kutner, Ednei Giovenazzi, Leonardo Netto, Silvio Ferrari, Suzana Faini, Walter Daguerre.
Entrevistados: Antonio Olinto, Arnaldo Niskier, Carlos Fuentes, Eduardo Portela, José Sarney, Josué Montello, Lygia Fagundes Teles, Nelida Pinon.
* Fonte: Portal Curtas


Filme: O Rio de Machado de Assis
Sinopse: Série de 3 programas que apresenta o Rio de Janeiro sob a perspectiva das obras e dos personagens de Machado de Assis.
Ano: 2001
Duração: 70 min.
Gênero: Documentário 
Cor/pb
Direção e roteiro: Kika Lopes e Sonia Nercessian
Produção executiva: Norma Bengell
Narração: José de Abreu
Elenco: Paulo José, Fernanda Torres, José de Abreu, Tonico Pereira
Co-produção: GNT
Realização: NB Produções e Globosat
:: Fonte: Acervo do Centro de Memória da ABL, Setor de Audio-Visual.
** Veja o documentário na seção O Rio de Janeiro de Machado de Assis


Machado de Assis na Televisão
Novela: Helena 
Baseada em obra homônima de obra de Machado de Assis. 
Ano: 1975
Capítulos: 1 e 28.
Adaptação: Gilberto Braga
Direção: Herval Rossano
Elenco: Lúcia Alves, Osmar Prado, Ida Gomes, Rogério Fróes, Ruth de Sousa, Sidney Marques,Regina Vianna, Gilberto Salvio, Ângela Valério, José Augusto Branco.
Realização: Central Globo de Produção


Mini-série: O Alienista
Adaptação baseada em conto homônimo de Machado de Assis.
Ano: 1993
Elenco: Marco Nanini, Giulia Gam, Milton Gonçalves, Cláudio Correa e Castro, Antônio Calloni, Marisa Orth, Sérgio Manberti, e Luís Fernando Guimarães.
Realização: Central Globo de Produção

Mini-série: Trio em lá menor 
Baseado no conto homônimo de Machado de Assis
Ano: 1999
Direção: Luciano Sabino
Produção: Wolf Maia
Adaptação: Geraldo Carneiro
Elenco: Letícia Sabatella, Leonardo Brício, Marco Ricca, Laura Cardoso, Bel Kutner.
Realização: Central Globo de Produção



Machado de Assis no Teatro
:: Capitu - Direção Marcus Vinícius Faustini; Teatro Raimundo Magalhães Jr.; baseada na obra Dom Casmurro - 1999.
Machado de Assis, por Ferré
:: Madame - Peça de Maria Velho da Costa; direção Ricardo Paes; Teatro Nacional São João do Porto, cidade do Porto, Portugal; baseada em textos de Machado de Assis e Eça de Queirós - 2000.
:: Viver - Direção Moacir Chaves; encenação Péssima Companhia; baseada em contos e crônicas - 2001.
:: Criador e Criatura: o Encontro de Machado e Capitu - Peça de Flávio Aguiar e Ariclê Perez; direção Bibi Ferreira; Teatro R. Magalhães Jr.; livre adaptação da obra Dom Casmurro - 2002.
:: O Alienista - Direção Paulo Rabello; encenação Companhia Artífices do Teatro; Teatro R. Magalhães Jr.; baseada em conto homônimo - 2003.
:: Visões Siamesas - Direção Sérgio de Carvalho; encenação Cia. do Latão; Teatro SESC Anchieta; baseada no conto As Academias de Sião - 2004.
:: Memória - Direção e adaptação Moacir Chaves; Teatro SESC Anchieta; baseada na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas - 2004.


Machado de Assis em Ópera
:: Dom Casmurro - Libreto Orlando Codá; música Ronaldo Miranda; Teatro Municipal de São Paulo; baseada em obra homônima - 1992.


