Raymundo Faoro - a construção do estado brasileiro

Raymundo Faoro - foto: (...)
Raymundo Faoro nasceu em Vacaria, nono distrito, (RS), em 27 de abril de 1925. Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de maio de 2003. Filho de agricultores, depois de 1930 sua família mudou-se para a cidade de Caçador (SC). Lá fez o curso secundário, no Colégio Aurora. Formou-se em Direito, em 1948, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Transferiu-se, em 1951, para o Rio de Janeiro, onde advogou e fez concurso para a Procuradoria do Estado, de onde se aposentou.
Colaborou na imprensa desde o tempo de estudante universitário. Co-fundador da revista Quixote, em 1947, escreveu para diversos jornais do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Além de jurista, foi um dos mais importantes cientistas sociais brasileiros, autor de ensaios de direito e ciências humanas. Referência obrigatória na teoria política do Brasil contemporâneo, Faoro conquistou o respeito dos intelectuais do país através de suas análises críticas do Estado, que contribuíram para o desenvolvimento da literatura crítica nacional.
Seus leitores mais críticos (entre os quais Mino Carta e Bob Fernandes) lhe atribuíram dons proféticos. Em Os donos do poder, publicado em 1958, analisou a formação do patronato brasileiro e buscou as raízes de uma sociedade na qual o poder público é exercido, e usado, como se fosse privado. É um teorema que Faoro demonstrou percorrendo a história luso-brasileira dos seus primórdios até Getúlio Vargas e antecipando os rumos seguintes. Em enquete feita pela revista Veja com os principais intelectuais brasileiros, este ensaio foi incluído entre os vinte livros mais importantes já publicados por autores brasileiros.
No ensaio A pirâmide e o trapézio, publicado primeiramente em 1974 (mesmo ano da reedição revista e ampliada de Os donos do poder), Faoro interpretou com mestria e originalidade a obra de Machado de Assis, cuja mensagem está na dissecação da sociedade da capital do país no final do século XIX. Ao escrever seu ensaio levou em conta os estudos machadianos até o início dos anos 70, dialogando especialmente com Augusto Meyer, Eugênio Gomes, Astrogildo Pereira, Raimundo Magalhães Jr., e também Sílvio Romero.
Este vasto estudo sobre Machado de Assis pode ser visto como uma continuidade e um complemento do ensaio anterior. Seu grande objeto de estudo era ainda o Brasil, pois pretendia captar a vida que Machado de Assis infundiu em seus personagens e ao Brasil, o funcionamento concreto e cotidiano da ação dos donos do poder e seus agregados, a presença dos valores e da ideologia, os vícios e as virtudes, a constrição das instituições (família, Estado, igreja), os preconceitos, o amplo e variadíssimo jogo da vida social e individual.
Foi presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, de 1977 a 1979. Lutou pelo fim dos Atos Institucionais e ajudou a consolidar o processo de abertura democrática nos anos 70. Com ele a sede da OAB, no Rio, transformou-se num front de resistência pacífica contra o regime militar. Partiu de lá a primeira grande denúncia circunstanciada contra a tortura de presos políticos. No governo João Figueiredo lutou pela anistia ampla, geral e irrestrita. Com a anistia e a retomada das liberdades políticas, a casa de Faoro nas Laranjeiras tornou-se lugar de encontro de políticos como Tancredo Neve e Luís Inácio Lula da Silva. Este propôs, sem sucesso, que Faoro entrasse na disputa presidencial em 1989, como candidato a vice-presidente.
Desde o momento em que deixou a OAB, foi colaborador permanente da revista Senhor (segunda fase), inspirador e parceiro na revista IstoÉ e no Jornal da República, das quais foi presidente. Colaborou também na revista Carta Capital.
Recebeu o Prêmio José Veríssimo, da Academia Brasileira de letras (1959); Prêmio Moinho Santista - Ciências Sociais -1978 (foi o terceiro premiado, depois de Fernando de Azevedo e Gilberto Freyre); Medalha Teixeira de Freitas, do Instituto dos Advogados do Brasil.
É o quinto ocupante da Cadeira 6, da Academia Brasileira de Letras – ABL, eleito em 23 de novembro de 2000, na sucessão de Barbosa Lima Sobrinho e recebido pelo Acadêmico Evandro Lins e Silva em 17 de setembro de 2002.
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Fonte: Academia Brasileira de Letras – ABL


