Emily Dickinson - liberdade e transgressão

Emily Dickinson - desenho
Emily Elizabeth Dickinson (poeta norte-americana) nasceu em 10 de dezembro de 1830, na pequena cidade de Amherst, perto de Boston, no estado de Massachusetts, uma das regiões de raízes mais puritanas e conservadoras dos Estados Unidos, e morreu no mesmo local em 15 de maio de 1886. Tendo vivido e produzido à margem dos círculos literários de seu tempo, solteira por convicção e auto-exilada dentro de casa por mais de vinte anos, Emily Dickinson não chegou a publicar os seus versos, por não se submeter aos rígidos padrões de discrição e singeleza que se esperava então de uma mulher. Sua voz era uma voz estranha em meio às tímidas dicções poéticas da época, e por essa razão ela teve de encarar em vida a rejeição de seu labor poético. Ao arrumar o quarto de Emily depois que ela morreu, a sua irmã Lavinia encontrou uma gaveta cheia de papéis em desordem. Eram cadernos e folhas soltas com uma grande quantidade de poemas inéditos. Disposta a divulgar a obra da irmã, Lavinia entrou em contato com um medíocre crítico literário, Thomas Higginson, que durante trinta anos renegou todos os versos que Emily lhe submetera, e uma obscura escritora, Mabel Todd, que por cinco anos havia freqüentado a casa da poeta sem nunca chegar sequer a vê-la. Dessa improvável união de forças surgiu a publicação póstuma de alguns de seus poemas, seguida em pouco tempo de diversas outras edições, em vista da excepcional acolhida que tiveram. Em 1955, o crítico e biógrafo Thomas H. Johnson reuniu numa edição definitiva todos os seus 1.775 poemas. Daí em diante a obra de Emily Dickinson passou a ser reverenciada por uma crescente legião de críticos e leitores exigentes. Sua escrita poética, ambígua, irônica, fragmentada, aberta a várias possibilidades de interpretação, antecipa, sob muitos aspectos, os movimentos modernistas que se sucederiam depois de sua morte. Essa instigante poesia, nascida na solidão e no anonimato mas impregnada dos mais profundos valores humanos, dá hoje a Emily Dickinson um merecido e imorredouro lugar no cânon literário universal.
Seus versos constam da coletânea "The Complete Poems of Emily Dickinson", editada por Thomas H. Johnson, Cambridge, Mass (EUA), 1955.

Fonte: Releituras (acessado em 13.2.2016).

Emily Dickinson

OBRA DE EMILY DICKINSON PUBLICADA EM PORTUGUÊS
Brasil
:: Poesias escolhidas de Emily Dickinson. [tradução Olivia Krähenbühl; ilustrações Darcy Penteado]. São Paulo: Saraiva, 1956.
:: Mistério e solidão: a vida e a obra de Emily Dickinson, de Thomas H, Johnson. [tradução Vera Neves Pedroso]. Coleção Mimesis. Rio de Janeiro: Lidador, 1965.
:: Cinco poemas de Emily Dickinson [tradução Manuel Bandeira]. in: BANDEIRA, Manuel. Poemas traduzidos (1943/1948). Rio de Janeiro: José Olympio, 1976. 
Emily Dickinson, por Skinny Domicile
:: Emily Dickinson. [tradução Paulo Vizioli]. in: VIZIOLI, Paulo. Poetas norte-americanos: antologia bilíngue. Rio de Janeiro: Lidador, 1976.
:: Cartas de Emily Dickinson a Thomas Wentworth Higginson. [tradução Rosaura Eichenberg; prefácio Cleber Teixeira; desenhos Pedro Pires]. Florianópolis SC: Noa Noa, 1983.
:: Emily Dickinson: Uma centena de poemas. [tradução, introdução e notas Aíla de Oliveira Gomes; apresentação Paulo Rónai; e prefácio Ashley Brown]. São Paulo:  T. A. Queiroz; EdUSP, 1984. 
:: Emily Dickinson: poemas. [tradução e ensaio introdutório: “O Mito de Amherst” Idelma Ribeiro de Faria]. Edição bilíngue. São Paulo: Hucitec, 1986. 
:: Emily Dickinson: cinquenta poemas. [tradução e seleção Isa Mara Lando]. Rio de Janeiro: Imago, 1999.
:: Emily Dickinson: 75 poemas. [prefácio e tradução Lucia Olinto]. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: Sete Letras, 1999.
:: Poemas de Emily Dickinson. [tradução, introdução e notas biográficas Ivo Cláudio Bender]. Edição bilíngue. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002.
:: Emily Dickinson: Alguns poemas. [tradução e ensaio introdutório: “Emily Dickinson: a críptica beleza”, de José Lira; e prefácio de Paulo Henriques Britto]. Edição bilíngue. São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, 319p.
:: Emily Dickinson - Poemas escolhidos (bilíngue).. [seleção, tradução e introdução Ivo Cláudio Bender]. Edição Bilíngue. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007, 128p.
:: 20 poemas de amor e uma canção de Emily Dickinson. [tradução José Lira]. Folheto de cordel. Recife: Coqueiro, 2009, 24p. 
:: Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos].
Edição bilíngue
. Campinas: Unicamp, 2009, 109p.