Machado de Assis em  Áudio
Título: Contos fantásticos de Machado de Assis 
Contos Fantásticos de Machado de Assis
Os contos de Machado de Assis são irônicos, irreverentes, despretensiosos e geniais. Por debaixo das águas fundas e magistrais de sua escrita, mostram-se gigantescas pedras refletoras do homem, tanto em sua complexidade imprevisível, como em 'A igreja do Diabo', quanto em sua mortal ingenuidade, como no conto 'A Cartomante'.
Os desejos de uma solteirona, expressos em 'A Carta', ou os sonhos das jovens, envoltas em suas vidas cotidianas, submersas nas mais românticas fantasias, como em 'Curta História'. Os infortúnios do acaso, que mudam o rumo de nossas vidas, assim como os passos de um bêbado pelas calçadas do mundo, são uma das inúmeras especialidades de Machado. 'Virginius' de um modo triste e 'A carteira' de um modo cômico-trágico expressam isto.
Editora: Universidade Falada
Tempo de duração: 4 horas 30 min.
Locução: Vários narradores
Formato: Audiolivro em CD MP3 (compact disk) 


Título: Machado de Assis por Othon Bastos
Editora: Luz da Cidade
Narração: Othon Bastos
Formato: CD áudio (compact disk)
Vol. 2 - poesias, crônicas e contos
CD I 
POESIAS
:: Círculo Vicioso Camões I
:: Camões II
:: Camões III
:: Camões IV
:: Soneto de Natal
:: A Carolina
CRÔNICAS
:: O nascimento da crônica
:: Bondes elétricos
:: O punhal de Martinha Guedes
:: Faleci ontem
:: Preso e recolhido
:: A minha questão é outra
CD II
CONTOS
:: Três tesouros perdidos
:: Três conseqüências
:: Missa do Galo
:: Pai contra mãe


Machado de Assis no Rádio
:: Festa dos personagens de Machado de Assis - Autoria Juracy Camargo; peça radiofônica, livre adaptação da obra representada na Rádio Nacional - 1939.
:: A Cartomante - Adaptação e direção Sérgio Luís Viotti; baseado em conto homônimo para a Rádio BBC de Londres - 1953.
:: Dona Paula - Adaptação e direção Sérgio Luís Viotti; baseado em conto homônimo para a Rádio BBC de Londres - 1953.
:: A Causa Secreta - Adaptação e direção Sérgio Luís Viotti; baseado em conto homônimo para a Rádio BBC de Londres - 1954.


Machado de Assis - História em Quadrinho (HQ)
:: Uns braços - Desenhos e adaptação de Francisco Vilachã; Editora Escala Educacional; baseado no conto homônimo.
:: O enfermeiro - Desenhos e adaptação de Francisco Vilachã; Editora Escala Educacional; baseado no conto homônimo.


Machado de Assis  em Intertexto
AGUIAR, Luiz Antonio. Machado e Juca. São Paulo: Saraiva, 1999.
BORGES, Antonio Fernando. Braz, Quincas e Cia. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 
BORGES, Antonio Fernando. Memorial de Buenos Aires. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
BORGES, José Carlos Cavalcanti. A flor e o fruto. Drama segundo o romance Dom Casmurro. Imprensa Universitária, Recife, 1971.
LINS, Osman; CALLADO, Antonio; DOURADO, Autran; LADEIRA, Julieta Godoy; PIÑON, Nélida e TELLES, Lygia Fagundes. Missa do Galo: variações sobre o mesmo tema. São Paulo: Summus, 1977.
PIGNATARI, Décio. Céu de Lona: peça teatral. Rio de Janeiro: Travessa dos Editores, 2004.
PROENÇA FILHO, Domício. Capitu: memórias póstumas. Rio de Janeiro: Artium, 1998.
QUEIROZ, Maria Eli (pseud.) Um amante muito amado: Machado de Assis. Niterói: Imprensa Oficial, 2000.
SABINO, Fernando. Amor de Capitu. O romance de Machado de Assis sem o narrador Dom Casmurro. São Paulo: Ática, 1998.
SILVA, Hélcio Pereira da. Um Galho Ilustre dos Cubas. Peça em 3 atos, uma interpretação do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas. Serviço Nacional de Teatro, 1973.
TELLES, Lygia Fagundes; GOMES, Paulo Emílio Salles. Capitu. Adaptação livre para um roteiro baseado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. São Paulo: Siciliano, 1993.
TRIGO, Luciano. Machado e eu. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001. [Traz um dicionário de termos machadianos].
TRIGO, Luciano. O viajante imóvel. Rio de Janeiro: Record, 2001.




A um bruxo, com amor
Em certa casa da Rua Cosme Velho
(que se abre no vazio)
venho visitar-te; e me recebes
na sala trajestada com simplicidade
onde pensamentos idos e vividos
perdem o amarelo
de novo interrogando o céu e a noite.

Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,
uma luz que não vem de parte alguma
pois todos os castiçais
estão apagados.

