Paulo Leminski - o poeta dos haicais e trocadilhos

P. Leminski - foto: João Urban
"Poeta não é só quem faz poesia. É também quem tem sensibilidade para entender e curtir poesia. Mesmo que nunca tenha arriscado um verso. Quem não tem senso de humor, nunca vai entender a piada. Tem que ter tanta poesia no receptor quanto no emissor."
- Paulo Leminski, no ensaio "Poesia no receptor"/do livro 'Ensaios e Anseios Crípticos'. Curitiba: Pólo Editorial do Paraná, 1997, p. 51.


Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989). Escritor, poeta, compositor, contista, tradutor, biógrafo, publicitário e professor. Era, também, faixa-preta de judô.  Filho de Paulo Leminski, militar de origem polonesa, e Áurea Pereira Mendes, de ascendência africana. Aos 12 anos, ingressa no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, e adquire conhecimentos de latim, teologia, filosofia e literatura clássica. Em 1963, abandona a vocação religiosa. Viaja a Belo Horizonte para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, e conhece Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, criadores do movimento Poesia Concreta. No ano seguinte, publica seus primeiros poemas na revista Invenção, editada pelos concretistas, e torna-se professor de história e redação em cursos pré-vestibulares, experiência que motiva a criação de seu primeiro romance, Catatau (1976). Leminski também atua como diretor de criação e redator em agências de publicidade, o que contribui para sua atividade poética, sobretudo no aspecto da comunicação visual. Fascinado pela cultura japonesa e pelo zen-budismo, Leminski pratica judô, escreve haicais e uma biografia de Matsuo Bashô. O interesse pelos mitos gregos, por sua vez, inspira a prosa poética Metaformose. Paulo Leminski exerce atividade intensa como crítico literário e tradutor, vertendo para o português obras de James Joyce, Samuel Beckett, Yukio Mishima, Alfred Jarry, entre outros. Colabora em revistas de vanguarda, como Raposa, Muda e Qorpo Estranho, e faz parcerias musicais com Caetano Veloso e Itamar Assumpção, entre outros. Em 1968, casa-se com a poeta Alice Ruiz (1946), com quem vive durante 20 anos, e tem três filhos: Miguel Ângelo (que morre aos dez anos), Áurea e Estrela. Em 7 de junho de 1989, o poeta morre, vítima de cirrose hepática.
Comentário crítico
P. Leminski - foto: Acervo da família
A poesia de Paulo Leminski revela uma síntese entre a coloquialidade e o rigor da construção formal, herdada da estética concretista. O humor está presente em boa parte de sua obra poética, assim como a influência melódica da canção popular, dos recursos visuais da publicidade, dos provérbios e trocadilhos da cultura popular e da extrema concisão da poesia japonesa.
A gíria, o palavrão e a dicção urbana também são frequentes em sua obra, como mostra o poema: "o pauloleminski / é um cachorro louco / que deve ser morto / a pau a pedra / a fogo a pique / senão é bem capaz / o filhadaputa / de fazer chover / em nosso piquenique".1 Assim como elementos formais assimilados da vanguarda, como a eliminação da pontuação, o uso exclusivo de letras minúsculas, a disposição geométrica das palavras na página, o emprego de neologismos e de palavras-valise, que multiplicam as possibilidades de significação do texto.
A visualidade na obra de Leminski é mais evidente nos poemas da série sol-te, em que o poeta utiliza diferentes fontes e corpos de letras e recursos de diagramação, como no haicai visual "lua na água / alguma lua / lua alguma",2 em que as letras de cada verso aparecem repetidas na linha de baixo, invertidas, como se fossem sombras. Esse é um recurso icônico, ou seja, a imagem reproduz o sentido do poema (no caso, o reflexo da lua na água). O artesanato poético de Leminski valoriza ainda recursos da poesia tradicional, como as rimas, que são essenciais para a estrutura rítmica de seus poemas.
Os primeiros livros do autor, Não Fosse Isso e Era Menos / Não Fosse Tanto e Era Quase e Polonaises (1980, editora do autor), foram reunidos, com o acréscimo de novos poemas, em Caprichos e Relaxos (1983), que desde a sua primeira edição exerce notável influência nas gerações mais jovens, conforme descreve o poeta e jornalista Carlos Ávila. Ávila ressalta ainda que a esfera de mito alcançada por Leminski e sua repercussão na poesia recente do Brasil deve-se também à imagem um tanto romântica e radical que se faz do escritor.
Segundo o poeta Régis Bonvicino, "a poesia de Leminski funda-se na ideia de linguagem, herança elaborada do concretismo, mas abrange um espectro largo de interesse: do político ('en la lucha de clases / todas las armas son buenas / piedras, noches, poemas') ao metalinguístico/existencial ('apagar-me / diluir-me / desmanchar-me / até que depois / de mim / de nós / de tudo / não reste mais / que o charme) e ao humorístico ('manchete: chutes de poeta / não levam perigo à meta'), que percorrem, ora como ironia, ora como cinismo, todo o livro. Leminski é experimental, em formas e conteúdos".3 
P. Leminski - foto: Dulce Helfer/BD, 30.05.1987
Em Distraídos Venceremos (1987), o poeta curitibano mantém o uso de recursos estilísticos como o humor, os trocadilhos e as rimas inusitadas, em peças densas e reflexivas que discutem temas relacionados à história, à leitura, ao amor, à perda da fé religiosa, e sobretudo à própria poesia, como em M, de Memória: "Os livros sabem de tudo. / Já sabem deste dilema. / Só não sabem que, no fundo, / ler não passa de uma lenda".4 No final do volume, Leminski incluiu um caderno chamado Kawa Cauim: Desarranjos Florais, uma seleção de 27 haicais irônicos e concisos como este: "alvorada / alvoroço / troco minha alma / por um almoço".5 Após a morte do poeta, foram editados dois livros com poemas, La Vie em Close (1991) e O Ex-Estranho (1996), que reafirmam a posição Leminski como o nome mais destacado de sua geração.
A prosa de ficção de Leminski inclui os romances Catatau (1976), Agora É que São Elas (1984), Metaformose (1994) e o livro de contos O Gozo Fabuloso (2004). Classificar esses textos como "romances", "novelas" ou "contos", porém, é bastante arriscado, conforme escreve a crítica literária Maria Esther Maciel, pois seguem um princípio de experimentação e de mescla de todos os gêneros, não respeitando as fronteiras entre poesia, ficção ou ensaio.
Catatau, por exemplo, embora tenha uma trama ficcional que se desenvolve a partir de uma visita imaginária do filósofo francês René Descartes ao Brasil, acompanhando a comitiva de Maurício de Nassau, descarta a construção linear de tempo, espaço e personagem, própria do realismo. Aproxima-se assim de textos experimentais como o Finnegans Wake, do escritor irlandês James Joyce, ou das Galáxias, de Haroldo de Campos, especialmente no campo da invenção linguística.
O caráter inventivo de Catatau dissolve a distinção entre prosa e poesia e faz amplo uso da paródia e da sátira, sendo interpretado por alguns como um exemplo da literatura neobarroca. O estilo neobarroco surge na América Latina a partir da década de 1940 e tem como principais características a mestiçagem de estilos, a incorporação de neologismos, arcaísmos, palavras em línguas estrangeiras, citações eruditas e provérbios populares, desconsiderando fronteiras entre os repertórios culturais.
P. Leminski  - foto: Paulo Ricardo
Outra faceta singular da obra de Leminski é o ciclo de biografias que ele escreve (Jesus Cristo, Leon Trotsky, Matsuo Bashô, Cruz e Sousa), reunidas no volume póstumo intitulado Vida (1990). Nesses breves relatos, o poeta curitibano faz um cruzamento de informações biográficas, históricas, literárias e culturais, numa prosa de leitura mais acessível, entre a crônica jornalística e o ensaio.
O trabalho de Leminski como tradutor não é menos notável. O poeta traduz, entre outras obras, Satiricon, de Petrônio, diretamente do latim; o relato Sol e Aço, de Yukio Mishima, e haicais de Bashô a partir dos originais japoneses; Supermacho, de Alfred Jarry, do francês; além de poemas e novelas do escritor irlandês James Joyce. Paulo Leminski deixou ainda um livro de literatura infantil, Guerra Dentro da Gente (1988); uma coletânea de ensaios, Anseios Crípticos (1986); e dezenas de parcerias musicais feitas com músicos como Caetano Veloso, Moraes Moreira, Arnaldo Antunes e Itamar Assumpção. Sua correspondência com Régis Bonvicino é publicada no livro Envie Meu Dicionário (1998), que reúne ainda textos críticos de autores como Carlos Ávila e o Boris Schnaiderman sobre o trabalho do poeta curitibano.
Notas
1 LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Círculo do Livro, 1991, 85.
2 Idem, 137.
3 LEMINSKI, Paulo; BONVICINO, Régis. Envie meu dicionário. São Paulo: ed. 34, 1998, 213.
4 LEMINSKI, Paulo. Distraídos venceremos. São Paulo: ed. Brasiliense, 1987, 91.
5 Idem, 126.
:: Fonte: Enciclopédia da Literatura Brasileira/Itaú Cultural

