Rubem Alves - o aprendiz de feiticeiro

Rubem Alves - foto: (...)
"Cheguei onde estou por caminhos que não planejei."
- Rubem Alves, em "Se eu pudesse viver a minha vida novamente...". 


Quem sou eu?
Minha filosofia pode ser resumida em duas frases latinas: "Tempus Fugit": o tempo foge, passa, tudo é espuma... E "Carpe Diem": colha cada dia como um fruto saboroso que cresce na parede do abismo. Colha hoje porque amanhã estará podre. Sonho em ter tempo para aprender a vagabundear.

O que tenho sentido? Beleza. Nostalgia. Tristeza. Cansaço. Urgência. A curteza do tempo. Esperança? Sonhei ser um pianista. Mas os deuses tinham outros planos para mim. Gosto de brincar com palavras. Por isso sou escritor. Escritores e poetas são meus companheiros.

Dentro de mim mora um palhaço e um poeta: riso e beleza... Se eu não fosse escritor acho que seria um jardineiro. No paraíso Deus não construiu altares e catedrais. Plantou um jardim. Deus é um jardineiro. Por isso plantar jardins é a mais alta forma de espiritualidade. Acredito, como poeta e palhaço, que o fruto paradisíaco era o caqui...

Mas a melhor resposta à pergunta "quem é Rubem Alves?" foi um menininho que deu: "Rubem Alves é um homem que gosta de ipês amarelos..."
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Rubem Alves - foto: (...)

Rubem Alves - pedagogo, poeta e filósofo de todas as horas, cronista do cotidiano, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros para crianças, psicanalista, é um dos intelectuais mais respeitados do Brasil.


Rubem Alves por ele mesmo
Nasci no dia 15 de setembro de 1933. Sobre o meu nascimento veja a crônica "Que bom que eles se casaram". Faça as contas para saber quantos anos não tenho. Que "não tenho", sim; porque o número que você vai encontrar se refere aos anos que não tenho mais, para sempre perdidos no passado. Os que ainda tenho, não sei, ninguém sabe. Nasci no sul de Minas, em Boa Esperança que, naquele tempo, se chamava Dores da Boa Esperança. Depois tiraram o "Dores". Pena, porque dores de boa esperança são dores de parto: há dores que anunciam o futuro. Boa Esperança é conhecida mais pela serra que o Lamartine Babo, ferido por um amor impossível, transformou em canção: "Serra da Boa Esperança", que você ouviu logo que entrou na minha casa.
Rubem Alves - foto: (...)
Meu pai era rico, quebrou, ficou pobre. Tivemos de nos mudar. Dos tempos de pobreza só tenho memórias de felicidade. Albert Camus dizia que, para ele, a pobreza (não a miserabilidade) era o ideal de vida. Pobre, foi feliz. Conheceu a infelicidade quando entrou para o Liceu e começou a fazer comparações. A comparação é o início da inveja que faz tudo apodrecer. Aconteceu o mesmo comigo. Conheci o sofrimento quando melhoramos de vida e nos mudamos para o Rio de Janeiro. Meu pai, com boas intenções, me matriculou num dos colégios mais famosos do Rio. Foi então que me descobri caipira. Meus colegas cariocas não perdoaram meu sotaque mineiro e me fizeram motivo de chacota. Grande solidão, sem amigos. Encontrei acolhimento na religião. Religião é um bom refúgio para os marginalizados. Admirei Albert Schweitzer, teólogo protestante, organista, médico, prêmio Nobel da Paz. Quis seguir o seu caminho.
Tentei ser pianista. Fracassei. Sobrava-me disciplina e vontade. Faltava-me talento. Há um salmo que diz: "Inútil te será levantar de madrugada e trabalhar o dia todo porque Deus, àqueles a quem ama, ele dá enquanto estão dormindo." Deus não me deu talento. Deu todo para o Nelson Freire, que também nasceu em Boa Esperança. Estudei teologia. Fui pastor no interior de Minas. Convivi com gente simples e pobre. Lá um pastor é uma espécie de "despachante" para resolver todos os problemas. Mas já naquele tempo minhas idéias eram diferentes. Eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos. Claro que minhas idéias foram recebidas com desconfiança... Em 1959 me casei e vieram os filhos Sérgio (XII.59) e Marcos (VII.62). Em 1975 nasceu minha filha Raquel. Inventando estórias para ela descobri que eu podia escrever estórias para crianças. Fui estudar em New York (1963), voltei um mês depois do golpe militar. Fui denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana, à qual pertencia, como subversivo. Experimentei o medo e fiquei conhecendo melhor o espírito dos ministros de Deus... Minha família e eu tivemos de sair do Brasil. Fui estudar em Princeton, USA, onde escrevi minha tese de doutoramento, Towards a Theology of Liberation, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books com o título A Theology of Human Hope. Era um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teologia da Libertação. Se você quiser saber um pouco sobre o que aconteceu comigo nesses anos, leia o 'ensaio' Sobre deuses e caquis (O quarto do mistério, p 137). O tempo passou, mudou meu jeito de pensar, voltei ao Brasil em 1968, demiti-me da Igreja Presbiteriana. Com um Ph.D. debaixo do braço e sem emprego. Foi o economista Paulo Singer, que fiquei conhecendo numa venda de móveis usados em Princeton, que me abriu a porta do ensino superior, indicando-me para uma vaga para professor de filosofia na FAFI de Rio Claro, SP. Em 1974 transferi-me para a UNICAMP, onde fiquei até me aposentar.
Rubem Alves - foto: (...)
Golpes duros na vida me fizeram descobrir a literatura e a poesia. Ciência dá saberes à cabeça e poderes para o corpo. Literatura e poesia dão pão para corpo e alegria para a alma. Ciência é fogo e panela: coisas indispensáveis na cozinha. Mas poesia é o frango com quiabo, deleite para quem gosta... Quando jovem, Albert Camus disse que sonhava com um dia em que escreveria simplesmente o que lhe desse na cabeça. Estou tentando me aperfeiçoar nessa arte, embora ainda me sinta amarrado por antigas mortalhas acadêmicas. Sinto-me como Nietzsche, que dizia haver abandonado todas as ilusões de verdade. Ele nada mais era que um palhaço e um poeta. O primeiro nos salva pelo riso. O segundo pela beleza.
Com a literatura e a poesia comecei a realizar meu sonho fracassado de ser músico: comecei a fazer música com palavras. Leituras de prazer especial: Nietzsche, T. S. Eliot, Kierkegaard, Camus, Lutero, Agostinho, Angelus Silésius, Guimarães Rosa, Saramago, Tao Te Ching, o livro de Eclesiastes, Bachelard, Octávio Paz, Borges, Barthes, Michael Ende, Fernando Pessoa, Adélia Prado, Manoel de Barros. Pintura: Bosch, Brueghel, Grünnenwald, Monet, Dali, Larsson. Música: canto gregoriano, Bach, Beethoven, Brahms, Chopin, César Franck, Keith Jarret, Milton, Chico, Tom Jobim.
Sou psicanalista, embora heterodoxo. Minha heterodoxia está no fato de que acredito que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. Com o que concordam Sócrates, Nietzsche e Fernando Pessoa. Exerço a arte com prazer. Minhas conversas com meus pacientes são a maior fonte de inspiração que tenho para minhas crônicas.
Já tive medo de morrer. Não tenho mais. Tenho tristeza. A vida é muito boa. Mas a Morte é minha companheira. Sempre conversamos e aprendo com ela. Quem não se torna sábio ouvindo o que a Morte tem a dizer está condenado a ser tolo a vida inteira.


"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro..."
- Rubem Alves, em "Estórias de quem gosta de ensinar: o fim dos vestibulares". Campinas/SP: Papirus Editora, 2000, p. 166.


Rubem Alves - foto: Jackson Romanelli


"Senti que o tempo é apenas um fio. Nesse fio vão sendo enfiadas todas as experiências de beleza e de amor por que passamos. Aquilo que a memória amou fica eterno. Um pôr do sol, uma carta que recebemos de um amigo, os campos de capim-gordura brilhando ao sol nascente, o cheiro do jasmim, um único olhar de uma pessoa amada, a sopa borbulhante sobre o fogão de lenha, as árvores do outono, o banho da cachoeira, mãos que seguram, o abraço do filho: houve muitos momentos de tanta beleza em minha vida que eu disse: ‘Valeu a pena eu haver vivido toda a minha vida só para poder ter vivido esse momento. Há momentos efêmeros que justificam toda uma vida’."
- Rubem Alves, em “Do universo à jabuticaba”. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010, p. 144.


