Graciliano Ramos - memória e a geografia do drama humano

Graciliano Ramos
"Queria endurecer o coração, eliminar o passado, fazer com ele o que faço quando emendo um período — riscar, engrossar os riscos e transformá-los em borrões, suprimir todas as letras, não deixar vestígio de idéias obliteradas."
- Graciliano Ramos, em "Memórias do Cárcere", cap. 5, 1953.


 “Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam um cidadão. Depois que redigi esses infames relatórios, os jornais e o governo resolveram não me deixar em paz. Houve uma série de desastres: mudanças, intrigas, cargos públicos, hospital, coisas piores e três romances fabricados em situações horríveis – Caetés, publicado em 1933, S. Bernardo, em 1934, e Angústia, em 1936. Evidentemente, isso não dá uma biografia. Que hei de fazer? Eu devia enfeitar-me com algumas mentiras, mas talvez seja melhor deixá-las para romances.”
- Trecho de carta enviada em nov.1937 por Graciliano a Raúl Navarro, tradutor argentino, para ser anexado a um conto em vias de publicação em Buenos Aires IN: Cartas inéditas de Graciliano Ramos a seus tradutores argentinos Benjamín de Garay e Raúl Navarro, p. 123, EDUFBA, 2008.



Graciliano_Ramos, por Hugo Enio Braz
Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo AL 1892 - Rio de Janeiro RJ 1953). Romancista, contista e cronista. Primogênito de 16 irmãos, filho do comerciante Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ramos. Com 13 anos, vai estudar no Colégio 15 de Março, em Maceió. Inicia, em 1906, a colaboração com o jornal O Malho, do Rio de Janeiro, publicando alguns de seus sonetos. Três anos depois, passa a escrever regularmente no Jornal de Alagoas, de Maceió. Muda-se para Palmeira dos Índios, no interior do estado, em 1910, sem contudo interromper a colaboração nos jornais da capital alagoana. No ano de 1914, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como revisor de vários jornais, mas volta às pressas para Palmeira dos Índios no ano seguinte, devido à morte de três irmãos e um sobrinho, vitimados pela peste bubônica. Casa-se com Maria Augusta Ramos, com quem tem quatro filhos (ela morre em 1920, por complicações no parto). Assume, em 1917, a loja de tecidos Serena e, em 1925, começa a escrever o romance Caetés. É eleito prefeito da cidade em 1927. No ano seguinte casa-se com Heloísa Leite de Medeiros - o primeiro filho do casal é o também escritor Ricardo Ramos (1929 - 1992). Em 1929, envia ao governador de Alagoas um relatório de prestação de contas do município, que acaba nas mãos do poeta e editor Augusto Frederico Schmidt (1906 - 1965), que, entusiasmado com a qualidade literária, procura o escritor. Volta a colaborar no Jornal de Alagoas, em 1930, renuncia assim ao mandato de prefeito e muda-se para Maceió, onde assume o cargo de diretor da Imprensa Oficial, do qual se demite no ano seguinte. É nomeado, em 1933, diretor da Instrução Pública de Alagoas e torna-se redator do Jornal de Alagoas. No mesmo ano, estreia na literatura com a publicação de seu primeiro romance, Caetés, pela editora de Schmidt. Acusado de ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), é preso e enviado para o Rio de Janeiro, cumprindo pena de 1936 a 1937. É nomeado inspetor federal de ensino secundário no Rio de Janeiro em 1939, e seis anos depois filia-se ao PCB, a convite do líder e secretário-geral do partido, Luís Carlos Prestes (1898 - 1990). Em Buenos Aires, é operado sem sucesso e retorna gravemente doente para o Rio de Janeiro, onde morre, de câncer de pulmão, em 1953.
Graciliano Ramos, por (...)

Comentário crítico
A obra de Graciliano Ramos surge num contexto de grande projeção do romance de 30 no Nordeste, marcado por um regionalismo problemático que, como nota Antonio Candido, não se limita ao mero descritivismo de paisagens e costumes rurais, que caracteriza essa vertente ficcional no século XIX com o romantismo.

O romance de 30 se concentra nos dramas específicos das regiões onde mais se evidencia a situação de atraso do Brasil. Assim, o ciclo desolador da seca e a vida itinerante do sertanejo surgem nos romances de José Américo de Almeida (1887 - 1980) e nos de Rachel de Queiroz (1910 - 2003), ao passo que a decadência da aristocracia rural é retraçada pelo ciclo da cana-de-açúcar de José Lins do Rego (1901 - 1957), além da vida miserável do trabalhador rural e urbano nas páginas de Jorge Amado (1912 - 2001) e Amando Fontes (1899 - 1967), entre outros.

Ramos tem seu nome muitas vezes associado a essa vertente da ficção, embora essa associação seja objeto de polêmica e contestação por parte de importantes historiadores e críticos literários. Isso porque romances como Caetés e Angústia, apesar de transcorrerem no cenário nordestino (capital e províncias), não se detêm em problemas específicos da região. E quando essa problemática tem mais ênfase, como ocorre em Vidas Secas ou mesmo em São Bernardo, ela não chega a prevalecer sobre os personagens, o que não implica, absolutamente, subestimá-la.

Essa é, talvez, a principal diferença da ficção do escritor alagoano em relação à média dos romances regionais do período: enquanto nestes os fatores do enredo (meio social, paisagem ou problema político) tendem a predominar sobre o personagem, na obra de Graciliano ocorre o inverso. O homem aparece, em sua obra, vinculado a uma realidade regional, mas não ofuscado por ela. Obras como São Bernardo acabam, assim, por romper com divisões e polarizações simplificadoras do tipo romance social versus romance psicológico estabelecidas pela crítica e historiografia tradicionais para classificar a produção ficcional do período.

Graciliano Ramos, por Arpad Snezes
Ramos estreia com Caetés, romance concebido ainda dentro dos padrões da ficção realista do século XIX, revelando a influência do escritor português Eça de Queirós na descrição das cenas e na caracterização dos personagens. O enredo gira em torno do envolvimento amoroso de João Valério, guarda-livros com pretensões literárias, e Luísa, esposa do patrão. Em paralelo a essa história, desenvolve-se outra. Ramos emprega a estratégia do romance dentro do romance, pois João Valério ocupa-se de escrever um romance histórico sobre o martírio do bispo Sardinha, devorado pelos índios caetés. Ambas as histórias, a dada altura, acabam por se imbricar, na medida em que o protagonista reconhece trazer em si um eu primário adormecido e reprimido, metaforicamente equiparado a um caeté recôndito: "Que sou eu", diz ele, "senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora?". E, de fato, um traço marcante da ficção do escritor alagoano é essa investigação progressiva do eu subjacente à imagem social.

Se Caetés é visto como um campo de provas em que o escritor pode testar sua técnica narrativa e seu estilo, estes já aparecem completamente definidos no livro seguinte. Em São Bernardo, pode-se reconhecer as principais marcas estilísticas da escrita ("clássica", a seu modo) de Graciliano Ramos: a preferência por frases curtas ou mesmo elípticas, as orações simples e os períodos coordenados, o vocabulário reduzido e algumas gírias. Como diz o poeta João Cabral de Melo Neto (muito influenciado pela escrita de Ramos), o romancista alagoano parece sempre escrever com as mesmas 20 palavras. Dessa escrita enxuta resulta a força de seu estilo seco e de seu lirismo contido, sem ênfase de nenhuma natureza.
Graciliano Ramos, por  Cândido Portinari (1952)

Como no romance de estreia, São Bernardo também é narrado na primeira pessoa. Nos dois primeiros capítulos, o narrador não se ocupa propriamente da história, mas de sua composição, relatando os antecedentes do livro que só tem "início" no terceiro capítulo. O narrador dá como "perdidos" esses dois capítulos iniciais, mas a verdade é que eles já revelam muito de seu modo de ser e de agir, bem como de sua história. A partir do terceiro capítulo, o que ele faz é retraçar sua trajetória de ascensão social, passando de guia de cego a proprietário das terras de São Bernardo, que sempre foi a grande meta de sua vida. O que se vê na primeira parte do romance é "a construção de um burguês", como nota Carlos Nelson Coutinho. O protagonista Paulo Honório é o "emblema complexo e contraditório do capitalismo nascente", que invade o sertão brasileiro, sob a orientação de três ideais burgueses: "Ação transformadora, velocidade enérgica, posse total", segundo João Luís Lafetá.

