Alberto Santos-Dumont – eu naveguei pelo ar

Alberto Santos-Dumont - foto: (...)
"Eu me detinha horas a contemplar o belo céu brasileiro e admirar a facilidade com que as aves, com suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas. Assim meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas. Tais devaneios eu os guardava comigo."

SANTOS-DUMONT - UM PIONEIRO DA AVIAÇÃO MODERNA
Desde pequeno, Alberto Santos Dumont foi fascinado pelo sonho imemorial de libertar o homem do solo e fazê-lo voar como os pássaros.
Rico, dedicou-se ao estudo e ao trabalho, árduo e denotado, para dominar com perfeição o vôo de balões. Tornou-se pioneiro na solução do difícil problema da dirigibilidade no ar.
Com perseverança e espírito científico, desenvolveu a técnica de fazer voar um aparelho mais pesado que o ar, façanha documentada e divulgada amplamente pela imprensa. Inventou o avião em 1906. Tornou-se um herói internacional.
Alberto Santos-Dumont - foto: (...)
Santos Dumont recusou-se a patentear seus inventos, que considerava propriedade da humanidade. Distribuiu entre seus operários e os pobres de Paris os prêmios que recebeu por seus feitos. Quando os amigos aconselhavam-no a patentear seus inventos, dizia:
“Prefiro terminar num asilo de pobres a cobrar o privilégio de copiar meus experimentos aéreos.” - Santos- Dumont
Homem de visão e pacifista, vislumbrou todas as possibilidades do uso pacífico do avião, do transporte de mercadorias ao turismo. Depois do 14-bis pioneiro, desenvolveu um elegante avião de uso pessoal, transportável em automóvel, precursor dos atuais ultraleves.


Estou convencido de que os obstáculos de tempo e distância serão removidos. As cidades exiladas na América do Sul entrarão em contato direto com o mundo de hoje. Os países distantes se encontrarão (...). Os Estados Unidos e os países sul-americanos se conhecerão tão bem como a Inglaterra e a França se conhecem (...). Anulados o tempo e a distância, as relações comerciais (...) se desenvolverão espontaneamente (...). Seremos mais fortes nos nossos laços de compreensão e amizade. Tudo isso, senhores, será realizado pelo aeroplano.
- Santos-Dumont



Vôo do Demoiselle, obra-prima de Santos Dumont (1909).
Precursor do ultraleve

"Inventar é imaginar o que ninguém pensou; é acreditar no que ninguém jurou; é arriscar o que ninguém ousou; é realizar o que ninguém tentou. Inventar é transcender."
- Santos-Dumont


