Murilo Mendes - colecionador de tempos e metamorfoses

Murilo Mendes - (Foto: Acervo MAMM)
"[...] Penso que todos os homens possuem o germe da poesia. Nem todos, porém, sabem ou podem comunicar a poesia em forma persuasiva. A missão particular do poeta consiste em desvendar o território da poesia, nomeando as coisas criadas e imaginadas, instalando-as no espaço da linguagem, conferindo-lhes uma dimensão nova.
Além de recorrer ao seu tesouro pessoal, à sua vivência, o poeta se inspira no inconsciente coletivo, rico em símbolos, imagens e mitos. Da linguagem universal extrai a sua linguagem específica. A linguagem, ao mesmo tempo que informa o poeta, revela-lhe sua fisionomia pessoal.
Resumindo, pode-se dizer que a operação poética é baseada em linguagem, afetividade e engenho construtivo. O poeta escreverá, portanto, para manifestar suas constelações próprias." 
- Murilo Mendes, em 'artigo' publicado no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, de 25 de julho de 1959.


Começo de biografia
Eu sou o pássaro diurno e noturno,
O pássaro misto de carne e lenda,
Encarregado de levar o alimento da poesia, da música
Aos habitantes da estrada, do arranha-céu, da nuvem.
Eu sou o pássaro feito homem, que vive no meio de vós.
Eu vos forneço o alimento da catástrofe, o ritmo puro.
Trago comigo a semente de Deus... e a visão do dilúvio.
- Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


"Sou um espírito dialético, eu busco a lógica oculta entre a sensualidade e cristianismo, racionalismo e irracionalismo."
- Murilo Mendes, em entrevista à Revista Veja, em setembro de 1972.


Murilo Mendes, por Alberto da Veiga
Guignard, 1930 (Acervo ...)
Murilo Monteiro Mendes (Juiz de Fora MG, 13 de maio de 1901 - Lisboa, Portugal, 13 de agosto de 1975). Poeta, prosador e crítico de artes plásticas. Filho do funcionário público Onofre Mendes e da dona-de-casa Elisa Valentina Monteiro de Barros Mendes. Com a morte da mãe em 1902, o pai casa-se novamente com Maria José Monteiro, considerada pelo poeta sua segunda mãe. Aos 16 anos foge do colégio para assistir, no Rio de Janeiro, à apresentação do bailarino e coreógrafo russo Vaslav Nijinski (1890 - 1950). Nessa mesma época, recusa-se a continuar os estudos. Após várias tentativas da família de fixá-lo num emprego, vai, com o irmão mais velho, para o Rio de Janeiro, em 1920. Entre 1924 e 1929, escreve para as primeiras publicações modernistas, como a Revista de Antropofagia, de São Paulo, e a Verde, de Cataguases, Minas Gerais. Com apoio financeiro do pai, edita, em 1930, o primeiro livro, Poemas, pelo qual recebe o Prêmio Graça Aranha. Após a morte do amigo pintor, filósofo e poeta Ismael Nery (1900 - 1934), converte-se ao catolicismo. Conhece, em 1940, e casa-se sete anos depois com a poeta Maria da Saudade Cortesão, filha do historiador e poeta português Jaime Cortesão (1884 - 1960), exilado no Brasil por se opor à ditadura de Antonio Oliveira Salazar (1889 - 1970). Ao fim de sua estada na Europa, entre 1952 e 1956, cumprindo missão cultural, fixa-se com Maria Saudade, na Itália e leciona cultura brasileira na Universidade de Roma. Responsável pela apresentação de várias exposições de pintura, mantinha contato e relações de amizades com Ezra Pound, Camus, Miró, Breton, entre outros. O casal formou um círculo lítero-artístisco-cultural (no mesmo prédio morava Audrey Hepburn, amiga do casal), freqüentado por músicos, artistas plásticos, atores, homens de letras e artes; críticos, como o linguista Roman Jakobson, que muito o admirava. Seu apartamento na via del Consolato 6, no centro da capital italiana, torna-se ponto de referência para escritores e artistas plásticos europeus, que o ajudam a formar um importante acervo de arte contemporânea, hoje pertencente ao Museu Murilo Mendes, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em 1972, recebe o prêmio internacional de poesia Etna-Taormina, na Itália.
Comentário crítico
Murilo Mendes, por Ismael Nery 1922
(Coleção Particular)
A primeira poesia de Murilo Mendes revela sua dívida com os principais temas e procedimentos típicos do modernismo brasileiro dos anos 1920: o nacionalismo, o folclore, o coloquialismo, o humor, o poema-piada e a paródia. Fica, assim, evidente o diálogo com a poesia de Mário de Andrade (1893 - 1945) e a de Oswald de Andrade (1890 - 1954) nos três primeiros livros: Poemas, Bumba-Meu-Poeta e História do Brasil, este renegado e não incluído pelo poeta mineiro na edição de 1959, que reúne toda sua poesia publicada até então.
A partir de O Visionário, evidencia-se outra influência ainda mais decisiva para a poesia de Murilo Mendes: a do surrealismo. Desse movimento de vanguarda, o poeta incorpora sobretudo a técnica da montagem ou, como ele mesmo diz, da "acoplagem de elementos díspares". A liberdade com que ele funde, por meio dessa técnica, o imaginário e o cotidiano, o onírico e o intramundano, assim como o eterno e o contingente, leva Manuel Bandeira (1886 - 1968) a saudá-lo como o grande conciliador de contrários. O mesmo Bandeira, aliás, que ressalta a originalidade ingênita de Murilo Mendes, comparando-o a um bicho-da-seda, que tira tudo de si. O choque resultante da livre aproximação de elementos tão díspares da realidade e da imaginação responde pela impressão de fragmentação e estilhaçamento do verso, deliberadamente desarmônico e não-melódico. O anarcoerotismo dessa poesia pode também ser tomado como herança surrealista, como se vê na cosmologia representada pela figura hiperbólica de sua musa sensual: o mundo começava nos seios de Jandira.
A plasticidade e o predomínio da imagem sobre a mensagem são traços marcantes da poesia de Murilo Mendes, como nota João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999) que atesta, assim, a influência exercida pelo primeiro sobre sua própria obra: "a poesia de Murilo me foi sempre mestra, pela plasticidade e a novidade da imagem. Sobretudo foi ela que me ensinou a dar precedência à imagem sobre a mensagem, ao plástico sobre o discursivo". 
A influência das ideias do pintor e poeta Ismael Nery (1900 - 1934) responde por outra faceta da poesia de Murilo Mendes, a essencialista, relacionada à busca de verdades transcendentes, metafísicas, que definem a natureza dos seres e das coisas independente do tempo e do lugar. Além da influência intelectual, a morte prematura de Nery leva Murilo a uma grave crise, responsável por sua conversão ao catolicismo. Publica, assim, Tempo e Eternidade, livro escrito em parceria com Jorge de Lima (1895 - 1953) sob o lema: Restauremos a poesia em Cristo. A poesia católica de Murilo Mendes, intimamente ligada à essencialista, é o contraponto universalista à preocupação com as particularidades nacionais de sua primeira poesia, modernista. 
Murilo Mendes, por Cândido Portinari- 1931
 (Acervo ...)
A conversão católica do poeta mineiro é característica dos anos 1930, que assiste, no Brasil, a uma renovação da literatura cristã, como se pode verificar nas obras de Vinicius de Moraes (1913 - 1980), Augusto Frederico Schmidt (1906 - 1965), Otávio de Faria (1908 - 1980), Lucio Cardoso (1913 - 1968) e Cornélio Pena (1896 - 1958). Para essa renovação, seguem de perto o exemplo de pensadores, poetas e escritores católicos franceses, que aliam a ortodoxia católica a formas modernas de pensamento e militância, levando, em alguns casos, à adoção de uma postura católica de esquerda. É nessa linha que se pode entender a adesão de Murilo Mendes à religião, não como forma de alheamento, mas de resposta à realidade de seu tempo.
Em livros como As Metamorfoses e Poesia Liberdade, são vários os poemas de franca vocação crítico-social, incluindo-se aí sua lírica de guerra. Como nota José Guilherme Merquior (1941 - 1991), sua poesia católica é uma poesia da esperança, mais do que da crença. O poeta extrai do cristianismo uma dupla concepção de poesia: a poesia como martírio, que busca dar testemunho do sofrimento do eu irmanado ao do mundo: "Mundo público / Eu te conservo pela poesia pessoal", diz num dos poemas do período. A segunda concepção é a de poesia como salvação, como agente messiânico e noiva da revolução: "Todos ajuntando-se formarão um dia uma coluna / altíssima tocante as nuvens / e decifrarão o enigma", afirma em outro poema. O poeta assume aí o papel do visionário que antevê o apocalipse e anuncia a redenção. O catolicismo, entretanto, não amaina o sensualismo e o ímpeto transfigurador do real, que se mantêm como traços distintivos da poesia muriliana. Exemplo disso é o conhecido poema de A Poesia em Pânico, em que ele personifica a Igreja como uma mulher, toda em curvas. Essa atitude desenvolta para com a religião chega mesmo a assumir uma dimensão irreverente, quando não francamente sacrílega, como nos seguintes versos de O Poeta Nocaute: "Intimaremos Deus / a não repetir a piada da Criação..."
Na lírica muriliana do pós-guerra até fins dos anos 1950, percebe-se a mesma tendência neoclássica que marca a poesia de outros grandes líricos modernos, como Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987) e Jorge de Lima. É o caso de Sonetos Brancos, em que retoma a forma fixa, clássica por excelência, mas com a liberdade métrica e rítmica e a ousadia de imagens tipicamente modernas. Dentro do mesmo espírito do período, inscreve-se a austeridade da poesia meditativa, resultante da contemplação da arquitetura e da paisagem tanto mineira, em Contemplação de Ouro Preto, quanto europeia, em Siciliana e Tempo Espanhol. Não se pode esquecer que esses livros, assim como as obras seguintes, são produzidos pelo poeta já vivendo na Europa, sob impacto dos países que visita e em que vive. 
Murilo Mendes, por Alberto da Veiga 
Guignard, 1931 (Acervo ...)
Na produção literária de Murilo Mendes dos anos 1960 e 1970, é possível reconhecer outras facetas de sua extensa obra. O traço mais significativo da produção desse período é o abandono da poesia em favor da prosa, que mescla formas literárias distintas, como o diário, o retrato, o livro de viagens e as memórias. A face experimental desse período leva também à heterogeneidade de registros, que funde recordações pessoais, citações de obras, perfis de artistas, flagrantes de países e cidades, visível em Poliedro, Carta Geográfica, Espaço Espanhol e Retratos-Relâmpago, entre outros livros. Em termos estilísticos, destacam-se a obsessão pelo concreto, o rigor e o léxico reduzido, evidenciados por Haroldo de Campos (1929 - 2003). Como nota Augusto Massi, o poeta consegue, a essa altura de sua produção, atingir uma forma literária tão particular, que parte dos títulos dos poemas de Convergência, aparece plasmada a seu nome: Murilogramas. Por último, vale mencionar a tendência memorialística da obra de Murilo Mendes, representada por A Idade do Serrote. Trata-se de uma: autobiografia insólita, em que, segundo Antonio Candido (1918), o dado comum é visto como extraordinário; o extraordinário é visto como se fosse comum. A Idade do Serrote ocupa um lugar de destaque na literatura memorialística e autobiográfica brasileira, ao lado das obras no gênero, em prosa e verso, de outros de seus contemporâneos mineiros: Drummond e Pedro Nava (1903 - 1984).


