Juan Rulfo - escritor de mistérios e silêncios

Juan Rulfo - foto (...)
Juan Rulfo (Juan Nepomuceno Carlos Pérez Rulfo Vizcaíno). escritor e fotografo mexicanonasceu em Jalisco, México, em 16 de maio de 1917. Passou a infância na fazenda de seus avós, em contato com a pobre gente dos campos, de quem mais tarde nos daria retratos tão vívidos e dramáticos. Numa linguagem descarnada e precisa, ele retrata em poucas linhas um quadro da desolada existência dos deserdados. Estudou para contador, trabalhou em vária organizações, mas sua vocação eram as letras.
Cedo publicou seus primeiros contos, na revista Pan, de Guadalajara. “El llano em llamas”, contos, é de 1953. “Pedro Páramo”, romance que o projetou internacionalmente como um dos nomes mais expressivos da literatura latino-americana, é de 1955. O romance foi agraciado com o Prêmio Xavier Villaurrutia. Em 1980, o crítico mexicano Jorge Ayala Branco reúne no livro “El Gallo de Oro” textos que Rulfo concebeu originalmente para o cinema. O escritor recebeu, nesse ano, o Prêmio Nacional de Literatura. Em 1983 recebe o Prêmio Príncipe das Astúrias, concedido pelo governo de Espanha.
A sua concisa produção foi admirada por grandes mestres e intelectuais de ponta, a exemplo de Jorge Luis Borges, Gabriel García Marquez e de Susan Sontag. Seus dois únicos livros Chão em chamas (El Llano en Llamas) e Pedro Páramo mereceram numerosas reedições, traduções para diversos idiomas e uma vasta fortuna crítica. Em uma pesquisa do badalado diário madrileno El País, realizada em 1999, Pedro Páramo foi o mais citado entre os dez melhores romances em língua espanhola do século XX.
A outra faceta não tão conhecida do escritor é a de fotógrafo. Entre os anos 1940 e 1960, o mesmo em que suas histórias e seu romance foram gestados, Rulfo viajou pelo interior do México e registrou, entre outros assuntos, a paisagem, a arquitetura, a população nativa. Diferentemente da econômica escrita, Rulfo não teve a mesma preocupação com a concisão no que diz respeito a sua obra fotográfica, que reúne em torno de 6 mil negativos. 
Desde 1962 até sua morte, Rulfo foi diretor do departamento de publicações do Instituto Nacional Indígena do México. Foi membro da Academia de Letras Mexicana. Rulfo faleceu no dia 7 de janeiro de 1986. Seu nome é dado ao Prêmio de Literatura Latinoamericana e do Caribe, concedido pelo México. 
:: Fonte: Releituras | e outros.
:: Juan Rulfo - página oficial = nota biográfica - cronologia (acessado em 12.6.2016).


"Rulfo foi extremamente exigente com sua escrita. Tinha obsessão pelo corte e pela exaustiva lapidação e polimento e, note-se, escrevia para combater a solidão. O manejo com as estruturas da narrativa não se assemelhava a nada feito até então na literatura local. (...). Eram ecos longínquos, já que serviam somente de base para que ele forjasse um estilo absolutamente próprio onde acomodar sua voz singular: a literatura russa do século XIX, autores nórdicos que havia lido em minúcia."
- Eric Nepomuceno, em “Anotações sobre um gigante silencioso”. (prefácio). In: RULFO, Juan. Pedro Páramo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 11.

Juan Rulfo, 1950 - © foto: Ricardo Salazar
OBRA DE JUAN RULFO PUBLICADA NO BRASIL
:: Pedro Páramo. Juan Rulfo. [tradução Jurema Finamour]. Coleção América Latina: realidade e romance, vol. 4. São Paulo: Brasiliense, 1969. 
:: Pedro Páramo e Planalto em chamas. Juan Rulfo. [tradução Eliane Zagury]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977; 1992.
:: Pedro Páramo (romance) e Chão em chamas (conto). Juan Rulfo. [tradução e prefácio de Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004.
:: Pedro Páramo. [tradução e prefácio de Eric Nepomuceno].. (título nº 92 das edições Bestbolso).  Rio de Janeiro: Record, 2008. 
:: Chão de chamas. Juan Rulfo[tradução Eric Nepomuceno]. Bestbolso. Rio de Janeiro: Record,  2015.
:: 100 fotografias: Juan Rulfo. [fotografia e textos de Juan Rulfo; seleção e textos de Andrew Dempsey e Daniele de Luigi; tradução Denise Guimarães Bottmann e Genese Andrade]. São Paulo: Cosac Naify, 2010. 

