Hilda Hilst - múltipla e singular

Hilda Hilst

"A vida foi isso de sentir o corpo, contorno, vísceras, respirar, ver, mas nunca compreender. Por isso é que me recusava muitas vezes. queria o fio lá de cima, o tenso que o OUTRO segura, o OUTRO, entendes?"
- Hilda Hilst, in "a obscena senhora D".



Testamento Lírico
Se quiserem saber se pedi muito
Ou se nada pedi, nesta minha vida,
Saiba, senhor, que sempre me perdi
Na criança que fui, tão confundida.
À noite ouvia vozes e regressos.
A noite me falava sempre sempre
Do possível de fábulas. De fadas.
O mundo na varanda. Céu aberto.
Hilda, em 1933, aos 3 anos de idade
Castanheiras douradas. Meu espanto
Diante das muitas falas, das risadas.
Eu era uma criança delirante.
Nem soube defender-me das palavras.
Nem soube dizer das aflições, da mágoa
De não saber dizer coisas amantes.
O que vivia em mim, sempre calava.

E não sou mais que a infância. Nem pretendo
Ser outra, comedida. Ah, se soubésseis!
Ter escolhido um mundo, este em que vivo,
Ter rituais e gestos e lembranças.
Viver secretamente. Em sigilo
Permanecer aquela, esquiva e dócil.
Querer deixar um testamento lírico
E escutar (apesar) entre as paredes
Um ruído inquietante de sorrisos
Uma boca de plumas, murmurante.

Nem sempre há de falar-vos um poeta.
E ainda que minha voz não seja ouvida
Um dentre vós, resguardará (por certo)
A criança que foi. Tão confundida.
- Hilda Hilst

Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso. Com pouco tempo de vida, seus pais se separaram, o que motivou sua mudança, com a mãe, para a cidade de Santos (SP). Seu pai, que sofria de esquizofrenia, foi internado num sanatório em Campinas (SP), tendo nessa época 35 anos de idade. Até sua morte passou longos períodos em sanatórios para doentes mentais.

Foi para o colégio interno, Santa Marcelina, na cidade de São Paulo, em 1937, onde estudou por oito anos. No ano de 1945 matricula-se no curso clássico da Escola Mackenzie, também naquela cidade. Morava, nessa época, num apartamento na Alameda Santos, com uma governanta de nome Marta.

Em 1946, pela primeira vez, visitou o pai em sua fazenda em sua cidade natal, Jaú.   Em apenas três dias, no pouco tempo que passou com ele, perturbou-se com sua loucura. Em "Carta ao Pai" diz a biografada:

Hilda Hilst  
"Só três noites de amor, só três noites de amor", implorava o pai, sim, o pai, ele nunca fizera uma coisa como essa, sim, era Jaú, interior de São Paulo, um dia qualquer de 1946, sim, a filha deslumbrante, tremendo em seus 16 anos, sim, o pai a confundia com a mãe, a mão dele fechada sobre a dela, sim, o pai a confundia com a mãe, a confundia, sim?..."

Aconselhada pela mãe, em 1948 inicia seus estudos de Direito na Faculdade do Largo do São Francisco. A partir de então levaria uma vida boêmia que se prolongou até 1963. Moça de rara beleza, Hilda comportava-se de maneira muito avançada, escandalizando a alta sociedade paulista. Despertou paixões em empresários, poetas (inclusive Vinicius de Moraes) e artistas em geral.

Em 1949 é escolhida para saudar, entre os alunos de Direito, a escritora Lygia Fagundes Telles, por ocasião do lançamento de seu livro de contos "O Cacto Vermelho".

Hilda lança, nos dois anos seguintes, seus primeiros livros: "Presságio" (1950), e "Balada de Alzira" (1951).

Conclui o curso de Direito em 1952. Três anos depois publica "Balada do Festival".

No ano de 1957 viaja pela Europa por sete meses (junho a dezembro). Namora com o ator americano Dean Martin e, fazendo-se passar por jornalista, assedia, sem sucesso, Marlon Brando, outro galã de Hollywood.

Em 1959 publica o livro de poesia "Roteiro do silêncio" e "Trovas de muito amor para um amado senhor". José Antônio de Almeida Prado, primo da escritora, inspira-se em poemas desse último livro e compõe a "Canção para soprano e piano". Em outras oportunidades voltou a basear-se em textos de Hilda para compor alguns de seus trabalhos mais significativos. Os compositores Adoniran Barbosa ("Quando te achei") e Gilberto Mendes ("Trovas"), entre outros, também se inspiraram em textos da autora.

"Ode fragmentária" é lançado em 1961. Seu livro "Trovas de muito amor para um amado senhor" é reeditado por Massao Ohno.

É agraciada com o Prêmio Pen Club de São Paulo pelo livro "Sete cantos do poeta para o anjo", em 1962. Passa a morar na Fazenda São José, a 11 quilômetros de Campinas (SP), de propriedade de sua mãe. Abre mão da intensa vida de convívio social para se dedicar exclusivamente à literatura. Tal mudança foi influenciada pela leitura de "Carta a El Greco", do escritor grego Nikos Kazantzakis. Entre outras teses, defende o escritor a necessidade do isolamento do mundo para tornar possível o conhecimento do ser humano.

Muda-se para a Casa do Sol, construída na fazenda, onde passa a viver com o escultor Dante Casarini, em 1966. Morre seu pai.

Em 1967 redige "A possessa" e "O rato no muro", iniciando uma série de oito peças teatrais que escreveria até 1969. Lança "Poesia (1959 / 1967)".

Por imposição da mãe, internada no mesmo sanatório em Campinas onde estivera seu pai, casa-se com Dante Casarini, em 1968. Escreve as peças "O visitante", "Auto da barca de Camiri", "O novo sistema" e "As aves da noite". "O visitante" e "O rato no muro" são encenadas no Teatro Anchieta, em São Paulo, para exame dos alunos da Escola de Arte Dramática, sob direção de Terezinha Aguiar.

Hilda Hilst
Em 1969 escreve "O verdugo" e "A morte do patriarca". A primeira recebe o Prêmio Anchieta. A montagem de "O rato no muro", sob a direção de Terezinha Aguiar, é apresentada no Festival de Teatro de Manizales, na Colômbia.

"Fluxo-Floema", sua primeira obra em prosa, é lançada em 1970. A peça "O novo sistema" é encenada em São Paulo, no Teatro Veredas, pelos Grupo Experimental Mauá (Gema), sob a direção de Terezinha Aguiar. Baseando-se nos experimentos do pesquisador sueco Friedrich Juergenson relatados no livro "Telefone para o além", Hilda Hilst iria se dedicar, ao longo desta década que se iniciava, à gravação, através de ondas radiofônicas, de vozes que, assegurava, seriam de pessoas mortas. No mesmo período anunciou a visita de discos voadores à sua fazenda. "O verdugo" é editado em livro, e é, até hoje, a única que não é inédita. Morre sua mãe, Bedecilda.

Em 1972 o Grupo de Teatro Núcleo, da Universidade Estadual de Londrina, sobre a direção de Nitis Jacon A. Moreira, encena a peça "O verdugo". Essa mesma peça é encenada no Teatro Oficina, em São Paulo, sob a direção de Rofran Fernandes, no ano seguinte, época em que foi lançado seu novo livro "Qadós".

"Júbilo, memória, noviciado da paixão" é lançado em 1974.

No ano de 1977 é publicado o livro "Ficções", que recebe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), como "Melhor Livro do Ano".

Três anos depois, 1980, saem os livros "Poesia (1959/1979)", "Da morte. Odes mínimas", e "Tu não te moves de ti". Recebe da APCA o prêmio pelo conjunto da obra. Estréia a montagem de "As aves da noite" no Teatro Ruth Escobar, com direção de Antônio do Valle. Divorcia-se de Dante Casarini, mas o ex-marido continua morando na Casa do Sol.

Passa a fazer parte do Programa do Artista Residente da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 1982. Lança "A obscena senhora D". No ano seguinte publica "Cantares de perda e predileção", que recebe os prêmios Jabuti (da Câmara Brasileira do Livro) e Cassiano Ricardo (do Clube de Poesia de São Paulo).

