Miriam Alves - poeta e prosadora

Miriam Alves - foto: Gean Carlo Seno

© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske
Por gentileza citar conforme consta no final desse trabalho. 
Página original JUNHO/2016 | ** Página revisada, ampliada e atualizada SETEMBRO/2021.


ESBOÇO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MIRIAM ALVES


Miriam Alves nascida em São Paulo, em 1952. É assistente social, professora e escritora. Integrou o movimento Quilombhoje Literatura de 1980 a 1989. Publicou em Cadernos Negros, de 1982 a 2011, contos e poemas.

Foi escritora visitante na Universidade do Novo México, no segundo semestre de 2007 e na Escola de Português de Middlebury College, nos Estados Unidos da América, em 2010, onde ministrou os cursos de Literatura e Cultura Afro-brasileira. Participou de debates sobre a literatura afrobrasileira e feminina nas Universidades do Texas, na Universidade do Tennessee e na Universidade de Illinois.

Participa, frequentemente, de debates e palestras em universidades, escolas, saraus e feiras literárias, no Brasil e exterior.

Publicou os seguintes livros: poemas 'Momentos de busca' (1983) e 'Estrelas nos dedos' (1985); teatro, peça 'Terramara' (1988), em coautoria com Arnaldo Xavier e Cuti; ensaios 'Brasilafro autorrevelado' (2010); contos 'Mulher Mat(r)iz' (2011) e 'Juntar pedaços' (2021) e os romances 'Bará na trilha do vento' (2015) e 'Maréia' (2019)

Co-organizou duas antologias bilíngües internacionais, Finally us: Contemporary Black Brazilian Women Writers, poemas, em 1995 e Women righting - Afro-Brazilian Women’s Short Fiction, contos, em 2005.

Tem contos e poemas publicados em diversas antologias brasileiras e estrangeiras. 

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Outros dados biográficos no Blog Miriam Alves (acessado em 16.6.2016). 


"O engajamento e a luta dos produtores de literatura negra, de forma geral, não são inseridos teoricamente nas historias de lutas negras contra a discriminação racial."
- Miriam Alves, no livro "Brasilafro Autorrevelado". São Paulo: Editora Nandyala, 2011, p.51. 

Miriam Alves - foto: SBischain

OBRA DE MIRIAM ALVES

Poesia
:: Momentos de buscaMiriam Alves. [prefácio Abelardo Rodrigues]. São Paulo: Edição da autora, 1982.
:: Estrelas no dedoMiriam AlvesSão Paulo: Edição da autora, 1985.

Conto
:: Mulher mat(r)iz
– prosas de Miriam Alves.Miriam AlvesSão Paulo: Belo Horizonte: Nandyala, 2011.
:: Juntar pedaços. Miriam AlvesRio de Janeiro: Malê, 2021

Romance
:: Bará na trilha do vento
Miriam AlvesSalvador: Editora Ogum's Toques Negros, 2015.
:: MaréiaMiriam Alves. [prefácio Assunção de Maria Sousa e Silva; prólogo Giovana Xavier]. Rio de Janeiro: Malê, 2019. 

Teatro
:: Terramara (peça teatral).. [Miriam Alves, Arnaldo Xavier, e Cuti (Luiz Silva)]. São Paulo: Edições dos Autores, 1988.

Ensaio
:: 
BrasilAfroautorevelado: literatura afrobrasileira contemporâneaBelo Horizonte: Editora Nandyala, 2011.

Miriam Alves - foto: TV Assim
Organização Antologia 
:: Finally us | Enfim nós: contemporary Black Brazilian woman writers[organização Miriam Alves; tradução Carolyn R. Durham]. Edição bilíngue português-inglês. Colorado: Continent Press, 1995.
:: Women righting: Afro-Brazilian women's short fiction | Mulheres escre-vendo. [organização Miriam Alves e Maria Helena Lima]. Edição bilingüe inglês-português. Londres: Mango Publishing, 2005.