Edição portuguesa
Juan Rulfo, 1979  - Archivo de la Fundación Juan Rulfo
:: Pedro Páramo. Juan Rulfo. [tradução António José Massano]. Lisboa: Edições 70, 1980; 1988.; Lisboa: Editorial Planeta de Agostini, 1999; 2000.
:: A planície em chamas (El llano en llamas). Juan Rulfo. [tradução Ana Santos; revisão Isabel Rodrigues]. Lisboa: Cavalo de Ferro, 2003.
:: Pedro Páramo. Juan Rulfo. [tradução Rui Lagartinho e Sofia Castro Rodrigues]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2004.
:: Juan Rulfo. Obra reunida ('O llano em chamas', 1953, 'Pedro Páramo', 1955 e 'O galo de ouro', 1980).. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


Edição mexicana  - obras
conto e romance
:: Un pedazo de noche, fragmento de la novela “Los hijos del desaliento”.
:: La vida no es muy seria en sus cosas, (cuento). 1945.
:: El llano en llamas. México: Fondo de Cultura Económica, 1953.
:: Pedro PáramoMéxico: Fondo de Cultura Económica,1955.
:: Obra completa. Juan Rulfo. México: Fondo de Cultura Económica - FCE, 1985. 

cinema
:: El gallo de oro y otros textos para cine. [coord. Jorge Ayala Branco]. Biblioteca Era. El Libro de bolsillo. Ciudad de México: Ediciones Era, 1980.

fotografia
:: México: Juan Rulfo fotógrafo. (libro-catálogo). 2001.
:: Juan Rulfo: letras e imágenes. Ciudad de México: Editorial RM, 2002.
:: Tríptico para Juan Rulfo: poesía, fotografía, crítica. [coord. Víctor Jiménez, Alberto Vital e Jorge Zepeda]. Ciudad de México: Universidad Iberoamericana, 2006.
::Juan Rulfo: Oaxaca. Ciudad de México: Editorial RM, 2009.
::100 fotografías de Juan Rulfo[fotografía e textos de Juan Rulfo; selección y textos de Andrew Dempsey e Daniele de Luigi]. Ciudad de México: Editorial RM, 2010.

outros
:: México Indígena. Juan Rulfo. Número extraordinário. México: Instituto Nacional Indigenista, 1986. 

"Pedro Páramo é uma das melhores novelas das literaturas de língua hispânica e provavelmente da literatura universal"
- Jorge Luís Borges, in "Biblioteca pessoal".


"Há vários livros dentro deste romance conciso e contido. Uma história de amor desmesurado, desesperado e belo; também uma história da injustiça; outra, de vingança; e mais um painel depurado e amargo da realidade social nos campos do México de uma época imprecisa, e por isso mesmo, permanente; e também a história de um filho à procura do pai; e de um povoado habitado por mortos e fantasmas. "
- Eric Nepomuceno, em “Anotações sobre um gigante silencioso”. (prefácio). In: RULFO, Juan. Pedro Páramo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 17.

Juan Rulfo - foto (...)
AFORISMOS, EXCERTOS DA OBRA DE JUAN RULFO
"Um pássaro brincalhão geme ao rasar o solo, imitando um queixume de criança. Mais além ouviu-se dar um soluço de cansaço e todavia mais longe, onde começava a abrir-se o horizonte, soltou um grito e uma risada, para voltar a gemer depois."
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Juan Rulfo. Obra reunida".. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


"Faltava muito para o amanhecer. O céu brilhava de estrelas gordas, inchadas de tanta noite. A lua mostrara-se e escondera-se. Era uma dessas luas tristes que ninguém olha, de quem ninguém faz caso. Esteve ali por instantes desfigurada, sem dar qualquer luz, correndo a esconder-se atrás dos montes."
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Juan Rulfo. Obra reunida".. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


"Eu esperava ver aquilo através das recordações de minha mãe, através da sua nostalgia entrecortada de suspiros. […] Trago os olhos com que ela contemplou tudo isto, porque me deu os seus olhos para ver: “Há além, passado o desfiladeiro de Los Colimotes, uma vista extraordinariamente bela sobre uma planície verdejante, um tanto amarelada pelo milho maduro. De lá vê-se Comala, branqueando a terra, iluminando-a durante a noite.”
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Juan Rulfo. Obra reunida".. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