CRONOLOGIA DE ALBERTO SANTOS-DUMONT
O jovem Santos-Dumont - foto: (...)
1873Em 20 de julho nasce Alberto Santos-Dumont. Sobre o local de nascimento existem várias dúvidas, o mais provável que ele tenha nascido em Valença, então Distrito Rio das Flores/RJ. Filho do Engenheiro Henrique Dumont e de D. Francisca de Paula Santos, foi o sexto filho do casal, de uma série de oito; seus irmãos foram: Henrique (15 de agosto 1857) Maria Rosalina (13 de fevereiro 1960) Virgínia (20 de dezembro de 1866) Luiz (16 de maio 1869) e Gabriela (26 de marco 1871) Sophia (2 de maio 1875) e Francisca (28 de marco 1877).
1874-1879 - Vai morar com a família em Casal, fazenda de café do avô materno, que o pai administra, e que fica perto de Valença, estado do Rio de Janeiro, onde nasceram suas irmas Sophia e Francisca.
1877No dia 20 de fevereiro,Alberto Santos Dumont, foi batizado, na Paróquia de Santa Tereza, na cidade de Valença, distrito de Rio das Flores, no Estado do Rio de Janeiro; foram padrinhos o seu tio materno José Augusto de Paula Santos e Dna. Maria Eugęnia Pinto Coelho da Rocha.
1879 - Muda com os pais para a Fazenda Arindeúva, na regiăo de Ribeirăo Preto, no Estado de São Paulo.
“Vivi ali uma vida livre, indispensável para formar o temperamento e o gosto pela aventura. Desde a infância eu tinha uma grande queda por coisas mecânicas e, como todos os que possuem ou pensam possuir uma vocação, eu cultivava a minha com cuidado e paixão. Eu sempre brincava de imaginar e construir pequenos engenhos mecânicos, que me distraíam e me valiam grande consideração na família. Minha maior alegria era me ocupar das instalações mecânicas de meu pai. Esse era o meu departamento, o que me deixava muito orgulhoso.” - Santos- Dumont
1883-1887 - A educação de Santos Dumont. Até os dez anos de idade não teve ensino formal, tendo sido alfabetizado por sua irmã Virgínia, sete anos mais velha. Dos dez aos doze anos freqüentou o Colégio Culto à Ciência em Campinas (1883-1884). A seguir mudou-se para o Colégio Kopke em São Paulo (1885), Colégio Morton (1886) e finalmente para o Colégio Menezes Vieira no Rio de Janeiro.
1888 - Vê, pela primeira vez, um balão cativo na capital de São Paulo. em uma exposiçăo de equipamentos aeronáuticos construídos na França.
Alberto Santos-Dumont - foto: (...)
1889Em 31 de março, foi inaugurada a Torre Eiffel, monumento maior da Feira Internacional da Ciência e da Indústria realizada em Paris em comemoração aos 100 anos da Revolução Francesa.
1890No dia 15 de fevereiro, foi oficialmente instalado o município de Palmira. A partir daí o sítio de Cabangu deixou de pertencer a Barbacena e passando para Palmira, que hoje é denominado Santos-Dumont.E o pai Henrique Dumont torna-se hemiplégico e vende a fazenda.
1891Em 6 de abril faz a primeira viagem a Europa, em companhia de seus pais a bordo do vapor Elbe. Em Portugal, foram visitar três irmãs de Alberto que moravam na cidade do Porto: Maria, Virginia e Gabriela. A casa de Virgínia era situada a beira-mar. Seguiram para Paris/França,onde o pai pretende curar-se da hemiplegia freqüentando as termas de Lamalou-les-Bains. E Alberto deslumbrou-se com as maravilhas tecnológicas, principalmente com os automóveis. Visitou o Pavilhão da Indústria remanescente da Exposição Internacional de Paris e lá ficou encantado com um pequeno motor a explosão. Em novembro, regressou ao Brasil pelo vapor Portugal.
1892Em 12 de fevereiro, Santos Dumont, foi emancipado pelo seu pai no Cartório do 3° Tabelião de Notas de São Paulo, que lhe entrega títulos no valor de muitas centenas de contos. Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz: vai para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se você se faz um homem; prefiro que não se faça doutor; em Paris, com o auxílio de nossos primos, você procurará um especialista em física, química, mecânica, eletricidade, etc., estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver...” - Em maio, faz sua segunda viagem do Brasil com destino à França, acompanhado de seus pais. Porém, Henrique Dumont desembarcou com sua esposa na cidade do Porto, em Portugal, e voltou ao Brasil, devido a seus problemas de saúde. Em 1890 um acidente o deixara hemiplégico. Santos-Dumont continuou viagem para a França. – E no dia 30 de agosto, falece seu pai Henrique Dumont, no Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.
Alberto Santos-Dumont, estudando um de seus 
projetos - foto: (...)
1892-1897 - A educação científica de Santos-Dumont - se deu principalmente de forma autodidata, sendo, porém auxiliada pela interação com o professor Garcia. Santos-Dumont assistiu aulas como ouvinte em instituições de ensino superior em Paris e em Bristol (Inglaterra).
1898 - Retorno ao Brasil. Ficou encantado com a leitura do livro sobre as aventuras da viagem ao pólo norte em um balão do cientista sueco Andrée. O balão havia sido construído pelos franceses Lachambre e Machuron. No dia 23 de março, realizou pela primeira vez em sua vida uma ascensão aerostática. Subiu em um balão dirigido pelo aeronauta francês Machuron e fabricado pela firma Lachambre & Macuhron, saindo do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris e descendo no terreno de Chateau de La Ferrière, propriedade de Alphonse de Rotschild. Em 30 de maio, realiza uma ascensão aerostática noturna, na qual seu balão foi envolvido por uma tempestade; nesse evento, Santos-Dumont partiu de Pérone e desceu próximo a Namur, na Bélgica. Em 14 de julho, Santos-Dumont subiu em seu primeiro balão-livre esférico individual, o Brasil. Voou várias vezes experimentando o aparelho e logo em seguida construiu o L’Amerique, bem maior e para vários passageiros. Em 18 de setembro, tentou decolar pela primeira vez com seu balão-dirigível nº 1, realizado no Jardim da Aclimação, concordou com os espectadores em decolar a favor do vento e acabou se acidentando. No dia 20 de setembro, vem a experiência bem sucedida com seu balão-dirigível n° 1, partindo do Jardim da Aclimação até Bois de Boulogne, onde foi obrigado a descer no campo de Bagatelle devido ao mau funcionamento da bomba de ar do balonete. E no dia 25 de outubro, Santos-Dumont realizou ascensão em um balão-livre, que durou horas e foi de Paris a Vicarnes, próximo a Chantilly.
Alberto Santos-Dumont, em seu Dirigível nos arredores de Paris
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1899Em 11 de maio, faz a primeira experiência com o seu balão-dirigível n° 2, partiu novamente do Jardim da Aclimação e logo após o início da ascensão o invólucro dobrou-se ao meio. O dirigível chocou-se contra as árvores, danificando-se. No dia de 13 de novembro, realiza a primeira experiência com seu dirigível n° 3 Saiu de Vaugirard e contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. Segundo ele,foi a ascensão mais feliz que até a data realizei”.
1900No dia 22 de março, iniciou, em Paris, a construção do seu balão dirigível n° 4. Em 24 de março, foi criado o Prêmio Deutsch de la Meurthe. O vencedor seria o primeiro aeronauta que, com um balão dirigível, fizesse o percurso Saint Cloud - Torre Eiffel – Saint Cloud (11.000 metros), dentro do prazo de 30 minutos. Valor do prêmio: 100.000 francos. Já no dia 16 de junho, Santos-Dumont, termina a construção de seu hangar em Saint Cloud, no Parque da Aerostação do Aeroclube de França. O hangar media 30 metros de comprimento, 11 de altura e 7 de largura. Assim economizava gás e ganhava tempo. Seu lema de balonista viria a ser: Descer sem sacrificar o gás, subir sem sacrificar o lastro. No dia 1 de agosto, termina a construção do balão dirigível n° 4. O Santos-Dumont n° 4 era um balão dirigível de forma cilindro - cônica, simétrica, com 28,6 m de comprimento, diâmetro na parte cilíndrica de 5,6 m e um volume de 420 m3. Algumas inovações foram incorporadas: motor mais potente de 7 cavalos e 2 cilindros, um selim de bicicleta no lugar do cesto, a hélice dianteira e pedais para acionar o motor. E em 19 de setembro, faz a experiências com seu n° 4, em Saint Cloud. Nessa ocasião, quebrou-se o leme de direção. A experiência foi feita na presença dos membros do Congresso Internacional de Aeronáutica. O astrônomo e inventor americano Samuel Langley, secretário do Smithsonian Institute, estudioso do vôo, entusiasmou-se com os testes. Langley construiu nos Estados Unidos excelentes aeromodelos, mas o seu avião foi um enorme fracasso.
Santos-Dumont, em seu Dirigível nº 6
1901 - Em 1 de abril, recebeu o Prêmio Deutsch. Foi-lhe concedida pela Comissão Científica do Aeroclube de França a quantia de 4.000 francos, juros do Prêmio Deutsch, por ter sido o aeronauta que mais se destacou naquele ano. No dia 13 de abril, instituiu o Prêmio Santos-Dumont de 4.000 francos para quem, sem limite de tempo, partisse de Saint Cloud, contornasse a Torre Eiffel e voltasse ao ponto de partida, usando somente os meios de bordo. No dia 12 de julho, decidiu mudar o n° 4 construindo um novo balão com melhores condições de dirigibilidade. E fez experiências com seu dirigível n° 5, com motor mais potente de 4 cilindros e 12 cavalos. E em 13 de julho, na tentativa oficial para ganhar o Prêmio Deutsch, circulou com seu dirigível n° 5, em torno da Torre Eiffel antes de descer entre as árvores do parque da residência do barão Edmond de Rotschild. A vizinha de Rotschild, a princesa Isabel, condessa d’Eu, lhe ofereceu um lunch au champagne entre as árvores. Poucos dias mais tarde, Santos-Dumont recebeu uma medalha para levar no pulso acompanhada de um pequeno bilhete: Eis uma medalha de São Bento, padroeiro contra os acidentes. Aceite-a, e traga-a ao relógio, carteira ou ao pescoço. No dia 1 de agosto, o Aeroclube da França conferiu-lhe uma medalha de ouro. Em 8 de agosto, ao contornar a Torre Eiffel perdeu altura, indo chocar-se com o telhado do Hotel Trocadero. Ficou pendurado na cordoalha, sendo içado pelos bombeiros de Paris. O dirigível n° 5 ficou totalmente inutilizado, tendo ele, no mesmo dia, encomendado a construção do n° 6, aproveitando os restos do n° 5. Escreve em 11 de agosto, carta de agradecimento aos bombeiros de Paris, por lhe terem socorrido quando se chocou com o Hotel Trocadero, publicado, na imprensa local. No dia 30 de agosto, novo balão-dirigível, o n° 6, em 22 dias estava pronto o novo balão, quase igual ao n° 5. Realiza a primeira experiência, no dia 06 de setembro, com o seu balão-dirigível n° 6. Nessa ascensão, Santos-Dumont colidiu com uma casa e seu balão sofreu avarias no invólucro e no leme. Em 7 de setembro, a Comissão de Aerostação do Aeroclube de França tentou introduzir modificações no regulamento do Prêmio Deutsch de la Meurthe para torná-lo mais difícil. Três dias depois, Santos-Dumont escreveu ao Presidente do Aeroclube de França, protestando contra as regras mais difíceis para obtenção do Prêmio Deutsch de La Meurthe. No dia 18 de setembro, tentou novamente vencer o Prêmio Deutsch, descendo no Prado de Longchamps, no Bois de Boulogne, devido a problemas técnicos no seu dirigível n° 6.