Vim pelo caminho difícil,
a linha que nunca termina,
a linha bate na pedra,
a palavra quebra uma esquina,
mínima linha vazia,
a linha, uma vida inteira,
palavra, palavra minha.

- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 18.

P. Leminski - foto: (...)

Em sua correspondência a Régis Bonvicino, Leminski declara:
"Ser poeta é ter nascido com um erro de programação genética que faz com que, em lugar de você usar as palavras pra apresentar o sentido delas, você se compraz em ficar mostrando como elas são bonitas, têm um rabinho gostoso, são um tesão de palavra."

E acrescenta, reafirmando a correspondência sexual da fruição poética:
"O poeta é aquele que deglute a palavra como objeto sexual mesmo, como um objeto erótico. Para mim, a poesia é a erotização da linguagem, o princípio de prazer na linguagem."
- Paulo Leminski, em "correspondência a Régis Bonvicino"/publicada no livro: Uma carta uma brasa através: cartas a Régis Bonvicino. São Paulo: Iluminuras, 1992.


o novo
não me choca mais
nada de novo
sob o sol

apenas o mesmo
ovo de sempre
choca o mesmo novo
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos". São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 36. 


P. Leminski, por Zel humor
CRONOLOGIA DE PAULO LEMINSKI 
1944 - Nasce em Curitiba, no dia 24 de agosto, filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes Leminski.
1949 - Muda-se com a família para Itapetininga, São Paulo, por ocasião da promoção do pai a subtenente do Exército e sua transferência.
1956 - A família volta a viver em Curitiba.
1958 - Com autorização dos pais, muda-se para São Paulo para estudar no colégio do Mosteiro de São Bento, em regime de internato.
1959 - Volta para Curitiba após desligamento do Colégio São Bento por questões disciplinares.
1963 - Ingressa nos cursos de letras e direito ao mesmo tempo. Participa da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, em Belo Horizonte.
1964 - Tem cinco poemas publicados na revista concretista Invenção. Abandona os dois cursos e começa a trabalhar como professor num curso pré-vestibular.
1968 - Casa-se com a poeta Alice Ruiz.
1969 - Muda-se para o Rio de Janeiro, e trabalha como jornalista em diversas publicações. Numa delas, o Jornal do Escritor, publica o Poema com Aparato Persa e um ensaio sobre o concretismo, ainda inédito em livro.
1971 - Volta a viver em Curitiba, onde trabalha como professor de cursinhos pré-vestibular.
1972 - Começa sua carreira como redator em agências de publicidade
1975 - É lançado seu romance experimental Catatau.
1981 - Caetano Veloso grava a música Verdura, com letra do poeta, no disco Outras Palavras.
1983 - Inicia sua colaboração com a Editora Brasiliense, que se estende até 1986.
1984 - Escreve em parceria com o compositor Guilherme Arantes a trilha sonora do musical infantil Pirlimpimpim, produzido pela Rede Globo.
1988 - É convidado a criar um programa de cultura na TV Bandeirantes, o Jornal de Vanguarda, que ele apresenta de segunda a sexta.
1989 - Morre em Curitiba no dia 7 de junho.
1990 - As biografias de Cruz e Sousa, Matsuó Bashô, Jesus e Leon Trostki, escritas na década de 1980, são reunidas num único volume, Vida.
1991 - Publicação de La Vie en Close.
1992 - Publicação de Uma Carta uma Brasa Através/ Cartas a Régis Bonvicino.
1994 - Publicação de Metamorfose - Uma Viagem pelo Imaginário Grego (ensaios).

um bom poema
leva anos
 cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
 seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
 sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
 três mudando de cidade,
dez trocando de assunto, 
 uma eternidade, eu e você,
caminhando junto.
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". 4ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 9.


P. Leminski - foto: Nani Góis
OBRA DE PAULO LEMINSKI
Poesia
:: Quarenta clics em Curitiba. [fotografia Jack Pires]. Curitiba: Etecetera, 1976; 2ª ed., Curitiba: Secretaria de Estado Cultura, 1990.
:: Polonaises. Curitiba: Edição do Autor, 1980.
:: Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase. Curitiba: Zap, 1980.
:: Tripas. Curitiba: Edição do Autor, 1980.
:: Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983; São Paulo: Círculo do Livro, 1987.
:: Um milhão de coisas. São Paulo: Brasiliense, 1985.
:: Hai tropikais[em parceria com Alice Ruiz]. Ouro Preto: Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985.
:: Distraídos venceremos. São Paulo: Brasiliense, 1987.
:: La vie en close*. São Paulo: Brasiliense, 1991.
:: Winterverno*. [desenhos João Virmond]. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1994; 2ª ed., São Paulo: Iluminuras, 2001.
P. Leminski, por Fraga
:: O ex-estranho*[organização e Seleção Áurea Leminski e Alice Ruiz]. São Paulo: Iluminuras, 1996.
Edições póstumas.

Poesia - coletâneas e obra reunida
:: Melhores poemas de Paulo Leminski. [Organização Alvaro Marins e Fréd Góes]. São Paulo: Global, 1996.
:: Toda poesia - Paulo Leminski. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2013, 424p
.
:: Toda poesia e Vida (box).. [edição limitada comemorativa aos 70 anos]. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2014.

Prosa e romance
:: Catatau (prosa experimental). Curitiba: Edição do Autor, 1975, 213p.; 2ª ed., Porto Alegre: Sulina, 1989, 230p.; 4ª ed., São Paulo: Iluminuras, 2010, 256p.
::Agora é que são elas (romance). São Paulo: Brasiliense, 1984, 163p.; 2ª ed., Brasiliense / Fundação Cultural de Curitiba, 1999.
:: Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). São Paulo: Iluminuras,  1994. (Prêmio Jabuti de poesia, 1995).

Prosa - edição crítica
:: Catatau. (texto / edição crítica e anotada).. [organização Marta Morais da Costa; Claudia Millek; Tainá Cristina Pires]. Curitiba: Edições Travessa dos Editores, 2004, 425p.

Conto
:: Descartes com lentes*. (Coleção Buquinista). Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1993.
:: Gozo fabuloso*. São Paulo: Editora DBA, 2004, 184p.
Edições póstumas.