"– Aqui está calor – disse.
– Sim, mas isto ainda não é nada (…) Vai ver como ele aperta mais quando chegarmos a Comala. Aquilo está sobre as brasas da terra, mesmo na boca do inferno. Basta dizer-lhe que muitos dos que lá morrem, ao chegarem ao inferno, regressam em busca do seu agasalho."
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Juan Rulfo. Obra reunida".. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


"- E a tua alma? Para onde julgas que foi?
- Deve andar errando pela terra como tantas outras, à procura de vivos que rezem por ela. talvez me odeie pelos maus tratos que lhe dei, mas isso agora já não me preocupa. Descansei do vício dos seus remorsos. (...) Quando me sentei para morrer ela pediu que me levantasse e continuasse a arrastar a vida, como se ainda esperasse algum milagre que me purificasse das culpas. Nem sequer tentei (...) E abri a boca para que se fosse embora. E foi-se. Senti quando me caiu nas mãos o fiozinho de sangue com que estava amarrada ao meu coração." 
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Juan Rulfo. Obra reunida".. [tradução Rui Lagartinho, Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu; revisão Maria aida Moura]. Lisboa: Edições Cavalo de Ferro, 2010.


"A gente às vezes chegava a pensar, no meio deste caminho sem margens, que nada existiria depois; que não se poderia encontrar nada, ao final desta planura rajada de gretas e de arroios secos. Mas sim, existe algo. Há um povoado. Ouve-se o ladrar dos cachorros e sente-se no ar o cheiro da fumaça, e se saboreia esse perfume das pessoas como se fora uma esperança."
- Juan Rulfo, do conto "A terra que nos deram", no livro "Chão de chamas" (1953).. [tradução Eglê Malheiros].. publicado na revista “Ficção” de Julho de 1976, n° 7, p. 58.


"Não dizemos o que pensamos. Já faz tempo que se acabou nossa vontade de falar. Acabou-se com o calor. Qualquer um conversaria muito à vontade em outra parte, mas aqui dá trabalho. A gente conversa aqui e as palavras se esquentam na boca com o calor de fora, e ressecam a língua da gente até que acabam com o fôlego. As coisas aqui são assim. Por isso ninguém está para conversas."
- Juan Rulfo, do conto "A terra que nos deram", no livro "Chão de chamas" (1953).. [tradução Eglê Malheiros].. publicado na revista “Ficção” de Julho de 1976, n° 7, p. 58.


"- Então é coisa minha. Bem, como estava-lhe dizendo, isso de não ter voltado é modo de dizer. Mal seu cavalo acabava de passar quando ouvi que batiam na minha janela. Como é que eu vou saber se foi ilusão minha? O fato é que alguma coisa me obrigou a ir ver quem era." 
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Pedro Páramo e Planalto em chamas". [tradução Eliane Zagury]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 23.


"[...] De Apango desceram os índios com os seus rosários de macela, o seu alecrim, os seus molhos de tominho. Não trouxeram lascas de pinho porque os pinheiros estão molhados, nem tanino porque os carvalhos também estão molhados pela muita chuva. Estendem as ervas no chão, sob os arcos do portal, e esperam."
- Juan Rulfo, em "Pedro Páramo", no livro "Pedro Páramo e Planalto em chamas". [tradução Eliane Zagury]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 73.


"Tornou a me dar boa noite. E embora não houvesse crianças brincando, nem pombas, nem telhados azuis, senti que o povoado vivia. E que eu escutava somente o silêncio; talvez porque minha cabeça viesse cheia de ruídos e de vozes. De vozes, sim. E aqui, onde o ar era escasso, ouviam-se melhor essas vozes. Ficavam dentro da gente, pesadas."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p.20.


"Eu imaginava ver aquilo através das recordações da minha mãe; da sua nostalgia, entre fiapos de suspiros. Ela viveu sempre suspirando por Comala, pelo regresso; mas jamais voltou. Agora, venho eu em seu lugar. Trago os olhos com que ela viu estas coisas, porque me deu seus olhos para ver."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p.26.



"Lá estava sua mãe no umbral da porta, com uma vela na mão. Sua sombra escorrida rumo ao teto, longa, estendida. E as vigas do teto a devolviam os pedaços, despedaçada. 
- Estou triste – disse. Então ela se virou. 
Apagou a chama da vela.
Fechou a porta e abriu seus soluços, que continuaram sendo ouvidos confundidos com a chuva.
O relógio da igreja badalou as horas, uma atrás da outra, como se o tempo tivesse encolhido."
- Juan Rulfo, no livro "Pedro Páramo". [tradução de Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro: Best Bolso | Record, 2008,  p. p.27.



