Câmara Cascudo - uma conversa sobre a cultura popular



Câmara Cascudo, por William
"Sou um homem que não desanimou de viver e acho a vida cheia de encantos."
- Câmara Cascudo


"Creio na bondade sem a garantia prévia da gratidão. Sem que se assegure da memória devedora. Sem que se estabeleça, pelo ato generoso, uma servidão vitalícia no beneficiado. Bondade paga-se no puro e simples ato de sua realização. Como um fruto justifica a existência útil da árvore. Bondade antevendo a recompensa é apólice de sociedade mutualista rendendo do capital intocável do favor inicial. Os pássaros não são devedores dos frutos e da água da fonte. Eles testificam, perante a natureza, a continuidade da missão cultural."
- Câmara Cascudo, em "O Tempo e Eu", Natal: UFRN/Imprensa Universitária, 1968.


Câmara Cascudo
Luís da Câmara Cascudo (Natal RN, 30 de dezembro de 1898 - idem, 30 de julho de 1986). Folclorista, professor, historiador e jornalista. Filho do coronel Francisco Justino de Oliveira Cascudo (1863 - 1935) e de Anna da Câmara Cascudo. Inicia a carreira jornalística em 1918, assinando a coluna Bric-à-Brac do jornal A Imprensa, administrado por seu pai. Forma-se na Faculdade de Direito do Recife em 1928, e trabalha como professor de história do Colégio Atheneu Norteriograndense. Em 1934, torna-se sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB e escreve numerosos artigos para as revistas publicadas pelo instituto. Funda a Sociedade Brasileira de Folclore em 1941. Dois anos depois, a convite do poeta Augusto Meyer (1902 - 1970), diretor do Instituto Nacional do Livro - INL, começa a redigir o Dicionário do Folclore Brasileiro, importante obra de referência, lançada em 1954. Nas décadas de 1950 e 1960, é responsável pela organização de diversas coletâneas de textos históricos, etnográficos e sobre os mitos folclóricos nacionais. Assume o cargo de professor catedrático de direito internacional público da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, em 1961. Em viagem pela África, em 1963, visita Angola, Guiné, Congo, São Tomé, Cabo Verde e Guiné-Bissau, onde coleta informações utilizadas nos livros A Cozinha Africana no Brasil, de 1964, e História da Alimentação no Brasil, publicado em dois volumes em 1967 e 1968.


"É evidente que somos bem pouco, muito pouco felizes com a espantosa aparelhagem possuída para fazer-nos conhecer a terra, céu e mar. A vida tornou-se febril e nas cidades grandes são anfiteatros onde o homem se debate, sofrendo como se fosse submetido a uma vivisseção. Os complexos tradicionais de “amigo”, “compadre”, “companheiro” sofrem restrições calamitosas e vão cedendo à maré montante dos interesses crescentes. Vivemos sob o signo da angústia. Angústia significa justamente o nosso estado de compressão, opressão mental, asfixia econômica, hostilidade ambiental."
- Câmara Cascudo , em "Canto de Muro". Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1959.


"Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função."
- Câmara Cascudo


LUÍS DA CÂMARA CASCUDO, POR ELE MESMO
Câmara Cascudo
Nasci na rua das Virgens e o padre João Maria batizou-me no Bom Jesus das Dores, Campina da Ribeira, capela sem torre mas o sino tocava as Trindades ao anoitecer. Criei-me olhando o Potengi, o Monte, os mangues da Aldeia Velha onde vivera, menino como eu, Felipe Camarão. Havia corujas de papel no céu da tarde e passarinhos nas árvores adultas (...). Natal de 96 lampeões de querosene. Santos Reis da Limpa em janeiro. Santa Cruz da Bica em maio. Senhora d’Apresentação em novembro. Farinha de castanha e carrossel. Xarias e Canguleiros. (...). Tinha 13 anos quando veio a luz elétrica. Festas no Tirol. Violão de Heronides França. Livros. Cursos. Viagens. Sertão de Pedra e Europa.
Nunca pensei em deixar a minha terra.
Queria saber a história de todas as cousas do campo e da cidade. Convivência dos humildes, sábios, analfabetos, sabedores dos segredos do Mar das Estrelas, dos morros silenciosos. Assombrações. Mistérios. Jamais abandonei o caminho que leva ao encantamento do passado. Pesquisas. Indagações. Confidências que hoje não têm preço. Percepção medular da contemporaneidade.
Nossa casa hospedou a Família Imperial e Fabião das Queimadas, cantador que fora escravo. (...) Filho único de chefe político, ninguém acreditava no meu desinteresse eleitoral. Impossível para mim dividir conterrâneos em cores, gestos de dedos, quando a terra é uma unidade com sua gente. (...) Dois homens quiseram fixar-me fora de Natal: Getúlio Vargas no Rio de Janeiro e Agamenon Magalhães, no Recife. Jamais os esquecerei porque nada pedira. Alguém deveria ficar estudando o material economicamente inútil. Poder informar dos fatos distantes na hora sugestiva da necessidade.
Fiquei com essa missão.
Andei e li o possível no espaço e no tempo. Lembro conversas com os velhos que sabiam iluminar a saudade. Não há recanto sem evocar-me um episódio, um acontecimento, o perfume duma velhice. Tudo tem uma história digna de ressurreição e de uma simpatia. Velhas árvores e velhos nomes, imortais na memória.
Em 1946 fiz parte de uma comissão enviada pelo Ministério das Relações Exteriores ao Uruguai. Éramos três: Aluísio de Castro, Angione Costa e eu, único sobrevivente. Voltando, contou-me Aluísio de Castro que Afrânio Peixoto (escritor baiano), sabendo da expedição cultural, dissera num leve riso: "E ele deixou o Rio Grande do Norte? Câmara Cascudo é um provinciano incurável!".
Encontrara meu título justo, real e legítimo.
Provinciano incurável! Nada mais.
- Câmara Cascudo, em "A Província", edição comemorativa aos seus setenta anos de idade e cinqüenta de atividade literária.
Câmara Cascudo em sua biblioteca escrevendo

"A biblioteca é a minha Babilônia. E nela todos os volumes me interessam. Cada livro que leio – ou releio – me fascina. Mas a leitura é um hábito. Só a repetição traz o costume, o prazer."
- Câmara Cascudo, citado em "O Colecionador de Crepúsculos". [Barreto, Anna Maria Cascudo].