Novela
:: Minha classe gosta(Logo, é uma bosta). Curitiba: Raposa Magazine. Fundação Cultural de Curitiba/PR, nº 4, 1981.

Infanto-juvenil
:: Guerra dentro da gente. São Paulo: Scipione, 1986, 64p.
:: A lua foi ao cinema*. São Paulo: Pau Brasil, 1989.
Edições póstumas.

P. Leminski (Polaco tipográfico), por Luanna Abreu
Biografias
:: Cruz e Souza, o negro branco. São Paulo: Brasiliense. 1985, 78p.
:: Matsuó Bashô, a lágrima do Peixe. São Paulo: Brasiliense, 1983.
:: Jesus A.C. São Paulo: Brasiliense, 1984, 119p.
:: Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo: Brasiliense, 1986.
:: Vida. [reunião das 4 biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski]. Porto Alegre: Sulina, 1990; 3ª ed., São Paulo: Companhia das Letras, 2014, 392p.

Ensaios
:: Anseios crípticos (anseios teóricos): peripécias de um investigador dos sentido no torvelinho das formas e das ideias. Curitiba: Criar, 1986, 143p.
:: Ensaios e anseios crípticos*. [organização e seleção Alice Ruiz e Áurea Leminski]. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997.

:: Anseios Crípticos 2*. Curitiba: Criar, 2001.
:: Apêndice. In: POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo: Expressão, 1986.
:: Poesia paixão da linguagem (
Conferência). In: Sentidos da paixão. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1987. Incluída em "Sentidos da paixão". Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1987. p.287-305.
:: Nossa linguagem*. In: LEMINSKI, Paulo (ensaio e direção). Revista Leite Quente. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989.
:: Muito riso, muito siso[Paulo Leminski; Arrigo Barnabé; Luís Alberto Pereira; Ana Cristina Cesar; Buza Ferraz; Antonio Carlos de Brito; Maria Padilha; Carla Camurati; Ícaro Maritns]. Istoé. 9 de junho de 1982, p. 60-69. 
:: Ensaios e anseios crípticos. (reunindo Anseios Cripticos 1 e 2). Campinas: Editora Unicamp, 2011, 336p.
:: Ensaios e anseios crípticos. [Coleção Gazeta do Povo: Literatura paranaense].. (distribuído na edição de 28.11.2014, do Jornal Gazeta do Povo). Curitiba: Editora Inventiva, 2014, 109p.
Edições póstumas.

Roteiros de H.Q.
:: O anãozinho do bordel. Grafipar, 1979, PR. Reproduzida em "Volúpia" de Júlio Shimamoto. Opera Graphica, SP, 2000.
:: Sinal verde para o prazer. Grafipar - Paraná, 1979.
:: A vida e morte. Grafipar - Paraná, 1979.
:: Quando papai voltar.[inédito].

Correspondência
:: Uma carta uma brasa através: cartas a Régis Bonvicino. [seleção, introdução e notas Régis Bonvicino]. São Paulo: Iluminuras, 1992.
:: Envie meu dicionário: cartas e alguma crítica. [com Régis Bonvicino]. São Paulo:  Editora 34, 1999.
P. Leminski, por Amorim

Diálogos e entrevistas
:: Paulo Leminski. [entrevista concedida a Ademir Assunção]. Curitiba: revista Medusa, nº 6, p. 7-9, ago./set. 1999.
:: Um escritor na biblioteca ("bate-papo"). Curitiba: Biblioteca Pública do Parana, 1985.
:: Paulo Leminiski: reunião de entrevistas e resenhas. [Série Paranaenses nº 2]. Curitiba: Scientia et Labor, 1988; 2ª ed., Curitiba: Editora UFPR, 1994. 

Roteiros cinema
:: Roteiro para documentário sobre o Museu David Carneiro. [Inédito].
:: Drama da fazenda Fortaleza. [participação no roteiro].

Teatro
:: Argumento. Peça teatral [inédito].

Biografia sobre Leminski
:: Paulo Leminski - o bandido que sabia latim. [autor Toninho Vaz]. São Paulo: Editora Record, 2001, 378p.;  2ª ed., 2005.
:: Minhas lembranças de Leminski. [autor Domingos Pellegrini].. (biografia não autorizada). São Paulo: Geração Editorial, 2014, 199p.

Homenagem
:: Memória de vida (homenagem póstuma). Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1989.

"Me recuso a viver num mundo sem sentido. Estes anseios/ensaios são incursões conceptuais em busca do sentido. Pois isso é próprio da natureza do sentido: ele não existe nas coisas, tem que ser buscado, numa busca que é sua própria fundação. Só buscar o sentido faz, realmente, sentido. Tirando isso, não tem sentido." 
- Paulo Leminski, do livro "Anseios crípticos (Anseios teóricos): Peripécias de um investigador do sentido no torvelinho das formas e das idéias". Curitiba: Criar Edições, 1986, p. 10.


PAULO LEMINSKI  - PUBLICAÇÕES NO EXTERIOR
Espanhol
:: Aviso a los náufragos (Coletânea).. [organização e tradução Rodolfo Mata]. Coyoacán/México: Eldorado, 1997, 79p.; Reedição corrigida e ampliada, México: Eldorado Ediciones, 2006
P. Leminski, por Paixão
:: Lemiskiana: antología variada. [selección, cronologia, prólogo y traducción Mario Cámara]. Buenos Ayres/Argentina: Corregidor, 2006. 
:: Perhappiness (Antología poética).. [organização e tradução Ricardo Alberto Pérez]. La Habana - Cuba: Editorial Torre de Letras, 2005.
:: Yo iba a ser Homero (antología poética bilingüe).. [prólogo de Manoel Ricardo de Lima; selección y traducción de Aníbal Cristobo].Barcelona/España: Kriller71 ediciones, 2013.
:: Catatau. [traducción y postfacio Reynaldo Jimenez]. 1ª ed., Buenos Aires/Argentina: edições Descierto, 2014, 272p.
:: Vida. (Cruz e Souza, Bashô, Jesús, Trotski - cuatro biografías).. [traducción Joaquín Correa]. 1ª ed., Mar del Plata/Barcelona: Puente Aéreo, 2015. 

Húngaro
:: Szórakozott gyozelmunk(Nossa senhora distraída) - Distraídos venceremos [organização e seleção Pál Ferenc; tradução Zoltán Egressy]. Hungria: Kráter, 1994.

Inglês
:: Meta(/other)poems. [translated by Chris Daniels]. Edited with Chris Chen/Edição limitada (75 exemplares), produzida e distribuida gratuitamente pelo tradutor. Berkeley: Grand Quiskadee, CA, USA, 2003.

Polonês
:: Powrócilo moje polskie serce (O meu coração de polaco voltou).. [organização e tradução Piotr Kilanowski; colaboração Konrad Szczesniak]. Polonia: Ed. Wydawnictwo Gnome, 2014, 100p.


 alguém parado
é sempre suspeito
 de trazer como eu trago
um susto preso no peito,
 um prazo, um prazer, um estrago,
um de qualquer jeito,
 sujeito a ser tragado
pelo primeiro que passar
parar dá azar. 
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". 4ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 36.