“[…] Nas colinas verdes. Quando soltávamos pipas na época do vento. Ouvíamos lá embaixo o rumor vivo do povoado enquanto estávamos acima dele, no alto da colina, conforme ia embora o fio de cânhamo arrastado pelo vento.” 
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 36.


“Seus lábios estavam molhados como se tivessem sido beijados pelo orvalho [...] De você, eu me lembrava. Quando você estava ali me olhando com seus olhos de água-marinha.” 
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 36.


"No dia em que você foi embora entendi que não tornaria a vê-la. Você ia tingida de vermelho pelo sol da tarde, pelo crepúsculo ensanguentado do céu. Você sorria. Deixava para trás um povoado do qual muitas vezes você mesma me disse: “Gosto daqui por sua causa; mas odeio isso aqui por causa de todo o resto, até por ter nascido aqui”. Pensei: “Não regressará jamais; não voltará nunca”."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 45.



"A madrugada foi apagando minhas recordações. Ouvia de vez em quando o som das palavras, e notava a diferença. Porque as palavras que havia ouvido até então, e só então fiquei sabendo, não tinham nenhum som, não soavam; sentiam-se; mas sem som, como as que ouvem durante os sonhos."
- Juan Rulfo, no livro "Pedro Páramo". [tradução de Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro: Best Bolso | Record, 2008,  p. 59.


"Lá você vai encontrar a minha querência. O lugar que eu amei. Onde os meus sonhos emagreceram. Meu povoado, levantado sobre a planície. Cheio de árvores e de folhas, como um cofre onde guardamos nossas memórias. Você vai sentir que ali a gente gostaria de viver para a eternidade. O amanhecer; a manhã; o meio-dia e a noite, sempre os mesmos; mas com a diferença do ar. Lá, onde o ar muda a cor das coisas, onde a vida se ventila como se fosse um murmúrio; como se fosse um puro murmúrio da vida…"
- Juan Rulfo, no livro "Pedro Páramo". [tradução de Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro: Best Bolso | Record, 2008,  p. 70.



“Penso em quando os limões amadureciam. No vento de fevereiro que rompia os talos das samambaias, antes que o abandono as secasse; os limões maduros que enchiam o velho pátio com seu perfume.” 
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 113.


"Sabe-se lá de onde, o fato é que um chegou um circo, trazendo acrobatas e trapezistas. Músicos. Primeiro se aproximavam como se fossem curiosos, e num instante já tinham se transformado em vizinhos, de maneira que houve até serenata. E assim, pouco a pouco a coisa se transformou em festa. Comala formigou de gente, de festança e de ruídos, igual que nos dias da quermesse, quando dava trabalho dar um passo pelo povoado."
- Juan Rulfo, no livro "Pedro Páramo". [tradução de Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro: Best Bolso | Record, 2008,  p. 129.



"Porque tinha medo das noites que enchiam a escuridão de fantasmas. De encerrar-se com seus fantasmas. Disso tinha medo."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p.173. 


JUAN RULFO - 0 FOTÓGRAFO
Ao escritor Juan Rulfo se deve a mais completa série de estudos etnográficos sobre as populações indígenas do México. Rulfo publicou as primeiras fotos em 1949, na revista América, realizando sua primeira exposição em 1960, em Guadalajara. Discreto e criterioso, ele só começou a ficar conhecido como fotógrafo após a grande exposição realizada no Palácio de Belas Artes da Cidade do México, em 1980, acompanhada de um catálogo, homenagem nacional, seis anos antes de sua morte.
As suas imagens revelam um México e seus habitantes, seus afetos, sua história, sua arquitetura e sua geografia com uma sensibilidade particular. A câmera de Rulfo enquadra a solidão de monumentos astecas, a solenidade e o drama de suas ruínas, a urbanidade moderna, a vastidão da paisagem e, em seus meandros, momentos prosaicos e rituais da vida dos personagens que as habitam. Susan Sontag, autora de Sobre a fotografia, disse certa vez: “Juan Rulfo é o melhor fotógrafo que conheci na América Latina”.