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“O desenvolvimento não pode ser matéria de decretos, nem é assim que uma nação aprende de outra. Uma elite não pode, pela compulsão, pela ideologia, gerar a nação. A nação que quer se modernizar sob o impulso e o controle da classe dirigente cria uma enfermidade, que a modernidade, quando aflorar, extirpa, extirpando os Modernizadores. Todos os países que sofreram modernizações (...) expulsaram, para que o desenvolvimento se irradiasse ao povo, a elite, a classe dirigente, a burocracia (...). A modernidade emergiu com a ruptura, construindo, sobre a ruína das autocracias o desenvolvimento, capaz de se sustentar com o movimento próprio, eliminando, juntamente com os males antigos, os males modernos. Todos deixaram de ser uma dualidade, uma imobilizada oposição de direções, para revelarem sua identidade cultural, num vôo próprio, dentro do universo, libertos da tradição e da contemplação nacional.”
- Raymundo Faoro, em "Existe um pensamento político brasileiro?". São Paulo: Ática, 1994, p. 113.


OBRA
Capa do livro Os Donos do Poder,
de Raymundo Faoro
Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Porto Alegre: Editora globo, 1958.
Machado de Assis - A pirâmide e o trapézio. Porto Alegre: Editora Globo, 1975.
A Assembleia Constituinte - A legitimidade recuperada. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1980.
Existe um pensamento político brasileiro?. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1994.