TRADUÇÕES REALIZADAS POR PAULO LEMINSKI 
BECKETT, Samuel. Malone Morre. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1986. 16Op. 
Paulo Leminski, por Jbosco
FANTE, John. Pergunte ao pó. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1984. 
FERLINGHETTI, Lawrence. Vida sem fim. [tradução Paulo Leminski; Nelson Ascher e outros tradutores]. São Paulo: Brasiliense, 1984. (Endless life)
JARRY, Alfred. O supermacho. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985. 135p. 
JOYCE, James. Giacomo Joyce. [tradução e posfácio Paulo Leminski]. Edição bilingüe. São Paulo: Brasiliense, 1985, 94p. 
LENNON, John. Um atrapalho no trabalho/A spaniard in the works. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo:Brasiliense, 1985. 
MISHIMA, Yukio. Sol e aço/Tayô to tetsu. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985. 
PETRÔNIO, Satyricon/Satyriconlibri. [tradução Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985, 19p. 
COLETÂNEA. Fogo e água na terra dos deuses. (Poesia egípcia antiga).. [tradução Paulo Leminski]. Coleção Bagatela II, vol. 1., São Paulo: Expressão,1987, 28p.


Marginal é que escreve à margem,
deixando branca a página
 para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem.

 Marginal, escrever na entrelinha,
sem nunca saber direito
 quem veio primeiro,
o ovo ou a galinha.
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 70.


PRODUÇÃO MUSICAL DE PAULO LEMINSKI
1981 - Verdura. [Caetano Veloso], no disco "Outras palavras".
1981 - Mudança de estação. [A cor do Som], no disco "Mudança de estação".
Paulo Leminski  em 1988 -  foto: Mônica
Vendramini/Folhapress
1981 - Valeu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Valeu".
1982 - Se houver céu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Prazer de viver".
1982 - Razão. [A Cor do Som], no disco "Magia tropical".
1988 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção], no disco “Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!!!”.
1990 - Verdura. [Blindagem], no disco "Blindagem".
1990 - Se houver céu. [Blindagem], no disco "Blindagem".
1993 - Mãos ao alto. [Edvaldo Santana], no disco "Lobo solitário".
1994 - Luzes. [Susana Sales], no disco "Susana Sales".
1996 - Mudança de estação. [A cor do Som], no disco "Ao vivo no circo".
2004 - Flôr de cheiro, Quem faz amor faz barulho, Caixa furada. [com Marinho Gallera], no disco "Fazia poesia".
2004 - Valeu e Se houver céu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Gera sons - ao vivo".
2006 - Não Mexa Comigo. [com Casca de Nós] - Estrela Ruiz Leminski e Teo Ruiz, no disco "Tudo tem recheio".
:: Fonte "kamiquase" - atualizações disponíveis no link. (acessado em 1.6.2015).


"Existe um paradoxo nos produtos culturais, superiores frutos do trabalho humano: eles sobre-vivem ao autor, são uma vingança da vida contra a morte. por outro lado, só podem fazer isso porque são morte: suspensão do fluxo de tempo, pompas fúnebres, pirâmides do Egito."
- Paulo Leminski, do livro "Vida". [reunião das 4 biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski]. Porto Alegre: Sulina, 1990, p. 6. 


PAULO LEMINSKI - GRAVAÇÕES MUSICAIS EM PARCERIA
Letras: Paulo Leminski - Música: dos parceiros.
1976 - Festa Feira. [com Celso Loch], no disco "Mapa - Movimento de atuação Paiol".
1977/78 - Me provoque pra ver e Buraco no coração. [1º compacto], da banda "A chave".
1982 - Promessas demais. [com Moraes Moreira e Zeca Barreto], gravação por Ney Matogrosso.
1982 - Decote Pronunciado. [com Moraes Moreira e Pepeu Gomes], no disco "Coisa acesa".
1982 - Baile no meu coração; Pernambuco Meu. [com Moraes Moreira], no disco "Coisa acesa".
1983 - Sempre Ângela. [com Moraes Moreira e Fred Góes], no disco "Sempre Ângela" de Ângela Maria.
P. Leminski, por Fernando Carvall
1983 - Oxalá; Teu cabelo. [com Moraes Moreira], no disco "Pintando o 8".
1984 - Mancha de Dendê não sai. [com Moraes Moreira], no disco "Mancha de dendê não sai".
1984 - Milongueira da Serra Pelada; O Prazer do Poder; Circo Pirado; Xixi nas estrelas; Cadê Vocês?; Coração de Vidro; Frevo Palhaço; Viva a Vitamina. [com Guilherme Arantes] no disco "Pirlimpimpim 2".
1985 - Alma de Guitarra. [com Moraes Moreira], no disco "Tocando a vida".
1985 - Vamos Nessa. [com Itamar Assumpção], no disco "Sampa midnight".
1986 - Desejos Manifestos. [com Moraes Moreira e Zeca Barreto], no disco "Mestiço é isso".
1986 - Morena Absoluta. [com Moraes Moreira], no disco "Mestiço é isso".
1988 - UTI. [com Arnaldo Antunes], gravado por Clínica no disco "Clínica".
1990 - Oração de um Suicida. [com Pedro Leminski, Blindagem], no disco "Blindagem".
1990 - Sou legal eu sei; Não posso ver; Palavras; Hoje; Marinheiro; Quanto tempo mais; Legião de anjos. [com Ivo Rodrigues], no disco "Blindagem".
1991 - Lêda. [com Moraes Moreira], no disco "Cidadão".
1991 - Morena Absoluta. [com Moraes Moreira], no disco "Optimun in Habbeas Coppus".
1992 - Polonaise; e Subir Mais. [com José Miguel Wisnik] no disco "José Miguel Wisnik".
1993 - Alles Plastik. [com Carlos Careqa], no disco "Todos os homens são iguais".
1993 - Freguês Distinto. [com Edvaldo Santana], no disco "Lobo solitário".
1993 - Custa nada sonhar. [com Itamar Assumpção], no disco 'Bicho de sete cabeças".
1994 - Polonaise. [com José Miguel Wisnik], na trilha sonora do filme "Ed Mort".
1995 - O Deus. [com Edvaldo Santana e Ademir Assunção], no disco "Tá Assustado?" de Edvaldo Santana.
1996 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção], gravado por Zizi Possi no disco "Mais simples".
1996 - Ode X. [com Marcelo Solla], no disco "Marcelo Solla".
1997 - Lua no Cinema. [com Eliakin Rufino], no disco "Sansara" da Sansara.
1997 - Lêda. [com Moraes Moreira], no disco "50 Carnavais".
1997 - Mancha de dendê não sai. [com Moraes Moreira], no disco "50 Carnavais".
1997 - Parece que foi ontem. [com Bernardo Pelegrini], no disco "Quero seu endereço", da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1997 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assunção], no disco "Quero seu endereço", da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1998 - Legião de Anjos; e Rapidamente. [com Ivo Rodrigues], no disco "Dias Incertos".
1995 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção e Banda Beco], no disco "Beco".
1995 - V. de Viagem; Peso da Lua. [com Banda Beco], no disco "Beco".
1998 - Coisas. [com Celso Loch], no disco "Verfremdungseffekt blues".
1998 - Além Alma. [com Arnaldo Antunes], no disco "um som".
1998 - Dor Elegante. [com Itamar Assumpção], no disco "Petrobras".
1998 - Enquanto vivo. [com Hilton Barcelos], no disco "Olhos de luz".
1999 - Todo susto sob a forma de um súbito arbusto. [com o grupo Soma], no disco “Hoje cedo”.
1999 - Perdendo Tempo. [com Thadeu; Roberto Prado; e Walmor Douglas], trilha sonora do filme “Bar Babel” da banda Maxixe Machine.
2000 - Dor Elegante. [com Edvaldo Santana], no disco “Edvaldo Santana”.
2000 - O Velho Leon e Natália em Coyoacán. [com Vitor Ramil], no disco “Tambong”.
2000Reza. [com Titane - musicada por Zeca Baleiro], no disco “Sá Rainha”.
2000 - O Disco Voará. [com Reinaldo Godinho], no disco “Semente bem dita”.
2000Reza. [com Miriam Maria - musicada por Zeca Baleiro], no disco “Rosa fervida em mel”.
2000 - Polonaise II. [com Anna Toledo], no disco “Viva!”.
2001 – Luzes. [com Arnaldo Antunes], no disco “Paradeiro”.
2001 - A palmeira estremece. [com Guca Domenico], no disco "Te vejo".
P. Leminski, por Marcos Guilherme
2001- Perdendo Tempo. no disco “Cartografia Musical Brasileira - Paraná e Santa Catarina", produzido pelo Itaú cultural.
2002 - Tudo a mil. [com Vange Milliet], no disco “Tudo em mim anda a mil”.
2002- Xixi nas estrelas. [com Jair Oliveira], no disco “Superfantástico - quando eu era pequeno”.
2002Oxalá (Cesta Cheia De Sexta). [com Gilberto Gil], no disco “To be alive is good”. (Anos 80)
2003 - A lua foi ao cinema. [com Black Maria], no disco “Os quatro elementos-fogo”. (coletânea de bandas paranaenses).
2003 - A lua foi ao cinema. [com Black Maria], no disco “Geração pedreira rock”. (Coletânea)
2004Isto. [com Carlos Careqa], no disco “Não sou filho de ninguém”.
2004 - Polonaise. [com Eveline Hecker], no disco “Ponte aérea”.
2004 - Zum-zum-zum; Garganta; Enquanto; Divisa dona; Comportamento, Live with me (parceria com Shakespeare). A chave; Os incomodados que se mudem; Nóis fumo. (parceria com Alice Ruiz). Adolescência; Tarde calor - o coração das meninas; 'Gracias, Graciano'; Fazia poesia. [com Marinho Gallera], no disco “Fazia poesia”.
2005Verdura. [com João Lopes], no disco “Bicho do Paraná acústico”.
2005 - Dor elegante. [com Zélia Duncan], no disco “Pré-pós-tudo-bossa-band”.
2006 - Filho de Santa Maria. [com Quarteto Repercussão], no disco “Som mestiço”.
2006 - Reza. [com Zé Guilherme], no disco “Tempo ao tempo”.
2006 - Ímpar ou Ímpar. [com Estrela Ruiz Leminski e Teo Ruiz], no disco “Música de Ruiz”.
2007 - Cabeça Cortada. [com Neuza Pinheiro], no disco “Olodango”.
2007- Além alma. [com Escola de Robô], no disco “Um mais um mais”.
2007 - Luzes. [com Arnaldo Antunes], no disco “Ao vivo no estúdio”.
2009 - Chuva. [com Luciana Souza], no disco “Tide”.
2009 - Ímpar ou Ímpar. [com Maísa Moura - Estrela Leminski sobre poema de Paulo Leminski], no disco “Moira”.
2009 - A lua. [com Cid Campos], no disco “Crianças crionças”.
:: Fonte "kamiquase" - atualizações disponíveis no link. (acessado em 1.6.2015).