Em 1984 saem os "Poemas malditos, gozosos e devotos". Dois anos depois, em 1986, publica os livros "Sobre a tua grande face" e "Com meus olhos de cão e outras novelas". 1989 marca o lançamento de "Amavisse".

Com "O caderno rosa de Lori Lamby", livro que consagra a nova fase  iniciada em "A obscena senhora D", a escritora anuncia o "adeus à literatura séria" (1990). Justifica essa medida radical como uma tentativa de vender mais e assim conquistar o reconhecimento do público. A obra provoca "espanto e indignação" em seus amigos e na crítica. O editor Caio Graco Prado se recusa a publicá-la e o artista plástico Wesley Duke Lee a considera "um lixo". Lança "Contos d'escárnio/Textos grotescos e Alcoólicos".

Hilda Hilst
O quarto livro dessa fase que, para muito, como dissemos, causou "espanto e indignação", "Cartas de um sedutor" é lançado em 1991. O livro "O caderno rosa de Lori Lamby" é traduzido para o italiano. Estréia, em São Paulo, a peça "Maria matamoros", adaptação do texto "Matamoros" que se encontra no livro "Tu não te moves de ti".

Em 1992 lança a antologia poética "Do desejo" e "Bufólicas", na verdade uma brincadeira quase infantil da autora, por muitos visto como uma paródia. Passa a colaborar com o Correio Popular, jornal diário de Campinas (SP), escrevendo crônicas semanais; o trabalho se estenderia até 1995.

No ano seguinte publica "Rútilo nada", num livro que também continha "A obscena senhora D" e "Qadós". "Rútilo nada" recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Contos".

Em 1994, "Contos d'escárnio & Textos Grotescos" é traduzido para o francês.

No ano seguinte sai o volume "Cantares do sem nome e de partidas". O Centro de Documentação Alexandre Eulálio, da UNICAMP, adquire seu arquivo pessoal. A escritora sofre isquemia cerebral.

Em 1997, lança "Estar sendo. Ter sido". Seus poemas são lidos em Quebec, Canadá, juntamente com textos de Safo, Gabriela Mistral e Marguerite Yourcenar, entre outras autoras, no recital Le féminin du feu, durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

A edição bilíngüe (português-francês) do livro "Da morte. Odes mínimas" é publicada em 1998. Publica também "Cascos & Carícias: crônicas reunidas (1992-1995)", volume de textos que saíram no jornal "Correio Popular". Volta a se dedicar a questões sobrenaturais: afirma acreditar no contato dos mortos com a Terra através de mensagens enviadas via fax.  Reafirma o desejo de construir em suas terras um centro de estudos da imortalidade.

Em 1999, lança a antologia poética "Do amor". Sob a coordenação do escritor Yuri V. Santos entra no ar seu site oficial Casa do Sol.

"O caderno rosa de Lori Lamby" é levado ao palco sob direção de Bete Coelho e tendo no papel principal a atriz Iara Jamra.

Hilda Hilst, em 1999.
Em 2000, lança "Teatro reunido" (volume 1)". Estréia, em Brasília, a adaptação teatral de "Cartas de um sedutor". Estréia, na Casa de Cultura Laura Alvin, no Rio de Janeiro, o espetáculo "HH informe-se", reunião e adaptação teatral de textos da autora. Inauguração, em dezembro, da "Exposição Hilda Hilst - 70 anos", evento criado pela arquiteta Gisela Magalhães no SESC Pompéia, em São Paulo.

Em 2001, estréia, no Rio de Janeiro, a adaptação teatral de "Cartas de um sedutor". A Editora Globo passa a ser responsável por toda sua obra publicada.

Agraciada, em 2002, com o Prêmio Moinho Santista - 47ª edição, categoria poesia.

Agraciada, em 2003, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na área de literatura, com o Grande Prêmio da Crítica pela reedição de suas "Obras completas".

Hilda Hilst faleceu no dia 04 de fevereiro de 2004, na cidade de Campinas (SP).
Fonte: Releituras – Hilda Hilst



"Não pactuo com as gentes, com o mundo, não há um sol de ouro lá fora, procuro a caminhada sem fim, te procuro, vômito, Menino-Porco, ando galopando desde sempre búfalo zebu girafa, de repente despenco sobre as quatro patas e me afundo nos capins resfolegando, sou um grande animal, úmido, lúcido, te procuro ainda, agora não articulo, também não sou mudo, uns urros, uns finos fortes escapam da garganta, agora eu búfalo mergulho, uns escuros."
- Hilda Hilst, in “A obscena senhora D”, Editora Globo, 2001, p. 25.