Paulo Honório é um herói movido pelo sentimento de propriedade não só em relação aos bens materiais, mas também em relação aos seres que vivem ao seu redor, que acabam sendo convertidos, por ele, em "coisas" que podem ser manipuladas e possuídas como os demais bens. E assim, depois da posse das terras de São Bernardo, Paulo Honório, levado por esse mesmo sentimento, pretende ter uma esposa para constituir uma família. O alvo escolhido, entretanto, a professora Madalena, mulher intelectualmente preparada e emancipada, não se sujeita ao autoritarismo e à brutalidade do marido em relação a todos que frequentam suas terras, moram e trabalham nelas. Paulo Honório, por sua vez, não compreende a posição humanitária da esposa, irrita-se por ela não se sujeitar aos seus desígnios. Uma desconfiança infundada em relação a Madalena leva-o à hipótese de traição e ao ciúme, que, como bem nota Antonio Candido, nada mais é senão uma "variante do seu sentimento de propriedade", que acaba por destruir ambos. O retrato de Paulo Honório como ciumento permite aproximá-lo de outro grande personagem da tradição literária brasileira: Bento Santiago, o Dom Casmurro, de Machado de Assis (1839 - 1908).

Graciliano Ramos, por Guidacci
Depois de São Bernardo surge Angústia (1936), romance considerado por alguns críticos como a obra-prima do escritor alagoano, ao passo que Antonio Candido vê no livro algo excessivo que contrasta com o despojamento dos demais. Como nota ainda o crítico, há duas componentes básicas na obra de Graciliano Ramos: "Uma de lucidez e equilíbrio, outra de desordenados impulsos interiores". A primeira tende a predominar, mas é notória a presença latente da segunda. Nesse sentido, Angústia corresponde ao momento de explosão das componentes de desvario, que permanecem represadas nos outros livros. Nele, tem-se um exemplo do que se costuma definir como roman en abîme - romance em abismo, narrativa marcada por um vertiginoso mergulho no monólogo interior. Nesse "caos organizado" que é o terceiro romance, continua a narrativa em primeira pessoa, feita por Luís da Silva, figura atormentada, movida por um forte sentimento de autonegação e de repulsa em relação a si e ao mundo. A intensa atividade reflexiva contrasta com sua total inércia em relação à vida. O estatuto social desse narrador permite a José Paulo Paes inserir Angústia numa certa linhagem da ficção brasileira, denominada pelo crítico de romance do pobre-diabo, um (anti-)herói marcado por certa "vocação para o fracasso", que, apesar da baixa posição social, não participa da classe proletária.  A aparição desse personagem fracassado como um herói recorrente na ficção brasileira parece trazer uma íntima vinculação, segundo Paes, com "o frustrado papel de vanguarda que a pequena burguesia teve na nossa dinâmica social". E ao fracasso socioeconômico de Luís da Silva acrescenta-se ainda o afetivo, resultado de seu relacionamento frustrado com a vizinha Marina, que o abandona por um homem rico, falador e superficial - espécie de duplo que encarna a "metade triunfante" que lhe falta.
Graciliano Ramos, por Lula Palomanes

Depois de Angústia, Ramos abandona a narrativa em primeira pessoa, à qual ainda retorna adiante. Nesse meio-tempo, explora as possibilidades da narrativa em terceira pessoa em contos publicados em jornais brasileiros e argentinos (posteriormente reunidos, com supressões, rearranjos e acréscimos, na coletânea Insônia) e sobretudo em uma de suas maiores realizações ficcionais: Vidas Secas, que retraça a famigerada errância do sertanejo expulso pela seca, enfocando uma família de retirantes. Originado de um (ou alguns) conto(s), o romance preserva, em sua estruturação, as marcas de origem: são 13 capítulos marcados por certa autonomia, "verdadeiros casulos de vida isolada". Como quadros justapostos, os capítulos tendem a focalizar os personagens separadamente, num deslizar contínuo, ora para o mundo exterior, ora para o interior: uma perspectiva recíproca que ilumina o personagem pelo acontecimento e este por aquele, no dizer de Candido. Essa tomada parcial de cada personagem acentua a condição de vida isolada, encasulada no seu próprio cismar. Não há interação entre eles, visto que lhes falta o essencial: a palavra. Fabiano, sua mulher e filhos são seres espoliados não só de casa e comida, mas também de linguagem, pois, fiéis ao clima da seca, fazem uso de uma fala truncada e de alguns sons guturais. Para suprir essa fala minguada, a impossibilidade de comunicação e expressão, Ramos recorre a um narrador extremamente onisciente, que sabe e diz tudo o que se passa dentro e fora da cabeça dos personagens, inclusive da cachorrinha Baleia, numa passagem antológica. Essa voz narrativa pode se mostrar, num primeiro momento, restrita à função mediadora de dar voz aos que não a têm, de modo puramente impessoal. Mas, como demonstra Alfredo Bosi, numa leitura mais atenta, percebe-se todo um jogo de aproximação e distanciamento do narrador em relação à consciência dos personagens, de modo a sinalizar a não pactuação com a alienação do sertanejo em relação à realidade de sua condição.

Depois de Vidas Secas, o escritor alagoano retoma a narração em primeira pessoa com Infância e Memórias do Cárcere, marcando, assim, a transição da ficção para a confissão que, segundo Cândido, sintetiza a lógica evolutiva da trajetória literária de Graciliano Ramos. É certo, porém, que esse caráter confessional tem sempre de ser relativizado, já que persiste muito de ficcional na reconstituição de seres e eventos do passado. Memórias do Cárcere é também obra inacabada, interrompida pela morte prevista e registrada nas páginas iniciais:
"Estou a descer para a cova, este novelo de casos em muitos pontos vai emaranhar-se, escrevo com lentidão - e provavelmente isto será publicação póstuma, como convém a um livro de memórias".

Essa não é a única publicação póstuma. Logo em seguida surge Viagem, que relata a visita feita à União Soviética. Vêm, depois, as coletâneas Linhas Tortas (reunião de crônicas e artigos escritos entre 1915 e 1952), Viventes das Alagoas (quadros de costumes e paisagens do Nordeste), Alexandre e Outros Heróis (histórias infantis) e o volume que recolhe suas Cartas.
 
"(…)como outros espíritos miúdos dependiam de nós, e era preciso calçá-los, vesti-los, alimentá-los, mandá- los ouvir cantigas e decorar feitos patrióticos, abandonamos as tarefas de longo prazo, caímos na labuta diária, contando linhas, fabricamos artigos, sapecamos traduções, consertamos engulhando produtos alheios. De alguma forma nos acanalhamos."

- Graciliano Ramos, em "Memórias do Cárcere". 