"Exército. Olhem bem para essa palavra, olhem atentamente. Daqui a pouco, vocês nunca mais a verão. Com a morte do acento nas proparoxítonas, “exército” vai se escrever “exercito”. Não distinguiremos mais o substantivo da primeira pessoa do verbo, a não ser pelo contexto. Uma frase, como, por exemplo, “eu exercito o meu exército” vai ser, simplesmente, “eu exercito o meu exercito” (vai dar a impressão de um exército bem pequeno, “chiquitito”, um exercito, substantivo)." 
- Paulo Leminski, do livro "Anseios crípticos (Anseios teóricos): Peripécias de um investigador do sentido no torvelinho das formas e das idéias". Curitiba: Criar Edições, 1986, p. 100-101. 

P. Leminski - foto: Acervo da família
POEMAS ESCOLHIDOS DE PAULO LEMINSKI
(observação: quando usamos reticências no título é para indicar que ele foi acrescentado apenas para facilitar o localização, esse título não faz parte do poema original)

Hai Kai
O ideograma de kawa, "rio", em japonês, pictograma de um fluxo de água corrente, sempre me pareceu representar (na vertical) o esquema do haikai, o sangue dos três versos escorrendo na parede da página...


HAI
Eis que nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
P. Leminski, por Glen Batoca
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que nasce perfeito
e, ao crescer, diminui.

KAI
Mínimo templo
para um deus pequeno,
aqui vos guarda,
em vez da dor que peno,
meu extremo anjo de vanguarda.

De que máscara
se gaba sua lástima,
de que vaga
se vangloria sua história,
saiba quem saiba.

A mim me basta
a sombra que se deixa,
o corpo que se afasta.
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". São Paulo: Brasiliense, 1987.


A uma carta pluma...
a uma carta pluma
só se responde
com alguma resposta nenhuma
algo assim como se a onda
não acabasse em espuma
assim algo como se amar
fosse mais do que bruma
uma coisa assim complexa
como se um dia de chuva
fosse uma sombrinha aberta
como se, ai, como se,
de quantos como se
se faz essa história
que se chama eu e você
- Paulo Leminski, do livro "O ex-estranho". São Paulo: Iluminuras, 1996.


Ai daqueles...
ai daqueles 
que se amaram sem nenhuma briga 
aqueles que deixaram 
que a mágoa nova 
virasse a chaga antiga 

ai daqueles que se amaram 
sem saber que amar é pão feito em casa 
e que a pedra só não voa 
porque não quer 
não porque não tem asa
- Paulo Leminski, do livro "Distraído venceremos". São Paulo: Brasiliense, 1987.


Além alma
(uma grama depois) 
Meu coração lá de longe 
faz sinal que quer voltar. 
Já no peito trago em bronze: 
NÃO TEM VAGA NEM LUGAR. 
Pra que me serve um negócio 
que não cessa de bater? 
Mais me parece um relógio 
que acaba de enlouquecer. 
Pra que é que eu quero quem chora, 
se estou tão bem assim, 
e o vazio que vai lá fora 
cai macio dentro de mim? 
- Paulo Leminski, do livro "Distraído venceremos". São Paulo: Brasiliense, 1987.


Amor, então, também, acaba? 
Amor, então, 
também, acaba? 
Não, que eu saiba. 
O que eu sei 
é que se transforma 
numa matéria-prima 
que a vida se encarrega 
de transformar em raiva. 
Ou em rima. 
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos"São Paulo: Brasiliense, 1983.


Amor...

amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito,
 agora, apenas um sopro

 ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
 e socos
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 46. 


Aqui...
aqui 
nesta pedra 
alguém sentou 
olhando o mar 
o mar 
não parou 
pra ser olhado 
foi mar 
pra tudo quanto é lado
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos"São Paulo: Brasiliense, 1983.


As flores ... 
as flores 
são mesmo 
umas ingratas 

a gente as colhe 
depois elas morrem 
sem mais nem menos 
como se entre nós 
nunca tivesse 
havido vênus 
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos"São Paulo: Brasiliense, 1983.



Arte do chá
ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo
ele veio
meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo
- Paulo Leminski, do livro "Distraído venceremos". São Paulo: Brasiliense, 1987.


Aviso aos náufragos
Esta página, por exemplo, 
Paulo Leminski, por Osvalter
não nasceu para ser lida. 
Nasceu para ser pálida, 
um mero plágio da Ilíada, 
alguma coisa que cala, 
folha que volta pro galho, 
muito depois de caída. 

Nasceu para ser praia, 
quem sabe Andrômeda, Antártida, 
Himalaia, sílaba sentida, 
nasceu para ser última 
a que não nasceu ainda. 

