Josué de Castro – e a geografia da fome

Josué de Castro
"Sou um homem interessado no espetáculo do mundo."
- Josué de Castro


"Só há um tipo de verdadeiro desenvolvimento: o desenvolvimento do homem."
- Josué de Castro


"Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens."
- Josué de Castro


"Não se morre só de enfarte, ou de glomero-nefrite crônica... Morre-se também de saudade."
- Josué de Castro


“Esta presença constante da fome sempre fora a grande força modeladora do comportamento moral de todos os homens desta comunidade: dos seus sentimentos dominantes. Vê-los agir, falar, lutar, sofrer, viver e morrer era ver a própria fome modelando, com suas despóticas mãos de ferro, os heróis do maior drama da humanidade – o drama da fome.”
- Josué de Castro


Josué de Castro, por Candido Portinari
 “Não é somente agindo sobre o corpo dos flagelados, roendo-lhes as vísceras e abrindo chagas e buracos na sua pele, que a fome aniquila a vida dos sertanejos, mas também atuando sobre o seu espírito, sobre sua estrutura mental, sobre sua conduta social. Nenhuma calamidade é capaz de desagregar tão profundamente e num sentido tão nocivo a personalidade humana como a fome quando alcança os limites da verdadeira inanição. Fustigados pela imperiosa necessidade de alimentar-se, os instintos primários se exaltam, e o homem, como qualquer animal esfomeado, apresenta uma conduta mental que pode parecer a mais desconcertante.”
- Josué de Castro, In Geografia da Fome.


“se conta a história de uma vida diante da história multiforme da vida”
- Josué de Castro, no prefácio do livro Homens e caranguejos, 1984.


"Pela memória e pelo coração, rejubilamo-nos por este brasileiro extraordinário que conosco lutou para fazer reinar a justiça e a solidariedade internacionais. Josué de Castro não é mais um de nós."
- Luis Echeverría Álvarez, Presidente do México, na FAO, em 1974.


Josué de Castro, com 13 anos - 1921
BIOGRAFIA
Josué Apolônio de Castro nasceu no Recife, em 5 de setembro de 1908, na casa número 1 da rua Joaquim Nabuco. Viveu no Recife e estudou medicina na Bahia, graduando-se no Rio de Janeiro em 1929. Formado, retorna ao Recife para trabalhar na Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, a convite de Olívio Montenegro, Sílvio Rebelo, Gilberto Freire e outros do grupo de José Maria Belo que iria ser Governador. A Revolução de 1930 impediu que Josué conquistasse um emprego na Secretaria de Educação e mudou sua sorte. Começou a clinicar no Recife e também a trabalhar como médico em uma grande fábrica, quando realiza, em 1932, um Inquérito Sobre as Condições de Vida das Classes Operárias no Recife.

Em 1934, Josué de Castro casa-se com Glauce Rego Pinto, companheira de toda vida, cúmplice, parceira e guardiã de seus escritos. O casal teve três filhos: Josué Fernando de Castro, Anna Maria de Castro e Sonia de Castro Duval. Aos 28 anos, já residindo no Rio de Janeiro, prestou concurso para o cargo de Professor Titular em Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Seu primeiro trabalho publicado como professor foi a tese para o concurso de Professor Titular em Geografia Humana – Fatores da localização da Cidade do Recife.

Josué de Castro, com 21 anos
 em sua formatura,
 1929
Radicado no Rio de Janeiro, clinicando, lecionando e estudando, Josué de Castro passa a ter atuação destacada em políticas públicas: nos movimentos em prol do estabelecimento do salário mínimo (que passa a vigorar por decreto-lei de Getúlio Vargas em 1940); na fundação dos Arquivos Brasileiros de Nutrição, editados sob a responsabilidade do Serviço Técnico da Alimentação Nacional e da Nutrition Foundation de New York em 1941; na fundação da Sociedade Brasileira de Alimentação em 1940, constituída de futuros dirigentes do Serviço de Alimentação da Previdência Social – SAPS, criado em agosto do mesmo ano por iniciativa do Ministério do Trabalho Indústria e Comércio.

Em 1942 é convidado oficial do governo da Argentina para estudar problemas de alimentação e nutrição, o que viria a acontecer igualmente com outros países, como os Estados Unidos em 1943, México e República Dominicana, em 1945.

