Solano Trindade - o poeta negro

Solano Trindade - foto: Acervo família Trindade
“A minha poesia continuará com o estilo do nosso populário, buscando no negro o ritmo, no povo em geral as reivindicações sociais e políticas e nas mulheres, em particular, o amor. Deixem-me amar a tudo e a todos”
- Solano Trindade


Francisco Solano Trindade (poeta, ativista político e artista múltiplo), nasceu em Recife, PE, em 24 de julho de 1908. Filho da quituteira Emerenciana e do sapateiro Manoel Abílio, viveu em um lar católico, apesar de seu pai incorporar entidades às escondidas. Estudou até o equivalente ao Segundo Grau, pois chegou a frequentar o curso de desenho no Liceu de Artes e Ofícios.
No final da década de 1920 tornou-se protestante, chegando a ser diácono presbiteriano. Nesta mesma época começa a publicar seus primeiros poemas. Foi neste período que conheceu sua primeira esposa, Margarida, casando-se com ela em 1934, com quem teve quatro filhos.
Participou do I Congresso Afro-Brasileiro em Recife, em 1934, e do II Congresso Afro-Brasileiro realizado em Salvador, em 1937. Ainda em Recife fundou, com o pintor primitivista Barros Mulato e o escritor Vicente Lima, a Frente Negra Pernambucana e o Centro Cultural Afro-Brasileiro para divulgação das obras dos intelectuais e artistas negros. No final da década de 30 deixa o Recife, e vai viver em Pelotas/RS, onde fundaria o Grupo de Arte Popular de Pelotas, embrião dos projetos de teatro popular que o mobilizariam por toda a vida.
Em 1942, o poeta fixou residência no Rio de Janeiro e passou a trabalhar no Serviço Nacional de Recenseamento do IBGE. Morando no município de Caxias, após filiar-se ao partido Comunista de Luiz Carlos Prestes, Solano Trindade fez em Caxias a célula Tiradentes, na qual se reuniam operários e camponeses da Baixada Fluminense.
Neste período, pegando o trem da Leopoldina para trabalhar no IBGE, no centro da cidade do Rio, ele escreve 'Tem gente com fome', publicada no livro “Poema d'Uma Vida Simples”, de 1944. Em função de sua militância política foi preso duas vezes durante o Estado Novo, tendo o seu livro apreendido.
Ainda no Rio iria conviver com intelectuais, jornalistas e artistas, que contribuíram para ampliar e consolidar seus referenciais estéticos e políticos. Neste período, reuniam-se no "Café Vermelhinho" para discutir e conversar com jovens poetas e intelectuais, artistas de teatro, políticos e jornalistas. Em 1945 funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito.
Na década de 1950, fundaria com sua esposa Margarida e o sociólogo Edison Carneiro o Teatro Popular Brasileiro com o qual viaja para a Europa em 1953. O elenco era basicamente formado por operários, domésticas, comerciários e estudantes. Nos espetáculos o grupo apresentava manifestações populares de batuques, congadas, caboclinhos, capoeira e coco. Ainda com sua esposa ajudou Haroldo Costa a montar o Teatro Folclórico, rebatizado posteriormente de Brasiliana. O grupo também viajaria pelo exterior e bateria recorde de apresentação.
Solano Trindade em seu atelier Embu SP -
foto: Acervo família Trindade
Solano Trindade foi quem primeiro encenou, em 1956, a peça "Orfeu", de Vinícius de Morais, depois transformada em filme pelo francês Marcel Camus, em 1959. Ainda como ator trabalhou nos seguintes filmes: "Agulha no Palheiro", "Mistérios da Ilha de Vênus" e "Santo Milagroso". Além de ser co-produtor do filme "Magia Verde", premiado em Cannes, e diretor do documentário "Brasil Dança", realizado em Praga.
Na volta do exterior, em 1961, juntamente com Claudionor Assis Dias, Tadakio Sakai e Cássio M’Boy, transforma Embu, pequena cidade de São Paulo, num grande centro cultural. O Teatro Popular Brasileiro fazia suas apresentações, atraindo multidões. Este movimento artístico ajudou a dar origem ao nome Embu das Artes, que fez da cidade um lugar conhecido internacionalmente.
Lançaria, em 1958, o livro "Seis Tempos de Poesia” e "Cantares ao Meu Povo", em 1961.
Na década de 1960 ficaria doente, mudando-se de Embu e indo inicialmente para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro. Em 1964, um dos seus quatro filhos, Francisco, morreu assassinado num presídio carioca durante a ditadura militar, debilitando ainda mais seu estado de saúde.
Solano Trindade faleceu de pneumonia em uma clínica em Santa Teresa, no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974.
:: A cor da Cultura (Solano Trindade)/ outras informações biográficas em: "Francisco Solano Trindade". (acessado em 6.6.2015).


Poema do homem
Desci à praia 
Para ver o homem do mar, 
E vi que o homem 
É maior que o mar 

Subi ao monte 
Pra ver o homem da terra, 
E vi que o homem 
É maior que a terra 

Olhei para cima 
Para ver o homem do céu, 
E vi que o homem 
É maior que o céu.
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


OBRA DE SOLANO DE TRINDADE
Solano Trindade - foto: (...)
:: Poemas d'uma vida simples1ª ed., Rio de Janeiro: Edição do autor, 1944.
:: Seis tempos de poesia1ª ed., São Paulo: H. Mello, 1958.
:: Cantares ao meu povo1ª ed., São Paulo: Fulgor, 1961; 2ª ed., aumentada, São Paulo: Editora Brasiliense, 1981.

Infantil
:: Tem gente com fome. [ilustrações Cíntia Viana e Murilo Silva]. São Paulo: Nova Alexandria. 2008, 24p.

Antologia e seleta
:: Tem gente com fome e outros poemas: antologia poética. 1ª ed., Rio de Janeiro: DGIO, 1988.
:: O poeta do povo. [organização Raquel Trindade]. 1ª ed., São Paulo: Cantos e Prantos, 1999.
:: Canto negro. São Paulo: Nova Alexandria, 2006, 64p.
:: Poemas antológicos de Solano Trindade. [organização Zenir Campos Reis; ilustrações Adriana Ortiz, Raquel Trindade e Murilo]. São Paulo: Nova  Alexandria, 2008, 216p. 
:: Solano Trindade, o poeta do povo[a edição reúne textos de três obras: 'Poemas d'uma vida simples'; 'Seis tempos de poesia' e 'Cantares do meu povo']. São Paulo: Ediouro, 2008, 160p.