"A primeira coisa que guardei na memória foi um vaso de louça vidrada, cheio de pitombas, escondido atrás da porta. Ignoro onde o vi, quando o vi, e se uma parte do caso remoto não desaguasse noutro posterior, julgá-lo-ia sonho. [...]"
- Graciliano Ramos, em 'Infância', 1945.


Graciliano Ramos, por  (...)
“Se não fosse aquilo... Nem sabia. O fio da idéia cresceu, engrossou – e partiu-se. Difícil pensar. Vivia tão agarrado aos bichos... Nunca vira uma escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as coisas nos seus lugares. O demônio daquela história entrava-lhe na cabeça e saía. Era para um cristão endoidecer. Se lhe tivessem dado ensino, encontraria meio de entendê-la. Impossível, só sabia lidar com bichos.”
- Graciliano Ramos, em 'Vidas Secas', 1938.

  
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda da pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás."
- Graciliano Ramos, em 'Vidas Secas' - cap. 01, 1938.

 
Graciliano Ramos (Acervo Família Graciliano Ramos)

CRONOLOGIA
1892, 27/out. - Graciliano Ramos de Oliveira nasce em Quebrangulo – AL, primeiro de dezesseis irmãos.
1895, 23/jun. - Muda-se com os pais para a Fazenda Pintadinho, em Buíque, sertão de Pernambuco.
1899 - Muda-se com os pais para Viçosa – AL.
1904, 24/jun. - Publica o conto Pequeno Pedinte, n’O Dilúculo, jornal do Internato Alagoano, de Viçosa-AL, onde estudava.
1905 - Muda-se para Maceió, onde passa a frequentar o Colégio Quinze de Março.
Graciliano Ramos,
por Relêvo de Edmilson Oliveira.
1906, 01/fev. - Redige o periódico quinzenal Echo Viçosense, que só teve dois números publicados em função do suicídio de seu mentor intelectual, Mário Venâncio, um dos redatores. Também publica sonetos na revista carioca O Malho, sob o pseudônimo Feliciano de Olivença.
1909, 10/fev. - Inicia sua colaboração ao Jornal de Alagoas, publicando o soneto Céptico, como Almeida Cunha. Neste jornal, publicou diversos textos sob vários pseudônimos, entre eles Soares de Almeida Cunha e Lambda, usado para trabalhos em prosa até.
1913 - Também colabora regularmente em O Malho, sob os pseudônimos de Soeiro Lobato e Soares de Almeida Cunha.
1910, 27/out. - No dia de seu 18º aniversário, passa a residir em Palmeira dos Índios – AL. Nesse ano, dá sua primeira entrevista como escritor ao Jornal de Alagoas, de Maceió.
1911 - Colabora no Correio de Maceió, como Soeiro Lobato.
1914, 17/ago. - Embarca em Maceió em direção ao Rio de Janeiro, à época Capital Federal, para tentar a sorte na imprensa, acompanhado de seu amigo Joaquim Pinto da Mota Lima Filho. Nesse ano, trabalha como revisor dos jornais cariocas Correio da Manhã, A Tarde e O Século, colaborando simultaneamente para o jornal fluminense Paraíba do Sul e para o Jornal de Alagoas, assinando “R.O.” (Ramos de Oliveira). A compilação destes textos compõe sua obra póstuma Linhas Tortas.
1915, set. - Retorna às pressas para Palmeira dos Índios – AL, motivado pela morte dos irmãos Otacília, Leonor e Clodoaldo e do sobrinho Heleno, vitimados pela epidemia de peste bubônica.
1915, 21/out. - Aos 23 anos de idade, Graciliano se casa em Palmeira dos Índios – AL com Maria Augusta de Barros, então com 21 anos. Deixa de colaborar com todos os periódicos.
1916, 14/set. - Nasce seu primeiro filho, Márcio Ramos, em Palmeira dos Índios – AL.
Graciliano Ramos, por Luis Jardim
1917, 30/abr. - Assume a loja de tecidos Sincera.
1917, 13/set. - Nasce seu segundo filho, Júnio Ramos, em Palmeira dos Índios – AL.
1919, 29/set. - Nasce seu terceiro filho, Múcio Ramos, em Palmeira dos Índios – AL.
1920, 23/Nov. - Nasce seu quarto filho, Maria Augusta Ramos, batizada com o mesmo nome da mãe, morta aos 26 anos em função de complicações do parto, em Palmeira dos Índios – AL.
1921- Depois de cinco anos sem publicação, passa a colaborar com o semanário palmeirense O Índio, sob os pseudônimos J. Calisto, Anastácio Anacleto, J.C. e Lambda.
1925 - Começa a escrever Caetés, seu primeiro romance.
1927, 07/out. - É eleito prefeito de Palmeira dos Índios – AL.
1928, 07/jan. - Toma posse do cargo de prefeito. Conclui Caetés.
1928, 16/fev. - Aos 35 anos de idade, Graciliano se casa em Palmeira dos Índios – AL com Heloísa Leite de Medeiros, então com 18 anos.
1929, 04/jan. - Nasce seu quinto filho, Ricardo de Medeiros Ramos, primeiro filho do casal, em Palmeira dos Índios – AL. A 08/jan, envia ao governador de Alagoas o relatório de prestação de contas do município. O relatório, pela sua qualidade literária, chega às mãos de Augusto Frederico Schmidt, editor, que procura GR para saber se ele tem outros escritos que possam ser publicados.
1930, 22/jan. - Nasce seu sexto filho, Roberto de Medeiros Ramos, segundo filho do casal, em Palmeira dos Índios – AL. Publica artigos no Jornal de Alagoas sob o pseudônimo Lúcio Guedes. A 10/abr, renuncia ao mandato de prefeito. A 29/mai, muda-se para Maceió com a família, e a 31/mai, é nomeado diretor da Imprensa Oficial de Alagoas. Roberto morre com poucos meses de vida em Maceió – AL.
1931, 19/fev. - Nasce seu sétimo filho, Luiza de Medeiros Ramos, terceiro filho do casal, em Maceió – AL. A 29/dez, demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial de Alagoas.
1932, jan. - Escreve na sacristia da Igreja Matriz de Palmeira dos Índios os primeiros capítulos de São Bernardo, romance concluído nesse mesmo ano. Em abril, é operado em Maceió. A 09/nov, nasce seu oitavo filho, Clara Medeiros Ramos, quarto filho do casal, em Maceió – AL.
1933, 18/jan. - É nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas, cargo equivalente a Secretário Estadual da Educação. É contratado como redator do Jornal de Alagoas, onde publica vários trabalhos, entre eles Comandante dos Burros, Doutores e Mulheres, não publicados em livro. Publica também o romance Caetés, seu primeiro livro, pela Editora Schmidt – RJ.
Gracialiano Ramos, por Cássio Loredano
1934 - Publica São Bernardo (romance), seu segundo livro, pela Editora Ariel – RJ. A 18/nov, morre Sebastião Ramos de Oliveira, pai de Graciliano, em Palmeira dos Índios – AL.
1936, 03/mar. É preso em Maceió – AL e levado para o Rio de Janeiro. Em ago, publica Angústia (romance), seu terceiro livro, pela Editora José Olympio – RJ. Angústia recebe o Prêmio Lima Barreto, instituído pela Revista Acadêmica.
1937, 03/jan. - É libertado no Rio de Janeiro. Escreve A Terra dos Meninos Pelados (infantil), que recebe, em abril do mesmo ano, o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação.
1938 - Publica Vidas Secas (romance), seu quarto livro.
1939, ago. - É nomeado Inspetor Federal de Ensino Secundário do Rio de Janeiro. Publica A Terra dos Meninos Pelados (infantil), pela Livraria do Globo, de Porto Alegre – RS.
1940 - Traduz Memórias de Um Negro, de Booker T. Washington, para a Editora Nacional – SP.
1941 - Publica uma série de crônicas intituladas Quadros e Costumes do Nordeste, na Revista Cultura Política – RJ, material que viria a ser publicado sob o título Viventes das Alagoas.
1942, out. - Em jantar comemorativo de seu cinquentenário, recebe o Prêmio Felipe de Oliveira, pelo conjunto de sua obra. O romance Brandão Entre o Mar e o Amor, escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins – SP.
1943, 04/set. - Morre Maria Amélia Ramos, mãe de Graciliano, em Palmeira dos Índios – AL.
1944 - Publica Histórias de Alexandre (literatura infanto-juvenil), pela Editora Leitura – RJ.
1945 - Publica Infância (memórias), seu quinto livro, pela Editora José Olympio – RJ. Publica também Dois Dedos (contos) pela Revista Acadêmica – RJ. Em ago, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro, a convite de Luís Carlos Prestes, Secretário Geral do partido.
Graciliano Ramos, por Inima
1946 - Publica Histórias Incompletas, reunindo os contos Dois Dedos e Luciana, três capítulos de Vidas Secas e quatro de Infância.
1947 - Publica Insônia (contos), seu sexto livro, pela Editora José Olympio – RJ.
1950, 24/ago. - Morre Márcio Ramos, primeiro filho de GR, no Rio de Janeiro – RJ. Traduz A Peste, romance de Albert Camus, para a Editora José Olympio
1951, 26/abr. - torna-se Presidente da Associação Brasileira de Escritores. Nesse ano, publica Sete Histórias Verdadeiras pela Editora Vitória – RJ, extraídas de Histórias de Alexandre.
1952, abr a jun. - Viaja pela União Soviética, Tchecoslováquia, França e Portugal. Em set, é operado, sem sucesso, em Buenos Aires, Argentina. A 05/out, retorna ao Rio de Janeiro, gravemente doente. A 27/out, sem sua presença, amigos e admiradores comemoram seu 60º aniversário no Salão Nobre da Câmara Muncipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras.
1953, 26/jan. - É internado na Casa de Saúde São Victor. A 20/mar, morre de câncer no pulmão, no Rio de Janeiro – RJ.


