Pixinguinha - o mestre do Catumbi

Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho).

 "minha vida foi sempre bem vivida na boêmia."
- Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Filho, flautista, saxofonista, compositor, cantor, arranjador e regente. Nasceu no dia 23/4/1897, Rio de Janeiro, RJ, e morreu no dia 17/2/1973 na mesma cidade.
Pixinguinha, por Bruno Venâncio.
Há uma controvérsia em torno de seu verdadeiro nome. Na certidão de batismo, consta apenas o nome de Alfredo. Já na certidão de nascimento, consta o mesmo nome de seu pai, Alfredo da Rocha Vianna. De acordo com o livro Filho de Ogum Bexiguento, "alguns documentos particulares (recibos, carteirinhas de clube, jornais) registram-no como Alfredo da Rocha Vianna Filho. Já a certidão de óbito, além de diversos jornais, falam de Alfredo da Rocha Vianna Júnior." Mas ao que parece, Pixinguinha não se importava muito com isso. Uma outra controvérsia se deu por volta de seu septuagésimo aniversário, quando seu amigo Jacob do Bandolim lhe contou que obtivera na Igreja de Santana a certidão de batismo do compositor, que indicava a data correta de seu nascimento: 23 de abril de 1897, ou seja, um ano antes da data que Pixinguinha pensava ter nascido: 23 de abril de 1898. Quando este soube do fato, pediu a Jacob que não comentasse com ninguém, porque seria frustrante para muita gente saber que todas aquelas comemorações (das quais participaram célebres políticos e alguns dos maiores nomes da MPB) não tinham razão de ser, uma vez que o 70º aniversário ocorrera um ano antes. Pixinguinha detestava confusão.

Filho de Raimunda Maria da Conceição e Alfredo da Rocha Vianna, Pixinguinha tinha treze irmãos, sendo quatro do primeiro casamento de sua mãe. Sua infância se deu num casarão de oito quartos no bairro do Catumbi, onde morava toda a sua família, e ainda no porão, tinha espaço para hóspedes amigos da família como Sinhô, Bonfiglio de Oliveira, Irineu de Almeida, entre outros. Por isso, o casarão ficou conhecido como "Pensão Viana".

Pixinguinha, por Nassara.
Pixinguinha era conhecido como "Pizindin" (menino bom) apelido dado por sua avó Edwiges, que era africana. Três de suas irmãs afirmaram, certa vez, em um depoimento, que quem deu esse apelido a Pixinguinha foi uma prima, Eurídice, e que a família acabou transformando "Pizindin" em "Pizinguim" (que segundo Almirante significa pequeno bobo em dialeto africano). De acordo com o depoimento do próprio compositor para o MIS, o apelido "Pixinguinha" surgiu da fusão do apelido "Pizindin" com o de "Bexiguinha", herdado ao contrair "Bexiga" (varíola) na época da epidemia, que deixou marcas em seu rosto.

Seus estudos curriculares começaram com o professor Bernardes, na base da palmatória. Passou depois para o Liceu Santa Teresa, onde teve Vicente Celestino como colega, e posteriormente para o Mosteiro de São Bento, onde futuramente também estudaria o compositor Noel Rosa. Mas o negócio de Pixinguinha era a música, e não a escola. Então, um tempo depois, ele largou o Mosteiro com apoio da família para se profissionalizar.

Pixinguinha, por ...
Quase todos na sua casa tocavam algum instrumento: Edith tocava piano e cavaquinho, Otávio (mais conhecido como China) tocava violão de 6 e 7 cordas e banjo, cantava e declamava. Henrique e Léo tocavam violão e cavaquinho. Hermengarda não se tornou cantora profissional diante da proibição do pai. Pixinguinha começou seu aprendizado musical inicialmente com seus irmãos, que lhe ensinaram cavaquinho. Seu pai tocava flauta e promovia muitas festas em casa, das quais participavam chorões famosos, como por exemplo Villa Lobos, Quincas Laranjeira, Bonfiglio de Oliveira, Irineu de Almeida, entre outros. Pixinguinha cresceu ouvindo essas reuniões musicais, e, no dia seguinte a cada noitada, tirava de ouvido os chorinhos aprendidos na noite anterior, numa flauta de folha. Mas seu grande sonho mesmo era aprender a tocar requinta (uma espécie de clarinete). Não tendo dinheiro para comprar o instrumento para o filho, Alfredo foi lhe ensinando a tocar flauta mesmo.

Pixinguinha, por Lula Palomanes.
Como dissemos, o respeitado flautista Irineu de Almeida que morava na "Pensão Viana" nessa época, começou também a passar seus conhecimentos para Pixinguinha, que progredia assustadoramente. Entusiasmado com a rapidez de seu aprendizado, seu pai presenteou-lhe com uma flauta italiana da marca Balancina Billoro. Com essa flauta, além de tocar em bailes e quermesses, em 1911 Pixinguinha estreou em disco, como integrante do conjunto Pessoal do Bloco.

Seu primeiro emprego como flautista foi na Casa de Chope La Concha. Depois disso tocou em vários cassinos, cabarés, bares, tornando-se em pouco tempo conhecido nas noites da Lapa. Apresentava-se nos cinemas, com as orquestras que tocavam durante a projeção dos filmes mudos. Tocou também em peças do teatro Rio Branco, substituindo o flautista Antônio Maria Passos, que adoecera. Quando Passos voltou, surgiram reclamações de todos os lados, porque estavam todos acostumados com os shows de improviso que Pixinguinha fazia. Assim, um tempo depois, Passos perdeu seu lugar para o jovem flautista.

Pixinguinha, por ...
Sua primeira composição é de 1911, o choro Lata de leite. Segundo o livro Filho de Ogum Bexiguento, essa música "foi inspirada no costume dos chorões de beberem o leite que os leiteiros já haviam deixado nas portas das casas quando, de madrugada, retornavam das tocatas com seus instrumentos".

No final da 1º guerra (1919), em decorrência à gripe espanhola, as salas de cinema ficavam vazias, pois todo mundo temia ficar em lugares fechados com medo de ficar doente. Então, para atrair o público, o Cinema Odeon contratou Ernesto Nazareth para tocar piano na sala de espera. Preocupado com a concorrência, Isaac Frankel, gerente do Cinema Palais que ficava quase em frente ao Odeon, convidou Pixinguinha a formar um conjunto para tocar na sala de espera. Assim surgiu o conjunto Oito Batutas. Os integrantes do grupo eram Pixinguinha (flauta), Donga (violão), China (violão e voz), Nelson Alves (cavaquinho), Raul Palmieri (violão), Luiz Pinto da Silva (bandola e reco-reco), Jacob Palmieri (pandeiro) e José Alves Lima (bandolim e ganzá), posteriormente substituído por João Pernambuco (violão).

Pixinguinha, por Fernandes.
O repertório do grupo variava entre modinhas, choros, canções regionais, desafios sertanejos, maxixes, lundus, corta-jacas, batuques, cateretês etc. Em várias apresentações os integrantes do grupo adotaram pseudônimos sertanejos. Pixinguinha por várias vezes foi "Zé Vicente".

De 1919 a 1921 o grupo fez uma turnê no interior e capital de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. De volta ao Rio, começaram a tocar no Cabaré Assírio, no subsolo do Teatro Municipal. Foi lá que conheceram Arnaldo Guinle, milionário e fã do grupo que patrocinou uma temporada para os Oito Batutas em Paris. Impossibilitados de sair da cidade, os irmão Palmieri e Luiz Pinto da Silva foram substituídos por Feniano, José Monteiro e J. Thomás, respectivamente, sendo que J. Thomás adoeceu, ficando o grupo reduzido a sete integrantes. Em 29/1/1922 eles embarcaram para a Europa, mas com o nome de Os Batutas (em francês "Les Batutas"). O sucesso foi imediato, mas a ida do grupo causou polêmica. Muita gente se sentiu honrado pela representação do Brasil lá fora, outras pessoas preconceituosas se sentiram envergonhadas, "taxavam a viagem de desmoralizadora do Brasil e pediram até providências por parte do Ministro do Exterior."