:: Emily Dickinson: Loucas noites (Wild nights).. [tradução Isa Mara Lando]. Edição Bilíngue. Barueri SP: Disal Editora, 2010, 208p. 
:: A voz branca da solidão - Emily Dickinson. [tradução José Lira). Edição bilíngue. São Paulo: Iluminuras, 2011, 352p. 

Antologia (participação)
:: Folhetim — poemas traduzidos. [tradução de Ana Cristina Cesar]. Editora da Folha de S. Paulo, 1983.
:: + Emily Dickinson no Brasil. Referências e estudos/arquivo organizado pelo professor Carlos Daghlian/UNESP. Acesse AQUI!

Portugal
Emily Dickinson, by A field of dreams
:: 80 Poemas de Emily Dickinson. [tradução, prefácio e notas Jorge de Sena]. Lisboa: Edições 70, 1978.
:: Emily Dickinson. in: Leituras. poemas do inglês.  [tradução João Ferreira Duarte]. Lisboa: Relógio de Água, 1993.
:: Emily Dickinson: bilhetinhos com poemas. [tradução Ana Fontes; prefácio A. Joaquim]. Sintra: Colares Editora, 1995.
:: Emily Dickinson: poemas e cartas (antologia para um recital).. [introdução e tradução Nuno Júdice; seleção Nuno Vieira de Almeida; revista por Ana Luísa Amaral]. Edição bilíngüe. Lisboa: Cotovia, 2000, 190p
:: Duzentos Poemas de Emily Dickinson. [tradução, prefácio e organização Ana Luísa Amaral; apresentação João Barrento]. Edição bilíngue. Lisboa: Relógio D'Água, 2014.

Edições norte-americanas da obra de Emily Dickinson
:: Acesse AQUI

Escondo-me na minha flor,
Para que, murchando em teu Vaso,
tu, insciente, me procures –
Quase uma solidão.


I hide myself within my flower,
That fading from your Vase,
You, unsuspecting, feel for me –
Almost a loneliness.
 

- Emily Dickinson - "80 Poemas de Emily Dickinson". [tradução Jorge de Sena]. Lisboa: Edições 70, 1978.


POEMAS ESCOLHIDOS DE EMILY DICKINSON
Emily Dickinson, by Mark Alexander
1

Uma palavra se abre
Como um sabre —
Pode ferir homens armados
Com sílabas de farpa
Depois se cala —
Mas onde ela caiu
Quem se salvou dirá
No dia de desfile
Que algum Irmão de armas
Parou de respirar.

Aonde vá o sol sem ar —
Por onde vague o dia —
Lá está esse assalto mudo —
Lá, a sua vitória!
Observa o atirador arguto!
O tiro mais perfeito!
O alvo do Tempo
O mais sublime
É um ser “ignoto!”


1

There is a word
Which bears a sword
Can pierce an armed man —
It hurls its barbed syllables
And is mute again —
But where it fell
The saved will tell
On patriotic day,
Some epauletted Brother
Gave his breath away.

Wherever runs the breathless sun —
Wherever roams the day —
There is its noiseless onset —
There is its victory!
Behold the keenest marksman!
The most accomplished shot!
Time's sublimest target
Is a soul "forgot!"

(c. 1858)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

2

Sépala, pétala e um espinho —
Nesta manhã radiosa —
Gota de orvalho — Abelhas — Brisa —
Folhas em remoinho —
Sou uma rosa!


2

A sepal, petal,Annotate and a thorn
Upon a common summer's morn —
A flask of Dew — A Bee or two —
A Breeze — a caper in the trees —
And I'm a Rose!

(c. 1858)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

3

Um perde — outro ganha —
Jogadores jogados —
Lançam de novo os dados!


3

We lose — because we win —
Gamblers — recollecting which 
Toss their dice again!
(c. 1858)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

4

Se recordar fosse esquecer,
Eu não me lembraria.
Se esquecer, recordar,
Eu logo esqueceria.
Se quem perde é feliz
E contente é quem chora,
Que alegres são os dedos
Que colhem isto, Agora!


