José J. Veiga - escritor goiano cosmopolita

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José J. Veiga (escritor) filho de Maria Marciana Jacinto e Luiz Pereira da Veiga, nasceu em Corumbá de Goiás, no dia 2 de fevereiro de 1915, na fazenda Morro Grande, entre Corumbá e Pirenópolis. Ele saiu de Corumbá após a morte da mãe, visto que o pai não tinha condições de sustentar o filho. José Veiga passou a morar com os tios, na capital do Estado, então, a Cidade de Goiás.
José J. Veiga estudou humanidades no Lyceu de Goiás e, aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade Nacional de Direito. Em 1945, ao ser contratado pela BBC de Londres, foi para a Inglaterra, onde trabalhou como comentarista e tradutor de programas para o português. No retorno ao Brasil, em 1949, ele exerceu o jornalismo, escrevendo para o jornal O Globo; depois, para o jornal Tribuna da Imprensa e Seleções do Reader’s Digest. Aos 44 anos, José Veiga publicou contos no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil.
Em 1959, José Veiga ganhou o Prêmio Fábio Prado, com seu livro de contos Os cavalinhos de Platiplanto, sua obra de estreia e que marcou a escolha de seu nome literário, com a decisiva participação do mineiro Guimarães Rosa, de quem era amigo e que, com fortes argumentos numerológicos e estilísticos, sugeriu a inserção do J. no nome do autor, que acolheu a dica e passou a usar José J. Veiga. Desde então, ele não gostava que grafassem J.J. Veiga e preferia José Veiga ou, como ficou nacional e internacionalmente conhecido, José J. Veiga. 
José J. Veiga publicou várias obras significativas para a literatura brasileira: Os cavalinhos de Platiplanto (contos).1959; A hora dos ruminantes (romance). 1966; A máquina extraviada (contos). 1967; Sombras de reis barbudos (romance).1972; Os pecados da tribo (novela). 1976; O professor Burrim e as quatro calamidades. [Coleção do Pinto]. 1978; De jogos e festas (novelas). 1980; Aquele mundo de Vasabarros (romance). 1982; Torvelinho dia e noite (romance). 1985; A casca da serpente (romance). 1989; O risonho cavalo do príncipe (romance). 1992; O relógio Belisário (romance). 1995; Tajá e sua gente. 1997; Objetos turbulentos (contos). 1998. O autor goiano ainda traduziu grandes obras da literatura mundial, como Ernest Hemingway e teve livros publicados nos seguintes países: Portugal, Espanha, México, Suécia, Estados Unidos, Inglaterra, Noruega e Dinamarca.
Pelas características das suas obras literárias, José J. Veiga é visto como um autor de estilo refinado, contista envolvente e mestre na tradução da língua inglesa. Quando seus livros foram considerados Literatura Fantástica, o próprio autor não aceitou, pois considerava o rótulo apenas um modismo, ao qual era antecessor. O trabalho do escritor goiano foi consagrado e reconhecido pelos leitores, também pela abordagem político/social, quando o Brasil era governado pela ditadura militar.
José J. Veiga ganhou, em 1997, o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, reconhecendo a importância do conjunto de sua obra.
O escritor goiano José J. Veiga faleceu no dia 19 de setembro de 1999, aos 84 anos, no Rio de Janeiro, onde viveu por 49 anos. 
:: Fonte: Centro Cultural Oscar Niemeyer (acessado em 7.6.2016). 


"Escrevo para conhecer melhor o mundo e as pessoas. Quem prestar atenção verá que os meus livros são indagativos, não explicativos. Isso faz deles um jogo ou um brinquedo entre autor e leitor; ambos indagando, juntos ou não, e descobrindo – ou não. Os meus textos são um exercício, ou uma aventura, ou um passeio intelectual. Eles não “acabam” no sentido tradicional, e nesse não acabar é que entra a colaboração do leitor. Mais tarde encontrei esta frase num livro de Julien Gracq: “Escrevo para saber o que vou encontrar”. Fiquei feliz."
- José J. Veiga, em "Por que escrevo?". (fôlder - O escritor por ele mesmo). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1996, f. 2.

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OBRA DE JOSÉ J. VEIGA
Conto
:: Os cavalinhos de platiplantoRio de Janeiro, Nítida, 1959; São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
:: A máquina extraviadaRio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.
:: 
Objetos turbulentosRio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

Romance
:: A hora dos ruminantes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966; São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
:: Sombras de reis barbudosRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972; São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
:: Aquele mundo de vasabarrosRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.
:: Torvelinho dia e noite. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985.
José J. Veiga, por (...)
:: A casca da serpenteRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.
:: O risonho cavalo do príncipeRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992.
:: O relógio belizárioRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.