Peça de teatro (manuscritos)
:: Espetáculo folclórico. Rio de Janeiro, 1952. (mimeo). Acervo do Setor de Manuscritos da Biblioteca Nacional (BN).
:: Malungo. [em co-autoria com Miécio Tati]. não publicada.
:: Sambalêlê tá doente. [peça teatral no gênero folclórico musical].. Manuscrito/datilografado, 1964, 30p. Transcrita na dissertação de: MELLO, Maurício de.. O encontro da cultura popular e os meios de comunicação na obra de Solano Trindade - Os Anos em Embu das Artes (1961-1970).. (Dissertação Mestrado em Ciências da Comunicação). Escola de Comunicação e Artes - Universidade de São Paulo, USP, 2009, p. 67-83. Disponível no link. (acessado em 06.05.2015).

Artigos e manifestos*
:: Folclore e cinema. apresentado no I Congresso de Cinema, São Paulo, 1952.
:: Rumos de um teatro popular. Dionysos, Rio de Janeiro, v. 5, 4, julho de 1954.
:: Folia de Reis. Manchete, Rio de Janeiro, 06 de fevereiro de 1964.
Transcritos na dissertação de: MELLO, Maurício de.. O encontro da cultura popular e os meios de comunicação na obra de Solano Trindade - Os Anos em Embu das Artes (1961-1970).. (Dissertação Mestrado em Ciências da Comunicação). Escola de Comunicação e Artes - Universidade de São Paulo, USP, 2009, p. 83-87. Disponível no link. (acessado em 6.5.2015).

Antologias (participação)
:: Antologia da nova poesia brasileira. [organização J.G. de Araujo Jorge]. Rio de Janeiro: Editora Vecchi, 1948.
:: Violão de rua – poemas para a liberdade. vol. III. [organização Moacyr Felix]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963.
:: 20 poemas. in: Veredas - revista de letras da Universidade de São Paulo, nº 1, setembro de 1979.
:: A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. [organização  Oswaldo de Camargo].São Paulo: Edições GRD, 1986.
:: Antologia da poesia negra brasileira: o negro em versos. [organização Luiz Carlos dos Santos; Maria Galas e Ulisses Tavares]. Série lendo e relendo. São Paulo: Moderna, 2005.
:: Poesia negra brasileira antologia[organização Zilá Bernd]. Porto Alegre: AGE; IEL; IGEL, 1992.

Poemas musicados e gravados
:: Mulher barriguda. integrou o disco do grupo 'Secos & Molhados' (1973).
:: Tem gente com fome. gravado por Ney Matogrosso, no LP 'Seu tipo' (1979).

Homenagem
1976 - Escola de Samba Vai-vai, do Bexiga/SP, desfilou no carnaval o enredo em homenagem ao poeta: "Solano, o menino do Recife".


POESIA ESCOLHIDA DE SOLANO TRINDADE
Solano Trindade, por Israel Pedrosa (Rio, 1967)
Reprodução digital: Américo Vermelho
A mensagem do poeta
O poeta é um mensageiro da vida
Ele canta a terra
Ele canta o céu
Ele canta o mar
Ele canta o homem,
E no homem
Está a maior mensagem da vida...

A mensagem do poeta
Fala do corpo da mulher,
Dos seus seios
Da sua boca
Das suas mãos,
Porque na mulher
Está a vida do poeta
Porque a mensagem do poeta

Vem do ventre da mulher.
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Adeus Recife
Adeus Recife eu já vou
numa terceira do Ita
como saco de açúcar
como fardo de algodão... 

Adeus terra do meu nascimento
da minha infância
e da minha mocidade... 

Terra do Capibaribe remançoso
Cruzada de pontes
terra de pontes
de jangadas
de canaviais
de maracatus
de xangôs
de munguzais
de canaviais 
de faca peixeira
de frevo
de coco
de angus e cuscus
mistura de negros
terra de usineiros
e sangues azuis... 

Adeus Recife
de mulatas paixões,
que dançam em pranchões
os seus pastoris... 

Terra de “Bumba meu boi”
de “quebra panela”
de “pau de cebo”,
terra infantil,
terreiro de brinquedos
do meu Brasil...
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p.109-110. 


Advertência
Há poetas que só fazem versos de amor
Há poetas herméticos e concretistas
enquanto se fabricam
bombas atômicas e de hidrogênio
enquanto se preparam
exércitos para guerra
enquanto a fome estiola os povos...

Depois
eles farão versos de pavor e de remorso
e não escaparão ao castigo
porque a guerra e a fome
também os atingirão
e os poetas cairão no esquecimento...
- Solano Trindade, em"Solano Trindade: o poeta do povo". São Paulo: Cantos e Prantos,  1999, p. 110.


Água do rio e o calor do sol
A vida é um grande e monumental poema,
A minha luta são estrofes, são versos
Deste grande e monumental poema!

Haverá na minh'alma sempre haverá,
Uma canção nova uma nova canção,
E eu extravasarei o que vai dentro d'alma
Como o rio extravasa a sua água
Como o sol extravasa o seu calor
Pois eu sou como o rio,
Eu sou como o sol!

Eu sou poeta
E ser poeta é ter vida
E a vida é como á água do rio
É como o calor do sol!
A minh'alma é feita de amor
E assim é minha carne
É  todo o meu ser,
Porque eu sou poeta
É  algo mais que ser humano,
Porque o poeta nunca cansa de amar!
O Amor é como a água do rio
É  como o calor do sol!

O meu poema
Banha o corpo amado,
Como a água do rio...
O meu poema, 
Aquece o corpo amado,
Como o calor do sol...
Porque a água do rio,
E o calor do sol,
São como o amor do poeta...

Os olhos do poeta,
São como a água do rio,
As mãos do poeta
São como o calor do sol
Os olhos do poeta
Fitam o corpo amado,
As mãos do poeta
Aquecem o corpo amado...

O Corpo amado
Reflete nos olhos do poeta
Como nas águas do rio...
O corpo amado
Aquece-se nas mãos do poeta
Como no calor do sol...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Civilização branca
LINCHARAM um homem
entre os arranha-céus
(li num jornal)
procurei o crime do homem
o crime não estava no homem
estava na cor de sua epiderme
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 37. 