Amor-vida
Vivi entre os homens
Que não me viram, não me ouviram
Nem me consolaram.
Eu fui o poeta que distribui seus dons
E que não recebe coisa alguma.
Fui envolvido na tempestade do amor,
Tive que amar até antes do meu nascimento.
Amor, palavras que funda e que consome os seres.
Fogo, fogo do inferno: melhor que o céu.
- Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


Murilo Mendes 

"Nasci oficialmente em Juiz de Fora. Quanto à data do mês e ano, isto é da competência do registro civil. Não me vi nascer, não me recordo de nada que se passou naquele tempo. Na verdade, nascemos a posteriori. No mínimo uns dois anos depois. Mesmo porque, antes era o dilúvio."
- Murilo Mendes, "A Idade do Serrote". em:___. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 897.

CRONOLOGIA
1901 - Nasce em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 13 de maio. Filho de Onofre Mendes, funcionário público, e de Elisa Valentina Monteiro de Barros Mendes, dona-de-casa;
1902 - Sua mãe morre de parto aos 28 anos de idade. Seu pai casa-se com Maria José Monteiro, considerada a segunda mãe do poeta;
1912/1915 - Tem aulas de poesia e literatura com o poeta Belmiro Braga (1872 - 1937);
1916 - Ingressa na Escola de Farmácia após concluir o curso primário e frequentar o ginasial nos colégios Moraes e Castro, Malta e Academia de Comércio de Juiz de Fora. Abandona o curso depois de um ano;
1917 - Reside em Niterói, Rio de Janeiro, e estuda no colégio interno Santa Rosa, do qual foge para assistir à apresentação do bailarino e coreógrafo russo Vaslav Nijinski (1890 - 1950), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Recusa-se a continuar os estudos;
1917/1921 - Vai para o Rio de Janeiro com seu irmão mais velho, José Joaquim, engenheiro, que o coloca como arquivista na Diretoria do Patrimônio Nacional, após várias tentativas da família de empregá-lo como telegrafista, prático de farmácia, guarda-livros, funcionário de cartório e professor de francês. Torna-se amigo do pintor e poeta Ismael Nery (1900 - 1934), que contribui com sua formação, mostrando aspectos das novidades estéticas européias e aproximando-o do catolicismo;
1920 - Colabora no jornal A Tarde, de Juiz de Fora, produzindo artigos e com a coluna Chronica Mundana, assinada, inicialmente, com a sigla MMM (Murilo Monteiro Mendes) e depois com o pseudônimo De Medinacelli;
Murilo Mendes em Manchester
1921 - Ainda com o pseudônimo De Medinacelli,  publica Bilhetes do Rio no jornal A Tarde, de Juiz de Fora;
1924/1929 - Aproxima-se do surrealismo e escreve poemas modernistas, grande parte dos quais destrói. Escreve para as primeiras revistas modernistas: a Revista de Antropofagia, de São Paulo, e a revista Verde, de Cataguases, Minas Gerais;
1930 - Com apoio financeiro do pai, publica seu primeiro livro Poemas, que recebe o Prêmio Graça Aranha;
1932 - Publica o livro de poemas-piadas História do Brasil, posteriormente renegado e que volta a circular apenas em 1991. É colaborador, desde o primeiro número, do Boletim de Ariel, revista literária do Rio de Janeiro fundada pelo poeta, crítico e ensaísta Agripino Grieco (1888 - 1973);
1934 - Morre Ismael Nery, que lhe provoca uma crise religiosa. Volta-se com fervor para o catolicismo;
1940 - Conhece Maria da Saudade Cortesão, poeta e filha de Jaime Cortesão (1884 - 1960), historiador e poeta português exilado no Brasil durante o regime ditatorial instalado por Salazar (1889 - 1970) em Portugal, entre 1933 e 1974;
1943 - É internado num sanatório, para tratamento de tuberculose;
1947 - Casa-se com Maria da Saudade Cortesão;
1949 - Sob o título Janela do Caos, em Paris, em edição de 250 exemplares, sai uma coletânea de onze poemas, ilustrada com seis litografias do artista plástico Francis Picabia (1879 - 1953);
1952/1956 - Primeira estada na Europa: missão cultural na Bélgica e Holanda. Faz conferência na Sorbonne a respeito de Jorge de Lima (1895 - 1953), morto recentemente;
1956 - Volta ao Brasil e faz conferências no Rio e em São Paulo. Tem visto negado para entrar na Espanha franquista, como professor de literatura;
1957 - Vai para a Itália, como professor de cultura brasileira na Universidade de Roma;
1959 - No Brasil, é publicado sob o título de Poesias, sua obra completa até o momento, com exceção de O Sinal de Deus e História do Brasil;
1964 - Vem ao Brasil selecionar obras para a 32ª Bienal de Veneza;
1972 - Recebe o Prêmio Internacional da Poesia Etna-Taormina e é publicado o livro de Laís Corrêa de Araújo dedicado à sua obra. Murilo Mendes vem ao Brasil pela última vez;
1975 - Murilo Mendes morre em Lisboa, em 13 de agosto.