CRONOLOGIA DE VIDA E OBRA DE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
Câmara Cascudo - menino.
1898 - Nasce em 30 de dezembro, em Natal
1910 - Publica artigos na revista Centro Polymathico
1918 - Inicia seu trabalho na imprensa com crônicas no jornal A Imprensa, dirigido e administrado por seu pai, e escreve na coluna Bric-à-Brac até 1924.
1922 - Colabora nas revistas Fon-Fon e Brasil, e estuda a língua inglesa para se dedicar a leituras de relatos de viagens realizadas na África e na Ásia.
1928 - Conclui o curso de direito na Faculdade de Direito do Recife. É nomeado professor de história do Colégio Atheneu Norteriograndense. Realiza expedição à Praia dos Touros, no Rio Grande do Norte, e publica o relato na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. É responsável pela coluna diária Acta Diurna no jornal República e escreve poesias na Revista de Antropofagia.
1930 - Publica artigos na Revista Nova.
1934 - É admitido como sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB.
1935 - É colaborador das revistas dos institutos históricos de Pernambuco e do Amazonas.
1936 - Publica uma série de artigos sobre a cultura indígena na Revista Panorama.
1937 - Escreve crônicas em O Jornal, de Funchal, Ilha da Madeira, Portugal.
1939 - Colabora na revista Nordeste, dirigida pelo poeta Tasso da Silveira (1895 - 1968), e no Caderno Hora Presente, editado em São Paulo.
 1941 - Funda, em Natal, a Sociedade Brasileira de Folclore.
1942 - Edita pela Editora Nacional a tradução do livro Travels in Brasil (Viagens ao Nordeste do Brasil), escrito pelo inglês Henry Koster (1793 - 1824).
Câmara Cascudo, colação de grau na Faculdade
de Direito de Recife 
em 1928
1943 - Por encomenda do poeta Augusto Meyer (1902 - 1970), então diretor do Instituto Nacional do Livro - INL, começa a redigir o Dicionário do Folclore Brasileiro.
1944 - Organiza os livros Antologia do Folclore Brasileiro e Os Melhores Contos Populares de Portugal.
1946 - É responsável pela organização da antologia Contos Tradicionais do Brasil.
1947 - Integra com Renato Almeida (1895 - 1981) e Luís Heitor Correia de Azevedo (1905 - 1992) a delegação brasileira enviada a Lisboa para o 1º Congresso Luso-Brasileiro de Folclore. Representa o Brasil no Congresso da Comissão Internacional de Artes e Tradições Populares, realizado em Paris, e assume a vice-presidência da instituição.
1948 - Ganha o título de Historiador da Cidade de Natal.
1949 - Recebe o Prêmio João Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras – ABL.
1950 - Homenageado pelo Exército com a Medalha do Pacificador.
1954 - Organiza as antologias Contos de Encantamento, Contos Exemplares e No Tempo em que os Bichos Falavam.
1955 - Organiza a antologia Trinta "Estórias" Brasileiras.
1956 - A ABL lhe concede o Prêmio Machado de Assis.
1959 - É nomeado pelo governador Dinarte Mariz (1903 - 1984) para o cargo de terceiro consultor-geral do Rio Grande do Norte.
1960 - Torna-se sócio honorífico da American Folk-Lore Society, e é eleito membro da Societé Suisse des Américanistes, instituição sediada em Genebra, Suíça. Participa do 1º Congresso Brasileiro de Crítica e História Literária, realizado no Recife. Rejeita sua indicação para a ABL.
1961 - Assume o cargo de professor catedrático de direito internacional público da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e se aposenta em 1967.
1963 - Realiza viagem para a África, e passa por diversos países - Angola, Guiné, Congo, São Tomé, Cabo Verde e Guiné-Bissau - para coletar informações posteriormente utilizadas no livro História da Alimentação no Brasil, publicado em dois volumes, respectivamente em 1967 e 1968.
Câmara Cascudo
1964 - É eleito sócio-correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.
1970 - É agraciado com o Prêmio Brasileiro de Literatura pela Fundação Cultural do Distrito Federal.
1972 - Recebe o Prêmio Literário Hennig Albert Boilesen.
1977 - Concede entrevista à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e fala sobre suas pesquisas e o encerramento do período de colaboração em jornais. É homenageado com o Troféu Juca Pato de intelectual do ano.
1983 - A Fundação Nacional de Artes - Funarte, por meio do Instituto Nacional do Folclore, cria o Prêmio Câmara Cascudo. Recebe a Medalha Peregrino Júnior, conferida pela União Brasileira de Escritores.
1984 - É agraciado com a Medalha de Mérito Massangana, concedida pelo Instituto Joaquim Nabuco de Ciências Sociais.
1986 - Morre em 30 de julho, na cidade de Natal.

"O vício da literatura grego-latina vacinou-me contra as ditaduras mentais contemporâneas."
- Câmara Cascudo



Câmara Cascudo - "Reminiscências"

"Se da Universidade não parte a valorização humana da ciência adquirida e sua aplicação nobre e digna, então está jurando solidariedade e aliança-cúmplice com todos os elementos que anoitecem o mundo e espalham, na amplidão das cidades e dos campos, a imutabilidade do signo da Angústia, da Insatisfação, do Desalento, do Pessimismo, desfibrador e responsável por tantos males e maremotos sociais. Uma Universidade é plasmadora de Culturas em defesa ascensional da Civilização."
- Câmara Cascudo, em "Universidade e civilização".


Câmara Cascudo, por Erick de Lima
"O charuto é quase uma extensão do meu rosto. Este é um dos meus vícios, é vício confessável, exibido. Um bom charuto é um prazer cotidiano, mágica fumaça consoladora."
- Câmara Cascudo 