Congo meu congo
Solano Trindade no Rio de Janeiro/1950
 - foto: Acervo família Trindade
Pingo de chuva,
que pinga,
que pinga,
pinga de leve
no meu coração.
Pingo de chuva,
tu lembras a canção,
que um preto cansado,
cantou para mim,
pingo de chuva,
a canção é assim.

Congo meu Congo
aonde nasci
jamais voltarei
disto bem sei
Congo meu Congo
aonde nasci...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Meu canto de guerra
Eu canto na guerra, 
como cantei na paz, 
Pois meu poema 
é universal. 
É o homem que sofre, 
o homem que geme, 
é o lamento 
do povo oprimido 
da gente sem pão... 
é o gemido 
de todas as raças, 
de todos os homens 

é o poema da multidão! 
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Navio Negreiro
Lá vem o navio negreiro,
Lá vem ele sobre o mar
Lá vem o navio negreiro
Vamos minha gente olhar...

Lá vem o navio negreiro,
Por água brasiliana
Lá vem o navio negreiro,
Trazendo carga humana...

Lá vem o navio negreiro,
Cheio de melancolia,
Lá vem o navio negreiro,
Cheinho de poesia...

Lá vem o navio negreiro
Com carga de resistência
Lá vem o navio negreiro
Cheinho de inteligência...
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Editora Brasiliense, 1981.


Negros
Negros que escravizam
e vendem negros na África
não são meus irmãos

negros senhores na América
a serviço do capital
não são meus irmãos 

negros opressores
em qualquer parte do mundo
não são meus irmãos 

Só os negros oprimidos
escravizados
em luta por liberdade
são meus irmãos 

Para estes tenho um poema
grande como o Nilo.
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 38.


O canto dos palmares!
sem inveja de Virgílio, de Homero,
E de Camões
Porque o meu canto 
é o grito de uma raça
em plena luta pela liberdade!
  
Há batidos fortes,
de bombos e atabaques, 
em pleno sol,
Há gemidos nas palmeiras,
soprados pelos ventos,
Há gritos nas selvas,
invadidas pelos fugitivos...
  
Eu canto aos Palmares,
odiando opressores,
de todos os povos,
de todas as raças,
de mão fechada,
contra todas as tiranias!
  
Fecham minha boca,
mas deixam abertos os meus olhos,
Maltratam meu corpo,
minha consciência se purifica,
Eu fujo das mãos 
do maldito senhor!
sem identificação/ fonte: instituto Cervantes

Aleluia Aleluia!
Repete-se o canto,
Do livramento,
já ninguém esta fechando
a minha boca,
agora sou poeta,
meus irmãos vêm ter comigo
eu trabalho,
eu planto,
eu construo
Meus irmãos vêm ter comigo...

Minhas amadas me cercam,
eu sinto o cheiro do seu corpo,
e cantos místicos
sublimizam o meu espírito!
Minhas amadas dançam,
despertam o desejo em meus irmãos,

Somos todos libertos,
Podemos amar!...
E entre as palmeiras nascem
os frutos do amor,
dos meus irmãos,
nos alimentamos do fruto da terra,
nenhum home explora outro homem...

E agora ouvimos o grito de guerra,
ao longe divisamos
as tochas acesas,
é a civilização sanguinária,
que se aproxima.

Eu ainda sou poeta.
E o meu poema
Levanta os meus irmãos,
As minhas amadas
se preparam para a luta
os tambores
não são mais pacíficos,
até as palmeiras
tem amor à liberdade

Os civilizados têm armas 
e tem dinheiro,
mas eu os faço correr...
Meu poema 
é para os meus irmãos mortos,
Minhas amadas
cantam comigo,
enquanto os homens
vigiam a terra...

O tempo passa
sem número e calendário,
o opressor volta
com outros inconscientes,
com armas
e com dinheiro,
mas eu os faço correr...

O meu poema libertador,
é o cantado por todos
até pelas crianças,
o meu poema é simples,
como a própria vida,
Nascem flores
nas covas de meus mortos,
e as mulheres
se enfeitam com elas,
e fazem perfume
com sua essência...

Os meus canaviais
ficam bonitos,
meus irmãos fazem mel,
minhas amadas fazem doce,
e as crianças
lambuzam os seus rostos
e seus vestidos
feitos de tecidos de algodão,
tirados dos algodoais,
que plantamos...
  
Não queremos o ouro,
porque temos a vida!
E o tempo passa, 
sem número e calendário...
O opressor quer o corpo liberto,
mente ao mundo
e parte em busca
de prender-me novamente...

- É preciso salvar a civilização,
Diz o sádico opressor...
Eu ainda sou poeta,
e canto nas selvas
a grandeza da civilização,
a liberdade...
Minhas amadas cantam comigo,
meus irmãos,
batem com as mãos,
acompanhando o ritmo
da minha voz....
  
- É preciso salvar a fé,
Diz o tratante opressor...

Eu ainda sou poeta
e canto nas matas
a grandeza da fé,
a Liberdade...
Minhas amadas cantam comigo,
meus irmãos
batem com as mãos,
acompanhando o ritmo,
da minha voz!....

O nosso sono é tranqüilo,
mas o opressor não dorme,
o seu sadismo se multiplica,
o escravagismo é o seu sonho,
os inconscientes
entram para seu exército...

As nossas plantações
estão floridas,
As nossas criancinhas
brincam à luz da lua,
os nossos homens,
batem tambores,
canções pacíficas,
e as mulheres dançam
essa música...
  
O opressor se dirige
aos nossos campos,
os seus soldados
cantam marchas de sangue.
Pois são essas a sua fé
E civilização

O opressor prepara outra investida,
confabula com ricos e senhores,
e marcha mais forte,
para o meu acampamento!
Mas eu os faço correr...

O poema libertador
É cantado por todos
até pelo rio...
Meus irmãos que morreram,
muitos filhos deixaram,
e todos sabem plantar,
e manejar arcos;
Muitas amadas morreram
mas muitas ficaram vivas,
dispostas a amar,
seus ventres crescem,
e nascem novos seres...
  