"[...] Não considero o artesanato literário um fim em si, mas um meio de comunicação escrita. Em minha poesia procurei criar regras e leis próprias, um ritmo pessoal, operando desvios de ângulos, mas sem perder de vista a tradição. Restringir voluntariamente meu vocabulário, procurando atingir o núcleo da idéia essencial, a imagem mais direta possível, abolindo as passagens intermediárias. Certo da extraordinária riqueza da metáfora - que alguns querem até identificar com a própria linguagem -, tratei de instalá-la no poema com toda a sua carga de força.
Preocupei-me com a aproximação de elementos contrários, a aliança dos extremos, pelo que dispus muitas vezes o poema como um agente capaz de manifestar dialeticamente essa conciliação, produzindo choques pelo contato da idéia e do objeto díspares, do raro e do quotidiano.
Atraído simultaneamente pelo terrestre e o celeste, pelo animal e o espiritual, entendi que a linguagem poderia manifestar essa tendência, sob a forma dum encontro de palavras extraídas tanto da Bíblia como dos jornais; procurando mostrar que o "social" não se opõe ao "religioso"."
- Murilo Mendes, em artigo publicado no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, de 25 de julho de 1959.


PRÊMIOS
1930 - Prêmio Graça Aranha, pelo livro "Poemas".
1968 - Prêmio Nacional pela obra “Solidariedade”.
1972 - Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina.


Murilo Mendes

"Quero voltar para o repouso sem fim, 
Para o mundo de onde saí pelo pecado, 
Onde não é mais preciso sol nem lua. 
Quero voltar para a mulher comum 
Que abriga a todos igualmente, 
Que tem os olhos vendados e descansa nas águas 
eternas." 
- Murilo Mendes, em "Poesia completa e prosa". Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995. p. 309.


OBRA DE MURILO MENDES
[primeiras edições]
Poesia
Poemas - 1925-1929. Juiz de Fora: Dias Cardoso, 1930.
História do Brasil. Rio de Janeiro: Ariel, 1932.
Tempo e eternidade. [em parceria com o poeta Jorge de Lima], Porto Alegre: Livraria do Globo, 1935. 
O sinal de Deus. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1936.
A poesia em pânico. Rio de Janeiro: Cooperativa Cultural Guanabara, 1937.
As metamorfoses. [Capa: Santa Rosa e Ilustrações de Cândido Portinari], Rio de Janeiro: Ocidente, 1938.
O visionário. Rio de Janeiro: José Olympio, 1941.
Mundo enigma. Porto Alegre: Globo, 1945.
Poesia liberdade. Rio de Janeiro: Agir, 1947.
Janela do Caos. (ilustração de Francis Picabia, com seis litografias).  Paris: Imprimerie Union, 1949.
Murilo Mendes, por Portinari (1931)
Contemplação de Ouro Preto. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Imprensa Nacional, 1954.
Poesias 1925-1955. [inclusão de poemas inéditos]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.
Antologia Poética - Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.
Convergência. São Paulo: Duas Cidades, 1970.
Transistor.  [Seleção do autor e de Maria da Saudade Cortesão Mendes]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
Poemas e Bumba-Meu-Poeta. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.
Poesia Completa e Prosa. [inclusão de inéditos].. (Organização Luciana Stegagno Picchio). Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.


Crônica
O Discípulo de Emaús. Rio de Janeiro: Agir, 1945; 2ª ed., 1946.
Poliedro. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.


Memória
A Idade do Serrote. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.


Ensaio
Retratos- relâmpago: 1ª série. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1973.
Retratos- relâmpago: 2ª série. 1973-1974.


Artigos e entrevistas
MENDES, Murilo. O eterno nas letras brasileiras modernas. Lanterna Verde, Rio de Janeiro, n. 4, nov. 1936, p. 43-48.
______ . Entrevista. [concedida a Homero Senna]. revista O Jornal, 9.12.1945 e  do "Globo", de 01/04/1950, e republicada no livro SENNA, Homero. Republica das letras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 3ª ed. 1996. Disponível no link. (acessado 13.8.2013).
______ . DepoimentoSuplemento Dominical do Jornal do Brasil de 25/07/1959.
______ . Não quero ser popular. Revista Veja, São Paulo, p. 3-5, 6 jul. 1972.


"[...] O futuro da literatura acha-se, pois, intimamente ligado à fisionomia deste mundo novo que se constrói. Podemos entretanto arriscar uma profecia: provavelmente se voltará a acentuar o caráter "cósmico" da poesia. De fato, caminhamos para um tempo e um espaço em que a medida dominante será a da universalidade; caminhamos para uma planetização de fatos e idéias, de que a ciência e a técnica oferecem os sinais mais evidentes.” 
- Murilo Mendes, em 'artigo' publicado no Suplemento Dominical, do Jornal do Brasil, de 25 de julho de 1959.

 
Murilo Mendes, foto Antonio Andrade

TRADUÇÕES E EDIÇÕES ESTRANGEIRAS
Espanhol
Poemas. (Tradução Dámaso Alonso). Madrid, 1962.


Francês
Office humain - Autour du Monde n°39. (tradução Dominique Braga e Saudade Cortesão). Paris: Éditions Seghers, 1956.
Janela do Caos. [Com litografias de Francis Picabia]. Paris: Imprimerie Union, 1949.