Artigos, ensaios, entrevistas e discurso
FAORO, Raymundo. Romance sem heróis [Entrevista]. Veja, n. 399 (28 abr.), pp. 3-6, 1976.
FAORO, Raymundo. Entrevista. Pasquim, Rio de Janeiro, n.468, p1-6, dez. 1978.
FAORO, Raymundo. Só a nação poderá sepultar o ATO 5. O Estado de S. Paulo, 13 dez. Suplemento Especial, p.12, 1978.
FAORO, Raymundo. O funeral da ditadura[Entrevista], revista Isto É. (1979), in DIAS, Mauricio (org,) (2008). Raymundo Faoro: a democracia traída. São Paulo, Globo, p.21-33.
FAORO, Raymundo. Entrevista Raimundo Faoro. Nosso Tempo, Foz do Iguaçu, de 2 a 8/12/1981, pág. 9 e 10. Disponível no link. (acessado em 9.12.2013).
FAORO, Raymundo. O desate do nó. [Depoimento[, Isto É, São Paulo, n.171, p.24, 2 abr. 1980.
FAORO, Raymundo. A democracia absorveu a ditadura: entrevista a Senhor. (1985), in DIAS, Mauricio (org.). Raymundo Faoro: a democracia traída. São Paulo, Globo, p.35-65, 2008.
FAORO, Raymundo. Uma constituinte tutelada: entrevista a Senhor (1986), in DIAS, Mauricio (org.). Raymundo Faoro: a democracia traída. São Paulo, Globo, p.67-94, 2008.
FAORO, Raymundo. Existe um pensamento político brasileiro?. In: Estudos Avançados, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 9-58, out/dez, 1987. Disponível no link. (acessado em 14.12.2013).
FAORO, Raymundo. As afinidades eletivas. Istoé/Senhor, São Paulo, n. 1073, 11 abr., p. 21, 1990.
FAORO, Raymundo. Um ensaio de tradução. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1075, 25 abr., p. 21, 1990.
FAORO, Raymundo. Governar é prender gente. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1077, 9 maio, p. 23, 1990.
FAORO, Raymundo. O Plano: o improviso e a incerteza. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1071, 28 mar., p. 31, 1990.
FAORO, Raymundo. Pulhas ingênuos ou dança de inverno. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1074, 18 abr., p. 26, 1990.
FAORO, Raymundo. Inovar não é reformar, nem mudar. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1093, 29 ago., p. 25, 1990.
FAORO, Raymundo. Réquiem para mais um plano. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1095, 12 set., p. 23, 1990.
FAORO, Raymundo. Todos os homens do presidente. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1111, 9 jan. , p. 15, 1991.
FAORO, Raymundo. A triste “modernização”. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1113, 23 jan, p. 47, 1991.
FAORO, Raymundo. Uma instituição ausente. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1114, 30 jan., p. 19, 1991.
FAORO, Raymundo. O governo da ineficiência [Entrevista]. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n.1114, 30 jan., p. 4-8, 1991.
FAORO, Raymundo. As inesperadas coincidências. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1126, 24 abr., p. 25, 1991.
FAORO, Raymundo. A mania das grandezas. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1131, 29 maio, p. 19,  1991.
FAORO, Raymundo. Entre o direito e o torto. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1133, 12 jun., p. 17, 1991.
FAORO, Raymundo. A pata do centralismo. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1135, 26 jun., p. 19, 1991.
FAORO, Raymundo. Um desapontamento judicial. Istoé/Senhor, São Paulo, n. 1137,10 jul., p. 29, 1991.
FAORO, Raymundo. Enquanto o senhor lobo não vem. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1140, 31 jul., p. 27, 1991.
FAORO, Raymundo. A Gaiola eletrônica. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1141, 7 ago., p. 25, 1991.
FAORO, Raymundo. O eterno retorno. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1142, 14 ago., p. 23, 1991.
FAORO, Raymundo. Mudar a Constituição. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1143, 21 ago., p. 25, 1991.
FAORO, Raymundo. Um ensaio de governo. Istoé/Senhor, São Paulo, n. 1144, 28 ago., p. 35,1991.
FAORO, Raymundo. A guarda pessoal do presidente. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1145, 4 set., p. 25, 1991.
FAORO, Raymundo. Num lugar da Mancha. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1148, 25 set., p. 19, 1991.
FAORO, Raymundo. O monstro e a indecência. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1151, 16 out., 1991.
FAORO, Raymundo. O fim do ano. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1152, 23 out., p. 25, 1991.