Palavras trazidas de longe 
pelas águas do Nilo, 
um dia, esta página, papiro, 
vai ter que ser traduzida, 
para o símbolo, para o sânscrito, 
para todos os dialetos da Índia, 
vai ter que dizer bom-dia 
ao que só se diz ao pé do ouvido, 
vai ter que ser a brusca pedra 
onde alguém deixou cair o vidro. 
Mão é assim que é a vida? 
- Paulo Leminski, do livro "Distraído venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p.15.


Contranarciso
em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas
o outro
que há em mim
é você
você
e você

assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos". São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 12.


Despropósito geral
Esse estranho hábito,
escrever obras-primas,
 não me veio rápido.
Custou-me rimas.
 Umas, paguei caro,
liras, vidas, preços máximos.
 Umas, foi fácil.
Outras, nem falo.
 Me lembro duma
que desfiz a socos.
 Duas, em suma.
Bati mais um pouco.
 Esse estranho abuso,
adquiri, faz séculos.
 Aos outros, as músicas.
Eu, senhor, sou todo ecos. 
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 90.


Dor elegante

Um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante

carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisas que os valha

ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". São Paulo: Brasiliense, 1991.



esta vida é uma viagem...
 esta vida é uma viagem
pena eu estar
 só de passagem
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 134. 


P. Leminski, por Luiz Antonio Solda

eu queria tanto...
eu queria tanto
ser um poeta maldito
a massa sofrendo
enquanto eu profundo medito

eu queria tanto
ser um poeta social
rosto queimado
pelo hálito das multidões

em vez 
olha eu aqui
pondo sal
nesta sopa rala
que mal vai dar para dois 
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos". São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 72. 


Faça os gestos certos...
Faça os gestos certos,
o destino vai ser teu aliado,
 ouço uma voz dizendo
do fundo do passado.
 Hoje não faço nada direito,
que é preciso muito peito
 pra fazer tudo de qualquer jeito.

 Ai do acaso,
se não ficar do meu lado.
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 93. 


Ler pelo não
Ler pelo não, quem dera!
Em cada ausência, sentir o cheiro forte
 do corpo que se foi,
a coisa que se espera.
 Ler pelo não, além da letra,
ver, em cada rima vera, a prima pedra,
 onde a forma perdida
procura seus etcéteras.
 Desler, tresler, contraler,
enlear-se nos ritmos da matéria,
 no fora, ver o dentro e, no dentro, o fora,
navegar em direção às Índias
 e descobrir a América.
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 87. 


Meu verso...
Meu verso, temo, vem de berço.
Não versejo porque eu quero,
 versejo quando converso
e converso por conversar.
 Pra que sirvo senão pra isto,
pra ser vinte e pra ser visto,
 pra ser versa e pra ser vice,
pra ser a super-superfície
 onde o verso vem ser mais?
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 83. 


Minifesto
 ave a raiva desta noite
a baita lasca fúria abrupta
 louca besta vaca solta
ruiva luz que contra o dia
 tanto e tarde madrugastes

 morra a calma desta tarde
morra em ouro
 enfim, mais seda
a morte, essa fraude,
 quando próspera

 viva e morra sobretudo
este dia, metal vil,
 surdo, cego e mudo,
nele tudo foi e, se ser foi tudo,
 já nem tudo nem sei
se vai saber a primavera
 ou se um dia saberei
que nem eu saber nem ser nem era
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p.17. 



P. Leminski, por (...)
Nomes a menos
Nome mais nome igual a nome,
uns nomes menos, uns nomes mais.
 Menos é mais ou menos,
 nem todos os nomes são iguais.

 Uma coisa é a coisa, par ou ímpar,
 outra coisa é o nome, par e par,
 retrato da coisa quando límpida,
 coisa que as coisas deixam ao passar.

Nome de bicho, nome de mês,
                  nome de estrela,
 nome dos amores, nomes animais,
 a soma de todos os nomes,
 nunca vai dar uma coisa, nunca mais.

Cidades passam. Só os nomes vão ficar.
 Que coisa dói dentro do nome
 que não tem nome que conte
 nem coisa pra se contar?
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 41. 


No instante do entanto...
No instante do entanto
Diga minha poesia 
E esqueça-me se for capaz 
Siga e depois me diga 
Quem ganhou aquela briga 
Entre o quanto e o tanto faz 
- Paulo Leminski, do livro "O ex-estranho"São Paulo: Iluminuras, 1996.


O que o amanhã não sabe...
 O que o amanhã não sabe,
o ontem não soube.
 Nada que não seja o hoje
jamais houve.
- Paulo Leminski, do livro "O ex-estranho". Curitiba: Fundação 
Cultural de Curitiba; São Paulo: Iluminuras, 1996, p. 47.


Poetas velhos
Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos"São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 33.


Razão de ser
 Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
 preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
 Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
 lembram folhas de papel,
quando o poema me anoitece.
 A aranha tece teias. 
O peixe beija e morde o que vê.
 Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 80. 



Senhor,
peço poderes sobre o sono,
esse sol em que me ponho
a sofrer meus ais ou menos,
sombra, quem sabe, dentro de um sonho.
Quero forças para o salto
do abismo onde me encontro
ao hiato onde me falto.
Por dentro de mim, a pedra,
e, aos pés da pedra,
essa sombra, pedra que se esfalfa.
Pedra, letra, estrela à solta,
sim, quero viver sem fé,
levar a vida que falta
sem nunca sabe quem é.
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 67. 


Sim...
sim
eu quis a prosa
essa deusa
só diz besteiras
fala das coisas
como se novas
não quis a prosa
apenas a ideia
uma ideia de prosa
em esperma de trova
um gozo
uma gosma
uma poesia porosa
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos"São Paulo: Brasiliense, 1983.


Sintonia para pressa e presságio
Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
 na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
 Soo na dúvida que separa
O silêncio de quem grita
 do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
 que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.
 Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
 e não cabe mais na sala.
- Paulo Leminski, do livro "La vie en close". 4ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 18.



Três metades
P. Leminski,  por Lema Fernandes
Meio dia, 
um dia e meio, 
meio dia, meio noite, 
metade deste poema 
não sai na fotografia, 
metade, metade foi-se. 

Mas eis que a terça metade, 

aquela que é menos dose 
de matemática verdade 
do que soco, tiro, ou coice, 
vai e vem como coisa 
de ou, de nem, ou de quase. 

Como se a gente tivesse 

metades que não combinam, 
três partes, destempestades, 
três vezes ou vezes três, 
como se quase, existindo, 
só nos faltasse o talvez. 
- Paulo Leminski, do livro "Distraído venceremos". São Paulo: Brasiliense, 1987.


Um dia...
um dia
a gente ia ser Homero
a obra nada menos que uma ilíada

depois
a barra pesando
dava pra ser aí um rimbaud
um ungaretti um fernando pessoa qualquer
um lorca um éluard um ginsberg

por fim
acabamos o pequeno poeta de província
que sempre fomos
por trás de tantas máscaras
que o tempo tratou como a flores
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos". São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 50. 


Um poema...
um poema 
que não se entende 
é digno de nota 

a dignidade suprema 
de um navio 
perdendo a rota 
- Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos". São Paulo: Brasiliense, 1983.


Vontade de chegar...
Vontade de chegar
precisa andar 
como quem já chegou 

chega de chegar 

depressa 
é muito devaga
- Paulo Leminski, do livro "Não fosse isso e era menos/não fosse tanto e era quase". Curitiba: Zap, 1980.

