Carlos Scliar - série pintores brasileiros

Carlos Scliar - foto Acervo Casa-Ateliê Carlos Scliar
Carlos Scliar (Santa Maria, RS,  21 de junho de 1920 - Rio de Janeiro, RJ, 28 de abril de 2001). Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, cenógrafo, roteirista, designer gráfico. Estuda com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participa, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integra a Família Artística Paulista - FAP. Em 1942, publica seu primeiro álbum de litografias, Fábula. Faz ilustrações para livros e cenários de teatro. No Rio de Janeiro, escreve e dirige em 1944 o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes (1897 - 1985) e Vieira da Silva (1908 - 1992). Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participa da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), na Itália, entre 1944 e 1945. Morando em Paris de 1947 a 1950, entra em contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez (1902 - 1968). De volta ao Brasil, funda com Vasco Prado (1914 - 1998) o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passa a viver no Rio de Janeiro. É diretor do departamento de arte da revista Senhor entre 1958 e 1960. Funda a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Em 1969, é publicado o Caderno de Guerra de Carlos Scliar, com seus desenhos realizados durante a guerra. Na década de 1970, executa painéis para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Entre 1992 e 1999, a mostra Ouro Preto, Saudades de Quem Te Ama percorre várias cidades brasileiras. Em 1999, realiza o álbum de serigrafias 1500/2000 - A Redescoberta do Brasil.
Autorretrato - © Carlos Scliar (Porto Alegre 1951)
Coleção do artista
Comentário Crítico
Em seus desenhos, gravuras e pinturas de início de carreira, o artista demonstra afinidades com as vertentes expressionistas, além de proximidade com as obras de Candido Portinari (1903-1962) e Lasar Segall (1891-1957).
Sua pesquisa, durante a década de 1940, centra-se na gravura, trabalhando principalmente com a litografia e o linóleo. Em 1944, o artista combate na 2ª Guerra Mundial (1939-1944), permanecendo na Itália por quase um ano. Nesse período, realiza mais de uma centena de desenhos a nanquim, nos quais não apresenta registros de guerra ou de heroísmo, mas paisagens desoladas ou anônimos soldados em descanso.
Em 1949, publica um álbum com as ilustrações que realiza para a edição francesa do livro Seara Vermelha, de Jorge Amado. Nessas gravuras, apresenta aproximações com a xilogravura popular e procura corresponder ao clima árido e violento existente no romance. Com a fundação do Clube de Gravura de Porto Alegre, faz, como outros integrante do grupo, viagens pela terra gaúcha a fim de registrar costumes regionais. Posteriormente, além de trabalhos gráficos para jornais, dedica-se de novo à pintura e à colagem. Seus temas mais constantes são as naturezas-mortas, nas quais dialoga com a obra de Giorgio Morandi (1890 - 1964) e também com a de Picasso (1881 - 1973) e Braque (1882 - 1963).
:: Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (acessado em 31.3.2016).


"Desejo desencadear em cada observador de minha obra a capacidade de melhor compreender o mundo que nos cerca."
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