FAORO, Raymundo. Onde estamos?. IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1154, 6 nov., p. 23, 1991.
FAORO, Raymundo. A justificação da incompetência. IstoÉ/Senhor: São Paulo,  n. 1155, 13 nov., p. 23, 1991.
FAORO, Raymundo. Uma controvérsia ou equívoco?. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1156, 20 nov., p. 29, 1991.
FAORO, Raymundo. O plano é encolher o Brasil. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1164, 22 jan., pp. 4-8, 1992.
FAORO, Raymundo. A questão nacional: a modernização. In: Estudos Avançados, São Paulo, v. 6, n.14, p. 7-22, jan/ abr, 1992. 
FAORO, Raymundo. O jogo em três dimensões. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1166, 5 fev., p. 15, 1992.
 FAORO, Raymundo. Um inventário do Caos. IstoÉ/Senhor, São Paulo,  n. 1173, 25 mar, p. 31, 1992.
FAORO, Raymundo. Um detalhe na arte de furtar. Istoé, São Paulo, n. 1174, 1 abr., p. 21, 1992.
FAORO, Raymundo. O difícil e estéril aprendizado. Istoé, São Paulo, n. 1175, 8 abr., p. 23, 1992.
FAORO, Raymundo. Onde está o liberalismo. Istoé, São Paulo, n. 1178, 29 abr., p. 21, 1992.
FAORO, Raymundo. A fronteira da recessão. Istoé, São Paulo, n. 1181, 20 maio, p. 21, 1992.
FAORO, Raymundo. O desafio pessoal e o constitucional. Istoé, São Paulo, n. 1182, 27 maio, p. 25, 1992.
FAORO, Raymundo. Um estratagema tardio. Istoé, São Paulo, n. 1187, 01 jul., p. 17, 1992.
FAORO, Raymundo. Uma crise ou um impasse?. Istoé, São Paulo, n. 1190, 22 jul., p. 21, 1992.
FAORO, Raymundo. Uma onda de moralismo?. Istoé, São Paulo, n. 1191, 29 jul., p. 19, 1992.
FAORO, Raymundo. A farsa dos 35 milhões de votos. Istoé, São Paulo, n. 1194, 19 ago., p. 21, 1992.
FAORO, Raymundo. A encruzilhada de suas excelências. Istoé, São Paulo, n. 1193, 12 ago., p. 29, 1992.
FAORO, Raymundo. O último ato. Istoé, São Paulo, n.1192 (05 ago.), p. 25, 1992.
FAORO, Raymundo. Um tempo novo, numa nova política?. Istoé, São Paulo, n. 1196, 2 set., p. 29, 1992.
FAORO, Raymundo. Que fazer com as ruas?. Istoé, São Paulo, n. 1201, 7 out., p. 25, 1992.
FAORO, Raymundo. Os dois últimos atos do drama. Istoé, São Paulo, n. 1200, 30 set., p. 30, 1992.
FAORO, Raymundo. Um prazo curto em dois tempos. Istoé, São Paulo, n. 1204, 28 out., p. 23, 1992.
Raymundo Faoro - foto: (...)
FAORO, Raymundo. A política e os números. IstoÉ, São Paulo, n.1229, 21 abr.,p.19, 1993.
FAORO, Raymundo. Deixar para depois. E orar. IstoÉ, São Paulo, n.1237, 16 jun.,p.31, 1993.
FAORO, Raymundo. A aventura liberal numa ordem patrimonialista. Revista USP. São Paulo, n. 17, p. 14-29, 1993.
FAORO, Raymundo. FHC caiu na vida [Entrevista]. Revista Carta Capital, São Paulo, n.77, p.38-41, 24 junho 1998.
FAORO, Raymundo. Sérgio Buarque de Holanda: analista das instituições brasileiras. In: CANDIDO, Antonio (Org.). Sérgio Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo: Perseu Abramo, 1998.
FAORO, Raymundo. Um momento decisivo na história. Estudos Avançados, v.12, n. 34 - 1998. Disponível no link. (acessado em 14.12.2013).
FAORO, Raymundo. A rotina da corrupção. Revista Carta Capital, São Paulo, n.98, p. 26, 26 maio 1999.
FAORO, Raymundo. O modelo e o precursor. Revista Carta Capital, São Paulo, n.101, p.33, 07 julho 1999.
FAORO, Raymundo. A via Florentina, Cartas do Trópico. Revista Carta Capital, São Paulo, nº 112, p. 23, 8 de dezembro de 1999.
FAORO, Raymundo. O Brasil é otário [Entrevista]. Revista Carta Capital, São Paulo, n.137, p.28-31, 06 dez.2000.
FAORO, Raymundo. Entrevista. Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 maio. Caderno Mais, p. 6-13, 2000. Disponível no link. (acessado em 13.12.2013).
FAORO, Raymundo. O Clube dos Trezentos, Cartas do Trópico. Revista Carta Capital, São Paulo, p. 30-31, 10 de maio de 2000.
FAORO, Raymundo. Entrevista. Isto É, São Paulo, n.1657, p.7-11, 5 jul. 2001.
FAORO, Raymundo. O anjo caído. Revista Carta Capital, São Paulo, n.146, p.27, 09 maio 2001.
FAORO, Raymundo. Discurso de agradecimento de Raymundo Faoro (Medalha Teixeira de Freitas). Disponível no link. (acessado em 13.12.2013).
FAORO, Raymundo. Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Disponível no link. (acessado em 9.12.2013).
FAORO, Raymundo. A utopia nacionalista: Trechos do discurso de posse na ABL. Revista Carta Capital, São Paulo, n.221, p.46-49, 25 dez. 2002.
FAORO, Raymundo. Lula pode ganhar. Revista Carta Capital, São Paulo, n.214, p.30-33, 15 Maio 2002.