4

If recollecting were forgetting,
Then I remember not.
And if forgetting, recollecting,
How near I had forgot.
And if to miss, were merry,
And to mourn, were gay,
How very blithe the fingers
That gathered this, Today!
(c. 1858)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

5

O Sucesso é mais doce
A quem nunca sucede.
A compreensão do néctar
Requer severa sede.

Ninguém da Hoste ignara
Que hoje desfila em Glória
Pode entender a clara
Derrota da Vitória

Como esse — moribundo —
Em cujo ouvido o escasso
Eco oco do triunfo
Passa como um fracasso!


5

Success is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.

Not one of all the purple Host
Who took the Flag today
Can tell the definition,
So clear, of Victory!

As he, defeated — dying —
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Burst agonized and clear!

(c. 1859)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

6

Nossa porção de noite —
Nossa porção de aurora —
Nossa ausência de amor —
Nossa ausência de agrura —

Uma estrela, outra estrela
Que se extravia!
Uma névoa, outra névoa,
Depois – o Dia!


6

Our share of night to bear —
Our share of morning —
Our blank in bliss to fill
Our blank in scorning —
  
Here a star, and there a star,        
Some lose their way!
Here a mist, and there a mist, 
Afterwards — Day! 
 
(c. 1859)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

7

Tanto júbilo! Tanto!
Se eu errar, que pobreza!
Pobres como eu, no entanto,
Tudo arriscaram num só Lance!
Ganharam! Sim! Temendo embora —
Deste lado a Vitória!

Vida é só Vida! E Morte, Morte!
Ar é Ar, e Alegria, Alegria!
E se eu falhar, enfim,
É doce ao menos conhecer o ruim!
Perder não é mais que Perder,
Não há mais fim que o Fim!

Mas se eu ganhar! Canhões no Mar!
Sinos nas Torres, pelo ar
Ressoem lentamente!
O Céu é muito diferente
Quando sonhado; terra firme —
Poderá extinguir-me!


7

’Tis so much joy! ’Tis so much joy!   
If I should fail, what poverty!   
And yet, as poor as I,   
Have ventured all upon a throw!
Have gained! Yes! Hesitated so —       
This side the Victory!   
 
Life is but Life! And Death, but Death!
Bliss is, but Bliss, and Breath but Breath!   
And if indeed I fail,   
At least, to know the worst, is sweet!           
Defeat means nothing but Defeat,   
No Drearier, can befall!   
 
And if I gain! Oh Gun at Sea!   
Oh Bells, that in the Steeples be!   
At first, repeat it slow!           
For Heaven is a different thing,   
Conjectured, and waked sudden in —
And might extinguish me!

(c. 1860)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

8

A salvo nos seus Quartos de Alabastro —
Distantes do Festim —
Dos Sóis e do Verão —
Dormem os meigos mestres da Ressurreição —
Tetos de Pedra — Paredes de Cetim!

Grandiosos vão os Anos ao Crescente —
Os Mundos os seus Arcos circunscrevem —
E os Firmamentos — fogem —
Diademas – decaem — dobram-se — os Doges —
Gotas sem som – em um Disco de Neve —


8

Safe in their Alabaster Chambers —
Untouched by Morning —
And untouched by Noon —
Lie the meek members of the Resurrection —
Rafter of Satin — and Roof of Stone! 

Grand go the Years — in the Crescent — above them —
Worlds scoop their Arcs —
And Firmaments — row —
Diadems — drop — and Doges – surrender —
Soundless as dots — on a Disc of Snow —

(c. 1861)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

9

Tive uma jóia nos meus dedos —
E adormeci —
Quente era o dia, tédio os ventos —
"É minha", eu disse —

Acordo — e os meus honestos dedos
(Foi-se a Gema) censuro —
Uma saudade de Ametista
É o que eu possuo —


9

I held a Jewel in my fingers —
And went to sleep —
The day was warm, and winds were prosy —
I said “‘Twill keep” —

I woke — and chid my honest fingers,
The Gem was gone —
And now, an Amethyst remembrance
Is all I own —

(c. 1861)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

10

Senti um Féretro em meu Cérebro,
E Carpideiras indo e vindo
A pisar — a pisar — até eu sonhar
Meus sentidos fugindo —

E quando tudo se sentou,
O Tambor de um Ofício —
Bateu — bateu — até eu sentir
Inerte o meu Juízo

E eu os ouvi — erguida a Tampa —
Rangerem por minha Alma com
Todo o Chumbo dos pés, de novo,
E o Espaço — dobrou,

Como se os Céus fossem um Sino
E o Ser apenas um Ouvido,
E eu e o Silêncio estranha Raça
Só, naufragada, aqui —

Partiu-se a Tábua em minha Mente
E eu fui cair de Chão em Chão —
E em cada Chão achei um Mundo
E Terminei sabendo — então —