OBRAS PUBLICADAS DE CÂMARA CASCUDO - PRIMEIRAS EDIÇÕES
Livros
Antropologia, Etnografia, Folclore e sociologia
Santos Eu o Povo Canonizou. s.d.
Vaqueiros e Cantadores. Porto Alegre: Editora Globo 1939, 274 p; São Paulo: Itatiaia, 1984; São Paulo: Global Editora, 2005 357 p.
Informação Histórica e Etnográfica. Recife: Of. de Renda, Priori e Cia, 1940. 211 p.
Sociedade Brasileira de Folclore. 1942.
Antologia do Folclore Brasileiro. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1944. 2 volumes. 502 p.
Lendas Brasileiras. [21 Histórias criadas pela imaginação de nosso povo]. Rio de Janeiro: Leo Jerônimo Schidrowitz, 1945. (Confraria dos Bibliófilos Brasileiros Cattleya Alba). 89 p.
Contos tradicionais do Brasil: confronto e notas. [Coleção Joaquim Nabuco nº 8]. Rio de Janeiro, Editora Ediouro, 1946, 405 p.
Festas e tradições populares. Rio de Janeiro: Briguiet, 1946, 551 p.
Geografia dos Mitos Brasileiros. [Coleção Documentos Brasileiros , vol. 52]. Rio de Janeiro: Editora José Olímpio, 1947, 467 p.
O Homem de Espanto. Natal: Galhardo, 1947. 204 p.
Consultando São João. 1949.
Anubis e Outros Ensaios. Editora O Cruzeiro, 1951, 281p.; 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983.
Meleagro: Depoimento e Pesquisa sobre a CAPH/USP CAPH/USP Magia Branca no Brasil. Editora Agir, 1951, 196 p.; 2ª edição, Rio de Janeiro, 1978.
História da Imperatriz Porcina. [Crônica de uma novela do século XVI, popular em Portugal e Brasil]. Lisboa: Edições de Álvaro Pinto, Revista Ocidente, 1952. 83 p.
Literatura Oral no Brasil. [Coleção Documentos Brasileiros, vol. 6 da História da Literatura Brasileira]. Editora José Olímpio, 1952, 465 p.
Cinco Livros do Povo: introdução ao Estudo da Novelística no Brasil. [Coleção Documentos Brasileiros, Vol. 72]. Editora José Olympio, 1953, 449 p.; 2ª edição, ed. Univ. UFPB, 1979.
Antologia de Pedro Velho de Albuquerque Maranhão. Natal: Departamento de Imprensa, 1954. 250 p.
Dicionário do Folclore Brasileiro. Instituto Nacional do Livro, INL, Rio de Janeiro, 1954, 660 p.
Contos de Encantamento. Salvador: Ed. Progresso, 1954. 124 p.
Contos Exemplares. Salvador: Ed. Progresso, 1954. 91 p.
Trinta “estórias” brasileiras. Lisboa: Editora Portucalense, 1955. 170 p.
Tradições Populares da Pecuária Nordestina. MA-IAAA, nº 9, Rio de Janeiro, 1956.
Jangada: Uma Pesquisa Etnográfica. [Coleção Vida Brasileira]. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação, 1957, 181 p.
Jangadeiros. [Documentos Vida Rural, 11]. Serviço de Documentação Agrícola, Brasil, 1957, 60 p.
Superstições e Costumes. (Pesquisas e notas de etnografia brasileira).  Editora Antunes e Cia, Rio de Janeiro, 1958, 260 p.
Rede de Dormir: Uma Pesquisa Etnográfica. [Coleção Vida Brasileira, 16]. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação, MEC, 1959, 242 p.
Grande Fabulário de Portugal e do Brasil. [Autores: Câmara Cascudo e Vieira de Almeida]. 2 volumes, Lisboa: Fólio Edições Artísticas, 1961.
Paliçadas e gases asfixiantes entre indígenas da América do Sul. Nordenskiold, Erland. [Introdução e notas]. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1961. 56 p.
Dante Alighieri e a Tradição Popular no Brasil. PUC/RS, Porto Alegre, 1963, 326 p.
Motivos da Literatura Oral da França no Brasil. 1964.
Made in África. [Pesquisas e Notas]. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1965. (Perspectivas do Homem, 3). 193 p.
Flor de Romances Trágicos. Rio de Janeiro: Livraria Editora Cátedra, 1966, 188 p.
Voz de Nessus. Inicial de um Dicionário Brasileiro de Superstições. Departamento de Cultura da UFPB, 1966, 108 p.
Folclore do Brasil. Fundo de Cultura, Rio de Janeiro, 1967.
Mouros, Franceses e Judeus. [Três presenças no Brasil]. Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1967. 154 p.
História da Alimentação no Brasil. [coleção Brasiliana 322 e 323]. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1º volume, 1967. 396 p.; 2º volume, 1968. 539 p.
Coisas que o Povo diz. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1968. 206 p.
Prelúdio da Cachaça. [Etnografia, História e Sociologia da Aguardente do Brasil]. Rio de Janeiro: Instituto do Açúcar e do Álcool, 1968. 98 p.
A Vaquejada Nordestina e sua Origem. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais – IJNPS/MEC, 1969. 60 p.
Pequeno Manual do doente aprendiz. [notas e maginações]. Editora Universitária, UFRN, 1969, 109 p.
Gente Viva. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1970, 189 p.
Locuções Tradicionais do Brasil. Recife: Editora Universitária, 1970, 237 p.
Ensaios de Etnografia Brasileira; pesquisa na cultura popular do Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, INL, 1971, 194 p.
Sociologia do Açúcar; pesquisa e dedução. [Coleção Canavieira n. 5]. Rio de Janeiro: MIC, Serviço de Documentação do Instituto do Açúcar e do Álcool, 1971, 478 p.
Tradição, Ciência do Povo. [pesquisas na cultura popular do Brasil]. São Paulo: Editora Perspectiva, 1971. 195 p.
Ontem. [maginações e notas de um professor de província]. Natal: Editora Universitária, 1972. 257 p.
Civilização e Cultura. [pesquisas e notas de etnografia geral]. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1973. 741 p.
Prelúdio e Fuga do Real. Natal: Fundação José Augusto, 1974, 384 p.
Religião no povo. João Pessoa: Imprensa Universitária, 1974, 194 p.
Folclore. Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1975. 62 p.
História dos nossos gestos. [uma pesquisa da mímica no Brasil]. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1976, 252 p.
Mitos brasileiros. Cadernos de Folclore n. 6, MEC, 1976.
Antologia da alimentação no Brasil. Livros Técnicos e Científicos, 1977, 254 p.
Mouros e Judeus. Depto. de Cultura, Recife, 1978.
Superstição no Brasil. (Superstições e Costumes, Anúbis e outros ensaios, Religião no Povo). [Coleção Reconquista do Brasil]. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo, EDUSP, 1985, 443 p.
Os compadres corcundas e outros contos brasileiros. [Leituras Fora de Série]. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997, 123 p.
Contos tradicionais do Brasil para jovens. São Paulo: Global Editora, 2006, 125 p.
Lendas brasileiras para jovens. 2ª. ed. São Paulo: Global Editora, 2006, 126 p.
Vaqueiros e Cantadores para jovens. São Paulo: Global Editora, 2010, 142 p.

Câmara Cascudo, por Ivan Cabral
Memórias
O tempo e eu; Confidencias e proposições. Imprensa Universitária. UFRN, 1968, 338 p.
Na ronda do tempo. [Diário de 1969]. Natal: Editora Universitária, 1971. 168 p.


Biografias
O Livro dos Patronos. s.d.
López do Paraguai. Editora Typ. d’A República, 1927, 114 p.
Conde d'Eu. [Coleção Brasiliana nº 11]. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1933. 166 p.
Em Memória de Stradelli (1852-1926). Manaus: Livraria Clássica, 1936. 115 p.
Doutor Barata, Político, Democrata e Jornalista. Bahia: Imprensa Oficial do Estado, 1938. 68 p.
O Marquês de Olinda e Seu Tempo (1793-1870). [Coleção Brasiliana nº 107]. Editora Nacional, São Paulo, 1938, 348 p.
História de um Homem: João Severiano da Câmara. Departamento de Imprensa, Natal, 1954, 138 p.
Vida de Pedro Velho. Departamento de Imprensa, Natal, 1956.
Vida Breve de Auta de Souza. Imprensa Oficial, Recife, 1961, 156 p.
Nosso Amigo Castriciano, 1874-1947. [reminiscências e notas]. Recife: Imprensa Universitária, 1965. 258 p.
Jerônimo Rosado (1861-1930): Uma ação brasileira na província. Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1967. 220 p.


Crítica literária
Alma Patrícia, Crítica e Literatura. Atelier Typ. M. Vitorino, 1921.
Joio: Páginas de Literatura e Crítica. Of. Graph. d’A Imprensa, Natal -Jun., 1924.
Canto de Muro, romance de costumes. Editora José Olympio, 1959, 266 p.
Três ensaios franceses. [Motivos da Literatura Oral da França no Brasil]. Recife: [s.ed.], 1964. 66 p.; Natal: Fundação José Augusto, 1977. 84 p.