Autorretrato de Juan Rulfo em Nevado de Toluca (déc. 1940)


Juan Rulfo - autorretrato

Juan Rulfo - década de 1950

Juan Rulfo, Niño y grupo - década de 1950

Juan Rulfo, niña  - 1956 


Juan Rulfo - década de 1940

Juan Rulfo, Mujeres recogiendo café  - 1956


Juan Rulfo, campesinas de Oaxaca

Juan Rulfo - década de 1940

Juan Rulfo - década de 1950


“E os pardais riam; bicavam as folhas que a brisa fazia cair, e riam; deixavam suas plumas entre os espinhos dos galhos e perseguiam as borboletas, e riam. Era esse tempo”
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p.114.

Juan Rulfo - foto: Manuel Álvarez Bravo, c. 1955.
FORTUNA CRÍTICA DE JUAN RULFO
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ALCARAZ, Rafael Camorlinga. Escenas de Pedro Páramo - un drama a la mexicana. Anuario Brasileño de Estudios Hispánicos, Brasilia, DF, v. 4, p. 137-145, 1999.
ALCARAZ, Rafael Camorlinga. La figura del sacerdote en Pedro Páramo. Fragmentos (Florianópolis), Florianópolis, v. 1, n.27, p. 57-77, 2005.
ALCARAZ, Rafael Camorlinga. Juan Rulfo en portugués: la literatura mexicana en diálogo con la brasileña. In: XIX Coloquio de Literatura Mexicana e Hispanoamericana, 2003, Hermosillo. Actas del XIX Coloquio de Literatura Mexicana e Hispanoamericana, 2003.
ALONSO, Juliano Gaeschlin. Para chegar a Susana San Juan: as jornadas épica e mítica em Pedro Páramo. (Dissertação Mestrado em Letras Neolatinas). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2003.
Juan Rulfo - foto (...)
ALONSO, Juliano Gaeschlin. Para chegar a Susana San Juan : as trajetórias épica e mítica em Pedro Parámo. In: III Colóquio de Pós-graduação e Pesquisa em Letras Neolatinas, 2003. v. 1. p. 21-22.
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ARMANDO, Maria Luiza de Carvalho.. Buscando el origen y la muerte: notas de una lectura de Pedro Páramo (Juan Rulfo). Fragmentos, Florianópolis (SC), 1989, v. 2, n.2, p. 24-65, 1989.
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"Na verdade, nunca houve na América Latina um escritor mais silencioso que Rulfo. Este gigante em silêncio foi certamente o maior escritor mexicano do século XX, um dos maiores da América Latina e da literatura universal de seu tempo. Seus dois e solitários livros foram suficientes para instalá-lo de vez no pedestal reservado aos mestres e mestras."
- Eric Nepomuceno, em “Anotações sobre um gigante silencioso”. (prefácio). In: RULFO, Juan. Pedro Páramo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 7.


“Se trabaja con imaginación, intuición y una verdad aparente; cuando esto se consigue, entonces se logra la historia que uno quiere dar a conocer.”
- Juan Rulfo

AMIZADES LITERÁRIAS


Jorge Luis Borges e Juan Rulfo - foto: Rogelio Cuéllar  (1973)


Pablo Neruda e Juan Rulfo - foto: Sara Facio

Mario Vargas Llosa e  Juan Rulfo - foto: Hans Ehrmann | memória chilena

Gabriel García Márquez  e Juan Rulfo - foto: Rafael López Castro (déc.  1980)

Juan Carlos Onetti e Juan Rulfo - foto: acervo Fundación Juan Rulfo

"Ele achava que a conhecia. E, mesmo se não fosse assim, será que não bastava saber que ela era a criatura mais amada por ele sobre a terra? E que além do mais, e isso era o mais importante, serviria para que ela andasse pela vida alumbrando-se com aquela imagem que apagaria todas as outras recordações. Mas qual era o mundo de Susana San Juan? Essa foi uma das coisas que Pedro Páramo jamais chegou a saber."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 137.


ENTREVISTA COM JUAN RULFO
Juan Rulfo - Entrevista a fondo



"Havia uma lua grande no meio do mundo. Eu perdia meus olhos olhando você. Os raios da lua filtrando-se sobre a sua cara. Não me cansava de ver essa aparição que era você. Suave, esfregada de lua; sua boca inchada e suave, umedecida, colorida de estrelas; seu corpo transparentando-se na água da noite."
- Juan Rulfo, em 'Pedro Páramo', no livro "Pedro Páramo e Chão em chamas". [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, p. 172.