  
Hilda Hilst

CRONOLOGIA DA AUTORA
1930 – 21 de abril, – Hilda Hilst nasce em Jaú, interior do estado de São Paulo, às 23h45, numa casa da Rua Saldanha Marinho. Filha de Bedecilda Vaz Cardoso, imigrante portuguesa, e de Apolônio de Almeida Prado Hilst, fazendeiro de café, escritor e poeta.
1932 - Bedecilda separa-se de Apolônio, mudando-se com Hilda e Ruy Vaz Cardoso (filho do primeiro casamento) para Santos, SP. É o início da Revolução Constitucionalista, e durante a viagem, ao passarem por Campinas, a Estação Ferroviária Mogiana está sendo bombardeada. Em Santos, instalam-se na Av. Vicente de Carvalho, nº 32.
Hilda Hilst aos 8 anos (Acervo IHH)
1934 – Hilda recebe pela primeira vez, em Santos, a visita do pai.
1935 - Cursa o jardim da infância no Instituto Brás Cubas, cidade de Santos. Em Jaú, Apolônio é diagnosticado esquizofrênico paranóico.
1937 - Ingressa como aluna interna do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, onde cursará o primário e o ginasial, com desempenho considerado brilhante. Neste ano a mãe lhe revela a doença de Apolônio. A intensidade dessa revelação e os poucos encontros que terá com o pai acentuam sua imagística da figura paterna, que se configura um dos principais componentes de sua obra literária.
1944 - Ao concluir o ginasial, passa a morar na residência de Ana Ivanovna, situada à Rua Alemanha, Jardim Europa, São Paulo.
1945 - Começa o curso secundário, que na época incluía o Clássico e o Científico, no Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde permanece até a conclusão do curso. Neste ano conhece a futura arquiteta Gisela Magalhães, sua amiga pessoal até a atualidade.
1946 - Segundo encontro com o pai, quando o visita na Fazenda Olhos D’água, no município de Itapuí, próximo a Jaú. Muda-se com sua governanta para uma casa situada à Rua Teixeira de Souza.
1948 - Entra na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo.
1949 – Numa homenagem a Cecília Meirelles, no Salão de Chá da Casa Mappin (ainda situada na Praça do Patriarca, em São Paulo), conhece a escritora Lígia Fagundes Telles, com quem mantém profunda amizade até hoje.
1950 - Publica seu primeiro livro de poesia Presságio, chamando a atenção da crítica especializada por já apresentar marcas de uma poética pessoal.
1951 - Publica seu segundo livro de poesia Balada de Alzira. É nomeada curadora do pai.
1952 – Recebe o diploma de bacharelado em Direito.
1953 – Trabalha no Escritório de Advocacia do Dr. Abelardo de Souza, em São Paulo.
1954 - Demite-se do escritório, abandonando a carreira por absoluta incompatibilidade com a profissão, optando pela Literatura. Viaja à Argentina e Chile, com a amiga Théa Müller Carioba. Muda-se para o apartamento da mãe, no Parque Dom Pedro II, São Paulo.
1955 - Publica Balada do festival (poesia).
1957 – Viagem à Europa, com as amigas Regina Morganti, Marina de Vincenzi e Dorotéa Merenholz, permanecendo seis meses em Paris. Ainda na França, conhece Nice e Biarritz. Vai para Itália (Roma) e Grécia (Atenas e Creta). Voltando ao Brasil, muda-se para apartamento na Alameda Santos no 2.384, São Paulo.
1959 – Publica Roteiro do silêncio (poesia).
1960 – Publica Trovas de muito amor para um amado senhor (poesia). Viaja para New York e Paris. Muda-se para casa no bairro de Sumaré, São Paulo. Adoniran Barbosa, inspirando nas poesias da autora, compõe as músicas Quando te achei e Quando tu passas por mim.
1961 – Publica Ode fragmentária (poesia). O músico Gilberto Mendes compõe a peça Trova I, inspirada no primeiro poema de Trovas de muito amor para um amado senhor.
1962 - Recebe o Prêmio Pen Clube de São Paulo, com a publicação de Sete cantos do poeta para o anjo. Conhece o físico nuclear Mário Schemberg no Clube dos Artistas (ou Clubinho), localizado à Rua 7 de Abril, freqüentado por intelectuais e artistas. O poeta português Carlos Maria de Araújo, seu amigo pessoal, presenteia Hilda com o livro Lettres a El Greco, de Nikos Kazantizakis. O livro se transforma num divisor de águas na vida da escritora, sendo um dos principais motivadores de sua futura mudança de São Paulo.
1963 - Conhece o escultor Dante Casarini.
Hilda Hilst
1964 – Hospeda em sua residência Mário Schemberg que, por suas ligações com a esquerda, era perseguido pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). O músico e compositor José Antônio Rezende de Almeida Prado, seu primo, inspirado nas poesias de Trovas de muito amor para um amado senhor, compõe A minha voz é nobre (canção para soprano e piano).
1965 - Em companhia de Dante Casarini, muda-se para a sede da Fazenda São José, de propriedade de sua mãe, em Campinas, SP. Inicia construção de sua casa, próxima à sede.
1966 – 24 de setembro, – Morte do pai. Na época Hilda já se transferira para a nova residência, que denominou “Casa do Sol” e onde vive até hoje. A casa será freqüentada por artistas das várias áreas, transformando-se num centro de fomento cultural das décadas de 70 e 80.
 1967 - Começa a escrever suas peças teatrais. Neste ano concluirá A empresa (A possessa) e O rato no muro. Publica Poesia 1959/1967.
1968 – 10 de setembro, - Casa-se com Dante Casarini. Nesse ano escreve as peças O visitante, Auto da barca de Camiri, O novo sistema e inicia As aves da noite. Conhece os escritores Caio Fernando Abreu, que passa a morar na Casa do Sol, e Jose Luís Mora Fuentes. Na praia de Massaguaçu, próximo a Caraguatatuba no litoral paulista, inicia a construção da casa, que chama de “Casa da Lua” e concluirá no ano seguinte, na qual passará algumas temporadas. As peças O visitante e O rato no muro são encenadas no Teatro Anchieta, São Paulo, para exame dos alunos da Escola de Arte Dramática (EAD-USP).
 1969 – Finaliza, na Casa da Lua, As aves da noite e escreve O verdugo e A morte do patriarca, concluindo sua dramaturgia que, com exceção de O verdugo, permanece inédita em livro até o ano 2000. Escreve Ode descontínua e remota para flauta e oboé (poesia), posteriormente publicada como parte do livro Júbilo, memória, noviciado da paixão. Inicia sua ficção com o texto “O unicórnio”. Recebe o Prêmio Anchieta de Teatro com a peça O verdugo. Caio Fernando Abreu muda-se para o Rio de Janeiro. Jose Luís Mora Fuentes muda-se para a Casa do Sol. José Antônio Rezende de Almeida Prado, inspirando-se nos poemas da autora Pequenos Funerais Cantantes ao poeta Carlos Maria de Araújo, incluídos posteriormente em Poesia (1959/1979), compõe Pequenos Funerais Cantantes (cantata para coral, solistas e orquestra), recebendo o Primeiro Prêmio do 1o Festival de Música da Guanabara. O rato no muro participa do Festival de Manizales, na Colômbia.
1970 - Publica seu primeiro livro de ficção Fluxo-Floema. Os críticos literários Leo Gilson Ribeiro, Anatol Rosenfeld e Nelly Novaes Coelho são os primeiros a reconhecer a importância dessa prosa inovadora. Publicação de O Verdugo. É encenada no Teatro Vereda, em São Paulo, a peça O novo sistema.
1971 – 31 de maio, - Falecimento de sua mãe.
1972 - Estréia de O verdugo, na Universidade Estadual de Londrina (PR).
Hilda Hilst
1973 - Lança seu segundo livro de ficção, Qadós. A leitura de Telefone para o além, livro do pesquisador sueco Friederich Jurgenson, leva-a à singular experimentação que estenderá pelos próximos 7 anos, na qual, por meio de um gravador, registra vozes de origem inexplicável pela ciência. Comunica a pesquisa aos físicos César Lattes e Newton Bernardes, seus amigos. Escuta deste último: “Isso, sendo verdade, teríamos que sentar na calçada e repensar toda a física”. O verdugo estréia no Teatro Oficina, em São Paulo.
1974 - Publicação de Júbilo, memória, noviciado da paixão (poesia).
1976 - Conhece a artista plástica Olga Bilenky.
1977 – Ganha o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Melhor Livro do Ano, com Ficções. Olga Bilenky muda-se para a Casa do Sol.
1980 - Primeira edição de Da morte. Odes mínimas (poesia). Publica também Poesia (1959/1979) e Tu não te moves de ti (ficção). Estréia de As aves da noite no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo.
1981 - Ganha o Grande Prêmio da Crítica para o conjunto da obra, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
1982 - Participa do “Programa do Artista Residente”, subsidiado pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Ministra a aula inaugural com o físico Mário Schemberg e o médico José Aristodemo Pinotti. Lança A obscena senhora D, novela que inicia nova fase de sua ficção. Estréia de As aves da noite no Teatro do Senac, Rio de Janeiro.
1983 - Publica Cantares de perda e predileção (poesia).
1984 - Lança Poemas malditos, gozosos e devotos (poesia). Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por Cantares de perda e predileção. Nova montagem de O rato no muro, no Teatro do Sesc-Cascavel (PR).
1985 – 25 de abril, - Divorcia-se de Dante Casarini, que continuará morando na Casa do Sol até 1991, e com o qual mantém profunda amizade até os dias de hoje. Neste ano ganha o Prêmio Cassiano Ricardo, do Clube de Poesia de São Paulo, com o livro Cantares de perda e predileção.
1986 – Publicação de Sobre tua grande face (poesia) e Com os meus olhos de cão e outras novelas (ficção).
1989 – Lança Amavisse (poesia).
1990 – Publica Alcoólicas (poesia) e os dois primeiros títulos da sua trilogia erótica, O caderno rosa de Lori Lamby, que a princípio escandaliza a maior parte da crítica, e Contos d’escárnio/Textos grotescos, igualmente perturbador para boa parte de seus leitores.
Hilda Hilst
 1991 – Lança Cartas de um sedutor, encerrando sua trilogia erótica. Apesar de a trilogia representar menos de um décimo da sua obra, Hilda passa a ser erroneamente considerada, por parte da crítica, como escritora essencialmente erótica. Conhece o escritor e crítico literário Edson Costa Duarte, que logo se mudaria para a Casa do Sol. Estréia, no Teatro Brasileiro de Comédia em São Paulo, da peça Matamoros, adaptação teatral do texto do mesmo nome, do livro Tu não te moves de ti.
1992 - Publica Bufólicas (poesias satíricas) e Do desejo (poesias). Aceita o convite de Wilson Marini, editor no “Caderno C” do jornal Correio Popular (Campinas, SP), e inicia sua atuação como cronista. Tradução para o italiano de O caderno rosa de Lori Lamby.
1993 - Lança Rútilo Nada (ficção), com o qual ganhará no ano seguinte o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Estréia na Casa da Gávea, Rio de Janeiro, a adaptação teatral de A obscena senhora D.
1994 – Tradução para o francês de Contos d’escárnio/Textos grotescos.
1995 - Seu arquivo pessoal é comprado pelo Centro de Documentação “Alexandre Eulálio”, do Instituto de Estudos da Linguagem (UNICAMP). Desliga-se do jornal Correio Popular e encerra suas atividades como cronista. Fim do “Programa do Artista Residente”. Lança Cantares do Sem Nome e de partidas (poesia). Estréia no Teatro Projeto Equilíbrio, em São Paulo, a adaptação teatral de Cartas de um sedutor.
1996 - O maestro José Antônio Rezende de Almeida Prado, inspirado em Cantares do sem nome e de partidas, compõe Cantares do sem nome e de partidas (para soprano e corda), recebendo o Primeiro Prêmio do 9o Concurso Internacional Francesc Civil, em Girona, Espanha.
1997 – Publicação, em francês, do volume contendo A obscena senhora D e a novela Com os meus olhos de cão. Publica Estar sendo. Ter sido (ficção) e anuncia seu afastamento do trabalho literário.
1998 – Lançamento de Cascos e carícias: crônicas reunidas (1992/1995) e reedição de Da morte. Odes mínimas.
1999 – Publica Do Amor (poemas escolhidos). Estréia em São Paulo, no Núcleo Experimental de Teatro, a adaptação de O caderno rosa de Lori Lamby. Inaugura página na Internet, idealizada pelo amigo Yuri Vieira Santos, escritor e webdesigner.
2000 – Lança Teatro reunido (volume I). Reedição de Estar sendo. Ter sido e Cascos e Carícias. Estréia na Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro, o espetáculo HH Informe-se, reunião de trechos de ficção da escritora. Em Brasília, no Espaço Cultural Renato Russo, é encenada a adaptação teatral de Cartas de um sedutor. Inauguração, em dezembro, do evento criado pela arquiteta Gisela Magalhães “Exposição Hilda Hilst 70 anos”, no Sesc Pompéia, em São Paulo.
Hilda Hilst
2001 – Estréia no Teatro Sérgio Porto, Rio de Janeiro, a adaptação teatral de Cartas de um sedutor. A Editora Globo passa a ser responsável por toda sua obra publicada até o momento, respeitando-se os prazos de contratos ainda vigentes com outras editoras.
2002 – Recebe, da Fundação Bunge, o Prêmio Moinho Santista pelo conjunto de sua obra poética. Ganha, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), o Grande Prêmio da Crítica pela reedição de sua obra pela Editora Globo. Em setembro, no Teatro Noel Rosa (UERJ), a diretora Ana Kfouri, à frente da Companhia Teatral do Movimento (CTM), estréia o espetáculo Fluxo, baseado no livro Fluxo-Poema.
2003 – A Editora Campo das Letras, da cidade do Porto, adquire os direitos de publicação em Portugal de Cartas de um sedutor.
2004 – Internada no Hospital das Clínicas da Unicamp no dia 1 de janeiro de 2004 devido a uma queda e conseqüente fratura de fêmur, Hilda Hilst vem a falecer no dia 4 de fevereiro, às 4 horas da madrugada, em decorrência de uma infecção generalizada. É sepultada na tarde desse mesmo dia, no Cemitério das Aléias, em Campinas.