Santos-Dumont, circundando a Torre Eiffel
com seu Dirigível nº 6, em 19.10.1901,
vencendo o Premio Deutsch de la Meurthe.
Finalmente vence o Prêmio Deutsch de la Meurthe, em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o n° 5!) às 14:42, Santos-Dumont partiu com seu dirigível n° 6, com 33 m de comprimento e 622 m3, para circundar a Torre Eiffel; após 29’30” o n° 6 encontrava-se sobre o ponto de partida. Com esse feito Santos-Dumont provou que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares. Dia 5 de novembro pediu demissão do Aeroclube de França. E em 8 de novembro, recebeu das mãos do Presidente do Aeroclube de França, o Marquês der Dion, o cheque de 100.000 francos correspondente ao Prêmio de la Meurthe. Nesse dia, Santos-Dumont foi ao banco Crédit Lyonnais e trocou o cheque por 100 cédulas de 1000 francos; foi à Prefeitura de Policia e entregou 50.000 francos para serem distribuídos aos pobres de Paris.
1902Em 29 de janeiro, vôos do nº 6 em Monte Carlo. Subiu com o n° 6 em Monte Carlo, onde passou uma temporada a convite do príncipe Dino, que mandou construir no bulevar de La Condanine um aeródromo e hangar para os seus balões. No dia 2 de fevereiro, partiu de Nice para Paris a fim de tratar da construção do seu dirigível n° 7. As más condições atmosféricas lhe impediam de fazer ascensões com seu dirigível n° 6. Aproveitou para realizar obras de melhoria em seu hangar. Já em 14 de abril, o periódico Argus Albany de Nova Iork publicou o encontro de Santos Dumont com Thomas Edson, o inventor da lâmpada elétrica, em seu laboratório em West Orange, N.Y., no dia 13 de abril. Em 16 de abril, Santos-Dumont é recebido na Casa Branca por Theodore Roosevelt, presidente dos EUA. No dia 22 de junho, na Cidade do Porto, falece Dona Francisca Dumont, sua mãe, sendo enterrada no Cemitério Agromonte.
Santos Dumont, com seu chapéu "coco"
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1903 – Balladeuse e o invento de n° 9. A partir de 21 de maio, Santos-Dumont realizou vários vôos no Balladeuse, o menor dirigível até então construído. Pequeno, ágil e fácil de manobrar, foi a sensação de 1903. Tinha capacidade de apenas 261 m3 de gás e 12 m de comprimento, podendo desenvolver a velocidade de 30 km/h com um motor de 3 cavalos. No dia 23 de junho, Santos-Dumont desceu com seu dirigível n° 9 na calçada de sua residência na Av. Champs Elisées para tomar chá. Em 29 de junho, a cubana Aída d’Acosta realizou um vôo solitário no n° 9, indo e retornando no trajeto de Neuilly a Bagatelle. Ela tornou-se a primeira mulher do mundo a voar, aos 19 anos. No dia 14 de setembro, passa em revista às tropas, voou sobre a parada militar em comemoração ao 114° aniversário da Queda da Bastilha. Santos-Dumont parou com seu n° 9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revolver. Esse fato apresenta-se como o primeiro desfile aéreo em uma parada militar. RETORNO AO BRASIL – Em 7 de setembro, volta ao Rio de Janeiro. Partiu para o Brasil em 20 de agosto com a intenção de rever a família e amigos, de quem estava afastado havia seis anos, e restabelecer a saúde debilitada por trabalhos excessivos. Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do vapor Atlantique. Teve recepção calorosa com comemorações intensas, sendo recepcionado como herói. Nesse dia, cumprimentou, no Palácio do Catete, o Presidente da República Rodrigues Alves e à noite assistiu a uma ópera no Teatro Lírico. Em homenagem Eduardo das Neves compôs à Serenata: “A Conquista do Ar” (1902), a consagração popular de Santos-Dumont!
Durante o mês de setembro, Santos-Dumont, visita outras cidades, como Campinas e Belo Horizonte passando por Barbacena, Palmira e Juiz de Fora. Também visitou o balão que José do Patrocínio estava construindo em Inhaúma, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 23 de setembro, despediu-se do Presidente da República, retornando a Paris, pelo vapor Atlantique, chegando em Paris no dia 12 de outubro.
Alberto Santos-Dumont
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1904 - No dia 3 de abril, foi publicado no L’Officie o decreto nomeando-o como Cavaleiro da Legião de Honra da França. No mesmo ano, publica em Paris o livro Dans l’Air, que em seguida é publicado na Inglaterra sob o título My Airships. A versão brasileira Os Meus Balões só apareceu em outubro de 1938 nas comemorações da Semana da Asa. Neste livro deixou claro seu plano: Nossa única esperança de navegar no ar […] devemos procurá-la na natureza das coisas, no “mais-pesado-que-o-ar”, na máquina voadora ou aeroplano”. Em 28 de junho, encontrou o invólucro do seu Santos-Dumont n° 7 rasgado. Não se sabe ao certo a origem de tal incidente. Um fato semelhante ocorreu também na Inglaterra impedindo-o igualmente de exibir sua aeronave. Santos-Dumont apresentou a versão de sabotagem. As autoridades acusaram-no de rasgar a sua própria aeronave para não ter de submetê-la a um teste. Retornou a Paris abandonando as corridas.
1906 - Em 18 de julho, inscreveu-se para disputar duas provas no Aeroclube de França: a Taça Ernest Archedeacon, para quem fizesse um vôo de mais de 25 metros em aeronave mais pesada que o ar, e o Prêmio Aeroclube, de 1500 francos, para quem fizesse um vôo de mais de 100 metros.
No dia 19 de julho, apresenta seu 14 Bis. Santos-Dumont, surgiu com um aparelho extravagante com estrutura de caixas com motor de 25 cavalos (depois substituído por um de 50), 12 m de envergadura e 10 m de comprimento. "Lutei, a princípio, com as maiores dificuldades para conseguir a completa obediência do aeroplano. Era o mesmo que arremessar uma flecha com a cauda para a frente. Em meu primeiro vôo, após sessenta metros, perdi a direção e caí... Não mantive mais tempo no ar, não por culpa da máquina, mas exclusivamente minha(...) Continuando na minha idéia de evolução, dependurei o meu aeroplano em meu último balão, o n.º 14; por esta razão, batizaram aquele com o nome de 14-bis. Com esse conjunto híbrido, fiz várias experiências em Bagatelle, habituando-me, dia a dia, com o governo do aeroplano, e só quando me senti senhor das manobras é que me desfiz do balão. Em 13 de setembro, realiza um vôo de 7 metros de distância com o 14 bis no campo de Bagatelle. Foi notícia na revista francesa La Nature: O dia 13 de setembro de 1906 será doravante histórico, pois, pela primeira vez, um homem elevou-se no ar por seus próprios meios, Santos-Dumont que, sem abandonar seus trabalhos nos “mais leves que o ar”, fez também importantes estudos sobre o “mais pesado que o ar”; foi ele quem conseguiu “voar” neste dia memorável; diante de um público numeroso... Elevou-se no espaço, sem balão, e esta é uma vitória importante para os partidários do “mais pesado que o ar.”.
Santos-Dumont e seu 14-Bis
No dia 23 de outubro, Santos-Dumont conseguiu realizar o primeiro “vôo mecânico” do mundo, devidamente homologado, alcançando a distância de 60 m, em vôo nivelado a uma altura que variava entre 2 m e 3 m com duração de 7 s. Venceu o prêmio Archedeacon, no valor de 3.000 francos. Ficou oficialmente provado que o ser humano podia voar com um apare lho mais-pesado-que- o-ar, utilizando seus próprios meios. Era um início promissor: “Logo depois, em 23 de outubro, perante a Comissão Científica do Aero Club e de grande multidão, fiz o célebre vôo de 250 metros, que confirmou inteiramente a possibilidade de um homem voar”.
No dia 12 de novembro, conquista o Prêmio Aeroclube de França. Após três tentativas, o 14 bis, realizou o segundo vôo homologado da história da aviação ao percorrer 220 m, a 6 m de altura do solo, em 21 s, a uma velocidade média de 41 km/h. Conquistou, portanto, o outro prêmio, oferecido pelo Aeroclube de França, batendo seu recorde de 23 de outubro. A multidão envolveu o 14 bis e Santos-Dumont saiu carregado em triunfo pelo povo que acorrera ao Campo de Bagatelle. Toda a imprensa mundial noticiou os dois grandes feitos do brasileiro. Este vôo ficou conhecido como o minuto memorável da história da navegação aérea A repercussão internacional foi enorme.
Droite à gauche: cap. Ferber, Deutsch, Delagrange, Farman, 
Blériot,  Archdeacon, Santos Dumont [aviation]
- photographie de presse/Agence Rol
O Capitão Armée Française Ferdinand Ferber, logo após o vôo, afirma: "Santos-Dumont avançou para a conquista do ar passo a passo, salto a salto, vôo a vôo".
1907Em 4 de abril, ao tentar decolar com o aeroplano 14 bis, acidentou-se no campo de provas de Saint Cyr, tendo a aeronave sido destruída. Entre 15 e 17 de novembro, Santos-Dumont realizou experiências com seu invento de numero 19, que ficou conhecido como Demoiselle. Era um avião totalmente original, extremamente leve e de um design impressionante. Segundo ele, …nessa época, os aparelhos eram grandes, enormes, com pequenos motores, voavam devagar, uns 60 km/h ou pouco mais. Mandei, então, construir um motor especial de minha invenção, desenhado especialmente para um aeroplano minúsculo. Este motor possuía dois cilindros opostos, o que traz a inconveniência da dificuldade de lubrificação, mas, também, as vantagens consideráveis de um peso pequeno e um perfeito equilíbrio, não ultrapassado por qualquer outro motor. Pesava 40 quilos e desenvolvia 35 cavalos.” Em 21 de novembro, o primeiro modelo do “Santos-Dumont n° 19”, o Demoiselle, sofreu acidente em Buc.
Demoiselle, Santos-Dumont
1908 - Entre 23 a 30 de dezembro, realizou-se no Grand Palais, em Paris, uma exposição aeronáutica, na qual estava o Demoiselle de Santos-Dumont. Hoje, o Demoiselle n° 20 encontra-se em exposição permanente no Musée de l’Air et de l’Espace. (site do Museu)