Carlos Scliar - foto Acervo Casa-Ateliê Carlos Scliar
CRONOLOGIA DE VIDA E OBRA DO PINTOR CARLOS SCLIAR
1920 - Nasce no dia 21 de junho, em Santa Maria da Boca do Monte.
Filho de Henrique Scliar, que imigrara da Ucrânia para a Argentina e, posteriormente, para o Sul do Brasil, e de Cecília Stechman, originária da Rumânia (Bessarábia). Aos seis meses de idade, a criança seria levada pelos pais para Porto Alegre, onde viveria até os 18 anos.
1931 - Com apenas 11 anos, Scliar começa a colaborar nos suplementos Infantis do Diário de Notícias e do Correio do Povo, de Porto Alegre, com poemas, desenhos e contos.
1934 - Com 14 anos, estuda desenho e pintura durante alguns meses com o pintor austríaco Gustav Epstein.
1935 - Scliar participa pela primeira vez de mostra coletiva com seis trabalhos na Exposição do Centenário Farroupilha, em Porto Alegre. Começa a frequentar o departamento gráfico da Editora Globo.
1938 - Contestando a arte acadêmica, ao lado de João Fahrion, figura entre os fundadores da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em Porto Alegre, dela tornando-se o primeiro secretário. Frase de Scliar na época: “Em 1938 terminei o ginásio com certa dificuldade. Por três anos repeti a terceira série, pois já estava interessado nas minhas lides intelectuais…”
Carlos Scliar - foto (...)
1939 - Primeira viagem para o Rio e para São Paulo. No Rio, visita a redação da revista “Diretrizes”, de Samuel Wainer, tendo conhecido Rubem Braga, Carlos Lacerda, Moacir Werneck de Castro e Álvaro Moreyra. Procura Portinari no MEC. O já consagrado artista paulista, nascido em Brodowski, influencia o jovem gaúcho, dizendo que até então “estava fazendo tudo errado” e precisava tratar a arte mais seriamente. Rubem Braga é contratado por um jornal de Porto Alegre e convive muito com Scliar, dando-lhe conselhos. É inscrito pela família num curso técnico de engenharia, mas o abandona.
1940 - Muda-se para São Paulo, onde se liga ao grupo da Família Artística Paulista. Nessa mesma cidade, realiza sua primeira exposição individual, com pinturas de 1939 a 1940. Conhece Oswald, Sérgio Milliet, Bonadei, Manoel Martins. Participa da única exposição que a Família Artística fez no Rio. E também participa, com o grupo paulista, da Divisão Moderna do Salão de Belas-Artes, no Rio, obtendo Medalha de Prata na seção de pintura.
1941 - A convite de Jorge Amado, militante do Partido Comunista, muda-se para o Rio e passa a morar na Urca. Exilado, Jorge vai para o Uruguai e a Argentina, disposto a escrever um livro sobre Prestes. Scliar visita, com James Amado, irmão de Jorge, a fazenda da família dos amigos no Sul da Bahia. Também neste ano é que conheceria Cabo Frio, em companhia do cineasta Ruy Santos, que fora à Região dos Lagos fazer um documentário.
1942 - Volta para São Paulo, trabalha em vários projetos e começa a frequentar o curso de Ciências Sociais na Fundação Armando Álvares Penteado. Figura entre os artistas reunidos no álbum 35 Litografias, ao lado de Bonadei, Clóvis Graciano e Lívio Abramo, e também edita o seu primeiro álbum de litografias, Fábula.
1943 - É convocado para a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Retorna ao Rio, no começo de 1943, para fazer o curso de Comunicação que o levaria a trabalhar em uma das unidades da FEB na Itália. Elabora um texto para o documentário cinematográfico Segall, de Ruy Santos. Escreve e dirige o documentário Escadas, com fotografia de Ruy Santos, sobre os pintores Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, que haviam imigrado para o Brasil por causa da guerra.
1944 - Em setembro parte para a Itália para se integrar ao Segundo Escalão da FEB, comandado pelo general Cordeiro de Farias. De pracinha é promovido a cabo artilheiro, mas, fortemente tocado pela miséria, provações e sofrimentos provocados pelo conflito, não para de desenhar durante a campanha da FEB no Norte da Itália.
Desenha a si mesmo e a seus companheiros fardados; soldados mortos, dormindo ou ao telefone; cenários de combates, como o Monte Castelo, paisagens, casas e naturezas mortas. Sua visão de mundo e sua arte mudam com a brutal vivência da guerra. Scliar escreveria, anos mais tarde: “Foi na guerra, em contato com a miséria que ela produz, vivendo aqueles instantes derradeiros, que banham de luz nova tudo que nos cerca, que se iniciou uma nova etapa em minha pintura. Eu era, senão um pessimista, quase um cético; me descobri então um lírico, um lírico visceralmente otimista, com uma tremenda confiança na humanidade”. Na terra de Dante, reencontra o amigo Rubem Braga, que trabalhava como correspondente para o Diário Carioca.
1945 - Prepara a paginação do número especial do jornal da FEB, Cruzeiro do Sul, em Florença. Ao retornar para o Brasil, em julho, fixa-se mais uma vez no Rio. Expõe seus desenhos de seus Cadernos de Guerra no Rio, São Paulo e Porto Alegre. Participa ativamente do movimento pelo fim da ditadura de Vargas, pela convocação de uma nova Constituinte, anistia de presos políticos e retomada do processo democrático brasileiro. Realiza conferências sobre a luta antifascista e atuação da FEB na Itália.