Juan Rulfo (autorretrato) en la capilla abierta de Tlalmanalco - década 1949
FILMOGRAFIA DE JUAN RULFO
Filme: También ellos tienen ilusiones
Gênero: Cortometraje
Direção: Adolfo Garnica 
Roteiro: Adolfo Garnica. Diálogos: Juan Rulfo
País/ano: 1954-1956


Filme: Talpa 
Direção: Alfredo B. Crevenna 
Roteiro: Edmundo Báez, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1955


Filme: Viva la tierra
Gênero: Cortometraje
Direção: Adolfo Garnica 
Roteiro: s/textos de Juan Rulfo. Historia de Luis Garnica
País/ano: 1958


Filme: El despojo
Gênero: Cortometraje
Direção: Antonio Reynoso, 1958-1960). 
Guión: s/textos de Juan Rulfo
País/ano: 1958-1960

Rulfo, por Naranjo

Filme: Paloma herida
Direção: Emilio Indio Fernández 
Roteiro: Juan Rulfo, s/argumento de Emilio Indio Fernández
País/ano: 1962


Filme: El gallo de oro
Direção: Roberto Gavaldón 
Roteiro: Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez, Roberto Gavaldón, s/argumento de Juan Rulfo
País/ano: 1964
Duração: 29 min.


Filme: La fórmula secreta
Direção: Rubén Gámez 
Roteiro: Rubén Gámez, s/textos de Juan Rulfo. Cortometraje.
País/ano: 1964


Filme: Pedro Páramo
País/ano: México - 1966
Duração: 105 min.
Direção: Carlos Velo
Argumento e roteiro: Carlos Fuentes, Carlos Velo y Manuel Barbachano Ponce, baseado em novela homônima de Juan Rulfo 
Fotografia (p&B): Gabriel Figueroa 
Música: Joaquín Gutiérrez Heras 
Edição: Gloria Schoemann 
Intérpretes: John Gavin, Pilar Pellicer, Ignacio López Tarso, Julissa, Graciela Doring, Carlos Fernández
Produtora: CLASA Films Mundiales y Manuel Barbachano Ponce.


Filme: El rincón de las vírgenes
Direção: Alberto Isaac 
Roteiro: Alberto Isaac, s/cuentos Anacleto Morones y El día del derrumbe, de Juan Rulfo
País/ano: 1972


Filme:¡Diles que no me maten! 
Gênero: Cortometraje
Direção: Antonio Jiménez Pons 
Roteiro: Luis Moreno, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1973


Filme: ¿No oyes ladrar a los perros? / N´entends-tu pas les chiens aboyer?
Direção: Fraancois Reichenbach, 1974). 
Roteiro e Diálogos: Carlos Fuentes, s/adaptación de Jacqueline Lefebre, Noel Howard, Francois Reinchenbach, inspirados en cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1974


Filme: Que esperen los viejos / Emigrantes
Gênero: Cortometraje
Direção: José Bolaños 
Roteiro: José Bolaños, s/texto de Juan Rulfo
País/ano: 1976


Filme: Pedro Páramo / El hombre de la media luna
País/ano: 1976-1977
Duração: 108 min.
Direção: José Bolaños 
Argumento e roteiro: Juan Rulfo y José Bolaños, baseado na novela Pedro Páramo.
Fotografia (cor): Jorge Stahl hijo 
Música: Ennio Morricone 
Edição: Carlos Savage hijo 
Intérpretes: Manuel Ojeda, Venetia Vianelo, Bruno Rey, Jorge Martínez de Hoyos, Patricia Reyes Spíndola, Blanca Guerra. 
Produção: Conacine 

Juan Rulfo, por Luis Trimano | 'Revista 7 dias
ilustrados'. Buenos Aires 1969.

Filme: El hombre
Direção: José Luis Serrato 
Roteiro: José Luis Serrato, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1978


Filme: ¡Diles que no me maten!
Gênero: Cortometraje
Direção: Gherardo Garza Fausti 
Roteiro: Gherardo Garza Fausti, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1979


Filme: Talpa 
Direção: Gastón T. Melo
Roteiro: Alejandro Pohlenz, Lidia Camacho, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1982


Filme: ¡Diles que no me maten! 
Gênero: Cortometraje
Direção: Francisco Becerra
Roteiro: s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1983


Filme: Tras el horizonte
Gênero: Cortometraje
Direção: Mitl Valdés
Roteiro: Mitl Valdés, s/cuento El hombre, de Juan Rulfo
País/ano: 1984


Filme: Los confines 
Direção: Mitl Valdés
Roteiro: Mitl Valdés, s/los cuentos El hombre, ¡Diles que no me maten!, Talpa y fragmentos de Pedro Páramo, de Juan Rulfo
País/ano: 19841985