Pixinguinha, por ...
A turnê estava programada para um mês, mas devido ao tremendo sucesso, acabaram ficando por lá 6 meses e só voltaram porque a saudade era grande. Os Oito Batutas voltaram com influência jazzística na bagagem. Pixinguinha ganhou um saxofone de Arnaldo Guinle que muitos anos depois iria substituir a flauta. Donga substituiu o violão pelo banjo e eles também incorporaram instrumentos ainda desconhecidos na música popular, como pistão, trombone e clarineta. Continuaram tocando no Assírio, e em vários outros locais, até que surgiu uma outra viagem, desta vez para a Argentina onde embarcaram, não se sabe ao certo, entre dez/22 e abril/23. Novamente o grupo foi modificado: Pixinguinha (flauta e saxofone), J. Thomás (bateria), China (violão e voz), Donga (violão e banjo), Josué de Barros (violão), Nelson Alves (cavaquinho), J. Ribas (piano) e José Alves (bandolim e ganzá).
Pixinguinha, por Frata Soareas.
O sucesso foi grande, mas as divergências foram maiores, e o grupo se dividiu, ficando metade sob a liderança de Pixinguinha e China, e a outra metade com Donga e Nelson Alves. O grupo liderado por Pixinguinha ficou na Argentina, enquanto que a outra parte liderada por Donga voltou ao Brasil. Os que na Argentina ficaram tiveram sérios problemas de sobrevivência. Depois de levar um golpe de um empresário que fugiu com todo o dinheiro do grupo, a única saída era apelar. E foi o que eles fizeram. Josué de Barros (que alguns anos depois seria o descobridor de Carmen Miranda) resolveu dar uma de faquir, ficando enterrado vivo durante dez dias, para ver se arranjavam dinheiro para pelo menos voltar para o Brasil, mas no terceiro ou quarto dia teve que desistir da ideia, pois o calor era grande e a esposa do chefe de polícia, sensibilizada, pediu que ele desistisse. O retorno ao Brasil se deu com a ajuda do consulado brasileiro em Buenos Aires.

Pixinguinha, por R. Rocha.
Além dos Oito Batutas, Pixinguinha em sua carreira liderou várias formações musicais, tais como: Orquestra Típica Pixinguinha-Donga (1925), Orquestra Victor Brasileira, Orquestra Típica Victor (1930), Grupo da Guarda Velha (1931), Diabos do Céu (1933), Cinco Companheiros (1937), a dupla Benedito Lacerda & Pixinguinha (1946) e o grupo Velha-Guarda (1956). Conforme o pesquisador Tarik de Souza, através da indicação de Heitor Villa Lobos, Pixinguinha liderou o grupo (com Cartola, Donga, Zé da Zilda, Jararaca, Luiz Americano) que gravou em 1940 com o maestro norte-americano Leopold Stokowski (o mesmo que regeu a trilha sonora do filme Fantasia de Walt Disney), à bordo do navio Uruguai, dentro do plano do presidente Roosevelt de fortalecimento dos laços culturais com vizinhos aliados durante a Segunda Guerra.

Quando Pixinguinha trabalhou como regente na peça Tudo Preto, conheceu a atriz e cantora Jandira Aymoré, que chamava-se na verdade Albertina Pereira Nunes (Betí, para Pixinguinha). Casaram-se em 05 de janeiro de 1927. Oito anos depois, foi comprovada a existência de um problema de esterilidade no casal, que então resolveu adotar um filho, Alfredo da Rocha Vianna Neto.

Pixinguinha, por Redi (Pasquim).
Em agosto de 1928 faleceu seu irmão e melhor amigo, China, aos 37 anos, com aneurisma da aorta, enquanto esperava ser atendido na sala de espera de um consultório médico.

Pixinguinha levou o título de ser o primeiro orquestrador da Música Popular Brasileira. É dele a famosa introdução da música O teu cabelo não nega, de Lamartine Babo e os Irmãos Valença e de Taí, de Joubert de Carvalho (sucesso lançado por Carmen Miranda). Ou seja, ele pode ser considerado co-autor de dezenas de músicas as quais lhe coube a "função" de escrever as introduções. Em 1929, quando foi contratado pela RCA Victor para ser orquestrador exclusivo da gravadora, inaugurou essa prática ainda não existente no Brasil.

Diante do conselho de vários de seus amigos, Pixinguinha foi fazer um curso de música, para adquirir um pouco de teoria e recebeu o diploma em outubro de 1933. Foi quando recebeu um convite para assumir o cargo de fiscal da Limpeza Urbana Pública, mas não para cuidar da limpeza da cidade, e sim para que ele fundasse uma banda, a Banda Municipal. Mas como não combinava, o litro de pinga que ele tomava antes de cada ensaio, com a disciplina militar da banda, e ainda somando sua ojeriza em usar a farda com botas de cano longo, foi logo transferido para a carreira burocrática, que escalou, passo a passo, até se aposentar, em 1966 como Professor de Artes.

Pixinguinha, por ...
Em 1946, Pixinguinha, com as mãos trêmulas devido à bebida e sem embocadura, trocou a flauta pelo saxofone definitivamente. Unindo-se ao flautista Benedito Lacerda, formou uma dupla que gerou muitos comentários e dúvidas nos meios musicais, porque a fama de Benedito era de apossar-se de músicas alheias. Ao que parece, Benedito e Pixinguinha fizeram um acordo. Sem dinheiro para pagar a casa que havia comprado e que estava hipotecada, Pixinguinha recorreu ao amigo que lhe conseguiu o dinheiro, em troca de parceria.

Pixinguinha também fez a trilha sonora de dois filmes: Sol sobre a lama de Alex Vianny e Um dia qualquer.
Em 1956 Pixinguinha recebeu a homenagem do prefeito Negrão de Lima, através da inauguração da rua Pixinguinha, em Olaria, onde morava o compositor.

Pixinguinha, por ...
Foi na terceira complicação cardíaca, em 1964, que Pixinguinha teve que ficar internado por mais de um mês, além de ter que abdicar à bebida, comida e parar de tocar saxofone, retornando a seus velhos hábitos dois anos depois. Quando o médico, algum tempo depois, lhe deu alta para tocar saxofone novamente, Pixinguinha chorou. Enquanto esteve hospitalizado, Pixinguinha compôs 20 músicas, e para cada uma dava um título relacionado com alguma coisa que acontecia no hospital. Uma delas, por exemplo, se chamou Manda brasa, expressão que ouviu da cozinheira, quando ia almoçar. Num momento que estava sozinho escreveu Solidão, e quando recebeu alta escreveu Vou pra casa.

Seu filho Alfredo casou-se em janeiro de 1971. No ano seguinte, Betí ficou seriamente doente e foi internada no hospital. O coração de Pixinguinha, já fraco, não agüentou. Sofreu um enfarte, e foi parar no mesmo hospital que a esposa estava internada. Como o estado de Betí era mais grave do que o de Pixinguinha, pai e filho combinaram que todos os dias, no horário de visita, o compositor vestiria seu terno, seu chapéu, e levaria um buquê de flores para a esposa, que, alguns dias depois, mais precisamente em 07 de junho de 1972, aos 73 anos, morreu, sem saber do estado do marido.

Pixinguinha, por J. Bosco.
Depois da morte de Betí, Alfredo Neto foi morar com sua esposa na casa do pai, para lhe fazer companhia. Em janeiro de 1973 nasceu o primeiro neto de Pixinguinha. Em 17 de fevereiro de 1973, Pixinguinha teve outro enfarte, durante um batizado no qual seria padrinho. Apesar de ter sido socorrido às pressas, Pixinguinha morreu ali mesmo, dentro da igreja, aos 74 anos.

Várias homenagens póstumas lhe foram prestadas, entre elas, a da Portela, que, no carnaval seguinte levou para a Avenida o samba-enredo O mundo melhor de Pixinguinha, com autoria de Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha, que lhes rendeu o segundo lugar.

Pixinguinha escreveu, aproximadamente, duas mil músicas. Foi um dos mais férteis compositores da MPB.
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Extraído de: Sampa.art - biografias


"às vezes a turma de músicos tocava até tarde e eu era mandado para a cama. Mas não dormia. Ficava prestando atenção e no dia seguinte procurava tirar em minha flauta de lata os chorinhos que tinha escutado até de madrugada."
- Pixinguinha em depoimento feito ao MIS.

"Eu fazia umas bossas, eu era do choro, eu seguia a inspiração."
- Pixinguinha, falando sobre os seus primeiros improvisos na flauta.