CRONOLOGIA
Rubem Alves - foto: (...)
1933 - Rubem Alves nasce em Dores da Boa Esperança, atual Boa Esperança, Minas Gerais, em 15 de setembro;
ca.1940 - Reside com a família nas cidades mineiras de Três Corações, Varginha e Lambari;
1945 - Muda-se com a família para o Rio de Janeiro;
1946 - Inicia o curso ginasial no Colégio Evangélico Americano;
1950 - Cursa o científico no Colégio Andrews;
1953 - Ingressa no Seminário Presbiteriano de Campinas, São Paulo, onde se aproxima do teólogo e professor norte-americano Richard Shaull, com quem aprende os fundamentos políticos da Teologia da Libertação;
1957 - Forma-se em teologia, no Seminário Presbiteriano de Campinas;
1958 - Muda-se para Lavras, Minas Gerais, onde trabalha como professor no Instituto Gammon e integra o supremo concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB;
1961 - Como pastor, aproxima-se de presbiterianos da Iglesia y Sociedad en America Latina - Isal, e esse contato influencia seu pensamento político e teológico;
1963 - Inicia o mestrado em Nova York, no Union Theological Seminary, que conclui um ano depois. Durante sua permanência nos Estados Unidos, publica no Brasil diversos artigos no jornal dominical Brasil Presbiteriano, mensalmente editado pela IPB;
1964 - Regressa a Lavras. Mas, perseguido pelo governo militar instaurado depois do golpe de Estado e acusado de heterodoxia pelo concílio da IPB, é obrigado a deixar o Brasil;
1965 - Muda-se para Nova Jersey, Estados Unidos, e conclui o doutorado na United; Presbyterian Church, defendendo, em 1968, a tese Toward a Theology of Libertation, marco da Teologia da Libertação;
1966 - Na segunda reunião do Isal conhece a "Teologia da História", de influência marxista, pautada pela sociologia e pelo engajamento;
1969 - Retorna ao Brasil e trabalha como professor de filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, São Paulo, até 1974;
1969 - Publica na revista norte-americana Time os artigos The New Ministry: Bringing God Back to Life e Changing Theologies for a Changing World, que o colocam entre os teólogos mais importantes da época;
1970 - Desliga-se da IPB;
1971 - Obtém licença na Faculdade de Rio Claro e trabalha em Nova York como professor de ética visitante do Union Theologycal Seminary;
1972 - Em Nova York, publica o livro Tomorrow's Child: Imagination, Creativity, and the Rebirth of Culture, que foi traduzido pela editora Papirus, de Campinas, em 1987, com o título A Gestação do Futuro;
1974 - Em Campinas, trabalha como professor no Instituto de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp;
1975 - Ingressa no curso de psicanálise da Associação Brasileira de Psicanálise concluindo-o em 1980, ano em que passa a escrever na revista Tempo e Presença;
1976 - Assume o posto de professor titular da Faculdade de Educação da Unicamp;
1979 - Recebe o título de professor livre-docente no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, defendendo a tese Protestantismo e Repressão;
1979 - É afastado do cargo de professor do Seminário Teológico de Campinas por defender a associação entre o Centro Acadêmico da Faculdade de Educação e a União Nacional dos Estudantes - UNE;
1980 - Na Unicamp, conhece o pedagogo Paulo Freire (1921 - 1997), com quem mantém diálogo;
1982 - Inicia colaboração no jornal Folha de S.Paulo;
1983 - Ocupa, até 1985, o cargo de diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino da Unicamp;
1985 - Assume, por três anos, o cargo de diretor da Assessoria de Relações Internacionais da Unicamp;
1985 - Participa, ao lado do antropólogo Darcy Ribeiro (1922 - 1997), do programa Diálogos Impertinentes: Utopia, produzido pela Televisão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - TV PUC e pelo jornal Folha de S.Paulo;
1988 - Ingressa no Centro de Lógica, Epistemologia e História da Unicamp ;
1994 - Em Campinas, colabora no jornal Correio Popular;
1996 - A Câmara Municipal de Campinas lhe confere o título de cidadão campineiro;
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"Sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou... Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, "tempus fugit". Ainda comprarei um outro que diga a  mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar.  Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar...
Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit..."
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será..."
- Rubem Alves, em 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990.


"Conheci Rubem Alves quando ainda atuava como teólogo. Não que tivesse deixado a teologia. Mas ampliou seus saberes e sua reflexão sobre o curso da vida e do mundo que o tornaram mais que um teólogo. Transformou-se em mestre com pontos de vista originais sobre os mais diversos assuntos. Ele sabe falar poeticamente do prosaico e prosaicamene do poético. Na minha opinião, é um dos que melhor maneja a lingua portuguesa em nossa geração com uma elegância e leveza de estilo que nos causam verdadeiro fascínio. No seu mais profundo, Rubem é um poeta. Poeta peregrino pelo vários percursos  da vida. E ser poeta é ser elevado à altura do Divino. Pois só Deus e os poetas criam de verdade. Rubem é um poeta criador de sentidos, de imagens e de metáforas que tornam significativa nossa passagem por este mundo. Seus textos comunicam uma aura benfazeja. Ele fala aquilo que gostaríamos tambem de falar  e que nos alegra ao lê-lo  ou ao ouvi-lo. Digo-o ex imo cordis como diziam os antigos, vale dizer, digo-o do fundo do coração."
- Leonardo Boff


Rubem Alves - foto: (...)

OBRA – PRIMEIRAS EDIÇÕES
INFANTO-JUVENIL
A menina e o pássaro encantado. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1985.
A toupeira que queria ver o cometa. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1986.
O flautista mágico. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1986.
O gambá que não sabia sorrir. [Ilustrações André Ianni].  São Paulo: Edições Loyola, 1987.
O escorpião e a rã. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1989.
A menina e a pantera negra. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1989.
A porquinha de rabo esticadinho. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1989.
Estórias de bichos: e das gentes que moram neles. [Ilustrações André Ianni]. São Paulo: Edições Loyola, 1989.
A pipa e a flor. [Ilustrações Bianca]. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
Lagartixas e dinossauros. [Ilustrações André Ianni].  São Paulo: Edições Loyola, 1992.
O país dos dedos gordos. [Ilustrações André Ianni]. São Paulo: Edições Loyola, 1994.
A boneca de pano. [Ilustrações Luiz Rodrigues]. São Paulo: Edições Loyola, 1995.
A loja de brinquedos. [Ilustrações Pierre Trabbold]. São Paulo: Edições Loyola, 1996.
A planície e o abismo. [Ilustrações Filipe Jardim]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
A volta do pássaro encantado. [Ilustrações Roberto Caldas]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
A árvore e a aranha. [Ilustrações Cícero Soares]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
A libélula e a tartaruga. [Ilustrações André Ianni].  São Paulo: Edições Paulus, 1997.
Como nasceu a alegria. [Ilustrações Roberto Caldas]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
O medo da sementinha. [Ilustrações Márcia Franco]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
A montanha encantada dos gansos selvagens. [Ilustrações Márcia Franco]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
Os Morangos. [Ilustrações Márcia Franco]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
O Patinho que não aprendeu a voar. [Ilustrações Ivan P. Coutinho]. São Paulo: Edições Paulus, 1997.
A menina, a gaiola e a bicicleta - Céu de passarinhos. {em parceria com Carlos Brandão}..  [Ilustrações/série de bordados de Marilu Dumont; Antonia Zulma Diniz Dumont; Savia Dumont; Angela Dumont; e Martha Dumont]..  (Prêmio Jabuti 1998 de Melhor Ilustração Infanto-Juvenil). São Paulo: Editora Cia das Letrinhas, 1997.
O passarinho engaiolado. [Ilustrações Marília Cotomacci]. Campinas/SP: Papirus Editora, 1997.
O gato que gostava de cenouras. [Ilustrações André Ianni]. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
A operação de Lili. [Ilustrações André Ianni].  São Paulo: Edições Paulus, 1999.
A história dos três porquinhos. [Ilustrações André Ianni]. São Paulo: Edições Paulus, 1999.
A selva e o mar - Uma história de um amor que foi. [Ilustrações Luiz Montanari]. São Paulo: Edições Paulus, 2001.
O Sapo e o Porco-Espinho. [Ilustrações Marco Cena]. São Paulo: Edições Loyola, 2001.
O Barbazul. [Ilustrações Demóstenes Filho].  São Paulo: Edições Loyola, 2003.
O decreto da alegria. [Ilustrações Luiz Maia]. São Paulo: Edições Paulus, 2004.
Os três reis. [Ilustrações/série de bordados de Marilu Dumont; Antonia Zulma Diniz Dumont; Savia Dumont; Angela Dumont; e Martha Dumont]. São Paulo: Edições Loyola, 2004.
Caindo na real: cinderela e chapéuzinho vermelho para o tempo atual. [ilustrações Aida Xavier]. Campinas/SP: Editora Papirus,  2004.
A princesinha que falava sapos. [Ilustrações Claudia Scatamacchia]. São Paulo: Edições Paulus, 2005.
Pinóquio às avessas.  [Ilustrações Mirian Guedes e Capa André S. Tavares da Silva].. (Edição de Bolso). Campinas/SP: Editora Verus, 2005.
O pescador e sua mulher. [Ilustrações Claudia Scatamacchia]. São Paulo: Edições Paulus, 2006.
Se é bom ou se é mau. [Ilustrações Claudia Scatamacchia]. São Paulo: Edições Paulus, 2007.
O menino e a borboleta encantada/ O Lobo e o Falcão. [Ilustrações Rogério Coelho]. São Paulo: Edições Loyola, 2007.
Sobre príncipes e sapos. [Ilustrações Claudia Scatamacchia]. São Paulo: Edições Paulus, 2007.
O rei, o guru e o burro. [Ilustrações Paulo Branco]. São Paulo: Edições Paulus, 2007.
A felicidade dos Pais. [Ilustrações André Ianni]. São Paulo: Edições Paulus, 2008.
A inveja. [Ilustrações Claudia Scatamacchia]. São Paulo: Edições Paulus, 2008.
A caverna e o forno.  [Ilustrações Luiz Jahnel]. São Paulo: Edições Paulus, 2009.
Ensinando política a crianças e adultos. [Ilustrações Ricardo Luiz Enz]. São Paulo: Editora Nossa Cultura, 2009.
Sobre reis, ratos, urubus e pássaros. [Ilustrações Rogério Coelho]. São Paulo: Edições Loyola, 2010.
A menina e o pássaro encantado. [versão – ilustrações Maurício de Sousa). Campinas/SP: Editora Verus, 2010.
A Pipa e a flor. [versão – ilustrações Maurício de Sousa). Campinas/SP: Editora Verus, 2010.
Pinóquio as avessas. [versão – ilustrações Maurício de Sousa). Campinas/SP: Editora Verus, 2010.
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Fontes consultadas: Edições Pualus - Edições Loyola - Editora Verus -  Papirus Editora - Editora Nossa Cultura e Cia das Letrinhas.


