Anilda Leão - a poeta múltipla

Anilda Leão - foto: O Nordeste
Anilda Leão Moliterno (Maceió AL, 15 de julho de 1923 - Maceió AL, 6 de janeiro de 2012) escritora, jornalista, atriz, cantora e militante feministaEra filha de Joaquim de Barros Leão e Georgina de Barros Leão. Seu pai, um comerciante respeitado em Maceió, além de líder da sua categoria, elegeu-se deputado e foi indicado prefeito da capital durante o governo de Arnon de Mello.
Foi no Colégio Imaculada Conceição que Anilda estudou o curso primário. Iniciou o ginásio no Liceu Alagoano, depois transferiu-se para a Escola Técnica Federal de Alagoas, na década de 40, onde formou-se em Ciências Contábeis. Sonhava em ser médica, mas seu pai não permitiu. Também estudou música, declamação, oratória, dicção, canto oral e lírico no então Conservatório Alagoano de Música.
Seu primeiro poema foi publicado quando ainda tinha 13 anos. A temática era criança abandonada. Foi colaboradora das revistas Caetés e Mocidade, assim como do Jornal de Alagoas e Gazeta de Alagoas.
Em 1950, em um evento organizado pela Federação Alagoana pelo Progresso Feminino, em que se apresentou como cantora, passou a participar ativamente da instituição. Em junho de 1963, representando a Federação, participou do Congresso Mundial de Mulheres, em Moscou. No ano de 1990 torna-se presidenta da instituição.
Aos 30 anos de idade, em 1953, casou-se com o arquiteto e escritor Carlos Moliterno, que era desquitado quando ainda não existia o divórcio. O casamento chocou a sociedade alagoana. Da relação que durou por 45 anos, tiveram dois filhos: Luciana e Carlos Alberto.
Em 1961, incentivada por Carlos Moliterno, publicou o livro de poemas Chão de Pedras. No ano de 1973 conquistou o Prêmio Graciliano Ramos da Academia Alagoana de Letras com a coletânea de contos Riacho Seco, período em que começa a investir em sua carreira de atriz.
Como atriz, atuou nos seriados Lampião e Maria Bonita e Órfãos da Terra (1970), e nos filmes Bye bye Brasil, Memórias do Cárcere (1984) e Deus é brasileiro (2002), além de “Tana’s Take“, de Almir Guilhermino e outras produções locais. No teatro interpretou papeis destacados nas peças Bossa Nordeste e Onde canta o sabiá.
Produtiva e agitada, desempenhava vários papéis ao mesmo tempo, sem abandonar a poesia, os contos, as crônicas e a a elaboração de artigos para jornais. Sempre rompendo as barreiras da sua época, Anilda ousava e escrevia sobre temas considerados tabus, como virgindade, homossexualismo e prostituição.
O historiador Geraldo Majella lembra que em outubro de 1978, ainda em plena Ditadura Militar, Anilda Leão era diretora do Departamento de Assuntos Culturais — órgão vinculado à Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Alagoas, o equivalente, hoje, ao cargo de secretário de Cultura —, quando foi procurada pelo jornal Boca do Povo para ouvi-la sobre a mobilização que se iniciava sobre a Anistia. Anilda, como sempre, não vacilou:

“A luta pela democracia em uma nação jamais atingirá seu objetivo se não contar com a participação de todos os setores da sociedade, destacando a classe trabalhadora. Nessa questão eu vejo a importância da anistia ampla, geral e irrestrita para todos os presos políticos, que lutaram justamente para que o país se torne democrático. Todos os crimes políticos cometidos no país durante o período de arbítrio deverão ser apurados e julgados, para que posteriormente sejam punidos os responsáveis.”

Anilda Leão recebeu as Comendas Mário Guimarães (pela Câmara Municipal de Maceió); Nise da Silveira (pelo Governo do Estado de Alagoas); Graciliano Ramos (pela Câmara Municipal de Maceió); a Ordem do Mérito dos Palmares (pelo Governo do Estado); e a Comenda Teotônio Vilela, pela Fundação Teotônio Vilela. Também recebeu o Diploma do Mérito Cultural, da União Brasileira dos Escritores.
Faleceu, aos 88 anos, na noite de 6 de janeiro de 2012, em Maceió. Estava internada no Hospital Arthur Ramos tratando de uma fratura no fêmur provocada por uma queda.
Na ocasião, o escritor Benedito Ramos assim se referiu a ela: "Anilda Leão é, possivelmente, a única criatura no mundo que sempre determinou a idade que desejava ter. Sua disposição para encarar desafios é sua principal característica. A escritora e poetisa sempre viveu intensamente tudo o que fez".
Em sua homenagem, uma via do Conjunto Antares, em Maceió, passou a ser denominada Rua Escritora Anilda Leão Moliterno.
:: Fonte: História de Alagoas (acessado em 29.4.2016).
VERBETE. ABC das Alagoas. Anilda Leão Neves Moliterno(acessado em 29.4.2016).