História e geografia
Desenho de Câmara Cascudo, por Carlos Lyra
História do Município de Ceará-Mirim. s.d.
História do Rio Grande do Norte para as Escolas. s.d.
História da Carnaúba. s.d.
Nomes de Ruas e Praças da Cidade de Natal. s.d.
Histórias que o Tempo Leva. Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (out. 1923), 1924.
O Homem Americano e Seus Tempos. Editora Imprensa Oficial, Natal, 1935, 113 p.
A Intencionalidade do Descobrimento do Brasil. 1935.
O Mais Antigo Marco Colonial do Brasil. 1934.
O Brasão Holandês do Rio Grande do Norte. 1936.
Governo do Rio Grande do Norte. [Cronologia dos capitães-mores, presidentes provinciais...]. Natal: Livraria Cosmopolita, 1939. 234 p.; Edição Mossoró: ESAM, 1989. (Coleção Mossoroense, Série C, Volume DXXVI).
História da Cidade de Natal. Prefeitura Municipal de Natal, 1947, 411 p.
Geografia do Brasil Holandês. [Coleção Documentos Brasileiros, V. 79]. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1956, 303 p.
Os Holandeses no Rio Grande do Norte. Depto. Educação, Natal, 1949, 72 p.
História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação, MEC, 1955. 524 p.
Notas e Documentos para a História de Mossoró. [Coleção Mossoroense, série C, 2], Natal: Departamento de Imprensa, 1955, 254 p.
Notícia Histórica do Município de Santana de Matos. Natal: Departamento de Imprensa, 1955. 139 p.
Ateneu Norte-Rio-Grandense. [Pesquisa e notas para sua história]. Coleção Juvenal Lamartine, Imprensa Oficial, Natal, 1961, 65p.
Dois Ensaios de História. [A intencionalidade do descobrimento do Brasil. O mais antigo marco de posse]. Imprensa Oficial, Natal, 1933/1934.  Natal: Imprensa Universitária, 1965, 83 p.
História da República no Rio Grande do Norte. [Da propaganda à primeira eleição direta para governador]. Edições do Val, Rio de Janeiro, 1965, 306 p.
Nomes da Terra: Geografia, História e Toponímia do Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Natal, 1968, 321 p.
Uma História da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. [conclusões, pesquisas e documentários]. Natal: Fundação José Augusto, 1972, 487 p.
Movimento da Independência no Rio Grande do Norte. Natal: Fundação José Augusto, 1973, 165 p.
O Livro das velhas figuras. (6 vols). Inst. Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e, Fundação José Augusto, 1º, 1974; 2º, 1976; 3º, 1977; 4º, 1978; 5º, 1981; 6º, 1989.
Mossoró, Região e Cidade. [Coleção Mossoroense, 103]. Natal: Ed. Universitária, 1980, 164 p.
Notícia sobre dez municípios potiguares. [Coleção Mossoroense, Série C, Volume 1001]. Mossoró: ESAM, 1998, 55 p.
No caminho do avião... Notas de reportagem aérea (1922-1933). Natal: EDUFRN - Editora da UFRN, 2007.
A Casa de Cunhaú. (História e Genealogia). Brasília: Edições do Senado Federal, Volume 45, 2008, 179 p.


Relatos de viagens
Viajando o Sertão. Editora Imprensa Oficial, Natal, 1934.
Em Sergipe del Rey. Aracajú: Edição Movimento Cultural de Sergipe, 1953, 106 p.
O Príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied no Brasil (1815-1817). Rio de Janeiro: Editora Kosmos, 1977. 179 p. 


Antologia
Seleta, Luís da Câmara Cascudo. (org.) COSTA, Américo de Oliveira. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 1967; 2ª ed.1972. 

Câmara Cascudo, por Biratan
Seleção e Organização
Versos (Lourival Açucena). [Org. e anotações]. Typ. A República, Natal, 1927, 71 p.
Os melhores contos populares de Portugal. [Seleção e estudo]. Rio de Janeiro: Editora Dois Mundos, 1944. [Coleção Clássicos e Contemporâneos nº 16]. 277 p.
Poesia. Barbosa, Domingos Caldas. [Compilação]. Rio de Janeiro: Editora Agir, 1958. Coleção Nossos Clássicos, 16. 109 p.


Traduções realizadas por Câmara Cascudo
KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil. [Tradução]. São Paulo: Editora Nacional, 1942.
HARTT, Charles Frederick. Mitos Amazônicos da Tartaruga. [Tradução e notas]. Recife: Arquivo Público Estadual, 1952. 69 p.
ALLÉGUÉDE, Bernard. Contes traditionnels du Brésil. [Tradução]. Paris: G. P. Maisonneuve et Larose, 1978, 255 p.


"O precioso da história contemporânea é a documentação para o futuro e não o juízo decisivo e peremptório. Todos os contemporâneos, para o bem e para o mal, são testemunhas de vistas, indispensáveis e ricas de notícia. Testemunhas e não juízes ou advogados. Todos testemunhas. O futuro estudará, confrontará e dará sentença. Muita gente pensa que a História é uma velhinha amável e covarde que aceita, por preguiça e senectude, as decisões dos contemporâneos. Todos nós julgamos escrever a História quando apenas escrevemos para a História."
- Câmara Cascudo, em "História da Cidade do Natal".