“As estórias são flores que a imaginação faz crescer no lugar da dor. Minhas estórias cresceram das dores da minha filha, que eram minhas próprias dores. Por isso disse que comecei a escrever porque ela precisava delas, das estórias. Curar a dor. Isso elas não podem fazer. Mas podem transfigurá-la. A imaginação é a artista que transforma o sofrimento em beleza. E beleza torna a dor suportável. Por isso escrevo estórias: para realizar a alquimia de transformar dor em flor. Minhas estórias são as minhas porções mágicas... Não há contraindicações nem é preciso receitas...”
- Rubem Alves, em “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”. [Organização Raissa Castro Oliveira]. 21ª ed., Campinas/SP: Editora Verus, 2010, p. 147.


MEMÓRIA
O velho que acordou menino. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2005.
Rubem Alves - foto: (...)
Quando eu era menino. [Ilustrações Paulo Branco].. (Reúne crônicas da memória de sua infância). Campinas/SP: Papirus Editora, 2003.
Se eu pudesse viver a minha vida novamente. [Organização Raissa Castro Oliveira]. Campinas/SP: Editora Verus, 2004.
O sapo que queria ser príncipe. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2009.
Se eu pudesse viver minha vida novamente. [Organização Raíssa Castro Oliveira]..  (Edição de Bolso). Campinas/SP: Editora Verus, 2010.

 "As memórias com vida própria, ao contrário, não ficam quietas dentro de uma caixa. São como pássaros em voo. Vão para onde querem. E podemos chamá-las que elas não vêm. Só vêm quando querem. Moram em nós, mas não nos pertencem. O seu aparecimento é sempre uma surpresa. É que nem suspeitávamos que estivessem vivas!."
- Rubem Alves, em "O velho que acordou o menino" [infância]. São Paulo: Planeta do Brasil, 2005, 14.


EDUCAÇÃO [ENSAIOS E CRÔNICAS]
Filosofia da ciência: introdução ao estudo e suas regras. São Paulo: Editora Ars Poética, 1981; São Paulo: Edições Loyola, 2000.
Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, 1980.
Estórias de quem gosta de ensinar: fim dos vestibulares. São Paulo: Cortez, 1984.
A alegria de ensinar. São Paulo: Editora Ars Poética, 1994.
Entre a ciência e a sapiência: o Dilema da Educação. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas/SP: Papirus Editora, 2001.
Por uma educação romântica: brevíssimos exercícios de imortalidade. (Crônicas).. [Capa Fernando Comacchia]. Vila Nova de Famalicão (Portugal): Centro de Formação Camilo Castelo Branco, 2000; Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
Fomos maus alunos [em parceria com Gilberto Dimenstein]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2003.
Conversas sobre educação. Campinas/SP: Editora Verus, 2003.
O desejo de ensinar e a arte de aprender. Editora: Educar Dpaschoal, 2004.
Aprendiz de mim: um bairro que virou escola. Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
Por uma educação romântica. Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
Ao professor com carinho. (contos). Campinas/SP: Editora Verus, 2004.
A educação dos sentidos. Campinas/SP: Editora Verus, 2005.
Vamos construir uma casa? - Doce lições para a educação dos sentidos. Campinas/SP: Papirus Editora, 2006.
O que e Cientifico? São Paulo: Edições Loyola, 2007.
Ensinar, cantar, aprender. [Rubem Alves, em parceria com Marcílio Menezes]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2008.
Crônicas de Educação de Rubem Alves. [Organização Prof. Samuel Lago]. São Paulo: Editora Nossa Cultura, 2008.
Conflitos na escola - modos de transformar: dicas para refletir e exemplos de como lidar. [Ilustrações Claudia Ceccon]. Editora IMESP, 2009.
O aluno, o professor, a escola: uma conversa sobre educação. [Rubem Alves, em parceria com Celso Antunes]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2011.
A pedagogia dos caracóis. [Contos e crônicas]. Campinas/SP: Editora Verus, 2012.
Lições do velho professor.  Campinas/SP: Papirus Editora, 2013.
Ao professor, com meu carinho. (Edição de Bolso). BestBolso /Editora: Saraiva, 2013.


"Minha estrela é a educação. Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia, português. Essas coisas podem ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. De um educador pode-se dizer o que Cecília Meireles disse de sua avó – que foi quem a educou: “O seu corpo era um espelho pensante do universo”. O educador é um corpo cheio de mundos.... A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O mundo é maravilhoso, está cheio de coisas assombrosas. Zaratustra ria vendo borboletas e bolhas de sabão. A Adélia ria vendo tanajuras em vôo e um pé de mato que dava flor amarela. Eu rio vendo conchas, teias de aranha e pipocas estourando... Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças."


COTIDIANO [CRÔNICAS, CONTOS E ENSAIOS]
Conversando sobre o corpo. [Rubem Alves, em parceria com Heloisa T. Bruhns e Suely Kofes]. Campinas/SP: Papirus Editora, 1985.
A gestação do futuro. Campinas/SP: Papirus Editora, 1986.
Tempus fugit. São Paulo: Edições Paulus, 1990.
Sobre o tempo e a eterna idade. Campinas/SP: Papirus Editora, 1992.
O retorno e o eterno. [crônicas]. Campinas/SP: Papirus Editora, 1992.
Teologia do cotidiano. São Paulo: Editora Olho D'Água, 1994.
O quarto do mistério. Campinas/SP: Papirus Editora, 1995.
A festa de Maria. [Organização Inês de França Bento]. Campinas/SP: Papirus Editora, 1996.
As contas de vidro e o fio de nylon. São Paulo: Editora Ars Poética, 1996.
Navegando. São Paulo: Editora Ars Poética, 1996.
Cenas da vida. Campinas/SP: Papirus Editora, 1997.
E aí? - Cartas aos adolescentes e a seus pais. Campinas/SP: Papirus Editora, 1999.
Concerto para corpo e alma. Campinas/SP: Papirus Editora, 1998.
O Amor que acende a lua. Campinas/SP: Papirus Editora, 1999.
Transparências da eternidade. Campinas/SP: Editora Verus, 2000.
As cores do crepúsculo: estética do envelhecer. Campinas/SP: Papirus Editora, 2001.
Mansamente pastam as ovelhas. (crônicas). Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
O poema nosso de cada dia. Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
Um mundo num grão de areia. Campinas/SP: Editora Verus, 2002.
Conversas sobre política. Campinas/SP: Editora Verus, 2002.
O médico. (crônicas). Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
Retratos de amor. Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
Morte.  Campinas/SP: Papirus Editora, 2002.
Livro sem fim. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
Quarto de Badulaques. São Paulo: Parábola, 2003.
Lições de feitiçaria: meditações sobre poesia. [contos]. São Paulo: Edições Loyola, 2003.
Mais Badulaques. São Paulo: Parábola, 2004.
A música da natureza. Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
Está na mesa - Receitas com pitadas literárias. [Rubem Alves, em parceria com Christian Bauer]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2005.
Um Céu numa flor silvestre - A beleza em todas as coisas. Campinas/SP: Editora Verus, 2005.
A maçã e outros sabores. Campinas/SP: Papirus Editora, 2005.
O futebol levado a riso: Lições do bobo da corte. Campinas/SP: Editora Verus, 2006.
Encantar o mundo pela palavra. [Rubem Alves, em parceria Carlos Rodrigues Brandão]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2006.
O infinito na palma de sua mão. Campinas/SP: Editora Verus, 2007.
A poesia do encontro. (Livro e DVD).. [Rubem Alves, em parceria com Elisa Lucinda]. Editora: 7 Mares; Campinas/SP: Papirus Editora, 2008.
Ostra feliz não faz pérola. (contos). São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.
As melhores crônicas de Rubem Alves. [contos e crônicas]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2008.
Crônicas - religião, mundo moderno, sabedoria e sentimentos.  [Organização Prof. Samuel Lago]. São Paulo: Editora Nossa Cultura, 2008.
Cantos do pássaro encantado: sobre o nascimento, a morte e a ressurreição. Campinas/SP: Editora Verus, 2009.
Desfiz 75 anos. Campinas/SP: Papirus Editora, 2009.
Reverência pela vida. [Livro e DVD]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2010.
Do universo a jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010.
Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres. Editora Best Seller ltda, 2010.
Quer que eu lhe conte uma estória? . [Ilustrações Karen Elis]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2010.
Variações sobre o prazer - Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2011.
O Corpo e a Alma - Rubem Alves & Moacyr Scliar. Editora: Saberes, 2011.
Palavras para desatar nós. Campinas/SP: Editora Papirus, 2011.
Pensamentos que penso quando não estou pensando. Campinas/SP: Papirus Editora,  2012.
Sete vezes Rubem Alves. (reúne sete livros de Rubem Alves publicados pela Editora Papirus entre 1996 e 2005). Campinas/SP: Papirus Editora, 2012.
Pimentas: para provocar um incêndio não é preciso fogo. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2012.
Lições de feitiçaria - Meditações sobre a poesia.. [Edição revisada e ampliada].. (Edição de Bolso). São Paulo: Edições Loyola, ?.
Paisagens da Alma. (E-book). São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2013.


"Penso que borboletas, seres alados, diáfanos e coloridos, devem ser emissários dos deuses, anjos que anunciam coisas do amor. Imaginei então que aquela borboleta era um anjo disfarçado que os deuses me enviavam com uma promessa de felicidade."
- Rubem Alves, em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres". Editora Best Seller ltda, 2010.


Rubem Alves - foto: (...)
PENSAMENTO [ENSAIOS E CRÔNICAS]
O poeta, o guerreiro e o profeta. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1991.
Coisas do amor. [crônicas]. São Paulo: Edições Paulus, 2001.
Coisas da alma. [crônicas]. São Paulo: Edições Paulus, 2001.
Coisas que dão alegria. [crônicas]. São Paulo: Edições Paulus, 2001.
Na morada das palavras. [crônicas]. Campinas/SP: Papirus Editora, 2003.
Amor. [coleção mosaicos - aforismos]. 1ª edição, 2002; 3ª edição (ampliada e revisada). Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
Presente - Frases, Idéias e Sensações. [Seleção e organização Edvaldo de Paula Nascimento; Capa e Ilustrações Mary Otsuka].  Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
O melhor de Rubem Alves. [Organização Prof. Samuel Lago]. Editora: Nossa Cultura, 2009.
Rubem Alves em meditação. São Paulo: Saberes Editorial, 2012.
Paisagens da alma. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2013.


"Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação.  E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. De alguma forma a gota da chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.  Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética divina.  Quem não pode suportar a dor da separação não esta preparado para o amor. Porque amor é algo que não se tem nunca. É o vento de graça.  Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro."
- Rubem Alves, em "Onde mora o Amor", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990. 


RELIGIÃO [ENSAIOS E CRÔNICAS]
Rubem Alves - foto: (...)
O enigma da religião. Campinas/SP: Papirus Editora,, 1974; Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1975.
Pai nosso: Meditações. Rio de Janeiro: CEDI, 1978.
Protestantismo e Repressão. São Paulo: Ática, 1979.
O que é religião?. São Paulo: Brasiliense, 1981.
Dogmatismo e Tolerância. São Paulo: Paulinas, 1982.
Variações sobre a vida e a morte: o feitiço erótico-herético da teologia. São Paulo: Paulinas, 1982.
Creio na ressurreição do corpo: Meditações. Rio de Janeiro: CEDI, 1982.
Poesia, Profecia, Magia: Meditações. Rio de Janeiro: CEDI, 1983.
O suspiro dos oprimidos. São Paulo: Paulinas, 1984.
Da Esperança. Campinas/SP: Papirus Editora, 1987.
Espiritualidade. Campinas/SP: Papirus Editora, 2004.
Religião e repressão. São Paulo: Edições Loyola, 2005.
Perguntaram-me se acredito em Deus. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.
 O que eles pensam de Rubem Alves e de seu humanismo na religião, na educação e na poesia. [Organização Antonio Vidal Nunes]. São Paulo: Edições Paulus, 2007.
Sobre demônios e pecados. Campinas/SP: Editora Verus, 2009.
O Deus que conheço. Campinas/SP: Editora Verus, 2010.
Por uma teologia da libertação. Fonte Editorial, 2012.


BIOGRAFIA
Gandhi: Política dos Gestos Poéticos. São Paulo: Brasiliense, 1983.


"A música nos retira dos nossos pequenos mundos e nos faz viajar por mundos maravilhosos. Isso desperta em nós as potências eróticas dos nossos ouvidos. Os ouvidos passam a fazer amor com a música em inumeráveis posições..."
- Rubem Alves, em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres". Editora Best Seller ltda, 2010. 


PARTICIPAÇÃO
O Catolicismo Romano: um Simpósio Protestante. [1. Prefácio - Julio Andrade Ferreira. ** 2. Ênfases Fundamentais da Reforma do Século XVI - José Gonçalves Salvador. ** 3. O Concílio de Trento e o I Concílio Vaticano - Walter G. Kunstmann. ** 4. Reflexões de Um Católico Para Evangélicos Sobre o Catolicismo - Fraçois H. Lapargneur. ** 5. A Doutrina Católica Romana da Igreja - Harding Meyer. ** 6. Dogmas Mariológicos e Suas Implicações - Sumiu Takatsu. ** 7. Poder Temporal e ‘Mente de Cristo’ - Isaar de Camargo. ** 8. Movimentos e Renovação na Igreja Católica Contemporânea - Rubem Alves. ** 9. Unidade e Verdade - Aharon Sapsezian]. São Paulo: Editora Aste, 1962.
Rubem Alves - foto: (...)
Misticismo: a emigração dos que não tem poder - sociologia do rito. (revista de cultura nº 7).. [Rubem Alves; Fraga de Azevedo; Lais Mourão; Waldo...] Editora: Vozes, 1974.
Religião - Igreja - Mito. [Rubem Alves; Paulo Arns; Everaldo Rocha].. (Coleção Primeiros Passos). Editora: Círculo do Livro, 1991.
A cultura do povo. [Aborda: "Nordestinos em São Paulo" - Francisco Weffort; "A Empresa da Cura Divina" Um fenômeno Religioso" - Rubem Alves; "Cultura do Povo e Autoritarismo das Elites" - Marilena Chaui; "Problemas ligados à cultura das classes pobres" - Ecléia Bosi; e outros].. (Coleção do Instituto de Estudos Especiais, nº 1). Editora: Cortez, 1988.
Vivo e conto - certas histórias, além de vividas, merecem ser contadas. [Rubem Alves, em parceria na Maria Machado, Drauzio Varella, Lya Luft, Moacyr Scliar e Ziraldo]. Editora: Intergraf, 2009.


“A sugestão que nos vem da Psicanálise é de que o homem faz cultura a fim de criar os objetos do seu desejo. O projeto inconsciente do ego, não importa o seu tempo e o seu lugar é encontrar um mundo que possa ser amado.”
- Rubem Alves, em "O que é religião?".


ORGANIZAÇÃO
Advento - Natal – Epifania.(Coleção Culto arte - celebrando a vida). [Organização Rubem Alves]. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1999.
Tempo comum. (Coleção Culto arte - celebrando a vida).. [Organização Rubem Alves]. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2000.
Quaresma e páscoa. (Coleção Culto arte - celebrando a vida).. [Organização Rubem Alves]. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2001.
Pentecostes. (Coleção Culto arte - celebrando a vida).. [Organização Rubem Alves]. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2002.


"No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar para que a inteligência desabroche."
- Rubem Alves, em "O Melhor de Rubem Alves". Campinas/SP: Papirus, 2012.