Contas a meia voz
maneiras de amar e de compor os ministérios
e deitá-los abaixo, entre malinas
e bruxelas.
Conheces a fundo
a geologia moral dos Lobo Neves
e essa espécie de olhos derramados
que não foram feitos para ciumentos.

E ficas mirando o ratinho meio cadáver
com a polida, minuciosa curiosidade
de quem saboreia por tabela
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.
Olhas para a guerra, o murro, a facada
como para uma simples quebra da monotonia universal
e tens no rosto antigo
uma expressão a que não acho nome certo
(das sensações do mundo a mais sutil):
volúpia do aborrecimento?
ou, grande lascivo, do nada?

O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,
mostra que os homens morreram.
A terra está nua deles.
Contudo, em longe recanto,
a ramagem começa a sussurrar alguma coisa
que não se estende logo
a parece a canção das manhãs novas.
Bem a distingo, ronda clara:
É Flora,
com olhos dotados de um mover particular
ente mavioso e pensativo;
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);
Virgília,
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;
Mariana, que os tem redondos e namorados;
e Sancha, de olhos intimativos;
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,
o mar que fala a mesma linguagem
obscura e nova de D. Severina
e das chinelinhas de alcova de Conceição.
A todas decifrastes íris e braços
e delas disseste a razão última e refolhada
moça, flor mulher flor
canção de mulher nova…
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica
entre loucos que riem de ser loucos
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.
O eflúvio da manhã,
quem o pede ao crepúsculo da tarde?
Uma presença, o clarineta,
vai pé ante pé procurar o remédio,
mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além
da cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?

Todos os cemitérios se parecem,
e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida
apalpa o mármore da verdade, a descobrir
a fenda necessária;
onde o diabo joga dama com o destino,
estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro,
que resolves em mim tantos enigmas.

Um som remoto e brando
rompe em meio a embriões e ruínas,
eternas exéquias e aleluias eternas,
e chega ao despistamento de teu pencenê.
O estribeiro Oblivion
bate à porta e chama ao espetáculo
promovido para divertir o planeta Saturno.
Dás volta à chave,
envolves-te na capa,
e qual novo Ariel, sem mais resposta,
sais pela janela, dissolves-te no ar.
- Drummond. in: Carlos Drummond de Andrade - A vida passada a limpo. [posfácio Luciano Rosa]. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, pgs. 47, 48, 49.



ICONOGRAFIA
MACHADO DE ASSIS E SEU TEMPO

Encontros de escritores e artistas - fotografia tirada por ocasião de um almoço 
oferecido a Lúcio de Mendonça. Rio de Janeiro, 3 mar. 1901.
Sentados: João Ribeiro, Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos.
Em pé: Rodolfo Amoedo, Arthur Azevedo, Inglês de Souza, Olavo Bilac,
 José Veríssimo, Souza Bandeira, Filinto de Almeida, Guimarães Passos,
Valentim Magalhães, Rodolfo Bernadelli, Rodrigo Otávio e Heitor Peixoto.

Machado de Assis e amigos. Na foto: Machado de Assis, Pereira Passos, Joaquim Nabuco, 
J. Américo dos Santos,  Aloísio de Carvalho, Lafaiette Perreira, Gastão da Cunha, 
Uribes e Uribes, da Colômbia. Rio de Janeiro, 10.08. 1906 - foto: Augusto Malta

Machado de Assis aos 67 anos com Joaquim Nabuco –
 foto: Augusto Malta (iconografia  FBN)

D. Carolina Xavier Novais de Assis (esposa de M.A.)

D. Carolina Xavier Novais de Assis (esposa de M.A.)

Machado de Assis - iconografia nº 3

Morro do Livramento (atual Morro da Providência), centro do Rio de Janeiro 
onde Machado de Assis nasceu. Foto: Acervo ABL

  
Enterro de Machado de Assis (1908)



Imprensa Nacional, c.1880, onde Machado de Assis iniciou seus
serviços como tipógrafo e revisor - foto: Marc Ferrez

Prelo Machado de Assis
É uma impressora manual, de origem inglesa, toda em ferro e madeira, fabricada em 1833. É uma peça de raro valor. No mundo só existem dois exemplares. O Prelo tem esse nome em homenagem ao grande escritor, José Maria Machado de Assis, que trabalhou como aprendiz de tipógrafo de 1856 a 1858 e por ter valor histórico-cultural. O prelo Machado de Assis serviu a Imprensa Nacional até 1940.
:: Acervo Museu da Imprensa Nacional (Endereço: SIG Quadra 6 lote 800 - Brasília/DF)