Entrevista, ensaios e artigos em jornais e revistas
ALVES, Miriam. 'Entrevista'. Callaloo. Baton Rouge, v.23. n.4, p. 1315-1316, 2000. (edição bilingüe inglês português).
________ . Axé Ogum. In: Quilombhoje (Org.) Reflexões sobre a literatura afrobrasileira. São Paulo: Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, 1985.
________ . Cem palavras. In: SEMOG, Éle. Corpo de negro rabo de brasileiro - Textos do II Encontro de Poetas e Ficcionistas Negros Brasileiros. Rio de Janeiro, 1986. p.26- 31.
________ . Discurso temerário. Miriam Alves, Luiz Silva (Cuti), Arnaldo Xavier (Orgs.). Criação crioula, nu elefante branco. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1987. p.83-86.
________ . Lésbica virtual – configurações de uma cibercultura. In: Bernadette Lyra, Bernadette e Wilton Garcia (Orgs.). Corpo e cultura: ensaios. São Paulo: Xamã: 2001. p.65-72.
________ . Cadernos negros 1 – o postulado de uma trajetória. In: DUARTE, Constância Lima, DUARTE, Eduardo de Assis, BEZERRA, Kátia da Costa (Org.). Gênero e representação: teoria, história e crítica. Belo Horizonte: Pós-graduação em Letras, Estudos Literários, UFMG, 2002. p.67-73.
________ . Empunhando bandeira: diálogo de poeta. In: SANTOS, Rick, GARCIA, Wilton (orgs.). A escrita de Adé – perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbicos no Brasil. São Paulo: Nassau Comunity College; ABEH, Xamã, 2002. p.153-161.
________ . Cadernos negros (número 1): estado de alerta no fogo cruzado. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo, FONSECA, Maria Nazareth Soares (Orgs.). Poéticas afrobrasileiras. Belo Horizonte: Mazza Edições; Editora PUC Minas, 2002. p.221-240.
________ . Negra e lésbica: a leitura do corpo. In: LYRA, Bernadette, GARCIA, Wilton (orgs.). Corpo & Imagem. São Paulo: Ed. Arte & Ciência, 2002.
Abajur (Nightlamp). In: ALVES, Miriam e LIMA, Maria Helena (orgs.).
________ . Women righting – Afro-Brazilian women’s short fiction − mulheres escrevendoMiriam Alves e Maria Helena Lima (orgs.). Edição bilíngue. Londres: Mango Publishing, 2005.

Antologias, seletas, coletâneas (participação)
Miriam Alves - no Pelourinho Salvador BA
:: Cadernos Negros. [números 5, 7, 8, 9, 10, 12, 11, 13, 17, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26, 29, 30, 31, 32, 33]. São Paulo: Quilombhoje, 1982-2010.
:: Cadernos Negros: os melhores poemasSão Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 103-106.
:: Cadernos Negros: os melhores contosSão Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 129-133.
:: Axé antologia contemporânea da poesia negra brasileira. [organização Paulo Colina]. São Paulo: Editora Global, 1982.
:: A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. [seleção e organização Oswaldo de Camargo]. São Paulo SP: GRD, 1986.
:: Mulheres entre linhas - II concurso de poesia e conto (revelação de novos valores femininos no Estado de São Paulo). São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, Conselho da Condição Feminina, 1986.
:: O negro escrito: breve antologia temática. [organização Oswaldo de Camargo]. São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura / IMESP, 1987.
:: Poesia negra brasileira: antologia. [organização Zilá Bernd; prefácio Domício Proença Filho]. Porto Alegre: AGE; IEL; IGEL, 1992.
:: Contra lamúria. o livro. [organização Abílio Ferreira]. São Paulo: Casa Pindaíba, 1994.
:: Presença negra na poesia brasileira moderna. [organização Sebastião Uchoa Leite]. in: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. São Paulo, n.25, p.142-43, 1997.
:: Pau de sebo: coletânea de poesia negra. [organização Júlia Duboc]. Brodowski SP: Projeto memória da cidade, 1998.
:: O negro em versos. Antologia da poesia negra brasileira. [organização e apresentação Luiz Carlos dos Santos; Maria Galas e Ulises Tavares]. São Paulo: Salamandra, 2005.
:: Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. 2 vol's. Consolidação. [organização Eduardo de Assis Duarte]. Coleção Contemporaneidade, vol. 3. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
:: A escritora afro-brasileira: ativismo e arte literária. [organização Dawn Duke]. Belo Horizonte: Nandyala, 2016. {autoras presentes: Christiane Sobral, Mel Adún, Conceição Evaristo, Débora Almeida, Esmeralda Ribeiro e Miriam Alves}.
:: Cadernos Negros 40. [organização Esmeralda Ribeiro e Márcio Barbosa]. São Paulo: Quilombhoje, 2017.
:: Olhos de Azeviche: dez escritoras negras que estão renovando a literatura brasileira. 'contos e crônicas' [organização Vagner Amaro]. Rio de Janeiro: Editora Malê, 2017. {autoras presentes: Ana Paula Lisboa, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Esmeralda Ribeiro, Fátima Trinchão, Geni Guimarães, Lia Vieira,  Miriam Alves e Taís Espírito Santo}.
:: As mulheres poetas: na literatura brasileira. [organização, capa e projeto gráfico Rubens Jardim]. São Paulo: Arribaçã Editora, 2021. {a antologia reúne 328 poetas de todo o Brasil, de épocas, estilos e estados diferentes, confira no link as poetas presentes na coletânea}.