“Que seria de nós sem a esperança? O sol nasce todos os dias para nos ajudar a viver e nós não temos o direito de nos voltar para o escuro se temos ao dispor tanta claridade.”
- Anilda Leão, em "Eu em trânsito". Maceió: Gráfica Graciliano Ramos, 2003.


Anilda Leão Moliterno - foto O Nordeste
OBRA DE ANILDA LEÃO
Poesia
:: Chão de pedras[prefácio Antônio Saturnino Mendonça Neto]. Maceió: Caetés, 1961.
:: Chuvas de verãoMaceió: DAC/SEC, 1974.
:: Poemas marcados. Maceió: Sergasa, 1978.
:: Círculo mágico e outros nem tanto. Maceió: Sergasa, 1993.

Conto
:: Riacho seco. Maceió: EDUFAL, 1980.

Crônica
:: Olhos convexos. Maceió: Sergasa, 1989.

Biografia (memórias)
:: Eu em trânsito. [texto de Orelhas de Enaura Quixabeira Rosa e Silva]. Maceió: Gráfica Graciliano Ramos, 2003.




Anilda Leão - foto: O Nordeste
POEMAS SELECIONADOS DE ANILDA LEÃO

À procura da infância
Procuro ouvir na voz do vento
o eco perdido da minha infância.
E no riso franco das criancinhas
eu vislumbro o meu riso antigo.
Procuro nas ruas desertas e silenciosas,
o canto alegre das cirandas
e as minhas correrias do tempo recuado.
Dentro daquela avenida asfaltada,
onde rolam automóveis de luxo,
eu busco a minha ruazinha feia e pobre.
Procuro ver nas bonecas de hoje,
tão lindas, de tranças sedosas,
a bonequinha de trapo que eu embalei no meus braços.
Procuro encontrar no rosto das neocomungantes 
traços de minha inocência
e a primeira emoção daquela que ficou no tempo.
Procuro descobrir, desesperada,
na face ingênua das crianças
a minha pureza perdida.
Procuro em vão, pois não encontrarei jamais
vestígios da minha infância feliz,
que os anos guardaram no seu abismo.
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Origem
Quando a noite desce sobre a terra,
as sombras do mundo inteiro se procuram,
e se encontram e se amam.
Mais tarde, ventres pejados
despejam luzes sobre o corpo do céu.
(Luzes que foram geradas num instante de amor)
...........................................................
E assim nascem as estrelas.
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Poema da hora exata
Há de soar para nós, uma hora exata
uma hora feita de silêncios,
onde jamais serão permitidas
as interrogações e os porquês.
Há de cair, numa hora que há de vir,
sobre as nossas almas fatigadas,
esta paz interior, esta calmaria suave,
que não encontraremos nunca dentro do mundo.
Por entre as brumas do desconhecido,
nós abriremos os olhos extáticos,
como se saíssemos de um sonho
e entrássemos na realidade,
numa vida onde todos se entendam,
onde sejamos verdadeiramente irmãos.
Dentro do silêncio da Morte,
é que encontraremos a paz desejada,
numa hora para nós imprevisível,
quando as sombras da noite
caírem sobre as nossas figuras inúteis.
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Poema da idade perdida
E pensar que já tive dezoito anos,
que já vivi de sonhos,
que já teci ilusões...
E pensar que já suspirei de amores,
que já sorri despreocupada e feliz
que vibrei com o primeiro beijo...
E pensar que os meus cabelos 
já foram fartos e negros;
que no meu rosto havia reflexos de luz,
e no meu corpo, juventude e pujança...
E pensar que a minha boca
era fresca e sadia,
e a minha voz cristalina e pura...
E pensar que possuí um coração
que se alvoroça à-toa
e batia descompassado só em avistar um vulto querido...
........................................................................
Ah, pensar em tudo isto,
e descobrir agora estes cabelos brancos,
estas rugas morando no meu rosto,
este cansaço me alquebrando o corpo,
esta voz que já nem reconheço mais,
e este coração cansado e sofrido!
Ah, pensar em tudo isto