O opressor convoca novas forças,
e ele vem de novo
ao meu acampamento...
Nova luta.
As palmeiras
ficam cheias de flechas,
os rios cheios de sangue,
matam meus irmãos, 
matam minhas amadas,
devastam os meus campos,
roubam as nossas reservas;
tudo isto,
para salvar
a civilização 
e a fé...

Mas não mataram 
o meu poema,
Que é mais forte 
que todas as forças 
é a Liberdade...
O opressor 
não pôde fechar minha boca,
nem maltratar meu corpo,
o meu poema, 
é cantado através dos séculos,
a minha musa, esclarece as consciências,
Zumbi foi redimido...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.`
(Poema aqui reproduzido conforme consta no 1º livro do autor)


Olorum Shanu
Antes de Olorum
Deixem as crianças brincarem, ou
Solano Trindade - O Moleque do Recife
(Xilogravura), de Raquel Trindade
Nada havia
Nem o mar
Nem o céu
Nem a lua
Nem sol
Tudo era nada

Depois de Olorum
Veio o Obatalá no céu
Odudua a terra
Iemanjá a água
Okê os montes
Orum o sol
Oxum a lua

Depois Oxum
O pecado
Com Xaluga
A riqueza
Xapauam a doença
E Ogum a guerra

Depois
Veio Obaladou
Para evitar
Os males de Oxum
Olorum Shanu
Dada e Orishako
Com plantas e verduras
Olorum Shanu

Olukum o mar
Oxalá os lagos
Okê os montes
Encheram Odudua
De beleza
Olorum Shanu

De dia
Orum apareceu
No corpo de Obatalá
Dando luz e calor
A Odudua
Orum
Oxalá
Okê
Olorum Shanu

De noite 
É Oxum
Ao lado das estrelas
Embelezando
Obatalá
Olorum Shanu
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p.49-50. 


Poema à mulher negra
Ela é negra - que graça esplêndida,
no seu colorido!...
Seus olhos - magnéticos no seu puro sentido!...
Sua voz - é um lundu tocado à madrugada!...
Seu corpo - ó grande esculturada,
Seios estéticos em formas provocantes!...
Sua alma - ó céus! - como expressar-me -

é grande como o Nilo
é quente como o sol
é boa como o amor!...

Quando ela passa - ó artes - 
eu me inspiro,
pois seu hálito é bom e prazenteiro...
Seu andar - caramba! - é um bailado,
Seus pés e suas mãos,
com a cabeça combinam,
como as estrofes 

que formam este poema...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Quem tá gemendo?
Quem tá gemendo
Negro ou carro de Boi? 

Carro de boi geme quando quer
Negro não
Negro geme porque apanha
Apanha pra não gemer

Gemido de negro é cantiga
Gemido de negro é poema 

Geme na minhalma
A alma do Congo
Do Níger da Guiné
De toda a África enfim
A alma da América
A alma Universal 

Quem tá gemendo
Negro ou carro de Boi?
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 36. 


São Bão Jesus dos Martírios
Poema para minha mãe 

O meu pai
era um bom sapateiro
e foi o menino de ouro
do Pastoril
de Ponta de Pedra 

A minha mãe
foi cigarreira 
e filha de Maria
da igreja da Penha

Ela tinha
a cor roxeada
o andar banzeiro
e os cabelos eram compridos
como os cabelos
de “São Bão Jesus dos Martírios”.
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p.181.


Sou negro
A Dione Silva

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh’alma recebeu o batismo dos tambores
atabaques, gonguês e agogôs

Contaram-me que meus avós
Vieram de Loanda.
como mercadoria de baixo preço
plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.

Depois meu avô brigou como um danado
nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso

Minha vovó
não foi de brincadeira
Na guerra dos Malés2
ela se destacou

Na minh’alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 42.


Também sou amigo da América
América,
Eu também sou teu amigo
há na minh'alma de poeta
um grande amor por ti!

Corre em mim,
o sangue do negro 
que ajudou na tua construção,
que te deu uma música,
intensa como a liberdade!

Eu te amo, América,
porque em ti também
virá a vitória Universal,

Onde o trabalhador
terá recompensa de labôr
Na igualdade de vida

Eu te amo América,
E lutarei por ti,
como o amante luta pela amada!
O teu inimigo
É meu adversário... 

Dou a ti
Minha força de proletário,
Minh'alma de artista,
Meu coração de guerreiro...
Cantarei poemas de exaltação
À tua glória.
Construirei máquinas
Para tua vingança
Marcharei para defender-te. 

Eu te amo, América,
Porque amo o direito dos povos,
Porque detesto o nazismo...

Eu te amo, América,
Porque quero a libertação das raças
Porque odeio o fascismo...

Eu te amo, América,
Por ti desprezo a paz que tanto amei
E quero a guerra que tanto repeli

América, eu também sou teu amigo. 
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Tem gente com fome
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiiii 

estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome 

Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar 

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome 

Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome 
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer 

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuu
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 65-66.


Viva a rapaziada da canela suja
A MINHALMA nasceu africana
Aprendi a amar com as águas do rio
Compus meus poemas com o povo na rua
Com o povo na rua cantei e dancei...

Vem Mariana teu poeta te chama
Ó Margarida não fujas de mim

Amanhã ó Maria terei um jardim
com flores de ouro pra te ofertar

A lua veio ontem ó doce Iracema
Cantando pra mim poema de amor

Na noite de ano eu vi Yemanjá
Em beijos e abraços na beira do mar

Ontem a folia entrou lá em casa
Cantou dançou pro molengo poeta

Eu vi um palhaço
Mais poeta que eu

Hoje tem espetáculo?
Tem sinsinhô
Viva a rapaziada da canela suja!
- Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 62.


“O senhor faz dos seus versos uma arma, um toque de clarim, que desperta as energias, levanta os corações, combate por um mundo melhor”
- Roger Bastide, em carta à Solano Trindade, datada de 04.10.1946. In: "O poeta do povo". [Org. Raquel Trindade]. São Paulo: Cantos e Prantos Editora,1999, p. 31.


Solano Trindade - foto: Acervo família Trindade
FORTUNA CRÍTICA DE SOLANO TRINDADE
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros]
ANGORAN, Adjoua Anasthasie. Gonçalves de Magalhães, Cruz e Sousa e Solano Trindade: três manifestações da presença francesa na literatura brasileira; um olhar africano. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, 2004.
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Solano Trindade  (1969), em Embu/SP
foto: Acervo família Trindade
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 - foto: Acervo família Trindade
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TRINDADE, Raquel. Dados biográficos. In TRINDADE, Solano. Cantares ao meu povo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981.