'Prelo Machado de Assis' utilizada pelo escritor como 
aprendiz de tipógrafo, Acervo Museu da Imprensa Nacional


Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, (c. 1890),
onde Machado começou a trabalhar em cargo público


Filatelia - Centenário Nascimento Machado de Assis (1939)


Envelope do ano de 1958 - Cinquentenário da morte de Machado de Assis


Cédula  nota  1.000 (mil) cruzados - Machado de Assis

O RIO DE JANEIRO DE MACHADO DE ASSIS
Conheça a cidade onde o romancista e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras nasceu e passou toda a vida
- texto de Daniel Piza


Machado de Assis, fotografado
por Luiz Musso, c. 1905.
Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) jamais deixou o estado do Rio de Janeiro. Como tinha muitas doenças, não podia viajar de navio, embora sonhasse conhecer a Itália. Nunca foi além de Nova Friburgo, na região serrana carioca, onde tratou a saúde em duas ocasiões. Sua vida, portanto, foi profundamente associada ao Rio de Janeiro, cujas transformações acompanhou de perto.
Machado conviveu com todas as classes sociais. Neto de escravo alforriado, ascendeu gradualmente nas duas carreiras que teve, as de funcionário público e homem de letras. Teve altos cargos nos ministérios da Agricultura e dos Transportes e, aos 40 anos, já era reconhecido como o maior ficcionista brasileiro.
O Rio de Janeiro de sua infância era o do morro do Livramento e da região próxima ao cais, uma grande vila de ruas estreitas onde os dejetos das casas eram levados por negros em tinas na cabeça e lançados ao mar. Lampiões de azeite de peixe faziam a iluminação e cavalos e burros garantiam o transporte. Machado viu sua cidade ganhar bonde, ferrovia, iluminação elétrica, avenidas, telégrafo e bolsa de valores. Antes de morrer, ainda acompanhou o surgimento dos carros e dos precursores do cinema.
A essência do Rio machadiano era o hoje chamado “centro histórico”, principalmente as ruas do Ouvidor, Direita e da Quitanda, a parte mais nobre, onde ficavam os cafés, as lojas, os teatros e as livrarias. Também os bairros da Glória e do Flamengo eram importantes, com seus hotéis, jardins e mansões. Quando se mudou para as Laranjeiras, na rua Cosme Velho, em 1884, Machado tinha 45 anos e queria distância das agitações urbanas. Nem por isso deixou de interpretar sua cidade como ninguém.

A capital do Brasil
Por onde Machado andava

Real Gabinete Português de Leitura
Para se isolar do agito da cidade, Machado visitava a biblioteca do lugar. Ali, lia o britânico Laurence Sterne (1713-1768), o italiano Giacomo Leopardi (1789-1837), o alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) e o francês Denis Diderot (1713-1784).
Real Gabinete Português de Leitura - Rio de Janeiro
fotografia: Marc Ferrez (1895)

Largo do Rossio (*)
Antigo Rocio e atual praça Tiradentes, é o local onde foi construída uma estátua de dom Pedro I (1798-1834). Machado esteve entre os críticos da obra, que se queixavam da homenagem a um rei que havia abdicado do trono.
Largo do Rossio [atual Praça Tiradentes] - foto: ? (1866)
(*) Largo do Rossio (atual Praça Tiradentes)
O Largo do Rossio Grande, depois Campo dos Ciganos, em 1747 passou a ser o Campo da Lampadosa, em 1808 passou para Campo do Polé, depois de 1822 foi a Praça da Constituição e finalmente Praça Tiradentes em 1890. Praça de muitos nomes e muitos moradores ilustres, como José Bonifácio de Andrada e Silva que residiu na esquina com a Avenida Passos, onde D. Pedro I gostava de despachar. Foi um lugar de boemia, que começou com os bailes do Visconde do Ouro Seco em seu Solar e se mantém na Estudantina, a mais autêntica gafieira do Rio de Janeiro, onde os cariocas continuam a fazer a festa. (fonte: skyscrapercity)

Rua Cosme Velho (*)
Foi neste chalé, número 18, que o escritor viveu os últimos 24 anos de vida, 20 deles ao lado da esposa Carolina (1835-1904). Ele passava muito tempo em casa nos anos finais. Por isso, ganhou a alcunha de “Bruxo do Cosme Velho”.