CRONOLOGIA DA VIDA E OBRA DE PIXINGUINHA
Pixinguinha
1897 - Alfredo da Rocha Vianna Jr., nasceu no bairro do Catumbi, na cidade do Rio de Janeiro, a 23 de abril de 1897 e faleceu no bairro de Ipanema, também no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973, no interior da Igreja Nossa Senhora da Paz.
1910 - Aos 12 anos de idade Pixinguinha fez sua estréia como músico profissional em uma casa de "chopp" da Lapa, denominada "A Concha". Pouco depois foi tocar na orquestra do Teatro Rio Branco, dirigida pelo célebre maestro Paulino Sacramento. Sua apresentação aos músicos da orquestra provocou risos, porque Pixinguinha era um menino no meio daqueles homens de grossos bigodes. Mas ele saiu-se bem. Sua estréia se deu na peça Chegou Neves e ele ainda tocava de calças curtas.
1911 - Sua primeira gravação foi na Favorite Record com a música São João debaixo d’água. Nesta gravadora ficou três anos.
1913 - Passou a integrar o "Grupo do Caxangá", conjunto organizado por João Pernambuco, de inspiração nordestina, tanto no repertório, como na indumentária, onde cada integrante do conjunto adotava para si um codinome sertanejo. Em sua primeira formação, o grupo reunia João Pernambuco (Guajurema), Caninha (Mané Riachão), Raul Palmieri, Jacó Palmieri (Zeca Lima), Pixinguinha (Chico Dunga), Henrique Manoel de Souza (Mané Francisco), Manoel da Costa (Zé Porteira), Osmundo Pinto (Inácio da Catingueira), Donga, Bonfíglio de Oliveira, Quincas Laranjeiras, Zé Fragoso, Lulu Cavaquinho, Nelson Alves, José Correia Mesquita, Vidraça e Borboleta.
1914 - No carnaval deste ano o "Grupo do Caxangá" percorreu os principais pontos da Avenida Rio Branco onde Cabocla de Caxangá tornou-se grande sucesso musical. Ainda em 1914 o músico teve o primeiro sucesso como compositor, com a publicação pela Casa Editora Carlos Wehrs, do tango Dominante. Esta foi sua primeira composição gravada - disco Odeon (1915), com interpretação do "Bloco dos parafusos".
1915 - Começou a fazer suas primeiras orquestrações para cinemas, teatros, circos, etc...
1917 - Começa a gravar na Odeon e o seu primeiro disco seria Morro da favela, um maxixe, e Morro do Pinto, outro maxixe e estas foram também suas primeiras composições gravadas. Registrou vários discos com músicas de sua autoria, e alguns em que atuou apenas como intérprete. Destacam-se as gravações de Sofres porque queres (tango-1917) e Rosa (valsa-1917), registradas pelo "Choro Pixinguinha".
1918 - Grava O Malhador e para o carnaval de 1919
Pixinguinha
1919 - O grande sucesso popular aconteceu com o samba Já te digo (com China), lançado pelo "Grupo de Caxangá" em resposta ao samba Quem são eles (Sinhô), que obteve sucesso no carnaval do ano anteiror. A polêmica começou, na verdade, quando Sinhô compôs O pé de anjo, seu primeiro sucesso para o carnaval gravado pelo também estreante Chico Alves só em 1920. A letra da marcha refere-se com ironia aos pés avantajados de China.
Passado o carnaval, Isaac Frankel, gerente do Cinema Palais, solicitou a Pixinguinha que selecionasse músicos para apresentações na sala de espera do cinema. Foi assim constituído o conjunto "Os Oito Batutas" uma continuação com menos elementos do "Grupo Caxangá". Contratados com a dita finalidade, o grupo tornou-se uma atração à parte, maior até que os próprios filmes. Ernesto Nazareth, Rui Barbosa e Arnaldo Guinle eram seus admiradores. O povo aglomerava-se na calçada só para ouvi-los. Conquistaram rapidamente a fama de melhor conjunto típico da música brasileira, empreendendo excursões por São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. Ainda em 1919, João Pernambuco, notável violonista e compositor, foi incorporado ao conjunto, no qual permaneceu até o final de 1921.
1920 - Apresentaram-se em um almoço oferecido ao Rei Alberto, da Bélgica, que estava em visita ao Brasil.
1921 - J. Thomaz, baterista, compositor e maestro, substituiu Luiz Pinto da Silva.
1922 - Em 28 de janeiro de 1922, embarcaram para Paris, custeados por Arnaldo Guinle, por sugestão do dançarino Duque, divulgador do maxixe no exterior. Embarcaram apenas sete batutas, razão pela qual foram anunciados como Os batutas, ou melhor, Les batutas. Eram eles: Pixinguinha, Donga, China, Nelson Alves, José Alves de Lima, José Monteiro (voz e ritmo), Sizenando Santos (Feniano-pandeiro). Os dois últimos, faziam substituição a Raul e Jacó Palmieri. J. Thomaz, que não embarcou por motivo de doença, não teve substituto. Estrearam em meados de fevereiro no Dancing Sherazade. A temporada prevista para apenas um mês, prolongou-se até o final do mês de julho. Retornam ao país em meados de agosto, para participar das comemorações do centenário da Independência do Brasil. Em agosto, foram contratados por Mme. Rasimi, empresária da Companhia Ba-ta-clan, para atuar na peça "V'la Paris", revista em dois atos e 31 quadros. A revista ficou em cartaz por oito dias, seguindo para São Paulo. O grupo porém não seguiu com a companhia francesa. O primeiro emprego do conjunto após a volta ao Brasil, foi no Assírio, onde já haviam atuado. Nas apresentações, Pixinguinha por vezes trocava a flauta pelo sax tenor, presente que lhe foi dado por Arnaldo Guinle quando ainda estavam em Paris. Ainda em 1922, a Orquestra Pixinguinha gravou na Parlophon os choros Lamento e Carinhoso, na época considerados jazzificados pelo crítico Cruz Cordeiro. Em dezembro do mesmo ano, embarcam para a Argentina, como "Os Oito Batutas", com os mesmos Pixinguinha, Donga, China, Nelson Alves, José A . de Lima, J.Thomaz, e os novos integrantes Josué Barros ao violão, e J. Ribas ao piano. Na Argentina, incorporaram Aristides Júlio de Oliveira (Julinho de Oliveira) e convidaram conjuntos brasileiros para participar de suas apresentações.
Pixinguinha compondo em sua casa nos anos 60.
1923 - Gravaram para a Victor de Buenos Aires treze músicas. Após a gravação, divergências entre os integrantes do grupo, trouxeram de volta ao Brasil Donga, J.Thomaz e Julinho. Os restantes, após enfrentar grandes dificuldades financeiras - conta-se que Josué de Barros apresentou-se como "enterrado vivo", para levantar algum dinheiro na cidade de Rio Cuarto - retornaram em abril do mesmo ano, com auxílio do consulado brasileiro.
1926 - Atuou como regente da Companhia Negra de Revista - grupo criado e dirigido por De Chocolat, composto de artistas negros marginalizados pelas companhias teatrais da época. Conheceu Albertina da Rocha, a Betty, estrela da companhia que atuava com o pseudônimo de Jandira Aimoré, que viria a ser sua companheira para o resto da vida. A companhia excursionou à Argentina, e no ano seguinte, estreou em São Paulo com a peça "Na penumbra", de Lamartine Babo em parceria com De Chocolat, espetáculo que também contava com a participação de Pixinguinha. O jornal Estado de São Paulo, de 12 de novembro de 1926 publicava que "o notável flautista Pixinguinha é simplesmente extraordinário". Durante a curta temporada, Lamartine intermediou o encontro de Pixinguinha com o musicólogo Mário de Andrade que estava na época coletando material para a feitura de um livro que teria fundamental importância na carreira do compositor: "Macunaíma o herói sem nenhum caráter". O resultado deste encontro pode ser apreciado no Capítulo VII da obra que trata da macumba. Pouco depois, ao lado de Donga, organizou a Orquestra "Típica Pixinguinha - Donga", conjunto composto só de instrumentos de sopro, criado para realizar gravações na Parlophon, e que acompanhava cantores como Patrício Teixeira e Castro Barbosa. Na Odeon, liderava o grupo que conservava o nome de "Orquestra Típica dos Oito Batutas".
Albertina e Pixinguinha (Acervo IMS).
1927 - Casou-se com Albertina da Rocha, estrela da Companhia Negra de Revista. O casal passou a residir em uma casa alugada no subúrbio de Ramos.
1928 - Já com o nome de "Jazz-Band Os Batutas", o grupo excursionou pelo sul do país, estreando em Florianópolis, no dia 28 de agosto. Em dezembro deste mesmo ano, a "Orquestra Típica Pixinguinha - Donga", gravou Carinhoso, música que havia sido composta cerca de 10 anos antes.
1929 - Destacou-se a gravação do samba de sua autoria Gavião calçudo , sucesso na voz de Patrício Teixeira. Nesse mesmo ano, foi inaugurada no Rio de Janeiro a RCA Victor Talking Machine Company of Brazil. A empresa promoveu concurso para orquestrador, no qual Pixinguinha inscreveu-se com uma orquestração de Carinhoso, obtendo o primeiro lugar. Foi assim contratado como músico e arranjador exclusivo da Victor. Carinhoso foi ainda utilizada como fundo musical no filme "Acabaram-se os otários", de Luís de Barros.
1930 - Como solista de flauta, gravou o choro Agüenta seu Fulgêncio (com Lourenço Lamartine), Segura ele e O urubu e o gavião, gravação considerada um dos pontos culminantes de sua carreira de flautista, esbanjando técnica, agilidade e clareza de execução. A partir dessa época , passou a orquestrar quase todos os discos de carnaval lançados pela Victor, entre os quais, a orquestração de Taí (Pra você gostar de mim), de Joubert de Carvalho, que marca a estréia de Carmen Miranda no carnaval, e de O teu cabelo não nega, de autoria de Lamartine Babo e Irmãos Valença, cantada por Castro Barbosa.