Italiano
Siciliana [Poesia].. (tradução A. A. Chiocchio; prefácio Giuseppe Ungaretti). {texto bilíngue}. Caltanissetta-Roma: Sciascia, 1959
Finestra del Caos [Janela do Caos]. (tradução Giuseppe Ungaretti). Milano: All'Insegna del Pesce d'Oro, 1961.
Poesie. (tradução Giuseppe Ungaretti, Luciana Stegagno Picchio e Ruggero Jacobbi). 1961.
Alberto Magnelli (Catálogos de exposição - em parceria com Giulio Carlo Argan, Eugenio Battisti, Palma Bucarelli, Maurizio Calvesi, Giuseppe Gatt, Nello Ponente e Italo Tomassoni. (tradução do texto de Murilo Mendes e Giuliano Macchi e tradução francesa e inglesa N). Gagliardi. Roma: Edizione dell'Ateneo, 1964.
Murilo Mendes, por Guignard
Le Metamorfosi [As Metamorfoses].. (tradução Ruggero Jacobbi). Milano: Lerici Editori, 1964.
Italianíssima (7 Murilogrammi) [7 Murilogramas]. Milano: Vanni Scheiwiller, 1965.
Calderara: Pitture dal 1925 al 1965 [Retratos-Relâmpago]. Milano: All'Insegna del Pesce d'Oro, 1965.
Poesia Libertá. (tradução Ruggero Jacobbi). Milano: Accademia; Firenze: Sansoni, 1971.
Marrakech [Retratos-Relâmpago]. Com litografias de G.I. Giovannola. Milão: All'Insegna del Pesce d'Oro, 1974.
Ipotesi. [Poesia].. (Organização Luciana Stegagno Picchio). Milano: Guanda, 1977.


Português (Portugal)
Tempo Espanhol. [Poesia]. Lisboa: Morais Editora, 1959.
Janelas Verdes: Primeira Parte. [Crônica]. Desenhos Vieira da Silva; prefácio Luciana Stegagno Picchio. Edição de luxo, 250 exemplares. Lisboa: Galeria III, 1989.
Janelas Verdes. (Prefácio Luciana Stegagno Picchio; posfácio Eucanaã Ferraz). Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2003.


Romeno
Metamorfozele. [Antologia].. (tradução e prefácio de Marian Papahagi). Bucareste: Editura Univers, 1982.


Estudo nº 4
Quando se acalmará
Esta doença fértil a que chamam Vida?
Não quero soletrar o horizonte
Nem seguir o desenho da onda na areia,
Não quero conversar flores no campo idílico.
Quero antes correr correr a cortina sobre mim mesmo,
Transcender minha história
E esperar que Deus remova meu corpo.
Quero tudo, ou nada:
Todas as paixões, todos os crimes, delícias e propriedades.
Ou então mergulhar num saco vazio de cinzas,

Montar num avião de fogo, e nunca mais descer.
- Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.

 
Murilo Mendes - Foto: EM
 POEMAS ESCOLHIDOS

A Graça 
Desaba uma chuva de pedras, uma enxurrada de estátuas de ídolos caindo, manequins descoloridos, figuras vermelhas se desencarnando dos livros que encerram as ações dos humanos.
E o meu corpo espera sereno o fim deste acontecimento, mas a minha alma se debate porque o tempo rola, rola, rola.
Até que tu, impaciente, rebentas a grade do sacrário; e me estendes os braços: e posso atravessar contigo o mundo em pânico.
E o arco-de-deus se levanta sobre mim, criação transformada.
- Murilo Mendes, em "Tempo e Eternidade" (livro em parceria com Jorge de Lima), 1935.


Angústia e reação
Há noites intransponíveis
Há dias em que para nosso movimento em Deus.
Há tardes em que qualquer vagabunda
Parece mais alta do que a própria musa.
Há instantes em que um avião
Nos parece mais belo que um mistério de fé,
Em que uma teoria política
Tem mais realidade que o Evangelho.
Em que Jesus foge de nós, foi para o Egito:
O tempo sobrepõe-se à ideia do eterno.
É necessário morrer de tristeza e de nojo
Por viver num mundo aparentemente abandonado por Deus,
E ressuscitar pela força da prece, da poesia e do amor.
É necessário multiplicar-se em dez, em cinco mil.
É necessário chicotear os que profanam  as igrejas
É necessário caminhar sobre as ondas.
- Murilo Mendes, em "Tempo e Eternidade" (livro em parceria com Jorge de Lima), Porto Alegre: Livraria do Globo, 1935.


A liberdade
Um buquê de nuvens

O braço de uma constelação
Surge entre as rendas do céu

O espaço transforma-se a meu gosto 
É um navio uma ópera uma usina
Ou então a remota Persépolis

Admiro a ordem da anarquia eterna
nobreza dos elementos
E a grande castidade da Poesia.

Dormir no mar! Dormir nas galeras antigas!

Sem o grito dos náufragos 
Sem os mortos pelos submarinos.
- Murilo Mendes, em "Poesia liberdade". Rio de Janeiro: Agir, 1947.


Amante invisível
Para que a música da maior ternura embale teus ouvidos,
Quero mandar teu nome nas flechas dos ventos
Para que outros povos te conheçam do outro lado do mar,
Quero forçar teu pensamento a pensar em mim,
Quero desenhar diante de teus olhos
O Alfa e Ômega nos teus instantes de dúvida,
Quero subir em ramagem pelas tuas pernas,
Quero me enrolar em serpente no teu pescoço,
Quero ser acariciado em pedra pelas tuas mãos,
Quero me dissolver em perfume nas tuas narinas,
Quero me transformar em ti. 
- Murilo Mendes, em "A poesia em pânico". Rio de Janeiro: Cooperativa Cultural Guanabara, 1937.


Ao Aleijadinho 

Pálida a lua sob o pálio avança
Das estrelas de uma perdida infância.
Fatigados caminhos refazemos
Da outrora máquina da mineração.
É nossa própria forma, o frio molde
Que maduros tentamos atingir,
Volvendo à laje, à pedra de olhos facetados,
Sem crispação, matéria já domada,

O exemplo recebendo que ofereces
Pelo martírio teu enfim transposto
Severo, machucado e rude aleijadinho

Que te encerras na tenda com tua Bíblia,
Suplicando ao Senhor – infinito e esculpido –
Que sobre ti descanse os seus divinos pés.
- Murilo Mendes, em "Contemplação de Ouro Preto". Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Imprensa Nacional, 1954.


Aproximação do terror
1
Dos braços do poeta
Pende a ópera do mundo
(Tempo, cirurgião do mundo):

O abismo bate palmas,
A noite aponta o revólver.
Ouço a multidão, o coro do universo,
O trote das estrelas
Já nos subúrbios da caneta:
As rosas perderam a fala.
Entrega-se a morte a domicílio.
Dos braços...
Pende a ópera do mundo.

2
Tenho que dar de comer ao poema.
Novas perturbações me alimentam:
Nem tudo o que penso agora
Posso dizer por papel e tinta.
Atento às fascinantes inclinações do erro,
Já nasce com as cicatrizes da liberdade.

O ouvido soprando sua trompa
Percebe a galope
A marcha do número 666.

Palpo as Quimeras,
O tremor
E os jasmins da palavra "jamais".

3
Dos telhados abstratos
Vejo os limites da pele,
Assisto crescerem os cabelos dos minutos
No instante da eternidade.
Vejo ouvindo, ouço vendo.

Considero as tatuagens dos peixes,
O astro monossecular,
Os rochedos colocam-se máscaras contra pássaros asfixiantes,
A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.
Ruído surdo, o tempo oco a tombar...
A espiral das gerações cresce.
- Murilo Mendes, em "Poesia liberdade". Rio de Janeiro: Agir, 1947.