ARTIGOS, ENSAIOS E ENTREVISTAS
Rubem Alves - Aquarela de [...].
Movimentos de Renovação na Igreja Católica Contemporânea. In: Catolicismo Romano. Um Simpósio Protestante. São Paulo: Editora ASTE, p. 157-185,1962.
Tecnologia e Humanização. In: Revista Paz e Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Ano II, Nº 8, Setembro, 1968.
Theology and the Liberation of Man. In: Search of a theology of Development - SOPEPAX. Report - Imprimerie La Concorde - Lausanne. p. 75-92, 1969.
Die Krise in der Gemeinde. In: Explosives Latein Amerika. Der Protestantismus inmitten der Sozialen Revolution. Theo Tschuy Lettner-Verlag. Berlin. p. 164-172,1969.
A forma da igreja na situação presente. In: Cuadernos Teológicos. Buenos Aires: Editorial Y Libreria La Aurora. Ano XIII Nº 2 Abril-Junio,1970.
Play or How to Subvert the Dominant Values. In: Union Seminary Quartely Review. Volume XXVI - Number 1 Fall-1970 -New York.. p. 43-57, 1970.
Is there any future for Protestantism in Latin América? In: Lutheran Quartely. Lutherans Plunge Into Latin America. Editorial Council of the Theological Seminaries of the American. February. Vol. XXII. No 1 p . 49-59, 1970.
Esquisse d'une theologie du developpement. In: IDOC. Revue Interconfessionnelle de Documentation. Edition du Seuil. Nº 30. Septembre. P. 79-94, 1970.
The case against the new Roman Catholic Spirituality. In: PauloVI: Critical Appaisals. New York. Edited by James F. Adrews. The Bruce Publishing. London: Collier-Mcmillan Limited. p. 41-60, 1970.
Latin American Protestantism: Utopia Becomes Ideology. In: Our claim on the future. Jorge Lara Baud, Editor. New York: Friendship Press. p. 62-78, 1970.
Religión: ópio o instrumento de liberación? Montevidéu: Tierre Nueva, 1970.
El pueblo de Dios y la búsqueda de un nuevo orden social: introducción inconclusa a la hermenêutica del símbolo ‘el pueblo de Dios’. Cristianismo y sociedad, v. 9, n. 26-27, p. 22, 1971.
Some thoughts on a program for ethics. Union Seminary Quarterly review v. 26, Nº 2, p. 166-167, 1971.
Funcion Ideologica y possibilidades utopicas del Protestantismo latino americano. In: De la Iglesia y la sociedad. Montevideo: Tierra Nueva. p. 1-21,1971.
Human Values: The crisis in the Congregation. In: International Review of Mission. Vol LX. No 237. January. Geneva. p. 70-80, 1971.
Religião: Patologia ou busca de sanidade? Suplemento CEI. Rio de Janeiro: Tempo e Presença. p. 2-9,1972.
Deus Morreu - Viva Deus!. In: Liberdade e fé. Rio de Janeiro: Tempo e presença. p. 7-34, 1972.
The Hermeneutics of the symbol. In: Theology Today. Princenton. Vol. XXIX. Nº 1. April, 1972.
Religião: Patologia ou Busca de Sanidade. In: Atualização. Revista de atualização teológica para o cristão de hoje. Belo Horizonte. Setembro -Outubro-33/34. p. 454-461,1972.
Theology and the Liberation of Man. In: New Theology. Nº 9 - Edit. By Martin E. Marty and Dean. G. Peererman - The McMillan Company. New York. p. 230-250, 1972.
Noir d`Amerique et opprimés ou tiers monde à la recherche d` une theologie de la libération. Conference donnu à la Faculte de Theologie de L, Université de Geneve In: Bulletim du Centre Protestant d'etudes – 24ª Aneé- Nº I, Mars . Geneve,1972.
Perspectives on Theology Today and the new man. I: The Ecumenical Institute of Bossey. The World Council of Churches. Report of the Consultation on the creation of de new man. 2-7 September. Switzerland. p. 87-93, 1973.
El Pueblo de Dios y la Busqueda de uma nueva ordenacion social. In: Religion y instrumento de liberacion? . [Com: Gustavo Gutieerrez e Hugo Assmann]. Ediciones Marova, Sl de Madrid y Editorial Fontanella S.A Barcelona. p. 113-146,1973.
Religion: Patologia o búsqueda de salud. In : Revista selecciones de Teologia. Faculdad Teologia San Francisco de Borja. Barcelona. Vol. 12. Octubre-Diciembre. Nº 48, p. 311-315, 1973.
Confessions: On theology and life. In: USQR. New York: Union Seminary Quartely Review. Vol. XXIX. Nº 314, 1974.
Misticismo: a imigração dos que não tem poder. In: Revista de Cultura. Petrópolis. Vozes. Ano 68 – Nº 7 - Vol. LVIII. Setembro. p. 11-18, 1974.
The Seed of the future: the community of hope. In: International Review of Mission. Vol. LXIII. Nº 252, October. p.551-569, 1974.
Instituição e Comunidade: Notas sobre os caminhos da igreja. In: Cadernos do ISER. Nº 4. Rio de Janeiro. p. 8-18, 1975.
Pesquisa: para quê? . In: Reflexão. Revista do Instituto de Filosofia e Teologia. Universidade Católica de Campinas. Vol. 1 No. Setembro. P. 35-41, 1975.
Três Paradigmas da doutrina da Reconciliação. In Reconciliação. CEI. Suplemento. Nº 16, Dezembro. Rio de Janeiro: Tempo e presença. p. 2-8,1976.
Apuntes sobre los caminos de la Iglesia. I Tierra Nueva. Cristianismo y sociedad. Ano XIV – Nº 49, Buenos Aires: Editorial Tierra Nueva. p. 3-13, 1976.
Del Paraíso al desierto. In: La Nueva Fronteira de la teologia em América Latina. Rosino Gibelline (Org.). Salamanca: Ediciones Sígueme. p. 261-279, 1977.
Liberdade e Ortodoxia: opostos irreconciliáveis: notas preliminares para o exame do problema no Protestantismo. In: Tendências da Teologia no Brasil. São Paulo: Astes. p. 6-16, 1977.
Personal Wholeness and Political Creativity. The theology of liberation and Pastoral Care. In: Pastoral Psicology. Sponsored by Princeton Theological Seminary. Vol 26 – Nº 2, Winter. p. 124-136, 1977.
A volta do sagrado: caminhos da sociologia da religião no Brasil. Religião e Sociedade, Nº 3, p. 109-141, 1978.
Protestantismo e Repressão. In: Encontros com a Civilização Brasileira. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. Nº 3, p. 199-204, 1978.
Religião e Enfermidade. In: Construção Social d Enfermidade. João Francisco Regis (Org.). São Paulo: Cortez de Moraes, p. 27-45, 1978.
Libertad y ortodoxia: opuestos irreconciliables. [Notas preliminares para el examen del problema del protestantismo]. In: Cristianismo e sociedad. Buenos Aires: Tierra Nueva. Ano XVI – Nº 55/57. p. 37-42, 1978.
From Paradise to the Desert: autobiographical Musings. In: Frontiers of Theology in Latin América. New York. Orbis Books. p. 284-303, 1979.
Rubem Alves - Aquarela de [...].
Le retour du sacre. Les chemins de la sociologie de la religion au Brésil. In: Archives de Sciences Sociales des Religion. Nº 47/1 Janvier-Mars. P. 23-51. Edition du Centre National de la recherce scientific- Paris,1979.
Ideologia do Protestantismo. In: Cadernos do ISER. Nº 8. Rio de Janeiro: Editora Tempo e presença Abril, p. 46-49, 1979.
A empresa da cura divina: um fenômeno religioso? In: A Cultura do Povo. [Com E. Valle e outros]. São Paulo: Cortez & EDUC. p. 111-117, 1979.
Notas introdutórias sobre a linguagem. In: Reflexão. Revista do Instituto de Filosofia e Teologia da Universidade Católica de Campinas. Ano IV - No 13. Jan/Abril. P. 21-39, 1979.
Biblical Faith and the Poor of the World. In: Faith and Science in an Unjust World. Report of the World Council of Churches. Conference on Faith , Science and the Future. Vol. 1. Plenary Presentation. Edited by Roger Shinn. Geneve. P. 373-377, 1980.
Para onde vai o barco? Notas para uma conversa. In: Fórum Educacional. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Ano 4 – Nº 3, Jul/Set. p. 3-19, 1980.
O problema da alienação. In: Revista de Filosofia Reflexão. Departamento de Filosofia da PUC-Camp. Ano V, Nº 17. p. 25-50, 1980.
Os espaços espirituais de Wesley Duke Lee. In: Antologia crítica sobre Wesley Duke Lee. São Paulo: Editora Galeria Paulo Figueiredo. p. 55-58, 1981.
El milagro inesperado. In: Cuadernos de Cristianismo y Sociedad. Santo Domingo: Editora Lozno. Ano 6 - No 38. Novembro. p. 5-7, 1981.
What does it mean to say truth? In: The sciences and theology in twentieth century. A.R. Peacocke (Org.) University of Notre Dame Press. Indiana. p. 163-181, 1981.
O preparo do educador. In: Educador: vida e morte. Carlos Rodrigues Brandão (Org.). Rio de Janeiro: Editora Graal. p. 13-28, 1982.
Bosques escuros e lanternas claras. In: Religião e Sociedade. Rio de Janeiro: ISER/Editora Campus. 11/2. Outubro. p. 54-67, 1984.
Como o terebinto e o carvalho... Tempo e Presença. Rio de Janeiro, n. 192, jun.-jul., p. 26-28, 1984.
As idéias nas comunidades protestantes. Tempo e Presença. Rio de Janeiro, n. 203, nov., p. 29, 1985.
A Ressurreição do corpo. IN: Estudos - Revista da Universidade Católica de Goiás - Goiânia. Vol. 12 – Nº 1 - Jan/Março, p.9-17, 1985.
O Deus do Furacão. In: De dentro do Furacão. Richard Shaull e os primórdios da teologia da libertação. Vários autores. Rio de Janeiro: CEDI/CLAI. Col. Protestantismo e Libertação. p. 19-24, 1985.
Lá/Morar - Na/morar. In: Reprodução do conhecimento no saber popular. A fala do povo. Adriano Salmar Nogueira e Taveira. Petrópolis: Vozes. p. 127-129, 1985.
Sometimes. In: USQR. Union Seminary Quartely. Review. New York. Vol. 40, Nº 3 - p. 43-53, 1985.
Entrevista. In: Teologos de la liberacion hablan sobre la mujer. Elza Tamez. Costa Rica: DEI - Departamento Ecumênico de Investigaciones. p. 81-88, 1986.
An Invitation to Dream. In: The ecumenical review. World Council of Churches. Vol.39 - No 1- January. p. 59-62, 1987.
Une Réponse du Brésil: Rêver pour reformer. In: La reforme. Un ferment dans l'eglise universelle. Actes du Forum Internationel à l'occasion du 450e anniversaire de la reformation. 1986, Au Centre ecumenique des Eglises à Geneve. Édition Labor et Fides. p.137-142, 1987.
Interview. In: Against Machismo . By Elsa Tamez. Meyer Stone Books. South Humparey, Il. USA.  p. 68-75, 1987.
Sei que a vida vale a pena. Tempo e Presença. Rio de Janeiro, n. 224, out., p. 26-27, 1987.
Mares pequenos- Mares grandes. In: As razões do Mito. Regis de Morais ( Org.). Campinas: Editora Papirus. p. 13-21, 1988.
Apresentação do livro “A essência do cristianismo”, de Ludwig Feuerbach. Campinas: Editora Papirus, p. 7-10, 1989.
Prefácio: Os caminhos noturnos do aprender. In: Universidade à noite. Fim ou começo da jornada? Maria Eugênia Castanho. Campinas: Editora Papirus. p. 9-11, 1989.
Cultura de la vida. In: Hacia una cultura de la paz. Simón Esperiosa (Org.). Venezuela: Editorial Nueva Sociedad. p. 15-28, 1989.
O corpo e as palavras. In: Conversando sobre o corpo. Heloisa T. Bruhns. Campinas: Editora Papirus. p. 17-42, 1989.
Ciência, coisa boa. In: Introdução às ciências sociais. Nelson Marcellino(Org.). Campinas: Editora Papirus. p 11-18, 1989.
Apresentação. In: Clandestino no Cotidiano e na teologia. Editora Sínodal/Vozes. p. 11-15, 1990.
Prefácio. Meditação sobre a alma e a educação. In: Pedagogia da animação. Campinas: Editora Papirus. p. 7-16,. 1990.
Christian Realism: Ideology of the establishement. In: Ethics in the present tense. Edited by Leon Howell nd Vivian Lindermayer. New York: Friedship Press. p. 16-22, 1991.
O morto que canta. In: Do suicídio. Estudos Brasileiros. Roosevelt M.S. Cassorla (Coord.). Campinas: Editora Papirus. p. 11-15, 1991.
A morte como conselheira. In: Da morte. Estudos brasileiros. Campinas: Editora Papirus. Roosenvelt M.S. Cassorla (Coord.). Campinas: Editora Papirus. p. 11-15, 1991.
Prefácio. In: Pedagogia do silêncio. O tamanho do medo. Blumenau: Editora FURB. p. 9-10, 1992.
Amor e religião. In: As dimensões do amor. Faculdade de Educação da Unicamp. GEISH - Grupo de Estudo Interdisciplinares em Sexualidade humana. SCESH - Sociedade Campineira de Estudos em Sexualidade humana. p. 61-73, 1992.
Theopoetic: loging and liberation. IN: Struggles for Solidarity, Liberation Theologies in Tension. Edited by Lorine M Getz. Ruy O. Costa. Minneapolis: Fortress Press. p. 159-171, 1992.
Prefácio à edição brasileira de Albert Einstein - Mileva Marić - Cartas de Amor. Campinas: Editora Papirus, 1992.
Entrevista com Mev Pulleo. In: The struggle is one: voices and vision of liberation. New York: State of University of New York Press, 1994.
The Protestant principle and its Denial: In Faith Born in the Struggle for life. A rereading of Protestant Faith in Latin America Today. Edited by Dow Kierkpatrick. Michigan: William B. Eerdmans Publishing Rapids. p. 213-228, 1998.
Com olho de peixe. In: Fato e razão. Belo Horizonte: Edição MFC - Movimento Familiar Cristão, 1999.
O homem deve reencontrar o paraíso. In: Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Edições Loyola, p. 73-77, 1999.
La scuola, frammento di futuro. In: Revista del Centro Educazione allá Mondialittá (CEM) Ano XXIXI – Nº 4, Aprile Brescia . p. 48, 2000.
É brincando que se aprende. In: Fazendo Escola. Alvorada/RS: Secretaria Municipal da Educacão. Vol. 1, p. 22-23, 2000.
Amor e Saber. In: Reencantado a Educação. Esteio/RS: Secretaria Municipal de Educação. No 1, p. 7-10, 2000.
O preparo do Educador. In: Informação Pedagógica Nº 2 . Governo do Estado do Rio de Janeiro/Secretaria Extraordinária de Programas Especiais.. p. 6-11, ano ?.
Plantar e Amar. In: Horta e saúde. Edições Guia Rural. São Paulo: Editora Abril. p. 10-15, ano ?.
Su cadáver estaba lleno de mundo. Tempo e Presença. Rio de Janeiro, n. 326, nov.-dez., p. 32-34, 2002.
Rubem Alves entrevistado do Programa Roda Viva. TV Cultura/SP, em 8 de setembro de 2003. Disponível no link Memória Roda Viva. (acessado em 2.3.2014).
Uma interpretação teológica do significado da revolução no Brasil (1963).. [Tradução de Antonio Vidal Nunes e Carlos Felipe Tavares]. Redes - Revista Capixaba de Filosofia e Teologia, Vitória, Edição especial, 2004.
A educação como descoberta. [Entrevista concedida a Josué Machado]. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento, ano 2, n. 20, p. 12-18, jun. 2007.
Rubem Alves, por Diego Augusto
Rubem Alves - Programa "Sempre Um Papo" 2008. Cultura Para a Educação - Thiago de Mello. Disponível no link. (acessado em 2.3.2014).
Programa Provocações - Entrevista com Rubem Alves. [concedida a Antônio Abujamra].  TV Cultura/SP, 03 de maio de 2011. Disponível no link. ou link. (acessado em 2.3.2014).
Rubem Alves entrevistado pelo programa 3 a 1, da TV Brasil, 14 de dezembro de 2011. Disponível no link. (acessado em 2.3.2014).
Coma os morangos. [Entrevista concedida a Marília Camargo Cesar]. Jornal Valor Econômico, 26.10.2012. Disponível no link. (acessado em 23.02.2014).
Rubem Alves entrevistado pelo projeto "Na Trilha da Cultura", 2013. Disponível no link. (acessado em 2.3.2014).
Encontro com Rubem Alves. Realizado pelo Espaço de Leitura, 2013. Disponível no link. (acessado em 2.3.2014).
Rubem Alves: escritor porque a vida o fez assim. [Entrevista concedida a Delma Medeiros]. Caderno C - Correio Popular, 20.01.2014. Disponível no link. (acessado em 24.2.2014).