1909Em 06 de abril, Santos-Dumont realizou as primeiras experiências com o Demoiselle 20: voou 2000 m. Em 13 de setembro, atingiu a velocidade de 96 km/h em vôo com duração de 5 min. No dia 7 de setembro, uma visita inesperada ao castelo Gallard. Pilotando o novo modelo foi forçado a pousar nos jardins do Chateau d’Aion, do conde Gallard em Wideville, após percorrer 18 km. E em 18 de setembro, de volta ao hangar, transportado no próprio carro, Santos-Dumont levantou vôo novamente. Em Saint Cyr passou rasante sobre a multidão com os braços levantados, demonstrando a perfeita estabilidade da aeronave. Um repórter assim relatou: Depois de um vôo maravilhoso de destreza e de leveza, voltou sobre nós, e enquanto os aplausos estouravam, afastou os braços, deixando naturalmente as alavancas e os manetes, pegou um lenço em cada mão e os deixou cair sobre nós... depois disso aterrissou, simplesmente, modestamente, como um herói.”
1910No dia 12 de novembro, em comemoração à conquista do Prêmio Aeroclube de França, foi inaugurado o monumento em Bagatelle.
Santos-Dumont, homenageado pelo Aeroclube
de França com o Monumento em Bagatelle
1913Em 19 de outubro, é inaugurado o monumento sobre a conquista do Prêmio Deutsch O monumento é encimado pela estátua de Ícaro. No monumento, está escrito: Este monumento foi erigido pelo Aero Clube da França para comemorar as experiências de santos-dumont, pioneiro da locomoção aérea. 19 de outubro de 1901 e 23 de outubro de 1906.”.No dia 24 de outubro, foi promovido ao Grau de Comendador da Legião de Honra da França. Dezembro, parte da França para o Brasil, aonde chegou em 2 de janeiro de 1914, pelo vapor Blucher.
1914No dia 4 de agosto, quando a Alemanha declarou guerra à França, Santos Dumont decidiu colocar-se a serviço de seu país adotivo. Mas os militares franceses chegaram até ele primeiro. Os vizinhos o haviam denunciado, pois pensavam que o tímido estrangeiro que observava o mar com um telescópio de fabricação alemã era um espião do kaiser. A polícia revirou sua casa e, após verificar o equívoco, o governo francês fez um pedido formal de desculpas. Mas, Santos Dumont não perdoou a suspeita de ser um traidor. Numa explosão de raiva, jogou todos seus documentos aeronáuticos, os desenhos e as cartas de congratulações no fogo.
Alberto Santos-Dumont - foto: (...)
1915Em outubro, Santos-Dumont voou em um hidroavião Curtiss na fábrica em Long Island, N.Y. No dia 28 de dezembro, Inaugurou-se, em Washington, o Segundo Congresso Científico Pan-americano, no qual Santos-Dumont discorreu sobre o seguinte tema: “Como o aeroplano pode facilitar as relações entre as Américas”. Sua conferência teve grande repercussão. Nessa ocasião o Aeroclube da América convidou-o para representá-lo no Congresso Pan-americano de Aeronáutica no ano seguinte, em Santiago do Chile.
1916 Em 9 de março, Presidente da Primeira Conferência Pan-americana de Aeronáutica em Santiago do Chile Santos-Dumont foi declarado Presidente de Honra. Participou ativamente das comissões que redigiram os estatutos da Federação Aeronáutica Pan-americana. Partiu de Santiago, dirigindo-se ao Brasil, através território argentino, subindo o Rio Paraná, tendo chegado a Foz do Iguaçu em 24 de abril. No mesmo dia foi a cavalo visitar as cataratas. Por sua sugestão foi criado o parque de Iguaçu. Em 3 de maio, chegou a cavalo em Guarapuava. Três dias depois chegou de trem a Curitiba, passando por Ponta Grossa. Em Curitiba foi alvo de inúmeras homenagens.
1918Em 14 de abril, adquiriu o terreno n° 22, na Rua do Encanto, em Petrópolis, onde mandou construir sua residência que recebeu o nome de A Encantada. Ali, escreveu o livro O Que Eu Vi, O Que Nós Veremos. Quando de sua estada em Petrópolis, o governo brasileiro doou-lhe o Sítio de Cabangu, onde nasceu. Dela fez o 1º Museu Aeronáutico, colocando-lhe a placa com os dizeres: "Esta casa, onde nasci, me foi oferecida pelo Congresso Nacional como Prêmio dos meus trabalhos. Santos Dumont, agradecido.”
Santos-Dumont, influenciando a moda da época
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1922 Em abril, partiu do Brasil para a França no vapor Lutetia. Ao passar por Fernando de Noronha, trocou telegramas com Sacadura Cabral e Gago Coutinho que se encontravam a bordo do cruzador português República, aguardando o segundo hidroavião para prosseguir o reide para o Brasil.. No dia 14 de maio, realizou sua última ascensão aerostática, em Paris, na companhia do conde de La Vaulx, no balão livre La Cigogne.
1923No dia 23 de abril, partiu do Brasil para Portugal, a fim de buscar os restos mortais de sua mãe. Em 11 de agosto, os mesmos foram transladados para o Cemitério São João Batista. E no dia 21 de agosto, por ocasião do centenário da Independência do Brasil, o governo francês fez uma réplica do monumento em Saint Cloud que ficou exposta no Pavilhão Francês. Ao final das comemorações, essa réplica foi ofertada a Santos-Dumont. Nesta data, foi iniciada a construção do túmulo para seus pais, no qual foi colocada a réplica do monumento. E em outubro, fez o translado dos restos mortais de seus pais para o túmulo por ele construído.
1924 Em 6 de novembro, foi feito Grande Oficial da Ordem de Leopoldo II da Bélgica.
1925No dia 20 de julho, os problemas de saúde se agravaram e Santos-Dumont buscou tratamento para “os meus pobres nervos” na Clínica Valmont, em Glion-sur-Montreux, Suiça. Em 15 de dezembro, escreveu: Doente aqui na Suíça, longe dos amigos, para distração tenho tomado aulas de encadernação”. Estava supostamente sendo vencido pela esclerose múltipla.
1926 - Escreve mensagem ao Embaixador Afrânio Melo Franco, representante do Brasil na Liga das Nações, pedindo a limitação dos armamentos e propondo a interdição do avião como arma de guerra.
1928 Em novembro, viajou da Europa para o Brasil a bordo do vapor Cap Arcona, chegando ao destino em 3 de dezembro.
1930No dia 10 de julho, recebeu a condecoração de Grande Oficial da Legião de Honra da França, grau a que fora promovido em dezembro de 1929, num banquete organizado pelo Aeroclube de França, no Hotel Claridge em Paris. E no dia 28 de outubro, Santos-Dumont internou-se na Casa de Saúde de Préville em Orthez, nos Baixos Pirineus, França. Em 14 de abril, do ano seguinte fez seu primeiro testamento.
Alberto Santos-Dumont, aos 55 anos
- foto: (...)
1931 Em 28 de maio, partiu da Europa a bordo do vapor Lutetia, chegando ao Brasil em junho. Não estava bem. Nada de cerimônias ou homenagens. O desembarque foi triste: “Em silêncio hierático, os braços tombados indiferentemente, olhava absorto para o tumultuado ambiente. Alongava o olhar para o mar e para o céu. Enfermo e em silêncio, desembarcou do Lutetia ao largo para fugir às emoções da aclamação popular. As pessoas de sua família, que o rodeavam, pediram-nos encarecidamente que nos abstivéssemos até de cumprimentá-lo. Olhamos Santos-Dumont. Sempre a sua fina sensibilidade. Santos-Dumont chorava... e foi chorando que desceu de braço com seus sobrinhos, a escada de bordo”. No dia 4 de junho, Santos-Dumont foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para ocupar a cadeira n° 38, cujo patrono é Tobias Barreto. A cadeira achava-se vaga após a morte de José Pereira de Graça Aranha.
1932Em 14 de julho, redigiu uma mensagem ao governador de São Paulo, Pedro de Toledo, durante a Revolução Constitucionalista, em que reivindica o estabelecimento da ordem constitucional no país (...), como um crente sincero em que os problemas de ordem política e econômica que ora se debatem, somente dentro da lei magna poderão ser resolvidos. No dia 23 de julho, Santos-Dumont, se suicida. Às onze horas, a camareira do Hotel De La Plage, Francília Mucci, desce as escadarias esbaforida e exclama: O doutor do 152 está morto! Coitado do doutor! O Decreto n° 21.668 estabelece luto de três dias. O carro fúnebre (a Prefeitura de Guarujá restaurou, em 2001) transportou o corpo de Santos-Dumont para São Paulo. Lá o corpo do inventor foi embalsamado para que pudesse ser levado em segurança de São Paulo para o funeral no Rio de Janeiro – o que demorou seis meses, até que acabassem os conflitos entre paulistas e as tropas federais. Em 31 de julho, Palmira cidade natal do aviador, passa a se chamar Santos-Dumont, vontade da população em homenagear o seu filho mais ilustre. O jornal da cidade “O sol”, trazia neste dia, em sua manchete a frase: Palmyra, Berço de Santos Dumont, por vontade unanime de seu povo vai chamar-se Santos Dumont.”
PALMIRA passa a chamar-se SANTOS-DUMONT
Junto o Decreto 10.447 de mesma data, nos seguintes termos:
“O presidente do estado de Minas Gerais, usando de suas atribuições, e considerando que o estado de Minas foi engrandecido por Alberto Santos Dumont, um dos mais ilustres de seus filhos, aquele que rasgou à civilização perspectivas novas; considerando que a irradiação de sua gloria deve alcançar e maneira especial, a terra que lhe foi berço; resolve de acordo com o desejo expresso de sua população mudar para Santos Dumont, o nome da cidade e do município de Palmyra, onde nasceu o grande inventor agora desaparecido”.(Palácio de Presidência em Belo Horizonte. Olegário Maciel – Presidente, e - Gustavo Capanema – Secretario do Interior.)
Em 21 de dezembro, o corpo de Alberto Santos-Dumont foi colocado no túmulo no Cemitério São João Batista, sua pousada definitiva. No instante em que seu corpo era colocado no túmulo, caía um forte temporal.
1936 - A Lei n° 218, de 4 de julho, declara 23 de outubro o dia do aviador, em homenagem ao primeiro vôo da história, realizado nesta data, em 1906. Em 16 de outubro, o primeiro aeroporto do Rio de Janeiro foi batizado com o nome "Santos-Dumont".
1947 - Em 5 de dezembro, pela Lei nº 165, foi-lhe conferido em caráter permanente o posto de tenente-brigadeiro na Força Aérea Brasileira (FAB).
1959Em 22 de setembro, a Lei 3636, concedeu a Santos-Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar. Publicado no DOU 23.9.1959. e Boletim MAer 9/59,p. 857.
Santos-Dumont, Patrono da Aeronáutica Brasileira
1971 - Em 19 de outubro, setenta anos após a conquista do Prêmio Deutsch de La Meurthe, pela Lei n° 5.716, o Marechal-do-Ar Alberto Santos-Dumont foi proclamado “Patrono da Força Aérea Brasileira”.
1973Em outubro, ano do centenário de nascimento de Santos-Dumont, o Comitê de Nomenclatura da União Astronômica Internacional, por proposta do Museu Nacional do Ar e do Espaço da Smithsonian Institution, deu o nome de Santos-Dumont a uma das crateras da Lua.
1984 - A Lei 7.243, de 4 de novembro, concedeu postumamente a Santos-Dumont o título de Patrono da Aeronáutica Brasileira.
2006 - Em 26 de julho, Marechal-do-Ar Alberto Santos Dumont teve o seu nome inserido no Livro dos Heróis da Pátria, em comemoração ao ano do Centenário do Vôo do 14-bis, realizado em 23 de outubro de 1906.