P. Leminski - foto: Rodolfo Guttilla

FORTUNA CRÍTICA DE PAULO LEMINSKI
[Estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros]
ABRÃO, Daniel. Poesia e pensamento no Catatau, de Paulo Leminski. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2007.
ABRÃO, Daniel; GIACONEliane Maria de Oliveira. Leminski em tempos de repressão. In: Daniel Abrão; Eliane Maria de Oliveira Giacon. (Org.). Pesquisa em Literatura - Deslocamentos, conexões e diferenças. 1ª ed., Curitiba: Appris, 2014, v. 1, p. 47-65.
ABRÃO, Daniel. Poesia e Pensamento no Catatau, de Paulo Leminski. Ave Palavra (UNEMAT), v. 10, p. 1-4, 2011.
ABRÃO, Daniel. Poesia, pensamento e política no Catatau, de Paulo Leminski. Ave Palavra (UNEMAT), v. 9, p. 149-169, 2006.
AGRA, Lúcio. Oswald de Andrade e Paulo Leminski: um diálogo. Anais do IV Congresso da Abralic - Literatura e diferença, s/d.
ALBUQUERQUE FILHO, Dinarte. Paulo Leminski: um estudo sobre o rigor e o relaxo em suas poesias. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, 2005. Disponível no link. (acessado em 31.5.2015).
ALBUQUERQUE FILHO, Dinarte. Leminski: o samurai-malandro. 1ª ed., Caxias do Sul: EDUCS, 2012.
P. Leminski - foto: (...)
ALEIXO, Ricardo. Um poeta por inteiro. O Tempo, Belo Horizonte, Magazine - jun. 1999. 
ALMEIDA, Álvaro Marins de.. Paulo Leminski: a trajetória de uma poética. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 1995.
ALMEIDA, Álvaro Marins de (Org.); GÓES, Fred (Org.). Melhores poemas de Paulo Leminski. 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 2002. v. 1. 224p.
ALMEIDA, Álvaro Marins de.. "Paulo Leminski, o haicai e outras milongas". Rio de Janeiro. Range Rede - Revista de Literatura, v. 5, p. 84-92, 1999.
ALMEIDA, Álvaro Marins de.. Leminski: en el poema, la palabra más justa. Brasil cultural - Publicación Semestral de la Embajada de Brasil en Lima, Lima, Perú, p. 20 - 27, 18 abr. 2012.
ANTUNES, Arnaldo. Vida ou vida. Suplemento Literário de Minas Gerais, Belo Horizonte, p. 24, jun. 1999.
ARAUJO, Rodrigo Michell dos Santos. Haikai do mundo haikai de mim: o nada na poesia de Paulo Leminski. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Sergipe, UFS, 2014.
ARAUJO, Rodrigo Michell dos Santos. Leminski entre Ocidente e Oriente. Interdisciplinar : Revista de Estudos em Língua e Literatura, v. 19, p. 141-153, 2013.
ARAUJO, Rodrigo Michell dos Santos. O verbal e o não-dizível da poética oriental de Paulo Leminski. Revista Litteris, v. 7, p. 1-12, 2011.
ARAUJO, Rodrigo Michell dos Santos. Uma página gritante, uma poesia porosa: o teor testemunhal da escritura de Paulo Leminski. In: XIII Congresso Internacional da ABRALIC - Associação Brasileira de Literatura Comparada, Campina Grande, 2013. v. 1. p. 1-10.
ARRIGUCCI JÚNIOR, Davi. Enigma e comentário: ensaios sobre literatura e experiência. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
ASCHER, Nelson. Leminski combinava excentricidade e exuberância. Folha de S. Paulo, São Paulo, s/d.
ASSUNÇÃO, Ademir. Leminski: o bandido que sabia latim. Revista Medusa, Curitiba, n. 6, p. 3-6, ago./set. 1999.
BAPTISTA, Josely Vianna. Curitiba de Leminski. Gazeta do Povo - Caderno G., Curitiba, 20 de mai. 1996. 
BARBOSA, Frederico. Leminski-Vida. Folha de S. Paulo - Ilustrada, São Paulo, 24 de nov.1990. 
BARTOLOMEU, Mauro Cesar. O neologismo e a categoria do novo no Catatau, de Paulo Leminski. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2011.
BONVICINO, Régis. Envie meu dicionário. Cartas e alguma crítica. São Paulo: Iluminuras, 1998.
BONVICINO, Régis. Uma carta uma brasa através. São Paulo: Iluminuras, 1992.
BUENO, Wilson. Prosa que se quer poesia. Suplemento Literário de Minas Gerais, Belo Horizonte, jun. 1999.
CALIXTO, Fabiano Antonio. Caprichos & relaxos: um livro de poeta. In: Calixto, Fabiano Antonio; Dick, André Henrique (Org.). A linha que nunca termina - Pensando Paulo Leminski. 1ed.Rio de Janeiro: Lamparina, 2005, v. , p. 129-140.
CAMPOS, Haroldo de. Uma leminkíada barrocodélica. In _____. Metalinguagem e outras metas. São Paulo: Perspectiva, 1992, p. 213-220. 
CANÇADO, José Maria. Perhappiness. Paulo Leminski: o vertiginoso dia-a-dia dessa “talvez felicidade” que é a criação literária. In: LEMINSKI, P. Paulo Leminski. 2ª ed., Curitiba: Ed. da UFPR, 1994.
CAPISTRANO, Pablo. Descoordenadas Cartesianas: em três ensaios de quase filosofia. Natal, RN: Editora Sebo Vermelho, 2001.
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 de Aguiar (Macaxeira)
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Invernáculo
Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece. 

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.

Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.

O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase.
eis a fala que me luza,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.
- Paulo Leminski, do livro "Anseios crípticos (Anseios teóricos): Peripécias de um investigador do sentido no torvelinho das formas e das idéias". Curitiba: Criar Edições, 1986, p. 9. 


"rio do mistério
que seria de mim
se me levassem a sério?"

- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos", 1987.

P. Leminski - foto: (...)
"Famoso, respeitado, dono de um enorme prestígio, Paulo Leminski realmente ampliou-se ao limite máximo e partiu em direção ao "sonho de outras esferas". Viveu com a intensidade de um samurai zen budista e construiu uma obra seguramente inscrita definitivamente na pele da prosa e da poesia brasileira. Poeta inovador, polemista irreverente, agitador imantado e - fatalidade inquestionável - humano, atingiu uma luminosidade extrema ..."
- Ademir Assunção, [em artigo]. Caderno Artes e Espetáculos do Jornal da Tarde. São Paulo, 29/3/1991.


 assim
fundo e me afundo
 de todos os náufragos
náugrafo
 o náufrago
mais
 profundo
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 43. 


P. Leminski - foto: Carlos R. Zanello de Aguiar (Macaxeira)
DOCUMENTÁRIOS
Filme: Ervilha da fantasia - uma ópera Paulo Leminskiana
Sinopse: Um documentário sobre o poeta, prosador e compositor Paulo Leminski a partir de depoimentos registrados em 1985 e reeditados posteriormente a sua morte em 1989, constituindo um verdadeiro testamento de sua obra e pensamento, intermediado por depoimentos de Sylvio Back, Geraldo Magela e Paulo Friebe.
Direção: Werner Schünemann
Duração: 30 min.
Tipo: Documentário para TV
Formato: Vídeo
Ano de produção:1985
Ano de finalização:1989
Origem: Paraná/Brasil
Produção Executiva: Altenir Silva, Willy Schumann, Werner Schumann
Edição: Eduardo Pioli Alberti.