Em 1943, Josué de Castro torna-se professor catedrático da cadeira de Nutrição do curso de Sanitaristas do Departamento Nacional de Saúde. É também designado diretor do Serviço Técnico de Alimentação Nacional (STAN), para nele desenvolver a área de tecnologia alimentar. Em 1945, o STAN é substituído pela Comissão Nacional de Alimentação (CNA), que Josué de Castro passa a dirigir até 1954.

Josué de Castro, em Maimi - 1944
A década de 1950 reservaria muitas atividades públicas na vida de Josué de Castro. Foi deputado federal por Pernambuco em duas legislaturas, 1955 e 1959. Em 1952, foi eleito Presidente do Conselho Executivo da FAO, Organismo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Reeleito por unanimidade pelos delegados dos países que formam o Conselho das Nações Unidas, permanece no cargo até o final de 1956. No exercício da Presidência do Conselho da FAO, impulsionado pelo sucesso de seus livros (Geografia da Fome havia sido publicado em 1946) e pelo prestígio do Órgão, além da aceitação de suas posições científicas, Josué de Castro empreende uma série de trabalhos no combate à fome no mundo, sempre buscando unir os conhecimentos científicos e a ação. Ao deixar a FAO, em 1957, Josué de Castro fundou a Associação Mundial de Luta Contra Fome - ASCOFAM, visando despertar a consciência do Mundo para o problema da fome e da miséria, além de promover projetos demonstrativos de que a fome pode ser vencida e abolida pela vontade dos homens.

Josué de Castro, em 1963
Ao tempo em que era presidente da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Josué de Castro se aproximou do mundo do cinema e seus escritos suscitaram interesse de cineastas do neo-realismo italiano, como Roberto Rosseline e Cesare Zavattini, ambos envolvidos em projetos de realizar filmes baseados em Geografia da Fome e Geopolítica da Fome. Desses projetos, realizou-se apenas o segmento brasileiro do projeto de Zavattini, que resultou no filme “O Drama das Secas”, filme de Rodolfo Nanni de 1958.

Josué de Castro foi indicado por três vezes para o prêmio Nobel: em 1954, concorreu para o Nobel de Medicina, e nos anos de 1963 e 1970, ao Nobel da Paz.

Em 1962, Josué de Castro era embaixador do Brasil na ONU – Organização das Nações Unidas. Em 1964, com o golpe militar, foi destituído do cargo de embaixador-chefe em Genebra e logo depois, em 9 de abril, tem seus direitos políticos cassados por 10 anos. Impedido de voltar ao país, escolheu a França para viver, morando em Paris de 1964 a 1973. Continuou nesse país suas atividades intelectuais. 

Josué de Castro
Fundou, em 1965, e dirigiu até 1973 o Centro Internacional para o Desenvolvimento, além de Presidente da Associação Médica Internacional para o Estudo das Condições de Vida e Saúde. Depois de um ano de docência, em 1969, o governo francês o designa professor estrangeiro associado ao Centro Universitário Experimental de Vincennes (Universidade de Paris VIII), onde trabalhou até sua morte.

No exílio, sentiu agudamente a falta do Brasil, a ponto de declarar que “não se morre apenas de enfarte ou de glomerulonefrite crônica, mas também de saudade”. Faleceu em Paris, em 24 de setembro de 1973, quando esperava o passaporte que o traria de volta ao Brasil. O passaporte chegou, porém já era tarde. Seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.


“Cedo me dei conta deste estranho mimetismo: os homens se assemelhando, em tudo, aos caranguejos, arrastando-se, agachando-se  como caranguejos para poderem sobreviver. Parados com os caranguejos na beira d’água ou caminhando para trás como caminham os caranguejos”
- Josué de Castro, in 'Homens e Caranguejos'.