“É para que todos imaginem como seria a vida numa máquina voadora.”
- Santos-Dumont

Santos-Dumont, abordo em seu 14-bis - foto: (...)


“Haverá hoje, talvez, quem ridicularize minhas predições sobre o futuro comercial dos aeroplanos. Quem viver, porém, verá.”
- Santos-Dumont



A SAGA E AS INVENÇÕES DE SANTOS-DUMONT

“O homem há de voar.”
- Santos-Dumont

Santos Dumont, em seu Atelier com seus projetos - foto: (...)

"As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso, em que não deve haver lugar para o esmorecimento.”
- Santos-Dumont


CRONOLOGIA DAS INVENÇÕES DE ALBERTO SANTOS-DUMONT

1898 - Balão “Brazil” - Balão Livre Esférico. Primeiro vôo em 04.06.1898.

Prova de balões esféricos à qual Santos-Dumont compareceu
com o Balão Brasil, promovida para comemorar a criação do
Aeroclube da França e do campo de Saint-Cloud, em 1898.

1898 - Dirigível Nº 1 – Primeira que utiliza cordas presas diretamente ao invólucro.

Dirigível nº 01, de Santos-Dumont - decolando.

1898 - Dirigível Nº 2 – Motor Dion-Bouton modificado.

Dirigível nº 2, Santos-Dumont

1899 - Dirigível Nº 3 – Empregou pela primeira vez o gás de iluminação em lugar do hidrogênio, mais caro. O aparelho era afilado nas pontas e, para abrigá-lo, construiu um hangar especial, o primeiro do mundo. Realizou o primeiro vôo em 13.11.1899. Realiza a primeira experiência com seu dirigível n° 3 Saindo de Vaugirard e contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. Segundo ele, foi a ascensão mais feliz que até a data realizei”.

Dirigível nº 3, Santos-Dumont

1900 - Dirigível Nº 4 – Em forma cilindro - cônica, simétrica, com 28,6 m de comprimento, diâmetro na parte cilíndrica de 5,6 m e um volume de 420 m3. Algumas inovações foram incorporadas: motor mais potente de 7 cavalos e 2 cilindros, um selim de bicicleta no lugar do cesto, a hélice dianteira e pedais para acionar o motor. Pilotou sentado numa sela de bicicleta, de onde dirigia e controlava o motor, o leme de direção e as torneiras do lastro, que em vez de areia, compunha-se de 54 litros de água, guardados em dois reservatórios. Subiu com sucesso em 1º de agosto.

Dirigível nº 4, Santos-Dumont, em construção no Hangar.
Notem o motor de 4 cilindros, com 10 CV de potência

Dirigível nº 4, Santos Dumont

1901 - Dirigível Nº 5 – Motor de 16 HP, com 41kg, e fabricado pelo próprio aeronauta. O balão, no entanto, chocou-se com um prédio de Paris e o cientista ficou pendurado a vinte metros de altura, mas saiu ileso.

Panorâmica do hangar com o Dirigível Nº 5, Santos-Dumont.
e o Professor Langley (EUA) em primeiro plano.
1901 - Dirigível Nº 6 – Custou cerca de 30 mil dólares. Contornou a Torre Eiffel e voltou ao ponto de partida (o campo de aerostação de Saint-Cloud) em menos de uma hora. Pelo feito, conquistou em Paris o Prêmio Deutsch de la Meurthe. Com o mesmo dirigível tentou atravessar o Mediterrâneo (1902), mas caiu no mar, sofrendo seu segundo sério acidente.

Dirigível nº 6, Santos-Dumont, contorna a Torre Eiffel, em 01.04.
1901, e recebe finalmente o "Prêmio Deutsch de la Meurthe"

“Os pássaros devem experimentar a mesma sensação, quando distendem suas longas asas e seu voo fecha o céu... Ninguém, antes de mim, fizera igual.”
- Santos Dumont

1902 - Dirigível Nº 7 – Santos-Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº 7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.


Dirigível nº 7, Santos Dumont
Pulou o 8 por superstição.

1903 - Dirigível Nº 9 “Baladeuse” – Primeiro vôo em 07.05.1903. O menor e o mais famoso dos dirigíveis de Santos Dumont, de 1903. Fez muitos passeios sobre Paris, sendo visto quase diariamente, descendo nas ruas das cidade, com o intuito de mostrar a versatilidade a capacidade de transportar do aparelho.


Dirigível nº 9, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 10 – Chamado dirigível-ônibus, tinha capacidade para dez passageiros. Somente em teste, porém, o objetivo era para ser um ônibus voado.

Dirigível nº 10, Santos-Dumont
1905 - Monoplano- Bi-motor Nº 11 – Inspirado em Sir Jorge Cayley.

Monoplano, bi-motor nº 11, Santos-Dumont

1906 Monoplano-bi-motor Nº 12 – Não teve sucesso com o projeto do Nº 12, um helicóptero de dois propulsores. A tarefa de projetar um motor adequado para esse equipamento, ao mesmo tempo mais leve e mais potente, estava muito aquém dos conhecimentos de engenharia da época. Ficou somente no projeto.

Projeto nº 12 - Helicóptero, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 13 – O número Nº 13, semi-rígido e com gerador próprio de ar quente, descrito por ele como "um grande iate aéreo", combinando o uso do hidrogênio com o de ar quente. Possui 19 metros de comprimento. Em 31 de dezembro de 1904 foi destruído por uma tempestade antes mesmo de voar. Em razão da perigosa combinação acabou desistindo do projeto, que poderia facilmente transformar a aeronave numa bola de fogo.


Dirigível nº 13, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 14 Trouville – Faz experiências em agosto, na costa do Canal da Mancha. O número Nº 14, semi-rígido, causou muito interesse do público em suas demonstrações, Também possuía motor Clément, e possuía um motor de 14 HP. De início possuía um invólucro longo e esbelto, com a hélice à frente do cesto onde ele o controlava. Um fato interessante é que este serviu de um rebocador para os ensaios do então batizado 14-Bis, tão relevante que hoje o ensaio em vôo do Centro Técnico Aeroespacial o tem como homenagem.

Dirigível nº 14, Santos-Dumont - no Hangar



Exposição do Dirigível nº 14, Santos-Dumont


“Um mineiro que ousou voar como os pássaros e teve o desplante de realizar seu sonho aos olhos de todo o mundo.”


1906 - Biplano Nº 14-bis Em julho, iniciou testes com um aparelho mais pesado que o ar, batizado de 14-Bis. A invenção possuía 11,5 metros de envergadura nas asas, 10 metros de comprimento e 4,81 metros de altura. Todo o conjunto pesava 290 quilos, contando com o aviador. Os assentos eram de seda japonesa, com armações de bambu e juntas de alumínio. Os franceses apelidaram o estranho aparelho de oiseau de proie (ave de rapina), ou canard, devido à semelhança com um pato. Os ingleses o chamavam bird of prey. Em outubro, em Bagatelle, Paris, realizou o primeiro vôo mecânico do mundo, voando a dois metros do chão por cerca de sessenta metros. Em 12 de novembro do mesmo ano, voou em Paris a seis metros do chão ao longo de 220 metros com o 14-Bis. Com este feito ganhou a Taça Archdeacom, instituída para o primeiro aeroplano que com seus próprios meios se elevasse a mais de 25 m, e o prêmio do Aeroclube da França, para o primeiro avião que fizesse um percurso de cem metros.

Vôo do 14 Bis, Santos-Dumont



“As coisas são mais belas quando vistas de cima.” - Santos-Dumont


Exposição 14-Bis, Santos-Dumont

1907 - Biplano Nº 15 – “Tractor” e com ensaios em novos ailerons.

Santos Dumont a bordo de sua aeronave "Nº 15",
no campo de Saint Cyr, arredores de Paris (1907)

1907 - Dirigível Nº 16 – Aparelho mais pesado que o ar com invólucro de hidrogênio e asas.

Dirigível nº 16, Santos-Dumont
1907 - Biplano Nº 17 – Versão semelhante ao nº 15, mas com um grande motor Levavasseur de 100 cv. Não chegou a testá-lo.


Projeto Dirigível 17, Santos-Dumont - não foi testado.

1907 - Hidroplanador Nº 18 “Hydro-glisseur” – Santos Dumont, aceitou a aposta de que seria capaz de fazer uma lancha desenvolver mais de 100 km/h na água. Construiu o nº 18, uma lancha movida por hélice tripla, ligada ao motor Levavasseur de 100 cv. Mantinha a fonte propulsora dos aviões, mas ia além, a lancha possuía uma asa e um leme submersos. Testou no Rio Sena, sem motor, não chegou a 100 km/h, perdendo a aposta.