Novela
:: Os pecados da triboRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.
:: De jogos e festasRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980

Infanto-juvenil
:: Tajá e sua genteRio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
:: O professor Burim e as quatro calamidades Coleção do Pinto. Belo Horizonte: Comunicação, 1978.

Outros
:: O Almanach de Piumhy. nº 3.  (restaurado por José J. Veiga). Rio de Janeiro: Editora Record, 1988.
:: José J. Veiga. Por que escrevo?. (fôlder - O escritor por ele mesmo). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1996

Ensaio
:: Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

Seleta
:: Os melhores contos de J. J. Veiga[seleção de J. Aderaldo Castelo]. São Paulo: Global Editora, 1989.

Antologia (participação)
:: O conto brasileiro em Goiás. [organização Gilberto Mendonça Teles]. Goiânia: Departamento Estadual de Cultura, 1969.  
:: Antologia do conto goiano. [organização Vera Maria Tietzmann Silva e Darcy França Denófrio]. vol's 2. Goiânia: CEGRAF, UFG, 1992.
:: Os cem melhores contos brasileiros do século. (diversos autores).. [organização e seleção Ítalo Morriconi]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2000.

Tradução realizada
:: Ernest Hemingway. Contos. vol's 2. [tradução Enio Silveira e José J. Veiga]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.


José J. Veiga, por (...)

AFORISMOS E EXCERTOS


"(...) - Aquela gente... o senhor não sabe quem é. Não queira cair na bigorna deles. (...) – Agradeço o aviso, mas gosto de matar minhas cobras eu mesmo. Está vendo minhas ferramentas aí na parede? Estão compradas e pagas, e só trabalham em serviço que eu escolho. Esse é o meu sistema. Remendo de carroça não faço nem vivo nem morto. (...) Manuel pensou no Geminiano antigo tão senhor de si, correto, respeitador dos direitos alheios. Que força teria conseguido transformar aquele homem inteiriço nesse inútil feixe de medos?"
-  José J. Veiga, no livro "A hora dos ruminantes". Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.



"(...) Ferreiro também trabalha batendo, pondo força. Mas tem uma diferença: ele tem uma medida a encher, um ponto a chegar, uma ideia a seguir; não bate para cortar nem rachar, bate para achatar, arredondar, conformar. Ferreiro trabalha fazendo, não desmanchando; e se desmancha é para fazer de outro de outro jeito. Na brutalidade do ferreiro tem uma delicadeza escondida."
-  José J. Veiga, no livro "A hora dos ruminantes". Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.


"(...) O passado já estava vencido, bem ou mal. Até o medo aguentado sabe-se lá como, era agora um ganho. Mas os males ainda inéditos, o trabalho de passar a vida a limpo, as revisões, o desentulho... –saberiam eles aproveitar certo as lições?" 
-  José J. Veiga, no livro "A hora dos ruminantes". Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.


"A felicidade tem mais essa vantagem de deixar a pessoa ser ela mesma, não mudar diante de estranhos." 
-  José J. Veiga, do conto "A espingarda do Rei da Síria", no livro 'Os melhores contos de J. J. Veiga'. [seleção de J. Aderaldo Castelo]. 4ª ed., São Paulo: Global Editora, 2000.


"Quando uma pessoa atravessa a linha, morre de um lado mas nasce de outro."
-  José J. Veiga, do conto "Na estrada do amanhece", no livro 'Os melhores contos de J. J. Veiga'. [seleção de J. Aderaldo Castelo]. 4ª ed., São Paulo: Global Editora, 2000.


"O meio da tarde é a melhor hora. O céu é claro e sem nuvem, o sol esquenta as pedras, os ferros, as telhas. Se a pessoa fica na sombra e olha o chão, principalmente o chão calçado, vê um tremor no ar, como se o chão fervesse."
-  José J. Veiga, do conto "Na estrada do amanhece", no livro 'Os melhores contos de J. J. Veiga'. [seleção de J. Aderaldo Castelo]. 4ª ed., São Paulo: Global Editora, 2000.



"Formiga não perde tempo. Lá estavam elas, ativas, atacando. Aí ele pensou nos muitos bichos que morrem na estrada e são comidos por outros bichos. A estrada é perigosa para todos, até para formigas. Quantas formigas aqueles dois cavalos não tinham matado naquele dia? Numa pisada só, quantas não morrem? Não é só bala que mata. Bala de carabina 44, a ponta rachada em cruz pra fazer maior estrago."
-  José J. Veiga, do conto "Na estrada do amanhece", no livro 'Os melhores contos de J. J. Veiga'. [seleção de J. Aderaldo Castelo]. 4ª ed., São Paulo: Global Editora, 2000.


