Albertina Bertha - romancista e ensaísta carioca do século XIX

Albertina Bertha de Lafayette Stockler
Albertina Bertha de Lafayette Stockler romancista e ensaísta (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1880 - 20 de junho de 1953).
Era filha do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira e de D. Francisca de Freitas Coutinho Lafayette, neta dos Barões de Pouso Alegre, pertencia a uma importante família da época, o que não impediu que sua biografia fosse ignorada.
Albertina Bertha foi educada por uma professora alemã, formada pela Escola Normal de Berlim, que o pai mandara buscar especialmente para a sua educação, preocupado com a qualidade e o refinamento da formação da filha. Albertina aprendeu línguas, estudou Estética e Filosofia, entretanto, sem distanciar-se de casa, como era o costume nas famílias abastadas brasileiras. Teve filhos e foi casada com o republicano histórico Alexandre Stockler Pinto de Menezes. De acordo com Beth Stockler (2004), Albertina “tinha marido e filhos. Não sabia o que era solidão, embora buscasse o silêncio das tardes para conviver com seus personagens, sozinha, longe do ritual da casa”.
Albertina Bertha foi uma escritora carioca que agitou o cenário cultural brasileiro do final do século XIX e início do século XX. É notável a sua participação na imprensa periódica da época, bem como sua atuação enquanto romancista, ensaísta, palestrante e, por que não dizer, formadora de opinião. A sua escrita é, antes de tudo, ousada, na sua forma e no seu conteúdo. O teor erótico e libertário presente nas suas obras ficcionais vitimou-a de muitas críticas conservadoras recebidas na época. A sociedade ainda não estava preparada para ler tanta ousadia advinda de uma mulher tão requintada e educada. As mulheres religiosas não estavam preparadas para um discurso que desnudava a hipocrisia, que revelava os sentimentos mais humanos, que permitia a busca da mulher pelo seu próprio prazer. Em especial, o prazer amoroso e o sexual. Albertina Bertha falava em questões que a sociedade queria calar. Atreveu-se também, no âmbito formal, ao lançar mão de novos recursos narrativos e estilísticos. Foram tantas as
técnicas utilizadas pela autora para produzir a “transparência interior” que permitiram perfeitamente ao leitor a aproximação da vida psíquica de suas personagens.
O primeiro livro de Albertina Bertha, intitulado Exaltação, foi publicado como romance em 1916; entretanto, já havia sido publicado como folhetim no Jornal do Comércio, mediante o pedido de T. A. Araripe Júnior, e, desde então, sendo alvo da crítica.
A obra de Albertina Bertha é composta por cinco volumes: Exaltação (romance, 1916), Estudos 1ª série (ensaio, 1920), Voleta (romance, 1926), E ela brincou com a vida (romance, 1938) e Estudos 2ª série (ensaio, 1948). 
A autora pertenceu a inúmeros grêmios culturais de seu tempo. Foi também introduzida na Sociedade de Homens de Letras, por Olavo Bilac, que admirava seu estilo de fortes influências parnasianas. Integrou a Academia de Letras de Manaus. 
Participou também da vida jornalística, colaborando ativamente na imprensa carioca, em periódicos como O Jornal, Jornal do Comércio, O País, O Malho, A Noite, e em revistas como a Panóplia, publicação literária dedicada às mulheres.
Nos seus escritos para a imprensa, destaca-se a sua visão feminista. Defendeu o voto feminino, a criação de uma Academia Feminina de Letras e o divórcio, além de criticar a hegemonia masculina nos meios literários. Escreveu sobre religião, política, filosofia, psicologia e história.
:: Fonte: MARTINS, Anna Faedrich. A participação da Albertina Bertha no mundo da cultura. Ciências & Letras - FAPA, Porto Alegre, n. 54, v. 2, p. 25-39, 2013. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
MARTINS, Anna Faedrich. A produção de autoria feminina: Albertina Bertha e a imprensa periódica. Pontos de Interrogação: Revista do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da Universidade do Estado da Bahia, v. 2, p. 44-58, 2012. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).


"Por vezes, cerrando os olhos a meio, premendo as mãos, exclamava: ‘Meu Deus, é a vida que vem a mim, que depõe em mim os seus desejos inarticulados... O dia dá-me o som de seu ardor, a força de suas mutações amorosas... O crepúsculo me derrama no coração a nostalgia ardente de instintos que resistem à morte... A noite lança-me as suas trevas sobre o corpo frio, dizendo-me: Ama, ama; porque não amas?... As estrelas em coro me murmuram: Espera, espera. Pan será teu. Oh! Vida, tu foste a luxúria artística de Dionísio, o Pão Lírico de S. Francisco de Assis, a frivolidade vaidosa de Maria Antonieta, a disciplina áspera e mística de Sor Felipa do Espírito Santo, a exaltação da perfeição de Nietzsche, afasta-te, desvia-te, esconde de mim o teu encantamento lancinante... Quero a vida da planta, da rocha, do veio d’água... sem ânsia, sem aspirações, sem o tormento incisivo que fura os céus...’. "
- Albertina Bertha, em "Exaltação". 5ª ed., Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1922, p. 87.