Antologias estrangeiras (participação)
Alemão
:: Schwarze poesie / Poesia negra.. [organização Moema Parente Augel]. Edição bilíngue alemão-português. St.Gallen|Koln/São Paulo: Edition diá, 1988. {autores presentesMiriam Alves, Cuti, Oswaldo de Camargo, Marcio Barbosa, Paulo Colina, Jamu Minka, Éle Semog, Oliveira Silveira, Adão Ventura,  Arnaldo Xavier e outros}.
:: Schwarze prosa – Afrobrasilianische Erzahlungen der Gegenwart / Prosa negra. [organização Moema Parente Augel]. Edição bilíngue alemão-português. St. Gallen|Koln/São Paulo: Edition diá, 1988. {autores presentes: Miriam Alves, Conceição Evaristo, Geni Guimarães, Cuti, Oswaldo de Camargo,  Paulo Colina, Jamu Minka, Éle Semog, Oliveira Silveira e outros}.
:: Zauber gegen die kälte. (Antologia contos). Deutsche Welthungerhilfe. DW Shop, 1994.
:: Nueva poesía América Latina | Neue Latinamerikaniche poesie. Gemany (Alemanha): Rowohlt LiteraturMagazin, n.38, 1996.

inglês
:: MaComére. (uma introdução e uma entrevista com Miriam Alves).. [organização Carole Boyce Davies]. London: The Association of Caribbean Women Writers and Scholars, vol. 1, 1998.
:: Fourteen female voices from Brazil. [organização e tradução Elzbieta Szoka; introduction Jean Franco]. Austin, Texas: Host Publications, INC., 2003.
:: Cadernos Negros | Black Notebooks. Contemporary Afro-Brazilian Literary movement[translated Niyi Afolabi; edited Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro]. Trenton-NJ /Asmara-Eritrea: África World Press, 2007.
:: Cadernos Negros | Black Notebooks: Contemporary Afro-Brazilian Literature/Literatura Afro-Brasileira Contemporânea. [translated Niyi Afolabi; edited Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro]. Trenton-NJ /Asmara-Eritrea: África World Press, 2007.


Miriam Alves - foto:  (lançamento do romance Borá...)


POEMAS SELECIONADOS DA POETA E PROSADORA MIRIAM ALVES



Calafrio
O sorriso gela
a porta do paraíso prometido

A tarde cobre-se de frio

grita
esconde-se atrás dos
casacos
faz esculpir aquela saudade
do lugar
jamais percorrido.

Escorrem feito sorvete

as esperanças derretidas
no ardor do querer.
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 7, São Paulo: Quilombhoje, 1984.

§

Colar
Colecionava amizades
Pendura corrente de sorrisos estáticos
                   No pescoço
Ostentava tantos e tantos
             Sorrisos-dentaduras
Polia-os à noite com gotas de lágrimas
                  Retidas
Um dia o colar mordeu-lhe a jugular 
Jorrou-lhe rios de ausências
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 106.

§


Enigma
Tento decifrar-me
mergulho-me
calo
acalento calores
dilacerados

Mergulho em você
avolumo prazeres solitários
broto emoções explícitas
em lugares bem guardados
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Fumaça
Estou a toque de máquina
corro, louca, voo, suo
a fumaça sou eu

Estou a toque de nada
vivo, ando
como a comida envenenada
e o comido sou eu

estou a toque de selva
os ferros torcidos, sacudidos
dentro de uma marmita
e a marmita sou eu

Nego, mas vivo dizendo
Sim
a tudo que me dói na cabeça
e o doido sou eu

Paro, mas estou sempre correndo
doem as pernas, os pés
e este corpo é o meu

Amanhã me encontra acordada
como a noite deixou
e o insone sou eu

Indago, mas não estou escutando
a pergunta anda solta
e ninguém explicou
que a resposta sou eu
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 5,  São Paulo: Quilombhoje, 1982.