e não poder voltar atrás!...
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Poema da minha idade
Eu carrego dentro de mim,
o peso de uma idade morta,
de uma idade sem definições e sem porquês.
Na minha face extinta,
marcada pelo tempo,
eu trago impressos os instantes envelhecidos,
os momentos mortos,
das coisas belas que me deslumbraram na vida.
Eu trago no meu corpo já sem formas,
vestígios da minha adolescência perdida,
Quando eu era dona dos caminhos,
soberana do tempo e dos astros.
Nos meus olhos já sem brilho,
se reflete o cansaço das viagens longas,
de roteiros intermináveis
e sem pouso certo.
E as pegadas que vou deixando ficar pelo caminho,
vão marcando os dias, as horas, os minutos,
dos momentos que vivi no meu passado,
dentro da minha infância longínqua,

quando eu sabia conversar com as estrelas...
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Poema das horas mortas
Esta noite eu conversei tristezas
e ouvi as horas mortas pisando de leve,
para não perturbar meu pranto.
Senti minh'alma desgarrar-se
e seguir outros rumos,
palmilhar caminhos estranhos,
em busca do meu sorriso
que se perdera no abismo da noite.
Esta noite eu conversei tristezas,
e teci saudades,
e magoei meus olhos,

lembrando coisas que já estavam mortas!
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Poema das horas perdidas
Eu vivo nesse momento a tristeza
Das horas perdidas,
Das horas mortas,
Das horas inúteis,
Horas que deixamos passar sem serem vividas.
Há tanta vida lá fora e nós dois tão distantes,
Tão dolorosamente afastados.
Por que matamos sem piedade tudo o que há de belo
Dentro de nós? Por que?
Há uma infinidade de horas entre a hora presente.
E ainda agora trago nas minhas mãos,
Na minha boca, no meu corpo,
A sensação da nossa última carícia.
Eu vivo neste momento a tristeza
Das nossas horas inúteis.
Horas estéreis. Melancolicamente vazias.
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Promessas
Eu farei do meu corpo
o arrimo suave para a tua canseira.
Eu darei um pouco da minha tranquilidade,
para amenizar as asperezas da tua vida.
Eu te embalarei nos meus braços
e reclinarei tua fronte cansada
de encontro ao meu peito.
As minhas mãos serão feitas de carícias
e repousarão de leve sobre tua cabeça.
Eu serei para ti, aquela que custou a chegar,
mas que surgiu no momento preciso,
em que procuravas uma sombra amiga,
para repousar o corpo cansado.
Dar-te-ei tudo quanto te foi negado na vida,
se me deres em troca o teu amor,

e as lições que aprendestes do mundo.
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Rêve d'amour...
Há pouco eu ouvi num piano qualquer
os acordes suaves do "Rêver d'amour".
Não sei que mãos os dedilharam:
se brancas, se pretas,
se pobres ou ricas.
Foram porém os tons suaves do "Rêve d'amour"
que ouvi assim num soluço, num lamento,
como se tivesse impregnado nas próprias teclas
toda a dor de uma alma apaixonada.
E o piano gemia,
e o piano chorava,
como se escapasse daqueles dedos desconhecidos,
esparramados num piano qualquer,
a alma suave de Listz.
Sim, eu ouvi há pouco o "Rêve d'amour"
muito suave, muito triste, muito vago,

assim como todo sonho de amor...
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§

Súplica
Deixe que eu passe as minhas mãos
pelo teu rosto fatigado,
afugentando para longe
tuas longas noites de vigília.
Deixa que eu mergulhe os meus olhos
dentro dos teus olhos tristes,
para que fique dentro deles,
um pouco de luz, um pouco de alegria.
Deixa que eu acaricie os teus cabelos,
trazendo novamente para eles
o negrume das noites que se perderam.
Deixa que eu beije enternecida
as rugas prematuras do teu rosto,
para que esqueças o que sofreste na vida,
Deixa que eu te ame querido,

para que não sofras nunca mais!
- Anilda Leão, em "Chão de pedras". Maceió: Caetés, 1961.