Caio Fernando Abreu, Lygia Fagundes Telles, 
Robby Cardoso (Professor) e Hilda Hilst

O escritor e seus múltiplos vem vos dizer adeus.
Tentou na palavra o extremo-tudo
E esboçou-se santo, prostituto e corifeu. A infância
Foi velada: obscura na teia da poesia e da loucura.
A juventude apenas uma lauda de lascívia, de frêmito
Tempo-Nada na página.
Depois, transgressor metalescente de percursos
Colou-se à compaixão, abismos e à sua própria sombra.
Poupem-no o desperdício de explicar o ato de brincar.
A dádiva de antes (a obra) excedeu-se no luxo.
O Caderno Rosa é apenas resíduo de um "Potlatch".
E hoje, repetindo Bataille:
"Sinto-me livre para fracassar".
- Hilda Hilst, in "'Amavisse' - contra-capa".


BIBLIOGRAFIA DA AUTORA
Poesia
Hilda Hilst, por Jotta Pinheiro
Presságio. (ilustrações de Darci Penteado). São Paulo, Revista dos Tribunais, 1950.
Balada de Alzira. (ilustrações de Clóvis Graciano). São Paulo, Edições Alarico, 1951.
Balada do festival. Rio de Janeiro, Jornal de Letras, 1955.
Roteiro do silêncio. Rio de Janeiro, Anhambi, 1959.
 Trovas de muito amor para um amado senhor. São Paulo, Anhambi, 1960.
Ode fragmentária. (capa de Fernando Lemos). São Paulo, Anhambi, 1961.
Sete cantos do poeta para o anjo. (ilustrações de Wesley Duke Lee). São Paulo, Massao Ohno, 1962.
Poesia - 1959 - 1967. São Paulo, Editora Sal, 1967.
Júbilo memória noviciado da paixão. (capa e ilustrações de Anésia Pacheco Chaves). São Paulo, Massao Ohno, 1974.
Da morte. Odes mínimas. (ilustrações de Hilda Hilst). São Paulo, Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1980. Reeditado em edição bilíngüe: Da morte. Odes mínimas/De la mort. Odes minimes. (ver traduções).
Poesia - 1959-1979. (capa de Canton Jr; ilustração de Bastico). São Paulo, Ed. Quíron/INL, 1980.
Cantares de perda e predileção. (capa de Olga Bilenky). São Paulo,  Massao Ohno/M. Lydia Pires e Albuquerque, 1983.
Poemas malditos gozosos e devotos. (capa de Tomie Otake). São Paulo, Massao Ohno/Ismael Guarnelli, 1984.
Sobre a tua grande face. (capa de Kazuo Wakabayashi). São Paulo, Massao Ohno, 1986.
Amavisse. (capa de Cid de Oliveira) São Paulo, Massao Ohno, 1989.
Alcoólicas. (xilogravura da capa de Antônio Pádua Rodrigues; ilustrações de Ubirajara Ribeiro). São Paulo, Maison de vins, 1990.
Hilda Hilst, por William Medeiros
Bufólicas. (capa e desenhos de Jaguar). São Paulo, Massao Ohno, 1992.
Do desejo. (capa de João Baptista da Costa Aguiar). Campinas, Pontes, 1992.
Cantares do Sem-Nome e de partidas. (capa de Arcangelo Ianelli). São Paulo, Massao Ohno, 1995.
Do Amor. (capa de Arcangelo Ianelli). São Paulo, Edith Arnhold/Massao  Ohno Editor, 1999.
Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2001.
Bufólicas. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
Cantares. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
Exercícios. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
Da morte. Odes mínimas. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2003.
Baladas. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2003.
Do Desejo. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2004.
Poemas Malditos, Gozosos e Devotos. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2005.


Prosa (conto, romance, prosa poética)
Fluxofloema. São Paulo, Perspectiva, 1970.
Qadós. (capa de Maria Bonomi). São Paulo, Edart, 1973.
Ficções. (capa de Mora Fuentes). São Paulo, Quíron, 1977.
Tu não te moves de ti. (capa de Mora Fuentes). São Paulo, Cultura, 1980.
A obscena senhora D. (capa de Mora Fuentes). São Paulo, Massao Ohno, 1982.
Com os meus olhos de cão e outras novelas. (capa de Maria Regina Pilla; desenho da capa de Hilda Hilst). São Paulo, Brasilense, 1986.
 Caderno rosa de Lori Lamby. (ilustrações de Millôr Fernandes). São Paulo, Massao Ohno, 1990; 2a edição, São Paulo, Massao Ohno, 1990.
 Contos d’escárnio. Textos grotescos. (capa de Pinky Wainer). São Paulo, Siciliano, 1990; 2a edição, São Paulo, Siciliano, 1992.
Hilda Hilst, ilustração Manuel Depetris
Cartas de um sedutor. (capa de Pinky Wainer). São Paulo, Paulicéia, 1991.
Rútilo Nada. (capa de Mora Fuentes e Olga Bilenky). Campinas, Pontes, 1993.
Estar sendo.Ter sido. (capa de Cláudia Lammoglia; foto da capa de Catherine A. Krulik; ilustrações de Marcos Gabriel). São Paulo, Nankin, 1997; 2a edição, São Paulo, Nankin, 2000.
A obscena senhora D. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2001.
 Cartas de um sedutor. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
Kadosh. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
 Contos de escárnio/Textos grotescos. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2002.
Fluxo-Floema. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2003.
 Rútilos. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2003.
 Tu não te moves de ti. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2004.
O caderno rosa de Lori Lamby. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2005.
Com os meus olhos de cão. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2006.
Estar sendo. Ter sido. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2006.
Com os meus olhos de cão. (capa de inc design editorial) São Paulo, Editora Globo, 2006.
Cascos e carícias. (capa de inc. design editorial). São Paulo, Editora Globo, 2007.