1947 - Dirige e diagrama a Revista de Arte, suplemento da revista Leitura. Participa da mostra “Homenagem ao povo espanhol”, no Rio.
1948 - Decide voltar à Europa, fixando-se em Paris. Estuda, trabalha e se envolve com manifestações políticas. Participa de discussões sobre arte abstrata e realismo socialista. Viaja pela Itália, Inglaterra, Checoslováquia, Iugoslávia, Polônia e Portugal. Comparece ao I Congresso da Juventude Democrática em Praga.
1949 - Publica, pela Association Latine-Américaine, sediada em Paris, o álbum de linoleogravuras Les Chemins de la Faim (Os Caminhos da Fome), com apresentação de Jorge Amado. Comparece ao I Congresso dos Partidários da Paz, em Paris.
1950 - Após quatro anos de estada na Europa, Scliar volta para o Brasil, convencido que apenas em seu próprio país descobriria seu caminho artístico mais profundo e mais coerente consigo mesmo, com sua visão de mundo e intuição das coisas. Passa pelo Rio e segue para Porto Alegre. Participa da Fundação do Clube da Gravura de Porto Alegre, do qual se tornaria presidente. Começa a conceber graficamente a revista Horizonte, à qual ficaria ligado até 1962. Participa ativamente do Movimento da Paz, realizando cartazes para a mobilização popular contra a guerra atômica (o mundo ainda temia uma Terceira Guerra Mundial). Ele escreveria, posteriormente: “
Em 1950, encontrei o Rio, e principalmente São Paulo, em plena febre dos museus, e, a seguir, em 1951, das Bienais, que defendiam, em regulamento, o vanguardismo do dia. Decidi me enfurnar no Rio Grande do Sul. Ia buscar talvez minhas raízes, mas pretendia parar para pensar…”
1951 - É incluído na publicação 15 Dessins pour la Paix, editada em Paris.
Os quatro de  Bagé RS em 1990 - Glenio Bianchetti - Glauco Octávio
de Castilho Rodrigues, Carlos Scliar e  Danúbio Vilamil
1952 - Vai à Conferência pela Paz em Montevidéu. Figura em várias mostras de gravadores gaúchos, no Brasil e no exterior. Integra o álbum Gravuras Gaúchas (1950-1952), Prêmio Pablo Picasso da Paz, editado no Rio. Participa com amigos – Glauco Rodrigues, Glênio Bianchetti, Danúbio Gonçalves – do Salão de Arte Moderna, no Rio, com obras “hors concours”, defendendo a disciplina no ato de criação. “A liberdade nasce do conhecimento”, escreveu.
1953 - Ilustra o romance Seara Vermelha, de Jorge Amado, publicado em Tel-Aviv. Realiza uma nova viagem a Europa, visitando a Holanda, Checoslováquia, Polônia, União Soviética, com uma delegação cultural. Comparece ao Congresso Continental da Cultura, em Santiago do Chile. Inicia a execução da série de gravuras Estância, terminada em 56. Participa do II Salão de Arte Moderna, no Rio.
1954 - Recebe medalhas de prata, em desenho e gravura, no VI Salão da Associação de Artes Plásticos Francisco Lisboa, em Porto Alegre. Toma parte do I Congresso Nacional de Intelectuais, em Goiânia.
1955 - Scliar conquista o Prêmio de Viagem pelo país pelo IV Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio. Expõe em Porto Alegre gravuras executadas entre 1942 e 1955.
1956 - Publica o álbum Estância, com 5 gravuras originais. Recebe o prêmio da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do RGS; Atua, no Rio, como consultor plástico na produção teatral de Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes. Planeja graficamente e ilustra a edição da peça, fazendo ilustrações especiais para a edição italiana. Realiza uma retrospectiva de seus desenhos na Biblioteca Nacional. Também expõe desenhos no MAM de São Paulo e participa da exposição Gravura Contemporânea, em Lisboa.
1957 - Cria cartazes para o filme Rio Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos. Elabora programas para o Teatro Nacional de Comédia, no Rio, companhia patrocinada pelo Serviço Nacional do Teatro, da qual participaram Gianni Ratto e Ziembinski. Expõe gravuras em Berlim e em Montevidéu.
1958 - Participa da I Bienal Interamericana de Pintura e Gravura, na Cidade do México. Passa a ocupar a chefia do Departamento de Arte da revista Senhor, cargo no qual ficou até 1960.
1960 - Realização de individual de pintura , na Galeria Tenreiro, no Rio. Deixa a revista Senhor, último trabalho no setor gráfico, e passa a ser artista contratado da Petite Galerie. Feliz com a liberdade profissional, comemora o fato de ter “vinte e oito horas” por dia só para pintar. Os trabalhos aumentam de tamanho: faz dípticos e trípticos. Em euforia, dedica-se totalmente à sua arte.
1961 - Mostra retrospectiva 22 anos de pintura, na qual foram exibidos cerca de 150 trabalhos, em Porto Alegre. Exposição individual na Petite Galerie, do Rio. Descobre a beleza tranquila da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, com suas igrejas brancas e douradas e o casario colonial, de telhados vermelhos, a colorirem o verde das matas.
1962 - É incluído na mostra de gravuras e desenhos brasileiros, durante o Festival dei Due Monde, na cidade italiana de Spoleto. Ao lado de outros artistas brasileiros, expõe obras em Rabat, Marrocos.
1963 - Publica, pela Ediarte, no Rio, o álbum Naturezas-mortas, com obras executadas de 1941 a 1963 e textos de Jorge Amado e Joaquim Cardozo. Realiza uma exposição individual na Galeria Profili, de Milão e, outra, na Casa do Brasil, em Roma.