                                                                                                                   
"Em Raymundo Faoro, a história brasileira não é examinada como simples sucessão de lutas de classes, ou de ajustes e desajustes entre grupos sociais. Ele introduz as noções de estamento, casta e classe social de modo inovador, jogando luz sobre os diversos aspectos de nossa formação, em que nossa 'modernidade' aparece amarrada em formas serôdias de organização social e mental: uma cultura estamental-oligárquica e de substrato escravista que ainda comanda o presente."
- Carlos Guilherme Mota (historiador)


FORTUNA CRÍTICA DE RAYMUNDO FAORO
[Estudos acadêmicos - bibliografia: Teses, dissertações, monografias, livros, ensaios e artigos] 
Raymundo Faoro - foto: (...)
ABREU, Maria Aparecida Azevedo. Raimundo Faoro: quando o mais é menos. Perspectivas, São Paulo, 29: 169-189, 2006. Disponível no link. (acessado em 14.12.2013).
AGUILAR FILHO, Helio Afonso de. Estado e Atraso Econômico no Brasil Uma Abordagem a partir das Teorias de Douglass North e Raymundo Faoro. História Econômica & História de Empresas, v. v.13, p. 5-23, 2010.
AGUILAR FILHO, Helio Afonso de. O Atraso Econômico e a Matriz Institucional Brasileira - Uma Abordagem a Partir de Raymundo Faoro e Douglass North. (Dissertação Mestrado em Desenvolvimento Econômico). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2004. Disponível no link. (acessado em 14.12.2013).
ALBUQUERQUE, Márcio Vitor Meyer de. A Organização do Brasil Colonial e Imperial, de acordo com a visão de Raymundo Faoro, e a contribuição para a formação de um pensamento constitucional brasileiro. In: Martonio Mont'alverne Barreto Lima; Denise Almeida de Andrade; Emanuela Cardoso Onofre de Alencar; Roberta Laena Costa Jucá; Paulo Roberto Clementino Queiroz. (Org.). Temas de pensamento constitucional brasileiro. 1ª ed., Fortaleza: UNIFOR, 2008, v. 1, p. 1-709.
ARAÚJO, Homero José Vizeu; FISCHER, Luís Augusto. Raymundo Faoro, leitor de Simões Lopes Neto e de Ramiro Barcellos. Nonada Letras em Revista, v. 2, p. 71, 2012.
ARAÚJO, Homero José Vizeu; FISCHER, Luís Augusto; TARGA, Luiz Roberto Pecoits. Para ler Raymundo Faoro. In: Luiz Roberto Pecoits Targa. (Org.). Breve inventário de temas do sul. Lajeado: UNIVATES/ Editora Ufrgs/FEE, 1998, v. , p. 47-63.
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AREND, Marcelo. Atraso Via Modernização Cultural: Uma Leitura Evolucionista das Obras de Raymundo Faoro e de Celso Furtado. Revista EconomiA, v.9, n.3, p. 651-681, set/dez 2008. Disponível no link. (acessado em 11.12.2013).
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AXT, Gunter; SCHÜLER, Fernando L. (Orgs.). Intérpretes do Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004.
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BIANCHI, Daniel.  Dos limites do estado, da democracia e do direito em Oliveira Vianna e Raymundo Faoro. (Dissertação Mestrado em Ciência Política). Universidade de São Paulo, USP, 2011.
BIANCHI, Daniel. Oliveira Vianna e Raymundo Faoro: Críticos do pensamento jurídico. Caderno CEDEC, v. 105, p. 4, 2012.
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CAMPANTE, Rubens Goyatá. Patrimonialismo e Corporativismo na Tradição Brasileira: em torno de uma releitura de Raymundo Faoro e Oliveira Vianna. (Dissertação Mestrado em Ciência Política). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2001.
CARVALHO, Márcia Aparecida de; REZENDE, Maria José de. Antonio Candido e Raymundo Faoro mudança ou continuidade: uma análise sobre a mentalidade e os procedimentos políticos no Brasil no período de 1985 a 2002. Disponível no link. (acessado em 9.12.2013).
CASTRO, Reginaldo Oscar de. A OAB de Faoro. blogs.estadão, 24 de janeiro de 2013. Disponível no link. (acessado em 14.12.2013).
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Raymundo Faoro - foto: Osvaldo
José dos Santos (Jornal da USP)
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CURI, Isadora Volpato. A construção da Cidadania: Poder Público e Poder Privado nas obras de Raymundo Faoro e de Victor Nunes Leal. Revista Brasileira de Direito Constitucional (Impresso), v. 13, p. 141-211, 2009. Disponível no link. (acessado em 12.12.2013).
CURI, Isadora Volpato. Juristas e o Regime Militar: Atuação de Victor Nunes Leal no STF e de Raymundo Faoro na OAB.  (Dissertação Mestrado em História Social). Universidade de São Paulo, USP, 2008.
DIANA, Marcelo Henrique Nogueira. Sobre Os donos do poder, de Raymundo Faoro. Sibila (Cotia), v. 2010, p. 14/10/2010, 2010.
DIAS, Joilson. Instituições, crescimento e desenvolvimento econômico no Brasil:  as teorias modernas e a de Raymundo Faoro. IPEA, Code, Anais do I Circuito de Debates Acadêmicos, 2011. Disponível no link. (acessado em 12.12.2013).
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ENDERLE, Rogério; GUERRERO, Glaison. A herança patrimonialista na burocracia estatal do Brasil: “path dependence” patrimonialista e a falta da autonomia enraizada do estado brasileiro. Disponível no link. (acessado em 12.12.2013).
ESQUINSANI, Rosimar Serena Siqueira; WERLE, Flávia Obino Corrêa. Das evidências: a leitura de Raymundo Faoro como pano de fundo para a problematização das políticas públicas no campo da educação. Ensaio (Fundação Cesgranrio. Impresso), Rio de Janeiro, v. 12, n.44, p. 831-843, 2004.
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Raymundo Faoro - foto: (...)