Crônica
Cascos e carícias: crônicas reunidas – 1992 - 1995. (capa de Cláudia Lammoglia; foto da capa de J. Toledo). São Paulo, Nankin, 1998; 2ª edição, São Paulo, Nankin, 2000.


Entrevistas
Fico besta quando me entendem. [coletânea de entrevistas com Hilda Hilst], São Paulo: Biblioteca Azul, 2013.

"Finalmente estão lendo meu trabalho. Até o começo dos anos 90 diziam que eu era uma tábua etrusca, totalmente incompreensível."
- Hilda Hilst


Teatro
O verdugo. 1969 (Prêmio Anchieta - Conselho Estadual de Cultura, 1970)
Teatro Reunido. volume 1 - [reúne A Possessa e O Rato no Muro, de 1967; O Visitante, Auto da Barca de Camiri, O Novo Sistema e As Aves da Noite, de 1968; e A Morte do Patriarca, de 1969]. (capa de Olga Bilenky). São Paulo, Nankin Editorial, 2000. 


Hilda Hilst, Carriero
Participações em coletâneas
Agüenta coração. In: Flávio Moreira da Costa - Onze em campo e um bando de primeira - Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1998, pp. 39-40.
Canto Terceiro, XI. (Balada do Festival). In: Milton de Godoy Campos - Antologia poética da Geração de 45 - São Paulo: Clube da poesia, 1966, pp.114-115.
Rútilo nada. In: Renata Pallotini - Anthologie de la poésie brésilienne - Paris: Chandeigne, 1988, pp.373-381m, tradução de Isabel Meyrelles.
Gestalt. In: Ítalo Moriconi - Os cem melhores contos brasileiros do século - Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, pp. 332-333.
“Do desejo”. (fragmentos), "Alcoólicas" (fragmentos). In: Ítalo Moriconi - Os cem melhores poemas brasileiros do século - Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, pp.289-290, 293-295.
Do desejo (poema XLIX). In: José Neumanne Pinto - Os cem melhores poetas brasileiros do século - São Paulo, 2001. pp. 230.
Poeti brasiliani contemporanei. Prefácio e seleção de Silvio Castro. Veneza - Centro Internazionale della Gráfica di Venezia, 1997, pp.64-75.


Em parceria
Renina Katz: serigrafias.  Poema de Hilda Hilst - SP: Cesar, 1970.



Traduções
Alemão
Briefe eines Verführers. (Cartas de um Sedutor, fragmento.). [Tradução de Mechthild Blumberg]. In "Stint. Zeitschrift für Literatur", n° 27, ano 15, Bremen, outubro 2001, pp.28-30.
Funkelndes Nichts. (Rútilo Nada). [Tradução de Mechthild Blumberg]. In "Stint. Zeitschrift für Literatur", n° 29, ano 15, Bremen, agosto 2001, pp.54-66.
Vom Tod. Minimale Oden. (Da Morte. Odes Mínimas.). (Odes I, IV, V, VI, VIII, XII, XIX e poemas I e III de "Á tua frente. Em vaidade"). [Tradução de Curt Meyer-Clason]. In Modernismo Brasileiro und die brasilianische Lyrik der Gegenwart. Berlin, 1997.


Espanhol
Hilda Hilst
Rútilo Nada. In Revista literária De Azur, Columbia University Station, New York, verano 1994. [Tradução para o espanhol de Liza Sabater], pp 49-59.


Frances
L’obscène madame D suivi de le chien. [Tradução de Maryvonne Lapouge-Pettorelli]. Paris, Gallimard, 1997.
Contes sarcastiques – fragments érotiques. [Tradução de Maryvonne Lapouge-Pettorelli]. Paris, Gallimard, 1994.
Agda (fragmento). Brasileiras. [Organização de Clélia Pisa & Maryvonne-Lapouge Petorelli]. Paris, França, 1977.
Sobre a Tua Grande Face. [Tradução de Michel Riaudel]. Revista Pleine Marge, 2o semestre de 1997, Paris.
Da morte. Odes mínimas/ De la mort. Odes minimes. Edição bilingüe. [Tradução de Álvaro Faleiros]. Ilustrações de Hilda Hilst. São Paulo, Nankin Editorial/Montreal-Noroît, 1998.


Inglês
Glittering Nothing. In FERREIRA-PINTO, Cristina (Edited, with an Introduction and Notes). Tradução de David Willian. Foster Urban Voices – Contemporary Short Stories from Brazil. New York, University Press of America. Inc., 1999. pp. 20-32.
Two Poems. [Tradução de Eloah F. Giacomelli]. InThe Antigonish Review, no 20. St. Francis Xavier University, Nova Scotia, Canadá, 1975. p 61.


Italiano
Il quaderno rosa di Lori Lamby. [Tradução de Adelina Aletti]. Milano, Sonzogno, 1992.


Desenho inédito [técnica nankin sobre papel], de Hilda Hilst


"Poeta da estirpe dos visionários e dos incendiados pela paixão do viver, do amar e do saber, Hilda Hilst é um dos arautos do novo, em meio ao caos destes tempos de mutação."
- Nelly Novaes Coelho, in "Dicionário crítico de escritoras brasileiras".

Hilda Hilst

PRÊMIOS
Prêmio PEN Clube de São Paulo, com “Sete cantos do poeta para o anjo”, 1962.
Prêmio Anchieta de Teatro, com “O verdugo    , 1969.
 Melhor Livro do Ano – Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), com “Ficções”, 1977.
Grande Prêmio da Crítica para o conjunto da obra – Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), 1981.
Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), com “Cantares de perda e predileção”, 1984.
Prêmio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo), com “Cantares de perda e predileção”, 1985.
Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), com “Rútilo Nada”, 1994.
Prêmio Moinho Santista Poesia (Fundação Bunge), 2002.
Grande Prêmio da Crítica para Reedição das Obras Completas (Editora Globo) – Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), 2002.


Não falemos.
E que as vontades primeiras
permaneçam
gigantescas e disformes
sem caminho nenhum
para o mundo dos homens.
- Hilda Hilst, in "Balada do Festival", 1955.



Hilda Hilst, foto: Régis

POEMAS ESCOLHIDOS

 em gravação do princípio dos anos 1990. (clique no link)



Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
 E à noite se prepara e se adivinha

Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha).

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel.

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
- Hilda Hilst, in "Do Amor".


Desenho de Hilda Hilst
Não há silêncio bastante
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Nas prisões e nos conventos
Nas igrejas e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.

Os amantes no quarto.
Os ratos no muro.
A menina
Nos longos corredores do colégio.
Todos os cães perdidos
Pelos quais tenho sofrido:
O meu silêncio é maior
Que toda solidão
E que todo o silêncio.
- Hilda Hilst, in "Poesia: 1959-1979/Hilda Hilst". São Paulo: Quíron, 1980.



Prelúdios-intensos para os desmemoriados do amor
(trecho selecionado)
I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.

Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.

Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.

II
Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.

Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.

Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta.
(...)
- Hilda Hilst [Júbilo memória noviciado da paixão (1974)], in "Poesia: 1959-1979/ Hilda Hilst". São Paulo: Quíron; Brasília: INL, 1980.