Opúsculos
Câmara Cascudo em sua viagem a África, 1963
Foto: Ed Keffel, Revista O Cruzeiro 
A Intencionalidade no Descobrimento do Brasil. Natal: Imprensa Oficial, 1933. 30 p.
O Mais Antigo Marco Colonial do Brasil. Natal: Centro de Imprensa, 1934. 18 p.
Conversa sobre a hipoteca. São Paulo: [s.ed.], 1936. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
O Brasão Holandês do Rio Grande do Norte. Natal: Imprensa Oficial, 1936.
Os índios conheciam a propriedade privada?. São Paulo: [s.ed.], 1936. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Uma interpretação da couvade. São Paulo: [s.ed.], 1936. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Notas para a História do Ateneu. Natal: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, 1937. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Peixes no idioma Tupi. Rio de Janeiro: [s.ed.], 1938. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Montaigne e o Índio Brasileiro. [Tradução e notas do capítulo “Des caniballes” do Essais]. São Paulo: Cadernos da Hora Presente, 1940.
O Presidente Parrudo. Natal: [s.ed.], 1941. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Sociedade Brasileira de Folk-Lore. Natal: Oficinas do D.E.I.P., 1942, 14 p.
Simultaneidade de ciclos temáticos afro-brasileiros. Porto: [s.ed.], 1948. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Conferência. (Tricentenário dos Guararapes) [separata]. Revista do Arquivo Público, N. VI. Recife: Imprensa Oficial, 1949. 15 p.
Consultando São João: Pesquisa sobre a Origem de Algumas Adivinhações. Natal: Departamento de Imprensa,1949. Soc. Bras. Folcl., 1. 22 p.
Gorgoneion [separata]. Revista “Homenaje a Don Luís de Hoyos Sainz”, 1.
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O Folk-Lore nos Autos Camoneanos. Natal: Departamento de Imprensa, 1950. 18 p.
O Símbolo Jurídico do Pelourinho [separata]. Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Natal: [s.ed.], 1950. 21 p.
Atirei um limão verde. Porto: [s.ed.], 1951. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Conversa sobre Direito Internacional Público.  Natal: [s.ed.], 1951. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Custódias com campainhas. Revista Oficial do Grêmio dos Industriais de Ourivesaria do Norte. Porto: Ourivesaria Portuguesa, 1951. Capítulo XI. 108 p.
Os velhos entremezes circenses. Porto: [s.ed.], 1951. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
A mais antiga igreja do Seridó. Natal: [s.ed.], 1952. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Com D. Quixote no Folclore Brasileiro [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares. Madrid: C. Bermejo, 1952. 19 p.
Na Casa de Surdos [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 9. Madrid: C. Bermejo, 1952. 21 p.
O Poldrinho Sertanejo e os Filhos do Vizir do Egito [separata]. Revista Bando, Ano III, Vol. III, n. 3. Natal: [s.ed.], 1952. 15 p.
Tradición de un cuento brasileño [separata]. Archivos Venezolanos de Folklore. Caracas: Universidade Central, 1952.
Alguns jogos infantis no Brasil [separata]. Douro-Litoral 7/8, da Quinta Série. Porto: Simões Lopes, 1953. 5 p.
A Origem da Vaquejada no Nordeste do Brasil [separata]. Douro-Litoral, ¾, 5ª série. Porto: Simões Lopes, 1953. 7 p.
Cinco temas do Heptaméron na Literatura Oral Ibérica [separata]. Douro-Litoral, 5/6, 6a série. Porto: Simões Lopes, 1954. 12 p.
No tempo em que os bichos falavam. Salvador: Ed. Progresso, 1954. 37 p.
Os velhos caminhos do Nordeste. Natal: [s.ed.], 1954. (Apud. Revista da Academia Norte-Riograndense de Letras, V. 40, n. 28, dezembro, 1998).
Notas para a História da Paróquia de Nova Cruz. Natal: Arquidiocese de Natal, 1955. 30 p.
Paróquias do Rio Grande do Norte. Natal: Departamento de Imprensa, 1955. 30 p.
A Função dos Arquivos [separata]. Revista do Arquivo Público, 9/10, 1953.   Recife: Arquivo Público Estadual/SIJ, 1956. 13 p.
Bibliografia. Natal: Lira, 1956. 7 p.
Comadre e Compadre [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 12. Madrid: C. Bermejo, 1956. 12 p.
Câmara Cascudo na sua Biblioteca em Natal. Foto: Carlos Lyra
Sociologia da Abolição em Mossoró [separata]. Boletim Bibliográfico, N. 95-100. Mossoró: [s.ed.], 1956. 6 p.
Exibição da prova de virgindade [separata]. Revista Brasileira de Medicina, Vol. XIV, No. 11. Rio de Janeiro: [s.ed.], 1957. 6 p.
O mosquiteiro é ameríndio? [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 13. Madrid: C. Bermejo, 1957. 7 p.
Três Poemas de Walt Whitman [Tradução]. Recife: Imprensa Oficial, 1957. Coleção Concórdia. 15 p.
Promessa de jantar aos cães [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 14. Madrid: C. Bermejo, 1958. 4 p.
Assunto Latrinário [separata]. Revista Brasileira de Medicina, Vol. XVI, No. 7. Rio de Janeiro: [s.ed.], 1959. 7 p.
Canção da Vida Breve [separata]. Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Faculdade de Ciências do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1959.
Levantando a saia... [separata]. Revista Brasileira de Medicina, Vol. XVI, No. 12. Rio de Janeiro: [s.ed.], 1959. 8 p.
Universidade e Civilização. Natal: Departamento de Imprensa, 1959. 12 p.
A Família do Padre Miguelinho. Natal: Departamento de Imprensa, 1960. Coleção Mossoroense, série B, 55. 32 p.
A Noiva de Arraiolos [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 16. Madrid: C. Bermejo, 1960. 3 p.
Complexo Sociológico do Vizinho [separata]. Actas do Colóquio de Estudos Etnográficos Dr. José Leite de Vasconcelos, Junta de Província do Douro Litoral, 18, V. II. Porto: Imprensa Portuguesa, 1960. 10 p.
Breve História do Palácio da Esperança. Natal: Departamento de Imprensa, 1961. 46 p.
Etnografia e Direito. Recife: Imprensa Oficial, 1961. 27 p.
Roland no Brasil. Natal: Tip. Santa Teresinha, 1962. 11 p.
História da Alimentação no Brasil [separata]. Revista de Etnografia, 1, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1963. 7 p.
Temas do Mireio no Folclore de Portugal e Brasil [separata]. Revista Ocidente, 64, jan. Lisboa: [s.ed.], 1963.
A Cozinha Africana no Brasil. Luanda: Imprensa Nacional de Angola, 1964. Publicação do Museu de Angola. 36 p.
O Bom Paladar é dos ricos ou dos pobres? [separata]. Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História. Porto: Imprensa Portuguesa, 1964. 6 p.
Ecce iterum macaco e combuca [separata]. Revista de Etnografia, 7, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1965. 4 p.
Macaco velho não mete a mão em cambuca [separata]. Revista de Etnografia, 6, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1965. 4 p.
Prelúdio da Gaita [separata]. Revista de Etnografia, 8, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1965. 4 p.
Presença Moura no Brasil [separata]. Revista de Etnografia, 9, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1965. 13 p.
Abóbora e Jirimum [separata]. Revista de Etnografia, 12, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1966. 6 p.
Duó. Mossoró: ESAM, 1966. Coleção Mossoroense, série B, n. 82.19 p.
História de um livro perdido [separata]. Arquivos do Instituto de Antropologia Câmara Cascudo, Vol. II, Nos. 1-2. Natal: UFRN, 1966. 19 p.
O mais pobre dos dois... [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, Tomo XXII, Cuadernos 1o y 2o . Madrid: C. Bermejo, 1966. 6 p.
Prelúdio da Cachaça [separata]. Revista de Etnografia, 11, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1966. 17 p.
Viagem com Mofina Mendes ou da imaginação determinante [separata]. Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, Classe de Letras, 9. Lisboa: [s.ed.], 1966. 18 p.
A Banana no Paraíso [separata]. Revista de Etnografia, 14, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1967. 4 p.
Ancha es Castilla! [separata]. Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, Classe de Letras, Tomo X. Lisboa: Academia de Ciências de Lisboa, 1967. 11 p.
Desejo e Couvade [separata]. Revista de Etnografia, 17, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1967. 4 p.
Folclore do Mar [separata]. Revista de Etnografia, 13, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1967. 8 p.
Terras de Espanha, Voz do Brasil (Confrontos e semelhanças) [separata]. Revista de Etnografia, 16, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1967. 25 p.
Às de Vila Diogo [separata]. Revista de Etnografia, 18, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1968. 4 p.
Assunto Gago [separata]. Revista de Etnografia, 19, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1968. 5 p.
Calendário das Festas. Rio de Janeiro: MEC, 1968. Caderno de Folclore, 5. 8 p.
Vista de Londres [separata]. Revista de Etnografia, 20, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1968. 29 p.
Alexander von Humboldt: um patrimônio imortal – 1769 – 1969. Conferência] Natal: Nordeste, 1969. 21 p.
Aristófanes. Viva o seu Personagem... Revista “Dionysos”, 14(17), jul. 1969. Rio de Janeiro: SNT/MEC, 1969. 11 p.
A Vaquejada Nordestina e Sua Origem. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1969. 48 p.
Ceca e Meca [separata]. Revista de Etnografia, 22, Museu de Etnografia e História da Junta Distrital do Porto.   Porto: Imprensa Portuguesa, 1969. 9 p.
Desplantes [separata]. Revista do Arquivo Municipal, Vol. 176, Ano 32.
São Paulo: E.G.T.R., 1969. 12 p.
Dezembrada e seus heróis: 1868/1968. Natal: D.E.I, 1969. 30 p.
Disputas Gastronômicas [separata]. Revista de Etnografia, 23, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1969. 5 p.
Esta he Lixboa Prezada... [separata]. Revista de Etnografia, 21, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1969. 19 p.
Locuções Tradicionais [separata]. Revista Brasileira de Cultura, 1, jul/set.
Rio de Janeiro: CFC, 1969. 18 p.
Conversa para o estudo afro-brasileiro [separata]. Cadernos Brasileiros CB, No. 1, Ano XII, Número 57, Janeiro-Fevereiro. Rio de Janeiro: Sociedade Gráfica Vida Doméstica Ltda., 1970. 11 p.
Notícias das Chuvas e dos Ventos no Brasil [separata]. Revista de Etnografia, 26, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1970. 18 p.
O Morto no Brasil [separata]. Revista de Etnografia, 27, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1970. 18 p.
Três Notas Brasileiras [separata]. Boletim da Junta Distrital de Lisboa, 73/74. Lisboa: Ramos, Afonso & Moita Ltda., 1970. 14 p.
Água do Lima no Capibaribe [separata]. Revista de Etnografia, 28, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1971. 7 p.
Divórcio no Talher [separata]. Revista de Etnografia, 32, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1972. 4 p.
Folclore nos Autos Camoneanos [separata]. Revista de Etnografia, 31, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1972. 13 p.
Uma Nota sobre o Cachimbo Inglês [separata]. Revista de Etnografia, 30, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1972. 11 p.
Visão do Folclore Nordestino [separata]. Revista de Etnografia, 29, Museu de Etnografia e História, Junta Distrital do Porto. Porto: Imprensa Portuguesa, 1972. 7 p.
Caminhos da Convivência Brasileira [separata]. Revista Ocidente, 84.
Lisboa: [s.ed.], 1973. 25 p.
Meu Amigo Thaville: Evocações e Panorama. Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1974. 48 p.
Imagens de Espanha no Popular do Brasil [separata]. Revista de Dialectologia y Tradiciones Populares, 32. Madrid: C. Bermejo, 1976. 9 p.
Mitos Brasileiros. Rio de Janeiro: MEC, 1976. Cadernos de Folclore, 6. 24 p.
Breve História do Palácio Potengi. Natal: Fundação José Augusto, 1978. 48 p.
Mouros e judeus na tradição popular do Brasil. Recife: Governo do Estado de Pernambuco, Departamento de Cultura/SEC, 1978. 45 p.
Jararaca [separata]. Mossoró: ESAM, 1990. Coleção Mossoroense, série B, n. 716. 13 p.
Jesuíno Brilhante [separata]. Mossoró: ESAM, 1990. Coleção Mossoroense, série B, n. 717. 15 p.
Acari, Caicó e Currais Novos [separata]. Revista Potyguar. Mossoró: ESAM, 1991.
A Carnaúba [fac-símile]. Revista Brasileira de Geografia. Mossoró: ESAM, 1991. 61 p.
Câmara Cascudo
A Família Norte-Rio-Grandense do Primeiro Bispo de Mossoró. Mossoró: ESAM/FGD, 1991.
Caraúbas, Assú e Santa Cruz [separata]. Revista Potyguar. Mossoró: ESAM, 1991. 11 p.
Mossoró e Areia Branca [separata]. Revista Potyguar. Mossoró: ESAM/FGD, 1991, 17 p.
Mossoró e Moçoró [separata]. Mossoró: ESAM, 1991, 10 p.
Natal [separata]. Revista Potyguar. Mossoró: ESAM/FGD, 1991.
A “Cacimba do Padre” em Fernando de Noronha. Natal: Sebo
História da Alimentação no Brasil [separata]. Natal: Edições do IHGRN, 1998, 7 p.
O Padre Longino, Um tema proibido. Mossoró: ESAM, 1998. Coleção Mossoroense, Série B, Número 1500, 11 p.
Cidade do Natal. Natal: Sebo Vermelho, 1999, 34 p.
O Outro Monteiro Lobato [Acta Diurna]. Mossoró: Fundação Vingt-Un Rosado, 1999, 5 p.
O Marido da Mãe d’água/A Princesa e o Gigante. 2ª ed. São Paulo: Global Editora, 2001, 16 p. [Coleção Contos de Encantamento].
Maria Gomes. São Paulo: Global Editora, 2001, 16 p. [Coleção Contos de Encantamento].
Couro de Piolho. 3ª ed. São Paulo: Global Editora, 2002, 16 p. [Coleção Contos de Encantamento].
A Princesa de Bambuluá. 3ª ed. São Paulo: Global Editora, 2003, 16 p. [Coleção Contos de Encantamento].
El Marido de la madre de las águas/La Princesa y el gigante.São Paulo: Global Editora, 2003. 16 p. [Colección Cuentos de Encantamientos].
La Princesa de Bambuluá. São Paulo: Global Editora, 2003, 16 p. [Colección Cuentos de Encantamientos].
O Papagaio Real. São Paulo: Global Editora, 2004, 16 p. [Coleção Contos de Encantamento].
Facécias: contos populares divertidos. São Paulo: Global Editora, 2006, 24 p.
_______
* Diversos Artigos de Câmara Cascudo. Disponível no Blog do Cascudo