1964 - Exposição individual em Düsseldorf e em Frankfurt. Gugu Mendes escolhe-o para ser um dos três pintores incluídos no documentário a cores Artes Plásticas no Brasil -1. Compra o sobrado colonial em ruínas no canal em Cabo Frio que pertencia à família do Marechal Rondon e que depois iria restaurar e ampliar. Será sua moradia ao longo de 40 anos. Também comprará uma casa encravada numa encosta de Ouro Preto.
Carlos Scliar - foto Acervo Casa-Ateliê Carlos Scliar
1965 - Participa da mostra Brazilian Art Today (Arte Brasileira Hoje), apresentada em Londres, Viena, Bonn e Bruxelas, até 1966. O jornalista Pierre Kast realiza reportagem a cores a respeito de sua pintura, para a série Retratos do Brasil, destinada à televisão francesa.
1967 - Publica a primeira série de serigrafias, executada por Dionísio del Santo, no Rio. Concebe e realiza os envelopes Cinco Serigrafias, Caixas I, Caixas II e Frutas, cada um contendo cinco imagens, com edição de Dionísio. Executa painel na sede do Banco Aliança, em edifício projetado por Lúcio Costa, no Rio. No dia 9 de outubro, é anunciada a morte de Che Guevara, morto no dia 8, na serra boliviana.
1968 - Ajuda a organizar a I Feira de Arte da Associação Internacional de Artistas Plásticos, no Museu de Arte Moderna do Rio. Participa, juntamente com outros intelectuais e artistas, da grande manifestação realizada no centro do Rio em protesto pela morte do estudante Edson Luís, que ficou na história com o nome de “Passeata dos Cem Mil”. Em uma das fotos da heroica mobilização contra os desmandos do governo militar, Scliar se encontra ao lado de Clarice Lispector, Glauce Rocha, Milton Nascimento e Ziraldo.
1969 - Com texto de Rubem Braga e reproduzindo os desenhos feitos durante a campanha da FEB na Itália, é publicado o Caderno de Guerra de Carlos Scliar. Antonio Carlos Fontoura realiza odocumentário Ouro Preto e Scliar.
1970 - Retrospectiva Scliar, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, coordenada por Roberto Pontual, na qual foram exibidas exibiu mais de oitocentas obras (pintura, desenho e gravura). Editada a monografia Scliar, o Real em Reflexo e Transfiguração, de Pontual, pela Civilização Brasileira. O álbum 12 Desenhos de Scliar, com obras de 1944 a 1970, é lançado por ocasião da retrospectiva no MAM. Adamastor Câmara dirige um documentário sobre a mostra, intitulado Os Caminhos da Cor. Scliar ilustra 4 bilhetes de efemérides da Loteria Federal para 1971. Os anos 70 são os da resistência silenciosa de Scliar. A palavra “Pense” aparece centenas de vezes em seus quadros. “Era um momento em que as autoridades queriam pensar por nós, subestimando a capacidade e a inteligência do nosso povo”.
1971 - Retrospectivas no Museu de Arte Moderna de São Paulo; em Curitiba, para a Secretaria Cultural do Paraná, e em Belo Horizonte, na Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais. Exposições de pintura no Rio, São Paulo e Porto Alegre.
1972 - Realiza individuais de pintura em São Paulo e Brasília. Edita o álbum didático Scliar/Serigrafias, com texto de Roberto Pontual, impresso por Dionísio del Santo.
1973 - Expõe o álbum didático em mostras organizadas pelos diretórios acadêmicos de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Escola de Belas Artes da Bahia, e no Curso de Gravura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Individuais de pintura no Recife e em Santos. Termina o políptico Ouro Preto 180º para a sede da Manchete, no Rio de Janeiro. Realiza conferências com debates e exposições de suas gravuras, no Centro de Criatividade da Prefeitura de Curitiba.
1974 - Realiza três painéis sobre a cidade de Porto Alegre, para o Salão Nobre da Prefeitura municipal dessa cidade. A convite do governador da Bahia, realizada um painel díptico sobre Santa Cruz de Cabrália e um painel sobre Porto Seguro, para o Centro Administrativo do Governo da Bahia, em Salvador. Editado o álbum Série Gaúcha, 9 linóleos e pochoir, com apresentação de Joaquim Cardozo. O general Ernesto Geisel sucede Médici na Presidência do país. Governará até 1979.
Carlos Scliar - foto Acervo Casa-Ateliê Carlos Scliar
1975 - Realiza exposições de pinturas em São Paulo, Brasília e Goiânia.
1976 - Scliar participa com um grupo de artistas do encontro em Bagé. Realiza o políptico Ouro Preto 360º, para uma residência particular em Brasília. Este painel, com vinte peças, é exposto em Sala Especial no Salão Global de Belo Horizonte; na Fundação Cultural do Paraná; na Exposição do Grupo de Bagé; e no Museu de Arte Moderna do Rio. Exposição de pinturas recentes em Curitiba e em Belo Horizonte.
1977 - Realiza o painel Leia-Pense para a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Expõe uma retrospectiva, com 50 peças, pela Fundação Cultural da Bahia. Expõe pinturas em Porto Alegre, Parati e Rio. É editado, pela Lithos, o álbum de serigrafias Telhados de Ouro Preto.