Hilda Hilst
Honra-me com teus nadas
Honra-me com teus nadas.
Traduz me passo
De maneira que eu nunca me perceba.
Confunde estas linhas que te escrevo
Como se um brejeiro escoliasta
Resolvesse
Brincar a morte de seu próprio texto.
Dá-me pobreza e fealdade e medo.
E desterro de todas as respostas
Que dariam luz
A meu eterno entendimento cego.
Dá-me tristes joelhos.
Para que eu possa fincá-los num mínimo de terra
E ali permanecer o teu mais esquecido prisioneiro.
Dá-me mudez. E andar desordenado. Nenhum cão.
Tu sabes que amo os animais
Por isso me sentiria aliviado. E de ti, Sem Nome
Não desejo alívio. Apenas estreitez e fardo.
Talvez assim te encantes de tão farta nudez.
Talvez assim me ames: desnudo até o osso
Igual a um morto.
- Hilda Hilst, in “Sobre a tua grande face”, 1986.



Quisera dar nomes
Quisera dar nomes, muitos, a isso de mim
Chagoso, triste, informe. Uns resíduos da tarde
Algumas aves, e asas buscando tua cara de fuligem.
De áspide.
Quisera dar o nome de Roxura, porque a ânsia
Tem parecimento com esse desmesurado de mim
Que te procura. Mas também não é isso
Este meu neblinar contínuo que te busca.
Ando em grandes vaguezas, açoitando os ares
Relinchando sombras, carreando o nada.
Os que me vêem me gritam: como tem passado
A aldeã de sua alteza? E há chacotas e risos.
Mas vem vindo de ti um entremuro de sons e de cicios
Um labiar de sabores, um sem nome de passos
Como se águas pequenas desaguassem
Num pomar de abios. Como se eu mesma
Flutuasse, cativa, ofélica, sobre a tua Grande Face.
- Hilda Hilst, in Sobre a tua grande face, 1986.



Da noite
(trecho selecionado)
III
Vem dos vales a voz. Do poço.
Dos penhascos. Vem funda e fria
Amolecida e terna, anêmonas que vi:
Corfu. No mar Egeu. Em Creta.
Vem revestida às vezes de aspereza
Vem com brilhos de dor e madrepérola
Mas ressoa cruel e abjeta
Se me proponho ouvir. Vem do Nada.
Dos vínculos desfeitos. Vem do Nada.
Dos vínculos desfeitos. Vem dos ressentimentos.
E sibilante e lisa
Se faz paixão, serpente, e nos habita.

IV
Dirás que sonho o dementado sonho de um poeta
Se digo que me vi em outras vidas
Entre claustros, pássaros, de marfim uns barcos?
Dirás que sonho uma rainha persa
Se digo que me vi dolente e inaudita
Entre amoras negras, nêsperas, sempre-vivas?
Mas não. Alguém gritava: acorda, acorda Vida.
E se te digo que estavas a meu lado
E eloqüente e amante e de palavras ávido
Dirás que menti? Mas não. Alguém gritava:
Palavras... apenas sons e areia. Acorda.
Acorda Vida.

V
Águas. Onde só os tigres mitigam a sua sede.
Também eu em ti, feroz, encantoada
Atravessei as cercaduras raras
E me fiz máscara, mulher e conjetura.
Águas que não bebi. Crespusculares. Cavas.
Códigos que decifrei e onde me vi mil vezes
Inconexa, parca. Ah, toma-me de novo
Antiqüíssima, nova. Como se fosses o tigre
A beber daquelas águas.

VI
O que é a carne? O que é esse Isso
Que recobre o osso
Este novelo liso e convulso
Esta desordem de prazer e atrito
Este caos de dor dobre o pastoso.
A carne. Não sei este Isso.

O que é o osso? Este viço luzente
Desejoso de envoltório e terra.
Luzidio rosto.
Ossos. Carne. Dois Issos sem nome
- Hilda Hilst, in “Do Desejo”, 1992.


Vida da minha alma
(trecho selecionado)
I
Vida da minha alma:
Recaminhei casas e paisagens
Buscando-me a mim, minha tua cara.
Recaminhei os escombros da tarde
Folhas enegrecidas, gomos, cascas
Papéis de terra e tinta sob as árvores
Nichos onde nos confessamos, praças

Revi os cães. Não os mesmos. Outros
De igual destino, loucos, tristes,
Nós dois, meu ódio-amor, atravessando
Cinzas e paredões, o percurso da vida.

Busquei a luz e o amor. Humana, atenta
Como quem busca a boca nos confins da sede.
Recaminhei as nossas construções, tijolos
Pás, a areia dos dias

E tudo que encontrei te digo agora:
Um outro alguém sem cara. Tosco. Cego.
O arquiteto dessas armadilhas.
- Hilda Hilst, in "Cantares de perda e predileção", 1983.


Como se te perdesse, assim te quero
Como se te perdesse, assim te quero
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
 Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.

Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
- Hilda Hilst, in "Do Amor".


Ode descontínua e remota para flauta e oboé.
De Ariana para Dionísio.
(trecho selecionado)
I
É bom que seja assim, Dionisio, que não venhas.
Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora

E sozinha supor
Que se estivesses dentro

Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora

Eu jamais ouviria. Atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo. E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência.

II
Porque tu sabes que é de poesia
Minha vida secreta. Tu sabes, Dionísio,
Que a teu lado te amando,
Antes de ser mulher sou inteira poeta.
E que o teu corpo existe porque o meu
Sempre existiu cantando. Meu corpo, Dionísio,
É que move o grande corpo teu

Ainda que tu me vejas extrema e suplicante
Quando amanhece e me dizes adeus.

III
A minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência

E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.

A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?

IV
Porque te amo
Deverias ao menos te deter
Um instante

Como as pessoas fazem
Quando vêem a petúnia
Ou a chuva de granizo.

Porque te amo
Deveria a teus olhos parecer
Uma outra Ariana

Não essa que te louva

A cada verso
Mas outra

Reverso de sua própria placidez
Escudo e crueldade a cada gesto.

Porque te amo, Dionísio,
é que me faço assim tão simultânea
Madura, adolescente

E por isso talvez
Te aborreças de mim.
(...)
- Hilda Hilst, [Júbilo memória noviciado da paixão (1974)], in "Poesia: 1959-1979/ Hilda Hilst". São Paulo: Quíron; Brasília: INL, 1980.



Que canto há de cantar o que perdura
(trecho selecionado)
II
Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
- Hilda Hilst, in "Da noite", 1992.



Desejei te mostrar minha forma humana
Desejei te mostrar minha forma humana
Afastada de todo da velhice. Por isso
É que te chamo a ti desde criança
E adolescente e mulher, também contigo
Em chamamento convivi. E tive corpo e cara preciosos
E brisas crespas numa voz tão rara
Que se tivesses vindo àquele tempo
Me verias a mim num corrido de horas
Um demoroso estar de muitos noivos.
E de todos, Soturno, nenhum foi tão coalescente

Tão colado à minha carne, como tu foste, ausente.
Dirás demasiado. Mas fosca e acanhada, hoje,
Peço-te com o luzir dos ossos
Com a fragilidade de uma espuma n’água
Que me visites antes do adeus da minha palavra.
- Hilda Hilst, in Sobre a tua grande face, 1986.



Hoje te canto
Hoje te canto e depois no pó que hei de ser
Te cantarei de novo. E tantas vidas terei
Quantas me darás para o meu outra vez amanhecer
Tentando te buscar. Porque vives de mim, Sem Nome,
Sutilíssimo amado, relincho do infinito, e vivo
Porque sei de ti a tua fome, tua noite de ferrugem
Teu pasto que é o meu verso orvalhado de tintas
E de um verde negro teu casco e os areais
Onde me pisas fundo. Hoje te canto
E depois emudeço se te alcanço. E juntos
Vamos tingir o espaço. De luzes. De sangue.
De escarlate.
- Hilda Hilst, in "Sobre a tua grande face", 1986.


O poeta inventa viagem, retorno
E morre de saudade
II
Meu medo, meu temor, é se disseres:
Teu verso é raro, mas inoportuno.
Como se um punhado de cerejas
A ti te fosse dado
Logo depois de haveres engolido
Um punhado maior de framboesas.

E dirias que sim, que tu me lembras.
Mas que a lembrança das coisas, das amigas
É cotidiana em ti. Que não te enganas,
Que o amor do poeta é coisa vã.