Pixinguinha
1932 - Organizou e integrou como flautista, arranjador e regente o "Grupo da Velha Guarda", conjunto que reuniu alguns dos maiores instrumentistas brasileiros da época. Realizaram inúmeras gravações na Victor, acompanhando também grandes cantores como Carmen Miranda, Sílvio Caldas, Mário Reis, entre outros. Em setembro desse ano, participou da inauguração, nos escombros do Teatro São José, da "Casa de Caboclo", um teatro exclusivamente dedicado ao folclore, à música popular e às coisas típicas de nosso país. Na inauguração, estiveram presentes como padrinhos, os poetas Ana Amélia de Queirós Carneiro de Mendonça e Olegário Mariano; Pixinguinha dirigiu um pequeno conjunto instrumental, e o duo caipira Jararaca e Ratinho como atração do espetáculo. Com o sucesso, a companhia teatral mudou-se para o Teatro Fênix . Em fins de 1932, organizou na Victor a orquestra "Diabos do céu", com alguns dos integrantes do "Grupo da Velha Guarda". A estréia em disco ocorre quando acompanhou Carmen Miranda na gravação de Etc, samba de Assis Valente. Na Colúmbia, atuou como regente e arranjador da Orquestra Colúmbia, que acompanhou inúmeros artistas.
1933 - Diplomou-se em teoria musical no Instituto Nacional de Música. Nesse mesmo ano, Pedro Ernesto o nomeou para o cargo de Fiscal de Limpeza Pública, desejando que Pixinguinha reunisse os colegas de repartição e fundasse uma banda, a "Banda Municipal", que faria sua primeira exibição na posse do primeiro prefeito eleito do Distrito Federal, em 1934, que não seria outro senão o próprio Pedro Ernesto.
1935 - O casal Betty - Pixinguinha, adotou uma criança, Alfredo da Rocha Vianna Neto, o Alfredinho.
Pixinguinha. foto: Maureen Bisilliat.
(Acervo Instituto Moreira Salles).
1937 - Em maio de 1937, foi realizada por Orlando Silva a primeira gravação cantada de Carinhoso, que recebeu versos de João de Barro, fator fundamental para a popularização da composição, que recebeu após o registro de Orlando cerca de 200 gravações e se converteria numa das músicas mais apreciadas de todo o cancioneiro do Brasil. Nesse mesmo ano, reuniu quatro músicos Tute (violão de sete cordas), Luperce Miranda (cavaquinho), Valeriano (violão de seis cordas) e João da Baiana (pandeiro), formando o conjunto "Os Cinco Companheiros", com que atuou no Dancing Eldorado e no Palácio Guanabara, com Vicente Celestino e Gilda de Abreu.
1940 - Leopoldo Stokowski solicitou a Villa-Lobos que selecionasse e reunisse os mais representativos artistas de Música Popular Brasileira, para gravação de músicas destinadas ao Congresso Pan-Americano de Folclore. Villa-Lobos incluiu no grupo escolhido a nata dos verdadeiros criadores nacionais de música: Pixinguinha, Cartola, Donga, João da Baiana e Zé Espinguela. As gravações realizaram-se na noite de 7 para 8 de agosto de 1940, a bordo do navio Uruguai atracado no Armazém 4. Foram registradas 40 músicas, e dessas 40 apenas 16 chegaram ao disco reproduzidas nos Estados Unidos em dois álbuns de quatro fonogramas cada um, sob o título "Columbia presents - Native Brazilian music - Leopold Stokowski". Pixinguinha atuou em diversos registros como regente, solista e até mesmo cantor, interpretando em dueto com Jararaca a canção Zé Barbino (autoria da dupla).
1946 - Pixinguinha deu parceria a Benedito Lacerda para vários dos seus choros e gravaram juntos os seguintes discos: Um a zero e Sofres porque queres (12.06.46); Naquele tempo e Segura ele (20.05.46); Vou vivendo e Cheguei (20.05.46); Tico-tico no fubá e Pagão (06.12.46): Saudades do Matão e Descendo a Serra (19.12.46); Ele e eu e Ingênuo (04.06.46).
1947 - Gravaram juntos: André de sapato novo e Ainda me recordo (28.03.47); Saudade do Rio e Os oito batutas (28.03.47).
Elizeth Cardoso, Clementina de Jesus, Cartola e Pixinguinha.
1949 - Voltaram a gravar juntos: Sedutor e O gato e o canário (um em 04.04 e o outro em 05.04.49); Língua de preto e Devagar e sempre (04.04.49); Soluços e Aguenta seu Fulgêncio (04.04.49); Acerta o passo e Marilene (05.04.49); Só para moer e Segura a mão (05.04.49).
1950 - Gravaram juntos: Atraente (um lado só do disco) - (07.07.50); Matuto e Displicente (07.07.50) e Menina do sobrado e Vagando (26.12.50).
1954 - No início da década de 50, sua carreira entrou em declínio, fato que se reverteu quando Almirante organizou em São Paulo o "I Festival da Velha Guarda", reunindo vários músicos veteranos do choro. No segundo Festival da Velha Guarda, a caravana carioca formou em caráter regular um conjunto denominado "Velha Guarda" do qual faziam parte Pixinguinha, Donga, João da Baiana, entre outros.
1955 - Alcançaram grande sucesso na Boate Casablanca, constituindo a grande atração do Show Zilco Ribeiro. Nesse mesmo ano, o grupo gravou seu primeiro LP na Sinter "A Velha Guarda" seguido de um outro "Carnaval da Velha Guarda".
1956 - Em maio de 1956, foi homenageado pelo prefeito Negrão de Lima com a inauguração da Rua Pixinguinha, no bairro de Olaria, onde morava.
1957 - Pixinguinha realizou inúmeras gravações, entre as quais cinco LPs contendo 60 músicas e mais um 78 rpm contendo a polca Marreco quer água e o choro Paciente, ambos de sua autoria.
1958 - Recebeu o Prêmio da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, diploma concedido ao melhor arranjador pelo Correio da Manhã e pela Biblioteca Nacional. Durante sua vida, Pixinguinha recebeu cerca de 40 troféus. Ainda em 1958, sofreu uma segunda crise cardíaca, contornada pelos médicos.
Pixinguinha. (acervo IMS).
1961 - Jânio Quadros logo após assumir a Presidência da República criou o Conselho Nacional de Cultura, e por sugestão do musicólogo Mozart de Araújo, Pixinguinha foi nomeado Conselheiro, com a nomeação publicada no Diário Oficial.
1962 - Convidado por Alex Viany para fazer a trilha sonora de seu filme "Sol sobre a lama", Pixinguinha acabou por se tornar parceiro do poeta e letrista Vinicius de Moraes que fazia parte da equipe. Duas músicas tornaram-se grandes sucessos, transcendendo até mesmo o próprio filme, Lamento e Mundo melhor.
1964 - Sofreu um enfarte, tendo sido internado no Instituto de Cardiologia. Pelo período de dois anos, afastou-se das atividades artísticas.
1966 - Foi um dos primeiros a registrar depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som. Obteve grande repercussão na imprensa e que seria depois reproduzido no livro "As vozes desassombradas do Museu" editado em 1969.
1967 - Recebeu a Ordem de Comendador do Clube de Jazz e Bossa, dirigido por Ricardo Cravo Albin e Jorge Guinle, o Diploma da Ordem do Mérito do Trabalho, conferido pelo Presidente da República e o 5º lugar no II Festival Internacional da Canção, onde concorreu com o choro Fala baixinho, feito em parceria com Hermínio B. de Carvalho. Em comemoração a seus 70 anos, o Conselho de Música Popular fez realizar uma exposição retrospectiva no M. I. S., instituição que promoveu concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual tomaram parte Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e o conjunto Época de Ouro, e do qual resultaria um LP editado pelo MIS.
Pixinguinha
1968 - Foi lançado o LP "Gente da antiga", produzido por Hermínio B. de Carvalho para a Odeon, contando além de Pixinguinha, com a participação de Clementina de Jesus e João da Baiana. Nesse mesmo ano, prestou a segunda parte de seu depoimento ao Museu, por ocasião dos festejos de seus 70 anos, comemorados, também, pelo Museu com um concerto no Teatro Municipal.
1971 - A RCA Victor lançou em parceria com o MIS o LP gravado ao vivo "Pixingunha 70" (extraído do concerto do Municipal) e a Odeon lançou o LP "Som Pixinguinha".
1972 - Quem não estava bem era D. Betty (mulher de Pixinguinha). Foi internada no Hospital do IASERJ, em condições nada boas. Em casa, apesar da companhia do filho Alfredinho, da nora e dos netos, sentia muita falta da companheira de 45 anos de convivência. Um dia sentiu dores no peito e chamou pelo filho, que o levou imediatamente para o Hospital do IASERJ. Examinado pelos médicos, foi determinada também a sua internação. D. Betty não pode saber disso - foi logo manifestando a sua preocupação. D. Betty nunca soube que seu marido estava também doente. Aos domingos, na hora da visita, Pixinguinha trocava o pijama pelo terno e subia mais alguns andares para ver a mulher. Ela morreu no dia 07 de junho, sem saber do que acontecia com o marido.
1973 - Faleceu vitimado por problemas cardíacos durante a cerimônia de batismo de Rodrigo Otávio, filho de seu amigo Euclides de Souza Lima, realizada na Igreja Nossa Senhora da Paz, no Bairro de Ipanema, Rio de Janeiro, numa segunda-feira de carnaval, no momento em que a famosa "Banda de Ipanema" passava desfilando na rua em frente.