10

I felt a Funeral, in my Brain,
And Mourners, to and fro
Kept treading — treading — till it seemed
That Sense was breaking through —

And when they all were seated,
A Service like a Drum —
Kept beating — beating — till I thought
My Mind was going numb —

And then I heard them lift a Box
And creak across my Soul
With those same Boots of Lead, again,
Then Space — began to toll,

As all the Heavens were a Bell,
And Being, but an Ear,
And I, and Silence, some strange Race
Wrecked, solitary, here —

And then a Plank in Reason, broke,
And I dropped down, and down —
And hit a World, at every plunge,
And Finished knowing — then —

(c. 1861)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

11

Não sou Ninguém! Quem é você?
Ninguém — Também?
Então somos um par?
Não conte! Podem espalhar!

Que triste — ser— Alguém!
Que pública — a Fama —
Dizer seu nome — como a Rã —
Para as almas da Lama!


11


I’m Nobody! Who are you?
Are you — Nobody — too?
Then there’s a pair of us!
Don’t tell! they’d advertise — you know!

How dreary — to be — Somebody!
How public — like a Frog —
To tell one’s name — the livelong June —
To an admiring Bog!
(c. 1861)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

Emily Dickinson, by (...)
12

Lidamos com o Joio —
Para chegar à Joia! —
Jogamos fora o Joio —
Julgando-nos ingênuos —

Mas a Forma era a mesma —
E a nova Mão bateia
Com Táticas de Gema —
Praticando Areia —


12


We play at paste —
Till qualified, for Pearl —
Then, drop the Paste —
And deem ourself a fool —

The shapes — though — were similar —
And our new Hands
Learned Gem-Tactics —
Practicing Sands —

(c. 1862)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

13

Muita Loucura faz Sentido —
A um Olho esclarecido —
Muito Sentido — é só loucura —
É a Maioria
Que decide, suprema —
Aceite — e você é são —
Objete — é perigoso —
E merece uma Algema


13

Much Madness is divinest Sense —
To a discerning Eye —
Much Sense — the starkest Madness —
’Tis the Majority
In this, as all, prevail —
Assent — and you are sane —
Demur — you’re straightway dangerous —
And handled with a Chain —

(c. 1862)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

14

Morri pela beleza — e assim que no Jazigo
Meu Corpo foi fechado,
Um outro Morto foi depositado
Num Túmulo contíguo —

“Por que morreu?” murmurou sua voz.
“Pela Beleza” — retruquei —
“Pois eu — pela Verdade – É o mesmo. Nós
Somos Irmãos. É uma só lei” —

E assim Parentes pela Noite, sábios —
Conversamos a Sós —
Até que o Musgo encobriu nossos lábios —
E — nomes — logo após —


14

I died for Beauty — but was scarce
Adjusted in the Tomb
When One who died for Truth, was lain
In an adjoining room —

He questioned softly “Why I failed”?
“For Beauty”, I replied —
“And I — for Truth — Themself are One —
We Brethren, are”, He said —

And so, as Kinsmen, met a Night —
We talked between the Rooms —
Until the Moss had reached our lips —
And covered up — our names —
(c. 1862)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
15

Beleza — não tem causa — É —
Cace-a e ela cessa —
Não a cace e ela cresce —

Tente alcançar na Messe

As Ondas — quando o Vento
Passa os dedos por ela —
Deus do alto vela
Para negar o Intento —


15

Beauty — be not caused — It Is —
Chase it, and it ceases —
Chase it not, and it abides —

Overtake the Creases

In the Meadow — when the Wind
Runs his fingers thro' it —
Deity will see to it
That You never do it —

(c. 1862)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

16

Algumas Borboletas há
Nos Campos do Brasil —
Voam ao meio-dia só —
Depois — cessa o Alvará —

Alguns Aromas — vêm e vão
À tua Escolha, uma só vez —
Estrelas — que à Noite entrevês —
Estranhas — de Manhã —


16


Some such Butterfly be seen
On Brazilian Pampas —
Just at noon — no later — Sweet —
Then — the License closes —

Some such Spice — express and pass —
Subject to Your Plucking —
As the Stars — You knew last Night —
Foreigners — This Morning —

       (c. 1862)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§ 

17

Eu temo a Fala escassa —
O Homem que fala Pouco —
Falastrão — é oco —
O Tagarela — passa —

Mas O que pesa — Enquanto a Turba —
Ao máximo se expande —
Esse Homem — me perturba —
Temo que seja Grande —


17

I fear a Man of frugal Speech —
I fear a Silent Man —
Haranguer — I can overtake
Or Babbler — entertain —

But He who weigheth — While the Rest —
Expend their furthest pound —
Of this Man — I am wary —
I fear that He is Grand —
       (c. 1862)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