1978 - Individuais de pintura em Santos, Recife, Rio e Brasília. Retrospectiva síntese nas Universidades do Espírito Santo e de Blumenau. Sala especial de gravura em Curitiba. Pintura de um painel para a sede da Líder Transportes Aéreos, em Belo Horizonte. Exposição de desenhos e gravuras sobre Ouro Preto, na Casa dos Contos da cidade mineira.
1979 - Individual de pintura na André Galeria de Arte, em São Paulo. Expõe 17 litografias, realizadas para a Graphos, em Porto Alegre, São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
1980 - Individual de pintura na Oscar Seráphico Galeria de Arte, em Brasília. Entrada nos anos 80, os da liberdade da forma e da cor. Representam o período de maturidade do artista: menos preocupado com as inovações, a Scliar interessa sedimentar no espírito e na inteligência das pessoas as conquistas da modernidade. Para tal,  trabalha e retrabalha suas imagens, seu sensível repertório visual, obtendo novas relações, novos resultados. A série de trabalhos organizada para a mostra “Território Ocupado” que se realizou na escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) é significativa, uma espécie de síntese desse período.
1981 - Individuais de pintura no Rio, Salvador, Porto Alegre e Recife. Individuais de gravura no Museu da Gravura, em Bagé, e na Universidade Federal de Santa Maria.
1982 - Individuais de pintura em São Paulo, Brasília e Santa Maria, no RGS. Exposição de serigrafias e guaches na Sala Corpo de Exposições, em Belo Horizonte.
1983 - Individuais de pintura na Galeria Momento-Arte, em Curitiba, na Galeria Artenossa, em Londrina, e em Belo Horizonte. Editado o álbum Scliar/Desenhos 1940-1949, pela Oficina Goeldi, em BH. Retrospectiva 1939-1983 no MAB-FAAB (Brasilian Art Museum da Fundação Armando Alves Penteado), em São Paulo.
1984 - Série de desenhos, gravuras e pintura, realizada em Angra dos Reis, sob encomenda da empresa Verolme. Diante da paisagem luxuriante da região, Scliar resgatou o traço rápido, o gesto veloz, a herança expressionista manifestada nos desenhos de guerra e produziu uma série de intensa beleza e espírito contemporâneo.
1987 - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand no MAM, Rio de Janeiro.
1989 - Participa da mostra Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira, Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
1991 - Participação no 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP.
Carlos Scliar - trabalhando em seu estúdio
1992 - Exposição Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung (Brasil, Descobrimento e Autodescobrimento), na Kunsthaus, Zurique (Suíça). Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB, Rio de Janeiro. Collor renuncia à Presidência, após sofrer um processo de impeachment por corrupção. Assume seu vice Itamar Franco.
1993 - Arte Erótica, no MAM/RJ. Participação na exposição O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi, São Paulo. Participação na exposição Paixão do Olhar, no MAM/RJ.
1994 - Participação nas seguintes mostras ou exibições: Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo; Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ, e Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ. Homenageando seus amigos músicos, Scliar passa a incluir partituras musicais em seus quadros-colagens.
1995 - Grande retrospectiva: Scliar: 50 anos de produção artística, no Margs, Porto Alegre.
1998 - Participação na mostra O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand-MAM/RJ, no MASP, São Paulo.
1999 - Começa a se dedicar a preparar a série comemorativa do Descobrimento do Brasil.
2000 - Exposição Brasil 500 Anos. Arte Contemporânea, na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (Portugal).  Exibição dos desenhos de seus Cadernos de Guerra (1944-1945), no Museo Morandi, Bologna (Itália). Retrospectiva Carlos Scliar: 80 anos, no MNBA, Rio de Janeiro, comemorativa de seu aniversário.
2001 - Morte de Scliar. Criação do Instituto Cultural Carlos Scliar, que desde então mantém intensa atividade cultural em Cabo Frio, promovendo as artes na Região dos Lagos, como queria seu mentor e inspirador.
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2003 - As cinzas do pintor são jogadas nas águas do Canal do Itajuru, em Cabo Frio, em frente a sua casa ateliê, transformada em museu, aberto à visitação pública.  Ao lado da casa ateliê, funciona a Oficina-Escola Carlos Scliar, que oferece cursos de arte, noções de marcenaria, atendendo jovens estudantes da rede pública. No local, são comercializados os produtos da oficina, assim como gravuras e livros de artes.
Orla Scliar em Cabo Frio - RJ - foto: Acervo Casa-Ateliê Carlos Scliar
2006 - A prefeitura de Cabo Frio, em parceria com o Instituto Cultural Carlos Scliar, reconhecendo a importância do artista para a cidade, rendeu-lhe merecida homenagem, rebatizando a avenida à beira do Canal do Itajuru como Orla Scliar.  Em outubro, além da própria Orla, também foi inaugurada a escultura do pintor, concebida pelos artistas plásticos Cristina Ventura e Jonas Corrêa.
2011 - O Instituto Municipal do Patrimônio Cultural (PMCF), tomba o acervo e a Casa Ateliê na qual Scliar morou ao longo de 40 anos.
:: Fonte: Cecília Costa Junqueira (texto) | Instituto Carlos Scliar (acessado em 31.3.2016).