Depois de sua morte
1953 - Heloísa Ramos publica Memórias do Cárcere (memórias), sétimo livro de Graciliano.
1954 - Heloísa publica Viagem (crônicas), oitavo livro de Graciliano.
Graciliano Ramos,
por Augusto Rodrigues 
1962 - Heloisa Ramos publica Linhas Tortas (crônicas), Viventes das Alagoas (crônicas), Alexandre e outros Heróis (literatura infanto-juvenil). Vidas Secas recebe o Prêmio da Fundação William Faulkner (EUA) como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea.
1980, 11/out. - Heloisa Ramos doa o Arquivo Graciliano Ramos ao IEB-USP, reunindo manuscritos, recortes de colaboração em jornais, revistas e críticas sobre GR, documentos pessoais, correspondência, fotografias, traduções e alguns livros.
1982 - Heloisa Ramos publica Cartas (compilação da correspondência pessoal de Graciliano).
1999, 23/jul. - Morre Heloísa Ramos, viúva de Graciliano, em Salvador – BA.
2012 - Thiago Mio Salla organiza e lança Garranchos pela Editora Record, livro de textos inéditos de Graciliano.
2013 – Graciliano é homenageado da FLIP.
  
"Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou."
- Graciliano Ramos, em "Angustia", 1936. 


Graciliano Ramos, por Álvarus
Prêmios, homagens e condecorações a Graciliano Ramos
Prêmio Lima Barreto (Revista Acadêmica), pela obra “Angústia”, 1936.
Prêmio Literatura infanto-juvenil (Ministério da Educação), pela obra “ A Terra dos Meninos Pelados”, 1939.
Prêmio Felipe de Oliveira, pelo Conjunto da Obra, 1942.
Prêmio da Fundação William Faulkner (Estados Unidos), pela obra “Vidas Secas”, como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea, 1962.
Personalidade Alagoana do Século XX, em 2000.
Prêmio Nossa Gente, Nossas Letras / Prêmio Recordista, em 2003.
Medalha Chico Mendes de Resistência, 2003.
Escolhido pelo Governo Federal para o PNBE - Programa Nacional Biblioteca da Escola - Memórias do Cárcere, 2013. 

"Nunca presto atenção nas coisas, não sei para que diabo quero olhos. Trancado num quarto, sapecando as pestanas em cima de um livro, como sou vaidoso, como sou besta! Idiota. Podia estar ali a distrair-me com a fita. Depois, finda a projeção, instruir-me vedos as caras. Sou uma besta. Quando a realidade me entra pelos olhos, o meu pequeno mundo desaba."
- Graciliano Ramos, em 'Angústia', 1936.
  
Graciliano Ramos, por Castanha
“A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso.
A palavra foi feita para dizer.”
- Graciliano Ramos, em entrevista a Joel Silveira, 1948.

OBRA DE GRACILIANO RAMOS
Obra publicada - primeiras edições

Romance
Caetés. [Ilustração de Poty]. 1ª ed., Rio de Janeiro: Schmidt, 1933.
São Bernardo. [Ilustração de Darel] 1ª ed., Rio de Janeiro: Ariel, 1934.
Graciliano Ramos, por Borges
Angústia.  [Ilustração de Marcelo Grasmann]. 1ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1936.
Vidas Secas. [Ilustração de Aldemir Martins]. 1ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1938.


Infantil e juvenil
A Terra dos Meninos Pelados. 1ª ed., Porto Alegre/RS: Editora Globo, 1939.
Histórias de Alexandre. 1ª ed., Rio de Janeiro: Leitura, 1944.
Alexandre e Outros Heróis. 1ª ed., Rio de Janeiro: Martins, 1962.
O Estribo de Prata. [é uma das Histórias de Alexandre]. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1984.

Conto
Dois Dedos. [ilustrações de Axel de Leskoschek]. 1ª ed., R. A. Editora, 1945.
Histórias Incompletas. 1ª ed. Porto Alegre/RS: Editora Globo, 1946.
Insônia. [Ilustração de Axel de Leskoschek]. 1ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.


Graciliano, por Mendez
Memória
Infância. [Ilustração de Darcy Penteado]. 1ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1945.
Memórias do Cárcere. [Ilustração de Percy Deane]. 1ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.


Crônica
Viventes das Alagoas. [Ilustração de Emanoel Araújo]. 1ª ed. Rio de Janeiro: Martins, 1962.
Garranchos. [vários: crônicas, epigramas, artigos, discursos, cartas, teatro, conto]. (org.Thiago Mio Salla). Rio de Janeiro: Editora Record, 2012.


Viagem
Viagem. [Ilustração de Telmo de Jesus Pereira]. 1ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954.
Linhas Tortas. [Ilustração de Oswald de Andrade Filho]. 1ª ed. Rio de Janeiro: Martins, 1962.


Graciliano Ramos, por Baptistão
Correspondência
Cartas. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1980.
Cartas a Heloísa. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.


Parcerias
Brandão entre o Mar e o Amor. [Mário, por Graciliano]. Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz. 1ª ed. Rio de Janeiro: Martins, 1942.


Tradução
Memórias de um Negro, de Albert Camus. Booker T. Washington, 1940. [tradução Graciliano Ramos]. 1ª ed. Companhia Editora Nacional, 1940.
A Peste, de Albert Camus. 1950. [tradução Graciliano Ramos]. 1ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950.


