Sophia de Mello Breyner Andresen - o navegar poético

Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: (...)
Os ritmos
Inventei a dança para me disfarçar.
Ébria de solidão eu quis viver.
E cobri de gestos a nudez da minha alma
Porque eu era semelhante às paisagens esperando
E ninguém me podia entender.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Coral", 1950.

Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto. A sua infância e adolescência passaram-se entre o Porto e Lisboa, onde frequentou o curso de Filologia Clássica. Após o casamento com o advogado Francisco de Sousa Tavares, fixa-se em Lisboa, passando a dividir a sua actividade entre a poesia e a intervenção cívica contra a ditadura de Salazar, que então dominava o país. As duas actividades não são, no entanto, separáveis: se, por um lado, foi candidata pela Oposição Democrática nas eleições legislativas de 1969, sócia fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e, após a Revolução de Abril de 1974, deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista, a poesia ergue-se também como uma voz da liberdade, especialmente em O Livro Sexto.
Contemporânea de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, Tomaz Kim, José Blanc de Portugal, Ruy Cinatti, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, fez parte da geração de Cadernos de Poesia (1940-42) e colaborou também na Távola Redonda (1950-54) e na Árvore (1951-53), o que a identifica com uma prática poética que afirma um ideal de modernidade, mas que nessa afirmação valoriza acima de tudo a busca do mistério poético, aí, e só aí, se inscrevendo um sistemático trabalho de depuração formal. Sophia é um dos expoentes de uma poesia onde o culto das técnicas de expressão só em função daquela busca e sua simultânea celebração ganha sentido, nunca enquanto mera representação do real como acontecera com a geração precedente que deu corpo ao ideal neo-realista, nem como mero jogo de intuições poéticas imediatas, como o foi em grande parte a poesia surrealista que igualmente se afirmou por esses anos. Nesse sentido, esta é, no seu equilíbrio de conceitos e procedimentos, uma poesia naturalmente humana e por isso clássica no seu modo de ser moderna.
Sophia fotografada por Fernando Lemos, no jardim da casa
 da Travessa das Mónicas, anos 50
Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota uma sólida cultura clássica, onde se inscreve a sua paixão pela cultura grega como referente quase sempre presente e onde a relação do signo com o mundo circundante é uma relação de transparência e luminosidade. O ritmo, a construção melódica é expressão desse equilíbrio como o é da tensão — que por isso deixa de o ser — entre a vocação pura, emocional, e o seu modo reflectido, contido, de se escrever. A inspiração poética confunde-se, por outro lado, em Sophia, com o registo e o canto das coisas lisas e essenciais, um registo de imanência, e isso lhe confere uma espécie de magia. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, quase sempre presentes na obra de Sophia: quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana ou A Menina do Mar.
Sophia é ainda tradutora para português de Anunciação a Maria, de Claudel, "Purgatório” da Commedia de Dante (com prefácio do Prof. Vieira de Almeida), Hamlet e Muito Barulho por Nada, de Shakespeare, Medeia, de Eurípedes, e Ser Feliz e Um Amigo, de Leit Kristianson; e traduziu para francês poemas de Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa, e o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional precisamente a 2 de julho de 2014, 10 anos após o seu falecimento.
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Dai-me a casa vazia e simples onde a luz é preciosa. Dai-me a beleza intensa e nua do que é frugal. Quero comer devagar e gravemente como aquele que sabe o contorno carnudo e o peso grave das coisas.
Não quero possuir a terra mas ser um com ela. Não quero possuir nem dominar porque quero ser: esta é a necessidade.
Com veemência e fúria defendo a fidelidade ao estar terrestre. O mundo do ter perturba e paralisa e desvia em seus circuitos o estar, o viver, o ser. Dai-me a claridade daquilo que é exactamente o necessário. Dai-me a limpeza de que não haja lucro. Que a vida seja limpa de todo o luxo e de todo o lixo. Chegou o tempo da nova aliança com a vida.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, "inédito" - sem data.