Continuarias: há o trabalho, a casa
E fidalguias
Que serão para sempre preservadas.
Se és poeta, entendes. Casa é ilha.
E o teu amor é sempre travessia.
Meu medo, meu terror, será maior
Se eu a mim mesma me disser:
Preparo-me em silêncio. Em desamor.
E hoje mesmo começo a envelhecer.
- Hilda Hilst



"Atada a múltiplas cordas
Vou caminhando tuas costas.
Palmas feridas, vou contornando
Pontas de gelo, luzes de espinho
E degredo, tuas omoplatas.
Busco tua boca de veios
Adentro-me nas emboscadas
Vazia te busco os meios.
Te fechas, teia de sombras
Meu Deus, te guardas.
A quem te procura, calas.
A mim que pergunto, escondes
Tua casa e tuas estradas.
Depois trituras. Corpo de amantes
E amadas.
E buscas
A quem nunca te procura".
- Hilda Hilst, in “Poemas Malditos, Gozosos e Devotos”, 1984.

Manuscrito Sobre a tua grande face '8', Hilda Hilst, publicado: in “Do Desejo”, Editora Globo, 2004.


Hilda Hilst


Manuscrito Sobre a tua grande face '9',  Hilda Hilst - publicado: in “Do Desejo”, Editora Globo, 2004.

De montanhas e barcas nada sei.
Mas sei a trajetória de uma altura
E certa fundura de águas
E há de me levar a ti uma das duas.
De ares e asas não percebo nada.
Mas atravesso abismos e um vazio de avessos
Para tocar a luz do teu começo.
Das pedras só conheço as ágatas.
Ams arranco do xisto as esmeraldas
Se me disseres que é o verde a dádiva
Que responde as perguntas da Ilusão.
E posso me ferir no gelo das espadas
Se me quiseres banhada de vermelho.

Em minhas muitas vidas hei de te perseguir.
Em sucessivas mortes hei de chamar este teu ser sem nome
Ainda que por fadiga ou plenitude, destruas o poeta
Destruindo o Homem.
- Hilda Hilst, in "Sobre a tua grande face", 1986.



Poemas aos homens do nosso tempo
XII
Vou indo, caudalosa
Recortando de mim
Inúmeras palavras.
Vou indo, recortando
Alguns textos antigos
Onde a faca finíssima
Sublinhava
Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles
As legendas políticas
E um punhal incisivo
Apunhalava
Um corpo amolecido
O olho aberto, uma bota
Pontiaguda
entrando no teu peito.
Os meus olhos te olhavam
Como de certo o Cristo
Te olhou, piedade
Compaixão infinita
Ah, meu amigo
Que límpida paixão
Que divina vontade
Fervor feito de lava
Fogo sobre a tua fronte
Tanto amor
E não te deram nada.
Deram-te sim
Ferocidade, grito
E sobre o corpo
Chagas
E mãos enormes, garras
Te levando o rosto
E inúmeras palavras
Tão inúteis na noite.
Diziam que adolescência
Moldou a tua ideia
Que eras como um menino
De encantada imprudência
Loucura caminhares
Na trilha da floresta
Sem luminosa armadura.
Mas eu, poeta, vou indo
Caudalosa
Recortando as palavras
Tão inúteis
E os meus olhos de treva
Vão te olhando
E te guardo no peito
Intenso, aberto
Colado a mim
Homem-Amor
Inteiro permanência
No todo despedaçado
Do poeta.
- Hilda Hilst, in "Poemas aos homens do nosso tempo", 1974.



Do amor contente e muito descontente
9
Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica:
O amor, a fome, o átomo, o câncer.
Tudo vem a tempo no seu tempo.
Tenho pedido às crianças mais sossego
Menos riso e muita compreensão para o brinquedo
O navio não é trem, o gato não é guizo.

Quero sentar-me e ler nesta noite calada.
A primeira vez que li Franz Kafka
Eu era uma menina. (A família chorava).
Quero sentar-me e ler mas o amigo me diz:
O mundo não comporta tanta gente infeliz.

Ah, como cansa querer ser marginal
Todos os dias.
Descansem anjos meus. Tudo vem tempo
No seu tempo. Também é bom ser simples.
É bom ter nada. Dormir sem desejar,
Não ser poeta. Ser mãe. Se não puder ser pai.
Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica.
Mas o homem não cansa.
- Hilda Hilst



Hilda Hilst, em seu escritório na Casa do Sol

FORTUNA CRÍTICA DE HILDA HILST

ABREU, Caio Fernando. A festa erótica de Hilda Hilst. Revista A-Z, São Paulo, n. 126, 1990.
ABREU, Caio Fernando. Deus pode ser um flamejante sorvete de cereja – Hilda Hilst. Leia, São Paulo, jan. 1987.
ABREU, Caio Fernando. Um pouco acima do insensato mundo. Revista Leia, São Paulo, fev. 1986.
ALBUQUERQUE, Gabriel. Deus, Amor, Morte e as atitudes líricas na poesia de Hilda Hilst. Manaus: Valer, 2012.
ALBUQUERQUE, Gabriel. Os nomes de Deus. Suplemento Literário de Minas Gerais. nº. 70, abril, 2001. p. 25-28.
Hilda Hilst, aos 27 anos, no apartamento
da Alameda Santos, em São Paulo
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Da esq. para dir., a escritora Lygia Fagundes Telles, Max Feffer, secretário de cultura,
 as escritoras Hilda Hilst e Olga Savary (...)


Cantares do sem-nome e de partidas
V
O Nunca Mais não é verdade.
Há ilusões e assomos, há repentes
De perpetuar a Duração.
O Nunca Mais é só meia-verdade:
Como se visses a ave entre a folhagem
E ao mesmo tampo não
(E antevisses
Contentamento e morte na paisagem).

O Nunca Mais é de planícies e fendas.
É de abismos e arroios.
É de perpetuidade no que pensas efêmero
E breve e pequenino
No que sentes eterno.

Nem é corvo ou poema o Nunca Mais.
- Hilda Hilst



Hilda Hilst de Pierro na companhia de Dener

DOCUMENTÁRIOS E AUDIOVISUAIS
ALMEIDA; BARBIN; RAZUK. Eu lambo, tu lambes, Lori Lamby. Mackenzie-SP, 2005.
CHIQUETTI; TROYA; RIOS. Hilda Hilst para virgens. PUC-Campinas, 2001
DEPOIMENTO da escritora Hilda Hilst. Setor de audiovisual do Instituto de Estudos da Linguagem IEL-UNICAMP. Campinas, 1991.
GRANDO & LOBO. Hilda Hilst: Casa do Sol Viva. Brasil, 2006. 26min.
HILDA Humana Hilst. Programa Memória Expressa. Departamento de Comunicação CCO-
UNICAMP, Campinas, 2003.
LAMBERT, Leandra & GWAZ, Alexandre. A Obscena Senhora Silêncio. Rio de Janeiro, 2010. 15min.
POETA Hilda Hilst investiga o fenômeno das vozes eletrônicas. Programa Fantástico, 18 de mar. de 1979. 10min.

Hilda Hilst


"E se houvesse alguém parecido comigo, eu o colocaria ao meu lado, e quem sabe depois viria mais alguém, e outros e muitos, e ficasse um apenas, a atirar o seu bolo de vômito e terra sobre nós, isso seria o ideal porque poderíamos organizar uma bela partida de beisebol, beisebol sim, beisebol é mais vida, a bola a gente agarra, a gente abraça, a gente encosta no peito. Beisebol sim. Incrível. Eu não imaginava conseguir dizer tanto. Incrível. Eu sempre me penso fechado, sobre mim uma lâmina de pura resistência, uma lâmina coesa, fosca, uma lâmina sobre os meus costados, chegando até a cabeça, em forma de viseira, se colocando depois sobre o meu rosto, e eu carrego esta lâmina e ando um pouco agachado, assim como esses velhos que têm sempre um feixe de lenha sobre os ombros, e olhem que eu sou bem alto, e assim mesmo me seu agachado. (...) Penso: vocês não serão culpados do meu grande ato?"
- Hilda Hilst - "Osmo, in Fluxo-Floema".