"Poesia em essência, a serviço de uma causa, transformismo do navio negreiro em brados de sonoridade”
- Corsino de Brito, sobre o livro de estréia 'Poemas d’uma vida simples (1944), de Solano Trindade. In: O poeta do povo. (Org. Raquel Trindade). São Paulo: Cantos e Prantos Editora,1999, p. 28.


Tem gente com fome - poesia/letra de Solano Trindade - e
música de João Ricardo, interprete: Ney Matogrosso - em clip de 1979

O canto da liberdade
Ouço um novo canto, 
Que sai da boca, 
de todas as raças, 
Com infinidade de ritmos... 
Canto que faz dançar, 
Todos os corpos, 
De formas, 
E coloridos diferentes... 
Canto que faz vibrar, 
Todas as almas, 
De crenças, 
E idealismos desiguais... 
É o canto da liberdade, 
Que está penetrando, 
Em todos os ouvidos... 
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.



SOLANO TRINDADE E O TEATRO POPULAR BRASILEIRO
Teatro Popular Brasileiro - TPB, dançando em  Estádio na década 
de 1950, em Varsóvia, Polônia. foto: Acervo família Trindade
"pesquisar na fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte." 
- Solano Trindade

1945 – Funda, no Rio de Janeiro, com Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro cuja estréia ocorreu em maio daquele ano, com a peça “O Imperador Jones”.

1950 – Funda, com sua esposa a coreógrafa e terapeuta ocupacional Maria Margarida da Trindade e o sociólogo e historiador Edison Carneiro, o Teatro Popular Brasileiro cujo elenco era formado por operários, domésticas, comerciários e estudantes e apresentava espetáculos de batuques, congadas, caboclinhos, capoeira, coco e outras manifestações populares. Com o grupo, viaja a vários países da Europa.

1955 – É responsável pela primeira montagem da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes, que em 1956 também seria dirigida por Léo Jusi e em 1959 seria adaptada para o cinema, sob o título “Orfeu Negro”, pelo cineasta francês Marcel Camus.

Em 1955, participa da criação do Brasiliana, grupo de dança brasileira que bateu recorde de apresentações no exterior. 

1961 - Em São Paulo, onde o TPB empolgou platéias, foi ele que transformou a cidade de Embu das Artes, a partir de 1961, no atual centro cultural onde dezenas de artistas passaram a viver da arte.
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Referências e fontes de pesquisa
:: MELLO, Maurício de.. O encontro da cultura popular e os meios de comunicação na obra de Solano Trindade - Os Anos em Embu das Artes (1961-1970).. (Dissertação Mestrado em Ciências da Comunicação). Escola de Comunicação e Artes - Universidade de São Paulo, USP, 2009. Disponível no link. (acessado em 6.5.2015).
:: GELEDES. Solano Trindade. 17 de agosto de 2011. Disponível no link. (acessado em 6.6.2015).
:: Obs.: Ver outras referências em fortuna crítica.


"Entre os raros poetas negros que conheço neste Brasil mestiço, Solano Trindade é o que melhor me satisfaz. Ele é negro, sente como negro, e como tal cantou as dores, as alegrias e as aspirações literárias do afro-brasileiro."
- Abdias do Nascimento (escritor e político).

Solano Trindade - foto: Arquivo AE

FILMOGRAFIA DE SOLANO TRINDADE (ATOR)
Atuação como ator
Filme: Meu destino é pecar
Sinopse:  Leninha se casa com Paulo, sem estar apaixonada pelo viúvo. Passa então a residir com este e sua família. Mas descobre que a antiga mulher de seu marido fora morta por cães. Começa a ficar atormentada com a presença da morta nas falas das pessoas que a circundam. A tormenta se transforma em pavor com uma suposta aparição de Guida, a morta. Mas Leninha resolve seguir o fantasma e descobre que se trata de Lidia, a prima de Paulo, que desmascarada, revela toda sua loucura. Enfim, Leninha é aceita por todos e a paz volta a reinar no sítio.
Ficha técnica
Ano/país: 1952 
Duração: 72 min.
Direção: Manuel Peluffo 
Música: Enrico Simoneti 
Produção: Mario Civelli 
Roteiro: Manuel Peluffo 
Elenco: Antonieta Morineau, Rubens de Queiroz, Alexandre Carlos, Zilah Maria, Maria de Lourdes Lebert, Greta George, Nair Pimentel, Ilsa Menezes, Carlos Ortiz, Solano Trindade e o Teatro Folclórico Brasileiro
:: Fonte: Nelson Rodrigues/ Cinemateca Brasileira


Filme: Magia Verde
Sinopse: O filme conta a aventura de quatro italianos (o Bonzi, o Napolitano, o operador Craveri e outro companhero) através das florestas do Mato Grosso, dos pântanos do Paraguai, da selva amazônica, e chegando até a Bolívia. Faz-se detalhada descrição da flora e da fauna das regiões atravessadas pela expedição, e dos usos e costumes de seus povos indígenas.
Ficha técnica
Ano/país: 1953 - Brasil / São Paulo e Itália / Roma
Duração: 95 min.
Gênero: documentário - Colorido
Direção e argumento: Gian Gaspare Napolítano
Roteiro: Gian Gaspare Napolitano e Alfredo Palacios 
Produtor: Leonardo Bonzi 
Produtor associado: Mario Audrá Júnior 
Texto: Mário Marinho
Narração: Waldir de Oliveira
Música: Angelo Francesco Lavagnino 
Fotografia (Ferraniacolor): Mário Craveri 
Câmera: Giovani Rifaldi 
Elenco/Intérpretes: Solano Trindade e o Teatro Popular Brasileiro (Aida Martins, Batista Oliveira, Eurídice Santos, Edson de Souza, Leda Felismina, Fernando Bezerra, Marlene Nascimento, Ferreira Santiago, Tânia Mara, Frederico Santana, Jorge Correa, José Carlos, Laurindo Santos e Mário de Oliveira)
Sonografia: George Montiel 
Montagem: José Cañizares 
Supervisão: Pietro Maria Bardia 
Apresentação: Cinedistri 
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Maristela (São Paulo) - Astra Cinematográfica (Roma)
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Prêmios: 
- Primeiro prêmio "Associação de Profissionais de Cinema", Paris, França, 1954; 
- Prêmio "Urso de Prata", Festival de Berlim, Alemanha, 1953; 
- Menção honrosa para o colorido "Exploration Film", Festival de Cannes, França, 1953; 
- Melhor documentário de longa-metragem e melhor fotografia, prêmio "Fita de Prata", Itália, 1953. 
:: Obs.: 1) Um dos primeiros filmes nacionais rodado a cores pelo processo italiano Ferraniacolor; 2) Solano Trindade, teria também co-produzido o filme.
:: Fonte: Cinema Brasileiro/ Cinemateca Brasileira 