Sophia de Mello Breyner Andresen - foto Inês Gonçalves

CRONOLOGIA VIDA E OBRA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
1919 – Nasce a 6 de Novembro no Porto, onde passou a infância. Aos 3 anos, tem o primeiro contacto com a poesia, quando uma criada lhe recita A Nau Catrineta, que aprenderia de cor. Mesmo antes de aprender a ler, o avô ensinou-a a recitar Camões e Antero.
1926 – Frequenta o Colégio do Sagrado Coração de Maria, no Porto, até aos 17 anos. Primeiro semi-interna, depois externa. Tem professores marcantes, como a D. Carolina (de Português). E, apesar da pouca estima por disciplinas como Matemática e Química, nunca chumbou. Aos doze anos escreve os primeiros poemas. Entre os 16 e os 23 tem uma fase excepcionalmente fértil na sua produção poética
1936 – Estuda Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa, mas não leva a licenciatura até ao fim. Três anos depois, regressa ao Porto, onde vive até casar com Francisco Sousa Tavares, altura em que se muda definitivamente para Lisboa. Tem cinco filhos
1944 – Publica o primeiro livro, Poesia, uma edição de autor de 300 exemplares, paga pelo pai, que sairia em Coimbra por diligência de um amigo: Fernando Vale. Em 1975 seria reeditado pela Ática. Este livro é uma escolha, que integra alguns poemas escritos com 14 anos. E o início de um fulgurante percurso poético e não só. Publicaria também ficção, literatura para crianças e traduziu, nomeadamente, Dante e Shakespeare;
Sophia de Mello Breyner Andresen (c. 1990) - foto (...)
1947 – O Dia do Mar, Ática;
1950 – Coral, Livraria Simões Lopes;
1954 – No Tempo Dividido, Guimarães;
1956 – O Rapaz de Bronze (literatura infantil), Minotauro;
1958 – Mar Novo, Guimarães; A Menina do Mar (infantil), Figueirinhas; A Fada Oriana (infantil), Figueirinhas. Escreve um ensaio sobre Cecília Meireles na «Cidade Nova»;
1960 – Noite de Natal (infantil), Ática. Publica o ensaio Poesia e Realidade, na «Colóquio 8»
1961 – O Cristo Cigano, Minotauro;
1962 – Livro Sexto, Salamandra, distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1964; Contos Exemplares (ficção), Figueirinhas;
1964 – O Cavaleiro da Dinamarca (infantil), Figueirinhas;
1967 – Geografia, Ática;
1968 – A Floresta (infantil), Figueirinhas; Antologia, Portugália, cuja 5ª edição (1985 – Figueirinhas) é prefaciada por Eduardo Lourenço;
1970 – Grades, D. Quixote;
1972 – Dual, Moraes;
1975 – Publica o ensaio O Nu na Antiguidade Clássica, integrado em O Nu e a Arte, uma edição dos Estúdios Cor. Deputada pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte. A sua actividade político-partidária, não foi longa, mas ao longo da sua vida sempre foi uma lutadora empenhada pelas causas da liberdade e justiça. Antes do 25 de Abril, pertence mesmo à Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos;
1977 – O Nome das Coisas, Moraes, distinguido com o Prémio Teixeira de Pascoaes;
1983 – Navegações (IN-CM), recebe o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação de Críticos Literários;
1984 – Histórias da Terra e do Mar (ficção), Salamandra;
1985 – Árvore (infantil), Figueirinhas;
1989 – Ilhas, Texto, distinguido com os Prémios D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus e Inasset-INAPA (1990);
1990 – Reúne toda a sua obra em três Volumes, Obra Poética, com a chancela da Editorial Caminho; é distinguida com o Grande Prémio de Poesia Pen Clube;
1992 – Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças;
1994 – Musa, Caminho. Recebe Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Publica Signo, um livro/disco com poemas lidos por Luís Miguel Sintra, uma edição Presença/Casa Fernando Pessoa;
1995 – Placa de Honra do Prémio Petrarca, atribuída em Itália
1996 – Homenageada do Carrefour des Littératures, na IV Primavera Portuguesa de Bordéus e da Aquitânia;
1998 – O Búzio de Cós, Caminho, distinguido com o Prémio da Fundação Luís Míguel Nava;
1999 – Prémio Camões;
2004 – Sophia de Mello Breyner Andresen morreu a 2 de Julho de 2004.
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“A poesia é das raras atividades humanas que, no tempo atual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma – quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza.”
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em “JL 709” de 17/12/97.


PRÉMIOS
Busto de Sophia de Mello Breyner Andresen,
 por António Duarte
1964 - Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores (pela obra Livro Sexto)
1977 - Prémio Teixeira de Pascoaes (pelo livro O Nome das Coisas);
1979 – Medalha de Verneil da Societé de Encouragement au Progrés, de França;
1983 - Prémio da Crítica, do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (pelo conjunto da obra);
1989 - Prémio D. Dinis, da Fundação da Casa de Mateus (pelo livro Ilhas);
1990 - Grande Prémio de Poesia Inasset / Inapa (pelo livro Ilhas);
1990 - Grande Prémio de Poesia do Pen Club (pelo livro Ilhas)
1992 - Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças (pelo conjunto da obra);
1994 - Prémio cinquenta anos de Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores;
1995 - Placa de Honra do Prémio Francesco Petrarca, Pádua, Itália;
1998 - Prémio da Fundação Luís Miguel Nava (pelo livro O Búzio de Cós e Outros Poemas);
1999 - Prémio Camões, (pelo conjunto da obra)
2000 - Prémio Rosalia de Castro, do Pen Clube Galego;
2001 - Prémio Max Jacob Étranger;
2003 - Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana.


Por que será que não há ninguém no mundo
Só encontrei distância e mar
Sempre sem corpo os nomes ao soar
E todos a contarem o futuro
Como se fosse o único presente
Olhos criavam outras as imagens
Quebrando em dois o amor insuficiente
Eu nunca pedi nada porque era
Completa a minha esperança
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


CONDECORAÇÕES
1981 - Grau de Grã Oficial da Ordem de Sant'iago da Espada (9 de Abril de 1981);
1987 - Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (13 de Fevereiro de 1987);
1998 – Grã Cruz da Ordem de Sant'iago da Espada (6 de Junho de 1998).


"A poesia de 'Sophia de Mello Breyner Andresen é (…) uma das vozes mais nobres da poesia portuguesa do nosso tempo. Entendamos, por sob a música dos seus versos, um apelo generoso, uma comunhão humana, um calor de vida, uma franqueza rude no amor, um clamor irredutível de liberdade – aos quais, como o poeta ensina, devemos erguer-nos sem compromissos nem vacilações."
- Jorge de Sena, "Alguns Poetas de 1938" in Colóquio: Revista de Artes e Letras, nº 1, Janeiro de 1959.

 
Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: (...)

Como é estranha a minha liberdade
As coisas deixam-me passar
Abrem alas de vazio p’ra que eu passe
Como é estranho viver sem alimento
Sem que nada em nós precise ou gaste
Como é estranho não saber
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


BIOGRAFIA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Poesia
:: Poesia. 1ª ed., 1944, Coimbra, Edição da Autora • 2ª ed., 1959, Lisboa, Edições Ática • 3ª ed., Poesia I, 1975, Lisboa, Edições Ática • 4ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 6ª ed., 2007, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (7ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Pedro Eiras.

:: Dia do mar. 1ª ed., 1947, Lisboa, Edições Ática • 2ª ed., 1961, Lisboa, Edições Ática • 3ª ed., 1974, Lisboa, Edições Ática • 4ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 6ª ed., 2010, Alfragide, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (7ª ed.), Lisboa, 2014, prefácio de Gastão Cruz.

Retrato de Sophia, desenho de Arpad Szenes (1958) 
[Coleção Família SMBA]
:: Coral. 1ª ed., 1950, Porto, Livraria Simões Lopes • 2ª ed., s/d [c. 1979], Lisboa, Portugália Editora • 3ª ed., s/d [c. 1980], Lisboa, Portugália Editora, ilustrações de José Escada • 4ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (6ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Manuel Gusmão.