Construção do Dirigível nº 18, Santos-Dumont

Hidroplanador nº 18, Santos-Dumont

1907 - Monoplano Nº 19 – O monoplano leve com estrutura de bambu denominado número 19 surge em 1907. Protótipo do Demoiselle possuía um motor Dutheil/Chalmers modificado.

Monoplano nº 19 - Protótipo de Demoiselle, Santos-Dumont

1909 - Monoplano Nº 20 “Demoiselle”O número 20 surge apartir do número 19, sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético. Estas asas de seda e graciosas davam-lhe a beleza do vôo de uma libélula, que assim o inspirou a denominá-lo Demoiselle (“libélula” ou “senhorita”). Considerado por muitos historiadores como o primeiro avião esportivo do mundo. Atinge 20 km/h.

Demoiselle, nº 20 - Santos-Dumont

1909 - Monoplano Nº 21 “Demoiselle”O número 21 com motor Antoinette (ou Darracq), surge apartir do número 20 em 1909. A troca do motor e melhorias estruturais colocava como avião de série. Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuía uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.

Santos-Dumont, transportando seu Monoplano "Demoiselle"

1909 - Monoplano Nº 22 “Demoiselle” – O projeto do nº 22 era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, construídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Observação: Santos-Dumont, por princípios, jamais requereu patente por seus inventos.

Santos-Dumont, com seu Monoplano nº 22

Monoplano "Demoiselle" , de Santos-Dumont
Carta autógrafa de Santos Dumont,
descrevendo o aeroplano Demoiselle, em 15/2/1920,
escrita em sua casa de Petrópolis/RJ, que chamava de "A Encantada"
.

A "Demoiselle" media 10 metros quadrados de superfície de azas; era 8 vezes menor que o 14 bis! Com ella, durante um anno, fiz vôos todas as tardes e fui, mesmo, em certa occasião, visitar um amigo em seu castello.
Como era um aeroplano pequenino e transparente, deram-lhe o nome de "Libelule" ou "Demoiselle".
Este foi, de todos os meus apparelhos, o que conseguiu maior popularidade.
Santos=Dumont
"A Encantada", 15-2-1920.


Hangar

Antes de Santos-Dumont, ninguém tinha pensado onde guardar ou mesmo trabalhar junto aos balões, a salvo das intempéries. Mas construir um hangar para abrigar os imensos dirigíveis do final do século 19 até que era fácil. Difícil era abrir e fechar as portas do galpão – aí Dumont inventou as enormes portas de correr.


Hangar, construído por Santos-Dumont

1910 - Deixa de voar. Em 4 de janeiro de 1910, Santos-Dumont acidentou-se pilotando o Demoiselle Nº 22. Em seguida anuncia sua aposentadoria. No mesmo ano, o projeto detalhado de sua última invenção foi publicado com autorização de Santos Dumont na revista americana Popular Mechanics, e o monoplano acabou copiado em diversos países por empresas e particulares. Admirador e aprendiz do brasileiro, o francês Roland Garros, que anos mais tarde se tornaria um dos aviadores mais famosos da Primeira Guerra Mundial, comprou mais de um Demoiselle, inclusive o último produzido no hangar do criador. Em pouco tempo, fabricantes como Fokker copiaram o artefato e acrescentaram algumas poucas modificações. No entanto, não pensaram duas vezes em patentear os aviões como seus. Até hoje, os conceitos e o sistema de direção do Demoiselle são seguidos pela indústria aeronáutica.


OS INVENTOS DE ALBERTO SANTOS-DUMONT, PELAS LENTES DA IMPRENSA DA ÉPOCA
Em pouco tempo, seus inventos ganharam espaço na imprensa local e internacional, (...) Foi talvez o homem mais prestigiado e um dos mais noticiados em todo o mundo no início do século 20.”


Caricatura de Santos-Dumont, por Albert René sob o título
 "Les Hommes du Jour", publicado no "Journal 
da République Illustrée" em 10.11.1901.

Santos Dumont, retratado em Cartao Postal
Promenade Matinale Sur La Jetée (
1901?)


Santos-Dumont, desenho do seu amigo SEM (Georges Goursat, 
famoso cartunista) Publicado no Jornal Le Cri 
de Paris, em 11 de Agosto de 1901.


Charge publicada no New York Journal em 14 de Abril de 1902


Le Petitit Journal, 25.11.1906 "minute mémorable dans 
l’Histoire de l’aviation" Santos-Dumont abordo do 14-Bis.

Frank Harris escreveu*
“Agora em 1927, tomo a pena para escrever sobre o começo do século vinte.”
(...)
“A primeira coisa que trouxe admiração no novo século foi o vôo do brasileiro Santos-Dumont em um dirigível tripulado, em 1901. Depois de muitas tentativas, ele resolveu o problema de circular no céu de Paris circundando a Torre Eiffel.”
“Em 1906, ele conseguiu o primeiro vôo bem sucedido em um aeroplano a motor, na Bagatelle, no Bosque de Boulogne. Claro, que entre 1901 e 1906, ouvimos sobre os experimentos e tentativas dos irmãos Wright na América; mas nada pode tirar de Santos-Dumont a honra de ter sido o primeiro a voar no ar com um avião a motor. Isso pareceu a todos nós uma realização fazia erguer nosso espírito à altura do novo século. Ao mesmo tempo, ficávamos indignados com a ação insana do Imperador Alemão.”
(...)
“A conquista do ar, de um lado, e a criminosa ameaça do Kaiser, de outro, é a principal característica desses primeiros anos do novo século.”
(*)“My Life and Loves”, volume V, pág. 855, Editora Grove Press, New York, 1991.



SOBRE A GUERRA, SANTOS-DUMONT ESCREVEU
O sonho inocente - dos primeiros aviadores, que suas maquinas
voadoras, não seriam
utilizadas em combates e guerras.
“Nós, os fundadores da locomoção aérea no fim do século passado, tínhamos sonhado um futuroso caminho de glória pacífica para esta filha dos nossos desvelos. Lembro-me perfeitamente que naquele fim de século e nos primeiros anos do atual, no Aero Club de França que foi, pode-se dizer "O ninho da aeronáutica" e que era o ponto de reunião de todos os inventores que se ocupavam desta ciência, pouco se falou em guerra; prevíamos que os aeronautas poderiam, talvez, no futuro, servir de esclarecedores para os Estados Maiores dos exércitos, nunca, porém, nos veio à idéia que eles pudessem desempenhar funções destruidoras nos combates”.



"Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la."
- Alberto Santos-Dumont





SOBRE A POLÊMICA QUE ENVOLVE OS IRMÃOS WRIGHT - SANTOS-DUMONT ESCREVEU
“Eu não quero tirar em nada o mérito dos irmãos Wright, por quem tenho a maior admiração; mas é inegável que, só depois de nós, se apresentaram eles com um aparelho superior aos nossos, dizendo que era cópia de um que tinham construído antes dos nossos.”

Três amigos do Ar: Henri Farman, Santos-Dumont e Gabriel Voisin,
num encontro em 1928 para comemorar um
voo histórico de Farman, 20 anos antes.
“O que diriam Edison, Graham Bell ou Marconi se, depois que apresentaram em público a lâmpada elétrica, o telefone e o telégrafo sem fios, um outro inventor se apresentasse com uma melhor lâmpada elétrica, telefone ou aparelho de telefonia sem fios dizendo que os tinha construído antes deles?!”

“A quem a humanidade deve a navegação aérea pelo mais pesado que o ar? Às experiências dos irmãos Wright, feitas às escondidas e que estavam tão ignoradas no mundo, que vemos todos qualificarem os meus 250 metros de "minuto memorável na história da aviação", ou é aos Farman, Bleriot e a mim que fizemos todas as nossas demonstrações diante de comissões científicas e em plena luz do sol?”





A conquista do ar, música Eduardo Neves (1902)



A Aeronave
[por Augusto dos Anjos]
Cindindo a vastidão do Azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A Aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.

E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada na amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares
Vencendo o azul que ante si erguera.

Voa, se eleva em busca do Infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.

Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da Ciência.



SANTOS-DUMONT E A AMIZADE COM LOUIS CARTIER
[Obs.: Santos-Dumont, não inventou o relógio de pulso como se difundi erradamente]
Relógio de Pulso de Santos-Dumont,
feito pelo seu amigo Cartier
A amizade de Alberto Santos Dumont e Louis Cartier começou no final do século XIX e ligou dois homens pioneiros em seus metiers. Em um destes encontros amigáveis, Santos Dumont queixa-se com Cartier que era muito difícil olhar as horas no relógio de bolso e comandar seu ‘protótipo’ de avião ao mesmo tempo. Assim, pede ajuda ao amigo. Em 1904, Louis Cartier com a ajuda do mestre Edmond Jaeger, chegam a um protótipo do relógio de pulso, que o ajudaria a olhar as horas sem ter que retirar as mãos do comando.