(*) Casa do Cosme Velho nº 18  - Machado de Assis
(*) A casa não existe mais. Depois de transformada em pizzaria, foi demolida para a construção de um condomínio residencial.

Rua do ouvidor
Endereço do joalheiro Farani, do alfaiate Raunier e da florista madame Rosenvald, era o ponto de encontro da aristocracia. Machado a descreveu como “via dolorosa dos maridos pobres”, por causa das tentações de consumo feminino.
Rua do Ouvidor no Rio de Janeiro (1890) - foto: (...)

Rua Direita
Quando jovem, Machado viveu intensamente o Rio. Neste endereço, ele e os amigos faziam banquetes no Hotel Europa. Não raro, participavam atrizes portuguesas e cantoras francesas, pelas quais o escritor chegou a se apaixonar.
Rua Direita [atual 1º de março], Rio de Janeiro - foto Marc Ferrez (1890)

Passeio Público (*)
Sede do Clube Fluminense (que não é o time de futebol), era onde caminhavam Machado e José de Alencar (1829-1877). Foi ali que Machado apresentou uma cantata em louvor a dom Pedro II. Mais tarde, ele se tornaria crítico do imperador.


Passeio Público - foto: Marc Ferrez. Álbum Ordem e Progresso. Festas Republicanas.
Rio de Janeiro, novembro de 1894. [Arquivo Floriano Peixoto]. fonte: Arquivo Nacional
(*) O Passeio Público
Inaugurado em 1783, foi idealizado pelo escultor, arquiteto e paisagista brasileiro Mestre Valentim, que o projetou, segundo a estética dominante da época, como um jardim francês, simétrico e regular. Em 1861, a pedido do imperador d. Pedro II, o paisagista francês Auguste François Marie Glaziou remodelou o Passeio Público, transformado-o num jardim de gosto inglês, sinuoso e assimétrico, em acordo com as mudanças de gosto que se operavam na Europa.
** Mais sobre O Passeio Público em: Historias e Monumentos
____
Saiba mais sobre o Rio de Machado de Assis
:: GUIMARÃES, Geny Ferreira. Rio de Janeiro: De Machado de Assis e de Éle Semog. Quando o olhar geográfico é preenchido por contos e poéticas. Literafro/UFMG. Disponível no link. (acessado em 26.7.2014).
:: MACIEL, Marcela. Rua do Ouvidor, primeiro cenário do Brasil moderno. PUC- RioDigital, Sala de aula. 13.8.2008. Disponível no link. (acessado em 25.7.2014).
:: NOVA, Vera Casa. Imagens machadianas. viagem em torno do centro do Rio de Janeiro. O eixo e a roda. vol. 7, 2001, p. 65-75. Disponível no link. (acessado em 26.7.2014).
:: PAMPLONA, Yasmin. Paço Imperial, cenário de "Quincas Borba". PUC- RioDigital, Sala de aula. 18.12.2008. Disponível no link. (acessado em 25.7.2014).
:: RIO, João do. A Alma encantadora das ruas. Niterói: Imprensa Oficial. 2007.
:: Site Machado de Assis - passeio virtualEditoras Ática/Scipione.


Filme: O Rio de Machado de Assis
Sinopse: Série de 3 programas que apresenta o Rio de Janeiro sob a perspectiva das obras e dos personagens de Machado de Assis.
Ano: 2001 - Duração: 70 min.
Direção e roteiro: Kika Lopes e Sonia Nercessian
Produção executiva: Norma Bengell
Realização: Globosat

O Rio de Machado de Assis (Documentário)


"Ora, pergunto eu: a liberdade de profetar não é igual à de escrever, imprimir, orar, gravar? Ninguém contesta à imprensa o direito de pregar uma nova doutrina política ou econômica. Quando os homens públicos falam em nome da opinião, não há quem os mande apresentar as credenciais na cadeia. (...) Donde vem então que o triste do Benta Hora deva ir confiar às tábuas de um soalho as doutrinas que traz para um povo inteiro, dado que a cadeia de Obrobó Grande seja assoalhada? Lá porque o profeta é pequeno e obscuro, não é razão para recolhê-lo à enxovia." 
- Machado de Assis, em "Obra Completa, Machado de Assis".