CRONOLOGIA DE ALBERTINA BERTHA
1880 – Nasce Albertina Bertha de Lafayette Stockler, no Rio de Janeiro, em 7 de
outubro.
1916 – Publica Exaltação, seu primeiro romance, pela editora Jacintho Ribeiro dos
Santos.
1920 – Publica Estudos, primeira série.
1920 – Lima Barreto publica artigo na Gazeta de Notícias, no dia 26 de outubro,
comentando a respeito da obra e da personalidade de Albertina Bertha.
1926 – Publica Voleta.
1931 – O romance Exaltação alcança a casa da sexta edição.
1938 – Publica E ela brincou com a vida.
1948 – Lança Estudos, segunda série.
1953 – Morre, no dia 20 de junho, aos 73 anos.
1987Voleta é reeditado e atualizado por Geysa Silva, pela Coleção Resgate/INL.
2004 – A bisneta Beth Stockler publica A volúpia de Voleta, livro dedicado à bisavó Albertina Bertha.


"Ela se inclinava para a vida, para o universo, como a gente se inclina para os espelhos, para os lagos: ela discernia, ela própria, o seu riso, o seu segredo, a sombra de seus cabelos apaixonados, cor de ouro, vibrações ignotas, impaciências, coortes de volúpias insanas, a ebriez do bem e do mal... Parecia -lhe, às vezes, que suas mãos brancas misturavam as horas, o espaço, o tempo, a marcha dos dias e das noites, a estabilidade do passado, os movimentos do futuro... E ela então parava, só, isolada, no vácuo esvaziado, como a violência que não morre, como a seiva ígnea de todas as origens, dos princípios, das formações; como a voz ingente, poderosa anunciadora de um determinismo que não deixa estrangular..."
- Albertina Bertha, em "Exaltação". 5ª ed., Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1922, p.68.



Exaltação, Albertina Bertha
OBRA DE ALBERTINA BERTHA
Romance
:: Exaltação(publicado inicialmente como folhetim no Jornal do Comércio). Rio de Janeiro: editora Jacintho Ribeiro dos Santos, 1916; Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 3ª ed., 1918; 5ª ed., 1922.
:: Voleta. 1926; Voleta. [organização, atualização e notas Geysa Silva]. Rio de Janeiro; Brasília: INL – Instituto Nacional do Livro, 1987.
:: E ela brincou com a vida. Rio de Janeiro: Borsoi, 1938.

Ensaio
:: Estudos. 1ª série. Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1920.
:: Estudos. 2ª série. Rio de Janeiro: A. Coelho Branco Fo Editor, 1948.


"Nietzsche não teve de nós outras, mulheres, uma opinião cabal, exata; apenas beirou a realidade da nossa estrutura moral. As suas referências são sombras ocas, ironias para provocar o sorriso, ou, talvez, vinganças de despeitado, floração de mau humor... são chicotadas de quem nunca foi amado, de quem nunca recebeu o carinho, a meiguice, a febre de uma mulher de espírito e beleza. Se ele se limitasse somente a condenar o feminismo como o maior dos flagelos europeus, se ele somente declarasse, como o fez, que quanto mais a mulher adquire direitos sociais, mais ela se aliena da mulher... estaríamos de pleno acordo, aplaudiríamos esse defensor da nossa linda fragilidade, dos nossos encantos máximos perante os homens... mas, não; quer-nos mentirosas, ignorantes, sem profundezas de engenho, apenas uma gata perigosa e bela, para a sedução do homem... entretanto, as duas únicas mulheres que amara, eram duas intelectuais, dois seres de mistério e de contradições magníficas."
- Albertina Bertha, em "Estudos". Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos, 1920, p. 28-29.