§


Anilda Leão Moliterno - foto (...)
FORTUNA CRÍTICA DE ANILDA LEÃO
(inclui antologias participação)
ALVES, Ivia Iracema; BRANDÃO, Izael. Retratos à margem: antologia  de escritoras das Alagoas e Bahia (1900-1950). Maceió: EDUFAL, 2002.
AYRES, Francisco Rogers Cavalcanti. Balé folclórico de Alagoas : 37 anos de história e os processos criativos na espetacularidade folclórica alagoana. (Dissertação Mestrado em Artes Cênicas). Universidade Federal de Alagoas, 2014.
BARROS, Francisco Reinaldo Amorim de.(org). ABC das Alagoas - Dicionário biobibliográfico, histórico e geográfico de Alagoas. Tomo I (A-F).  Vol. 62-A. Brasília: Edições do Senado Federal, 2005. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).
BRANDAO, Izabel de Fatima de Oliveira. Anilda Leão, o feminismo e o IGHAL. Jornal Tribuna, Maceió, 1999.
COELHO, Nelly Novaes. Dicionário crítico de escritoras brasileiras: 1711-2001. São Paulo: Escrituras, 2002.
GAZETA. Uma brava mulher, exemplo de vida e luta. in: Gazeta de Alagoas - caderno Opinião, 10 de jan de 2012. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).
GUIMARÃES, Benilda Melo; LIMA, Carlito; BOMFIM, Edilma.(org). O Conto das Alagoas. 1ª ed., Maceió: Bagaço, 2007.
Anilda Leão no filme 'Calabouço', de Joaquim Alves
(foto Benvau Martins Fon)
GUIMARÃES, Benilda Melo; LIMA, Carlito; BOMFIM, Edilma.(org). A Poesia das Alagoas. 1ª ed., Maceió: Bagaço, 2007.
GUIMARÃES, Benilda Melo. A identidade feminina nos contos " A virgem" Marina, pura e humilde" de Anilda Leão. (Monografia de Especialização em Literatura Brasileira e Língua Portuguesa). Centro Universitário Cesmac, 2009.
LEÃO, Anilda. Eu, polêmica? [Entrevista concedida à Janayna Ávila]. Gazeta de Alagoas. Maceió, 28 out. 2007. Caderno B, p. B-1, B-2, B-3, B-5 e B-7. 
MAIA, Ricardo. Anilda na contramão da modernidade: Uma leitura crítica do livro Eu em Trânsito, de Anilda Leão. In: Portal Escritores, 2012. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).
MAJELLA, Geraldo de.. Anilda Leão e o livro perdido. in: MajellaBlog, 4 de março de 2012. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).
MORAES, Maria Heloisa Melo de (org.). Poesia Alagoana hoje: ensaios. Maceió: EDUFAL, 2007.
NOGUEIRA, Ricardo. Presa Anilda Leão como comunista. in: Gazeta de Alagoas, 3 de mar de 2012. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).
RAMALHO, Joaquim; GOMES, Jurandir (direção). Almanaque de Alagoas. Maceió, 1952.
ROCHA, Jose Maria Tenório. Anilda Leão, em obra multifacetada. O Jornal de Maceió, Maceió- Al, p. 1-4, 2003.
SANTANA, Ana Lúcia Rodrigues de.. A representação estética da miséria humana: algumas reflexões sobre o conto Submundo, de Anilda Leão Moliterno. (Monografia de Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira). Universidade Cidade de São Paulo, UNICID, 2001.
SANTOS, Silvana Maria de Barros. A relação entre introspecção e a solidão como representantes sociais e afetivos na crônica "Os olhos convexos" de Anilda Leão e na história da civilização. A relação entre a introspecção e a solidão como representantes sociais e afetivos na crônica "Os olhos convexos" de Anilda Leão e na história da civilização., Maceió/ Al, p. 23 - 30, 12 maio 2008.
SILVA, Enaura Quixabeira Rosa e.; BOMFIM, ‎Edilma Acioli (org.). Dicionário mulheres de Alagoas ontem e hoje. Maceio: EDUFAL, 2007, 456p.
VILELA, Arriete. Anilda Leão: intensa e autêntica. in: Gazeta de Alagoas, caderno Saber, edição 3 de março de 2012. Disponível no link. (acessado em 29.4.2016).




Anilda Leão Moliterno - foto (...)
OUTRAS FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Antônio Miranda
:: Gotas de Poesia e Outras Essências
:: Wikipédia (es)
:: Wikiwand (inglês)


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Anilda Leão - a poeta múltipla. Templo Cultural Delfos, abril/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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:: Página atualizada em 29.4.2016.


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