“Fotografias há de dois tipos: As mais raras são obras de arte, belezas que o olho do fotógrafo percebeu e nos mostra. Olhamos a foto e ficamos espantados: não havíamos visto a beleza que estava lá, coisas com as quais um turista jamais desperdiçaria uma foto - tais como folhas secas sobre o chão, um pau seco saindo da lagoa, as marcas do vento sobre a areia - e a gente leva um susto. Não é a boa câmera que faz a fotografia. É o olho do fotógrafo.”
- Rubem Alves, em "Quarto de Badulaques". São Paulo: Parábola, 2003.


ÁUDIO / DVD
Rubem Alves -  foto: (...)
Pensamento Vivo. [Áudio Livro]. Vol. I, II, III e IV.
Uma tarde com Rubem Alves. [História da minha vida].
Os 4 Pilares. [DVD 1 - Aprender a Aprender. DVD 2 - Aprender a Fazer. DVD 3 - Aprender a Conviver. DVD 4 - Aprender a Ser], incluindo um Livro texto.  CEDIC/ATTA, 2012. Informações acesse o link
Religião. [Áudio Livro].
Vida e Morte, Sentimentos, Poesia.[Áudio Livro].. (Série O Melhor de Rubem Alves).
Sabedoria. [Áudio Livro].. (Série O Melhor de Rubem Alves).
Filosofia, Ciências e Política. [Áudio Livro].. (Série O Melhor de Rubem Alves).
Educação. [Áudio Livro].. (Série O Melhor de Rubem Alves).
Rubem Alves. [Quatro Estórias]. Editora: Nossa Cultura,
Rubem Alves. [Novas Estórias].
Coleção Infantil. [3 Cds].
Orações para um mundo melhor. [Áudio Livro].
A arte de ensinar. [Rubem Alves e Marcilio Menezes].
Crônicas de Educação. [4 Cds].
** Outras Informações na Loja Virtual do Escritor.


"Todo conhecimento começa num sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada. Mas sonhar é coisa que não se ensina. Brota das profundezas da terra. Como mestre, só posso então lhe dizer uma coisa:  Conte-me seus sonhos para que sonhemos juntos."
- Rubem Alves


TRADUÇÕES E EDIÇÕES ESTRANGEIRAS
Alemão
Der Wind Weht, Wo Er Will, Brasilianische Meditationen (Poesia, Profecia, Magia: Meditações).. [Tradução Horst Goldstein]. Düsseldorf: Patmos Verlag, 1985.
Ich Glaube an Die Auferstehung des Leibes (Eu Creio na Ressurreição do Corpo).. [Tradução Horst Goldstein Razzi]. Düsseldorf: Patmos Verlag, 1983.
Vater Unser: Meditationen (Pai Nosso: Meditações).. [Tradução Horst Goldstein Razzi]. Düsseldorf: Patmos Verlag, 1988.
Was Ist Religion? (O que É Religião?). [Tradução Don Vinzant]. Zurique: Pendo-Verlag, 1984.


Espanhol
El Enigma de la Religión (O Enigma da Religião). Buenos Aires: Ediciones la Aurora, 1979.
Hijos del Mañana (A Gestação do Futuro). Salamanca: Ediciones Si´gueme, 1976.
La Alegria de Enseñar (A Alegria de Ensinar).. [Tradução Helena Reig Ahicart]. Barcelona: Ediciones Octaedro, 1996.
La Teologia como Juego (A Teologia em Jogo). Buenos Aires: Ediciones la Aurora, s.d.
Religión: Apoio o Instrumento de Liberación (Religião: Apoio ou Instrumento de Libertação). Montevidéu: Tierra Nova, 1970.
Vuelve, Pajaro Encantado. Madrid: Susaeta Ediciones, 1991.


Francês
Christianisme, Opium ou Liberation? Une Theologie de L'Espoir Humain (Cristianismo, Opium ou Libertação? Uma Teologia do Espírito Humano).. [ Tradução do inglês Marcelle. Jossua]. Paris: Le Cerf, 1972.
Je Crois en la Ressurrection du Corps. Méditation (Creio na Ressurreição do Corpo. Meditações]. Tradução Christian Vock. Paris: Les Édition du Cerf, 1990.
Le Mangeur de Paroles. [Tradução do inglês Dominique Barrios-Delgado]. Paris: Les Éditions du Cerf, 1993.


Inglês
I Believe in the Resurrection of the Body (Eu Acredito na Ressurreição do Corpo: Meditações). Philadelphia: Fortress Press, 1986.
The Poet, the Warrior, the Prophet (O Poeta, o Guerreiro e o Profeta). Philadelphia: Trinity Press Internacional, 1990.
The Poet, the Warrior, the Prophet (O Poeta, o Guerreiro e o Profeta). London: SCM Press, 1990.
Protestantism and Repression (Protestantismo e Repressão). London: SCM Press, s.d.
A Theology of Human Hope (Da Esperança). Washington D.C.: Corpus Books, 1971, ca.1969.
A Theology of Hope (sound recording). New York: Council of Religion and International Affairs, [197-?]
Tomorow's Child: Imagination, Creativity, and the Rebirth of Culture (A Gestação do Futuro). New York: Harper & Row, Publishers, 1972.
Tomorrow's Child: Imagination, Creativity, and the Rebirth of Culture. London: SCM Press, 1972.
What Is Religion? (O que É Religião?).. [Tradução Don Vonziant]. Maryknoll, New York:  Orbis Books, 1984.
Protestantism and Repression: A Brazilian Case Study (Protestantismo e Repressão).. [Tradução John Drury]. Maryknoll, New York: Orbis Books, 1985.


Italiano
Teologia della Speranza Umana. [Tradução Luigi Brambilla e Milena Brambilla]. Brescia: Queriniana, 1978.
Il Figlio del Domani: Immaginazione, Creatività Artistica e Rinascita della Cultura. [Tradução Giuseppe Grampa]. Brescia: Queriniana, 1978.
L'Enigma della Religione (O Enigma da Religião).. [Tradução Voicu J.]. Roma: Edizione Borla, 1979.
Parole da Mangiare. [Tradução Loewi M. e Dotti G. Comunitá di Bose]. Magnano: Edizione Qigajon, 1998.
La Scuola che ho Sempre Sognato Senza Immaginare che Potesse Esistere. [Tradução Spegne]. L.S.l., Editore: EMI, 2003.
Il Gallo che Cantava per Far Nascere il Sole. S.l., Editore: Città Aperta, 2007.


Português - Portugal
Novas histórias. Editora: ASA Portugal, 2006.
As mais belas historias. Editora: ASA Portugal, 2013.

"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."
- Rubem Alves, em "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica, 1994.


Leonardo Boff e Rubem Alves - foto: (...)