"Em termos formais é um verdadeiro poema sinfônico."
- Silvio Barbato, sobre 'Carinhoso', de Pixinguinha.


OBRA DE PIXINGUINHA
Alfredo da Rocha Vianna Júnior, dedicou-se cedo à música e deixou um legado de inúmeros clássicos, arranjos e interpretações magistrais, como flautista e saxofonista. Escreveu cerca de duas mil músicas...

Pixinguinha (...).
Alguns dos principais sucessos:
Ainda me recordo. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1946.
A vida é um buraco. [Pixinguinha], 1930.
Carinhoso. [Pixinguinha e João de Barro], 1917.
Carnavá tá aí. [Pixinguinha e Josué de Barros], 1930.
Chorei. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1942.
Cochichando. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1944.
Fala baixinho. [Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho], 1964.
Gavião calçudo. [Pixinguinha e Cícero de Almeida], 1929.
Ingênuo. [Pixinguinha, Benedito Lacerda e Paulo César Pinheiro], 1946.
Já te digo. [Pixinguinha e China], 1919.
Lamento. [Pixinguinha e Vinícius de Moraes], 1928.
Mundo melhor. [Pixinguinha e Vinícius de Moraes] 1966.
Naquele tempo. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1934.
Os cinco companheiros. [Pixinguinha], 1942.
Os Oito Batutas. [Pixinguinha], 1919.
Página de dor. [Pixinguinha e Cândido das Neves], 1930.
Patrão prenda o seu gado. [Pixinguinha, Donga e João da Baiana], 1931.
Proezas de Solon. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1946.
Rosa. [Pixinguinha e Otávio de Souza], 1917.
Samba de fato. [Pixinguinha e Cícero de Almeida], 1932.
Segure ele. [Pixinguinha e Benedito Lacerda]. 1929.
Seresteiro. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1946.
Sofres porque queres. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1917.
Um a zero. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1946.
Vou vivendo. [Pixinguinha e Benedito Lacerda], 1946.
Yaô. [Pixinguinha e Gastão Viana], 1938.