“O sexo pode ser adiado, transferido, sublimado noutras atividades absorventes e compensadoras. O estômago, não. É dominador, imperioso, inadiável. Por isso os alemães dizem que o sexo é fêmea e o estômago é macho.”
- Câmara Cascudo, em "História da Alimentação no Brasil".

Luís da Câmara Cascudo 

POEMAS SELECIONADOS DE CÂMARA CASCUDO
Poema 1
Tarde morrendo em vermelho
e o ouro
do Sol se refletindo no espelho
do açude.
A estrada é branca antes que a noite a mude.
Entre nuvens de poeira
surge o vaqueiro vestido de couro.
E o vento leva longe toda a poeira.
E o vaqueiro passou correndo, correndo...
Há somente a tarde morrendo
no vermelho
espelho
do açude...
- Poema remetido pelo autor em 4/9/1925 para o escritor Mário de Andrade. Fonte: IEB/USP, [CD Brouhaha - Câmara Cascudo Poeta e leitor de poesia].


Poema 2
Tardinha, tardinha
serenamente
cai a sombra do alto
céu azul.
Água quieta, água quieta,
e a longa sombra do arvoredo n’água
da lagoa...
E o sossego nos capoeirões.
E o aboio no ar...
Tardinha, tardinha
No silêncio, o grito
das seriemas fugindo...
E no galho escuro da oiticica
sinistra, solitária, branca,
a Mãe-da-Lua canta...
- Poema remetido pelo autor em 4/9/1925 para o escritor Mário de Andrade. Fonte: IEB/USP, [CD Brouhaha - Câmara Cascudo Poeta e leitor de poesia].


Poema 3
O chão é seco e vermelho, é vermelho
o caminho entre o amarelo do panasco.
As pedras brancas vão surgindo como frades
de pedra-branca na vermelha estrada.
Sol de chapa!
No horizonte azul que doe nos olhos
os cardeiros abrem as mãos
verdes, verdes, verdes...
Há uma transparência pelo ar
que treme, treme e, na poeira fina
e cinzenta, voam folhas secas
pelo ar...
- Poema remetido pelo autor em 4/9/1925 para o escritor Mário de Andrade. Fonte: IEB/USP, [CD Brouhaha - Câmara Cascudo Poeta e leitor de poesia].

Câmara Cascudo cozinhando

"Sempre fiz um livro pensando no outro, que começaria logo em seguida. Sabe como surgiu o Dicionário do Folclore? Era inicialmente um simples caderninho de notas para facilitar o meu trabalho. Foi crescendo tanto que quando me apercebi já estava com um trabalho pronto."
- Câmara Cascudo em "Entrevista", Revista Manchete, Rio de Janeiro, 1967.