:: No tempo dividido. 1ª ed., 1954, Lisboa, Guimarães Editores • 2ª ed., 1985, in No Tempo Dividido e Mar Novo, Lisboa, Edições Salamandra, ilustrações de Arpad Szenes • 3ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (5ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Frederico Bertolazzi.

:: Mar novo. 1ª ed., 1958, Lisboa, Guimarães Editores • 2ª ed., 1985, in No Tempo Dividido e Mar Novo, Lisboa, Edições Salamandra, ilustrações de Arpad Szenes • 3ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (5ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Fernando J.B. Martinho.

:: O cristo cigano. 1ª ed., O Cristo Cigano ou A Lenda do Cristo Cachorro, 1961, Lisboa, Minotauro, ilustrações de Júlio Pomar • 2ª ed., 1978, Lisboa, Moraes Editores, ilustração de José Escada • 3ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., revista, 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Assírio & Alvim (5ª ed.), Lisboa, 2014, prefácio de Rosa Maria Martelo.

:: Livro sexto. 1ª ed., 1962, Lisboa, Livraria Morais Editora • 2ª ed., 1964, Lisboa, Livraria Morais Editora • 3ª ed., 1966, Lisboa, Livraria Morais Editora • 4ª ed., 1972, Lisboa, Moraes Editores • 5ª ed., 1976, Lisboa, Moraes Editores • 6ª ed., 1985, Lisboa, Edições Salamandra • 7ª ed., revista, 2003, Lisboa, Editorial Caminho • 8ª ed., revista, 2006, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Geografia. 1ª ed., 1967, Lisboa, Edições Ática • 2ª ed., 1972, Lisboa, Edições Ática • 3ª ed., 1990, Lisboa, Edições Salamandra, ilustrações de Xavier Sousa Tavares • 4ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

Sophia Mello Breyner Andersen. por Carlos Botelho
:: Antologia. 1ª ed., 1968, Lisboa, Portugália Editora • 2ª ed., 1970, Lisboa, Moraes Editores • 3ª ed., 1975, Lisboa, Moraes Editores • 4ª ed., 1978, Lisboa, Moraes Editores, prefácio de Eduardo Lourenço • 5ª ed., 1985, Porto, Figueirinhas.

:: Grades. [Antologia de Poemas de Resistência], 1970, Lisboa, Publicações Dom Quixote.

:: 11 Poemas. 1971, Lisboa, Movimento.

:: Poemas de um livro destruído. 1972, in Fevereiro — Textos de Poesia, Lisboa. (Incluído em No Tempo Dividido, a partir da 2ª ed.).

:: Dual.  1ª ed., 1972, Lisboa, Moraes Editores • 2ª ed., 1977, Lisboa, Moraes Editores • 3ª ed., 1986, Lisboa, Edições Salamandra • 4ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

:: O nome das coisas. 1ª ed., 1977, Lisboa, Moraes Editores • 2ª ed., 1986, Lisboa, Edições Salamandra • 3ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., revista, 2006, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Poemas escolhidos. 1981, Lisboa, Círculo de Leitores.

:: Navegações. 1ª ed., versão inglesa de Ruth Fainlight, versão francesa de Joaquim Vital, 1983, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, «Musarum officia», com um disco gravado pela Autora • 2ª ed., 1996, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1996, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

:: O sol o muro o mar. 1984, Lisboa. Portfolio com seis fotografias de Eduardo Gageiro. (Incluído em Ilhas.)

:: Ilhas. 1ª ed., 1989, Lisboa, Texto Editora, ilustração de Xavier Sousa Tavares • 2ª ed., 1990, Lisboa, Texto Editora • 3ª ed., 1992, Lisboa, Texto Editora, ilustração de Xavier Sousa Tavares • 4ª ed., 2001, Lisboa, Texto Editora • 5ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Obra poética I. 1ª ed., 1990, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 1991, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1995, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 1998, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., 1999, Lisboa, Editorial Caminho • 6ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Obra poética II. 1ª ed., 1991, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 1995, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1998, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 1999, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Obra poética III. 1ª ed., 1991, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 1996, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1999, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho.

Retrato de Sophia, por Menez (s/data)
[Coleção Família SMBA
:: Singraduras. 1991, Lisboa, Galeria 111, com seis gravuras de David de Almeida. (Poema VI de «As Ilhas», incluído em Navegações.)

:: Obra poética I e Obra poética II, 1992, Lisboa, Círculo de Leitores.

:: Musa. 1ª ed., 1994, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 1995, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1997, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Signo (escolha de poemas), 1ª ed 1994, Lisboa, Editorial Presença/Casa Fernando Pessoa (inclui um CD com poemas ditos por Luís Miguel Cintra).

::  Ilhas. [Poemas escolhidos/Islands — Selected poems]. 1995, Lisboa, Texto Editora/Expo’ 98, versão inglesa de Richard Zenith, fotografias de Daniel Blaufuks.

:: O búzio de cós e outros poemas. 1ª ed., 1997, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 1998, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 1999, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2002, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista, 2004, Lisboa, Editorial Caminho.

:: Mar. [Antologia organizada por Maria Andresen de Sousa Tavares], 1ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2002, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., revista e aumentada, 2004, Lisboa, Editorial Caminho • 6ª ed., 2006, Lisboa, Editorial Caminho • 7ª ed., 2009, Alfragide, Editorial Caminho.

:: Orpheu e Eurydice. 2001, Lisboa, Galeria 111, ilustrações de Graça Morais.

:: Cem poemas de Sophia. 1ª ed., 2004, Lisboa, Visão/JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias, selecção e introdução de José Carlos de Vasconcelos.

:: Obra poética. (edição de Carlos Mendes de Sousa), 1ª ed., 2010, Alfragide, Editorial Caminho • 2ª ed., 2011, Alfragide, Editorial Caminho.

:: Poemas sobre Pessoa. [Antologia organizada por Maria Andresen de Sousa Tavares], 1ª ed., 2012, Alfragide, Editorial Caminho.