"O menino sentado à minha frente é meu irmão, assim me disseram; e bem pode ser verdade, ele regula pelos dezessete anos, justamente o tempo em que estive solto no mundo, sem contato nem notícia. Quanta coisa muda em dezessete anos, até os nossos sentimentos, e quanta coisa acontece – um menino nasce, cresce e fica quase homem e de repente nos olha na cara e temos que abrir lugar para ele em nosso mundo, e com
urgência porque ele não pode mais ficar de fora." 
- José J. Veiga, do conto "Entre irmãos", no livro "Os cavalinhos de platiplanto". (contos) Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988. 



"Quando uma casa desmorona por velhice mais abandono, parece que alguma coisa da essência das pessoas que viveram nela e foram felizes — pelo menos por algum tempo ou alternadamente, já que ninguém é feliz sempre — fica pairando sobre os escombros e sobre utensílios abandonados ou esquecidos pela última família que morou nela; tanto que o poeta Pessoa escreveu num poema: "O que eu sou hoje é terem vendido a casa \ e terem morrido todos \ Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez...”. Aquela casa deve ter sido vendida várias vezes, depois envelheceu e por fim caiu."
- José J. Vieira, do conto "O espelho", no livro "Objetos turbulentos". Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1997.


"Quanto ao galo impertinente, se ainda existir seria interessante, saber que explicações os descobridores encontrarão para ele e que fim lhe destinarão — mas isso, reconheço, é uma indagação que está muito além do alcance atual da nossa imaginação."
-  José J. Veiga, do conto "O galo impertinente", no livro 'Os melhores contos de J. J. Veiga'. [seleção de J. Aderaldo Castelo]. 4ª ed., São Paulo: Global Editora, 2000.