"Quem dormiu no chão deve lembra-se disto, impor-se disciplina, sentar-se em cadeiras duras, escrever em tábuas estreitas. Escreverá talvez asperezas, mas é delas que a vida é feita: inútil negá-las, contorná-las, envolvê-las em gaze."
- Graciliano Ramos, em 'Memórias do Cárcere', 1953.

“Quanto mais me vejo rodeado, mais me isolo e entristeço. Quero recolher-me, afastar-me daqueles estranhos que não compreendo (…) A multidão é hostil e terrível. Raramente percebo qualquer coisa que se relacione comigo.”
- Graciliano Ramos


Graciliano Ramos, por Augusto Rodrigues
Traduções e edições estrangeiras

Alemão
Nach Eden Ist Es Weit [Vidas Secas]. Tradução Wilhelm Keller. Tübingen-Basel: Horst Erdmann, 1965.
São Bernardo. Tradução Wilhelm Keller. Frankfurt: Fischer Bücherei, 1965.
Angst [Angústia]. Tradução Willy Keller. Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1978.
Karges Leben [Vidas Secas]. Tradução Willy Kelle. Zurich: TA-Media, AG, 1981.
Raimundo im Land Tatipirún [A Terra dos Meninos Pelados]. Tradução Inês Koebel. Zurich: Nagel & Kimche, 1996.
Kindheit [Infância]. Tradução Inés Koebel. Editora Wagenbach, 2013.


Búlgaro
Сух Живот [Vidas Secas]. 1969.


Dinamarquês
Tarke [Vidas Secas]. 1986.


Espanhol
Angústia. Montevideo: Independência, 1944.
Infância. Buenos Aires: Siglo Veinte, 1948.
Vidas Secas. Buenos Aires: Capricórnio, 1958.
Vidas Secas. Habana: Casa de las Américas, 1964.
Vidas Secas. Montevideo: Nuestra América, 1970.
Graciliano Ramos, por William
Vidas Secas. Madrid: Espasa-Calpe, 1974.
Angústia. Madrid: Alfaguara, 1978.
San Bernardo. Caracas: Monte Ávila, 1980.
Vidas Secas. Tradução Wander Melo Miranda e Silviano Santiago. Buenos Aires, Ediciones Corregidor, 2001.
Vidas Secas. Montevideo: Ediciones de la Banda Oriental, 2004.


Finlandês
São Bernardo. Helsinki: Porvoo, 1961.


Flamengo
Vlucht voor de Droogte [Vidas Secas]. Tradução Cecilia Correia Castilho. Bussum: Het Wereldvenster, 1981.


Francês
Enfance [Infância]. Tradução G. Gougenheim. Paris: Gallimard, 1956.
Secheresse [Vidas Secas]. Tradução Geneviève Leibrich. Paris: Gallimard, 1964.
São Bernardo. Tradução Geneviève Leibrich. Paris: Gallimard, 1986.
Mémoires de Prison [Memórias do Cárcere]. Tradução Jorge Coli e Antoine Sell. Paris: Gallimard, 1988.
Angoisse [Angústia]. Tradução Nicole Biros e Geneviève Leibrich. Paris: Gallimard, 1992.
Insomnie [Insônia]. Tradução Michel Laban. Paris: Gallimard, 1998.


Holandês
Angst [Angústia]. Tradução August Willemsen. Amsterdam: Coppens & Frenks, Uitgevers, 1995. São Bernardo. Tradução August Willemsen. Amsterdam: Coppens & Frenks, Uitgevers, 1996.
Dorre Levens [Vidas Secas]. Tradução August Willemsen. Amsterdam: Coppens & Frenks, Uitgevers, 1998.
Kannibale [Caetés]. Tradução August Willemsen. Amsterdam: Coppens & Frenks, Uitgevers, 2002.

Graciliano Ramos, por Augusto Rodrigues 

Húngaro
Emberfarkas [São Bernardo]. Tradução Benyhe János e Hargitai György. Budapest: Europa Könyvriadó, 1962.
Aszaly [Vidas Secas]. Tradução Benyhe János e Hargitai György. Budapest: Europa Könyvriadó, 1967.


Inglês
Anguish [Angústia]. Westport: Greenwood Press, 1972.
Sao Bernardo. Tradução R. L. Scott-Buccleuch. London: Peter Owen, 1975.
Sao Bernardo. Tradução R. L. Scott-Buccleuch. New York: Taplinger, 1979.
Childhood [Infância]. Tradução Celso de Oliveira. London: Peter Owen, 1979.
Barren Lives [Vidas Secas]. Tradução Ralph Edward Dimmick. Austin: University of Texas Press, 1999.


Italiano
Angoscia [Angústia]. Milano: Fratelli Bocca, 1954.
Terra Bruciata [Vidas Secas]. Milano: Nuova Accademia, 1961.
Siccittá [Vidas Secas]. Milano: Accademia Editrice, 1963.
San Bernardo [São Bernardo]. Torino: Bollati Boringhieri, 1993.
Vite Secche [Vidas Secas]. Roma: Biblioteca del Vascello, 1993.


Polonês
Zwiędłe życie [Vidas Secas]. 1950.


Romeno
Vieti Seci [Vidas Secas]. Bucuresti: Univers, 1966.
Graciliano Ramos, por Reginaldo Fortuna
Sao Bernardo. Bucuresti: Univers, 1971.


Russo
Иссушенные Жизни. [Vidas Secas]. Moscou: Editora Estatal de Literatura Estrangeira, 1961.
Сан-Бернардо. [São Bernardo]. Moscou: Editora do Estado, 1977.


Sueco
Förtorkade Liv [Vidas Secas]. Tradução Örjan Sjögren. Lysekil: Pontes, 1993.


Tcheco
Vyprahlé Zivoty [Vidas secas]. Tradução Vlasta Havlínová. Praha: SNKLHU, 1959.
Statek Sao Bernardo [São Bernardo] Tradução Pavla Lidmilová. Praha: Odeon, 1983.


Turco
Kiraç [Vidas Secas]. Istambul, 1985.


Heloisa e Graciliano, na varanda do apartamento em 
Laranjeiras. Rio de Janeiro, 1948.
“Dizes que brevemente serás a metade de minha alma. A metade? Brevemente? Não: já agora és, não a metade, mas toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te.”
- Graciliano Ramos, em 'Cartas de amor à Heloísa', 1992.


”[…] Amo- te com ternura, com saudade, com indignação e com ódio. Confesso-te honestamente o que sou. Se te não agradam sentimentos tão excessivos, mata-me. Mas não me mates logo: mata-me devagar, deitando veneno no que me escreveres. Provavelmente sabes fazê-lo. Não devias ser como és [...]"
- Graciliano Ramos, em 'Cartas de amor à Heloísa', 1992.
  

"Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo. Uma estrela no céu, algumas mulheres na terra."
- Graciliano Ramos em 'Caétes', 1933.

Graciliano Ramos, por Fraga


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Graciliano Ramos, 1952
 
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Heloisa e Graciliano Ramos
Foto: Hélio Santos - Última Hora/ RJ, 
23.10.1952
(Acervo do Arquivo Público do Estado de SP)
SILVA FILHO, João Paulo Lima e. Graciliano Ramos: estudos de sociologias implícitas. (Tese Doutorado em Sociologia). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2010.
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VITAL, Michelle Jácome Valois. Quimeras cósmicas, minotauros e zoofantasias: os bestiários de Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. In: Ermelinda Ferreira; Roland Walter. (Org.). Narrações da violência biótica. 1ª ed., Recife: EDUFPE, 2010, v. , p. 203-217.
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ZIMBER, Karola Maria Augusta.  A imagem do Brasil nas traduções alemãs de Graciliano Ramos. (Tese Doutorado em Letras - Língua e Literatura Alemã). Universidade de São Paulo, USP, 2004.