:: Obra Poética: Sophia de Mello Breyner Andresen (o livro reúne toda a poesia, incluindo parte de inéditos).. [prefácio Maria Andresen Sousa Tavares]. Lisboa: editora Assírio & Alvim, 2015.


Prosa
Busto de Sophia em bronze, deMartins Correia,
(195?).. [Coleção Família SMBA]
:: Contos exemplares. 1ª ed., 1962, Lisboa, Livraria Morais Editora • 2ª ed., 1966, Lisboa, Portugália Editora • 3ª ed., 1970, Lisboa, Portugália Editora, prefácio de D. António Ferreira Gomes • 11ª ed., 1982, Porto, Figueirinhas, desenho de Carlos Natividade Corrêa • 35ª ed., 2004, Porto, Figueirinhas • 37ª ed., 2010, Porto, Figueirinhas • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de João catarino • 1ª edição na Assírio & Alvim (39ª ed.), Lisboa, 2014, prefácio de Frederico Bertolazzi.

:: Os três reis do oriente. 1ª ed., 1965, Lisboa, Estúdios Cor, ilustrações de Manuel Lapa • 2ª ed., s/d [1980], Lisboa, Galeria S. Mamede/Portugália Editora, ilustrações de Francisco Relógio • 3ª ed., s/d [2004], Porto, Figueirinhas, ilustrações de Fedra Santos. (Incluído em Contos Exemplares, a partir da 3ª ed.) • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de Fátima Afonso.

:: A casa do mar. Lisboa, Galeria S. Mamede, 1979, ilustrações de Maria Helena Vieira da Silva. (Incluído em Histórias da Terra e do Mar.)

:: Histórias da terra e do mar. 1ª ed., 1984, Lisboa, Edições Salamandra • 2ª ed., 1984, Lisboa, Edições Salamandra • 3ª ed., 1989, Lisboa, Texto Editora • 21ª ed., 2002, Lisboa, Texto Editora • reed., 2006, Porto, Figueirinhas • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de Jorge Nesbitt • 1ª edição na Assírio & Alvim (23ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Gustavo Rubim.

:: O carrasco. As Escadas não Têm Degraus, n.º 5, 1991, Lisboa, Edições Cotovia.

:: Era uma vez uma praia atlântica. 1997, Lisboa, Expo’ 98.

:: Leitura no comboio. e O cego. Colóquio/Letras, n.º 159-160, Janeiro-Junho de 2002, ilustrações de Tiago Manuel.

::  O anjo de Timor. 2003, Marco de Canaveses, Cenateca, Associação Teatro e Cultura, ilustrações de Graça Morais.

:: Quatro contos dispersos. ed. de Maria Andresen Sousa Tavares, 2008, Porto, Figueirinhas, ilustração de Diogo Vaz. 1.ª edição na Porto Editora, Porto, 2012, ilustrações de João Caetano.


Contos para crianças
:: A menina do mar. 1ª ed., 1958, Lisboa, Edições Ática, ilustrações de Sarah Affonso • 2ª ed., 1961, Lisboa, Editorial Aster, ilustrações de Fernando de Azevedo • 3ª ed., 1972, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Armando Alves • 7ª ed., 1977, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Luís Noronha da Costa • 41ª ed., 2002, Porto, Figueirinhas • ed. de Maria Andresen de Sousa Tavares, 2009, Porto, Figueirinhas • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2012, ilustrações de Fernanda Fragateiro.

Desenho de Júlio, 1941 [Coleção Família SMBA]
(irmão de José Régio)
:: A fada oriana. 1ª ed., 1958, Lisboa, Edições Ática, ilustrações de Bió, capa de Quito sobre quadro de Nuno de Siqueira • 2ª ed., 1964, Lisboa, Edições Ática • 3ª ed., s/d [c. 1972], Lisboa, Edições Ática, ilustrações de Luís Noronha da Costa • 7ª ed., 1982, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Natividade Corrêa • 34ª ed., 2002, Porto, Figueirinhas • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2012, ilustrações de Teresa Calem.

:: A noite de natal. 1ª ed., 1959, Lisboa, Edições Ática, ilustrações de Maria Keil • 2ª ed., s/d [1972], Lisboa, Edições Ática, ilustrações de José Escada • 3ª ed., 1983, Lisboa, Edições «O Jornal», ilustrações de José Escada • 4ª ed., 1989, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Júlio Resende.

:: O cavaleiro da Dinamarca. 1ª ed., 1964, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Armando Alves • 56ª ed., 2001, Porto, Figueirinhas.

:: O rapaz de bronze. 1ª ed., 1966, Lisboa, Minotauro, ilustrações de Fernando de Azevedo • 2ª ed., 1972, Lisboa, Moraes Editores • ed. da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, 1977 (Moraes Editores), ilustrações da colecção particular da Autora • 5ª ed., 1978, Lisboa, Moraes Editores, ilustrações de Natividade Corrêa • 7ª ed., 1983, Lisboa, Moraes Editores ilustração da capa de Vitorino Martins • 9ª ed., 1990, Lisboa, Edições Salamandra, ilustrações de Júlio Resende • 19ª ed., 1994, Lisboa, Edições Salamandra • reimpressão, 2006, Porto, Figueirinhas • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de Inês de Carmo.

:: A floresta. 1ª ed., 1968, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Armando Alves • 23ª ed., 1995, Porto, Figueirinhas, ilustrações de Teresa Olazabal Cabral • 35ª ed., 2003, Porto, Figueirinhas. 1ª ed. na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de Sofia Arez.

:: A árvore. 1ª ed., 1985, Porto, Figueirinhas • 13ª ed., 2002, Porto, Figueirinhas. 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2013, ilustrações de Teresa Lima.

:: A cebola da velha avarenta. in: A Antologia diferente — de que são feitos os sonhos, organização de Luísa Ducla Soares, 1986, Porto, Areal Editores, ilustração de Vítor Simões.

:: Os ciganos. [edição especial].. (Sophia de Mello Breyner Andresen, Pedro Sousa Tavares). 1ª edição, 2012, Porto, Porto Editora, ilustrações de Danuta Wojciechowska.