José J. Veiga - acervo pessoal | o estadão
FORTUNA CRÍTICA DE JOSÉ J. VEIGA
ALVES-BEZERRA, Wilson. O potencial de inquietação das obras de José J. Veiga. in: O Estadão - Cultura Literatura, 18 de julho de 2015. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016).
ALVES, Elizeth da Costa.. A metaficção historiográfica em A Casca da Serpente de José J. Veiga. Travessias (UNIOESTE. Online), v. 8, p. 1-8, 2010.
ALVES, Rosemary (org. e notas) Paulo Mendes Campos e José J. Veiga - As eternas coincidências. [apresentação Flávio Pinheiro]. Coleção Literatura em Minha Casa - Crônica e Conto. Brasília: FNDE, 2003.
AMARAL, Leila Dias Pereira do.. Manarairema sofre a note: enigma, resistência e sedução em "A hora dos Ruminantes" - uma leitura sociológica de José J. Veiga. (Dissertação Mestrado em Sociologia). Universidade Federal de Goiás, 2003. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016).
AMÓRA, André Luiz Alves Caldas; CALDAS, Tatiana Alves Soares. A hora dos ruminantes - um romance metafórico. in: Anais VIIII CNLF Caderno,. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016). 
ASSIS, Eleone Ferraz de.. Escolhas lexicais e iconicidade textual: uma análise insólito no romance 'Sombras de reis barbudos'. (Tese Doutorado em Letras). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, 2014.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. A poética de J. J. Veiga em Sombras de reis barbudos. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, PUC- Goiás, 2008. 
ASSIS, Eleone Ferraz de.. O narrador em Sombras de reis barbudos. Fragmentos de Cultura (Online), v. 19, p. 573-589, 2009.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. Passeio pelas tramas do romance 'Sombras de reis barbudos', de José J. Veiga. Baleia na Rede (UNESP. Marília), v. 1, p. 179-192, 2014.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. A Influência do Surrealismo em José J. Veiga. Travessias (UNIOESTE. Online), v. 5, p. 1-10, 2009.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. Sombras de reis barbudos: Questões enunciativas. Travessias (UNIOESTE. Online), v. 2, p. 1-10, 2008.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. A poética de J. J. Veiga em Sombras de Reis Barbudos. 1ª ed., Goiânia: Kelps/PUC Goiás, 2012. v. 1. 110p.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. A presença surrealista no romance Sombras de reis barbudos. In: Anais VII Simpósio de Letras: Língua(gem) e Literatura - tributo a Clarice Lispector. Catalão, 2007.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. Uma análise da coerência no romance Sombras de reis barbudos, de José J. Veiga. In: Marcelo de Mello. (Org.). Universidade, Pesquisa e Produção do Conhecimento. 1ª ed., Goiânia: Ed. da Puc Goiás, 2012, v. 1, p. 159-171.
ASSIS, Eleone Ferraz de.. Uma leitura do universo insólito de José J. Veiga. In: Eleone Ferraz de Assis; Gabriela Azeredo Santos. (Org.). Inter(textos): linguagem, literatura e ensino em debate. 1ª ed., Goiânia: Editora da PUC Goiás, 2012, v. 1, p. 81-91.
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ASSIS, Eleone Ferraz de.. O insólito em José J. Veiga: estilo concebido como desvio. Travessias (UNIOESTE. Online), v. XI, p. 445-459, 2011.
BAUDYSOVA, Veronika. Tradução comentada de contos de José J. Veiga. (Dissertação Mestrado em Letras em português e inglês). Universidade de Palacky, Olomouc, 2010. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016).
BELLINI, Nerynei Meira Carneiro. O caleidoscópio de José J. Veiga: intersecções estruturais em narrativas insólitas. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 2004. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016)
BELLINI, Nerynei Meira Carneiro. A construção do fantástico em narrativas de José J. Veiga. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, 1998.
BELLINI, Nerynei Meira Carneiro. A configuração do insólito em obras de J J Veiga. Revista Alere, v. 4, p. 65-78, 2011.
BELLINI, Nerynei Meira Carneiro. Veracidade estética em obra de J. J. Veiga. Boletim. Centro de Letras e Ciências Humanas (UEL), v. 1, p. 57-76, 2007.
BOSI, Alfredo. O Conto Brasileiro Contemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1992. 
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CARNEIRO, Fabianna Simão Bellizzi; SILVA, Alexander Meireles da.. O Realismo mágico e o espaço como refúgio da alteridade em A ilha dos gatos pingados, de José J. Veiga. Revista Linguagem, v. 17, p. 29-51, 2013.
CARVALHO, Leonice de Andrade. Objetos e turbulência: uma análise da contística veigueana. (Tese Doutorado em Teoria literária e práticas sociais). Universidade de Brasília, UnB, 2015.
CARVALHO, Leonice de Andrade. Entre irmãos, de José J. Veiga: uma proposta de leitura. In: IV SINALEL - IV Simpósio Nacional de Letras e Linguística III Simpósio Internacional de Letras e Linguística, 2015, Catalão. Anais, 2015. v. 1. p. 704-714.
CARVALHO, Maria Luíza Ferreira Laboissière de.. A transfiguração da realidade em José J. Veiga e Miguel Jorge: uma leitura surrealista. (Dissertação Mestrado em Mestrado Em Letras e Linguística). Universidade Federal de Goiás, UFG, 1987.
CARVALHO, Maria Luíza Ferreira Laboissière de.. Transfiguração da Realidade Em Jose J. Veiga e Miguel Jorge. 1ª. ed., Goiânia: Gráfica e Editora São Paulo - Ltda, 1989. v. 2000. 152p.
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COSTA, Simone Rames Abrahão Basílio da.. Enredo e Personagem em "A Casca da Serpente"- José J. Veiga. Linguasagem (São Paulo), v. 10, p. 1-6, 2009.
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MELO, Valdirene Rosa da Silva. Entre o rural e o urbano: uma leitura alegórica do romance Sombras de Reis Barbudos, de José J. Veiga. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Piauí, UFPI, 2012.
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SANTIN, Suzete Maria. História, Mito e Realidade: Uma análise de A Casca da serpente. Algumas Palavras a mais, Pelotas, v. 1, p. 17-36, 2001.
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SOUZA, Agostinho Potenciano de.. Um Olhar Crítico sobre o nosso tempo: uma leitura da obra de José J. Veiga. Campinas: Editora UNICAMP, 1990.
SOUZA, Agostinho Potenciano de.. Entrevista com José J. Veiga. Publicado em 'Banzeiro Textual', 16.12.2015. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016),
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TREVIZAN, Suelen Ariane Campiolo. Três visitas a Manarairema: forma e ideologia em A hora dos ruminantes, de José J. Veiga.  (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal do Paraná, UFPR, 2013. Disponível no link. (acessado em 7.6.2016).
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VARGAS, Francisco. Um construtor de fábulas: entrevista com José J. Veiga. in: Revista Veja. Edição 734, 29/9/1982. p. 3-6.

"- Aí que está o seu erro. Você fala como se não tivesse acontecido nada. Direitos? Que direitos?! Quem não deve não teme! Tudo isso já morreu. Hoje em dia não é preciso dever para temer. Por que é que você acha que eu estou aqui pedindo, implorando, me rebaixando? Eu devo alguma coisa? E você já me viu com medo algum dia? Você precisa entender que não estamos mais naquele tempo..."
-  José J. Veiga, no livro "A hora dos ruminantes". Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, p. 69.


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FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). José J. Veiga - escritor goiano cosmopolita. Templo Cultural Delfos, junho/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 6.6.2016.


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