O relógio não foi a 1ª peça da Cartier usada por Santos Dumont. Antes o idealista Dumont já portava abotoaduras e um bracelete de ouro com uma medalha de São Bento, que lhe foi ofertada pela Condessa d’Eu, filha de Pedro II, imperador do Brasil, após o atrapalhado pouso do dirigível nº 5 no jardim de seu amigo Edmond de Rothschild. Assim, Louis Cartier criou para poucos amigos o relógio Santos. O Cartier Santos foi produzido em ouro amarelo, com cabochon de safira e pulseira de couro marrom, suas dimensões eram com dimensões de 34,9 x 24,7 milímetros. O movimento era o calibre redondo LeCoultre 126, com decoração Côtes de Genève, 18 rubis, escapamento de âncora suíço e espiral Breguet.

1904-2004, 100 anos do Cartier Santos
Desde então mais de cem anos se passaram e a Cartier continua produzindo e comercializando tal relógio, com praticamente o mesmo desenho.

O relógio de Santos-Dumont, foi oficialmente colocado em exposição no Museu Aéreo de Paris em 20 de outubro de 1979, próximo ao “Demoiselle”, seu último avião construído.


Santos-Dumont

SANTOS-DUMONT, SEU ESTILO DE VIDA INFLUENCIOU A MODA MASCULINA DO SEU TEMPO 
O prestígio de Santos Dumont da Europa como um todo era notório. Os jornais e revistas da época não só apenas comentavam suas invenções, mas também seu estilo de vida. Dumont estava sempre bem vestido, seus colarinhos altos e brancos (Também conhecidos como colarinhos Santos Dumont) sua capa de ópera forrada de seda viraram mania. E o cinto leve e largo que ele usava sobre o colete, foram notados e copiados, assim como as botinas, as polainas, o cravo na lapela e o traje de motorista composto de boné, óculos de proteção e calções 3/4.


“Nunca um brasileiro foi tão completa glória universal, consagrado pelos sábios, pelos reis, pelos artistas.”
- Gilberto Freyre


Alberto Santos-Dumont, por seu amigo SEM. O desenho abre
a edição de exemplar do livro "Os meus balões", de 1938



PUBLICAÇÕES DE ALBERTO SANTOS-DUMONT
Livros
Brasil
SANTOS-DUMONT, Alberto. Os meus balões. [“Dans l’air]. 1º Edição no Brasil, (Tradução) BASTOS, A. de Miranda. Editora Alba, Rio de Janeiro, 1938.
SANTOS-DUMONT, Alberto. O que eu vi e o que nós veremos. Edição do autor, Rio de Janeiro, 1918.

França
Desenho Balões, de Santos-Dumont
DUMONT, Alberto Santos. Dans l’Air. Paris: P., Charpentier et Fasquelle, 1904. 343pp, Il.
DUMONT, Alberto Santos. A conquista do Ar. Paris, Aillaud & Cia., 1901.

Inglaterra
SANTOS-DUMONT, Alberto. My airships. The story of my life.. London, Grant Richards, 1904. 328pp.


Entrevistas e conferências
SANTOS-DUMONT, Alberto. Entrevista. [Entrevista concedida por Santos-Dumont ao jornalista Frantz Reichel em 20. Out.1913]. Paris: Lectures Pour Tous, 1.Jan.1914.
SANTOS-DUMONT, Alberto. How I became an aeronaut and my experience with airships. (Part 1), McClures’s Magazine. Nova Iorque: S. S. McClure Co., ago. 1902, p. 307.
SANTOS-DUMONT, Alberto. How I became an aeronaut and my experience with airships. (Part 2), McClures’s Magazine. Nova Iorque: S. S. McClure Co., set. 1902, p. 454.
SANTOS-DUMONT, Alberto. Airships and flying machines. North American Review. University of Northern Iowa, Cedar Falls, v. CLXXIV, nº 547, jun. 1902, p. 722-725.



Santos-Dumont

FORTUNA CRÍTICA DE ALBERTO SANTOS DUMONT
[Biografia sobre Santos-Dumont]
ABRANTES, Daniel Teixeira. 14-BIS. O Centenário Vem Aí... Rio de Janeiro: Revista Aeronáutica, Edição nov./dez. 2004.
ACAUAN, Antônio. Santos Dumont - O Pai da Aviação. Editora Cortesia de Varig, Ano. 1967 p. 32.
AGUIAR. Pinto de. Os precursores da aeronáutica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
AERONÁUTICA
, Jornal do Commercio. Rio de Janeiro: Propriedade de Rodrigues & Comp., n. 287, segunda-feira, 15 out. 1900, p. 2.
AIMÉ, Emmanuel. L'Aérophile. Portraits d'aeronautes contemporains. Aéroclub de France, Paris, 9º ano, nº 4, abr. 1901, p. 76.
AIMÉ, Emmanuel. Le Santos Dumont nº 5, L'Aérophile Paris: Aéroclub de France, 9º ano, nº 8, ago. 1901, p. 191-206.
AMARAL, Fernando Medina do. Do Vôo dos Pássaros à Dirigibilidade da Navegação Aérea. 1ª edição. Conselho Estadual de Cultura. Coleção Cultura Paraense. Série Theodoro Braga. Belém, Pará, 1987.
ANDRADE, Roberto Pereira da; PIOCHI, Antônio Errmete. História da Construção Aeronáutica no Brasil. São Paulo: Aquarius, 1982.
ANDRÉ, M. H. Les Dirigeables. Ch. Béranger Editeur. Paris, 1902.
B., G.. Le retour et les préparatifs de Santos Dumont, L’Aérophile.Paris: Aéroclub de France, 12o ano, no 6, abr. 1904, p. 91-92.
Santos-Dumont, antes do voo com seu Balão "Brasil"
BARBOSA, Cleverson Lélio. A Vida de Santos Dumont – O Gênio Brasileiro Que deu Certo. BIP - Boletim dos Inativos e Pensionistas da Aeronáutica. Nº 49, Jan-Mar/2005.
BARBOSA, Francisco Assis. Santos Dumont Inventor. Editora José Olympio, 1976, p. 112.
BARROS, Henrique Lins de. Alberto Santos-Dumont: pioneiro da aviação. Exacta, São Paulo, vol. 4, p. 35-46, jan./jun.2006.
BARROS, Henrique Lins de. Desafio de voar: brasileiros e a conquista do ar, 1709-1914. Metalivros, 2006 - P. 214.
BARROS, Henrique Lins de. O legado de Santos-Dumont. Registros históricos, na França, comprovam o pionerismo do inventor brasileiro. São Paulo: Scientific American Brasil. Edição nº 12, Maio 2003. Disponível no link. (acessado em 19.11.2011).
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WARREN, Patricia. Alberto Santos-Dumont: Aerial Sportsman and Pioneer Ballloonist. Outsports History, January, 2004.
WINTERS, Nancy. Man Files - The Story of Alberto Santos-Dumont - Master of the Balloon - Conqueror of the Air. The Ecco Press. New Jersy, USA, 1998.
WINTERS, Nancy. O Homem voa! – A vida de Santos-Dumont, o conquistador do ar. (Americana). Editora DBA.
WYKEHAM, Peter. Santos-Dumont: A study in Obsession. Paris, Trévise Editur, 1964. p. 284 Illustr.


DOCUMENTÁRIOS E FILMES
Titulo: 14 Bis
Direção: André Ristum
Gênero: Curta-metragem
Ano/País: 2006 - Brasil.
Duração: 24 min.
Sinopse: Em 23 de outubro de 1906 o mundo se rende a um brasileiro. Diante de grande público, Santos Dumont, a bordo do 14 Bis, realiza o primeiro vôo de avião da história, levando ao delírio a multidão presente no Campo de Bagatelle, em Paris. Anos depois, Alberto se depara com o uso que a humanidade fez de seu invento: um instrumento bélico durante a Primeira Grande Guerra.


Santos-Dumont, seu Dirigível nº 6 e o 14-Bis
Titulo: Santos-Dumont, o desafio do ar
Direção: Adolfo Rosenthal
Ano/País: 2007 - Brasil
Duração: 30 min/ou 52 min
Gênero/Cor: Doc/Fic - cor
Formato: HDV - Suporte: Inglês / Francês
Produtora: Arte em Movimento
Produtores: Fabrício Coimbra, Adolfo Rosenthal
Roteiro: Adolfo Rosenthal
Sinopse: Reconstituição, com grande riqueza de detalhes e realismo, das invenções de Santos-Dumont. Narrada em primeira pessoa, sendo o próprio inventor a relembrar sua trajetória, o documentário não deixa de lado a poesia e a subjetividade.


Titulo: Santos Dumont: pré-cineasta?
Direção: carlos Adriano
Ano/País: 2010 - Brasil
Duração: 64 min.
Sinopse: Este documentário é parte da descoberta e restauração de um raro carretel de fotografias reproduzidas de um filme mutoscópio, produzido em 1901, em Londres, sobre Santos Dumont.


Titulo: Santoscópio = Dumontagem
Direção: carlos Adriano
Ano/País: 2010 - Brasil
Duração: 15 min.
Sinopse: Versão experimental em curta metragem do documentário que é parte da descoberta e restauração de um raro e desconhecido carretel de fotografias reproduzidas de um filme mutoscópio, produzido em 1901, em Londres, sobre Santos Dumont.


