Orides Fontela - a arte de tecer a teia poética

Orides Fontela (1988 - São Paulo)
Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu na cidade de São João da Boa Vista (SP), no dia 21 de abril de 1940. Em 1946, educada por sua mãe, começa a escrever poemas. No ano de 1951, cursa o Ginásio e, em 1955, a Escola Normal de São João da Boa Vista. Seus primeiros versos são publicados em 1956 no jornal “O Município” daquela cidade. Muda-se para São Paulo (SP), em 1967, onde ingressa no curso de Filosofia da Universidade de São Paulo – USP. Estréia, em 1969, com o livro de poemas “Transposição”, publicado com a ajuda do professor e crítico Davi Arrigucci. Em 1973, lança “Helianto”. Em 1983 publicado seu terceiro livro de poemas, “Alba”, que recebe o Prêmio Jabuti. Trabalha como professora primária e bibliotecária em várias escolas da rede estadual de ensino. Em 1986, ? lançado “Rosácea”. O escritor, poeta e crítico Augusto Massi reúne, em 1988, toda a obra anterior da poeta no livro “Trevo”. Em 1996, o livro “Teia”, reunião de toda a sua obra, recebe o Prêmio concedido pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Tentando superar suas dificuldades financeiras — havia sido despejada do apartamento onde vivia — vai viver na Casa do Estudante, um velho prédio na Avenida São João daquela capital. De personalidade difícil, isola-se cada vez mais dos amigos, morrendo em 2 de novembro de 1998, num sanatório em Campos do Jordão (SP). 
:: Fonte: Releituras (acessado em 16.3.2016).


Esfinge
Não há perguntas. Selvagem 
o silêncio cresce, difícil. 
- Orides Fontela, em "Rosácea". São Paulo: Editora Duas Cidades, 1986.


PRÊMIOS
1983 - Prêmio Jabuti, pela obra "Alba".
1996 - Prêmio concedido pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, pela obra "Teia".
Orides Fontela - foto: Juan Esteves/Folha Imagem
OBRAS DE ORIDES FONTELA
:: Transposição. [coordenação Davi Arrigucci Jr.]. São Paulo: Instituto de Espanhol da USP, 1969.
:: HeliantoSão Paulo: Editora Duas Cidades, 1973.
:: Alba. [prefácio Antônio Candido]. São Paulo: Roswitha Kempf, 1983.
:: Rosácea. São Paulo: Editora Duas Cidades, 1986.
:: Trevo (1969-1988).. [organização Augusto Massi]. Coleção Claro Enigma. São Paulo: Editora Duas Cidades, 1988.
:: Teia. [prefácio Marilena Chauí; orelha do editor Luiz Fernando Emediato; Capa Susana Kacowicz]. São Paulo: Roswitha Kempf, ?; 2ª ed., São Paulo: Geração Editorial, 1996, 82p.
:: Poesia Reunida (1969-1996). São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, 376p.
:: Orides Fontela - poesia completa. [apresentação e organização Luiz Dolhnikoff]. São Paulo: Hedra, 2015.

Obra traduzida
Francês
:: Trèfle (Trevo). Orides Fontela. [tradução Emmanuel Jaffelin e Márcio de Lima Dantas].  Harmattan, 1998.
:: Rosace (Rosácea). Orides Fontela. [tradução Emmanuel Jaffelin e Márcio de Lima Dantas]. Paris: L'Harmattan, 2000.

Antologia
:: Poesia brasileira do século XX - dos modernistas à actualidade. [organização Jorge Henrique Bastos]. Lisboa: Antígona, 2001, 400p.


Coruja
Vôo onde ninguém mais - vivo em luz  
mínima 
ouço o mínimo arfar - farejo o 
sangue 
  
e capturo 
a presa 
em pleno escuro. 
- Orides Fontela, em "Rosácea". São Paulo: Editora Duas Cidades, 1986, p. 203.


Orides Fontela  - foto: (...)
BREVE ANTOLOGIA POÉTICA DE ORIDES FONTELA

A paisagem em círculo
Os plátanos as pombas estas fontes
as frondes, longe; e, de novo, os
                        plátanos.

As pombas estes plátanos as frondes
as fontes, longe; e , de novo, as
                        pombas.
As fontes estas frondes estas pombas
plátanos, longe; e, de novo, as
                      fontes.
Estas frondes os plátanos as fontes
As pombas, longe; e, de novo, as
                      frondes.
- Orides Fontela, do livro "Helianto", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 136.

§


Alvo
Miro e disparo:
o alvo
o al
o a
centro exato dos círculos
concêntricos
branco do a
a branco
ponto
branco
atraindo todo o impacto

(Fixar o voo
da luz na
forma
firmar o canto
em preciso
silêncio

– confirmá-lo no centro
do silêncio.)
Miro e disparo:
o a
o al
o alvo.
- Orides Fontela, do livro "Helianto", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 76.

§

As estações
Anuncia-se a luz 

e o puro Sol
o Sol informe
verte-se

                        desencantando cores
                        frutos vivos
                        — força em ciclo descobrindo-se. 