:: Os ciganos. (Sophia de Mello Breyner Andresen, Pedro Sousa Tavares). 1ª edição, 2012, Porto, Porto Editora, ilustrações de Danuta Wojciechowska.

  
Teatro
Retrato Sophia, desenho de Arpad Szenes (195?) 
[Coleção Família SMBA]
:: O bojador. 1ª ed., s/d [1961], Lisboa, separata da Escola Portuguesa, Direção-Geral do Ensino Primário • 2ª ed., 2000, Lisboa, Editorial Caminho, ilustrações de Henrique Cayatte • 3ª ed., 2006, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2007, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., 2009, Lisboa, Editorial Caminho.
:: O colar. 1ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Caminho • 2ª ed., revista, 2002, Lisboa, Editorial Caminho • 3ª ed., 2005, Lisboa, Editorial Caminho • 4ª ed., 2006, Lisboa, Editorial Caminho • 5ª ed., 2008, Alfragide, Editorial Caminho • 6ª ed., 2009, Lisboa, Editorial Caminho • 1ª edição na Porto Editora, Porto, 2012, ilustrações de Daniel Silvestre da Silva • 2ª edição, 2013, Porto, Porto Editora, ilustrações de João Catarino. • 1ª edição na Assírio & Alvim (9ª ed.), Lisboa, 2013, prefácio de Luis Miguel Cintra.


Ensaios (seleção)
:: A poesia de Cecília Meireles. Cidade Nova — Revista de Cultura, IV Série, n.º 6, 1956.
:: Poesia e realidade. Colóquio — Revista de Artes e Letras, n.º 8, 1960.
:: Hölderlin ou o lugar do poeta.  Jornal de Comércio, 30 de Dez. 1967.
:: Caminhos da divina comédia. Diário de Lisboa, 13 de Maio e 1 de Julho de 1965 • republicado em Ler — Livros & Leitores, n.º 58, Primavera de 2003, ilustrações de Tiago Manuel.
:: O nu na antiguidade clássica. 1ª ed., 1975, in O Nu e a Arte, Lisboa,
Estúdios Cor • 2ª ed., s/d [c. 1979], Lisboa, Portugália Editora • 3ª ed., 1992, Lisboa, Editorial Caminho.


Antologias organizadas pela autora
:: Poesia sempre I. (em colaboração com Alberto de Lacerda). s/d [1964], Lisboa, Livraria Sampedro Editora.
:: Poesia sempre II. s/d [1964], Lisboa, Livraria Sampedro Editora.
:: Primeiro livro de poesia. 1ª ed., 1991, Lisboa, Editorial Caminho, ilustrações de Júlio Resende • 11ª ed., 2008, Alfragide, Editorial Caminho.


Passagem
O êxtase do ar e a palavra do vento
Povoaram de ti meu pensamento.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Mar novo", 1958.


Traduções realizadas pela autora
por Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen 
:: A vida quotidiana no tempo de Homero (Émile Mireaux), 1ª ed., s/d [c.1957], Lisboa, Livros do Brasil • 3ª ed., s/d [1979], Lisboa, Livros do Brasil.
:: A anunciação a Maria (Paul Claudel), s/d [1960], Lisboa, Editorial Aster.
:: O  purgatório (Dante), 1ª ed., 1962, Lisboa, Minotauro, ilustrações de J. Pomar, L. Freitas, L. F. Abreu, M. Keil, C. C. Pinto, F. Azevedo, C. Botelho, J. Júlio, A. Jorge, Menez, J. A. Manta, A. Charrua • 2ª ed., 1981, Lisboa, Círculo de Leitores.
:: Muito barulho por nada (William Shakespeare), 1964 (inédito).
:: Hamlet (William Shakespeare) [1965]; 1ª ed., 1987, Porto, Lello & Irmão Editores.
:: Quatre Poètes Portugais — Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa .  [tradução e apresentação de Sophia de Mello Breyner Andresen]. 1ª ed., 1970, Paris, Presses Universitaires de France e Fundação Calouste Gulbenkian — Centre Culturel Portugais • 2ª ed., 1979, Paris, Presses Universitaires de France e Fundação Calouste Gulbenkian — Centre Culturel Portugais.
:: Ser feliz (Leif Kristiansson), 1ª ed., 1973, Lisboa, Editorial Presença • 6ª ed., 1997, Lisboa, Editorial Presença.
:: Um amigo (Leif Kristiansson), 1ª ed., 1973, Lisboa, Editorial Presença • 11ª ed., 2001, Lisboa, Editorial Presença.
:: Medeia (Eurípides), 2006, Lisboa, Editorial Caminho, prefácio de Frederico Lourenço.
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Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: Eduardo Gageiro
Labirinto
Sozinha caminhei no labirinto
Aproximei meu rosto do silêncio e da treva
Para buscar a luz dum dia limpo
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro sexto", 1962.


OBRA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN PUBLICADO NO BRASIL
:: Poemas escolhidos. Sophia de Mello Breyner Andresen. [seleção e prefácio Vilma Arêas; capa Moema Cavalcanti]. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, 288p.

A voz sobe os últimos degraus
Oiço a palavra alada impessoal
Que reconheço por já não ser minha
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Último poema de Ilhas", 1989.

Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: (...)

POESIA ESCOLHIDA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

A Hera
Mar
Metade da minha alma é feita de maresia
- Sophia de Mello Breyner Andresen (5/1997), em "Poesia I", 1975.


A solidão
I
A noite abre os seus ângulos de lua
E em todas as paredes te procuro

A noite ergue as suas esquinas azuis
E em todas as esquinas te procuro

A noite abre as suas praças solitárias
E em todas as solidões eu te procuro

Ao longo do rio a noite acende as suas luzes
Roxas verdes azuis.

Eu te procuro.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Cristo Cigano", 1961.


As casas
Há sempre um deus fantástico nas Casas
Em que eu vivo, e em volta dos meus passos
Eu sinto os grandes anjos cujas asas
Contêm todo o vento dos espaços.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Dia do mar", 1947.

Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: (...)