“A Liberdade nasce do conhecimento."
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


“Gostaria que meus quadros incutissem esperança e força a todos.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)

OBRAS SELECIONADAS DE CARLOS SCLIAR


Nesperas e partitura - © Carlos Scliar


Sesta © Carlos Scliar 1955 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

Sesta I © Carlos Scliar 1954 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

Composição - © Carlos Scliar 1944 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Esquila (1º série gravura gaúcha) - © Carlos Scliar 1954 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Flores, Objetos - Cabo Frio - © Carlos Scliar 1989


Natureza Morta com Vários Objetos - © Carlos Scliar


© Carlos Scliar


Natureza morta, com vários Objetos - © Carlos Scliar


Composição com bule azul © Carlos Scliar 1983


Máquina de Costura, Ferro de passar, Bule e Frutas - © Carlos Scliar


Partitura e vários objetos sobre mesa - © Carlos Scliar

© Carlos Scliar 1974

Natureza-morta no quarto antigo © Carlos Scliar (1969 – Rio de Janeiro)

Pergunte às laranjas (I) – © Carlos Scliar (1975 – Cabo Frio)

Composição – © Carlos Scliar 1996

Pergunte (IV) – © Carlos Scliar (1975 – Cabo Frio)

Pergunte Ainda (III) – © Carlos Scliar (1975 – Cabo Frio)

Composição com Bule azul, flores, castiçal - © Carlos Scliar


Garrafas - © Carlos Scliar


Interior [Meu Quarto II]  © Carlos Scliar 1949


Bule Azul – © Carlos Scliar (1970 – Cabo Frio)

Flores - © Carlos Scliar


Frutas, flores e ferro de passar - © Carlos Scliar


© Carlos Scliar - Calendário 1993


Flores -  © Carlos Scliar 1985

Rosas, bules, ferro de passar, vinil e colagem
encerada - © Carlos Scliar 1985


Vaso de flores - © Carlos Scliar

Sem título - © Carlos Scliar

OURO PRETO

Paisagem com a Igreja São Francisco – © Carlos Scliar (1997 – Ouro Preto)

Ouro Preto 360º – © Carlos Scliar 1976

Paisagem - © Carlos Scliar

Paisagem IV - © Carlos Scliar 1985


Paisagem XXI - © Carlos Scliar

Paisagem © Carlos Scliar


Paisagem © Carlos Scliar


Paisagem - © Carlos Scliar

PAINEL
© Carlos Scliar - Homenagem à dramaturgia universal e brasileira – 1990
Memorial da América Latina - São Paulo – SP

LITOGRAFIA - LINOLEOGRAVURA
Assine o apelo da paz - © Carlos Scliar 1952 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Tosquia 2 - © Carlos Scliar 1960

© Carlos Scliar - Série Gaúcha - in Veeck 1998 p. 45

Sem título - © Carlos Scliar 1952 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Sem título - © Carlos Scliar 1952 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Sem título - © Carlos Scliar 1952 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

Trabalhando em café - © Carlos Scliar  - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

Xangô - © Carlos Scliar 1954 - Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo

O mineiro - © Carlos Scliar 1951 - Acervo Pinacoteca do Estado de S. Paulo

Sem título - © Carlos Scliar 1951

Velha casas (Paisagem) © Carlos Scliar 1951 -
 Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


DESENHOS E GRAVURAS
© Carlos Scliar - Gravura 1955


© Carlos Scliar - Guerra_Gaggio Montano – 2.4.1945


Menino - desenho © Carlos Scliar

Clarice Lispector - desenho © Carlos Scliar


Jorge Amado - desenho © Carlos Scliar


Vinicius de Moraes - desenho © Carlos Scliar

“Pinto porque gosto. Pintar é minha preocupação constante, inclusive quando não estou pintando. Todos os dias descubro algo. Gosto de mostrar meus quadros e me surpreendo, permanentemente, com a reação das pessoas. Pinto porque gosto e porque quero me comunicar. O pintor é um homem dentro do mundo.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


OBRAS DE CARLOS SCLIAR
Autorretrato azul - © Carlos Scliar
(1948, Paris–França)
Álbuns: livros - revistas (ilustrações)
:: Almas Penadas (Pedro R. Wayne, 1942)
:: Carlitos (Manuel Villegas Lopez, 1944)
:: Histórias dos Pracinhas (Joel Silveira, 1945)
:: Orfeu da Conceição (Vinícius de Moraes, 1956)
:: Orfeu negro (Vinícius de Moraes, 1961)
:: Espelho Provisório (Olga Savary, 1970)
:: A Morte de Ivan Ilitoh (Leon Tolstoi)
:: Seara Vermelha (Jorge Amado)
:: Reflexos do baile (Antônio Callado, 1976)
:: O Menino no Espelho (Fernando Sabino, 1982)
:: A Mulher que Matou os Peixes (Clarice Lispector, 1983)
:: Clarice Lispector (Ana Miranda, 1996)

Cenografia
:: Filadélfia (1941)
:: Batuque (1948)
:: Balé Abstrato (1948)
:: O Homem da Flor na Boca (1946)
:: Balé Telegráfico (1943)
:: Interânea (1982)
:: Pequenos Balés (1943)
:: A Fábrica (1948)