Emily Dickinson, by Gareth Southwell
18

Prazer — vira pintura —
Se visto pela Dor —
Melhor — porque impossível
Ao fruidor —

A Montanha — à distância —
É Âmbar — um véu —
Perto — dispersa-se — a ânsia —
E Isto é — o Céu —


18

Delight — becomes pictorial —
When viewed through Pain —
More fair — because impossible
Than any gain —

The Mountain — at a given distance —
In Amber — lies —
Approached — the Amber flits — a little —
And That’s — the Skies —

(c. 1862)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

19

Banir a Mim — de Mim —
Fosse eu Capaz —
Fortim inacessível
Ao Eu Audaz —

Mas se meu Eu — Me assalta —
Como ter paz
Salvo se a Consciência
Submissa jaz?

E se ambos somos Rei
Que outro Fim
Salvo abdicar-
Me de Mim?


19

Me from Myself — to banish —
Had I Art —
Impregnable my Fortress
Unto All Heart —

But since Myself — assault Me —
How have I peace
Except by subjugating
Consciousness?

And since We're mutual Monarch
How this be
Except by Abdication —
Me — of Me?
(c. 1862)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

20

A Dor — tem Algo de Vazio —
Não sabe mais a Era
Em que veio — ou se havia
Um tempo em que não era —

Seu futuro é só Ela —
Seu Infinito faz supor
O seu Passado — que desvela
Novos Passos — de Dor.


20

Pain — has an Element of Blank —
It cannot recollect   
When it began — or if there were
A time when it was not —

It has no Future — but itself —
Its Infinite contain
Its Past — enlightened to perceive
New Periods — of Pain.
(c. 1862)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

21

Habito a Possibilidade —
Casa melhor que a Prosa —
De Janelas mais pródiga —
Superior — em Portas —

Cômodos como Cedros —
Impermeáveis ao Olho —
E por Eterno Teto
Os Dosséis do Céu —

De Visitantes — o mais justo —
Por Ofício — Isto —
Só as asas destas parcas Mãos
Para o meu Paraíso —


21

I dwell in Possibility —
A fairer House than Prose —
More numerous of Windows —
Superior — for Doors —

Of Chambers as the Cedars —
Impregnable of Eye —
And for an Everlasting Roof
The Gambrels of the Sky —

Of Visitors — the fairest —
For Occupation — This —
The spreading wide my narrow Hands
To gather Paradise —
(c. 1862)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

22

Como se o Mar rompesse
Mostrando um outro Mar ―
E fosse ― um outro ― nesse
Mar ainda pré-formar ―

Mares do Mar ― que invade
As Praias singulares
De outros futuros Mares ―
Nestes ― a Eternidade ―


22

As if the Sea should part
And show a further Sea ―
And that ― a further ― and the There 
But a presumption be ―

Of Periods of Seas ―
Unvisited of Shores ―
Themselves the Verge of Seas to be ―
Eternity ― is Those ―
(c. 1863)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

Dickinson, by Melville
23

Publicar — é o Leilão
Da nossa Mente —
Pobreza — uma razão
De algo tão deprimente

Mas Nós — antes, em Greve,
Da Mansarda ir, sem cor,
Branca — Ao Branco Criador —
Que investir — Nossa Neve —

A Ele nosso Pensamento
Pertence — a Ele Que encomenda
 Sua ilustração Corpórea — a Venda
Do Real Alento —

Mercar, sim — o que emana
Do Celeste Endereço —
Sem reduzir a Alma Humana
À Desgraça do Preço —


23

Publication — is the Auction
Of the Mind of Man —
Poverty — be justifying
For so foul a thing

Possibly — but We — would rather
From Our Garret go
White — Unto the White Creator —
Than invest — Our Snow —

Thought belong to Him who gave it —
Then — to Him Who bear
It's Corporeal illustration — Sell
The Royal Air —

In the Parcel — Be the Merchant
Of the Heavenly Grace —
But reduce no Human Spirit
To Disgrace of Price —
(c. 1863)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

24

Não podia beber se
Você antes não bebesse,
Por mais que a antecedesse
O Pensar da Sede.


24

I could not drink it, Sweet,
Till You had tasted first,
Though cooler than the Water was
The Thoughtfulness of Thirst.
(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

25

Corta o Ar do Ar —
Divide a Luz, se puderes —
Eles se acharão
Cubos numa Gota
Ou Grãos num Vaso
Vão
Névoas não anulam
Odores volvem
Força a Flama
E com um Louro impulso
Ante a tua impotência
Voa a Chama.