Canção do Exílio
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. [Nota: Paródia da "Canção do Exílio", do livro 'Primeiros Cantos' (1846), de Gonçalves Dias]


Cantiga de Malazarte
Eu sou o olhar que penetra nas camadas do mundo,
ando debaixo da pele e sacudo os sonhos.
Não desprezo nada que tenha visto,
todas as coisas se gravam pra sempre na minha cachola.
Toco nas flores, nas almas, nos sons, nos movimentos,
destelho as casas penduradas na terra,
tiro os cheiros dos corpos das meninas sonhando.
Desloco as consciências,
a rua estala com os meus passos,
e ando nos quatro cantos da vida.
Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.
Sou o espírito que assiste à Criação
e que bole em todas as almas que encontra.
Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo.
Nada me fixa nos caminhos do mundo.
- Murilo Mendes, em "Poemas - 1925-1929". Juiz de Fora: Dias Cardoso, 1930.



Canto a García Lorca
Não basta o sopro do vento
Nas oliveiras desertas,
O lamento de água oculta
Nos pátios da Andaluzia.

Trago-te o canto poroso,
O lamento consciente
Da palavra à outra palavra
Que fundaste com rigor.

O lamento substantivo
Sem ponto de exclamação:
Diverso do rito antigo,
Une a aridez ao fervor,

Recordando que soubeste
Defrontar a morte seca
Vinda no gume certeiro
Da espada silenciosa
Fazendo irromper o jacto

De vermelho: cor do mito
Criado com a força humana
Em que sonho e realidade
Ajustam seu contraponto.

Consolo-me da tua morte.
Que ela nos elucidou
Tua linguagem corporal
Onde el duende é alimentado
Pelo sal da inteligência,
Onde Espanha é calculada
Em número, peso e medida.
- Murilo Mendes, em "Antologia poética". [seleção João Cabral de Melo Neto; introdução José Guilherme Merquior]. Rio de Janeiro: Fontana; Brasília: INL, 1976.



Certo mar
O mar não me quer,
O mar não sei por que me abomina,
O mar autárquico:
Ele me atira barbatanas e algas podres,
Destroços de manequins e papéis velhos,
Arrastando para longe barco e sereia.
O mar tem idéias singulares sobre mim,
Manda-me recados insolentes
Em garrafas há muito esquecidas e sujas.
Suprime de repente o veleiro de 1752
Que vinha beirando o cais.

Suprime o veleiro e um bando de fantasmas
- Eu bem sei -
Únicos, polidos, um quase nada solenes.
Não tolero mais este safado,
Nem mesmo o admito no outro mundo:
Felizmente a eternidade é límpida,
Sem praia e sem lamentos.
Hei de espiá-lo da Grande rosácea,
Hei de vê-lo um dia lá embaixo,
Inútil: espremida esponja, carcaça de canoa,
Avesso de fotografia. 
- Murilo Mendes, Parábola, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


Conhecimento
A marcha das constelações me segue até no lodo.
Estendo os braços para separar os tempos
E indico ao navio de poetas o caminho do pânico.
Quem sou eu? A sombra ambulante de meus pais até o primeiro homem,
Quem sou eu? Um cérebro deixado em pasto aos bichos,
Sou a fome de mim mesmo e de todos,
Sou o alimento dos outros,
Sou o bem encarcerado e o mal que não germina.
Sou a própria esfinge que me devora.
- Murilo Mendes, em "A poesia em pânico". Rio de Janeiro: Cooperativa Cultural Guanabara, 1937.


Corte Transversal do Poema
A música do espaço pára, a noite se divide em dois
                                                [pedaços.
Uma menina grande, morena, que andava na minha
                                               [cabeça,
fica com um braço de fora.
Alguém anda a construir uma escada pros meus
                                             [sonhos.
Um anjo cinzento bate as asas
em torno da lâmpada.
Meu pensamento desloca uma perna,
o ouvido esquerdo do céu não ouve a queixa dos
                                         [namorados.
Eu sou o olho dum marinheiro morto na Índia,
um olho andando, com duas pernas.
O sexo da vizinha espera a noite se dilatar, a força
                                          [do homem.
A outra metade da noite foge do mundo, empinando
                                                          [os seios.
Só tenho o outro lado da energia,
me dissolvem no tempo que virá, não me lembro mais
                                                    [quem sou.
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


Elegia de Taormina
A dupla profundidade do azul
Sonda o limite dos jardins
E descendo até à terra o transpõe.
Ao horizonte da mão ter o Etna
Considerado das ruínas do templo grego,
Descansa.

Ninguém recebe conscientemente
O carisma do azul.
Ninguém esgota o azul e seus enigmas.

Armados pela história, pelo século,
Aguardando o desenlace do azul, o desfecho da bomba,

Nunca mais distinguiremos
Beleza e morte limítrofes.
Nem mesmo debruçados sobre o mar de Taormina.

Ó intolerável beleza,
Ó pérfido diamante,
Ninguém, depois da iniciação, dura
No teu centro de luzes contrárias.

Sob o signo trágico vivemos,
Mesmo quando na alegria
O pão e o vinho se levantam.
Ó intolerável beleza
Que sem a morte se oculta.
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


Estudo para um caos
O último anjo derramou seu cálice no ar.

Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento.
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do mar em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro no abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
- Murilo Mendes, em "As metamorfoses". Rio de Janeiro: Ocidente, 1938. 


Exergo
Lacerado pelas palavras-bacantes
Visíveis tácteis audíveis
Orfeu
Impede mesmo assim sua diáspora
Mantendo-lhes o nervo & a ságoma.

Orfeu Orftu Orfele
Orfnós Orfvós Orfeles
- Murilo Mendes, em "Convergência". São Paulo: Duas Cidades, 1970.


Mapa
Me colaram no tempo, me puseram
uma alma viva e um corpo desconjuntado. Estou
limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,
a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.
Me vejo numa nebulosa, rodando sou um fluído,
depois chego à consciência da terra, ando como os outros,
me pregaram numa cruz, numa única vida.
Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.
Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,
gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,
alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem
nem o mal.
Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,
tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamento,
não acredito em nenhuma técnica.
Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,
é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,
depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim
Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações...
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.
Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.
Triângulos, estrelas, noite, mulheres andando,
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção
o mundo vai mudar a cara,

a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.

Andarei no ar.

Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,
me aninharei nos recantos do corpo da noiva,
na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.
Tudo transparecerá:
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos,
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres,
vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar,
me insinuarei nos quatro cantos do mundo. 16 fev Maria Thereza 

Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes,
Detesto os que se tapeiam,
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens "práticos"...
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito...
viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.
Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,
dos amores rasos que tive,
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,
estou no ar,
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,
no meu quarto modesto da praia de Botafogo,
no pensamento dos homens que movem o mundo,
nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,
sempre em transformação.
- Murilo Mendes, em "Poemas e Bumba-Meu-Poeta". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.


Meditação da noite
Noites de lanças e estandarte azul,
Não vertes sobre a terra desconforme
O teu bálsamo antigo de sossego:
Vem antes o veneno da tua esfera.

Que destruições geraste no teu ventre

Enquanto os homens se velavam a face!
Templo de experiência e expiação,
O incenso da matéria se respira

Nas tuas arcadas nuas e rochosas.

