Bernardo Élis - o escritor do sertão-fronteira

Bernardo Élis Fleury de Campos Curado,
por Amaury de Menezes
Bernardo Élis Fleury de Campos Curado, advogado, professor, poeta, contista e romancista, nasceu em Corumbá de Goiás, GO, em 15 de novembro de 1915 e faleceu no dia 30 de novembro de 1997, na mesma cidade.
Filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado, iniciou o estudo das primeiras letras com o pai, em casa. Passou o ano de 1923 na casa do avô materno, na capital do Estado, onde se matriculou no Grupo Escolar. Depois retornou para Corumbá continuando os estudos com o pai, de quem viria o estímulo para as letras. Aos doze anos escreveu o primeiro conto, inspirado em "Assombramento", de Afonso Arinos. Em 1928, viajou com a família para Goiás, onde fez o curso ginasial no Liceu. Ampliou suas leituras, principalmente de Machado de Assis, Eça de Queirós e dos autores modernistas. Após a interrupção dos estudos por dois anos, em 1940 concluiu o curso clássico no Liceu de Goiânia. Em 1945, formou-se na Faculdade de Direito, sendo orador de sua turma.
Iniciando-se na função pública, em 1936, como escrivão da Delegacia de Polícia em Anápolis, foi nomeado escrivão do cartório do crime de Corumbá. Participou, desde 1934, dos acontecimentos literários do Brasil central, escrevendo poesias e enviando colaborações de cunho modernista para os jornais de Goiânia. Em 1939 transferiu-se para Goiânia, onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal, com exercício das funções de prefeito por duas vezes.
Em 1942, mudou-se para o Rio de Janeiro com a intenção de aí fixar-se. Trazia um livro de poesias e outro de contos, que pretendia publicar. Sem realizar seu intento, retornou a Goiás. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto "Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá". Em 1944, seu livro de contos "Ermos e gerais" foi publicado pela Bolsa de Publicações de Goiânia, obtendo sucesso e elogios de toda a crítica nacional. Nesse ano casou-se com a poetisa Violeta Metran. Em 45, participou do 1º Congresso de Escritores de São Paulo, quando conheceu vários escritores nacionais, entre os quais Aurélio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Monteiro Lobato. Voltando para Goiânia, fundou a Associação Brasileira de Escritores, da qual foi eleito presidente. Ingressou no magistério como professor da Escola Técnica de Goiânia e do ensino público estadual e municipal. Em 55, publica o livro de poemas "Primeira chuva".
Nos anos subsequentes, dedica-se ao magistério e à vida literária. Foi cofundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás, daí passando a professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás e em vários cursos preparatórios ao vestibular das universidades. Além de colaborar com os órgãos culturais que circulam no Brasil central, participou de congressos de escritores realizados em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Goiânia, promoveu o I Congresso de Literatura em Goiás (1953) e realizou palestras, conferências e cursos literários.
Entre 1970 a 1978, desempenhou as funções de Assessor Cultural junto ao Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro, e reassumiu o cargo de professor na Universidade Federal de Goiás. Desempenhou ainda a função de Diretor Adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, de 1978 a março de 1985. Em 1986, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura, ao qual pertenceu até a extinção do órgão, em 1989.
Recebeu inúmeros prêmios literários: Prêmio José Lins do Rego (1965) e Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1966), pelo livro de contos "Veranico de janeiro"; Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, pelo seu "Caminhos e descaminhos"; Prêmio Sesquicentenário da Independência, pelo estudo "Marechal Xavier Curado, criador do Exército Nacional" (1972). Em 1987, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de obras, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
Bernardo Elís foi o quarto ocupante da Cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras - ABL, eleito em 23 de outubro de 1975, na sucessão de Ivan Lins e recebido pelo Acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira em 10 de dezembro de 1975.
:: Fonte: ABL (acessado em 6.6.2016).


Da infância
"De tudo, porém, o que melhor havia em Corumbá era o rio. Rio Corumbá chamado, amigo e generoso, correndo sobre lajedos e brancas areais, despencando das fraldas dos Pirineus as águas frias e muito limpas. Não tinha peixes por causa das muitas corredeiras e do constante uso de dinamites. À sua margem ensolarada e mosquitenta estávamos nós desde a manhã até a tardinha. Eram os banhos, os longos banhos, nosso esporte, nossa higiene, nossa escola para os segredos do sexo e da alma."
- Bernardo Elí, "ficha auto-biográfica", em 'O tronco'. 1956.