Guilherme Figueiredo, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, 1952
(Acervo Família Graciliano Ramos)

“Dificilmente pintaríamos um verão nordestino em que os ramos não estivessem pretos e as cacimbas vazias.”
- Graciliano Ramos, em 'Infância', 1945.


ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA E A TELEVISÃO
CINEMA
Filme: São Bernardo
Livro São Bernardo,
Ilustração por Darel
Sinopse: Paulo Honório (Othon Bastos), um sertanejo de origem humilde, trabalha como lavrador e deseja concretizar seu sonho de possuir a Fazenda São Bernardo, que fica no município de Viçosa, em Alagoas. Numa manobra financeira, assume a decadente propriedade e recupera a fazenda, expandindo sua cultura e entrando para a sociedade local. Paulo Honório faz a fazenda prosperar, com muita astúcia e violência e se torna temido pelos empregados e fazendeiros vizinhos. Desejando um herdeiro para um dia assumir o fruto da acumulação do capital, ele se casa com Madalena (Isabel Ribeiro), uma professora cujo humanismo e sensibilidade chocam-se com sua rudeza.
Ficha Técnica
Gênero: Drama
Duração: 110 mm
Lançamento (Brasil): 1972
Distribuição: Embrafllme
Direção: Leon Hirszman
Asistente de direção: Lúcio Lombardi
Roteiro: Leon Hirszman
Produção: Marcos Farias, Márcio Noronha, Henrique Coutinho e Luna Moschovitch
Co-produção: Saga Filmes, Mapa Filmes e Produções Cinematográflcas L.C.Barreto
Música: Caetano Veloso
Fotografia: Lauro Escorel
Camera: Cláudio Portioli
Assistente de camera: Renato Laclette
Som: Walter Goulart
Livro São Bernardo, 
Ilustração por Darel
Microfone: Jorge Rueda
Mixagem: José Tavares
Desenho de produção: Luiz Carlos Ripper
Figurino: Luiz Carlos Ripper
Assistente de cenografia: Artur Silveira
Edição: Eduardo Escorei
Assistente de montagem: Gilberto Santeiro
Maquiagem: Ronaido Abreu e M.Henrique
Cartaz: Rogério Guimarães
Letreiros: Rogério Guimarães
Maquinista: José Pinheiro
Eletricista: Roque Pereira
Elenco: Othon Bastos; Isabel Ribeiro; Nildo Parente; Vanda Lacerda; Mário Lago; Jofre Soares; Rodolfo Arena; Josef Guerreiro; Audrey Salvador; José Policena; José Lucena; Angelo Labanca; Luiz Carlos Braga.
Prêmios
Melhor Ator (Othon Bastos), Fotografia (Lauro Escorel) e Menção Especial (Leon Hirszman), II Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1974;
Melhor Diretor, Filme, Ator (Othon Bastos) e Atriz (Isabel Ribeiro), VII Prêmio "Air France de Cinema', RJ, 1973;
Prêmio Especial (Leon Ilirszman), "Troféu Carlitos", Prêmio APCA -Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1972;
Prêmio "Margarida de Prata", CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 1972;
Melhor Diretor, Atriz Secundária (Vanda Lacerda) e Cenografia (Luiz Carlos Ripper), Prêmio Coruja de Ouro, INC - Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1973;
Melhor Atriz (Isabel Ribeiro) e Composição (Caetano Veloso), Troféu "Pelé de Ouro", II Festival de Cinema de Santos, SP, 1973.


Filme: Vidas Secas
Livro Vidas Secas,
Ilustração por Aldemir Martins
Sinopse: Um romance sobre uma família de retirantes nordestinos nos anos 40. O vaqueiro Fabiano (Átila Iório), sua mulher (Maria Ribeiro), filhos e a cachorra fogem da seca que assola o sertão brasileiro. Durante quase dois anos, eles conseguem se assentar em um povoado, até que Fabiano se revolta contra o dono da fazenda em que trabalha e com o soldado da região, sendo espancado e preso. Ele não vê mais perspectiva em permanecer naquele lugar. Baseado em clássico homônimo escrito por Graciliano Ramos.
Ficha Técnica
Gênero: Drama
Duração: 103 min.
Lançamento (Brasil): 1963
Distribuição: Sino Filmes, Riofilme e Sagres Vídeo
Direção: Nélson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Produção: Luis Carlos Barreto, Herbert Richers Nelson Pereira dos Santos e Danilo Trelles
Música: Leonardo Alencar
Livro Vidas Secas, 
Ilustração por Aldemir Martins
Fotografia: Luis Carlos Barreto e José Rosa
Desenho de produção: João Duarte
Edição: Nello Melli e Rafael Justo Valverde
Elenco: Átila Iório (Fabiano); Genivaldo Lima; Gilvan Lima; Orlando Macedo (Soldado Amarelo); Maria Ribeiro (Sinhá Vitória); Jofre Soares (Fazendeiro); Pedro Santos; Maria Rosa; José Leite; Antônio Soares; Clóvis Ramos; Gilvan Leite; Inácio Costa; Oscar Souza; Vanutério Maia; Arnaldo Chagas; Gileno Sampaio; Manoel Ordônio; Moacir Costa; e Walter Mointeiro.
Prêmios
- Prêmio do OCIC (Office Catholique International du Cinéma) e prêmio dos Cinemas de Arte em Cannes, 1964.
- Melhor Filme na Resenha de Cinema de Gênova, 1965.
Indicado
a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1964
Curiosidade
- Único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute, como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca.


Filme: Memórias do Cárcere
Livro Memórias de Carcere, 
Ilustração por Percy Deane
Sinopse: Em 1936, o escritor Graciliano Ramos, então diretor de instrução pública de Alagoas, é preso pela polícia política de Getúlio Vargas e enviado, no porão de um navio, para o Rio de Janeiro. Sob a acusação de ter participado da Aliança Nacional Libertadora, a frente ampla de combate ao governo Vargas, passa dez meses na cadeia, parte deles na Colônia Correcional de Ilha Grande, onde sofre a humilhação e as torturas da polícia fascista de Vargas.
Ficha Técnica
Gênero: Drama
Duração: 197min.
Lançamento (Brasil): 1984
Distribuição: Embrafilme
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Carlos del Pino, Jayme del Cueto, Ney Sant'Anna, Waldir Onofre e Luelane Maria Loiola Correa
Adaptação Cinematográfica: Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Produção: Lucy Barreto, Luiz Carlos Barreto e Nelson Pereira dos Santos
Produção Executiva: Maria da Salete
Direção de Produção: José Oliosi
Co-produção :Produções Cinematográficas L.C.Barreto, Regina Filmes e Embrafilme
Sonografia: Jorge Saldanha
Fotografia: José Medeiros e Antônio Luiz Soares
Câmera: César Elias
Assistente de Câmera: Sérgio Leandro, Rui Barroso Medeiros, Andréa del Canto, Celso de Souza
Direção Artística: Irênio Maia
Cenografia: Adílio Athos e Emily Pirmez
Figurinos: Lígia Medeiros
Montagem: Carlos Alberto Camuyrano
Livro Memórias de Carcere,
Ilustração por Percy Deane
Elenco: Carlos Vereza; Glória Pires; Jofre Soares; José Dumont; Nildo Parente; Wilson Grey; Tonico Pereira; Ney Santana; Jorge Cherques; Jackson de Souza; Waldir Onofre; Marcus Vinicius; Lígia Diniz; Arduino Colassanti; Tessy Calado; André Villon; Paulo Porto; Monique Lafond; Nelson Dantas; Fábio Sabag; Sílvio de Abreu; Mário Petraglia; Sávio Rolim; Cássia Kiss; David Quintans; Marcos Palmeira; Fábio Barreto; Ada Chaseliov; Stela Freitas; Antônio Ameijeiras; Jorge Coutinho; Procópio Mariano; Pascoal Villaboim; Deny Perrier; Jurandir de Oliveira; Erley José; José Kleber; Tião D'Ávila; Rafael Ponzi; Catarina Abdala; David Pinheiro; Jota Barroso; Herbert Richers Júnior; Newton Couto; Paulo Neves; Jayme del Cueto; Rubens Abreu; e Sandro Solviatti.
Premios
Melhor Filme, Festival de Cinema de Gramado, RS, 1984;
Melhor Filme da Crítica Internacional, Festival de Cannes, França, 1984;
Melhor Filme, Festival de Tashkent, URSS, 1984;
Prêmio da Crítica Internacional da Índia, 1985;
Melhor Filme, Festival de Veneza, Itália.