Filme: El imperio de la fortuna
Direção: Arturo Ripstein
Roteiro: Paz Alicia Garciadiego, s/argumento El gallo de oro, de Juan Rulfo
País/ano: 1985


Filme: La cuesta de las comadres 
Direção: Oscar Menéndez
Roteiro: Textos de Juan Rulfo. Cortometraje.
País/ano: 1990


Filme: Un pedazo de noche
Gênero: Cortometraje
Direção: Luis Manuel Serrano
Roteiro: Patricio Ruffo, Gerardo Lara, Luis Manuel Serrano, s/texto de Juan Rulfo
País/ano: 1991

Juan Rulfo, por Télam

Filme: Luvina 
Gênero: Cortometraje
Direção: Lucinda Martínez 
Roteiro: Lucinda Martínez, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1991


Filme: Rulfo Aeternum
Gênero: Mediometraje. Video
Direção: Rafael Corkidi
Roteiro: Rafael Corkidi, s/cuento La herencia, de Matilde Arcángel, Juan Rulfo
País/ano: 1991


Filme: Agonía
Gênero: Cortometraje
Direção: Jaime Ruiz Ibáñez
Roteiro: Jaime Ruiz Ibáñez, s/cuento Los girasoles, de Juan Rulfo
País/ano: 1991


Filme: Pedazo de noche
Gênero: Cortometraje
Direção: Roberto Rochín Naya
Roteiro: Roberto Rochín Naya, Tomás Pérez Turrent, Elías Nahmias, s/cuento homónimo de Juan Rulfo
País/ano: 1994


Filme: Rubén Jaramillo, 1900-1962, una historia mexicana
Gênero: Mediometraje. Video
Direção: Oscar Menéndez
Roteiro: Investigación de Fernando Acosta
Textos: Juan Rulfo
País/ano: 1997
:: Fonte: Escritores Mexicanos - Juan Rulfo | Juan Rulfo - Site oficial (11/12.6.2016).
:: WEATHERFORD, Douglas J.. Juan Rulfo y el cine. in: Juan Rulfo, especial. Disponível no link. (acessado em 12.6.2016).