Ervilha da fantasia, direção Werner Schünemann (1989)

"... é a bronca do homem com essa sociedade urbana industrial moderna que é uma macro máquina projetada sobre nós e que é maior do que nós e que nós temos que nos conformar a ela de um jeito ou de outro, queiramos ou não, pra nos tornarmos viáveis enquanto pessoas, pra podermos pagar as contas no final do mês, a escola das crianças e o aluguel da geladeira...
Esse é um dos papéis tradicionais da poesia, é por isso que todos os povos amam os seus poetas. Eu não sei se todos os povos amam os seus cientistas, mas todos os povos amam os seus poetas... no Brasil, poetas, digamos , vamos pegar assim Vinicius de Moraes, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Milton Nascimento, e seus parceiros, os poetas são amados por milhões... por que é que os povos amam seus poetas? É porque os povos precisam disso que os poetas dizem... uma coisa que as pessoas precisam que seja dita, o poeta não é um ser de luxo, não é uma excrescência ornamental da sociedade, é uma necessidade orgânica de uma sociedade, a sociedade precisa daquilo, daquela loucura pra respirar, é através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam que a sociedade respira. Dessa pressão que eu estava falando, de de repente você ter uma máquina encima de você, que você não escolheu, não pediu, mas não adianta nada você espernear, ela é maior que você..."
- P. Leminski, em documentário, dirigido por Werner Schumann, 1985.


Filme: Paulo Leminski - um coração de Poeta
Sinopse: Documentário sobre vida e obra do poeta paranaense Paulo Leminski, com depoimentos de Haroldo de Campos, Alberto Cardoso, Leyla Perrone, Boris Schnaiderman, Paulo Vítola, entre outros, e narrado pelo ator Paulo José.
Ficha técnica
Ano/País: 1990, Brasil
Duração: 51 min.
Direção: Sônia Garcia
Roteiro: Maria Gessy de Sales
Produtores: Giselle Lima e Rita de Cássia Veiga


Paulo Leminski - Um Coração de Poeta


FOTOS FAMÍLIA E AMIGOS
P. Leminski e Alice Ruiz - foto: (...)

Paulo Leminski, Estela Leminski, Alice Ruiz, Leila Pugnaloni (...)
- foto: (...)
Caetano Veloso, Paulo Leminski e Moraes Moreira - foto: Julio Covello

Paulo Leminski e Alice Ruiz, em 1981


Paulo Leminski e Ana Magalhães

Curitibas
Conheço esta cidade
como a palma da minha pica.
Sei onde o palácio,
sei onde a fonte fica.

Só não sei da saudade
a fina flor que fabrica
Ser, eu sei. Quem sabe,
esta cidade me significa.
- Paulo Leminski, do livro "Anseios crípticos (Anseios teóricos): Peripécias de um investigador do sentido no torvelinho das formas e das idéias". Curitiba: Criar Edições, 1986, p. 122.


"A burguesia criou um universo onde todo o gesto tem que ser útil. Há trezentos anos, pelo menos, a ditadura da utilidade é unha e carne com o lucrocentrismo de toda nossa civilização. E o princípio da utilidade corrompe todos os setores da vida, nos fazendo crer que a própria vida tem que dar lucro. Vida é dom dos deuses, para ser saboreada intensamente até que a Bomba de Nêutrons ou o vazamento da usina nuclear nos separes desse pedaço de carne pulsante, único bem de que temos certeza."
- Paulo Leminski, do livro "Anseios crípticos. Curitiba: Criar Edições, 1986, p. 58. 



MANUSCRITOS E PICHAÇÕES

Manuscrito de  P. Leminski

Pichações de Leminski em São Paulo
"Poesia Pichada" e "Matéria é Mentira"
Crédito do registro: Site "O Guia Verde"

Minifesto 2
A literatura de um país pobre
não pode ser pobre de ideias.
Pobre da arte de um país
pobre de ideias.
Pobre da ciência de um país
pobre de ideias.
Num país pobre,
não se pode desprezar
nenhum repertório.
Muito menos
os repertórios mais sofisticados.
Os mais complexos.
Os mais difíceis de aceitar à primeira vista.
Lembrem-se de Santos Dumont.
Sempre haverá quem diga 
que num país pobre
não se pode ter energia nuclear
antes de resolver o problema
da merenda escolar.
Errado.
Num país pobre,
movido a carro de boi,
é preciso por o carro na frente dos bois.
- Paulo Leminski, do livro "Ensaios e anseios crípticos". (Organização e Seleleção Alice Ruiz e Áurea Leminski). Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997, p. 15.

P. Leminski - foto: (...)
Mas ali, logo ali, nesse espaço,
lá se vai, exemplo de mim,
algo, alguém, mil pedaços,
meio início, meio a meio, sem fim.
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 47.


não discuto
 com o destino
o que pintar
   eu assino
- Paulo Leminski, do livro "Melhores poemas de Paulo Leminski". 
São Paulo: Global, 2002, p. 62.


Paulo Leminski - foto: João Urban
LEMINSKI NA REDE
:: Paulo Leminski (adm. Bruno Pereira)
:: Toda Poesia - Paulo Leminski (adm. cia das letras)


OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: Site oficial de Alice Ruiz (escritora)
:: Site oficial de João Urban (fotografo)
:: Vídeos interessantes


tudo dito,
       nada feito,
 fito e deito
- Paulo Leminski, do livro "Distraídos venceremos". 5ª ed., São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 131.


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Paulo Leminski - o poeta dos haicais e trocadilhos. Templo Cultural Delfos, fevereiro/2011. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 2.6.2015.



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13 comentários:

  1. Muito bom! Quem mergulha no universo da literatura poética com tamanha aplicação e competência, e com isso obtém o reconhecimento do qual faz jus, só há motivos para aplausos. Contudo, quero crer que quando diz que a poesia dos anos 70 foi incompetente estava provocando uma polêmica, pois não merece crédito tal assertiva, já que é ele que diz que poesia não tem utilidade.
    Com isso, claro, data maxima vênia, jamais terá o meu apoio. Prefiro entender como uma brincadeira, uma provocação. Não é razoável supor que a poesia não tenha utilidade, pois se assim fosse, o que seria dizer "eu te amo", locução esta tão simples quanto poética?
    Mas se poesia é liberdade entre outras coisas, respeito seu comentário sofismático. Sim, sofismático, pois as possibidades da poesia são inesgotáveis, até mesmo para provocar "desarmonia". Rsrsrs
    Mas dentro disso há algo que ele diz que é perfeito. Poeta se é a vida inteira, e eu concluo, mesmo que seja por apenas uma fase da vida!
    Valeu!!!

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  2. Maravilha todos esses posts, tópicos...muito bom!
    Adoro os haicais dele; sua postura sua vida...um artista ímpar!
    Sérgio Guida

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    1. Muito obrigada Sérgio!
      É gratificante ver este reconhecimento.
      Abraços e volte sempre!

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  3. Estou uma passeadora do seu blog através da indicação no Face. Parabéns! Aprendo muito e me renovo.

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    1. Obrigada, ficamos felizes que tu tenhas gostado!
      Voltes sempre!
      Abraços

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  4. Muito bom!!!
    Adoro Leminski e esse blog! :)

    Bjs,
    Mariana.
    http://felicidadeincondicional.com.br/blog/

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    1. Obrigada Mariana,
      que bom que gostastes, voltes sempre!
      Abraços

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  5. Amei!! Uma grande viagem passando por aki..
    Eva Regina

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  6. Material maravilhoso...parabéns por um trabalho tão rico e tão importante. É gratificante saber que podemos encontrar pessoas que se preocupam em propagar conhecimento, cultura...

    Andressa Melo

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    1. Obrigada Andressa!
      Fico feliz que tenhas gostado.
      Volte sempre, há sempre novidades.
      Abraços.

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  7. Faltou a obra Toda Poesia (2013), uma antologia poética da Companhia das Letras. Abraços! Parabéns pelo belíssimo trabalho!

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