CITAÇÕES E TRECHOS DE OBRAS DE RAYMUNDO FAORO
“Todos colaboraram na grande arrancada, submissos, famintos de honras e de saques, ávidos de lucros, ardentes de fé – todos por si sob a bandeira real, que lhes cobria e lhes dava cor, vida e energia. O estamento, só ele, esquivo, encoberto, impessoal, representava a realidade – tudo o mais, mera aparência. Seu espírito: cruzada, rapina, pirataria, comércio, dilatação do império e da fé.”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro". Vols. 1 e 2., Porto Alegre: Editora Globo, 1977, p. 56.


“O estamento, cada vez mais de caráter burocrático, filho legitimo do Estado patrimonial, ampara a atividade que lhe fornece os ingressos, com os quais alimenta sua nobreza e seu ócio de ostentação, auxilia o sócio de suas empresas, estabilizando a economia, em favor do direito de dirigi-la, de forma direta e intima. O encadeamento das circunstâncias históricas, que parte do patrimonialismo e alcança o estamento, fecha-se sobre si mesmo, com a tutela do comércio de transito, fonte do tesouro régio, do patrimônio do rei, fonte das rendas da nova aristocracia, erguida sobre a revolução do Mestre de Avis, engrandecida na pirataria e na guerra que incendeiam os oceanos Índico e Atlântico.”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro". Vols. 1 e 2., Porto Alegre: Editora Globo, 1977, p. 59.