Filme: Agulha no palheiro
Sinopse: Mariana (Fada Santoro) sai de Minas em direção ao Rio, onde pretende encontrar seu noivo José da Silva (Hélio Souto). Mas ela não tem o endereço e nem o telefone dele, apenas uma fotografia. Instalada na casa de parentes, logo Mariana descobre estar grávida. Tios, tias, primos e amigos tentam ajudar a jovem a encontrar o noivo, uma tarefa tão difícil como achar agulha no palheiro.
Ficha técnica
Ano/país: 1953, Brasil
Duração: 95 min.
Gênero: Comédia
Direção e roteiro: Alex Viany
Produtores: Rubens Berardo e Moacyr Fenelon
Diretor assistente: Nelson Pereira dos Santos
Fotografo: Mario Pagés
Trilha original: Cláudio Santoro
Figurino: Julieta Lombardo e Amélia Paula
Direção arte: Boris Carlov e Nathan Giraldez
Elenco/interpretes: Carmélia Alves, Roberto Bataglin, Renée Brown, Waldomiro Costa, César Cruz, Jaudet Cury, Jackson De Souza, Israel García, Zizinha Macedo, Savina Marques, Dóris Monteiro, Augusta Moreira,Laís Nascimento, Carlos Nefa, Sara Nobre, Helba Nogueira, Lucília Reis, Manoel Rocha, Fada Santoro, Maurício Silva, Hélio Souto, Miguel Torres, Solano Trindade, Alex Viany.
Editores/montagem: Rafael Justo Valverde, Alex Viany e Mario del Río
Produtoras: Cine Produções Moacyr Fenelon, Flama Filmes
Distribuidoras: Cinedistri, Unida Filmes


Filme: Mistérios da ilha de vênus 
Título original: 
Macumba love
Sinopse: Um escritor que se especializou em falsa bruxaria, em suas viagens expõe seu trabalho, vai ao Brasil para investigar um culto vodu.
Ficha técnica
Ano/país: 1960, Brasil, EUA
Duração: 86 min.
Direção: Douglas Fowley
Roteiro: Norman Graham
Coreografia: Solano Trindade
Elenco: Ruth de Souza (...)
:: Fonte: Cinemateca BrasileiraIMDB.


Filme: A hora e a vez de Augusto Matraga
Sinopse: Augusto Matraga (Leonardo Villar) é um fazendeiro violento, que é traído pela esposa, emboscado por seus inimigos, acaba massacrado e é dado como morto. É salvo por um casal de negros e, desde então, volta-se para a religiosidade. Mas quando conhece Joãozinho Bem Bem (Jofre Soares), um jagunço famoso, este percebe nele o homem violento. Daí em diante Matraga vive o conflito entre o desejo e a vingança e sua penitência pelos erros cometidos.
Solano Trindade no filme A hora e a vez de Augusto Matraga
foto: Acervo família Trindade
Ficha técnica
Ano/país: 1965, Brasil
Duração: 113 min.
Gênero: comédia dramática
Direção e roteiro: Roberto Santos
Produção: Luiz Carlos Barreto
Produtores Associados: Roberto Santos e Nelson Pereira dos Santos
Fotografia: Helio Silva
Montagem: Sivio Renoldi
Música: Geraldo Vandré
Elenco/interpretes: Alvaíza Araújo, Anael Herrera, Antonio Carnera, Ary Toledo, Áurea Campos, Emmanuel Cavalcanti, Eva Rodrigues, Flávio Migliaccio, Geraldo Vandré, Haroldo Pereira, Ivan de Souza, Jofre Soares, Jorge Karan, José Brito, José Marinho, Leonardo Villar, Maria Ribeiro, Maurício do Valle, Solano Trindade, Sudário Medeiros.
Laboratório: Lider Cinematográfica
Som: Rivaton S.A.
Distribuição: Difilm Ltda.
Prêmios
:: Melhor filme; de Melhor diretor; de Melhor argumento; de Melhor diálogo para Guarnieri, Gianfrancesco; de Melhor ator para Villar, Leonardo na Semana do Cinema Brasileiro, 1, 1965, Brasília/DF.
:: Prêmio Governador do Estado,1966, Rio de Janeiro - GB, de Melhor filme. 
:: Prêmio Saci, 1966, SP, de Melhor roteiro. 
:: Prêmio Humberto Mauro da Editora Civilização Brasileira, 1967, de Melhor roteiro.
:: Prêmio Curumin, 1966, Marília - SP, como Melhor filme do ano. 
:: Prêmio Governador do Estado, 1967, SP, de Melhor roteiro e Melhor direção.
:: Fonte: Cinemateca Brasileira/ Roberto Santos