"Albertina Bertha já não pertence a este mundo. Integrou-se às rosas, às orquídeas, aos jasmins que tanto exaltou em livros magistrais, e o seu espírito talvez hoje se abebere, no infinito, em outros mananciais de beleza e de requinte. Essa grande amorosa em cujo coração palpitavam todas as convulsões e êxtases da natureza, em cujas artérias a seiva purpúrea espadanava em lavas de Vesúvio, em cujo temperamento explodiam tempestades ignívomas de sol, fechou por fim os olhos ávidos, lassos de volúpia dos múltiplos extremos, para as maravilhas do universo, para o colorido das manhãs e dos crepúsculos [...]."
- Alzira Freitas Tacques, em "Perfis de musas, poetas e prosadores brasileiros". V.I. Porto Alegre: Thurmann, 1956, p. 692.



Albertina Bertha em seu escritório
FORTUNA CRÍTICA DE ALBERTINA BERTHA
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios e artigos]
ASSIS, Joaquim Maria Machado de.. Notícia da atual literatura brasileira. Instinto de Nacionalidade. Obra completa. Volume III. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992.
BARBOSA, Francisco de Assis. Lafayette Rodrigues Pereira visto por D. Albertina Berta. In: ______. Retratos de Família. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954, p. 131-140.
BARRETO, Lima. Impressões de leitura. 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1961, p. 117.
BITTENCOURT, Adalzira. Dicionário bio-bibliográfico de mulheres ilustres, notáveis e intelectuais do Brasil. Rio de Janeiro: Pongetti, 1969.
BROCA, José Brito. A vida literária no Brasil – 1900. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.
BROCA, José Brito. Naturalistas, parnasianos e decadentistas: vida literária do realismo ao pré-modernismo. São Paulo: Ed. UNICAMP, 1991.
COELHO, Nelly Novaes. Dicionário crítico de escritoras brasileiras: (1711-2001). São Paulo: Escrituras, 2002.
DIAS, Geraldo. "Nietzsche, intérprete do Brasil"? A recepção da filosofia nietzschiana na imprensa carioca e paulistana no final do século XIX e início do XX. Cadernos Nietzsche,  vol. 1, nº 35, São Paulo Dez/2014. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
DINIZ, Almachio. Meus ódios e meus affectos. São Paulo: Monteiro Lobato & cia, 1922.
DUARTE, Constância Lima. O cânone e a autoria feminina. In: SCHMIDT, Rita Terezinha (Org.). Mulheres e literatura: (trans)formando identidades. Porto Alegre: Editora Palotti, 1997.
ELEUTÉRIO, Maria de Lourdes. Vidas de Romance: as mulheres e o exercício de ler e escrever no entres séculos (1890-1930). Rio de Janeiro: Topbooks, 2005.
ELEUTÉRIO, Maria de Lourdes. Vidas de romance. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
LAJOLO, Marisa. Literatura e história da literatura: senhoras muito intrigantes. In: MALLARD, Letícia et al. História da literatura – ensaios. Campinas: Ed da Unicamp, 1994, p. 19-36.
LIVROS novos, In: Jornal do Comércio, 24 de fevereiro de 1916, p. 2.
LOPES, Maria Margaret. Proeminência na mídia, reputação em ciências: a construção de uma feminista paradigmática e cientista normal no Museu Nacional do Rio de Janeiro. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol.15  suppl. 0, Rio de Janeiro, 2008. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
MARTINS, Anna Faedrich. O romance de introspecção no Brasil: o lugar de Albertina Bertha. (Dissertação em Teoria da Literatura).  Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUC RS, 2009. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
MARTINS, Anna Faedrich. Albertina Bertha e a Imprensa periódica. In: AREIAS, Laura; PINHEIRO, Luís da Cunha. (Org.). As mulheres e a imprensa periódica. 1ª ed., Lisboa: LusoSofia Press, 2014, v. 1, p. 105-124.
MARTINS, Anna Faedrich. O caso Albertina Bertha. In: Petrov, Petar; Sousa, Pedro Quintino de; Samartim, Roberto López-Iglésias & Torres Feijó, Elias J.. (Org.). Avanços em Literatura e Cultura Brasileiras. Século XX. 1ª ed., Santiago de Compostela - Faro: Através Editora, 2012, v. 1, p. 11-28.
MARTINS, Anna Faedrich. A produção de autoria feminina: Albertina Bertha e a imprensa periódica. Pontos de Interrogação: Revista do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da Universidade do Estado da Bahia, v. 2, p. 44-58, 2012. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
MARTINS, Anna Faedrich. A participação da Albertina Bertha no mundo da cultura. Ciências & Letras - FAPA, Porto Alegre, n. 54, v. 2, p. 25-39, 2013. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
MUZART, Zahidé Lupinacci. Escritoras Brasileiras do Século XIX. Antologia Volume II. Rio Grande de Sul: Edunisc, 2004. 
PICCHIO, Luciana Stegagno. Literatura brasileira: das origens a 1945. [Tradução Antonio de Padua Danesi]. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
PINHEIRO, Luís da Cunha; AREIAS, Laura (coordenação). As mulheres e a imprensa periódica. Lisboa: Cepul, 2014. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
SANTOS, André Luiz dos.. Caminhos de alguns ficcionistas brasileiros após as Impressões de Leitura de Lima Barreto. (Tese Doutorado em Letras Vernáculas - Literatura Brasileira). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2007. Disponível no link. (acessado em 26.6.2015).
SANTOS, André Luiz dos.. A Exaltação, de Albertina Bertha. In: XI Seminário Nacional Mulher e Literatura, 2005, Rio de Janeiro. Entre o estético e o político: a questão da mulher na literatura, 2005.
SCHMIDT, Rita Terezinha (Org.). Mulheres e literatura: (trans)formando identidades. Porto Alegre: Editora Palotti, 1997.
SILVA, Auristela Oliveira Melo da. A mulher no limiar do século XX em "Exaltação" de Albertina Bertha. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 1999.
STOCKLER, Beth. A volúpia de Voleta: em memórias de amor. Niterói, RJ: Muiraquitã, 2004.
TACQUES, Alzira Freitas. Perfis de musas, poetas e prosadores brasileiros. V.I. Porto Alegre: Thurmann, 1956.