CRONOLOGIA
Josué de Castro
1908 - Nasce na cidade do Recife-PE, em 5 de setembro.
1929 - Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil.
1933 - Chefe da Comissão que estudou as condições de vida das Classes Operárias do Recife (primeiro inquérito desta natureza levado a efeito no País).
1933 - Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais do Recife, até 1935.
1935 - Professor Catedrático de Antropologia da Universidade do Distrito Federal.
1936 - Membro da Comissão de Inquérito para Estudo da Alimentação do Povo Brasileiro, realizado pelo Departamento Nacional de Saúde.
1937 - Agraciado com o Prêmio Pandiá Calógeras.
1939 - Convidado oficial do Governo Italiano para realizar um ciclo de Conferências na Universidade de Roma e de Nápoles sobre os Problemas de Aclimatação Humana nos Trópicos.
1939 - Idealizador e Diretor do Serviço Central de Alimentação, transformado no Serviço de Alimentação da Previdência Social - SAPS, até 1941.
1940 - Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, até 1964.
1942 - Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação, até 1944.
1946 - Publica o que seria o grande marco da sua obra, Geografia da Fome.
Idealizador e Diretor do Instituto de Nutrição da Universidade do Brasil.
Agraciado com o Prêmio José Veríssimo da Academia Brasileira de Letras.
1947 - Membro do Comitê Consultivo Permanente de Nutrição da FAO.
1952 - Presidente do Conselho da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), até 1956.
Agraciado com o Prêmio Roosevelt da Academia de Ciências Políticas dos Estados Unidos pelo livro Geografia da Fome.
1953 - Agraciado com a Grande Medalha da Cidade de Paris.
1954 - Agraciado com o Prêmio Internacional Da Paz.
1955 - Oficial da Legião de Honra França.
Josué de Castro
1956 - Presidente eleito do Comitê Governamental da Campanha da Luta contra a Fome, ONU.
Deputado Federal pelo Estado de Pernambuco, até 1962.
1957 - Presidente da Associação Mundial contra a Fome (ASCOFAM).
1962 - Embaixador do Brasil na ONU, em Genebra, até 1964.
1965 - Fundador e Presidente do Centro Internacional para o Desenvolvimento (CID), até 1973.
1968 - Professor Estrangeiro Associado ao Centro Universitário Experimental de Vincennes, Universidade de Paris, até 1973.
1970 - Presidente da Associação Médica Internacional para o Estudo de Condições de Vida e Saúde (AMIEVS).
1973 - Morre no exílio aos 65 anos em Paris, França.



“O subdesenvolvimento não é, como muitos pensam equivocadamente, insuficiência ou ausência de desenvolvimento. O subdesenvolvimento é um produto ou um subproduto do desenvolvimento, uma derivação inevitável da exploração econômica colonial ou neocolonial, que continua se exercendo sobre diversas regiões do planeta.”
- Josué de Castro, in 'Geopolítica da fome'.


OBRA DE JOSUÉ DE CASTRO
Josué de Castro - ciclo do Caranguejo
CASTRO, Josué.  A alimentação brasileira à luz da geografia humana. Porto Alegre, Globo,
1937. 176 p.
____.  Alimentação e raça. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1935.
____.  A cidade do Recife: Ensaio de geografia urbana. Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil, 1954. 163 p. (texto revisto dos Fatores da localização da cidade do Recife).
____. Condições de vida das classes operárias do Recife. Recife, Imprensa Industrial, 1932.
____. Documentário do Nordeste. 1ª ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1937. 184p.
____. Documentário do Nordeste. 3ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1965.
____. Ensaios de geografia humana. 1ª ed. Porto Alegre, Livraria do Globo, 1939.
____. Ensaios de geografia humana. São Paulo, Brasiliense, 1968 (Col. Obras Completas).
____. Fatores de localização da cidade do Recife. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1947. 81 p.
____. Festa das letras (com Cecília Meirelles). Porto Alegre, Livraria do Globo, 1937.
____. Festa das letras (com Cecília Meirelles). Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996.
____. Fisiologia dos tabus. 1ª ed. São Paulo, Melhoramentos, 1938. 62 p.
____. Fome um tema proibido – Últimos escritos de Josué de Castro. Petrópolis, Vozes, 1983.
____. Fome um tema proibido – Últimos escritos de Josué de Castro. 3ª  ed. Recife, Instituto de Planejamento de Pernambuco/Cia Editora de Pernambuco, 1996.
____. Geografia da fome. 1ª ed. Rio de Janeiro, O Cruzeiro, 1946.
____. Geografia da fome. 14ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001.
____. Geopolítica da fome. 1ª ed. Rio de Janeiro, Editora Casa do estudante do Brasil, 1951.
____. Geopolítica da fome. 8ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1968. 467 p. 2 volumes (Obras Completas).
____.  Homens e caranguejos. 1ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1967. 177 p.
____.  Homens e caranguejos. 2ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001.
Josué de Castro, conversando com
menino de rua
____.  O livro negro da fome. 1ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1960. 171 p.
____.  O problema da alimentação no Brasil. São Paulo/Rio de Janeiro, Companhia Editora Nacional, 1932. 257 p. (Col. Brasiliana).
____. O problema fisiológico da alimentação no Brasil. Recife, Imprensa Industrial, 1932. 50 p. (tese de livre docência para a cadeira de fisiologia da Faculdade de Medicina do Recife).
____. Problemas de medicina prática e preventiva no Brasil. 1ª ed. Rio de Janeiro, Agir, 1946 (organizado por Beatrice Berle).
____. Science et Technique. Edição do Ministério da Educação para a Exposição de Paris de 1938. Vários colaboradores.
____. Sete palmos de terra e um caixão. São Paulo, Brasiliense, 1965. 223 p.
____. Sete palmos de terra e um caixão. 3ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1969. 225 p. (Obras Completas).
____. “Therapeutica dietética do diabete”. In: Diabete. 1ª ed. Porto Alegre, Livraria do Globo, 1936. p. 271-294 (organizado por H. Annes Dias).
____. Três personagens. Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil, 1955.