Somos agora a raça clandestina
Que, noite hostil, ainda não pudeste

Das dobras dos teus panos remover:

Ululantes erramos pelo mundo,
Conduzindo nossa morte corporal.
Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


Mulher
Ora opaca ora translúcida
Submarina ou vegetal
Assumes todas as formas,
Desposas o movimento.

Sinal de contradição
Posto um dia neste mundo
Tu és o quinto elemento
Agregado pelo poeta
Que te ama e te assimila
E é bebido por ti.

Tu és na verdade, mulher,
Construção e destruição.
- Murilo Mendes, em "Sonetos Brancos - 1946-8", in: ____ Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1994.



Murilo menino
Eu quero montar o vento em pêlo,
Força do céu, cavalo poderoso
Que viaja quando entende, noite e dia.

Quero ouvir a flauta sem fim do Isidoro da flauta,
Quero que o preto velho Isidoro
Dê um concerto com minhas primas ao piano,
Lá no salão azul da baronesa.

Quero conhecer a mãe-d'água
Que no claro do rio penteia os cabelos
Com um pente de sete cores.

Salve salve minha rainha,
Ó clemente ó piedosa ó doce Virgem Maria,
? Como pode uma rainha ser também advogada.
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


Noite Carioca
Noite da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
tão gostosa.
que os estadistas europeus lamentam ter conhecido
                                           [tão tarde.
Casais grudados nos portões de jasmineiros...
A baía de Guanabara, diferente das outras baías, é
                                          [camarada,
recebe na sala de visita todos os navios do mundo
e não fecha a cara.
Tudo perde o equilíbrio nesta noite,
as estrelas não são mais constelações célebres,
são lamparinas com ares domingueiros,
as sonatas de Beethoven realejadas nos pianos dos
                                         [bairros distintos
não são mais obras importantes do gênio imortal,
são valsas arrebentadas...
Perfume vira cheiro,
as mulatas de brutas ancas dançam o maxixe nos
                                      [criouléus suarentos

O Pão de Açúcar é um cão de fila todo especial
que nunca se lembra de latir pros inimigos que
                                     [transpõem a barra
e às 10 horas apaga os olhos pra dormir.
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


O amor cerra os olhos
O amor cerra os olhos, não para ver mas para absorver:
a obscura transparência,
a espessura das sombras ligeiras, a ondulação ardente: 
a alegria.
Um cavalo corre na lenta velocidade das artérias.
O amor conhece-se sobre a terra coroada:
animal das águas, animal do fogo,animal do ar:
a matéria é só uma, terrestre e divina. 
- Murilo Mendes, em "Três Lições Materiais (1989) 


O Arlequim
Através das grades desta roupa
Solferino verde rosa espio o mundo.
O tempo em seu fluir e refluir,
Da antiga unidade me destaca.

O "loup" não me consegue proteger
Das janelas de olhares agressivos
Que nem infância nem beleza evocam.
Meu tricórnio saúda irmãos terríveis.

Esvaiu-se o perfume antigo. A mesma forma
Da matéria perdeu o simples molde
Em que pude me achar, um dia, branco.

A violência das coisas me feriu:
Essa policromada roupa vai mudar-se
Em saco negro, alusivo à criação.
Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.



O escrivão
Ressoam graves no ar os silêncios da noite.
Escrivão no mundo-Patmos exilado,
Escreve. Escreve a distribuição da fome,
O homem quebrando o seu divino molde,

O labirinto do mal aberto a todos,
O enxerto de almas em animais bifrontes,
A marcha da multidão procurando sua forma,
E as tesouras da morte em movimento.

Mas, já que a posição do homem é vertical,
Não pode ficar deitado na sua cova,
Tem mesmo um dia que ressuscitar,

Escreve o novo céu e a nova terra,
O Kyrios pela sua cruz vitoriosa
Tudo reinventando. Escreve, escreve.
Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


O espelho
O céu investe contra o outro céu.
É terrível pensar que a morte está
Não apenas no fim, mas no princípio
Dos elementos vivos da criação.

Um plano superpõe-se a outro plano.
O mundo se balança entre dois olhos,
Ondas de terror que vão e voltam,
Luz amarga filtrando destes cílios.

Mas quem me vê? Eu mesmo me verei?
Correspondo a um arquétipo ideal.
Signo de futura realidade sou.

A manopla levanta-se pesada,
Atacando a armadura inviolável:
Partiu-se o vidro, incendiou-se o céu.
- Murilo Mendes, em "Sonetos Brancos - 1946-8", in: ____ Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1994.


O filho pródigo
À beira do antiuniverso debruçado
Observo, ó Pai, a tua arquitetura.
Este corpo não admite o peso da cabeça...
Tudo se expande num sentido amargo.

Lembro-me ainda que me evocaste
Do teu caos para o dia da promessa.
O fogo irrompia das mulheres
E se floria o sol de girassóis.

Uma única vez eu te entrevi,
Entre humano e divino inda indeciso,
Atraindo-me ao teu íngreme coração.

Para outros armaste o teu festim:
E da tua música só vem agora
O soluço da terra, dissonante.
- Murilo Mendes, em "Sonetos Brancos - 1946-8", in: ____ Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1994.


O homem, a luta e a eternidade
Adivinho nos planos da consciência
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!

Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo.
 - Murilo Mendes, publicado na revista "Letras e Artes", Rio de Janeiro, 07 nov/1948.



Murilo Mendes, por Ismael Nery
O rito humano
Pelas curvas da tarde vem surgindo
A inefável palavra Agnus Dei.
Ouço balidos pelo mundo inteiro;
Matam o cordeiro branco redentor.

As armas do futuro desenhadas
Vejo no espaço, túmulos abertos:
Os balidos rebentam das gargantas
Até dos que inda estão para nascer.

De variadas maneiras matam o homem.
Matam a pureza, a paz, a liberdade,
Pelo cutelo, a bomba, a guilhotina,

Pelo silêncio, a fome, a solidão.
Fecha o leque de plumas o Oriente,
Abre o Ocidente o tanque de terror.
- Murilo Mendes, em "Sonetos Brancos - 1946-8", in: ____ Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1994.



O vinho
As redondezas do vinho. As asperezas do vinho.
As veleidades do vinho. As veludezas do vinho.
As calorias do vinho. Os labirintos do vinho.
As branquidades do vinho. As verdolências do vinho.
As rosaledas do vinho. As inverdades do vinho.
As bordalesas do vinho. As borgonhesas do vinho.
As fluidezas do vinho. As espessuras do vinho.
Os jaguardentes do vinho. As águas duras do vinho.
As florisbelas do vinho. As florisfeias do vinho.

Os operários do vinho. As excelências do vinho .
As sonolências do vinho. Os maremotos do vinho.
- Murilo Mendes, em "Convergência". São Paulo: Duas Cidades, 1970.


Poema dialético
Canto 4

É necessário conhecer seu próprio abismo
E polir sempre o candelabro que o esclarece.

Tudo no universo marcha, e marcha para esperar:
Nossa existência é uma vasta expectação
Onde se tocam o princípio e o fim.
A terra terá que ser retalhada entre todos
E restituída em tempo à sua antiga harmonia.
Tudo marcha para a arquitetura perfeita:
A aurora é coletiva.
- Murilo Mendes, em "Poesia liberdade". Rio de Janeiro: Agir, 1947.