Luís da Câmara Cascudo e Mário de Andrade no sertão, 1929

"Eu gostaria de saber qual o traço mais marcante da cultura popular brasileira? Gostaria de saber, pelo seguinte, porque uma cultura popular é milenária e contemporânea. É de todas as épocas e do momento. A nossa vem das fontes mais antigas e variadas. Das indígenas, de onde vieram os nossos indígenas, qual as fontes étnicas culturais deles; quantas raças a África exportou nos navios negreiros para o Brasil.
Cada um grupo étnico, era uma cultura, uma memória, uma projeção na nascente cultura brasileira, que era a miscigenação. Portugal é um tabuleiro de raças. Ali estavam todos os romanos, os celtas, os árabes e tudo isso veio para o Brasil, e naturalmente, logicamente, desse atrito a forma foi a mais inesperada, e a força de concentração mantém os elementos perenes, mas o tempo vai diferenciando, aculturando todas essas coisas."
- Câmara Cascudo

Visita de Gilberto Freyre a Câmara Cascudo, em 1984

"A obra de Cascudo é tão numerosa quanto importante. Ela se distribui por mais de quase 150 livros publicados. E esta obra é a do historiador, é do antropólogo, é do etnólogo, é do folclorista, é do sociólogo, e até do romancista de costumes animais, como ele diz ser no livro chamado Canto de muro. Muito interessante, é salientar que essa grande obra, essa vasta obra foi toda construída aqui no Rio Grande do Norte. Daqui Cascudo pouco saiu, para pesquisas, como andou fazendo pela África, para o seu grande livro, A História da alimentação no Brasil, mas aqui em Natal, na sua casa na Junqueira Aires, é que ele construiu toda a sua grande obra: Literatura oral, Superstições e costumes, Coisas que o povo diz, e dentro da sua obra, o que significa sobretudo, é a presença do pesquisador."
- Américo de Oliveira Costa 


"O que eu acho que define o homem brasileiro, é a rapidez da sua adaptação. É a sua miscigenação mental. O pau de arara, quatro anos depois, em São Paulo, é tão paulista como o caipira de Santos ou de Piracicaba. No Amazonas ninguém pode diferenciar o cearense de um local. Assim, vejo a facilidade de adaptação do brasileiro em toda parte: em Portugal, na Espanha, na França, só é diferente a pele e a pronúncia, mas os hábitos, as interjeições, o andar, são impecáveis. É o que eu acho. É um perigo, porque essa descaracterização brasileira não muda e não toca a perenidade medular do seu temperamento. Em certos momentos ele é o brasileiro legítimo."
- Câmara Cascudo
Luís da Câmara Cascudo e Dahlia Freire Cascudo
"Eu era uma menina, quase uma menina moça, adolescente, propriamente dita, mas me atraí por ele, em grande parte pelos lindos olhos verdes que ele tinha. Conheci usando na lapela umas violetas, um raminho de violetas, mas, depois, no começo do nosso namoro, ele substituiu a violeta por uma dália. Os anos passam rápido, nos casamos.
Eu acho como esposa de escritor, que ela precisa se doar e, também, ter muito de renúncia. Eu conto isso pelo fato meu próprio. Era recém casado, não, mas de algum tempo de casado, já tinha filhos e muita vezes tentei, desejei que ele me acompanhasse.
Câmara Cascudo, com os filhos em 1950
Nós tínhamos uma horário muito diferente, é claro, porque ele trabalhava até quase ao amanhecer. Trocava, muitas vezes, a noite pelo dia, quer dizer, amanhecia trabalhando em sua biblioteca.
Uma noite, já mais para a madrugada mesmo do que para a noite, eu já estava agasalhada, mas era uma noite chuvosa, vamos dizer, na intimidade, gostosa. Eu levantei-me, fui até a porta de sua biblioteca que era velada por uma cortina, não deixei que ele me visse, apenas eu abri, entreabri a cortina, e ele estava absorvido totalmente. Eu senti que naquele momento era o escritor, e não o homem. Se eu o chamasse naquele momento, não encontraria o homem, nem o marido, e sim o escritor.
Porque veio na minha imaginação, na minha lembrança, ele me disse “que o escritor trabalhando em sua biblioteca, que equivale a um laboratório de pesquisa, não deve, não pode ser interrompido”. Seria assim, como se fosse, disse ele para mim, “um pombal, onde estivessem reunidos todos os pombos, e alguém viesse, naquele momento, e abrisse a porta do pombal”. A revoada de pombos seria uma coisa evidente. Então, aquela imaginação que me veio foi muito feliz, porque eu me venci a mim mesma, renunciei naquele momento o marido, fechei a cortina sem ser notada por ele e voltei."
- Dahlia Freire Cascudo

Câmara Cascudo e a patota da Confeitaria Delícia, na Ribeira
Foto: Jaeci - Natal/RN

"Não havendo amor, quase carnal, com a sua especialidade, o professor é um carregador de palavras imóveis e não um piloto de memórias vivas. Aula não é filme, reproduzindo indefinitivamente atos de verismo impecável, mas representação em palco aberto, onde cada exibição é uma atitude responsável e insuscetível de revisão retificadora."
- Câmara Cascudo, citado em "O Colecionador de Crepúsculos". [Barreto, Anna Maria Cascudo].


Câmara Cascudo na Cozinha

"Como jornalista, a produção de Cascudo no Rio Grande do Norte, foi a mais densa e a mais demorada possível. Durante trinta anos, Cascudo manteve uma coluna diária nos jornais, onde ele não apenas registrava as coisas da cidade, como ele fixava perfis de figuras humanas da cidade. E foi exatamente esse calor humano, essa permanência de Cascudo na imprensa, que fez com que Cascudo fosse a grande ponte, na época do modernismo, entre o Rio Grande do Norte e São Paulo.
Foi pelas mãos de Cascudo que foi levado Jorge Fernandes para a Revista de Antropofagia. Foi pela amizade de Cascudo com Oswald de Andrade, com Mário de Andrade, que toda essa ponte entre a imprensa do Rio Grande do Norte e a imprensa do Sul do país foi possível. Sem Cascudo, certamente, o nosso modernismo teria sido mais tarde ainda."
- Vicente Serejo

... Frei Damião e Câmara Cascudo

"É evidente que somos bem pouco, muito pouco felizes com a espantosa aparelhagem possuída para fazer-nos conhecer a terra, céu e mar. A vida tornou-se febril e nas cidades grandes são anfiteatros onde o homem se debate, sofrendo como se fosse submetido a uma vivisseção. Os complexos tradicionais de “amigo”, “compadre”, “companheiro” sofrem restrições calamitosas e vão cedendo à maré montante dos interesses crescentes. Vivemos sob o signo da angústia. Angústia significa justamente o nosso estado de compressão, opressão mental, asfixia econômica, hostilidade ambiental."
- Câmara Cascudo, em "Canto de muro".

Luís da Câmara Cascudo

FORTUNA CRÍTICA SOBRE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
(Bibliografia sobre Câmara Cascudo)
ABREU, Martha. Câmara Cascudo para historiadores: um olhar sobre o Dicionário do Folclore Brasileiro. In: Revista Sesmaria (NEHPS) Rio de Janeiro, Ano I, nº 1, 2001.
AGUIAR, Da Costa. Um Perfil Autêntico. In: Província, n. 2. Natal: Fundação José Augusto, 1968. 157 p.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção da cultura popular: uma história da relação entre eruditos, intelectuais e as matérias e formas de expressão populares na Península Ibérica e Brasil (1870 – 1940). Natal/RN: UFRN, [s.d.].
ALLÉGUÉDE, Bernard. Discours prononcé par le prof. Bernard Alléguéde à la Société des amis de Montaigne. Niterói: [s.ed.], 1971. 11 p. Coleção Thadeu Villar de Lemos.
ALMEIDA, José Albério de. Câmara Cascudo: nos limites da etnologia e da linguagem, “a odisséia do alfaiate de Palmares da acrópole à Nau Catarineta”. (Dissertação Mestrado em Ciências Sociais). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, 1996.
ALMEIDA, Renato. Pelo Mundo Folclórico de Câmara Cascudo. IN Província, n. 2. Natal: Fundação José Augusto, 1968. 157 p.
ALVES, Alexandre Bezerra. Guia literatura UFRN 2012: crônicas de origem: Luís da Câmara Cascudo. 01. ed. Natal: Editora Sol, 2011. v. 300. 90 p.
AMADO, Jorge. Mestre Cascudo, tão jovem. In: Província, n. 2. Natal: Fundação José Augusto, 1968. 157 p.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Imagem de Cascudo. In: Província, nº 2. Natal: Fundação José Augusto, 1968. 157 p.
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Câmara Cascudo
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Câmara Cascudo recebe Dona Lucy Geisel, então primeira-dama
do país, em sua residência

"Cultura popular é a que vivemos. É a cultura tradicional e milenar que nós aprendemos na convivência doméstica. A outra é a que estudamos nas escolas, na universidade e nas culturas convencionais progmáticas da vida. Cultura popular é aquela que até certo ponto nós nascemos sabendo. Qualquer um de nós é mestre, que sabe contos, mitos, lendas, versos, superstições, que sabe fazer caretas, apertar mão, bater palmas e tudo quanto caracteriza a cultura anônima e coletiva."
- Câmara Cascudo, em Entrevista a Assis Angelo, FSP, jan. 1979.