25

Banish Air from Air —
Divide Light if you dare —
They'll meet
While Cubes in a Drop
Or Pellets of Shape
Fit
Films cannot annul
Odors return whole
Force Flame
And with a Blonde push
Over your impotence
Flits Steam.
(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 
26

Esses testaram o Horizonte —
E desapareceram
Pássaros antes de cumprir
A Latitude.

Nossa Retrospectiva Deles
Prazer pousado,
Nossa Antecipação
— Dúvida — Dado —


26


These tested Our Horizon —
Then disappeared
As Birds before achieving
A Latitude.

Our Retrospection of Them
A fixed Delight,
But our Anticipation
A Dice — a Doubt —
 
(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

27

Mansão malsã de Quem?
Tabernáculo ou Tumba —
Domo de um Verme —
Grota de um Gnomo —
Ou Elfo em Catacumba?


27

Drab Habitation of Whom?
Tabernacle or Tomb —
Or Dome of Worm —
Or Porch of Gnome —
Or some Elf’s Catacomb?


(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

28

Me oculto em minha flor,
Que fana no teu Vaso,
Sem suspeitar, sentes por mim —
Quase tristeza acaso.


28

I hide myself within my flower,           
That, fading from your Vase,   
You, unsuspecting, feel for me —
Almost a loneliness.   

(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

29

A Dor — expande o Tempo —
Eras se enrolam dentro da
Circunferência
De um só Cérebro —

A Dor contrai — o Tempo —
Num mero Tiro
Milhões de Eternidades
Cabem num Suspiro —


29

Pain — expands the Time —
Ages coil within
The minute Circumference
Of a single Brain —

Pain contracts — the Time —
Occupied with Shot
Gamuts of Eternities
Are as they were not —

(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

Emily Dickinson
30

A Morte é um Diálogo entre
 A Alma e o Pó.
 Diz a Morte “Some” — A Alma “Só
 Me cabe ser Crente” —

A Morte — sob a Terra — clama —
Vai-se a Alma
Deixando o seu — prova cabal —
Manto de Lama.


30

Death is a Dialogue between
The Spirit and the Dust.
"Dissolve" says Death —The Spirit "Sir
I have another Trust" —

Death doubts it — Argues from the Ground —
The Spirit turns away
Just laying off for evidence
An Overcoat of Clay.

(c. 1864)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

31

O Abrir e o Fechar
Do Ser é igual e
Desigual, se o for,
À Flor no Caule.

Que de mesma Semente
Vão, em igual Botão,
Paralelos, perfeitos
No que já não são.


31

The Opening and the Close
Of Being, are alike
Or differ, if they do,
As Bloom upon a Stalk.

That from an equal Seed
Unto an equal Bud
Go parallel, perfected
In that they have decayed.

(c. 1865)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

32

Morrer por ti era pouco.
Qualquer grego o fizera.
Viver é mais difícil —
É esta a minha oferta —

Morrer é nada, nem
Mais. Porém viver importa
Morte múltipla — sem
O Alívio de estar morta.


32

Too scanty ’twas to die for you,
The merest Greek could that.
The living, Sweet, is costlier —
I offer even that —

The Dying, is a trifle, past,
But living, this include
The dying multifold — without
The Respite to be dead.

(c. 1865)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

33

A Geometria é a maior Magia
Para a imaginação do mago —
Cujos prodígios, meros atos,
A humanidade prestigia.


33

Best Witchcraft is Geometry
To the magician’s mind —
His ordinary acts are feats
To thinking of mankind.

(c. 1870)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

34

A Voz que para mim é um Mar
É para outros chã —
A Face que nasce a Manhã
Fana sob outro Olhar —

Que diferença há em Substância
Se o que me é Soma
A outras Finanças só alcance a
Pobreza Extrema!


34

The Voice that stands for Floods to me
Is sterile borne to some —
The Face that makes the Morning mean
Glows impotent on them —

What difference in Substance lies
That what is Sum to me
By other Financiers be deemed
Exclusive Poverty!

(c. 1871)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 

35

Ruas sem som serviam
Circunscrições de Pausa —
Nem Sim — nem Não — se ouviram
Sem Universo — ou Causa —

Relógios davam Dia —
Noite — Sinos distantes —
Mas Eras não havia
E nem Depois nem Antes.


35

Great Streets of silence led away  
To Neighborhoods of Pause     —
Here was no Notice — no Dissent —
No Universe — no Laws —

By Clocks, ’twas Morning, and for Night         
The Bells at Distance called —
But Epoch had no basis here
For Period exhaled.  

(c. 1870)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

36

Se o meu Riacho é fluente
Há de secar —
Se o meu Riacho é silente
Ele é o Mar —

Que cresce. Em meu espanto
Tento escapar
Para um (dizem que existe) Canto
Onde “não há Mar” —


36

Because my Brook is fluent
I know ‘tis dry —
Because my Brook is silent
It is the Sea —

And startled at its rising
I try to flee
To where the Strong assure me
Is “no more Sea” —

(c. 1871)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§
 
37

A palavra morre
Quando ocorre,
Se dizia.
Eu digo que ela
Se revela
Nesse dia.