As fontes
Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


As imagens transbordam
As imagens transbordam fugitivas
E estamos nus em frente às coisas vivas.
Que presença jamais pode cumprir
O impulso que há em nós, interminável,
De tudo ser e em cada flor florir?
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Dia do mar", 1947.


As rosas
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Dia do mar", 1947.


Biografia
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-me na luz, no mar, no vento.
- Sophia de Mello Breyner Andresen (5/1997), em "Mar novo", 1958.


Brasília
[a Gelsa e Álvaro Ribeiro da Costa]

Brasília
Desenhada por Lúcio Costa Niemeyer e Pitágoras
Lógica e lírica
Grega e brasileira
Ecuménica
Propondo aos homens de todas as raças
A essência universal das formas justas

Brasília despojada e lunar como a alma de um poeta muito jovem
Nítida como Babilónia
Esguia como um fuste de palmeira
Sobre a lisa página do planalto
A arquitectura escreveu a sua própria paisagem

O Brasil emergiu do barroco e encontrou o seu número

No centro do reino de Ártemis
— Deusa da natureza inviolada —
No extremo da caminhada dos Candangos
No extremo da nostalgia dos Candangos
Athena ergueu sua cidade de cimento e vidro
Athena ergueu sua cidade ordenada e clara como um pensamento

E há no arranha-céus uma finura delicada de coqueiro
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


Sophia na casa da Travessa das Mónicas, 1964
foto: Eduardo Gageiro
Canção 2
Clara uma canção
Rente à noite calada
Cismo sem atenção
Com a alma velada

A vida encontrei-a
Tão desencontrada
Embora a lua cheia
E a noite extasiada

A vida mostrou-se
Caminho de nada
Embora brilhasse
Lua sobre a estrada

Como se a beleza
Da lua ou do mar
Nada mais quisesse
Que o próprio brilhar

Por esta razão
Sem riso nem pranto
Neste sem sentido
Se rompe o encanto
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Ilhas", 1989.


Como uma flor vermelha
À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Enquanto longe divagas
I
Enquanto longe divagas
E através de um mar desconhecido esqueces a palavra
- Enquanto vais à deriva das correntes
E fugitivo perseguido por inomeadas formas
A ti próprio te buscas devagar
- Enquanto percorres os labirintos da viagem
E no país de treva e gelo interrogas o mudo rosto das
                                        [sombras

- Enquanto tacteias e duvidas e te espantas
E apenas como um fio te guia a tua saudade da vida
Enquanto navegas em oceanos azuis de rochas negras
E as vozes da casa te invocam e te seguem
Enquanto regressas como a ti mesmo ao mar
E sujo de algas emerges entorpecido e como drogado
- Enquanto naufragas e te afundas e te esvais
E na praia que é teu leito como criança dormes
E devagar devagar a teu corpo regressas
Como jovem touro espantado de se reconhecer
E como jovem toiro sacodes o teu cabelo sobre os olhos
E devagar recuperas tua mão teu gesto
E teu amor das coisas sílaba por sílaba

II
O meu amor da vida está paralisado pelo teu sono
É como árvore no ar veloz detida
Tudo em mim se cala para escutar o chão do teu regresso

III
Pois no ar estremece a tua alegria
- Tua jovem rijeza de arbusto –
A luz espera teu perfil teu gesto
Teu ímpeto tua fuga e desafio
Tua inteligência tua argúcia teu riso

Como ondas do mar dançam em mim os pés do teu regresso
- Sophia de Mello Breyner Andresen (6/1974), em "O nome das coisas", 1977.


Escuto
Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou Deus

Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita

Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


Esta gente
Sophia de Mello Breyner Andresen - foto: (...)
Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre
Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meus canto se renova
E recomeço a busca
Dum país liberto
Duma vida limpa
E dum tempo justo.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


Este búzio de Cós
Este búzio não o encontrei eu própria numa praia
Mas na mediterrânica noite azul e preta
Comprei-o em Cós numa venda junto ao cais
Rente aos mastros baloiçantes dos navios
E comigo trouxe o ressoar dos temporais

Porém nele não oiço
Nem o marulho de Cós nem o de Egina
Mas sim o cântico da longa vasta praia
Atlântica e sagrada
Onde para sempre minha alma foi criada
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "O búzio de Cós" 1997.


Este é o tempo
Este é o tempo
Da selva mais obscura

Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura

Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura

Este é o tempo em que os homens renunciam
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Mar novo", 1958.


Sophia na casa da Travessa das Mónicas, 1964
foto: Eduardo Gageiro
Eu busco o rastro de alguém
Eu busco o rastro de alguém
Que o mar reflecte e contém.

Calma que eterniza as suas horas,
Ou tumulto que vibra
Nas marés desesperadas e sonoras.

Eu busco o rastro de alguém
Que ao meu encontro vem
No sonho de cada linha.
Alguém
Que no silêncio dos pinhais caminha,
Rio correndo, chama
Em tudo acesa.
Alguém que me devasta e inflama
Me destrói e me inunda de certeza.

Alguém que me devora,
Ou infinitamente longe me implora
Que venha.
Alguém que se desenha
No perfil dos montes
E sobe do fundo da terra com as fontes.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1975.


Eu contarei
Eu contarei a beleza das estátuas -
Seus gestos imóveis ordenados e frios -
E falarei do rosto dos navios

Sem que ninguém desvende outros segredos
Que nos meus braços correm como rios
E enchem de sangue a ponta dos meus dedos.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


Eurydice
Este é o traço em redor do teu corpo amado e perdido

Para que cercada sejas minha

Este é o canto do amor em que te falo
Para que escutando sejas minha

Este é o poema – engano do teu rosto
No qual busco a abolição da morte.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


Exílio
Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro sexto", 1962.


Felicidade
Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia – por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci a tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro sexto", 1962.


Fundo do mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Intacta memória
Intacta memória — se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


Ir beber-te
Ir beber-te num navio de altos mastros
No mar alto
Ó grande noite alucinada e pura,
Brilhante e escura,
Bordada de astros.

Para ti sobe a minha inquietação e sobressalto,
O meu caos, desilusão e agonia,
Pois trazes nos teus dedos
A sombra, o silêncio e os segredos,
A perfeição, a pureza e a harmonia.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1975.