Filme: Insônia
[Drama em três episódios]
Livro Insonia, GR
Ilustração por Axel de Leskoschek
Episódio 1 - "Dois dedos"
Direção: Luiz Paulino dos Santos
Sinopse: Ele é médico, mora num subúrbio com a mulher, dona de casa. Parte certa manhã, apesar dos protestos da mulher, alegando que vai encontrar um velho amigo. Coloca um anel verde no dedo, dirige- se ao Palácio do Governador, seu amigo de infância, que tem um anel idêntico no dedo. Pede um emprego, mas é ignorado pelo ilustre político.
Episódio 2“A prisão”
Direção: J. Carmo Gomes
Sinopse: 1937. Filho de um militar que censurava suas idéias socializantes, o jornalista Joel redige textos sobre o valor do trabalho e a exploração do operariado. Sofre a hostilidade da irmã Aurora, que, junto com uma amiga, denuncia-o à polícia. É preso e torturado, causando o arrependimento da irmã, que chora em vão.
Episódio 3"Um ladrão"
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Sinopse: Dois ladrões concluem um roubo, e o mais velho ridiculariza a capacidade "profissional" do mais jovem, que dias depois visita uma casa, a pretexto de consertar o fogão, para conhecer a topografia e executar um assalto à noite. Chegada a hora, temeroso, pula o portão, penetra na casa e executa o roubo, mas acaba se apaixonando por uma menina que dorme. Encantado, tenta beijá-la. Ela acorda, grita, todos se levantam, chega a polícia e o inexperiente ladrão é preso.
Ficha Técnica
Gênero: Drama
Duração: 103min.
Lançamento (Brasil): 1982
Livro Insonia, GR
Ilustração por Axel de Leskoschek
Direção: Emmanuel Cavalcanti, Régis Rodrigues, Cristina Gomes, Adílio Athos, Francisco Paulino, Almir Gimenez, Nelson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Clóvis Scarpino, Francisco Silva Júnior, Catu Burger, J.C.del Cueto.
Adaptação: Emmanuel Cavalcanti
Roteiro: Emmanuel Cavalcanti, Luís Paulino, Nelson Pereira dos Santos
Produção Executiva: Pedro Aurélio Gentil e José Carlos Escalero
Direção de Produção: Fernando Arruda
Equipe técnica: Antônio Teixeira, Antônio Martins, Antônio Duque, Francisco Mota, Joel Ferreira, Wilson Finizola, José Augusto, João Cléber, Alfredo Gomes e Luiz Fernando Noel
Co-produção: Combate, Cooperativa Misto Brasileira de Artistas e Técnicos, Embrafilme, Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro
Som: José Carlos Barbosa, Juarez Dagoberto e Joaquim Santana
Direção de Fotografia: Edson Batista, José Almeida, Jorge Monclair
Efeitos Sonoros: Antônio César
Assistente de Fotografia: Sebastião Fonseca, Carlos Monclair, Zeca Mauro e Wively Cobbett
Fotografia de Cena: Luís Genari e Paulo Bondar
Figurinos: Emily Combecau, Adílio Athos, Ademir Gonçalo, Carmélio Cruz, Lúcia Maria Gutierrez e Sandra Suely de Souza
Montagem: Severino Dadá, Mário Murakami, Carlos Alberto Camuyrano, Maria Neli Costa Neves e Jussara Queiroz
Eletricista: José Pereira, Waldemar Finizola, Jorge Rodrigues, Hilmo Ferreira, Lídio da Rocha, Oswaldo Goulart, Aroldo Silva Telles e Sandoval Dória
Maquinista: José Pinheiro Carvalho
Livro Insonia, GR
Ilustração por Axel de Leskoschek
Construções: Paquetá
Costureiras: Shirley Antônia Alves Dias, Cacilda Fernandes da Silva, Constância Alves, Hilda Martins, Maria Nazareth Cerino
Maquiagem: Elizabeth Fairbanks e La Banca
Claquetista: Leandro Flávio
Programação visual: Fernando Pimenta, Paulo Carvalho e Elso Silva Júnior
Pesquisa: Denise Couto Santos Cruz
Elenco: Nelson Dantas; Beth Mendes; Otávio Augusto; Ângelo Labanca; Luiz Barreto Leite; Jackson de Souza; Olney São Paulo Júnior; Nizzo Neto; Antônio Carnera; Paulo Neves; Clemente Viscaino; Samuel Vasconcelos; Luiz Gonzaga Vasconcelos; Roberto Ananias; Ilva Niño; Antônio Duarte; Munira Haddad; Thelma Guimarães; Sebastião Pimentel; Cecília Loyola; Rita Moraes; Milena; Patrícia Constantino; Iran; Paulo Henrique; Úrsula; Érica e Patrícia; Wanda Lacerda; Joel Barcellos; Zeni Pamplona; Cláudio McDowell; Ruy Polanah; Pascoal Villaboim; Ruy Rezende; Procópio Ferreira; Raul Rocha; Jubem Cardoso; Gerusa Cardoso; Wilson Manfio; J.Queiroz; Fernando Arruda; Carlinhos; Zaqueu José; Ura de Aga; Ney Santana; Wilson Grey; Nádia Lippi; Thelma Reston; Fernando Reski; Miguel Rosenberg; Anna Zelma; Luiz Magnelli; e Carolina Bandeira.



TELEVISÃO
Título: São Bernardo
[Caso Especial]
Adaptação para a TV da obra  "São Bernardo”, de Graciliano Ramos.
Sinopse: "São Bernardo” é o relato seco e sem floreios da vida de um homem duro, ambicioso, que age a fala sem rodeios. Paulo Honório expõe, sem máscaras, sua ambição desmedida, sua prepotência e violência e o ciúme doentio que sentia pela mulher, Madalena.
Graciliano Ramos, por (...)
Tão doentio que a acua e a leva ao suicídio. Paulo Honório tem a percepção de que conseguiu obter tudo que queria em termos materiais,mas faltou-lhe o que teria sido o mais importante: os sentimentos. "Sou um aleijado. Devo ter um coração miúdo, lacunas no cérebro, nervos diferentes dos nervos dos outros homens."
Assim, ele se vê como um monstro, como um reflexo do que tinha por dentro. Brilhante retrato de Graciliano Ramos das rudes condições de vida de nosso agreste com reflexos nos sentimentos das pessoas.
Ficha Técnica
Adaptação: Lauro César Muniz
Ano: 1983
Duração: 1h 27 Minutos
Direção: Paulo José
Elenco: Regina Duarte; José Wilker; Beatriz Segal; Carlos Gregório; Tonico Pereira; e Nildo Parente.
Exibição: 29 de junho de 1983
Emissora: Rede Globo


Título: A Terra dos Meninos Pelados
Baseado na obra clássica de Graciliano Ramos, A Terra dos Meninos Pelados é a história da fantástica viagem de Raimundo por uma terra mágica chamada Tatipirun. Por ter um olho azul e o outro preto, e nem um fio de cabelo na cabeça, Raimundo é discriminado pelos colegas. Na verdade, Raimundo é um garoto como outro qualquer, só que diferente. Mas quem disse que ser diferente é proibido?