§

Insone ouço vozes
Calor afogueia
os pensamentos de espera. Quando
embalo na cama da noite
insônia de séculos.

Ouço ruídos de tambores
sobressaltos alimentam
meus pés

Nos pensamentos de esperança
embalo na cama da noite
as dores de meu tempo

Ouço vozes
emanadas dos exércitos humanos
contidos.

Na cama da noite
movimento minhas mãos
embalo medos, espanto-me
diante do conhecido

Nos pensamentos de espera
solto minha rouca voz:
bala de chumbo

Nos pensamentos de esperanças
espreito de olhos baços
arregalados na insônia de aguardar
a hora de entrar em ação. 
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Guardiãs
Esconderei meu sofrimento
nas entranhas do vento
guardarei as lágrimas
no pote das nuvens
reavaliarei as intenções
   da natureza
Farei das montanhas
guardiãs de meus segredos

Escreverei com um corisco
o fogo das emoções
as verdades de hoje
para não serem

segredos de amanhã.
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Mahin manhã
Ouve-se nos cantos a conspiração
vozes baixas sussurram frases precisas
escorre nos becos a lâmina das adagas
Multidão tropeça nas pedras
                  Revolta
há revoada de pássaros
      sussurro, sussurro:
 “é amanhã, é amanhã.
     Mahin falou, é amanha”
A cidade toda se prepara
        Malês
            Bantus
                geges
                   nagôs
vestes coloridas resguardam esperanças
             aguardam a luta
Arma-se a grande derrubada branca
a luta é tramada na língua dos Orixás
 é aminhã, aminhã”
sussuram
         Malês
            Bantus
                geges
                   nagôs
      “é aminhã, Luiza Mahin falô”  
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 104.

§

Mnu
Eu sei:
“havia uma faca
         atravessando os olhos gordos
                em esperanças
havia um ferro em brasa
         tostando as costas
         retendo as lutas
havia mordaças pesadas
         esparadrapando as ordens
               das palavras”
Eu sei:
    Surgiu um grito na multidão
        Um estalo seco de revolta 
      Surgiu outro
           outro
                e
              outros
         aos poucos, amotinamos exigências
querendo o resgate
sobre nossa forçada
      miséria secular. 
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros: os melhores poemas". São Paulo: Quilombhoje; Fundo Nacional da Cultura| Ministério da Cultura, 1998, p. 105.

§

O verso orou
calei o verbo dor e o verso amor
metáforas profundas não vieram
emoldurei-me no silêncio
Na cara da lua mais tarde
explodiu
gozo
debochado
plenitude temporária
O poema inscreveu-se
Entrelinhas negritou metáfora
Orou
Desenhou palavras fortes nos espaços em branco 
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros, n. 31. São Paulo: Quilombhoje, 2008.

§

Parto
Uma batida surda
dói ouvir
Viver viver
presa na gaiola
pássara
Já vi o infinito
fui constelação
Agora asteroide vagando
estrela cadente
dividi-me em duas
Dividida para não ser subtraída
fiquei inteira amolgada em cada pedaço
chorei porque eu nascia
- Miriam Alves, em "Cadernos Negros". n. 25, São Paulo: Quilombhoje, 2002.

§

Saber da chama
Beber nesta chama
que esgueira silenciosa
tensa e dúbia
afogueando a garganta
aquecendo o berro
         o grito
Beber esta chama
sorvê-la
num só trago
senti-la derretendo
barreiras

Saber da chama
do caudal
da lava
da lama
vazando ardente
numa gota de palavra
pendurada num canto da boca
prometendo o encontro
na encruzilhada do amanhã.
- Miriam Alves, no livro "Estrelas no dedo". São Paulo: Quilombhoje, 1985.