Iremos juntos sozinhos pela areia
Iremos juntos sozinhos pela areia
Embalados no dia
Colhendo as algas roxas e os corais
Que na praia deixou a maré cheia.

As palavras que disseres e que eu disser
Serão somente as palavras que há nas coisas
Virás comigo desumanamente
Como vêm as ondas com o vento.

O belo dia liso como um linho
Interminável será sem um defeito
Cheio de imagens e conhecimento.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.


Nunca mais
Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.

E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1975.


Sophia - foto: Fernando Lemos
O jardim e a casa
Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


O poema
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sem passagem se confundirá    
Com o rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praias onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro sexto", 1962.


O sol o muro o mar
O olhar procura reunir um mundo
que foi destroçado pelas fúrias.
Pequenas cidades: muros caiados e recaiados para
manter intacto o alvoroço do início.
Ruas metade ao sol metade à sombra.
Janelas com as portadas azuis fechadas: violento
azul sem nenhum rosto.
Lugares despovoados, labirinto deserto: ausência
intensa como o arfar de um toiro.
Exterior exposto ao sol, senhor dos muros dos
pátios dos terraços.
Obscuros interiores rente à claridade, secretos e
atentos: silêncio vigiando
o clamor do sol sobre as pedras da calçada.
Diz-se que para que um segredo não nos devore é
preciso dizê-lo em voz alta no sol de um terraço
ou de um pátio.
Essa é a missão do poeta: trazer para a luz e para
o exterior o medo.
Muros sem nenhum rosto morados por densas
ausências.
Não o homem mas os sinais do homem, a sua arte 
os seus hábitos, o seu violento azul, o espesso
amarelo, a veemência da cal.
Muro de taipa que devagar se esboroa - tinta que
se despinta - porta aberta para o pátio do chão
verde:soleira do quotidiano onde a roupa seca e
espaço de teatro. Mas também pórtico solene aberto
para a vida sagrada do homem.
Muro branco que se descaia e azula irisado de
manchas nebulosas e sonhadoras.

A porta desenha sua forma perfeita à medida do
homem: as cores do cortinado de fitas contam a
nostalgia de uma festa.
Lá dentro a penumbra é fresca e vagarosa.
Nenhum rosto, nenhum vulto.
As marcas do homem contando a história do
homem.

No promontório o muro nada fecha ou cerca.
Longo muro branco entre a sombra do rochedo e
as lâmpadas das águas.
No quadrado aberto da janela o mar cintila coberto
de escamas e brilhos como na infância.
O mar ergue o seu radioso sorrir de estátua arcaica.
Toda a luz se azula.
Reconhecemos nossa inata alegria: a evidência do
lugar sagrado.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Ilhas", 1989.


Paisagem
Passavam pelo ar aves repentinas,
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exalação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo,
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Poema
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


Pudesse eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Quem és tu
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Sacode as nuvens
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.

Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Coral", 1950.


Sinal de ti
I
Não darei o Teu nome à minha sede
Sophia - foto: Joao Cutileiro
De possuir os céus azuis sem fim,
Nem à vertigem súbita em que morro
Quando o vento da noite me atravessa.

Não darei o Teu nome à limpidez
De certas horas puras que perdi,
Nem às imagens de oiro que imagino
Nem a nenhuma coisa que sonhei.

Pois tudo isso é só a minha vida,
Exalação da terra, flor da terra,
Fruto pesado, leite e sabor.

Mesmo no azul extremo da distância,
Lá onde as cores todas se dissolvem,
O que me chama é só a minha vida.

II
Tu não nasceste nunca das paisagens,
Nenhuma coisa traz o Teu sinal,
É Dionysos quem passa nas estradas
E Apolo quem floresce nas manhãs.

Não estás no sabor nem na vertigem
Que as presenças bebidas nos deixaram.
Não Te tocam os olhos nem as almas,
Pois não Te vemos nem Te imaginamos.

E a verdade dos cânticos é breve
Como a dos roseirais: exalação
Do nosso ser e não sinal de Ti.

III
A presença dos céus não é a Tua,
Embora o vento venha não sei donde.

Os oceanos não dizem que os criaste,
Nem deixas o Teu rasto nos caminhos.

Só o olhar daqueles que escolheste
Nos dá o Teu sinal entre os fantasmas.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Poesia I", 1944.


Tolon
Um mar horizontal corta os espelhos
E um sol de sal cintila sobre a mesa
Habitamos o ar livre rente ao dia
Rente ao fruto rente ao vinho rente às águas
E sob o peso leve da folhagem
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


Um dia
Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Dia do mar", 1947.


Vela
Em redor da luz
A casa sai da sombra
Intensamente atenta
Levemente espantada

Em redor da luz
A casa se concentra
Numa espera densa
E quase silabada

Em redor da chama
Que a menor brisa doma
E que um suspiro apaga
A casa fica muda

Enquanto a noite antiga
Imensa e exterior
Tece seus prodígios
E ordena seus milénios
De espaço e de silêncio
De treva e de esplendor
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.