DISCOGRAFIA DE PIXINGUINHA
1911 - São João debaixo d'água. [autor: Irineu de Almeida]. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1911- Salve (A princesa de cristal). Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1911- Isto não é vida. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
Pixinguinha, por Amarildo.
1911 – Dainéia. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1911 – Nininha. Gravação para a Casa Faulhaber, Rio de Janeiro. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1911 - Nhonhô em Sarilho. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1912 - Qualquer coisa. [autor: Irineu de Almeida]. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1912 – Lulu. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1912 - O morcego. [Autor: Irineu de Almeida “Irineu Batina”]. Gravação para a Casa Faulhaber, Rio de Janeiro. Gravadora: Favorite Record. 78 rpm.
1913 – Roseclair. Gravadora: Phoenix. 78 rpm.
1913 – Guará. Gravadora: Phoenix. 78 rpm.
1913-1914 - Não tem nome. [Autor: Alfredo da Rocha Vianna Jr. “Pixinguinha”]. Gravadora: Phoenix. 78 rpm.
1913-1914 - Carne assada. [Autor: Alfredo da Rocha Vianna Jr. “Pixinguinha”]. Gravadora: Phoenix. 78 rpm.
1917 – Rosa. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1917 - Sofres porque queres. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1917 - Morro da favela. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1917 - Morro do Pinto. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1919 - Os escoteiros. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1919 - Nostalgia ao luar. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1919 - Os dois que se gostam. Gravadora: Odeon. 78. rpm.
1919 - Agonia lenta. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1919 - Fica calmo que aparece. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1919 - Os oito batutas. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1921 - Domingo eu vou lá. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1921 - Eu também vou. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1922 - Dançando. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1922 - Ipiranga. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1923 - Até a volta/Vitorioso. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Três estrelinhas/Vira a casaca. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Falado/Já te digo. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Nair/Não presta pra nada. [autor: Romeu Silva]. Gravadora: Victor Argentina. 78 rpm.
1923 - Bataclan/Lá vem ele. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Se papai souber/Tricolor. [autor: Romeu Silva]. Gravadora: Victor Argentina. 78 rpm.
1923 - Lá-Ré/Pra quem é... Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Graúna/Me deixa, serpentina!. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Caruru/Urubu. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1923 - Meu passarinho/Até eu. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1926 - Sapequinha. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
Pixinguinha
1926 - Tapa buraco. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1928 - Não diga não/Carinhoso. Gravadora: Parlophon. 78 rpm.
1928 - Os teus beijos. Gravadora: Parlophon. 78 rpm.
1928 - Lamentos/Amigo do povo. Gravadora: Parlophon. 78 rpm.
1928 - Vamos brincar/Ainda existe. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1928 - Infantil/Número um. Gravadora: Odeon. 78 rpm.
1929 - Segura ele. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1929 - Agüenta seu Fulgêncio. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1929 - Aborrecido. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1929 - Suspiros/Carinhoso. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1929 - Vem cá, não vou/Urubatam. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1929 - Despresado/Tem fogo aqui!. Gravadora: Parlophon. 78
1930 - Miguel Costa. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Viva Isidoro. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Marcha Cabanas. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Perfume de mulata/Pistonista sabido. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Quebrando/Amparito. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Tamoio/Benga. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - Modulando/Doutor. ... Sem sorte. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - A vida é um buraco. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1930 - O urubu e o gavião. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1931 - Que querê/Já andei. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1931 - Conversa de crioulo/Café Viramundo. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1931 - Há ! Hu ! Lahô !/Patrão, prenda seu gado. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1931 - Vamo chorá, nega?/Carrapato cum tosse. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1932 - Ai que dor/Como eu te amei. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1932 - Ainda me recordo/Estou voltando. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1932 - Esperança (I)/Esperança (II). Gravadora: Victor. 78 rpm.
1933 - Quebra, meu bem. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1933 - Tudo no arrastão. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1933 - Braúlia. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1933 - Luzia no frevo. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1933 - Nostalgia de Plutão. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1934 - Recordando/Iolanda. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1936 - Não há mais vale. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1936 - Diabo solto. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1938 - Diabinho de saia. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1938 - Bicho danado. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1941 - Lamentos/Carinhoso. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1942 - Chorei/Os cinco companheiros. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1946 - Ela e eu/Ingênuo. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1946 - Urubatan/Proezas do Solon. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1946 - Saudades de Matão/Descendo a serra. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1946 - Vou vivendo/Naquele tempo. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1946 - Tico-tico no fubá/Pagão. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1946 - Vou vivendo/Cheguei. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1946 - Aquele tempo/Segura ele. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1946 - Um a zero/Sofres porque queres. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1947 - Pagão. [Pixinguinha, sax-tenor; Benedito Lacerda, flautim]. BMG/Ariola, Compact Disc.
1947 - Saudades do Rio/Os oito Batutas. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1947 - Andre de sapato novo/Ainda me recordo. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Só para moer/Segura a mão. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Acerta o passo/Marilene. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Agüenta, seu Fulgêncio/Soluços. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Língua de preto/Devagar e sempre. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Sofres porque queres/Seresteiro. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - Sedutor. Gravadora: RCA Victor. 78 rpm.
1949 - O gato e o canário. [Pixinguinha, sax-tenor; Benedito Lacerda, flautim]. BMG/Ariola, Compact Disc.
1950 - A menina do sobrado/Vagando. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1950 - Matuto/Displicente. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1950 - Yaô/Atraente. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1955 - Carnaval da Velha Guarda. Gravadora: Sinter. LP.
1955 - A Velha Guarda. [Almirante & Pixinguinha]. Gravadora: Sinter. LP.
1956 - Festival da Velha Guarda. Gravadora: Sinter. LP.
1956 - 5 Companheiros - Pixinguinha e os chorões daquele tempo. Gravadora: Sinter. LP.
1957 - Assim é que é. [Pixinguinha e sua Banda]. Gravadora: Sinter. LP.
1957 - Pixinguinha e Sua Banda em Carnaval de Nássara. [Pixinguinha e sua Banda]. Gravadora: Sinter. LP.
1959 – Marchinhas carnavalescas de João de Barro e Alberto Ribeiro. [Pixinguinha e sua Banda]. Gravadora: Sinter. LP.
1959 - Marreco quer água/Paciente. Gravadora: Victor. 78 rpm.
1960 – Alegria. [Pixinguinha e sua orquestra]. Gravadora: Musidisc. LP
1967 - Carnaval dos bons tempos. [Pixinguinha e sua banda]. Gravadora: RCA Victor. LP
1968 - Gente da antiga. [Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana]. Direção: Hermínio Bello de Carvalho. Gravadora: Odeon. LP.
1968 – Concerto comemorativo do 70º aniversário de Mestre "Pizinguin". [participação: Radamés Gnatalli, Jacob do Bandolim, Conjuntos Época de Ouro, e os Boêmios, Orquestra do Teatro Municipal]. Gravadora: RCA Victor & Museu da Imagem e do Som. LP.
1971 - Som Pixinguinha. [Pixinguinha]. Gravadora: Odeon. LP.
DISCOGRAFIA - TRIBUTOS, HOMENAGENS...
1972 - Pixinguinha. [Dilermando Reis]. Gravadora: Continental. LP
1975 - Pixinguinha do novo. Gravadora: Marcus Pereira. LP.
1979 - Pixinguinha e sua banda - 40 anos de sucesso. Gravadora: Musidisc / Som Livre Discos do Brasil. LP.
1982 - Vivaldi e Pixinguinha. [Radamés Gnattali (Piano/Cravo) e Camerata Carioca]. Gravadora: Funarte. LP.
1983 - Uma Rosa para Pixinguinha. [Elizeth Cardoso, acompanhada por Radamés Gnattali e pela Camerata Carioca]. Coleção Funarte, CD.
1988 – Pixinguinha. [Orquestra Brasília]. (Arranjos escritos em 1948 por Pixinguinha e encontrados por Henrique Cazes na Biblioteca Nacional, RJ). Produção: Henrique Cazes/Mário de Aratanha. Gravadora: Kuarup Discos. CD.
1988 - Pixinguinha. [Clara Sverner & Paulo Moura]. Gravadora: Sony Music. LP.
1988 - Pixinguinha e Benedito Lacerda. [Série Os Ídolos do Rádio Vol. X.], Gravadora: Collector's Edit. LP.
1988 - 15 anos sem Pixinguinha. Gravadora: Kuarup. LP.
1992 - São Pixinguinha. Gravadora: Odeon. CD.
1994 - Oito Batutas. Gravadora: Revivendo. CD.
1995 - Piano Pixinguinha. [Ricardo Camargos], Gravação: independente, Patrocínio: Telerj. CD.
1996 - Toninho Carrasqueira toca Pixinguinha e Pattapio Silva. [Série Régia Musica vol. VII]. Gravadora: Paulinas/Comep. CD.
1997 - Sempre Pixinguinha - 100 ANOS. Gravadora: Kuarup. CD.
1997 - Pixinguinha - 100 anos. [Ao vivo no CCBB]. Gravadora: Sarau Produções. CD.
1997 - Pixinguinha 100 anos. [Duplo]. Gravadora: BMG Brasil. CD.
1997 - Ago! Pixinguinha - 100 anos.[Álbum Duplo]. Gravadora: Som livre. CD.
1998 - Pixinguinha. [Paulo Moura e Os Batutas]. Gravadora: Rob Digital. CD.
1999 - Pixinguinha para crianças - Uma lição de Brasil. Gravadora: Multiletra Editora. CD.
1999 - Mulheres em Pixinguinha. [cantora Neti Szpilman, a flautista e saxofonista Daniela Spielmann e a pianista Sheila Zagury]. Gravadora: CPC-UMES. CD.
2000 - Pixinguinha alma e corpo. [Carlos Malta e Quarteto de Cordas]. Gravadora: Independente. CD.
2002 - As inéditas de Pixinguinha. Gravadora: Sony Music. CD.
2002 - Teu Nome, Pixinguinha. [Marcelo Vianna - Participação: Rita Ribeiro, Vittor Santos, Jacques Morelenbaum, João Nogueira.]. Gravadora: Biscoito Fino. CD.
2003 - O Jovem Pixinguinha, 1919 - 1928. Gravadora: EMI Music. CD.
2007 - Pixinguinha de bolso. [Henrique Cazes e Marcello Gonçalves]. Gravadora: Deckdisc. CD.
Pixinguinha.
2008 - Pixinguinha Sinfonico. [Série Pixinguinha], pela Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência do maestro Silvio Barbato. (Interpretação de um material totalmente inédito em disco, onde Pixinguinha explora timbres, texturas e contrapontos, demonstrando profundo conhecimento sobre a linguagem orquestral). Gravadora: Rob Digital. CD.
2009 - Pixinguinha Sinfônico Popular. [Série Pixinguinha], pela Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do maestro Osman Gioia. (Sinfônica de Recife ganhou o auxílio luxuoso de músicos convidados como Oscar Bolão (bateria), Itamar Assiere (piano) e de um quinteto de saxofones liderado por Carlos Malta. Nele, os naipes tradicionais de uma orquestra sinfônica se fundem aos metais e palhetas das Big Bands. Alguns destaques são Paciente (Pixinguinha e Daniel Santos), Querendo Bem (Pixinguinha e Ciro Porto), Marreco quer Água e Concerto de Bateria (Pixinguinha). É bom que se diga que todas as músicas aqui apresentadas têm a assinatura de Pixinguinha não apenas na composição, mas também nos arranjos. Um Pixinguinha Puro, responsável por introduzir um sotaque brasileiro às orquestrações encomendadas pelas gravadoras na época, comenta Sérgio Cabral, jornalista e biógrafo de Pixinguinha). Gravadora: Rob Digital. CD.
2009 – Pixinguinha no Cinema. [Série Pixinguinha]. (Pixinguinha no Cinema resgata a trilha sonora do filme Sol Sobre a Lama, dirigido por Alex Viany. Desconhecida do público, a trilha sonora foi composta por Pixinguinha entre 1962/1963 e como algumas canções precisam de letra, foi convocado para tal finalidade Vinicius de Moraes. No repertório 16 composições e orquestrações de Pixinguinha, 5 delas em parceria com Vinícius: Mundo Melhor, Samba Fúnebre, Lamento e as desconhecidas Seule (com letra em francês) e Iemanjá). Gravadora: Rob Digital. CD.
2010 - Pixinguinha. [Coleção Folha - Raízes da Musica Popular Brasileira]. vol. 4. Folha São Paulo, 2010.