Da tragédia e da beleza
Toda pérola esconde uma dor no fundo da sua beleza. Ostra feliz não faz pérola. Ostra que faz uma pérola é ostra que sofre. Porque a pérola, lisa esfera sem arestas, a ostra a produz para deixar de sofrer, para se livrar da dor das arestas de um grão de areia que se aninhou dentro dela. Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. E ele se perguntou das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo. A resposta que ele encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas: Beethoven – como é possível que um homem completamente surdo, no fim de sua vida, tenha produzido uma obra que canta a alegria? –, Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa...
- Rubem Alves, crônica extraída do livro "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 62.

Rubem Alves - foto: (...)

DOCUMENTÁRIO
Documentário: Rubem Alves, O Professor de Espantos
Sinopse: Até que ponto estamos dispostos a abandonar tudo o que conquistamos para viver novas experiências? E até onde conseguimos ir quando o caminho exige priorizar coisas tão esquecidas no mundo atual como a beleza, a poesia, a arte e a capacidade de aprender com olhos de criança? Para o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, transpor esses limites é um desafio que se impôs desde a infância e que ele sempre aceitou, sem medos. No documentário “Rubem Alves – O professor de espantos”, conhecemos um pouco da vida deste educador: seus sonhos, ideias e realizações e também as interrogações diante do envelhecer. Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, o “jardineiro” Rubem Alves semeia ideias tão “revolucionárias” que acabam, por um lado, provocando a crítica e o desprezo de muitos setores da intelectualidade brasileira e, por outro, conquistando a cumplicidade de todos os que são apaixonados pela Educação. “Rubem Alves, o professor de espantos” tem direção de Dulce Queiroz e compõe mais um episódio da série Memórias, da TV Câmara.
Ficha técnica
Direção e Roteiro: Dulce Queiroz
Produção: João Gollo
Produção Executiva: Dulcídio Siqueira Neto
Imagens: Cícero Bezerra e Claudio Adriano
Edição e finalização: Guem Takenouchi
Animação: Tiago Keise
Coordenação de Produção: Santiago Dellape
Auxiliar de cinegrafista: Misael do Rosário
Pesquisa: André Bergamo e Dulce Queiroz
Trilha Original: Alberto Valerio
Realização: TV Câmara 2013.

Documentário: Rubem Alves, O Professor de Espantos


“Tenho sempre comigo o meu caderno. Meu caderno é a minha 'gaiola de prender ideias'. Porque as ideias são entidades fugidias, pássaros. Elas vêm de repente e desaparecem tão misteriosamente como chegaram. Não se pode confiar na memória. Se as ideias não forem presas com palavras escritas no papel, elas serão esquecidas."
- Rubem Alves, em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres". Editora
Best Seller ltda, 2010.


"O homem é antes de tudo um ser de amor. Como filósofo, ele indicou veredas novas; como poeta, cronista do cotidiano e místico, usa metáforas escrevendo a partir do fluir da vida; não usa as palavras frias da ciência, mas as palavras saborosas dos poetas."
- Antônio Vidal Nunes

Rubem Alves - foto: (...)
CITAÇÕES E EXCERTOS SELECIONADOS DA OBRA DE RUBEM ALVES
"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. E a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão. (…)”
- Rubem Alves, em “Se Eu Fosse Você”, do livro ‘O Amor Que Ascende a Lua’. Campinas/SP: Papirus, 1999.


"Talvez o amor não passe de uma deliciosa ilusão que se realiza em momentos sagrados, raros. Quando ele acontece é aquela felicidade imensa, aquela certeza de eternidade. Ah! Como os apaixonados desejam sinceramente que aquela felicidade não tenha fim! Mas o amor, pássaro, de repente bate as asas e voa... Brincando, faz tempo, eu sugeri que um casamento que se baseasse no amor teria de ser efêmero - porque o amor é sentimento, e os sentimentos não podem ser transformados em monumentos."
- Rubem Alves, em "Retratos de amor". Campinas/SP: Editora Papirus, 2002.


“A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos, os rostos envoltos em sombras. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que esse rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.”
- Rubem Alves, em “Do universo à jabuticaba”. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010, p. 37.


“Foi a criança que me deu coragem para que eu deixasse que o inventor de estórias que em mim vivia calado pelo medo, falasse. Estória, não histórias, contrariando assim dicionários e revisores. O mundo dos escritores não é o mundo dos gramáticos. [...] A “história” nos abre o mundo das coisas acontecidas no passado. Mas as “estórias” nos levam para o mundo das coisas que nunca aconteceram e só existem na imaginação. “
- Rubem Alves, em “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”. [Organização Raissa Castro Oliveira]. 21ª ed., Campinas/SP: Editora Verus, 2010, 142.


"O menino abandonado não me abandonou. Entrou dentro de mim e mora comigo. Me faz sofrer. Me dá ternura. Sempre que vejo uma criança abandonada, eu sofro. Quereria poder protegê-la, cuidar dela. Eu me enterneço porque a criança abandonada que mora dentro de mim está sofrendo. Afinal, todos somos crianças abandonadas. Nos momentos de solidão noturna, de insônia, tomamos consciência de que estamos destinados ao abandono, àquele tempo quando será inútil chamar “meu pai” ou “minha mãe”. Os negros norte-americanos conheciam esse sentimento. E com ele compuseram um spiritual em ritmo de canção de ninar que diz assim:
Por vezes eu me sinto como uma criança sem mãe,
por vezes eu me sinto como uma criança sem mãe,
longe, muito longe de casa...
É assim que me sinto, às vezes. Tenho, então, vontade de chorar... “
- Rubem Alves, em “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”. [Organização Raissa Castro Oliveira]. 21ª ed., Campinas/SP: Editora Verus, 2010, p. 36.


"Os poetas sentem e sabem. A psicanálise explica. Somos viajantes mesmo quando não viajamos. Viajamos sonhando, sem sair do lugar. O sonho é a viagem daquele que quer ir mas não pode. Não pode ou por não ter barcos ou por não saber onde ir. Nos seus lugares mais profundos, o corpo é um navegante. Mora ali um fogo que não se apaga – Freud deu a ele o nome de “princípio do prazer”. Queremos navegar até o lugar (ou tempo) onde encontraremos o prazer. Mas eu sinto tentado, à semelhança de Octavio Paz, a falar “dupla chama”. Castiçal de duas velas. De um lado a chama do prazer, vermelha. Do outro, a chama da alegria, azul. Acho que Freud não concordaria comigo – mas não tem importância. Na minha psicanálise estou sempre atento ao “princípio da alegria”."
- Rubem Alves, em "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 59.


”Esse é o resumo da psicanálise, tal como eu a entendo. É uma estória em que se misturam o amor, a beleza e o feitiço do esquecimento. Decepcionaram-se? Esperavam nomes famosos, conceitos complicados – e ao invés disso eu conto uma estória de fadas. Palavras para fazer as crianças dormirem, dirão. Mas eu acrescento: É para fazer adultos acordarem... A psicanálise é uma luta para quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela. É um ouvir atento de uma canção que só se ouve no intervalo do silêncio do coaxar dos sapos, e que nos chega como pequenos e fugazes fragmentos desconexos. É uma batalha para nos fazer retornar ao nosso destino, inscrito nas funduras do mar da alma.”
- Rubem Alves, em "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 128.
  

"Mora em nós um outro que não se esquece da nossa verdade... Alguns pensam que psicanálise e poesia são coisas de loucos. Tem até ditado: De poeta e de louco todo mundo tem um pouco. Os sapos e rãs, ao ouvirem as canções do príncipe poeta, só poderiam ter dito: É poeta! É louco! E trataram de curá-lo, educando-o para a realidade. Para eles ser normal é coaxar como todos coaxam. Mas a alma, em meio à ruidosa monotonia da vida, continua a ouvir uma voz que vem nos intervalos. Continua a chorar ao ouvir uma melodia que não havia. Continua a ouvir a fala de um estranho que mora em nós, e que nos visita nos sonhos. Continua a ser queimada pelas brasas da saudade de um lar esquecido, do qual estamos exilados. É bem possível que os sapos e rãs vivam mais tranquilos. Para eles todas as questões já estão resolvidas. Mas existe uma felicidade que só mora na beleza. E esta a gente só encontra na melodia que soa, esquecida e reprimida, no fundo da alma."
- Rubem Alves, em "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 128.
  

“Somos iguais aos animais: as mesmas coisas terríveis podem acontecer a eles e a nós. Mas somos diferentes deles porque eles só sofrem como devem sofrer, isto é, quando o terrível acontece. E nós, tolos, sofremos sem que ele tenha acontecido. Sofremos imaginando o terrível. O medo é a presença do terrível não acontecido apossando-se das nossas vidas. Ele pode acontecer? Mas ainda não aconteceu, nem se sabe se acontecerá. “
- Rubem Alves, em "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 154.
  

"Quem, por causa do medo, se encolhe e rasteja vive a morte na própria vida. Quem, a despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa sobre a morte. Morrerá quando a morte vier. Mas só quando ela vier. [...] Viver a vida, aceitando o risco da morte: isso tem o nome de coragem. Coragem não é ausência do medo. É viver, a despeito do medo."
- Rubem Alves, em "Palavras para desatar nós". Campinas/SP: Papirus editora, 2012, p. 155.
  

"Levou tempo para que eu compreendesse que o que convence não é a “letra” do que falamos; é a “música” que se ouve nos interstícios de nossa fala. A razão só entende a letra. Mas a alma só ouve a música. O segredo da comunicação é a poesia. Porque poesia é precisamente isso: o uso das palavras para produzir música. Pianista usa piano, violeiro usa viola, flautista usa flauta – o poeta usa a palavra."
- Rubem Alves, em "Ostra feliz não faz pérola". São Paulo: Planeta do Brasil, 2008, 97.