Filme: Santo milagroso
Sinopse: Numa provinciana cidade, o sacristão católico se apaixona pela irmã de um pastor protestante. Visando convertê-lo, o sacristão procura canonizar o pastor ou mesmo induzí-lo por vias de macumba. O pastor vira "santo" e caravanas de crentes transformam o pacato lugarejo. Um "coronel", metido em política, começa a caçar votos. E um bispo em visita decide encerrar o "bazar dos milagres".
Estória: Baseada na peça teatral O santo milagroso de Lauro César Muniz.
Ficha técnica
Ano/país: 1966, Brasil
Duração: 116 min.
Gênero: Comédia
Direção: Carlos Coimbra
Argumento: Lauro César Muniz
Roteiro: Carlos Coimbra
Diálogos: Lauro César Muniz
Adaptação: Oswaldo Molles; Lauro César Muniz e Carlos Coimbra
Assistência de direção: Georges Andres Walford
Direção de fotografia: Konstantin Tkaczenko
Câmera: Oswaldo de Oliveira
Elenco/interpretes: Dionisio Azevedo (Padre José), Vilar Leonardo (Pastor Raimundo), Vanja Orico  (Terezinha, irmã do pastor), Geraldo D’el Rey (Dito, o sacristão), Geraldo Gambôa (Dom Arlindo, o bispo), David Neto (Coronel Chiquinho), Roberto Ferreira (Lojista), Pery Ayres (Padre Samuel), Aluizio de Castro (Repórter), Saturno Cerra (Juca, o afogado), Pio Zamuner (Ciclista), Edgard Ferreira (João), Maria da Conceição (Mulher de Juca), José de Almeida (Homem do burro), Maria Madalena, Ignacio de Loyola (Chefe de redação), Solano Trindade (Pai de santo), Congada do Rosário de Mogi das Cruzes, Sociedade Filarmônica de Itapecerica da Serra, Conjunto Folclórico do Teatro Popular Brasileiro de Solano Trindade 
:: Fonte: Cinemateca Brasileira/ Historia do cinema brasileiro


Direção
Documentário: Brasil dança
Direção: Solano Trindade
Realizado em Praga.

Solano Trindade, por (...)
DOCUMENTÁRIOS SOBRE SOLANO TRINDADE
Documentário: Imagens de uma vida simples
Sinopse: Um registro da vida e obra de Solano Trindade (poeta negro, poeta do povo), através de relatos de seus amigos e parentes. Como pano de fundo a cidade de Embu das artes, cenário de ebulições artísticas e movimentações culturais que mostram ainda hoje a marca de Solano Trindade.
Ficha técnica
Ano/país: 2001, Brasil
Duração: 32 min.
Formato: digital, cor
Direção: Daniel Fagundes
Produção: NCA e Cia
:: Documentário "Imagens de uma vida simples"Disponível no link. (acessado em 06.05.2015).


Documentário: Um poema para Solano Trindade
Sinopse: homenagem ao poeta Solano Trindade pelo seu centenário 
Ano: 2008
Curta-metragem
Direção e roteiro: Zózimo Bulbul
Direção de fotografia: Ierê Ferreira
Edição: Lincoln Santos


Documentário: Solano Trindade 100 anos
Sinopse: O documentário Solano Trindade: 100 Anos, que trata da vida do poeta, teatrólogo, folclorista, artista plástico e ator pernambucano, Francisco Solano Trindade, produzido em comemoração ao seu centenário de nascimento ocorrido em 2008. 
Ficha técnica
Ano/país: 2008, Brasil
Duração: 34 min.
Formato: Dvd, color
Direção e roteiro: Alessandro Guedes e Helder Vieira
Produção: Cara de Cão Filmes e Fábrica Estúdios.


Documentário: O vento forte do levante
Sinopse: Solano Trindade não se curvou diante da opressão de cor, de classe e de cultura. Poeta e militante comunista nasceu em Pernambuco morou em Caxias e Embu, andou diariamente no "trem sujo da Leopoldina" que tem um "freio de ar todo autoritário" assim como os motivos que levaram Vargas a ordenar sua prisão.
Ficha técnica
Ano/País: 2011, Brasil
Duração: 51'47
Formato: digital
Direção: Rodrigo Dutra
Produção: Antonio Carlos
Música tema: Luciana Savina
Trilha original: Michael Sexauer
Intervenção poética: Zinho Trindade
Ator: Amendoim Duim
Prêmio
- Cine CUFA 2011, melhor documentário 'Angu de Ouro 2011', prêmio especial.
:: Documentário "O vento forte do levante" disponível no link. (acessado em 5.5.2015).
:: Site do documentário. Acesse aqui!


Documentário: O legado de Solano Trindade
Sinopse: O documentário "O legado de Solano Trindade" resume a vida deste poeta, ator, teatrólogo e folclorista, considerado por Carlos Drummond de Andrade como o maior poeta negro do Brasil. Solano deixou grandes marcas por onde passou e um desses lugares foi a cidade de Embu, no interior de São Paulo, onde junto com outros grandes artistas transformou o local em "Terra das Artes". Solano colocava em versos, de forma simples e lírica, a luta do povo negro para ganhar o seu espaço no país, e declarava em suas obras a importância deles ao agregar valores estéticos, morais e culturais à nossa sociedade. Sua paixão por movimentos de expansão da cultura negra através da arte foi transmitida para toda a família Trindade, que faz questão de divulgar e manter viva a imagem desse grande artista do povo.
Ficha Técnica
Ano/País: 2011, Brasil
Duração: 20 min.
Direção: Karina Peron
Pesquisa: Alexandre Oliveira, Karina Peron,
Márcio Souza e Natália Brandão
Entrevista: Alexandre Oliveira e Karina Peron
Produção: Alexandre Oliveira
Captação de Imagem: Márcio Souza
Fotografias: Arquivo pessoal 
Márcio Amêndola e Alexandre Oliveira
Roteiro: Karina Peron e Natália Brandão
Edição: Karina Bandechi
Direção de arte: João Gabriel B. Garcia
:: Documentário "O legado de Solano Trindade"Disponível no link. (acessado em 5.5.2015).


HOMENAGEM
Luiz Carlos da Vila - 'Solano, poeta negro'
(compositores: Luiz Carlos da Vila, Nei Lopes e Zé Luis)

Solano, poeta negro 
Quilombo vem, com a singeleza de um maracatu
cheiroso como um lote de cajú
delicioso feito um mungunzá
vem exaltar, render tributo ao quilombola pioneiro
gênio do pensamento afro-brasileiro
filho dileto de Oxalá
que fez soar
o tambor dos oprimidos
esses valores esquecidos
negritude, liberdade
poeta negro, em todas negras aquarelas
cantor de páginas tão belas
a benção Solano Trindade
Recife, nas velhas guerras de libertação
no ano, dos 20 anos da abolição
nascia, esse gigante das idéias
que o Rio e a Paulicéia consagrariam
Neto de negra que lutou na Revolta dos Malês
igual a coro de tambor quanto mais quente mais tocou
quanto mais velho mais zoada fez
por isso agora que o poeta está dorminado
sonhando com um dia lindo
que certamento vai raiar, raiar
Quilombo vem com a singela de um maracatu
cheiroso como um lote de caju
o velho Solano homenagear
- Luiz Carlos da Vila, Nei Lopes e Zé Luis (compositores).