“O fenômeno – fome – se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe, nos bairros miseráveis da cidade do Recife: Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta é que foi a minha Sorbonne: a lama dos mangues do Recife, fervilhando de  Caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejos, pensando e sentindo como caranguejos. Seres anfíbios – habitantes da terra e da água, meio homens e meio bichos.”
- Josué de Castro, no prefácio do livro Homens e caranguejos, 1984.


Josué de Castro no mundo inteiro

OBRA TRADUZIDA E PUBLICADA NO EXTERIOR
Alemanha
CASTRO, Josué de.  Der krebskreis roman. Berlin, Verlag Neues Leben, 1970. 207 p. Tradução de Homens e caranguejos.
____.  Geopolitik des hungers. Tradução de Geopolítica da fome mais dois volumes. Frankfurt, Suhrkamp Verlag, 1973. 390 p.
____.  Weltgeibel hunger. Güttingen/Berlin, Musterschmidt-verlaf, 1959, 369p. Tradução de Geopolítica da fome.

Argentina
____.  Ensayos sobre el sub-desarrollo. Buenos Aires, Siglo Veinte, 1965. 229 p.
____.  Tradução de Ensaios de biologia social.
____.  Geografia del hambre. Buenos Aires, Peuser, 1950. 333 p.
____.  Geografia del hambre. 3ª ed. Buenos Aires, Solar/Hachette, 1969.
____.  Geopolítica del hambre. Buenos Aires, Editorial Rigal, 1955.
____. Geopolítica del hambre. 3ª ed. Buenos Aires, Solar/Hachette, 1967. 409 p. (Dimensión Americana).
____. El hambre problema universal. Buenos Aires, La Pleyade, 1969. 141 p.
____. El libro negro del hambre. Buenos Aires, Universitária de Buenos Aires, 1964. 170 p.
____. Una zona explosiva en América Latina. Buenos Aires, Solar/Hachette, 1965. 247 p. Tradução de Sete palmos de terra e um caixão.

Chile
____. Geografia del hambre. Santiago de Chile, Universitária, 1961. 240 p.

China
____. Geografia da fome. Tradução em chinês.

Josué de Castro, visita comunidades carentes 
em Palermo, Itália
Colômbia
____. Mensajes. Antologia del pensamiento económico y social de América Latina. Bogotá, Colibri, 1980. Publicado com o nome de Fome, um tema proibido.

Cuba
____. Geopolítica del hambre. Habana, La Habana, 1964. 163 p.
Dinamarca
____. En brasiliansk tragedie. Denmark, Mellemfolkeligt Samvirke, 1970. 167 p. Tradução de Death in Northeast. Tradução de Sete palmos de terra e um caixão.
____. Sultens Geografi. Denmark, Forgalet Rode Hane, 1963. Tradução de Geografia da fome.
____. Sultens Geografi. Denmark, Forgalet Rode Hane, 1972.