"A vida me ensinou que a realidade é como uma piada e que não existe nada mais inútil que nossas projeções futurológicas: o final é sempre inesperado..."
- Rubem Alves, em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres”. Editora Best Seller ltda, 2010.


"Curioso que na língua alemã as palavras "poema" e "denso" tenham a mesma raiz. O que revela muito. Na verdade o poema é a fala elevada à sua densidade máxima. Nada é supérfluo. Nenhuma adiposidade. Nenhum adorno. Nada poderia ser dito de outra maneira. Pureza absoluta. Muitas palavras dentro de uma só: como se ele estivesse grávida... Uma Palavra que contenha todas as outras palavras. "No princípio era a Palavra..." O que é o oposto de nossa tolice quotidiana: sabedores das muitas palavras e ignorantes da palavra, como lamentava T. S. Eliot. E se isso que falamos tanto (...)"
- Rubem Alves, em "Que não seja súbita", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990.


"Acho que a educação frequentemente cria antas: pessoas que não se atrevem a sair das trilhas aprendidas, por medo da onça. De suas trilhas sabem tudo, os mínimos detalhes, especialistas. Mas o resto da floresta permanece desconhecido."

- Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Editora Ars Poética, 1994.

Moacyr Scliar e Rubem Alves - foto: (...)

FORTUNA CRÍTICA
[Estudos acadêmicos: teses, dissertações, livros, monografias, artigos, ensaios...]
ALMEIDA, Saulo Marcos de. O Pensamento Teológico de Rubem Alves. Reflexões sobre o papel da linguagem e da corporeidade. (Dissertação Mestrado em Ciências da Religião). Universidade Metodista de São Paulo, UMESP, 1998.
BARBOSA, Rosângela Góis. A atribuição de sentidos e o fazer significativo em crônicas de Rubem Alves: formações discursivas, interdiscurso e polifonia. (Dissertação Mestrado em Letras e Lingüística). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2008. Disponível no link. (acessado em 22.2.2014).
BATISTA, Raquel Barbosa Mantovani. Redescobrindo o sentido da educação sob a perspectiva da arte. Variações de um tema: Rubem Alves. [Monografia do Curso de Pós-Graduação em Educação Musical]. Conservatório Brasileiro de Música. Rio de Janeiro, 1997.
CAMPOS, Leonildo Silveira. O discurso acadêmico de Rubem Alves sobre "protestantismo" e "repressão": algumas observações 30 anos depois. Religião & Sociedade, vol. 28 nº 2 Rio de Janeiro  2008. Disponível no link. (acessado em 22.2.2014).
CARDOSO, Ernesto Barros. Sobre deuses e caquis - Teologia, política e poesia em Rubem Alves. Rio de Janeiro: Editora Iser, 1988.
CERQUEIRA, Elisabete Coimbra. O medo da sementinha, de Rubem Alves: a pluralidade nos olhares literário e psicanalítico. (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, CESJF, 2013. Disponível no link. (acessado em 22.2.2014).
CERQUEIRA, Elisabete Coimbra. O medo da sementinha, de Rubem Alves. Revista Eletrônica Fundação Educacional São José, v. 1, p. 1-11, 2012.
COSTA, Ruy Otávio. Self-critical Theology: Parallels and affinities between the Frankfurd Schol of critical Theology and public theology of Rubem Alves. Havard Divinity School. 1984.
COSTA, Ruy Otávio. Toward a Latin American Protestant ethic of liberation: A comparative study of the wrintings of Rubem Alves and José Miguez Bonino from the perspective of the sources and substance of their social ethics. (Tese de Doutorado). Boston: Universidade de Boston, 1990.
Rubem Alves - foto: (...)
DAMIANO, Gilberto Aparecido. O Flautista Mágico: os sentidos (sempre) em perigo no afetivo pensar de Rubem Alves. Existência e Arte, UFSJ, v. 1, 2005.
DAMIANO, Gilberto Aparecido. O Mestre do Jogo - Rubem Alves. (Dissertação Mestrado em Educação). Universidade de São Paulo, USP, 1986.
FRANCO, Sérgio de Gouvêa.  The Concepts of Religion and Liberation in the Work of Rubem Alves. (Dissertação Mestrado em Master in Theology). Regent College (UBC), 1987.
GOMIDE, Denise Camargo. Rubem Alves e o pensamento educacional liberal: aproximações. (Dissertação Mestrado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2004.
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LEBER, Werner Schrör. A literatura como encantamento e contraponto à seriedade científica na perspectiva de Rubem Alves. (Monografia Graduação em Letras - licenciatura: língua portuguesa). Centro Universitário Leonardo da Vinci, 2010.
LIMA, Maria Cristina Gomes Barbosa de. Chapeuzinho Vermelho: a reescrita de Braguinha e Rubem Alves. (Dissertação Mestrado em Letras). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, CESJF, 2008. Disponível no link. (acessado em 23.2.2014).
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MACHADO, Marlos José Lima. As vozes mudas de classes marginalizadas na literatura infanto-juvenil O gato que gostava de cenoura de Rubem Alves. In: II Colóquio Nacional Representações De Gênero e de Sexualidades, 2007, Campina Grande. Colóquio Nacional Representações de Gênero e Sexualidades., 2007. p. 1-8.
MAIA, Mara Jane Sousa. Tecendo o estético e o sensível através do bordado na literatura infantil brasileira. (Dissertação Mestrado em Linguística]. Universidade de São Paulo, USP, 2010. Disponível no link. (acessado em 1.3.2014).
MARIANI, Ceci Maria Costa Baptista. A espiritualidade como experiência do corpo. (Dissertação de mestrado). Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, São Paulo, 1997.
MARTINS, Celso Jorge. O intervir das águas: a presença do outro no discurso lítero-pedagógico de Rubem Alves. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Estadual de Maringá, UEM, 2005. Disponível no link. (acessado em 23.2.2014).
MAQUEO, Roberto Oliveros -SJ. Liberation y Teologia. Gesis y cresciemiento de uma reflexión. (1966-1976). Centro de Estudios y Publicaciones. Lima/Peru. 1977.
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NUNES, Antônio Vidal.  Etapas do itinerário reflexivo de Rubem Alves: a dança da vida e dos símbolos. In: Antônio Vidal Nunes. (Org.). O que eles pensam de Rubem Alves e de seu humanismo na religião, na educação e na poesia. São Paulo: Paulus, 2007, v. , p. 13-53.
NUNES, Antônio Vidal.  Farias Brito e Rubem Alves: o homem como preocupação filosófica - algumas considerações. Cadernos. Faculdades Integradas São Camilo, São Paulo, v. 11, n.1, p. 67-83, 2005.
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NUNES, Antônio Vidal. Aspectos filosóficos e pedagógicos do pensamento de Rubem Alves. Pense. Revista Mineira de Filosofia e Cultura, v. 1, p. 16-20, 2012.
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OLIVEIRA, Maria Helena Pavelacki. Literatura Infantil & Pedagogia Considerações acerca da dimensão ético-emancipatória dos contos de Rubem Alves. (Dissertação Mestrado em Educação nas Ciências - área concentração Letras). Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, UNIJUI, 1999.
Rubem Alves - foto: (...)
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Rubem Alves -  foto: César Rodrigues/AAN
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ZARO, Jadir. O Senso Comum e a Ciência na concepção de Rubem Alves. Revista Litterarius (Santa Maria), v. 1, p. 70-79, 1999.

 
Elisa Lucinda e Rubem Alves - foto: (...)

“O corpo é o lugar fantástico onde mora, adormecido, um universo inteiro. [...] Tudo adormecido... O que vai acordar é aquilo que a Palavra vai chamar. As Palavras são entidades mágicas, potências feiticeiras, poderes bruxos que despertam os mundos que jazem dentro dos nossos corpos, num estado de hibernação, como sonhos. Nossos corpos são feitos de palavras...”
- Rubem Alves, na crônica 'Lagartas e borboletas', do livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poética, 1994, p. 52.


DOC-VÍDEOS

4 Pilares da Educação: 1º Aprender a aprender


4 Pilares da Educação: 2º Aprender a fazer.


4 Pilares da Educação: 3º Aprender a Conviver.


4 Pilares da Educação: 4º Aprender a ser.





INSTITUTO RUBEM ALVES
O Instituto Rubem Alves é uma associação aberta, sem fins econômicos e de interesse público, fundada pelo escritor e educador Rubem Azevedo Alves e sua família.
Rede Online
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"Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...”. Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imaginam. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...” Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples."
- Rubem Alves


EDITORAS QUE PUBLICAM OBRAS DO AUTOR


"Uma lagarta vira borboleta, um velho transforma-se em criança... O tempo completa o seu ciclo, volta aos começos. Assim é o tempo da alma, um carrossel, girando, voltando sempre ao início, o “eterno retorno”. T. S. Eliot estava certo quando disse que “o fim de todas as nossas explorações será chegar ao lugar de onde partimos e o conhecer, então, pela primeira vez”."
- Rubem Alves, em “O retorno e terno”. 8ª ed., Campinas/SP: Papirus-Speculum, 1996, p. 158.



Rubem Alves - foto: (...)
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2 comentários:

  1. Conquanto seja incontestável que em sua obra esse admirado e muito querido autor revele muito de sua vida, relatando sua infância em Minas, transmitindo a seus leitores a sua verdade como educador e suas vivências como psicanalista e teólogo, na minha minha opinião a grande magia desse "aprendiz de feiticeiro" (???) é a de ser maior, bem maior, daquilo que nos mostra ser. No fundo, creio de que o verdadeiro Rubem Alves é aquele que ninguém vê. Feiticeiro, não consigo parar de girar em volta do seu caldeirão. Parabéns, Elfi, pela matéria tão bem estruturada e escrita, com a qual você nos possibilitou a ingestão de boas doses da sabedoria e poesia do feiticeiro.

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  2. Encatoável Encantador e amável João Guimarães Rosa primeiras estórias pg 57

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