Título: Santos-Dumont - o pai da aviação
Ano: 1960
Realizado: Agência Nacional



Santos-Dumont - o pai da aviação (1960)



Santos-Dumont, o homem pode voar


MUSEU CASA NATAL DE SANTOS-DUMONT
Hoje Museu Casa Natal de Santos-Dumont
Histórico: Em 1872, Henrique Dumont assume a empreitada de construir o prolongamento da Estrada de Ferro D. Pedro II, no trecho a partir de João Gomes (Palmira), vencendo a Serra da Mantiqueira.
Transfere-se a família para as proximidades da obra, indo residir no sítio denominado Cabangu. No dia 20 de julho de 1873, dia do aniversário de seu Pai Henrique, nasce no Cabangu o menino Alberto Santos-Dumont. Sexto filho do casal. Cabangu estava situado no distrito de João Gomes, que se transformou na cidade de Palmira hoje Santos = Dumont.
Santos-Dumont, vai a Palmira, sua cidade natal, se ocupar da casa onde nasceu, que lhe foi doada pelo Governo, pela qual se interessara desde 1914. Dela faz o primeiro Museu Aeronáutico, colocando-lhe a placa com os dizeres: "Esta casa, onde nasci, me foi oferecida pelo Congresso Nacional como prêmio dos meus trabalhos. Santos=Dumont (Agradecido)".
Em seu testamento, Santos-Dumont a Casa Cabangu, é "devolvida à Nação sua doadora", o que assegurou a manutenção do "Museu Casa Natal de Santos-Dumont".
Acervo é composto
objetos pessoais, fotos, iconografia, condecorações, projetos, invenções, documentos originais, mobiliário. No Parque – réplicas das suas invenções, entre elas o 14 Bis.
Serviço
Localizado: Distrito de Mantiqueira, no Município de Santos Dumont/Minas Gerais - Brasil
Site: Caxambu/MG - roteiro e acervo Santos-Dumont




MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ALBERTO SANTOS-DUMONT
Antigo casarão da Fazenda Dumont, construída
por Henrique Dumont, no final do Séc. XIX.
Histórico: Casarão sede da Fazenda Arindeuva (fazenda Dumont), de propriedade de Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont, adquirida em 1879, transformando-a em uma propriedade agrícola moderna. É nela que Santos-Dumont, passa parte de sua infância, dos 7 aos 12 anos.
Em 1890, a fazenda Dumont tem 5,7 milhões de café produzindo e é uma pequena cidade – cerca de 5.000 colonos moram lá. Em dezembro daquele ano Henrique inspeciona os cafezais em uma charrete quando esta, desgovernada, o lança ao chão. Henrique quebra um braço, bate a cabeça, fica parcialmente paralisado. Em 1891, vende a Fazenda Dumont, comprada pela Cia. Melhoramentos, é vendida a um grupo inglês em 1894. Eles criam a Dumont Coffee Company, que continua sendo uma grande produtora de café até a crise de 1929. Em 1942 a fazenda Dumont é loteada pela Caic (Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização, que existiu de 1928 a 1975). Vários ex-colonos compram pequenas glebas e lá surge a cidade de Dumont. E a antiga casa-grande da fazenda de Henrique Dumont ainda hoje é a sede da Prefeitura Municipal.
Antigo casarão da Fazenda Arindeuva/Dumont, hoje
Museu Histórico e pedagógico Alberto Santos-Dumont
Formação do Acervo: Alguns objetos do acervo foram doados por familiares dos antigos colonos, europeus trazidos para trabalhar na fazenda, que se tornaram proprietários de sua partilha. O acervo é formado por mobiliário, louçaria, máquinas registradoras do armazém, objetos farmacêuticos e fotografias que registram o local e pessoas da época.
Serviço
Endereço: Praça Josefina Negri, 21, centro.
Tel.: 16 - 3944 1311
Município: Dumont/São Paulo - Brasil



MUSEU CASA DE SANTOS DUMONT "A ENCATADA"
A Casa: Construída no antigo morro do Encanto em 1918. Foi em 18 de abril que efetuou a compra do terreno. Foi desenhada e planejada por Alberto Santos Dumont com ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras para servir de residência de verão; e devido a sua localização foi carinhosamente apelidada de “A Encantada”.
Casa "A Encantada", Construída por Santos-Dumont
em Petrópolis - RJ - Hoje Museu dedicado a 

difundir sua obra.
A Encantada revela muito da personalidade de Santos-Dumont. Uma ampla sala servia-lhe ao mesmo tempo, de biblioteca, escritório; no pavimento inferior, sua oficina e laboratório, na parte de cima, banheiro e quarto de dormir. No terraço, encravado na cobertura de folhas de flandres, o observatório onde passava horas observando os astros. O prédio é um chalé do tipo alpino francês.
Curiosidade: a casa não tinha cozinha e todas as refeições vinham do Palace Hotel, atual prédio da Universidade Católica de Petrópolis, junto ao Relógio de Flores. Foi lá que escreveu seu segundo livro, o auto-biográfico "O que eu vi. O que nós veremos." Doada pelos sobrinhos de Santos Dumont, a “Encantada”, é patrimônio da Prefeitura de Petrópolis.
Serviço
Localizada: Petrópolis - RJ
Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro
Telefone: 24/2247-5222
Visitação: terça a domingo de 9h30m às 17h. Visita guiada.
Contato: Prefeitura Municipal de Petrópolis/RJ


MUSEU AEROESPACIAL DO CAMPO DOS AFONSOS 
Endereço: Av. Mal. Fontanelle, 200 Campos dos Afonsos Marechal Hermes
Rio de Janeiro - RJ – Brasil
Site Oficial: Museu Aeroespacial


MUSEU DA AERONÁUTICA
Parque Ibirapuera - Pavilhão Lucas Nogueira Garcez

Ibirapuera São Paulo - SP - Brasil



ÚLTIMA MORADA
[Santos-Dumont e seus pais Henrique Dumont e D. Francisca Santos Dumont]
"Este jazigo que mandei construir para última morada de meus pais, junto dos quais desejo vir descansar, é cópia do monumento levantado em um arrabalde de Paris, em 1913, pelo Aero Club da França."
- Santos-Dumont

Masouléu Família de Santos-Dumont
O Jazigo localizado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro abriga os restos mortais do pai da aviação. O monumento é composto por um pedestal em pedra e uma escultura em bronze, de aproximadamente três metros, da figura mitológica Ícaro, que simboliza o sonho de voar. Segundo o Iphan, a obra original é de autoria de George Colín e foi produzida para homenagear o inventor brasileiro. A reprodução que se encontra no cemitério foi usada na exposição internacional em Comemoração ao Centenário da Independência, em 1922. Ao término do evento, Santos Dumont foi presenteado com a escultura.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, em julho de 2011, tomba provisoriamente o Mausoléu Ícaro, que abriga os restos mortais de Santos Dumont, pai da aviação.
Localização: O cemitério, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro - Brasil.



"O “pássaro”, depois de tanto evoluir no espaço, vinha à procura do “ninho”, a terra. Sua despedida: “... é com enternecido contentamento que acompanho o domínio dos ares pelo homem: é o meu sonho que se realiza.”



REFERÊNCIAS E OUTRAS FONTES DE PESQUISA
Santos-Dumont - foto: (...)
:: Museu Casa Natal de Santos-Dumont
:: Fundação Santos Dumont - Museu da Aviação
:: Santos Dumont net
:: Taller Comunicação
:: Teses, Dissertações, Livros e afins.

Fotos e Imagens
:: Acervo de Família
:: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER
:: Internet
:: Flickr
:: Livros
:: Museu Casa Natal de Santos-Dumont


© Direitos reservados ao autor/e ou ao seus herdeiros

© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske


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Como citar:
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Alberto Santos-Dumont - eu naveguei pelo ar. Templo Cultural Delfos, novembro/2011. Disponível no link. (acessado em .../.../...).
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Página atualizada em 9.5.2014.



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10 comentários:

  1. Amei o seu blog, estou seguindo! :D
    http://seriesbooksmovies.blogspot.com/

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  2. Obrigada, Larissa!. volte sempre, vou conhecer o seu. abs, Elfi

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  3. Que excelente trabalho: arte e pesquisa! Parabéns!

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    1. Obrigada Expedito, que bom que gostastes!
      Volte sempre, pois há sempre novidades.
      Abraços

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  4. Excelente! Sem mais nada a acrescentar! Parabéns.

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  5. Tem rss teu blog?
    Excelente trabalho!

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    1. Olá Fabio,
      tem sim, está na lateral direita... é aquele bonequinho laranja lendo, só colocar o seu email lá que você recebe as novidades. :)
      Obrigada pela visita e volte sempre!
      Abraços

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  6. Gostaria de sugerir uma correção com relação ao local de nascimento do aviador. É mais que comprovado que ele nasceu na Fazenda Cabangu, no distrito de João Aires, em Palmira-MG. Dias depois de sua morte Palmira foi rebatizada como Santos Dumont.

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  7. Se equivocou quanto ao local de nascimento, como bem disse o comentário acima.

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