Espanha
____. Geografia del hambre. Madrid, CID, 1961. 366 p.
____. Geografia del hambre. 3ª ed. Madrid: CID, 1966. 366 p.
____. Geopolítica del hambre. Madrid, Guadarrama, 1972. 331p.
____. Geopolítica del hambre. Madrid, Punto Omega, 1975. 320 p. (Col. Universitaria de Bolsillo).
____. El libre negre de la fam. Barcelona, Estela, 1962.
____.  Un niño entre hombres y cangrejos. 1ª ed. Madrid, CID, 1966. 216 p.
____.  Una zona explosiva. El nord-est del Brasil. Barcelona, Nova Terra, 1965. 301 p.

Estados Unidos
____. The Black Book of Hunger. Boston, Beacon Press, 1969. 155 p.
____.  The Black Book of Hunger. New York, Junk & Wagnalls,1967.
____. Death in the Northeast. New York, Randon House, 1966. Tradução de Sete palmos de terra e um caixão.
____. Death in the Northeast. New York, Vintage Books, 1969.
____. The Geography of Hunger. Boston, Little, Brown and Cia, 1952.
____. The Geopolitics of Hunger. New York/London, Monthly Review Press,
1977.
____. Latin American Radicalism. New York, Vintage Books, 1969. Organizado por Irving  Horowitz, Josué de Castro e John Gerassi, contendo artigos de Fidel Castro, Eduardo Fri, Camilo Torres, Celso Furtado etc.
____. Of Men and Crabs. 1ª ed. New York, The Vanguard Press, 1970. 190 p.

França
____. Geographie de la faim. 1ª ed. Paris, Editions Ouvrières – Col. Économie et Humanisme, 1949. 260 p.
____. Geographie de la faim. Paris, Seuil, 1964. 260 p.
____. Geopolitique de la faim. 1ª ed. Paris,  Les Éditions Ouvrières – Économie et Humanisme, 1952.
____. Geopolitique de la faim. Paris, Les Éditions Ouvrières – Économie et Humanisme, 1973.
____. Des hommes et des crabes. Paris, Seuil, 1966. 186 p.
____. Le livre noir de la faim. Paris, Economie et Humanisme – Editions
Ouvrières, 1961.
____. Une zone explosive. Le nordeste du Brésil. Paris, Seuil, 1965. 256 p.

Holanda
____. De wereldkaart van de honger. Amsterdam, Wereld-bibliotheek, 1956. 278 p.

Hungria
____. Az éhezö Brazília. Budapest, Kossuth Könyvkiadó, 1965. Tradução de Geografia da fome.
____. Az éhség foldrajza. Budapest: Szira, 1955. Tradução de Geopolítica da fome.
____. Emberek és rákok. Budapest, Kossuth Konyvkiadó, 1968. Tradução de O ciclo do caranguejo.

Irã
____. Geopolítica da fome. Téhèran: Universidade de Teerã, 1963. Tradução em persa.

Josué de Castro,sempre voltava ao mangue
Itália
____. Alimentazione e acclimatazione umana nei Tropici. 1ª ed. Conferências pronunciadas na Itália.
____. Alimentazione non pianificata nel Sud America. Milano, Ulrico Hoepli, 1951.
____. Geografia della fame. Bari, Leonardo Da Vinci, 1954. 372 p.
____. Gli uomini contro la fame. (vários autores) Milano, Editore Ulrico Hoepli, 1951. (Sotto gli auspici  della Unesco).
____. Il libro nero della fame. Brescia, Morcelliana, 1963. 235 p.
____. Una zona esplosiva: il nordeste del Brasile. Torino, Giulio Einaudi, 1966. 213 p.
____. Uomini e granchi. Torino, Società Editrice Internazionale, 1974. 182 p.

Japão
____. Geografia da fome. Tradução em japonês.

Língua árabe
____. Geografia da fome. Tradução em árabe.

México
____. La alimentación en los trópicos. México: Fondo De Cultura Económica, 1946. 204 p. Original inédito.

Noruega
____. Ein brasilsk tragedie. Oslo, Det Norske Samlaget, 1969. Tradução de Sete palmos de terra e um caixão.

Peru
____. ¿Adonde va la América Latina? Lima, Latino Americana, 1966. 187 p.

Polônia
____.  Geografia glodu. 1ª ed. Warsawa, Pax, 1954.
____. Ludzie i kraby. Warszawa, Ksiazka i Wiedza, 1968. Tradução de O ciclo do caranguejo.