Bernardo Élis - foto (...)
OBRA DE BERNARDO ÉLIS FLEURY DE CAMPOS CURADO
Poesia
:: Primeira chuvaGoiânia: Escola Técnica Industrial 1955; 2ª ed., Capa Laerte Araujo; ilustrações Octo Marques]. Coleção A. M. Goiânia: Instituto Rio Branco, 1971.

Romance
:: O troncoSão Paulo: Martins, 1956; 2ª ed., refundida, Rio de Janeiro: José Olympio, 1967; (teve inúmeras edições). reedição [apresentação de Tristão de Athayde e breve ensaio de Francisco de Assis Barbosa]. Rio de Janeiro: José Olímpio. 2003. 
:: Chegou o governador. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987; 4ª ed., 1998.

Conto
:: Ermos e gerais: contos goianosSão Paulo: Bolsa de Publicações, Hugo de Carvalho Ramos, 1944; 2ª ed., Goiânia: OTO, 1955; reedição (org. Luiz Gonzaga Marchezam). Coleção Contista e Cronistas do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
:: A terra e as carabinas. 1951; Goiânia: R&F Editora, 2005.
:: Caminhos e descaminhosGoiânia: Brasil Central, 1965.
:: Veranico de janeiro. Rio de janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1976.; 4ª ed., Rio de Janeiro: José Olímpio, 1979.
:: André Louco. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978.
:: Caminhos dos geraisRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975; 2ª ed., aumentada, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Goiânia: Universidade Federal de
Goiás, 1982. 
:: Os enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil. 1980.
:: Apenas um violão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Crônica
:: Jeca-Jica-Jica Jeca. Goiânia: Cultura Goiana, 1986.

Ensaio
:: Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional. Goiânia: Gráfica Oriente, 1973.
:: Vila-Boa de Goiás. (Álbum fotográfico)..  [texto de Bernardo Elis]. Rio de Janeiro: Berlendis & Vertechia Editores, 1978
:: Goiás em sol maior: estudos de história, sociologia e literatura sobre Goiás. Goiânia: Poligráfica, 1985.

Organização
:: O mundo caboclo de Valdomiro Silveira. [organização Bernardo Éli]. Rio de Janeiro: José Olympio | INL/Secretaria da Cultura de São Paulo, 1974. 
:: Antologia do primeiro poeta goiano do Brasil-Colônia[organização Bernardo Éli]. Goiânia: Oriente, 1980.

Antologia, seleta e obra reunida de Bernardo Élis
:: Presença literária de Bernardo Elis. Antologia. [organização de Nelly Alves de Almeida]. Goiânia: UFG, 1970. 
Bernardo Élis [caricatura]. 1981 - Fundo
Bernardo Élis - CEDAE|Unicamp
:: Seleta de Bernardo Élis. [organização de Gilberto Mendonça Teles; estudo e notas de Evanildo Bechara]. Rio de Janeiro/Brasília: José Olympio/INL, 1974; 2ª ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1976.
:: Bernardo Élis. [seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Benjamim Abdala Jr.]. São Paulo: Abril Educação, 1983. 
:: Dez contos escolhidos. [organização Geraldo Vasconcelos]. Brasília: Horizonte | INL, 1985. 
:: Obra reunida de Bernardo Élis.  Coleção Alma de Goiás – 5 vol's. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. 
:: Os melhores contos de Bernardo Élis. [seleção de Gilberto Mendonça Teles]. São Paulo: Editora Global, 1996.
:: A vida são as sobras. [organização José Lino Curado]. Goiânia: Kelps, 2000.
:: Bernardo Élis: cadeira 1, ocupante 4. [organização Gilberto Mendonça Teles]. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2010.

Artigos e ensaios em livros e revistas
ÉLIS, Bernardo. Tendências regionalistas no modernismo. in: ÁVILA, Afonso (org.). O modernismo. São Paulo: Perspectiva, 1975, p. 87-101.
_______ . A vida são as obras. In: Remate de Males. Revista do Departamento de Teoria Literária, Instituto de Estudos da Linguagem, IEL/UNICAMP, nº 17 (1997), Campinas, 1997, p. 15-116. Disponível no link. (acessado em 6.6.2016).


Antologia (participação)
:: Antologia do conto goiano. [organização e seleção Anatole Ramos, Luiz Fernando Valladares e Miguel Jorge]. Goiânia: Departamento Estadual de Cultura; L. R. Livros distribuidora, 1969.
:: O conto brasileiro em Goiás. [organização Gilberto Mendonça Teles]. Goiânia: Departamento Estadual de Cultura, 1969.  
:: Antologia do conto goiano. [organização Vera Maria Tietzmann Silva e Darcy França Denófrio]. vol. 1. Goiânia: CEGRAF, UFG, 1992.
:: Os cem melhores contos brasileiros do século. (diversos autores).. [organização e seleção Ítalo Morriconi]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2000.