 
Sophia de Mello Breyner Andresen - imagem da exposição
FORTUNA CRÍTICA
[bibliografia; e estudos acadêmicos: teses, dissertações, monografias, artigos e ensaios]
ALEGRE, Manuel. Perto da pulsação inicial. Jornal de Letras, 16 de Jun., 1999.
ALMEIDA, Rosangela Fatima Silva de. A poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen como re-nomeação das coisas. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade de São Paulo, USP, 1992.
ALVES, Ida Maria Santos Ferreira. A veemência do visível: diálogos entre Sophia, Sena e Eugénio de Andrade. In: Helena Buescu; Teresa Cersdeira. (Org.). Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro. Casal de Cambra - Portugal: Caleidoscópio, 2011, v. , p. 341-351.
ALVES, Ida Maria Santos Ferreira. Mar e campo, sol e sombra, paisagens mediterrâneas na poesia portuguesa contemporânea: Sophia de M.B. Andresen e Nuno Júdice. In: Portogallo e Mediterraneo Atti el Congresso Internazionale. Nápoles: Università Degli Studi di Napoli "L'Orientale" Dipartamento di Studi Comparati, 2009. v. 1. p. 221-231.
ALVES, Ida Maria Santos Ferreira. Paisagens mediterrâneas na poesia portuguesa contemporânea: Sophia de M.B. Andresen e Nuno Júdice .. In: Ida Alves; Marcia Manir Miguel Feitosa. (Org.). Literatura e Paisagem - Perspectivas e Diálogos. Niterói: EdUFF, 2010, v. , p. 72-88.
AMARAL, Fernando Pinto do. A aliança quebrada., Jornal de Letras, 16 de Jun., 1999.
AMARAL, Fernando Pinto do. Recensão a Musa. Público, 24 de Dez., 1994.
AMARAL, Fernando Pinto do. Sophia e Eugénio de Andrade - discurso e Imagens da Melancolia na Poesia do Séc. XX. (Tese de Doutoramento). Lisboa, Faculdade de Letras de Lisboa, 1997.
APOLONIA, Maria Ascenção Ferreira. A Transfiguração do real na obra poética de Sohia de Mello Breyner. (Dissertação Mestrado em Letras). Fac. de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP, FFLCH - USP, 1988.
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Sophia com as filhas Maria e Sofia na Grécia, 1972

Era o tempo das amizades visionárias
Entregues à sombra à luz à penumbra
E ao rumor mais secreto das ramagens
Era o tempo extático das luas
Quando a noite se azulava fabulosa e lente
Os dias como harpas ressoavam
Era o tempo de oiro das praias luzidias
Quando a fome de tudo se acendia
- Sophia de Mello Breyner Andresen (7/1994), em "O búzio de cós e outros poemas", 1997.


Ressurgiremos
Busto de Sophia, no Jardim Botânico do Porto
Ressurgiremos ainda sob os muros de Cnossos
E em Delphos centro do mundo
Ressurgiremos ainda na dura luz de Creta

Ressurgiremos ali onde as palavras
São o nome das coisas
E onde são claros e vivos contornos
Na aguda luz de Creta

Ressurgiremos ali onde pedra estrela e tempo
São o reino do homem
Ressurgiremos para olhar para a terra de frente
Na luz limpa de Creta

Pois convém tornar claro o coração do homem
E erguer a negra exactidão da cruz
Na luz branca de Creta.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro sexto", 1962.


A voz sobe os últimos degraus
Oiço a palavra alada impessoal
Que reconheço por já não ser minha.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Último poema de Ilhas", 1989.
 
Sophia com poeta Conceição Lima em São Tomé

Caminho da manhã
Vais pela estrada que é de terra amarela e quase sem nenhuma sombra. As cigarras cantarão o silêncio de bronze. À tua direita irá primeiro um muro caiado que desenha a curva da estrada. Depois encontrarás as figueiras transparentes e enroladas; mas os seus ramos não dão nenhuma sombra. E assim irás sempre em frente com a pesada mão do Sol pousada nos teus ombros, mas conduzida por uma luz levíssima e fresca. Até chegares às muralhas antigas da cidade que estão em ruínas. Passa debaixo da porta e vai pelas pequenas ruas estreitas, direitas e brancas, até encontrares em frente do mar uma grande praça quadrada e clara que tem no centro uma estátua. Segue entre as casas e o mar até ao mercado que fica depois de uma alta parede amarela. Aí deves parar e olhar um instante para o largo pois ali o visível se vê até ao fim. E olha bem o branco, o puro branco, o branco da cal onde a luz cai a direito. Também ali entre a cidade e a água não encontrarás nenhuma sombra; abriga-te por isso no sopro corrido e fresco do mar. Entra no mercado e vira à tua direita e ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há-de pedir-te que vejas como as suas guelras são encarnadas e que vejas bem como o seu azul é profundo e como eles cheiram realmente, realmente a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor de prata. E verás os polvos cor de pedra e as conchas, os búzios e as espadas do mar. E a luz se tornará líquida e o próprio ar salgado e um caranguejo irá correndo sobre uma mesa de pedra. À tua direita então verás uma escada: sobe depressa mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégãos, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante compra figos pretos: mas os figos não são pretos: mas azuis e dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche os teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. Depois desce a escada, sai do mercado e caminha para o centro da cidade. Agora aí verás que ao longo das paredes nasceu uma serpente de sombra azul, estreita e comprida. Caminha rente às casas. Num dos teus ombros pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol. Caminha até encontrares uma igreja alta e quadrada.

Lá dentro ficarás ajoelhada na penumbra olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. Aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis que é a tua oração em frente do grande Deus invisível.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Livro Sexto", 1962.


Partitura da autoria de Fernando Lopes Graça para o poema Pátria, de Sophia.
[Acervo Fundo SMBA/BN]

Na casa de Sophia poema de António Ramos Rosa - [Acervo Fundo SMBA/BN]

Poema  para a Sofia Andresen, de Eugénio de Andrade  - [Acervo Fundo SMBA/BN]

A estatua
Nas suas mãos a voz do mar dormia 
Nos seus cabelos o vento se esculpia 

A luz rolava entre seus braços frios 
E nos seus olhos cegos e vazios 
Boiava o rasto branco dos navios. 
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "No tempo dividido", 1954.



Estátua de Sophia de Mello Breyner Andresen, do escultor Francisco Simões
 no Parque dos Poetas em Oeiras (2003).


Detalhe da estátua de Sophia , do escultor Francisco Simões

O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto
Todas as coisas serviram para nos ensinar
A ardente perfeição da tua ausência.
- Sophia de Mello Breyner Andresen, em "Geografia", 1967.


EDITORAS


"As coisas que passam ficam para sempre numa história exata."
- Sophia de Mello Breyner Andresen


REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
Busto de Sophia em terracota António Duarte,
[195..] Col. Família SMBA


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Sophia de Mello Breyner Andresen  - o navegar poético. Templo Cultural Delfos, julho/2014. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada 10.5.2015.



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