Cinema
:: Segall (Ruy Santos)
:: Escadas (Carlos Scliar)
Autorretrato - © Carlos Scliar (São
Paulo 1940) – coleção particular
:: Seara vermelha (Alberto D’Aversa)
:: Ouro Preto e Scliar (Antônio Carlos Fontoura)
:: Jorge Amado (Ruy Santos)
:: Depoimento do pintor Carlos Scliar (Carlos Alberto Vizeu)
:: 24 anos de Luta (Ruy Santos)
:: Rio, zona norte (Nelson Pereira dos Santos)
:: A Cartomante (Miguel Faria)

Filmes & Vídeos
:: Artes Plásticas no Brasil (Gugu Mendes)
:: Retratos do Brasil (Pierre Kast)
:: Os Caminhos da Cor (Adamastor Camará)
:: Scliar – O Homem e a sua Pintura (Ruy Santos)
:: Scliar – Auto Retrato Hoje (Alceu Massari)
:: Scliar: Pintor de Corpo Inteiro (Cacá Silveira)
:: Ouro Preto e Scliar (Antonio Carlos Fontoura)

Calendários
1967 - Scliar
1968 - Painel de Carlos Scliar
1980/81 – 5741 - Shalon
1988/89 – 5749 - Shalon

1988 - Agenda
1989 - calendário
:: Fonte e outras obras - Casa-Ateliê Carlos Scliar. Acesse AQUI!


“Quando eu pinto, eu estou fazendo a minha política, e a minha política é tentar pintar o melhor possível.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


Carlos Scliar em seu ateliê – Cabo Frio
FORTUNA CRÍTICA E REFERÊNCIAS DE PESQUISA SOBRE CARLOS SCLIAR
ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. [posfácio Luiz Armando Bagolin]. São Paulo: Meta, 2000. 227 p., il. color.
ARTE no Brasil. [prefácio Pietro Maria Bardi; introdução Pedro Manuel]. v. 2.
São Paulo: Abril Cultural, 1979. 
AYALA, Walmir (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC / INL, 1980. v.4: Q a Z. 
BIENAL BRASIL SÉCULO XX. Bienal Brasil Século XX. [organização Nelson Aguilar; apresentação Edemar Cid Ferreira]. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994, 516p.
CARLOS Scliar. [prefácio Pietro Maria Bardi]. São Paulo: Raízes, 1983. 175 p. , il. color. (Coleção MWM-IFK).
FERREIRA, Heloisa Pires (org. ). Gravura brasileira hoje:depoimentos. [entrevista Anna Letycia, entrevistado Antônio Grosso; entrevista Carlos Scliar, entrevistado Dionísio del Santo; entrevista Edith Behring, entrevistado Marília Rodrigues]. Rio de Janeiro: Oficina de gravura SESC-Tijuca, 1995, 143p.
GONÇALVES, Cassandra de Castro Assis. Clube de Gravura de Porto Alegre: Arte e Política na Modernidade. (Dissertação Mestrado em Estética e História da Arte). Universidade de São Paulo, USP, 2005.
GONÇALVES, Cassandra de Castro Assis. Sinal Vermelho na Arte Brasileira: Artistas Comunistas aderem ao realismo socialista na década de 1950. In: Elza Ajzenberg. (Org.). Arteconhecimento. São Paulo: MAC/ USP-PGEHA, 2006, v. , p. -.
GRAVURA: arte brasileira do século XX. [apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende]. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, 270p.
KLINTOWITZ, Jacob. Versus: dez anos de crítica de arte. [prefácio Jacob Klintowitz; apresentação Pietro Maria Bardi]. São Paulo: Galeria de Arte André, 1978. 143 p.
LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace]. S.l.: Log On Informática, 1999. 1 Cd-rom.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988, 555p.
LIMA, Valéria Rodrigues Coelho de.. A herança poética de Carlos Scliar no design gráfico da revista Senhor. (Dissertação Mestrado em Mestrado em Design). Universidade Anhembi Morumbi, ANHEMBI, 2008.
MOTTER, Talitha Bueno. A poética de um artista engajado: as gravuras de Carlos Scliar junto ao CGPA (1950-1956).. (Dissertação Mestrado em Artes Visuais). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2015.
Autorretrato – © Carlos Scliar
(1946 – Rio de Janeiro)
MOTTER, Talitha Bueno. Gravura, figuração e política: A obra de Carlos Scliar junto ao Clube de Gravura de Porto Alegre (1950-1956).. (Monografia Graduação Graduação em Artes Visuais). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, 2012.
MOTTER, Talitha Bueno. Paisagem e identidade regional nas gravuras de Carlos Scliar junto ao Clube de Gravura de Porto Alegre (1950-1956). Leituras Paisagísticas (UFRJ), v. n.6, p. 117-132, 2015.
MOTTER, Talitha Bueno. O Clube de Gravura de Porto Alegre e o desejo de realizar uma arte para o povo. Revista Cartema, v. 1, n.3, p. 89-102, 2014.
MOTTER, Talitha Bueno; KNAAK, Bianca.. O real socialismo nas impressões artísticas do Clube de Gravura de Porto Alegre: engajamento e dispersão. Perseu: História, Memória e Política, v. 1, p. 46-62, 2013.
MOTTER, Talitha Bueno; KNAAK, Bianca.. A matriz socialista do Clube de Gravura de Porto Alegre: impressões figurativas. Revista Valise, v. 2 nº3, p. 47-62, 2012.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. [texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Carlos Cavalcanti et al.]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969, 559p.
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 585 p.
PONTUAL, Roberto. Scliar: o real em reflexo e transfiguração. (Arte: Multicosmo, 1). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970, 215p. 
POÉTICA da resistência: aspectos da gravura brasileira. [apresentação Carlos Eduardo Moreira Ferreira, M. F. do Nascimento Brito; introdução Armando Mattos, Marcus de Lontra Costa]. Rio de Janeiro: MAM, 1994. 63 p.
RÔMULO, Romério. canto para amar carlos scliar. in: blog Romério Rômulo, 13. 6.2008. Disponível no link. (acessado em 31.3.2016).
SEIBERT, Laci Cecilia; CANSI, Lislaine Sirsi. Carlos Scliar: dados sobre a vida e obra. Revista Apreciando, Santa Maria- RS, , v. 7, p. 45 - 47, 1 dez. 2001.
SCLIAR, Carlos. Carlos Scliar: 80 anos - pinturas recentes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 2000, 20p. 
SCLIAR, Carlos. O jovem pintor Carlos Scliar. [apresentação Emanoel Araújo]. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2000. 16 p. , il. color.
SCLIAR, Carlos. Ouro Preto, saudades de quem te ama. Porto Alegre: Espaço Cultural BFB, 1993.
SCLIAR, Carlos. Pinturas recentes. São Paulo: André Galeria de Arte, 1982. 40p. 
SCLIAR, Carlos. Retrospectiva Scliar. [apresentação Roberto Pontual]. São Paulo: MAM, 1971. 16 p. , il. p&b.
SCLIAR, Carlos. Scliar. Goiânia: Fundação Jaime Câmara, 1997. 12 p. 
SCLIAR, Carlos. Scliar: 1940/1977: retrospectiva. Niterói: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 1977. 88 p.
ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil - I. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães : Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 490 p.