Traduções da obra (participação)
:: Antologia de contos brasileiros. [tradução (alemão) Kurt Mayer Classon]. Alemanha Ocidental, 1967. 


"Aqui é o país das águas, claras águas que formam os rios do Brasil. Araguaia de suaves praias em curvas feminis; o Tocantins sisudo e duro como um velho comerciante, escachoado soturno no leito fundo; o Paranaíba ligeiro e vigoroso, transformado em luz e energia pelas muitas catadupas. Goiás dá de beber a todas as terras do Brasil."
- Bernardo Élis, no livro "Obra reunida de Bernardo Élis". Rio de Janeiro: José Olympio, 1987.


Bernardo Élis - foto (...)
POEMAS SELECIONADOS DE BERNARDO ÉLIS

O descobrimento
Um tropel maluco
de mil patas
no seio das matas.
Um tiro de trabuco
deu um bruto soco
na quieteza virgem da paisagem.
E homens da cor-de-areia,
vindos da banda do mar,
chegaram à beira do Rio Vermelho,
resolveram-lhe os poços azuis
em que dormiam palhetas cor-de-brasa
e deitaram-lhe fogo às águas claras.

E o velho pajé muito velho,
cabeça branca das cinzas de muitas eras,
num esgar medonho de fera,
gritou: Anhanguera, Anhanguera!

Os homens da cor-de-areia
bateram e venceram a nação dos Goiás.

Mas na noite viúva,
quando o fogo sagrado lambeu a lua,
- rascar de maracás,
- zás-trás, zás-trás,
- tutucar de tantãs,
- grito de agouro: acauã-acauã,
abriu-se na mata a flor do sumaré.
E o velho pagé muito velho,
num gesto hierático de bárbaro,
erguendo as mãos para o céu,
clamou: tupã, tupã!

O verde novo da floresta
tinha um ar alegre de festa,
E os homens da cor-de-areia,
vindos da banda do mar,
foram tombando à beira
da fogueira que tingia a noite,
>suando de frio, tremendo de calor.

E o verde alegre da floresta
tinha um ar novinho de festa.
- Bernardo Élis, no livro "Primeira chuva". 1955.

§

O rego
Queriam canalizar
as águas pro monjolo
mas o que abriram foi um rego de céu.
            Agora
a manhã fugiu do céu
e veio morar dentro do açude.
De tarde
o céu entorna o crepúsculo no açude,
cujo silêncio paralítico
os sapos espetam
com canafístulas de gluglus.

As estrelas lavam roupa de luz
nos espraiados.
Já houve até quem visse anjos
- muitos anos - voando
nas asas dos pirilampos.
Foi desse jeito
que os homens escravizaram um retalho de céu,
amarrando-o ao rabo do monjolo.
- Bernardo Élis, no livro "Primeira chuva". 1955.

§

Primeira chuva
Quentura de noite pejada de nuvens baixas e negras.
Bambos bamboleios de trovão soturno
batendo o tímpano bambo da zabumba do horizonte.
Trovão apagado,
saudoso,
distante.
Depois a chuva em grossos pingos
sobre os telhados,
na poeira ressequida das estradas,
na terra requeimada das queimadas,
desprendendo um cheiro forte de gestação.
(Mamãe molhava algodão em cachaça canforada
e nos dava para cheirar: - cuidado com defluxo!)

Amanhã tudo vai começar de novo:
as folhas voltarão aos galhos secos,
as águas resmungarão nas grotas mortas,
os pássaros do céu hão de cantar no cio...
(E aquela que partiu por que não volta?)
Lá fora uma goteira numa lata pinga,
pingo a pingo,
        pengue,
           pengue,
numa toada monótona de preta que ninasse.
 Pengue,
             pengue,
         pingo a pingo.
(E aquela que partiu,
Por que não volta?)
- Bernardo Élis, no livro "Primeira chuva". 1955.


§

Tarde de novena
Ingenuidade macia das tardes de novena,
com os sinos dos Passos batendo,
pausado, molengo,
sobre o poente que pegou fogo.

Fervores honestos gemendo
sobre o poente que se alarga e se estende,
congesto,
pela noite adentro,
pondo rubras palpitações
nas trevas do ocidente,
— grandes borboletas de fogo

espanejando cegas sobre as essas.
- Bernardo Élis, no livro "Primeira chuva". 1955.


§

Uma vida de histórias:
“No dia de meus anos
 A bandinha saía pra rua de madrugada,
 Tocando matinas.