MANUSCRITO
Manuscrito poema inédito 'Chorar', de Solano Trindade
fonte: blog Francisco Solano Trindade
Chorar
Chorar também me faz bem
para diluir um pouco da minha angustia
para que eu possa
equilibrar os meus passos
na viagem obrigatória do cotidiano

É preciso que os impulsos dos meus (...)
sofra no meu soluçar
Uma renovação constante no meu pensamento
(...) será desviado do amor...
- Solano Trindade


IMAGENS FAMÍLIA E AMIGOS
Raquel Trindade e Solano Trindade - foto: Acervo família Trindade

Solano Trindade e os filhos - foto: Acervo família Trindade

Solano Trindade e o pintor Iberê Camargo (déc. 1960) - foto: Acervo família Trindade
Solano Trindade, rodeado por corbianas - Embu/ SP, 1969
foto: Acervo corbianos
Solano Trindade e Álvaro Teixeira em 1964 - foto: Acervo família Trindade

“A leitura dos seus versos deu-me confiança no poeta que é capaz de escrever Poema do Homem e O Canto dos Palmares. Há nesses versos uma força natural e uma voz individual, rica e ardente, que se confunde com a voz coletiva.”
- Carlos Drumond de Andrade, em 'carta a Solano', em 02.dez.1944.


Estátua de Solano Trindade, do escultor Demétrio Albuquerque
 (Pátio de São Pedro - Recife PE)
Poema autobiográfico
Quando eu nasci,
Meu pai batia sola,
Minha mana pisava milho no pilão,
Para o angu das manhãs...
Portanto eu venho da massa,
Eu sou um trabalhador...

Ouvi o ritmo das máquinas,
E o borbulhar das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mucambo do ""Bode"",
E hoje moro num barraco na Saúde...

Não mudei nada...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


TEATRO POPULAR SOLANO TRINDADE - EMBU DAS ARTES/SP
Fachada do Teatro Popular Solano Trindade
O Teatro Popular Solano Trindade - TPST, foi fundado em 1975, pela Artista plástica, coreógrafa e folclorista Raquel Trindade – A Kambinda, na cidade de Embu das Artes, Estado de São Paulo, como continuidade das atividades do 'Teatro Popular Brasileiro', criado em 1950, pelo poeta, folclorista, teatrólogo, ator e artista plástico Solano Trindade, pela coreógrafa e terapeuta ocupacional Maria Margarida da Trindade e o sociólogo e historiador Edson Carneiro, no Estado do Rio de janeiro.
 No dia 06 de setembro de 1980, foi criada a organização sem fins lucrativos (ONG), denominada "Teatro Popular Solano Trindade" com a finalidade de preservar e promover a cultura popular no Brasil, através das artes plásticas, da dança, do teatro e da literatura. 
Um dos destaques é o repertório musical, que inclui expressões da cultura tradicional brasileira, como o maracatu, o samba lenço rural paulista, o lundu colonial, o jongo, a ciranda, o Bumba meu Boi, entre outros ritmos. 
O projeto arquitetônico do "Teatro Popular Solano Trindade" é do arquiteto Eduardo Galli Ewbank, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que buscou inspiração no conhecido Teatro Oficina, na Capital. 
Teatro Popular Solano Trindade - Embu das Artes/SP
O ambiente do novo teatro em Embu compõe-se de um teatro-pista com espaço cênico onde há galerias de dois andares para a plateia, estúdio de música e camarins. Todo o projeto é voltado à acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção. O espaço físico do Teatro Popular Solano Trindade, reinaugurado no final de 2010, é um importante polo cultural na região.
Serviço
Teatro Popular Solano Trindade
Endereço: Avenida São Paulo, 176 – Jardim Silva
Embu das Artes – Região Metropolitana/SP
Próximo ao centro histórico
Terça à Domingo
Tel.: 11 4781-3865/99833-4255
:: Fanpage: Teatro Popular Solano Trindade
:: Site: Teatro Popular Solano Trindade

Núcleo de Teatro Experimental do Negro-SP (1951)  -  Diretor Solano Trindade

Canto da américa
Blues! swings! sambas! frêvos! macumbas! jongos!

Ritmos de angústia e de protestos,
Estão ferindo os meus ouvidos!...
São gemidos seculares da humanidade ferida,
Que se impregnaram nas emoções estéticas,

Da alma americana...

É a América que canta...

Esta rumba é um manifesto,
contra os preconceitos raciais,
Esta conga é um grito de revolta,
Contra as injustiças sociais,
Este frevo é um exemplo de aproximação
e de igualdade...

Canta América,
A tua voz irá do Ocidente para o Oriente,
E do Oriente para o Ocidente,
Porque no futuro,
Só teremos uma forma de arte...
Canta América,
Não o canto de mentira e falside,
Que a ilusão ariana
Cantou para o mundo
Na conquista do ouro,
Nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue,
Das utopicas novas ordens,
De napoleônicas conquistas,
Mas, o canto da liberdade dos povos,
E do direito do trabalhador...

América teu nome é um poema de libertação,
É o mundo que libertará o mundo,
Canta o poema sublime da redenção humana,

Destrói os algozes fascistas,
Para felicidade de gerações vindouras,
E a salvação dos puros
Que se confundiram na massa nazista...
- Solano Trindade, em "Poemas d'uma vida simples". Rio de Janeiro: edição do autor, 1944.


Solano Trindade  em 1969 - 
foto: Acervo Museu Afro Brasil
EDITORAS
:: Editora Nova Alexandria


SOLANO TRINDADE NA REDE
:: Blog Francisco Solano Trindade
:: Solano Trindade (fanpage)


AFRICA EM PAUTA
:: Africa em pauta - memória, história, arte


OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: A Voz da Poesia
:: Banco de Conteúdos Culturais/Cinemateca Brasileira
:: Cidade de Embu das Artes
:: Controvérsia  - Solano Trindade
:: Museu Afro Brasil
:: Oswaldo de Camargo
:: Raquel Trindade - Kambinda
:: Quilombhoje Literatura


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Solano Trindade - o poeta negro. Templo Cultural Delfos, junho/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
____
** Página atualizada em 15.6.2015.



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