Manuscrito I trecho de Amavisse, com anotações da autora
Amavisse
I
Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia
Quando cruzares o Amanhã, a luz, o impossível
Porque de barro e palha tem sido esta viagem
Que faço a sós comigo. Isenta de traçado
Ou de complicada geografia, sem nenhuma bagagem
Hei de levar apenas a vertigem e a fé:
Para teu corpo de luz, dois fardos breves.
Deixarei palavras e cantigas. E movediças
Embaçadas vias de Ilusão.
Não cantei cotidianos. Só cantei a ti
Pássaro-Poesia
E a paisagem-limite: o fosso, o extremo
A convulsão do Homem.

Carrega-me contigo.
No Amanhã.
- Hilda Hilst

Hilda Hilst

FUNDO HILDA HILST – CEDAE – IEL – UNICAMP
ACERVO HILDA HILST
Centro de Documentação Alexandre Eulálio (CEDAE) é responsável pelo acervo de Hilda Hilst na Unicamp.
Em 1995 a evidente importância da escritora motivou que o Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) comprasse parte do seu arquivo pessoal. Em setembro de 2003 a Unicamp compra a segunda parte do arquivo pessoal de Hilda Hilst, aberto a estudiosos e afins.
Sua obra, reeditada pela Editora Globo, mereceu também tradução em vários países (entre eles Itália, França, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Argentina), despertando cada vez mais a atenção dos críticos estrangeiros. Hilda viveu na Casa do Sol até seu falecimento.
Site Oficial: Cedae-IEL/Unicamp



Cantares de perda e predileção
I
Vida da minha alma:
Recaminhei casas e paisagens
Buscando-me a mim, minha tua cara.
Recaminhei os escombros da tarde
Folhas enegrecidas, gomos, cascas
Papéis de terra e tinta sob as árvores
Nichos onde nos confessamos, praças

Revi os cães. Não os mesmos. Outros
De igual destino, loucos, tristes,
Nós dois, meu ódio-amor, atravessando
Cinzas e paredões, o percurso da vida.

Busquei a luz e o amor. Humana, atenta
Como quem busca a boca nos confins da sede.
Recaminhei as nossas construções, tijolos
Pás, a areia dos dias

E tudo que encontrei te digo agora:
Um outro alguém sem cara. Tosco. Cego.
O arquiteto dessas armadilhas.
- Hilda Hilst


Hilda Hilst manuscrito em um diário
Manuscrito de Hilda Hilst

1973. Fevereiro. 25. Domingo.

Fiquei sem luz,
li com as velas
e pensei
pensei.
Por que, Hilda, você
é toda pungente?
Trágica? Impulsiva?
Sem disciplina?
E o que há com o 
teu corpo?


INSTITUTO HILDA HILST – CENTRO DE ESTUDOS CASA DO SOL

A Casa do Sol
Casa do Sol - Instituto Hilda Hilst
Histórico: Atual sede do Instituto Hilda Hilst, a Casa do Sol foi construída pela autora em 1966 em terras da antiga Fazenda São José, propriedade de sua mãe. É uma residência diferenciada, estilo colonial mineiro despojado, com pátio interno central, tendo aproximadamente 700m2 de área construída.
Rodeando a construção, uma área ajardinada de quase 12.000m2, com grande variedade de árvores, entre elas a figueira centenária que era a preferida da escritora. Atrás da Casa existem canis que abrigam 40 cães recolhidos em vida pela autora. Esses cães estão sendo mantidos também através do instituto.
A herdeira da Casa do Sol, a artista plástica Olga Bilenky, que mora no local há cerca de 20 anos, preserva o imóvel como estava quando Hilda vivia. A atmosfera, os objetos que a escritora mais gostava (como uma mandala), fotografias dos amigos e os muitos cães que ela recolhia das ruas continuam intocados. 
Nas décadas de 70 e 80 a Casa do Sol foi freqüentada por grandes nomes da intelectualidade brasileira, tais como o Maestro Jose Antônio de Almeida Prado, os escritores Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, a poeta Olga Savary, os críticos Léo Gilson Ribeiro, Nelly Novaes Coelho, os físicos Mario Schenberg, César Lattes e Newton Bernardes, o diretor de teatro Rofran Fernandes, a pintora e gravurista Maria Bonomi entre outros grandes nomes de todas as artes.
Foi nesse ambiente que a escritora deu forma à maior parte de sua obra, que compreende 41 livros, entre crônicas, prosa e poesia, que desde 2001 vem sendo reeditada pela Editora Globo. Sua produção literária é formada em parte por temas polêmicos como lesbianismo, homossexualidade e pedofilia. Hilda, no entanto, dizia que seu trabalho sempre buscou, essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem. Esse material foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, do Instituto de Estudos de Linguagem (IEL) da Unicamp e está aberto a pesquisadores. 
O Instituto Hilda Hilst tem como missão preservar a Casa do Sol tombada pelo patrimônio histórico em 2011, sede do instituto, tanto em sua estrutura física, como em seu espírito de servir de porto seguro para a produção cultural inovadora e democrática. Fundado em 2005, o IHH vem paulatinamente se estabelecendo como centro produtor e difusor de cultura na cidade de Campinas, São Paulo. 
O IHH desenvolve diversos projetos culturais que fortalecem sua missão institucional de preservar a recém tombada Casa do Sol, tornando-a um eixo gestor e dinamizador de realizações culturais, além de democratizar o acesso a obra de Hilda Hilst. Conheça os projetos acessando o site IHH
Localização: Rua João Caetano Monteiro, s/n, Quadra B, Chácara Casa do Sol. Parque Xangrilá - Campinas, SP. CEP 13098-605.
Site Oficial: Instituto Hilda Hilst 


Hilda Hilst, Casa do Sol - foto: Pio Figueira, em 20.04.2000.


Trajetória poética do ser
passeio
1
Não haverá um equívoco em tudo isso?
O que será em verdade transparência
Se a matéria que vê, é opacidade?
Nesta manhã sou e não sou minha paisagem
Terra e claridade se confundem
E o que me vê
Não sabe de si mesmo a sua imagem.

E me sabendo quilha castigada de partidas
Não quis meu canto em leveza e brando
Mas para o vosso ouvido o verso breve
Persistirá cantando.
Leve, é o que diz a boca diminuta e douta.

Serão leves as límpidas paredes
Onde descansareis vosso caminho?
Terra, tua leveza em minha mão.
Um aroma te suspende e vens a mim
Numas manhãs à procura de águas.
E ainda revestida de vaidades, te sei.
Eu mesma, sendo argila escolhida
Revesti de sombra a minha verdade.
- Hilda Hilst


Hilda Hilst, na Casa do Sol, em 01.09.2003 - Foto: Cedoc/RAC

FONTES E REFERÊNCIAS DE PESQUISA
HILDA HILST. Obra poética reunida (1950-1996). Casa do Sol. Disponível no link.
Obra da autora
Teses, Dissertações, ensaios e artigos.

Imagens e fotos: Fundo Hilda Hilst - Cedae/IEL Unicamp; Instituto Hilda Hilst e internet


Hilda Hilst
Amavisse
XVIII
Será que apreendo a morte
Perdendo-me a cada dia
No patamar sem fim do sentimento?
Ou quem sabe apreendo a vida
Escurecendo anárquica na tarde
Ou se pudesse
Tomar para o meu peito a vastidão
O caminho dos ventos
O descomedimento da cantiga.

Será que apreendo a sorte
Entrelaçando a cinza do morrer
Ao sêmen da tua vida?
- Hilda Hilst, in "Amavisse".



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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Hilda Hilst - múltipla e singular. Templo Cultural Delfos, maio/2013. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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 Página atualizada em 5.1.2016.



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2 comentários:

  1. Excelente material, o melhor sobre HH! Obrigada.

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  2. A postagem é bem completa, com muitas imagens interessantes e a seleção de textos é excelente. Muitas informações detalhadas sobre a autora, além dos poemas fantásticos escolhidos para abrilhantar ainda mais o post. Parabéns, não só por esse post, mas pelo blog todo.
    Guilherme Vilela

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