"Na interpretação das obras busquei dar uma mensagem de beleza, num respeito rigoroso às partituras do maestro. E muitas vezes, parafraseando Pixinguinha, sacrifiquei a emoção para dar espaço à maestria técnica do compositor. Nas presentes gravações buscamos o talento escondido, talvez sufocado, do maestro Pixinguinha. O espaço que ele conquistou na música brasileira ocupa um território amplo, diferente. E nos encontramos com um compositor, um artista com liberdade e autonomia de fazer música sem fronteiras."
- Silvio Barbato [maestro], em encarte do CD ‘Pixinguinha Sinfônico’.


BIBLIOGRAFIA SOBRE PIXINGUINHA
Tom Jobim e Pixinguinha.
ALBIN, Ricardo Cravo. MPB: A História de um século. Rio de Janeiro: Funarte, 1997.
ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
ALENCAR, Edigar de. O fabuloso e harmonioso Pixinguinha. Rio de Janeiro, Cátedra, 1979.
ALMEIDA, Gabriela Sandes Borges de. Projeto Pixinguinha - 30 anos de música e estrada. (Dissertação mestrado em Bens Culturais e Projetos Sociais). Fundação Getúlio Vargas, FGV, 2009.
ANDRADE, Mario de. Dicionário Musical Brasileiro. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1999.
ANDRADE, Mário de. Introdução à estética musical. São Paulo: Editora Hucitec, 1995.
ANJOS, Melissa Souza do. A Importância do Monumento a Pixinguinha na Memória Carioca. In: II Encontro Internacional de Ciências Sociais: As Ciências Sociais e os Desafios para o Século XXI, 2010, Pelotas - RS. Anais do II Encontro Internacional de Ciências Sociais: As Ciências Sociais e os Desafios para o Século XXI. Pelotas - RS: ISP / ICH - UFPel, 2010. v. 1. p. 1-12.
ARAGÃO, Paulo. Pixinguinha e a Gênese do Arranjo Musical Brasileiro -1929 a 1935. (Dissertação Mestrado). UniRio, Rio de Janeiro, 2001. Disponível no link. (acessado 17.3.2012).
BASTOS, Rafael José de Menezes. Les Batutas, 1922: uma antropologia da noite parisiense. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 20 nº 58, São Paulo Jun. 2005. Disponível no link. (acessado em 17.3.2012).
BESSA, Virgínia de Almeida. "Um bocadinho de cada coisa": trajetória e obra de Pixinguinha. História e Música Popular no Brasil dos anos 20 e 30. (Dissertação Mestrado em História Social). Universidade de São Paulo, USP, 2006.
Vinicius, Pixinguinha ...
BESSA, Virgínia de Almeida. À escuta da cidade: Pixinguinha e a paisagem sonora carioca da Primeira República. RITA - Revue Interdisciplinaire de travaux sur les Amériques, v. 1, p. 1-19, 2008.
BESSA, Virgínia de Almeida. A escuta singular de Pixinguinha: História e Música Popular no Brasil dos anos 1920 e 1930. São Paulo: Alameda, 2010.
BESSA, Virgínia de Almeida. Imagens da escuta: traduções sonoras de Pixinguinha. In: MORAES, José Geraldo Vinci de; SALIBA, Elias Thomé. (Org.). História e Música no Brasil. 1 ed. São Paulo: Alameda, 2010, v., p. 163-214.
BRAGA, Sebastião. O lendário Pixinguinha. [Edição Comemorativa do Centenário]. Editora: Muiraquitã, 1997, 161 p. il.
CABRAL, Sérgio. Pixinguinha: vida e obra. Rio de Janeiro, Funarte, 1978.
CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.
CARVALHO, Hermínio Bello de. São Pixinguinha. Revista Textos do Brasil, nº 11, pp 50-53. Disponível no link. (acessado 18.3.2012.).
CASTRO, Ruy. A onda que se ergueu do mar - Novos mergulhos na Bossa Nova. Companhia das Letras, 2001.
CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao Municipal. São Paulo, Editora 34, 1998.
DINIZ, André. Almanaque do Choro: A história do chorinho, o que ouvir, o que ler, onde curtir. 3. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. v. 1. 108 p.
DINIZ, André. Pixinguinha – O gênio e seu tempo. (Coord.). ARAÚJO, Lu. Casa da Palavra e Lume Arte, 2011, 184 p.
EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1982.
ESPECIAL. História da Música Popular Brasileira. São Paulo: Editora Abril, 1982.
ERNEST DIAS, Andréa. A Expressão da flauta popular brasileira: uma escola de interpretação. (Dissertação Mestrado). Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1996.
EXPOSIÇÃO. Pixinguinha. Curadoria: ARAÚJO, Lu. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília apresenta de terça 13 a 6 de maio 2012.
EXPOSIÇÃO. Pixinguinha. Instituto Moreira Salles - IMS, 2007.
FERNANDES, Antônio Barroso (org.). Pixinguinha, Donga, João da Baiana: as vozes desassombradas do museu. Rio de Janeiro, Museu da Imagem e do Som, 1970.
FRANCÊSCHI, Humberto M. A Casa Edison e seu tempo. Rio de Janeiro, Sarapuí, 2002.
Tom Jobim, Pixinguinha, João da Baiana e Chico Buarque.
GAERTNER, Leandro. A interpretação do Choro Pagão elaborada analiticamente. In: Zélia Chueke; Norton Dudeque. (Org.). Cadernos de Análise Musical 1. 1 ed. Curitiba: DeArtes UFPR, 2008, v. 1, p. 10-23.
GAERTNER, Leandro. A interpretação do choro Pagão elaborada analiticamente. In: SIMPEMUS 4 - Simpósio de Pesquisa em Música 2007, 2007, Curitiba - PR. SIMPEMUS 4 - Simpósio de Pesquisa em Música 2007. Curitiba - PR: Deartes - UFPR, 2007. v. 4. p. 246-257.
GAERTNER, Leandro. Choro Pagão de Pixinguinha e Choros 2 de Villa-Lobos: Análise para Intérpretes. (Dissertação Mestrado em Música). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2008. Disponível no link. (acessado em 17.3.2012).
GAERTNER, Leandro. Systématisation et interprétation du répertoire des Oitos Batutas: les enregistrements de 1923. (Doutorado em Musique et Musicologie). Université Paris-Sorbonne.
GEUS, José Reis de. Pixinguinha e Dino Sete Cordas: reflexões sobre a improvisação no choro. (Dissertação Mestrado em Musica). Universidade Federal de Goiás - Escola de Musica e Artes Cênicas. Goiânia, 2009, 162 p. Disponível no link. (acessado 17.3.2012).
GOMES, Jose Benedito Viana. Pixinguinha - Choro: Presença e Aplicabilidade do Estudo da Flauta Transversal no Brasil. (Dissertação Mestrado em Música). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 1997.
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Encontro Histórico Pixinguinha e Louis Armstrong
No dia 27 de novembro 1957, uma terça-feira, Dorival Caymmi compareceu a um almoço para Louis Armstrong, em temporada no Brasil, oferecido por Juscelino Kubitscheck, no Palácio Laranjeiras. Estavam presentes a nata da música brasileira: Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinhas, Pixinguinha, Humberto Teixeira, Ataulfo Alves, Herivelto Martins, Fernando Lobo(Cronista) e Sivuca.  
(Fonte: Dorival Caymmi: O mar e o tempo, de Stella Caymmi, pg. 366 - Editora 34)

Louis Armstrong sendo recebido pelo Presidente Juscelino Kubitscheck  no Palácio das Laranjeiras.
 Dorival Caymmi, Fernando Lobo (cronista), Lamartine Babo, Lamartine Babo entre outros
 acompanharam o músico norte-americano. [27 Nov.1957], Foto: Acervo Estadão


 AMIGOS E PARCEIROS

Pixinguinha e Radamés Gnatalli.