A gente acordava com o estrondo dos foguetes,
 espantando os morigerados pombos da torre da igreja.
 Botavam bandeira na Prefeitura,
 no Correio,
 Na Cadeia,
 Havia discursos, passeatas etcétera,
 ‘tudo é por sua causa’ – dizia meu pai.
 E eu ficava intrigadíssimo
 Porque ninguém mais era igualmente festejado.

Hoje, como conheço história do Brasil,
 mudei a data dos meus anos,
 que é o dia mais triste do mundo. 
- Bernardo Élis, no livro "Obra reunida de Bernardo Élis". Rio de Janeiro: José Olympio, 1987.

§

Vazio
A chuva há de cobrir friamente de branco os morros longes
feito um fantasma bondoso.
e depois há de vir numa carícia gelada afagar a cidade quieta
num gesto apagado de mão defunta.
e molhará de silêncio a calçada das ruas tortas.
E molhará o recolhimento místico das grandes árvores.
E baterá mansamente a vidraça de meu quarto,
numa irresolução medrosa de amante que prometeu não vir.
Depois,
        sob a poeira da chuva fina,
              fria,
                indiferente,
              teimosa,
ficará o vazio do meu coração,
a saudade nebulosamente imprecisa de seu corpo que eu nunca
                possui.

As árvores lá fora estão pingando.
- Bernardo Élis, no livro "Primeira chuva". 1955.



FORTUNA CRÍTICA DE BERNARDO ÉLIS
Bernardo Élis - foto (...)
A POSSE da terra: escritores brasileiros hojePerfis biobibliográficos e fragmentos
antológicos de autores da atualidade. Co-edição Imprensa Nacional/Casa da Moeda de
Portugal e Secretaria de Cultura de São Paulo, Brasil. Lisboa, Sociedade Industrial — Gráfica Jelles da Silva, 1985.
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Bernardo Élis autografando o livro O Tronco, na Feira
 Hippie, na década de 70 (fonte: O Popular)
LOURES, Telma Mendonça. Os sentidos do silêncio nos contos de Bernardo Élis. (Dissertação Mestrado em Letras). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, PUC GOIÁS, 2009.
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MELAZZO, Helena Ferreira. A dimensão simbólica em Bernardo Élis. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Goiás, UFG - Goiânia, 1990.
MENDONÇA, Wilma Martins de; RIBEIRO, Thiago Fernandes Soares. Colonialismo no grande sertão: os jagunços de Bernardo Élis. In: Sandro Dutra e Silva; Dominichi Miranda de Sá; Magali Romero Sá. (Org.). Vastos Sertões. 1ª ed., Rio de Janeiro: Mauad X, 2015, v., p. 307-326. 
OLIVAL, Moema de Castro e Silva. O processo sintagmático na obra literária: corpus de pesquisa - contos de Bernardo Elis. Goiânia: Oriente, 1976.
OLIVAL, Moema de Castro e Silva. Bernardo Élis: o “silêncio ruidoso” de um grande escritor. In: Revista da Academia Goiana de Letras: Bernardo Élis – imortalidade de nome e obras (tributo). Goiânia, nº 21, p. 35-41, 1998. 
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Bernardo Élis - foto (...)
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"Aí, em Corumbá, a frente das casas dava para a igreja. Os fundos prosseguiam em fazendas de gado que lá se iam de sertão adentro... Quem chegasse, até cuidava que era povoado abandonado. As ruas desertas, o capim crescendo, as criações e os passarinhos de Deus Nosso Senhor. As moradas de contínuo fechadas por via do vento forte que ali estava ventando de toada e por amor dos valentões. Melhor dizendo, valentão, que mais de um só havia enquanto esse um não derrotasse o rival."
- Bernardo Élis, no livro "Obra reunida de Bernardo Élis". Rio de Janeiro: José Olympio, 1987.


Bernardo Élis - foto (...)