Portugal
____. O ciclo do caranguejo. 1ª ed. Porto, Brasília, 1966. 185 p.
____.  A estratégia do desenvolvimento. Lisboa, Seara Nova, 1971.
____.  Ensaios de biologia social. Porto, Brasília, 1967. 276 p.
____.  Ensaios de geografia humana. Porto, Brasília, 1966. 228 p.
____.  Geografia da fome. Lisboa, IPSA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 2001.
____.  Geopolítica da fome. Porto, Brasília, 1966.
____.  O livro negro da fome. Porto, Brasília, 1966. 157 p.
____.  Sete palmos de terra e um caixão. Lisboa, Seara Nova, 1965. 248 p.

Reino Unido
____. Geography of Hunger. 3ª  ed. London, Victor Gollancz, 1955. 1ª edição em 1952 e 2ª em 1953.
____. The Geopolitics of Hunger. New York/London, Monthly Review Press, 1977.

República Tcheca
____. Zemèpis hladu. Tradução de Geopolítica da fome. Praha, SNPL, 1956.158 p.

Romênia
____. Geografia foamei. Bucuresti, Politicä, 1965. 318 p.
____. Geografia foamei. Bucuresti, De Stat Pentru, 1965. 350 p.

Rússia
____.  Geografia da fome. Tradução em russo. 220 p.
____. Geopolítica da fome. Tradução em russo. 385 p.

Suécia
____.  En brasiliansk tragedi. Stockholm, Rabén & Sjorgren, 1967. Tradução de Death in Northeast. Tradução de Sete palmos de terra e um caixão.

Venezuela
____. América Latina y los problemas del desarrollo (Vários autores). Caracas, Monte Ávila Editores, 1974.

"Acho que foi ele que disse: - existe fome no Brasil. Ele que deu à fome o estatuto político e científico quando levantou essa questão." "... este é um crime político que a ditadura militar tem que debitar na sua imensa conta. A morte dele no exílio."
- Herbert de Souza (Betinho)


"Ele era apenas um brasileiro - um grande brasileiro. Um cientista, um escritor, um homem público, devotado à sua pátria, ao seu povo..." "...Sabia da injustiça, das nossas mazelas, sabia da fome... e como sabia da fome!"
- Jorge Amado

Josué e Tancredo Neves em Roma - foto: (...)

Diante de certos livros é que a gente vê como é fácil e sem importância o ofício de literato. Sim, são realmente os cientistas que nos botam complexo de inferioridade. Porque afinal de contas fazer literatura não é mais do que coisa gratuita e à toa, anotar impressões, traduzir um estado de alma, ou relatar algum sucesso havido, sempre deformado. Em suma: tudo improvisação, falsificação, fingimento.Mas escrever um livro que informe, ensine, descubra verdades encobertas ou controvertidas, isso sim, representa, na realidade, um mundo de honestidade, esforço, labuta, rigor além do talento natural que exige em grandes doses.E é pois o sentimento da minha inidoneidade que me afeta ao tentar um comentário em torno do livro do ilustre professor JOSUÉ DE CASTRO: O "Geografia da Fome."
- Rachel de Queiroz, escritor, in: comentário da Acadêmica sobre o Livro Geografia da Fome.


Josué de Castro com o Rei de Marrocos  - foto: (...)

“Quero dizer, pois, que a sua palavra não caiu em vão e se o lábaro que nos mostrou de certo modo, neste país que fala em subnutrição, não fala mais de fome, esse lábaro de certa forma, por muito tempo não foi erguido, ou foi erguido de maneira equívoca para que justamente, logo tivesse os frutos desejados ainda é tempo de retomar o caminho que ele nos mostrou e de ganhar a batalha.  Imagino, pois, que a lição de Josué de Castro é uma lição permanente e que deve ser recebida com a emoção que ela merece.”
- Milton Santos, geógrafo, in: discurso proferido no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ, em sessão comemorativa dos 50 anos da Geografia da Fome – 1996.