Poema lírico

Amiga, amiga! De braço dado atravessamos o arco-íris.
Quem nos dá esta força que nos impele acima do mar e das montanhas?
Deixamos lá embaixo os bens materiais, a violência da vida.
Amiga, amiga! Teu rosto é semelhante à lua moça,
Há nas tuas roupas um cheiro bom de mato virgem.
Tua fala saiu da caixinha de música dos meus sete anos,
E te empinas no azul com a graça dos papagaios que eu soltava.
Ó amiga! Deixamos o reino dos homens bárbaros
Que fuzilam crianças com bonecas ao colo,
E ei-nos livres, soprados pelos ventos,
Até onde não alcançam os aparelhos mecânicos.
Unidos num minuto ou num século, que importa.

Agarrados à cauda de um cometa percorremos a criação.
Teu rosto desvendou os olhos comunicantes.
Não há mistério: só nós dois sabemos nosso nome,
As fronteiras entre amor e morte.
Eu sou o amante e tu és a amada.

Para que organizar o tempo e o espaço?
- Murilo Mendes, em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


Poema visto por fora
O espírito da poesia me arrebata
Para a região sem forma onde passo longo tempo imóvel
Num silêncio de antes da criação das coisas.
Súbito estendo o braço direito e tudo se encarna:
O esterco novo da volúpia aquece a terra,
Os peixes sobem dos porões do oceano,
As massas precipitam-se na praça pública.
Bordéis e igrejas, maternidades e cemitérios
Levantam-se no ar para o bem e para o mal.

Os diversos personagens que encerrei
Deslocam-se uns dos outros, fundam uma comunidade
Que eu presido ora triste ora alegre.

Não sou Deus porque parto para Ele,
Sou um deus porque partem para mim.
Somos todos deuses porque partimos para um fim único.
- Murilo Mendes, em "Poesia Completa e Prosa. (Organização Luciana Stegagno Picchio), Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.


Prelúdio
Iremos descobrindo paisagens modelares,
a luz cai direto sobre as casas amarelas,
o amor tomou banho.
Margearemos a lagoa de águas tranquilas,
saneada por um distinto engenheiro alemão.
Jardins comportados, gramas bem aparadas, morros polidos,
nenhum pássaro rompe a calma do ar com um grito agudo,
caminharemos devagar como pessoas do outro mundo...
Abafando a explosão de nossas almas despedaçadas.
- Murilo Mendes, em "Poemas e Bumba-Meu-Poeta". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.


Saudação a Ismael Nery
Acima dos cubos verdes e das esferas azuis
um Ente magnético sopra o espírito da vida.
Depois de fixar os contornos dos corpos
transpõe a região que nasceu sob o signo do amor
e reúne num abraço as partes desconhecidas do mundo.
Apelo dos ritmos movendo as figuras humanas,
solicitação das matérias do sonho, espírito que nunca
                                                                                   [descansa.
Ele pensa desligado do tempo,
as formas futuras dormem nos seus olhos.
Recebe diretamente do Espírito
a visão instantânea das coisas, ó vertigem!
penetra o sentido das idéias, das cores, a tonalidade
                                                                               [da Criação,
olho do mundo,
zona livre de corrupção, música que não pára nunca,
forma e transparência.
- Murilo Mendes, em "Poesias, 1925/1955". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.


Solicitude
É preciso orientar as notas musicais
E cuidar do asilo das flores.
A criatura menos órfã do universo é a estrela
E a mais indiscreta, o homem.

O poeta guia a música.
A morte atrai o tempo,
O demônio atrai a guerra.

Tenho pena dos que vão nascer.
- Murilo Mendes, "O Menino Experimental", em "Antologia Poética",  Rio de Janeiro: Editora Agir, 1964.


Solidariedade
Sou ligado pela herança do espírito e do sangue
Ao mártir, ao assassino, ao anarquista,
Sou ligado
Aos casais na terra e no ar,
Ao vendeiro da esquina,
Ao padre, ao mendigo,
à mulher da vida,
Ao mecânico, ao poeta, ao soldado,
Ao santo e ao demônio,
Construídos à minha imagem e semelhança.
- Murilo Mendes, em "Poesia Completa e Prosa. (Organização Luciana Stegagno Picchio), Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.



Somos todos poetas
Assisto em mim a um desdobrar de planos.
as mãos vêem, os olhos ouvem, o cérebro se move,
A luz desce das origens através dos tempos
E caminha desde já
Na frente dos meus sucessores.
Companheiro,
Eu sou tu, sou membro do teu corpo e adubo da tua alma.
Sou todos e sou um,
Sou responsável pela lepra do leproso e pela órbita vazia do cego,
Pelos gritos isolados que não entraram no coro.
Sou responsável pelas auroras que não se levantam
E pela angústia que cresce dia a dia.
- Murilo Mendes, em "A poesia em pânico". Rio de Janeiro, Cooperativa Cultural Guanabara, 1938.


Tu
Espero-te desde o começo,
Desde o tempo das pianolas,
Desde a luz de querosene.

És meu amor triste e lúcido,
Por ti me vinguei da vida,
Matei a figura estéril
E fiz a pedra florir.

Céu e terra se tocaram
Com grande aplauso do fogo,
Ondas bravas se abraçavam
No início do nosso idílio.

Áspera e doce criatura,
És o arquétipo encarnado
Das mulheres oceânicas
E ao mesmo tempo tranqüila.

Nosso amor será uma luta:
Ao som de clarins vermelhos
Subiremos pelo arco-íris
Semimortos de paixão,
Até encontrarmos o Hóspede.
- Murilo Mendes, em "Poesia Completa e Prosa. (Organização Luciana Stegagno Picchio), Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.


Vocação do poeta
Não nasci no começo deste século:
Nasci no plano do eterno,
Nasci de mil vidas superpostas,
Nasci de mil ternuras desdobradas.
Vim para conhecer o mal e o bem
E para separar o mal do bem.
Vim para amar e ser desamado.
Vim para ignorar os grandes e consolar os pequenos.
Não vim para construir minha própria riqueza
Nem para destruir a riqueza dos outros.
Vim para reprimir o choro formidável
Que as gerações anteriores me transmitiram.
Vim para experimentar dúvidas e contradições.

Vim para sofrer as influências do tempo
E para afirmar o princípio eterno de onde vim.
Vim para distribuir inspiração às musas.
Vim para anunciar que a voz dos homens
Abafará a voz da sirene e da máquina,
E que a palavra essencial de Jesus Cristo
Dominará as palavras do patrão e do operário.
Vim para conhecer Deus meu criador, pouco a pouco,
Pois se O visse de repente, sem preparo, morreria.
- Murilo Mendes, em "Poesia liberdade". Rio de Janeiro: Agir, 1947.

 
Murilo Mendes - Foto: (...)

FORTUNA CRÍTICA
Estudos acadêmicos sobre a obra e vida de Murilo Mendes: Teses, Dissertações, Livros, Artigos e Ensaios].
ALAÇADA, JOÃO Nuno. Via del Consolato, 6 - Roma. In: ALAÇADA, JOÃO Nuno & MENDES, Maria da Saudade Cortesão (orgs.) Murilo Mendes: o olhar do poeta. Lisboa: Gulbenkian, 1987.
ALBANO, Adriana Helena de Oliveira. O Simulacro da Escrita de Memória: Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e Pedro Nava. Itinerarios (UNESP. Araraquara), v. 28, p. 199-212, 2009.
ALMEIDA, Alexandra Vieira de. A tradução literária de Deus: San Juan de la Cruz e Murilo Mendes. Revista Trama (Cascavel), v. 2, p. 21-34, 2006.
ALMEIDA, Alexandra Vieira de. As facetas do sagrado e do literário na poesia mística de san Juan de la Cruz e de Murilo Mendes. (Teses Doutorado em Letras). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, 2008.
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Maria Saudade Cortesão Mendes na Itália
(Foto: Acervo MAMM)
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VILAR, Bluma Waddington. Leitura e escrita: a citação em A idade do serrote. (Dissertação Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, 1997.
VILAR, Bluma Waddington. Leitura e escrita: citação e autobiografia em Machado de Assis e Murilo Mendes. (Tese Doutorado em Literatura Comparada). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, 2001.
ZAGURY, Eliane. Murilo Mendes e o poliedro. In: MENDES, Murilo. Poliedro. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.