37

A word is dead   
When it is said,   
Some say.   
I say it just   
Begins to live           
That day.   

(c. 1872?)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§ 

38

O Enigma decifrado
Despreza-se com pressa —
A Surpresa de Ontem
Já não nos interessa —


38

The Riddle we can guess
We speedily despise —
Not anything is stale so long
As Yesterday's surprise —

(c. 1870)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

Emily Dickinson, by Leland Myrick
39

Tanto orgulho em morrer
Que nos humilha. Tanta
Indiferença em ter
Tudo o que nos encanta —
Tão feliz, ao revés,
De ir aonde ninguém quis —
Que a Angústia se desdiz
Em Inveja, a teus pés —


39

So proud she was to die   
It made us all ashamed   
That what we cherished, so unknown   
To her desire seemed —
So satisfied to go           
Where none of us should be
Immediately — that Anguish stooped   
Almost to Jealousy —

(c. 1873)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

40

Nesta Vida tão breve
De que nos dão só um gole
Quanto — quão pouco — está
Sob o nosso controle


40

In this short Life
that only lasts an hour
How much — how little —
is within our power
(c. 1873)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

41

Ontem é História,
Mas está tão longe —
Ontem é Poesia —
É Filosofia —

Ontem é mistério —
Mas onde está Hoje?
Mal especulamos
O tempo nos foge


41

Yesterday is History,
‘Tis so far away —
Yesterday is Poetry —
‘Tis Philosophy —

Yesterday is mystery —
Where it is Today
While we shrewdly speculate
Flutter both away

(c. 1873)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

42

O Cogumelo — à Noite —
É o Gnomo da Floresta — e
De Dia, Trufo-Travesti,
Estaca, um Toco.

Como se lentamente
Em toda a sua Saga
Mais lento que a Serpente
Mais breve que uma Praga —

Malabar vegetal —
Gente do Álibi — tal
Uma Bolha antecede
E, Bolha, se despede —

Como se visse a Grama
Interromper sua trama —
Um sub-reptício enxerto
Do verão circunspecto.

Se a Natureza a um Traidor
Quisesse descompor —
Se Apóstata tivesse —
O Cogumelo — é esse!


42

The Mushroom is the Elf of Plants —
At Evening, it is not —
At Morning, in a Truffled Hut
It stop upon a Spot

As if it tarried always
And yet it’s whole Career
Is shorter than a Snake’s Delay
And fleeter than a Tare —

’Tis Vegetation’s Juggler —
The Germ of Alibi —
Doth like a Bubble antedate
And like a Bubble, hie —

I feel as if the Grass was pleased
To have it intermit —
This surreptitious scion
Of Summer’s circumspect.

Had Nature any supple Face
Or could she one contemn —
Had Nature an Apostate —
That Mushroom — it is Him!

(c. 1874)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

43

Se o lábio hábil a sílaba
Soubesse sopesar,
Poderia, surpreso,
Ruir sob seu peso.


43

Could mortal lip divine
The undeveloped Freight
Of a delivered syllable
‘Twould crumble with the weight.

(c. 1877)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

44

Um Vão na Pedra Tumular
Faz do feroz Lugar
Um Lar —


44

A Dimple in the Tomb
Makes that ferocious Room
A Home —

(c. 1880)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

§

 45

A Fama é uma abelha.
Tem um estribilho —
Um ferrão em brasa —
Ah! também tem asa.


45

Fame is a bee.
It has a song —
It has a sting —
Ah, too, it has a wing.

(?)

- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.


****
TRADUÇÃO AÍLA DE OLIVEIRA

606
“Dizem, ‘com o tempo se esquece’,
Mas isto não é verdade,
Que a dor real endurece,
Como os músculos, com a idade.

O tempo é o teste da dor,
Mas não é o seu remédio –
Prove-o e, se provado for,
É que não houve moléstia.


606
They say that “Time assuages” –
Time never did assuage –
An actual suffering strengthens
As Sinews do, with age –

Time is a Test of Trouble –
But not a Remedy –
If such it prove, it prove too
There was no Malady – 

- Emily Dickinson, em "Emily Dickinson: Uma centena de poemas". [tradução, introdução e notas Aíla de Oliveira Gomes]. São Paulo:  T. A. Queiroz; EdUSP, 1984.

§

701
“Um pensamento me veio hoje à mente
Que já antes me ocorreu.
Não o concluí; foi tempo atrás; que ano
Não lembro corretamente;

Nem para onde foi, nem porque veio
A mim por segunda vez;
Nem, em definitivo, o que ele era
Tenho a arte de dizer.