Câmara Cascudo, recebe em sua residência a visita das
artistas Eva Todor e a francesa Henriette Morineaux 

CÂMARA CASCUDO - O MUNDO DA LITERATURA
Programa: SESC TV  
Parte I - Câmara Cascudo "O Mundo da Literatura"

Parte I - Câmara Cascudo "O Mundo da Literatura"

Parte I - Câmara Cascudo "O Mundo da Literatura"

"— Já consultou o Cascudo? O Cascudo é quem sabe. Me traga aqui o Cascudo.
     O Cascudo aparece, e decide a parada. Todos o respeitam e vão por êle. Não é pròpriamente uma pessoa, ou antes, é uma pessoa em dois grossos volumes, em forma de dicionário que convém ter sempre à mão, para quando surgir uma dúvida sôbre costumes, festas, artes do nosso povo. Êle diz tintim-por-tintim a alma do Brasil em suas heranças mágicas, suas manisfestações rituais, seu comportamento em face do mistério e da realidade comezinha. Em vez de falar Dicionário Brasileiro poupa-se tempo falando “o Cascudo”, seu autor, mas o autor não é só dicionário, é muito mais, e sua bibliografia de estudos folclóricos e históricos marca uma bela vida de trabalho inserido na preocupação de “viver” o Brasil."
- Carlos Drummond de Andrade


LUDOVICUS - INSTITUTO CÂMARA CASCUDO
Instituto Câmara Cascudo
Instituição cujo objetivo é a preservação, divulgação e gerência do patrimônio cultural de Luís da Câmara Cascudo, principal nome intelectual do estado do Rio Grande do Norte, o LUDOVICUS funciona na casa em que Cascudo residiu por cerca de 40 anos e produziu a sua monumental obra. Nela estão dez coleções, além de todo acervo bibliográfico e documental do nosso patrono. Curiosidades como as paredes autografadas da biblioteca, a preciosa pinacoteca, o mobiliário de época e a coleção de comendas, são algumas das atrações da instituição, que testemunha uma vida dedicada ao saber e a cultura do Brasil.
Endereço: Avenida Câmara Cascudo, 377 - Cidade Alta - Natal/RN - CEP: 59.025-280.
Visitação: O Instituto está aberto ao público de terça a sábado, das 9h às 17h.
Outras informações acsse o Site do Instituto Câmara Cascudo.


Cascudo no Museu de Nampula, em Moçambique
Julho de 1963.
 Foto: Ed Keffel, Revista O Cruzeiro
"Hora de recolher... Ao alvorecer, mandei minhas caravanas na pista da vida. Para o amor, à glória, ao poder, à fortuna, à amizade... Voltam ao anoitecer. Uma perdeu-se no deserto, varrida pelo turbilhão de areia, perseguindo miragens. Outra está vazia. Esta, exausta, nada conquistou. Aquela trouxe alguma esperança. O sol desce no horizonte vermelho. A sombra nos cobre. Tranqüilo, ao pé da tenda, olhando o poente, aguardo o regresso da última caravana."
- Câmara Cascudo, citado em "O Colecionador de Crepúsculos". [Barreto, Anna Maria Cascudo].


MEMORIAL CÂMARA CASCUDO

Memorial Câmara Cascudo, Centro Histórico de Natal, no
Estado do Rio Grande do Norte
O Memorial tem como objetivo preservar e divulgar a vida e a obra de Luís da Câmara Cascudo, abordando diversos aspectos. O principal destaque é a biblioteca particular de Câmara Cascudo, com cerca de 10 mil volumes de diversos assuntos como folclore, religião, História, biografias e romances. A biblioteca é considerada “rara” por possuir obras do início do século passado e livros em diversos idiomas. Grande parte dos livros tem anotações de próprio punho de Cascudo e dedicatórias dos autores.
Além dos livros que compõem a biblioteca, encontram-se ainda as correspondências de Cascudo com diversos intelectuais como Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Carlos Drummond e Gilberto Freyre.
O Memorial abriga ainda a exposição permanente O Mestre Câmara Cascudo em um total de cinco salas que abordam aspectos estudados pelo mestre em sua vasta obra literária.
Memorial é vinculada à Fundação José Augusto, do Governo do Estado Rio Grande do Norte.
Endereço: Praça André de Albuquerque, 30 - Cidade Alta - Natal.
Aberto de terça a domingo, das 8h30 às 18h - Entrada franca.
Outras informações acesse: Site Oficial da SECULTRN.

Câmara Cascudo, foto: Carlos Lyra
MUSEU CÂMARA CASCUDO
O acervo do Museu Câmara Cascudo/UFRN encontra-se dividido nas seguintes coleções:
. Etnologia Indígena e Afro-Brasileira
. Arqueologia
. Paleontologia
. Malacologia (Moluscos)
. Geologia
. Anatomia Comparada
. Arte Popular
. Arte Sacra
. Arte Pesqueira
. Ciclo da Cana e Ciclo do Couro
Visitação: Terça à Sexta-feira: das 9:00 às 17:0h e Sábados: das 13:00 às 17:00h
Endereço: Av. Hermes da Fonseca, 1398 – Tirol
59020-650 – Natal/RN
Outras informações acesso: Site Oficial do Museu.


Câmara Cascudo
"Sou um homem mais de fé do que de culto. Posso recusar a extrema-unção, vou me entender pessoalmente com Deus."
- Câmara Cascudo


FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
Memória Viva – Câmara Cascudo 


"Pertenci ao século das transformações e dos contrastes. Assisti ao acender dos lampiões, quando Natal não tinha luz elétrica; vi carros-de-boi e remei de iole, passando em frente onde é hoje o Teatro Alberto Maranhão. Pela televisão, observei o homem descer na lua (com o pé direito, mostrando que as superstições são eternas); sou testemunha desta absurda verticalização, da triste ausência dos quintais, e já voei (apavorado) nos mais modernos aviões que encurtam distâncias. Mas encaro tudo com normalidade. A inteligência, em última análise, é a capacidade de adaptação."
- Câmara Cascudo, citado em "O Colecionador de Crepúsculos". [Barreto, Anna Maria Cascudo].

Câmara Cascudo, foto: Carlos Lyra

"Termino com saudades meu trabalho, libertador das erosões destínicas e demais cortesãos da velhice."
- Câmara Cascudo

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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Câmara Cascudo - uma conversa sobre a cultura popular. Templo Cultural Delfos, abril/2012. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 18.11.2013.



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