FILMOGRAFIA SOBRE BERNARDO ÉLI E SUA OBRA

Título: Ermos e Gerais
Curta-metragem sobre a obra e a vida de Bernardo Elis.
Gênero: Documentário
Ano: 1977
Direção: Carlos Del Pino


Título: Índia, a filha do sol
Baseado: em dois contos de Bernardo Élis.
Sinopse: Em Goiás um cabo do Exército (Nuno Leal Maia) é encarregado de resolver determinadas irregularidades em um garimpo. Lá uma índia da região (Glória Pires) se apaixona por ele. No entanto, um trágico destino a aguarda, pois o cabo pretende ficar com várias pedras preciosas só para si.
Ano: 1982
Duração: 85 min.
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Fábio Barreto, Marco Altberg, Bubi Leite Garcia e Eduardo Coutinho
Produção: Marco Altberg
Fotografia: Pedro Farkas
Trilha Sonora: Caetano Veloso
Elenco: Alvaro Freire, Ariel Coelho, Betúlia Pires Camargo, Eliane Narducci, Flávio São Thiago, Glória Pires, Ilson Araújo, Luiz Mendonça, Lutero Luiz, Marcus Vinícius, Mauri de Castro, Nuno Leal Maia, Odilon Camargo, Pedro Paulo Rangel, Ruy Polanah, Sebastião Vasconcelos, Sonia de Paula.



Título: Bernardo Elis Fleury de Campos Curado, Escritor
Sinopse: O escritor Bernardo Elis é velado e enterrado por seus personagens. 
Gênero: Documentário, Experimental 
Duração: 16 min.   
Ano/País: 1994 -  Brasil 
Formato: 35mm - Cor
Ficha técnica
Direção: PX Silveira 
Produção: Heloísa Soares 
Fotografia: Antonio Segatti 
Roteiro: PX Silveira 
Edição: Pedro Oliveira 
Música: Belkiss Spenciere 
Elenco: A.Poteiro, Brasigóis Felício, Omar Souto
:: Fonte: Porta Curtas | Cinemateca Brasileira


Título: O tronco
Sinopse: O filme narra a disputa pelo poder que acontece no início do século entre grandes fazendeiros do sul de Goiás, que comandam o governo, e coronéis do norte do Estado. O coletor de impostos Vicente Lemos, homem de confiança do governo, é enviado para a região norte a fim de combater o domínio absoluto exercido pela família do patriarca Pedro Melo, cujo filho, Artur, é ex-deputado e ex-aliado dos coronéis sulistas. Os Melo incendeiam a coletoria de Vicente, o que obriga o governo a enviar uma tropa com soldados
comandada pelo astuto e carreirista juiz Carvalho, que manda invadir a fazenda. Todos são presos, menos Artur, que escapa, escondendo-se. Temendo a represália, o juiz foge da região, deixando a tropa e os cidadãos sob fogo cruzado. A guerra começa, envolvendo de um lado a selvageria dos jagunços e, do outro, a violência dos soldados, que aprisionam os familiares do coronel Pedro Melo a um tronco, sob a ameaça de matá-los um a um, caso os jagunços não se rendam.
Duração: 109 min.
Ano: 1999
Ficha técnica
Roteiro e direção: João Batista de Andrade
Baseado no romance homônimo de Bernardo Elis
Elenco: Ângelo Antônio, Antônio Fagundes, Letícia Sabatela,
Rolando Boldrin, Chico Diaz, Cida Moreira, Paulo Vespúcio,
Henrique Rovira, Mariane Vicentini, Mauri de Castro, Augusto
Pompeu, Cida Mendes, Breno Moroni, Guilherme Reis, Carlos
Careqa, Guido Campos Correa, Itamar Gonçalves, Jônatas
Pinheiro, Wellington Dias, Julio Van, André Pimenta, Luzia
Divina, Almir de Amorim, Henrique Cabral, Fernanda Ivar
Prêmios:
:: Festival de Brasília 1999: Melhor Filme (Comissão Brasil 500 Anos), Melhor Ator Coadjuvante (Rolando Boldrin)
:: Festival de Recife 2000: Melhor Diretor
:: Festival de Natal 1999: Melhor Ator Coadjuvante (Rolando Boldrin), Melhor Cenografia.


"Meu pai era um homem muito tímido, profundamente acanhado e delicado. Como pessoa tímida, quando irritado ou ferido em seu amor- próprio, tinha reações imprevisíveis, excessivamente violentas. Exerceu as funções de Promotor de Justiça na capital do Estado de Goiás, cargo de que desistiu sob a alegação de que sentia remorso por ser remunerado com o dinheiro obtido através de impostos geralmente cobrados de maneira injusta, pois os ricos, via de regra, conseguiam favores e isenções, recaindo os tributos sobre os necessitados"
- Bernardo Élis "Bernardo Élis". CEDAE-IEL-UNICAMP | in: PAULA, Gabriel de.. Bernardo Élis: de Corumbá de Goiás ao mar. (Dissertação Mestrado em História). Universidade Federal de Goiás, UFG, 2014.





Bernardo Élis - (bico de pena) por Luís Jardim
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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Bernardo Élis - o escritor do sertão-fronteira (goiano). Templo Cultural Delfos, junho/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 6.6.2016.


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