ASOMBRO POR JUAN RULFO
- por Gabriel García Márquez


Juan Rulfo e Gabriel García Márquez (década de 1980)
foto: Rafael López Castro
El descubrimiento de Juan Rulfo -como el de Franz Kafka- será sin duda un capítulo esencial de mis memorias. Yo había llegado a México el mismo día en que Ernest Hemingway se dio el tiro de la muerte, el 2 de julio de 1961, y no sólo no había leído los libros de Juan Rulfo, sino que ni siquiera había oído hablar de él. Yo vivía en un apartamento sin ascensor de la calle Renán, en la colonia Anzures. Teníamos un colchón doble en el suelo del dormitorio grande, una cuna en el otro cuarto y una mesa de comer y escribir en el salón, con dos sillas únicas que servían para todo.
Habíamos decidido quedarnos en esta ciudad que todavía conservaba un tamaño humano, con un aire diáfano y flores de colores delirantes en las avenidas, pero las autoridades de inmigración no parecían compartir nuestra dicha. La mitad de la vida se nos iba haciendo colas inmóviles, a veces bajo la lluvia, en los patios de penitencia de la Secretaría de Gobernación.
Yo tenía 32 años, había hecho en Colombia una carrera periodística efímera; acababa de pasar tres años muy útiles y duros en París y ocho meses en Nueva York, y quería hacer guiones de cine en México. El mundo de los escritores mexicanos de aquella época era similar al de Colombia y me encontraba muy bien entre ellos. Seis años antes había publicado mi primera novela, La hojarasca, y tenía tres libros inéditos: El coronel no tiene quien le escriba, que apareció por esa época en Colombia; La mala hora, que fue publicada por la editorial Era, poco tiempo después a instancias de Vicente Rojo, y la colección de cuentos de Los funerales de la mamá grande. De modo que era yo un escritor con cinco libros clandestinos, pero mi problema no era ése, pues ni entonces ni nunca había escrito para ser famoso, sino para que mis amigos me quisieran más y eso creía haberlo conseguido.
Mi problema grande de novelista era que después de aquellos libros me sentía metido en un callejón sin salida y estaba buscando por todos lados una brecha para escapar. Conocí bien a los autores buenos y malos que hubieran podido enseñarme el camino y, sin embargo, me sentía girando en círculos concéntricos, no me consideraba agotado; al contrario, sentía que aún me quedaban muchos libros pendientes pero no concebía un modo convincente y poético de escribirlos. En ésas estaba, cuando Álvaro Mutis subió a grandes zancadas los siete pisos de mi casa con un paquete de libros, separó del montón el más pequeño y corto, y me dijo muerto de risa: ''Lea esa vaina, carajo, para que aprenda''; era Pedro Páramo.
Aquella noche no pude dormir mientras no terminé la segunda lectura; nunca, desde la noche tremenda en que leí "La metamorfosis" de Kafka, en una lúgubre pensión de estudiantes de Bogotá, casi 10 años atrás, había sufrido una conmoción semejante. Al día siguiente leí El llano en llamas y el asombro permaneció intacto; mucho después, en la antesala de un consultorio, encontré una revista médica con otra obra maestra desbalagada: La herencia de Matilde Arcángel; el resto de aquel año no pude leer a ningún otro autor, porque todos me parecían menores.
No había acabado de escapar al deslumbramiento, cuando alguien le dijo a Carlos Velo que yo era capaz de recitar de memoria párrafos completos de Pedro Páramo. La verdad iba más lejos, podía recitar el libro completo al derecho y al revés sin una falla apreciable, y podía decir en qué página de mi edición se encontraba cada episodio, y no había un solo rasgo del carácter de un personaje que no conociera a fondo.
Más tarde, Carlos Velo y Carlos Fuentes me invitaron a hacer con ellos una revisión crítica de la primera adaptación del Pedro Páramo para el cine. Había dos problemas esenciales: el primero, era el de los nombres. Por subjetivo que se crea, todo un nombre se parece en algún modo a quien lo lleva y eso es mucho más notable en la ficción que en la vida real. Juan Rulfo ha dicho, o se lo han hecho decir, que compone los nombres de sus personajes leyendo lápidas de tumbas en los cementerios de Jalisco; lo único que se puede decir a ciencia cierta es que no hay nombres propios más propios que los de la gente de sus libros; aún me parecía imposible y me sigue pareciendo, encontrar jamás un actor que se identificara sin ninguna duda con el nombre de su personaje.
Lo malo de esos preciosos escrutinios es que las cerrazones de la poesía no son siempre las mismas de la razón. Los meses en que ocurren ciertos hechos son esenciales para el análisis de la obra de Juan Rulfo, y yo dudo de que él fuera consciente de eso. En el trabajo poético -y Pedro Páramo lo es, en su más alto grado- los autores suelen invocar los meses por compromisos distintos del rigor cronológico; más aún, en muchos casos se cambia el nombre del mes, del día y hasta del año, sólo por eludir una rima incómoda, oír una cacofonía, sin pensar que esos cambios pueden inducir a un crítico a una confusión terminante. Esto ocurre no sólo con los días y los meses, sino también con las flores; hay escritores que no se sirven de ellas por el prestigio puro de sus nombres, sin fijarse muy bien si se corresponden al lugar o a la estación, de modo que no es raro encontrar buenos libros donde florecen geranios en las playas y tulipanes en la nieve. En el Pedro Páramo donde es imposible establecer de un modo definitivo dónde está la línea de demarcación entre los muertos y los vivos, las precisiones son todavía más quiméricas, nadie puede saber en realidad cuánto duran los años de la muerte.
He querido decir todo esto para terminar diciendo que el escrutinio a fondo de la obra de Juan Rulfo me dio por fin el camino que buscaba para continuar mis libros, y que por eso me era imposible escribir sobre él, sin que todo esto pareciera sobre mí mismo; ahora quiero decir, también, que he vuelto a releerlo completo para escribir estas breves nostalgias y que he vuelto a ser la víctima inocente del mismo asombro de la primera vez; no son más de 300 páginas, pero son casi tantas y creo que tan perdurables como las que conocemos de Sófocles.
- Gabriel García Márquez, "Asombro por Juan Rulfo". (texto leído por Gabriel García Márquez el jueves 18 de septiembre de 2003, fecha en que se cumplió el cincuentenario de la primera edición de El Llano en llamas, en el programa radiofónico De 1 a 3). fonte: CiudadSeva.




Juan Rulfo, por (...)
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OUTRAS FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Juan Rulfo - Detalle del autor - Enciclopedia de la Literatura en México
:: Escritores Mexicanos - Juan Rulfo 
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Juan Rulfo - escritor de mistérios e silêncios. Templo Cultural Delfos, junho/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 12.6.2016.


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