OBRAS MACHADO DE ASSIS - (PRIMEIRAS EDIÇÕES DISPONÍVEIS ONLINE)
[Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - USP]
Romance
Machado de Assis, por Zé Carlos
:: Resurreição [sic]: romance. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor do Instituto, 1872, 241p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: A mão e a luva. Rio de Janeiro: Gomes de Oliveira & C.; Typographia do Globo, 1874, 188p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Helena. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor do Instituto Historico Brasileiro, 1876, 329p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Memorias posthumas de Braz Cubas. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1881, 389p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Yayá Garcia. Rio de Janeiro: G. Vianna & C. Editores; Typographia do Cruzeiro, 1878, 324p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Quincas Borba. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor, 1891, 433p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Dom Casmurro. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1899, 404p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Esaú e Jacob. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1904, 362p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Memorial de Ayres. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1908, 273p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).

Contos
:: Contos fluminensesRio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor, [1870], 374p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Historias da meia noite. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor do Instituto Histórico, [1873], 235p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Papeis avulsos. Rio de Janeiro: Lombaerts, 1882, 300p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Historias sem data. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor, 1884, 279p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Várias histórias. Rio de Janeiro: Laemmert C. Editores, 1896, VI, 310p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Paginas recolhidas. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, [1899], VIII, 262p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Reliquias de Casa Velha. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1906, 264p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).

Poesia
:: Americanas. (Série bibliotheca universal). Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Livreiro-Editor do Instituto Historico, 1875, VII, 210p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014). 
:: Chrysalidas: poesias. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier, 1864, 178p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014). 
:: Phalenas. Rio de Janeiro: B.L. Garnier, Editor, 1870, 216p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014). 
:: Poesias completas. Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1901, vi, 376p., 24p., front. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).


Teatro
:: Desencantos: phantasia dramatica. Rio de Janeiro: Typographia de F. de Paula Brito, 1861, 70p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: O caminho da porta: comedia em um acto. Rio de Janeiro : [s.n.], 1863, 42p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Os deuses de casaca: comedia. Rio de Janeiro: Typographia do Imperial Instituto Artistico, 1866, VIII, 58 p., notas. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Tu só, tu, puro amor ... comedia. Rio de Janeiro: Lombaerts, 1881, VII, 71p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Theatro. Rio de Janeiro: Typographia do Diario do Rio de Janeiro, 1863, 84p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).

Crônicas e diversos
:: Outras Reliquias: (proza e verso). Rio de Janeiro: Livraria Garnier, 1910, VII, 241p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
:: Novas relíquias. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, Waissman, Koogan, [1932], 212p. Disponível no link. (acessado em 23.7.2014).
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:: Links atualizados em 19.5.2016.


MONUMENTO MACHADO DE ASSIS
Escultura de bronze de Machado de Assis de autoria do escultor Bartolomeu Humberto Cozzo, inaugurada em 1929, em comemoração ao 90º aniversário de nascimento do escritor.
Endereço: na entrada da sede da Academia Brasileira de Letras (ABL) - Avenida Presidente Wilson, 203 - Centro, Rio de Janeiro/RJ - Brasil.

Escultura Machado de Assis, do escultor Bartolomeu Humberto Cozzo (1929)
Local: Academia Brasileira de Letras (ABL) - foto: (...)



ARQUIVO MACHADO DE ASSIS - FUNDO ARQUIVÍSTICO DA ABL
Código de referência: BR ABL AA MA 
Título: Arquivo Machado de Assis 
Data de produção dos documentos: 1838-1908 
Nível de descrição: Fundo 
Dimensão e suporte: Documentos textuais – 750 documentos. 
iconográficos – 13 fotografias. 
:: INVENTÁRIO. Arquivo Machado de Assis. Academia Brasileira de Letras. Programa Memória do Mundo da Unesco - Comitê Nacional do Brasil, registro nacional. Arquivo Nacional, Rio de Janeiro 2003. Disponível no link. (acessado em 24.7.2014).


VEJA NESTE SITE
:: Machado de Assis - tradutor
:: Machado de Assis - fortuna crítica (bibliografia sobre a vida e obra de Machado de Assis - estudos acadêmicos: livros, teses, dissertações; monografias; ensaios e artigos)
:: Machado de Assis - poemas


PÁGINA DEDICADA A MACHADO DE ASSIS NO FACEBOOK
:: Machado de Assis - o bruxo do Cosme Velho


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA

© A obra de Machado de Assis é de domínio público

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske

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Trabalhos sobre o autor:
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Machado de Assis - o bruxo do Cosme Velho. Templo Cultural Delfos, julho/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
Página atualizada em: 27.1.2016.


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