Da esquerda para a direita, Murilo Mendes, Anibal Machado, Jaime Ovalle, Manuel Bandeira
e Augusto Frederico Schmidt - no casamento Jaime ovalle (Foto: ...)


Ossos de borboleta
"São lindos os ossos de borboleta. Bem sei que só existem em sentido figurado; ninharias que lhes deram o nome; um ceitil, um sexto de real ou do irreal, um milésimo do zero. Mas acredito teimosamente na existência dos ossos de borboleta."
"Bem sei que por exemplo os ossos de siba ou sépia são admiráveis; tanto assim que o poeta Montale batizou Ossi di seppia um dos seus melhores livros. Bem sei que o molusco de que é tipo a Sepia officinalis tornou-se precioso até na oficina do pintor."

"Mas os ossos de borboleta! Que finura, que delicadeza! Voam. "

- Murilo Mendes, em "Poliedro". Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.



Olga Portinari, Portinari, Adalgisa Nery, Murilo Mendes, Cardosinho
e José Jobim - na residência de Portinari em Laranjeiras  (1937)

Albert Camus, Maria da Saudade Cortesão e
Murilo Mendes - no Rio de Janeiro, 1949.


Murilo Mendes e os rios
Murilo Mendes, cada vez que
de carro cruzava um rio,
com a mão longa, episcopal,
e com certo sorriso ambíguo,

reverente, tirava o chapéu
e entredizia na voz surda:
Guadalete (ou que rio fosse),
o Paraibuna “te saluda”.

Nunca perguntei onde a linha
entre o de sério e de ironia
do ritual: eu ria amarelo,
como se pode rir na missa.

Explicação daquele rito,
vinte anos depois, aqui tento:
nos rios, cortejava o Rio,
o que, sem lembrar,
temos dentro
- João Cabral de Melo Neto (Agrestes).


Maria Saudade Cortesão e Murilo Mendes


Saudação a Murilo Mendes
Saudemos Murilo Medina Celi Monteiro Mendes que menino
[invadiu o céu na cola do cometa de Halley.

Saudemos Murilo
Grande poeta
Conciliador de contrários
Incorporador do eterno ao contingente

Saudemos Murilo
Grande amigo da Poesia
Da poesia em Cristo
E em Lúcifer
Antes da queda

Saudemos Murilo
Grande amigo da Música
Especialmente grande amigo de Mozart
Que lhe apareceu um dia
Vestido de casaca azul

Saudemos Murilo
Grande amigo das Belas-Artes
Descobridor do falecido Cícero
(Hoje reencarnado num pintor abstracionista que vive em Paris
[onde o chamam Días).

Saudemos Murilo
Para quem a amizade é também uma das Belas-Artes
Murilo grande amigo de seus amigos
Delicado fiel atento amigo de seus amigos

Saudemos Murilo
Grande marido dessa encantadora Maria da Saudade
Portuguesa e brasileira
Como seu nome
Invenção de dois poetas

Saudemos Murilo
Antitotalitarista antipassadista antiburocratista
Anti tudo que é pau ou que é pífio

Saudemos Murilo
Perenemente em pânico
E em flor.
- Manuel Bandeira, in: MENDES, Murilo. Poesia Completa e Prosa, 1994. p.53-54)



MURILO MENDES ONLINE
MENDES, Murilo. Convergências [1- Convergências; 2 - Sintaxe] - 1936-1966. Disponível no link. (acessado 11.8.2013).
_____ . Poemas - Murilo Mendes. Academia Brasileira de Letras (ABL). Disponível no link. (acessado 13.8.2013).



Museu de Arte Moderna Murilo Mendes - Juiz de Fora/MG
MUSEU DE ARTE MODERNA MURILO MENDES
O Museu de Arte Moderna possui um dos mais importantes acervos de Minas Gerais, com 300 obras assinadas por artistas como Picasso, Hans Richter, Joan Miró, Portinari, Alberto Magnelli e Ismael Nery. O acervo de Murilo Mendes é considerado o maior conjunto de obras modernas ingressado no Brasil na segunda metade do século XX. O espaço possui laboratórios de conservação e restauração de obras de arte, duas galerias destinadas à exposição e biblioteca com mais de 8 mil livros.
ACERVO MURILO MENDES
Biblioteca do Poeta Murilo Mendes
A biblioteca do poeta Murilo Mendes, doada à Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1977, por sua viúva Maria da Saudade Cortesão Mendes, compõe-se de 2.886 títulos e 3.008 exemplares que versam sobre literatura, religião, arte, história, filosofia, entre outros. Alocada inicialmente no Centro de Documentação e Difusão Cultural da UFJF, a biblioteca foi removida, em 1994, para o Centro de Estudos Murilo Mendes, e posteriormente transferida, em 2005, para o Museu de Arte Murilo Mendes, compondo o Setor de Biblioteca e Informação.
Relação completa das obras da biblioteca, disponíveis no link


 Murilo Mende, por Cândido Portinari (1940)
Acervo de Arte
[Coleção Murilo Mendes]

A coleção do Museu de Arte Murilo Mendes espelha o poeta, evidenciando suas relações afetivas, suas reflexões sobre a escrita, bem como a sua atividade de crítico de arte. De olhar aguçado para as manifestações artísticas, Murilo, participa ativamente da cultura de sua época deixando um acervo de obras, algumas oferecidas e outras adquiridas por admiração. O acervo de artes visuais do poeta, transferido para a UFJF em 1994, constitui o maior ingresso de arte internacional no país desde as doações de Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi, sendo considerado, portanto, a maior coleção internacional de arte moderna no Estado de Minas Gerais. Na coleção de arte brasileira destacam-se: Ismael Nery, Guignard, Lívio Abramo, Portinari, Flávio de Carvalho, Jorge de Lima, Athos Bulcão, Geraldo de Barros e outros. Na coleção estrangeira, figuram nomes de notória importância na história da arte e no contexto do Modernismo como: Picasso, Braque, Miró, Max Ernst, Arp, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Magnelli, Rouault, Severini, Chirico e James Ensor. A coleção traduz a capacidade do poeta de perceber o mundo a sua volta, atributo que o identifica possuidor de um olho armado.
Relação completa das obras da biblioteca, disponíveis no link.
O Museu - funcionamento e  contato
Visitação: De terça a sexta das 10:00 às 18:00, sábado, domingo e feriado das 13:00 às 18:00.
Endereço: R. Benjamin Constant, 790 - Centro, Juiz de Fora - MG, 36015-400
Telefone:(32) 3229-9070



Murilo Mendes, por Netto
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Murilo Mendes - colecionador de tempos e metamorfoses. Templo Cultural Delfos, agosto/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 2.11.2014.



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