Mas – em algum canto – em minha alma – eu sei
Que já encontrei Coisa assim –
Foi só um relembrar – foi tão somente –
E já não mais veio a mim.


701
A Thought went up my mind today –
That I have had before –
But did not finish – some way back –
I could not fix the Year –

Nor where it went – nor why it came
The second time to me –
Nor definitely, what it was –
Have I the Art to say –

But somewhere – in my Soul – I know –
I’ve met the thing before –
It just reminded me – ‘twas all –
And came my way no more –

- Emily Dickinson, em "Emily Dickinson: Uma centena de poemas". [tradução, introdução e notas Aíla de Oliveira Gomes]. São Paulo:  T. A. Queiroz; EdUSP, 1984.
 


Emily Dickinson

FORTUNA CRÍTICA DE EMILY DICKINSON
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AGUIAR, Isabel Cristina Moreira de.. Indagações à beira do caminho: uma proposta de leitura de Emily Dickinson. Revista da Academia Brasileira de Letras, Brasília, p. 190 - 198, 29 nov. 2001. 

ALMEIDA, Moíza Fernandes. Emily Dickinson e Cecília Meireles: entre o eterno e o efêmero, duas vozes femininas em dois diferentes séculos de poesia. (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, CESJF, 2006. 
ALMEIDA, Moíza Fernandes. A intertextualidade no Universo Feminino de Cecília Meireles e Emily Dickinson. Cadernos para o Professor (Juiz de Fora), v. Ano XI, p. 17-24, 2005. 
ALVES, Lourenço, FERNANDA Maria; SIMONI, Karine; REGINA, Silvia La .. Augusto de Campos tradutor de Emily Dickinson. Cadernos de Tradução (UFSC), v. 35, p. 161-188, 2015.
ANTUNES, Futin Buffara. Emily Dickinson. Constelacão Carijó Centro de Letras de Paranaguá, Curitiba, p. 11 - 306, 10 fev. 2004. 
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ARIEL, Marcelo. Conversas com Emily Dickinson e outros poemas. São Paulo: Orpheu / Multifoco, 2010, 110p.
Emily Dickinson, (painting-collage), 
by Amelia Rosselli, 2012
BANDEIRA, Manuel. Poesia, Crônicas inéditas I. [org. Júlio Castañon Guimarães]. São Paulo: Cosac Naify, 2008 [1928], p. 323, 325.
BANDEIRA, Manuel. A poesia moderna norte-americana, crônicas inéditas II. [org. Júlio Castañon Guimarães]. São Paulo: Cosac Naify, 2009 [1938], p. 187-188, 443.

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BANDEIRA, Manuel. Noções de História das Literaturas. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960; p. 529.
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Emily Dickinson, (collage), by John Morse
DICKINSON ELECTRONIC ARCHIVES
Os manuscritos de Emily Dickinson está em dois locais: nos arquivos de coleções especiais do Amherst College e na Biblioteca Houghton da Universidade de Harvard.
:: Acesse AQUI!


EMILY DICKINSON MUSEUM
A casa onde Emily Dickinson viveu, “The Homestead”, é um museu aberto à visitação. 

:: Acesse site AQUI!


A uma luz evanescente
Vemos mais agudamente
Que à da candeia que fica.
Algo há na fuga silente
Que aclara a vista da gente
E aos raios afia.


By a departing light
We see acuter, quite,
Than by a wick that stays.
There's something in the flight
That clarifies the sight
And decks the rays.
- Emily Dickinson - "80 Poemas de Emily Dickinson". [tradução Jorge de Sena]. Lisboa: Edições 70, 1978.



Emily Dickenson, by GJ Southwell
OUTRAS REFERÊNCIAS E FONTES DE PESQUISA 
POEMAS TRADUZIDOS/BILÍNGUE 
:: Alguma Poesia - Carlos Machado
:: Ler Jorge de Sena(10 poemas de Emily Dickinson traduzidos por Jorge de Sena)
ESTUDOS E PUBLICAÇÕES NO BRASIL
:: Emily Dickinson no Brasil. Referências e estudo/ arquivo organizado pelo professor Carlos Daghlian/UNESP.
POEMAS APENAS TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS
:: A Voz da Poesia
:: Citador
EM INGLÊS
:: Projeto Gutenberg - Emily Dickinson
:: Wikisource - Emily Dickinson  

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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten; SILVA, José Alexandre da.. (pesquisa, seleção e organização). Emily Dickinson - liberdade e transgressão. Templo Cultural Delfos, fevereiro/2016. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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** Página atualizada em 26.6.2016.


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