Ouro Preto Scliar -1969 _ curta metragem


“O compromisso social do artista é ser honesto com o seu tempo e deve lutar mesmo que a sua gente não o compreenda naquilo que vem realizando.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


ICONOGRAFIAS
Rubem Braga, Fernando Luiz Vieira, Francis Hallawel e Carlos Scliar em Roma, Itália, 1945


Perfil de Carlos Scliar por Renato Lemos, publicado no Jornal do Brasil.

"Minha crença nos valores fundamentais da humanidade faz de mim um elo, ainda que precário, com tudo o que foi e que será. Tento fazer do ato de criar um instante de inteligência e de amor ao homem."
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)



Casa-Ateliê Carlos Scliar - Cabo Frio RJ
CASA - ATELIÊ CARLOS SCLIAR EM CABO FRIO - RIO DE JANEIRO
O pintor modernista Carlos Scliar nasceu em Santa Maria da Boca do Monte (RS), em 1920,  e  viveu e trabalhou por 40 anos em Cabo Frio. No sobrado do século XVIII onde Scliar morou, e que ele mesmo restaurou nos anos 60, há uma exposição permanente de suas obras, processo de criação e hábitos. O acervo da pinacoteca, de 150 peças, contém trabalhos de outros artistas com quem o pintor conviveu ou se inspirou, como Bonadei, Pancetti, Guignard, Glauco Rodrigues e Anna Letycia.
Casa-Ateliê Carlos Scliar
Além disso, estão preservados o mobiliário da casa e ateliê, com tintas, telas e pincéis. A Casa mantém a Oficina-Escola Carlos Scliar, que oferece para estudantes da rede pública cursos de arte em papel, silk-scream e marcenaria. No local são comercializados os produtos da Oficina-Escola, além de gravuras e livros de arte. O trecho às margens do Canal de Itajuru, em frente à Casa- Ateliê, recebeu o nome de Orla Scliar. No local também foi construída uma escultura de Scliar em tamanho natural.
Serviço
Endereço: R. Marechal Floriano, 253 - Centro, Cabo Frio - RJ 
Telefone: (022) 2643-0562 
Email: institutoscliar@gmail.com
Site: Carlos Scliar 
Fanpage: Casa Carlos Scliar
Horário de Funcionamento: Quar a dom, das 15h à s 20h
:: Fonte Mapa Cultural do Estado do Rio de Janeiro

“Devo tudo a todos.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)


ESCULTURA DE CARLOS SCLIAR
Estátua de Carlos Scliar na Orla Scliar em Cabo Frio RJ

“Não quero ser o dono da verdade mas o dono da dúvida.”
- Carlos Scliar (fonte: site da Casa-Ateliê Carlos Scliar)



Autorretrato - © Carlos Scliar 1972
Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo
OUTRAS FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
:: Carlos Scliar na Pinacoteca do Estado de São Paulo
:: Enciclopédia Itaú Cultural
:: Memorial da América Latina


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Carlos Scliar - série pintores brasileiros. Templo Cultural Delfos, março/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 31.3.2016.



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