§

Miriam Alves - foto: TVSP

FORTUNA CRÍTICA DE MIRIAM ALVES

[Miriam Alves - teses e dissertações; livros, ensaios e artigos em revistas e jornais (impresso e online]

ALMEIDA, Jacqueline de.. Conceição Evaristo e Miriam Alves: mulheres negras contam suas histórias por entre os caminhos da poesia brasileira. (Tese Doutorado em Educação). Universidade Luterana do Brasil, ULBRA, 2020.
ALVES, Taliana Mariane Dantas de Sousa. Perplexa poeticidade: uma análise da violência contra a mulher em contos de Miriam Alves. (TCC Graduação em Letras). Universidade Federal da Paraíba, UFPB, 2021. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
AMARO, Vagner. Miriam Alves: a memória no romance como reconstrução da identidade. In: Biblioo, 11 de julho de 2019. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
ANTÔNIO, Carlindo Fausto. Cadernos Negros: esboço de análise. (Tese Doutorado em Teoria Literária). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2005. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
ARAÚJO, Flávia Santos de.. Moving Against Clothespins: The Poli(poe)tics of Embodiment in the Poetry of Miriam Alves and Audre Lorde. (Tese Doutorado em Afro-American Studies). University of Massachusetts Amherst, UMass Amherst, Estados Unidos, 2017. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
ARRAES, Jarid. Poetas negras da literatura brasileira. In: Medium - Mulheres que Escrevem, 25 de julho de 2017. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
ARREAZA, Dionisio David Marquez. Miriam Alves y Nancy Morejón: Dos caminos poéticos hacia la conciencia negra. Revista Garrafa (PPGL/UFRJ), v. 31, p. S/N, 2013.
AUGEL, Moema Parente. Eu sou a fala do meu lugar. Miriam Alves um dos expoentes da literatura feminina afro-brasileira. In: Lusorama, v. 79-80, p. 110-125, 2009.
BENFATTI, Flávia Andréa Rodrigues; SILVA, Gláucia Mendes da. O Feminismo Negro na Literatura de Cordel de Jarid Arraes e em Contos de Miriam Alves. In: Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 6, p. 75-99, 2021. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
BEZERRA, Kátia da Costa. Poetas brasileiras nos anos oitenta: a heterogeneidade como locus de resistência e construção. (Tese Doutorado em Literaturas/Língua Portuguesa). University of Minnesota, UM, Estados Unidos, 1999.
Miriam Alves - foto: (...)
BEZARRA, Kátia da Costa. Miriam Alves. In: DUARTE, Eduardo de Assis. (Org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. vol. 3, Contemporaneidade. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
BEZARRA, Kátia da Costa. Vozes em dissonância: mulheres, memória e nação. Florianópolis: Editora Mulheres, 2007.
BEZARRA, Kátia da Costa. A poesia de mulheres negras nos anos oitenta: a construção de novos paradigmas. In: SANTOS, Luisa Cristina. Mulher das linhas e entrelinhas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2002. p.53-64.
BEZERRA, Kátia da Costa. Miriam Alves: embalando uma poética 'pra não ninar'. In: V Congresso Internacional da BRASA, 2000, Recife, Pernambuco. BRASA V, 2000. p. 11-11.
BEZARRA, Kátia da Costa. O revisionismo como uma estratégia de luta na poesia dos anos oitenta. In: Letras. Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Campinas, v.20, n.1/2, 185-99, dez 2001.
BEZARRA, Kátia da Costa. Rompendo os grilhões: poetas negras nos anos oitenta”. In: Revista Letras & Letras, n.15, v.1 p. 41-52, 1999.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1995.
CAMARGO, Oswaldo de.. O negro escrito: apontamentos sobre a presença do negro na literatura brasileira. [prefácio Paulo Colina]. São Paulo: Edições do Autor, 1987.
CARNEIRO, Luciana Priscila Santos. O percurso da Escrevivência em Mulher Mat(r)iz, de Miriam Alves. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal da Paraíba, UFPB, João Pessoa, 2019. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
CARNEIRO, Luciana Priscila Santos ; FREITAS, Sávio Roberto Fonsêca de.. Os olhos verdes de Esmeralda: a construção da escrevivência como instrumento de voz da representação feminina no conto de Miriam Alves. In: SOUZA, Elio Ferreira de; BEZERRA FILHO, Feliciano José. (Org.). Literatura Afro-brasileira e Africana: Narrativas e cidadania. 1ed.Teresina: EDUFPI, 2019, v. 9, p. 187-198.
CAVALCANTI, Maria Clara Martins. Rompendo o silêncio do sufoco: A escrita de Esmeralda Ribeiro e Miriam Alves nos Cadernos Negros (vol.8). In: Zona Franca - Revista de Estudios de Gênero, n. 27, p. 61-86. 2019. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