“O mercantilismo empírico português, herdado pelo Estado brasileiro, fixou-se num ponto fundamental, inseparável de seu conteúdo doutrinário, disperso em correntes, facções e escolas. Este ponto, claramente emergente da tradição medieval, apurado em especial pela monarquia lusitana, acentua o papel diretor, interventor e participante do Estado na atividade econômica. O Estado organiza o comercio, incrementa a indústria, assegura a apropriação da terra, estabiliza preços, determina salários, tudo para o enriquecimento da nação e o proveito do grupo que a dirige. (...) O Estado, desta forma elevado a uma posição prevalente, ganha poder, internamente contra as instituições e classes particularistas, e, externamente, se estrutura como nação em confronto com outras nações”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro". Vols. 1 e 2., Porto Alegre: Editora Globo, 1977, p. 62.



“O patrimonialismo, organização política básica, fecha-se sobre si próprio com o estamento, de caráter marcadamente burocrático. Burocracia não no sentido moderno, com aparelhamento racional, mas da apropriação do cargo - o cargo carregado de poder próprio, articulado com o príncipe, sem a anulação da esfera própria de competência. O Estado ainda não é uma pirâmide autoritária, mas um feixe de cargos, reunidos por coordenação, com respeito à aristocracia dos subordinados.”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro".  Porto Alegre/ Rio de Janeiro: Editora Globo, 1984, p. 84.
               


“Nesta dança, orquestrada pelo estamento, não entra o povo: quem seleciona, remove e consolida as chefias é a comunidade de domínio, num ensaio maquiavélico de captação do assentimento popular. (...) Aqui está o ponto de contato da classe dirigente com o estamento, força, este, aparentemente de reserva, depositário, na realidade, das energias políticas. Por via desse circuito, torna-se claro que elite e estamento são realidades deversas, articulada a primeira no serviço da segunda, que a define, caracteriza e lhe infunde a energia. Há, todavia, situações em que as funções da sociedade se desenvolvem por via do estamento, não perfeitamente caracterizado ou confundido com a elite, despida esta de sua individualidade conceitual. Uma longa herança – herança social e política – concentrou o poder minoritário numa camada institucionalizada. Forma-se, desta sorte, uma aristocracia, um estamento de caráter aristocrático, do qual se projeta, sem autonomia, uma elite, um escol dirigente, uma ‘classe’ política.”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro". Vols. 1 e 2., Porto Alegre: Editora Globo, 1977, p. 92.


"Da mole de documentos, sai uma organização emperrada, com papéis que circulam de mesa em mesa, hierarquicamente, para o controle de desconfianças futuras. Sete pessoas querem incorporar uma sociedade? O governo lhes daria autorização. Quer alguém fabricar agulhas? O governo interviria com a permissão ou o privilegio. O fazendeiro quer exportar ou tomar empréstimos? Entre o ato e a proposta se interporão um atoleiro de licenças. Há necessidade de crédito particular? O ministério seria chamado a opinar. O carro, depois da longínqua partida, volta aos primeiros passos, enredado na reação centralizadora e na supremacia burocrático-monárquica, estamental na forma, patrimonialista no conteúdo. Um aparente paradoxo: o Estado, entidade alheia ao povo, superior e insondável, friamente tutelador, resistente a nacionalização, gera o sentimento de que tudo pode e o indivíduo quase nada é."
- Raymundo Faoro, em “Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro”. 3ª ed.(revisada), São Paulo: Editora Globo, 2001, p. 452.


“Sempre, no curso dos anos sem conta, o patrimonialismo estatal, incentivando o setor especulativo da economia e predominantemente voltado ao lucro como jogo e aventura ou, na outra face, interessado no desenvolvimento econômico sob o comando político, para satisfazer imperativos ditados pelo quadro administrativo, com seu componente civil e militar.”
- Raymundo Faoro, em "Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro." 8ª ed., Rio de Janeiro: Globo, 1989, p. 733.