"[...] Abrindo, em seguida, uma gaveta, ele tirou um vidro de essência, e, derramando-o sobre Ladice, dizia: - Corre, mistura-te a esses cabelos, que têm moleza, exaltação, frenesi; entra, perde-te nesse corpo unido, divinamente pálido, deslumbrante, como se trouxesse no íntimo um sol vigoroso esplêndido... Não manches, não empanes o brilho dessa pele fresca e queimante como o álcool..."
- Albertina Bertha, em "Exaltação". 5ª ed., Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1922.


"- Rolai sobre esses membros esguios, pérolas simbólicas: - Sois os anos, o tempo em que vivi em lamentos, em queixumes; sois as lágrimas petrificadas, os soluços, as tristezas, as inclinações funestas; sois as extravagâncias pensadas, idealizadas, a aspiração estéril, as ambições não realizadas, o estímulo desejado, a imoderação, a alternação dos prazeres, as intolerâncias, o grito incisivo de revolta contra Deus e a humanidade; sois os tumultos, as forças, os poderes, que me devastara, a juventude... rolai, pérolas, quebrai-vos à guisa de estações que se findam, que se destroem, à guisa do arvoredo que fenece, murcha e seca, para depois renascer, exuberante, dominador, imenso."
- Albertina Bertha, em "Exaltação". 5ª ed., Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1922.


"A Sra. D. Albertina Berta é um dos mais perturbadores temperamentos literários que, de uns tempos a esta parte, têm aparecido entre nós. Muito inteligente, muito ilustrada mesmo, pelo seu nascimento e educação, desconhecendo do edifício da vida muitos dos seus vários andares de misérias, sonhos e angústias, a autora do Exaltação, com auxílio de leituras de poetas e filósofos, construiu um castelo de encantos, para o seu uso e gozo, movendo-se nele soberanamente, sem ver os criados, as aias, os pajens e os guardas. Do alto do seu castelo, ela percebe as casas dos peões e homens d’armas, lá embaixo, rasas como o solo, e só a flecha da igreja do burgo se ergue um pouco acima dele. Ela não lhe adivinha os obscuros alicerces robustos."
- Lima Barreto, em "Impressões de leitura". 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1961, p. 117.


"O homem detesta ouvir de lábios femininos recriminações – palavras severas, radicais, que advertem e amesquinham. Como chefe e autoridade não se resignará facilmente a essa humilhação que o desprestigia. Involuntariamente e, a pesar seu, o olhar, a fisionomia se embruscam e as palavras lhe sairão atropeladas, nervosas. Nesse momento, aconselho a todas vós não reagir, não invectivá-lo de adjetivos desagradáveis para não parecerdes desinteressantes. A mulher tomada de cólera, desnuda atavios que a colorem de magníficas intensidades se descentraliza, torna-se grotesca e banal. [...] A meiguice, o devotamento e a inteligência conferem à mulher uma languidez ardente e apaixonada que impressiona, subjuga e faz com que o homem anseie identificar-se com essa criatura iluminada e infinitamente doce."
- Albertina Bertha, em "Estudos". 2ª série. Rio de Janeiro: A. Coelho Branco Fo Editor, 1948, p. 245-246.



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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Albertina Bertha - romancista e ensaísta carioca do século XIX. Templo Cultural Delfos, junho/2015. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 26.6.2015.




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