COSTA, Jéssica Fraga da.. A representação da identidade feminina em Maréia, de Miriam Alves. In: Nau Literária, v. 16, p. 154-165, 2020. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
CUTI, Luiz Silva. Literatura negro-brasileira. [coordenação Vera Lúcia Benedito]. Coleção Consciência em Debate. Selo Negro Edições, 2010.
DAVIES, Carole Boyce. Afro-Brazilian women culture and literature: an introduction and an interview with Miriam Alves. In: Journal of the Association of Caribbean Women Writers and Scholars , n.1, p. 57-74, 1998.
DAVIES, Carole Boyce. Hearing Black women’s voices: transgressing imposed boundaries. In: DAVIES, Carole Boyce, OGUNDIPE-LESLIE, Molara (Ed.). Moving beyond boundaries. London: Pluto Press, 1995. 3-14.
DUARTE, Eduardo de Assis (coord). Literatura afro-brasileira: 100 autores do século XVIII ao XXI. vol. 1. Rio de Janeiro: Pallas, 2014; 2ª ed., 2020.
DUARTE, Eduardo de Assis (coord). Literatura Afro-Brasileira. vol.2: Abordagens na Sala de aula. Rio de Janeiro: Pallas, 2014.
DUKE, Dawn. Alzira Rufino and Miriam Alves: Afro-Brazilian writers/activists and issues of race, gender, class and writing. In: África. São Paulo, n. 22-23, p. 267-78, 1999-2001.
DURHAN, Carolyn Richardson. The beat of a different drum: resistance in contemporary poetry by African-Brazilian women. In: Afro-Hispanic Review, 14(2), Fall 1995, p.21-26.
DURHAN, Carolyn Richardson. Art for life's sake: literature by Esmeralda Ribeiro, Sônia Fátima da Conceição, and Miriam Alves. In: PALARA: Publication of the Afro-Latin/American Research Association v.1, p.36-42, Fall 1997.
DURHAN, Carolyn Richardson. Space and time: Afro-Brazilian history in the poetry of Miriam Alves. In: CLA Journal, v.41, n.2, p.185-96, Dec. 1997.
DURHAN, Carolyn Richardson. Women writers, Black, in Brazil, literature written by women of African descent in Brazil. In: APPIAH, Kwane Anthony, GATES JUNIOR, Henry (ed.). Africana: The Encyclopedia of the African and African American experience. New York: Basic Civitas Books, 1999. p. 2014.
FEAL, Rosemary Geisdorfer. The Afro-latin american woman writer: drumming with a difference. In: Afro-Hispanic Review. Bloomington, v.14, n.2, Fall 1995.
FERACHO, Lesley. Transgressive acts: race, gender, and class in the poetry of Carolina Maria de Jesus and Miriam Alves. In: Afro-Hispanic Review, v.18, n.1, p.38-45, Spring 1999.
FIGUEIREDO, Fernanda Rodrigues de.. A mulher negra nos Cadernos Negros: autoria e representações. (Dissertação Mestrado em Letras: Estudos Literários). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, 2009. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
FREDERICO, Graziele; MOLLO, Lúcia Tormin; DUTRA, Paula Queiroz. “Escrevo porque não dá para não escrever”: entrevista com Miriam Alves. In: Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 51, agosto 2017. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
FREITAS, Ivana Silva. O ponto e a encruzilhada: a poesia negra rasurando a memória, a história e a literatura oficial através da intertextualidade. (Tese Doutorado em Literatura e Cultura). Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, 2015. Disponível no link. (acessado em 22.9.2021).
GONÇALVES, Máxima de Oliveira. O erotismo na poesia de Miriam Alves. In: Anais do XIV Seminário Nacional Mulher e Literatura | V Seminário Internacional Mulher e Literatura, 2012. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
GUSMÃO, Neusa Mendes. Terra de pretos, terra de mulheres - terra, mulher e raça num bairro rural negro. Brasília: Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, 1991.
HOOKS, Bell. Intelectuais Negras. Estudos feministas. Rio de Janeiro. IFCS/UERJ e
PPCIS/UERJ, v.3, n, 2, p-464-469, 1995.
MACHADO, Serafina Ferreira. A poesia como movimento humanizador. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual de Londrina, UEL, 2006.
MACHADO, Serafina Ferreira. Reivindicação identitária na poesia de Miriam Alves. in: Estação Literária, Vagão-volume 3, 2009. Disponível no link. (acessado em 15.6.2016).
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2 comentários:

  1. Eu amo muito essa multiartista. Sensibiidade e poética maravilhosas. Uma escrita potente, não se sai a mesma após contato com suas obras. Gratidão Miriam Alves por você escrever.

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