Pixinguinha e seu filho Alfredo.


No Bar Gouveia onde vemos entre outros Pixinguinha,
Zé da Velha (trombone), João da Baiana e Donga.




Pixinguinha e Almirante, Rio de Janeiro, c. 1955 (acervo Tinhorão IMS)


Pixinguinha e a Velha Guarda (A partir do segundo da esquerda J. Cascata,
o poeta Ledo Ivo, Pixinguinha, Henrique de Melo Moraes (tio de Vinicius),
Donga, Alfredinho do Flautim e João da Baiana (sentado).

Cascata, Donga, Ataufo Alves, Pixinguinha, João da Baiana, Ismael Silva,
Alfredinho do Flautim...

Dorival Caymmi, Pixinguinha e Ary Barroso.


70 anos de Pixinguinha na Churrascaria Tijuca, em 26 de abril de 1968.
Pixinguinha ao lado da esposa Beti, Jacob do Bandolim e Zé Keti, entre outros.

FILMOGRAFIA SOBRE PIXINGUINHA
Filme: Chorinhos e Chorões
Sinopse: é um documentário sobre a origem e os desdobramentos do choro no final do século 19, com a provinciana cidade do Rio de Janeiro como o cenário do surgimento do estilo. Músicos como Pixinguinha, Patápio Silva, Benedito Lacerda, Altamiro Carrilho, Luperce Miranda e Jacob Bittencourt, fazem parte desta gênese.
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Ano/País: 1974
Duração: 11 min.

Chorinhos e Chorões.

Filme: Álbum de Música
Sinopse: é um documentário sobre a Música Popular Brasileira com referências a Pixinguinha, Almirante, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho e Cartola. Realizado no início dos anos 1970, o filme é um híbrido de shows, depoimentos e muitas vezes brevíssimas aparições de personagens como Nara Leão, Clementina de Jesus, Nelson Motta, Luiz Melodia e Edu Lobo, entre outros.
Direção: Sergio Sanz
Ano/País: 1974
Álbum de Musica.

Filme: Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba
Sinopse: Filme Hors-Concours no Festival do Rio 2007. Em abril de 1954, nos festejos do IV Centenário de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com a Velha Guarda do samba. O filme recupera esse material, perdido por 50 anos.
Direção: Thomaz Farkas e Ricardo Dias
Gênero: Documentário
Ano/País: 1997 - Brasil
Duração: 10 min.
Produção: Superfilmes

Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba.

Filme: Nós Somos um Poema
Sinopse: fala da parceria de Pixinguinha e Vinicius de Morais para a composição da trilha de Sol sobre a lama, filme de 1963 do diretor Alex Viany. A trilha ficou esquecida por mais de 40 anos e foi regravada em 2007 com Elza Soares e no mesmo estúdio da gravação original, na Rádio MEC, do Rio de Janeiro.
Direção: Sergio Sbragia e Beth Formaggini
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Ano/País: 2007 – Brasil.
Duração: 15 min.
Roteiro: Sergio Sbragia
Produção: Lu Araújo
Fotografia: Sergio Sbragia
Som direto: Rodrigo Lopes
Montagem: Sergio Sbragia
Trilha Sonora Original: Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nós somos um poema.

PROJETO PIXINGUINHA
O Projeto Pixinguinha, pela Funarte – Fundação Nacional das Artes – começou no país em 1977, com espetáculos de música brasileira acessíveis às camadas populares. Por isso, foi um projeto revolucionário para a época e importante na história da musica popular brasileira. Quando começou, era difícil uma empresa apostar em uma atividade cultural. Dá a impressão que o nome – Pixinguinha – envolvia as pessoas de uma forma mágica, pois esse projeto já dura há mais de 30 anos. Quando o Projeto Pixinguinha fez cinco anos, houve uma grande festa. Já era sucesso de público e referência para a promoção da cultura brasileira e para formar a sua grande platéia. Em 1983, a Petrobrás passou a ser a patrocinadora oficial. Para ter uma idéia da importância desse projeto, basta dizer alguns nomes que ele conseguiu lançar no mundo da música: Djavan, Zé Ramalho, Zeca pagodinho, Adriana Calcanhoto, Zizi Possi, entre outros. O projeto foi reativado em 2004, pela Funarte.
Outras informações: Funarte/Brasil Memória das Artes - Projeto Pixinguinha.



Pixinguinha cochilando sobre a partitura.
DEPOIMENTOS

Mário de Andrade dizia que Pixinguinha surgiu quando:
"a música popular tornou-se violentamente a criação mais forte e a caracterização mais bela da nossa raça, nos últimos dias do império e primeiros da República."
 

“Os contracantos de Pixinguinha na flauta e de José Alves de Lima no bandolim são totalmente improvisados, muitas vezes acontecendo ao mesmo tempo e se chocando em alguns momentos. O virtuosismo dos integrantes parecia se impor a quaisquer ‘problemas’ — há momentos em que a harmonia se choca com a melodia e outros em que cada instrumento parece seguir um caminho harmônico.”
- Paulo Aragão (pesquisador e musico).



"... Ele foi um criador de um estilo novo, uma maneira nova de tocar, tinha um swing leve, alegre, sutil, com balanço rítmico impressionante, isso fazia a diferença. O próprio Pixinguinha sabia disso, tanto é que passou a tocar saxofone, nem pegou mais na flauta, e formou aquela dupla famosa com ele. Agora, Pixinguinha é aquele monstro sagrado que compôs uma variedade de choros fantásticos. Acho que nenhum autor fez tantos estilos dentro de um gênero de música, tanta coisa diferente, do Carinhoso a Gargalhada, ele fez tudo que tinha direito."
- Altamiro Carrilho.

"Ser humano perfeito."
- Vinícius de Moraes


"Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.”
- Ary Vasconcelos

"É o maior e mais importante músico brasileiro de todos os tempos… penso mesmo que sua música tem o poder da cura."
- Paulinho da Viola.



"Pixinguinha com a sua música, foi linguagem de amor! Universal... É injusto só amar e não divulgar Pixinguinha."
- Alfredo da Rocha Vianna Neto (filho de Pixinguinha).


"Amor da minha vida" e "Gênio da raça"
- Tom Jobim

MÚSICAS
(Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha).
Paulinho da Viola e Marisa Monte.

Pixinguinha e sua Banda, “1x0” -anos 50.


(Cochichando, de Pixinguinha e Benedito Lacerda).
Jacob do Bandolim.


(Lamento, de Pixinguinha e Vinicius de Moraes).
Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana.


(Yaô, de Pixinguinha e Gastão Viana). (Lamento, de Pixinguinha e
Vinicius de Moraes). Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana.


Documentário sobre Alfredo da Rocha Viana Filho,
o Pixinguinha em 1969.


(Rosa, de Pixinguinha e Otávio de Souza).
Baden Powell


O DIA NACIONAL DO CHORO
O Dia Nacional do Choro é comemorado em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira, e em especial do choro.
O choro
O choro entra na cena musical brasileira em meados e finais do século 19, e nesse período se destacam Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e européia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis. Segundo José Ramos Tinhorão, o termo choro resultaria dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia.O século 20 traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, Pixinguinha.

(Ingênuo, de Pixinguinha e Benedito Lacerda).
Paulo Moura.


ACERVO DE PIXINGUINHA
Pixinguinha, por Odilon Moraes
Acervo: composto por partituras, fotografias, documentos, instrumentos musicais e objetos pessoais do compositor.
Depositado pela família no Instituto Moreira Salles - IMS, em 1999.
Local: Instituto Moreira Salles

REFERÊNCIAS E FONTES DE PESQUISA

Pixinguinha, por Glen Batoca.
** Fotos e imagens: acervo pessoal e internet
© Direitos reservados ao autor/e ou ao seus herdeiros

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Pixinguinha - o mestre do Catumbi. Templo Cultural Delfos, março/2012. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 18.1.2016.



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