A turminha de Pedro Bento vive zombando dele… É “pelado” pra cá, “maluco” pra lá. De tanto ouvir apelidos, Raimundo nem liga mais e até se acostumou com eles. Mas às vezes ele tem de se esconder para conseguir ficar em paz.
Ficha Técnica
Data: dez.2003
Emissora: Rede Globo


Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz

GRACILIANO RAMOS POR RACHEL DE QUEIROZ
Graciliano Ramos por Rachel de Queiroz (Acervo Rachel de Queiroz/IMS)

“Graciliano Ramos foi um autor que sempre se preocupou com o sentido político de sua obra, sem, no entanto, fazer dela um uso doutrinário ou panfletário. Foi um escritor meio avesso a momentos solenes, como esse aqui, de alguma maneira, não pode deixar de ser. E foi muito desconfiado da mitificação da figura do escritor, especialmente numa sociedade como a brasileira, onde a cultura letrada muitas vezes segue também como símbolo de demarcação das diferenças sociais.”
- Miguel Conde, curador da Flip 2013.


"Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízos; fiz coisas ruins que me deram lucro."
- Graciliano Ramos, em 'São Bernardo', 1934.



 Heloísa, Graciliano Ramos, Pablo Neruda, Cândido Portinari
e Jorge Amado, Rio de Janeiro, 1952 - durante almoço
na casa do advogado Letelba Rodrigues de Brito.
(Acervo Família Cândido Portinari)

ACERVO GRACILIANO RAMOS
Doado por Dona Heloísa Ramos, viúva do titular, em 11 de outubro de 1980 e 17 de março de 1994.
Arquivo
Aproximadamente 15 000 documentos
Manuscritos de grande parte da obra ficcional do autor: romances, contos, literatura infantil, historiografia, memorialística, crônica – além de discursos, conferências, reflexões sobre a literatura brasileira e crítica. Trata-se de documentação imprescindível para acompanhar a trajetória do escritor no momento de criação, bem como para o estabelecimento de textos de Graciliano Ramos fidedignos e de estudos em geral. Completa a série de manuscritos, a série de recortes da produção jornalística, a partir das primeiras publicações em periódicos de Alagoas e do Rio de Janeiro. Iniciada pelo titular e cuidadosamente completada por Heloísa Ramos, a parcela de recortes sobre o autor e sua obra é vasta e generosa. Engloba, em mais de duzentas pastas, quase a totalidade da fortuna crítica de Graciliano Ramos, acompanhando inclusive a filmografia baseada em suas obras, além de “dossiê” do centenário de nascimento (1992). A documentação pessoal, a correspondência e as fotos esclarecem vida, atividade profissional, relações e atuação estimulante junto aos seus pares da chamada “geração de 30”. Destaca-se ainda a presença de exemplares
de traduções de autores estrangeiros feitas por Graciliano Ramos e de
traduções de várias de suas obras para muitos idiomas como o espanhol, o alemão, o francês, o russo, o polonês e o árabe.

Biblioteca
Cerca de 2 000 volumes.
Primeiras edições de contemporâneos do autor, primeiras leituras de
literatura brasileira e estrangeira do jovem Graciliano Ramos e tradução em várias línguas de sua produção literária.

Coleção de Artes Visuais
16 obras
Desenhos e gravuras, com destaque para ilustrações executadas para o
livro do escritor, Viventes das Alagoas.
USP/IEB – Graciliano Ramos no link


“Além do ressentimento de ter sofrido uma prisão kafkiana, ele tinha uma visão trágica da vida. Era um bicho do mato, um caracol. Vivia recolhido e era avesso à publicidade. Não participava da festa do sucesso dos escritores nordestinos, como José Lins do Rego ou Jorge Amado. Sua glória é póstuma"”
- Lêdo Ivo


Autorretrato
[Auto-retrato aos 56 anos]
Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas.
Casado duas vezes, tem sete filhos.
Graciliano Ramos
Altura 1,75.
Sapato n.º 41.
Colarinho n.º 39.
Prefere não andar.
Não gosta de vizinhos.
Detesta rádio, telefone e campainhas.
Tem horror às pessoas que falam alto.
Usa óculos. Meio calvo.
Não tem preferência por nenhuma comida.
Não gosta de frutas nem de doces.
Indiferente à música.
Sua leitura predileta: a Bíblia.
Escreveu "Caetés" com 34 anos de idade.
Não dá preferência a nenhum dos seus livros publicados.
Gosta de beber aguardente.
É ateu. Indiferente à Academia.
Odeia a burguesia. Adora crianças.
Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.
Gosta de palavrões escritos e falados.
Deseja a morte do capitalismo.
Escreveu seus livros pela manhã.
Fuma cigarros "Selma" (três maços por dia).
É inspetor de ensino, trabalha no “Correio do Manhã”.
Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo.
Só tem cinco ternos de roupa, estragados.
Refaz seus romances várias vezes.
Esteve preso duas vezes.
É-lhe indiferente estar preso ou solto.
Escreve à mão.
Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio.
Tem poucas dívidas.
Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas.
Espera morrer com 57 anos.
- Graciliano Ramos

“O Graciliano é um escritor único. Tem uma personalidade definida, um estilo elaborado e que, ao mesmo tempo, revela um temperamento exigente, rigoroso. Há nele uma certa rudeza como personalidade, na maneira de enfocar as coisas, ao lado disso uma exigência estilística, uma depuração muito grande. Eu acho que isto faz dele uma personalidade única na literatura brasileira[...]"
- Ferreira Gullar, em revistacult.
Reunião de escritores. Sentados: Carlos Drummond de Andrade,
 Ovídio Chaves, João Daudt Filho, Graciliano Ramos, Augusto Meyer.
Em pé: Samuel Lima Rocha, Álvaro Moreyra, Paulo Godoy. S/data.

Murilograma Graciliano Ramos
1
Brabo. Olhofaca. Difícil.
Cacto já se humanizando,

Deriva de um solo sáfaro
Que não junta, antes retira,

Desacontece, desquer.

2
Funda o estilo à sua imagem:
Na tábua seca do livro

Nenhuma voluta inútil.
Rejeita qualquer lirismo.

Tachando a flor de feroz.

3
Tem desejos amarelos.
Quer amar, o sol ulula,

Leva o homem do deserto
(Graciliano-Fabiano)

Ao limite irrespirável.

4
Em dimensão de grandeza
Onde o conforto é vacante,

Seu passo trágico escreve
A épica real do BR

Que desintegrado explode.
- Murilo Mendes (Roma, 1963)


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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Graciliano Ramos - memória e a geografia do drama humano. Templo Cultural Delfos, julho/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 12.9.2016.



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2 comentários:

  1. O trabalho feito por vocês em relação ao Velho Graça merece muito respeito. É de uma seriedade de pesquisa que não costumo ver em abundância. Agradeço, também, por ter a grande honra de ter minha dissertação de mestrado incluída na Fortuna Crítica.

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