                               … mas                        
                                                   há o estar da pedra
                                                   há o estar do corpo

                                                   há peso e forma: os frutos                                                                                apodrecem.
- Orides Fontela, em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006.

§

Clima
Neste lugar marcado: campo onde
uma árvore única
se alteia

e o alongado
gesto
absorvendo
todo o silêncio - ascende e
                    imobiliza-se

(som antes da voz
pré-vivo
ou além da voz
e vida)

neste lugar marcado: campo
                               imoto
segredo cio cisma
o ser
celebra-se

- mudo eucalipto
      elástico
      e elíptico.
- Orides Fontela, em "Alba". São Paulo: Roswitha Kempf, 1983.

§

Eros
Cego?
Orides Fontela  - foto: Itamar Miranda/Estadão
Não: livre.
Tão livre que não te importa
a direção da seta. 

Alado? Irradiante.
Feridas multiplicadas
nascidas de um só
                              abismo.

Disseminas pólens e aromas.
És talvez a
                          primavera?
Supremamente livre
           — violento —
não és estátua: és pureza
                                 oferta. 
Que forma te conteria?
Tuas setas armam
                             o mundo
enquanto — aberto — és abismo
              inflamadamente vivo.
- Orides Fontela, em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006.

§

Fala
Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.

Tudo será duro:
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser

Tudo será
Capaz de ferir. Será
Agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.
Não há piedade nos signos
E nem no amor: o ser
É excessivamente lúcido
E a palavra é densa e nos fere
(toda a palavra é crueldade)
- Orides Fontela, do livro "Transposição", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 31.

§


Helianto
Cânon
da flor completa
metro / valência / rito
da flor
verbo

Círculo
exemplar de helianto
flor e
mito

ciclo
do complexo espelho
flor e
ritmo

cânon

da luz perfeita
- Orides Fontela, do livro "Helianto", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006.

§

Mãos 
Com as mãos nuas 
lavrar o campo: 

as mãos se ferindo 
nos seres, arestas 
da subjacente unidade 

as mãos desenterrando 
luzesfragmentos 
do anterior espelho 

com as mãos nuas 
lavrar o campo: 

desnudar a estrela essencial 
sem ter piedade do sangue. 
- Orides Fontela, em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 20.


§

Minério
o metal e seu pálido horizonte
o metal tempo opondo-se ao olhar vivo:
o metal adensando
e horizonte e
fronteira inviolada
O metal presença
Íntegra
opondo às águas seu frio
e incorruptível núcleo
- Orides Fontela, do livro "Helianto", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 82. 

§

Poema
Saber de cor o silêncio
diamante e-ou espelho
o silêncio além
do branco.
Saber seu peso
Seu signo
– habitar sua estrela
Impiedosa.

Saber seu centro: vazio
esplendor além
da vida
e vida além
da memória.
    Saber de cor o silêncio

– e profaná-lo, dissolvê-lo
        em palavras.
- Orides Fontela, do livro "Alba", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006,  p. 149.

§


Pouso
Ó pássaro, em minha mão
encontram-se
tua liberdade intacta
minha aguda consciência.

Ó pássaro, em minha mão
teu canto
de vitalidade pura
encontra a minha humanidade.

Ó pássaro, em minha mão
pousado
será possível cantarmos
em uníssono

se és o raro pouso
do sentimento vivo
e eu, pranto vertido

na palavra?
- Orides Fontela, em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006.

§

Reflexo
O lago em círculo
círculo água
céu apreendido
eternidade no tempo
- Orides Fontela, do livro "Helianto", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 55.

§

Teia
A teia, não 
Mágica 
Mas arma, armadilha 
  
 a teia, não 
morta 
mas sensitiva, vivente 
  
a teia, não 
arte 
mas trabalho, tensa

a teia, não  
arte 
mas trabalho, tensa 
  
a teia, não 
virgem 
mas intensamente 
                 prenhe: 
  
no  
centro 
a aranha espera. 
- Orides Fontela, em "Rosácea". São Paulo: Editora Duas Cidades, 1986.

§

Ver
o avesso
do sol o
ventre
do caos os
ossos.
Ver . Ver-se.
Não dizer nada.
- Orides Fontela, do livro "Teia", em "Poesia Reunida [1969-1996]". São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, p. 307.

§

Viagem
Viajar
mas não
para

viajar
mas sem
onde

sem rota sem ciclo sem círculo
sem finalidade possível.

Viajar
e nem sequer sonhar-se
esta viagem.
- Orides Fontela, em "Rosácea". São Paulo: Editora Duas Cidades, 1986.

Orides Fontela  - foto: Inez Guerreiro
FORTUNA CRÍTICA DE ORIDES FONTELA
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Orides Fontela  - foto: Inez Guerreiro
OUTRAS FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Alguma Poesia
:: Antonio Miranda
:: Blog Orides Fontela
:: Mulheres de São João
:: Poemargens


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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Orides Fontela - a arte de tecer a teia poética. Templo Cultural Delfos, março/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 16.3.2016.




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