“Quando (...) a modernização se instaura, como ação voluntária, quem a dirige é um grupo ou classe dirigente — com muitos nomes e de muitas naturezas — que, na verdade, não reflete passivamente a sociedade sobre a qual atua. Tal grupo, para mudar o que não vai, ao seu juízo, bem, começa por dissentir da classe dirigente tradicional. O desvio, entretanto, não altera a pirâmide social, nem os valores dominantes. Um exemplo (...) [foi] a projetada e frustrada reforma que se quis derivar da recepção do positivismo comtista, no século passado. Militares, engenheiros e médicos, uma elite que não conseguia dar as cartas no estamento imperial (...), formam não uma nova sociedade, mas um novo estamento, para que ocupe o lugar do antigo. É claro que tal ascensão insegura só resultará numa mudança espasmódica, limitada, incapaz de imantar toda a sociedade.”
- Raymundo Faoro, em "Existe um pensamento político brasileiro?". São Paulo: Ática, 1994, p. 100.


“(...) entre a sociedade civil, frágil e vigiada, e o estamento aristocrático, deu-se uma transação, alterada em torno dos meados do século XIX. A conciliação política, desarmando os antagonismos, regularia e controlaria a mudança. Mantida a pirâmide — mantida a ‘ordem’, como se dizia — o Império escravocrata adia sua mais urgente reforma social, a do cativeiro, logo adiante, para se modernizar. Sem o sonho das manufaturas e arquivado o projeto colbertiano, joga-se na febre das estradas de ferro e dos melhoramentos urbanos.”
- Raymundo Faoro, em "Existe um pensamento político brasileiro?". São Paulo: Ática, 1994, p. 101-102.


“(...) se circunscrevem ao tempo circular, com uma memória condicionada ao tempo precário, que dura enquanto outra onda se sobrepõe à atual, desfazendo-se ambas. A história que daí resulta será uma crônica de déspotas, de governos, de elites, de castas, de estamentos, nunca a história que realiza, aperfeiçoa e desenvolve. A história, assim fossilizada, é um cemitério de projetos, de ilusões e de espectros.”
- Raymundo Faoro, em "Existe um pensamento político brasileiro?". São Paulo: Ática, 1994, p. 112.


“Não acredito que o sistema industrial-financeiro participe do processo de tomada de decisões. A atuação dos tecnocratas consiste justamente nisso: uma deliberação sem a participação dos
interessados. Enquanto essas deliberações favorecem o empresário, ele tende a aceitar tranqüilamente o processo. Só quando se julga prejudicado tenta protestar. Como, no entanto, não dispõe de poder político, esse protesto não modifica substancialmente as coisas”
- Raymundo Faoro, em "Entrevista". Veja, São Paulo, n. 399, p. 3-6, 28 abr. 1976, p. 4.


“Lembre-se que a trilha conservadora está calcada de estatismo, na economia, na supremacia sobre a sociedade, nas oportunidades empresariais e de emprego. Pouco Estado? Substituam-se, na cabine de comando, as velhas elites, por elites responsáveis, no jogo intra--elitário. Era o Estado o principal agente econômico? O discurso dirá de um Estado que sai de cena para colocar em seu lugar a iniciativa privada e a economia de mercado. Enquanto a economia e a sociedade não mudam, rebeldes à retórica oficial, substitua-se a reforma pela inovação. Mude-se o subsídio, o incentivo, a concessão aberta e franca, a barreira alfandegária pelo subsídio que cobre todos os subsídios. (...) Na verdade, debaixo da fumaça da inovação, a intervenção do Estado, que era fluída e indolor, torna-se amarga e dura, caindo como recairá sobre a classe que tem menores recursos de protesto.”
- Raymundo Faoro, em "Inovar não é reformar, nem mudar". IstoÉ/Senhor, São Paulo, n. 1093, p. 25, 29 ago. 1990.


Raymundo Faoro - foto: (...)
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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Raimundo Faoro - a construção do estado brasileiro. Templo Cultural Delfos, dezembro/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 22.12.2013.



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Um comentário:

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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