Josué de Castro e Abbé Pierre em Grenoble, França

“Quantos professores, jovens e militantes do Brasil conhecem ou ouviram falar de nossos queridos Josué de Castro, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, João do Vale, Patativa do Assaré, Câmara Cascudo, Caio Prado Junior, Nelson Wernek Sodré e tantos outros. Esses pensadores foram “esquecidos” pela classe dominante, para que as gerações atuais não pudessem se apropriar de seu pensamento, de seu exemplo, de suas reflexões. E nos proibiram de conhecê-los porque sabem que seu pensamento e ação são revolucionários. Revolucionários não numa retórica agitadora de gritar loas à mudança. Revolucionários no verdadeiro sentido de Marx e de Caio Prado Júnior: de revolucionar as estruturas econômicas e sociais, para que o povo possa se apropriar coletiva e socialmente dos bens da natureza e das formas de produzir os bens, utilizando-os em favor da melhoria de vida material e cultural de todos e não apenas de uma minoria, como sempre aconteceu nestes 500 anos. Nossa obrigação, como militantes estudiosos e dedicados que devemos ser, se quisermos honrar a memória de Josué de Castro, é estudar suas obras, compreendê-las, utilizá-las para transformar nossa realidade. Recuperar seu pensamento e ação para que todos os estudantes e militantes o conheçam.”
- João Pedro Stédille, coordenador do MST, in: trecho da apresentação para o Caderno de Estudos denominado Josué de Castro - O Semeador de Idéias.


Josué de Castro e a equipe do Instituto de Nutrição - RJ
"Josué é uma das pessoas que eu mais admirei. Eu digo mesmo que Josué é o homem mais inteligente e mais brilhante que eu conheci." "... o diabo é que me dava uma inveja enorme - Josué era brilhante em todas as línguas... Incrível!" "... mas isso do intelectual mais eminente do país, a figura mais importante do território brasileiro, a mais visível... esse, ser levado à morte em tristeza, querendo vir..."
- Darcy Ribeiro


"A história dos homens do Nordeste me entrou mais pelos olhos do que pelos ouvidos. Entrou-me por dentro dos meus olhos ávidos de criança sob forma destas imagens que estavam longe de serem claras e risonhas... Nada eu via que não provocasse a sensação de uma verdadeira descoberta. Foi assim que eu vi e senti formigar dentro de mim a terrível descoberta da fome."
- Josué de Castro, no prefácio do livro Homens e caranguejos, 1984.

Josué de Castro numa noite de autógrafos no Ceará

FORTUNA CRÍTICA DE JOSUÉ DE CASTRO
(Bibliografia de Josué de Castro)
ABRAMOVAY, Ricardo. O que é fome. 9ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1991, 117 p.
ALVES, Jose Jakson Amancio. 2008: Ano Centenário de Josué de Castro – 61 Anos da Geografia da Fome.  Revista Espaço Acadêmico, n. 89, outubro de 2008.
ALVES, Jose Jakson Amancio. A contribuição de Josué de Castro no estudo e combate à fome e sua repercussão científica e política na geografia. Revista de Geografia. Recife: UFPE – DCG/NAPA, v. 25, n. 2, mai/ago. 2008. Disponível no link. (acessado em 23.6.2012).
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“Os neomalthusianos, ao afirmarem que o mundo vive faminto e está condenado a perecer numa epidemia total de fome porque os homens não controlam de maneira adequada os nascimentos de novos seres humanos, não fazem mais do que atribuir a culpa da fome aos próprios famintos.”
- Josué de Castro


"Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo."
- Josué de Castro

Josué de Castro - Foto: (...)

"Tudo aí, é, foi ou está para ser caranguejo, inclusive a lama e o homem que vive nela. A lama misturada com urina, excremento e outros resíduos que a maré traz, quando ainda não é caranguejo, vai ser. O caranguejo nasce nela, vive dela. Cresce comendo lama, engordando com as porcarias dela, fazendo com lama a carninha branca de suas patas e a geléia esverdeadas de suas vísceras pegajosas. Por outro lado o povo daí vive de pegar caranguejo, chupar-lhe as patas, comer e lamber os seus cascos até que fiquem limpos como um copo. E com a sua carne feita de lama fazer a carne do seu corpo e a carne do corpo de seus filhos."
- Josué de Castro, in 'Homens e caranguejos'.


"O problema da fome de sódio é um problema da mais alta importância na vida tanto econômica como social dos grupos humanos que habitam as regiões equatoriais e tropicais. Através dele se fazem sentir influências decisivas do tipo de alimentação, do vestuário, e do regime de trabalho. Problema de raça, de clima e de hábitos culturais."
- Josué de Castro, 'sobre as conseqüências desta carência', In Geografia da Fome.

Josué de Castro - Foto: (...)

DOCUMENTÁRIO
Título: Josué de Castro - Cidadão do Mundo
Sinopse: conta a história do autor de “Geopolítica da fome” e de “Geografia da fome”. Uma das mais importantes personalidades de seu tempo, Josué de Castro presidiu a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – e, por duas vezes, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz, tendo dedicado a vida inteira à luta contra a fome no mundo. O vídeo apresenta imagens históricas do acervo da ONU, além de entrevistas com diversas personalidades ligadas causas sociais, entre elas Herbert de Souza, o Abade Pierre e Darcy Ribeiro. 
Direção: Sílvio Tendler
Produção Executiva: Adolfo Lachtermacher
Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche
Consultoria Especializada: Anna Maria de Castro e Josué Fernando de Castro Filho
Narração: José Wilker e Francisco Milani
Edição: Mário Lobão e Flávia Celestino
Argumento: Josué de Castro Filho e Adolfo Lachtermacher
Texto: Tânia Fusco
Roteiro: Sílvio Tendler e Tânia Fusco
Produtores Associados: Vídeo Fundição, Caliban Produções Cinematográficas (RJ), Truques (Recife), Próvídeo (DF), Lamounier (RJ), Sky Light (RJ), Delart (RJ)
Realização: Bárbaras Produções
Distribuição: UERJ Vídeo

"O caminho para a salvação do mundo, segundo nossa opinião, deve consistir em facilitar progressivamente sua reestruturação econômica e social a partir de princípios mais humanitários – princípios que coloquem o homem como o centro do pensamento e do interesse social. Desta forma, será possível utilizar racionalmente os inúmeros recursos naturais ainda inexplorados e obter alimentos para acalmar a fome de toda a humanidade."
- Josué de Castro


"Os neomalthusianos, ao afirmarem que o mundo vive faminto e está condenado a perecer numa epidemia total de fome porque os homens não controlam de maneira adequada os nascimentos de novos seres humanos, não fazem mais do que atribuir a culpa da fome aos próprios famintos."
- Josué de Castro
Josué de Castro - foto: (...)

“Josué fala de uma humanidade entregue a instintos primitivos porque se de um lado se justificava, perfeitamente, a falta de sono daqueles que não tinham alimento, de outro lado, não se podia compreender a atitude impassível daqueles que tendo sobra demais no seu bem estar, não desejavam atender e ajudar a atenuar a situação de miséria daqueles que se achavam dentro dos ¾ de famintos. E no mundo, hoje, sobram cada vez mais as verbas para armamentos e cada vez minguam mais as verbas para a assistência social. Enquanto homens do Nordeste se vêem obrigados a consumir a sua dieta de lagartos e cobras, outros realizam banquetes requintados."
- Barbosa Lima Sobrinho, in: discurso proferido na sede da ABI, com o propósito de assinalar os 10 anos da morte de Josué de Castro – 1983.

Josué de Castro - Foto: (...)

"Um dos traços fundamentais de Josué de Castro era a sua clarividência. A clarividência é uma virtude que se adquire pela intuição, mas sobretudo pelo estudo. É tentar ver a parte do presente que se projeta no futuro."
- Milton Santos, Geógrafo


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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Josué de Castro - e a geografia da fome. Templo Cultural Delfos, junho/2012. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 6.8.2016.



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5 comentários:

  1. Interessante este seu blog e a postagem sobre Josué de Castro.
    Boa pesquisa bibliográfica
    Parabéns

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  2. Muitas palmas para esse brilhante homem!!!! Orgulho brasileiro!!!

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  3. Em 1957 eu tinha 19 anos morava em Duque de Caxias, RJ, e ouvi uma longa entrevista de Josué de Castro no programa Universidade do Ar, com um dos Amado, Genolino ou Gilson. Fiquei sabendo dele e da ASCOFAM. A Na sequência da vida tornei-me editor e contribui com Maria Vicentina de Carvalho na elaboração e publicação de PROGRAMA DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR PARA O CURSO PRIMÁRIO, publicado em 1965 e a 3.......[ e 4ª edições pela Biblioteca do Educador Contemporâneo . Em 1968 ela mereceu Menção Honrosa da UNESCO, por ser o 1º a tratar de uma didática de nutrição. E ASSIM SE PASSARAM 50 ANOS. Não está morto quem é lembrado.

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    Respostas
    1. O senhor tem razão, estamos organizando uma exposição sobre Josué de Castro nesse momento. A fome continua um mal terrível para a humanidade.

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